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ÓPERA
ROMÂNTICA


França:

•Georges
Bizet,
 Carmen
(1875)
 



 O riginalmente , 
uma

 opéra

comique 

com

 diálogos

falados .
 


Os
 recitativos ,
compostos
posteriormente
por
 Ernest
Guiraud 
(Bizet
morreu

 3

meses

depois

do

escasso

êxito

obtido

na

estreia,
na

Opéra‐ Comique

em

 1875),
 aproximam
 
 esta
 
 ópera
 
 formalmente
 
 da
 
 grand
 
 opéra, à qual,
 no

 entanto,
 ela
 não

se

ajusta,
pelo

seu

 estilo 

e

pelo

seu

 tema

realista .
 


(Ernest
Guiraud
é
o
mesmo
compositor
que
viria
a
concluir,
anos
mais
tarde,
a
 inacabada
ópera
 Os
Contos
de
Hoffmann, 
de
Jacques
Offenbach).


O
 argumento,
 baseado
 
 na
 
 novela
 
 de
 
 Prosper
 Merimée ,
 e
 a
 música 

 descritiva
 
de
 Bizet

são

característicos

do

novo

 realismo
 
na

ópera,
e

servirão

 de

modelo

e

paralelismo

ao

 verismo
 
italiano . 


• Abertura 


• I
acto,
 ”Près
 d es
remparts
de
S éville” 
(seguidilha
e
dueto) 


(Numa
zaragata
na
fábrica
de
cigarros
onde
trabalha ,
 a
cigana
 Carmen
feriu
no
 rosto
outra
mulher;
o
 tenente
Zu ñiga
 detém‐ na
e
interroga ‐ a;
ela
responde
com
 insolência,
 e
 o
 tenente
 ordena
 a
 sua
 prisão.
 O
 cabo
 Don
 José
 Vica
 sozinho
 com


Carmen,
 vigiando‐ a.
 O
 militar
 sente ‐ se
 seduzido
 pela
 cigana,
 e
 ela
 promete‐ lhe


danças
e
amores
na
taberna
de
Lil a s
Pastia,
se
ele
consentir
em
libertá

‐ la ). 


Carmen :


Près
des
remparts
de
Séville, 
 
 Perto
dos
muros
de
Sevilha, 
 chez
mon
a mi
Lillas
Pastia, 
 
 em
casa
do
meu
amigo
Lillas
Pastia, 


j’i rai
danser
la
séguedille 

 
 irei
dançar
a
seguidilha
 et
boire
du
manzanilla! 
 
 
 e
beber
manzanilha! 
 J’irai
chez
mon
ami
Lillas
Pastia. 

 Irei
a
casa
do
meu
amigo
Lillas
Pastia. 
 Oui,
m ais
toute
seule
on
s’ennuie, 
 Sim,
mas
sozinha
aborreço‐ me,


et
les
vrais
plaisirs
sont
à
deux 



e
os
verdadeiros
prazeres
são
a
dois 


Donc,
pou r
me
tenir
compagnie,

 Por
isso,
para
ter
companhia,


j’emmènerai
mon
amoureux 
 


Mo n
amoureux!

levarei
o
meu
namorado 


O
meu
namorado!


il
est
au
diable


foi
para
o
diabo

Je
l’ai
mis
à
la
porte
hier 


Mon
pauvre
coeur
très
consolable,
 
 O
meu
coração
muito
consolável, 


mon
coeur
est
libre
comme
l’air 


J’ai
des
galants
à
la
douzaine, 
 
 Tenho
pretendentes
às
dúzias,
 mais
ils
ne
sont
pas
à
mon
gré; 
 
 mas
não
são
do
meu
agrado;
 voici
la
Vin
de
la
semaine, 

 
 eis
que
a
semana
chega
ao
Vim, 


qui
veut
m’aimer?
Je
l’aimerai 
 


qui
veut
mon
âme?
elle
est
à
prendre! 
 quem
quer
a
minha
alma?
Ela
está
livre !


Vous
arrivez
au
bon
moment,
 
 Chegais
em
boa
altura , 


je
n’ai
guère
le
temps
d’attendre, 
 não
tenho
tempo
para
perder,


car
avec
mon
nouvel
amant 
 


Près
des
remparts
de
Séville,
etc. 
 Perto
dos
muros
de
Sevilha,
etc.


Mandei ‐ o
embora
ontem 


o
meu
coração
é
livre
como
o
ar 


quem
quer
amar ‐ me?
eu
o
a marei 


pois
com
o
meu
novo
amante 



 José:
 
 Tais‐ tois,
je
t’avais
dit
de
ne
p a s


 Cala ‐ te!
Disse‐
José:

Tais‐ tois,
je
t’avais
dit
de
ne
p a s



Cala ‐ te!
Disse‐ te
para
não
me
falares! 


 me
parler. 

Carmen: 

Je
ne
te
 parle
pas

 

Não
falo 
contigo , 

j e
chante
pour
moi ‐ même,
 
 canto
para
mim
mesma, 

je
chante
pour
moi ‐ même,
 
 canto
para
mim
mesma, 

et
je
pense

il
n’est
p
a s
défendu
de

 e
penso

não
é
proibido
pensar,

penser,

j e
pense
à
certain
ofVicier,
 
 penso
em
certo
oVicial,
 
 

j e
pense
à
certain
ofVicier,
 
 penso
em
certo
oficial, 

qui
m’aime,
et
qu’à
mon
tour, 
 
 que
me
am a 
e
que,
por
mim, 

oui,
qu’à
mon
tour
je
pourrais
bien
 
 sim,
e
que
por
mim,
eu
bem
poderia
amar!

aimer!

José:

Carmen!
 

Carmen!


Carmen :


Mon
ofVicier
n’est
pas
un
capitaine, 
 O
meu

oVicial
não
é
um
 capitão, 
 pas
même
un
lieutenant, 
 
 
 nem
sequer
um
tenente, 
 il
n’est
que
brigadier. 
 
 
 não
passa
de
um
cabo. 
 Mais
c’est
assez
pour
une
Bohémienne,
 Mas
é
o
bastante
para
uma
cigana , 
 
 et
je
daigne
m’en
contenter! 
 
 e
não
me
custa
contentar ‐ me
com
isso!


José(desatando
com
um
súbito
impulso
as
mãos
de
Carmen):


Ca rmen,
je
suis
comme
un
homme
ivre,
Carmen,
estou
 como
um
homem
 
 



 embriagado,


si
je
c ède,
si
je
me
livre,
 
 
 se
cedo,
se
me
entrego,


t a
promesse,
tu
la
tiendras 


a
tua
promessa,
cumpri ‐ la ‐ ás 


Ah
si
je
t’aime,
C a rmen,
tu
m’aimeras 
 Ah,
se
eu
t’amar,
Carmen,
amar ‐ me‐


 C a rmen:
 
 Oui 
 
 
 
 
 Sim 
 
 

C
a rmen:

Oui 

Sim 
 

José:

Chez
Lillas
Pastia
 

Na
casa
de
Lillas
Pastia. 

C
a rmen:

Nous
danserons

 

l a
séguedille 

en
buvant
du
 manzanilla. 


Dançaremos

a
seguidilha 

bebendo
manzanil ha. 

José

Tu
le
promets!
 

Ca rmen!
Tu
le
promets!
 

Ca rmen!
Prometes!

Prometes!

C
a
rmen

Ah!
Près
des
remparts
de
Séville,
etc 
 Ah!
Perto
dos
muros
de
Sevilha,
etc.

Itália :


• Vincenzo
Bellini ,
 Norma
(18 31),
“Casta
 Diva” 


“Casta
 Diva”
 é
 — com
 absoluto
 mérito— 
 uma
 das
 árias
 mais
 executadas
 e
 apreciadas
de
todo
o
repertório
operático.
 


Sobre
 os
 arpejos
 ondulantes
 das
 cordas,
 eleva‐ se
 o
 tema
 principal
 da
 ária,
 interpretado
 inicialmente
 pela
 Vlauta,
 que
 lhe
 dá
 o
 adequado
 c lima
 “lunar”
 (a
 cena
é
supostamente
nocturna,
e
invoca ‐ se
a
deusa
Lua ).


Nesta
passagem ,
mais
do
que
em
qualquer
outra 
da
ópera , 
podem
observar‐ se
 os
 grandes
 traços
 do
 estilo
 de
 Bellini :
 melodias
 longas,
 quase
 inVindáveis,
 expressivas,
 mas
 simples,
diáfanas 
 – e
de
uma
beleza
suprema. 


(Norma
 empunha
 a
 foice,
 abençoa
 o
 ramo
 de
 visco
 e
 sega­o,
 enquanto
 a
 radiante
luz
da
Lua
ilumina
o
seu
rosto) 


Norma: 


Casta
diva,
che
inargenti 
 
 
 queste
sacre
antiche
piante, 

 
 a
noi
vogli 
 

Casta
diva,
che
inargenti 
 

queste
sacre
antiche
piante, 


a
noi
vogli 

Casta
deusa,
que
prateias 

estes
antigos
e
sacros
bosques,

vira
para
nós

il
bel
sembiante 
 
 senza
nube
e
senza
vel, 
 senza
vel,
sì,
senza
vel!
 
 
 

il
bel
sembiante 

senza
nube
e
senza
vel, 

senza
vel,
sì,
senza
vel!

o
teu
belo
semblante 

sem
nuvens
e
sem
véu,

sem
véu,
sim,
sem
véu!


 Druidas,
sacerdotisas,
guerreiros
e
bardos: 
 
 Casta
diva,
che
inargenti,
 etc. 
 

Druidas,
sacerdotisas,
guerreiros
e
bardos: 

Casta
diva,
che
inargenti,
 etc. 

Casta
deusa,
que
prateias,
etc. 

Norma: 

tempra
tu
de’
cori
ardenti, 
 

tempra
ancora
lo
zelo
audace, 

spargi
in
terra,
ah,
quella
pace 

che
regnar
tu
fai
nel
ciel. 
 

Tempra,
o
diva,
 

Abranda,
ó
deusa, 

abranda
estes
corações
ardentes,

abranda
ainda
o
seu
ciúme
audaz, 

derrama
sobre
a
terra,
ah,
aquela
paz 

que
fazes
reinar
no
céu.

Druidas,
sacerdotisas,
guerreiros
e
bardos: 

Diva,
spargi
in
terra
quella
pace 
 

che
regnar
tu
fai
nel
ciel. 
 

Deusa,
derrama
sobre
a
terra
aquela
 

paz 

que
fazes
reinar
no
céu.

•Giuseppe
Verdi,
 La
Traviata ,
“Sempre
libera”
(1853)

­ La
 Traviatateve
 uma
 estreia
 desastrosa,
 em
 Veneza.
 Nesta
 ópera,
 Verdi
 tentou
 a
 experiência
 de
 pôr
 em
 música
 um
 trágico
 drama
 da
 vida

 contemporânea.
De
novo
tomou
uma
bem
conhecida
peça
 como

base
 ‐ A

Dama

 das

Camélias, 
de

 Alexandre

Dumas

Filho ‐ 
que

vira

representar

em

Paris



em

1852.



O
 inêxito
 da
 ópera,
 quando
 da
 sua
 estreia,
 foi
 atribuído
 à
 inferioridade
 dos
 cantores
e,
muito
especialmente,
à
corpulência

da

heroína,
que

na

peça

era

 uma
 tísica mas
 
 provavelmente
 
 o
 
 verdadeiro
 
 motivo
 
 do
 
 desastre
 
 foi
 
 a



recusa
 da
 
 plateia
 
 a
 
 tolerar
 
 uma
 
 ópera
 ‐ e
 
 ainda
 
 por
 
 cima
 
 uma
 
 tragédia‐ 
 vestida

à

moderna.
 


;


La
 Traviata
 conta ‐ nos
 a
 história
 de
 Violeta,
 uma
 cortesã
 que
 encontra
 a
 felicidade
 junto
 de
 um
 
 jovem
 
 de
 
 boas
 
 famílias,
 sendo
 
 porém
 
 obrigada
 
 a

 abandonar

esta

ligação

por

causa

da

reputação

da

família

daquele.
Violeta
é
 vítima
de
tuberculose;
o
pai
do
seu
amante

arrepende ‐ se,
mas

é

tarde. 


“Sempre
 libera”
 ( sempre
livre)
é
um
bom
exemplo
da
forma
da
ária
na
ópera
 romântica.
Os
convidados
da
 festa
de
Violeta
partiram
e
ela
só
está
a
pensar
no

 seu
admirador
Alfredo,
que
encontrou
pela
primeira

vez
nessa

noite.



“Que
 estranho
 (È
 strano!), 
 reVlecte
 ela,
 “sentir‐ me
 pela
 primeira
 vez
 seriamente
enamorada”.
Começa
por
cantar
um
recitativo
com
acompanhamento
 orquestral,
este
agora
mais
substancial
que
os
pontuados
acordes
dos
primeiros
 recitativos;
isto
dá
origem
a
uma

ária

lenta,
muito

melodiosa

e
env olvente:
 (Ah,
 fors,
é

lui) .
 


A
 tonalidade
de
Fá
menor
 transforma‐ se

em

Fá

maior

mais

 viva,
quando

 ela

recorda

as

palavras

que

ele

cantou

no

dueto
que

ambos

interpretaram

 na
 
 festa,
 “aquele
 
 amor
 
 que
 
 é
 
 a
 
 pulsação
 
 do
 
 universo”
 (Quell’amor
 
 ch’è

 palpito).
Ela
recusa
um
romance
triste
 (Follie!
Follie!),
e
decide
esquecer
o
jovem
 mergulhando
 num
 redemoinho
 de
 prazeres
 (Gioir!),
 cantando
 uma
 brilhante
 cadência,
arrastando

a

música

no

tom

de

Lá

bemol

maior

para
a

segunda

 parte
 
 mais
 
 rápida
 
 da
 
 ária,
 vulgarmente
 conhecida
 por
 cabaletta. 
Num
 belo
 rasgo
dramático,
é
interrompida
pela
voz
do
seu
pretendente,
cantando

fora

de

 cena
“o

amor

é

a

pulsação

do

universo”,
e

a
sua

ária

termina

em

jeito

de

 dueto.

Viole t ta: 
 
 
 follegiare
di
gioia
in
gioia, 
 
 
 folgar
de
prazer
em
prazer,
 

Viole t ta: 

follegiare
di
gioia
in
gioia, 
 
 
 folgar
de
prazer
em
prazer,
 
 

vo’
che
scorra
il
viver
mio
 
 
 quero
que
a
minha
vida
decorra

p ei
sentieri
del
piacer.
 
 
 pelos
caminhos
do
prazer.

Nasca
il
giorno
o
il
giorno
muoia 
 
 Nasça
o
dia,
ou
morra
o
dia,

sempre
lieta
ne’
ritrovi,
ah!
 
 
 sempre
alegre
me
encontre,
ah!

a 
diletti
sempre
nuovi
 
 
 para
prazeres
sempre
novos

dee
volare
il
mio
pensier,
ecc.
 
 o
meu
pensamento
deve
voar,
etc. 

S empre
libera
degg’io
 

Sempre
livre
devo
ser,

Voz
de
Alfredo 
 (de
fora):

Amor,
amor
è
palp ito 

Amor,
amor
é
palpitação 

Violetta: 

Oh!

Oh!

Alfredo: 


dell’universo
intero

do
universo
inteiro
Violetta 

Oh
amore!
 
 
 
 
 Oh,
amor!
 
 Alfredo :
 
 
 croce
e
delizia
 al
cor!


Oh
amore!

Oh,
amor!

Alfredo :

croce
e
delizia
 al
cor!



misterioso,
altero,


misterioso,
altaneiro,

cruz
e
delícia
do
coração.

Violetta :

Follie!

Follie!

Ah!
Sì!

Loucuras!

Loucuras!

Ah,
sim!

Sempre
libera
degg’io,
etc. 
 

Gioir!
Gioir!
 Ah!

Gozar!
Gozar!
Ah!

Sempre
livre
devo
ser,
etc.

Alfredo :

Amor
è
palpito 

Amor
é
palpitação 

Violetta: 

Ah!
Ah!
Ah!
 

Ah!
Ah!
Ah!

Alfredo: 


dell’universo.

do
universo.