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Cinzia M e d a g lia

La casa sulla scogliera


illustrazioni di A n n a l i s a B e g h e ll i
CAPITOLO 1 Valeria 5

CAPITOLO 2 L’amicizia 19

CAPITOLO 3 La festa 28

CAPITOLO 4 Marco 38

CAPITOLO 5 Il compleanno 46

CAPITOLO 6 Il mistero è svelato 53

CAPITOLO 7 La fine di un amore 66

CAPITOLO 8 Epilogo 73

DOSSIER Il Friuli Venezia Giulia: una regione di confine 14

Scrittori italiani del Novecento 60

AL CINEMA Amore e mistero 36

ATTIVITÀ 10,17, 24, 32, 37,42, 50, 57, 64, 70, 77

TEST FINALE 79

Il testo è integralmente registrato.

Esercizi in stile CELI 2 (Certificato di conoscenza della lingua italiana), livello B1.
Personaggi

Da sinistra a destra: il padre, Valeria, Fabio, Susanna, Marco.


CAPITOLO 1

Valeria
V a le r ia è m o lto b ella: h a gli occhi a z z u r r i,
i c a p e lli s cu ri e le g a m b e lu n g h e e s n e lle .
V iv e sola con la m a d re in un paese, in u n a
g r a n d e ca s a s u lla s c o g lie r a . Il p a e s e di
V a le r ia si t r o v a v ic in o a T rie s te , nel n o rd
e st d e ll'It a lia . V a le r ia f r e q u e n ta il liceo ed
è m o lto b ra v a a scuola p e rc h é s tu d ia ed è
in te llig e n te .
M a V a l e r i a n o n è f e l i c e . La g e n t e d ic e
che a b ita in una casa ‘m a le d e tta ’ dove
s u c c e d o n o c o s e s t r a n e e le i s t e s s a n o n h a m a i
c o n f i d a t o 1 a n e s s u n o il s e g r e t o ch e n a s c o n d e . Di n o t t e

1. confidare : dire in segreto.

5
41
CAPITOLO 1

i v ic in i s e n to n o g r id a e p ia n t i, v e d o n o lu c i che si a c c e n d o n o e si
s p e n g o n o ; u n g io r n o , q u a lc h e a n n o p r im a , la s a la al p i a n t e r r e n o
h a p r e s o f u o c o . M o l t i d ic o n o c h e la m a d r e è u n a s t r e g a , c h e
c o m p i e 2 n e lla s u a c asa r i t i m a g ic i.
La m a d r e d ic e sp e ss o a V a le ria :
“ N o n d e v i p e n s a re a g li a l t r i e a lle lo r o p a ro le . C e rca di e ss e re
s e m p r e te s te s s a . ..” M a a n c h e lei sa ch e a c a u s a d e lla f a m i g l i a
m o l t i n o n f r e q u e n t a n o s u a fig lia .
A n c h e q u e lli c h e n o n c r e d o n o a q u e s te co s e , n o n d iv e n t a n o
s u o i a m ic i, p e r c h é lei è m o l t o t i m i d a , co s ì t i m i d a , c h e in c las se
p a r l a p i a n o e p a s s a g li i n t e r v a l l i 3 t u t t a s o la a l l a f i n e s t r a
g u a r d a n d o i s u o i c o m p a g n i che p a r la n o e r id o n o t r a lo r o . Q u a n d o
la g u a r d a n o d iv e n t a ro s s a .
V a le r ia , c h iu s a ne l su o m o n d o , o s s e rv a g li a l t r i v iv e r e .
U n g io r n o V a le r ia v a in b ib lio t e c a : d e v e f a r e u n a r ic e r c a p e r
la s c u o la su u n o s c r i t t o r e i t a l i a n o . H a s c e lt o D in o B u z z a t i: le
p ia c c io n o le sue s t o r ie f a n t a s t i c h e e m i s t e r io s e e s o p r a t t u t t o il
r o m a n z o : ‘ Il d e s e r t o d ei t a r t a r i ’.
In q u e s to lib r o la s to r ia si svo lg e in u n lu o g o che le r ic o r d a m o lt o
il paese in cui v iv e . In b ib lio te c a p r e n d e t u t t i i lib r i che le s e rv o n o
p e r la ric e rc a e si siede n e lla sala di le t tu r a . I m p r o v v is a m e n te vede,
a c c a n to a lei, u n a fa c c ia c o n o s c iu ta : è M a rc o .
M a r c o è u n su o c o m p a g n o di c lasse e il ra g a z z o p iù b e llo d e lla
s c u o la . È s i m p a t i c o , h a t a n t i a m i c i, p a r l a e r i d e m o l t o . È u n o
s p e c ia l is t a 4 d e lle fe s t e , d o v e si p u ò i n c o n t r a r e e c o n o s c e re t a n t a
g e n te .

2. compiere : (qui) fare, svolgere.


3. intervallo : pausa tra le lezioni.
4. specialista : esperto, che sa tu tto di qualcosa.
CAPITOLO 1

In cla ss e V a le r ia Io s e n te s e m p r e p a r la r e di fe s t e , di c o n c e r t i e
di f i l m .
D ic e a d e s e m p io : “ La f e s t a d i S a r a è s t a t a m o l t o n o i o s a . ”
o p p u r e “ Il c o n c e r t o d e g li U2 e ra b e llis s im o . ” M a r c o n o n è m o l t o
b r a v o a s c u o la . Lei g li h a s e n t i t o d ir e sp e sso : “ H o t r o p p e cose da
f a r e p e r p e n s a re a lla s c u o la ...”
A d e s s o la g u a r d a c o n g li o c c h i s p a la n c a t i 5.
V a l e r i a si d o m a n d a : “ P e rc h é m i g u a r d a c o s ì? M i c o n o s c e ...
S ia m o d a s e m p r e in c la s s e i n s i e m e . . . ” M a s p e s s o s u c c e d e
q u e s to : h a i s e m p re u n a p e r s o n a d a v a n t i a g l i o c c h i e p o i,
i m p r o v v i s a m e n t e , u n g io r n o t i s e m b r a d i v e d e r l a p e r la p r i m a
v o lt a !
“ A n c h e t u d e v i f a r e la r ic e rc a ... Che n o ia ! ” d ic e M a rc o .
V a le r ia v u o le r is p o n d e r e q u a lc o s a , m a n o n sa co s a e s ta z i t t a .
M a r c o a p re e c h iu d e i lib r i, s c riv e p o c o , r i p e t e t u t t o il te m p o : “ Che
n o ia . ..”

V a le r ia , in v e c e , p re n d e a p p u n ti 6 v e lo c e m e n te da b ra n i
d i q u e s t o o q u e l l i b r o e a g g iu n g e i s u o i c o m m e n t i p e r s o n a l i .
I m p r o v v is a m e n t e M a r c o le d o m a n d a :
“ V u o i v e n ir e a b e re q u a lc o s a ? ”
V a l e r i a r i s p o n d e : “ V a b e n e ” e v a n n o i n s i e m e al b a r d e ll a
b ib l io t e c a . P r e n d o n o t u t t i e d u e u n a c io c c o l a t a . M a r c o p a r l a e
p a r la . P a rla d e i lo r o p r o f e s s o r i e li p r e n d e in g i r o 7: la p r o f . 8 d i
s c ie n z e h a la t e s t a che s e m b r a u n u o v o , il p r o f , d i it a li a n o s e m b r a
u n a r a n a , la p r o f , d ’ in g le s e si v e s te m a le e h a le g a m b e s t o r t e .
V a le r ia lo t r o v a m o l t o d iv e r t e n t e e rid e .

5. spalancato : com p le ta m e n te aperto.


6. prendere appunti : scrivere note m e n tre si legge un libro.
7. prendere in giro : scherzare su qualcuno.
8. prof. : sta per professore, professoressa (insegnante).

8
Valeria

Q u a n d o t o r n a n o n e lla s a la d i l e t t u r a M a r c o le d o m a n d a :
“ M i p u o i a iu t a r e a f a r e la r ic e r c a ? ”
“ Sì, c e r t o , ” r is p o n d e le i, c o n t e n t a d i p o t e r f a r e q u a lc o s a p e r
lui, “ io h o p r a t ic a m e n t e f i n i t o . ”
La r ic e r c a di M a r c o è s u llo s c r i t t o r e It a lo S v e vo , che h a v is s u t o
p r o p r i o n e lla r e g io n e d o v e a b it a n o lo r o : il F r iu li V e n e z ia G iu lia .
V a le r ia c h ie d e a M a rc o :
“ P e rc h é I t a lo S v e v o ? Ti p ia c e ...? ”

“ N o..., sì... n o n lo so v e r a m e n t e .. . H o I e t t o s o lt a n t o u n a p a g in a
di u n su o r o m a n z o . È la p r o f , d ’it a li a n o che m e lo h a d e t t o . . . ”
“ A m e I t a l o S v e v o p ia c e m o l t o ” d ic e V a l e r i a . “ M e t t i a m o c i
s u b it o al la v o r o così f i n i a m o p r e s t o ! ”
P r im a d i s e ra u n a p a r t e d e lla r ic e r c a di M a r c o è p r o n t a .
“ D o m a n i p o s s ia m o v e d e r c i a n c o r a q u i ” d ic e lui.
V a le ria è d ’a c c o rd o . T ro v a M a rco m o lto s im p a tic o e ...
a t t r a e n t e 9.

T o r n a n o a c a s a in s i e m e . C a m m i n a n o l u n g o u n a s t r a d a s u l
lu n g o m a r e . È o t t o b r e , m a f a g ià fr e d d o . Il m a r e è g r ig io c o m e la
n e b b ia .

“ A m e p ia c e il m a r e , a n c h e d ’i n v e r n o ” d ic e M a rc o .
“ A n c h e a m e . Io a m o il m a r e . S e m p r e !” c o m m e n t a V a le ria .
Si g u a r d a n o e s o r r id o n o .

9. attra en te : bello, affascinan te.


A T T V T À

Comprensione

Q Indica l’a lte rn a tiv a c o rre tta riguardo al personaggio di Valeria.

1 V aleria è
a m o lto brava a scuola,
b [ ^ \ una ragazza ribelle.

c EH m ° It o felice.

2 V aleria vive
a [ ] da sola.
con sua m adre,

c □ con i suoi nonni.

3 Cosa dicono le persone di Valeria?


a EH Che a b ita in una casa antica.
b EE Che a b ita in una casa m a le d e tta ,

c EE Che a b ita in una casa b ru tta .

4 Che cosa d icono della m a d re di Valeria?


a □ Che è una d o n n a m o lto bella.
b EE Che è una strega,
c EE Che non si occupa della figlia.

5 Che cosa sa la m a d re di V aleria?

a EH Che la fig lia è tim id a di n a tu ra .


b EE Che la fig lia ha pochi am ici perché è s tra n ie ra .
c EH Che la fig lia ha pochi am ici a causa della situ a z io n e fa m ilia re .

0 Che tipo è Marco? Rispondi alle seguenti domande riguardo a questo


personaggio.

1 C om e d ’aspetto?
2 Di che cosa è “ spe cia lista ” ?
3 È b ravo a scuola?
4 Di che cosa p a rla spesso?

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0 M e tti adesso gli eventi che accadono nel prim o capitolo nel co rretto
ordine cronologico.

a □ Qui in c o n tra Marco, un suo com p a gn o di classe.


b □ S tud ia n o insiem e e chiacchierano.
c □ Lei a ccetta perché le piace Marco.
d □ T o rna n o a casa insiem e e M arco le chiede un a p p u n ta m e n to
p e r il g io rn o dopo.
e □ Deve fa re una ricerca rig u a rd o a uno s c ritto re .
f □ Un g io rn o V aleria va in biblioteca.

Competenze lin g u is tic h e

Q La vicenda si svolge nel mese di ottobre. In quale stagione è ottobre?

Q Guarda queste im m agini e scrivi i nomi delle stagioni.

o Scrivi le parole che corrispondono a queste definizioni.

0 Scrive ro m a n zi. S
1 Qualcosa che sa una sola o poche persone. S
2 Una do n n a che fa magie. S
3 Qui si tro v a n o ta n t i lib ri da con su lta re . B
4 Ci si va p e r a scoltare musica. C
5 Qui si in c o n tra n o persone e ci si d ive rte . F
6 Una g rande distesa d acqua. M

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Q Inserisci in queste frasi le parole d ell’esercizio 6.

1 A M a ria non piace a ndare in m o n ta g n a in estate. Lei va sem pre al

2 Quella d o n n a è te rrib ile . È una .


3 V oglio a ndare a l l a ......................... .......di co m p le a n n o di Giorgio.
4 Non a n d ia m o m ai i n .................... ........... perché leggiam o i lib ri
s u ll’e-reader.
5 Siete a n d a ti a l ............................... . di m usica classica al
C on se rva to rio?
6 Non te Io posso dire. È u n ..........

Grammatica
Le prep o sizio n i sem plici: in /d i/a
Esempi dal libro:
IN -» In una casa, in classe.
DI -> Parla di fe ste e di musica.
A - ► M arco non è m o lto b ravo a scuola.
In, di, a sono p re p o sizio n i se m p lici che si usano in casi diversi.
Qui in d ic h ia m o le più im p o rta n ti:
In indica: Di indica: A indica:
• luogo • possesso • il c o m p le m e n to di
Vivono in È la borsa d i Giulia. te rm in e
cam p ag na . • te m p o D iam o un dolce a
• te m p o D i m a t tin a ce Fabio.
In a u tu n n o piove spesso il sole. • luogo
spesso. • a rg o m e n to A n d ia m o a Londra.
• mezzo P arlano sempre d i • m ezzo e m o d o
Veniam o in scuola. A n d ia m o a piedi.
m acchina. • età • te m p o
• modo È un ragazzo d i A N ata le
State in silenzio, p er dodici anni. fe s te g g ia m o a casa.
fa vo re !

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0 Inserisci in, di, oppure a.

1 Preferisco v ia g g ia r e aereo.
2 Q uesto fin e s e ttim a n a r e s t ia m o casa.
3 Questa è la m a c c h in a Giorgio?
4 È un g io v a n e v e n ta n n i.
5 Mi piacciono i r o m a n z i am ore.
6 A b it a n o Sardegna, io invece a b i t o Toscana.
7 Mi piace v i v e r e fa m ig lia .
8 sera esco spesso con i m iei am ici.
9 Riesci a fa re il l a v o r o dieci m in u ti?
10 F a te f r e t t a p e r favore!
11 Paolo v i e n e tre n o .
12 Q uando a n d a t e Roma?
13 II n o s tro a n n iv e rs a rio è nel m e s e nove m b re .
14 D is c u tia m o s e m p r e p o litica.

Q Abbina le due colonne per com pletare le frasi.

1 V aleria a b ita a □ p ro fe sso ri.


2 V aleria p a rla piano b □ in una casa sulla
scogliera.
3 D icono che la m a d re
4 M arco e V a le ria si c □ nella sala di le ttu r a
della biblioteca.
in c o n tra n o
5 Marco p a rla e scherza sui d □ qu a n do è in classe.
e □ di V aleria è una strega.

® Scegli l'a lte rn a tiv a c o rre tta .

1 In / N e ll’es ta te a n d ia m o in /a vacanza.
2 A n d ia m o spesso d i/ in m acchina.
3 D i/A Pasqua non a n d ia m o m ai a l/ in m are.
4 In /D i p o m e rig g io a v o lte re s tia m o in /a scuola.

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Il Friuli Venezia Giulia:
una regione di confine
Il Friuli Venezia Giulia è una regione che si trova nella parte orientale
(ad est) della penisola italiana. Essa confina con la regione italiana
del Veneto, con l'Austria e la Slovenia. È formata dal Friuli, che è la
regione storica, e dalla Venezia Giulia, la parte più orientale. Questa
zona occupa soltanto una piccola parte (il 4%) della regione, quella
che è rimasta all'Italia dopo la Seconda Guerra Mondiale. Prima di
allora era parte del territorio slavo.

Le lingue
In Friuli Venezia Giulia si parla l'italiano, che è la lingua ufficiale, ma
non solo. Poiché è una regione che confina con altri stati, è diffuso
anche l'uso del tedesco e dello sloveno.

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Città con tradizioni che arrivano da lontano:
Udine e Gorizia
La regione ha quattro province: Trieste, che è anche capoluogo di
regione, Pordenone, Gorizia, Udine.
Il Friuli Venezia Giulia è una regione che nel corso dei secoli ha avuto
numerosi influssi culturali, soprattutto dell'area orientale dell'Europa,
ma non solo. In Friuli sono comparsi i Celti, i Longobardi, nel corso
del Medioevo i Veneziani, per non dimenticare la ricchissima cultura
mitteleuropea. La città che maggiormente ha assorbito gli influssi
veneziani è Pordenone.
Trieste è stata fino al 1918 territorio austriaco, nel centro di Udine si
ammirano piazze e architetture che ricordano la tradizione austriaca.
Gorizia confina direttamente con la Slovenia e in città si respira
l'atmosfera tipica di una città di confine. Una particolarità della città
è la Piazza Transalpina, che appartiene in parte all'Italia e in parte
alla Slovenia. Fino al 2004 era divisa da un muro, mentre ora si può
liberamente passeggiare e ci si può confondere in modo gradevole con
due paesi diversi.

Trieste: dove l ’Italia finisce


davanti al mare
La storia che stai leggendo è ambientata
a Trieste. La città si affaccia sul mare
Adriatico. Nel cuore di Trieste si trova
piazza Unità d'Italia e il Palazzo del
Governo, il colle di San Giusto con il
suo il castello e la cattedrale, simbolo

Il Castello di Miramare

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Un luogo che unisce due popoli: la piazza
Transalpina di Gorizia

della città. Molto belli ed eleganti


sono inoltre i palazzi che si possono
ammirare nel centro della città. Un
gioiello dell'architettura in questa
zona è il Castello di Miramare, a circa
8 km da Trieste. Esso è situato in
posizione panoramica sulla punta del
promontorio di Grignano nel golfo di
Trieste. Verso la metà dell'Ottocento
l'arciduca Ferdinando Massimiliano
d'Asburgo lo fa costruire per abitarvi
insieme alla moglie Carlotta del
Belgio. È una dimora molto bella e lussuosa. Qui si possono ammirare
ancora oggi gli arredi originari e la sala del trono recentemente
ristrutturata.

U na cucina che parla tante lingue


Come abbiamo accennato, il Friuli Venezia Giulia ha conosciuto la
presenza di tante influenze straniere. Tutti hanno lasciato una forte
impronta, soprattutto gli austriaci. Questo si può notare soprattutto
nella cucina: i crauti sono presenti in diversi piatti e lo strucco è la
tipica torta di mele austriaca.
Più che Trieste è forse Gorizia che rappresenta il vero melting pot della
regione. Infatti qui si incrociano tre culture europee: quella italiana,
quella slava e quella austriaca. Le specialità culinarie della regione ne
sono un chiaro segno. Ci sono la jota (minestra di crauti, patate, fagioli),
lo stinco de vedèl (stinco di vitello al forno), gli scampi alla busara o la

16
calandraca (assomiglia al goulasch ungherese). Tra i contorni, citiamo i
bruscandoli (asparagi selvatici, con cui si fa la frittata), i capuzi (crauti)
e le patate in teda (in tegame).
I dolci sono per lo più di tradizione austriaca e slovena: il prèsnitz
(pasta sfoglia ripiena di frutta secca) e la putìzza (pasta morbida e frutta
secca), lo strùcolo de pomi (strudel alle mele), il krapfen (bombolone
fritto e farcito con marmellata o crema) e altri ancora.

Comprensione

Q Com pleta questa tabella riguardo alla regione.

Posizione
Confini
Composizione
Lingue parlate
C ittà principali

@ Rispondi alle seguenti domande.

1 Quali sono s ta ti gli influ ssi s tra n ie ri su q uesta regione?


2 V icino a quale c o n fin e si tr o v a Udine?
3 Qual è la p a rtic o la rità di G orizia?
4 Quale popolo ha lasciato più di ogni a ltro una fo r te im p ro n ta sul
Friuli Venezia Giulia?
5 Quale c ittà mescola più influ ssi in Friuli Venezia Giulia?
6 Q u ante lingue si p a rlan o nella regione?
7 Che cos’è la calandraca?
8 A che cosa assom iglia?
9 Scrivi alm e n o due p ia tti tip ic i della regione che rip o rta n o influssi
s tra n ie ri.
© Indica quali di queste a fferm azio n i riguardo a Trieste sono vere (V)
e quali false (F).
V F
1 Trieste si tr o v a sul m a re A d ria tic o . □□
2 Il sim b o lo di T rieste è la piazza U n ità d ’Italia. □□
3 I palazzi del c e n tro sono di stile barocco. □□
4 Il Castello M ira m a re si tr o v a nel cuore della c ittà . □□
5 Un prin c ip e ita lia n o Io ha f a t to cos tru ire . □□
Q Indica l’a lte rn a tiv a co rretta.

1 G o rizia si tro v a :
a al co n fin e con l ’A u s tria
b Q al co n fin e con la Slovenia
c Q al co n fin e con la L o m b a rd ia

2 T ra i m o lti influ ssi s tra n ie ri della regione vi sono:


a Q R om ani
b □ Galli
c L o n gobardi

3 La lingua u ffic ia le della regione è:


a Q il tedesco
b Q l ’ita lia n o
c Q lo sloveno

4 La p ro v in c ia che ha più a sso rb ito gli influ ssi ve neziani è:


a Trieste
b Pordenone
c G orizia
d Q ] U dine
CAPITOLO 2

•/ Nasce
un'amicizia
Da quel g io r n o V a le r ia e M a rc o
d iv e n ta n o a m ic i.
P a ssa n o in s ie m e l'in t e r v a llo e sp e sso M a rc o
l ’a c c o m p a g n a a ca sa d o p o la s c u o la .
A l l ’ in iz io V a le r ia p a r la p o c o e a s c o lta ; è c o n t e n t a p e rc h é
lui le r a c c o n t a t a n t e cose d e lla su a v i t a e d ei su o i a m ic i.
Poi, a p o c o a p o c o , c o m e p e r m a g ia , a n c h e lei c o m in c ia a
p a r la r e di se ste s s a .
G li r a c c o n t a di q u e llo che p e n s a e che s e n te c o m e
n o n h a m a i f a t t o c o n n e s s u n o n e lla s u a v i t a , n e p p u r e c o n s u a
nnadre.
A lei v u o le b e n e e c e rc a di s ta r le v ic in a p e rc h é sa ch e è m o l t o
sola, m a c a p is c e che v i v o n o in d u e m o n d i d iv e r s i.

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V a le r i a p a r l a v o l e n t i e r i di l i b r i e d i m u s ic a . S u o n a il p ia n o e
a m a la m u s ic a cla s s ic a .
M a rc o s u o n a u n p o ’ la c h i t a r r a e a m a il r o c k . C h i a m a
‘v e c c h iu m e ’ 1 la m u s ic a di c o m p o s i t o r i c o m e M o z a r t o B e e th o v e n .
I d u e ra g a z z i si t r o v a n o in a r m o n ia , p e rò , n e l lo r o a m o r e p e r la
n a t u r a , p e r il m a r e , n e l lo r o in te r e s s e p e r le cose d e l m o n d o .
Q u a n d o è c o n M a r c o , V a le r ia f r e q u e n t a a n c h e i s u o i a m ic i: c o n
lo r o V a le r ia n o n p a r la m o l t o a c a u s a d e lla s u a t i m i d e z z a , m a le
p ia c e t r a s c o r r e r e u n p o ’ de l su o t e m p o in c o m p a g n ia .
È u n a n o v i t à p e r le i! A n c h e i p r o f e s s o r i h a n n o n o t a t o il
c a m b i a m e n t o d i V a le r ia e la s u a a m i c iz i a c o n M a r c o e ne s o n o
c o n t e n t i. V a le r ia a d e s s o s e m b r a fe lic e .
È p a s s a t o u n m e s e d a q u a n d o h a c o n o s c i u t o M a r c o e lo
c o n s id e r a u n g r a n d e a m ic o . A n c h e p e r lu i V a le r ia è u n ’a m ic a e
a n c h e q u a lc o s a di p iù : la t r o v a m o l t o b e lla e a f f a s c in a n t e .
S o t t o q u e lla t i m i d e z z a c a p is c e c h e si n a s c o n d e u n t e s o r o di
id e e e di s e n t i m e n t i.
V o r r e b b e d ic h ia r a r le il su o in te re s s e , m a a s p e tt a , n o n c a p is c e
se lu i a V a le r ia p ia c e v e r a m e n t e o se s e m p lic e m e n t e p e r lei è u n
m o d o di s f u g g i r e 2 a ll ’is o la m e n t o .

P r e s to si p r e s e n t a l ’o c c a s io n e ch e M a r c o a s p e t t a : u n a fe s t a .
Così d ic e a V a le ria :
“ D o m e n ic a p r o s s i m a c ’ è u n a f e s t a a c a s a d i u n m io a m ic o ,
S te fa n o .”

“ Io n o n v e n g o ” r is p o n d e s u b it o V a le ria .

1. vecchiume : cose vecchie (in senso dispregiativo ).


2. sfuggire : scappare via, evita re.

20
CAPITOLO 2

“ C e r t o c h e v i e n i ! In a u t u n n o la g e n t e n o n o r g a n i z z a t a n t e
fe s te . Q u e s ta è l ’u n ic a f i n o a m a r z o ” r e p lic a M a rc o .
“ Io n o n s o n o m a i a n d a t a ad u n a f e s t a . ”
“ C’è s e m p r e u n a p r i m a v o lt a . . . ”
V a le r ia è p r e o c c u p a t a :
“ Sai, la g e n te n o n m i p a r la v o le n t ie r i. . . d ic o n o che m io p a d re ci
h a la s c ia to p e rc h é m ia m a d r e è u n a s tr e g a e che n e lla n o s t r a casa
s u c c e d o n o cose s t r a n e . . . ”

È da ta n t o te m p o che M a rc o , c u rio s o p e r n a tu r a , m a n o n
s u p e r s t i z i o s o 3, v o r r e b b e d o m a n d a r le q u a lc o s a di p iù , m a n o n ne
h a m a i a v u t o il c o ra g g io .

“ G ià , g i à . . . ” d ic e “ n o n m i h a i m a i p a r l a t o d i q u e s t o . C o s a
s u c c ...” m a n o n c o n t in u a , p e rc h é v e d e che V a le r ia è i n q u i e t a 4 e
c a p is c e che è m e g lio n o n f a r e a lt r e d o m a n d e .
T o r n a a llo r a s u ll’a r g o m e n t o ‘f e s t a ’.
“ N o n c ’ è n ie n t e d i c u i p r e o c c u p a r s i. Le f e s t e s o n o f a t t e p e r
d iv e r t i r s i , p e r b a lla re , p e r m a n g ia r e e c o n o s c e re g e n t e . ”
V a le r i a n o n è m o l t o c o n v i n t a . H a p a u r a d e g li s g u a r d i d e lla
g e n te , dei c o m m e n t i f a t t i a ba ssa v o c e e p e n s a che, t i m i d a c o m ’è,
r i m a r r à t u t t o il te m p o in u n a n g o lo o a lla f in e s t r a , c o m e h a s e m p re
f a t t o in classe. M a si f id a di M a rc o e s p e ra di essere a iu t a ta .
“ N o n h o u n v e s t i t o a d a t t o . . . ” d ic e lei.
“ A h ...” M a r c o ci p e n s a u n p o ’ e p o i e s c la m a :

“ H o u n ’id e a ! P u o i a n d a r e c o n S u s a n n a a c o m p e r a r lo . Lei t i p u ò
a iu t a r e a s c e g lie re ; sa t u t t o di v e s t i t i e d i f e s t e . ”

3. superstizioso : persona che crede alla magia, ai fen om e ni so vra n n a tu ra li.


4. inquieto : ag ita to , non tra n q u illo .
Nasce un'amicizia

S u s a n n a è u n ’a m ic a di M a r c o ; si c o n o s c o n o d a q u a n d o e ra n o

b a m b in i.
È u n a r a g a z z a a lle g r a , le p ia c c io n o i v e s t i t i , le f e s t e e t u t t i i
p o s ti d o v e si p u ò c o n o s c e re g e n te .
S u s a n n a p a r l a p o c o c o n V a l e r i a a n c h e se è s e m p r e m o l t o
g e n t i l e c o n le i: V a l e r i a p e n s a c h e S u s a n n a s ia i n n a m o r a t a d i
M a rc o e ch e sia g e lo s a di lei, m a M a r c o in s is te così t a n t o che a lla
fin e a c c e tta .
Il p o m e r ig g io d o p o V a le r ia h a a p p u n t a m e n t o c o n S u s a n n a p e r
fa r e spese in c e n tr o .
S u s a n n a si d i m o s t r a m o l t o p a z i e n t e 5 e l ’ a c c o m p a g n a in
u n n u o v o c e n t r o c o m m e r c i a l e p ie n o d i n e g o z i c o n d e g li a b i t i
b e llis s im i.
S u s a n n a li h a g ià v i s t i t u t t i :
“ Q ui s ic u r a m e n t e t r o v i a m o q u e llo che c e r c h ia m o ! ” d ic e fe lic e .
V a le r i a ne p r o v a a lm e n o d ie c i e f i n a l m e n t e , c o n il c o n s ig lio
d e ll’a m ic a , ne s c e g lie u n o , n e ro , c o r t o m a n o n t r o p p o , che le s ta
m o l t o be n e .
“ S e m b ri u n ’a t t r i c e ” le d ic e S u s a n n a .
A n c h e lei c o m p r a u n v e s t i t o p e r sé; è ro s s o e m o l t o c o r t o .
S e c o n d o V a le r ia è t r o p p o a p p a r is c e n te 6, m a a S u s a n n a p ia c e
così.

5. paziente : che ha pazienza, tra n q u illo , calm o, com prensivo.


6. appariscente : vistoso, che si fa no ta re m o lto.
Comprensione

Q Com pleta la sintesi del capitolo con le parole m ancanti.

M arco e V aleria d iv e n ta n o ( 1 ) .................................e passano insiem e


ta n to ( 2 ) .................................
Marco p a rla m o lto della sua ( 3 ) ..................................
V aleria p a rla poco a ll’inizio, poi anche lei c o m in c ia a p a rla re di
( 4 ) .................................

0 Rispondi alle seguenti domande.

1 Quali sono gli interessi di Valeria?


2 Quali sono gli intere ssi di Marco?
3 In che cosa si tro v a n o in a rm on ia ?
4 Chi fre q u e n ta V aleria?

Q Quali di queste afferm a zio n i sono vere (V) e quali false (F)?

V F
1 I p ro fe ss o ri non h an n o n o ta to nessun c a m b ia m e n to
in Valeria. □□
2 V aleria co nsidera Marco il suo ragazzo. □□
3 Marco conside ra V aleria solo u n ’amica. □□
4 V aleria a ll’inizio non vuole a ndare alla festa. □□
5 V a le ria ha p a ura della c u rio s ità della gente. □□
6 V aleria va a c o m p ra re un v e s tito pe r la fe s ta con Marco. □□
7 Secondo V aleria Susanna è in n a m o ra ta di Marco. □□
8 Susanna e M arco si conoscono da ta n to tem po . □□
9 A nche Susanna e V aleria si conoscono da ta n to tem po . □□
10 Susanna è m o lto g e n tile con Valeria. □□
11 Susanna p a rla poco con M arco e anche con Valeria. □□

24
Q C o m e il v e s tito che sceglie V a le ria ? E q u ello di Susanna?

a tm *

Q Rispondi al seguente questionario.

Vestiti, occhiali, scarpe, tutto da indossare...


C ’è stata l’apertura di un nuovo centro commerciale. Qui si può trovare
di tutto: vestiti, borse, occhiali, collane.

A ll’e n tra ta i commessi ti consegnano questa scheda con 8 domande.


Devi rispondere a ogni domanda.

0 Come ha sap u to d e ll’a p e rtu ra di q uesto nu ovo negozio?


Risposta: D a un annuncio p u b blicitario sul giornale.
[oppure: da un a m ico /u n ’amica - dalla te le visio n e ]
1 Come d efinisce il suo stile nel ve stirs i? Elegante o s p o rtivo ?
R icercato o casual?

2 Dove ha c o m p ra to l ’u ltim o v e stito ?

3 Spende ta n to p e r i v e s titi e gli accessori?

4 Di s o lito segue la m o d a nei suoi a cquisti? Perché?

5 Quali sono i suoi colori p re fe riti?

6 Quali accessori c o m p ra di più?

7 Q uando le piace fa re a cqu isti e con chi?

8 Cosa vuole tro v a re in q uesto c e n tro acquisti?

25
Produzione o ra le

@ Scambia idee e opinioni con un tu o com pagno/una tu a compagna


riguardo agli acquisti.

Ti piace fa re acquisti? Se sì, qua n d o e con chi? Quali sono i tu o i luoghi


p re fe riti pe r le spese? Che cosa indossi di so lito q uando vai a s c u o la /
al lavoro? Che cosa indosseresti a una fe s ta (com e quella a cui va
Valeria)? Qual è il tu o v e s tito p re fe rito ?

Q Adesso guarda questi abiti. Descrivili brevem ente e decidi quale ti


piacerebbe vedere indossato dal tuo /d a lla tu a p a rtn e r per un’occasione
im po rtante.

n IH IB _ IH

26
Competenze lin g u is tic h e

^ Trova l’intruso.

1 a p a rla re b ra cco n ta re c chiacchierare d a scoltare


2 a n o v ità b a m o re c interesse d passione
3 a m a n giare b bere c d o rm ire d stu d ia re
4 a c h ita rra b piano c m usica d lib ro
5 a lavo ra re b v e s tito c c o m p ra re d spendere

Q Collega l’aggettivo con il suo contrario.

1 p re o ccu p a to a ] sobrio
2 felice b ] im p a z ie n te
3 a ffa s c in a n te c ] sfa ccia to
4 tim id o d | tr is te
5 curioso e ] sereno
6 paziente f ] scortese
7 a p pa risce n te g ] apa tico
8 gen tile h b r u tto

© Scegli l’a lte rn a tiv a c o rre tta per rispondere alle seguenti domande.

1 V uoi ve n ire a una fe s ta d o m en ica prossim a?


a Q Sabato. b Q No, non posso, c Q Ho u n ’idea.
2 Cosa v ole te fa re questo p o m eriggio?
a Q] No, grazie. b Q Riposare. c Q Dove?
3 S em bri u n ’a ttric e . Sei bellissim a.
a Q Perché no? b Q Sì, grazie. c Q Grazie.
4 Perché no n vai m ai al cinem a?
a □ Sì, è vero. b Q Non m i piace. c Q Vieni anche tu?
5 Come m i sta q uesto v e s tito ?
a Q Sì, grazie. b Q P rendine uno! c Q ] M o lto bene.

27
CAPITOLO 3

La festa
La f e s t a è s a b a to s e ra . C o m in c ia a lle o t t o e o g n u n o
p o r t a q u a lc o s a d a m a n g ia r e o d a b e re . M a rc o , S u s a n n a
e F a b io , il m ig lio r e a m ic o di M a rc o , v a n n o a p r e n d e r e
V a le r ia in m a c c h in a .
Lei h a p e n s a to t u t t o il g io r n o s o lo a lla fe s t a . H a
p r e p a r a t o u n a t o r t a d a p o r t a r e e si è t r u c c a t a 1
la b b r a e o c c h i. Sua m a d r e h a d e t t o : “ Sei p iù b e lla al
n a t u r a l e ” , m a lei n o n ci h a b a d a t o 2.
P e r u n a v o l t a in v i t a su a h a d e c is o d i f a r e c o m e v u o le !
La f e s t a è in u n a ca sa v ic in o al m a r e .
C ’ è u n g r a n d e g i a r d i n o i n t o r n o a ll a c a s a , m a f a t r o p p o
f r e d d o p e r s t a r e lì, q u i n d i t u t t i i r a g a z z i s o n o n e l s a lo n e al

1. truccarsi : m e tte rs i ro ssetto, o m b re tto , ecc.


2. badare : fa re attenzion e, considerare.

28
# •
La resta

p i a n t e r r e n o . C’è u n g r a n d e t a v o l o c o n t a n t e co se d a m a n g ia r e :
t o r t e , p a t a t in e , b is c o t ti.. .
Ci s o n o c i r c a c i n q u a n t a r a g a z z i , a l c u n i s o n o c o m p a g n i d i
s c u o la d i V a l e r i a . C e r t i s o n o e l e g a n t i , m e n t r e a l t r i p o r t a n o i
je a n s , c o m e F a b io , o p p u r e s o n o v e s t i t i in m o d o s t r a v a g a n t e . Si
c o n o s c o n o t u t t i , o a lm e n o c o s ì s e m b r a a V a le r i a , c h e si s ie d e
s u b it o su u n a p o lt r o n a in u n a n g o lo .
M a n o n si s e n te s p e r d u t a , p e rc h é M a r c o le è s e m p r e a c c a n to .
“ D ai, a lz a t i! ” d ic e “ Ti v o g lio p r e s e n t a r e u n p o ’ di g e n te . ..”
E V a le r ia c o n o s c e m o lti ra g a z z i e ra g a z z e , così t a n t i che
ne d i m e n t i c a i h o m i; s o n o t u t t i m o l t o g e n t i l i c o n lei. Lei b a lla ,
m a n g ia , b e ve e si d iv e r t e c o m e m a i si è d i v e r t i t a in v i t a sua.
I ra g a z z i la a m m ir a n o e q u a n d o v ie n e il m o m e n t o d ei l e n t i 3, la
in v i t a n o a b a lla re , m a lei b a lla q u a s i s e m p re c o n M a rc o .
“ Sei b e ll is s i m a q u e s t a s e ra , t u t t i t i t r o v a n o b e ll is s i m a . . . ” le
d ice lui.
V a l e r i a c a p is c e c h e c iò c h e è i m p o r t a n t e p e r M a r c o è c h e
a n c h e g li a l t r i , i s u o i a m i c i, la t r o v i n o a t t r a e n t e ; M a r c o è u n
‘a n im a le s o c ia le ’ 4 e p e r lu i l ’ o p in io n e d e lla g e n te è m o l t o
i m p o r t a n t e . P er lei n o n è così, m a n o n le i m p o r t a .
Si d ic e : ‘ N e s s u n o è p e r f e t t o ’ e p e n s a che, p e r il r e s to , M a r c o è
u n ra g a z z o m e r a v ig lio s o .
È m o l t o t a r d i: s o n o le d ue . M a r c o la r i a c c o m p a g n a a casa. Ci
s o n o a n c h e F a b io , s e m p r e s ile n z io s o , e S u s a n n a che p a r la s e m p re .
D ice cose c o m e :
“ A t u t t i è p ia c i u t o il m io v e s t i t o . H o f a t t o b e n e a c o m p r a r lo
a n c h e se è c o s t a t o t a n t o . . . H a i v i s t o A lic e ? E ra o r r e n d a c o n q u e l

3. lento : tip o di ballo, si balla ab bracciati.


4. animale sociale : persona m o lto socievole.

29
CAPITOLO 3

v e s t i t o c o r t o : d e v e e s se re d e lP a n n o s c o rs o ... si v e d e s u b it o che è
f u o r i m o d a . .. !”
S o r r id e sp e s so a M a r c o , m a lu i g u a r d a s e m p r e V a le r ia e s o r r id e
s o lo a lei.
S e m b r a a n z i u n p o ’ s e c c a t o 5 d a lle c h ia c c h i e r e s c io c c h e d i
S usanna.
A r r i v a n o a lla ca sa di V a le ria . È u n a casa g r a n d e e v e c c h ia , d a i
m u r i g r ig i, su u n a c o llin a . Ci s o n o t r e p ia n i e u n la r g o t e t t o u n
p o ’ r o t t o ; il g ia r d in o d à u n ’ id e a d i a b b a n d o n o p e r c h é g li a lb e r i
s o n o s e c c h i e s e m b r a n o d is e g n i di b a m b in i t r i s t i . Il m a r e s o t t o è
t r a n q u il lo .

V a le r i a g u a r d a M a r c o e S u s a n n a e c e rc a d i c a p ir e d a lla lo r o
e s p re s s io n e c o sa p e n s a n o .

S u s a n n a si g u a r d a i n t o r n o c o n t i m o r e 6, m e n t r e M a r c o le
s e m b r a i n d i f f e r e n t e . In q u a n t o a F a b io , c a n t ic c h ia u n a c a n z o n e e
s e m b r a n o n a v e r n e p p u r e r e a liz z a t o d o v e si t r o v a n o .
M a r c o si o f f r e di a c c o m p a g n a r la a lla p o r t a . Le p r e n d e la m a n o
t r a le sue e le s o r r id e .
S u lla s t r a d in a che p o r t a v e r s o c a sa le dà u n b a c io le g g e ro s u lle
la b b r a e V a le r ia si s e n te fe lic e , così fe lic e d a m e t t e r s i a b a lla re e a
c a n ta r e lì, in q u e l m o m e n t o .

M e n t r e r i e n t r a in c a s a , s p e r a c h e n o n s u c c e d e r à n i e n t e d i
s t r a n o , m a p r o p r i o m e n t r e M a r c o s ta p e r s a lire in m a c c h in a e lei è
già a lla p o r t a , si s e n to n o d e lle g r id a di u n u o m o che r i m b o m b a n o 7
n e l s ile n z io d e lla s c o g lie ra .

Lei vede la m a c c h in a d e g li a m ic i a llo n ta n a r s i m o lto


v e lo c e m e n te .

5. seccato : in fa s tid ito .


6. tim ore : paura.
7. rim bom bare : risuonare in m odo da sem brare ancora più fo rte .

30
Comprensione

Q Rispondi alle seguenti domande.

1 Q uando è la festa?
2 A che o ra com incia?
3 Chi è Fabio?
4 D o v ’è la festa?
5 Q u a n ti ragazzi ci sono?
6 Sono t u t t i eleganti?
7 Perché V aleria non si sente sperduta?

0 Indica l’a lte rn a tiv a co rretta.

1 V aleria conosce m o lti ragazzi e ragazze


a Q m a sono t u t t i poco g e n tili con lei.
b □ e sono t u t t i m o lto g e n tili con lei.
2 V aleria
a □ si d iv e rte m o lto ,
b Q non si d iv e rte p er niente.
3 V a le ria balla quasi sem pre
a Q con Marco.
b Q con a ltri ragazzi.
4 Per M arco è m o lto im p o rta n te
a Q piacere alla gente.
b Q sta re bene con se stesso.
5 M arco a ccom pagna V aleria a casa
a Q a m e z za n otte .
b Q ] alle due di n o tte .
6 M arco e V aleria
a □ sono soli.
b Q sono con Susanna e Fabio.
7 M arco bacia V aleria
a □ in m acchina.
b Q d a v a n ti a casa.

32
Competenze lin g u is tic h e

0 La casa di V aleria è descritta d ettag liatam en te a pagina 30. Descrivi


queste case usando i seguenti vocaboli:

grande piccola vecchia-antica m oderna


rosso verde giardino te tto

33
Q Alla festa ci sono delle cose da mangiare: to rte , p atatine, biscotti.
Conosci to rte e dolci italiani? Abbina la descrizione, il nome del dolce
e l’im m agine.

crostata tira m is ù babà cannoli pastiera cassata siciliana

] La ved e te bianca, perché è glassata (coperta) di zucchero. È una


t o r t a (siciliana) a base di ric o tta zuccherata, pan di Spagna e f r u t t a
candida.
[ ] È una to r ta , tip ic a di Napoli, fa t t a di ric o tta dolce, un tip o di
fo rm a g g io .
] ] Una delle s pecialità della cucina siciliana, è un p a s tic cin o fa t to di
p asta e rip ie n o di ric o tta zuccherata.
Anche questo è un p asticcino, tip ic o della cucina n a poletana, può
essere rip ie n o di p an n a o di cacao.
[ ] È fa t t a con la pasta fr o lla e la m a rm e lla ta .
J Forse il dolce ita lia n o più fa m o s o al m ond o , è f a t to di b is c o tti
(savoiardi) im m e rs i nel caffè con una c o p e rtu ra di cacao.

34
Grammatica
I verbi riflessivi
. Valeria si siede su una p o ltro n a in un angolo, m a non si sente sperduta.
• M arco si o ffre di a ccom pa gn are Valeria a casa.

Io mi siedo Noi ci sediam o


Tu ti siedi Voi vi sedete
L u i/le i si siede Loro si siedono

“ Sedersi” è un verb o riflessivo.


L’in fin ito di q uesti ve rb i si fo r m a aggiungendo il p ro n o m e rifle s siv o -si al
posto della te rm in a z io n e -e. Es. o ffrire - ► o ffrirsi.

Q Com pleta queste frasi con i verbi riflessivi fo rn iti tra parentesi.

I m iei due am ici (1 ch ia m a rsi) ........................... Luciano e M atteo. Sono


m o lto s im p a tic i m a anche m o lto diversi. Luciano è un tip o tra n q u illo .
(2 a d d o rm e n ta rs i) p re sto di sera e
(3 alzarsi) ........................... ta rd i di m a ttin a . Gi piace d o rm ire . Anche di
pom e rig g io a v o lte va a Ietto. Dice che vuole (4 riposarsi) ......................
m a t u t t i sanno che va a d o rm ire . M a tte o invece d o rm e poco. È un
m a nia co della pulizia. In f a tt i (5 lavarsi) ........................... se m pre le
m a n i (6 fa r s i la doccia) ........................... tr e v o lte al giorno. Quando
(7 a rra b b ia rs i) ........................... grid a com e un m a tto !

Q Com pleta il testo della mail.


#00

Ciao Davide come stai?


lo sto bene, ma mia mamma purtroppo (1 non sentirsi)...............................
molto bene. Perciò forse domani torniamo. E comunque io non
(2 divertirsi)................................. molto perché qui non conosco nessuno.
Insomma spesso (3 annoiarsi)...................................
E tu come stai? (4 Trovarsi)................................. bene a Brighton?
(5 Divertirsi)................................. ?
Un caro saluto
Lorena

35
Amore
r n e mistero

° a Rebecca /aprim i
La casa sulla scogliera è un racconto che I ™°9lie8 JaneEyre.
presenta nella tram a elementi thriller con I . ran 1s*or,e d’amo re
motivi di carattere rom antico-sentim entale. I e8^
Il thriller è rappresentato dal mistero di una I mister' e deche di
“p re se n za” nella casa, che si m anifesta ■ ° PI scena.
con “strani rumori e g rid a”. Tanto che fa
pensare a una casa infestata da spiriti e fan tasm i...
L’aspetto romantico è invece rappresentato dal rapporto che si crea
fra i diversi personaggi della storia.

I film di cui vogliam o parlare


presentano un intreccio basato
sulla stessa com binazione di
elementi.

U na donna innamorata, una


casa piena di misteri e un uomo
tenebroso; questi gli elementi
di un film fam osissimo di un
regista altrettanto famoso: Alfred
Hitchcock. Nel suo film del 1940
R eb ecca la prim a moglie (tratto
dal romanzo di Daphne de
M aurier e vincitore di due premi
Oscar) c ’è anche la scogliera,
uno degli elementi da brivido
di questo film thriller pieno di
(REBECCA)
tensione e di colpi di scena, in
L A IMGEONRCGEESANDERS
OLIVIER-JOAN EONTAINE
-JUDITH ANDERSON cui l’elem ento psicologico gioca
regia d . ALFRED HITCHCOCK un ruolo essenziale.
Nel romanzo inglese Jane Eyre (1847)
di Charlotte Bronte si narra invece la
storia di una giovane (la Jane Eyre del
titolo) che si innamora di M r Rochester,
un misterioso lord che vive in un
altrettanto misterioso castello. Il suo
amore viene ricambiato ma, proprio
quando i due stanno per sposarsi, il
mistero del castello viene svelato: una
pazza vive nella soffitta, sorvegliata J o m w re
8Y CHARLOTTE BRONTE J
dal personale del castello. Q uesta MARGARET REGGYANX JOHN W ^ W ILLUM GOBTZ O

donna è la moglie di M r Rochester. I OBWEHARNfR-lfOHs^£*


due innamorati quindi non possono
sposarsi, potranno coronare il loro
sogno soltanto dopo la m orte dell’“altra
donn a”.
Una giovane innamorata, un
mistero celato in un cupo castello,
un uom o m isterioso... questi gli
elementi che hanno reso famosi diversi
film ispirati a questo romanzo. Dal primo
Jane Eyre di Theodore Marston del
1910 al classico La porta proibita
del 1944 con il fam osissimo attore
inglese Orson Wells fino agli
ultimi Jane Eyre, uno del 1996 del
regista italiano Franco Zeffirelli con
William Hurt e C harlotte Gainsburg
e il più recente Jane Eyre del 20 11 .
Regista: Cary Joji Fukunaga con Mia
W asikow ska e M ichael Fassbender.

* 1 Quale di queste locandine delle


diverse versioni di Jane Eyre, M ia
Wasikowska
Michael
Fassbender
Judi
Dench

secondo te, trasm ette meglio


l’atm osfera della storia?
i Charlotte Bronte

37
CAPITOLO 4

Marco
Il g io rn o d o p o V a le r i a è a n c o r a a g it a t a . H a fi
s o g n a to M a rc o t u t t a la n o t t e . Si d o m a n d a :
“M i te le fo n e r à d o m a n i, ci v e d re m o a n c o ra , gli
p ia c c io c o m e lu i p iac e a m e? Forse dopo a v e r
s e n tito quel g rid o n e lla m ia casa, n o n v u o le p iù
v e d e rm i, fo rs e ha p a u r a d e lla m ia fa m ig lia com e
tu tti.”
t D o m a n d e e d o m a n d e a cu i V a le ria n o n tr o v a
\ r is p o s ta . T u t t o il g io r n o g u a r d a il t e le f o n o , g li p a r la e g li
dic e :
“ S u o n a , s u o n a ... t i p r e g o ...” e il t e l e f o n o i n f in e s u o n a .
S o n o le c in q u e in p u n t o ed è M a r c o .
Le d o m a n d a : “ Sei lib e r a q u e s ta s e r a ? ”
Lei r is p o n d e : “ Sì, s o n o lib e r a , m a n o n p o s s o t o r n a r e t a r d i ,
p e rc h é n o n v o g lio la s c ia re m ia m a d r e s o la a n c h e q u e s ta s e ra ...”
“ P e r m e n o n è u n p r o b le m a , a n d ia m o a b e re q u a lc o s a al V ip .

38
Marco

T ra v e n t i m i n u t i s o n o d a t e ” r is p o n d e M a rc o .
Il V ip è u n lo c a le s u lla s p ia g g ia c o n i t a v o l in i e le s e d ie di le g n o .
È s e m p lic e m a s i m p a t i c o . M a r c o e V a le r ia p a r l a n o t a n t o , q u a s i
i n i n t e r r o t t a m e n t e K M a a lle s e t t e V a le r i a d e v e t o r n a r e a c a sa ;
sua m a d r e l ’a s p e t t a p e r la c e n a .“ Sai, n o n è a b it u a ta . .. N o n s o n o
m a i u s c it a p r i m a c o n d e i r a g a z z i.” V a le r ia è i m b a r a z z a t a 2 q u a n d o
p a r la di su a m a d r e : c o n o s c e c iò che si d ic e su di lei! M a a M a r c o
n o n in t e r e s s a s u a m a d r e ; p a r la a n c o r a di lei e... di lo ro .
N ei g io r n i s u c c e s s iv i V a le r ia p e n s a s o l t a n t o a M a r c o ; e s c o n o
q u a s i o g n i p o m e r i g g io in s ie m e . Si v o g li o n o v e d e r e a lm e n o p e r
u n ’o r e t t a , p e r f a r e u n a p a s s e g g ia ta sul lu n g o m a r e , o p e r b e re la
s o lita c io c c o la ta nel lo ro b a r p r e f e r it o e il sa b a to , il s a b a to che p e r
V a le r ia è s e m p r e s t a t o u n g io r n o n o io s o ch e p a s s a v a t u t t a s o la
a casa, è d iv e n t a t o a de s so il p iù b e llo p e rc h é esce c o n lui. V a n n o
in s ie m e al c in e m a o in un b a r o in p iz z e ria e tr a s c o r r o n o o re pre zio se .
È la p r i m a v o l t a ch e V a le r ia f r e q u e n t a u n ra g a z z o e si s e n te
m o l t o fe lic e . P er M a r c o in v e c e n o n è la p r i m a v o lt a ; è g ià u s c it o
co n m o l t e ra g a z z e n e lla su a v i t a . È u n bel ra g a z z o , g li o c c h i g r a n d i
e a z z u r r i p ia c c io n o a ta n t e ra g a z z e ; è a lto e q u a n d o s o r r id e
s e m b ra un a tto re .

M a rc o n o n a v e v a m a i in c o n tr a to p rim a u n a ra g a z z a co m e
V a le ria , così s e m p lic e , d o lc e e in t e llig e n t e . Si s e n te i n n a m o r a t o di
lei c o m e n o n lo è m a i s t a t o di n e s s u n ’a lt r a .
Il c in q u e f e b b r a io è il c o m p le a n n o di V a le ria . M a rc o v o r r e b b e
fa r e u n a fe s ta : a lui p ia ce s ta r e co n t a n t a g e n te .
E d iv e r s o d a V a le r ia ch e in v e c e p r e f e r is c e u s c ir e in d u e o al
m a s s im o c o n u n p a io d i a m ic i. In e f f e t t i V a le r i a e M a r c o s o n o
m o l t o d iv e r s i e V a le r ia n o n p u ò f a r e a m e n o d i n o t a r lo , m e n t r e

1. in in te rro ttam en te : senza 2. im barazzato : a disagio, che non sa


sm e tte re mai. cosa dire.

39
4

M a r c o è t r o p p o i n n a m o r a t o p e r a c c o rg e rs i di q u a lc o s a . M a r c o p e r
e s e m p io p a r la s e m p re d i m a c c h in e e di c a lc io ; a m a i p o s ti a f f o ll a t i .
V a l e r i a p a s s a m o l t o t e m p o n e lle b i b l i o t e c h e , v a v o l e n t i e r i
n e i m u s e i, il s u o t e m p o l ib e r o lo d e d ic a a lla m u s ic a , a s u o n a r e
il p ia n o , le p ia c c io n o le s p ia g g e d e s e r t e e n o n le d is p ia c e s t a r e
so la , f o r s e p e rc h é n o n si a n n o ia m a i. P er il c o m p le a n n o M a r c o le
p r o p o n e u n ’u s c it a in c o m p a g n ia , m a g a r i in u n r i s t o r a n t e c in e s e .
“ P o s s ia m o i n v i t a r e d ie c i, q u in d ic i p e r s o n e !” d ic e M a rc o .
“ N o ” r i b a t t e V a le r i a , d e c is a “ è il m i o c o m p l e a n n o e v o g l i o
f e s t e g g ia r lo a m o d o m io ! V o g lio u s c ir e s o la c o n te , o f o r s e c o n
u n ’a l t r a c o p p ia . ” M a r c o è u n p o ’ d e lu s o m a n o n lo d à a v e d e r e :
“ P o s s ia m o i n v i t a r e F a b io c o n S u s a n n a ” p r o p o n e .
“ F a b io e S u s a n n a ? ” d o m a n d a le i, s o r p r e s a “ M a n o n v a n n o
d ’a c c o rd o ... S u s a n n a p a r la s o lo d i v e s t i t i e di t e le n o v e le e F a b io ...”
“ F a b io n o n p a r la di n ie n t e ! ” c o m m e n t a M a r c o r id e n d o .
“ Beh... è u n t i p o p r o p r i o s t r a n o . . . ! ”
“ È m o l t o in t e llig e n t e .. . u n v e r o i n t e l l e t t u a l e 3... U n p o ’ c o m e te ,
fo r s e . . . ”
“ N o n lo so... n o n h o m a i p a r l a t o c o n lu i . ”
In e f f e t t i F a b io è u n r a g a z z o m o l t o p a r t i c o l a r e : t a c i t u r n o 4,
s o lita r io , f r e q u e n t a s o lt a n t o M a rc o e p o c o a n c h e lui. V a le ria lo v e d e
spesso in b ib lio t e c a m e n t r e legge lib r o n i di f i lo s o f ia e di scienze.
“ V e d r a i... ci d i v e r t i r e m o ! ” d ic e M a r c o “ E p o i a S u s a n n a p ia c e
F ab io . D ice s e m p r e che è u n bel t i p o . . . ”
“ È v e r o ! A s s o m ig lia u n p o ’ a D y la n D o g 5, c o n i c a p e lli s c u ri e
s e m p r e s p e t t i n a t i 6, e q u e ll’a r ia m is t e r io s a . . . ” c o n c lu d e V a le ria .

3. in tellettu ale : persona che ha 5. Dylan Dog : personaggio di un


inte ressi c u ltu ra li, che si dedica agli fam oso fu m e tto .
stuc^- 6. spettinato : con i capelli in
4. tacitu rn o : che pa rla poco. disordine.

40
rA
V T À

Comprensione

Q Indica l ’a lte rn a tiv a co rre tta .

1 V a le ria ha p a u ra che M arco non la ch ia m i perché


a Q il g io rn o della fe s ta è s ta ta poco g e n tile con lui.
b Q la sera, q u ando Pha ria c c o m p a g n a ta a casa, è successo
qualcosa di stra n o ,
c Q ha ca p ito che non gli piace.
2 Alle cinque M arco la chiam a. Cosa le chiede?
a Q Cosa è successo il g io rn o p rim a .
b Q Cosa pensa di lui.
c Q S eè lib e ra la sera.
3 Dove v a n n o M arco e Valeria?
a [ ] Al ris to ra n te
b □ AI cine m a
c Q In un b a r
4 V a le ria è im b a ra z z a ta qu a n d o p a rla di
a Q sua m adre.
b □ se stessa,
c Q ] lei e Marco.
5 Nei g io rn i successivi M arco e V aleria
a □ non si ve d o n o spesso.
b Q si ve d o n o solo a scuola,
c Q si v e d o n o quasi ogni pom erig g io .
6 II g io rn o più bello pe r V a le ria è d iv e n ta to
a Q il sabato.
b Q la dom enica,
c Q il lunedì.
7 M arco è
a Q il p rim o
b | | il secondo ragazzo nella v ita di Valeria,
c Q il te rz o

42
0 Rispondi adesso alle seguenti dom ande riguardo alla seconda p arte del
capitolo.

1 Q uando è il co m p le a n n o di Valeria?
2 Cosa vo rre b b e fa re Marco?
3 Cosa decide di fa re in fin e V aleria?
4 Perché M arco è deluso?
5 M arco dice a V a leria che è deluso?

Q Marco e V aleria sono m olto diversi. Sotto quali aspetti? Com pleta.

1 M arco p a rla sem pre d i ................................................................... e di

Gli p iacciono i p o s t i ................................................................... e gli piace


f a r e ....................................................................
2 V ale ria invece non va m ai n e i ....................................................................
Le p iacciono l e ei

Dedica m o lto te m p o a l l a ...........................................................

Q Quali sensazioni prova V aleria nei confronti di sua madre?

Q Fabio non va d ’accordo con Susanna. Perché?

Q Invece Marco dice che V aleria e Fabio si assomigliano. Sotto quali


aspetti?

Q Q uante persone Marco vuole in v ita re alla festa?


Com petenze lin g u is tic h e

^ Com pleta questa conversazione m ettend o nel giusto ordine le frasi


a-h.

0 Ciao........................................................................................................................
Ciao.
1 ...............................................
Bene, e tu?
2 .................................................
No, m i dispiace, qu e sta sera no.
3.....................................................................................................................................
D om a n i c’è la fe s ta di Serena. Non vai?
4 .................................................................................................................................
Ah, m i dispiace.
5.....................................................................................................................................
Sabato sera va benissim o. Cosa fa cciam o?
6 .......................................
Vada p e r la pizza. Io a d o ro la pizza.
7.....................................................................................................................................

a □ Non m i ha in v ita to .
b □ Benissimo. A sabato allora.
c □ Cosa ne dici di una pizza? O p re fe ris c i a ndare al cinem a?
d □ Possiamo uscire al fin e s e ttim a n a , se hai te m p o .
e □ E d o m a n i?
f □ Come stai?

g Ciao.
h Sei lib e ra que sta sera?

44
0 Com pleta questo brano sulle occupazioni di diversi ragazzi utilizzando
c o rre tta m e n te i verbi dati.

navigare suonare guardare la televisione giocare a calcio


leggere passeggiare giocare ai videogames ch attare

1 A M aria p ia c e ............................in c e n tro di sabato.


2 A G iorgio invece piace sta re a c a s a .......................... con gli am ici.
3 Susanna ha un p a rtic o la re interesse p er i lib r i...............................
m o lto s o p r a ttu tto th rille r. A m a a n c h e il p ia n o fo rte .
4 V e ron ica è sem pre sul w e b .................................su in te rn e t alla rice rca
di in fo rm a z io n i di v a rio genere e ..............................con gli am ici.
5 A M ario p ia c e : i re a lity shows sono la sua passione.
6 Fabio è il più s p o rtiv o di t u t t i. L u i ............................., va in b ic ic le tta e
corre. Gli piace m o lto sta re a ll’a ria a perta!

^ Questi sono alcuni dei luoghi fre q u e n ta ti daigiovani nel loro tem po
libero. Scrivi il nome sotto ogni im m agine.

discoteca ris to ra n te stadio cinem a te a tro sala giochi

45
CAPITOLO 5

il compleanno
Q uando M arco , V a le ria , S usanna e Fabio si
in c o n tra n o d a v a n ti al V ip sul lu n g o m a re ,
V a le ria p ro p o n e u n a cosa che nessuno di
lo ro si a s p e tta v a : “Possiam o a n d a re a casa
m ia ... m ia m a d re oggi non c’è; è a n d a ta p e r il fin e
s e ttim a n a a tr o v a re u n a sua a m ic a a T rie s te .”
F a b io è, s t r a n a m e n t e , il p r i m o a ris p o n d e r e : “ Sì,” d ic e
“ è u n ’o t t i m a id e a ...” A n c h e M a r c o è d ’a c c o rd o .
S u s a n n a n o n v u o le a n d a re , m a s ta z i t t a e se g u e g li a lt r i .
In m a c c h in a si a r r iv a in d ie c i m i n u t i a lla ca sa di V a le ria . I
t r e ra g a z z i e n t r a n o e ciò ch e v e d o n o li s o r p r e n d e : la ca sa di
V a le r ia è b e lla , c o m e n o n se lo e r a n o a s p e t t a t i. V a le r ia è u n
p o ’ n e r v o s a ; v u o le m o s t r a r e a g li a m ic i ch e la s u a ca s a e la
s u a v i t a s o n o a s s o lu t a m e n t e n o r m a li.

46
il compleanno

“ H o c u c in a t o d e lle cose s e m p lic i” d ic e “ S p e ro che v i p ia c c ia n o :


u n a p a s ta c o n il p e s t o 1 e p iz z a ...”
La sa la è g r a n d is s im a ; al c e n t r o c ’è la t a v o la g r a n d e e r o t o n d a ,
g ià a p p a r e c c h i a t a 2, s u u n a p a r e t e s o n o a p p e s i q u a d r i c o n
p a e s a g g i di m a r e e l ’a l t r a p a r e t e è o c c u p a ta d a s c a f f a li p ie n i di
lib r i. La m a g g io r p a r t e s o n o v e c c h i e s e m b r a n o p re z io s i. F a b io si
m e t t e s u b it o a g u a r d a r li, m a v ie n e r i c h ia m a t o d a M a rc o :
“ F a b io , v ie n i a m a n g ia r e ! ”
C o m in c ia n o a m a n g ia re e p a rla n o ; s tr a n a m e n te so n o V a le ria e
Fabio a p a rla re p iù d egli a ltr i. Fabio fa ta n t e d o m a n d e sui q u a d ri e
sui lib ri. E n t r a m b i 3 h a n n o gli s te s s i in te re s s i: la le t tu r a , la m u s ic a
c la ss ic a , l ’a r te . Così v e rs o la fin e d e lla ce n a , q u a n d o si m a n g ia il
g e la to , la d is p o s iz io n e 4 delle c o p p ie è c a m b ia ta : da u n a p a r te V a le ria
e Fabio, d a ll’a lt r a S u sa n n a e M a rc o . S u sa n n a s e m b ra m o lto a lle g ra .
L ’a t m o s f e r a è b e lla e r ila s s a t a . V a le r ia h a m e s s o u n a m u s ic a
di C h o p in , d o lc e e r o m a n t ic a . S o lt a n to M a r c o n o n s e m b r a m o l t o
s e re n o : c o n t in u a a g u a r d a r e V a le ria , che p a r la c o n F a b io , m a lei,
t u t t a p r e s a 5 d a lla c o n v e rs a z io n e , n o n se ne a c c o rg e . M a r c o è u n
p o ’ g e lo s o , m a n o n v u o le d ir e n ie n t e a d e s s o p e r n o n r o v in a r e la
s e ra ta . I m p r o v v is a m e n t e u n u r lo r is u o n a p e r la casa: è u n u r lo di
u o m o , t e r r i b i l e ; i ra g a z z i s o n o s p a v e n ta t i.
“ C osa s u c c e d e ? ” d o m a n d a F a b io , c e rc a n d o di re n d e r e la v o c e
p iù n o r m a le p o s s ib ile .
“ M i dispiace... M i d isp ia ce ...” dice V a le ria . C orre su p e r le scale, e di
n u o v o si s e n te l’u rlo , a n c o ra p iù fo r te , che s e m b ra s c u o te re la casa.
“ Io m e ne v a d o ” d ic e S u s a n n a “ H o t r o p p a p a u ra ... M a r c o m i
a c c o m p a g n i? ” M a r c o è u n p o ’ e s it a n te . M a a n c o r a si s e n te l ’u r lo

1. pasta al pesto : specialità della


cucina ligure a base di basilico, aglio, 3 - e n tra m H : t u t t i e due.
olio, p ino li e fo rm a g g io pecorino. 4. disposizione : ordine.
2. apparecchiare : preparare la tavola. 5. presa : (qui) interessata, coinvo lta.

47
CAPITOLO 5

p r o v e n ie n t e d a l p ia n o s u p e r io r e .
A llo r a d ic e : “ Sì, v e n g o ... v e n g o c o n te ... T u co s a f a i F a b io ? ”
F a b io è s e d u to , s e m b r a t r a n q u il lo . R is p o n d e : “ N o, io r im a n g o
q u i a n c o r a u n p o ’...”
M a r c o se ne v a c o n S u s a n n a e F a b io sale le s ca le ch e p o r t a n o
al p ia n o s u p e r io r e . C e rca V a le r ia e d o m a n d a : “ V a le ria ... V a le ria ...
d o v e sei? S ta i b e n e ? ” È t u t t o b u io n e l c o r r id o io e F a b io s o b b a lz a
q u a n d o V a le r ia esce im p r o v v is a m e n t e d a u n a c a m e ra .
“ C osa f a i q u i...? S ie te ... s o n o a n c o r a q u i? ” c h ie d e .
“ N o, g li a l t r i s o n o a n d a ti v ia . ..” ris p o n d e F a b io .
“ V a i v ia a n c h e t u ! ” d ic e V a le ria . V a le r ia s ta p e r p ia n g e r e .
“ N o, v o g lio a iu t a r t i. . . d im m i co s a s u c c e d e ...” d ic e F a b io .
“ N o n p o ss o , t i p re g o , v a t t e n e ! ” r is p o n d e V a le ria .
N e lla c a m e r a c ’è q u a lc u n o c h e r id e d i u n r is o i n q u i e t a n t e 6,
s e m b r a il r i s o d i u n p a z z o , d i q u e ll i c h e si s e n t o n o n e i f i l m
d e ll'o r r o r e ; m a F a b io n o n è t i p o d a la s c ia rs i im p r e s s i o n a r e 7:
“ Chi c ’è lì? ” c h ie d e F a b io . “ N o n te lo p o s s o d ire ... n o n in s is te r e .
F a b io t i p r e g o ... v a i v i a ! ” r e p lic a V a le r ia . I d u e r a g a z z i s o n o in
p ie d i d a v a n t i a lla s t a n z a in p e n o m b r a 8 in u n c o r r i d o i o b u io ,
q u a n d o si a f f a c c ia a lla p o r t a u n u o m o : è a lt o , in t e s t a p o r t a u n
b e r r e t t o d a m a r in a io , le m a n i s o n o lu n g h e e v e c c h ie . Si riv o lg e a
F a b io c o n u n a v o c e c a lm a e p r o f o n d a :
“ Ci s o n o io q u i, ra g a z z o ...”
“ P a p à ” d ic e V a le r ia “ v ie n i... v ie n i... t o r n a a l e t t o . . . ”
“ Chi è ? ” d o m a n d a il p a d re .
“ È u n m io a m ic o ... v a i a le t to . .. d a i...” r is p o n d e V a le ria .
Lo a c c o m p a g n a in c a m e ra :
“ B u o n a n o t te , se h a i b is o g n o di q u a lc o s a , c h ia m a m i! ”

6. inquietante : che fa paura.


7. impressionare : (qui) spaventare. 8. penombra : quasi buio.

48
Comprensione

^ Indica quali di queste frasi sono vere (V) e quali false (F).
V F
1 V a leria p ro p o n e di fe ste g g ia re il p ro p rio co m p le a n n o a
casa sua. □□
2 Susanna non v o rre b b e andare, m a non dice niente. □□
3 La casa di V aleria è b r u tta e d is o rd in a ta . □□
4 V ale ria è a s s o lu ta m e n te tra n q u illa . □□
5 V aleria ha c u c in a to p e r i suoi am ici.
□□
Q Descrivi brevem ente la sala della casa di Valeria.

Q Rispondi adesso alle seguenti domande.

1 D u ra n te la cena chi p a rla più degli a ltri?


2 Chi ha gli stessi interessi?
3 Chi è m o lto a llegro/a?
4 Chi non s e m b ra sereno/a?
5 Perché?

Q Indica adesso l’a lte rn a tiv a co rretta.

1 Da dove viene il grido?


a [Z ] dalla c a n tin a
b Q dalla cucina
c E J dal pia n o su p e rio re della casa

2 Chi re s ta con Valeria?


a Q Marco
b Q Susanna
c Q ] Fabio

3 Cosa fa Valeria?
a Q ] sale al p iano s u p e rio re
se ne va con M arco
c Q ] si m e tte a piangere

50
4 Che cosa vu o le fa re Fabio?
a Q a iu ta re V ale ria
b Q c h ia m a re la p o lizia
c andare v ia su b ito

5 M e n tre Fabio e V aleria sono nel co rrid o io , esce un u o m o dalla


stanza. Chi è?
a Q un a m ico della m a d re di V a leria
b \~ \ il padre di V ale ria
c Q Io zio di V a leria

C o m p e t e n z e lin g u is tic h e

Q S c riv i le p a ro le c o rr is p o n d e n ti alle d e fin iz io n i date.

1 Si può leggere: L ______


2 Un a ltro n o m e in ita lia n o pe r questo o g g e tto è “ c a lc o la to re ” :
C ________
3 In genere sta appeso alla parete: Q ________
4 Si usa p e r co p rire : C __________
5 Si m angia: cibo
6 Si indossa: V __________

0 Adesso in s e ris c i i n o m i in qu e ste fra s i.

1 Non m a n g ia re q u e l s fo rs e è a n d a to a male.
2 Questo è un b e l ..........................Lo ha d ip in to un p itto r e fam o so .

3 D a m m i l a ......................... : ho fre d d o .
4 V o rre i leggere un b e l ......................... !
5 M a rile na c o m p ra s e m p r e ......................... costosi e spesso g riffa ti.
6 Per la p ro m o z io n e ho ric e v u to un b e llis s im o ......................... nuovo!
O Scegli tr a le a lte rn a tiv e a e b il sinonim o per ogni parola data.

1 C am era a ca m b io b □ stanza
2 Pazzo a f i m o rib o n d o b □ m a tto
3 B e rre tto a co p ricapo b □ b a ra tto lo
4 U rlo a | gruccia b □ g rid o
5 S p a ve n ta to a | im p a u rito b □ spezzato
6 C onversazione a | dialogo b □ concezione
7
X.
Succedere a accadere b □ seguire

Grammatica

Q C om pletare le frasi con i pronom i opportuni.

0 Fabio chiede a Valeria: “ Hai Ie tto que sti lib ri? ”


“S ì Ji ho Ie tti quasi t u t t i . ”
1 Ti piace que sta m usica? S ì,............. piace m o lto .
2 I ragazzi ve d o n o in casa qualcosa c h e . so rprende.
3 V ale ria ha c u cin a to cose sem plici. “ Spero c h e ............... p ia ccia n o ”
dice ai suoi am ici.

4 T u tti m a n g ia n o il gelato, m a Susanna n o n ............. m angia.


5 Susanna vu o le andarsene. Chiede a Marco: “ accom pagni a
casa, p e r fa v o r e ” ?
6 Fabio dice a Vale ria che vu o le a iu ta r................

7 Fabio insiste p e r sapere cosa succede, m a lei non g lie ...............vuole


dire.
* )

52
CAPITOLO 6

il mistero è svelato
V a le r ia e Fabio to rn a n o in s a lo tto . B E'
“ D u n q u e q u e llo è t u o p a d r e . . / ’ d ic e F a b io .

“ Sì...” r is p o n d e V a le ria .
“ E p e rc h é lo t e n e t e q u i, r i n c h i u s o ? ”

d o m a n d a F a b io .
“ È u n a lu n g a s to r ia . .. f o r s e ne c o n o s c i u n a p a r te ...
la g e n te d i q u i h a r a c c o n t a t o t a n t e s t o r ie s u lla m ia
f a m ig lia , su m ia m a d r e e su q u e s ta c a s a ...” d ic e V a le ria .
“ N o , io n o n p a rlo m o lto e non a s c o lto la g e n t e . . .

R a c c o n t a m i.. .” d ic e a n c o r a F a b io .
E V a le r ia c o m in c ia a r a c c o n t a r e q u e lla ch e s e m b r a u n a
b e lla f a v o l a 1 a ll ’in iz io , m a che d iv e n t a u n a s t o r ia t r i s t e a lla

fin e .
“ M ia m a d r e e m io p a d r e si s o n o c o n o s c iu t i in G e r m a n ia ,

1. favola : ra cconto con elem enti m agici.

53
CAPITOLO 6

ad A m b u r g o , t a n t o t e m p o fa ; m ia m a d r e , Io sai, è te d e s c a e m io
p a d re e ra c a p it a n o di u n a n a v e che v ia g g ia v a p e r t u t t o il m o n d o e
che sp e s s o a p p r o d a v a 2 al p o r t o d i A m b u r g o .
Io s o n o n a t a in q u e lla c i t t à ; s ia m o v e n u t i a d a b i t a r e q u i in
I t a l i a q u a n d o a v e v o d ie c i a n n i p e r c h é m io p a d r e h a e r e d i t a t o
d a u n a z ia q u e s ta c a s a e a l t r i a p p a r t a m e n t i in c i t t à . M a a m ia
m a d r e p ia c e v a q u e s t a p e r c h é e r a r o m a n t i c a e in m e z z o a lla
n a tu r a . S e tte a n n i f a m io p a d re e ra in v ia g g io v e r s o la P o lin e s ia ,
u n v ia g g io m o lt o , m o l t o lu n g o ; d u r a n t e q u e s to v ia g g io la n a v e h a
f a t t o n a u f r a g i o 3 e lu i è s t a t o P u n ic o a s a lv a r s i. Q u a n d o lo h a n n o
r i p o r t a t o in E u ro p a e ra c a m b ia to , n o n e ra p iù lo s te s s o ...
I m e d ic i h a n n o d e t t o che n o n r a g io n a v a p iù e che p e r q u e s to
d o v e v a s ta r e in u n a c lin ic a p s ic h ia tr ic a . M ia m a d r e è a n d a ta t a n t e
v o l t e a t r o v a r l o e d ic e v a c h e q u e l p o s t o e r a t e r r i b i l e , c h e m io
p a d re n o n e ra così m a la to ... Così h a d e c is o di p o r t a r lo q u i, a casa.
M a q u e s to d e ve rim a n e r e u n s e g r e t o . . . T e m i a m o c h e Io
p o r t i n o v ia . M io p a d re d i n o t t e h a p a u r a e g r id a , m a n o n f a d el
m a le a n e s s u n o ... n o n v u o le r im a n e r e d a s o lo , r i v iv e la t e r r i b i l e
e s p e rie n z a , c o m e a llo r a . M ia m a d r e h a c e r c a t o di c u r a r lo .. . c o n
t a n t o a m o r e e t a n t a p a z ie n z a ... h a o t t e n u t o d e i b u o n i r is u lt a t i. . .
Di g io r n o lu i è n o r m a le ... d is e g n a e s c riv e e a lc u n i d e i s u o i d is e g n i
li v e n d ia m o ad u n a ca sa e d it r i c e . ”
“ M a q u e s t e c o s e s o n o d a t e n e r e s e g r e t e . . . M a r c o ” d ic e la
m a d r e ch e è e n t r a t a in q u e l m o m e n t o .
“ C iao, m a m m a ” d ic e V a le r ia e la v o c e le t r e m a (h a p a u r a d e lla
r e a z io n e d e lla m a d r e , p e rc h é h a r i v e la t o il lo r o s e g re to !) “ lu i n o n
è M a rc o ; è F a b io ...”
La m a d r e è s o r p r e s a m a n o n d ic e n ie n te .

2. approdare : a rriv a re , e n tra re in po rto, a riva.


3. fare naufragio : quando una nave affonda.

54
6

F a b io l ’a v e v a v i s t a s e m p r e d i s f u g g i t a 4 e p e r la p r i m a v o l t a
n o t a la s u a n o n c o m u n e b e lle z z a . H a g li o c c h i c h ia r i e i c a p e lli
b io n d i e p iù ch e u n a s tr e g a s e m b r a u n a fa t a . F a b io p e n s a : “ C hissà
q u a n t o d e v e e s s e re c o s t a t o ad u n a d o n n a così b e lla r e s t a r e p e r
a n n i c o n u n m e z z o p a z z o ...”
S e m b ra le g g e r g li n e lla m e n t e 5 e g li d ic e :
“ Io a m o m io m a r it o , lo a m o a n c o r a e n o n o s t a n t e t u t t o . . . ”
F a b io t o r n a a ca sa e a s s ic u r a che n o n d ir à n ie n t e a n e s s u n o :
“ P o te te f i d a r v i d i m e ... n e s s u n o s a p rà n ie n t e . ”
Q u a n d o s o n o s o le V a le r ia e s u a m a d r e r im a n g o n o a p a r la r e
a n c o ra a lu n g o ; la m a m m a n o n è a r r a b b ia t a c o m e V a le r ia p e n s a v a :
“ C a p is c o che p e r te d e ve e sse re s t a t o m o l t o d if f i c il e m a n t e n e r e
p e r lu n g o te m p o u n così g ra n d e s e g re to ...”
V a le ria c e rc a di o b i e t t a r e 6 q u a lc o s a , m a la m a m m a d ice a n c o ra :
“ Io so cosa la g e n te dice di noi, m a so n o s ic u ra che t u t t o c a m b ie rà ,
che p a p à g u a r ir à e che s a re m o p r e s t o di n u o v o u n a f a m ig lia . . . ”
Poi le d o m a n d a di M a r c o e F a b io : V a le r ia p a r la s o p r a t t u t t o di
M a rc o ; a n c h e se è a n d a to v ia lei lo ca p is c e , n o n è a r r a b b i a t a c o n
lu i, m a s e n te c re s c e re d e n t r o d i sé il s e n t i m e n t o p iù p e r ic o lo s o
p e r l ’a m o r e : l ’in d if f e r e n z a .

“ M a n o n ca p is c o ...” dice la m a m m a “ P erché Fabio è r im a s t o q u i? ”


N e a n c h e V a le r ia rie s c e a s p ie g a r s i p e r c h é F a b io è s t a t o co sì
g e n tile , e p e rc h é s o p r a t t u t t o lei s e n te di f i d a r s i c i e c a m e n t e 7 di lu i
p iù di q u a n t o si f i d i d i M a rc o .

S o n o le t r e q u a n d o V a le r ia si a d d o r m e n t a e i s u o i s o g n i s o n o
a f f o l l a t i di v o lt i: s o n o q u e lli di M a rc o , di su a m a d re , d i su o p a d re e
di S u s a n n a , m a s o p ra o g n i a lt r o q u e llo di F a b io .

4. di sfuggita : in fre tta , velocem ente. 6. obiettare : dire qualcosa in contrario.


5. leggere nella m ente : in tu ire , 7. ciecamente : (fig.) to ta lm e n te ,
capire. c om pletam ente .

56
Comprensione
Q V aleria racconta la storia di suo padre. Com pleta il suo racconto con le
parole m ancanti.

Il padre e la m a d re di V aleria si sono co n o sc iu ti in ( 1 ) .................. ta n to


te m p o fa. In f a tt i la m a d re di V aleria è ( 2 ) .................... Suo padre invece
era c a p ita n o di una ( 3 ) ................... che viag g ia va pe r t u t t o il m o n d o .
V ale ria stessa è n a ta ad ( 4 ) ......................Sono a n d a ti ad a b ita re in
(5 ) ................... q u ando V aleria aveva dieci anni. A sua m a d re il posto
piaceva m o lto . Sette anni p rim a il padre di V ale ria è p a r t it o p er
(6 ) ......................D u ra n te q u esto viaggio la nave ha fa t to ( 7 ) j,.....
e lui è s ta to l ’unico che si è salvato. Q uando è to r n a to non era più
lo stesso.

0 Indica l’a lte rn a tiv a co rre tta .

1 V a leria vu o le che Fabio


a Q non ra c c o n ti questa b Q ra c c o n ti q u esta
s to ria ai suoi am ici s to ria a t u t t i

2 V a le ria ha p a u ra che
a Q rin c h iu d a n o il padre in b Q a rre s tin o il padre
una clinica p s ic h ia tric a
3 II padre di V a leria
a Q è p ericoloso b Q non è p e ricoloso

4 La m a d re di V a le ria è
a sorpresa b Q a rra b b ia ta

5 La m a d re di V a le ria se m b ra
a una stre g a * > □ una fa ta
6 La m a d re di V ale ria
a Q a m a a n co ra suo m a rito b Q non a m a più suo m a r ito

7 Fabio dice che


a Q non d irà n ie n te a nessuno b Q to rn e rà p re s to a tro v a rle

8 V a leria

a □ si fid a di Fabio b I non si fid a di Fabio

57
Grammatica
Il p a s s a to p ro ssim o con il v e rb o au siliare e s s e re
Il passato p ro s s im o di alcuni v e rb i si fo r m a con
• il v e rb o essere al pre se n te + p a rt. pass, del ve rb o
• il p a rtic ip io passato deve co n co rd a re con il so g g e tto del ve rb o

Osserva i se guenti esempi:


• m aschile: Paolo è a nda to.
• fe m m in ile : G iorgia è a n d a ta .
• p lu ra le masch.: Fabio e M arco sono a n d a ti.
• p lu ra le fe m m .: Elisa e Susanna sono andate.

Q uando si usa il v e rb o essere e q u ando il ve rb o avere?


Essere si usa con i ve rb i che ind ica n o
• m o v im e n to : Siamo p a r t it i p e r la Francia.
• sta re in un posto: M a r ta è s ta ta al mare.
• c a m b ia m e n to : M i sono svegliato presto.

Tra i ve rb i che si c o s tru is co n o con l ’ausiliare “ essere” c’è anche il verb o


essere.
Esempi: Paolo è s ta to a casa ieri.
La sign ora Rossi è s ta ta al m a re Vanno scorso.

Q Com pleta le frasi al passato prossimo utilizzando i verbi tr a parentesi.

1 S te fa n ia (e sse re )................. ......... m a la ta lunedì e non (andare)


...........................a scuola.
2 “ Con chi tu (uscire) ............

3 Noi non ( s a lir e )................... .......in ascensore perché era ro tto .


4 Q uando ( a r r iv a r e ) ...............
5 Ieri ( t o r n a r e ) ........................ ... le m ie zie dalla Sicilia.
6 Mi (p ia c e re )..........................., m o lto questo film .
7 Cosa (succedere)................. ......... ? (S uccedere)............................ un
b ru tto incid e n te .

58
Q Inserisci al passato prossimo i verbi tr a parentesi. A ttenzione! Alcuni
si costruiscono con il verbo avere a ltri con il verbo essere.

A V e ro n ica (0 p a rtire ) p re s to d o m enica. Lei


(1 an da re ) a Firenze. Qui (2 essere) ............................
o spite di u n ’am ica. (3 visitare ) dive rsi m usei.
e le (4 piacere) .................................. m o lto . (5Tornare) ......................... a
casa s o lta n to ieri. (6 Venire) su b ito a casa m ia pe r
ra c c o n ta re tu tto . Io I’(7 ascoltare) ........................... con interesse.
B V a leria e M arco (8 inco n tra re ) ............................ i loro am ici e
(9 and are ) ............................ a casa di V aleria. Qui
(10 cenare) ...........................insiem e e (11 d iv e rtirs i) ............................
insiem e. Ma a un ce rto p u n to (12 succedere) ............................ una
cosa: qua lcu n o (13 g r i d a r e ) ............................ e i ragazzi
(14 spaventarsi) ...............................M arco (15 anda re) ...........................
via, invece Fabio (16 restare) ............................ con Valeria.

Produzione s c ritta

Q Scrivi una m ail a un tu o am ico/u na tu a am ica. Racconta un fa tto strano


che ti è successo. Usa il passato prossimo.

La m a il può c o m in c ia re con:

Ciao....
sai cosa mi è successo ieri/la scorsa settimana...?

59
r

Scrittori italiani
del Novecento
Nella letteratura italiana del Novecento troviamo grandi nomi di
scrittori e poeti.

Gabriele D ’A nnunzio (Pescara, 18 6 3 -G ard o n e Riviera, 1938)

Gabriele D'Annunzio è un grande nome della letteratura italiana. Poeta


e scrittore, simbolo del Decadentismo italiano, partecipa alla Prima
Guerra Mondiale. Soprannominato il Vate cioè il profeta, svolge un
ruolo importante non solo nella letteratura, ma anche (soprattutto dal
1914 al 1924) nella vita politica. Scrive poesie, romanzi, opere teatrali.
Tra i romanzi il più famoso è "Il Piacere" (1889), che ha come
protagonista l'eroe decadente Andrea Sperelli, giovane insoddisfatto
della vita alla ricerca di continue sfide.

Luigi Pirandello
(Agrigento 1867 - Roma 1936)

Scrive opere teatrali, romanzi e poesie. Nel


1934 è insignito del Premio Nobel per la
letteratura. Tra i suoi romanzi più famosi:
"Uno nessuno centomila" (1925) e "Il fu
Mattia Pascal" (1904). Tra le sue opere
teatrali più importanti: "Sei personaggi in
cerca d'autore" (1921) e "Enrico IV" (1922).
Tematiche centrali nella sua opera: il contrasto
tra illusione e la realtà, il doppio e la pazzia.

60
Italo Svevo
(Trieste, 1861 - Motta di Livenza, 1928)

Un altro importante scrittore italiano del


Novecento è Italo Svevo. Questi nasce
proprio a Trieste dove è ambientata la
nostra storia.
Il suo vero nome è Aron Ettore Schmidt.
Scrive romanzi, racconti e opere teatrali.
Diventa amico di James Joyce, che
conosce frequentando un corso di inglese.
Il romanzo più famoso di Italo Svevo
è "La coscienza di Zeno" pubblicato nel 1923. I temi centrali delle
sue opere sono la malattia e l'inettitudine (incapacità di vivere nella
società), l'assurdità dei rapporti sociali e il fallimento personale.
Sembrano tutti elementi pessimisti. Però il pessimismo non è così
evidente nella sua opera perché il tono narrativo è spesso ironico e
umoristico.

Primo Levi nasce nel 1919. Vive a Torino quando nel 1943, durante
la seconda Guerra Mondiale, viene deportato nel campo di
concentramento di Auschwitz. Il suo romanzo "Se questo è un uomo"
(1947) racconta le sue terribili esperienze nel lager. È diventato un
classico della letteratura mondiale. Lo stile dello scrittore, soprattutto
nelle prime opere, è realistico e diretto, ma nello stesso tempo di
grande intensità.
Primo Levi muore nel 1987, probabilmente suicida. È autore di altri
romanzi tra cui: "La tregua" (1962). In questo libro descrive la propria
esperienza al ritorno in Italia dal campo di concentramento.
Alberto Moravia, pseudonim o di Alberto Pincherle, nasce a Roma nel
1907. Nella sua carriera di scrittore e giornalista pubblica circa trenta
romanzi. Il più famoso è considerato "Gli indifferenti" del 1929.1 temi
centrali della sua opera sono l'ipocrisia della società contemporanea,
la sessualità moderna e l'alienazione. Da diversi suoi romanzi sono
tratti famosi film degli anni cinquanta e sessanta; lui stesso collabora
alla regia di film come "Ossessione" di Luchino Visconti (1943).
Alberto Moravia si sposa con due importanti scrittrici: la sua prima
moglie infatti è Elsa Morante (di cui parliamo qui di seguito), la
seconda Dacia Maraini. Moravia muore a Roma nel 1990.

Elsa Morante nasce a Roma nel


1912. Scrive romanzi, saggi e poesie.
È considerata una delle scrittrici
più importanti del periodo del
Dopoguerra. Tra i suoi romanzi
più famosi: "La storia" (1974),
ambientato nella Roma della seconda
guerra mondiale. La storia è vista
attraverso gli occhi dei protagonisti
della vicenda e descritta con grande
intensità.
Anche da "La storia" come da diversi
romanzi di autori italiani di questo
periodo, è tratto un film famoso
(del regista Comencini). La scrittrice
muore a Roma nel 1985.

62
Nato a Santiago de Las Vegas (a Cuba) nel
1923, Italo Calvino è un intellettuale di
grande impegno politico. È generalmente
considerato lo scrittore italiano più importante
della seconda parte del Novecento.
Osservatore della società contemporanea,
ne rappresenta i paradossi, le incertezze, le
oscillazioni... Le sue opere rappresentano
un momento importante ed estremamente
originale della narrativa italiana.
Nella sua produzione è importante anche
l'elemento fantastico-avventuroso presente, per esempio, nei tre
romanzi: "Il Visconte Dimezzato", "Il Barone Rampante", "Il Cavaliere
Inesistente".
Tra i suoi libri più famosi: "Le città invisibili" e "Marcovaldo".

Pier Paolo Pasolini nasce a Bologna nel 1922 e muore a Roma in modo
drammatico (assassinato) nel 1975.
Pier Paolo Pasolini è stato scrittore, poeta, romanziere, drammaturgo,
giornalista, cineasta. Ha avuto una grande influenza sullo sviluppo
culturale del Paese. Negli anni Settanta i suoi interventi e pubblicazioni
provocano forti reazioni per le sue critiche alla società borghese e dei
consumi, ma anche alla Rivoluzione studentesca del '68.
Tra le sue opere letterarie ricordiamo il romanzo: "Ragazzi di vita"
(1955), che si svolge a Roma nel Dopoguerra. Racconta le storie
w
di diversi ragazzi del sottoproletariato romano. È un romanzo
estremamente realistico e critico del degrado sociale italiano negli
i

anni dopo la seconda guerra mondiale.


Il'

63
ì___________________ ________

0 Scrivi quali di queste a fferm a zio n i riguardo a Gabriele d ’Annunzio


sono vere (V) e quali false (F).
V F
1 D’A n n u n z io è s ta to p o e ta e a rc h ite tto .
2 Ha gio ca to un ru o lo im p o rta n te nella le tte ra tu ra , m a
anche nella v ita p o litic a del paese.
3 Ha p a rte c ip a to alla seconda g u e rra m ond ia le .
4 La sua opera più im p o rta n te è un ro m anzo.
5 È il p rin cip a le ra p p re se n ta n te del ro m a n tic is m o italiano. [

0 Rispondi alle seguenti dom ande riguardo a Luigi Pirandello.

1 Q uando riceve il p re m io Nobel?

2 Che cosa scrive?

3 Quali sono le sue opere te a tra li più im p o rta n ti?

4 Quali sono le te m a tic h e ce n tra li della sua opera?

0 Com pleta queste frasi riguardo a Italo Svevo.

1 Ita lo Svevo nasce a ........................................


2 II suo ve ro n o m e è ...................................
3 Conosce P a u to re in g le s e ........................................
4 II tito lo del suo ro m a n z o più fa m o s o è ...................................
5 I te m i c e n tra li della sua o p era s o n o ........................................

Q Rispondi alle seguenti dom ande riguardo a Prim o Levi.

1 Quale te r rib ile esperienza ha v is s u to P rim o Levi?

2 Qual è il tito lo del ro m a n z o in cui ra c c o n ta que sta esperienza?

3 Come è d e fin ito Io stile dello s c ritto re ?

64
@ Rispondi alle seguenti dom ande riguardo a M oravia.

1 Q u a n ti ro m a n z i scrive M oravia?

2 Qual è il suo ro m a n z o più fam oso?

3 Quali sono i te m i c e n tra li della sua opera?

Q Indica quali di queste a fferm a zio n i sono vere (V) e quali false (F)
riguardo a Elsa M o ran te e a Italo Calvino.
V F
1
2
Elsa M o ra n te scrive opere te a tra li e novelle. □□
Il suo ro m a n z o più fa m o s o e a m b ie n ta to d u ra n te la
p rim a g u e rra m ond ia le . □□
3 Da questo rom anzo è t r a tt o un film di un regista italiano. □□
4 Ita lo Calvino nasce a Cuba. □□
5 Le sue opere sono p a rtic o la ri e o rig in a li. □□
6 Ha ric e v u to il p re m io Nobel pe r la le tte ra tu ra . □□
7 Nelle sue opere l ’e le m e n to fa n ta s tic o gioca un ru o lo
im p o rta n te . □□
Q Rispondi a queste dom ande riguardo a Pier Paolo Pasolini.

1 Dove nasce Pier Paolo Pasolini?

2 Come m u o re ?

3 A chi/che cosa rivo lg e f o r t i critich e ?

4 Qual è il tito lo di una delle sue opere più im p o rta n ti?

65
CAPITOLO 7

La fine di un amore
I g io rn i s e g u e n ti a scuola V a le r ia si s e n te p iù m\
t r a n q u illa e d is in v o lta 1 fo rs e p e rc h é p e r la
p r im a v o lt a n e lla s u a v i t a h a c o n d iv is o 2 il
s e g re to che la te n e v a lo n ta n a d agli a lt r i. M a rc o ,
al c o n tra rio , è m o lto im b a r a z z a to e le dice:
“ N on dovevo a n d a rm e n e , mi d is p ia c e ...
D o v e v o r im a n e r e c o n te e s t a r t i v ic in o ... S o n o s t a t o
u n v i g l i a c c o 3...”
V a le r ia ris p o n d e :
“ N o, n o n d ir e c o s ì... A m e d is p ia c e : la s e r a t a
non doveva fin ir e c o s ì, m a non ha im p o rta n z a ...
d im e n t i c h ia m o t u t t o , se v u o i. ..”

1. disinvolto : a p ro p rio agio, sicuro di sé.


2. condividere : m e tte re in com une con a ltri.
3. vigliacco : persona senza coraggio, pauroso.
La fine di un amore

M a r c o p ro p o n e :
“ P o s s ia m o f e s t e g g ia r e di n u o v o il t u o c o m p le a n n o ... d a so li...
c o m e p ia c e a te ... m a g a r i in u n r i s t o r a n t e r o m a n t ic o . . . ”
V a le r i a s o r r id e : il s a b a t o s e r a v a n n o al r i s t o r a n t e , e s c o n o
a n c o r a i n s i e m e , m a e n t r a m b i c a p is c o n o c h e q u a lc o s a si è
s p e z z a t o 4 t r a di lo r o .
È v e n u t a la p r i m a v e r a : s u lle s p ia g g e c o m in c ia n o ad a r r iv a r e
i p r i m i t u r i s t i , il s o le è u n p o ’ p iù c a ld o e le g io r n a t e p iù lu n g h e .
V a le r ia f a lu n g h e p a s s e g g ia te lu n g o il m a r e , sp e sso l ’a c c o m p a g n a
F a b io p e rc h é a M a r c o n o n p ia c e p a s s e g g ia re (“ R o b a d a v e c c h i e t t i ”
d ic e ) e p o i si s e n t e s e m p r e p iù l o n t a n o d a V a l e r i a e d a l s u o
m o n d o . È v e r o che V a le r ia è c a m b ia ta : n o n è p iù così t i m i d a c o m e
p r im a . A d e s s o p a r la c o n t u t t i , e h a a m ic i e a m ic h e n e lla s u a classe
e n e lla s c u o la , m a i s u o i in t e r e s s i s o n o r i m a s t i g li s te s s i e m o l t o
d iv e r s i d a q u e lli di M a rc o .
U n s a b a t o s e ra , n e lla p iz z e r ia in c u i V a le r ia e M a r c o v a n n o
s e m p re a m a n g ia r e , s u c c e d e ciò che d a t e m p o d o v e v a s u c c e d e re :
si la s c ia n o . È M a r c o ch e c o m in c ia d ic e n d o :
“ lo t i a m o a n c o r a , m a c a p is c o c h e s ia m o d u e m o n d i . . . d u e
m o n d i... a m ille a n n i lu c e ...”
V a le r ia ris p o n d e :
“ È v e r o c h e s i a m o d i v e r s i , c h e a b b ia m o i n t e r e s s i d i v e r s i ,
m a n o n è f o r s e a n c h e v e r o c h e t a n t e c o p p ie v i v o n o a lu n g o
in s ie m e fe lic i a n c h e se, o p r o p r io p e rc h é , s o n o d iv e rs i...? P e rc h é la
d iv e r s it à d e ll’a lt r o è u n m o t iv o c o s t a n t e 5 d i fa s c in o . ”
“ Q u in d i? ” d o m a n d a M a rc o .
“ N o n lo so... io t i v o g lio b e n e ...” ris p o n d e V a le ria .

4. spezzarsi : ro m persi. 5. costante : che c’è sem pre.

67
CAPITOLO 7

“ M i a m i o m i v u o i b e n e ? ” c h ie d e M a rc o .
“ Io... p e n s o ... di v o l e r t i b e n e , a m a r e è u n a p a r o la g r o s s a 6...”
d ic e V a le ria .
“ Io in v e c e ...” d ic e M a r c o , e, p e r la p r i m a v o lt a n e lla su a v it a ,
g li m a n c a n o le p a ro le ... “ io p e n s o di a m a r t i. . . sì... di a m a r t i. . . ” La
g u a rd a , e n o n a s p e tt a la ris p o s ta , a g g iu n g e s u b ito :
“ E F a b io ? C osa m i d ic i di lu i? ”
“ C osa c ’e n t r a F a b io ? ” re p lic a V a le ria .
“ T i v e d o c o n lu i; a v e te t a n t e cose in c o m u n e , s ie te t u t t ’e d u e
s o lit a r i, t u t t ’e d u e a m a t e i lib ri... E p o i q u a n d o sei c o n lu i, si v e d e
c h e sei p iù fe lic e di q u a n d o sei c o n m e . ..” d ic e M a r c o , n o n c o n
r a b b ia m a c o n t r is t e z z a .
V a le r ia n o n r is p o n d e ; n o n ne h a il c o ra g g io m a sa che M a r c o
h a ra g io n e . È p r o p r i o così; c o n F a b io lei s ta b e n e c o m e c o n M a rc o
n o n è m a i s ta t a . A lla f in e lei p r o n u n c i a 7 la s o lita fr a s e , q u e lla che
si d ic e s e m p re , p e r p a u r a di p e r d e r e q u a lc o s a d e l p a s s a to :
“ Io s p e ro che... r i m a r r e m o a m ic i. ”
Le c o p p ie si s c i o l g o n o 8 e si r i c o s t i t u i s c o n o 9 c o m e s p e s s o
a c c a d e q u a n d o si h a n n o d ic i o t t o a n n i e n o n si c o n o s c o n o a n c o r a il
m o n d o , g li a l t r i e, fo r s e , n e a n c h e se s te s s i.
V a le r ia esce s e m p re p iù spesso con F a b io , o rm a i
u f f i c i a l m e n t e 10 su o f id a n z a t o . M a r c o è s e m p re u n p o ’ in n a m o r a t o
d e lla b e lla e m i s t e r io s a V a le r ia , m a t r a s c o r r e il s u o t e m p o c o n
S u s a n n a in fe s t e e u s c ite c o n g li a m ic i.

6. parola grossa : (fig.) pa rola im p o rta n te , im pe gna tiva.


7. pronunciare : (qui) dire.
8. sciogliersi : (qui) lasciarsi, divide rsi.
9. ricostituirsi : (qui) rim e tte rs i insiem e.
10. ufficialm ente : in m odo pubblico, a conoscenza di tu tti.

68
Comprensione

Q Rispondi alle seguenti domande.

1 Perché V a leria si sente fin a lm e n te più tra n q u illa ?


2 Perché invece M arco si sente un vigliacco?
3 Cosa p ro p o n e Marco?
4 Cosa fa n n o il sabato?

Q Indica se le seguenti frasi sono vere (V) o false (F).


V F
1 V a leria e M arco escono a n cora insiem e. □□
2 È v e n u to l ’inverno. □□
3 V a leria passeggia spesso con Marco. □□
4 V aleria è ca m b ia ta : è d iv e n ta ta più a p e rta e d is in vo lta . □□
5 A nche i suoi inte re ssi sono c a m b ia ti. □□
Q Indica l’a lte rn a tiv a co rretta.

1 V ale ria e M arco si lasciano perché


a Q V a leria si è in n a m o ra ta di Fabio,
b Q sono m o lto diversi,
c Q Marco si è in n a m o ra to di Susanna.

2 M arco am a V ale ria e V aleria


a gli vu o le s o lta n to bene,
b Q lo a m a m o lto ,
c Io detesta.

3 V a leria sta bene con Fabio perché


a □ conosce il suo segreto.
b [ ] è più tra n q u illo di Marco,
c ha n n o inte re ssi sim ili.
4 Nelle s e ttim a n e seguenti V aleria
a Q c o n tin u a a uscire con Marco,
b Q ] re sta sola,
c □ esce con Fabio.

70
5 M arco esce con
a Q nessuno.
b [ ^ ] Susanna e i suoi am ici,
c Q Valeria.

6 Marco
a Q ] non è più in n a m o ra to di V aleria,
b Q è sem pre un po’in n a m o ra to di Valeria.

c EH è sem pre più in n a m o ra to di Valeria.

7 M arco vede spesso


a Q Valeria.
b Q Susanna,
c Q Fabio.

Com petenze lin g u is tic h e

Q Inserisci le “parole dell’am o re” nelle seguenti frasi:

d ivorziare lasciarsi innam orarsi freq u en tarsi volere bene

1 V aleria a Marco, m a non lo ama.


2 V ale ria e Fabio invece han n o c o m in c ia to a
3 Ogni e sta te m io fr a te llo di una ragazza dive rsa che
poi non vede più.
4 Q uando due persone non va n n o più d ’a c c o r d o .............................
5 Sono s ta ti sposati p e r v e n t’anni, adesso v o g lio n o ...........................

0 Qual è il contrario di questi aggettivi. Indica l’a lte rn a tiv a co rretta.

1 vigliacco a Q coraggioso b saggio

2 tra n q u illo a Q a g ita to b Q ] in te lle ttu a le

3 d is in v o lto a Q geloso b Q tim id o

4 d iverso a Q d iffe re n te b Q usuale

5 felice a Q tr is te b Q invid io so

71
A T T I V I T À

Produzione s c ritta

^ Sei in n am o rato /a? Hai tro v a to questo questionario su una rivista.


Segna le frasi che sono vere per te e poi controlla il tuo punteggio.

’ ?P
.O Non mangi. * • • . 1 punto
O Sei sempre distratto/a. 2 punti
O Parli e ridi da solo/a. 3 punti
O Telefoni continuamente al tuo miglior amico/alla tua
migliore amica per parlare di lui/di lei. 3 punti
O Pensi sempre e solo a lei/a lui. 4 punti
O Quando devi uscire con lui/lei impieghi almeno
mezz’ora a prepararti. 3 punti
O Ti metti un profumo prima di vederlo/a. 1 punto
O Prepari argomenti di conversazione.
Non vuoi che lui/lei si annoi con te! 3 punti
O Quando ti deve telefonare guardi continuamente l’orologio. 3 punti

Se hai totalizzato almeno 15 punti sei sicuramente innamorato/a.

Produzione ora le

Q Descrivi queste coppie da solo o in coppia con il tu o /la tu a partner.


Che età hanno? Cosa fanno? Sono in n a m o ra ti secondo te?
CAPITOLO 8

Epilogo
• •
* È u n a s e ra d e s ta te q u an d o V a le r ia te le fo n a a Fabio: B E '
“ V ie n i s u b ito , te ne p re g o ! M io p a d re s ta m a le ...”
F a b io a r r iv a a lla casa su lla s c o g lie ra q u a n d o è g ià
b u io . V a le ria e la m a d re s o n o in s a lo t to e, s d r a ia to sul
d iv a n o , d a v a n t i al c a m i n e t t o c ’è il p a d re d i V a le ria .
La m a d r e p ia n g e e d ice : “ H a la fe b b r e a ltis s im a ... s ta
m a le ... m o l t o m a le ... N o n v u o le m a n g ia r e né b e re n ie n t e . . . ”
F abio p ro p o n e : “ Posso c h ia m a re m io p a d re . A d e sso è a casa. È
m e d ic o ... se lo c h ia m o , v ie n e s u b it o .”
La m a d re di V a le ria lo g u a rd a tim o r o s a . A llo ra Fabio a g g iunge:
“ N o n si p re o c c u p i... lu i n o n p u ò d ir e n ie n t e d i c iò ch e v e d e
q u i... è t e n u t o al s e g re to p r o f e s s io n a l e 1.”
La m a d r e di V a le r ia d ic e : “ T e le f o n a g li!. ..” e il p a d re di F a b io , il
d o t t o r P e rti, a r r iv a d o p o d ie c i m i n u t i c o n la s u a v a lig e t t a .

1. segreto professionale : tu tto ciò che è c o n fid a to ad un m edico (o a un avvocato)


neH’am b ito della sua professione e che non si può dire.

73
Q u a n d o v e d e il p a d re d i V a le r ia n o n f a d o m a n d e , lo v i s it a in
s ile n z io e p o i d ice : “ È s o lt a n t o u n ’in flu e n z a ... c o n q u e s te m e d ic in e
e n e l g ir o di p o c h i g io r n i... il s ig n o r... s a rà c o m e n u o v o .”
“ Q u e s t o è m io m a r i t o , il s i g n o r G i a n n i n i ” d ic e la m a d r e d i
V a le r ia “ E io la p re g o di n o n d ir e a n e s s u n o q u e llo che h a v is t o in
q u e s ta c a s a .”
“ V a b e n e ” d ic e il d o t t o r e “ v e n g o a n c h e d o m a n i a c o n t r o ll a r e
c o m e s ta il m a l a t o . ”
Il p a d re di Fabio t o r n a l’in d o m a n i e p o i a n c o ra m o lti a lt r i g io rn i.
A s s ic u ra a lla m a d r e di V a le r ia che n e s s u n o v u o le p o r t a r le p iù v ia
il m a r i t o e la c o n v in c e a f a r l o v e d e r e d a u n e s p e r t o p s ic h ia t r a ,
s u o a m ic o . L ’e s p e r t o è u n u o m o p ic c o lo p ic c o lo c o n g li o c c h ia li
g i g a n t e s c h i 2, s e m b r a u n a c a r i c a t u r a d i W o o d y A lie n ; r i m a n e a
p a rla re co n il p a d re di V a le ria p e r p iù di due ore. Q u a n d o esce d a lla
c a m e ra dice: “ Il s ig n o r G ia n n in i s o ff r e di q u a lc h e d is t u r b o p s ic h ic o
di p o c o c o n to , m a è s ta to rin c h iu s o in q u e s ta casa p e r tr o p p o te m p o ;
deve u scire , v iv e re n o r m a lm e n te , s ta re t r a la g e n te ; n e s s u n o lo p u ò
c o s tr in g e re a to r n a r e in u n o s p e d a le ...”
La m a d r e di V a le r ia r ic o r d a b e n e ciò ch e è s u cc e ss o o t t o a n n i
p r im a e d ic e al d o t t o r e : “ Q u a n d o lu i è t o r n a t o , i d o t t o r i lo h a n n o
m e s s o in u n ’o r r e n d a c lin ic a e n o n ...”
Lo p s ic h i a t r a r is p o n d e : “ A d e s s o q u e g li o s p e d a li n o n e s is t o n o
p iù , s ig n o r a , o a lm e n o , ce ne s o n o p o c h i s o lt a n t o p e r ca si g ra v i.
A d e s s o su o m a r it o p u ò t r a n q u illa m e n t e s ta r e a casa. N a t u r a lm e n te
d e ve fa r e u n a t e r a p i a 3, c o n m e o c o n q u a lc h e a lt r o m e d ic o .”
La m a d r e di V a le r ia è m o l t o c o n t e n t a , e d ic e : “ A d e s s o , a m o re ,
p o s s ia m o u s c ir e e a n d a re d o v e v o g lia m o . . . ”
M a il m a r i t o n o n s e m b r a m o l t o fe lic e e lei c a p is c e che s a re b b e

2. gigantesco : enorm e, grandissim o. 3. terap ia : cura.

74
a d e s s o u n t r a u m a p e r lu i a n d a re in p a ese. Sa che su o m a r it o ha
a n c o r a p a u r a d e lla g e n te e n e lla c i t t a d i n a t a n t i si r i c o r d a n o di
lu i: lì si p u ò s e n tir e g u a r d a t o e ‘c o n t r o l l a t o ’ . Così h a u n ’id e a , che
p r o p o n e a V a le ria : “ P o s s ia m o a n d a re t u t t i e t r e in G e r m a n ia , ad
A m b u r g o , d a d o v e m a n c o d a t a n t i a n n i! P o s s ia m o fa r e u n a b e lla
v a c a n z a t u t t i in s ie m e ...”
P e n s a c h e lì il m a r i t o a v r à la p o s s i b i l i t à d i r i a b i t u a r s i a lla
g e n te : n e s s u n o lo c o n o s c e ed è u n a g r a n d e c it t à .
Q u e s ta è la p r i m a v a c a n z a p e r V a le r ia d a t a n t o t e m p o : r im a n e
ad A m b u r g o p e r p iù di u n m e s e . V e d e t a n t e cose e c o n o s c e a m ic i
di su a m a d re , p a s s a t a n t o te m p o c o n il p a d re che d iv e n t a s e m p re
p iù t r a n q u il lo e s e re n o .
È d i n u o v o a u t u n n o e la s c u o la è r i c o m i n c i a t a d a o r m a i u n
m e s e . V a le r ia v a a s c u o la o g n i m a t t i n a , s tu d ia di p o m e r ig g io , v a
sp e ss o in b ib lio t e c a , s u o n a il p ia n o , leg g e ; m a in r e a lt à la v i t a è
c a m b ia ta c o m p le t a m e n t e p e r lei.
È n a to un g ra n d e a m o re tr a le i e F a b io c h e o r m a i s o n o
d iv e n t a t i in s e p a r a b ili e n e lla su a f a m ig lia a d e s s o c ’è u n p a d re , u n
v e r o p a d re , che la v o r a c o m e d is e g n a t o r e ed è r i s p e t t a t o d a t u t t i .
C osì a n c h e il c a r a t t e r e d i V a le r i a è c a m b i a t o : a d e s s o è p iù
s ic u r a di se s te s s a , m e n o t i m i d a , e... p a r la t a n t o , a n z i, c o m e d ic e
F a b io , ‘s e m p r e ’.
È v e r o che il p a d re di V a le r ia n o n è c o m p le t a m e n t e g u a r it o . M a
g ra z ie .a lle c u re di u n o p s ic o lo g o e a ll ’a m o r e d e lla su a f a m ig l ia o ra
rie s c e ad e s se re p iù s e re n o e a d im e n t ic a r e le p a u re e g li i n c u b i 4
n o ttu rn i.
Così di n o t t e n e s s u n u r lo r is u o n a n e lla ca sa s u lla s c o g lie ra e la
g e n te n o n te m e p iù né V a le r ia né la su a f a m ig lia .

4. incubo : b ru tto sogno.

76
Comprensione

Q Com pleta le seguenti frasi con le in form azio n i che ricavi dal testo.

1 È una sera d e state quan d o V ale ria ......................................................


2 Q uando Fabio a rriv a a casa di V aleria, lei e .......................................
3 S dra ia to sul d iva n o d a v a n ti al c a m in e tto c e il .................................
4 Fabio vuole c h ia m a re il padre. Q uesti in f a tt i è u n ...........................
5 Fabio p ro m e tte che m a n te rrà il ............................................................

Q Rispondi alle seguenti domande.

1 Che cos’ha il padre di Valeria? ...............................................................


2 Q uando to r n a il d o tto re ? ..........................................................................
3 Di che cosa convince la m a d re di V a le ria ? ..........................................

0 Indica l’a lte rn a tiv a co rretta.

1 Lo p s ic h ia tra è un u o m o
a Q grande e grosso.
b Q piccolo con g ra n d i occhiali,
c Q di m e d ia s ta tu ra e di m e d ia c o rp o ra tu ra .

2 II padre di V a le ria non vuole


a Q andare ad A m b u rg o ,
b Q rip re n d e re a lavorare,
c Q andare in paese.

3 In esta te V a leria e la sua fa m ig lia


a Q passano un mese ad A m b u rg o ,
b Q si tra s fe ris c o n o ad A m b u rg o ,
c Q fa n n o una vacanza in nave.

4 In a u tu n n o V aleria
a Q è d i nu o vo in Italia,
b Q sta p e r qualche s e ttim a n a in G e rm ania,
c Q ] non vuole to rn a re in Italia.

77
5 Lei e Fabio
si sono lasciati,
b [ J sono solo am ici,
c Q sono anco ra insiem e e in n a m o ra ti.

6 II padre di V aleria
a Q è g u a rito c o m p le ta m e n te ,
b [ ] non è g u a rito c o m p le ta m e n te ,
c □ è an co ra m o lto m a la to .

Competenze lin g u is tic h e

Q II padre di Fabio fa il do tto re, il suo amico invece è uno psichiatra. Il


padre di V aleria invece diven ta un disegnatore. Quali a ltri m estieri
conosci in italiano?

Grammatica
li v e rb o s ta re
Il ve rb o stare si usa p e r dive rsi casi:
• p e r ind ica re “ tro v a rs i in un luo g o ”
Es. Sto qui adesso. Non m i muovo.
• p e r e s p rim e re Io s ta to di salute
Es. Il pa dre di Valeria sta m o lto male.
• in espressioni come: sta re seduto, sta re in piedi, stare z itto .
Es. I ra ga zzi stanno seduti in classe.

Q Com pleta il dialogo con la fo rm a c o rre tta del verbo stare.

“ Come ( 1 ) ............., M arco?” “ Non ( 2 ) m o lto bene. Ho l ’influ e n za ,


credo.”
“ Come ( 3 ) i tu o i g e n ito ri? ” “A nche loro non ( 4 ) bene.”
“ Voi com e ( 5 ) .............? ” “ ( 6 ) benissim o, grazie.”

78
T E S T F I N A L E

I protagonisti
Q Collega il nome con la descrizione dei personaggi principali del racconto.

1 V ale ria 4 Fabio 6 II p adre di V aleria


2 M arco 5 La m a d re di V ale ria 7 II padre di Fabio

3 Susanna

a D icono che sia una strega, m a in re a ltà è una d o n n a bionda,


m o lto carina.
b □ È una ragazza tim id a e in te re ss a ta alla c u ltu ra e alla musica,
c È un ragazzo in te lle ttu a le , m ig lio re a m ico di Marco,
d Gli p ia cciono le feste e a m a s ta re con la gente,
e Le p iacciono i v e s titi e il d iv e rtim e n to ,

f □ È un d o tto re .
g È m a la to e sta nascosto nella s o ffitta della casa di Valeria.

Q Quale personaggio cam bia di più nel corso della storia?

a V a leria b M arco c Susanna

Q Chi cam bia v ita alla fine della storia?

a M arco b II padre di V a leria c Fabio

Q Dove si svolge la storia? .........................................................................

Q Quali sono i te m i della storia?

a □ L’a m o re
b □ Il successo

c □ La fo llia
d □ Il ru o lo della d o n n a

e □ L’a m icizia

f □ Il va lo re del lavoro

79
T E S T F I N A L E

La trama
@ C om pleta la sintesi della s to ria con le parole m an can ti.

una fes ta un grido am ici i v e s titi biblioteca


compagno di scuola un po’ in te lle ttu a le

V a le ria è un a ragazza in tro v e rs a e tim id a che n o n ha ( 1 ) .........................


Un g io rn o in c o n tra M arco in ( 2 ) .......................... M arco è un suo
( 3 ) ........................ , s im p a tic o , con t a n t i a m ic i e anche m o lto ca rino. I due
c o m in c ia n o a fre q u e n ta rs i. M arco in v ita V a le ria a ( 4 ) ........................ dove
lei si d iv e rte p e r la p rim a v o lta n e lla sua v ita . Va con M arco e con a ltri
due suoi am ici, Susanna e Fabio. S usanna è un a ragazza alle g ra che
a m a ( 5 ) .......................e le fe ste. Fabio invece è un tip o ( 6 ) ..........................
D opo la fe s ta M arco bacia Valeria. M e n tre V a le ria sta e n tra n d o in casa,
si sente ( 7 ) ........................ che p ro v ie n e dalla casa stessa.

Q Scrivi adesso le risposte a queste dom ande sulla seconda p a rte della
storia.

1 Che cosa succede q u a n d o Marco, S usanna e Fabio v a n n o a


m a n g ia re a casa di V a le r ia ? ............................................................................
2 Chi re sta e a iu ta V a le r ia ? ................................................................................
3 Perché V a le ria e M arco si la s c ia n o ? .............................................................
4 Chi c o m in c ia a fr e q u e n ta re V a le r ia ? ...........................................................
5 Che la v o ro si m e tte a fa re il p a d re di V aleria? .........................................

Q Come finisce la storia? Com pleta.

V a le ria e Fabio ................................................ ...v . . ............... ...........


Il p a d re di V a le ria ...................................................................................... .............

A te
Q Tu che genere di storie preferisci?

a G ia lli/th r ille r c S e n tim e n ta li (ro m a n tic i) e Fantasia


b Fantascienza d C om ici

© Quale personaggio della s to ria ti è piaciuto di più? Perché?

80
U n m is te ro si n asconde n e lla g ra n d e casa che d o m in a la scogliera.
In paese g ira voce che la casa sia m a le d e tta , p erch é di n o tte si s e n to n o
g rid a e p ia n ti, q u alcu n o dice p e rs in o che la p r o p r ie ta r ia sia u n a s tre g a .
In q u e lla casa v iv e anche V a le ria , u n a ra g a z za b e lla e in te llig e n te ,
che p a re c o n d a n n a ta a lla s o litu d in e p e r il tim o r e che in c u te la casa.
V a le ria conosce la v e r ità m a ... riu s c irà a f a r c a m b ia re id ea agli
a b ita n ti del paese?

N el lib ro tr o v e re te :
esercizi di g ra m m a tic a , lessico, c o m p re n s io n e e p ro d u z io n e s c ritta
e orale;
a t t iv it à in s tile CELI 2;
d ossier : Friuli Venezia Giulia, Scrittori del Novecento;
ru b ric a Al cin em a: Amore e mistero;
• CD au dio con la re g is tra z io n e in te g ra le del te s to . ■ A 'J + if J

Livello Uno QCER A2


» > Livello Due QCER B1
Livello Tre QCER B2
Livello Quattro QCER C1

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(D.P.R. 26/10/72, n. 633, art. 2 ,3 ° c., lett. d.)