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CENTRO HOSPITALAR DO TÂMEGA E SOUSA - UNIDADE PADRE

AMÉRICO

RELATÓRIO DE ESTÁGIO
Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente

Director de Serviço: Dr. Estêvão Lafuente

Orientador de Formação: Dr. Estêvão Lafuente

Vanda Goulão
Interna de Medicina Intensiva

Janeiro de 2014
Relató rio de Está gio Janeiro de 2014

ÍNDICE:

1.INTRODUÇÃO………………………………………………………………………………………………………………………………………..4
2.IDENTIFICAÇÃO……………………………………………………………………………………………………………………………………..5
2.1 DADOS PESSOAIS.……………………………………………………………………………………………………………………………
5
2.2 INFORMAÇÃO CURRICULAR.….……………………………………………………………………………………………………………
5
3.CENTRO HOSPITALAR DO TAMEGA E SOUSA,EPE.……………………………………………………………………………………......6
3.1 UNIDADE HOSPITALAR PADRE AMÉRICO......…………………………………………………………………………………………………...6
3.2 UNIDADE SÃO GONÇALO...…………………………………………………………………………………………………………………….....6
3.3 UNIDAD DE CUIDADOS INTENSIVOS POLIVALENTE…..………………………………………………………………………………………....7
4. PLANO DE FORMAÇÃO……………….…………………………………………………………………………………………………………..9
5. ACTIVIDADE ASSISTENCIAL...………………………………………………………………………………………………………………....13
5.1. ANÁLISE DOS DADOS DOS DOENTES OBSERVADOS …………………………………………………………………………………………..14
5.1.1. DISTRIBUIÇÃO MENSAL DOS DOENTES.............................................................................................................................................14
5.1.2. DISTRIBUIÇÃO DOS DOENTES POR SEXO E IDADE............................................................................................................................15
5.1.3. TIPO DE ADMISSÃO........................................................................................................................................................................16
5.1.4. PROVENIÊNCIA DOS DOENTES........................................................................................................................................................16
5.1.5. REINTERNAMENTO.........................................................................................................................................................................17
5.1.6. TEMPO DE INTERNAMENTO.............................................................................................................................................................17
5.1.7. COMORBILIDADES..........................................................................................................................................................................18
5.1.8. SCORES DE GRAVIDADE E PROGNÓSTICO.......................................................................................................................................18
5.1.9. USO DE TÉCNICAS..........................................................................................................................................................................19
5.1.10 ISOLAMENTOS MICROBIOLÓGICOS………………………………………………………………………………………………….21

5.1.11. ANTIBIOTERAPIA...........................................................................................................................................................................22
5.1.12. ORIENTAÇÃO APÓS A ALTA...........................................................................................................................................................22
5.1.13. MORTALIDADE..............................................................................................................................................................................23
5.2. ANÁLISE DOS PRINCIPAIS DIAGNÓSTICOS PRIMÁRIOS POR SISTEMAS...................................................................................................23
5.2.1. PATOLOGIA MÉDICA........................................................................................................................................................................23
5.2.1.1. DOENÇAS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO........................................................................................................................................24
5.2.1.2. DOENÇAS DO APARELHO CIRCULATÓRIO......................................................................................................................................25
5.2.1.3. DOENÇAS DO APARELHO GÉNITO-URINÁRIO.................................................................................................................................26
5.2.1.4. INTOXICAÇÕES............................................................................................................................................................................26
5.2.1.5. DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS.....................................................................................................................................26
5.2.1.6. DOENÇAS DO SISTEMA DIGESTIVO...............................................................................................................................................26
5.2.1.7. DOENÇAS DO SISTEMA NERVOSO................................................................................................................................................26
5.2.2. PATOLOGIA CIRÚRGICA...................................................................................................................................................................27
5.2.2.1. CIRURGICA PROGRAMADA………………………………………………………………………………………………………….27

5.2.2.2. CIRURGIA NÃO PROGRAMADA......................................................................................................................................................27


5.2.3. TRAUMA..................................................................................................................................................................................…...28
6. ACTIVIDADE NÃO ASSISTENCIAL……………………………………………………………………………………………………………..29
6.1. REUNIÕES DE SERVIÇO………………………………………………………………………………………………………………………..29
6.2. APRESENTAÇÕES NO SERVIÇO……………………………………………………………………………………………………………….29

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6.2.1. APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICOS E DE TEMAS TEÓRICOS …………………………………………………………………………….29


6.3. REUNIÕES CIENTÍFICAS……………………………………………………………………………………………………………………….29
6.4. TRABALHOS CIENTÍFICOS……………………………………………………………………………………………………………………..29
7. COMENTÁRIO FINAL……………………………………………………………………………………………………………………………..30

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1-INTRODUÇÃO

O médico tem várias tarefas a desempenhar, todas elas importantes para a gestão adequada dos
problemas que angustiam os doentes. A medicina intensiva é uma área diferenciada multidisciplinar que
aborda especificamente a prevenção, diagnóstico e tratamento de doentes em condições fisiopatológicas
pretensamente reversíveis, que ameaçam ou apresentam falência de uma ou mais funções vitais.

A dimensão dos recursos e a complexidade das doenças impuseram com "naturalidade" a


diferenciação de profissionais que devem ser treinados para serem capazes de rentabilizar e hierarquizar a
utilização de cada um desses saberes. As potencialidades da Medicina Intensiva e os encargos a ela
associados, obrigaram a desenvolver novas vertentes do pensamento e formação médicas,
designadamente a correta gestão dos recursos e a ponderação ética, social e científica dos limites de
intervenção da medicina intensiva.

O presente relatório demonstra a atividade exercida pela interna durante o estágio na unidade de
cuidados intensivos polivalente do Centro Hospitalar Tâmega e Sousa- Unidade Padre Américo, decorrido
entre 3 Junho de 2012 a 08 Janeiro de 2014.

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2. IDENTIFICAÇÃO

2.1 DADOS PESSOAIS

NOME Vanda de Fátima Miguel Goulão

MORADA Rua Pedro de Castro Van-Dúnem Loy, Vila Estoril, Bloco-11, 2º Andar,
Apt-11, Golf II. Luanda-Angola

TELEFONE +244924812779

CORREIO ELECTRÓNICO vanda-gou-lao@hotmail.com

NACIONALIDADE Angolana
NATURALIDADE
Luanda

DATA DE NASCIMENTO 26-11-1973


CÉDULA PROFISSIONAL
1428, Ordem dos Médicos de Angola

2.2 INFORMAÇÃO CURRICULAR

LICENCIATURA MEDICINA
Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto.
13/01/2005
Média final: Catorze valores

FORMAÇÃO ESPECÍFICA DO Hospital Américo Boa-Vida; Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa –


INTERNATO MÉDICO Unidade Padre Américo, EPE.

Especialidade de Medicina Intensiva. Início a 1 de Agosto de 2010.

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3. O CENTRO HOSPITALAR DO TÂMEGA E SOUSA

O Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) - E.P.E., sedeado na capital do Vale do Sousa, em
Penafiel, no Lugar do Tapadinho – Guilhufe, foi criado em Julho de 2007 e é formado por duas Unidades
Hospitalares: a Unidade Padre Américo (UPA) em Penafiel, e a Unidade de São Gonçalo (USG) em
Amarante.
A Unidade Padre Américo é constituída por um edifício principal de grande volume e por um pavilhão
destinado ao Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental. Distribui-se por 11 pisos, com acessibilidades
externas do piso 0 ao piso 4. Possui um heliporto situado a sul do edifício principal, com acesso direto à
Urgência.
A Unidade São Gonçalo está localizada em três espaços físicos distintos: o edifício principal com 4
pisos, um edifício anexo ao principal e um edifício independente, onde funciona o Departamento de
Psiquiatria de Agudos, a Consulta Externa de Psiquiatria e o Hospital de Dia.

Em termos de lotação, o CHTS - E.P.E. possui 1:

 523 Camas de internamento, distribuídas por diversas valências médicas e cirúrgicas;


 Um Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental;
 Um Serviço de Consulta Externa;
 Um Serviço de Urgência, onde estão disponíveis cuidados para adultos e materno-infantil;
 Uma Unidade de Cuidados Intermédios Polivalentes integrada no Serviço de Urgência (UCIPSU),
com 8 camas;2
 Um Hospital de Dia, médico e cirúrgico;
 Uma Unidade de Cirurgia de Ambulatório, com 2 salas;
 Um Bloco Operatório, com 7 salas para cirurgia programada e urgente;
 Uma Unidade de Cuidados Intensivos Polivalentes (UCIP), com 6 camas;
 Uma Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais, com 4 camas;
 Uma Unidade de Cardiologia3 com 22 camas, das quais 5 são destinadas aos cuidados intensivos
coronários;
 Uma Unidade de Partos, com 4 salas de parto;
 Diversas unidades laboratoriais e técnicas complementares de diagnóstico: Patologia Clínica,
Imunohemoterapia, Anatomia Patológica, Imagiologia e Exames Especiais.
 Outros Serviços: Medicina Física e de Reabilitação, Estomatologia e Medicina Dentária, Nutrição e
Dietética.

O Centro Hospitalar engloba uma vasta área de influência formada pelos concelhos de Amarante,
Baião, Felgueiras, Cinfães, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Lousada, Mondim de Basto, Marco de
Canaveses, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel e Resende com uma população alvo estimada em cerca
1
Adaptado do “Regulamento Interno/Modelo de Identificação do CHTS”, 2008.
2
Em funcionanmento desde Dezembro de 2009.
3
Em funcionamento desde 1 Junho de 2010.
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de 553.000 habitantes.4 Esta é uma região de cariz rural, em que as principais áreas económicas são a
agro-pecuária (incluindo a produção de vinho verde), a indústria extractiva (granito e xisto), a indústria
transformadora da madeira e a indústria têxtil e do calçado.
Em Julho de 2008, o CHTS foi pela primeira vez acreditado pela Joint Commission International (JCI),
facto que se repetiu em 2009, ano no qual a acreditação foi revalidada, tendo sido perdida em 2013.

3.1 A UNIDADE DE CUIDADOS INTENSIVOS POLIVALENTE

A Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente - UCIP está localizada na Unidade Padre Américo e
funciona no corpo central do piso 4 do edifício, com acesso privilegiado ao Bloco Operatório e ao Serviço
de Urgência. Encontra-se em funcionamento desde Janeiro de 2004 e dispõe de uma lotação de 10 camas,
2 com condições de isolamento. Actualmente, por escassez de recursos humanos, a Unidade está
dimensionada para uma lotação máxima de 6 camas.
A Unidade funciona de forma independente e protocolada. Dispõe de um corpo médico formado por 1
chefe de serviço, Dr. Estêvão Lafuente5,6 e 3 assistentes hospitalares, Dra. Maria José Fernandes 5,6, Dr.
Jorge Gomes da Silva5,6, Dr. Fernando Moura6,7, Dra. Fátima Santos6,7. Há também dois médicos
colaboradores externos Dr Fernando Moura e Dr Rui Lopes que auxiliam na urgência semanal. A equipa da
Unidade é ainda formada por uma enfermeira chefe (Enf. Cristina Pinto), 1 enfermeira especialista, 6
enfermeiros especializados, 8 enfermeiros licenciados, 8 assistentes operacionais e um secretário. A
relação doente-enfermeiro é de 2:1.
A Unidade é designada Polivalente por dispor de capacidade para admitir doentes críticos do foro
médico-cirúrgico, trauma.
O espaço físico é constituído por duas áreas distintas: a primeira formada pela área de internamento
(onde se encontram as unidades funcionais) e pela zona de armazenamento de medicação; a segunda
formada pelos espaços destinados ao armazenamento de material, gabinetes de trabalho, sala de
reuniões, vestiários e quarto do médico residente.
Cada Unidade Funcional está equipada com cama Hill-Room Total Care® e dois pendentes
Kreuzer®, onde se distribuem, de um lado os equipamentos de monitorização Philips Viridia CMS® e os
ventiladores Draeger Evita 4®, e do outro o sistema integrado de infusoras Fluid Manager®. Estes
equipamentos estão conectados ao sistema informático Picis® da Siemens, que permite a recolha e
monitorização de dados em tempo real. Este sistema informático permite também realizar registos clínicos
(nota de entrada, nota de alta e diários clínicos) e da prescrição terapêutica, possibilitando assim o suporte
informático quase total, desde a admissão até à alta. Permite ainda a articulação com outros programas em
utilização na Unidade Hospitalar, nomeadamente: o SAM (Serviço de Apoio ao Médico), o sistema de
pedido/observação de análises clínicas – CliniData - e o sistema de armazenamento de exames
complementares de diagnóstico de imagem - MagicWeb. Em cada Unidade Funcional existe ainda uma
mesa de apoio com material destinado ao uso exclusivo nessa Unidade (estetoscópio, máquina de glicemia
capilar e material descartável utilizado nos cuidados de enfermagem) e uma mesa de trabalho.

4
Estimativa de população residente/censo 2001 – fonte INE (www.ine.pt).

5
Especialista em Medicina interna
6
Sub-especialidade em Medicina Intensiva
7
Especialista em Anestesiologia
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O armazenamento de medicação é feito num dispositivo automático, manuseado através do programa


informático Pyxis Med®, que se encontra conectado ao PICIS® e é gerido pelos serviços farmacêuticos.

O doente crítico é, por definição, instável, apresenta disfunção ou falência de um ou mais órgãos e
sistemas, e a sua sobrevivência depende de meios avançados de monitorização e terapêutica. 8
A monitorização hemodinâmica é um elemento chave na análise das principais funções cardio-
circulatórias destes doentes, permitindo antecipar a deterioração clínica e avaliar a resposta aos
tratamentos instituídos. A UCIP dispõe de sistemas de monitorização hemodinâmica invasiva como o
Vigilance®, através da cateterização da artéria pulmonar (Swan-Ganz) e minimamente invasiva: volume
view e o sistema Vigileo/Flo trac®.

O fluxo-dirigido pelo cateter de artéria pulmonar (Swan-Ganz) permite ao clínico medir pressões e
colher amostra de sangue do átrio direito, ventrículo direito e artéria pulmonar. Ele também pode estimar a
pressão atrial esquerda, medindo a pressão em cunha da artéria pulmonar (também chamada de pressão
capilar pulmonar ou pressão de oclusão da artéria pulmonar). Isso envolve insuflar um balão na ponta do
cateter, permitindo que o balão oclua um ramo da artéria pulmonar, e em seguida medir a pressão.

A Cateterização da artéria pulmonar pode ser usada para uma variedade de propósitos clínicos. Pode
diferenciar entre os tipos de choque, identificar etiologias de insuficiência respiratória e cardíaca, e
diagnosticar e gerenciar uma variedade de condições em pacientes criticamente doentes. Além disso, a
inspeção das formas de onda de pressão pode detectar tamponamento cardíaco, constrição cardíaca,
cardiomiopatia restritiva, insuficiência valvar mitral, insuficiência valvar tricúspide, shunts intracardíacos,
eventos relacionados com a mecânica dos átrios e ventrículos, e estado de volume intravascular.

O conjunto VolumeView da Edwards Lifesciences combinado com a plataforma clínica EV1000


permite a exposição de parâmetros volumétricos importantes de maneira completamente nova e
significativa. Distribuído através do Visual Clinical Support da plataforma clínica EV1000, o conjunto
VolumeView oferece uma descrição visual única e clara do estado fisiológico do paciente - incluindo água
extravascular pulmonar. Projetada para o uso no tratamento de pacientes com doenças agudas, o conjunto
VolumeView proporciona parâmetros volumétricos informativos (EVLW, PVPI, GEDV e GEF) que podem
ser usados especificamente no tratamento de edema pulmonar, lesão pulmonar aguda (LPA) ou síndrome
da angústia respiratória aguda (SARA). Os parâmetros volumétricos são fornecidos via termodiluição
transpulmonar (TPTD). O conjunto VolumeView também fornece parâmetros hemodinâmicos importantes,
contínuos e regulados (DC, VS, RVS e VVS) por meio do algoritmo VolumeView patenteado e registrado
pela Edwards. Esse algoritmo promove direção contínua entre calibragens desses parâmetros-chaves
hemodinâmicos baseados em formas variáveis. Esses parâmetros também podem ser calibrados através
de termodiluição transpulmonar intermitente manual.

O sistema Vigileo/Flo trac fornecido pela Edwards Lifesciences, disponibiliza uma perceção dinâmica
utilizando um cateter arterial existente. O monitoramento hemodinâmico pode ser obtido continuamente ou
intermitentemente e utilizando parâmetros estáticos ou dinâmicos (DC, IC, VS, IVS, VVS, RVS, IRVS). Os
8
Definição de Doente Crítico – Sociedade Portuguesa Cuidados Intensivos, disponível em www.spci.org/documentos
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parâmetros estáticos são fotos instantâneas únicas tiradas em pontos específicos no ciclo respiratório ou
cardíaco. Os parâmetros dinâmicos devem ser direcionados para avaliar alterações rápidas no estado
cardiovascular em períodos curtos de tempo. A variação do volume sistólico (VVS) é um parâmetro
dinâmico e um indicador sensível para reatividade a pré-carga em pacientes controlados e ventilados.

A monitorização do nível de sedação é também uma prática comum na UCIP, através do uso de
escalas de sedação (Escala de Ramsay). A UCIP dispõe ainda de um sistema de monitorização do índice
biespectral (BIS®). Foi introduzido pela Aspect Medical Systems, Inc. em 1994 como uma medida inédita
do nível de consciência através da análise algorítmica do eletroencefalograma de um paciente durante a
anestesia geral . Os EUA Food and Drug Administration (FDA) apuradas monitorização BIS em 1996 para
avaliar os efeitos hipnóticos dos anestésicos gerais e sedativos. O monitor BIS fornece um único e
dimensional número, que varia de 0 (equivalente ao silêncio EEG) a 100 (equivalente para totalmente
acordado e alerta). A BIS value between 40 and 60 indicates an appropriate level for , as recommended by
the manufacturer. Um valor BIS entre 40 e 60 indica um nível adequado de sedação.The FDA further stated
in 2003 that "...A reduction in awareness provides a public health benefit, in that BIS technology can now
provide anesthesiologists with a way to reduce this often debilitating, yet preventable medical error".
This is used in conjunction with other physiologic monitoring such as to estimate the depth of
anesthesia in order to minimize the possibility of intraoperative awareness.
A prevalência de disfunção/falência renal em ambiente de cuidados intensivos é elevada e relaciona-
se com uma maior mortalidade. A UCIP possui equipamentos para realização de técnicas de substituição
renal contínua (2 monitores Prismaflex®), não só para situações de falência renal, mas também para casos
de intoxicação (tóxico dialisável ou passível de adsorção - hemocarboperfusão), em doentes com
SIRS/Sépsis (imunomodulação), em situações de falência cardíaca com congestão pulmonar ou de
hipertermia “maligna”.

A UCIP está também dotada de um ventilador oscilométrico de alta frequência (HFOV 3100B®) e
equipamentos de ventilação não invasiva (BiPAP e Máscara de Boussignac) e de um electrocardiógrafo.

A UCIP apresenta uma rotina diária bem definida, em que a equipa multidisciplinar funciona de forma
coordenada. O controlo da infecção, nomeadamente da infecção cruzada, faz parte desta rotina. Assim, é
preconizado o uso de fardamento próprio e de calçado de uso exclusivo ou envolvido por protetores
adequados, disponíveis na Unidade. A lavagem das mãos à entrada e à saída, sempre que se inicia ou
termina a observação de um doente, ou se manipula qualquer componente da Unidade Funcional, são
procedimentos fundamentais.

4. PLANO DE FORMAÇÃO

O programa de estágio em Cuidados Intensivos baseia-se no documento orientador da formação em


Medicina Intensiva do Colégio da Sub-especialidade de Medicina Intensiva da Ordem dos Médicos e o
programa “CoBaTrICE (Competency Based Training in Intensive Care Medicine for Europe)”. Este

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documento define que ao longo do estágio o interno deve ser capaz de cumprir os seguintes objectivos de
formação:

1. Reanimação e abordagem do doente agudo


- Abordar de forma estruturada e atempada o doente crítico, reconhecendo, avaliando e
estabilizando as disfunções;
- Fazer a reanimação cardiopulmonar;
- Prestar os cuidados pós-reanimação;
- Triar e priorizar corretamente as intervenções no doente agudo, incluindo o internamento em
cuidados intensivos;
- Avaliar e tomar as medidas iniciais no traumatizado;

2. Diagnóstico: avaliação, investigação, monitorização e interpretação de dados


- Obter a anamnese e fazer um exame físico detalhado;
- Decidir em tempo oportuno as investigações mais indicadas;
- Descrever as indicações para ecocardiografia (trans-torácica e trans-esofágica);
- Fazer e interpretar electrocardiogramas;
- Obter especímes para estudo microbiológico e interpretar os resultados;
- Obter e interpretar os resultados do estudo da gasometria;
- Interpretar Radiografia do tórax;
- Articular-se com o Imagiologista para planear e interpretar os exames de imagem;
- Monitorizar e reagir à evolução dos dados da monitorização;
- Interpretar os dados clínicos, integrar os resultados dos exames auxiliares e raciocinar sobre o
diagnóstico diferencial;

3. Abordagem da doença aguda


- Abordar o doente crítico agudo;
- Co-morbilidades: identificar as implicações das doenças crónicas e das co-morbilidades do
doente crítico agudo;
- Disfunção de órgãos e sistemas e outras particularidades:
 Reconhecer e propor tratamento do doente em disfunção cardio-circulatória;
 Reconhecer e propor tratamento do doente em disfunção renal aguda ou em risco;
 Reconhecer e propor tratamento do doente em disfunção hepática aguda ou em risco;
 Reconhecer e propor tratamento do doente com compromisso neurológico;
 Reconhecer e propor tratamento do doente em disfunção gastrointestinal aguda;
 Reconhecer e propor tratamento do doente com síndromes de disfunção pulmonar
aguda (ALI/ARDS);
 Reconhecer e propor tratamento do doente com alterações hematológicas agudas;
 Reconhecer e propor tratamento do doente com SIRS / Sépsis;

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 Reconhecer e propor tratamento do doente com alterações hidro-electrolíticas, ácido-


base e metabólicas;
 Promover a avaliação do estado nutricional e propor um esquema de nutrição do
doente;
 Reconhecer e propor tratamento do doente intoxicado ou com exposição a tóxicos
ambientais;
 Reconhecer as complicações obstétricas e propor o seu tratamento;

4. Procedimentos práticos (recomendáveis)

- Sistema respiratório:

 Administração de oxigénio por diversos e variados meios;

 Fazer a abordagem da via aérea em situação emergente;

 Fazer a aspiração traqueal;

 Fazer toracocentese e colocação de dreno pleural;

- Sistema cardio-circulatório:

 Fazer cateterização venosa periférica;

 Fazer cateterização arterial;

 Fazer cateterização venosa central;

 Desfibrilhar e fazer cardioversão eléctrica;

 Descrever como se faz uma pericardiocentese;

 Demonstrar um dos métodos de medição do débito cardíaco e análise das variáveis


deduzidas;

- Sistema nervoso:

 Fazer punção lombar;

- Sistema gastrointestinal:

 Colocar sonda gástrica;

 Fazer paracentese;

5. Cuidados peri-operatórios

- Abordagem pré e pós-operatória do doente cirúrgico;

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6. Conforto e reabilitação

- Reconhecer a importância, saber identificar e minimizar as sequelas físicas e psicológicas da


doença crítica no doente e família;

- Saber como avaliar, prevenir e tratar a dor e o delírio no doente crítico;

- Abordagem da sedação, analgesia e curarização;

- Manter comunicação eficaz, durante o internamento e antes da alta, com a equipa e com o
doente;

- Participar nas reuniões com os familiares;

7. Cuidados de fim de vida

- Saber como lidar com o processo de suspender e não iniciar tratamentos em equipa
multidisciplinar;

- Conhecer os princípios de manutenção de órgãos do dador;

8. Transporte

- Fazer o transporte do doente crítico em ventilação mecânica fora da UCI;

9. Segurança do doente e controlo do processo

- Proceder em conformidade com a política de controlo de infecção local;

- Identificar e minimizar os riscos de incidentes críticos e de efeitos secundários adversos, incluindo


as complicações próprias dos cuidados intensivos;

- Descrever os índices de classificação da gravidade;

10. Profissionalismo

- Aptidões de comunicação;

- Comunicar de forma eficaz com os membros da equipa de saúde;

- Fazer e manter registos clínicos adequados e eficazes;

- Relações profissionais com o doente e familiares;

- Respeitar as crenças culturais e religiosas e demonstrar compreender as suas implicações no


processo de decisão;

- Respeitar a privacidade, dignidade, confidencialidade, constrangimentos e índole legal na


utilização de dados referentes aos doentes;

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- Relações profissionais com os membros da equipa de cuidados de saúde;

- Colaborar e consultar, participando no trabalho em equipa;

- Assegurar a continuidade de cuidados passando e partilhando a informação clínica com eficácia

5. ATIVIDADE ASSISTENCIAL

O estágio na Unidade Cuidados Intensivos teve uma duração de 7 meses e foi cumprido num horário
de 40 horas semanais, distribuídas pelos dias úteis das 8h30 às 16h30. Incluiu um dia de Serviço de
Urgência semanal, em sistema de rotatividade até às 21:30h, acompanhando o Orientador de Formação.

A interna foi integrada na equipa da Unidade, participando na sua rotina diária. Assim, teve
oportunidade de assistir e colaborar nas diferentes atividades assistenciais realizadas na UCIP:

 Admissão de doentes, que inclui a avaliação na pré-admissão e discussão dos critérios de


admissão, o transporte intra-hospitalar do doente até à Unidade e o início de cuidados dentro
da Unidade, como a elaboração da nota de entrada e o preenchimento do processo interno, a
requisição de exames auxiliares de diagnóstico, de acordo com os protocolos em vigor na
Unidade.

 Observação diária dos doentes, realização do exame objetivo e registo dos dados no diário
clínico, elaboração de uma lista de problemas e de um plano de procedimentos.

 Apresentação do doente na visita médica diária, discussão da lista de problemas e da


estratégia global.

 Alta médica, discussão dos critérios de alta e elaboração da nota de alta.

 Transporte intra-hospitalar, participação na decisão, planeamento e acompanhamento dos


doentes para realização de exames auxiliares de diagnóstico fora da Unidade, nomeadamente
Tomografia Computorizada.

 Sala de Emergência/Emergência Intra-hospitalar, acompanhamento da equipa médica da


UCIP nos pedidos de apoio, onde a interna teve oportunidade de contactar com situações
emergentes, nomeadamente de paragem cardiorespiratoria e peri-paragem, com possibilidade
de aplicação e treino de conhecimentos de suporte avançado de vida.

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Durante o decurso do estágio em cuidados intensivos, a interna teve oportunidade de assistir e


realizar diversos atos técnicos de monitorização e terapêutica, em resumo na TABELA 1

Atos técnicos Realizados Assistidos


Colocação de cateter venoso central 21 Vários
Colocação de cateter arterial 15 Vários
Colocação de cateter arterial pulmonar (Swan Ganz) - 5
Intubação orotraqueal 15 Vários
Colocação de dreno torácico 2 Vários
Broncofibroscopia - 2
Traqueostomia percutânea 2 5
Cateterismo veia femoral para Técnica de 6 29
substituição renal
Instalação de meios de suporte de função renal Vários Vários
Medição de pressão de encravamento da artéria Vários Vários
pulmonar
Colheita se sangue venoso misto Vários Vários
Colheita de sangue arterial para gasometria Vários Vários
Tabela 1. Atos técnicos de monitorização e terapêutica

5.1. A NÁLISE DOS DADOS DOS DOENTES OBSERVADOS

Os dados apresentados reportam-se aos doentes que foram admitidos na UCIP entre 3 de Junho 2013 e
08 de Janeiro 2014. Nesse período a interna observou 197 doentes.

5.1.1. D ISTRIBUIÇÃO MENSAL DOS DOENTES

O gráfico 1 apresenta a distribuição mensal dos doentes, de acordo com a data da admissão.
Verificou-se uma distribuição relativamente regular nos meses de Junho, Setembro, Outubro e Dezembro.
O mês de Junho foi aquele em que se observou um menor número de doentes.

Pá gina 14 Vanda Goulã o


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Distribuição mensal dos doentes


35
33
30 32
30 30
25
25
20 22
19
15

10

0
Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro

Gráfico 1

5.1.2. D ISTRIBUIÇÃO DOS DOENTES POR S EXO E IDADE

Dos 197 doentes observados, 134 (68%) eram do sexo masculino e 63 (32%) do sexo feminino
(gráfico 2).

Distribuição dos doentes por sexo


63

134

Masculino Feminino

Gráfico 2

A idade dos doentes variou entre 12 e 88 anos, com idade média de 62,43 ± 17,56 anos. O gráfico
3 apresenta a distribuição dos doentes por faixa etária. O intervalo etário a que correspondeu um maior
número de doentes internados foi dos 71 aos 80 anos, o que confirma a tendência geral de crescimento do
número de idosos nas unidades de cuidados intensivos.

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Distribuição etária
60

50

40

30

20

10

0
≤ 20 21-30 31-40 41-50 51-60 61-70 71-80 81-90

Gráfico 3

5.1.3. T IPO DE ADMISSÃO

Como se pode observar (gráfico 4) 35% dos doentes é internado na UCIP no contexto de cirurgia
programada e 18% por cirurgia não programada. Assim, constata-se que a maioria dos doentes internados
durante o período em análise é do foro cirúrgico (53%).
Os doentes médicos foram responsáveis por 42% das admissões. Apenas 5% dos doentes foram
admitidos por trauma.

18% Tipo de admissão


5%
42%

35%

Médica Cirurgia Programada


Cirurgia não programada Trauma

Gráfico 4

Pá gina 16 Vanda Goulã o


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5.1.4. P ROVENIÊNCIA DOS DOENTES

Como se pode observar no gráfico 5, a maioria dos doentes admitidos foi proveniente do bloco
operatório correspondendo a 55% (109 doentes).

Proveniência dos doentes

Outro hospital 2

SU 4

Internamento 27

UCIPSU 27

SE 28

BO 109

0 20 40 60 80 100 120

Gráfico 5

5.1.5. R EINTERNAMENTO
Durante o período em análise verificaram-se 7 readmissões (5 doentes com patologia médica e 2
doentes com patologia cirúrgica), por sepsis grave com ponto de partida em pneumonia nosocomial,
Sepsis grave secundária a pneumonia associada aos cuidados de saúde, Status pós PCR, Falência
respiratória por alteração da dinâmica ventilatória, falência respiratória no contexto de TVM, Peritonite por
perfuração intestinal, pós-operatório de laparotomia por pancreatite necrohemorrágica com pseudoquisto e
síndrome de compartimento. De salientar que um dos reinternamentos teve um desfecho fatal.

5.1.6. T EMPO DE INTERNAMENTO

A média de dias de internamento dos doentes observados foi de 4 ± 6 dias. O tempo de


internamento variou entre um mínimo de 1 e um máximo de 61 dias. Os doentes cujo tempo médio de
internamento é consideravelmente inferior ao dos restantes, são aqueles admitidos no pós-operatório de
cirurgia programada. Na tabela 2 pode-se observar o tempo médio de internamento de acordo com o tipo
de admissão.

Tipo de admissão Dias de internamento

Pá gina 17 Vanda Goulã o


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Cirurgia programada 1±1


Cirurgia não programada 6.11±10.58
Médica 6±6
Trauma 5.6±4.73
Tempo de internamento

5.1.7. C OMORBILIDADES
Na tabela 3 está bem evidente a prevalência elevada de factores de risco vascular, com 48,7% da
população analisada com hipertensão arterial; 31,3% com dislipidemia; 16,9 % com diabetes mellitus tipo
2.

Comorbilidades %
Hipertensão arterial 49
Dislipidemia 27
Diabetes mellitus tipo 2 26
Doença cerebrovascular 15
Insuficiência cardíaca 10
Fibrilhação auricular 10
Cardiopatia isquémica 8
Alcoolismo 8
Obesidade 7
DPOC 6
Patologia psiquiátrica 5
Neoplasia 5
IRC 4
Doença hepática crónica 2
Tabela 3: Comorbilidades

5.1.8. S CORES DE GRAVIDADE E PROGNÓSTICO

Da rotina diária da UCIP faz parte o cálculo do SAPS - Simplified Acute Physiology Score - nas
primeiras 24 horas após a admissão a todos os doentes, a avaliação diária do SOFA – Sequential Organ
Failure Assesment Score – e a determinação do Charlson Index Score (CIS). Relativamente aos doentes
observados, verificou-se um valor médio de SAPS II de 41,5 ± 22,3 e de SAPS III de 60,0 ± 21,9. O valor
do SOFA determinado na admissão variou entre um mínimo de 0 e um máximo de 16, com uma média de
4,8 ± 4,3. O valor médio do CIS foi 3,7 ± 2,5, variando entre 0 e 10.

Constatou-se que 13 doentes (7 %) apresentavam na admissão um SOFA total de zero e destes,


77% (10 doentes) foram admitidos por cirurgia programada. Os restantes doentes (93%) apresentavam
pelo menos uma disfunção ou falência de órgão de acordo com o score SOFA. Quando comparamos o
valor de SOFA para cada sistema ou órgão, verificamos que a maioria dos doentes admitidos apresentava
disfunção ou falência respiratória, seguida da disfunção ou falência cardiovascular.

Pá gina 18 Vanda Goulã o


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A tabela 4 compara os scores de gravidade e os tipos de admissão, constatando-se que os


doentes admitidos por cirurgia programada apresentam a menor média do valor de SAPS II, SAPS III e
SOFA, verificando-se o oposto nos doentes admitidos por outro tipo.

Geral
SAPS II 42.52 ± 22.21
SAPS III 59.28 ± 21.82
Charlson Index Score 3.74 ± 2.78
SOFA 6.23 ± 4.65
Admissão Médica
SAPS II 58.93 ± 19.82
SAPS III 75.67 ± 15.58
Charlson Index Score 3.28 ± 2.66
SOFA 9.78 ± 3.93
Admissão Cirurgia Programada
SAPS II 22.72 ± 8.29
SAPS III 38.94 ± 11.58
Charlson Index Score 4.66 ± 2.65
SOFA 2 ± 1.52
Admissão Cirurgia Não Programada
SAPS II 44.6 ± 14.85
SAPS III 62.62 ± 18.20
Charlson Index Score 4±3
SOFA 6.48 ± 3.64
Trauma
SAPS II 37.72 ± 16.4
SAPS III 54.18 ± 12.83
Charlson Index Score 0.81 ± 1.11
SOFA 5.63 ± 2.96

Tabela 4: Relação entre scores de gravidade e tipo de admissão

5.1.9. U SO DE TÉCNICAS

Como se pode observar na tabela 5, a maioria dos doentes internados na UCIP necessitou de
ventilação mecânica invasiva (78%). Os restantes corresponderam a pós-operatórios programados, já
extubados no bloco operatório.

A técnica de substituição renal foi utilizada em 15% dos doentes. Destes, 5 apresentavam critérios
de choque. Os restantes tinham scores de disfunção/falência de órgãos elevados. A taxa de mortalidade
global no grupo dos doentes submetidos a esta técnica foi de 43%.

Pá gina 19 Vanda Goulã o


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A monitorização minimamente invasiva com FloTrac/Vigileo (Edwards Lifeciences, Irvine, CA, USA)
foi utilizada em 48 doentes; 5 doentes foram monitorizados de forma invasiva com Vigilance ®, através da
cateterização da artéria pulmonar (Swan Ganz) e 2 doentes com Volume View ®.

No que respeita à utilização de suporte vasopressor, este foi utilizado em 109 doentes, sendo que
a maioria dos doentes foi tratado com noradrenalina.

Apesar de ter sido um único caso, vários estudos clínicos (REVIVE I, REVIVE II, SURVIVE, LIDO,
RUSSLAN, 300105, 3001024) confirmaram os benefícios na sobrevivência dos doentes tratados com
levosimendan bem como na redução da mortalidade e do tempo de internamento.

Técnicas Nº doentes/%

Ventilação Mecânica 154 (78%)

Técnica de Substituição Renal 29 (15%)

Suporte Vasopressor e ou/Inotrópico 109 (55%)

Monitorização Hemodinâmica 55 (28%)

- Vigileo 48 (24%)

- Swan Ganz 5 (3%)

- Volume View 2 (1%)

Tratamento especial: Levosimendan 1 (1%)

Tabela 5: Uso de técnicas

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5.1.10. ISOLAMENTOS MICROBIOLÓGICOS


Agente etiológico Nº Isolamentos
Secreções traqueobrônquicas 36
Klebsiella pneumoniae 6
Candida albicans 6
Staphilococcus aureus meticilino sensíveis 4
Haemophilus influenza 4
Escherichia coli 4
Streptococcus pneumoniae 3
Acinetobacter baumanni 2 5.1.11. A NTIBIOTERAPIA
Pseudomonas aeruginosas 2
A tabela 7 representa os antibióticos e anti-
Staphilococcus coagulase negativo 1
Staphilococcus maltophilia 1
fúngicos utilizados nos doentes analisados
Enterobacter aerogenes 1 durante o período de estágio na UCIP,
Candida tropicalis 1 constatando-se que os antibióticos mais
Candida Lusitana 1
usados pertenceram ao grupo das
Urina 8
cefalosporinas e carbapenemes.
Escherichia coli 3
Enterococcus faecalis 2
Antibióticos
Staphilococcus aureus meticilino sensínvel 1 Nº
Klebsiella pneumoniaeCarbapenemes 1 52
Imipenem 4
Proteus mirabilis Meropenem 1 48
Sangue Cefalosporinas 12 55
Ceftriaxona
Staphilococcus coagulase negativo 3 29
Cefoxitina 10
Staphilococcus aureus meticilino sensível 2
Cefazolina 11
Enterococcus faecalisCefotaxima 2 2
Escherichia coli Cefuroxima 2 3
Metronidazol 21
Klebsiella pneumoniae 2
Penicilinas 28
Streptococcus pneumoniae
Quinolonas 1 31
Líquido ascítico Levofloxacina 8 27
Ciprofloxacina 4
Enterococcus faecalis 1
Aminoglicosídeos (Amicacina) 5
Escherichia coli Macrólidos (Claritromicina) 1 1
Klebsiella oxytoca Glicopeptídeos (Vancomicina) 1 8
Oxazolidinonas
Streptococcus intermedius
(Linezolide)
1
12
Tigeciclina 1
Streptococcus constellatus
Polimixina E (Colistina) 1 1
Streptococcumitis Lincosamidas (Clindamicina) 1 6
Citrobacter freudi Sulfonamidas (Cotrimoxazol) 1 1
Tetraciclinas (Doxiciclina) 2
Candida albicans 1
Antifúngicos 10
Pús Fluconazol 2 9
Staphilococcus aureusAnidulafungina 1 1
Escherichia coli 1
Tabela 7: Antibioterapia
Ponta de cateter 1
SKlebsiella pneumoniae 1

Pá gina 21 Vanda Goulã o


Tabela 6: Isolamentos microbiológicos
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5.1.12. O RIENTAÇÃO APÓS A ALTA

Como se pode observar na tabela 8, 62.9 % dos doentes tiveram alta para enfermarias de
especialidades cirúrgicas, o que está em conformidade com o tipo de admissão.

Destino Nº doentes
Cirurgia geral 59
Medicina interna 41
Cirurgia vascular 33
Ortopedia 24
Urologia 5
Cardiologia 4
UCIPSU 4
Ginecologia 3
Outro hospital 3
Tabela 8: Orientação pós alta

5.1.13. M ORTALIDADE
Durante o intervalo em análise faleceram 21 doentes na UCIP, correspondendo a uma taxa de
mortalidade de 10,65%. A idade média apresentada foi 59,95 ± 13,41 anos e o tempo médio de
internamento foi 4 ± 7 dias. A maioria destes doentes (19) foi admitida por patologia médica e
apresentavam disfunção multiorgânica.
A tabela 9 caracteriza os doentes que faleceram quanto a parâmetros como sexo, idade, tempo de
internamento e gravidade.

CARACTERISTICAS DO
GRUPO FALECIDO
Sexo Masculino- 12; Feminino- 9
Idade 59.95 ± 13.41
Tempo internamento 4.0 ± 7.0
SAPS II 75.33 ± 15.80
SAPS III 84.71 ± 14.74
SOFA admissão 11.80 ± 3.18
Charlson 3.23 ± 2.11

Tabela 9: Características do grupo falecido

5.2. A NÁLISE DOS PRINCIPAIS DIAGNÓSTICOS PRIMÁRIOS POR SISTEMAS

Os diagnósticos de saída foram agrupados de acordo com o ICD-10-CM (“International Statistical


Classification of diseases and Related Health Problems – 10 th Revision – Clinical Modification, version for
2007”).

5.2.1. P ATOLOGIA MÉDICA

As patologias médicas motivaram o internamento de 82 doentes (42%) durante o período em


análise. A tabela 10 mostra a distribuição desses doentes por cada grupo nosológico.

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Grupos nosológicos Nº de doentes


Doenças do sistema respiratório 31
Doenças do aparelho circulatório 21
Doenças do aparelho digestivo 7
Doenças do Sistema nervoso 7
Doenças infecciosas e parasitárias 5
Traumatismos/envenenamentos 5
Doenças do aparelho genito-urinário 3
Outros 3

Tabela 10: Doentes internados por patologia médica

5.2.1.1. D OENÇAS DO S ISTEMA R ESPIRATÓRIO


As doenças do sistema respiratório foram responsáveis pelo internamento de 31 doentes. A idade
média destes doentes foi de 58,7 ± 16,54 anos e a média de internamento foi 6,33 ± 3,65 dias. A taxa de
mortalidade foi de 14%.

Como se pode observar no gráfico 6 a Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) foi a infecção
respiratória mais prevalente, correspondendo a 51,6 % desses internamentos. Todos estes doentes
apresentaram 1 critério major de gravidade, necessidade de ventilação mecânica (American Thoracic
Society modificada) e em 16% estiveram associados 2 critérios major (ventilação mecânica e choque
séptico).

A terapêutica instituída aquando a admissão no internamento é empírica. Os esquemas antibióticos


mais utilizados foram a associação de carbapenem (meropenem) e uma quinolona (levofloxacina);
cefalosporina (ceftriaxona) e um macrolídeo (claritromicina). Foi efectuado rastreio microbiológico a todos
os doentes, no sentido de identificar o agente etiológico para assim se ajustar a antibioterapia, evitando
desta forma o aparecimento de estirpes resistentes. No entanto só foi possível identificar o agente
etiológico em 11 doentes.

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Doenças do aparelho respiratório


Falencia respiratória obstrutiva

Pneumocistose

Contusão plumonar

Pneumonia de aspiração

IRC agudizada

Doença pulmonar obstrutiva crónica

Pneumonia associada aos cuidados de saúde

Pneumonia adquirida na comunidade


0 2 4 6 8 10 12 14 16 18

Gráfico 6: Doenças do aparelho respiratório

A Pneumonia associada aos cuidados de saúde juntamente com a doença Pulmonar Crónica
Obstrutiva agudizada por infeção respiratória, constituíram o segundo diagnóstico principal mais frequente
dentro das doenças do sistema respiratório.

5.2.1.2. D OENÇAS DO APARELHO CIRCULATÓRIO

Como se pode observar na tabela 11, as doenças do sistema circulatório foram responsáveis por
21 admissões.
A idade média destes doentes foi de 64,6± 14,3 anos e o tempo médio de internamento foi de 3±
2,6 dias. A taxa de mortalidade neste grupo foi de 52%.

Doenças do aparelho circulatório N= 21


Status pós Paragem Cardiorespiratória 10
Insuficiência cardíaca descompensada 9
Hemorragia intracerebral 1
Tromboembolismo pulmonar 1
Tabela 11: Doenças do aparelho circulatório

De salientar que a doente da hemorragia intracerebral foi considerada como potencial dadora de
órgãos, pelo que se iniciaram medidas de manutenção de dador.

O termo Morte Cerebral aplica-se a condição final, irreversível, definitiva de cessação das
atividades do tronco cerebral (mesencéfalo, ponte e bulbo). Na UCIP estes doentes são submetidos a
exame clínico neurológico que confirme a irreversibilidade da falência do tronco cerebral. Estas provas são

Pá gina 24 Vanda Goulã o


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realizadas por dois diferentes especialistas em diferentes intervalos de tempo. Verificando as seguintes
condições:
1) - Conhecimento da causa e irreversibilidade da situação clínica;
2) - Estado de coma com ausência de resposta motora à estimulação dolorosa na área dos pares
cranianos;
3) - Ausência de respiração espontânea;
4) - Constatação de estabilidade hemodinâmica e da ausência de hipotermia, alterações endócrino-
metabólicas, agentes depressores do sistema nervoso central e ou de agentes bloqueadores
neuromusculares, que possam ser responsabilizados pela supressão das funções referidas nos números
anteriores.

- Deve ser demonstrada a ausência na totalidade dos seguintes reflexos do tronco cerebral:

a) Reflexos fotomotores com pupilas de diâmetro fixo;


b) Reflexos oculocefálicos;
c) Reflexos oculovestibulares;
d) Reflexos corneopalpebrais;
e) Reflexo faríngeo.

- A realização da prova de apneia confirmativa da ausência de respiração espontânea.

6 Doentes em status pós PCR foram submetidos a hipotermia terapêutica, por um período 12-24
horas, com infusão de soro fisiológico gelado e esfriamento de superfície com bolsas de gelo, mantendo
temperaturas entre 32-34ºC, monitorizadas com termómetro esofágico. Também foi administrada perfusão
de um bloqueador neuromuscular (rocurónio), com respectiva monitorização pelo BIS.
Há um crescente número de publicações demonstrando que a indução de hipotermia sistêmica
leve/moderada melhora a recuperação neurológica decorrente de uma paragem cardiorespiratória ao
contrário dos doentes de foro neurológico (TCE, AVC).

5.2.1.3. D OENÇAS DO APARELHO GÉNITO - URINÁRIO

As doenças do aparelho génito-urinário foram responsáveis por 3 internamentos (tabela 12).

Doenças do aparelho génito-urinário N=3


Urosepsis 1
URC agudizada 1
Gangrena de fournier 1
Tabela 12: Doenças do aparelho génito-urinário

5.2.1.4. I NTOXICAÇÕES
As intoxicações foram responsáveis por 5 internamentos, 3 por ingestão voluntária de
organofosforados, 1 por antidepressivos tricíclicos (ADT) e 1 por álcool e decis.

5.2.1.5. D OENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS

Como se pode observar na tabela 13, as doenças infecciosas e parasitárias foram responsáveis
pelo internamento de 5 doentes.
Pá gina 25 Vanda Goulã o
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Doenças infecciosas e parasitárias N=5


Espondilodiscite 2
meningite 1
Endocardite 1
Zoonose 1
Tabela 13: doenças infecciosas e parasitárias

5.2.1.6. D OENÇAS DO SISTEMA DIGESTIVO

Foram responsáveis por sete internamentos, dos quais cinco por pancreatite aguda, 1 por colangite
e 1 por gastrenterite. Com uma taxa de mortalidade de 14%.

5.2.1.7. D OENÇAS DO SISTEMA NERVOSO

Sete doentes foram internados por patologia do sistema nervoso, nomeadamente 6 por estado de
mal epilético e 1 por depressão neurológica por carbose, tendo sido responsável por uma taxa de
mortalidade de 5%.

5.2.2. P ATOLOGIA CIRÚRGICA

5.2.2.1. C IRURGIA PROGRAMADA

A admissão para vigilância pós-operatória de cirurgia programada motivou o internamento de 69


doentes na UCIP (35%), sem registo de óbito.

Na tabela 14 estão apresentadas as cirurgias realizadas por tipo de intervenção.

Tipo de intervenção cirúrgica programada Nº de doentes


Cirurgia vascular 32
Endarteriectomia carotídea 24
Bypass aortobifemoral 5
Bypass femoropoplíteo 1
Bypass axilotibial anterior 1
Correcção AAA 1
Cirurgia geral 24
Gastrectomia 8
Hemicolectomia 2
Adrenalectomia 3
Pancreatectomia 2
Enterectomia segmentar 1
Ressecção anterior do recto 4
Peritonite generalizada 1
Tiroidectomia 1
Nefrectomia 2
Ortopedia 9
Artrodese instrumentada 5
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Correcção de escoliose 1
Correcção de cifose 1
Fixação de fractura do femur 1
Prótese total da anca 1
Urologia 2
Cistoprostatectomia 1
Cistectomia radical 1
Ginecologia 2
Cesariana 1
Histerectomia alargada 1
Tabela 14: Cirurgia programada

5.2.2.2. C IRURGIA NÃO PROGRAMADA

Trinta e cinco doentes (18%) foram admitidos na UCIP por cirurgia não programada. A idade média
dos doentes foi de 65,3 ±18 anos e o tempo médio de internamento foi de 6 ± 10,6 dias. A taxa de
mortalidade neste grupo foi de 5%.
A tabela 15 mostra a distribuição dos doentes pelo tipo de intervenção cirúrgica e
patologia, constatando-se que a peritonite secundária foi responsável por 15 internamentos (43%).

Cirúrgica não programada Nº doentes


Peritonite secundária 15
Perfuração intestinal 7
Úlcera gastroduodenal 4
Colecistite perfurada 2
Hérnia estrangulad 1
Corpo estranho 1
Outras 20
Osteossíntese do femur 3
Isquemia mesentérica 2
Hemicolectomia 2
Revisão de colostomia 1
Neoplasia do cólon 1
Esplenectomia 1
Correcção AAA 1
HAD varizes esofágicas 1
Abcesso intratumoral 1
Ressecção intestino delgado 1
Fixação da coluna dorsolombar 1
Remoção de PTA infectada 1
Complicação de RTU-prostata 1
Traqueostomia por obstrução via aérea 1
Esofagotomia cervical 1
Tiroidectomia total 1

Tabela 15: Cirurgia não programada

5.2.3. T RAUMA

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Durante o período em análise foram admitidos 11 doentes por trauma, correspondendo a 5% das
admissões, com uma taxa de mortalidade de 5%. A média das idades foi de 42 ± 13,9 anos e o tempo
médio de internamento foi de 5 ± 4,8 dias.
Quatro doentes apresentavam traumatismo vertebromedular, três politraumatismo, e TCE
associado a estado pós PCR, trauma toraco-abdominal, trauma laríngeo com pneumomediastino, trauma
torácico com fraturas costais e contusão pulmonar com um cada.

6. ACTIVIDADE NÃO ASSISTENCIAL


6.1. R EUNIÕES DE SERVIÇO

Na UCIP realizam-se mensalmente reuniões de Serviço que contam com a presença da equipa
médica e de enfermagem, onde são discutidos assuntos referentes ao funcionamento do Serviço e são
apresentados temas previamente selecionados.

A interna teve oportunidade de assistir às seguintes reuniões:

 Study case: Reflexão de práticas.


 Protocolo de mobilização precoce.
 Técnicas de substituição renal.
 Infecção.

6.3. A PRESENTAÇÕES NO S ERVIÇO

6.3.1. A PRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICOS E DE TEMAS TEÓRICOS

Periodicamente são organizadas sessões nas quais são apresentados por um interno casos
clínicos e temas teóricos.
A interna teve a oportunidade de apresentar o tema: “Síndromes metabólicos do eixo hipotálamo-
hipófise-suprarrenal“ e de assistir aos seguintes:

 Síndrome de mal absorção

 Hipotermia terapêutica
Pá gina 28 Vanda Goulã o
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6.4. R EUNIÕES C IENTÍFICAS


Durante o estágio em cuidados intensivos a interna teve oportunidade de participar nas seguintes
reuniões científicas:

 26º Congresso Anual da Sociedade Europeia de Cuidados Intensivos

 II Jornadas de Controlo de Infeção do Centro Hospitalar do Porto

6.5. T RABALHOS C IENTÍFICOS


Durante o estágio na UCIP a interna desenvolveu os seguintes trabalhos:

AUTOR: Evaluation of functional differences between two anticoagulation methods used in continuous
renal
replacement therapy in critical patients. – a ser apresentado como poster no 34º Simpósio Internacional
Sobre Cuidados Intensivos e Medicina de Emergência, 18-21/03/2014, em Bruxelas.

.
7. COMENTÁRIO FINAL
A profissão de Médico é, sem dúvida, impressionante e intimidativa pela magnitude e complexidade
nas decisões clínicas.

A interna considera que o estágio na unidade de cuidados intensivos polivalente, possibilitou uma
aprendizagem diversificada, desde a patologia médica, cirúrgica (programada, urgente) e traumática, aliada
a aquisição prática de conhecimentos e atitudes perante um doente crítico, fundamentais para a sua
formação enquanto futura intensivista.

Quero agradecer a toda equipa da UCIP pelo companheirismo, dedicação e profissionalismo.


Em especial ao Diretor de Serviço e meu orientador Dr. Estêvão Lafuente, a Dra. Maria José
Fernandes, Dr. Jorge Gomes da Silva, Dra. Fátima Santos, por todas as oportunidades que me foram
proporcionadas e pelo apoio que recebido.

Pá gina 29 Vanda Goulã o