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Renzo De Felice

IL FASCISMO
interpretazioni dei contemporanei

e degli storici

Editori Laterza 1970


Proprietà letteraria riservata
Casa editrice Gius. Laterza & Figli, Bari, via Dante 51
CL 20-0165-9
INTRODUZIONE

I t e s t i raccolti e p r e s e n t a t i in q u e s : o v o l u m e d o v r e b b e r o ,
nelle i n t e n z i o n i d e l c u r a t o r e e p u r n e l l ' i n e v i t a b i l e s o g g e t t i v i t à
d i e ha o g n i scelta, a n c h e q u e l l a v o l u t a m e n t e p i ù larga ed
o g g e t t i v a , offrire al l e t t o r e u n p a n o r a m a d i c o m e , d u r a n t e
m e z z o s e c o l o , il fascismo è s t a t o visto e g i u d i c a t o dai suoi
c o n t e m p o r a n e i i m m e d i a t i p r i m a e dagli s t u d i o s i delle p i ù
varie f o r m a z i o n i e discipline p o i , sia — all'inizio — c o m e
f e n o m e n o s o p r a t t u t t o i t a l i a n o sia — in u n s e c o n d o t e m p o •—
c o m e f e n o m e n o e u r o p e o , p e r alcuni a d d i r i t t u r a m o n d i a l e ,
« epocale » p e r s i n o . S e m p r e n e l l e i n t e n z i o n i d e l c u r a t o r e , la
successione dei t e s t i r i p r o d o t t i d o v r e b b e via v i a d a r e v i t a
ad u n a s o r t a d i m o s a i c o in cui si d o v r e b b e r o p o t e r co-
gliere ì m o m e n t i , le t e n d e n z e principali a t t r a v e r s o i quali la
realtà del fascismo è s t a t a v i s t a , i n t e r p r e t a t a e g i u d i c a t a poli-
t i c a m e n t e e c o m e , s u c c e s s i v a m e n t e , si sia p a s s a t i ad u n giu-
dizio, i n b u o n a p a r t e a n c o r a i n e v i t a b i l m e n t e c o n d i z i o n a t o p o -
l i t i c a m e n t e , m a p e r v a r i a s p e t t i già di t i p o p i ù p r o p r i a m e n t e
storico.

Chi scrive ha più v o l t e a v u t o occasione di affermare, e


pensa d i a v e r e d i m o s t r a t o con l e sue ricerche sul fascismo
i t a l i a n o , c h e p e r s o n a l m e n t e n o n c r e d e nella v a l i d i t à assoluta
di n e s s u n a d e l l e singole i n t e r p r e t a z i o n i del f e n o m e n o fascista
c h e sin q u i sono s t a t e p r o s p e t t a t e e che —• p u r n o n n e g a n d o
affatto l ' e s i s t e n z a d i u n d e n o m i n a t o r e c o m u n e t r a u n a serie
( n o n t u t t i i n d i s t i n t a m e n t e cioè) d i m o v i m e n t i , p a r t i t i e regimi
che v e n g o n o g e n e r a l m e n t e definiti fascisti —- è c o n v i n t o c h e ,
p e t g i u n g e r e ad u n a spiegazione in t e r m i n i e f f e t t i v a m e n t e
VI Introduzione

storici d e l fenomeno fascista i n g e n e r e e dei v a r i fascismi in


p a r t i c o l a r e , sia necessario t e n e r e p r e s e n t i e c o n t e m p e r a r e tra
d i l o r o t u t t e le i n t e r p r e t a z i o n i sin q u i p r o s p e t t a t e e, s o p r a t -
t u t t o , p i ù c h e g e n e r a l i z z a r e il significato d i alcuni c a r a t t e r i del
fascismo, t e n e r e s e m p r e b e n p r e s e n t i le c a r a t t e r i s t i c h e con-
c r e t a m e n t e nazionali, c o n n e s s e cioè alle p a r t i c o l a r i v i c e n d e
s t o r i c h e ( e c o n o m i c h e , s o d a l i , c u l t u r a l i e politiche) dei singoli
p a e s i nei quali si s o n o a v u t i m o v i m e n t i , p a r t i t i o regimi
fascisti. C h i scrive è c o n v i n t o , i n s o m m a , c h e —• c o m e affer-
m a v a A n g e l o Tasca -— definire il fascismo è a n z i t u t t o scri-
v e r n e la s t o r i a . E d è c o n v i n t o c h e a n c h e su q u e s t a s t r a d a , q u e l l a
cioè della c o n c r e t a r i c o s t r u z i o n e storica d e i v a r i fascismi, se
— s o p r a t t u t t o n e g l i u l t i m i a n n i — p a r e c c h i o e b e n e si c
l a v o r a t o , m o l t o a n c o r a c'è d a f a r e .
P r e m e s s o q u e s t o , u n a s o t t a d i p r i m o bilancia p r o v v i s o r i o
delle c o n c l u s i o n i alle quali si è arrivati ci p a r e possibile. E ,
anzi, o p p o r t u n o , perché, d i fronte ad una certa tendenza più
o m e n o c h i a r a m e n t e a v v e r t i b i l e a vanificare o q u a s i (forse
p e r r e a z i o n e a c o l o r o c h e , i n v e c e , a v e v a n o teso a d i l a t a r l o a
d i s m i s u r a ) il fascismo c o m e fenomeno, n o n v a d a p e r d u t a la
c o n s a p e v o l e z z a d i q u e l m i n i m o c o m u n d e n o m i n a t o r e a cui
a c c e n n a v a m o ; senza il q u a l e si finisce p e r s m a r r i r e a n c h e la
p o s s i b i l i t à d i c o m p r e n d e r e l ' i n t i m a r a g i o n e del c o s t i t u i r s i di
u n d e t e r m i n a t o blocco di S t a t i e di u o m i n i c o n t r a p p o s t o ad
un altro, i n d u b b i a m e n t e eterogeneo e provvisorio, ma dettato
d a u n ' a l t r e t t a n t o i n t i m a r a g i o n e d i c o n t r a p p o s i z i o n e al p r i m o ,
e la s t o r i a d e l l ' E u r o p a e d e l m o n d o t r a le d u e g u e r r e m o n d i a l i
finirebbe p e r t r o v a r e una s p i e g a z i o n e m e r a m e n t e d i p l o m a t i c a
e a d d i r i t t u r a casuale: se a V e r s a i l l e s n o n fossero s t a t i c o m -
m e s s i c e r t i e r r o r i , se l ' I t a l i a fascista n o n si fosse l e g a t a alla
G e r m a n i a n a z i s t a , se in F r a n c i a avesse p r e v a l s o la tesi d i
c o l o r o c h e v o l e v a n o i n t e r v e n i r e m i l i t a r m e n t e a fianco della
F i n l a n d i a c o n t r o l ' U R S S , s e H i t l e r n o n avesse stracciato il
patto Ribbentrop-Molotov, ecc....

A c o s t o d i q u a l c h e i n e v i t a b i l e s c h e m a t i z z a z i o n e , cerche-
r e m o p e r t a n t o d i r i a s s u m e r e gli e l e m e n t i c h e , a n o s t r o a v v i s o ,
Introduzione VII

si d e b b o n o t e n e r e p r e s e m i p e r c o m p r e n d e r e s t o r i c a m e n t e il
fenomeno fascista.
I l p r i m o d i q u e s t i e l e m e n t i è d i tipo geografico-cronolo-
gico: il fascismo è s t a t o u n f e n o m e n o e u r o p e o c h e si è svi-
l u p p a t o n e l l ' a r c o d i t e m p o r a c c h i u s o dalle d u e g u e r r e m o n -
diali. P r e c o n d i z i o n i , radici i n d u b b i a m e n t e p r e e s i s t e v a n o alla
p r i m a g u e r r a m o n d i a l e , s o t t o u n profilo sia m o r a l e sia sociale.
E s s e e r a n o p e r ò s t r e t t a m e n t e legate alla s i t u a z i o n e c u l t u r a l e
ed e c o n o m i c a d e l l ' E u r o p a ( e s o p r a t t u t t o d i alcuni s u o i p a e s i ) .
O g n i c o n f r o n t o c o n s i t u a z i o n i e x t r a e u r o p e e , a n c h e successive,
a n c h e a t t u a l i , è i m p o s s i b i l e d a t a la radicale differenza dei
c o n t e s t i storici (nel s e n s o più e s t e n s i v o del t e r m i n e ) . Q u e s t e
p r e c o n d i z i o n i e radici e r a n o p e r ò « m a r g i n a l i » e n u l l a a u t o -
rizza a p e n s a r e c h e si s a r e b b e r o s v i l u p p a t e senza la crisi trau-
matica d e t e r m i n a t a , d i r e t t a m e n t e e indirettamente, dalla prima
g u e r r a m o n d i a l e e dalle s u e c o n s e g u e n z e , i m m e d i a t e e a p i ù
lunga scadenza ( g r a n d e crisi del 1 9 2 9 ) . L a crisi d e t e r m i n a t a
dalla g u e r r a fu la sola e v e r a causa del l o r o e r o m p e r e e del
l o r o e s t e n d e r s i a g r u p p i sociali c h e n e e r a n o s t a t i s i n o allora
i m m u n i e d i e d e a d esse la forza o l ' e s a s p e r a z i o n e d i n u o v i
c o n t e n u t i a g g i u n t i v i , sia m o r a l i e p o l i t i c o - m o r a l i sìa econo-
mico-sociali. Sicché n e l d o p o g u e r r a la crisi d i v e n n e a t t i v a e
g e n e r a l e e i n v e s t i , sia p u r e con m a n i f e s t a z i o n i d i v e r s e , t u t t o
l ' a s s e t t o della società, in t u t t e le s u e stratificazioni e i n t u t t i
i loro r i s p e t t i v i valori. M a , d e t t o q u e s t o , b i s o g n a s u b i t o m e t -
t e r e in g u a r d i a d a l t r a r r e d a q u e s t a c o n s t a t a z i o n e c o n c l u s i o n i

1
Secondo B . LOEWENSTEIN, Hemecky vàleiny xàxitek a iracio-
nàlni kritika civilizace. Trend od 1. svetové vàlky k faìismu v ideolo-
giche a kulturne sociologiche perspektive, in a Ceskoslovensky casopis
historicky », 1966, n. 4, pp. 521 sgg., questi nuovi contenuti aggiuntivi
sarebbero soprattutto quattro: la speranza di un rinnova mento morale
attraverso Li guerra, l'autoes alt azione nazionale e il dispregio dei diritti
degli altri popoli, la comunità del popolo o il solidarismo nazionale, a
volte come imperialismo, a volte come socialismo di guerra, e il mo-
dello elementare dello stato di pace, cioè la trasposizione di metodi
bellici, di criteri estremi e di valori di crisi. Nella stessa prospettiva, ma
applicata a un caso in cui questi contenuti non riuscirono sostanzial-
mente ad affermarsi, si veda Io., Il radicalismo di destra in Cecoslo-
vacchia e la prima guerra mondiale, in o Storia contemporanea », 1970,
n. 3, pp. 503 sgg.
VISI Inlroduvonr

t r o p p o e s t e n s i v e . La crisi e b b e nei v a r i p a e s i m a n i f e s t a z i o n i
e d i m e n s i o n i d i v e r s e , c o n n e s s e sia alle p e c u l i a r i s i t u a z i o n i (at-
tuali e s t o r i c h e ) d i essi, sia alla capacità, alle colpe e agli
2
e r r o r i —• p e r dirla c o n C h a b o d — degli u o m i n i d ' a l l o r a ,
d e l l e classi d i r i g e n t i t r a d i z i o n a l i m a a n c h e d e i p a r t i t i politici
c h e a f f o n d a v a n o l e l o r o radici e t r a e v a n o )e l o r o forze in classi
e ceti sociali diversi da q u e l l i c h e e s p r i m e v a n o l e classi diri-
g e n t i , si r i f a c e v a n o ad a l t r e t r a d i z i o n i e a u s p i c a v a n o d i v e r s i
s b o c c h i d e l l a crisi. L o s b o c c o fascista o a u t o r i t a r i o c h e la
crisi e b b e i n alcuni paesi n o n fu affatto i n e v i t a b i l e , n o n
c o r r i s p o s e affatto ad u n a necessità. F u la c o n s e g u e n z a d i u n a
m o l t e p l i c i t à d i f a t t o r i , t u t t i razionali e t u t t i evitabili, d i in-
c o m p r e n s i o n i , d i e r r o r i , d i i m p r e v i d e n z e , di illusioni, di p a u r e ,
d i s t a n c h e z z a e — solo p e r u n a m i n o r a n z a — di d e t e r m i n a -
z i o n e , m o l t o spesso p e r n i e n t e c o n s a p e v o l e p e r a l t r o degli
3
s b o c c h i c h e e f f e t t i v a m e n t e la p r o p r i a azione a v r e b b e a v u t o .
I l s e c o n d o e l e m e n t o c h e si d e v e t e n e r e p r e s e n t e p e r com-
p r e n d e r e s t o r i c a m e n t e il fenomeno fascista è q u e l l o r e l a t i v o
alla sua b a s e sociale. C h i , c o m e C r o c e , h a s o s t e n u t o c h e W
fascismo n o n è s t a t o e s p r e s s i o n e d i u n a d e t e r m i n a t a classe
sociale m a h a t r o v a t o s o s t e n i t o r i e d a v v e r s a r i i n t u t t e l e classi
ha p i e n a m e n t e ragione. A n c h e più ragione ha però chi, come
F r o m m , h a o s s e r v a t o c h e , m e n t r e n e l l a classe o p e r a i a e nella
b o r g h e s i a l i b e r a l e e cattolica è, i n g e n e r e , p r e v a l s o v e r s a il
fascismo u n a t t e g g i a m e n t o n e g a t i v o o r a s s e g n a t o , il fascismo
h a t r o v a t o ì suoi più a r d e n t i f a u t o r i nella piccola b o r g h e s i a .
I l r a p p o r t o fascismo-piccola b o r g h e s i a e, p i ù i n g e n e r e ,
fascismo-ceti m e d i è infatti u n o dei n o d i essenziali del p r o -
b l e m a s t o r i c o d e l fascismo, c e r t a m e n t e p e r il m o m e n t o dell'af-
f e r m a z i o n e d e l fascismo s t e s s o , m a , a n c h e , p e r q u e l l o succes-
s i v o . N o n a caso ad esso è s t a t o r i s e r v a t o a m p i o spazio, sia
nella p u b b l i c ì s t i c a politica d i qualsiasi o r i e n t a m e n t o e ten-
d e n z a , sia nella l e t t e r a t u r a storica e sociologica s u l f a s c i s m o .

3
F . CHABOD, Croce storico, in «Rivista storica italiana», 1 9 5 2 ,
n. 4 , pp- 5 1 9 sgg.
5
Si vedano a questo proposito le osservazioni di P. TOGLIATTI,
Lezioni sul fascismo, Roma 1970, pp. 20 sgg.
Introduzione IX

R i a s s u m e n d o al m a s s i m o , l'analisi d i coloro c h e h a n n o p o s t o
l ' a c c e n t o su q u e s t o r a p p o r t o p u ò essere così s i n t e t i z z a t a :
1) d o p o la p r i m a g u e r r a m o n d i a l e in v a r i p a e s i e u r o p e i ,
sia v i n c i t o r i sia v i n t i , i ceti m e d i e n t r a r o n o i n u n p e r i o d o di
g r a v e e i n alcuni casi ( c o m e l ' I t a l i a e la G e r m a n i a ) d i gra-
vissima crisi; le c a u s e d i q u e s t a crisi e r a n o in p a r t e anteriori
alla g u e r r a , c o n n e s s e cioè a l l ' o r m a i avviato p r o c e s s o d i tra-
s f o r m a z i o n e e d i i n c i p i e n t e massificazione della s o c i e t à ; in
p a r t e d e r i v a v a n o d i r e t t a m e n t e dalla g u e r r a e d a l l ' a c c e l e r a z i o n e
del p r o c e s s o d i t r a s f o r m a z i o n e sociale in g e n e r e e della m o b i -
lità sociale (verticale s o p r a t t u t t o ) in p a r t i c o l a r e p r o v o c a t a
dalla g u e r r a ; in p a r t e a n c o r a esse e r a n o la c o n s e g u e n z a del-
l ' i n n e s t o s u q u e s t e c a u s e di a l t r e , d e r i v a n t i p r i m a dalla crisi
economico-sociale d e l l ' i m m e d i a t o d o p o g u e r r a e successiva-
m e n t e dalia « g r a n d e crisi » del 1 9 2 9 ;
2) sul p i a n o e c o n o m i c o - s o c i a l e , q u e s t a crisi dei ceti m e d i
si m a n i f e s t ò in f o r m e e m i s u r e p a r z i a l m e n t e d i v e r s e a s e c o n d o
si t r a t t a s s e dei ceti m e d i tradizionali ( a g r i c o l t o r i , c o m m e r -
cianti, p r o f e s s i o n i s t i , piccoli i m p r e n d i t o r i ) c h e d i s p o n e v a n o
di u n a certa autonomia personale e costituivano u n a entità
sociale a b b a s t a n z a o m o g e n e a ed i n t e g r a t a , o d i q u e l l i d i p r o -
m o z i o n e p i ù r e c e n t e ( i m p i e g a t i , a d d e t t i al c o m m e r c i o , intel-
l e t t u a l i salariati) c h e , i n v e c e , e t a n o p r e s s o c h é p r i v i d i a u t o -
n o m i a p e r s o n a l e e, in g e n e r e , e r a n o assai s c a r s a m e n t e i n t e -
g r a t i ; senza e n t r a r e i n t r o p p i p a r t i c o l a r i , si p u ò d i r e p e r ò c h e
t u t t i i ceti m e d i si t r o v a v a n o a d o v e r affrontare u n a società
in r a p i d a t r a s f o r m a z i o n e e caratterizzata dall'affermazione
c r e s c e n t e del p r o l e t a r i a t o e della g r a n d e b o r g h e s i a e a d o v e r l a
affrontare nelle c o n d i z i o n i e c o n o m i c h e p i ù s v a n t a g g i a t e (si
p e n s i all'inflazione, al carovita, alla falcidia d e i r e d d i t i fissi,
ai blocchi d e i fitti, ecc.), n e l l a m a g g i o r a n z a d e i casi senza
a d e g u a t i s t r u m e n t i d i difesa sindacale e in u n a s i t u a z i o n e di
p r o g r e s s i v a p e r d i t a d i status e c o n o m i c o e sociale;

3) sul p i a n o psicologico-politico, q u e s t a crisi dei ceti medi


si m a n i f e s t a v a in u n o s t a t o di f r u s t r a z i o n e sociale c h e si tra-
duceva assai spesso in u n a p r o f o n d a i r r e q u i e t e z z a , in u n con-
fuso d e s i d e r i o d i rivincita e in ima sorda c o n t e s t a z i o n e ( c h e
X Inlrodvvt.'ie

spesso a s s u m e v a t o n i e v e r s i v i e r i v o l u z i o n a r i ) della società


della q u a l e essi si s e n t i v a n o l e m a g g i o r i se n o n l e uniche
v i t t i m e e c h e , s p e s s o , a v e v a n o i n v e c e c r e d u t o che la guerra
a v r e b b e d o v u t o f i n a l m e n t e a p r i r e alla l o r o e g e m o n i a « d e m o -
cratica » e m o r a l e ; in u n p r i m o m o m e n t o q u e s t o s t a t o d i
f r u s t r a z i o n e a v r e b b e p o t u t o e s s e r e s f r u t t a t o e d indirizzato
dal m o v i m e n t o socialista p e r s t a b i l i r e un'effettiva alleanza con
u n a p a r t e a l m e n o dei ceti m e d i ; gli e r r o r i d e i p a n i t i operai
e la p a u r a del b o l s c e v i s m o fecero p e r ò i m b o c c a r e a g r a n p a r t e
d e i ceti m e d i la s t r a d a del fascismo, da essi i n t e s o c o m e u n
m o v i m e n t o r i v o l u z i o n a r i o p r o p r i o , v o l t o ad affermarli social-
m e n t e e p o l i t i c a m e n t e sia c o n t r o il p r o l e t a r i a t o sia c o n t r o la
grande borghesia;
4 ) in q u e s t o s e n s o , p e r a l c u n i a u t o r i , il fascismo s a r e b b e
s t a t o il t e n t a t i v o di d a r e p o l i t i c a m e n t e v i t a a d u n a terza forza
c h e si o p p o n e s s e sia alla d e m o c r a z i a p a r l a m e n t a r e dei paesi
capitalistici sia al c o m u n i s m o e c h e aveva il s u o m o t o r e prin-
cipale nei ceti m e d i in f u n z i o n e di u n a l o r o affermazione in
q u a n t o a u t o n o m a realtà sociale; n é il f a t t o che il fascismo
rivolse i suoi colpi s o p r a t t u t t o c o n t r o il p r o l e t a r i a t o infirme-
r e b b e q u e s t a i n t e r p r e t a z i o n e : sui t e m p i b r e v i , l'offensiva an-
t i p r o l e t a r i a si s p i e g h e r e b b e col f a t t o che sul m o m e n t o i ceti
m e d i si s a r e b b e r o s e n t i t i s o c i a l m e n t e e p o l i t i c a m e n t e p i ù mi-
n a c c i a t i d a l p r o l e t a r i a t o c h e dalla g r a n i l e b o r g h e s i a , e avreb-
b e r o q u i n d i t r o v a t o u n modus vivendi p r o v v i s o r i o con q u e s t a
c o n t r o q u e l l o ; sui t e m p i l u n g h i , p o i , la t e n d e n z a di f o n d o
r i e m e r g e r e b b e n e l l a politica e c o n o m i c a del fascismo i t a l i a n o
e t e d e s c o che —• p u r s e n 2 a r i v o l u z i o n a r e l ' a s s e t t o sociale pri-
v a t i s t i c o — t e n d e v a n o a s t a b i l i r e il p r o p r i o c o n t r o l l o sull'eco-
n o m i a , a d e s p a n d e r e l'iniziativa p u b b l i c a e a trasferire la
d i r e z i o n e e c o n o m i c a dai c a p i t a l i s t i e dagli i m p r e n d i t o r i privati
agli alti f u n z i o n a r i d e l l o S t a t o .

Se l e si v u o l d a r e •—• c o m e q u a l c u n o p r e t e n d e — il valore
d i u n a i n t e r p r e t a z i o n e c o m p l e s s i v a del f e n o m e n o fascista,
q u e s t a analisi del r a p p o r t o ceti m e d i - f a s c i s m o è, a n o s t r o
a v v i s o , t r o p p o u n i l a t e r a l e e, q u i n d i , i n a c c e t t a b i l e . C o m e t u t t e
le a l t r e i n t e r p r e t a z i o n i p r o s p e t t a t e p e r s p i e g a r e il fascismo,
Introduzione XI

essa s o t t o v a l u t a i n f a t t i i m p o r t a n t i a s p e t t i d e l l a r e a l t à fascista,
e ne trascura altri.
T r a i p r i m i , t r e a l m e n o s o n o p e r n o i p a r t i c o l a r m e n t e im-
p o r t a n t i . Primo, c h e la m o b i l i t a z i o n e secondaria dei ceti m e d i
n o n p u ò essere d i s g i u n t a d a l l a c o n t e m p o r a n e a accelerazione
della m o b i l i t a z i o n e primaria del p r o l e t a r i a t o e dal f a t t o c h e
—- n e l l a s i t u a z i o n e d i crisi nella q u a l e v e r s a v a n o alcuni p a e s i ,
c o m e l ' I t a l i a e la G e r m a n i a — q u e s t o s e c o n d o t i p o d i m o b i -
litazione i n c o n t r ò m a g g i o r i difficoltà d i q u a n t e avesse incon-
t r a t o nel p a s s a t o (e d i q u a n t e n e i n c o n t r ò in a l t r i paesi} a
t r o v a r e •—• p e r d i r l a con G e r m a n i — p r o p r i canali l e g i t t i m i
o t o l l e r a t i . I n q u e s t a s i t u a z i o n e la g e n e r a l e t e n d e n z a — s t u d i a t a
d a L ò w e n t h a l — a l l ' a u m e n t o d e l l ' i n c i d e n z a d e i ceti n o n p r o -
d u t t i v i sul t o t a l e della p o p o l a z i o n e r i g u a r d a v a a n c h e il p r o -
l e t a r i a t o in g e n e r e e la classe o p e r a i a in specie, c h e n e risen-
t i r o n o m a s s i c c i a m e n t e i c o n t r a c c o l p i , t r a i q u a l i q u i ci i n t e -
r e s s a n o i n p a r t i c o l a r e quelli c h e si t r a d u c e v a n o n e l l a f o r m a -
z i o n e al l o r o i n t e r n o d i t u t t a u n a serie d i differenziazioni d i
i n t e r e s s i c o n c o r r e n z i a l i e, q u i n d i , in u n i n d e b o l i m e n t o della
loro a z i o n e u n i t a r i a d i classe. E q u e s t o se, d a u n l a t o , p r o v o c ò
u n a e s a s p e r a z i o n e dei c o n t r a s t i sociali e u n a r a d i c a l i z z a z i o n e del-
la l o t t a politica, da u n a l t r o l a t o a l i m e n t ò e r i s v e g l i ò a l l ' i n t e r n o
del p r o l e t a r i a t o e delle organizzazioni d i classe c h e e s s o aveva
c r e a t o (a v o l t e artificialmente e in m i s u r a p a r z i a l m e n t e c o a t t a )
l e t e n d e n z e c e n t r i f u g h e e g e t t ò alcuni s e t t o r i d e l p r o l e t a r i a t o
stesso — i n b u o n a p a r t e quelli c o s t i t u i t i dai d i s o c c u p a t i — in
u n a s i t u a z i o n e p s i c o l o g i c a m e n t e e p o l i t i c a m e n t e assai a m b i g u a
( c o m e si è p a r l a t o d i « s p o s t a t i » n e l l ' a m b i t o della b o r g h e s i a
si p o t r e b b e p a r l a r e d i « s p o s t a t i » a n c h e in q u e l l o del p r o l e -
t a r i a t o ) , o s c i l l a n t e tra i p i ù o p p o s t i e s t r e m i s m i ; i n u n a situa-
zione t r a u m a t i c a dalla q u a l e u n a b u o n a p a r t e dei l o r o com-
p o n e n t i fini p e r p a s s a r e al fascismo. Q u e s t o fu il c a s o c h e si
verificò s o p r a t t u t t o i n G e r m a n i a agli inizi degli a n n i t r e n t a
e che ha f a t t o scrivere a W . C o n z e : « C o n t r a i r e m e n t au p a r t i
socialiste, l e p a r t i c o m m u n i s t e n ' é t a i t g u è r e u n p a r t i o u v r i e r .
A c a u s e d e la crise, il d e v i n t p l u t ó t u n p a r t i d e c h ò m e u r s .
A i n s i il e s t c o m p r é h e n s i b l e q u ' a u c o u r s d e ces a n n é e s , les
XII Introduzione

échanges de membres entre K P D e SA du N S D A P devinrent


d e p l u s en p l u s c o u r a n t s e t , en 1 9 3 2 , tls p o r t è r e n t s u r 8 0 %
d e l ' e n s e m b l e d e s m e m b r e s » *. Secondo, c h e in t u t t e l e v i c e n d e
del fascismo, d a l s u o inizio alla sua fine, in q u e l l e ascensionali
c o m e i n quelle d i crisi, la g i o v e n t ù e b b e u n ruolo p a r t i c o l a r e
c h e s o l o i n p a r t e è « a s s u m i b i l e s o t t o il d e n o m i n a t o r e c o m u n e
d e l l ' e s t r a z i o n e sociale d e l l e v a r i e c a t e g o r i e d i giovani i n t e -
r e s s a t e a q u e l l e v i c e n d e . P e r b r e v i t à , n o n ci d i l u n g h i a m o su
q u e s t o a s p e t t o , d a t o c h e e s s o è s t a t o b e n e m e s s o a fuoco d a
5
G e r m a n i in u n s u o r e c e n t e s t u d i o . Terzo, se il fascismo,
s o t t o il profilo d e l l a s u a b a s e sociale, fu s o p r a t t u t t o u n feno-
m e n o d ì ceti m e d i , la sua élite l o fu a n c h ' e s s a , m a c o n u n a
c a r a t t e r i s t i c a c h e n o n p u ò essere s o t t o v a l u t a t a : specie n e l l a
fase delle « o r i g i n i », ì capi fascisti, m o l t i d i essi a l m e n o ,
a v e v a n o alle l o r o spalle d u e t i p i d i e s p e r i e n z a p a r t i c o l a r e e
c h e n o n d i r a d o si s o m m a v a n o i n s i e m e , a v e v a n o m i l i t a t o nei
p a r t i t i o nei m o v i m e n t i d i e s t r e m a s i n i s t r a in p o s i z i o n i d i
r e s p o n s a b i l i t à o e r a n o s t a t i c o m b a t t e n t i i n g u e r r a ; e ciò d a v a
l o r o u n a p a r t i c o l a r e a t t i t u d i n e ad affrontare situazioni n u o v e
e n e l l e q u a l i o c c o r r e v a n o s p r e g i u d i c a t e z z a , m a n c a n z a d i scru-
p o l i , aggressività, capacità d i c o m a n d o , c o r a g g i o , sensibilità a
c o m p r e n d e r e i m u t e v o l i s t a t i d ' a n i m o delle m a s s e e c o n o -
scenza d e l l a psicologia e delle t e c n i c h e r i v o l u z i o n a r i e d e l l ' a v -
v e r s a r i o . U n a élite, i n o l t r e , in g r a d o d i e l a b o r a r e u n a « i d e o -
logia » r i v o l u z i o n a r i a e nazionalistica c o r r i s p o n d e n t e alla p s i -
cologia, ai r i s e n t i m e n t i , alle v e l l e i t à e alle aspirazioni d e l l e
m a s s e sulle q u a l i essa d o v e v a c o n t a r e se voleva a r r i v a r e al
potere.

Q u a n t o p o i agli a s p e t t i del t u t t o t r a s c u r a t i da coloro c h e


p r e t e n d o n o d i d a r e il v a l o r e d i u n a i n t e r p r e t a z i o n e c o m p l e s -
siva del fascismo al r a p p o r t o t r a q u e s t o e i ceti m e d i , a n c h e
essi s o n o v a r i . I l p i ù i m p o r t a n t e , d e c i s i v o a d d i r i t t u r a , t r a essi
4
W . CONZE, La crise èconomique et le mouvemcnt ouvtier en
AlUmagne entre 1929 et 1933, in A A. VV., Mouvemexts ouvriers et
dépression économìque de 1929 à 1939, Assen 1966, p. 56.
J
Si veda G . GERMANI, La socializzazione politica dei giovani nei
regimi fascisti: Italia e Spagna, in « Quaderni di Sociologia », 1969,
un. 1-2, pp. 11 sgg.
Introduzione XIII

è q u e l l o d e l l a p r o g r e s s i v a a u t o n o m i z z a z ì o n e — d i v e n u t o il
fascismo r e g i m e — d e l m e c c a n i s m o t o t a l i t a r i o d a l l e forze
c h e . in v a r i a m i s u r a e con d i v e r s i i n t e n t i , a v e v a n o c o n c o r s o
a far affermare il fascismo e a farlo d i v e n t a r e , a p p u n t o ,
r e g i m e . T a l e p r o g r e s s i v a a u t o n o m i z z a z i o n e si realizzò infatti
i n n a n z i t u t t o p r o p r i o r i s p e t t o alla base piccolo e m e d i o - b o r -
g h e s e c h e a v e v a offerto il n e r b o alle s q u a d r e d ' a z i o n e nel
p e r i o d o d e l l a l o t t a a r m a t a e c h e — a r r i v a t o il fascismo al
p o t e r e •— a v r e b b e v o l u t o g e s t i r e d e m o c r a t i c a m e n t e la v i t a
i n t e r n a dei p a r t i t i fascisti e f a r n e la cinghia d i t r a s m i s s i o n e
dal b a s s o in a l t o delle p r o p r i e istanze economico-sociali, l o
s t r u m e n t o della p r o p r i a a u t o n o m a affermazione sociale, E
c h e , i n v e c e , c o m e (e in p r o p o r z i o n e a n c h e p i ù d i esse) le altre
forze sociali c h e a v e v a n o c o n c o r s o all'affermazione d e l fa-
s c i s m o , si v i d e p r a t i c a m e n t e e m a r g i n a t a . S e m p r e i n r e l a z i o n e
al m o m e n t o d e l r e g i m e , u n a l t r o a s p e t t o i m p o r t a n t e p u r e
t r a s c u r a t o è p o i q u e l l o — che invece è s t a t o m e s s o nel s u o
g i u s t o r i l i e v o dai s o s t e n i t o r i d e l l ' i n t e r p t et a z i o n e del fascismo
c o m e v a r i a n t e d e ! t o t a l i t a r i s m o e, p e r t a n t o , l o a c c e n n i a m o
a p p e n a — d e l l ' i m p o r t a n z a degli s t r u m e n t i e della « tecno-
logia » u s a t i dal fascismo — s o p r a t t u t t o d a l nazionalsocia-
l i s m o — p e r realizzare c o m p i u t a m e n t e q u e s t a a u t o n o m ì z z a -
zione e, p i ù i n g e n e r e , p e r e s e r c i t a r e il p r o p r i o c o n t r o l l o tota-
litario su t u t t i gli a s p e t t i della v i t a dei paesi da esso g o v e r n a t i .

D e t t o questo, d o b b i a m o per altro dire che, per compren-


d e r e s t o r i c a m e n t e i veri fascismi e in p a r t i c o l a r e q u e l l o ita-
liano e q u e l l o t e d e s c o ( t r a i q u a l i , t u t t a v i a , e s i s t e v a n o diffe-
renze n o t e v o l i , a t t r i b u i b i l i ad a l m e n o tre c a u s e : i differenti
c a r a t t e r i dei d u e p o p o l i , il f a t t o che n e l n a z i o n a l s o c i a l i s m o
l'ideologia del Volk ebbe un ruolo, un fondamento e una
t r a d i z i o n e t a n t o radicali q u a l i n e s s u n a altra c o m p o n e n t e delle
altre i d e o l o g i e fasciste e b b e n e p p u r e l o n t a n a m e n t e e, infine,
il d i v e r s o g r a d o d i total itarizzazìone della v i t a n a z i o n a l e rea-
lizzato d a i d u e r e g i m i ) * e p e r d i s t i n g u e r l i d a a l t r i m o v i m e n t i ,

6
II proglema delle differenze tra fascismo e nazionalsocialismo è
stato largamente affrontato, per i primi anni, da K . - P . HOEPKE, Die
deiitsche Recbte und der italìenische Faschumtis, Dusseldorf 1968,
XIV Introduzione

p a r t i t i o r e g i m i c h e fascisti f u r o n o s o l o superficialmente o
n o n lo f u r o n o p e r n i e n t e , p e r cogliere cioè q u e l famoso m i -
n i m o c o m u n e d e n o m i n a t o r e d i cui p a r l a v a m o all'inizio, il r a p -
p o r t o c e t i medi-fascismo è a n o s t r o avviso d a t e n e r e s e m p r e
b e n p r e s e n t e . I n caso c o n t r a r i o si p e r d e la possibilità d i
cogliere la n o v i t à e la differenza ( n o n solo t e c n o l o g i c h e e di
i n t e n s i t à ) del fascismo r i s p e t t o ai vari m o v i m e n t i e r e g i m i
c o n s e r v a t o r i e a u t o r i t a r i c h e Io p r e c e d e t t e r o , l o a c c o m p a g n a -
r o n o e l o h a n n o s e g u i t o e, a n c o r a , ci si lascia sfuggire la
possibilità d i c o m p r e n d e r e la v e r a o r i g i n e , i c a r a t t e r i e i
limiti del c o n s e n s o c h e p e r a n n i il fascismo s e p p e realizzare
sia in I t a l i a sia i n G e r m a n i a a t t o r n o a sé in vasti settori dei
d u e paesi e c h e s a r e b b e t r o p p o s e m p l i c i s t i c o ed e r r a t o spie-
g a r e solo c o n il r e g i m e d i polizia, il t e r r o r e , il m o n o p o l i o
della p r o p a g a n d a d i m a s s a . Si p e r d e cioè la possibilità d i
capire i d u e a s p e t t i forse p i ù c a r a t t e r i z z a n t i il fascismo. I
regimi c o n s e r v a t o r i e a u t o r i t a r i classici h a n n o s e m p r e t e s o
a d e m o b i l i t a r e l e m a s s e e ad e s c l u d e r l e d a l l a p a r t e c i p a z i o n e
attiva alla v i t a politica offrendo l o r o dei v a l o r i e u n m o d e l l o
sociale già s p e r i m e n t a t i nel p a s s a t o e ai q u a l i viene a t t r i b u i t a
la capacità d i i m p e d i r e gli i n c o n v e n i e n t i e gli e r r o r i di q u a l c h e
r e c e n t e p a r e n t e s i r i v o l u z i o n a r i a . A l c o n t r a r i o , il fascismo ha
s e m p r e t e s o (e da ciò ha t r a t t o a l u n g o la sua forza) a c r e a r e
nelle m a s s e la s e n s a z i o n e d i e s s e r e s e m p r e m o b i l i t a t e , d i
a v e r e u n r a p p o r t o d i r e t t o col c a p o ( tale p e r c h é capace d i farsi
i n t e r p r e t e e t r a d u t t o r e in a t t o delle l o r o aspirazioni) e di
p a r t e c i p a r e e c o n t r i b u i r e n o n ad u n a m e r a r e s t a u r a z i o n e di
u n o r d i n e sociale d i cui s e n t i v a n o t u t t i i l i m i t i e l ' i n a d e g u a -
tezza storica, b e n s ì ad u n a r i v o l u z i o n e d a l l a q u a l e s a r e b b e
g r a d u a l m e n t e n a t o u n n u o v o o r d i n e sociale migliore e p i ù
giusto d i q u e l l o p r e e s i s t e n t e . D a q u i il c o n s e n s o g o d u t o dal
fascismo. U n c o n s e n s o c h e , p e r a l t r o , p u ò essere v e r a m e n t e
capito e v a l u t a t o solo se si m e t t o n o in l u c e i v a l o r i ( m o r a l i
e c u l t u r a l i ) c h e Io a l i m e n t a v a n o e l ' o r d i n e sociale i p o t i z z a t o
c h e l o s o s t e n e v a : gli u n ì e l ' a l t r o tipici d e i ceti m e d i e di
q u e i l i m i t a t i s e t t o r i del r e s t o della società sui q u a l i l'ege-
m o n i a c u l t u r a l e dei ceti m e d i r i u s c i v a i n q u a l c h e m i s u r a ad
introduzione XV

o p e r a r e . U n c o n s e n s o , d u n q u e , v a s t o m a n o n v a s t i s s i m o , facile
ad i n f r a n g e r s i sulle secche d i u n a t r o p p o p r o l u n g a t a stasi del
p r o g r e s s o sociale e c h e — in m a n c a n z a d i q u e s t o — p o t e v a
essere a l i m e n t a t o s o l o c o n il r i c o r s o a s u c c e d a n e i irrazionali
e p r o i e t t a t i al di fuori della società n a z i o n a l e , q u a l i , in G e r -
mania, il m i t o d e l l a s u p e r i o r i t à della razza a r i a n a e, i n I t a l i a ,
quello d e i d i r i t t i della n a z i o n e « p r o l e t a r i a » e « g i o v a n e »
da far v a l e r e c o n t r o le n a z i o n i « p l u t o c r a t i c h e » e o r m a i
« vecchie » : n o n • c a s o , t u t t i e d u e m i t i t i p i c a m e n t e piccolo-
borghesi.
N e q u e s t i s o n o i soli n o d i d e l l a storia del fascismo che
il r a p p o r t o ceti medi-fascismo p u ò v a l i d a m e n t e c o n t r i b u i r e
a sciogliere; si p e n s i , p e r fare d u e soli casi, a! p r o b l e m a del-
l'ideologia fascista e delle sue m a t r i c i e, p i ù i n g e n e r e , a
q u e l l o d e l l a c o m p r e s e n z a nel fascismo dì e l e m e n t i vecchi, con-
s e r v a t o r i , e r e d i t a t i dal p a s s a t o , e d i e l e m e n t i nuovi, rinno-
v a t o r i , c a r a t t e r i s t i c i delle m o d e r n e società d i m a s s a , gli u n i
e gli a l t r i tipici p e r ò d i u n a m e n t a l i t à , d i u n a c u l t u r a e d i
interessi u n i v o c a m e n t e e s p r e s s i o n e d e i ceti m e d i . N é , a n c o r a ,
ci p a r e si p o s s a s o t t o v a l u t a r e il c o n t r i b u t o c h e u n a giusta
c o n s i d e r a z i o n e del r u o l o a v u t o dai ceti m e d i nella crisi poli-
tico-sociale d i a l c u n i p a e s i tra le d u e g u e r r e m o n d i a l i p u ò
d a r e ad i m p o s t a r e , in t e r m i n i m e n o Ideologici d i q u a n t o
spesso si faccia, U p r o b l e m a degli e r r o r i dei p a r t i t i o p e r a i d i
fronte alle p r i m e affermazioni e a l l ' a n d a t a al p o t e r e d e l fa-
scismo. C i s p i e g h i a m o con u n i n t e r r o g a t i v o : q u a n t a p a r t e
in q u e s t i e r r o r i ha a v u t o la s o t t o v a l u t a z i o n e dei ceti m e d i ,
l ' o s t i n a r s i a n e g a t e o g n i a u t o n o m i a sociale al fascismo e a
c o n s i d e r a r e i fascisti solo degli a v v e n t u r i e r i , degli s p o s t a t i
al s o l d o del c a p i t a l i s m o agrario e i n d u s t r i a l e ? O g g i n o i guar-
d i a m o il p r o b l e m a i n t e r m i n i s t o r i c i ; allora p e r ò , q u a n d o si
p o n e v a in t e r m i n i d r a m m a t i c a m e n t e politici e d i l o t t a , u n ' a n a -
lisi m e n o s c h e m a t i c a del p r o b l e m a dei ceti m e d i n o n a v r e b b e
p o t u t o e v i t a r e c e r t i e r r o r i e — s o p r a t t u t t o — la l o r o ripe-
tizione in altri p a e s i d o p o la p r i m a e s p e r i e n z a in I t a l i a ?

Se d a l g e n e r a l e p a s s i a m o al p a r t i c o l a r e ed e s a m i n i a m o il
caso i t a l i a n o , la c a r a t t e r i z z a z i o n e f o n d a m e n t a l m e n t e piccolo e
XVI Introduzione

m e d i o - b o r g h e s e del fascismo n o n t r o v a p r a t i c a m e n t e c h e con-


f e r m e . E le t r o v a a t u t t i i livelli, n e g l i scritti degli osserva-
t o r i p i ù acuti d e l t e m p o , nei d o c u m e n t i della polizia, i n q u e l l i
d e l p a r t i t o fascista, nelle r i c e r c h e e negli s t u d i s e m p r e p i ù
n u m e r o s i c h e in q u e s t i u l t i m i a n n i sono s t a t i d e d i c a t i al
f a s c i s m o . Sulla b a s e di q u e s t o c o m p l e s s o d i d a t i , dì n o t i z i e ,
d i t e s t i m o n i a n z e e di g i u d i z i , si p u ò affermare che, s i n o a
q u a n d o — stabilizzatosi il r e g i m e i n t o t a l i t a r i s m o — l'iscri-
zione al P N F n o n d i v e n n e s e m p r e p i ù u n f a t t o d i m a s s a e
u n a necessità p r a t i c a , la b a s e sociale del p a r t i t o fascista fu
c o s t i t u i t a in larga m a g g i o r a n z a dai ceti m e d i e s o p r a t t u t t o
d a l l a piccola b o r g h e s i a , u r b a n a e r u r a l e .
Q u e s t i c l e m e n t i , d i p e r sé già assai i n d i c a t i v i , a c q u i s t a n o
p o i a n c h e m a g g i o r e significato s e si e s a m i n a n o p a r a l l e l a m e n t e
alla s t a m p a e alla p r o p a g a n d a fascista d e l t e m p o . Q u e s t e
— c o n la l o r o c o n t i n u a a m b i v a l e n z a e d oscillazione t r a con-
s e r v a t o r i s m o ( r i s p e t t o al p r o l e t a r i a t o ) e s o v v e r s i v i s m o (ri-
s p e t t o all'alta b o r g h e s i a ) , t r a l i b e r i s m o e p r o t e z i o n i s m o , t r a
a u t o r i t a r i s m o e d e m o c r a z i a sociale, t r a r e a l i s m o e r o m a n t i -
c i s m o — r i s p e c c h i a n o i n f a t t i l a r g a m e n t e la m e n t a l i t à , le aspi-
r a z i o n i , gli i n t e r e s s i , la c u l t u r a , le c o n t r a d d i z i o n i e p e r s i n o la
fraseologia dei ceti m e d i i t a l i a n i (e d e l l e l o r o i n t e r n e strati-
ficazioni) di quegli a n n i e d e n o t a n o c h i a r a m e n t e u n a effettiva
e g e m o n i a della c o m p o n e n t e espressa d a i ceti m e d i sulle a l t r e
c o m p o n e n t i , q u e l l a g r a n d e b o r g h e s e e quella p r o l e t a r i a . U n a
effettiva e g e m o n i a c h e M u s s o l i n i e il n u o v o g r u p p o d i r i g e n t e
fascista (fascisti m o d e r a t i , n a z i o n a l i s t i , fiancheggiatori, commis
d'Etat), s c a t u r i t o d o p o l ' a n d a t a al p o t e r e dai d u e c o m p r o -
m e s s i d e l l ' o t t o b r e ' 2 2 e d e l ' 2 5 , sì s a r e b b e r o affrettati a d
e l i m i n a r e , m a c h e , n e l p e r i o d o a cavallo d e l l a « m a r c i a su
R o m a » fu per l e s o r t i d e l fascismo decisiva, in q u a n t o gli
t

p e r m i s e di d i v e n t a r e u n p a r t i t o di m a s s a e di n o n p e r d e r e la
propria autonomia politica (come sperava invece Giolitti e
c o n lui g r a n p a r t e della v e c c h i a classe d i r i g e n t e l i b e r a l e ) . E ,
a n c o r a , gli p e r m i s e di p e n e t r a r e p r o g r e s s i v a m e n t e s e m p r e più.
in profondità nell'apparato burocratico e militare dello Stato,
d i s s o l v e n d o n e il t e s s u t o c o n n e t t i v o e — specie alla b a s e —
Introduzione XVII

r e c i d e n d o n e in m o l t i casi i l e g a m i disciplinari t r a il c e n t r o e
la p e r i f e r i a ; così c o m e , a d u n a l t r o livello, gli p e r m i s e di
s o t t r a r r e l a r g a p a r t e degli iscritti e degli e l e t t o r i ai p a r t i t i
p i ù t i p i c a m e n t e p i c c o l o - b o r g h e s i , sia a q u e l l i d i p i ù antica
t r a d i z i o n e sia al p a r t i t o p o p o l a r e , v e r s o il q u a l e , s u b i t o d o p o
la g u e r r a , si e r a o r i e n t a t a u n a b u o n a p a r t e d e i ceti m e d i p i ù
integrati e tradizionali.
Si spiega così b e n e c o m e già a l l ' i n d o m a n i d e l l ' a n d a t a al
p o t e t e di M u s s o l i n i u n o s s e r v a t o r e a t t e n t i s s i m o della realtà
sociale e politica italiana q u a l e L u i g i S a l v a t o r e l l i n o n solo
affermasse senza m e z z i t e r m i n i c h e l ' e l e m e n t o c a r a t t e r i z z a n t e ,
decisivo, p e r i n t e n d e r e il fascismo e r a n o i ceti p i c c o l o - b o r g h e s i
e r e s p i n g e s s e di c o n s e g u e n z a o g n i a l t r a s p i e g a z i o n e d e l fa-
s c i s m o , m a ^— al c o n t r a r i o di a l t r i o s s e r v a t o r i c h e p u r e ave-
v a n o m e s s o l ' a c c e n t o su q u e s t i stessi ceti ^— s p i n g e s s e p i ù a
f o n d o la sua analisi. P e r S a l v a t o r e l l i , s t a b i l i r e c h e l ' e l e m e n t o
p i c c o l o - b o r g h e s e e r a n e l fascismo « n u m e r i c a m e n t e p r e p o n d e -
r a n t e » n o n era sufficiente; b i s o g n a v a r e n d e r s i c o n t o c h e
q u e s t o e l e m e n t o e r a « altresì q u e l l o c a r a t t e r i s t i c o e d i r e t t i v o »
e — a n c o r a p i ù in là — b i s o g n a v a c o m p r e n d e r e l e ragioni
e c o n o m i c h e e m o r a l i , s t o r i c h e , di q u e s t a a d e s i o n e al fascismo
dei ceti m e d i . Solo cosi e r a possibile g i u n g e r e ad u n a reali-
stica v a l u t a z i o n e sia d e l c a r a t t e r e del fascismo, sia., in p r o -
s p e t t i v a , dei f u t u t i s v i l u p p i d e l l ' a d e s i o n e al f a s c i s m o dei ceti
medi.
1
P e r il f u t u r o s t a t i c o d e l l ' I t a l i a f a s c i s t a il f a s c i s m o del
s

' 2 2 - 2 3 r a p p r e s e n t a v a « la lotta di classe d e l l a p i c c o l a b o r -


ghesia, i n c a s t r a n t e s i fra c a p i t a l i s m o e p r o l e t a r i a t o , c o m e il
terzo fra i d u e l i t i g a n t i ». C h e la p i c c a l a b o r g h e s i a fascista
avesse u n a p s i c o l o g i a di classe r i v o l u z i o n a r i a e d a s p i r a s s e ad
u n a p r o p r i a r i v o l u z i o n e <t a u t o n o m a e r a d i c a l e » e r a fuori
d i s c u s s i o n e ; q u e s t a p s i c o l o g i a n o n aveva p e r ò n n s u b s t r a t o
reale p o i c h é la p i c c o l a b o r g h e s i a « n o n è u n v e r o c e t o sociale;

7
Su tutfaltia sponda e di vari anni successivi (1931) sona anche
da vedere e confrontare con quelle di Salvatorelli le osservazioni di
C. MAtAPAETT, Tecnica del colpo di staio, Milano 194$, passim e Spec,
pp. ISO sgg.

il. De Felice
XVIII Introduzioni-'

c o n funzioni e forze p r o p r i e , m a u n a g g l o m e r a t o che vive


i n m a r g i n e del p r o c e s s o p r o d u t t i v o essenziale alla civiltà capi-
talistica » . D a q u i , p e r S a l v a t o r e l l i , il c a r a t t e r e d i « rivolta »
e n o n d i « r i v o l u z i o n e » c h e a v r e b b e a v u t o l ' a z i o n e fascista
e, q u i n d i , la sua i n a n e d e m a g o g i a . D a q u i , a n c o r a , le d u e
v a l u t a z i o n i d i f o n d o del fascismo c h e Salvatorelli d a v a : 1) la
rivolta p i c c o l o - b o r g h e s e e r a s t a t a r e s a p o s s i b i l e dalla compli-
c i t à d e l l ' a l t a b o r g h e s i a , decisa a s t r u m e n t a l i z z a r e il fascismo
p e r i p r o p r i i m m e d i a t i i n t e r e s s i d i classe; 2 ) l ' u n i c o e l e m e n t o
i d e o l o g i c o c o m u n e alla piccola b o r g h e s i a e r a — d a t a la sua
e t e r o g e n e i t à —• il n a z i o n a l i s m o . D a q u i , irrfine, il giudizio
dì antistoricità che Salvatorelli formulava a proposito de!
fascismo :

Il nazionalismo che costituisce la sua ideologia, anziché essere


u n prodotto fisiologico del capitalismo, anziché costituire — come
credono i più •— la proiezione politica dell'economia capitalìstica,
è invece uno stadio ideologico ritardatario rispetto a questa; ed è
a una tale mancanza di sincronismo fra la realtà economica e la
ideologia delle classi cosiddette colte (che sono, appunto, la pic-
cola borghesia) quella che si ritrova in fondo al dramma della
guerra e del dopoguerra europei. U n trionfo definitivo del nazio-
nalfascismo n o n sì p u ò concepire se n o n con una rovina della
della civiltà capitalistica, alla quale noi n o n crediamo.

O g g i , d i f r o n t e alle t r a s f o r m a z i o n i verificatesi nel frat-


t e m p o nelle società c a p i t a l i s t i c h e a v a n z a t e , è difficile n e g a r e
— c o m e faceva S a l v a t o r e l l i nel ' 2 3 — c h e i ceti m e d i costi-
t u i s c a n o u n a realtà sociale definita e con p r o p r i e f u n z i o n i
(si p e n s i agli s t u d i d i F r i t z C r o n e r e d i M i c h e l C o l l i n e t ) ;
riferiti alla società i t a l i a n a d e l p r i m o d o p o g u e r r a , l'analisi e
il giudizio del Salvatorelli s o n o p e r ò , a n o s t r o a v v i s o , da
a c c e t t a r e l a r g a m e n t e . T a n t o p i ù c h e essi (specie se i n t e g r a t i
c o n q u e l l i d i p o c o successivi d i G u i d o D o r s o ) c o n t r i b u i s c o n o
c o m e n e s s u n a l t r o a m e t t e r e s t o r i c a m e n t e a fuoco n o n s o l o
la r e a l t à del fascismo degli a n n i a cavallo della « m a r c i a su
R o m a » m a a n c h e q u e l l a del fascismo degli a n n i del « r e g i m e »
vero e proprio.
Introduzione XIX

C o m e c r e d i a m o d i a v e r messo in luce n e l l a n o s t r a bio-


grafia d i M u s s o l i n i , col « r e g i m e » la politica del g r u p p o diri-
g e n t e fascista e d i M u s s o l i n i fu c a r a t t e r i z z a t a dal definitivo
ribadimento e perfezionamento del compromesso dell'ottobre
' 2 2 (grazie al quale M u s s o l i n i era a r r i v a t o al p o t e r e ) con la
vecchia classe d i r i g e n t e politica e d e c o n o m i c a prefascista e
con le forze sociali c h e la e s p r i m e v a n o (la g r a n d e b o r g h e s i a e
ciò che rimaneva d e l l ' a r i s t o c r a z i a ) . C o n s e g u e n z a d i r e t t a e tra
le più i m p o r t a n t i di q u e s t o r i n n o v a t o c o m p r o m e s s o fu la
necessità p e r M u s s o l i n i c p e r il « r e g i m e » d i p r o c e d e r e ad
una t r a s f o r m a z i o n e , ad u n a d e g u a m e n t o d e l P N F a l l o n t a n a n d o
da esso l a r g a p a r t e dei fascisti ( i n g e n e r e e x s q u a d r i s t i ) p i ù
i n t r a n s i g e n t i e p i ù l e g a t i a d una p r o s p e t t i v a politico-so ci ale
eversiva d i t i p o picco lo-borghese. G r a z i e a q u e s t a e p u r a z i o n e
(svoltasi s o p r a t t u t t o t r a il ' 2 6 e il ' 2 8 ) il P N F m u t ò n o t e -
v o l m e n t e fisionomia sociale e fu p o l ì t i c a m e n t e r i d o t t o ad u n o
s t r u m e n t o senza n e s s u n a a u t o n o m i a dalla p o l i t i c a d i M u s s o l i n i .

Ai fini del n o s t r o d i s c o r s o , q u e s t a t r a s f o r m a z i o n e del P N F


è e s t r e m a m e n t e significativa. Senza d i l u n g a r c i , ci p a r e stia
„iJ i n d i c a r e a l m e n o d u e c o s e assai i m p o r t a n t i : a) c h e la pri-
m i t i v a b a s e fascista (quella c h e p i ù t i p i c a m e n t e rifletteva la
crisi e il d e s i d e r i o di m u r a m e n t o d e i c e t i m e d i ) era p i ù
radicale del « r e g i m e », s i n o ad essere c o n s i d e r a t a i n c o m p a -
tibile ad e s s o ; b) c h e , d ' a l t r a p a r t e , essa n o n era p e r ò i n
g r a d o d i o p p o r s i alla p r o p r i a l i q u i d a z i o n e p o l ì t i c a . Sulla p r i m a
di q u e s t e d u e c o n s t a t a z i o n i n o n ci s o f f e r m i a m o , t a n t o essa è
e v i d e n t e . A p r o p o s i t o della s e c o n d a , u n a s p i e g a z i o n e p u ò
essere quella c h e già a b b i a m o v i s t o i m p l i c i t a m e n t e data da
Salvatorelli: i ceri m e d i , la piccola b o r g h e s i a s o p r a t t u t t o , n o n
e r a n o in g r a d o da soli d i e s p r ì m e r e u n a p r o p r i a c o n c r e t a
a l t e r n a t i v a e l e loro aspirazioni r i v o l u z i o n a r i e n o n e r a n o a l t r o
che velleità. A q u e s t a spiegazione ci p a r e se n e p o s s a p e r ò
affiancare a n c h e u n ' a l t r a , p i ù a r t i c o l a t a e m e n o s b r i g a t i v a :
q u a n d o il fascismo era s o r t o e si e r a affermato, la società ita-
liana ( c o m e g r a n p a r t e d ì quella e u r o p e a ) s t a v a a t t r a v e r s a n d o ,
p e r dirla con i sociologi, u n p e r i o d o di i n t e n s a m o b i l i r a z i o n e ,
sociale e psicologica, e q u i n d i di v i v a c e c o n t e s t a z i o n e (alta-
XX Introduzione

m e n t e r i v o l u z i o n a r i a e al t e m p o stesso f o r t e m e n t e a u t o r i t a r i a )
d e l l e s t r u t t u r e sin lì l e g i t t i m a t e ; allora a n c h e i ceti m e d i
a v e v a n o a s p i r a t o ad u n a p r o p r i a r i v o l u z i o n e e, in I t a l i a , ave-
v a n o a p p u n t o p e n s a t o d i p o t e r l a fare a t t r a v e r s o il fascismo;
o r a , p e r ò , alla m o b i l i t a z i o n e era s u c c e d u t o — p a r l i a m o s e m p r e
in t e r m i n i sociologici — u n p r o c e s s o d i r e i n t e g r a z i o n e tra-
dizionalista e d i s m o b i l i t a z i o n e ; o l t r e a ciò, in I t a l i a , i p r i m i
anni d i g o v e r n o fascista a v e v a n o , d a u n l a t o , f a t t o s f u m a r e
p a r e c c h i e s p e r a n z e nel fascismo s t e s s o e, da u n a l t r o l a t o ,
a v e v a n o p o r r a t o in p r i m o p i a n o il t i m o r e d i n u o v i sconvol-
g i m e n t i e di u n salto nel b u i o ; si e r a v e n u t o , i n s o m m a ,
c r e a n d o u n clima n u o v o , t u t t ' a l t r o che a d a t t o ad i n v o g l i a r e
c h i u n q u e a sfidare l ' i m p o p o l a r i t à e l ' a p p a r a t o r e p r e s s i v o d e l l o
S t a t o fascista.
Q u e s t a d e m o b i l i t a z i o n e , v o l o n t a r i a e c o a t t a , dei ceti m e d i
e il definirsi nella s e c o n d a m e t à degli a n n i v e n t i del r e g i m e
fascista c o m e t m sostanziale c o m p r o m e s s o politico-sociale tra
la vecchia classe d i r i g e n t e prefascista e un'elite m o d e r a t a fa-
scista d i r e c e n t e p r o m o z i o n e sociale m a già s o s t a n z i a l m e n t e
i n t e g r a t a , n o n d e v o n o p e r ò i n d u r r e a r i t e n e r e che il r e g i m e
fascista i t a l i a n o degli a n n i t r e n t a a b b i a p e r d u t o c o m p l e t a -
m e n t e q u e l l e c a r a t t e r i z z a z i o n i piccolo e m e d i o - b o r g h e s i c h e
e r a n o s t a t e la p e c u l i a r i t à del p r e c e d e n t e fascismo degli a n n i
v e n t i e c h e , a d d i r i t t u r a , n e a v e v a n o d e t e r m i n a t o l'affermazione
n e l l a società i t a l i a n a . P u r nei l i m i t i d e l sostanziale c o m p r o -
m e s s o politico-sociale a cui il g r u p p o d i r i g e n t e fascista m u s -
solim'ano si e r a d o v u t o a c c o n c i a r e , e p u r t e n e n d o b e n p r e s e n t i
i margini progressivamente sempre più vasti di autonomia
dalle forze sociali c h e a v e v a n o c o n t r i b u i t o a c r e a r l o c h e il
r e g i m e v e n n e a c q u i s t a n d o p e r l ' i n t r i n s e c a logica del mecca-
n i s m o t o t a l i t a r i o , è fuori d u b b i o , i n f a t t i , c h e la v e r a b a s e
sociale d e l r e g i m e fascista i t a l i a n o r i m a s e s e m p r e e c o n s a p e -
v o l m e n t e q u e l l a e s p r e s s a dai c e t i m e d i : l o c o n f e r m a n o d u e
f a t t i , c h e q u a n d o , negli a n n i d e l l a s e c o n d a g u e r r a m o n d i a l e ,
Il r e g i m e c o m i n c i ò a scricchiolare s e m p r e d i p i ù , f u r o n o rie-
s u m a t i e t o r n a r o n o in a u g e u o m i n i d e l vecchio fascismo
s q u a d r i s t i c o da t e m p o a c c a n t o n a t i (tipico il caso d i C a r l o
Introduzione XXI

Scorza) e fu t e n t a t o il rilancio del fascismo n e i t e r m i n i d i


q u e l " r i t o r n o alle o r i g i n i » d i cui p e r tanti anni si e r a p a r l a l o
c o m e di u n a s o r t a d i eresia; e c h e la R S I p u n t ò t u t t e l e
s u e c a r t e , o l t r e c h e sulla rivendicazione ( a n c h ' e s s a t i p i c a m e n t e
piccolo-borghese ormai) dell'* onore » nazionale e del rispetto
dell'alleanza « t r a d i t a », su u n c o m p l e t o r i t o r n o politico-so-
ciale alle p o s i z i o n i d e l p r i m i s s i m o fascismo s a n s e p o l c r i s t a . E ,
a ben v e d e r e , n o n p o t e v a e s s e r e a l t r i m e n t i e p e r le s u e o r i g i n i
(e q u e l l e dei suoi p r i n c i p a l i e s p o n e n t i ) e p e r l ' o g g e t t i v o a t t e g -
g i a m e n t o c h e v e r s o d i lui a s s u m e v a n o l e a l t r e d u e g r a n d i
c o m p o n e n t i della società italiana del t e m p o .
N o n o s t a n t e i v a n t a g g i c h e n e r i t r a e v a , la g r a n d e b o r -
ghesia n o n a c c e t t ò m a i d e l t u t t o il fascismo e ciò sia p e r
motivi psicologici, di c u l t u r a , d i stile e p e r s i n o d i g u s t o ,
sia s o p r a t t u t t o p e r i t i m o r i c h e in essa s u s c i t a v a n o : a) la
t e n d e n z a dello S t a t o fascista ad i n t e r f e r i r e e ad e s t e n d e r e il
p r o p r i o c o n t r o l l o sulla sua a t t i v i t à e c o n o m i c a ; b) la t e n d e n z a
dell'elite fascista a t r a s f o r m a r s i in u n ' a u t o n o m a classe diri-
g e n t e e ad a l t e r a r e via via l ' e q u i l i b r i o del c o m p r o m e s s o a
p r o p r i o v a n t a g g i o ; c) la politica e s t e r a m u s s o l i n i a n a s e m p r e
più aggressiva e, q u i n d i , s e m p r e m e n o c o r r i s p o n d e n t e agli
interessi reali d e l l ' I t a l i a e della stessa g r a n d e b o r g h e s i a , u n a
p a r t e della q u a l e era i n t e r e s s a t a s o p r a t t u t t o ad e s p o r t a r e e
c h e , nel c o m p l e s s o , v a l u t a v a p i ù r e a l i s t i c a m e n t e d i M u s s o l i n i
i rischi d e l l ' a l l e a n z a con la G e r m a n i a e d i u n conflitto. Q u a n t o
al p r o l e t a r i a t o , a n c h e nei m o m e n t i d i m a g g i o r successo
del r e g i m e , la sua a d e s i o n e al fascismo fu a n c h e m e n o
vasta quantitativamente e soprattutto anche più precaria
e c a r a t t e r i z z a t a da l a r g h e z o n e d i s c o n t e n t o e d i l a t e n t e
o p p o s i z i o n e , c h e n o n e r a n o c o m p e n s a t e c e r t o dal c o n s e n s o
d i alcune a l t r e z o n e — p e r d i p i ù i n via d i p r o g r e s s i v a con-
t r a z i o n e — dì a d e s i o n e . I n q u e s t a s i t u a z i o n e , p e r il fascismo
il v e r o p u n t o di forza r i m a s e r o s e m p r e b e n e o m a l e i ceti
m e d i ( c h e , n o n a c a s o , a n c o r oggi e s p r i m o n o g r a n p a r t e del
s u p e r s t i t e n e o f a s c i s m o e dei c o s i d d e t t i « nostalgici » ) ; a n c h e
se, con la g u e r r a di Spagna e, via via s e m p r e d i p i ù , con la
c a m p a g n a razziale, l'Asse e l ' i n t e r v e n t o i n g u e r r a d e l ' 4 0 ,
XXII Introduzione

p u r e t r a essi la sua p o s i z i o n e p r e s e p r o g r e s s i v a m e n t e ad in-


d e b o l i r s i (sia p u r e c o n q u a l c h e r i t o r n o m o m e n t a n e o di fiamma
in c o r r i s p o n d e n z a di singoli a v v e n i m e n t o p a r t i c o l a r i ) . E ciò
n o n s o l o e — d i r e m m o — n o n t a n t o p e r c h é i ceti m e d i
c o s t i t u i v a n o la p a r t e della società i t a l i a n a p s i c o l o g i c a m e n t e e
c u l t u r a l m e n t e p i ù a d a t t a a r e c e p i r e la d e m a g o g i a n a z i o n a l i s t a
e sociale del fascismo, m a p e r c h é — a b e n v e d e r e — essi
t r a e v a n o o c r e d e v a n o d i t r a r r e dal r e g i m e fascista i m a g g i o r i
v a n t a g g i « m o r a l i » m a a n c h e e c o n o m i c i e, in g e n e r e , d ì
p r o m o z i o n e sociale e di p a r t e c i p a z i o n e alla società civile.
P e r c o m p r e n d e r e v e r a m e n t e sia il f e n o m e n o fascista v e r o
e p r o p r i o sia in p a r t i c o l a r e il fascismo i t a l i a n o , t u t t o ciò v a
sempre tenuto, a nostro vedere, ben presente, come u n vero
e p r o p r i o p u n t o f e r m o . E n o n b i s o g n a lasciarsi t r a r r e in in-
g a n n o n é da u n a c e r t a r e t o r i c a « p r o l e t a r i a » del fascismo n é
d a c e r t i a t t a c c h i c o n t r o l o « s p i r i t o b o r g h e s e », il cui v a l o r e
fu t u t t o e p i s o d i c o e s t r u m e n t a l e e (nel s e c o n d o c a s o ) p i ù che
c o n t r o i ceti m e d i e r a n o r i v o l t i c o n t r o la g r a n d e b o r g h e s i a e
c o n t r o q u e l t a n t o d i e g e m o n i a c u l t u r a l e c h e essa ancora con-
s e r v a v a t r a i ceti m e d i (e c h e n e g l i u l t i m i a n n i d e l r e g i m e
a n d ò in q u a l c h e m i s u r a r i g u a d a g n a n d o t e r r e n o ) .
C o n c l u s o q u e s t o excursus esemplificativo sul fascismo ita-
l i a n o , t o r n i a m o ora- al d i s c o r s o p i ù g e n e r a l e sulla b a s e sociale
del fascismo c o m e fenomeno e v e d i a m o di concluderlo. D a
q u a n t o a b b i a m o d e t t o risulta i m p l i c i t a m e n t e l ' i n s o s t e n i b i l i t à
d e l l a tesi d i c o l o r o che h a n n o v o l u t o v e d e r e nel fascismo u n
m o m e n t o , spesso il m o m e n t o c u l m i n a n t e , della r e a z i o n e capi-
talìstica e a n t i p r o l e t a r i a e, a d d i r i t t u r a , n e h a n n o p a r l a t o c o m e
d ì u n o sbocco i n e v i t a b i l e del c a p i t a l i s m o g i u n t o alla fase
della sua senescenza. C h e nel fascismo si d e b b a v e d e r e u n a
m a n i f e s t a z i o n e della l o t t a d i classe e n o n solo d i q u e l l a « bi-
l a t e r a l e » della piccola b o r g h e s ì a m a a n c h e d i q u e l l a della
b o r g h e s i a capitalistica n o n s a r e m o c e r t o n o i a c o n t e s t a r l o . I l
p r o b l e m a è q u e l l o di n o n r i d u r r e t u t t o ad essa e n o n pre-
t e n d e r e d i s p i e g a r e tout court il fascismo i n q u e s t a c h i a v e .
E ciò p e r a l m e n o t r e m o t i v i . I l primo p e r c h é , c o m e si è v i s t o ,
l ' e l e m e n t o c a r a t t e r i z z a n t e il fascismo e c h e n e p e r m i s e il
Introduzione XXIII

rafforza m e n t o f u r o n o i ceti m e d i e. q u i n d i , b i s o g n e r e b b e p r i m a
da ce u n a c o n v i n c e n t e s p i e g a z i o n e d i c o m e , n o n o s t a n t e il sov-
v e r s i v i s m o , il r i v o l u z i o n a r i s m o , l ' a n t i c a p i t a l i s m o d i essi, la
b o r g h e s i a capitalistica riuscisse ad e g e m o n i z z a r l i sin d a l l ' i n i z i o .
II secondo p e r c h é •— c o m e h a r i c o n o s c i u t o p e r s i n o u n t r o t z -
k i s t a c o m e G u é r i n — la b o r g h e s i a capitalistica n o n e b b e v e r s o
il fascismo u n a t t e g g i a m e n t o u n i v o c o . Q u e l l a c h e , s e c o n d o
G u é r i n , s a r e b b e ricorsa alla s o l u z i o n e fascista p e r s t o r n a r e
la minaccia r i v o l u z i o n a r i a e riconquistare l e p o s i z i o n i p e r d u t e
con la crisi s a r e b b e s t a r a l'ala c o s t i t u i t a dai « m a g n a t i del-
l ' i n d u s t r i a p e s a n t e ( m e t a l l u r g i c a e m i n e r a r i a ) e dai b a n c h i e r i
che a v e v a n o i n t e r e s s i n e l l ' i n d u s t r i a p e s a n t e » ; m e n t r e l'ala
c o s t i t u i t a d a l l ' « i n d u s t r i a leggera o i n d u s t r i a d i t r a s f o r m a -
zione » a v r e b b e a s s u n t o u n a t t e g g i a m e n t o « d i r i s e r v a e tal-
v o l t a p e r s i n o d i ostilità » nei c o n f r o n t i d e l f a s c i s m o , n o n
n e a v r e b b e d e s i d e r a t o affatto il t r i o n f o , n o n s a r e b b e s t a t a
aliena dal t r o v a r e u n modus vivendi con i p r o p r i d i p e n d e n t i
e — i n c a p a c e d i s b a r r a r e la s t r a d a al fascismo — s a r e b b e stata
solo alla fine i n d o t t a « dalla s o l i d a r i e t à d i classe a d accanto-
n a r e o g n i d i v e r s i t à d i i n t e r e s s i » e si s a r e b b e « r a s s e g n a t a »
al successo fascista.

I l giorno in cui il fascismo, con loro grande sorpresa, — scrive


Guérin — è divenuto una forza politica considerevole, che per-
segue fini suoi propri, u n movimento di massa che n o n p u ò più
essere contenuto a meno di non far intervenire l'esercito, allora
l'industria leggera e i politicami <i liberali » sono i n d o t t i dalla
solidarietà di classe ad accantonare ogni divergenza di interessi.
Essi non vogliono versare il sangue di « patrioti » e si rassegnano
al trionfo del fascismo. Il capitalismo nel suo insieme si accorda
per installare il fascismo al potere.

I l terzo p e r c h é , a n d a n d o o l t r e q u e s t a d i s t i n z i o n e t r a set-
t o r i , in r e a l t à nulla p u ò d i m o s t r a r e c h e il v e r o i n t e r e s s e d i
f o n d o del c a p i t a l i s m o fosse q u e l l o d i p o r t a r e al p o t e r e il
fascismo, u n a forza a m b i g u a , p o t e n z i a l m e n t e s e n o n sostan-
z i a l m e n t e e s t r a n e a al c a p i t a l i s m o stesso e c h e a n c h e ege-
m o n i z z a t a , n a s c o n d e v a rìschi n o t e v o l i e — c o m e ,i fatti di-
XXIV Ini r oduzionc

m o s t r a r o n o (in G e r m a n i a s o p r a t t u t t o m a a n c h e in I t a l i a ) •—
p e r s e g u i v a o b i e t t i v i che s a r e b b e r o diventaci via via s e m p r e
più d i v e r g e n t i d a q u e l l i n a t u r a l i d e ! c a p i t a l i s m o ; c e r t o di
q u e l l o p i ù a v a n z a t o m a a n c h e d i q u e l l o c h e voleva rafforzarsi
e d e s p a n d e r s i l i b e r a m e n t e . V e r a m e n t e significativo è q u a n t o
s c r i v o n o oggi s t u d i o s i a u t e n t i c a m e n t e m a r x i s t i c o m e P . A.
Baran e P . M . Sweezy*:

La storia degli ultimi decenni nei paesi capitalistici è partico-


larmente ricca di esempi d i sostituzioni di governi democratici con
governi autoritari... In generale, però, le oligarchie finanziarie pre-
feriscono i governi democratici a quelli autoritari. La stabilità del
sistema è consolidata da periodiche consultazioni popolari che
ratificano l'operato dei governi autoritari •— questo c n o n altro
è il normale significato delle elezioni parlamentari e presidenziali
democratiche — ed evitano alcuni pericoli molto reali di dittatura
personale o militare alla stessa oligarchia. Per questo nei paesi
capitalistici sviluppati, specialmente se hanno u n a lunga storia di
regime democratico, le oligarchie sono riluttanti a far ricorso ai
m e t o d i autoritari nell'affrontare movimenti d i opposizione o nel
risolvere difficili problemi, ed escogitano invece metodi più sottdi
e indiretti per realizzare i loro fini... Con tali metodi... la demo-
crazia è in grado di servire gli interessi dell'oligarchia molto più
efficacemente e durevolmente d i u n regime autoritario.

D o p o q u a n t o s i a m o v e n u t i d i c e n d o , il p r o b l e m a d e l
r a p p o r t o g r a n d e borghesia-fascismo va visto, a nostro avviso,
n o n in m o d o m e c c a n i c i s t i c o e u n i l a t e r a l e , m a in m o d o arti-
c a l a t o e c o l l e g a n d o l ' a t t e g g i a m e n t o delle forze c a p i t a l i s t i c h e
(soprattutto finanziarie e industriali) a quello più generale
delle classi d i r i g e n t i d e l t e m p o . I n q u e s t a visuale r i s u l t a ' , d a
u n l a t o , c h e — in u n p r i m o t e m p o — il fascismo fu i n t e s o
ed u t i l i z z a t o d a singoli c a p i t a l i s t i o g r u p p i locali d i essi solo

8
P . A . B A R A N - P . M . SWEEZY, il capitale monopolistico, Torino
1968, p. 133.
9
Per l'Italia si vedano P . MELOGRANI, Conjindustria e Fascismo
ir,: il 1919 e il 192), in « 11 nuovo Osservatori; », novembre-dicembre
1965, pp. 834 sgg., e M . AURATE, La latta siuJicjìe nella industria-
libazione in Italia (1906-1926), Milano 1967.
Introduzione XXV

in f u n z i o n e d i « g u a r d i a b i a n c a », p e r spezzare cioè la resi-


stenza d i singole organizzazioni p r o l e t a r i e d i classe, e v i t a r e
t u r b a m e n t i d e l l a « l i b e r t à d i l a v o r o », ecc., m a n o n e b b e
sostanziali a p p o g g i dalle « c e n t r a l i » p a d r o n a l i , e c h e — in
u n s e c o n d o t e m p o — se l ' a p p o g g i o al f a s c i s m o , o r m a i sulla
via d i d i v e n t a r e a u t o n o m a m e n t e m o v i m e n t o d i m a s s a , si fece
p i ù c o n s i s t e n t e , n o n p e r q u e s t o la g r a n d e b o r g h e s i a m a i
p e n s ò m i n i m a m e n t e a c e d e r e il p o t e r e al fascismo: u n a p a r t e
d i essa v o l e v a solo s e r v i r s e n e p e r schiacciare d e f i n i t i v a m e n t e
il m o v i m e n t o d e i l a v o r a t o r i , la m a g g i o r p a r t e v o l e v a solo
r i c o n d u r r e alla n o r m a l i t à u n a s i t u a z i o n e d i crisi politica c h e
10
era d i v e n t a t a c r o n i c a , e, q u i n d i , p e r essa i n t o l l e r a b i l e ; q u e s t o
d a u n l a t o , da u n a l t r o p o i , risulta a l t r e t t a n t o c h i a r a m e n t e c h e ,
facendo p o s t o (nel s e c o n d o m o m e n t o s o p r a i n d i c a t o ) al fa-
scismo al g o v e r n o (in g o v e r n i d i coalizione), la g r a n d e bor-
ghesia finanziaria e i n d u s t r i a l e — n o n a v e n d o c o m p r e s o la
v e r a n a t u r a e la n o v i t à del fascismo — c o m m i s e gli stessi
e r r o r i d i v a l u t a z i o n e n e i q u a l i c a d d e , in I t a l i a c o m e in G e r -
m a n i a , la classe p o l i t i c a vera e p r o p r i a l i b e r a l - d e m o c r a t i c a :
c r e d e t t e d i p o t e r cosi f a c e n d o risolvere la crisi p o l i t i c a e, al
t e m p o s t e s s o , « n o r m a l i z z a r e », « c o s t i t u z i o n a l i z z a r e » il fa-
scismo, i n s o m m a , e g e m o n i z z a r l o ed a s s o r b i r l o n e l s i s t e m a .
N o n p e r q u e s t o d i v e n n e p e r ò n e l l a sua g r a n d e m a g g i o r a n z a
fascista. C h i b e n e ha m e s s o in l u c e q u e s t o p r o c e s s o psicolo-
gico-politico è s t a t o B a u e r , q u a n d o , a p r o p o s i t o d e l l a G e r -
mania, h a scritto:

Forse che la classe capitalistica e g!i Junker erano diventati


nazionalsocialisti? NientafEatto. In fondo essi disprezzavano l'« im-
bianchino » che aspirava al potere, il movimento assolutamente
plebeo — sostenuto da pìccolo-borghesi, contadini, declassati di

10
Che ciò si verificasse quando la spinta rivoluzionaria « tossa »
wa in declino ha storicamente un significato relativo; ciò che conta è
clic il riflusso ancora non appariva chiariimente e si sa che in certe
situazioni, sui tempi brevi, l'apparenza è più importante della realtà;
dal canto suo lo storico deve e recevoh" Ja réaliré historique telle que
Ics bommes du moment l'ont sentie, crue, et nous l'ont transmise »
(J. ELLUL, Autopsie de la revolution, Paris 1969, p. 11).
XXVI Introduzione

t u t t e le classi, imbevuto d i u n utopico anticapitalismo piccolo-bor-


ghese — che essi appoggiavano. M a proprio come in Italia Gio-
litti credette di poter utilizzare il fascismo per intimidire, spìn-
gere indietro e domare la classe operaia ribelle, così in Germania
i capitalisti e gli Junker ritennero dì potersi servire del movi-
mento nazionalsocialista per vincere l'influenza della socialdemo-
crazia e dei sindacati; per infrangere la resistenza della classe
operaia contro la diminuzione dei salari, contro lo smantellamento
della legislazione per la tutela del lavoro e le assicurazioni sociali,
contro la politica di deflazione d i una dittatura del capitale e della
grande proprietà terriera. M a anche q u i il fascismo sfuggi presto
di mano, alle classi capitalistiche. Anche in Germania venne il mo-
m e n t o in cui gli Junker e i capitalisti n o n ebbero altra scelta
che quella di rovesciare - il fascismo e, in tal m o d o , spostare i
r a p p o r t i di forza — con una svolta — .a favore della classe
operaia, o quella di cedere al fascismo il potere "statuale. I n tale
situazione, gli Junker, che costituivano l'ambiente di H i n d e n b u r g ,
decisero di cedere il potere statuale a H i t l e r . Come in Italia,
anche q u i i rappresentanti dei partiti borghesi storici entrarono
a far parte del primo governo fascista, anche qui essi credettero
di poter dominare e assimilare il fascismo in sede di governo.
Ma, ancora più rapidamente che in Italia, il fascismo tedesco, una
volta conquistato il potere, l'ha utilizzato per espellere i partiti
borghesi dai governo, per sciogliere i partiti e le organizzazioni
della borghesia, per imporre la propria dittatura « totalitaria ».

L e c o n s e g u e n z e d i q u e s t i e r r o r i d i v a l u t a z i o n e n o n tar-
d a r o n o o v v i a m e n t e a farsi s e n t i r e . L a g r a n d e b o r g h e s i a s o t t o
il fascismo n o n p e r d e t t e c e r t o il s u o p r e d o m i n i o d i classe e
alcuni s e t t o r i d i essa n e . t r a s s e r o a n c h e v a n t a g g i n o n trascu-
r a b i l i . A n c h ' e s s a d o v e t t e p e r ò fare i c o n t i — s o p r a t t u t t o in
G e r m a n i a — con la logica d e l l a p r o g r e s s i v a a u t o n o m i z z a z i o n e
del p o t e r e t o t a l i t a r i o , sicché i c o s i d d e t t i « p a d r o n i del v a p o r e »
v i d e r o lesi p i ù v o l t e a l c u n i dei l o r o i n t e r e s s i s i n o allora p i ù
g e l o s a m e n t e difesi e, via v i a , d i m i n u i r e il l o r o p o t e r e p o l i t i c o ,
si t r o v a r o n o spesso i n c o n t r a s t o c o n la n u o v a élite fascista
al p o t e r e , sia su singole q u e s t i o n i p a r t i c o l a r i , s e t t o r i a l i , sia
a p r o p o s i t o delle stesse linee di f o n d o c h e il fascismo t e n d e v a
ad i m p r i m e r e a l l ' e c o n o m i a n a z i o n a l e (e alle q u a l i , u n p o '
Introduzione XXVII

p e r p o v e r t à d i i m m a g i n a z i o n e e p e r eccesso d i p r u d e n z a , u n
1 1
p o ' p e r l'effettiva p e r d i t a d i p o t e r e p o l i t i c o s u b i t a , n o n p o -
t e r o n o c o n t r a p p o r n e a l t r e p r o p r i e ) , e, alla fine, c o r s e r o il
rischio d i e s s e r e t r a v o l t i d a l crollo d e l f a s c i s m o e, s e riu-
s c i r o n o ad e v i t a r l o , d o v e t t e r o p a g a r e p e r ò a c a r o p r e z z o i
loro errori.
F a t t o c o s i il p u n t o a n c h e su q u e l l o d e l l a b a s e sociale,
restano ancora da indicare almeno altri due elementi che
b i s o g n a t e n e r e p r e s e n t i p e r c o m p r e n d e r e s t o r i c a m e n t e il fe-
nomeno fascista. Ci l i m i t e r e m o p e r essi s o l o a p o c h i a c c e n n i .
I l p r i m o d i questi u l t i m i d u e e l e m e n t i è q u e l l o c h e
riguarda alcuni aspetti, economici, burocratici, istituzionali,
sociali, degli S t a t i fascisti. S u q u e s t i a s p e t t i si è m o l t o di-
scusso in q u e s t i a n n i e oggi su alcuni d i essi si h a n n o i d e e
1 !
m o l t o più chiare che in passato . Ciò che però va sottoli-

11
Si veda a questo proposito, per l'Italia, l'illuminante saggio di
M . ABBATE, Remar ques sur l'andyse de la conduite des entrepreneurs
en Italie pendant la grande dépression, in « Annales Cisalpines d'His-
toire sociale» 1970, n. 1, pp. 3 sgg. In esso si legge tra l'altro
(pp. 4 sg.): « Sans doute est-il vraì que les volontés des groupements
Ics plus puissants trouvèrent une très grande compréhension dans .les
dispositions législatives, et que le stimulant à la concentratici!, coher-
cive ou volontaire, les favorisa énormcment. Cependant j'aì l'impression
qu'une intelligence cachée, mais pas trop (Alberto Beneduce?), opérant
surtout depuis 1932 dìrigealt les.choses de sorte que celles qui pou-
vaient sembler ou effectivemcnt étaient des concessione reconnues au
grand patronage se révélèrent aussi comme les pions d'un jeu beau-
coup plus complexe et tendant à renforcer les instruraents éconorniques
exécutifs dans les. mains de l'Etat. C'est-à-dire, finalcment, le machia-
vellisme de la Conféderation des Industriels, si on peut parler de
ma chi avelli s me, ne se révéla pas payant, pas plus à partir de 1945-46,
que pendant la période précédente la seconde guerre mondiale. Déjà
avant la crise on se dirigeait vers le renforcement que l'on vient d'hy-
pothìser; certains des hommes les plus prévoyants de l'organisation con-
federale l'avait clairement prédit et pas seulement dans le sens géné-
ralement indiqué comme la fin de l'epoque « libérale » de De Stefani
ou bien l'engagement par l'Btat du contróle des changes — bref du
commerce avec l'Étranger — mais surtout comme une tendance, sou-
tenue par le Parti National Fasciste, à mettre la main sur les secteurs
principaux de la vie économique italienne ».
12
Si vedano soprattutto: A. AQUARONE, L'organizzazione dello Slato
totalitario, Torino 1965; H . MOMMSEN, Beamtentum ini Dritten Reich.
Mtt am?,ew'àhllen Quellen tur nationalsozialistìschen Beamtenpolitik,
XXVIII Introduzione

n e a t o è d i e a n c o r a su alcuni d i essi o p i ù spesso sulle l o r o


m o t i v a z i o n i di f o n d o s o v e n t e n o n sì d i s t i n g u e a sufficienza
t r a ciò c h e è r i c o n d u c i b i l e alla r a d i c e , alla sostanza tipica-
m e n t e , i n t r ì n s e c a m e n t e fascista e ciò c h e , i n v e c e , d e v e e s s e r e
r i c o n d o t t o alle o b i e t t i v e necessità dei t e m p i , al sorgere e allo
s v i l u p p a r s i d i u n a società d i m a s s a , la cui realtà n o n p o t e v a
e s s e r e — fascismo o n o n fascismo — affrontata con gli s t r u -
m e n t i , le tecniche, la m e n t a l i t à a n t e r i o r i a d essa. P e r com-
p r e n d e r e la realtà storica dei regimi fascisti n o n si p u ò pre-
s c ì n d e r e dalla l o r o f o r m a t o t a l i t a r i a . Q u e s t a , p e r ò , n o n d e v e
e s s e r e confusa ( e , q u i n d i , si d e v e p r o c e d e r e ad una sua vivise-
zione c h e d i s t i n g u a l e v a r i e c o m p o n e n t i ) con la crescita e
il m u t a m e n t o d e l l e f u n z i o n i dello S t a t o c h e — c o m e o p p o r -
t u n a m e n t e ha s o t t o l i n e a t o L ó v / e n t h a l •— s o n o t i p i c h e della
m o d e r n a società p l u r a l i s t i c a capitalistica. Si p e n s i , p e r fare
- d u e soli e s e m p i , alla c r e s c e n t e t e n d e n z a d s l l o S t a t o a c e n t r a -
l i z z a t e c influenzare la p r o d u z i o n e , a s o v v e n z i o n a r e certe a t t i -
vità e a pianificarle e, su u n a l t r o v e r s a n t e , alla diffusione
s e m p r e p i ù v a s t a d e l l ' a s s i s t e n z a e della p r e v i d e n z a sociali e
alla i m p o r t a n z a a s s u n t a dai c o n t r a t t i collettivi e in essi d a l l a
p a r t e « n o r m a t i v a ». Se n o n si o p e r a q u e s t a d i s t i n z i o n e , n o n
solo n o n si a p p r o f o n d i s c e b e n e la r e a l t à del fascismo, m a si
rischia d i a c c r e d i t a r e ad esso ciò c h e , i n v e c e , era il f r u t t o d i
u n a t e n d e n z a g e n e r a l e in a t t o in t u t t i i paesi c h e a v e v a n o
r a g g i u n t o un c e r t o g r a d o d i s v i l u p p o . E ciò c o n b u o n a p a c e
d i c o l o r o c h e nelle più r e c e n t i ricerche s t o r i c h e sul fascismo
— resi strabici dalle loco pregiudiziali ideologico-politiche a
p r o p o s i t o d e l l ' a t t u a l e a s s e t t o politico-sociale — p r e t e n d o n o
d i v e d e r e in esse a d d i r i t t u r a u n a « s o t t a c i u t a r i v a l u t a z i o n e d e l l o
Srato n e o - a u t o r i t a r i o e r i f o r m a t o r e »."

Q u a n t o , infine, al s e c o n d o e d u l t i m o e l e m e n t o da t e n e r e
p r e s e n t e in s e d e d i g i u d i z i o s t o r i c o del fenomeno fascista,
esso c c o s t i t u i t o dal c a r a t t e r e i n d u b b i a m e n t e r i v o l u z i o n a r i o
che il fascismo e b b e . M o l t i , c era essi c h i a r a m e n t e L ò w e n t h a l ,

Stuttgart S . J . WOOLF, Did a jasc:st economie System exist?, in


AA. VV„ The Nature- of Fascimi, London 1968, pp. 117 sgg.
Introduzioni: XXIX

l o h a n n o s o s t e n u t o ; alla acquisizione di q u e s t o g i u d i z i o , che


d o v r e b b e risultare all'analisi storica così e v i d e n t e da s e m b r a r e
o v v i o , o s t a p e r ò a n c o r a u n a v o l t a una p r e g i u d i z i a l e d i o r d i n e
ideologico-politico assai diffusa e c h e h a d a t o u n significato
m a g i c o d i parola-forza al t e r m i n e r i v o l u z i o n e e, p e r d i p i ù ,
u n significato a s e n s o u n i c o , al p u n t o c h e J . M o n n e r o t ha
p o t u t o s c r i v e r e c h e oggi « l e m o t " r e v o l u t i o n " e s t t o u j o u r s
pris en borine p a r t : q u a n d il n e le sera p l u s , n o u s a u r o n s
n
c h a n g é d ' e p o q u e » ; d a cui il rifiuto d i c o n s i d e r a r e il fa-
scismo u n f e n o m e n o r i v o l u z i o n a r i o . U n rifiuto c h e p e r ò in
s e d e storica n o n p u ò e s s e r e , a sua v o l t a , a c c e t t a t o , p e r c h é
se cosi si facesse si p e r d e r e b b e la possibilità d i c o m p r e n d e r e
a f o n d o l o s t r e t t i s s i m o , l ' i n s c i n d i b i l e l e g a m e c h e il fascismo
ha a v u t o c o n la società d i massa e, q u i n d i , il p o s t o c h e esso
h a o c c u p a t o in q u e l l a c h e D e l N o c e definisce « l ' e p o c a della
M
secolarizzazione » ; n o n si c o m p r e n d e r e b b e r o cioè n é la sua
n o v i t à r i s p e t t o ai r e g i m i a u t o r i t a r i e c o n s e r v a t o r i classici e
alle r i v o l t e , occasionali e senza effettivo sbocco i s t i t u z i o n a l e ,
d e l p a s s a t o , n é la s u a sostanziale differenza r i s p e t t o alle a l t r e
r i v o l u z i o n i c o n t e m p o r a n e e , q u e l l a - c o m u n i s t a , illusori a m e n te
politico-soci ale, e q u e l l a tecnica d e l n e o c a p i t a l i s m o , f a l s a m e n t e
1 5
d e m o c r a t i c a , e r i s p e t t o •— p e r d i r l a con J . E I I u l — a q u e l l a
r i v o l u z i o n e « necessaria » d e i v a l o r i che — sola — p u ò essere
la vera r i v o l u z i o n e .

RENZO D E FELICE

13
] . MONEKOT, Sociologie de la revolution, Mythologies politiques
C
du XX siede. Marxistes-léninistes et fauistes. La nouvelle strategie
revolution/taire, Farls 1969, pp. 7 sgg.
14
Si veda A. D E L NOCE, L'epoca della secolarizzazione, Milano
1970.
15
Per tutto il discorso sulla rivoluzione e le sue interpretazioni
attuali si veda j . ELLUX, Autopsie de la revolution, cit.
Nota ai testi.

I testi riprodotti si succedono, all'interno delle singole sezioni,


secondo l'ordine cronologico di pubblicazione nelle lingue originali.
Si è cercato di scegliere testi abbastanza ampi ed organici.
G l i eventuali tagli all'interno dei singoli testi o parti di lesti ripro-
dotti sono indicati con tre puntini tra parentesi quadre [...].
Salvo casi particolari, q u a n d o erano cioè assolutamente neces-
sarie per la comprensione del testo, l e - n o t e n o n sono state ripro-
dotte.
Nelle parti di introduzione e d i raccordo dovute al curatore,
le opere straniere tradotte in italiano sono state indicate con i
titoli che ad esse sono stati dati nelle traduzioni stesse e con i
relativi anni dì pubblicazione in italiano. Laddove era o p p o r t u n o
per una più precisa collocazione cronologica dei singoli testi, si
è p e r ò indicata anche la data d i pubblicazione dell'edizione
originaria.
Laddove ì testi sono tradotti per la prima volta in italiano, è
stato indicato il nome del traduttore. P e r gli altri casi di opere
straniere ci si è serviti delle traduzioni esistenti, t cui editori
vivamente si ringraziano per aver autorizzato la loro riproduzione.
IL FASCISMO
Parte prima

IL GIUDIZIO POLITICO
SEZIONE I

ANALISI DEI CONTEMPORANEI

.Libri, opuscoli, pamphlet!, corrispondenze, indireste, articoli,


conferenze: tra il 1919 e il 1945 la letteratura sul fascismo è
sterminata. La semplice constatazione di questo dato di fatto
mostra q u a n t o Ernst N o l t e si sia avvicinato al vero quando ha
parlato d i u n ' « epoca del fascismo ». I n nessun paese in quegli
anni et si sottrae alia curiosità, all'interesse, all'ostilità o alla
simpatia per il fascismo; ovunque lo si giudica, si preride posi-
zione rispetto ad esso e, quindi, di fatto l o si interpreta. C e r t o , nella
stragrande maggioranza dei casi tutti questi giudizi, t u t t e queste
interpretazioni — anche quelli apparentemente p i ù misurati,. « im-
parziali », « scientifici » — sono « politici », rispondono cioè con-
sapevolmente o no, a precisi fini politici, sono altrettanti momenti
o echi della tremenda crisi che in t u t t o il m o n d o sta consumando
un'epoca e sta gettando faticosamente e contraddittoriamente le
basi d i u n ' a l t r a epoca, caratterizzata soprattutto da u n a « parteci-
pazione » politico-soci ale di masse sempre più vaste e in larga
misura mai sino a pochi anni prima « mobilitate n. Questa carat-
terizzazione « politica » nulla toglie p e r altro in importanza alla
letteratura sul fascismo di quegli anni. Se p e r lo storico è u n a
fonte di primaria importanza, essa è — su u n piano p i ù generale —
soprattutto da considerare per quel che ha significato sotto il
profilo etico-politico, per la funzione che ha avuto nei determinare
gli orientamenti di decine e decine d i milioni d i esseri u m a n i e,
nella sua p a n e antifascista, nel contribuire p o t e n t e m e n t e a d a r e
u n superiore valore morale all'opposizione, alia resistenza alla
diffusione del fascismo prima e alla lotta armata e alla vittoria su
di esso poi.
4 Parte I

I giudizi, le interpretazioni che si ricavano da questa lettera-


t u r a sono assai numerosi e, ovviamente, di interesse, di valore
diversissimi; a volte anticipatori d i quelli che sono stati succes-
sivamente prospettati in sede storiografica, a volte banali, a volte
persino stravaganti. Nella materiale impossibilita di documentarli
t u t t i o anche solo quelli meno ovvi e, al tempo stesso, volendo
evitare scelte troppo soggettive o che, comunque, comporterebbero,
per essere valutate appieno, una conoscenza specialistica di con-
testi politico-culturali troppo particolari, i testi raccolti in questa
sezione sono stati scelti con un criterio restrittivo: sono stati
scelti, cioè, solo quei testi le cui tesi interpretative h a n n o avuto
u n qualche sviluppo in sede storiografica, hanno in qualche misura
contribuito alla elaborazione delle più recenti interpretazioni del
fascismo o, almeno, h a n n o rappresentato delle tendenze all'interno
1
delle maggiori i n t e r p r e t a z i o n i .
Come il lettore si renderà subito conto, la. grande maggioranza
dei testi raccolti in questa sezione riguarda il fascismo italiano
l
ed è stata scritta da i t a l i a n i . Anche questa scelta è voluta.
Sino al 1933, sino a quando, cioè, Hitler andò al potere, per
la grande maggioranza d i chi scriveva sul fascismo questo era
quello italiano. I n genere, gli altri « fascismi » (per esempio quelli
dell'Europa centro-orientale e balcanica) n o n furono considerati
(giustamente) tali o lo furono solo con molte riserve. A parte
3
larghi settori del movimento s o c i a l i s t a e soprattutto i comunisti
(che consideravano il fascismo u n fenomeno tipico della società

1
Per le interpretazioni di autori non italiani la raccolta più ampia
è quella curata da E. NOLTE, Theorìen uber den Fascbismus, Koln-
Berlin 1967.
2
Per la letteratura politica italiana sul fascismo si vedano le due
raccolte II fascismo e t partiti politici italiani Testimonianze del 1921-
1923, a cura di R . D E FELICE, Bologna 1966, e II Fascismo. Antologia
di scritti critici, a cura di C . CASDCCI, Bologna 1961, che possono
essere utilmente integrate con i testi raccolu nella settima parte de
Il Socialismo nella storia d'Italia, a cura di G . MANACORDA, Bari 1966,
3
Per gli autori non italiani si vedano soprattutto O. Po», Faschm,
London 1923; W. ELLENBOGEN, Fascbismus! Das faschisttsche Italien,
Wien 1923; H . HELLER, Europa itnd der Fascbismus, Berlin 1931;
nonché l'inchiesta curata per l'Internazionale socialista da J. DEOTSCH,
Der Faschismus in Europa nel 1929. Per quelli italiani, oltre ai testi
inclusi nelle raccolte ritate nella nota precedente, si veda soprattutto
D . SAVTDINO, Sotto il segno del Littorio, I , La genesi del fascismo, Chi-
cago 1933.
Sezione I 5

capitalistica e, quindi, niente affatto solo italiano) e a parte quei


democratici che più o meno esplicitamente avvicinavano fascismo
e comunismo, facendone dei p r o d o t t i antitetici, ma all'origine
comuni, della crisi determinata dalla guerra: la negazione inte-
grale nel n o m e della violenza del sistema liberale e democratico;
a parte costoro, dicevamo, per i più il fascismo n o n solo era
quello italiano, m a (anche se alcuni non escludevano che potesse
esercitare una certa suggestione in altri paesi) era u n fenomeno
tipicamente italiano. Era, infatti, opinione assai diffusa (e in
A
ambienti diversissimi) che il fascismo non solo fosse stato deter-
minato dalla crisi particolarmente grave attraversata dall'Italia
nell'immediato dopoguerra, m a afiondasse le sue radici in tutta
una serie d i peculiarità italiane, storico-sociali (la debolezza della
nostra tradizione liberal-democratica, le deficienze della nostra
classe politica e burocratica, ecc.) e persino di tipo etnico (il
temperamento degli italiani). Da qui la convinzione largamente
diffusa che il fascismo fosse u n prodotto tipicamente italiano,
possibile solo nella situazione italiana, e, p e r t a n t o , n o n fosse
5
— per dirla con Mussolini — una « merce d'esportazione » .
Con l'andata al potere, nel 1 9 3 3 , del nazionalsocialismo in
Germania (a cui seguirono le giornate parigine del febbraio 1 9 3 4 ,
che, per u n m o m e n t o , fecero temere u n successo fascista anche
6
in F r a n c i a , e u n a tendenza al rafforzamento d i vari degli altri
7
movimenti fascisti e u r o p e i ) il discorso sul fascismo entrò certa-

4
Viene spesso sostenuto che questa tesi sia stata tipica degli am-
bienti più conservatori, clericali e filofascisti. In realtà essa è stata,
ne: suoi termini essenziali, sostenuta — soprattutto sino al 1 9 3 3 — da
autori di orientamento politico diversissime, anche esplicitamente anti-
fascisti; solo dopo il 1 9 3 3 i suoi sostenitori si ridussero in gran parte
(ma non sempre) ai filofascisti. Del resto, al fondo, l'interpretazione
« radicale » della rivelazione non è che una variante, meno grossolana
ma pur sempre, a ben vedere, una variante, di questa tesi.
5
Veramente sintomatiche sono a questo proposito le dichiarazioni
fatte nel gennaio 1 9 2 7 all'ambasciata inglese a Roma da W . Churchill;
le si vedano in Italia giudicata (1861-1945), a cura di E . RAGIONIERI,
Bari 1 9 6 9 , pp. 6 6 2 sgg. (spec. p . 6 6 4 ) . Nello stesso volume sì possono
vedere altri giudizi sul fascismo di questo stesso periodo e di quello
successivo.
6
Sul fascismo francese si vedano J. PLUMYÈNE-R. LASIERRA, Les
jascismes francai! (1923-1963), e P. BOUBDREL, La Cagoule, Paris 1 9 7 0 .
7
Per una prima informazione panoramica (escludendo quindi le
monografie specifiche) sui vari fascismi europei si vedano soprattutto:
H . LEMAÌTRE, Les fascismes dans l'histoire, Paris 1 9 5 9 ; E . WEBER,
6 Parie !

m e n t e in una nuova e più matura fase. L'idea che il fascismo


1
fosse u n fenomeno tipicamente e solo italiano fu quasi comple-
tamente abbandonata, voci allarmate si levarono sempre più nume-
r o s e ' ( s p e c i a l m e n t e via via che gli sviluppi della politica nazista
all'interno e all'esterno e l e vicende etiopica e spagnola' confer-
mavano ad abundantìam questi allarmi) a mettere in guardia e
a denunciare il carattere aggressivo del fascismo e — sul p i a n o
interpretativo — u n p o ' in tutti i settori fu avviato u n nuovo
tipo - d i analisi del fascismo, ancora diverso nelle conclusioni
politiche, operative, m a abbastanza univoco nelle premesse: la
spiegazione del « fascismo » non poteva essere trovata nelle parti-
colari vicende italiane; essa andava cercata altrove, in qualche
cosa che era presente o, almeno, latente un p o ' in tutti i paesi
europei, anche se con sfumature e potenzialità diverse. I n questa
nuova situazione, il p u n t o di vista, l'interpretazione che negli
ambienti antifascisti venne guadagnando più terreno fu quella
marxista, vigorosamente sostenuta dal movimento comunista inter-
nazionale (che, specie con l'avvio della politica dei « fronti popo-
lari », fu fatta propria anche da buona parte di quello socialista]
e da esso diffusa all'esterno mediante l'autorevole tramite di larghi
settori deWintelligbentia radicale (i « compagni d i viaggio »), abil-
m e n t e attivizzati in n o m e di una energica difesa dei principi
democratici, della pace, dei diritti civili ed umani e d i una resi-
stenza al fascismo più decisa di quella messa in atto dai rispet-
8
tivi g o v e r n i . N é va sottovalutato l'indiretto sostegno che alle

Varieties oj Fascism, Toronto-Princeton-London 1964; AA. VV., The


European Righi, Berkeley-Los Angeles 1965; AA. VV., Fascismo inter-
nazionale (1920-1945), in « Dialoghi del XX », aprile 1967; F. L. CAR-
STEN; The Rise of Fascìsm, London 1967; A A . W . , Sur le fascismi:,
in o Revue d'histoire de la deu.tième guerre mondiale», aprile 1967;
AA. W . , Il fascismo in Europa, a cura di S. J. WOOLF, Bari 1968;
A A . W . , Fascismi sconosciuti, Roma 1969; H . R . KEDWAR», Fascism i>:
Western Europe (1900-45), Glasgow-London 1969; A A . W . , Fasismui
a Europa. Fascism and Europe, Praze 1969-70 ( 2 voli.); E . NOLTK, La
crisi dei regimi liberali e i movimenti fascisti, Bologna 1970. Tutd que-
sti studi riguardano soprattutto i fascismi «minori». Una bibliografia,
sia pure solo indicativa e di massima, riguardante il fascismo italiano e
il nazionalsocialismo sarebbe troppo vasta per poterla dare in questa
sede.
j
Grande importanza ebbero sotto questa profilo alcuni convegni e
congressi antifascisti organizzati dai comunisti tra la fine degli anni venu
e la seconda metà degli anni trenta e in particolare il Congresso degli
scrittori tenuto a Parigi al Palais de la Mutuslité il 21-25 giugno 1935
.Sezione I 7

tesi comuniste davano gli ambienti più conservatori: la loro


simpatia o tolleranza per il fascismo in q u a n t o « risposta » al
comunismo e difesa dei valori da esso negati non poteva infatti
non contribuire a rafforzare la presa di queste tesi. Nonostante
questo successo della interpretazione più propriamente comunista
(e, in misura minore, d i alcune varianti di essa), nella letteratura
sul fascismo d i questo periodo è già possibile individuare alcune
delle principali tesi che negli anni immediatamente successivi la
conclusione della seconda guerra mondiale saranno alla base delle
interpretazioni che si contrapporranno a quella marxista, quella
della « malattia morale » innanzi tutte, m a anche quella del tota-
litarismo, nonché i primi effetti dell'analisi e della spiegazione
psico-sociologica della società di massa (della quale il fascismo fu
visto come una delle possibili espressioni).
D e t t o questo, va per altro anche detto che dopo il 1933
ancora p e r parecchio tempo — grosso modo sino allo scoppio
della seconda guerra mondiale (quando, ovviamente, tutto il
discorso sul fascismo m u t ò profonda mente, facendosi, da un lato,
più esplicito e, da u n altro iato, impantanandosi nelle secche di
una sorta d i demonologia, b u o n a propagandisticamente m a sotto
il profilo della comprensione razionale e, quindi, della spiega-
zione storica del t u t t o distorcente) — nella letteratura sul feno-
meno fascista il fascismo italiano continue ad avere u n p o s t o e
un peso particolari. A ciò contribuì certamente la molto maggior
conoscenza che in genere si aveva delle vicende politico-sociali

con. la partecipazione di numerosi intellettuali europei e delle Ame-


riche. A questo convegno le uniche voci « stonate » (non disposte cioè
a sacrificare sull'altare dell'antifascismo le critiche al regime stalinista)
furono quelle dì Madeleine Paz, Charles Plìsnier e Gaetano Salvemini
(che tra l'altro disse: « Je ne me sentiraìs pas le droit de protester con-
tre la Gestapo et ccntre la Ovra fasciste sì je m'efforcais d'oublier qu'il
esìste une poliee politique soviétique. En AHemagne, il y a des
carops de concentration, en Italie il y a des lles pénitentìaires et en
Russie soviétique il y a la Siberie. Il y a des proscrits ailenunds et
italiens et il y a des proscrits russes... ». CÉr. « M o n d e » , 27 giugno c
4 luglio 1935 e « Giustizia e Libertà », 28 giugno 1935. Notevole im-
portanza ebbero anche iniziative come il Left Book Club inglese. Si
vedano A. J. P. TAYLOR, Storia dell'Inghilterra contemporanea, Bari
1968, pp. 486 sgg., e, più specificamente, S. SAMUELS, Il tLejt Book
Club », in « Dialoghi del XX », giugno 1967, pp. 97 sgg. Tipico esempio
della presa che le tesi comuniste ebbero anche in amhientl che sarebbero
dovuti non essere loro favorevoli è il libro dì R . A. BRADY, The Spirit and
5 trac ture of gernian Fascista, New York-London 1937.
8 Parte 1

italiane rispetto a quelle tedesche (per di più ancora in rapida


trasformazione), così come contribuì notevolmente l'opera di chia-
rificazione condotta dall'antifascismo democratico italiano, assai
più attivo e da molto maggior tempo, di quello tedesco e al quale,
tra l'altro, si dovette la prima vera opera storica sul fascismo,
quella di Angelo Tasca; n o n va per altro sottovalutata anche il
fatto che — come giustamente è stato presentato da vari autori —
sino allo scoppio della guerra la versione italiana del fascismo fu
da molti considerata in u n certo senso la più « autentica »; tanto
è vero che, anche quando il nazionalsocialismo ebbe oscurato il
fascismo, si continuò sempre a parlare di « fascismo » (ricono-
9
scendo cosi alla versione italiana u n particolare v a l o r e ) e solo
subordinatamente e nel linguaggio più politico-propagandistko di
« nazi-fascìsmo » ( a m m e t t e n d o così, se ci si pensa bene, l'esistenza
ancora di una qualche differenza tra i d u e regimi); invece non
si parlò d i nazismo altro che p e r indicare il nazionalsocialismo e
il regime hitleriano, mai i n riferimento al fascismo italiano; e,
anzi, fu proprio sullo scorcio di questo periodo che — parallela-
m e n t e ai primi abbozzi di analisi del totalitarismo — cominciarono
ad essere affacciati i primi interrogativi circa l'opportunità di
considerate il nazionalsocialismo n o n una forma di fascismo ma,
, 0
a p p u n t o , del totalitarismo .
E con questo crediamo d i avere spiegato il perché nella scelta
dei testi raccolti in questa sezione abbiamo dato la preferenza a
quelli relativi al fascismo italiano (scegliendo tra questi alcuni
dei più noti e citati all'estero), m e n t r e per il nazionalsocialismo
ci siamo limitati solo ad alcuni, che, q u a n d o apparvero, susci-
tarono maggiore interesse e che tentavano d i mettere a fuoco
alcune caratteristiche più propriamente tedesche del nazional-
socialismo,

I primi testi si riferiscono alla «nascita e a l l ' a v v e n t o » del


fascismo in Italia e sono di autori italiani. Le pagine d i M?rio

' È per altro da notare che da parte nazista si riconobbe sempre


l'influenza morale e pratica che il fascismo italiano aveva avuto sul
nazionalsocialismo e sul suo successo. Hitler personalmente lo ammise
sempre, sta pubblicamente, sia nel Mein Kamp} e nei Bùrmann-Ver-
mfrke, sia celle conversazioni con il magg. Renzctù.
1 0
Si veda a questo proposito W. SAUER, National Socìalìsm: To-
taliiarianism or Fascism?, in « The American Historical Review », di-
cembre 1967, pp. 404 sgg.
Sezione I 9

Missiroli {allora su posizioni assai vicine a quelli di F . S. Nittì)'


costituiscono il p r i m o vero tentativo di analisi storico-sociologica
11
delle origini del f a s c i s m o . Partendo dalia realtà emiliano-roma-
gnola, Missiroli n o n nega che il fascismo fosse la risposta d i u n a
patte della borghesia alla politica socialista nel biennio rosso;
egli m e t t e p e r ò soprattutto l'accento su u n altro aspetto, più
profondo, della realtà italiana. A suo dire la guerra aveva creato-
uno stato d ' a n i m o « spiccatamente rivoluzionario », ma n o n le'
condizioni p e r una rivoluzione socialista. Il conflitto di fondo non
era tanto fra proletariato e borghesia, q u a n t o fra ceti borghesi.
Gli anni immediatamente precedenti la guerra avevano visto,,
grazie alla politica giolittiana, u n radicale rinnovamento delie-
classi e dei ceti sociali. « I vecchi ceti dirigenti stavano per essere
sostituiti, sul terreno politico, da nuovi ceti, che sorgevano dat
mondo operaio, da una nuova, vasta, piccola borghesia minuta,,
che seguiva gli u o m i n i del partito socialista... ma che, del socia-
lismo, n o n aveva n é l'anima n é l'intelligenza ». Q u e s t o rinnova-
mento si era accentuato negli anni della guerra: la. politica econo-
mica di guerra aveva favorito questi nuovi ceti piccolo-borghesi,.
« che, forti del conseguito potere economico, tendono a sostituire-
gli antichi nell'esercizio del potere politico ». E ciò mentre la'
vecchia piccola e media borghesia vede invece peggiorare la propria'
situazione economico-sociale. I n questa cornice andava visto, p e r
Missiroli, il fascismo: nou fenomeno puramente idealistico e
romantico e n e p p u r e mera guardia bianca al servizio del capita-
lismo, ma fenomeno molto più complesso, il cui sviluppo era
proceduto d i p a r i passo con quello della lotta tra vecchi e nuovi
ceti m e d i per il potere politico, ed era stato largamente influen-
zato dal precipitarsi nelle sue file di tutti coloro che avevano d e i
conti in sospeso con i nuovi ceti medi e con il proletariato orga-
nizzato (senza, per altro, che ciò autorizzasse ad identificarlo-
taiit-court con costoro). A questa analisi di Missiroli si ricolle-
gano, anche se con m o l t o minor rigore e vigore, le pagine di
Giovanni Zibordi (socialista del g r u p p o della « Critica Sociale »);
anche p e r lui, infatti, il fascismo sarebbe n a t o , oltre che da una
« controrivoluzione della borghesia propriamente d e t t a a una
rivoluzione rossa che n o n ci fu (come atto insurrezionale) s e

11
Sulla linea di Missiroli, ma con ima maggiore acccnruazioiie
degli elementi sociologico-politici generali, si veda V . PARETO, II fasci-
smo, in « L a Ronda», gennaio 1922.
10 Farle 1

n o n allo slato dì minaccia » c da una « rivoluzione militare », da


« una rivoluzione o meglio convulsione di ceti medi, spostati,
disagiati e malcontènti ». Q u e s t e tre matrici si erano — sempre
secondo Zibordi -— assommate nel fascismo facendone lo stru-
m e n t o della lotta antiproletaria sia della « cosciente e fredda
ostilità dell'autentica borghesia », sia della « fanatica e aberrante
avversione di questi ceti d i mezzo, che, schiacciati nella crisi del
dopoguerra, rivolgono é riversano sul proletariato anziché sulla
classe o meglio sul regime sociale dominante, t u t t i i fermenti e
i rancori del loro disagio ». Lo scritto d i Luigi Salvatorelli, infine,
r i p r e n d e e sviluppa coerentemente il discorso sui ceti medi di
n
Missiroli e di Z i b o r d i . Per Salvatorelli (un democratico gioii t-
tiano d i sinistra) l'elemento caratterizzante, decisivo per inten-
d e r e il fascismo erano i ceti piccolo-borghesi ( « q u e l l a parte della
società che, n o n appartenendo al capitalismo, e n o n costituendo
n e p p u r e u n elemento dei processi produttivi, rimane altresì netta-
m e n t e distinta dal proletariato, n o n t a n t o per condizioni econo-
miche, q u a n t o p e r abitudini sociali ' borghesi ' e per una propria
coscienza d i classe non proletaria »); ogni altra spiegazione o giu-
stapposizione di spiegazioni del fenomeno fascista era inaccetta-
b i l e . ' I l fascismo era l'espressione di questo elemento particolare
della società italiana. « I l fascismo — afiermava senza mezzi
termini Salvatorelli — rappresenta la ' lotta di classe ' della piccola
borghesia, incastrantesi fra capitalismo e proletariato, coinè il terzo
fra i d u e litiganti ». E su questo p u n t o fermo sviluppava la sua
analisi della realtà e delle contraddizioni del fascismo, per giun-
gere alla conclusione che — nonostante la psicologia di classe
rivoluzionaria della piccola borghesia e la sua « velleità d'una
rivoluzione autonoma e radicale » —. il fascismo quasi certamente
n o n avrebbe p o t u t o (Salvatorelli, si ricordi, scriveva subito all'in-
d o m a n i della « marcia su Roma ») realizzare una vera rivoluzione,
m a solo una « rivolta » e, per d i più, resa possibile solo dalla
complicità dell'alta borghesia. Secondo Salvatorelli, infatti, la pic-
cola borghesia italiana -—• essendo quasi completamente « umani-
stica » (impiegati dello Stato, burocrati, piccoli professionisti, ecc.

, J
Per i precedenti del discorso sui ceti medi e il fascismo si veda
A . TILGHER, Piccoli borghesi al bivio, in « T e m p o » , 7 dicembre 191*5
(riprodotto in ID., Crisi morale, Bologna 1 9 2 1 , p, 175). Per un primo
tentativo di storicizzare il discorso si veda invece A . CAPPA, Due rivo-
luzioni mancale, Foligno 1 9 2 3 .
Sezione I 11

non legati al processo produttivo] — mancava di u n substrato


reale, d i un'effettiva aderenza alla struttura della moderna società
capitalistica e pertanto assai difficilmente avrebbe p o t u t o tradurre
in atto il suo desiderio di autonomia e di egemonia in q u a n t o
13
classe .
Anticipando il nostro discorso rispetto all'ordine cronologico
con il quale sono presentati i testi raccolti in questa come nelle
altre sezioni, agli scritti dei quali abbiamo parlato si p u ò ricol-
legare i n una certa misura quello di Carlo Rosselli, tratto dal suo
famoso Socialismo liberale, apparso per la prima volta in francese
nel 1930. Anche in esso è possibile trovare u n accenno al ruolo
l J
della piccola borghesia nel sorgere del fascismo , il suo interesse
maggiore è p e r ò altrove. È nella contestazione della tesi marxista
del fascismo reazione capitalistica e della identità borghesia-fasci-
15
smo e, soprattutto, è nel tipo di interpretazione generale del
fascismo che sta alla base di tutto il discorso di Rosselli. P e r il
fondatore di Giustizia e Libertà il fascismo era al t e m p o stesso
u n fatto morale e u n prodotto di tutta la storia italiana: « contro
ogni apparenza il fascismo è il risultato più passivo della storia
d'Italia, u n gigantesco ritorno sui secoli passati, u n abbietto feno-
meno di adattamento e di rinunzia. Mussolini ha trionfato grazie
a una diserzione quasi universale, attraverso un lungo tessuto di
sapienti compromessi ». Si potrebbe quasi dire che Rosselli anti-

13
La limitazione del discorso di Salvatorelli alla piccola borghesìa
«umanistica» fu criticata a fondo da G. ANSALDO nel « I l Lavoro»,
3 giugno 1923; l'articolo, riprodotto con il titolo La piccola borghesia
dalla «Rivoluzione Liberale», 12 giugno 1923, è raccolto.neW Antologia
della « Rivoluzione Liberale », a cura dì N. VALESI, Torino 1948, pp. 417
sgg. Secondo Ansaldo la piccola borghesia « tecnica », soprattutto del-
l'Italia settentrionale e di Milano in particolare, sarebbe stati anche
più fascista di quella « umanistica o (soprattutto meridionale) sulla quale
aveva insisdto invece Salvatorelli.
1 1
Nel gruppo «torno a C. Rosselli il problema fu trattato da G. Luz-
ZATTO, sotto lo pseudonimo Odi?. Interpretazione dell'hitlerismo, in
« Quaderni di Giustizia e Libertà», n. 4, settembre 1932, pp. 20 sgg.,
in relazione alle conseguenze dell'inflazione.
r s
Su questo problema C. Rosselli tornò in Risposta a Giorgio
Amendola, in « Quaderni di Giustizia e Libertà», n. 1, gennaio 1932,
pp. 33 sgg. Questo articolo è assai importante perché contiene l'in-
tuizione di uno degli aspetti più caratteristici e ricchi dì conseguenze
della complessa realtà dei regimi fascisti: quello della progressiva
.lutonomizzazionc del meccanismo dittatoriale dalle forze sociali ch^
avevano contorto a crearlo.
12 Varie 1

cìpasse e al t e m p o stesso sposasse tra loro quelle che sarebbero


state le d u e interpretazioni della « malattia morale » e della
« rivelazione » o, meglio, del fascismo come prodotto logico ed
l6
inevitabile dello sviluppo storico i t a l i a n o ,
E veniamo ora alla posizione marxista e, più precisamente,
comunista, sia nelle sue manifestazioni italiane sia in quelle che
sono più propriamente espressione della politica della I I I Inter-
nazionale.
A n c h e se non ha lasciato nessuna trattazione organica sull'ar-
gomento e nonostante qualche iniziale incertezza, Antonio Gramsci
fu tra i comunisti italiani quello che negli anni sino al 1926 più
sì occupò del problema del fascismo e che fece lo sforzo maggiore
per d a r n e una spiegazione realistica. Tra i numerosi scritti nei
1 7
quali egli trattò il p r o b l e m a abbiamo scelto l'articolo I due
fascismi, perché esso ci sembra il p i ù significativo per la compre-
senza det due discorsi caratterizzanti l'analisi gramsciana, quello
l e
relativo ai ceti medi, alla piccola borghesia u r b a n a , e quello
relativo alla reazione agraria. D u e discorsi assai importanti e che,
salvo casi particolari, il comunismo italiano di quegli anni non
fece p r o p r i . Per esso, infatti, il fascismo n o n era altro che u n
,9
mero « s t r u m e n t o della b o r g h e s i a » . Per dirla con A. B o r d i g a ,

16
In relazione alla posizione di C. Rosselli si veda anche quella
di Rodolfo Morandi e la relativa polemica tra i due, in A . AGOST:,
Appurili per una biografia politica dì Rodolfo Morandi (1930-193)).
I. Il dissenso con « Giustìzia e Libertà » e l'analisi del fascismo, in
o ]l Movimento di Liberazione in Italia », luglio-settembre 1 9 6 9 , spec.
pp. 6 9 sgg.
1 7
Si veda a questo proposito A. LEONETTI, Note su Gramsci, Ur-
bino 1 9 7 0 , pp. 4 5 sgg.
18
Sul rapporto pìccola borghesia-fascismo si vedano soprattutto gli
articoli sufi'* Ordine Nuovo» del 2 gennaio (Il popolo delle scimmie),
1 1 marzo {Italia e Spagna), 2 5 maggio {Politica fascista) e 2 6 agosto
1 9 2 1 (Tra realtà e arbìtrio), t u t a riprodotti in A . GRAMSCI, Socialismo
e Fascismo. «L'Ordine Nuovo » 1921-1922, Torino 1 9 6 6 , p p . 9 sgg.,
IDI sgg., 1 6 7 sgg. e 3 0 0 sgg.
]
* A . BORDIGA, Elezioni e programmi, in « Il Comunista », 2 8 aprile
1 9 2 1 . Sempre dello stesso autore si veda anche Antica fissazione, ivi,
1 ° maggio 1 9 2 1 , in cui, tra l'altro, si legge; «_Una dittatura o una
repubblica democratica piccolo-borghese sono la stessa cosa, perché"in
nulla scalfiscono gli interessi degli agrari e degli industriali... L'ille-
galità fascista è la difesa della legalità dello Staro borghese ». Per le
successive più significative prese di posizione di Bordiga sul problema
del fascismo sono da vedere ì due articoli II fascismo e / / programma
fascista, in «L'Ordine Nuovo», 1 7 e 3 0 novembre 1 9 2 1 , e soprattutto
Sezione ! 13

<t i l . f a s c i s m o . è . l ' a r m a nelle mani della borghesia, u n a forza bruta


m o s s a . d a u n organismo potente perché possessore della macchina
politica e amministrativa dello Stato ». Sicché in pratica d i una
analisi particolare del fascismo non vi era bisogno; stabilito il suo
carattere d i reazione capitalistica, aggiungere altro era pleonastico
ed inutile. _A_ u n tale grossolano semplicismo Gramsci si sottrasse
assai p r e s t o e a lui si deve se il Partito comunista d'Italia riuscì
— sia p u r e in ritardo e n o n completamente — a sottrarsi a sua
J 0
volta .
Per Gramsci il fascismo fu in u n primo tempo caratterizzato
da d u e elementi assai diversi, quello pìccolo-borghese, u r b a n o , e
quello agrario, che, alla prova dei fatti, si dimostrò quello decisivo.
Come ha scritto M . L. Salvadori, « s e c o n d o l'analisi che Gramsci
elabora, il fascismo rappresenta, in sostanza, il risultato del falli-
mento del piano giolittiano fondato sull'integrazione della classe
operaia, sulla subordinazione politica degli agrari alla borghesia
industriale e sulla compressione delle masse contadine; il fascismo
rappresenta l'avvento alla direzione dello Stato della borghesia
agraria, che mira a sopprimere la democrazia parlamentare e a
sostituirla con u n regime d i violenza che distrugga le possibilità
di alleanza degli operai e dei c o n t a d i n i » " . I n questa prospettiva,

le relazioni al IV e V Congresso dell'Internazionale comunista (no-


vembre-dicembre 1922 e giugno-luglio 1924), la prima in « La cor-
respondance Internationale », 22 dicembre 1922 (supplemento), pp. 1-5,
la seconda ivi, 5 agosto 1924, pp. 562 sgg. (riprodotta anche in «Pa-
gine rosse », agosto 1924). Nella relazione del 1922 si legge: « Notre
cridque nous conduic à conclure qu'en réalité le fascisme n'a appone
rien de très nouveau par ispport aim ìdéologies et aux programnies
t raditi onnels de la poHtique bourgeoise. Sa supériorité et son origì-
nalité consistent toutes dans son organisatibn, sa discipline, sa hìérar-
chie... L'offensive contre-révolutionnaire bourgeoise rend nécessaire d'ob-
tenir une unite d'action des forces de la classe dominante dans la lutte
sociale et daos la politique gouvern e mentale. Le fascisme c'esc la réa-
lìsation de cotte unite... Le fascisme en réalité conduit la lutte contre-
révolutionnaire par l'alliance de tous les éléments bourgeois et, pour
cela, il ne lui est pas absolument nécessaire de détruire les jnstitutions
démocratiques... Il est Porgane bourgeois de direction de l'Etat dans la
période de décadenee du capitalìsme ».
3 0
Nel quadro della, tematica gramsciana va vista la relazione sul
fascismo preparata da P. Togliatti per il IV Congresso dell'Internazio-
nale comunista e poi non presentata e sostituita con quella dì Bordiga:
P. TOGLIATTI, Opere, I, Roma 1967, pp. 423 sgg.
3 1
M . L . SALVADORI, Gramsci e il problema storico della democrazia,
Torino 1970, p . 83.
14 Parie 1

Gramsci si rese bene conto che in un p r i m o momento (1921-22)


le « f o r z e borghesi tradizionali », « " C o r r i e r e " , " S t a m p a " — le
Banche — lo stato maggiore — la Confederazione generale del-
l'Industria », avevano « assicurato la fortuna del fascismo per
evitare il crollo dello Stato » e per contenere la spinta popolare,
ma che successivamente (1923-24) — raggiunto il loro scopo —
avevano preso a diffidare di esso e n o n volevano lasciarsi « occu-
1 2
pare » ; cosi come, q u a n d o fu chiaro che il fascismo aVeva ormai
vinto la partita ed era riuscito a raccogliere, volente o nolente,
1
attorno a sé la gran maggioranza della classe borghese, si guardò
bene, dal trarre da questa constatazione la conclusione che ciò
dovesse essere considerato da u n p u n t o d i vista classista assolu-
tamente logico e naturale; al contrario, in sede d i commissione
politica per il Congresso d i Lione, si preoccupò d i richiamare
l'attenzione sul fatto che « d a t o il sistema totalitario che il fasci-
smo tende ad instaurare, sarà nel seno stesso del fascismo che
tenderanno a risorgere i conflitti che non si possono manifestare
B
per altre vie » .
E c h i della posizione di Gramsci si possono cogliere nei lavori
sia del IV Congresso dell'Internazionale comunista, sia' del suc-
cessivo Esecutivo allargato dell'Internazionale del giugno 1923,
nel corso del quale venne redatta la risoluzione pubblicata in
2
questa sezione come quinto t e s t o * . I n sede d i congresso, signifi-
cativi furono in particolare un rapido accostamento d i , L e n i n del
25
fascismo italiano ai Cento N e r i r u s s i , che p u ò autorizzare a
ritenere che il leader bolscevico considerasse il fascismo soprat-
tutto u n fenomeno di reazione agraria, e specialmente il manifesto
indirizzato il 5 novembre 1922 ai lavoratori italiani, laddove è
d e t t o : « I fascisti . sono, innanzi t u t t o , u n ' a r m a nelle m a n i dei
grandì_groprietari terrieri. La borghesia industriale e commerciale
segue con ansia l'esperimento d i feroce reazione, che considera
2 6
u n bolscevismo nero » . Karl Radete, a sua volta, sostenne che la

n
P. TofiLiATTr, La formazione del gruppo dirìgente del Partito
comunista italiano nel 1923-1924, Roma 1962,, pp. 223 gg.
23
Verbale della Commissione politica per il Congresso di Lione,
in «Critica marxista», settembre-dicembre 1963, p . 320.
3 4
Per un maggior inquadramento della risoluzione si veda l'inter-
vento svolto all'Esecutivo allargato da K. ZETKIN, parzialmente riportato
in Italia giudicata, cir., pp, 533 sgg-
2 5
N. LENIN, Sul movimento operaio italiano, Roma 1962, p. 245.
M
J. DEGRAS, The Communist International (1919-1943) Doni-
ments, I, London-New York 1956, p. 377.
Sezione I 15

matrice più importante del fascismo. erano, in Italia come in


Germania, in Austria, in Cecoslovacchia, la pìccola borghesia e
gli intellettuali, che — come precisò meglio i n uno scritto di
3 7
qualche mese d o p o — Io consideravano come una sorta di
proprio socialismo, di «socialismo delle classi medie ».-
Quasi contemporaneamente, sempre in campo comunista, vede-
vano la luce, in vari paesi alcune opere che, pur a differenti Livelli
di informazione e di elaborazione politico-culturale, dimostrano
quanto i loro autori si fossero resi conto dell'importanza di ciò
che era avvenuto e stava avvenendo in Italia e, quindi, della
necessità di approfondire il fenomeno fascista (sia nella sua mani-
festazione ,più clamorosa, quella italiana, sia nelle altre che anda-
vano delineandosi o si credeva andassero delineandosi altrove) al
di fuori da facili schematizzazioni, in modo, da poterlo efficace-
mente combattere e da poter evitare di ripetere gli errori che
avevano contribuito a determinarne il successo. Tra le più signi-
ficative di queste opere erano le tre dalle quali abbiamo tratto
alcune pagine incluse in questa sezione: quella di Djula Sas (un
ungherese che aveva vissuto per u n certo periodo in Italia e che
ebbe vari incarichi di responsabilità nella III Internazionale) pub-
blicata in tedesco nel 1923 con lo pseudonimo di Giulio Aquila
{Der Fascbistnus in Italien) e alla quale per alcuni anni arrise
un largo successo (fu tradotta in varie lingue, tra le quali il russo
e il giapponese) come all'unico studio di parte comunista abba-
stanza ampio ed analitico delle origini e delle prime esperienze di
governo del fascismo italiano; quella (Faiizm) di uno storico russo
abbastanza noto (e che ai primi del 1922 era stato per qualche
tempo a Genova come inviato di un giornale sovietico), German
Sandomirskij, che negli anni successivi avrebbe pubblicato nume-
24
rosi altri studi di buon livello sul f a s c i s m o ; e quella (Ilalianskij
fastzm), a carattere più politico-divulgativo, di un altro comunista
e futuro leader ungherese, anche lui con una certa, conoscenza
diretta delle cose italiane, Màtyàs Rakosi, pubblicata nel 1925

37
Si veda K . RADEK, Der Internationale Fascbismus una die kom-
munhlìche Internationale, in « Internationale Presse-Korrespondenz »,
9 luglio 1923, pp. 2013 sgg., riprodotto in « Pagine rosse », 5 agosto
1923.
3 3
Si .vedano in particolare Zakat fasizma, Mosfcva 1925; Faiizm i
molodez, Moskva 1925; Itdija nasicb dnej, Moskva 1926; Teorija i
praktika evropejskogo faHzma, Moskva 1929,
16 Parte 1

« che arrivava nella trattazione sino alla vigilia del delitto


w
Matteotti .
Q u e s t o sforzo d'analisi e d i approfondimento della realtà
fascista non d u r ò però a lungo. Negli anni successivi, parallela-
m e n t e al progressivo affermarsi nell'Internazionale comunista della
linea staliniana e del delinearsi prima e dell'affermarsi p o i della
-« teoria del socialfascismo » e della tendenza a sottovalutare le
•differenze tra democrazia borghese e fascismo (nell'aprile 1931
2'Internazionale arrivò ad affermare che « una lotta vittoriosa
contro il fascismo... esige la correzione rapida e decisa degli errori
che consistono, in sostanza, nel fatto che, secondo una concezione
liberale, si è contrapposto il fascismo alla democrazia borghese,
•si sono contrapposte le forme parlamentari della dittatura borghese
alle sue forme fasciste aperte, il che rivela una influenza socialde-
w
mocratica nelle file comuniste ») , il discorso sul fascismo si venne
infatti facendo sempre meno fondato su analisi concrete della
realtà e sempre più condizionato dalle « scelte » polìtiche gene-
3
rali che l'Internazionale veniva f a c e n d o ' . I n questo clima veniva
•sempre più meccanicamente accentuato il nesso « organico » tra
crisi del capitalismo e fascismo (per cui la borghesia sarebbe
•sempre più costretta a ricorrere d u n q u e al fascismo per garantirsi
la stabilità del potere e p e r cercare di evitare la decomposizione

2 9
Sul libretto di Rakosi è da vedere la recensione fattane da
•G. SANDOMIRSKIJ in « Pecat* i revoljucija », 1925, n. V - V I .
3 0
Sulla politica della I I I Internazionale in questo perìodo si veda
M. HAJEK Storia dell'Internazionale comunista (1921-193?). La poli-
tica del fronte unico, Roma 1969. Sul « socialfascismo » si vedano
S. BAHNE, « Soztalfaschìsmus » in Deutschland. Zur Geschichte eines
politiscben Begriffs, in « International Review of Social History », 1965,
n. 2; P. SPKIANO, L'esperienza dì Tasca a Mosca e il «socialfascismo »,
in «Studi storici»,, 1969, n. 1.
3 1
Tipico in questo senso è 11 saggio dell'inglese R. PALME DUTT,
Fascism and social Revolution, London 1934.
Per l'evoluzione della posizione della I I I Internazionale rispetto
al problema della natura del fascismo si vedano T. PIRKER, Komintern
und Fascbismus (1920-1940), Stuttgart 1965; J . M . CAMMEI, Commu-
nìst Theories of Fascism (1920-1935), in «Science and Society», 1967,
n. 2; E . LEWIN, Zum Fascbismus-Analyse durcb die Kommunistische
Internationale, in « Beitrage zur Geschichte der deutscben Arbeiter-
bewegung», 1970, n. 1; J . MONNEROT, Sociologie de la revolution, Pa-
ris 1969, pp. 614 sgg. Per l'influenza di questa evoluzione sulla storio-
grafia sovietica si veda B. R. LOPUCHOV, Il problema del fascismo ita-
liano negli scritti di autori sovietici, in «Studi storici», 1965, n. 2.
Sezione 1 17

della società capitalista) e il fascismo diventava per i ' I n t e r nazìo-


naie comunista la dittatura terroristica del grande capitale. I l
fatto che gli venissero ancora riconosciute delle radici nelle classi
medie « condannate a sparire », negli « spostati dalla guerra » e
in alcuni elementi proletari disillusi diventava un aspetto secon-
dario e, vìa via, sempre meno i m p o r t a n t e rispetto al « tradimento »
della socialdemocrazia sulla quale veniva praticamente riversata la
n
responsabilità dell'affermazione del fascismo e alla quale si con-
testava l'errore di considerare il fascismo u n a degenerazione della
società borghese e d i fondarlo p r o p r i o sulla s o p r a w s l u f a z i o n e del
carattere piccolo-borghese di massa del fascismo stesso. Su questa
strada^ nell'agosto 1935, in occasione del V I I Congresso — che
p u r e segnò il definitivo accantonamento della « teoria del social-
fascismo » e la sanzione della politica dei « fronti popolari » —
si arrivò alla famosa definizione di G, D i m ì t r o v , destinata a non
essere più modificata dall'Internazionale: << £1. fascismo .al,.,potere
è... l'aperta dittatura terroristica degli elementi p i ù reazionari,
più sciovinisti, più imperialistici del capitale finanziario », prospet-
t a n d o la quale D i m ì t r o v n o n fece che qualche fugacissimo accenna
al problema dei ceti medi. Nonostante la nuova politica che si era
3 3
deciso di instaurare verso la socialdemocrazia, p e r D i m i t t o v , se
il fascismo aveva vinto, era colpa soprattutto della socialdemo-
crazia, che avrebbe celato alle masse il vero carattere classista del
fascismo, non le avrebbe chiamate alla latta contro le misure
reazionarie della borghesia e, inoltre, avrebbe con. la sua politica
anticontadina e con la sua incapacità di penetrare nelle file della
gioventù pejrnesso al fascismo di trascinarsi dietro grandi masse
contadine e di giovani.

I n questo clima, si p u ò ben dire che dalla seconda metà degli


anni venti in p o i il m o v i m e n t o comunista organizzato nella I I I
Internazionale n o n elaborò p i ù nessuna analisi del fascismo degna
d'interesse e si limitò solo a parafrasare p i ù o meno pedissequa^
m e n t e l e varie risoluzioni c h e l'Internazionale veniva pubblicando,

3 2
Significativo è il giudizio che la I I I Internazionale diede il
1" aprile 1933 della situazione tedesca dopo l'andata al potere di
Hitler: « l'instaurazione di una dittatura fascista dichiarata, che di-
strugge tutte le illusioni democratiche tra le masse, liberandole quindi
dau'influenza della socialdemocrazia, accelera il ritmo di evoluzione della
Germania verso la rivoluzione proletaria». M. HAJEK, op. dt., p . 232.
3 3
Per il testo della relazione si veda G. DlMlTROV, La Terza In-
ter nazionale, Roma 1945, p p . 1 sgg,

2. De Velice

*
18 Parte 1

Le uniche voci originali espresse dall'estrema sinistra marxista


furono quelle di alcuni eterodossi di « sinistra » o di a destra »,
34
prima o poi finiti fuori dal movimento o ai margini di e s s o , e
— con molte cautele e concessioni alla linea ufficiale —• alcuni
comunisti italiani più direttamente formatisi alla scuola gram-
5S
sciana .
Tra questi ultimi la posizione più interessante fu certamente
quella di Palmiro Togliatti. Il testo p i ù noto per valutare questa
posizione è certo quello riprodotta in questa sezione e che fu
pubblicato nel bollettino ufficiale dell'Internazionale comunista
nell'estate del 1928. Esso p u ò essere considerato l'analisi più
compiuta e più matura del fascismo italiano elaborata tra le d u e
guerre mondiali da u n autorevole esponente comunista, attivo nel
movimento. Anche se, ovviamente, non manca qualche concessione
ad alcune delle più caratteristiche posizioni dell'Internazionale in
quel periodo, esso, infatti, coglie bene alcune delle più signifi-
cative peculiarità del fascismo relativamente soprattutto al periodo
della sua nascita, del suo sviluppo e della sua andata al potere
ed evita assai accortamente sia la suggestione di troppo facili
generalizzazioni sia quei parallelismi di maniera con realtà d i altri
paesi che così numerosi si riscontrano in altri scritti del tempo.
A questo testo — per avere u n a idea precisa della posizione d i
Togliatti — si deve poi aggiungere quello delle « lezioni » sul
fascismo tenute dallo stesso Togliatti nei primi mesi del 1935

3 4
Tra questi sono da ricordare soprattutto il peruviano José Carlos
Mariategui — già del gruppo di * Clarté » — del quale alcune pagine sul
fascismo italiano (particolarmente interessanti per l'analisi dell'atteggia-
mento della borghesia prima e dopo la sconfitta del movimento ope-
raio e l'andata al potere di Mussolini) tratte dal suo La escena con-
temporànea, del 1 9 2 5 , sono riprodotte in Italia giudicata, cir., p p . 656
sgg.; e gli italiani Ignazio Silone, autore di Der Faschismus, seme
Entstebung uni scine Entwicklung iZiirich 1 9 3 4 ) e soprattutto An-
gelo Tasca.
35
E significativo che tra coloro che uscirono o furono espulsi dal
Partito comunista italiano su posizioni di sinistra venendo da una for-
mazione massimalista o bordighiana permase a proposito del fascismo un
atteggiamento schematico e improntato alle posizioni che erano state
proprie del comunismo italiano nel 1 9 2 1 - 2 2 . Tipiche sano le posizioni
del gruppo dì « Prometeo » (si veda DINO, Cosa È il fascismo, in « Pro-
meteo », 1° dicembre 1 9 3 0 ) e di Pietro Tresso (sì veda BLASCO, Les
problèmes révolutìonnaires de l'Italie et nos divergences, in « L a lutte
de classes» luglio 1 9 3 0 , riprodotto in A . AZZAHONI-P. NÀVILLE-
I. SILONE, Blasco. La vie de Pietro Tresso, Paris 1 9 6 5 , pp. I l i sgg-).
Sezione 1 19

alla scuola leninista di Mosca. Q u e s t e lezioni — recentemente


36
ritrovate e p u b b l i c a t e — sono del massimo interesse per d u e
ordini di ragioni: perché, essendo ad uso esclusivamente interno,
risentono di una minor cautela politica e soprattutto perché
riguardano principalmente n o n tanto i primi anni del fascismo
ma quelli del « r e g i m e » e ne affrontano .l'analisi sotto il profilo
più importante e caratteristico di regime reazionario d i massa,
valutandone realisticamente t u t t i Ì singoli elementi costitutivi
(partito, organizzazioni militari-propagandistiche, sindacati, dopo-
lavoro, politica agricola, corporativismo) sia in funzione del loro
rispettivo apporto alla struttura della dittatura fascista e alla
unificazione attorno ad essa di strati i p i ù larghi possibile,
sia al loro sorgere, prendere corpo e modificarsi sotto la spìnta
di fattori reali, quali la situazione economica e le sue ripercussioni
sulle masse. Sicché — pur nel loro tono didattico ed elementare —
queste lezioni offrono più di una volta u n modello metodologico
che p u ò benissimo essere applicato anche ad una ricerca di tipo
storiografico e n o n solo ad un'analisi politico-pratica. Tipiche sono
le pagine nelle quali Togliatti polemizzava con le schematizza-
zioni d i coloro che ritenevano che l'imperialismo dovesse neces-
sariamente dar luogo a dittature di tipo fascista e •— ancor p i ù —
di coloro che pretendevano dì vedere in t u t t i gli atti della politica
fascista il riflesso di u n piano reazionario preciso e predeterminato.
Scriveva a quest'ultimo proposito il leader comunista italiano:
« È u n grave errore il credere che il fascismo sia partito dal 1920,
o p p u r e dalla marcia su Roma, con u n piano prestabilito, fissato
in precedenza, d i regime d i dittatura, quale questo regime si è
poi organizzato nel corso di 10 anni e quale n o i oggi lo vediamo.
Sarebbe, questo, u n grave errore. T u t t i i fatti storici dello sviluppo
del fascismo contraddicono una tale concezione._Ma non solo:
partendo da questa concezione si cade inevitabilmente nell'ideo-
logia fascista... A questa concezione errata noi dobbiamo contrap-
porre la vera, la giusta concezione della dittatura fascista. L a
dittatura fascista è stata spinta ad assumere le forme attuali da
fattori obiettivi, da fattori reali: dalla situazione economica e dai
movimenti delle masse che da questa situazione vengono deter-
minati. N o n vogliamo con ciò dire che non intervenga il fattore
d'organizzazione. Ma guai se ci si limita a vedere quest'ultimo
elemento e n o n ci si richiama alla situazione oggettiva, alla situa-

M P. TOGLIATTI, Lezioni sul fascismo, Roma 1970.


20 Parte t

zìone reale creatasi in quel determinato momento. La borghesia


3 J
è sempre intervenuta come fattore d'organizzazione » .
Q u a n t o •— infine — alle posizioni prospettate da comunisti
eterodossi, fuori, cioè, dall'Internazionale, le più significative (a
parte quella di August Thalheimer della quale parleremo più
avanti) furono quelle di A r t h u r Rosenberg e soprattuto di Lev
36
Trotzky. Per Rosenberg il fascismo andava visto essenzialmente
come u n fenomeno tipico d i capitalismi arretrati e desiderosi di
modernizzarsi. In Italia — paese ancora semit'eudale — il fascismo,
per esempio, almeno sino alla crisi del 1929, se n o n era riuscito
a risolvere la questione agraria aveva perù effettivamente svilup-
p a t o le forze p r o d u t t i v e e « l'assetto di capitalismo di Stato
impartito all'Italia con il cosiddetto sistema corporativo » aveva
« assicurato il dominio del paese a gruppi capitalistici efficienti ».
3
Q u a n t o a T r o t z k y ' , la sua posizione — elaborata soprattutto ìn
riferimento alle situazioni tedesca e francese negli anni dell'andata
al potere di H i t l e r e degli avvenimenti parigini del febbraio 1934,
ma anche sulla base di una buona conoscenza del caso italiano
e dei giudizi che su di esso aveva espresso Gramsci — è partico-
larmente importante per l'attenzione che essa presta al m o l o
decisivo della piccola borghesia nella fase della conquista del
potere da parte del fascismo.
A questo p u n t o , per completare il quadro della letteratura
« p o l i t i c a » sul fascismo degli anni tra le due guerre mondiali,
non ci resta che accennare a due ultimi scrìtti, quello di
H e r m a n n Rauschning, Die Revolution des Nibilismus del 1938,
e quello di James B u r n h a m , The managerial Revolution del 1 9 4 1 .
La prima, quella d i Rauschning, u n ex nazionalsocialista di Dan-
zica che dopo essere stato in stretti rapporti con H i t l e r aveva
rotto clamorosamente con lui * , esaminava soprattutto il nazional-

3 7
Ivi, pp. 20 sgg.
3
" Si veda soprattutto HISTORICUS (pseud. di A. ROSENBERG),
Der Paschismus ah Massenbeuiegung, Karfsbad 1934 (alcune pagine
sono riprodotte in Italia giudicata, cit., pp. 675 sgg.).
3 9
Di Trotzky, oltre al saggio Oà va la arance? del 1934 da cui
sono tratte le pagine riportate in questa sezione, sono da vedere vari
altri scritti ora in L. TROTZKY, Ecrits (1928-1940), Paris 1955-59 e più
precisamente quelli inclusi nel voi. I l i , p p . 107 sgg. {Et maintenant?,
del 1932), pp 259 sgg. [La seule vaie, del 1932] e pp. 389 sgg. {Qu en-
ee le national-socialisme?, del 1933).
*" Dopo la seconda guerra mondiale ha visio la luce l'opera di un
altro ex nazista di pruno piano, O . STRASSEK, Ver Fascbismus. Geschichle
21

socialismo (richiamando vigorosamente l'attenzione sulla compre-


senza in esso di elementi conservatori e di elementi rivoluzionari)
e ne dava una spiegazione che può essere ricoliegara a quelle che
oggi vedono nel fascismo e nel nazionalsocialismo in specie un
tipico p r o d o t t o della moderna società di massa e delle sue con-
traddizioni. I n questa prospettiva Raus;hning vedeva il nazional-
socialismo, i n genere, come una conseguenza dell'autodecotnposi-
zione — iniziala già molto tempo prima — dei ceti e delle classi
sociali dirigenti e del disgregamento ir genere di tutte le classi
sociali tradizionali, anche di quella contadina, e, in particolare,
come il p r o d o t t o di una nuova élite primitiva espressa dalle masse
alla ricerca di forme di vita politica elementari, di una « demo-
crazia plebiscitaria di massa ». Q u a n t o a B u r n h a m , la sua tesi era
che, nel generale processo di logoramento e di trasformazione della
società capitalista e delle sue ideologie in a t t o , la tendenza emer-
gente di fondo fosse quella ad una società nella quale la direzione
del processo economico — e quindi la politica in senso stretto —
sarebbe passata nelle mani dei tecnici.
« Al giorno d'oggi — scrìveva Burnham — le ideologie che
possono avere una forza duratura potente, che possono vetamente
farsi strada, sono per natura di cose le ideologie tecniche, poiché
soltanto queste corrispondono alla direzione attuale degli eventi.
II fondamento generale delle ideologie dei tecnici è abbastanza
chiara per chi comprenda il carattere generale della società dei
tecnici. I n luogo dei concetti della società capitalista, v i sono con-
cetti che si addicono alla struttura della società dei tecnici e al
loro predominio. L'accento, anziché s u l l " ' i n d i v i d u o " , grava sullo
" S t a t o " , sul popolo, sulla razza. Anziché di oro, si parla d ì
lavoro e di lavoratori. Anziché di iniziativa privata, di " socia-
lismo " o di "collettivismo ". Invece di " libertà " e di " libera
iniziativa ", si parla d i pianificazione. Si discorre assai meno di
" diritti " e d i " d i r i t t i naturali e assai più d i "dovere " e di
" disciplina ". M e n o di " opportunità " e p i ù di " posti remu-
nerati " ».
Ovviamente, come n o n vi era stata una sola ideologia dei
capitalisti, anche di ideologie dei tecnici ve ne sarebbero state
varie e tali già si potevano considerare il nazismo, lo stalinismo
e la politica del Neto Deal.

und Gefabr, Miincheti 1965, molto meno significativa però ai fini del
nostro discorso e poi/ factum.
22 Parie I

« I n realtà — scriveva ancora B u r n h a m — n o n c'è una iden-


tità formale, m a c'è u n legame storico che unisce Io stalinismo
(comunismo), il nazismo (fascismo) e il movimento del New Deal.
Sullo sfondo d i diverse condizioni d i sviluppo e a stadi diversi
dello sviluppo stesso, queste sono t u t t e ideologie tecniche. Esse
h a n n o t u t t e lo stesso orientamento storico: si allontanano dalla
società capitalista e t e n d o n o verso la società dei tecnici ».
MARIO M1SS1FOLI

IL FASCISMO E LA CRISI ITALIANA *

È p o s s i b i l e analizzare il fascismo n e g l i e l e m e n t i d i s p a r a t i s -
siini, c h e l o c o m p o n g o n o e l o s o r r e g g o n o ? A f f e r m a r e c h e il
fascismo è u n f e n o m e n o p u r a m e n t e idealistico e r o m a n t i c o n o n
si p u ò , allo stesso m o d o c h e è u n a c a l u n n i a r i g u a r d a r l o c o m e
u n a g u a r d i a b i a n c a al s o l d o della p l u t o c r a z i a e d e l l a g r a n d e
i n d u s t r i a . L a v e r i t à è i r d ì n i t a m e n t e p i ù c o m p l e s s a e d è diffi-
cilissimo s c o p r i r n e gli a s p e t t i i n f u n z i o n e d e l l ' e s t r e m a m o b i -
lità con la q u a l e il f e n o m e n o fascista si s v o l g e , si t r a s f o r m a ,
si colora. U n f a t t o f o n d a m e n t a l e m i p a r e c h e n o n si possa
m e t t e r e in d u b b i o e d è la r i v e n d i c a z i o n e d e l l a v i t t o r i a , i n t e s a
c o m e e l e m e n t o della storia n a z i o n a l e , c o m e d a t o i m m e d i a t o ,
c o m e riflesso psicologico. Si p o t r à , i n s e d e d i filosofia della
storia, v a l u t a r e o s v a l u t a r e la v i t t o r i a , d i m o s t r a r n e l e m a n c h e -
volezze, l e d e l u s i o n i , i d i f e t t i e l e p r e c a r i e t à ; m a n o n è possi-
b i l e r i n n e g a r l a o n e g a r l a c o m e e p i s o d i o della n o s t r a v i t a
secolare. I p o p o l i n o n r i n n e g a n o m a i l e g u e r r e , c h e h a n n o
c o m b a t t u t o : nemmeno quelle, che h a n n o p e r d u t o . E i a possibile,
era c o n c e p i b i l e , che il p o p o l o i t a l i a n o r i n n e g a s s e l a sua g u e r r a ,
la g u e r r a c o m b a t t u t a e v i n t a ? P e r q u a n t o si p e n s i , n o n si riesce
a c o m p r e n d e r e c o m e i socialisti, c h e , p u r e , h a n n o così v i v o
il s e n s o d e l l a psicologia p o p o l a r e , a b b i a n o p o t u t o s o l t a n t o
c r e d e r l o o s p e r a r l o . D i r ò d i p i ù : il p o p o l o a m a l e s u e g u e r r e

* Dii M . MISSIROLI, II fascismo e la crisi italiana. Cappelli. Bo-


logna 1 9 2 1 , pp. 15-9. 5 4 * 0 .
24 Parte I, Sezione I

i n ragione diretta delle sventure, d i e le accompagnano. L e


s t e s s e sconfitte a s s e g n a n o alle g u e r r e u n a n o b i l t à tragica, n e l l a
q u a l e la coscienza p o p o l a r e si eleva alla c o n t e m p l a z i o n e del
p r o p r i o martirio. U n a guerra p e r d u t a è quasi sempre seguita
d a u n a r i v o l u z i o n e ; m a p e r c h é la r i v o l u z i o n e si verifichi, è
n e c e s s a r i o c h e la g u e r r a sia p e r d u t a d a v v e r o e c h e la sconfitta
sia, c o m u n q u e , b e n visibile e I n o p p u g n a b i l e . L a v i t t o r i a ita-
l i a n a è, c e r t a m e n t e , s u s c e t t i b i l e d i c r i t i c h e e d i l i m i t a z i o n i ,
m a nella logica stessa della v i t t o r i a , cui si p o t e v a o p p o r r e
s o l t a n t o d i n o n essere s t a t a sufficientemente g r a n d e , c o n f o r m e
alle s p e r a n z e e alle a t t e s e . M i d i s p e n s o dal d i m o s t r a r e c h e il
f a t t o stesso d i d o v e r l a d i s c u t e r e e l i m i n a v a la p o s s i b i l i t à d i
p r e s e n t a r l a alle m a s s e c o m e u n a sconfitta. E r a p o s s i b i l e n e g a r e
il f a t t o m i l i t a r e ? L a sola critica p l a u s i b i l e e r a la critica n a z i o -
n a l i s t a — l ' o p p o s t o d i q u a n t o v a g h e g g i a v a n o i socialisti — ,
m e g l i o a n c o r a : e r a la critica o p e r a n t e d i D ' A n n u n z i o , l ' a z i o n e
d i D ' A n n u n z i o , c h e il g o v e r n o p o t è i m p u n e m e n t e m i t r a g l i a r e
senza c h e in I t a l i a si l e v a s s e u n a sola v o c e d i p r o t e s t a efficace.
I l socialismo d i s t r a s s e il fascismo d a l l ' o b i e t t i v o fiumano e f u ,
p r o b a b i l m e n t e , u n o t t i m o p a r a f u l m i n e p e r la m o n a r c h i a , r i m a -
s t a al d i s o t t o d e l l a v i t t o r i a . P e r q u a n t o t e m p o a n c o r a la
p e r s e c u z i o n e a n t i s o c i a l i s t a v a r r à a d i s t r a r r e il fascismo d a l l a
p o l i t i c a e s t e r a ? P e r q u a n t o t e m p o a n c o r a i fascisti, i n t e n t i a
s m a n t e l l a r e le C a m e r e d e l l a v o r o p e r la l i b e r t à i n t e r n a , d i m e n -
t i c h e r a n n o c h e esiste a n c h e u n a l i b e r t à p e r la politica e s t e r a ,
u n a dignità internazionale, u n decoro ed u n onore nei rap-
p o r t i c o n gli s t r a n i e r i , alleati o n e m i c i ?

A c c e t t a t a la v i t t o r i a c o m e u n d a t o a c q u i s i t o alla coscienza
p o p o l a r e , e r a s p i a n a t a la via a t u t t e l e r e a z i o n i s e n t i m e n t a l i .
N o n si è p o s t o sufficientemente a t t e n z i o n e a d u n f a t t o , ad u n
a s p e t t o del f a s c i s m o , r i g u a r d a t o , p e r q u a n t o riflette i g i o v a n i ,
c o m e u n a c o n s e g u e n z a d e l l a crisi d e l l a c u l t u r a . C h e cosa e r a
l e c i t o a t t e n d e r s i d a l l e migliaia d i g i o v a n i , c h e e r a n o p a r t i t i
in g u e r r a con l e i d e e d i p r i m a d e l l a g u e r r a , e r a n o r i t o r n a t i
d o p o c i n q u e a n n i d i o z i o i n t e l l e t t u a l e e si t r o v a v a n o d a v a n t i
u n m o n d o n u o v o , che le vecchie idee n o n spiegavano p i ù ? È
fin t r o p p o n o t o il b a g a g l i o l e t t e r a r i o e i d e a l e col q u a l e i
AI. Missiroli, Il fascismo e la crisi italiana 25"

giovani i t a l i a n i p a r t i r o n o p e r la g u e r r a . E r a a n c o r a la vecchia
c u l t u r a p a e s a n a , accademica e u n i v e r s i t a r i a , a c q u i s i t a n e l l e
scuole e c h e l'esercizio q u o t i d i a n o delle p r o f e s s i o n i liberali
faceva d i m e n t i c a r e . L a vita politica n o n offriva, p r i m a d e l l a
g u e r r a , sufficienti m o t i v i d i i n d a g i n e i n t e r n a e s o v e r c h i richia-
m i ideali. L e crisi c h e a v e v a n o t r a v a g l i a t o l e g e n e r a z i o n i
g i o v a n i e r a n o a p p e n a u n r i c o r d o e d e r a n o s t a t e d u e : il m o d e r -
n i s m o e il s i n d a c a l i s m o . M a a n c h e q u e s t e e r a n o s t a t e t a c i t a -
m e n t e t r a v a s a t e n e l p o p o l a r i s m o c a t t o l i c o e nella p r a t i c a
r i f o r m i s t a . L a m e d i o c r i t à degli u o m i n i a v e v a f a t t o il r e s t o .
Q u e s t i g i o v a n i f u r o n o a b b a n d o n a t i a se stessi. B a s t a v a avvici-
n a r l i p e r a v v e r t i r e la l o r o sete d i s a p e r e , il d i s o r i e n t a m e n t o
del l o r o s p i r i t o , il d e s i d e r i o d i u n a m e t a e d i u n a b u s s o l a ;
b a s t a v a a s c o l t a r e i l o r o discorsi al caffè, p e r s e n t i r e q u a n t e
i d e e f e r m e n t a s s e r o nei l o r o cervelli e q u a l e c o n f u s i o n e lì
a n n e b b i a s s e ; b a s t a v a u n p o ' di s i m p a t i a e d i i n d u l g e n z a p e r
p e r s u a d e r s i c h e la fotza v i v a e v e r a della n a z i o n e e r a là. D e -
lusi d a l s o c i a l i s m o , a b b a n d o n a t i dalla b o r g h e s i a , i n c o m p r e s i
dal m o n d o d e l l a c u l t u r a ufficiale, q u e s t i g i o v a n i r i e n t r a r o n o
in se s t e s s i e sì a p p a s s i o n a r o n o alla l o r o azione p e r s o n a l e : il
v a l o r e i n d i v i d u a l e fu u n rifugio della f a n t a s i a e d e l c u o r e .
Ma. poiché nessuno p u ò vivere di egoismo e t u t t i d o b b i a m o
riferirci a q u a l c h e cosa d i e s t r a n e o A n o i , q u e s t i g i o v a n i , d i
f r o n t e a d u n a r i v o l u z i o n e c h e n o n v e n i v a , r i t o r n a r o n o violen-
t e m e n t e alle i d e e t r a d i z i o n a l i , a q u e l l e c h e r a p p r e s e n t a v a n o
una rispettabile s o m m a d i esperienZE s t o r i c a e riaffermarono
e n e r g i c a m e n t e la n a z i o n e c o m e il v a l o r e u n i c o , e t e r n o e
s u p r e m o . F u l ' o r a d e l n a z i o n a l i s m o . « V i v a l ' I t a l i a , v i v a il
t r i c o l o r e ! » si g r i d ò da t u t t e l e c o n t r a d e d ' I t a l i a . A l l e idee
u n i v e r s a l i e d i n t e r n a z i o n a l i si c o n t r a p p o s e u n p e n s i e r o n a z i o -
nalista, l i m i t a t o , d u r o , a s p r o , i n t r a n s i g e n t e , c h e s p e s s o v i e t a v a
d i p e n s a r e , m a i n c a n d e s c e n t e . I l vecchio S t a t o l i b e r a l e p a r v e
d e b o l e d e l l a sua s a p i e n t e tolleranza, s o t t o la q u a l e f e r m e n t a v a
u n o r d i n e n u o v o ; ed alla vecchia ideologia l i b e r a l e fu c o n t r a p -
p o s t a l ' i d e a classica della n a z i o n e , nella s u a s q u a l l i d a n u d i t à .
U n ' i d e o l o g i a , fragilissima nel p e n s i e r o , m a efficacissima p e r
l ' a z i o n e , era s t a t a finalmente ritrovata. Con questa fu
26 Parte I, Sezione I

c r e a t o il n u o v o f r o n t e i n t e r n o . Si a s s i s t e t t e , p e r t a n t o , ad
u n a d e l l e p i ù beffarde i r o n i e d e l l a politica. Q u e s t i g i o v a n i ,
che erano animati da sentimenti e da volontà rivoluzionarie
— p r e c i p i t a t o dei r e s i d u i psicologici della g u e r r a e delle idee
v e c c h i e — e c h e a v r e b b e r o d o v u t o , l o g i c a m e n t e , scaraven-
t a r s i c o n t r o la vecchia b o r g h e s i a , d a n d o m a n f o r t e alla n u o v a
d e m o c r a z i a , si s c a g l i a r o n o v i o l e n t e m e n t e c o n t r o i socialisti, e,
p e g g i o a n c o r a , c o n t r o l e m a s s e p o p o l a r i , c o n t r o l e organizza-
zioni operaie, le Camere del lavoro, le cooperative. I n questo
m o m e n t o e n t r a i n g i u o c o u n s e c o n d o f a t t o r e , in p a r t e s e n t i -
m e n t a l e e in p a r t e m a t e r i a l e .
E n t r a n o i n scena l e classi m e d i e . L e classi m e d i e s o n o
s t a t e l e p i ù d i s g r a z i a t e . H a n n o d a t o alla g u e r r a s o l d a t i e d
ufficiali, h a n n o c o n t r i b u i t o p i ù d i t u t t e l e a l t r e alla r e s i s t e n z a
e d alla v i t t o r i a e s o n o s t a t e le p e g g i o r i c o m p e n s a t e . L ' e c o -
n o m i a d i g u e r r a h a f a v o r i t o la g r o s s a b o r g h e s i a , gli o p e r a i e
i c o n t a d i n i , m a h a i m p o v e r i t o l e classi m e d i e , q u e l l e classi,
che in Italia formano l'opinione pubblica. T e n u t e su, d u r a n t e
la g u e r r a , dai c a r o v i v e r i e d a i p r e z z i p o l i t i c i , a l l ' i n d o m a n i
dell'armistizio sono state sorprese da una tremenda novità:
h a n n o d o v u t o c o n s t a t a r e c h e a l t r i ceti sociali e r a n o s a l i t i ,
e c o n o m i c a m e n t e , o l t r e il l o r o l i v e l l o e si p r e p a r a v a n o a far
l o r o c o n c o r r e n z a sul t e r r e n o p o l ì t i c o . C h i n o n ha n o n è , m a
chi p i ù h a , p i ù v u o l e e s s e r e . Q u e s t o s q u i l i b r i o fu il p i ù d o l o r o s o ,
il p i ù d r a m m a t i c o del d o p o g u e r r a . N e s s u n o l ' a v e v a p r e v e d u t o .
Scrive Maffeo P a n t a l e o n i : « Si v e d e allora c h e ìl b a s s o p o p o l o ,
p e r incapacità i n t e l l e t t u a l e e m o r a l e di e s t e n d e r e i p r o p r i g u s t i ,
n o n si c o m p o r t a a q u e l m o d o c o m e si c o m p o r t a la classe dei r e d -
d i t i e r i c h e o r a lo accoglie, e c h e a q u e l r e d d i t o è già a b i t u a t a , m a
si c o m p o r t a i n m o d o c h e a p p a r i s c e — ed è — s c i a l a c q u a t o r e e
v i z i o s o ; i n m o d o d i s f o r m e d a q u e l l o n e l q u a l e esso m e d e s i m o
v o r r e b b e — e con il t e m p o v i e n e — in s e g u i t o ad u n a p a c a t a
e s p e r i m e n t a l e analisi delle u t i l i t à m a r g i n a l i r e l a t i v e . E la
c o n t r o p r o v a d i ciò si h a a l l o r c h é g e n t e p r e c e d e n t e m e n t e b e n e -
s t a n t e p e r d e Ì p r o p r i r e d d i t i . N o n a s s u m e , con ciò, se n o n
d o p o m o l t o t e m p o , e s p e s s o s o l t a n t o nella seconda genera-
z i o n e , i g u s t i della classe i n f e r i o r e , c h e o r a è d i v e n t a t a la
,-Vf. Missiroli, Il fascismo e la crisi italiana 27

s u a ; c o n t i n u a a d avere g u s t i d i v e r s i e r i p a r t i s c e in c o n f o r m i t à
i p r o p r i r e d d i t i » A n a l i s i p e r f e t t a . L a l o t t a n o n e r a fra p r o l e -
L

t a r i a t o e b o r g h e s i a , m a fra ceti b o r g h e s i . Q u e s t a l o t t a d u r a
t u t t o r a e si p r o l u n g h e r à p e r vari a n n i . I n f a t t i la g u e r r a ,
m e d i a n t e gli alti salari ed i p r e z z i p o l i t i c i , h a f a v o r i t o la
f o r m a z i o n e d i n u o v i c e t i p i c c o l o - b o r g h e s i , c h e , f o r t i d e l conse-
g u i t o p o t e r e e c o n o m i c o , t e n d o n o a s o s t i t u i r e gli a n t i c h i nel-
l'esercizio d e l p o t e r e p o l i t i c o . L a l e g i s l a z i o n e d e l t e m p o d i
g u e r r a , a t t a a p r o t e g g e r e la m e d i a b o r g h e s i a , n o n è r i u s c i t a
ad e v i t a r e q u e s t a l o t t a , c h e a n d r à a c u e n d o s i m a n m a n o c h e
l ' e c o n o m i a r i t o r n e r à a s v o l g e r s i in c o n d i z i o n i l i b e r e . N o n
essendo possibile perpetuare quei p r o w e d i m e n t i protettivi,
c h e , d u r a n t e la g u e r r a , c o n s e r v a r o n o alla m e d i a b o r g h e s i a
quel d e c o r o e q u e l t e n o r e di v i t a , c h e e r a n o m i n a c c i a t i dal
c a r o v i v e r i , allo stesso m o d o c h e n o n s a r à p o s s i b i l e r i d u r r e
agli o p e r a i quegli alti salari, c h e l ' o r g a n i z z a z i o n e h a consoli-
d a t o , a s s i s t e r e m o alla d e c a d e n z a d i a l c u n i ceti ( i m p i e g a t i ,
f u n z i o n a r i , piccoli r e d d i t i e r i ) , a v a n t a g g i o d i aristocrazie o p e -
raie, c h e , f o r t i del n u o v o p o t e r e e c o n o m i c o , d o m a n d a n o u n
e q u i v a l e n t e p o t e r e p o l i t i c o . Q u e s t e n u o v e a r i s t o c r a z i e conser-
v a n o a n c o r a g u s t i bassi e d a b i t u d i n i v o l g a r i , allo s t e s s o m o d o
c h e i ceti d e c a d u t i c o n s e r v e r a n n o , p e r p a r e c c h i o t e m p o , g u s d
e d a b i t u d i n i s u p e r i o r i al n u o v o s t a t o . P a r a l l e l a m e n t e alla crisi
e c o n o m i c o - p o l i t i c a si svolge u n a p e n o s i s s i m a crisi d i n a t u r a
m o r a l e , p e r la q u a l e m o l t i valori e m o l t e s i t u a z i o n i riusci-
r a n n o a l t e r a t i . I ceti b a t t u t i e c o n o m i c a m e n t e t e n t a n o d i ri-
farsi a t t r a v e r s o la l o t t a p o l i t i c a . E c c o il terzo a s p e t t o d e l
fascismo. A l l ' e l e m e n t o idealistico e r o m a n t i c o s e g u e u n ele-
m e n t o p s i c o l o g i c o - m o r a l e , cui s u c c e d e u n a r i v o l t a r e a z i o n a r i a .
6 l ' o r a dei c o n s e r v a t o r i j l'ora d e i r e a z i o n a r i . V e c c h i m o d e -
r a t i , a l t i ufficiali c h e n o n v o l e v a n o e s s e r e c o n g e d a t i , p a d r o n i
d i c a s e , c o m m e r c i a n t i , b o t t e g a i , s p e c u l a t o r i al m i n u t o , ter-
r i e r i : vecchia b o r g h e s i a incapace, c h e a v r e b b e f a t t o m e r c a t o
d i t u t t o p u r d i n o n sentirsi t u r b a t a n e i p r o p r i privilegi e
n e l l e p r o p r i e c o m o d i t à , si accoda con p a s s o c l a u d i c a n t e ai fa-
scisti, e s p o n e l e b a n d i e r e e g r i d a , con v o c e n a s a l e , « viva
l ' I t a l i a »_.allo stesso m o d o c h e g r i d a v a « v i v a la ..repubblica »
28 Parte I, Sezione I

n e l l e g i o r n a t e della s e t t i m a n a rossa. L o s p e t t a c o l o è r i v o l -
t a n t e . E s p l o d o n o t u t t i i v e c c h i o d i , si d i s f r e n a n o t u t t i i vecchi
r a n c o r i . I fascisti g r i d a n o d a i p a l c h i e dai l o r o g i o r n a l i c h e
n o n v ' è p o s t o p e r la r e a z i o n e ; p r o c l a m a n o , i n m a t e r i a sociale,
delle d o t t r i n e , c h e n e m m e n o i socialisti p i ù a v a n z a t i a v e v a n o
f o r m u l a t o , m a t u t t o ciò n o n c o n t a . L a vecchia b o r g h e s i a n o n
vi c r e d e : i m m a g i n a c h e si t r a t t i d i u n a astuzia p e r i n g a n n a r e
le m a s s e , p e r p o t e r p e r c u o t e r e c o n m a g g i o r e v i o l e n z a i socia-
listi, a p p e l l a n d o s i ad u n alibi d e m o c r a t i c o . D i s g r a z i a t a m e n t e
q u e s t a m a s s a i n e r t e , p l u m b e a , o p a c a , senza ideali e senza fedi,
riesce a p r e n d e r e il s o p r a v v e n t o p e r la sua s t e s s a v a s t i t à ed
i m p r i m e al fascismo u n c a r a t t e r e s p i c c a t a m e n t e a a t i s o c i a l i s t a
e r e a z i o n a r i o . Così il fascismo si o r i e n t a s e m p r e p i ù c o n t r o
il_ socialismo e l e o r g a n i z z a z i o n i o p e r a i e . A n c h e i n q u e s t o
a s p e t t o d e l fascismo b i s o g n a d i s t i n g u e r e d u e t e m p i e d u e
m o d i . I n u n p r i m o t e m p o l ' a z i o n e del fascismo è l e g i t t i m a
in q u a n t o r a p p r e s e n t a u n a r i v o l t a dei ceti u r b a n i c o n t r o i
p r e p o t e n t i ceti c o n t a d i n i , c h e affamavano le c i t t à . A l l ' i n d o -
m a n i d e l l a g u e r r a , i n f a t t i , a s s i s t e m m o ad u n a n e t t a separa-
zione d e l l a c a m p a g n a dalla c i t t à . F u il p r i m o e l ' u n i c o sin-
t o m o v e r a m e n t e b o l s c e v i c o ; m a p e r esattezza storica si d e v e
r i c o n o s c e r e c h e l ' a z i o n e r i v o l u z i o n a r i a d e i socialisti m a s s i m a -
listi d i città o v v i ò a q u e s t o p e r i c o l o taglieggiando i c o n t a d i n i
e d affidando alle C a m e r e del l a v o r o l'ufficio d i r e q u i s i r e e d i
c a l m i e r a r e i p r o d o t t i agricoli. C u r i o s o p a r a d o s s o ! I m a s s i m a -
listi delle C a m e r e del l a v o r o u r b a n e nel m o m e n t o stesso in
cui m e d i t a v a n o l ' o r g a n i z z a z i o n e s o v i e t t i s t a , e H m i n a v a n o , m e -
d i a n t e la v i o l e n z a , l ' u n i c o a c c e n n o s e r i a m e n t e b o l s c e v i c o !
N a t u r a l m e n t e la b o r g h e s i a n o n n e capiva n u l l a e l a g r i m a v a
sulle c a s t e l l a t e d ' u v a e sulle u o v a dei p o v e r i c o n t a d i n i , b l o c -
c a t i alle p o r t e della c i t t à ! [...]

D a q u e s t o r a p i d o e s o m m a r i o e s a m e d e l fascismo, c h e
m i s o n o s t u d i a t o d i cogliere n e i suoi a s p e t t i salienti e carat-
t e r i s t i c i , m i p a r e si p o s s a c o n c l u d e r e c h e q u e s t o m o v i m e n t o
n o n p u ò in a l c u n m o d o e s s e r e i n t e r p r e t a t o , o, c o m u n q u e ,
definito s e c o n d o u n u n i c o p e n s i e r o , u n ' u n i c a v a l u t a z i o n e . E i e -
Al. Missiroli, Il fascismo e la crisi italiana 29

m e n t i r o m a n t i c i e idealistici p r e v a l g o n o , c o m e s e m p r e , nei
g i o v a n i , p a r t i c o l a r m e n t e n e g l i a m b i e n t i u r b a n i ; e l e m e n t i spic-
catamente reazionari nella campagna; ambigui e p r o n t i a tutti
L t r a d i m e n t i negli alti ceti della b o r g h e s i a , d e l l ' i n d u s t r i a e
d e l l a finanza. P a s s i o n i p e r l u n g o t e m p o c o m p r e s s e , i r r i t a z i o n i ,
p r o m e s s e m a n c a t e , fedi d e l u s e , ideali i r r a g i o n e v o l i ; t u t t a la
m e n t a l i t à della g u e r r a e d e l l ' i m m e d i a t o d o p o g u e r r a p a r v e , in
u n c e r i o m o m e n t o , c o n c e n t r a r s i p e r e s p l o d e r e c o n u n o scop-
p i o v u l c a n i c o . I l socialismo, con le sue e s a g e r a z i o n i a s s u r d e ,
fu o c c a s i o n e , p r e t e s t o , causa p r o s s i m a , m a n o n il m o v e n t e
d i r e t t o e sufficiente. C o n t e m p o r a n e a m e n t e a q u e s t a crisi idea-
le, a s s i s t e m m o alla crisi e c o n o m i c a , t r e m e n d a e d a g g r a v a t a
dalla s m o b i l i t a z i o n e e dalle leggi i n s e n s a t e dell'ori. G i o l i t t i ,
c h e n o n n e m i s u r ò la p o r t a t a d e m a g o g i c a ( q u a s i n u l l a , agli
effetti c h e si p r o p o n e v a p r e s s o l e m a s s e ) e la p o r t a t a disa-
s t r o s a n e l l ' e c o n o m i a g e n e r a l e del p a e s e . L a g r a n d e b o r g h e s i a
capitalistica, t u t t i i ceti i n d u s t r i a l i , si s e n t i r o n o feriti d a i n u o v i
p r o v v e d i m e n t i finanziari c h e v e n i v a n o s u b i t o d o p o q u e l l i (già
così f o r t i , m a razionali) escogitati d a l l ' o n . N i t r i ; si s e n t i chia-
m a t a a s a l v a r e l e finanze dello S t a t o e p r e t e s e , c o n l a forza,
c o n t r o s u p p o s t e i n t e n z i o n i d e m o c r a t i c h e del g o v e r n o , il d o m i -
n i o p o l i t i c o . Si v i d e , allora, la vecchia b o r g h e s i a , germanofila
e n e u t r a l i s t a , a c c o d a r s i ai g i o v a n i del F a s c i o , c h e r i p r e n d e -
v a n o i n t e g r a l m e n t e l ' i d e o l o g i a della g u e r r a e d e l l ' i n t e r v e n t o
a l l ' i n d o m a n i della p a c e , e far n u m e r o e fare il c o r o . Assenza
d i sensibilità p o b t i c a , di d e c o r o , d i r i t e g n o m o r a l e , s o n o l e
n o t e , c h e c o n t r a d d i s t i n g u o n o l ' a z i o n e della b o r g h e s i a conser-
v a t r i c e i n q u e s t i m e s i , d o m i n a t i dal m o v i m e n t o fascista.
Q u e s t a assenza d i d i g n i t à n e g l i alti ceti b o r g h e s i era a p p e n a
c o m p e n s a t a d a l l ' i d e a l i s m o dei g i o v a n i , r i t o r n a t i dalla g u e r r a
con la l e s t a r o v e n t e e il c u o r e gonfio, con t u t t e le n o s t a l g i e
delle s p e r a n z e m a n c a t e , con t u t t e le f e b b r i d e l l ' a v v e n i r e . L a
g r a n d e b o r g h e s i a capitalistica colse il m o m e n t o con sicuro
i s t i n t o e fece a p p e l l o a t u t t e l e forze r e a z i o n a r i e , c h e spesseg-
g i a v a n o n e l p a e s e e c h e e r a n o s t a t e cosi d u r a m e n t e mortifi-
cate a l l ' i n d o m a n i d e l l ' a r m i s t i z i o . I ceti m e d i p a r a s s i t a r i , pa-
d r o n i di c a s e , i n t e r m e d i a r i , b o t t e g a i , s p e c u l a t o r i , b a g a r i n i .
50 Parie I, Sezione I

piccoli e s e r c e n t i , la m o l t i t u d i n e d i t u t t i coloro c h e v i v o n o al
margine della grande economia p r o d u t t i v a ; coloro, i n s o m m a ,
c h e , c o n c e p e n d o e p r a t i c a n d o la v i t a e c o n o m i c a c o m e u n
quid medium fra l o s t r o z z o e la r a p i n a , h a n n o v i v i s s i m o il
s e n s o d e l l ' a u t o r i t à e d e l c a r a b i n i e r e , si m o s s e r o c o m e u n sol
u o m o , e m a r c i a r o n o i n p l o t o n i s e r r a t i . C o n t r o c h i ? C o n t r o il
b o l s c e v i s m o . I n r e a l t à , il p e r i c o l o b o l s c e v i c o era s c o m p a r s o
q u a n d o quest'esercito claudicante, questi vivandieri, che simu-
l a v a n o a n d a t u r e d i a r d i t i , si m i s e r o i n m a r c i a . E s s i m a r c i a v a n o
c o n t r o il p r o l e t a r i a t o o r g a n i z z a t o , c h e era u s c i t o p i ù f o r t e
c h e m a i dal r o g o della g u e r r a , c o n t r o il p a r t i t o socialista,
cui l a disciplina n a z i o n a l e e l ' u n i o n e sacra a v e v a n o s p e z z a t o
l a l i n g u a , m a n o n l ' a n i m a . M a r c i a v a n o c o n t r o l e n u o v e classi
m e d i e , c h e d o m a n d a v a n o il p o t e r e p o l i t i c o , c o n t r o i n u o v i ceti
m e d i , a b a s e p r o l e t a r i a , c h e p r e t e n d e v a n o , i n n o m e della p o l i -
tica e s t e r a p u b b l i c a e della d e m o c r a t i z z a z i o n e d e l l ' i n d u s t r i a ,
l'esercizio d e l p o t e r e . Q u e s t a r i v o l t a s p i e t a t a p a r v e c o g l i e r e
i m p r e p a r a t o il s o c i a l i s m o : i n r e a l t à il_ socialismo n o n fu n e m -
m e n o scalfito dalla r i b e l l i o n e s p a s m o d i c a d i q u e s t i e g o i s t i del
p o r t a f o g l i o e del p o t e r e . N o n e r a difficile, i n f a t t i , s c o r g e r e ,
a n c h e p r i m a d e l l a g u e r r a , la f o r m a z i o n e d i u n a n u o v a v a s t i s -
s i m a piccola b o r g h e s i a , c h e si s p r i g i o n a v a , q u a s i p e r g e n e r a -
z i o n e s p o n t a n e a , dal s e n o stesso del p r o l e t a r i a t o o r g a n i z z a t o .
L a g u e r r a , coi suoi d o l o r i e con le sue fate m o r g a n e , con l e
s u e lezioni d i v i o l e n z a e c o n l ' e s e m p i o della R u s s i a rivolu-
zionaria, aveva creato rillusione massimalista, che parve im-
p r i g i o n a r e , c o m e i n u n c a r c e r e i d e a l e , le m a s s e , c h e il socia-
l i s m o aveva e l e v a t o e c h e n o n a v e v a n o p i ù n u l l a d i c o m u n e
col r e s t o d e i p o v e r i , ai q u a l i il socialismo d o v r à p i ù i n t e n s a -
m e n t e rivolgersi p e r l ' o p e r a sua d i d o m a n i . I l socialismo s t a v a
p e r p a r t o r i r e , nelle città c o m e n e l l e c a m p a g n e , u n a n u o v a
piccola b o r g h e s i a , l a b o r i o s a , t e n a c e , avida ed avara, rozza e
r a p a c e , m a decisissima a n o n lasciarsi sfuggire il p o s t o , c h e
si e r a d u r a m e n t e c o n q u i s t a t o . E s s a m i n ò dal d i d e n t r o la c o m -
p a g i n e d e l socialismo, n e l l o s t e s s o t e m p o in cui m a g g i o r m e n t e
g r i d a v a e p r o t e s t a v a c o n t r o l e v i o l e n z e d e l fascismo c h e n e
fu, in c e r t o m o d o , l ' o s t e t r i c o , c h e la m i s e alla luce m e d i a n t e
M. Missiroli, Il fascismo i la crisi italiana 31

un doloroso taglio cesareo. Questa nuova piccola borghesia è


figlia del socialismo e del fascismo, di questi due padri fratri-
cidi, che si riconcilieranno ai primi vagiti della nuova creatura
febbricitante. Che il socialismo abbia subito un colpo d'ar-
resto si spiega e si comprende: il ventre si rattrappa dopo il
parto. È probabile che le classi reazionarie, le quali sperarono,
mediante il fascismo, di fermare il corso normale della vita,
provino un'amara delusione. Indubbiamente la proveranno. Si
è detto che, in Italia, contro le classi medie non si va: ed è
vero. Si tratta, però, di vedere quali siano le classi medie, che
in sé adunano una maggiore somma di esperienza storica e di
attualità. Fino alla vigilia della guerra le classi medie erano
formate dagli impiegati, dai piccoli professionisti, dagli eser-
centi, dai piccoli commercianti, da quella borghesia minuta,
che lavora e non pensa, che vive di impressioni labili, dì
retorica e di avarizia. Questa pìccola borghesia è finita. Essa
ha dato alla guerra ed alla resistenza una ragguardevole somma
di uomini e di fede, di sofferenze e di pazienza: è stata idea-
listica per abituclìne piuttosto che per sentimento; raa la sua
ora è suonata. Essa se ne va con un leggero fardello di illu-
sioni, senza avere capito nulla della guerra, della pace, del
massimalismo, che la terrorizzò e del fascismo, che l'uccise.
Sulla sua bara si debbono recitare le preci, con le quali il
clero raccomanda a Dio l'anima degli innocenti. Eppure questa
borghesia, così facile da ingannare; questi piccoli ceti medi,
che pagarono in ogni tempo le tasse e si accontentarono dì
croci di cavaliere; che batterono le mani a tutte le fandonie,
conobbero tutti gli entusiasmi del patriottismo scolastico e
le delusioni della realtà a loro spese; mobili, volubili, ingenui
nella stessa furbizia fanciullesca dell'egoismo; questi ceti medi
non erano privi di ideali. Ma erano ancora la vecchia Italia,
l'Italia invecchiata. Ad essi parve rivolgersi Giolitti quando sali
per l'ultima volta al potere. Uomo della vecchia Italia, egli so-
gno di governare rimettendo in onore gli elementi politici e so-
ciali, che erano stati la sua forza negli anni della pace; ma il
suo calcolo falB. Egli credeva di avere una massa di uomini
e s'accorse, da ulrimo, di avere, davanti a sé, una moltitudine
32 Parte I, Sezione I

di fantocci inanimati. Jl piano di Giolitti era semplicissimo,


.come sempre; troppo semplice per poter riuscire. Egli pen-
sava, lasciando .mano libera al fascismo,, di .ridurre al. silenzio
i socialisti e dì valorizzare, contro gli stessi fascisti, le « s u e »
•classi mèdÌe"."A ~quesTò~finè~ si ispirò dirigendo le elezioni
amministrative del 1920 in nome del « blocco nazionale »; a
questo intento egli promosse le elezioni politiche generali sulla
base dei blocchi col sottinteso di abolire, in seguito, la
proporzionale, mercé un ritorno ad un puro e semplice siste-
ma maggioritario, che permettesse le grandi maggioranze mi-
nisteriali, accodasse i popolari ai liberali, liquidando i primi
come partito autonomo ed assegnando ai secondi uno speci-
fico ufficio conservatore. Come sempre, egli vagheggiava l'ab-
bassamento di tutti i toni e la mortificazione dei partiti, che
dovevano tacere, scomparire, sostituiti da un'accorta politica
personale, che si incaricava di interpretarli ad uno ad uno, di
volta in volta, nei limiti e nei modi di una dittatura senza
limiti, monarchica e senza controllo. Ad una politica interna
così concepita, dovevano fare riscontro una politica estera di
assenteismo, di dedizione e di rinunzia verso gli alleati ed
una politica economica capace di muoversi fra le piraterie
•dell'alta finanza e del protezionismo industriale e gli appan-
naggi al socialismo riformista in funzione dei servizi politici,
che poteva rendere. Se bene si riflette, questa politica era,
essenzialmente, una politica « neutralista », come quella che
prescindeva dal fatto della guerra, come quella, in altre parole,
che si immaginava di poter governare il paese senza tener
conto dei fatti compiuti, delle profonde, radicalissime trasfor-
mazioni, che la guerra aveva suscitato nella coscienza nazio-
nale. Questo sottinteso neutralista era faticosamente coperto,
ma senza garbo, da una rettorica nazionalisteggiante, dalle
frequenti adulazioni agli uomini dell'interventismo, le quali
dovevano simulare una sdegnosa superiorità spirituale nei
confronti dei detrattori del 1915; dalle dedizioni alla Francia,
ad Aix-les-Bains ed a Roma. Età assurdo sperare che questo
calcolo potesse riuscire. Se i vecchi conservatori applaudirono
til vecchio neutralista, che rinnegava tutti i valori della guerra,
M. Missiroli, II fascismo e la crisi italiana 33

perché la politica interna era ferocemente antisocialista e


I quella estera senza indulgenza per i vinti, spietata verso la
Russia; se poterono applaudire i reazionari di tutte le cate-
gorie, irreconciliabili verso fon. Nitri, che, nella pace, pur
rinnegando la mentalità dell'in ter vendsmo, continuava logica-
mente la politica della guerra, ^dirizzando la politica estera
verso quei problemi e quelle soluzioni, che erano state origi-
nate dalla guerra e secondo lo spirito innovatore dei tempi
nuovi; se, ripeto, poterono applaudire i reazionari, non applau-
dirono i fascisti, che rimasero irriducibili nell'opposizione a
Giolito. In questa opposizione, nemmeno ingannata, nem-
meno attenuata dalla complicità governativa nei moti interni
del fascismo, è da ricercarsi, a mio avviso, il segno più visibile,
il sintomo più plausibile per una definizione del fascismo in
rapporto alla democrazia. Il suo capo ebbe un senso esattis-
simo della realtà quando proclamò che i fascisti si schieravano
nettamente contro Giolitti. Quell'affermazione stava a provare
che, nel fascismo, covava qualcosa di veramente nuovo, che
il vecchio non poteva assimilare. La stessa affermazione, ten-
denzialmente repubblicana, del fascismo, stava a dimostrare,
nei Fasci, la coscienza lucidissima che la monarchia, all'indo-
mani dell'ultima guerra del Risorgimento, era ancora in difet-
to rispetto allo Stato moderno. Questa sensazione ha una
portata straordinaria e ricongiunge, idealmente, il fascismo
agli uomini del Risorgimento. Probabilmente, essa è ancora
un'intuizione personale di Mussolini, incomunicabile alla gran-
de massa: è ancora un aspetto del carattere «personale»
di questo movimento, che non si può valutare in sé e per sé,
essendo, in parte, opera di un temperamento politico ecce-
zionale. Non è possibile prescindere dall'attività personale
del Mussolini giudicando il movimento che fa capo a lui e
dire che cosa esso sarebbe senza di lui. H o visto Mussolini
una sola volta, per pochi minuti, fra molta gente, poche ore
dopo un discorso pronunziato al teatro comunale di Bologna,
la cittadella del massimalismo, in pieno massimalismo. Egli
era venuto chiamato dai mutilati a rivendicare, contro Ì
negatori della guerra e della patria, le ragioni ideali dell'in-

3. De Felice
34 Parte I, Sezione I

t e r v e n t o e d e l l a v i t t o r i a . Q u a n d o i o l o v i d i era a n c o r a t u t t o
a n s a n t e p e r la fatica d u r a t a e ricordo a p p e n a la sua fisonomia.
Passò davanti a me rapidissimo e ne serbo un'impressione
cinematografica. R i c o r d o solo c h e fui c o l p i t o d a l l a s t r a o r d i -
n a r i a v i v e z z a degli o c c h i , c h e d a v a n o u n a n o b i l t à alla sua
faccia p o p o l a n a . F u i i o a p r e v e d e r e , u n i c o , n o n o s t a n t e l e s u e
p r o t e s t e , c h e egli si s a r e b b e a v v i a t o v e r s o u n a c o n c e z i o n e
n a z i o n a l i s t a , q u a n d o a b b a n d o n ò il p a r t i t o socialista p e r d e d i -
carsi alla causa d e l l a g u e r r a . N e i suoi scritti c o m e n e i suoi
d i s c o r s i si r i s c o n t r a u n a l u c i d i t à d i p e n s i e r o e d i f o r m a , d i
c o n c e z i o n e e d i stile, c h e fa p e n s a r e alla logica c h i a r a d i t u t t i
i r i v o l u z i o n a r i , d e i q u a l i h a la f r e d d e z z a , m a n o n la p e d a n -
t e r i a . Q u e s t a assenza d i p e d a n t e r i a m i fa s u p p o r r e c h e egli
possa essere u n entusiasta, mai u n volitivo. U n entusiasta che
sa r a g i o n a r e , u n logico f o r m i d a b i l e ; m a u n e m a n c i p a t o d a l l a
s u a stessa logica. I l s u o p e n s i e r o è s e m p r e f e r m o e c o e r e n t e
c a s o p e r caso, m a n m a n o c h e si m a n i f e s t a , m a si c e r c h e r e b b e
invano u n a continuità. C a p o di u n m o v i m e n t o , che m o l t i dei
s u o i a d e r e n t i a m a n o definire « r o m a n t i c o », n o n h a a s s o l u t a -
m e n t e n u l l a d i r o m a n t i c o . S e d o v e s s i assegnargli u n p o s t o
e d u n a fisonomia i n s e d e l e t t e r a r i a , n o n e s i t e r e i a definirlo u n
classico. Solo i classici, i n f a t t i , s a n n o i n t e r p r e t a r e l e g r a n d i
p a s s i o n i senza s e n t i r l e . E se è v e r o c h e la p o l i t i c a è u n ' a r t e
egli è v e r a m e n t e u n g r a n d e a r t i s t a d e l l ' a z i o n e . L e m a g g i o r i
difficoltà, p e r l u i , si p r e s e n t e r a n n o q u a n d o d o v r à c o o r d i n a r e ,
o r d i n a r e , l e s u e file p e r u n ' o p e r a p o s i t i v a ; q u a n d o al p e r i o d o
i n c a n d e s c e n t e d e l l ' a z i o n e p r e p o t e n t e d o v r à s u c c e d e r e il p e r i o d o
d e l l a r i c o s t r u z i o n e . L a r e s p o n s a b i l i t à è i m m e n s a ; m a , fino ad
o g g i , n o n h o s c o r t o , n e i s u o i d i s c o r s i e n e i suoi s c r ì t t i , q u a l -
c h e cosa c h e a u t o r i z z i a r i t e n e r e c h e egli h a la coscienza d e l l a
sua stìraordinarìa r e s p o n s a b i l i t à . N o n h o a n c o r a a v v e r t i t o n e s -
s u n o d i q u e g l i a c c e n t i , c h e p a r l a n o d i r e t t a m e n t e al c u o r e , n o n
h o sentito ancora nessuna di quelle parole magiche, che
i n t e r p r e t a n o il s e n t i m e n t o d i t u t t i e c h e v a l g o n o a p l a c a r e i n
u n a t t i m o t u t t e l e i r e e t u t t i i r a n c o r i i n u n solo p e n s i e r o d i
f e d e l t à alla causa d e g l i u o m i n i , i n u n u n i c o a m o r e . P e r v i n -
c e r e Ì socialisti è n e c e s s a r i o p o r t a r e fra l e m a s s e q u e l l a p o e s i a
M. Missiroli, Il fascismo e la crisi italiana 35

c h e essi n o n c o n o s c o n o . G l i u o m i n i d ' a z i o n e , i g r a n d i u o m i n i
d ' a z i o n e , h a n n o s e m p r e s a p u t o c h e la p o e s i a è u n p e d a g g i o
indeclinabile per tutti coloro che vogliono andare veramente
l o n t a n o . N a p o l e o n e era senza p o e s i a . I l m a s s i m o i n t e r p r e t e
degli e r o i , colui c h e s e n t ì la r i s o n a n z a d e l l a l o r o v o c e nella
propria anima e ne avvertì tutti i toni, n o t ò giustamente che
Napoleone difettava di poesia. Il suo cuore era arido e sordo.
T u t t i i d e m a g o g h i , della p a r o l a e d e l l ' a z i o n e , si r i c h i a m a n o
idealmente a Napoleone. N o n vorrei che le pose napoleoniche
d i q u e s t o c o n d o t t i e r o d i folle, d e n u n z i a s s e r o u n ' a s s e n z a di
p o e s i a . I l m o v i m e n t o d a lui i n i z i a t o è p e r v e n u t o ad u n t a l e
p u n t o , c h e egli ha l ' o b b l i g o d i e s s e r e a l t o , m o l t o a l t o , se n o n
v o r r à r e s t a r e s o m m e r s o . N o n b a s t a galleggiare sulle o n d e : è
n e c e s s a r i o s a p e r n a v i g a r e fra l e t e m p e s t e e l e t e n e b r e v e r s o
u n a m e t a , v e r s o u n a l u c e , c h e d e v e b r i l l a r e n e l l a n o s t r a co-
scienza p r i m a a n c o r a c h e s u l l ' o r i z z o n t e . I d e a l m e n t e egli d o -
v r e b b e a s s u m e r s i il c o m p i t o d i c a p i t a n a r e la n u o v a d e m o -
crazia, o c c u p a n d o u n p o s t o d a t r o p p o t e m p o d e s e r t o .

C h i u n q u e sia il f u t u r o c a p o d e l l a d e m o c r a z i a politica, è
c e r t o c h e u n a n u o v a d e m o c r a z i a s t a p e r s o r g e r e . E s s a è già
s o r t a e se n e v e d o n o d o v u n q u e i s e g n i : la stessa u l t i m a crisi
p a r l a m e n t a r e , p r o v o c a t a d a l l a coalizione d e l l e d e s t r e , sarà ri-
solta dalle sinistre. I l fascismo sarà l a c o s c i e n z a m a t u r a d e l l a
n u o v a d e m o c r a z i a , e, c o m e t a l e , d o v r à riconciliarsi col socia-
lismo, o sarà peggio d i nulla: u n tardivo e impossibile tenta-
tivo r e a z i o n a r i o . I n q u e s t o caso d i s p e r a t o , d o v r à essere acco-
m u n a t o c o n t u t t i gli e l e m e n t i r e a z i o n a r i , c h e a l u ì si u n i r o n o
n e l s o g n o a s s u r d o d i mortificare la v o l o n t à p o p o l a r e a colpi
d i r a n d e l l o . E s u b i r e !a m e d e s i m a c o n d a n n a . O s a p r à i n t e r -
p r e t a r e l ' a n i m a e la v o c e delle n u o v e classi m e d i e , p a r l a n d o
loro u n l i n g u a g g i o d i lealtà e d i i d e a l i t à , o d o v r à s c o m p a r i r e
c o m e u n e p i s o d i o f u n e s t o . C h i e d e r e al fascismo u n « p r o -
g r a m m a » n o n si p u ò ; m a si d e v e c h i e d e r g l i u n a coscienza,
capace d i i n t e n d e r e i p r o g r a m m i a l t r u i , i p r o g r a m m i , c h e
s o n o s u g g e r i t i dalla v o c e stessa delle c o s e .
L a d e m o c r a z i a è i m m o r t a l e ; n e i p a e s i p o v e r i il socialismo
è i n v i n c i b i l e . F a r e d e l socialismo u n a forza n a z i o n a l e : ecco il
c o m p i t o della d e m o c r a z i a d i d o m a n i .
ANTONIO GRAMSCI

I D U E F A S C I S M I <•

La crisi del fascismo, sulle cui origini e cause tanto si


sta scrivendo in questi giorni, è facilmente spiegabile con un
serio esame dello sviluppo stesso del movimento fascista.
I Fasci di combattimento nacquero, all'indomani della
guerra, col carattere piccolo-borghese delle varie associazioni
di reduci, sorte in quel tempo. Per il loro carattere di recisa
opposizione al movimento socialista, eredità in parte delle
lotte fra il partito socialista e le associazioni interventiste
nel periodo della guerra, i Fasci ottennero l'appoggio dei
capitalisti e delle autorità. II loro affermarsi, coincidendo
colla necessità degli agrari di formarsi una guardia bianca
contro il crescente prevalere delle organizzazioni operaie, per-
mise al sistema di bande create ed armate dai latifondisti di
assumere la stessa etichetta dei Fasci, alla quale conferirono
col successivo sviluppo la stessa caratteristica loro di guardia
bianca del capitalismo contro gli organi di classe del pro-
letariato.
II fascismo conservò sempre questo vizio d'origine. Il
fervore dell'offensiva armata impedì fino ad oggi l'aggravarsi
del dissidio fra i nuclei urbani, piccolo-borghesi, prevalente-
mente parlamentari e collaborazionisti, e quelli rurali, formati
da proprietari terrieri grandi e medi e dagli stessi coloni,

* ( A . GRAMSCI], 1 due fascismi, in «L'Ordine Nuovo:-, 2 5 nyp-


sio 1 9 2 1 .
A. Grama, 1 due fascismi 37

interessati alla lotta contro i contadini poveri e (e loro


organizzazioni, recisamente antisindacali, reazionari, più fidu-
ciosi nell'azione armata diretta che nell'autorità dello Stato
e nell'efficacia del parlamentarismo.
Nelle zone agricole (Emilia, Toscana, Veneto, Umbria),
il fascismo ebbe il maggior sviluppo, raggiungendo, coll'ap-
poggio finanziario dei capitalisti e la protezione delle autorità
civili e militari dello Stato, un potere senza condizioni. Se
da una parte l'offensiva spietara contro gli organismi di classe
del proletariato è servita ai capitalisti, che nel volgere di un
anno poterono vedere tutto l'apparecchio di lotta dei sinda-
cati socialisti infrangersi e perdere ogni efficacia, è innegabile
però che la violenza, degenerando, ha finito per creare al
fascismo un'opinione diffusa di ostilità nei ceti medi e popolari.
Gli episodi di Sarzana, Treviso, Viterbo, Roccastrada
scosselo profondamente i nuclei fascisti urbani, personificati
in Mussolini, che cominciarono a vedere un pericolo nella
tattica esclusivamente negativa dei Fasci delle zone agricole.
D'altra parte questa tattica aveva già dato ottimi frutti trasci-
nando il partito socialista su un terreno transigente e favore-
vole alla collaborazione nel paese ed in parlamento.
Il dissidio latente comincia da questo momento a manife-
statsi in tutta la sua profondità. Mentre i nuclei urbani,
collaborazionisti, vedono ormai raggiunto l'obiettivo, propo-
stosi, dell'abbandono dell'intransigenza classista da parte de!
partito socialista, e si affrettano a verbalizzare la vittoria col
patto di pacificazione, i capitalisti agrari non possono rinun-
ziare alla sola tattica che assicura loro il « libero » sfrutta-
mento delle classi contadine, senza seccature di scioperi e di
organizzazioni. Tutta la polemica che commuove il campo
fascista, fra favorevoli e contrari alla pacificazione, si riduce a
questo dissidio, le cui origini non st debbono ricercare che
nelle origini stesse del movimento fascista.
Le pretese dei socialisti italiani, di' aver cioè essi provo-
cata la scissione nel movimento fascista colla loro abile pobtica
di compromesso, sono nient'altro che una riprova del loro
demagogismo. In realtà la crisi fascista non è di oggi, ma di

I
38 Parie I, Sezione I

sempre. Cessate le ragioni contingenti che mantenevano com-


patte le schiere antiproletarie, era fatale che i dissidi si mani-
festassero con maggior evidenza. La crisi è quindi niente
altro che il chiarirsi di una situazione dì fatto preesistente.
Dalla crisi il fascismo uscirà scindendosi. La parte parla-
mentare, capeggiata dal Mussolini, appoggiandosi sui ceti
medi, impiegati e piccoli esercenti ed industriali, tenterà la
loro organizzazione politica, orientandosi necessariamente ver-
so una collaborazione coi socialisti e coi popolari. La parte
intransigente, che esprime la necessità della difesa diretta e
armata degli interessi capitalistici agrari proseguirà nella sua
azione caratteristica antiproletaria. Per questa parte, la più
importante nei confronti della classe operaia, non avrà alcun
valore il « patto di tregua » che i socialisti vantano come
una vittoria. La « crisi » segnerà soltanto l'uscita dal movi-
mento dei Fasci di una frazione di piccoli borghesi che hanno
invano tentato di giustificare con un programma politico gene-
rale di « partito » il fascismo.
Ma il fascismo, quello vero, che i contadini e gli operai
emiliani, veneti, toscani conoscono per la dolorosa esperienza
degli ultimi due anni di terrore bianco, continuerà, anche
magari cambiando il nome.
Compito degli operai e dei contadini rivoluzionari è di
approfittare del periodo di relativa sosta, determinata dai
dissidi interni delle bande fasciste, per infondere alle masse
oppresse ed inermi una chiara coscienza della reale situazione
della lotta di classe e dei mezzi adatti a vincere la baldanzosa
reazione capitalistica.
GIOVANNI ZIBORDI

CRITICA SOCIALISTA DEL FASCISMO *

Cercando di definire il fascismo.

P i ù si cerca d i p e n e t r a r e il f e n o m e n o fascista, e p i ù se
n e v e d o n o i m u l t i f o r m i e l e m e n t i e d a s p e t t i , p i ù si r i c o n o s c e
p e r i c o l o s o s e m p l i c i s m o q u e l d i c o l o r o c h e Io d e f i n i r o n o la
guardia bianca a servizio della b o r g h e s i a .
L a v e r a b o r g h e s i a i n d u b b i a m e n t e s e n e s e r v e , m a il fasci-
s m o n o n a v r e b b e a v u t o v i t a e v i g o r e , s e n o n sì fosse alimen-
t a t o d i m o l t i a l t r i coefficienti e d a i u t i .
Il fascismo a m e p a r e c h e sia c o n t e m p o r a n e a m e n t e :
— u n a cofltrorivoluzione d e l l a b o r g h e s i a p r o p r i a m e n t e
d e t t a a u n a r i v o l u z i o n e rossa c h e n o n ci fu ( c o m e a t t o i n s u r -
rezionale) se n o n allo s t a t o d i m i n a c c i a ;
—- u n a r i v o l u z i o n e o m e g l i o u n a c o n v u l s i o n e di ceti
m e d i , s p o s t a t i , disagiati, e m a l c o n t e n t i ;
—- u n a r i v o l u z i o n e m i l i t a r e .
Esaminiamo questi tre elementi, cominciando dall'ultimo.

La rivoluzione militare.

Q u e l l a c h e io c h i a m o r i v o l u z i o n e m i l i t a r e — senza la
q u a l e il fascismo n o n a v r e b b e n e a n c h e u n q u a r t o d e l l a sua

* Da G . ZIBOKDI, Critica socialista del fascismo, Cappelli, Bologna


1922, pp. 15-28.
40 Parte I, Sezione I

efficienza tecnica e della sua forza materiale — si è manife-


stata in forma spicciola e, dirò così, periferica anziché nelle
forme classiche in cui siamo soliti conoscerla o immaginarcela:
ragion per cui molti non si sono accorti di essa.
Invece del colpo di stato tipico o della « rivoluzione di
palazzo » tradizionale, fatto da uno o più generali al centro,
o eseguita da fazioni militari per sostituire al sovrano re-
gnante un qualche reale congiunto — cose tutte di cui si
parlò e si parla, ma che finora non si sono avverate —
abbiamo avuto luogo per luogo la solidarietà morale e mate-
riale di ufficiali e di sottufficiali di carabinieri e di guardie
regie verso il fascismo, cioè verso un'organizzazione armata
e fuori della legge, verso uno Stato che sorgeva nello Stato
e talora contro lo Stato: ciò che costituisce una vera sedizione
militare.
La adesione dell'elemento armato al fascismo deriva da
varie sorgenti. Lasciando fuori la... pecuniaria, che pur ha in
alcuni casi il suo valore, la ufficialità simpatizza col fascismo
perché rappresenta un prolungamento dello stato di guerra
all'interno, e una eventualità di guerra all'estero, il che piace
sempre al militarismo professionale; e perché significa la glo-
rificazione della vittoria, e della benemerenza dell'esercito,
contro il proletariato socialista che non sempre ha saputo
riconoscere il sacrificio di chi ha fatto la guerra.
Carabinieri e guardie regie sono filofascisti m parte per
queste stesse ragioni, e in parte maggiore perché il proleta-
riato rosso, e la stampa del partito, non ha certo manifestato
simpatie per questi proletari in divisa che troppo spesso e
facilmente hanno sparato sulla folla, la quale a sua volta
troppo spesso e facilmente li prendeva a sassate, ecc. ecc.
Chi risalga la lunga catena degli odi e dei rancori e dei
torti reciproci, di anello in anello, di eccidio in eccidio, di
sangue in sangue, non finirebbe più. Oggi come oggi, lo stato
delle cose è questo: per motivi di fatto, e per uno stato
d'animo abilmente creato, la cosiddetta forza pubblica parteg-
gia per il fascismo contro i lavoratori.
Per le medesime ragioni, con di più la necessità di trovare
G. Zibordi, Critica socialista del fascismo 41

o c c u p a z i o n e , p o r t a r o n o il l o r o c o n t r i b u t o al fascismo gli e l e -
1
m e n t i m i l i t a r i s m o b i l i t a t i , ufficiali e sottufficiali c h e s e r v o n o
mirabilmente a istruire e inquadrare le reclute, e p o r t a n o
n e l l ' a z i o n e la tecnica m i l i t a r e e la psicologia di g u e r r a , for-
m a n d o la i n t e l a i a t u r a della p o t e n t e o r g a n i z z a z i o n e , e Ì gangli
n e r v o s i d e l l a sua c o s t i t u z i o n e e d e l l a sua v i t a d i n a m i c a .
L ' e l e m e n t o e x m i l i t a r e a d e r i s c e al fascismo p e r t u t t e -
queste ragioni, e p e r urgenti motivi economici. A b b o n d a n o
in esso gli « s p o s t a t i d i g u e r r a » ; i g i o v a n i c h e , p a r t i t i p e r
il f r o n t e p r i m a d e i v e n t ' a n n i , n e t o r n a r o n o d o p o Ì 2 3 o 2 4 , e
n o n p o s s o n o p i ù e n o n v o g l i o n o r i p r e n d e r e r e g o l a r m e n t e e-
f r u t t u o s a m e n t e i l o r o s t u d i o il loro l a v o r o ; i piccolo-bor-
ghesi, d i c o n d i z i o n i m o d e s t i s s i m e e s u b o r d i n a t e , c h e in g u e r r a
d i v e n n e r o sottufficiali o a n c h e ufficiali, g u s t a r o n o l e gioie d e l
c o m a n d o e la v o l u t t à dell'esser serviti, si t r o v a r o n o alzati a
u n g r a d o sociale c h e , in o g n i t e m p o , m a t a n t o p i ù d o p o la
g u e r r a v i t t o r i o s a , è c o n s i d e r a t o con p a r t i c o l a r e r i g u a r d o ; ed'
ora n o n si a c c o n c i a n o a t o r n a r e agli u m i l i uffici d i p r i m a ;
g e n t e v a r i a d ' o r i g i n e e d i m e s t i e r i , c h e d u r a n t e la g u e r r a
s c o p e r s e e s v i l u p p ò i n sé facoltà c o m b a t t i v e , c h e si affezionò'
al m e s t i e r e delle a r m i e d e l m e n a r l e m a n i , p e r i m p u l s o c a t t i v o
e p e r s p i r i t o d i b r a v e r i a e d i a v v e n t u r a , p e r u n c o n c e t t o che-
chi è s t a t o al f r o n t e e h a sofferto i n t r i n c e a e h a s a l v a t o
l ' I t a l i a , p o s s a f a r n e t u t t o q u e l c h e gli p a r e e d i s p o r n e come-
d i cosa s u a e r i s t a m p a r l a a s u o t a l e n t o ; p o s s a c r e d e r s i tutto-
lecito s o p r a la legge e c o n t r o la legge, e d i t u t t o e d i t u t t i
1
( u s i a m la p a r o l a c h e t a n t a a t t r a t t i v a e s e r c i t a sui giovani)
« fregarsi ».

I n t o r n o i n t o r n o , altra g e n t e s e m i - m i l i t a r e , p a r e n t e , amica,
amante di militati, uomini e d o n n e , « signorine » che durante-
la g u e r r a s ' e r a n o c o l l o c a t e nei p o s t i lasciati v u o t i dai c o m b a t -
t e n t i , e a v e v a n t r o v a t o d i s c r e t o g u a d a g n o e u n a posizione-
sociale sia p u r a p p a r e n t e m e n t e p i ù e l e v a t a d i q u e l l a i n cui
e r a n solite v i v e r e ; ed o r a , col r i t o r n o dei m i l i t a r i s m o b i l i t a t i ,
r e s t a n o s m o b i l i t a t e a l o r o v o l t a , e, s p o s t a t e , m a l c o n t e n t e , i r r e -
q u i e t e , si d a n n o al fascismo. È il loro m o d o d i far la loro»
rivoluzione.
42 Parie I, Sezione I

V e r s o q u e s t i e l e m e n t i militari e r e d u c i d i g u e r r a n o i
socialisti n o n f a c e m m o n i e n t e p e r tirarli a n o i , o a l m e n o p e r
n o n averli n e m i c i .
R i c o n o s c i a m o c h e in u n p r i m o t e m p o i m u t i l a t i , i c o m b a t -
t e n t i t o r n a r o n o a casa in u n o s t a t o d ' a n i m o m o r b o s o , i r r i t a n t e ,
in q u a n t o , a t t r a v e r s o il p r o p r i o sacrificio, v o l e v a n o e s a l t a r e la
g u e r r a , a cui il p r o l e t a r i a t o e r a o s t i l e ; e p a r e v a n o t u t t o
p r e t e n d e r e , e c h i e d e r p e r sé o g n i p r i v i l e g i o ; m a r i c o n o s c i a m o
a n c h e che da p a r t e n o s t r a n i e n t e si è f a t t o p e r « s m o b i l i t a r e »
q u e l l o s t a t o d ' a n i m o , p e r far l o r o s e n t i r e c h e se, circa il f a t t o
p o l i t i c o d e l l a g u e r r a e l e r e s p o n s a b i l i t à d i chi l ' a v e v a decisa
e condotta, m a n t e n e v a m o t u t t e le nostre riserve, verso coloro
c h e l ' a v e v a n o f a t t a e p a t i t a a n d a v a intera la n o s t r a g r a t i t u -
d i n e affettuosa.
I l p r o l e t a r i a t o identificò — con q u e l l a semplicistica t e n -
d e n z a ai simboli c h e è t u t t a p r o p r i a dei p r i m i t i v i — la g u e r r a ,
c o n t u t t o ciò c h e gliela r a m m e n t a v a v i s i b i l m e n t e ; sfogò sui
m i l i t a r i , sulla divisa, sulla b a n d i e r a , la sua a v v e r s i o n e p e r
essa. N o n c o m p r e s e , n o n v a l u t ò , n o n s e p p e r i s p e t t a r e c o n
e q u i t à o a p p r e z z a r e con abilità l o s t a t o d ' a n i m o d i chi aveva
c o m b a t t u t o con fede e t o r n a v a a casa con c o m p r e n s i b i l i o r g o -
gli. C o m m i s e e r r o r i psicologici e n o r m i , m o l t i p l i c ò i n t o r n o a
s é gli e q u i v o c i , l e a n t i p a t ì e , i n e m i c i ; ed o r a li s c o n t a
duramente.

Gli elementi medi e piccolo-borghesi.

Quali elementi — oltre i criminaloidi che, sempre, in tutti


i p a r t i t i e in t u t t i i m o v i m e n t i , si a c c o d a n o a u n a b a n d i e r a d i
v i o l e n z a — si affollano a r i e m p i r e i q u a d r i , a g r e m i r e gli
s p a z i d i q u e l l a i n t e l a i a t u r a , c h e gli e x m i l i t a r i h a n c o s t r u i t o ?
D a p r i n c i p i o , il s o l i t o s e m p l i c i s m o disse: « s o n o i q u a t t r o
figli d i p a p à ». A h i m é ! M a g a r i f o s s e r o s t a t i q u a t t r o , e f o s s e r o
s o l o « figli d i p a p à » , cioè p r o v e n i e n t i da q u e l l a b o r g h e s i a
a u t e n t i c a , c h e in I t a l i a è p o c o n u m e r o s a , c o m e p u r t r o p p o ( e
G. Zibordi, Critica socialista del fascismo 43

per il medesimo motivo) non è numeroso ancora il vero


proletariato!
II vero è invece che nel fascismo entrano gli elementi più
eterogenei e contraddittori. V'è il professionista del pugnale
e del randello, e v'è il giovane idealista convinto di salvare la
patria dalla rovina; v'è il « bravo » preso dai bassifondi, e
v'è l'adolescente romantico persuaso di servire una nobile
fede.
Tutti i detriti e i rigurgiti della guerra in ciò ch'essa ha
di men bello, si mescolano a reliquati e a prodotti di esalta-
zione sincera, di eroismo e di sacrifìcio.
Come sempre avviene in movimenti non lentamente e
fisiologicamente formatisi e stratificatisi, ma caoticamente ag-
gregatisi e insorti in atmosfera di tempesta, gli elementi più
diversi si intrecciano e i sentimenti più opposti si danno
convegno, non solo nella collettività ma entro lo stesso
indivìduo. A studiare certi tipi, non si sa dove il fanatismo
finisca e dove la delinquenza cominci, non si riesce a fissare
il confine che separa il guerriero di un'idea dal brigante
comune.
Ma vi sono soprattutto largamente rappresentati i cosid-
detti medi e piccolo-borghesi; e non sembri inopportuno se
su questo punto mi soffermo in misura che può apparire
sproporzionata.
Prima dì esaminare questi elementi, giova premettere
un'osservazione di nomenclatura. Nel suo senso economico,
la parola borghese indica un ceto o un individuo che in
tutto o in parte lucra sul lavoro o sul consumo altrui,
mediante il monopolio dei mezzi di produzione o di distri-
buzione. .Nel significato corrente, noi indichiamo invece con
tale parola una quantità di gente, che esercita professioni
intellettuali utili e necessarie, professionisti, insegnanti, impie-
gati, e che non ha alcuna ragione di temere e di avversare
il socialismo, né come movimento che si svolge, né come
assetto futuro definitivo. Chiamiamo, anzi, media borghesia
questa, e piccola borghesia quella dei minuti bottegai, che
44 Parte I, Sezione I

s o n o spesso e p o s s o n o e s s e r e b e n s ì dei p o v e r i d i a v o l i , m a
esercitano u n a funzione parassitaria di intermediari t a n t o p i ù
i n u t i l i e d a n n o s i q u a n t o p i ù s o n o m i n u s c o l i ; e la cui s t e s s a
p o v e r t à è la c o n f e r m a d e l l a superfluità della l o r o f u n z i o n e .
C o n f o n d i a m o i n s o m m a , con u n a n o m e n c l a t u r a i n e s a l t a ( e
tale i m p r e c i s i o n e h a p e r ò i suoi effetti psicologici n o n t r a s c u -
r a b i l i ) l a figura sociale e la funzione sociale d i alcuni c e t i e
individui, socialmente utili oggi c o m e domani, in altro regime,
con la l o r o condizione e consuetudine di coltura e di vita.
C h i a m i a m o « b o r g h e s i » d e i ceti c h e s o n o s e m p l i c e m e n t e
« civili », n e l l ' i n t e l l i g e n z a , nella e d u c a z i o n e , n e l l ' a b i t o e nel
costume, m a che sono proletari e lavoratori del cervello.
O r a , il fascismo è a n c h e u n m o v i m e n t o d i geologia sociale, il
v u l c a n i s m o d i alcuni s t r a l i c h e d o p o la g u e r r a sì t r o v a r o n o ad
e s s e r c o m p r e s s i t r a il p e s o della g r o s s a b o r g h e s i a e dei n u o v i
ricchi c h e g r a v a d a l l ' a l t o , e l ' u r t o della classe o p e r a i a c h e
spinge dal b a s s o .

P r o v o c a t i e d i r r i t a t i dal d u p l i c e s p e t t a c o l o delle ricchezze


e dello sfarzo dei p e s c i c a n i , e dei g u a d a g n i e d e i d i s p e n d i d e i
l a v o r a t o r i ( o c c o r r e d i r e c h e m i riferisco a q u e l t e m p o in cui
n o n era n e p p u r e in v i s t a la crisi d i d i s o c c u p a z i o n e e d i rin-
c u l o del p r o l e t a r i a t o c h e oggi i m p e r v e r s a ? ) q u e s t i c e t i si
a g i t a n o , si m u o v o n o , col c o n c o r s o d i c e n t o e l e m e n t i eccezio-
nali c r e a t i d a l l a g u e r r a , m a con q u e s t o c a r a t t e r e f o n d a m e n t a l e ,
di r i b e l l i o n e e di r i v e n d i c a z i o n e p i c c o l o - b o r g h e s e .
È in essi la p e r s u a s i o n e c h e del g r a n p a t r i m o n i o sociale
di cui t u t t i , b e n e o m a l e , v i v i a m o , la p a r t e p i ù l a r g a sia
s t a t a p r e s a , n o n già dai s i g n o r i , d a i p e s c i c a n i , dai p r o p r i e t a r i
d i stabili, dai trafficanti s u v a s t a scala, m a dai m e t a l l u r g i c i ,
d a i m u r a t o r i , dai b r a c c i a n t i ; e c h e gli « altissimi salari » d i
q u e s t i siano la causa m a s s i m a d e l r i n c a r o della v i t a , e del
disagio d i q u e i ceti, c h e n o n a v e n d o m o d o d i rivalsa, n e
s e n t o n o p i ù schiacciante il p e s o ed il d a n n o .
O l t r e a q u e s t a c o n v i n z i o n e e c o n o m i c a , c'è u n m o t i v o
p s i c o l o g i c o t r a d i z i o n a l e . Il p i c c o l o - b o r g h e s e che passeggia tri-
ste p e r l e v i e senza p o t e r c o n c e d e r e a sé e ai figli u n m o d e s t o
s v a g o , g u a r d a con m i n o r e s d e g n o ed invidia il n u o v o ricco
G. Zibordi, Critica socialista del fascismo 45

c h e p a s s a in a u t o m o b i l e , c h e n o n l ' o p e r a i o c h e siede all'osteria


o e n t r a al c i n e m a t o g r a f o . V i è u n a forza d i t r a d i z i o n e e di
c o n s u e t u d i n e , p e r la q u a l e si ammette in chi non fa nulla il
diritto alla ricchezza anche la più insultante, assai più che
non si riconosca in chi lavora il diritto alla agiatezza anche
la più modesta.
U n p r o f e s s o r e d i liceo o d i u n i v e r s i t à d i solito si sdegna
m o l t o d i p i ù del f a t t o c h e u n b r a v o m e c c a n i c o a b b i a u n a
p a g a n o n m o l t o l o n t a n a o s u p e r i o r e al s u o s t i p e n d i o , d i quel
c h e n o n si stupisca e si i n d i g n i p e r c h é u n b e s t i o n e analfabeta
e f o r t u n a t o , trafficando maiali o l a t t i c i n i , g u a d a g n i dieci
volte o c e n t o volte più di lui.
È c e r t a m e n t e n o t a b i l e il f a t t o che, p e r u n ' a b e r r a z i o n e
morale, da questa situazione, innegabilmente rivoluzionaria,
s e b b e n l i m i t a t a agli s t r a t i d i m e z z o , per cui m o l t a g e n t e av-
vezza a v i v e r e in m o d e s t a agiatezza, si t r o v a o g g i a d o v e r
c o n o s c e r e la i n d i g e n z a e a l o t t a r e col b i s o g n o , n o n venga
a l c u n p e n s i e r o d i s i m p a t i a e d i s o l i d a r i e t à con q u e l l e m o l t i -
t u d i n i c h e in c o n d i z i o n i simili o p e g g i o r i v i s s e r o p e r secoli e
in p a r t e v i v o n o t u t t o r a ; anzi v e n g a u n s e n t i m e n t o d i r a n c o r e
e d ì i n v i d i a v e r s o gli o p e r a i , e d i s o l i d a r i e t à — in effetto se
n o n n e l l ' i n t e n z i o n e -— v e r s o Ì signori.
Q u e s t a g e n t e in t e m p i n o r m a l i f o r m a il n a t u r a l e contin-
g e n t e d e i p a r t i t i d e m o c r a t i c i . I n q u e s t i t e m p i eccezionali è
a n d a t a col fascismo, p e r v a r i e r a g i o n i .
Il nostro m o v i m e n t o politico ed economico generalmente
ha m o s t r a t o d i i g n o r a r e q u e s t i ceti, se n o n p r o p r i o d i avver-
sarli. I l p r o l e t a r i a t o m a n u a l e , n e l l a sua rozzezza e n e l l a sua
unilateralità semplicista, pareva ritenere volentieri come unico
l a v o r o u t i l e e d e g n o d i c o n s i d e r a z i o n e il s u o , e g u a r d a v a con
diffidenza o s o s p e t t o i « b e n vestiti » a n c h e s e e s e r c i t a n o
p r o f e s s i o n i n e c e s s a r i e . S e m b r a v a c o n c e p i r e il s o c i a l i s m o c o m e
l a e m a n c i p a z i o n e di coloro c h e oggi s o n o p r o l e t a r i s f r u t t a t i
d e l l a v o r o m a n u a l e , e n o n già c o m e u n ' u n i v e r s a l e t r a s f o r m a -
zione e riassetto sociale nel q u a l e t u t t i c o l o r o c h e o g g i
l a v o r a n o a v r a n n o le loro g i u s t e rivendicazioni. Q u e s t o esclu-
s i v i s m o , o q u e s t a indifferenza, a g g i u n g e n d o s i al c o n g e n i t o
46 Parte I, Sezione 1

o r g o g l i o d i q u e i ceti d i l a v o r a t o r i d e l cervello, h a c o n t r i b u i t o
a r e n d e r c e l i ostili o a t e n e r c e l i l o n t a n i . E m o l t i d i essi passa-
r o n o a p e r t a m e n t e all'offensiva c o n t r o d i n o i , q u a n d o d i v e n -
n e r o degli s p o s t a t i , e p e r c i ò d e i m a l c o n t e n t i e degli i r r e q u i e t i ;
q u a n d o , in q u e s t a crisi, i n q u e s t o g u a z z a b u g l i o c o n s e g u e n t e al
c a t a c l i s m a bellico, in q u e s t o a l t e r a m e n t o e r o v e s c i a m e n t o d i
v a l o r i , q u e s t i ceti r i m a s e r o i n d i e t r o n e l l a g e r a r c h i a e c o n o m i c o -
sociale, e si v i d e r o p a s s a r e d a v a n t i i l a v o r a t o r i del. b r a c c i o .
P r e s e r o a f a v o l e g g i a r e di « altissimi salari » d e g l i o p e r a i ,
g e n e r a l i z z a n d o casi d i c a t e g o r i e speciali o d i famiglie p i ù f o r t u -
n a t e ; g u a r d a r o n o ai l a v o r a t o r i c o n invidia e c o n o d i o , e n o n
d a l l ' a l t o i n b a s s o —- c o m e la b o r g h e s i a p r o p r i a m e n t e d e t t a
g u a r d a i p r o l e t a r i c h e c o n l e l o r o esigenze d e c u r t a n o i s u o i
p r o f ì t t i e con la l o r o a z i o n e e i l o r o p r o g r a m m i m i n a c c i a n o il
s u o p r i v i l e g i o — m a d a l b a s s o i n a l t o , c o m e se i l a v o r a t o r i
f o s s e r o i « s i g n o r i », i n u o v i pescicani rossi, e d essi, q u e i
c e t i i n t e l l e t t u a l i d i s a g i a t i , f o s s e r o gli o p p r e s s i .
I figli d i q u e s t a g e n t e , c h e f r e q u e n t a n o l e scuole, e c h e ,
p e r l e eccezionali s t r e t t e z z e , s o n o t e n u t i a s t e c c h e t t o e v e r s a n o
i n d u r e p r i v a z i o n i , s o n o t u t t i o q u a s i t u t t i fascisti, m a n o n
c o n l'animus b o r g h e s e c h e g e n e r a l m e n t e si a t t r i b u i s c e agli
s t u d e n t i , m a c o n u n animus d i m a l c o n t e n t i , d i ribelli, d i ostili
a q u e i « b o r g h e s i » d i socialisti, sindaci, o r g a n i z z a t o r i , p a d r o n i
della c i t t à , e a q u e i milionari di operai che guadagnano laute
mercedi...
G e n t e , politicamente, di impressioni più che di coscienza,
c o n scarsa e d u c a z i o n e alla v i t a p u b b l i c a e p o c a c o n s u e t u d i n e
a c o m p r e n d e r e i l a r g h i p r o b l e m i d i p a r t i t i e d i classi; g e n t e
i n d i v i d u a l i s t a e p e r c i ò i n c l i n e alla politica « p e r s o n a l e », a
vedere, seguire, votare u o m i n i e n o n idee o p r o g r a m m i ; . gente
f o r n i t a d i q u a l c h e c o l t u r a e d i s p o s t a ad a b b r a c c i a r c a u s e d i
s e n t i m e n t o , essa n o b i l i t a i p r o p r i m o v e n t i e gli i s t i n t i e c o n o -
m i c i (spesso i n c o n s a p u t i ) , con e l e m e n t i idealistici, e si c r e d e
e si dice — s e c o n d o il t e r m i n e t o r n a t o d i m o d a — « r o -
m a n t i c a ».
È capace d i d i m e n t i c a r e i benefici d e l l ' a z i o n e m u n i c i p a l e
e c o o p e r a t i v a d e i socialisti in p r ò dei c o n s u m a t o r i , p e r soli-
G. Zibordi, Crìtica socialista del fascismo 47

darizzare col « povero esercente » alla cui libera iniziativa i


socialisti pongono ostacolo, per rovinarlo; simpatizza col cru-
miro, in nome della sua libertà. Sente, o si lascia portare e
« montare » a sentire le questioni di sentimento, di patria,
di bandiera, senza scorgere gli ignobili trucchi che i furbi inte-
ressati nascondono sotto quei sacri nomi.
Tutto ciò che è organizzazione, in tutti i campi e in tutti
i sensi; il disciplinamento delle attività e delle funzioni; quel
che, attraverso la nostra azione economica e amministrativa, è
coordinamento delle energie singole a prò della collettività,
essa lo aborre come « tirannide », con un rancore sincero,
perché questa gente è oggi più che mai disagiata e spostata,
ma e individualista e altezzosa e gelosa della sua indipen-
denza.
Aborre la « tirannide » e difende la sua indipendenza
con tanta maggiore passione, in quanto la « tirannide » viene
dai rappresentanti dello zotico proletariato. Per soddisfare
infine il bisogno d i idealismo romantico di una parte di costo-
ro, il fascismo assume atteggiamenti di ribelle alla legge, di
avverso al governo, di perseguitato dalla reazione, e ciò gli
dà un'estetica sbarazzina, un pennacchio di sovversivismo, che
— unito alla coreografia e ai riti mezzo guerrieri e mezzo
mistici che abilissimamente i capi hanno introdotti — spe-
cialmente sui giovani ha un'attrattiva potente.
Soprattutto là dove noi siamo da anni al potere, i « con-
servatori », i « consorti », i borghesi o imborghesiti, la casta
0 camarilla dominante siamo noi; ed essi, che voglion cac-
ciarci, sono i ribelU, i sovversivi, la gente dei tempi nuovi.
Questa è la psicologia di tale zona del fascismo: questi
1 paradossi, gli assurdi, gli equivoci, i capovolgimenti di certe
situazioni.
Chi soffia, di dietro, è la vera classica borghesia che vuol
cacciare il proletariato dalle sue trincee, dalle leghe come dai
Comuni; ma il grosso della massa fascista crede di parteci-
pare a un'opera di rivoluzione e di svecchiamento contro quei
«borghesi» di socialisti...
Se non si tien conto di queste inversioni e aberrazioni
48 Parte I, Sezione I

p s i c h i c h e , d i q u e s t e c o r r e n t i a b i l m e n t e m o b i l i t a t e , n o n si
spiega la v a s t i t à d e l f e n o m e n o . L a v e r a b o r g h e s i a , p e r s é
s o l a , quella c h e h a r a g i o n e d i t e m e r e e a v v e r s a r e il socia-
l i s m o , n o n s a r e b b e c h e p o c a cosa, se n o n s a p e s s e accorta-
m e n t e m e t t e r e i n m o t o e tirarsi d ' i n t o r n o l a r g h e z o n e d i
g e n t e che obbedisce a m o n t a t u r e sentimentali o a spinte di
malinteso interesse.
Q u i i n s o m m a fu l a g r a n d e forza del fascismo: che assom-
mò in sé, contro il proletariato socialista, la cosciente e
fredda ostilità della autentica borghesia, e la fanatica e aber-
rante avversione di questi ceti dì mezzo, che, schiacciati nella
crisi del dopoguerra, rivolgono e riversano sul proletariato
anziché sulla classe o meglio sul regime sociale dominante,
tutti i fermenti e ì rancori del loro disagio.

Il peso di questi elementi quando si spostano a destra.

H o i n s i s t i t o su q u e s t o f a t t o , dei c o n t i n g e n t i p r e v a l e n t e -
m e n t e n o n « b o r g h e s i » d e l fascismo, p e r c o n t r a p p o r l o all'af-
f e r m a z i o n e , a s s o l u t a e s e m p l i c i s t i c a , d i q u e i socialisti d i e s t r e -
m a s i n i s t r a , c h e d e f i n i s c o n o il f e n o m e n o c o m e la riscossa
r e a z i o n a r i a fatale, n a t u r a l e , i n e v i t a b i l e d e l l a classe d o m i n a n t e
e p r i v i l e g i a t a c o n t r o il socialismo e il p r o l e t a r i a t o ; riscossa
c h e , c o m e n o n si p u ò efficacemente f r o n t e g g i a r e , cosi n o n si
poteva prevenire e schivare o almeno rendere m e n formidabile.
« O g g i o d o m a n i — d i c o n o q u e s t i socialisti •— q u a n d o
la b o r g h e s i a si v e d e r i d o t t a a l l ' e s t r e m o , t e n t a l e r e s i s t e n z e
s u p r e m e , c o n t r o la l e g g e , con la v i o l e n z a , con o g n i m e z z o ,
s e n z a a l c u n o s c r u p o l o ».
E sia p u r e . M a q u a l e e q u a n t a s a r e b b e la sua f o r z a , e
q u a l e il s u o successo, se essa fosse v e r a m e n t e e s o l o la « b o r -
ghesia », cioè la classe c h e i n q u e s t o r e g i m e d o m i n a e g o d e
v a n t a g g i e p r i v i l e g i , i q u a l i d a l r e g i m e socialista t e m e a
r a g i o n e v e d e r d i s t r u t t i ? Se essa n o n si c i r c o n d a s s e e si
valesse di elementi diretti e indiretti, collaborazioni o adesioni
o t o l l e r a n z e alla s u a « offensiva » antisocialista i n m e z z o ad
G. Zibordi, Critica socialista del fascismo 49

altri c e t i e s t r a t i , c h e d i « b o r g h e s e » n e l s e n s o e c o n o m i c o -
sociale d e l l a p a r o l a n o n h a n n o n u l l a , e c h e s o n o c o n t r o il
socialismo p e r u n c u m u l o d i p r e v e n z i o n i , d i p r e g i u d i z i , d i
e q u i v o c i , d i s e n t i m e n t i offesi, e p e r c h é n o i n u l l a m a i f a c e m m o
per propiziarceli?
Questa gente però — proletariato intellettuale, artigianato,
minuta borghesia campagnuola — non è « borghesia » per
condizione economica, non ha ragione di temere il socialismo,
m a — ci si o b i e t t e r à — n o n è socialista, è i n d i v i d u a l i s t a n e l l o
s p i r i t o , p e r a b i t o , p e r c o l t u r a , o p e r p r o f e s s i o n e , p e r il g e n e r e
d i a t t i v i t à c h e esercita, C i a s c u n o d e i suoi c o m p o n e n t i , c o m e
il t i p i c o « b o r g h e s e » d e l l e o r i g i n i , aspira a s a b r e , spera d i
p o t e r salire, fida n e l l e p r o p r i e forze e nelle p r o p r i e f o r t u n e ,
e non nella organizzazione e nella solidarietà.
V e r i s s i m o . E se q u e s t a g e n t e a b b o n d a i n I t a l i a , è s e g n o
che l ' I t a l i a è u n p a e s e a s v i l u p p o p r o l e t a r i o a n c o r a m o d e s t o ,
q u i n d i p i ù « d e m o c r a t i c o », p o l i t i c a m e n t e , c h e socialista. E
se, p e r r a g i o n i d i v e r s e , Ì p a r t i t i d e m o c r a t i c i , c h e d o v r e b b e r o
essere la n a t u r a l e e s p r e s s i o n e politica d i q u e l l a g e n t e , s o n o
d e b o l i , d e v i a t i , d i s p e r s i , t o c c h e r e b b e al s o c i a l i s m o , se n o n
p r o p r i o a s s u m e r n e la d i r e t t a r a p p r e s e n t a n z a , i m p e d i r e c h e
essa si s p o s t a s s e a d e s t r a , a n d a n d o con la g r o s s a , c o n la ricca,
con la v e r a b o r g h e s i a .
E s e , a n c h e p e r q u e s t o , o c c o r r e s s e r i c o n o s c e r e c h e il socia-
l i s m o n o n p o t r à a t t u a r s i i n I t a l i a che p e r g r a d i , p e r c h é è
la c o s t i t u z i o n e e c o n o m i c a del p a e s e c h e n o n è socialista; e
che b i s o g n e r à acconciarsi a p a s s a r e p e r fasi i n t e r m e d i e , c o r r i -
s p o n d e n t i alla r e a l t à della s i t u a z i o n e , e b b e n e , t u t t o ciò n o n
sarà c a t a s t r o f i c a m e n t e a d e g u a t o alle i m p a z i e n z e e ai d e s i d e r i
d e l l e m a s s e c h e a v e v a n o s p e r a t o nel m i r o m i r a c o l o s o , m a
sarà rigorosamente m a r x i s t i c o , e assicurerà alla m a r c i a del
socialismo v i e in a p p a r e n z a m e n o r a p i d e m a p i ù s i c u r e .
Si o p p o r r à a n c o r a , c h e la g u e r r a , in u n a n a z i o n e e c o n o m i -
c a m e n t e f o r m a t a s i i n f r e t t a e m a l e , c a g i o n ò , c o n la sua scossa,
u n a s i t u a z i o n e cosi d i s a s t r o s a , u n d i s s o l v i m e n t o cosi i r r e p a -
rabile, c h e la s o l u z i o n e e Io s b o c c o n o n p u ò e s s e r e c h e nel
socialismo, sia p u r e a t t r a v e r s o g r a v i crisi d o v u t e al terribile

4 De Felice
50 Parte I, Sezione I

i a t o c h e si è a p e r t o , fra u n r e g i m e sfasciatosi p r i m a d ' e s s e r


g i u n t o a m a t u r i t à , e u n a l t r o n o n a n c o r a f o r m a t o . I l c h e fu
così b e n e e s p r e s s o d a l d e p u t a t o T r e v e s in u n s u o d i s c o r s o
p a r l a m e n t a r e : « L a t r a g e d i a è in ciò, c h e v o i n o n siete p i ù
capaci d i d o m i n a r e , e il p r o l e t a r i a t o n o n è a n c o r a p r o n t o
p e r s u c c e d e r v i ».
Q u e s t a s i t u a z i o n e — i n n e g a b i l m e n t e v e r a , s e b b e n e la b o r -
g h e s i a sia assai m e n o i n sfacelo d i q u e l c h e d a n o i e d a essa
stessa si c r e d e s s e t e m p o fa — h a q u a l c h e a n a l o g i a c o n q u e l l a
d i R u s s i a . I v i la g u e r r a sfasciò u n r e g i m e p o l i t i c o - m i l i t a r e
m a r c i o e c o r r o t t o , e b u t t ò sulle braccia al p r o l e t a r i a t o la
n a z i o n e , il p o t e r e ; L e n i n p r o c e d e t t e coi m e t o d i d i t t a t o r i e
i n t r a n s i g e n t i p e r a s s i c u r a r e alla sua p a r t e il d o m i n i o p o l i t i c o ;
m a n o n a t t u a , del s o c i a l i s m o , c h e q u e l t a n t o c h e le circo-
s t a n z e d e l l ' a m b i e n t e e c o n o m i c o gli c o n s e n t o n o . E c o n t i n u a -
m e n t e c o r r e g g e , r e t r o c e d e , t r a n s i g e , gradualizza, fa i n s o m m a ,
dopo, q u e l c h e i n I t a l i a si p o t r e b b e far prima, c o n r i s p a r m i o
d i s p e r p e r i di v i t e , d i b e n i , d i civiltà.

E b b e n e : i f a t t i m o s t r a n o c h e a n c h e in I t a l i a c o n v e r r à
p r o c e d e r e p e r g r a d i , c o m b a t t e r e la v e r a b o r g h e s i a a t t r a e n d o
i n t o r n o a n o i la c o s i d d e t t a « piccola b o r g h e s i a » e soddisfa-
c e n d o n e i b i s o g n i , gli i n t e r e s s i , i d i r i t t i .
I f a t t i m o s t r a n o c h e in p a e s i c o m e l ' I t a l i a , il s o c i a l i s m o ,
il p r o l e t a r i a t o n o n p u ò p r o s p e r a r e e resistere se n o n cerca d i
procacciarsi u n a a t m o s f e r a b e n e v o l a e u n a zona difensiva d i ceti
c h e n o n h a n n o c a g i o n e d i t e m e r l o , e c h e se n o n p o s s o n o
p r o p r i a m e n t e a d e r i r e a l u i , n o n gli s a r e b b e r o ostili e n o n si
s c h i e r e r e b b e r o con l a b o r g h e s i a , q u a n d o il n o s t r o p a r t i t o e la
classe l a v o r a t r i c e m a n u a l e , anziché isolarsi, a s s u m e r e a t t e g -
g i a m e n t i t e r r i b i l i , esclusivi, r i p u l s i v i , sì p r e s e n t a s s e a d essi
col s u o v e r o a s p e t t o d i a m i c o d i t u t t i c o l o r o c h e l a v o r a n o
col b r a c c i o o c o n la m e n t e , e di r i o r d i n a t o r e d e l l a società
con u n d i s e g n o e p e r u n a s s e t t o nel q u a l e t u t t e l e a t t i v i t à
l
o n e s t e ed u t i l i t r o v e r a n n o sicurezza d i g n i t o s a d i v i t a .

1
Un atteggiamento di questo genere lo assunse l'« Avanti! » in
occasione dei fatti di Roma (8-13 novembre 1921) quando la violenza
fascista suscitò larghissima reazione nella cittadinanza.
G. Zibordi, Critica socialista del fascismo 51

Fascismo di grossa borghesia.

Come sette città si disputavano il vanto d'essere state la


culla di Omero, cosi Milano e Bologna — nelle gioconde e
pur significative interne polemiche che seguirono tra Musso-
lini e i suoi generali dopo il trattato dì pacificazione, nei primi
giorni di agosto — si contendevano l'onore di aver dato i
natali al fascismo.
Il vero è che a Milano il fascismo fu nei suoi inizi
prevalentemente politico-nazionale-militate, formato di « ar-
diti », e compì il clamoroso gesto dell'assalto e incendio
all'* Avanti! », nel 15 aprile del 1919. DÌ poi rimase con quei
caratteri e in limiti di dimostrazione politica, certo anche per
influsso della grande città industriale, dove numerose e pron-
tamente mobilitabili sono le masse operaie.
Scarsa e saltuaria fu anche la sua azione nelle campagne
d'intorno.
A Bologna invece, lungo l'anno 1920, si andò formando
un fascismo economico, agrarìo-esercentesco, che aggredì le
nostre conquiste municipali ed economiche, che mirò così a
ritoglierci i comuni come ad abbattere le Camere del lavoro,
le leghe, gli uffici di collocamento.
E mentre, da Milano, scarsa fu l'irradiazione in Lombar-
dia (salvo nella Lomellìna), da Bologna quel fascismo econo-
mico si dilatò con gli stessi caratteri a Modena, Ferrara,
Reggio, Mantova, Rovigo, cioè nelle provincie dove la bor-
ghesia si sentiva più battuta dalle nostre definitive conquiste
elettorali e dall'organizzazione proletaria.
Analoghi caratteri ebbe il fascismo toscano, nelle pro-
vince dove, sotto l'azione parallela e concorrente del partito
socialista e del popolare, le masse agricole avevano dopo la
guerra compiuto un improvviso, rapido, è notevole passo
innanzi sul terreno politico e sindacale.
Si afferma da molti che il fascismo, nella sua grande linea
e nelle sue fonti più profonde e genuine, è un movimento
di grossa borghesia industriale e pescecanesca, mirante a
52 Parie I, Sezione I

proteggere i suoi profitti di guerra sia contro le pretese


operaie, sia contro la politica democratica del governo. E chi
consideri le spese fantastiche che ha dovuto costare l'organiz-
zazione fascista — per le quali v'è anche chi pensa a un
finanziamento e sobillamento estero, di nazione « amica »
interessata a fiaccare le velleità rivoluzionarie, e lieta a un
tempo quando può tener l'Italia in agitazioni che la pro-
strano — e consideri la grettezza e anche la relativa modestia
di mezzi del ceto agrario al confronto dell'industriale, deve
dedurre senz'esitare che quest'ultimo ebbe nel fascismo una
parte prevalente.
Meno evidente è ch'esso ne abbia ritratto proporzionati
vantaggi, mentre più palesi, più clamorose sono le rivincite
ottenute nelle province agricole dalla borghesia terriera ed
esercentesca.
Comunque sia, nella sua spinta iniziale o nel suo proce-
dere; con premeditato e chiaro proposito, o con pronta utiliz-
zazione di un movimento nato e avviatosi con altri caratteri,
la grossa, la autentica borghesia industriale ed agraria, e i
ceti più tipicamente speculatori del grande traffico e del com-
mercio minuto, adopravano ai loro fini il fascismo per schiac-
ciare il proletariato là dove esso pareva elettoralmente pa-
drone del campo, senza speranza di ripresa per la parte bor-
ghese, e dove si era più saldamente organizzato sul terreno
economico.
La minacciata rivoluzione, ch'era nel programma massi-
malista, e di cui la borghesia aveva avuto veramente paura;
l'atteggiamento debole o concessivo del governo verso le
masse, valsero a far sì che la borghesia cercasse nel fascismo
la propria difesa e un surrogato della forza dello Stato
insufficiente ai suoi scopi.
Ma quel che la spinse soprattutto, con l'energia di un
istinto, con lo stimolo di un intuito subcosciente più che di
un concetto chiaramente meditato e consapevole, fu senza
dubbio la sensazione della gravissima crisi economica che
sarebbe succeduta ai primi tempi, spensierati e gai, dell'imme-
diato dopoguerra.
G. Zibordi, Critica socialista del fascismo 53

Q u e l l a , c h e in u n m e m o r a b i l e d i s c o r s o p a r l a m e n t a r e
C l a u d i o T r e v e s c h i a m ò -a la espiazione », la b o r g h e s i a s e n t i
c h e i n c o m b e v a , m a n o n volle p o r t a r n e i p e s i . C a p ì c h e u n
p r o l e t a r i a t o i n p i e n a efficienza gliene a v r e b b e s a p u t o caricar
sulle s p a l l e la m a g g i o r p a r t e , e corse ai r i p a r i , a s s a l e n d o
p r i m a d i e s s e r e assalita su q u e s t o t e r r e n o , p e n s a n d o c h e u n
p r o l e t a r i a t o s p e z z a t o e d i s p e r s o e b a t t u t o si s a r e b b e rasse-
g n a t o a p o r t a r e la croce, C i r e n e o della s t o r i a a n c o r a u n a
volta.
I n q u e s t o s e n s o e c o n q u e s t i c a r a t t e r i il fascismo è
u n m o v i m e n t o politico-sociale d i grossa b o r g h e s i a , o q u a n t o
m e n o u n m o v i m e n t o ch'essa h a b e n t o s t o u t i l i z z a t o e s f r a t t a t o .
LUIGI SALVATORELLI

NAZIONALFASC1SMO *

La rivolta piccolo-borghese.

I n t u t t a la l e t t e r a t u r a fascista — a p o l o g e t i c a , p o l e m i c a ,
critica — v i e n e m e s s a i n rilievo la p r e s e n z a , nel fascismo, d e i
p i c c o l o - b o r g h e s i . A b b i a m o v i s t o , in p a r t i c o l a r e , l o Z i b o r d i
p a r l a r c i d ' u n a r i v o l u z i o n e della piccola b o r g h e s i a a c c a n t o alla
r i v o l u z i o n e m i l i t a r e e d alla c o n t r o r i v o l u z i o n e d e l l ' a l t a b o r g h e s i a .
Senonché l'elemento piccolo-borghese viene posto generalmente
c o m e u n o a c c a n t o a d a l t r i ; e se a n c h e se n e r i c o n o s c e la p r e p o n -
deranza numerica, questo riconoscimento rimane inutilizzato, o
s e r v e t u t t ' a l p i ù p e r s p i e g a r e alcuni f e n o m e n i p a r t i c o l a r i del
f a s c i s m o , o d a n c h e p e r c o n t r o b a t t e r e coloro c h e il fascismo
c o n s i d e r a n o c o m e r e a z i o n e capitalistica, « s c h i a v i s m o a g r a r i o ».
Q u e l l o c h e i n v e c e o c c o r r e v e d e r e è, c h e n o n s o l o l ' e l e m e n t o
p i c c o l o - b o r g h e s e è nel f a s c i s m o , n u m e r i c a m e n t e p r e p o n d e r a n t e ,
m a c h e è, a l t r e s ì , q u e l l o c a r a t t e r i s t i c o e d i r e t t i v o . T u t t e l e
d i v e r s e c a t e g o r i e sociali d a cui si f a n n o , e g i u s t a m e n t e , d e r i -
v a r e a p r e f e r e n z a gli e l e m e n t i fascisti — uf [sic ' ] . b o r g h e s e ».
C o l q u a l e n o m e v i e n e i n d i c a t a q u e l l a p a r t e della società c h e ,
n o n a p p a r t e n e n d o al c a p i t a l i s m o , e n o n c o s t i t u e n d o n e p p u r e

* Da L. SALVATORELLI, Naziondjascismo, Gobetti, Torino 1923,


pp. 13-26.
1
II lesto è mutilo nell'edizione originaria.
L. Salvatorelli, Naztonaljaitismo 55

2
u n e l e m e n t o dei p r o c e s s i p r o d u t t i v i , r i m a n e altresì n e t t a -
m e n t e d i s t i n t a dal p r o l e t a r i a t o , n o n t a n t o p e r c o n d i z i o n i e c o n o -
m i c h e , q u a n t o p e r a b i t u d i n i sociali « b o r g h e s i » e p e r u n a
p r o p r i a coscienza d i classe n o n p r o l e t a r i a .
E b b e n e , d e l l e t r e r i v o l u z i o n i , d a l l a cui confluenza, s e c o n d o
lo Z i b o r d i , s a r e b b e n a t o il m o v i m e n t o fascista — rivolu-
zione rnilitare, rivoluzione piccolo-borghese, controrivoluzione
capitalistica — quella essenziale è l a p i c c o l o - b o r g h e s e , c h e
p e r a l t r o v a c h i a m a t a , a l m e n o fin q u i , r i v o l t a p i u t t o s t o c h e
r i v o l u z i o n e . A b b i a m o già i n d i c a t o c o m e l a m i l i t a r e r i e n t r i
a g e v o l m e n t e in essa; i n q u a n t o alla c o n t r o r i v o l u z i o n e capita-
listica, p e r p o c o c h e si s a p p i a n o s u p e r a r e c e r t i s t a t i d ' a n i m o
di comprensibile avversione politica e di legittima reazione
m o r a l e , s a r à facile v e d e r e c o m e e s s a n o n ci sia s t a t a , p e r c h é
l'iniziativa rivoluzionaria, i n t u t t a l ' a z i o n e d e l fascismo d a l
s u o s o r g e r e alla s u a a n d a t a al p o t e r e ed o l t r e , n o n è m a i
p a r t i t a d a i capitalisti. Q u e s t i h a n n o s e m p l i c e m e n t e c e r c a t o d i
utilizzare l e iniziative fasciste; e n o n p u ò n e g a r s i c h e ci siano
a n c h e l a r g a m e n t e r i u s c i t i . M a s t a il f a t t o c h e la d i r e z i o n e
polìtica d e l m o v i m e n t o è r i m a s t a s e m p r e nelle m a n i d e i
fascisti p r o p r i a m e n t e d e t t i , e c h e il m o v i m e n t o è sboccato
nella p r e s a d i possesso del p o t e r e d a p a r t e di q u e s t i , costi-
t u e n t i n e l l o r o insieme q u e l l o c h e i o b o c h i a m a t o « Q u i n t o
Stato ».

A l b e r t o C a p p a , in u n libro d e d i c a t o n o n s o l t a n t o al
3
fascismo, m a a t u t t o il d o p o g u e r r a i t a l i a n o , h a affermato
p i ù e n e r g i c a m e n t e e p i ù u n i t a r i a m e n t e d i o g n i a l t r o la n a t u r a
p i c c o l o - b o r g h e s e della r i v o l u z i o n e fascista. M a a n c h ' e g l i n o n
h a t r a t t o d a q u e s t a v e d u t a s i n t e t i c a t u t t i i f r u t t i d i cui essa
è c a p a c e , p e r c h é si è s v i a t o d i e t r o la c o n t r a p p o s i z i o n e ( r i p r e s a
in p a r t e d a Missiroli) d e l s o c i a l i s m o « m o n a r c h i c o » all'idea-
l i s m o p o l i t i c o r e p u b b l i c a n o della piccola b o r g h e s i a , d i cui il

2
Questa ulteriore specificazione, che mette ad arte i tecnici al
servizio della produzione industrijle, è di primaria importanza, e sarà
illustrata più innanzi.
3
A. CAPPA, Due rivoluzioni mancate, Campitelli, Foligno 1923,
PP. 147-75.
56 Parte I, Sezione I

fascismo sarebbe una reincarnazione. In realtà, il fascismo


ha potuto accettare la monarchia ed andare al potere con
essa senza alienare le sue caratteristiche; e se è perfettamente
vero che una effettiva rivoluzione fascista non c'è stata,
nonostante la presa di possesso del potere da parte del fasci-
smo, in ciò l'adesione alla monarchia entra per ben poco;
non la rinunzia all'idealismo « tendenzialmente repubblicano »
ha causato l'incapacità rivoluzionaria del fascismo, ma anzi
tale incapacità era insita in quell'idealismo stesso. Il che ora
trattasi di spiegare.

Il mito di classe dei pìccolo-borghesi.

II fascismo, dunque, rappresenta la « lotta di classe »


della piccola borghesia, incastrantesi fra capitalismo e prole-
tariato, come il terzo fra i due litiganti.
Detto questo, è insieme spiegato il fenomeno della dupli-
cità contradditoria, delle « d u e facce», delle « d u e anime»,
che tanto ha dato da fare ai critici del fascismo. In realtà il
fascismo è uno; ma appunto perché si contrappone contem-
poraneamente a due forze sociali tra loro opposte — anche
se complementari — esso acquista connotati differenti secon-
doché Io si guardi nella sua impostazione anticapitalistica o
in quella antiproletaria. Parlare di anticapitalismo fascista
parrà un assurdo a molti, anche fasciofili, anche fascisti;
eppure esso è una realtà. Si ricordino le dichiarazioni esplicite
e frequenti, nel campo fascista, contro la plutocrazia, la
borghesia, le vecchie classi dirigenti, dichiarazioni che si accor-
dano cosi bene con le origini e l'attività passata della maggior
parte dei capi fascisti, e che si avrebbe assolutamente torto a
considerare come opportunistiche ed ipocrite. A quelle dichia-
razioni, invero, sono seguiti i fatti; è seguito, cioè, lo spos-
sessamento politico — sia pure parziale — di quelle vecchie
classi dirigenti, che, se anche non rappresentavano organica-
mente e direttamente i ceti capitalistici, erano tuttavia con
essi in stretti rapporti e ne traevano parte dei loro elementi.
L. Salvatorelli, Nazionali ateìsmo 57

E oggi noi vediamo il sindacalismo fascista mostrare chiara-


mente la tendenza ad assorbire le organizzazioni padro-
nali, industriali ed agrarie, che è quanto dire tentar di
sopprìmere l'organizzazione sindacale del capitalismo; mentre
j teorici e ì polemisti del fascismo affermano, più risolutamente
che mai, dover la nazione e lo Stato nazionale assorbire e
sopprimere le classi: quella capitalistica non meno di quella
proletaria.
Se, tuttavia, la lotta fascista si è svolta, finora, prevalen-
temente •— o addirittura esclusivamente, per ciò che riguarda
i risultati specifici effettivi, almeno nel campo economico-
sociale — contro il proletariato, ciò è dipeso da una quantità
di cause: psicologia piccolo-borghese, più avversa, nel mo-
mento della efflorescenza operaia postbellica, ai proletari che ai
capitalisti; presunta imminenza nel dopoguerra italiano, della
rivoluzione proletaria, giudicata pertanto come il pericolo più
urgente; ferrea coercizione delle realtà materiali, costringenti
a cercare appoggio nel capitalismo contro il proletariato, e
ad approfittare della tolleranza e della connivenza statali,
assai più facili ad aversi contro il secondo che non contro il
primo; infine, il patriottismo piccolo-borghese, naturalmente
rivolgentesi, nella sua grossolanità impulsiva e nella sua reto-
rica miope, contro il proletariato che pareva negare la patria,
mentre l'alta borghesia aveva avuto sempre l'accortezza, non
solo d'affermarla, ma di identificarsi con essa.
Con questo siamo giunti al punto decisivo nel processo
di cristallizzazione del fascismo; e cioè all'adozione, come
propria idea centrale, del mito nazionalista da parte dei piccolo-
borghesi, e quindi alla identificazione di nazionalismo e
fascismo.
È oggetto di stupefazione per certi critici •— ex inter-
ventisti — del fascismo (per es. il Bergamo) il fatto che
questo dall'interventismo rivoluzionario sia arrivato al nazio-
nalismo reazionario; ma lo stupore con ha ragione d'essere.
In realtà, in Mussolini e nei mussoliniani non c'è stata, dal
maggio 1915 ad oggi, trasformazione interiore, e tanto meno
contraddizione. Già da allora essi incentravano nel mito-na-
5& Par/e 1, Sezione 1

z i o n e (nella n a z i o n e , c i o è , p r e s a c o m e e n d t à a s t r a t t a e v a l o r e
u n i c o p e r se s t a n t e ) t u t t o il l o r o m o v i m e n t o , e la l o r o con-
t r a p p o s i z i o n e , cosi al n e u t r a l i s m o d e l l ' a l t a b o r g h e s i a c o m e al
pacifismo d e l p r o l e t a r i a t o . G i à allora il m i t o - n a z i o n e e r a p e r
la piccola b o r g h e s ì a il vessillo d e l l a sua rivolta; la sua l o t t a
eh" classe c o n t r o c a p i t a l i s m o e p r o l e t a r i a t o c o n s i s t e v a n e l l a
n e g a z i o n e del c o n c e t t o s t e s s o d i classe, e n e l l a s u a s o s t i t u -
zione con quello di nazione. E n o n poteva essere diversa-
m e n t e ; giacché la piccola b o r g h e s i a e r a t r o p p o d e b o l e e i n c o n -
s i s t e n t e c o m e classe o r g a n i c a — cioè d e t e n t r i c e d i u n p o t e r e
e di u n a funzione e c o n o m i c a — p e r p o t e r l o t t a r e sul t e r r e n o
classista c o n t r o l e a l t r e d u e , e p e r p o r t a r v i u n a s u a i d e o l o g i a .
I n q u e s t a n e g a z i o n e della classe e d e l l a l o t t a d i classe,
e nella sua s o s t i t u z i o n e c o n il c o n c e t t o a s t r a t t o d i n a z i o n e ,
e r a già i m p l i c i t o t u t t o l ' a n t i l i b e r a l i s m o s v i l u p p a t o p o i d a l
m o v i m e n t o fascista; a n t i l i b e r a l i s m o c h e il n a z i o n a l i s m o p r e -
c u r s o r e aveva già t e o r i z z a t o e p r o c l a m a t o . C h e c o s ' è i n f a t t i
la n a z i o n e - m i t o del n a z i o n a l f a s c i s m o se n o n u n a legge t r a s c e n -
d e n t e c h e v i e n e a i m p o r s i , d a l d i fuori, alla società e d alla
s t o r i a , n e g a n d o q u e l l a l i b e r a l o t t a p o l i t i c a e d e c o n o m i c a dei
v a r i e l e m e n t i sociali, n e l cui riconoscimento consiste a p p u n t o
il l i b e r a l i s m o ?
A n t i l i b e r a l i s m o ed a n t i s o c i a l i s m o fascisti h a n n o u n a stessa
r a d i c e i d e a l e . I l fascismo è antisocialista p e r c h é il socialismo
m i r a a d a r e u n a coscienza e d u n a vita a u t o n o m a al p r o l e t a -
r i a t o , m e n t r e e s s o , in n o m e d e l l a n a z i o n e t r a s c e n d e n t e , nega
il p r o l e t a r i a t o n o n m e n o d e l l a b o r g h e s i a . I l fascismo è p e r f e t -
tamente sincero q u a n d o dichiara di n o n volere lo sfruttamento
e l ' o p p r e s s i o n e dei l a v o r a t o r i , d i v o l e r e , a n z i , il l o r o b e n e e
la l o r o p r o s p e r i t à . M a q u e s t o b e n e e q u e s t a p r o s p e r i t à d e v o n o
e s s e r e , anziché libero c r e a z i o n e dei l a v o r a t o r i stessi, d o n o
p a t e r n o dello S t a t o - n a z i o n e . N e l p a t e r n a l i s m o assolutistico sì
r i a s s u m e la p o l i t i c a sociale fascista; e q u e s t a p e r t a n t o a s s u m e
a s p e t t i n o n p r i v i d i r a s s o m i g l i a n z a colla p r a t i c a socialrifor-
m i s t a . M a — a p a r t e o r a o g n i g i u d i z i o sul s o c i a l r i f o r m i s m o —
rimane, al d i s o t t o d e l l e s o m i g l i a n z e , u n a differenza s o s t a n -
L. Salvatorelli, Nazionaljascismo 59

ziale, n o n s e m p r e forse t e n u t a a b b a s t a n z a p r e s e n t e dagli scrit-


t o r i d e l l a « R i v o l u z i o n e l i b e r a l e » : e d è c h e il socialrifor-
m i s m o p r e s u p p o n e v a s e m p r e , a l m e n o t e o r i c a m e n t e , la libera
iniziativa p r o l e t a r i a , alla q u a l e l o S t a t o n o n faceva c h e p o r t a r e
u n s o c c o r s o , d o v u t o i n s o s t a n z a alla forza d i p r e s s i o n e del
p r o l e t a r i a t o m e d e s i m o . I n q u a n t o alle affermazioni d i libe-
rismo economico fatte con molta frequenza da Mussolini e
dai fascisti, in c o n t r a s t o con q u e s t o l o r o p a t e r n a l i s m o assolu-
t i s t i c o , esse s o n o p r o v a d i u n a incoscienza politica p e r cui
n o n v i e n e a v v e r t i t o c o m e il l i b e r i s m o n o n sia e n o n p o s s a
essere c h e u n m o m e n t o d e l l i b e r a l i s m o . I n c o s c i e n z a politica
dì cui si t r o v a n o tracce a n c h e nel c a m p o « l i b e r a l e ».

Piccola borghesia umanistica.

Se il m o v i m e n t o fascista si riduce a l o t t a d i classe piccolo-


b o r g h e s e , è n e l l a m e n t a l i t à della piccola b o r g h e s i a c h e o c c o r r e
c e r c a r n e la spiegazione finale. M a p r i m a di far c i ò o c c o r r e
r i c o r d a r e la d i s t i n z i o n e fatta s o p r a d e l l e d u e c a t e g o r i e piccolo-
b o r g h e s i : i. professionisti tecnici, c h e f a n n o p a r t e i n t e g r a n t e
dei p r o c e s s i p r o d u t t i v i e d a d e r i s c o n o , q u i n d i , i n t i m a m e n t e
alla s t r u t t u r a della società capitalistica ; e le m a s s e degli
i m p i e g a t i d e l l o Stato e d e g l i a l t r i e n t i p u b b l i c i ( b u r o c r a z i a )
e dei m i n o r i e s e r c e n t i : le c o s i d d e t t e p r o f e s s i o n i l i b e r a l i ( a v v o -
catura, medicina, insegnamento, e t c ) ; masse che propriamente
n o i d e s i g n a m o q u i col n o m e d i piccola borghesia, ma che
p o t r e m o a n c h e c h i a m a t e piccola b o r g h e s i a « u m a n i s t i c a »,
per distinguerla dall'altra, tecnica. Q u e s t a seconda è ancora
assai scarsa in Italia a causa a p p u n t o d e l l ' a r r e t r a t o s v i l u p p o
d e l l ' e c o n o m i a i t a l i a n a ; e n o n ha a n c o r a u n p e s o p o l i t i c o s u o .
L a m e n t a l i t à della piccola b o r g h e s i a u m a n i s t i c a si rias-
s u m e i n u n a p a r o l a sola: r e t o r i c a . P r o v e n e n d o g e n e r a l m e n t e
d a l l a s c u o l a classica ( e d e l r e s t o a n c h e q u e l l a t e c n i c a e m a g i -
s t r a l e h a n n o in I t a l i a , c o m ' è n o t o , s c a r s i s s i m o c a r a t t e r e p r ò -
60 Varie I, Sezione I

fissionale)*, essa possiede la cosiddetta «cultura generale»,


che potrebbe definirsi « l'analfabetismo degli alfabeti ». Con-
siste essenzialmente, questa cultura generale, in una infarina-
tura storico-letteraria, in cui la parte letteraria è puramente
grammaticale e formalistica, mentre quella storica si riduce
a un cumulo di date di battaglie e di nomi di sovrani, con la
salsa d'una trasfigurazione o d'uno sfiguramento patriottico,
di cui Ì due elementi essenziali sono l'esaltazione di Roma e
dell'impero romano come nostri antenati, e il racconto del
Risorgimento ad usum Delpbini. Tutto l'insegnamento è una
congerie di nozioni generiche, astratte, da imparare mecca-
nicamente, senza stimolo al senso critico e senza contatto con
il processo storico e la realtà attuale. Di qui, neDa pìccola
borghesia umanistica, la tendenza all'affermazione dogmatica,
alla credulità néH'ipse dixit, alla esaltazione per il gesto e la
parola usurpanti il posto dei fatti e delle idee, al fanatismo
per la formula indiscussa e indiscutibile.
Gettato nella vita con questa bella preparazione, il piccolo-
borghese non riesce a sistemarsi alla peggio — quando pur
non rimane totalmente spostato e disoccupato — se non
sequestrandosi novamente dalla vita stessa, negli uffici buro-
cratici, nelle aule scolastiche, o nell'angusto ambito di una
meschina attività professionale. Esso si raffigura cosi un mondo
fantastico ài astratto idealismo, e ignora ì valori effettivi del
mondo moderno; e quando poi entra, come che sia, in
contatto con questo, sente per esso un misto di repulsione
moralistica e inintelligente e di invidiosa cupidigia. Il capi-
talista è per lui un pescecane sfruttatore, l'operaio qualificato
un parvenu ingiustamente favorito nei suoi confronti. Contro
questo mondo ch'egli considera puramente materialistico, il
piccolo-borghese eleva il suo mondo ideale; alla realtà econo-
mica delle classi producenti e lottanti egli contrappone il
mito della nazione astratta e trascendente, credendo d'affer-
mare cosi, di contro alle odiate classi produttrici, una sua
superiorità morale; e considera, nel suo moralismo apolitico,

* Ancor meno l'avranno ora, ove si attui la liiorsna Gemile, i!


carattere umanistico ed antiprofesstonale di quesra è una preziosa con-
ferma a quanto avevamo già scritto prima die fosse annunciata.
L. Salvatorelli, Nazìonalfascismo 61

c o m e m a l v a g i e v e n d u t i , c o m e n e m i c i della p a t r i a t u t t i c o l o r o
c h e n o n la r i c o n o s c o n o n e l f a n t o c c i o e s a n g u e e senza f o r m a
c h ' e g l i si s t r i n g e al seno.

Demagogia antistorica.

L a piccola borghesia umanistica è stata democratica e


s o c i a l i s t o i d e finché l e è p a r s o , cosi, di l o t t a t e p e r u n p r o p r i o
i d e a l e ; m a q u a n d o d e m o c r a z i a e socialismo h a n n o i n c o m i n -
c i a t o a d i v e n i r e r e a l t à , p r o d u c e n d o n u o v e élites b o r g h e s i in
s e n o al p r o l e t a r i a t o anziché e l e v a r e la piccola b o r g h e s i a m e d e -
s i m a , q u e s t a si è r i b e l l a t a , p e r i n v i d i a e p e r d o n c h i s c i o t t i s m o .
Il piccolo b o r g h e s e è p a s s a t o così al n a z i o n a l i s m o , e s'è p r o -
c l a m a t o a n t i d e m o c r a t i c o ; in r e a l t à , esso e r a , p r o p r i o a d e s s o ,
u l t r a d e m o c r a t i c o e cioè d e m a g o g i c o , p e r c h é c o n t r o i differen-
z i a m e n t i e gli o r g a n a m e n t i , c o n cui il socialismo sindacale
andava trasformando u n a plebe in popolo, veniva a reagire
v i o l e n t e m e n t e i n n o m e d i q u e l l e e n t i t à indifferenziate e d inor-
g a n i c h e c h ' e r a n o il « p a t r i o t a » e il « c o m b a t t e n t e » . P r o c l a -
m a n d o l e élites e l e g e r a r c h i e v i t t o r i o s e del n u m e r o e della
m a s s a , e s s o h a i n r e a l t à scagliato il n u m e r o e la massa alla
d i s t r u z i o n e d e l l e élites e d e l l e gerarchie e f f e t t i v a m e n t e f o r m a -
tesi n e l p r o l e t a r i a t o i t a l i a n o ; e d o r a v o r r e b b e p r o s e g u i r l ' o p e r a
d i s t r u t t i v a c o n t r o le organizzazioni sindacali del c a p i t a l i s m o ,
p e r t u t t o c o n g u a g l i a r e ed a n n e g a r e nel m a r e m o r t o della sua
m ì t i c a « n a z i o n e ».

S e n o n c h é q u i l ' i m p r e s a è b e n p i ù difficile. F i n o a ieri, le


realizzazioni del fascismo s o n o s t a t e o t t e n u t e c o l l ' a i u t o dei
m o n d o c a p i t a l i s t i c o , p e r c h é q u e s t o r i t e n e v a n e c e s s a r i o d'infre-
n a r e il p r o p r i o figlio — il socialismo — d i v e n u t o , s e c o n d o
lui, t r o p p o b a l d a n z o s o . L a v e r a rivoluzione fascista d o v r e b b e
cominciare ora; perché quella avvenuta n o n è stata che una
r i v o l t a , resa p o s s i b i l e dalla c o m p l i c i t à d e l l ' a l t a b o r g h e s ì a . C h e
la velleità d ' u n a r i v o l u z i o n e a u t o n o m a e r a d i c a l e esista nel
fascismo, l ' a b b i a m o già d e t t o , m o s t r a n d o c o m e la piccola
b o r g h e s i a fascista abbia u n a sua psicologia d i classe rivolu-
62 Parie J, Sezione I

z i o n a r i a ; m a è psicologia senza s u b s t r a t o reale, a p p u n t o per-


c h é l a piccola b o r g h e s i a « u m a n i s t i c a » n o n è u n v e r o c e t o
sociale, con f u n z i o n i e forze p r o p r i e , m a u n a g g l o m e r a t o c h e
v i v e in m a r g i n e del p r o c e s s o p r o d u t t i v o essenziale alla civiltà
capitalistica. I l n a z i o n a l i s m o c h e costituisce la sua i d e o l o g i a ,
a n z i c h é essere u n p r o d o t t o fisiologico del c a p i t a l i s m o , a n z i c h é
c o s t i t u i r e — c o m e c r e d o n o i più — la p r o i e z i o n e p o l i t i c a
d e l l ' e c o n o m i a capitalistica, è i n v e c e u n o s t a d i o i d e o l o g i c o
r i t a r d a t a r i o r i s p e t t o a q u e s t a ; e d è u n a tale m a n c a n z a d i s i n c r o -
n i s m o fra la r e a l t à e c o n o m i c a e la ideologia delle classi cosid-
d e t t e colte ( c h e s o n o , a p p u n t o , la piccola b o r g h e s i a ) q u e l l a
c h e si r i t r o v a i n f o n d o ai d r a m m a della g u e r r a e d e l d o p o -
g u e r r a e u r o p e i . U n t r i o n f o definitivo del nazìonalfascismo n o n
si p u ò c o n c e p i r e se n o n c o n u n a r o v i n a della civiltà capitali-
stica, alla q u a l e n o i n o n c r e d i a m o . M a n o n si p u ò e s c l u d e r e
c h e il n a z i o n a l f a s c i s m o c o m p i a il t e n t a t i v o v e r a m e n t e rivolu-
z i o n a r i o , d o p o a v e r e o t t e n u t o sul p r o l e t a r i a t o la sua v i t t o r i a ,
superficiale e t e m p o r a n e a .

A t t a c c a n d o s i d i r e t t a m e n t e all'organizzazione capitalistica,
il n a z i o n a l f a s c i s m o r i v e l e r e b b e d e f i n i t i v a m e n t e la p r o p r i a n a -
t u r a a n t i s t o r i c a . C h e e s s o sia, p e r eccellenza, a n t i s t o r i c o , c
i n d u b i t a t o d o p o q u a n t o a b b i a m o d e t t o ; e la sua a n t i s t o r i c i t à
e s s o f o r m u l a t e o r i c a m e n t e , q u a n d o s o s t i e n e c h e la s t o r i a è
u n a serie d i a n d i r i v i e n i e d i r i p e t i z i o n i , e n e g a la l e g i t t i m i t à
dei concetti di progresso e reazione. N o n essendo b u o n o ,
cioè, a s v o l g e r e i l filo d e l g o m i t o l o s t o r i c o , il n a z i o n a l f a s c i s m o
p r e t e n d e c h e q u e s t o sia u n a m a t a s s a senza c a p o n é c o d a , t a l e
d u n q u e da p o t e r s i r i m e s c o l a r e a capriccio. L a v e r i t à sì è
c h e e s s o c o n f o n d e gli a r r e s t i e l e deviazioni m o m e n t a n e e e
a p p a r e n t i d e l p r o c e s s o s t o r i c o c o n il p r o c e s s o m e d e s i m o ; e
p o n e , cosi, sullo stesso p i a n o la r i v o l u z i o n e francese e la S a n t a
A l l e a n z a , M e t t e r m e l i e C a v o u r . P e r q u e s t a stessa a n t i s t o r i c i t à
e questo astrattismo, esso n o n v e d e come liberalismo, d e m o -
crazia, socialismo, s i a n o m o m e n t i essenziali d i q u e l l a società
e d ì quella civiltà delle quali p u r e si erige a d i f e n s o r e e
propulsore.

Si c o m p r e n d e perfettamente che il n a z i o n a l f a s c i s m o sia


L. Salvatorelli, Naziondfascismo 63

s o r t o i n I t a l i a , p a e s e e c o n o m i c a m e n t e a r r e t r a t o , in cui la
piccola b o r g h e s i a u m a n i s t i c a , e l e m e n t o m a r g i n a l e e d i n o r g a -
n i c o d e l l a società capitalistica, p u ò t e n t a r d i g i o c a r e la p r i m a
p a r t e s u l l a scena politica. SÌ t r a t t a , i n c o n c l u s i o n e , d ' u n feno-
m e n o d ' i n f a n t i l i s m o ; e la sua s c o m p a r s a è l e g a t a a q u e l l o
s v i l u p p o i t a l i a n o c h e n o i t u t t i — i nazionalfascisti p e r i
primi — auguriamo e speriamo.
RISOLUZIONE DELL'INTERNAZIONALE COMUNISTA *

I I fascismo è u n f e n o m e n o di d e c a d e n z a c a r a t t e r i s t i c o
•del n o s t r o t e m p o , e s p r e s s i o n e d e l l a p r o g r e s s i v a d i s s o l u z i o n e
•dell'economia capitalistica e d e l l a c o r r u z i o n e d e l l o S t a t o b o r -
ghese.
L a sua p i ù forte r a d i c e r i s i e d e nel f a t t o c h e la g u e r r a
i m p e r i a l i s t i c a e il d i s s e s t o d e i r e c o n o t n i a capitalistica d a e s s a
•accresciuto e affrettato h a n n o d i s t r u t t o , i n c o n t r a s t o c o n l e
• s p e r a l e c h e si e r a n o n u t r i t e , l e p r e c e d e n t i c o n d i z i o n i d i v i t a
-e la p r e c e d e n t e sicurezza di esistenza p e r vasti s t r a t i d e l l a
piccola e m e d i a b o r g h e s i a , d e l l a piccola p r o p r i e t à c o n t a d i n a
•e d e l l ' * intelligenza » D e l u s e s o n o a n c h e le v a g h e s p e r a n z e
r

c h e alcuni m e m b r i d i q u e s t i ceti sociali a v e v a n o r i p o s t o i n u n


p r o f o n d o m i g l i o r a m e n t o d e l l a società p e r o p e r a d e l sociali-
s m o riformista. I l tradimento della rivoluzione da parte dei
•capi r i f o r m i s t i d e l p a r t i t o e d e l l e associazioni o p e r a i e , la l o t o
•capitolazione d i f r o n t e al c a p i t a l i s m o , la l o r o coalizione c o n
la b o r g h e s i a allo s c o p o di ristabilire l ' a n t i c o d o m i n i o d i
classe e s f r u t t a m e n t o d i classe — - t u t t o q u e s t o n e l segno della
•« d e m o c r a z i a » — h a n n o i n d o t t o q u e s t a specie di « s i m p a t i z -
z a n t i » del p r o l e t a r i a t o a d i s p e r a t e d e l socialismo e d e l s u o
p o t e r e di l i b e r a r e e di r i n n o v a r e la società. L a debolezza del
v o l e r e e la p a u r a della l o t t a c o n cui la schiacciante m a g g i o -
r a n z a d e l p r o l e t a r i a t o al d ì fuori della R u s s i a s o v i e t i c a tollera
•questo t r a d i m e n t o e s o t t o il p o t e r e capitalista l a v o r a p e r
xafTorzare il p r o p r i o s f r u t t a m e n t o e la p r o p r i a r i d u z i o n e i n
s c h i a v i t ù , h a t o l t o ai piccoli e m e d i b o r g h e s i in f e r m e n t o ,

- Tn « Tnlernaiionale Presse-KulrOsprindenz », 5 luglio 1923.


Risoluzione dell'Internazionale Comunista 65

quali gl'« intellettuali », la fede nella classe lavoratrice quale


forza sostenitrice di una radicale modificazione della società.
Ad essi si sono uniti alcuni elementi proletari, i quali, ten-
denti ad un comportamento attivo ed esigendo tale comporta-
mento dagli altri, si sentono insoddisfatti della condotta di tutti
i partiti politici. Al fascismo aderiscono inoltre delusi e declas-
sati, persone di ogni ceto sociale rimasse prive di radici, spe-
cialmente ex ufficiali, che dopo la fine della guerra sono rimasti
privi di professione e di guadagno. Questo vale specialmente
per gli Stati centrali vìnti, dove per conseguenza il fascismo
acquista un'impronta fortemente antirepubblicana.
Senza cognizioni storiche e senza esperienza politica, il
gruppo prepotente dei fascisti costituito da elementi molto
diversi dal punto di vista sociale, si aspettava tutta la
salvezza da uno « Stato », il quale, essendo loro originale
creatura e strumento, e sostenendo di essere al di fuori delle
classi e dei partiti, attua il loro programma non chiaro e
pieno di contraddizioni con o senza legalità, per mezzo della
« democrazia » o di un dittatore.
Il fascismo al tempo del fermento rivoluzionario e della _
sollevazione del proletariato ha in parte simpatizzato con
istanze rivoluzionarie proletarie o quanto meno ha civettato
con esse.
Le masse che lo seguono ondeggiano tra Ì due campì dei
grandi storici contrasti di classe e conflitti di classe. Tuttavia
dì fronte al rinnovato rafforzamento del domìnio capitalistico
e alla offensiva generale della borghesia esse si sono messe
al fianco della borghesia, dove i loro capi sono stati fin dal
principio. La borghesia ha assoldato subito il fascismo al
servizio della sua lotta per abbattere e rendere perpetua-
mente schiavo il proletariato. Quanto più a lungo e quanto
maggiormente opera la dissoluzione de IT economia capitali-
stica, quanto più insopportabili diventano i pesi e le soffe-
renze che in seguito a ciò opprimono il proletariato, tanto
meno bastano a proteggere l'ordine borghese conrro la spinta
di attive masse le intenzioni pacìfiche e la collaborazione
democratica predicate dai riformisti. La borghesia abbisogna

5. De felice
66 Forte 1, Sezione 1

p e r la sua difesa d i p o t e r e a g g r e s s i v o c o n t r o la classe l a v o r a -


t r i c e . L ' a n t i c o a p p a r a t o d i f o r z a dello S t a t o b o r g h e s e c h e
s o s t i e n e d i essere « a p o l i t i c o » n o n l e g a r a n t i s c e p i ù sufficiente
sicurezza. E s s a p r o c e d e alla c o s t i t u z i o n e d i p a r t i c o l a r i t r u p p e
p e r la l o t t a d i classe c o n t r o il p r o l e t a r i a t o . T a l i t r u p p e l e
v e n g o n o f o r n i t e dal f a s c i s m o . B e n c h é q u e s t o , p e r la sua o r i -
gine e per coloro che lo rappresentano, includa anche ten-
d e n z e r i v o l u z i o n a r i e , c h e p o s s o n o v o l g e r s i c o n t r o il c a p i t a -
l i s m o e il s u o S t a t o , e s s o d i v e n t a t u t t a v i a u n a p e r i c o l o s a
forza della c o n t r o r i v o l u z i o n e . D i ciò e s s o dà p r o v a là d o v e
vince: in Italia.
S ' i n t e n d e c h e il f a s c i s m o rivela nei v a r i p a e s i t r a t t i carat-
t e r i s t i c i d i v e r s i s e c o n d o l e d i v e r s e circostanze s t o r i c h e . M a
d a p p e r t u t t o la sua e s s e n z a c o n s i s t e n e l m i s c u g l i o della forza
p i ù b r u t a l e e t e r r o r i s t i c a con u n a fraseologia a p p a r e n t e m e n t e
r i v o l u z i o n a r i a c h e d e m a g o g i c a m e n t e si collega ai b i s o g n i e ai
s e n t i m e n t i d i v a s t e m a s s e o p e r a n t i . L a sua e v o l u z i o n e p i ù
m a t u r a esso l ' h a a v u t a finora i n I t a l i a . Q u i la p a s s i v i t à d e l
p a r t i t o socialista e dei c a p i r i f o r m i s t i delle associazioni o p e r a i e
gli h a n n o - s p a l a n c a t o la p o r t a , q u i l a s u a fraseologia rivoluzio-
n a r i a gli. h a p r o c u r a t o l ' a d e s i o n e d i alcuni e l e m e n t i p r o l e t a r i
che h a n n o reso possibile la sua vittoria. L'evoluzione del
fascismo in I t a l i a è c o n s e g u e n z a d e l l ' i n c a p a c i t à del p a r t i t o e
d e l l e associazioni o p e r a i e d i a p p r o f i t t a r e d e l l ' o c c u p a z i o n e d e l l e
f a b b r i c h e d a p a r t e d e g l i o p e r a i n e l 1 9 2 0 p e r intensificare la
p r o l e t a r i a l o t t a d i classe. L a c o n s e g u e n z a della v i t t o r i a fascista
consiste nell'impedire con la forza ogni m o v i m e n t o operaio,
perfino il m o v i m e n t o a p o l i t i c o p e r i salari. L a v i t t o r i a del
fascismo in I t a l i a s t i m o l a la b o r g h e s i a d e g l i a l t r i p a e s i a f a r e
a b b a t t e r e il p r o l e t a r i a t o n e l l o s t e s s o m o d o . L a classe o p e r a i a
d i t u t t o il m o n d o è m i n a c c i a t a d a l d e s t i n o d e i fratelli i t a l i a n i .

Ma l ' e v o l u z i o n e d e l fascismo i n I t a l i a d i m o s t r a a n c h e
un'altra cosa, cioè c h e il fascismo h a u n c a r a t t e r e d i s a r m o n i c o
e porta i n sé f o r t i e l e m e n t i d i d e c o m p o s i z i o n e e d i s s o l u z i o n e
politica. I l s u o o b b i e t t i v o d i t r a s f o r m a r e a colpi d i m a r t e l l o
l'antico borghese « Stato democratico » nello Stato autoritario
fascista s c a t e n a c o n t r a s t i t r a la v e c c h i a b u r o c r a z i a e q u e l l a
Risoluzione dell'Internazionale Comunista 67

n u o v a fascista, t r a l ' e s e r c i t o r e g o l a r e e i suoi ufficiali d i car-


riera e la n u o v a milizia con i s u o i c a p i , tra la d i s p o t i c a e
fascistica p o l i t i c a n e l l ' e c o n o m i a e n e l l o S t a t o e l ' i d e o l o g i a d e i
residui della borghesia liberale e democratica, tra monarchici
e r e p u b b l i c a n i , t r a i veri fascisti d e l l e c a m i c i e n e r e e i nazio-
nalisti accolti n e l p a r t i t o e nella milizia, t r a il p r o g r a m m a
o r i g i n a r i o d e i fascisti, c h e i n g a n n a v a e c o n q u i s t a v a l e m a s s e ,
e l ' a t t u a l e p o l i t i c a fascista, c h e s e r v e g l ' i n t e r e s s i del c a p i t a l e
d e l l ' i n d u s t r i a , i n p r i m a l i n e a d e l l ' i n d u s t r i a p e s a n t e t i r a t a su
artificialmente. M a d i e t r o a q u e s t i e ad a l t r i c o n t r a s t i s t a n n o ,
i n s u p e r a b i l i e inconciliabili, i c o n t r a s t i e c o n o m i c i e sociali t r a
i v a r i s t r a t i capitalistici d e l l a società, t r a g r a n d e b o r g h e s i a e
piccola e m e d i a b o r g h e s i a , piccoli c o n t a d i n i e i n t e l l e t t u a l i , e
s u p e r i o r e a t u t t i , il m a s s i m o d i t u t t i i c o n t r a s t i e c o n o m i c i
e sociali: l ' o p p o s i z i o n e d i classe t r a b o r g h e s i a e p r o l e t a r i a t o .
Sulla b a s e d i q u e s t i c o n t r a s t i il f a l l i m e n t o i d e o l o g i c o d e l
fascismo è già d i v e n t a t o u n f a t t o , c h e si m a n i f e s t a a n c h e
nella c o n t r a d d i z i o n e tra il p r o g r a m m a fascista e il m o d o i n
cui e s s o v i e n e a t t u a t o . P u ò essere c h e l ' a r m a m e n t o o r g a n i z -
z a t o e il t e r r o r e senza s c r u p o l i i m p e d i s c a n o a n c o r a p e r q u a l -
che t e m p o la d i v u l g a z i o n e dei c o n t r a s t i e n a s c o n d a n o il
f a l l i m e n t o ideologico. M a alla fine i c o n t r a s t i si f a r a n n o v a l e r e
a n c h e in s e n o alla forza a r m a t a e m a n d e r a n n o all'aria il
fascismo.
DJULA SAS

IL FASCISMO ITALIANO *

Essenza e significato storico del fascismo.

L'intricata situazione politica e più ancora le contraddi-


zioni interne hanno sempre reso difficile per il ceto operaio
riconoscere la vera essenza del fascismo italiano. N o n solo
all'estero se ne aveva — e se ne ha spesso ancor oggi —
un'idea non chiara, ma anche nell'Italia stessa le opinioni
su esso erano discordi, anzi in Italia più che altrove. Poiché,
mentre il ceto operaio degli altri paesi poteva giudicare in
base alle notizie che trapelavano all'estero sulle distruzioni di
Camere del lavoro e sulla sanguinosa persecuzione degli operai
appartenenti alle organizzazioni comuniste e socialiste e rico-
noscere in ciò il carattere controrivoluzionario del fascismo,
i lavoratori italiani erano a contatto troppo immediato con
la situazione locale per averne una chiara visione. C'era chi
sosteneva che il fascismo fosse una guardia terroristica degli
agrari; altri dicevano che era soltanto una rivolta avventurosa
e disperata di elementi declassati, sottoborghesi e sottopro-
letari, altri ancora che il fascismo era l'organizzazione della
piccola borghesia, ecc. E non mancava neppure l'opinione

* Da GIULIO AQUILA [pseud. di D . S A S ] , Ber Fascbismus in Italie»,


Hamburg 1923, trad. it., Il fascismo italiano, in II fascismo e i partiti
politici italiani. Testimonianze del 1921-1923, a cura di R. De Felice,
Cappelli, Bologna 1966, p p . 4 2 1 0 3 .
D. Sai, Il laicismo italiano 69

secondo cui il fascismo era addirittura un movimento rivolu-


1
zionario .
Com'era possibile questo? Soltanto per il fatto che Ì più
osservavano i fenomeni singoli e confondevano queste mani-
festazioni particolari — e talvolta persino singoli momenti di
crisi, come, per esempio, l'immissione in massa degli agrari
nei Fasci — col movimento nella sua totalità. Qualcuno
vedeva soltanto che delle cosiddette « spedizioni punitive » le
più sanguinose erano quelle che si svolgevano nelle province
tipicamente agrarie dell'Italia centrale e settentrionale; altri
badavano solo alla composizione delle truppe fasciste, delle
« squadre », le quali effettivamente in una fase posteriore
dell'evoluzione del fascismo erano costituite in prevalenza da
elementi declassati; altri ancora richiamavano l'attenzione sul
fatto che la piccola borghesia affluisse in misura sempre più
grande alle organizzazioni fasciste; e c'era chi veniva tratto
in inganno dalla circostanza che quasi tutte le persone più
in vista del fascismo erano uscite dal movimento operaio Ad
offuscare in molti una chiara visione delle cose contribuivano an-
che le istanze « programmatiche » d'intonazione estremamente
radicale del primo periodo della propaganda, la fraseologia
« rivoluzionaria » del fascismo, atti quali, per esempio, i
ribassi dei prezzi dei viveri imposti col terrore (d'altronde
in forma del tutto improvvisa e rivolti sempre soltanto
contro piccoli commercianti e rivenduglioli), come pure la
lotta del fascismo contro i detentori del potere nello Stato,
contro il « vecchio Stato » e le richieste della testa di Giolitti
dopo avere detronizzato la casa regnante e istituito la re-
pubblica.

Oggi non sono più necessarie lunghe dimostrazioni per

1
Cominciando da Mussolini, che negli anni 1913-14 era capo del
Partito socialista italiano e direttore dell'** Avanti! », procedendo cori
Michele Blandii, che prima della guerra era segretario di una Camera
ciel lavoro e redattore di una rivista sindacalista ed ora è segretario ge-
nerale del Partito fascista, e con Rossoni, ex sindacalista e attuale se-
gretario generale delle organizzazioni operaie, giù giù fino alla schiera
dei capi provinciali, che prima hanno occupato un posto, sia pure
subordinato, ma d'importanza locale, nel movimento operaio.
70 Parie I, Sezione I

provare che il fascismo — storicamente preso -— è un'avan-


zata del capitale industriale. La prova di ciò è stata fornita
in modo irrefutabile dai primi sei mesi del governo di Musso-
lini. Basta un'occhiata alla politica economica del governo
fascista per convincersene.
Ma constatare che il fascismo è storicamente un'avanzata
della borghesia industriale non è tuttavia sufficiente per com-
prenderne tutto il significato. Si potrebbe pensare che esso
è forse soltanto un metodo di lotta della borghesia in Italia,
che non riguarda in alcun modo il proletariato degli altri
paesi. Ora, per quanto la particolare situazione economica é
politica dell'Italia abbia conferito al fascismo la sua impronta,
il fascismo non ' è una specialità dell'Italia, ma è della mas-
sima attualità sul piano internazionale. Esso affonda le sue
radici nella situazione generale economica e politica del tempo
presente.
La quinquennale guerra imperialistica ha sconvolto in tal
modo le fondamenta economiche della società capitalistica in
tutto il mondo che una ricostruzione dell'economia sulla base
capitalistica della produzione col « normale » sfruttamento
del proletariato non è possibile. Questo è e resta un dato di
fatto, malgrado i « fenomeni di risanamento » nei più potenti
Stati vincitori, malgrado la congiuntura economica del Norda-
merica e malgrado la situazione economica in Inghilterra, che
rivela negli ultimi tempi un certo miglioramento.
Contemporaneamente allo sconvolgimento delle fonda-
menta economiche e — prescindendo per ora dagli altri fat-
tori — in conseguenza di esso, immediatamente dopo la guerra
fu sconvolta anche la potenza politica della borghesia, princi-
palmente nell'Europa centrale, meridionale e orientale; tutta-
via neppure gli Stati vincitori e i neutrali furono risparmiati
da questo fenomeno. Questo rilassamento della potenza politica
della borghesia portò automaticamente con sé un relativo raffor-
zamento della posizione di forza della classe lavoratrice. Tutta-
via soltanto là dove esisteva un partito comunista consapevole,
capace di guidare il proletariato, cioè nella odierna Russia
sovietica e nelle repubbliche sovietiche federate, il proletariato
D. Sai, Il fascismo italiano 71

s e p p e a p p r o f i t t a r e della d e b o l e z z a della b o r g h e s i a e accrescere


in p r o p r i a p o s i z i o n e di forza fino a d a s s o g g e t t a r e la b o r g h e s i a
e i s t i t u i r e la p r o p r i a d i t t a t u r a q u a l e s i s t e m a d i t r a n s i z i o n e v e r s o
l ' o r d i n a m e n t o socialista d e l l a società. N e i p a e s i d e l l ' E u r o p a
c e n t r a l e e m e r i d i o n a l e , d o v e la s i t u a z i o n e o b b i e t t i v a p e r la
c o n q u i s t a del p o t e r e da p a r t e d e l p r o l e t a r i a t o n o n e r a m e n o
m a t u r a , m a d o v e m a n c a v a la c o n d i z i o n e p r e l i m i n a r e sogget-
tiva della r i v o l u z i o n e p r o l e t a r i a , cioè u n p a r t i t o c o m u n i s t a b e n e
o r g a n i z z a t o , c o n s a p e v o l e e ricco di p r e s t i g i o n e i c o n f r o n t i delle
m a s s e o p e r a i e , l'evoluzione u l t e r i o r e della r i v o l u z i o n e v e n n e
m e n o a causa del t r a d i m e n t o dei leaders r i f o r m i s t i e social-
d e m o c r a t i c i . Q u e s t o t r a d i m e n t o a s s u n s e v a r i e f o r m e nei v a r i
paesi. I n G e r m a n i a , p e r e s e m p i o , o p p u r e n e l l ' A u s t r i a t e d e s c a ,
d o v e la classe d i r i g e n t e s o c i a l d e m o c r a t i c a t e n e v a a n c o r a salda-
m e n t e in m a n o la p a r t e d i g r a n l u n g a m a g g i o r e d e l l e m a s s e
o p e r a i e , essa offerse alla b o r g h e s i a u n a coalizione al fine
— cosi disse — di a r r i v a r e g r a d u a l m e n t e al socialismo m e -
d i a n t e l ' i s t i t u z i o n e della « r e p u b b l i c a d e m o c r a t i c a » — c o m e
se la r e p u b b l i c a « d e m o c r a t i c a » e n o n la d i t t a t u r a d ì classe
del p r o l e t a r i a t o fosse il g r a d i n o p e r a r r i v a r e al socialismo! I n
altre paesi, così a n c h e iti I t a l i a , d o v e i leaders s o c i a l d e m o c r a t i c i
n o n a v e v a n o a n c o r a d i e t r o a sé l e m a s s e , essi rimasero nel
p a r t i t o della classe o p e r a i a rivoluzionaria p e r s a b o t a r e e fru-
s t r a r e d a q u i l ' u l t e r i o r e e v o l u z i o n e della r i v o l u z i o n e p r o l e t a r i a .
C o m p i u t o q u e s t o l a v o r o , essi c r e d e t t e r o p o i d i p o t e r s e g u i r e
il g l o r i o s o e s e m p i o dei l o r o colleghi t e d e s c h i e a u s t r o - t e d e s c h i .

M a la r e p u b b l i c a « d e m o c r a t i c a » dei s o c i a l d e m o c r a t i c i i n
u n a coalizione COQ la b o r g h e s i a nella v i g e n t e s i t u a z i o n e polìtica
1
ed e c o n o m i c a è u n assurdo storico . P e r c h é , s e già il « n o r -
m a l e » s f r u t t a m e n t o del p r o l e t a r i a t o nel p e r i o d o a n t e r i o r e alla
g u e r r a n o n p u ò b a s t a r e a r i c o s t r u i r e l ' e c o n o m i a su base capi-
talistica ( e i socialdemocratici v o l e v a n o e v o g l i o n o la ricostru-
zione s o l t a n t o su b a s e c a p i t a l i s t i c a ! ) , è c h i a r o c h e t a l e rico-
s t r u z i o n e è m e n e c h e m a i p o s s ì b i l e nella r e p u b b l i c a « d e m o -
cratica », d a t o che in q u e s t a e a n c h e nelle m o n a r c h i e d e m o -
c r a t i c h e , quali l ' I n g h i l t e r r a e a n c h e l ' I t a l i a a n t e r i o r e al fasci-
s m o , l e m a s s e o p e r a i e h a n n o p u r s e m p r e u n a p o s i z i o n e di forza
72 Parie I, Sezione I

s u p e r i o r e a q u e l l a d e l p e r i o d o p r e b e l l i c o , p o s i z i o n e c h e esse
certamente non useranno per aumentare spontaneamente, oltre
la m i s u r a « n o r m a l e », il p r o p r i o s f r u t t a m e n t o d a p a r t e d e l
capitale e nell'interesse del capitale. Esse cercheranno invece di
u s a r e la loro m a g g i o r e forza p e r t e n t a r e d i d i m i n u i r e la m i s u r a
d i q u e s t o « n o r m a l e » s f r u t t a m e n t o . E s s e devono fare questo
t e n t a t i v o , p o i c h é la l o r o m i s e r i a l e c o s t r i n g e a ciò. E i leaders
s o c i a l d e m o c r a t i c i i n v e s t e d i m i n i s t r i p o s s o n o far fallire q u e s t i
sforzi d e i l a v o r a t o r i s o l t a n t o m e d i a n t e u n n u o v o e s e m p r e
r e i t e r a t o t r a d i m e n t o d e g l ' i n t e r e s s i d e l l a classe o p e r a i a .
O r a è c h i a r o , ed è s t a t o s e m p r e e v i d e n t e p e r o g n i essere
ragionante, che u n a situazione di questo genere n o n p u ò a
lungo andare mantenersi, qualora t u t t ' e d u e le parti dovessero
s o c c o m b e r e n o n n e l l a l o t t a , m a senza combattere. I leaders
socialdemocratici erano p r o n t i , e lo sarebbero ancora, ad ab-
b a n d o n a r e la classe o p e r a i a a q u e s t o g e n e r e d i d i s f a t t a senza
c o m b a t t i m e n t o , m a essi n o n t e n e v a n o c o n t o del s e c o n d o fat-
t o r e , cioè della b o r g h e s i a . La borghesìa non è disposta a
perire senza combattere! P u ò d a r s i c h e p e r Ì leaders social-
d e m o c r a t i c i q u e s t a sia u n a s o r p r e s a , anzi u n a spiacevole sor-
presa; per noi comunisti n o n è una novità. Abbiamo sempre
p r e v i s t o e a b b i a m o a n c h e p r e d e t t o c h e , se i leaders socialdemo-
cratici riusciranno a far fallire lo sviluppo della rivoluzione,
la borghesia, che nei primi anni dopo la guerra era prostrata
e impotente, si riscuoterà dalla sua impotenza e farà di tutto
per ricostituire il suo ordinamento economico e il suo incon-
testato predominio dì classe.

M a d a u n l a t o la r o v i n o s a s i t u a z i o n e e c o n o m i c a , c h e ri-
c h i e d e , p e r e s s e r e r i c o s t i t u i t a , u n accresciuto sfruttamento del
p r o l e t a r i a t o , d a l l ' a l t r o la f o r z a d e l l a classe l a v o r a t r i c e , p o t e n -
z i a t a dalle circostanze c h e a b b i a m o d e s c r i t t e , m a a s s o l u t a -
m e n t e passiva, f a n n o si c h e la b o r g h e s i a n o n riesca p i ù a
r i s o l v e r e in via d e m o c r a t i c a il p r o b l e m a delia r i c o s t r u z i o n e
d e l l a sua e c o n o m i a e d e l r i p r ì s t i n o d e l s u o i n c o n t r a s t a t o d o -
m i n i o d i classe! Gli strumenti di potere « democratici », (7
legale apparato statale democratico non bastano più, anche
con l'attivo appoggio della socialdemocrazia, a ricacciare in-
D. Sai, Il fascismo italiano

dietro il proletariato, che si è relativamente rinforzato, in una


situazione di accresciuto sfruttamento. Perciò la borghesia re-
spinge gli strumenti dì potere « democratici », respinge lo $tato<
legale e democratico {al q u a l e o r a m a i s o l t a n t o i leaders social-
d e m o c r a t i c i così s p a s m o d i c a m e n t e c r e d o n o , a m m e s s o c h e v e -
r a m e n t e cì c r e d a n o a n c o r a ) . Anzi non soltanto essa lo respinge,
ma lo distrugge e ricorre ad altri strumenti, che spera possano-
servirle a raggiungere i suoi scopi.
Q u e s t o è il significato storico del fascismo! I n I t a l i a come-
in t u t t i gli a l t r i paesi d ' E u r o p a e d ' A m e r i c a : la b o r g h e s i a s'in-
fischia d e l « s u p e r i o r e p r i n c i p i o d e l l a d e m o c r a z i a », s'infischia-
dello S t a t o « legale » e « d e m o c r a t i c o » e v i sostituisce s t r u -
m e n t i extralegali e terroristici, con cui nella lotta politica e ar-
m a t a a t t e r r a il p r o l e t a r i a t o , l o m e t t e i n g i n o c c h i o p e r legargli l e
m a n i e p i e d i n o n p i ù c o n gli s t r u m e n t i d i p o t e r e d i u n o Stato-
-< d e m o c r a t i c o » , m a d i u n o S t a t o « fascista » e fargli pagare le
spese della ricostruzione della propria economìa capitalistica
e del proprio predominio di classe borghese!
Q u e s t o è il significato s t o r i c o d e l f a s c i s m o , c h e i lavora-
tori di t u t t i i paesi d e v o n o riconoscere chiaramente e t e m p e -
s t i v a m e n t e p e r p o t e r e o v v i a r e al p e r i c o l o c h e li minaccia, p r i m a
c h e sìa t r o p p o t a r d i . I f e n o m e n i accessori c h e p e r t u r b a n o e
offuscano la v i s i o n e h a n n o i m p e d i t o in I t a l i a q u e s t o t e m p e -
stivo r i c o n o s c i m e n t o e ciò è c o s t a t o al p r o l e t a r i a t o i t a l i a n o n o n
sola migliaia d i m o r t i e d i feriti (negli a n n i 1 9 2 1 - 2 3 ) , n o n
solo la p e r d i t a d i u n a p e r c e n t u a l e del s u o salario c h e va d a l
2 0 al 3 0 % e t a l v o l t a r a g g i u n g e a n c h e il 5 0 % , m a a n c h e la
p e r d i t a d e l l a sua l i b e r t à p e r s o n a l e e la t o t a l e d i s t r u z i o n e d ì
t u t t e l e s u e organizzazioni di classe, c h e o r a d e v o n o e s s e r e
r i c o s t r u i t e in c o n d i z i o n i d i f a m e e d i m i s e r i a , s o t t o il p i ù
furioso r e g i m e t e r r o r ì s t i c o , m e t t e n d o in p e r i c o l o e sacrificando
la l i b e r t à p e r s o n a l e e la v i t a d i a l t r e migliaia di u o m i n i , s e il
proletariato italiano vuole crearsi una situazione appena a p -
pena sopportabile.

Tanto più energicamente vogliamo richiamare l'attenzione


dei n o s t r i c o m p a g n i d i classe a l l ' e s t e r o su q u e s t a necessità d i
r i c o n o s c e r e e s a t t a m e n t e e t e m p e s t i v a m e n t e il fascismo i n q u a n t o
74 Parte I, Sezione I

il fascismo, che n e g l i u l t i m i m e s i h a a v u t o u n f o r t e i m p u l s o
n e i p a e s i d e l l ' E u r o p a c e n t r a l e , in A u s t r i a , in P o l o n i a , n e l l a
S v i z z e r a , e a n c h e nei p a e s i s e t t e n t r i o n a l i e o c c i d e n t a l i , s p e s s o ,
c o m e è a c c a d u t o i n I t a l i a , si m a n i f e s t a con f e n o m e n i c h e per-
t u r b a n o e r e n d o n o e s t r e m a m e n t e diffìcile l ' e s a t t a c o g n i z i o n e .
La circostanza che le masse lavoratrici italiane n o n h a n n o
v i s t o c h i a r a m e n t e il p r o b l e m a , c h e spesso esse h a n n o s c o r t o n e l
f a s c i s m o s o l t a n t o u n a r e a z i o n e degli a g r a r i , h a f a t t o si c h e i
leaders s o c i a l d e m o c r a t i c i i t a l i a n i p o t e s s e r o far c r e d e r e a n o t e -
v o l i m a s s e della classe l a v o r a t r i c e italiana c h e essa a v r e b b e
p o t u t o t r o v a r e nella collaborazione c o n la b o r g h e s i a u n a p r o -
t e z i o n e c o n t r o il fascismo — c o n t r o il fascismo, c h e i n v e c e e r a
il fascismo della b o r g h e s i a stessa! I m m e n s e s o n o l e conse-
g u e n z e d i q u e s t o e r r o r e , il q u a l e ha p e r m e s s o ai r i f o r m i s t i
i t a l i a n i d i a p r i r e la p r i m a b r e c c i a nelle file del p r o l e t a r i a t o
i t a l i a n o e d i f a v o r i r e c o n ciò la v i t t o r i a d e l f a s c i s m o .
L a c i r c o s t a n z a c h e a n c h e a l t r i s e t t o r i delle m a s s e l a v o r a -
t r i c i i t a l i a n e n o n c o m p r e s e r o il p r o b l e m a , c h e v i d e r o n e l fa-
s c i s m o l ' e s p l o s i o n e d i collera d i u n p i c c o l o a v v e n t u r o s o
g r u p p o di b o r g h e s i declassati e d i s o t t o p r o l e t a r i , s o l o p e r c a s o
rivolto c o n t r o i l a v o r a t o r i , fece sì c h e il p a r t i t o socialista ( m a s -
s i m a l i s t i ) p o t e s s e r a c c o m a n d a r e ai l a v o r a t o r i l ' i n c o n d i z i o n a t a
passività d i f r o n t e al f a s c i s m o « finché il temporale fosse pas-
sato » (!) e p o t e s s e a n c h e , p r o p r i o i n u n p e r i o d o i n c u i il
f a s c i s m o era c o l p i t o d a u n ' a c u t a crisi i n t e r n a , d o v u t a alla co-
s t i t u z i o n e e al r a f f o r z a m e n t o d i u n ' a l a d i a g r a r i , c o n c l u d e r e
c o n M u s s o l i n i u n « p a t t o d i pacificazione ».
E n o n abbiamo alcun motivo per n o n dichiarare aperta-
2
m e n t e anche l'errore del Partito comunista italiano , errore
c o n s i s t e n t e nel f a t t o d i n o n a v e r e In u n p r i m o t e m p o a t t r i b u i t o
a l c u n a p a r t i c o l a r e i m p o r t a n z a al fascismo e d i avere successiva-
m e n t e s c o r t o i n e s s o s o l t a n t o u n a forza militare extralegale
d e l l a b o r g h e s i a , alla q u a l e il g i o v a n e p a r t i t o c o m u n i s t a n o n

2
A questo proposito tuttavia non si deve dimenticare che il Par-
tito comunista italiano fu fondato soltanto dopo l'inizio dell'offensiva
fascista.
D. Siiì, II fascismo italiano 75

poteva ancora contrapporre una forza militare, ma che esso,


in conseguenza di questa erronea valutazione, non combatté
neppure politicamente — benché la vittoria del fascismo anche
in Italia non sia stata semplicemente vittoria delle armi, ma
anche vittoria politica!
E con ciò siamo già arrivati anche al criterio fondamentale
per valutare l'essenza del fascismo. Specialmente all'estero è
ancora oggi diffusa l'opinione che la vittoria del fascismo in
Italia sia stata semplicemente una vittoria delle armi della rea-
zione, come il terrore bianco in Finlandia o nell'Ungheria di
Horthy. Nulla sarebbe più pericoloso per la classe lavoratrice
di un simile giudizio, assolutamente falso, sul fascismo, poiché
esso le toglierebbe a priori la possibilità di combatterlo con
le armi adatte e quindi con le sole destinate al successo.
Per quanto il cammino del fascismo in Italia sia coperto
dai cadaveri di migliaia di proletari e dalle ceneri dì Camere
del lavoro e associazioni distrutte, la sua vittoria non fu sem-
plicemente una vittoria delle armi, ma anche — e anzi prima
di tutto — una vittoria politica sulla politica fallimentare della
socialdemocrazia, vittoria politica che sola rese possibile la vit-
toria multare. La vittoria politica del fascismo fu la condizione
preliminare della vittoria con le armi del fascismo.
Questa vittoria politica consistette nel fatto che il fascismo
riuscì ad attirare a sé vasti strati della piccola borghesia e
della classe contadina, anzi oltre a ciò perfino una parte della
classe operaia, specialmente in pianura, e a servirsene polìti-
camente e militarmente contro il ceto operàio consapevole dei
propri interessi di'classe. Poiché, per quanto il fascismo, sto-
ricamente preso, rappresenti uri attacco del capitale contro la
classe lavoratrice per imbavagliarla e istituire l'illimitato do-
minio assoluto di una ristretta classe superiore della borghesia,
esteriormente tuttavia esso non appare affatto •—- o più esatta-
mente non appariva — prima della conquista del potere quale
un movimento reazionario rivòlto contro gl'interessi dei lavo-
ratori nell'interesse di un piccolo gruppo di plutocrati capita-
listi, ma piuttosto come un movimento progressista, anzi « ri-
voluzionario », il quale, mediante una fraseologia « rivoluzio-
76 Parte I, Sezione I

n a t i a », a cui si m e s c o l a v a n o e s u b e r a n t i frasi n a z i o n a l i s t i c h e
— « g r a n d e z z a della n a z i o n e ! », « l i b e r t à n a z i o n a l e » e simili —
p r o m e t t e v a e s o s t e n e v a d i d i f e n d e r e l a « salvezza della n a -
z i o n e », g l ' i n t e r e s s i d i <t t u t t o » il p o p o l o , in particolare quelli
delle classi medie e dei lavoratori « onesti d'idee e dì senti-
menti nazionali », c o n t r o g l ' i n t e r e s s i d e l l a « p e z z e n t e b o r g h e -
sia » e dei b o l s c e v i c h i , « n e m i c i della p a t r i a » e « t r a d i t o r i
d e l l a p a t r i a ».
D o p o la c o n q u i s t a d e l p o t e r e da p a r t e d e i fascisti r i s u l t ò
n a t u r a l m e n t e b e n p r e s t o c h e la « r i v o l u z i o n e fascista » era u n
v o l g a r e i n g a n n o , c h e la « salvezza della n a z i o n e » significava l a
salvezza d e l l a c a s s a f o r t e d e l l a b o r g h e s i a ; c h e p e r « s u p e r i o r i
interessi della nazione » s'intendono n o n gl'interessi del p o -
p o l o , m a esclusivamente q u e l l i dei g r a n d i c a p i t a l i s t i ; c h e
l ' e s p r e s s i o n e « p e z z e n t e b o r g h e s i a » n o n era a l t r o c h e u n a
f r a s e a s t u t a p e r a c c a l a p p i a r e l e classi m e d i e e gli e l e m e n t i o p e -
rai; e che per bolscevichi « nemici della patria » e « traditori
d e l l a p a t r i a » v a n n o i n t e s i n o n solo i l a v o r a t o r i c o m u n i s t i e
s o c i a l d e m o c r a t i c i , ma semplicemente i lavoratori, tutti i la-
voratori, non più eccettuati neppure i « fascisti », i quali s o n o
« t r a d i t o r i della p a t r i a » in q u a n t o v o g l i o n o v e d e r e difesi ì loro
i n t e r e s s i . E n o n s o l o i l a v o r a t o r i , anche le classi medie, i pic-
coli borghesi e i contadini vengono oramai annoverati nella
categoria dei « bolscevichi nemici della patria » e massacrati
con gli strumenti di violenza dello Stato « fascista », s e n o n
si d i m o s t r a n o d i s p o s t i a s e r v i r e senza o p p o s i z i o n e g l ' i n t e r e s s i
d e l l a grande borghesia.

D i t u t t o q u e s t o si a c c o r g o n o già o g g i i n I t a l i a t u t t i i
s e t t o r i del p r o l e t a r i a t o , d e l l a p i c c o l a b o r g h e s i a e d e l c e t o con-
t a d i n o . A n z i , n o n s o l o se n e a c c o r g o n o , ne fanno ogni giorno
personale esperienza. M a è già t r o p p o t a r d i e ciò n o n modifica
i n a l c u n m o d o il f a t t o c h e s o n o s t a t i gli s t e s s i piccoli b o r g h e s i
e contadini e in parte anche torbidi elementi operai quelli che
h a n n o c o n s e g n a t o al f a s c i s m o l e m a s s e e la f o r z a a n n a t a p e r
c o m b a t t e r e il p r o l e t a r i a t o , c o n s a p e v o l e dei s u o i i n t e r e s s i d i
classe. La conquista di questi strati della popolazione per coni-
D. Sai, Il fascismo italiana 77

battere il proletariato cosciente ha costituito l'essenza della


vittoria politica del fascismo.
C o m e fu p o s s i b i l e q u e s t a v i t t o r i a p o l i t i c a d e l fascismo?
Essa fu la necessaria conseguenza della politica fallimentare
della socialdemocrazia, la quale, sperando in una pacifica colla-
borazione con la borghesia, sabotò consapevolmente l'organica
preparazione e lo svolgimento della rivoluzione e ripetuta-
mente tradì il movimento rivoluzionario del proletariato e con
ciò non solo gl'interessi dei lavoratori, ma anche quelli delle
classi medie, della piccola borghesia e del ceto contadino. Fu
la necessaria conseguenza dell'incapacità, causata dal sabotag-
gio dei leaders socialdemocratico-riformisti, di guidare alla reale
vittoria sulla borghesia il ceto operaio rivoluzionario, malgrado
la sua illimitata disposizione al sacrificio e malgrado il parziale
appoggio o la benevola neutralità dei ceti medi — che negli
anni 1919 e 1920 non si possono negare — ; q u e s t a v i t t o r i a
p r o l e t a r i a a v r e b b e p o t u t o d i f e n d e r e n e l m o d o p i ù efficace
anche gl'interessi di queste classi contro la borghesia. II sabo-
t a g g i o d e i leaders soci al d e m o c r a t i c o - r i f o r m i s t i , la l o r o ricerca
d i c o l l a b o r a z i o n e con la b o r g h e s i a p o r t ò alla s p a c c a t u r a del
m o v i m e n t o o p e r a i o e a l l ' i s o l a m e n t o politico della classe ope-
raia r i v o l u z i o n a r i a e fece sì c h e i ceti m e t i si s t a c c a s s e r o dal
p r o l e t a r i a t o , d o p o c h é p e r armi a v e v a n o s p e r a t o c h e e s s o
a v r e b b e f a t t o s c o p p i a r e la r i v o l u z i o n e , m e n t r e , in c o n s e g u e n z a
d e l l a v o r o s o t t e r r a n e o dei suoi leaders s o c i a l d e m o c r a t i c i , e s s o
n o n p o t è m a i a n d a r e al d i là delle frasi r i v o l u z i o n a r i e dal b e l
s u o n o . I l s a b o t a g g i o dei leaders sodaldemocratico-riformisù
s p i n s e i c e t i m e d i e in p a r t e a n c h e t o r b i d i e l e m e n t i p r o l e t a r i
al f a s c i s m o , il q u a l e p r o m e t t e v a l o r o d ' i s t i t u i r e m e d i a n t e la
« r i v o l u z i o n e fascista » u n f o r t e S t a t o « fascista », c h e a v r e b b e
r e s t a u r a t o la « l i b e r t à della n a z i o n e » e la « g r a n d e z z a nazio-
n a l e » e a v r e b b e a v u t o la forza d i d i f e n d e r e g l ' i n t e r e s s i della
« nazione » contro gl'interessi particolari della « pezzente bor-
ghesia » e c o n t r o i bolscevichi « t r a d i t o r i d e l l a p a t r i a ».

P u r fissando bene questo dato di fatto, non sì può e non


si deve tuttavia mettere nell'ombra l'altra faccia della meda-
glia: gli attacchi armati del fascismo contro il proletariato
78 Parie I, Sezione I

rivoluzionario e le sue organizzazioni di classe. A p p e n a si m a -


n i f e s t a n o le p r i m e c o n s e g u e n z e della f a l l i m e n t a r e p o l i t i c a so-
c i a l d e m o c r a t i c a , cioè il d i s t a c c o d e l l a piccola b o r g h e s i a e d e l
c e t o c o n t a d i n o dal p r o l e t a r i a t o e, tra le file del p r o l e t a r i a t o
stesso, u n s e n s o di s t a n c h e z z a e u n r i t o r n o di a l c u n i c e t i
p r o l e t a r i all'indifferenza, il fascismo p a s s a ai p r i m i a t t a c c h i
a r m a t i c o n t r o l e p o s i z i o n i d i forza del p r o l e t a r i a t o n e l l o S t a t o
b o r g h e s e e c o n t r o le o r g a n i z z a z i o n i d i classe del c e t o o p e r a i o ,
c o m e p u r e c o n t r o i singoli l a v o r a t o r i r i v o l u z i o n a r i e l e loro-
famiglie. Se il p r o l e t a r i a t o n o n h a il coraggio o la f o r z a d i
r e s p i n g e r e c o n gli stessi m e z z i q u e s t i p r i m i a t t a c c h i a r m a t i
dei fascisti, i successi politici e m i l i t a r i del fascismo a c q u i -
stano maggiore impoitanza e ricevono n u o v o impulso: t
t e n t a t i v i d i ' a t t a c c o a r m a t o c o n t r o la classe l a v o r a t r i c e c o r o -
n a t i da successo affrettano il d i s t a c c o d i a l t r i e l e m e n t i p r o l e -
t a r i m e n o f o r t i e i n d u c o n o , o l t r e ad e l e m e n t i s o t t o p r o l e t a r i ,
a n c h e s e t t o r i s e m p r e p i ù v a s t i della piccola b o r g h e s i a e d e l
c e t o c o n t a d i n o a p a s s a r e nel c a m p o d e l fascismo, d o v e c e r c a n o
n o n s o l o la difésa dei l o r o i n t e r e s s i p i ù r e m o t i , m a a n c h e
p r o t e z i o n e , m e d i a n t e l ' a p p a r t e n e n z a al fascismo, c o n t r o g l ' i m -
m e d i a t i p e r i c o l i p e r s o n a l i d e l t e r r o r e fascista a r m a t o e, p e r
d i m o s t r a r e la l o r o « lealtà », d i v e n t a n o i p e g g i o r i t e r r o r i s t i
b i a n c h i . Se il proletariato dotato di coscienza di classe tra-
scura di respingere a fondo con gli stessi mezzi gli attacchi
armati del fascismo, diffìcilmente si potrà più arrestare la
marcia vittoriosa del fascismo in un periodo posteriore?
L ' e s e m p i o i t a l i a n o è d i ciò la p i ù e l o q u e n t e t e s t i m o n i a n z a .

L a rivoluzione a parole, la semirivoluzione, che n o n p o t è


e l e v a r s i a v i t t o r i a definitiva d e l p r o l e t a r i a t o in c o n s e g u e n z a
del l a v o r i o s o t t e r r a n e o dei leaders s o c i a l d e m o c r a t i c i , (chia-
m a t i qui a n c h e r i f o r m i s t i : s o n o i T u r a t i , i T r e v e s , i M o d i -
gliani, i P r a m p o l i n i , i d ' A r a g o n a e c o n s o r t i , i q u a l i , m a l g r a d o
i p i ù u r g e n t i consigli d e l l ' I n t e r n a z i o n a l e c o m u n i s t a , p o t e r o n o
r e s t a r e nel p a r t i t o socialista ed ivi, p e r l o r o c o n f e s s i o n e , f r u -
s t r a r o n o qualsiasi serio l a v o r o d i p r e p a r a z i o n e r i v o l u z i o n a r i a ) ' .
3
In una conferenza di questi riformisti, il 10 settembre 1922, disse,
per esempio, Prampolini: « TodescMni crede che sarebbe necessario dare
D. Sas, II fascismo italiano 19

questa rivoluzione rimasta incagliata fu il fertile terreno, su


cui il s e m e del fascismo p o t è , in u n t e m p o così s o r p r e n d e n t e -
m e n t e b r e v e g e r m o g l i a r e e fiorire c o n t a n t o rigoglio. I l d i s a r -
m o del p r o l e t a r i a t o a causa d e l t r a d i m e n t o d e i suoi leadersr
socialdemocratico-riformisti (sgombero delle fabbriche), c o m e
p u r e la rinuncia a costituire subito organizzazioni armate di
difesa proletaria fece sì c h e il fascismo p o t e s s e p o i m e t t e r e
radici n e l l a piccola b o r g h e s i a e n e l c e t o c o n t a d i n o e p e r f i n o
in alcuni s t r a t i del c e t o o p e r a i o e s v i l u p p a r s i fino a d i v e n t a r e
u n robusto tronco.
È la stessa evoluzione che si ha nei paesi dell'Europa
centrale, dove . pure — grazie alle repubbliche « democra-
tiche » dei leaders socialdemocratici — la rivoluzione si arenò
e il proletariato venne sistematicamente disarmato, mentre il
fascismo anche in questi paesi si appresta minaccioso ad
attacchi armati. Se il proletariato rivoluzionario dell'Europa
centrale non comprenderà la necessità di procurarsi al più
presto, contro il pericolo che lo minaccia, efficienti organiz-
zazioni difensive proletarie e di sviluppare ulteriormente la
rivoluzione prima che la piccola borghesia e il ceto contadino,
in conseguenza della politica da grandi capitalisti dei leaders
socialdemocratici, passino apertamente nel campo del fasci-
smo, il fascismo, per le ragioni economiche e politiche sopra
accennate, nascerà e vincerà dappertutto irrimediabilmente.
E la v i t t o r i a d e l fascismo n e l l ' E u r o p a c e n t r a l e significa v i t -
t o r i a d e l fascismo i n t u t t o il m o n d o c a p i t a l i s t i c o !

una risposta all'altra ala del partito, che ci rimprovera di essere rimasti
nel partito. Ma proprio restando nel partito abbiamo adempiuto il no-
stro dovere di socialisti. Sarebbe stato assolutamente impossibile svol-
gere fuori del partito il lavoro che abbiamo svolto entro il partito ».
E D'Aragona nella stessa seduta: « Effettivamente siamo stati troppo
arrendevoli mentre imperversava il furore pseudorivolimonario. Tuttavìa
abbiamo fatto ciò che potevamo fare. Perciò abbiamo adempiuto il no-
stro dovere di socialisti restando nel partito ». L'« Avanti! » del 12 set-
tembre 1922, che pubblica la relazione di questa conferenza dei rifor-
misti commenta: a Przanpoltni e D'Aragona hanno dichiarato che sono
rimasti con noi allo scopo di ostacolare la nostra attività e di spingerla
fuori della sua strada. D'Aragona si vanta addirittura di avere impedito-
la rivoluzione... ».
80 Parie I, Sezione I

Ricapitoliamo perciò in breve gl'insegnamenti che ogni


l a v o r a t o r e in E u r o p a e i n A m e r i c a h a il d o v e r e d i t r a r r e
d a l l ' e s e m p i o d e l fascismo i t a l i a n o :
a) 11 fascismo n o n è n é u n a t r u p p a t e r r o r i s t i c a del c e t o
a g r a r i o ( o dei m o n a r c h i c i , c o m e p o t r e b b e a p p a r i r e in a l c u n i
p a e s i e u r o p e i — il c h e n a t u r a l m e n t e n o n e s c l u d e d ' a l t r a
p a r t e c h e nel c a m p o d e i fascisti p o s s a n o e s i s t e r e a n c h e cor-
l e n t i m o n a r c h i c h e ) , n é u n a r i v o l t a di e l e m e n t i declassati, n é
•un m o v i m e n t o « r i v o l u z i o n a r i o » della p i c c o l a b o r g h e s i a , b e n -
s ì —• v i s t o s t o r i c a m e n t e •— un attacco della borghesia, che
perciò può e deve essere vinto soltanto mediante la lotta
consapevole contro la borghesia stessa e non mediante una
ricerca di coalizione con essa.
b) E s s o n o n è u n o speciale f e n o m e n o i t a l i a n o c h e n o n
i n t e r e s s a gli a l t r i p a e s i , b e n s ì un'avanzata del capitale inter-
tiszionale, il quale in ogni paese dell'Europa e dell'America
cercherà mediante il fascismo di mettere in ginocchio il prole-
tarìato per estorcere da esso e da! ceto contadino, come pure
•dalla piccola borghesia, i quali tutti oramai dopo la sconfitta
del proletariato sono abbandonati senza protezione alla mercé
della borghesia, le spese della ricostruzione dell'economia
capitalistica e del predomìnio dì classe della borghesia.
c) E s s o n o n è s e m p l i c e m e n t e u n a v i t t o r i a delle a r m i ,
ma anche una vittoria politica sulla politica fallimentare della
socialdemocrazia. Esso può essere perciò definitivamente vìnto
soltanto con i suoi propri strumenti — militari e politici •—•
mediante l'immediata costituzione di efficienti organizzazioni
difensive proletarie e l'ulteriore sviluppo della rivoluzione
mondiale: mediante la conquista del potere da parte del
proletariato.
D u r a n t e l a sua e v o l u z i o n e il fascismo nei v a r i p a e s i — i n
•conformità c o n la l o r o p a r t i c o l a r e s i t u a z i o n e e c o n o m i c a e
p o l i t i c a — a s s u m e r à i n p a r t e forme esteriori diverse, le quali
t u t t a v ì a , essendo comuni a tutti ì paesi ì dati dì fatto fonda-
mentali di questi rapporti economici e politici, lasciano
i n t a t t a la v a l i d i t à g e n e r a l e del significato storico del f a s c i s m o
i n t u t t i i paesi — p i ù o m e n o •—• capitalistici. [...]
GEK.MAN SANDOMIRSKIJ

IL FASCISMO *

L'origine del fascismo.

M a l g r a d o t u t t a u n a serie d i d i v e r g e n z e , c'è u n p u n t o sul


q u a l e t u t t i gli s t u d i o s i del fascismo si t r o v a n o d ' a c c o r d o , dai
critici p i ù severi fino ai s i m p a t i z z a n t i . È la q u e s t i o n e delle
o r i g i n i d e l fascismo. I l fascismo i t a l i a n o , s e c o n d o l ' o p i n i o n e
c o n c o r d e d i a v v e r s a r i e s o s t e n i t o r i , è u n a c o n s e g u e n z a della
« g r a n d e g u e r r a », o m e g l i o , u n o strascico, u n suo p r o d o t t o .
D o p o la g u e r r a , la r i v o l u z i o n e sociale d i v a m p a t a in R u s s i a e
r i p e r c o s s a s i p a r z i a l m e n t e in I t a l i a , c o n la f o r t e r i p r e s a della
coscienza r i v o l u z i o n a r i a d i l a r g h e m a s s e o p e r a i e e c o n t a d i n e ,
fu la f o n t e del r a f f o r z a m e n t o e d e l l ' a z i o n e d i quei f e r v e n t i
difensori d e l c a p i t a l i s m o c h e s o n o i fascisti. M a 11 fascismo
t r o v a la sua o r i g i n e in q u e l l a c o n d i z i o n e p a r t i c o l a r e degli
a n i m i c h e v e n n e m o r b o s a m e n t e g e n e r a t a i n I t a l i a dalla g u e r r a
e dalle s u e t e r r i b i l i c o n s e g u e n z e e c o n o m i c h e .
P e r t u t t a u n a serie di fatti assai n o t i , sui quali n o n serve
soffermarci in q u e s t a s e d e , l ' I t a l i a si u n ì agli a l t r i S t a t i della
I n t e s a solo d o p o l u n g a i n d e c i s i o n e . N e s s u n o dei p a e s i c h e
p r e s e r o p a r t e alla g u e r r a , in u n a o n e ' I ' a l t r a delle d u e coali-
zioni — ad eccezione, forse, d e l l ' A m e r i c a — , s e n t ì m e n o la
g u e r r a d e l l ' I t a l i a . I l s u o i n g r e s s o a fianco d e l l ' I n t e s a s o r p r e s e
t a n t o gli « alleati » q u a n t o p e r i « n e m i c i » . E i n f a t t i : ci si

* Da Faiizm, Moskva-Leningrad 1923, Tomo I, capp. I l i e XIV


(traduzione italiana di Cesare de Michelis).

6. De Felice
82 Parie !, Sezione I

p u ò i m m a g i n a r e u n f e n o m e n o p i ù c u r i o s o d i q u e l l o c h e si
p u ò o s s e r v a r e o g g i in I t a l i a , r i s p e t t o ai fatti a c c e n n a t i fin q u i ?
N o n è u n s e g r e t o p e r n e s s u n o c h e i nemici p i ù accaniti
d e l l ' I n t e s a , i q u a l i i m p i e g a r o n o o g n i sforzo nella l o t t a c o n t r o
d i essa, s o n o p r o p r i o quegli i n t e r v e n t i s t i che s p i n s e r o l ' I t a l i a ,
d u r a n t e la g u e r r a , ad a b b r a c c i a r e la causa d e l l ' I n t e s a stessa.
E d ' a l t r o c a n t o , i m a s s i m i e s p o n e n t i d i quei n e u t r a l i s t i c h e
a suo t e m p o v e n i v a n o a c c u s a t i dagli i n t e r v e n t i s t i d ' e s s e r e
g e r m a n o l ì l i v e n d u t i , o g g i se l ' i n t e n d o n o b e n i s s i m o col c a p i t a l e
anglofrancese.
I n e/Ietti, l e l a r g h e m a s s e del p o p o l o i t a l i a n o v e n n e r o
c o i n v o l t e nell'infelice e s p e r i e n z a bellica d a l b l o c c o b a n d i t e s c o
dei m a g n a t i d e l l ' i n d u s t r i a p e s a n t e , i quali a v e v a n o i n c r e -
m e n t a t o la l o r o p r o d u z i o n e « bellica » fino a r a g g i u n g e r e livelli
i n c r e d i b i l i , e dal c a r t e l l o dei b a n c h i e r i c h e li finanziavano. I n
n e s s u n p a e s e , c o m e i n I t a l i a , il c o s i d d e t t o p t o f i t t o d i g u e r r a
r a g g i u n s e u n m a r g i n e t a n t o e l e v a t o , e il t e r m i n e p o p o l a r e s c o
pesciaifii si p r e s t a v a m e g l i o a i n d i c a r e s p e c u l a t o r i e f o r n i t o r i ,
arricchitisi in m a n i e r a favolosa d u r a n t e l a g u e r r a . N o n è u n
s e g r e t o p e r n e s s u n o c h e la c o n s e g u e n z a di q u e s t a i n a u d i t a
inflazione — se ci si p u ò e s p r i m e r e così — della i n d u s t r i a
bellica in I t a l i a , e p o i il s u o massiccio e i n e v i t a b i l e r i d i m e n -
s i o n a m e n t o , d e t e r m i n ò la crisi r e p e n t i n a d i u n a serie d i b a n c h e
i t a l i a n e . L ' I t a l i a n o n h a a n c o r a p o t u t o s m a l t i r e , fino a q u e s t i
u l t i m i s s i m i t e m p i , t u t t e l e p r o v v i s t e a c c u m u l a t e s i p e r il rifor-
n i m e n t o d i g u e r r a ( a e r o p l a n i , ecc.), e n o n è forse p e r q u e s t o
c h e alla fine d e l l o scorso a n n o la c o n c l u s i o n e d e l t r a t t a t o
c o m m e r c i a l e h a l o p o l a c c o si è r i v e l a t o « v i t a l e » ?

L a p o p o l a r i t à d e l l a g u e r r a e dei relativi slogan m i l i t a r i s t i


n o n p e r n u l l a si diffuse in I t a l i a con la... fine della g u e r r a
stessa. S e m b r a v a c h e l ' a p p a r t e n e n z a d e l l ' I t a l i a al n u m e r o dei
« paesi v i n c i t o r i » a v r e b b e d o v u t o rafforzare il p r e s t i g i o dei
p a r t i t i i n t e r v e n t i s t i . M a in r e a l t à a c c a d d e il c o n t r a r i o : i
r i s u l t a t i della g u e r r a i m p e r i a l i s t a l a s c i a r o n o n e t t a m e n t e scon-
t e n t i , in I t a l i a , t u t t e le classi, a d eccezione dei pese/catti che
si e r a n o ingrassati d u r a n t e la g u e r r a . G l i i n t e r v e n t i s t i al ser-
vigio dei g r a n d i i n d u s t r i a l i e b a n c h i e r i d e l l ' I n t e s a , c h e a v e v a n o
G. Sandomìrskij, il fascismo 83

coinvolto nella guerra l'infelice Italia, rimasero insoddisfatti


di quei punti degli accordi di Versailles, di Rapallo, ecc.,
perché non solo non « ricompensavano sufficientemente l'Ita-
lia del suo eroismo, e della sua fedeltà all'Intesa, durante la
guerra, ma non tenevano neppure conto dei suoi interessi
virali ». Quelle stesse persone che avevano gridato fino alla
raucedine che l'operaio e il contadino italiano dovevano sacri-
ficare tutto per la vittoria, alla fine della guerra si sentirono
depredati da Clemenceau e imbrogliati da Wilson. Si misera
a sbraitare da ogni pulpito che gli interessi italiani erano
stati traditi ovunque dagli alleati di ieri, a Fiume come nel
resto della Dalmazia, in Albania, e altrove. Che dire dello
staio d'animo delle grandi masse di operai e contadini, costretti
a combattere contro le loro convinzioni e Ì loro interessi? Le
conseguenze economiche della guerra furono tali, per l'Italia,
che io stesso ho ascoltato con grande interesse questa prima-
vera il discorso di un illustre economista il quale, senza para-
dosso alcuno, mostrava che da un punto di vista economico
non ci sarebbe stata nessuna differenza sostanziale, per l'Italia,
se amiche tra i vincitori, si fosse trovata nel novero delle
nazioni sconfitte. Il problema, naturalmente, è un altro, se,
cioè, i politici che hanno spinto alla guerra le masse lavora-
trici italiane e i poeti che hanno inneggiato alla guerra abbiano
o no il diritto morale di andar strepitando per l'ingiustizia
riservata all'Italia. Ma questo non modifica minimamente la
situazione reale. La guerra al cui altare l'Italia aveva sacrifi-
cato più di 500 000 motti aveva giovato alla classe operaia
solo per un periodo brevissimo, facendo lievitare, come mai
prima, il livello dei salari. Ma per quel beneficio transitorio
l'operaio italiano ha dovuto subito dopo scontare una lunga
e dura disoccupazione, tutt'ora imperante, senza parlare poi
del forte aumento dei prezzi di tutti i prodotti, della crisi degli
alloggi, e così via. La pressione fiscale crebbe in misura spa-
ventosa durante la guerra. Nella primavera del '22, secondo
le dichiarazione ufficiali fatte alla conferenza di Ginevra dal
ministro degli Esteri Schanzer, l'ammontare complessivo delle
imposte era aumentato di sei volte rispetto all'anteguerra. Le
84 Farle I, Sezione I

i m p o s t e d i r e t t e e r a n o c r e s c i u t e n o v e v o l t e , e ciò m a l g r a d o il
g o v e r n o i t a l i a n o avesse r e a l i z z a t o , in alcuni s e t t o r i , d e i v e r i
« m i r a c o l i » e c o n o m i c i . A d e s e m p i o il c o n t i n g e n t e d e l l ' e s e r -
c i t o v e n n e r i d o t t o a 2 0 0 0 0 0 u o m i n i . C e r t o : sì s a r e b b e
d o v u t o d o m a n d a r e al s i g n o r Schanzer il n u m e r o d e l l e g u a r d i e
r e g i e , e d i t u t t e le v a r i e p o l i z i e , c h e i n s i e m e ai fascisti h a n n o
s v e n t a t o a l l ' I tarla la m i n a c c i a della r i v o l u z i o n e sociale.
C o m u n q u e è i n d i s c u t i b i l e c h e dalla g u e r r a t r a s s e r o p r o -
fitto solo i pescicani e i b a n c h i e r i c h e a v e v a n o s a p u t o « fer-
m a r s i in t e m p o ». L e c o n d i z i o n i m a t e r i a l i delle g r a n d i m a s s e
i n t e l l e t t u a l i , s e m i - i n t e l l e t t u a l i e i m p i e g a t i , che c o s t i t u i v a n o già
d a t e m p o u n p r o b l e m a i r r i s o l t o , p e g g i o r a r o n o d o p o la g u e r r a .
P i ù a v a n t i ci s o f f e r m e r e m o m a g g i o r m e n t e sul p r o b l e m a a g r a r i o
e sui m u t a m e n t i c h e v e n n e r o i m p o s t i dalla g u e r r a alla v i t a
d e l l e c a m p a g n e i t a l i a n e , e sui r a p p o r t i t r a p r o p r i e t a r i f o n d i a r i
e contadini. U n temporaneo miglioramento delle condizioni
d e l c o n t a d i n a m e fu u n o b i e t t i v o p r i m a r i o p e r i fascisti, c h e
t u t t a v i a , con la l o r o a z i o n e , r i p o r t a r o n o il c o n t a d i n o i t a l i a n o
agli a n t i c h i r a p p o r t i s e m i f e u d a l i con i p r o p r i e t a r i . C o s ì s t a n n o
le cose p e r i v a r i s t r a t i della p o p o l a z i o n e : e n o n è p r o p r i o il
caso d i l a m e n t a r s i d e l l a l o r o d e l u s i o n e n o n solo p e r la g u e r r a ,
m a altresì p e r la « v i t t o r i a ».
A livello g e n e r a l e , dello S t a t o , l ' I t a l i a era forse a n c o r a
p i ù malconcia. L a politica « traditrice » del capitale anglo-
francese n o n e r a s o l t a n t o la frase p r e d i l e t t a d a fascisti e nazio-
nalisti, m a anche u n fatto storico registrato da osservatori delle
p i ù d i v e r s e t e n d e n z e . È sufficiente r i c o r d a r e , a tal p r o p o s i t o , i
d i s c o r s i p a r l a m e n t a r i assai p r e g n a n t i d e l l ' e x p r i m o m i n i s t r o ,
F r a n c e s c o N i t t i , lo s t a t i s t a p i ù i n v i s o ai fascisti d o p o G i o l i t t i .
P r i m a e d o p o la g u e r r a , in I t a l i a la p r o d u z i o n e delle p r i n c i -
p a l i m a t e r i e p r i m e , e del p i ù i m p o r t a n t e p r o d o t t o a l i m e n t a r e ,
il g r a n o , e r a insufficiente. I l b l o c c o della R u s s i a p r i m a e p o i
la carestia p r i v a r o n o l ' I t a l i a del f r u m e n t o r u s s o , e la p o s e r o
i n u n o s t a t o di t o t a l e d i p e n d e n z a dagli alleati e, in m i s u r a
a n c o r a m a g g i o r e , dalle l o n t a n e A r g e n t i n a e A m e r i c a . L a m a n -
canza d i c a r b o n e , senza del q u a l e era i m p o s s i b i l e s o s t e n e r e
a n c h e nella m i s u r a r i d o t t a a t t u a l e , p o s t b e l l i c a , i r a m i fonda-
G'. Sandomì'shij, II jaschmo 85

m e n t a l i d e l l ' i n d u s t r i a p e s a n t e , c o s t r i n s e l ' I t a l i a alla m a s s i m a


soggezione r i s p e t l o a l l ' I n g h i l t e r r a . L ' e m i g r a z i o n e , c h e aveva
sempre rappresentato u n sostanziale palliativo per diminuire
la d i s o c c u p a z i o n e i n u n p a e s e c o m e l ' I t a l i a c h e l a m e n t a v a
carenza d i m a t e r i e p r i m e e di g r a n o , e d i c o n s e g u e n z a eccesso
d i m a n o d o p e r a , negli anni d i g u e r r a n o n e b b e n a t u r a l m e n t e
u n a sufficiente l i b e r t à . A n z i c h é i n c r e m e n t a r e l ' e m i g r a z i o n e , l o
S t a t o d o v e t t e a s s u m e r s i l ' o n e r e del m a n t e n i m e n t o d i centinaia
di migliaia d i invalidi con l e loro famiglie.
A d eccezione dei p o c h i pescicani e dei l o r o accoliti, t u t t a
l ' I t a l i a soffri p e r il p e s o eccessivo scaricato sulle s u e spalle
dalla g u e r r a infelice '. I n n e s s u n p a e s e c o m e in I t a l i a c'è u n a
s o r p r e n d e n t e a n i m o s i t à v e r s o gli e x a l l e a t i , r i t e n u t i u n i c i
r e s p o n s a b i l i di ogni m a l a n n o . È u n a d i s p o s i z i o n e dì s p i r i t o
p a r a g o n a b i l e , p e r la sua v i o l e n z a , s o l o all'odio s u s c i t a t o p r e s s o
le g r a n d i m a s s e dei l a v o r a t o r i r u s s i d a l l ' i n f a m e b l o c c o degli
alleati.
Q u e s t e s o n o le cause p e r cui il m o v i m e n t o nazionalista
sì è rafforzato i n I t a l i a , d o v e , in p r e c e d e n z a , aveva g a r a n t i t o
solo u n t e m p o r a n e o t r i o n f o agli a v v e n t u r i e r i neri d i M u s s o l i n i
e di D ' A n n u n z i o .
E , si capisce, q u e l l i c h e u r l a v a n o p i ù f o r t e d ì t u t t i sulla
« sconfitta v i t t o r i a » e sulle ingiustizie p e r p e t r a t e ai d a n n i
del p o p o l o i t a l i a n o e r a n o p r o p r i o quegli i n t e r v e n t i s t i fascisti
c h e a v e v a n o g e t t a t o l ' I t a l i a in u n a g u e r r a s a n g u i n o s a con la
loro p r o p a g a n d a c r i m i n a l e : c o m e i ladri c h e fan di t u t t o p e r
accrescere il s u b b u g l i o in u n a m i s c h i a di s t r a d a , in m o d o d a
far c o p r i r e dalla folla le p r o p r i e m a l e f a t t e .
I n q u e s t a s e d e n o n d o b b i a m o soffermarci a d i m o s t r a r e c h e
il fascismo a t t u a l e è c a r n e della s t e s s a c a r n e d i q u e l l ' i n t e r v e n -
t i s m o c h e aveva s p i n t o l ' I t a l i a alla g u e r r a , p e r il t r i o n f o di
d e t e r m i n a t i i n t e r e s s i d i classe, a n z i , d i g r u p p o . Sarà sufficiente
riportare a questo proposito l'autorevole testimonianza di u n
n o t i s s i m o fascista, il d e p u t a t o D i n o G l a n d i , c h e d i c h i a r a aper-

' La « sconfitta vittori.! >> [in italiano irei testo, evidentemente per
«vittoria mutilato» - N.J.T.] è un'espressione che esce a proposito e
a sproposito dalla boera dei pubblicisti italiani.
86 Parte I, Sezione I

t a m e n t e nel s u o saggio Le origini e la missione del fascismo:


« II fascismo a l t r o n o n è s t a t o , e d a l t r o n o n è c h e la c o n t i n u a -
z i o n e d e l l ' i n t e r v e n t i s m o del 1 9 1 4 - 1 5 ». E lo stesso G r a n d i ,
q u a l c h e riga d o p o , s e c o n d o l ' u s a n z a o r m a i d i p r a m m a t i c a d i
t u t t i gli i d e o l o g i del f a s c i s m o , t e n t a di m o s t r a r e c h e il fasci-
s m o —- e r e d e d e l l ' i n t e r v e n t i s m o — è la v i t t i m a d i u n a con-
g i u r a p r e s s o c h é u n i v e r s a l e , e d e l t r a d i m e n t o degli a l l e a t i , la
l o t t a c o n t r o i q u a l i c o s t i t u i s c e l'essenza del loro credo. « C o n -
t r o d i n o i — dice -— e c o n t r o la furia t r a v o l g e n t e della n o s t r a
incrollabile fede si s c h i e r a r o n o allora t u t t e l e g a m m e m o l t e -
plici dei n e u t r a l i s t i , d e i r i n u n c i a t a r i , d e i d e m o c r a t i c i pacifici
o s a n n a n t i alla filantropia u n i v e r s a l e , filibustieri d e l l a finanza
e sudekumizzati del socialismo; u n a sorta di Santa Alleanza,
sulla q u a l e e b b e f a c i l m e n t e r a g i o n e l ' i m p e t o t t a v o l g e n t e d e l l a
n o s t r a giovinezza. A g u e r r a finita il p o p o l o d i c o m b a t t e n t i è
r i t o r n a t o m a s t a n c o , m a d e l u s o , scaricato fisiologicamente dal
sacrificio i m m a n e , a n c o r a a b b a c i n a t o dalla v a m p a e r o i c a del-
l ' e p o p e a , e si è t r o v a t o d i f r o n t e alla realtà civica, b r u t a l e del
d o p o g u e r r a . . . A ciò a g g i u n g a s i l ' i n g r a t i t u d i n e d e g l i a l l e a t i , e
la t i r a n n i a v i t t o r i o s a d e l l a p l u t o c r a z i a franco-inglese d i occi-
d e n t e , c h e d o p o a v e r p a r t o r i t o al m o n d o q u e l m o s t r o d ' i n g i u -
stizia e d i i n i q u i t à s t o r i c a c h e fu il t r a t t a t o d i V e r s a i l l e s ,
m i r a v a altresì a d e f r a u d a r c i d i quegli e l e m e n t a r i e s a c r o s a n t i
d i r i t t i c h e dalla v i t t o r i a ci v e n i v a n o , e c h e n o n ci f u r o n o d a t i ,
p e r cui la n o s t r a stessa v i t t o r i a a p p a r v e p e r u n m o m e n t o u n a
l e t t e r a r i a m e n z o g n a , e il n o s t r o p a e s e fu p o s t o t r a l e n a z i o n i
s o c c o m b e n t i e sconfitte » .

E cosi gli i n t e r v e n t i s t i , c h e h a n n o u n a d u p l i c e r e s p o n s a -
b i l i t à n e i c o n f r o n t i d e l l e m a s s e l a v o r a t r i c i ( p e r il f a t t o s l e s s o
d i averle t r a s c i n a t e in m o d o c r i m i n a l e in u n a g u e r r a e s t r a n e a
ai l o r o i n t e r e s s i , e p e r l ' e n o r m e r o v i n a m a t e r i a l e p o r t a t a d a l l a
g u e r r a al p o p o l o i t a l i a n o ) , n o n s o l o n o n si s o n o p e n t i t i d e i
l o r o m i s f a t t i , m a anzi h a n n o v o l u t o scaricare t u t t a la c o l p a
sui l o r o a v v e r s a r i p o l i t i c i , i n e u t r a l i s t i (giolittiani e n i t t i a n i ) ,
e h a n n o f a t t o u n a b a n d i e r a della l o t t a p e r gli i n t e r e s s i da
g r a n d e p o t e n z a d e l l ' I t a l i a , p e r la « r i p a r a z i o n e della v i t t o r i a ».
C o s i è n a t o il fascismo.
C Sandomirskìj, Il laicismo 87

Q u e s t o è il s u o s t a d i o i n i z i a l e , n o t o col n o m e di « fascismo
di g u e r r a », o fiumanesìmo.
U n a t e s t i m o n i a n z a s p a s s i o n a t a a q u e s t o r i g u a r d o la t r o -
v i a m o n e l l i b r e t t o di u n d e p u t a t o r e p u b b l i c a n o , G u i d o Ber-
g a m o , c h e dice nel Fascismo dal punto dì vista d'un repub-
blicano ( 1 9 2 1 ) : « G l i u o m i n i di sinistra c h e e r a n o stati
i n t e r v e n t i s t i , cessata la g u e r r a , si t r o v a r o n o nella necessità
d i e s a m i n a r e l e conseguenze del l o r o a t t e g g i a m e n t o e d i difen-
dersi d a l l e accuse c h e i n e u t r a l i s t i , a u m e n t a t i s t r a o r d i n a r i a -
m e n t e d i n u m e r o e s o r r e t t i dal p r o f o n d o disagio d i t u t t e le
classi, n o n r i s p a r m i a v a n o ai f a u t o r i d e l l a g u e r r a . G l i u o m i n i
politici c h e facevano c a p o al « P o p o l o d ' I t a l i a » e d alcuni
dei q u a l i e r a n o stari fino a p o c h i m e s i p r i m a d e l l a g u e r r a fra
i capi d e i socialisti n e u t r a l i s t i , p a r e i n c h i n a n d o s i a t a l e neces-
sità, n o n p o t e v a n o , p e r l o r o t e m p e r a m e n t o , n o n coltivare l'idea
di i n q u a d r a r e , a l m e n o u n a p a r t e d e l l a g i o v e n t ù t o r n a t a d a l l a
g u e r r a , i n u n p a r t i t o ».

il fascismo internazionale.

I l f e n o m e n o che negli u l t i m i t e m p i è s t a t o b a t t e z z a t o dai


p u b b l i c i s t i dei vari p a e s i col n o m e d i fascismo internazionale,
richiederebbe naturalmente u n a indagine particolare. M a anche
n e l l ' a m b i t o della n o s t r a ricerca sul fascismo i t a l i a n o n o n p o s -
s i a m o i g n o r a r l o c o m p l e t a m e n t e , p o i c h é il c o n f r o n t o c o n q u e l l o
i t a l i a n o p o t r à i l l u m i n a r e alcuni t r a t t i specifici di q u e s t ' u l t i m o .
C o s a è il fascismo, a livello i n t e r n a z i o n a l e ? S e r v e n d o c i
della felice definizione d i L . F a b b r i —• c h e p u r e s u o n a goffa
in russo — il fascismo i n t e r n a z i o n a l e è i l t e n t a t i v o d e l l e classi
ricche d i vari paesi d i o r g a n i z z a r e la « c o n t r o r i v o l u z i o n e pre-
v e n t i v a », o v v e r o , ed è la stessa cosa, d i p r e v e n i r e l a rivolu-
zione sociale. C e r t o , i capitalisti d ' o g n i t i p o e d ' o g n i p a e s e
s a n n o b e n e c h e q u e s t o è il c o m p i t o specifico d e l l ' a p p a r a t o
s t a t a l e d i o g n i n a z i o n e b o r g h e s e , c h e m e t t e t u t t e l e s u e ener-
gie a d i s p o s i z i o n e delle classi ricche p e r d i f e n d e r n e i privilegi
dagli a t t a c c h i c h e p o s s o n o v e n i r e d a l l e classi l a v o r a t r i c i . G l i
ss Parte I, Sezione I

artefici del fascismo i n t e r n a z i o n a l e r i t e n g o n o t u t t a v i a c h e


1
q u e l l a p p a r a t o agisce senza e n e r g i a sufficiente, e c h e r a r a m e n t e
eccelle p e r l u n g i m i r a n z a . D i ciò son s t a t i c o n v i n t i d a l l ' e s p e -
rienza delle r e c e n t i r i v o l u z i o n i in E u r o p a , e dalla c r e s c i t a d e l
m o v i m e n t o rivoluzionario in molti paesi. Inoltre l'ideologia
« legalitaria » d e l l o S t a t o , su cui si f o n d a t u t t a la sua a u t o r i t à ,
n o n li soddisfa. E s s i s o n o insofferenti a n c h e di q u e l l a p a r v e n z a
di legalità, la cui o s s e r v a n z a Io S t a t o i m p o n e l o r o . L ' e s p e r i e n z a
delle r e c e n t i rivoluzioni gli h a i n s e g n a t o c h e i soli m e z z i legali
s o n o insufficienti a p r e v e n i r e la r i v o l u z i o n e sociale. L ' e s p e -
r i e n z a di M u s s o l i n i i n I t a l i a h a m o s t r a t o d ' a l t r o c a n t o c h e
n e l l ' a m b i t o dello S t a t o m o d e r n o p u ò b e n i s s i m o e s i s t e r e e d
agire, c o n la palese c o n n i v e n z a e perfino l ' a p p o g g i o d e i s u o i
o r g a n i , q u a l u n q u e b a n d a b r i g a n t e s c a che si fregi del n o m e d i
p a r t i t o p o l i t i c o , p u r c h é Ja sua a z i o n e sia d i r e t t a alla salva-
g u a r d i a dei privilegi delle classi r i c c h e .
Sicché il c o m p i t o d e l l e organizzazioni fasciste i n t e r n a z i o n a l i
è la p r e v e n z i o n e , con o g n i m e z z o , legale e s o p r a t t u t t o illegale,
della crescita del m o v i m e n t o r i v o l u z i o n a r i o e d e l l ' i n s o r g e r e
della r i v o l u z i o n e sociale i n u n d e t e r m i n a t o p a e s e .
A d u n a r a p i d a scorsa dei p a e s i d o v e il « f a s c i s m o » si è
p a r t i c o l a r m e n t e s v i l u p p a t o negli u l t i m i t e m p i , la F r a n c i a e
l ' A m e r i c a h a n n o l ' o n o r e d i s e g u i r e p e r p r i m e in q u e s t o c a m p o
l ' e s e m p i o d e l l ' I t a l i a . L ' i d e o l o g i a fascista, p e r v a s a d i u n nazio-
n a l i s m o p u t r i d o e m e n z o g n e r o , c h e di solito si m a n i f e s t a
s o t t o f o r m a di i s t e r i c h e g r i d a sul d o v e r e p a t r i o t t i c o e sulle
v i r t ù civili, m a c h e i n efletti c o n d u c e al feroce s t r a n g o l a m e n t o
di ogni f e r m e n t o r i v o l u z i o n a r i o della classe o p e r a i a , è p a r t i -
c o l a r m e n t e c o n g e n i a l e alla F r a n c i a o d i e r n a . I n e b r i a t a della s u a
r i v i n c i t a , e d i v e n u t a o r m a i b a l u a r d o ufficiale della r e a z i o n e
i n t e r n a z i o n a l e . C i s o n o m o l t i t r a t t i c o m u n i t r a le c o n s e g u e n z e
e c o n o m i c h e della « v i t t o r i a » p e r l ' I t a l i a e p e r la F r a n c i a . L a
s t a m p a nazionalistica di e n t r a m b e l e d u e « sorelle l a t i n e » ( c h e
v i v o n o t u t t ' a l t r o c h e di b u o n a c c o r d o tra d i l o r o ) è p i e n a
degli stessi urli isterici sul t r a d i m e n t o degli alleati e sulla
v i t t o r i a «. sconfìtta ».
G i à n e l 1 9 0 6 - 7 , n e l p e r i o d o d e l rafforzamento del movi-
G. Sandoniìrskìj, il fascismo 89

m e n t o s i n d a c a l i s t a r i v o l u z i o n a r i o , m i balzò agli occhi il r e p e n -


tino i n s o r g e r e di una t e n d e n z a p a r t i c o l a r e n e l l a leziosa l e t t e -
r a t u r a f r a n c e s e . Q u e s t a t e n d e n z a si p o t e v a definire socialcon-
servatrice.
I n t u t t a u n a serie di r o m a n z i , i d i s c e n d e n t i degli « eroi »
di V e r s a i l l e s c h e a v e v a n o soffocato nel s a n g u e la C o m u n e ,
s p a v e n t a t i dalla crescita d e l l a coscienza r i v o l u z i o n a r i a i n F r a n -
cia, c o m i n c i a r o n o a p o r r e il p r o b l e m a sociale, in t u t t a la s u a
asprezza, r i s o l v e n d o l o nello s p i r i t o della più c r u d e l e l o t t a d i
cLtsse. E se la g e n e r a z i o n e più anziana, i m p e r s o n a t a d a
G e o r g e s O h n e t e a l t r i , sì cullava ancora sugli allori d e l l e
v i t t o r i e d i V e r s a i l l e s , f a c e n d o p r o t a g o n i s t i d e i suoi r o m a n z i
fini e c o l t i p a d r o n i d i fabbrica c h e r i u s c i v a n o a v i n c e r e legal-
m e n t e la l o t t a c o n t r o gli o p e r a i c o r r o m p e n d o m o r a l m e n t e la
« d i r i g e n z a o p e r a i a », e i n c o r a g g i a n d o il c r u m i r a g g i o , i p i ù
g i o v a n i v o l e v a n o delle m i s u r e b e n più s a n g u i n o s e . M i r i c o r d o
u n o di q u e s t i r o m a n z i « sociali » ( m i p a r e d o v u t o a M a r c e l l e
T i n a y r e ) , c h e m i colpi p e r il s u o cinismo i n s o l i t o . E r a l ' e p o c a
i n cui p a r a l l e l a m e n t e alla crescita del s i n d a c a l i s m o rivoluzio-
n a r i o , si profilava una f e b b r i l e ripresa a n c h e nel c a m p o dei
p a d r o n i , q u a n d o l e agitazioni e gli scioperi fecero s o r g e r e a
decine le organizzazioni e i sindacati degli i m p r e n d i t o r i . D i e t r o
l ' e l e g a n t e sipario d i u n a s t o r i a b a n a l e , l ' a u t o r e p r e d i c a v a senza
m e z z i t e r m i n i la g u e r r a civile in F r a n c i a . I capitalisti n o n
d o v e v a n o aver p a u r a delle organizzazioni o p e r a i e . L e forze di
q u e s t e u l t i m e e r a n o assai p i ù fragili d i q u a n t o si p e n s a s s e .
Se i capitalisti si m e t t e s s e r o a l l ' o p e r a c o m e si c o n v i e n e , p r e v e -
n e n d o il t e n t a t i v o di fare u n a n u o v a C o m u n e , s a p r e b b e r o
schiacciare i q u a d r i o p e r a i senza d o v e r n e p p u r e r i c o r r e r e
a l l ' a i u t o dello S t a t o . I c a p i t a l i s t i n o n h a n n o n u l l a d a s p e r a r e
dallo S t a t o , capace d i o r d i r e l e m a c c h i n a z i o n i p i ù v e r g o g n o s e
con i socialisti, e d e v o n o c o n t a r e u n i c a m e n t e sulle p r o p r i e
forze. L a g i o v e n t ù b o r g h e s e va e d u c a t a in a r m o n i a con q u e s t a
p r o s p e t t i v a . L ' a u t o r e fa n o t a r e c i n i c a m e n t e l'inevitabile d e g e -
n e r a z i o n e fisica della g i o v e n t ù p r o l e t a r i a , nel q u a d r o della
società c a p i t a l i s t a . I l l a v o r o e la f a m e l ' h a n n o resa malaticcia,
ignorante, codarda. La gioventù borghese è ben nuttita e
90 Varie l, Sezione I

c o l t a , p r a t i c a gH s p o r t , e d a u n p u n t o d i v i s t a fisico è i n d u b -
b i a m e n t e s u p e r i o r e a q u e l l a o p e r a i a : s i c u r a m e n t e r i p o r t e r à la
v i t t o r i a al p r i m o s c o n t r o con la « canaglia » p r o l e t a r i a . B i s o g n a
s o l t a n t o affrettarsi a d o r g a n i z z a r e la g i o v e n t ù su b a s i m i l i t a r i ,
p r o v o c a r e l o s c o n t r o c o n gli o p e r a i , e la v i t t o r i a è a s s i c u r a t a .
I l m o v i m e n t o o p e r a i o s a r à soffocato nel s a n g u e , e la F r a n c i a
delle p e r s o n e p e r b e n e p o t r à offrire l e s u e m e n t i m i g l i o r i e
le s u e forze a scopi p i ù n o b i l i .
G i à a q u e l l ' e p o c a r o m a n z i c o m e q u e s t i e r a n o segni dei
t e m p i . E s s i a n t i c i p a v a n o le i d e e d i M u s s o l i n i , e f u r o n o in
realtà la p r i m a r o n d i n e della p r i m a v e r a fascista. L ' e b b r e z z a
b e l l i c o - p a t r i o t t i c a e la s e t e d i r i v i n c i t a d i s t r a s s e r o p e r u n
p o ' gli i n t e l l e t t i d e l l a g e n t e d a b b e n e dal n e m i c o i n t e t -
n o ; d o p o la g u e r r a , q u e i s e m i h a n d a t o c o p i o s i rac-
colti. I s i n d a c a t i d i c r u m i r i s o n o s t a t i o r g a n i j z a t i in
F r a n c i a col n o m e d i Vnìons cioiques; attualmente sono
raccolti nella C o n f e d e r a z i o n e n a z i o n a l e delle U n i o n i civiche,
e r e c l u t a n o i loro a d e p t i p r e s s a p p o c o negli stessi s t r a t i della
popolazione che alimentano le b a n d e di Mussolini. D a l loro
1
s t a t u t o s a p p i a m o c h e si p r o p o n g o n o u n m o d e s t o c o m p i t o
civico, d i « assicurare in c a s o d i sciopero s o v v e r s i v o , il c o r r e t t o
f u n z i o n a m e n t o delle i m p r e s e statali e d i q u e l l e s o c i a l m e n t e
u t i l i », I n o l t r e , n o n rifiutano n e p p u r e d i « g a r a n t i r e la l i b e r t à
d e l l a v o r o » d u r a n t e gli s c i o p e r i nelle i m p r e s e p r i v a t e , e d i
p r e s t a r e o g n i altra f o r m a d i difesa, a p e r t a e d i r e t t a , del capi-
t a l e . Q u e s t a m o d e s t a o r g a n i z z a z i o n e è s t a t a già p r e s e n t e in
t u t t a una serie d i s c i o p e r i . I q u a d r i f o n d a m e n t a l i d e i c r u m i r i
d i q u e s t a « c o n f e d e r a z i o n e » s o n o c o n c e n t r a t i nelle g r a n d i
città, da c u i , i n caso d i n e c e s s i t à , v e n g o n o s p e d i t i n e l l e località
m i n o r i . C o s ì d u r a n t e lo s c i o p e r o d e l gas a V i e n n e ( I s è r e ) , l e
JJnions civiquet mandarono immediatamente u n reparto dei
l o r o c r u m i r i da L i o n e , c h e riuscì a i n t e r r o m p e r e l o s c i o p e r o
s t e s s o . L a v e r a n a t u r a d i q u e s t a organizzazione è s m a s c h e r a t a
d a l d e t t a g l i a t o q u e s t i o n a t i o c h e o g n i n u o v o accolito d e v e r i e m -
p i r e . I n esso v e n g o n o e n u m e r a t e con e s t r e m a m i n u z i o s i t à

1
Pubblicato in « La vie ouvrière », 2 giugno 1922.
<J. Stir.domirikij, II fascismo 91

circa u n c e n t i n a i o d i m e s t i e r i e p r o f e s s i o n i , l i n o al servizio
s a n i t a r i o i n caso di s c o n t r o c o n gli s c i o p e r a n t i ; il q u e s t i o n a r i o
s e r v i v a a definire i n q u a l e s e t t o r e il m e m b r o dell'Union
a v r e b b e p o t u t o i m p i e g a r e le s u e c a p a c i t à e le s u e n o z i o n i ,
q u a n d o il d o v e r e c i v i c o glielo a v e s s e r i c h i e s t o . D i e t r o q u e s t i
s i n d a c a t i legali di c r u m i r i , s t a n d o agli e l e m e n t i a d i s p o s i z i o n e
d e i s i n d a c a t i r i v o l u z i o n a r i , si s t a a t t u a l m e n t e o r g a n i z z a n d o
u n v e r o e p r o p r i o e s e r c i t o sul m o d e l l o d i q u e l l o fascista. E
v a r i l e v a t o c h e il p r e s i d e n t e delle Unions civiques in F r a n c i a
è a t t u a l m e n t e il g e n e r a l e in servìzio effettivo B a l f o u r i e r , c h e
ha sostituito un altro generale, Bailloux, m o r t o nel 1 9 2 0 .
L a forza o p e r a t i v a d i q u e s t i s i n d a c a t i fascisti, in F r a n c i a ,
è già t a l e c h e o r m a i d i e s s e si v a n t a n o a p e r t a m e n t e i m o n a r -
ì
chici c o m e L e o n D a u d e t .
E b i s o g n a altresì n o t a r e c h e a n c h e in BelgiOj d o v e le
Unions civiques sono o r g a n i z z a t e sul m o d e l l o d i q u e l l e fran-
c e s i , alla l o r o t e s t a c'è u n g e n e r a l e i n servizio a t t i v o (cfr.
l ' i n t e r e s s a n t e saggio d e l D e v ì g n y n e l « P e u p l e » d e l 2 3
agosto 1922).
I n A m e r i c a il fascismo è simile s o p r a t t u t t o a q u e l l o fran-
cese. S e n z a f o g h e d i fico, c o n a l t r e t t a n t a n e t t e z 2 a , e s s o e s p r i m e
l ' i d e o l o g i a di classe d e i suoi i s p i r a t o r i . Si t r a t t a s o p r a t t u t t o
di c o m b r i c c o l e c h e s t a n n o al servizio d i q u e s t i o q u e i trust
dal potere immenso. Ma in America, repubblica cosmopolita e
p l u t o c r a t i c a , d o v e la l o t t a d i classe è p i ù s c o p e r t a c h e a l t r o v e ,
a n c h e i m e t o d i di a z i o n e d i simili o r g a n i z z a z i o n i s u p e r a n o
d i g r a n l u n g a , p e r il l o r o c i n i s m o , q u e l l i d e l l e Unions civiques

3
In un artìcolo pubblicato su « Action Fran^aise », intitolato Le
lezioni del fascismo, Daudet scriveva di recente: a Forse non dobbiamo
dare il segnale per la lotta finale all'interno della nazione, in un mo-
mento in cui un patriota, benché repubblicano, come Poincaré fa tutto
il possibile per rip.irare la situazione creatasi col tradimento di Briand
e la cecità di MHIerjnd. Noi rispondiamo col silenzio sprezzante a que-
sta canaglia, j cui capi striscerebbero indegnamente al primo colpo (li
frusta. Ma questo non significa d i e non conosciamo le forze già orga-
ni?.zate e quelle da organizzare al momento opportuno cbe sono a no-
stra disposizione, né che saremo sempte disposti a manifestare la stessa
pazienza. Come i consoli dell'antichità, noi portiamo nelle pieghe della
nostra toga la guerra e la pace. E questo avvertimento è sufficiente».
92 Parte I, Sezione I

francesi. E s i s t e a n c h e u n a l e t t e r a t u r a s p a v e n t o s a , schifosa, c h e
a v v e l e n a coi s u o i m i a s m i f e t e n t i m i l i o n i di filistei a b b r u t i t i ,
d i g r a n d e e piccolo c a l i b r o , e perfino gli a m b i e n t i p i ù a r r e t r a t i
d e g l i o p e r a i , n e i quali v e n g o n o e s a l t a t e le gesta d ' o g n i g e n e r e
d i canaglie e p r o v o c a t o r i , c o m e q u e l l i del K u K l u x K l a n o d i
a l t r e organizzazioni fasciste. I l c i n e m a t o g r a f o è u n a a r m a p o -
t e n t e della « c u l t u r a » a m e r i c a n a , e n a t u r a l m e n t e n o n r e s t a
i n d i e t r o r i s p e t t o ai g i o r n a l i v e n d u t i e ai r o m a n z i d ' a p p e n d i c e
c h e a v v e l e n a n o la coscienza delle m a s s e o p p r e s s e con l ' e l o g i o
delle i m p r e s e dei l o r o o p p r e s s o r i . A t u t t a q u e s t a m a s s a e n o r m e
d i cartaccia s p o r c a , b i s o g n a p e r ò c o n t r a p p o r r e il b e l l i s s i m o
r o m a n z o d i U p t o n Sinclair Cento %, che d e s c r i v e c o n d o v i z i a
d i p a r t i c o l a r i l ' o p e r a infame e i c o s t u m i d e l fascismo d e l
grande capitale in America.
I l fascismo ha successo a n c h e nei tre p a e s i s c a n d i n a v i . L e
gesta delle b a n d e b i a n c h e di M a n n e r h e i m in F i n l a n d i a s o n o
a n c o r a i m p r e s s e nella m e m o r i a d i t u t t i . I fascisti, col n o m e d i
scbiidskor, c o m i n c i a n o a m o s t r a r e i d e n t i a n c h e in Svezia e
in N o r v e g i a .
La stampa europea, in questi ultimi tempi, ha riservato
u n n o n piccolo spazio a s m a s c h e r a r e il l e g a m e c h e esiste t r a
M u s s o l i n i d a u n a p a r t e e i reazionari u n g h e r e s i e t e d e s c h i
d a l l ' a l t r a . A s u o t e m p o « Volja Rosii » p u b b l i c ò d e l l e foto-
grafie con i d o c u m e n t i c h e p r o v a v a n o il l e g a m e d i r e t t o d i
M u s s o l i n i c o n i russi. T r a l ' a l t r o , è p r o p r i o q u e s t ' u l t i m o le-
g a m e che M u s s o l i n i si è s o p r a t t u t t o i m p e g n a t o a s m e n t i r e .
A r r i v ò al p u n t o c h e sul « P o p o l o d ' I t a l i a » d i c h i a r ò catego-
r i c a m e n t e c h e se q u a l c u n o avesse d i m o s t r a t o il s u o l e g a m e
con i m o n a r c h i c i , era p r o n t o a r i n u n c i a r e ad o g n i a t t i v i t à
politica. Sì p u ò s t a r c e r t i c h e d o p o il s u o d i s c o r s o d i U d i n e ,
Mussolini p e r d e a questo proposiro u n a bella fetta di inno-
cenza. P e r q u a n t o r i g u a r d a l e c e n t u r i e n e r e u n g h e r e s i , t u t t i
s e p p e r o d e l l ' i n c o n t r o d i M u s s o l i n i con u n a d e l e g a z i o n e d e l l a
famigerata U n i o n e p e r la r i n a s c i t a d e l l ' U n g h e r i a , c h e l o r i n -
graziò a n o m e degli allievi u n g h e r e s i , e chiese i s r r u z i o n i sui
m o d i d i o r g a n i z z a r e u n e s e r c i t o sul t i p o d i q u e l l o m u s s o l i n i a n o .
S t a n d o alle u l t i m e i n f o r m a z i o n i , a V a r s a v i a è s t a t o f o r m a t o
G. Sandomirskij, II fascismo 93

u n p r i m o n u c l e o d i fascisti, n e l l ' a m b i e n t e d e l l a g i o v e n t ù u n i -
v e r s i t a r i a locale, il quale ha f a t t o b a l d a n z o s a m e n t e sua l ' e t i c h e t t a
delle s q u a d r e fasciste. I l n u c l e o è c o m p o s t o d i 6 0 p e r s o n e d e -
s i d e r o s e d i i m p a r a r e l ' a r t e m u l t a r e p e r l o t t a r e c o n t r o gli o p e r a i ,
c h e a l o r o avviso n o n s o n o sufficientemente r e p r e s s i dal « so-
cialista » P i l s u d s k i (il q u a l e h a m o l t i t r a t t i psicologici i n
c o m u n e c o n M u s s o l i n i ) . I fascisti polacchi s o n o t u t t i p r o v e -
n i e n t i , a q u a n t o i n f o r m a n o ì g i o r n a l i , d a l l e file della « d e m o -
crazia p o p o l a r e ». A n c h e d a l l a S p a g n a , d a l l a R o m a n i a , dalla
Svizzera, v e n g o n o n o t i z i e sul s o r g e r e d i m o v i m e n t i fascisti
c o p i a t i dal m o d e l l o i t a l i a n o .
P i ù difficile è r i c o n d u r r e al fascismo i m i l i t a n t i d e l l a rea-
zione t e d e s c a . C e r t o , i fini u l t i m i della Orgescb o di a l t r e
b a n d e r e a z i o n a r i e n o n s o n o d i v e r s i da q u e l l i d i M u s s o l i n i e
d i G r a n d i . M a n o i s p e r i a m o c h e q u a n t o a b b i a m o d e t t o sul
fascismo i t a l i a n o a i u t e t à i l e t t o r i a v e d e r e a n c h e la differenza
tra q u e s t i e quelli. I l f a t t o è c h e la s i t u a z i o n e i n t e r n a z i o n a l e
e i n t e r n a della G e r m a n i a si differenzia n o t e v o l m e n t e dalle
c o n d i z i o n i p o l i t i c h e in cui si t r o v a l ' I t a l i a . I l n a z i o n a l i s m o
t e d e s c o v i e n e a l i m e n t a t o in g r a n d e m i s u r a d a l l o s c i o v i n i s m o
a g g r e s s i v o della F r a n c i a , c h e t e n t a d i a s s e r v i r e i t e d e s c h i ,
m e n t r e il n a z i o n a l i s m o d e i fascisti italiani p e r s e g u e e s s o stesso
( i n v e r i t à con m i n o r successo) scopi aggressivi. Q u e s t a circo-
s t a n z a c r e a u n a c e r t a c o n f u s i o n e teorica e fa sì c h e le sovra-
s t r u t t u r e i d e o l o g i c h e n o n v e n g a n o a c o i n c i d e r e p u r con u n a
base economica sostanzialmente omogenea. Ecco perché i
fascisti t e d e s c h i u c c i d o n o R a t h e n a u , m e n t r e in I t a l i a lo stesso
R a d r e n a u n o n a v r e b b e c e r t o s d e g n a t o d i rivolgersi alle b a n d e
di Mussolini per difendere i privilegi del grande capitale. Inol-
t r e è difficile p a r a g o n a r e la stessa p o s i z i o n e dei socialisti, c h e
in G e r m a n i a t r o v a n d o s i al p o t e r e c o n d u c o n o u n a l o t t a s p i e t a t a
c o n t r o i c o m u n i s t i , m e n t r e in I t a l i a g e m o n o c o m e i c o m u n i s t i
s o t t o il t a l l o n e del t e r r o r e fascista.

C e r t o , a d e g u a r e le d i v e r s e s o v r a s t r u t t u r e i d e o l o g i c h e al-
l'unica b a s e e c o n o m i c a , nella c o n f u s i o n e a t t u a l e della situa-
zione i n t e r n a z i o n a l e , r i c h i e d e t e m p i differenti e differenti condi-
zioni nei singoli p a e s i e u r o p e i . Si p u ò t u t t a v i a esser c e r t i c h e
94 Parte I, Sezione I

Ogni t e n t a t i v o di r i v o l t a del p r o l e t a r i a t o rivoluzionario, in


qualsiasi p a e s e , si s c o n t r e r à col t e n t a t i v o r a b b i o s o delle classi
p o s s i d e n t i d i r e s i s t e r e c o n t u t t i i m e z z i possibili.
M a il fascismo h a s e p o l t o d e f i n i t i v a m e n t e l ' i l l u s i o n e della
legalità, e ha s m a s c h e r a t o agli occhi del p r o l e t a r i a t o il feticcio
d e l l o S t a t o , s c o p r e n d o n e fino i n f o n d o l'ideologia arcaica e
ipocrita.
I n ciò c o n s i s t e il l a t o p o s i t i v o della sua l e z i o n e .
I n p a r t i c o l a r e p o s s o n o essergliene r i c o n o s c e n t i gli anar-
chici, p e r c h é esso ha r i n n o v a t o e f a t t o risorgere p r e s s o l e
g r a n d i m a s s e l a v o r a t r i c i il p o s s e n t e p r i n c i p i o de)¥azione diretta,
che ha s e m p r e c o s t i t u i t o la p i e t r a a n g o l a r e d e l l ' i n s e g n a m e n t o
a n a r c h i c o . S o t t o il p e s o d i u l t e r i o r i lezioni o g g e t t i v e del fasci-
s m o , b i s o g n a r i t e n e r e c h e si realizzerà l'unificazione della sini-
s t r a e s t r e m a p e r u n a r e s i s t e n z a attiva alla violenza v e r g o g n o s a
degli a t t u a l i s c h i a v i s t i . L a l i b e r a z i o n e d e l l ' I t a l i a d a l l ' i n f a m e
g i o g o del fascismo d i v e r r à u n a q u e s t i o n e d i o n o r e p e r i lavo-
r a t o r i d i t u t t o il m o n d o . L a l o t t a c o n t r o d i esso a c q u i s t a u n
p r o f o n d o significato s i m b o l i c o p e r gli a n a r c h i c i e p e r i c o m u -
n i s t i , c h e h a n n o e g u a l m e n t e a s s u n t o l ' i m p e g n o d i affrettare
la v i t t o r i a della r i v o l u z i o n e sociale su scala m o n d i a l e .
MATYÀS RAKOSI

IL F A S C I S M O ITALIANO *

II fascismo.

D o p o la g r a n d e g u e r r a , la s i t u a z i o n e delle classi m e d i e
s u b ì u n p e g g i o r a m e n t o in t u t t i gli S t a t i , a causa del caroviveri
e della s v a l u t a z i o n e m o n e t a r i a . E s s e si r i t r o v a r o n o così affian-
cate alle schiere del p r o l e t a r i a t o , e s u b i r o n o l o stesso sfrutta-
m e n t o capitalistico cui e r a n s o t t o p o s t i gli o p e r a i . A n a l o g a -
m e n t e m u t ò la stessa ideologia d i q u e s t i g r u p p i , c h e in t e m p o
di pace m e t t o n o a disposizione della borghesia professoti,
giudici, ufficiali, p r e t i . Essi c o m i n c i a r o n o a v e d e r e n e l capita-
l i s m o Io s f r u t t a t o r e , e i n m o l t e q u e s t i o n i si a v v i c i n a r o n o assai
al p r o l e t a r i a t o . E t u t t a v i a c o n s e r v a v a n o in p a r t e la loro v e c -
chia ideologia, r i m a n e n d o n a z i o n a l i s t i .
D ' a l t r o c a n t o , c e n t i n a i a d ì migliaia d i o p e r a i , c h e e r a n o
e n t r a t i nei sindacati e nel p a r t i t o socialista con g r a n d i spe-
r a n z e , v e n n e r o p r e s t o delusi dalla t a t t i c a r i f o r m i s t i c a d e i so-
c i a l d e m o c r a t i c i . C o m i n c i a r o n o allora a d a b b a n d o n a r e l e orga-
nizzazioni o p e r a i e , c h e n o n r i s p o n d e v a n o p i ù ai l o r o b i s o g n i ,
e r i d i v e n n e r o indifferenti. P u r c o n t i n u a n d o a c o n s i d e r a r e I
c a p i t a l i s t i quali loro n e m i c i , si d i s g u s t a r o n o della l o t t a d i
classe c h e li aveva già delusi u n a v o l t a .
I l fascismo è il m o v i m e n t o c h e h a unificato i n sé q u e s t e

* Da M. R A K O S I , Italiamkij fascism, Priboj, Lcningrad 1 9 2 5 (trad.


it. di Cesare de Micheli;).
Parie I, Sezione I

d u e t e n d e n z e sociali del d o p o g u e r r a . Offrì alle m a s s e scon-


t e n t e u n a fraseologia a n t i c a p i t a l i s t i c a , m a v o l t a c o n t e m p o r a -
n e a m e n t e c o n t r o la l o t t a d i classe p r o l e t a r i a , l e u n ì c o n u n a
ideologia d i e s t r e m i s m o n a z i o n a l i s t i c o e, alla fine, l e raccolse
in u n a o r g a n i z z a z i o n e , c h e in I t a l i a s e p p e p o r t a r e agli o p e r a i
u n c o l p o b e n p i ù d u r o d i q u a n t o n o n sia r i u s c i t o alla c o n t r o -
r i v o l u z i o n e in F i n l a n d i a e in U n g h e r i a .
C i o c c u p e r e m o p e r t a n t o di s t u d i a r e il fascismo nella s u a
p a t r i a , in I t a l i a .

L'orìgine del fascismo.

A m b i e n t i s e m p r e p i ù vasti della b o r g h e s i a si d i c h i a r a r o n o
•a favore della g u e r r a c o n t r o le p o t e n z e c e n t r a l i . Q u e s t o s t a t o
•d'animo coinvolse a n c h e il p a r t i t o socialista, e M u s s o l i n i , c h e
e r a allora r e d a t t o r e d e l l ' o r g a n o c e n t r a l e del p a r t i t o , l'« A v a n -
ti! », si s c h i e r ò i m p r o v v i s a m e n t e c o n t r o la n e u t r a l i t à , p e r la
g u e r r a a l l ' A u s t r i a . M u s s o l i n i e r a s t a t o u n o dei d i r i g e n t i d i
q u e l l a c o r r e n t e c h e nel 1 9 1 2 aveva s t r a p p a t o la d i r e z i o n e d e l
P a r t i t o socialista i t a l i a n o ai vecchi e inerti r i f o r m i s t i , e v o l e v a
introdurre nel partito u n o spirito nuovo, più rivoluzionario,
a t t i r a n d o forze giovani e fresche. Q u e s t o p r e c e d e n t e fu i n
p a r t e causa del f a t t o c h e il P a r t i t o socialista i t a l i a n o n o n
segui l ' e s e m p i o degli altri p a r t i t i della I I I n t e r n a z i o n a l e , e
allo s c o p p i o della g u e r r a si d i c h i a r ò p e r la « n e u t r a l i t à asso-
l u t a ». Q u e s t o slogan p e r s e b e n p r e s t o la sua efficacia, p e r c h é
il P a r t i t o socialista i t a l i a n o n o n s e p p e p o r t a r l o fino alla riven-
dicazione di u n a b a t t a g l i a a t t i v a c o n t r o la g u e r r a , e a n c o r m e n o
fino al c a p o v o l g i m e n t o della g u e r r a imperialista, in g u e r r a
civile. M a , t u t t a v i a , e r a sufficientemente efficace p e r far schie-
r a r e l ' e n o r m e m a g g i o r a n z a del p a r t i t o socialista c o n t r o M u s -
solini, c h e aveva c o m i n c i a t o a p r e d i c a r e , sul g i o r n a l e nazio-
nalista d i C e s a r e B a t t i s t i , l ' o d i o c o n t r o gli austriaci, q u a l i
o p p r e s s o r i c r u d e l i della m i n o r a n z a italiana dì T r e n t o . F u
richiesto il s u o a l l o n t a n a m e n t o dalla r e d a z i o n e d e l g i o r n a l e ,
•e la sua e s p u l s i o n e dal p a r t i t o . I l 1 5 o t t o b r e 1 9 1 4 lasciò la
AI. Ràkosi, II fascismo itdkno 97

redazione dell'* Avanti! », e fondò con j soldi del governo


francese il quotidiano « Il Popolo d'Italia », il cui primo
numero usci il 15 novembre con lo slogan: « Guerra! ». Da
quel momento divenne fervente sostenitore della guerra e
insiste sulla « liberazione di Trieste e Trento dal giogo austrìa-
co ». Per garantire un migliore successo della propaganda di
guerra, procedette oltre, e nella prima metà del dicembre 1914
fondò, insieme ad un piccolo gruppo di intellettuali, in una
riunione cui presero parte due-trecento persone, soprattutto
di estrazione piccolo-borghese cittadina e dì operai naziona-
listi, il primo Fascio interventista, un'organizzazione a favore
dell'entrata in guerra. Questo esempio venne seguito in altre
due città, e alla fine del febbraio 1915 c'erano già, in Italia,
105 gruppi del genere, i quali, col nome di « Movimento
fascista », impiegavano ogni sforzo per convincere la piccola
borghesia e la parte del proletariato d'idee pìccolo-borghesi
alla guerra.
Siccome l'Intesa sosteneva con ogni mezzo questa cam-
pagna, e tutti i capitalisti italiani che speravano di trarre dei
profitti dalla guerra non rimasero certo passivi, il movimento
si rafforzò. In molti luoghi, indipendentemente da Mussolini,
cominciarono a sorgere dei Fasci che facevano propaganda a
favore della guerra, interrompevano e assalivano i comizi dove
si propugnava la neutralità. E siccome chi protestava più
energicamente contro la guerra erano gli operai, l'azione dei
Fasci s'indirizzò prevalentemente contro il proletariato.
Nel marzo del 1915, sotto l'impressione prodotta dalle
sconfitte degli austriaci e dalla caduta dì Przemysl, l'idea di
una facile vittoria sull'Austria sì rafforzò, e il movimento
interventista divenne ancora più saldo. Contro di esso si
batté in primo luogo la classe operaia, poi gli industriali
tessili, i quali temevano che in caso di guerra l'industria pe-
sante avrebbe preso il sopravvento in Italia; e infine i grandi
proprietari terrieri, ostili ad ogni qualsiasi rafforzamento del-
l'industria, e che non si potevano attendere dalla guerra nessun
vantaggio reale.
Nelle mani degli ultimi due gruppi erano il governo e il

7. De Felice
98 FarU I, Sezione I

r e . P e r t a n t o il m o t o i n t e r v e n t i s t a a s s u n s e u n c a r a t t e r e antica-
pitalista e antidinastico; q u a n d o in maggio, sotto l'impres-
s i o n e p r o d o t t a dalle v i t t o r i e d e l l e p o t e n z e c e n t r a l i i n G a l i z i a ,
il g o v e r n o si p r o n u n c i ò d i n u o v o e n e r g i c a m e n t e p e r il m a n t e -
n i m e n t o della n e u t r a l i t à , M u s s o l i n i a v a n z ò l o s l o g a n : « G u e r r a
o r e p u b b l i c a ! ». G l i i n t e r v e n t i s t i m o b i l i t a r o n o t u t t e l e l o r o
forze e s o t t o la l o r o p r e s s i o n e il g o v e r n o fu c o s t r e t t o a
d i m e t t e r s i . G i o l i t t i , c r e a t u r a d e l l ' i n d u s t r i a tessile e d e i g e r m a -
nofHì," si a l l o n t a n ò , e il 2 3 m a g g i o v e n n e d i c h i a r a t a la g u e r r a
all'Austro-U n gheria.
D u r a n t e l a g u e r r a il c o m p i t o dei fascisti fu d i s o s t e n e r e
l o s p i r i t o bellico, e d i c o n v o g l i a r e o g n i e n e r g i a alla g u e r r a .
M a , siccome l e v i t t o r i e p r o m e s s e n o n v e n i v a n o , e l a g u e r r a
r i c h i e d e v a c o n t i n u a m e n t e n u o v i sacrifici e p o r t a v a d a n n i alla
p r o d u z i o n e , il l o r o c o m p i t o si fece s e m p r e p i ù p e s a n t e . L e
o r g a n i z z a z i o n i fasciste si sciolsero, p e r s e r o o g n i influenza, e
c o n t i n u a r o n o ad e s i s t e r e s o l o n o m i n a l m e n t e .

La riorganizzazione del fascismo e il suo nuovo programma.

L a s i t u a z i o n e dei fascisti [ d o p o la g u e r r a - N.d.T.] era natu-


r a l m e n t e p e g g i o r a t a . Essi a v e v a n o a d e m p i u t o la l o r o f u n z i o n e
p r i m a e d u r a n t e la g u e r r a , s p i n g e n d o la piccola b o r g h e s i a
e la p a r t e p i c c o l o - b o r g h e s e d e l p r o l e t a r i a t o a l l ' i n t e r v e n t i s m o .
D o p o la g u e r r a , la b o r g h e s i a n o n aveva p i ù n i e n t e d a s p a r -
t i r e c o n l o r o . T o r n a r e al p r o l e t a r i a t o era i m p o s s i b i l e , sicché
r i m a s e r o fuori dai g r a n d i r a g g r u p p a m e n t i sociali. Q u a n d o
M u s s o l i n i si accinse alla r i o r g a n i z z a z i o n e dei F a s c i , a l l ' i n i z i o
d e l 1 9 1 9 , a v e v a b e n p o c h i a d e p t i . D u r a n t e la g u e r r a si era
a p p o g g i a t o agli e l e m e n t i s p o s t a t i della b o r g h e s i a e d e l p r o l e -
t a r i a t o , e si e r a o c c u p a t o della difesa degli i n t e r e s s i d e !
c o m b a t t e n t i . I f a s c i e b b e r o u n n u o v o b a t t e s i m o , e si chia-
m a r o n o Fasci d i c o m b a t t i m e n t o .
I l p r o g r a m m a dei n u o v i F a s c i era p r a t i c a m e n t e s c o n o -
s c i u t o , a n c h e d o p o la s u a p u b b l i c a z i o n e , p o i c h é l'influenza
d e i fascisti, a l l ' e p o c a , si r i d u c e v a a z e r o . T u t t a v i a v a l e la
M Ràkosì, II fascismo italiano 99

p e n a d i d a r e u n ' o c c h i a t a , d a t o c h e g e t t a luce sul c a r a t t e r e


p ì c c o l o - b o r g h e s e del fascismo e, i n m o l t i p u n t i , r a c c h i u d e
i semi d e l suo futuro sviluppo. Il p r o g r a m m a e r a indirizzato
a q u e i g r u p p i sociali c h e n o n p o t e v a n o a s p e t t a r s i l ' a t t u a -
zione d e l l e p r o p r i e i s t a n z e da n e s s u n o d e i p a r t i t i e s i s t e n t i .
E r a n o q u e s t i gli e l e m e n t i p i c c o l o - b o r g h e s i e n a z i o n a l i s t i del
p a e s e , c h e a v e v a n o f a t t o la g u e r r a c o n g r a n d i sacrifici e
con g r a n d e e n t u s i a s m o , e n o n r i u s c i v a n o a c a p i r e p e r c h é ,
m a l g r a d o la v i t t o r i a c o n s e g u i t a , c ' e r a aria d i d i s f a t t a , u n o
stato m o s t r u o s o di bisogno ed esasperazione. E r a n o contro
il g r a n d e c a p i t a l e p e r c h é spesso e r a n o essi stessi o g g e t t o d e l
s u o s f r u t t a m e n t o . Si b a t t e v a n o altresì c o n t r o i socialisti,
p e r c h é n o n r i u s c i v a n o a c a p i r e il l o r o i n t e r n a z i o n a l i s m o e
la l o r o p o l i t i c a c o n t r a r i a alla g u e r r a . [...]

C o m e a c c e n n a v a m o s o p r a , q u e s t o p r o g r a m m a e i n gene-
rale la r i n a s c i t a del fascismo n o n a t t r a s s e g r a n d e a t t e n z i o n e .
L e p e r s o n e c h e p r e s e r o v i s i o n e del p r o g r a m m a , f a c e v a n o
r i l e v a r e c h e e s s o m e s c o l a v a l e r i v e n d i c a z i o n i del p a r t i t o
socialista e d i quello r a d i c a l e - b o r g h e s e . E t u t t a v i a c ' e r a n e l
p r o g r a m m a fin dall'inizio q u a l c o s a d i cui faceva d i f e t t o , ad
e s e m p i o , il p a r t i t o socialista: e s s o t e n t a v a d i offrire u n a
r i s p o s t a ai d e s i d e r i d i e n o r m i m a s s e p i c c o l o - b o r g h e s i , i n c e r t e
t r a b o r g h e s i a e p r o l e t a r i a t o . F i n d a l l ' i n i z i o il fascismo si
c o m p o r t ò c o m e u n m o v i m e n t o i n c u i fossero r a p p r e s e n t a t i
i d e s i d e t i e gli interessi d i t u t t o il p o p o l o . I n v e c e il p r o -
g r a m m a del p a r t i t o socialista era c o n c e p i t o s o l o p e r il p r o l e -
tariato, e anche all'interno del proletariato era indirizzato
quasi e s c l u s i v a m e n t e agli o p e r a i d e l l ' i n d u s t r i a . A n c o r a p i ù
r i l e v a n t e è il f a t t o c h e l o s p i r i t o d e l p a r t i t o socialista n o n
era q u e l l o d i u n ' o r g a n i z z a z i o n e c h i a m a t a all'azione i n n o m e
di r u t t i i l a v o r a t o r i . I socialisti si s e n t i v a n o , c o m e p r i m a
della g u e r r a , u n p a r t i t o d i o p p o s i z i o n e n e l l ' a m b i t o della
società b o r g h e s e , e nelle l o r o azioni m a n c a v a la c o n v i n z i o n e
che d o v e s s e r o servire a d i s t r u g g e r e l o S t a t o b o r g h e s e e
p o r t a r e l ' e n o r m e m a g g i o r a n z a del p o p o l o l a v o r a t o r e dalle
r o v i n e del c a p i t a l i s m o al socialismo.
100 Parie I, Sezione 1

La borghesìa cerca la salvezza nel fascismo.

Per alcune settimane, i capitalisti assistettero tremanti


all'occupazione delle loro fabbriche da parte degli operai, e
leggevano, con la fronte imperlata di sudori freddi, i discorsi
che invitavano il proletariato italiano a seguire l'esempio
degli operai russi. Non appena gli operai abbandonarono le
fabbriche, i capitalisti si misero a cercare febbrilmente i
sistemi di salvezza. La loro attenzione si rivolse all'organiz-
zazione dei fascisti, memorabile nei mesi di preparazione
della guerra. La riorganizzazione intrapresa dai fascisti ebbe
modo di manifestarsi già nell'aprile 1919, con l'esempio
dell'assalto e della distruzione della redazione dell'« Avan-
ti! », l'organo centrale del partito socialista, attestando l'uti-
lità del fascismo per la lotta contro i socialisti e il movi-
mento operaio.
La borghesia cominciò a sostenere sistematicamente le
organizzazioni fasciste, e a farle sviluppare. Vi venivano
indirizzati, in parte dietro compenso, decine di migliaia di
ufficiali smobilitati, soprattutto figli di proprietari fondiari e
dì ricchi contadini. A loro era affidato il compito dì creare
le organizzazioni di lotta contro il movimento operaio. I
gruppi fascisti vennero forniti di armi e soldi, e quindi si
misero al lavoro. Il primo settote delle loro azioni furono
le città disseminate nelle zone agricole. Il primo conflitto a
fuoco avvenne a Bologna, dove vive una gran quantità di
proprietari fondiari e di contadini ricchi. Essi fecero mostra
di una benevola neutralità nei confronti dell'attacco contro
i socialisti. In quell'occasione Ì membri dei gruppi fascisti,
non ancora organizzati militarmente, furono in prima fila.
Anche le prime bande fasciste armate nelle campagne In-
torno a Bologna erano poco organizzate. In campagna, esse
imperversavano contro i circoli socialisti e le cooperative di
consumo.
Dopo I loro primi successi, i fascisti cominciarono ad
agire più sistematicamente. I gruppi armati vennero unifi-
M. Rókasi, II fascismo itulintto 101

caci i n « s q u a d r e », s o t t o il c o m a n d o d i e x ufficiali. I m e m b r i
r i c e v e v a n o u n a ricompensa p e r l e l o r o a z i o n i , a t t i n g e n d o ai
f o n d i raccolti t r a i p r o d u t t o r i locali e i p r o p r i e t a r i t e r r i e r i .
V e n n e r o l o r o f o r n i t e a r m i r e s i d u a t e dalla g u e r r a ; gli uffi-
ciali n e i n s e g n a v a n o l ' u s o .
D o p o B o l o g n a , v e n n e la v o l t a d i F i r e n z e , c i t t à s i t u a t a
a n c h ' e s s a i n u n a r e g i o n e agricola. U n a v o l t a c o n t r o l l a t o il
c e n t r o della r e g i o n e , c o m i n c i a r o n o ad o r g a n i z z a r e l e s p e d i -
zioni nei villaggi. P e r la m o b i l i t à e s t r e m a richiesta da q u e s t o
g e n e r e d i assalti, v e n n e r o l o r o forniti a u t o c a r r i m i l i t a r i e
i n d u s t r i a l i . I fascisti c o m p a r i v a n o a l l ' i m p r o v v i s o , d a v a n o
fuoco ai locali d e ! p a r t i t o o d e l s i n d a c a t o , u c c i d e v a n o e feri-
v a n o i r a p p r e s e n t a n t i p i ù in v i s t a d e l l u o g o , e s c o m p a r i v a n o
altrettanto rapidamente.
Q u a n d o l'utilità dei fascisti n e l l a l o t t a c o n t r o il m o v i -
m e n t o o p e r a i o v e n n e in tal m o d o d i m o s t r a t a , il l o r o n u m e r o
a u m e n t ò r a p i d a m e n t e . A l p r i m o c o n g r e s s o n a z i o n a l e d i Fi-
r e n z e , n e l l ' o t t o b r e 1 9 1 9 , e r a n o r a p p r e s e n t a t e 5 6 organizza-
zioni, c o n 17 0 0 0 m e m b r i . N e l l ' o t t o b r e d e l ' 2 0 , al con-
gresso d i M i l a n o , si p r e s e n t a r o n o i r a p p r e s e n t a n t i d i 1 9 0
o r g a n i z z a z i o n i , e n e l d i c e m b r e d e l l o s t e s s o a n n o i fascisti
avevano 8 0 0 organizzazioni (secondo le loro fonti), e u n
n u m e r o d i m e m b r i s u p e r i o r e ai 1 0 0 0 0 0 . N e l m a g g i o 1 9 2 1
il l o r o n u m e r o a v e v a già s u p e r a t o i 1 5 0 0 0 0 , e M u s s o l i n i
disse perfino c h e r a s e n t a v a i t r e - q u a t t r o c e n t o m ì l a . I l l a v o r o
dei fascisti v e n n e m o l t o facilitato dalle divisioni i n t e r n e
alla classe o p e r a i a . [...]

I fascisti e la classe media.

A b b i a m o già v i s t o , n e l l a q u e s t i o n e d e l l ' i m p i e g o della


forza, q u a n t o la p o s i z i o n e e le o p i n i o n i dei r i f o r m i s t i a b -
b i a n o c o l l a b o r a t o con i fascisti. C i o c c u p e r e m o a d e s s o d i
c o m e sia r i u s c i t o ai fascisti d i t r a s f o r m a r s i i n u n n u o v o
m o v i m e n t o p o p o l a r e , d a l q u a l e la massa p i c c o l o - b o r g h e s e
italiana e a n c h e m o l t i p r o l e t a r i c o m i n c i a r o n o ad a t t e n d e r s i
102 Parte I, Sezione I

reali miglioramenti nella propria condizione, in caso che


avesse raggiunto il potere.
Abbiamo già descritto come il caos economico dei primi
mesi postbellici abbia capovolto repentinamente l'ebbrezza della
vittoria. Centinaia di migliaia di operai esasperati, passati
attraverso tutte le privazioni del tempo di guerra, si erano
raccolti nelle file del partito socialista e dei sindacati. Anche
una parte considerevole di intellettuali si era accostata al
partito socialista, e si attendeva da esso quanto in prece-
denza sperava di ottenere tramite la guerra, o per mezzo
dei partiti borghesi. La svalutazione della moneta e il caro-
vita determinarono una condizione disperata per la classe
media. Professori, giudici, avvocati, artisti, che in tempo di
pace eran srati supporto della borghesia, trasmettendo la
psicologia borghese alle nuove generazioni, divennero tenten-
nanti nella fede, prima incrollabile, nel capitalismo. La bor-
ghesia in cattive acque non poteva più assicurar loro le
antiche condizioni di vita. Gli strati medi, a causa della
loro disorganizzazione, furono più colpiti dalla catastrofe del
capitalismo italiano dello stesso proletariato, capace mal-
grado tutto di una qualche resistenza.
Ed ecco che negli strati medi cominciò il fermento. La
borghesia italiana, numericamente inferiore a quella di altri
paesi, perse a causa di quel fermento il suo migliore appog-
gio. Giudici e professori, i cui stipendi non eran più suffi-
cienti al mantenimento del più modesto tenore di vita,
smisero di riporre qualsiasi speranza nel governo, che attra-
versava crisi continue. Uscirono dai ranghi della borghesia.
Molti si affiancarono ai socialisti; ma la maggioranza restò
borghesia fuori delle classi, e nella disperazione cominciò
a cercare un partito dal quale si potesse attender salvezza.
Operai e intellettuali, andando incontro al partito socia-
lista con grandi speranze, gli diedero il loro appoggio e lo
condussero ad una grande vittoria. Abbiamo già parlato delle
elezioni politiche del 1919, quando il partito socialista con-
quistò 156 seggi. Alle elezioni municipali il partito vinse
in 2800 località su 8000. Ma quanto maggiore era stata la
At Ràkosi, II laicismo italiano 103

vittoria, tante più speranze riponevano nel partito proprio ì


suoi m e m b r i n u o v i , i n e s p e r t i , e n t r a t i nel p a r t i t o e n e i sinda-
cati s o t t o la s p i n t a del b i s o g n o e della d e l u s i o n e . T a l i spe-
ranze i socialisti n o n p o t e v a n o c e r t o a p p a g a r l e n e l l ' a m b i t o
dello Stato borghese. P e r poterle adempire, sarebbe stato
n e c e s s a r i o c h e il p a r t i t o socialista avesse i n d i r i z z a t o q u e s t e
c e n t i n a i a d i migliaia, m i l i o n i d i p e r s o n e alla l o t t a c o n t r o la
b o r g h e s i a p e r la d i t t a t u r a d e l p r o l e t a r i a t o . M a n o n si decise
ad accollarsi q u e s t o c o m p i t o , e p e r c i ò v e n n e m e n o a t u t t e l e
s p e r a n z e . A b b i a m o già v i s t o c o m e si c o m p o r t a r o n o Ì rifor-
misti al t e m p o d e l l ' o c c u p a z i o n e delle f a b b r i c h e , e aveva
r a g i o n e M u s s o l i n i q u a n d o disse, a l l ' e p o c a della d i s c u s s i o n e
sulla r i f o r m a e l e t t o r a l e nel l u g l i o del 1 9 2 3 , in faccia ai
d i r i g e n t i r i f o r m i s t i : « N o n a v e t e s a p u t o utilizzare u n a situa-
zione r i v o l u z i o n a r i a q u a l e n e l l a storta n o n si r i p e t e : s a p p i a t e
d u n q u e t r a i n e l e c o n s e g u e n z e ! ».

D o p o l'occupazione delle f a b b r i c h e l'offensiva d e i capita-


listi si m a n i f e s t ò n o n s o l t a n t o c o n l ' a p p o g g i o d a t o al f a s c i s m o .
E s s i c o m i n c i a r o n o u n s i s t e m a t i c o l i c e n z i a m e n t o degli o p e r a i
con a c c e n t u a t a coscienza d i classe. D i m i n u i r o n o i salari, r e s t r i n -
s e r o l e g i u s t e c o n q u i s t e degli o p e r a i , e q u a n d o l ' i n c o m b e n t e
crisi d e l c a p i t a l i s m o m o n d i a l e si a b b a t t é s u l l ' I t a l i a , m o l t e
f a b b r i c h e v e n n e r o f e r m a t e , e c e n t i n a i a d i migliaia d i lavora-
tori rimasero disoccupati. Il semplice operaio, che per lungo
t e m p o a v e v a v e r s a t o Ì suoi c o n t r i b u t i al p a r t i t o e ai s i n d a c a t i ,
c h e aveva p a r t e c i p a t o d i s c i p l i n a t a m e n t e alle d i m o s t r a z i o n i ,
agli s c o n t r i d i piazza, a l l ' o c c u p a z i o n e d e l l e f a b b r i c h e , c o m i n c i ò
ad e s s e r e u n p o ' e s i t a n t e . V e d e v a c h e t u t t i i suoi sacrifici,
s e m p r e p i ù p e s a n t i a m i s u r a della accresciuta miseria, n o n
m i g l i o r a v a n o affatto la sua c o n d i z i o n e . I l salario d i m i n u i s c e ,
i p r e z z i s a l g o n o , e i d i r i g e n t i r i f o r m i s t i n o n gli p r o m e t t o n o
n e s s u n m i g l i o r a m e n t o . P e r d e la s p e r a n z a , lascia d a p p r i m a il
p a r t i t o , p o i il s i n d a c a t o , e q u a n d o il b i s o g n o lo s t r i n g e in
u n a m o r s a , si v o l g e a c e r c a r e u n a l t r o p a r t i t o , dal q u a l e
aspettarsi qualche miglioramento. L'intellettuale vive questo
p r o c e s s o a n c h e p i ù r a p i d a m e n t e . I n s o m m a , p a r t i t o e sinda-
cati c o m i n c i a r o n o a p e r d e r e i s c r i t t i . P a r a l l e l a m e n t e i socia-
104 Parte I, Sezione I

listi a n d a v a n o p e r d e n d o la l o r o influenza sulle m a s s e n o n


organizzate, e aDe elezioni del 1 5 m a g g i o 1 9 2 1 il p a r t i t o
socialista p e r s e 2 0 seggi. A n c o r a p i ù s i n t o m a t i c o fu c h e i
fascisti e b b e r o 3 5 deputati, mentre nel 1919 non avevano
avuto neppure u n r a p p r e s e n t a n t e in p a r l a m e n t o .
I l s e g r e t o del successo dei fascisti c o n s i s t e v a nel f a t t o c h e
essi a v e v a n o s a p u t o a t t r a r r e a sé gli e l e m e n t i d e l u s i , u s c i t i
d a i p a r t i t i t a n t o b o r g h e s i c h e socialisti. F i n d a l l ' i n i z i o si p r e -
sentarono quali rappresentanti dei gruppi sbandati di t u t t e
le classi, e il n u m e r o d ì q u e s t i u l t i m i , c h e n o n c r e d e v a n o p i ù
n é al socialismo n é a l l ' a r t e d i g o v e r n o d e i v a r i p a r t i t i b o r -
g h e s i , c o n t i n u a v a a c r e s c e r e , e il c a m p o d'influenza dei fascisti
si allargava.

Dopo le elezioni del 1924.

[...} II fascismo i t a l i a n o h a p e r s o il s u o c r e d i t o p o l i t i c o .
T u t t a v i a s a r e b b e a n c o r a p r e s t o p e r p a r l a r e già d i u n a b a n c a -
r o t t a , o d i u n a i m m i n e n t e l i q u i d a z i o n e del f a s c i s m o . II p o t e r e
s t a t a l e , p e r o r a , è n e l l e m a n i dei fascisti; organizzazioni p a r a -
militari sono a loro disposizione; sono uniti nella lotta contro
i c o m u n i s t i e gli o p e r a i r i v o l u z i o n a r i . L a s p e r a n z a c h e il fasci-
s m o si r e g g a a n c o r a u n p o ' p e r forza d ' i n e r z i a , e p o i c a d a p e r
una dissoluzione interna n o n ha quasi nessun fondamento.
Simili s p e r a n z e s o n o n u t r i t e da u n a p a r t e d e l l a piccola b o r -
g h e s i a r a d i c a l e e dagli o p e r a i s o c i a l d e m o c r a t i c i , e d essi cre-
d o n o d ' i n d i v i d u a r e in o g n i n u o v o s c a n d a l o o conflitto c h e
p o s s o n o n a s c e r e a l l ' i n t e r n o del fascismo, la verìfica d i q u e s t a
s p e r a n z a . T u t t a v i a la p a r t e p i ù l u n g i m i r a n t e del p r o l e t a r i a t o
è libera d a simili i l l u s i o n i . E s s a v e d e c h e il f a s c i s m o n o n
crollerà p e r sua i m p o t e n z a p r o p r i a , m a c h e d e v e e s s e r e b a t -
t u t o d a l p r o l e t a r i a t o n e l l a l o t t a r i v o l u z i o n a r i a . E i n forza d i
q u e s t o , il p r o l e t a r i a t o h a v o l t a t o l e spalle ai r i f o r m i s t i , i q u a l i
h a n n o s u b i t o alle e l e z i o n i u n a p a r z i a l e sconfìtta, e h a d a t o il
s u o v o t o ai c o m u n i s t i .

M a p r o p r i o in ciò si m a n i f e s t a , p i ù c h i a r a m e n t e c h e al-
M. Riikasi, II laicismo itati ino 105

i r o v e m a i , la p r e c a r i e t à del fascismo. E s s o v e r m e s u s c i t a t o
p e r la difesa del p e r p e t u o d o m i n i o d e l l a b o r g h e s i a c o n t r o
la r i v o l u z i o n e p r o l e t a r i a e il p a r t i t o c o m u n i s t a c h e n e è l'ispi-
ratore. E dopo un anno e mezzo è costretto a constatare c h e
il p a r t i t o c o m u n i s t a , m a l g r a d o le p e r s e c u z i o n i i n a u d i t e , n o n
solo n o n è s t a t o sconfitto, m a s'è anzi rafforzato, s'è t e m p r a t o ,
e, arricchito dalla esperienza acquisita a caro prezzo, continua
a battersi.
Il bilancio di quest'ultimo anno e mezzo in Italia è chiaro:
calo del f a s c i s m o , crescita d e l c o m u n i s m o . L a classe o p e r a i a
r i v o l u z i o n a r i a ha d i f r o n t e a s é a n c o r a m o l t e l o t t e , a n c h e
p e s a n t i sconfitte: m a il p e r i o d o p e g g i o r e è già p a s s a t o , e l a
c u r v a d i i n c r e m e n t o sta d e c i s a m e n t e s o l l e v a n d o s i .
PALMIRO TOGLIATTI

A PROPOSITO DEL FASCISMO *

I l f a s c i s m o , la sua e s s e n z a , l e s u e o r i g i n i , il s u o s v i l u p p o ,
t o m e oggetto di studio, sembrano interessare sempre di p i ù
i l m o n d o del l a v o r o e i p a r t i t i c h e c o s t i t u i s c o n o l ' I n t e r n a -
z i o n a l e c o m u n i s t a . T u t t a v i a n o n p e n s o c h e a q u e s t o bi-
s o g n o di c o n o s c e r e c o r r i s p o n d a s e m p r e u n a c o n c e z i o n e esat-
t a del f e n o m e n o fascista e s a m i n a t o s o t t o i suoi v a r i a s p e t t i ;
c r e d o c h e q u e s t o d e s i d e r i o d i s a p e r e n o n sia s e m p r e accom-
p a g n a t o d a l l a f e r m a i n t e n z i o n e d i a r r i v a r e al s a p e r e stu-
d i a n d o a t t e n t a m e n t e il fascismo q u a l e si m a n i f e s t a c o n c r e -
t a m e n t e in I t a l i a e negli a l t r i p a e s i . M i p a r e , a n z i , c h e i n v e c e
c i si lasci a n d a r e a s o s t i t u i r e allo s t u d i o a p p r o f o n d i t o d i
q u e s t o f e n o m e n o l ' e s p o s i z i o n e d i generalizzazioni d e l t u t t o
a s t r a t t e e n o n c o r r i s p o n d e n t i d u n q u e c o m p l e t a m e n t e alla
r e a l t à . P u r t u t t a v ì a il d i f e t t o c h e c o n s i s t e nel g e n e r a l i z z a r e
•a o l t r a n z a n o n è ancora la cosa p e g g i o r e , p o i c h é n o n è r a r o
c h e p a r l a n d o del fascismo si c o m m e t t a n o e r r o r i v e r a m e n t e
grossolani di giudizio e d'interpretazione politica e storica.
N o n mi propongo qui di rilevare tutti questi e r r o r i ; voglio
s e m p l i c e m e n t e i n s i s t e r e su q u a l c h e a s p e t t o del p r o b l e m i
•e t i r a r n e a l c u n e c o n c l u s i o n i . M i s e r v i r ò a q u e s t o fine d e i
r i s u l t a t i o t t e n u t i m e d i a n t e l'analisi e l e r i c e r c h e effettuate i n

* E R C O L I [pseud. di P. T O G L I A T T I ] , A propos du fascssme, in


•« L'Internati onale Communiste », 1" agosto 1928; trad. it. in «Società»,
dicembre 1952, pp. 591-613.
P. Togliatti, A propesiti} del fascismo 107

q u e s t o c a m p o dal n o s t r o s t e s s o p a t t i t o . E f f e t t i v a m e n t e al-
cuni di questi risultati possono essere ormai considerali c o m e
acquisiti definitivamente.
V o g l i o e s a m i n a r e p r i m a d i t u t t o l ' e r r o r e d i generaliz-
z a z i o n e c h e si fa a b i t u a l m e n t e s e r v e n d o s i del t e r m i n e fasci-
smo. Si è p r e s a l ' a b i t u d i n e d i d e s i g n a r e così o g n i f o r m a
di reazione. U n compagno è arrestato, u n a manifestazione
o p e t a i a è b r u t a l m e n t e d i s p e r s a dalla polizia, u n t r i b u n a l e
c o n d a n n a f e r o c e m e n t e dei m i l i t a n t i del m o v i m e n i o o p e r a i o ,
u n a frazione p a r l a m e n t a r e c o m u n i s t a v e d e i suoi d i r i t t i lesi
o a b r o g a t i , i n s o m m a in o c c a s i o n e d i o g n i a t t a c c o o viola-
zione delle cosiddette libertà democratiche consacrate dalle
C o s t i t u z i o n i b o r g h e s i , sì s e n t e g r i d a r e : « E c c o il f a s c i s m o !
S i a m o al fascismo! ». Bisogna i n t e n d e r s i : n o n si t r a t t a d i u n a
s e m p l i c e q u e s t i o n e d i t e r m i n o l o g i a . Se si r i t i e n e g i u s t o appli-
c a r e la d e s i g n a z i o n e di f a s c i s m o a o g n i f o r m a d i r e a z i o n e ,
p a s s i . M a n o n capisco c h e v a n t a g g i o v i t r o v e r e m m o , salvo
forse n e l l ' a g i t a z i c n e . L a r e a l t à è u n ' a l t r a . I l fascismo è u n a
forma p a r t i c o l a r e , specifica d e l l a r e a z i o n e ; e ci è n e c e s s a r i o
c o m p r e n d e r e b e n e in cosa c o n s i s t a q u e s t a sua p a r t i c o l a r i t à .
N é b i s o g n a i m m d g i n a r s i c h e q u e s t a analisi sia necessaria u n i -
c a m e n t e p e r a r r i v a r e a u n a d i s t i n z i o n e o b i e t t i v a e scientifica.
È e g u a l m e n t e i n d i s p e n s a b i l e p e r g i u n g e r e a u n fine p o l i t i c o ,
p e r p o t e r definire e s a t t a m e n t e l ' a t t e g g i a m e n t o d a p r e n d e r e
di f r o n t e al fascismo q u a l e è a t t u a l m e n t e e s o p r a t t u t t o l a
c o n d o t t a d a a d o t t a r e i n a v v e n i r e d u r a n t e il p e r i o d o d i p r e p a -
r a z i o n e e d i s v i l u p p o d i u n m o v i m e n t o fascista. Effettiva-
m e n t e , noi p o t r e m m o svolgere nel corso di questo periodo
preparatorio un'azione precisa, destinata a ostacolare questi
p r e p a r a t i v i , a i m p e d i r e q u e s t o s v i l u p p o , m a la n o s t r a a t t i v i t à
p o t r à a v e r e u n successo s o l t a n t o se s a p r e m o v a l u t a r e e s a t t a -
m e n t e q u e l l o c h e si t r a m a n e l c a m p o a v v e r s a r i o . A l c o n t r a r i o ,
se p r e n d e r e m o c o m e p u n t o d i p a r t e n z a il f a m o s o d e t t o s e c o n d o
il q u a l e « d i n o t t e t u t t i i g a t t i s o n o g r i g i » e n e d e d u r r e m o
c h e t u t t i i f e n o m e n i d i r e a z i o n e s o n o fascisti, n o n a r r i v e -
r e m o m a i a occupare solide posizioni politiche e lattiche.
Il p r i m o e s e m p i o di cui voglio s e r v i r m i p e r p r o v a i e la
:08 Parte J, Sezioni' 1

giustezza della m i a affermazione, sarà p r e s o dalla e s p e r i e n z a


stessa d e l n o s t r o p a r t i t o . N e l 1 9 2 1 - 2 2 , m e n t r e q u e s t o n o n
aveva a n c o r a c h e d u e a n n i d i esistenza e l'offensiva fascista
e r a g i u n t a al s u o p u n t o m a s s i m o , senza t u t t a v i a a v e r p o r -
t a t o alla v i t t o r i a c o m p l e t a , cioè alla c o n q u i s t a d e l p o t e r e
da p a r t e del fascismo, n o i v e d e v a m o t r i o n f a r e i n s e n o al
nostro C o m i t a t o centrale u n a dottrina che p e n e t r ò tutta
la p o l i t i c a della n o s t r a o r g a n i z z a z i o n e e c h e p a r t i v a dalla
affermazione c h e il f a s c i s m o e r a p u r a m e n t e e s e m p l i c e m e n t e
la r e a z i o n e capitalistica. È e v i d e n t e c h e q u e s t a affermazione
n o n e r a affatto s b a g l i a t a . E s s a e s p r i m e v a anzi u n a v e r i t à ,
p o i c h é e f f e t t i v a m e n t e n e l c o r s o d i quegli anni l ' a t t i v i t à svi-
l u p p a t a dalle s q u a d r e fasciste a d e t r i m e n t o d e l m o v i m e n t o
o p e r a i o e c o n t a d i n o d ' I t a l i a si esercitava n a t u r a l m e n t e a p r o -
fitto d e l c a p i t a l e i n d u s t r i a l e e finanziario. M a il fascismo n o n
era u n i c a m e n t e r e a z i o n e capitalistica. E s s o c o m p r e n d e v a n e l l o
stesso t e m p o m o l t i a l t r i e l e m e n t i . C o m p r e n d e v a u n m o v i -
m e n t o delle m a s s e p i c c o l o - b o r g h e s i r u r a l i ; e r a a n c h e u n a
lotta politica condotta d a certi r a p p r e s e n t a n t i della piccola e
m e d i a b o r g h e s i a c o n t r o u n a p a r t e delle a n t i c h e classi d i r i -
g e n t i ; e r a u n t e n t a t i v o d i c r e a r e u n a o r g a n i z z a z i o n e unificata,
e s t e n d e n t e s i a t u t t o il p a e s e , r a g g r u p p a n t e u n a frazione d i
piccoli b o r g h e s i delle c i t t à d i r e t t i d a e l e m e n t i declassati ( e x
ufficiali, d i s o c c u p a t i p r o f e s s i o n a l i ) ; e r a infine u n a o r g a n i z z a -
zione militare che p o t e v a p r e t e n d e r e di opporsi con proba-
b i l i t à d i successo alla f o r z a a r m a t a r e g o l a r e dello S t a t o .
C o m p r e n d e n d o il f a s c i s m o t u t t i q u e s t i e l e m e n t i , o l t r e alla
r e a z i o n e capitalistica, il s u o s v i l u p p o d o v e v a n e c e s s a r i a m e n t e
e s s e r e c o m p l e t o . E r a a s s o l u t a m e n t e i n g e n u o c r e d e r e c h e il
c a p i t a l i s m o si s a r e b b e s e r v i t o d i q u e s t o m o v i m e n t o c o m e d i
u n o s t r u m e n t o d e s t i n a t o a r o m p e r e la forza d e l p r o l e t a r i a t o ,
salvo a m e t t e r l o in s e g u i t o d a p a r t e p e r c o n t i n u a r e a
m a n t e n e r s i al p o t e r e t o r n a n d o alle f o r m e a b i t u a l i , s e r v e n d o s i
delle stesse i s t i t u z i o n i , d e g l i s t e s s i u o m i n i politici, degli stessi
m e t o d i d i p r i m a . L a c o m p l e s s i t à del f e n o m e n o fascista fece
si c h e l ' e v o l u z i o n e d e l m o v i m e n t o n o n fosse d e t e r m i n a t a
e s c l u s i v a m e n t e d a l fine v e r s o il q u a l e t e n d e v a n o l a b o r g h e s i a
P. Togliatti, A proposito del fascismo 109

e gli a g r a r i , m a fosse a n c h e influenzata d a a l t r i m o t i v i , di


c a r a t t e r e d i v e r s o , d a altri i m p u l s i , s o r g e n t i dal s e n o stesso
del m o v i m e n t o e c h e in certi m o m e n t i c e r c a r o n o p e r s i n o
d i d o m i n a r l o . I l s e m p l i c i s m o d i cui fece m o s t r a il n o s t r o
p a r t i t o e b b e d u e c o n s e g u e n z e c h e ci c a u s a r o n o g r a n d i d a n n i .
A n z i t u t t o n o i n o n ci e r a v a m o a c c o r t i c h e s a r e b b e s t a t o possi-
bile i m p e d i r e al fascismo d i c o n q u i s t a r e c e r t i a m b i e n t i della
piccola b o r g h e s i a ; p i ù e s a t t a m e n t e , n o i a v r e m m o p o t u t o con-
t r i b u i r e ad a c c e n t u a r e le c o n t r a d d i z i o n i i n e r e n t i a q u e s t o m o -
v i m e n t o in s e n o alle m a s s e piccolo-borghesi. I n o l t r e n o n c'era-
v a m o resi c o n t o c h e la c o n q u i s t a del p o t e r e da p a r t e dei
fascisti n o n p o t e v a effettuarsi se n o n d o p o u n a l o t t a abba-
s t a n z a v i o l e n t a t r a q u e s t i e u n a p a r t e delle vecchie classi
d i r i g e n t i . F i n o alla vigilia d e l l ' a v v e n i m e n t o e m e n t r e q u e s t o
già si s t a v a c o m p i e n d o a v e v a m o n e g a t o la p o s s i b i l i t à d i u n
c o l p o d i s t a t o fascista. E t a n o c o n s e g u e n z e , c o m e si v e d e ,
a b b a s t a n z a i m p o r t a n t i p e r la politica.

P r e n d i a m o u n a l t r o e s e m p i o . N e l 1 9 2 4 ci si c o m i n c i ò a
r e n d e r c o n t o n e t t a m e n t e c h e i c a m b i a m e n t i s o p r a g g i u n t i nel-
la s t r u t t u r a e c o n o m i c a della F r a n c i a capitalistica r e n d e v a n o
n e c e s s a r i e delle modificazioni p o l i t i c h e in s e n s o r e a z i o n a r i o .
L e p o s i z i o n i p o l i t i c h e della g r o s s a b o r g h e s i a i n d u s t r i a l e e
finanziaria d o v e v a n o essere r i n f o r z a t e al fine d i a s s i c u r a r e
a q u e s t a u n a e g e m o n i a i n c o n t r a s t a t a . F u allora c h e c e r t i
m i l i t a n t i in v i s t a d e l P a r t i t o c o m u n i s t a francese l a n c i a r o n o
la p a r o l a d ' o r d i n e : « E c c o il fascismo! S i a m o al fascismo ».
M a la v e n u t a d e l f a s c i s m o h a fino a d o r a t a r d a t o e d e s s o n o n
si m a n i f e s t a i n F r a n c i a c h e in f o r m a m o l t o d e b o l e . T u t -
t a v i a la r e a z i o n e si afferma. Senza a l c u n d u b b i o nel c o r s o
d i q u e s t o p e r i o d o u n a t r a s f o r m a z i o n e p o l i t i c a r e a l e si è
operata; ma non con u n a mobilitazione diretta di strati
p i c c o l o - b o r g h e s i raccolti a t t o r n o ai g r u p p i p i ù reazionari
della b o r g h e s i a . E s s a n o n si è n e a n c h e m a n i f e s t a t a a t t r a -
v e r s o u n a l o t t a c o n t r o gli a n t i c h i g r u p p i d i r i g e n t i del c e n t r o
e d e l l a d e s t r a o c o n t r o il p a t l a m e n t o ; n o n si è e s p r e s s a attra-
v e r s o v i o l e n z e illegali e s e r c i t a t e c o n t r o l e organizzazioni
o p e r a i e , n é a t t r a v e r s o la c o n q u i s t a del p o t e r e col r i c o r s o a
110 Parte I, Sezione I

m e t o d i illegali e x t r a - p a r l a m e n t a r i ( m e t o d i c a r a t t e r i s t i c i d e l
fascismo). L a r e a z i o n e si è a t t u a t a d i v e r s a m e n t e , g r a z i e al-
l'assorbimento dei gruppi piccolo-borghesi di sinistra in u n
g r u p p o p o l i t i c o r e a z i o n a r i o a v e n t e alla t e s t a u o m i n i p r o v e -
n i e n t i dalle a n t i c h e classi d i r i g e n t i . Ciò h a p o r t a t o alla n e -
cessità d i c o m p l i c a t e m a n o v r e , sfociate i n c o m p r o m e s s i p a r -
l a m e n t a t i e s t e n d e n t i s t a n c h e ai socialisti. D ' a l t r o n d e la r e -
p r e s s i o n e a n t i o p e r a i a fu o r g a n i z z a t a dagli o r g a n i n o r m a l i
d e l l o S t a i o b o r g h e s e « d e m o c r a t i c o ». È p o s s i b i l e , si p u ò anzi
c o n s i d e t a r e c e r t o , c h e il r i s u l t a t o finale sarà i d e n t i c o , m a i
m e t o d i i m p i e g a t i e il p r o c e s s o d i s v i l u p p o s o n o p r o f o n d a -
m e n t e differenti. O r a , è i m p o s s i b i l e fare della p o l i t i c a seria
e a n c h e s e m p l i c e m e n t e della « politica » c o n s i d e r a n d o s o l o
i r i s u l t a t i finali, senza t e n e r c o n t o del c o r s o degli a v v e n i -
m e n t i e delle d i v e r s e fasi a t t r a v e r s a t e . N e l c a s o c h e a b b i a m o
a d e s s o e s a m i n a t o , c e r t i e r r o r i politici c o m m e s s i d a l P a r t i t o
c o m u n i s t a francese n e l c o r s o degli u l t i m i a n n i ( t r a l ' a l t r o
il f a t t o c h e q u e s t o p a r t i t o n o n si sia r e s o c o n t o n e l t e m p o
v o l u t o d ' u n a d e m a r c a z i o n e p r e c i s a d a farsi tra l ' a v a n g u a r d i a
d e l l a classe o p e r a i a e l e f o r m a z i o n i p o l i t i c h e d e l l a piccola
b o r g h e s i a ) s o n o s t a t i f o r s e c a u s a t i da u n o sbaglio d i g i u -
dizio sul c o r s o c h e a v r e b b e s e g u i t o la vita politica in F r a n c i a
n e l l a sua e v o l u z i o n e v e r s o la r e a z i o n e .

P a s s i a m o d u n q u e a l l ' e s a m e critico di c e r t i t r a t t i carat-


teristici d e l fascismo « t i p o », del fascismo i t a l i a n o ; v e d r e m o
così fino a q u a l p u n t o si p o s s a generalizzarli e q u a l i c o n c l u -
sioni t r a r r e d a l l ' e s p e r i e n z a i t a l i a n a .
P e r p r i m a cosa si p u ò affermare c h e il fascismo è il si-
s t e m a di r e a z i o n e i n t e g r a l e p i ù c o n s e g u e n t e c h e sia e s i s t i t o
fino ad o r a n e i paesi d o v e il c a p i t a l i s m o h a r a g g i u n t o u n
c e r t o g r a d o di s v i l u p p o . Q u e s t a affermazione n o n si b a s a
sugli a t t i t e r r o r i s t i c i feroci, n é sul g r a n n u m e r o d i o p e r a i
e c o n i a d ì n i assassinati, n é sulla c r u d e l t à dei s i s t e m i d i tor-
tura applicati su v a s t a scala, n é sulla severità d e l l e c o n -
d a n n e ; è m o t i v a t a dalla s o p p r e s s i o n e s i s t e m a t i c a t o t a l e d i
ogni forma di organizzazione autonoma delle masse. F o r s e in
P. Togliatti, A proposito dd fascismo ìli

a l t r i p a e s i , s o p r a t t u t t o i n q u e l l i o v e la r e a z i o n e s ' i n s t a l l ò d o p o
10 scacco d i u n a lotta r i v o l u z i o n a r i a t r a s f o r m a t a s i i n i n s u r -
r e z i o n e , si è v i s t o u n n u m e r o p i ù alto d i v i t t i m e e u n t e r r o r e
più c r u d e l e . M a nessun a l t r o p a e s e h a v i s t o s o p p r i m e r e così
r a d i c a l m e n t e c o m e in I t a l i a la p o s s i b i l i t à p e r l e m a s s e dì
creare organizzazioni a u t o n o m e , s o t t o q u a l u n q u e f o r m a . I n
n e s s u n p a e s e la l o t t a p e r la d i s t r u z i o n e d e l l e l i b e r t à d e m o -
c r a t i c h e f o r m a l i è s t a t a c o n d o t t a i n m a n i e r a così c o n s e g u e n t e
e con t a n t a efficacia.
C o m e s p i e g a r e q u e s t o l a t o così c a r a t t e r i s t i c o del f a s c i s m o
i t a l i a n o ? S a r e b b e a s s u r d o ed e r r o n e o r i c e r c a r n e l e c a u s e
nelle i n t e n z i o n i s p e c i a l m e n t e feroci del fascismo e d e i suoi
m i l i t a n t i p i ù i n v i s t a , o s c o p r i r v i q u e l l a specie d i m a l a t t i a
c o l l e t t i v a c h e i rachitici i d e o l o g i d e l l a d e m o c r a z i a p u r a e
d e l pacifismo c r e t i n o h a n n o v o l u t o d e s i g n a r e col n o m e d i
« p s i c o s i bellica », « m a l a t t i a d e l l a v i o l e n z a », ecc. L a s o p -
p r e s s i o n e t o t a l e delle l i b e r t à d e m o c r a t i c h e , q u a l i la l i b e r t à
di c o a l i z i o n e , di ' s t a m p a , d i r i u n i o n e , il d i r i t t o d i s c i o p e r o ,
11 suffragio u n i v e r s a l e d i r e t t o , ecc., c o m e a n c h e la p r o i b i -
zione d i c r e a r e organizzazioni a u t o n o m e d i m a s s a , c o r r i -
s p o n d e a necessità p a r t i c o l a r i d e l r e g i m e c a p i t a l i s t i c o ita-
liano e d e l l a sua stabilizzazione,
L'Italia è u n paese molto p o v e r o . I l capitalismo, p u r
avendovi raggiunto u n o stadio considerevole di sviluppo ed
e s s e n d o m i n a t o dalle c o n t r a d d i z i o n i i n e r e n t i a l l ' i m p e r i a l i s m o ,
h a u n a s t r u t t u r a d e b o l e , m i s e r a . D u r a n t e t u t t o il p e r i o d o
d i s v i l u p p o dello Stato b o r g h e s e a n t e r i o r e alla g u e r r a m o n -
d i a l e , l e classi d i r i g e n t i f u r o n o s e m p r e c o s t r e t t e a t e n e r conto-
delia p r e s s i o n e crescente e s e r c i t a t a d a l l a e s u b e r a n t e p o p o l a -
zione l a v o r a t r i c e delle città ( p r o l e t a r i e artigiani) e d e l l e
c a m p a g n e ( l a v o r a t o r i agricoli, c o n t a d i n i p o v e r i e m e d i ) , e
q u e s t a p o p o l a z i o n e è i n c o n t i n u o a u m e n t o . S o l t a n t o nel c o r s o
degli a n n i c h e p r e c e d e t t e r o i m m e d i a t a m e n t e la g u e r r a , grazie
a u n a s i t u a z i o n e e c o n o m i c a f a v o r e v o l e , fu p o s s i b i l e alla b o r -
ghesia c o r r o m p e r e una piccola frazione d e l p r o l e t a r i a t o , c h e
p o t è c o n s i d e r a r s i allora p r i v i l e g i a t a i n p a r a g o n e alla g r a n d e
massa d e g l i o p e r a i e s o p r a t t u t t o dei c o n t a d i n i p o v e r i , o p p r e s s i
112 Parte I, Sezione 1

e s f r u t t a t i al m a s s i m o . L a crisi d e l d o p o g u e r r a r e s e p i ù
p r o f o n d e a n c o r a l e c o n t r a d d i z i o n i i n t e r n e d e l c a p i t a l i s m o ita-
l i a n o , che si m a n i f e s t a r o n o c o n v i o l e n t i conflitti. D a allora
le condizioni che avevano permesso un'aristocrazia operaia
c e s s a r o n o d ' e s i s t e r e . I l m a r g i n e r i s e r v a t o a beneficio dei
c a p i t a l i s t i si r e s t r i n s e . L a p r e s s i o n e della m a s s a s u l l ' a p p a r a t o
d e l p o t e r e b o r g h e s e e su q u e l l o della p r o d u z i o n e capitalistica
si g e n e r a l i z z ò , s'intensificò. I l p r o c e s s o d i stabilizzazione d e l
capitalismo doveva quindi portare rapidamente a forme di
pressioni economiche e politiche esasperate (più presto che
n e g l i a l t r i p a e s i e u r o p e i d o v e la b o r g h e s i a p i ù ricca e p i ù
f o r t e p o t e v a p a g a r s i il l u s s o d i m a n o v r a r e p i ù l i b e r a m e n t e ) .
N e l c a m p o e c o n o m i c o , la stabilizzazione n o n p o t e v a a v e r e
a l t r o a s p e t t o se n o n q u e l l o c h e e b b e d o p o l ' a v v e n t o d e l
f a s c i s m o al p o t e r e : p e n e t r a z i o n e del c a p i t a l e finanziario in
t u t t a la v i t a e c o n o m i c a del p a e s e p e r t e n t a r d i r i d u r r e l e
c o n t r a d d i z i o n i i n t e r n e c h e facevano o s t a c o l o a u n a r a p i d a sta-
bilizzazione; d i m i n u z i o n e feroce d e l salari; s f r u t t a m e n t o o d i o -
so dei c o n s u m a t o r i ; t a s s a z i o n e i n a u d i t a d e i p r o d u t t o r i piccolo-
borghesi. Q u e s t o programma economico non avrebbe potuto
e s s e r e r e a l i z z a t o se la p o p o l a z i o n e l a v o r a t r i c e e s o p r a t t u t t o
il p r o l e t a r i a t o n o n f o s s e r o s t a t i p r i v a t i p r e c e d e n t e m e n t e d i
o g n i possibilità di mettersi in m o v i m e n t o ed è per q u e s t a
r a g i o n e c h e al fascismo s e g u i r a p i d a m e n t e u n a t r a s f o r m a -
zione essenzialmente reazionaria di t u t t a la vita politica del
paese.

I l c a r a t t e r e r e a z i o n a r i o d e l fascismo in c i ò c h e h a d i
conseguente è d u n q u e prima di tutto l'espressione di u n a
n e c e s s i t à e c o n o m i c a e di u n p r o c e s s o l e cui c a u s e d e v o n o
« s s e t e ricercate n e l c a m p o dei r a p p o r t i d i p r o d u z i o n e . L a
t e n d e n z a del c a p i t a l i s m o i t a l i a n o n o n s o l t a n t o a d i v e n t a r e
reazionario (questa è nell'epoca dell'imperialismo u n a ten-
d e n z a c h e si c o n s t a t a i n t u t t i i p a e s i ) , m a a servirsi d e l fasci-
s m o d a p p r i m a e a identificarsi con q u e s t o i n s e g u i t o , d e r i v a
d i r e t t a m e n t e dalla s t r u t t u r a speciale d i q u e s t o c a p i t a l i s m o e
d a l l ' a s p e t t o p a r t i c o l a r e d e l l a crisi c h e e s s o a t t r a v e r s a . È im-
p o s s i b i l e p r e v e d e r e s e il fascismo, n e l l a f o r m a tipica c o n la
P. Togliatti, A proposito del fascismo 113

q u a l e si è p r e s e n t a t o i n I t a l i a , p o s s a i n s t a u r a r s i i n u n a l t r o
p a e s e , se n o n ci si p r e n d e l a c u r a p r e l i m i n a r e d i analizzare
a t t e n t a m e n t e il r e g i m e capitalistico d i q u e s t ' u l t i m o , così c o m e
i r a p p o r t i d i p r o d u z i o n e e d i classe che v i d o m i n a n o .
Q u e s t a constatazione di carattere generale appare con
una chiarezza t u t t a p a r t i c o l a r e s e la si c o n f r o n t a c o n d u e
a s p e t t i speciali del r e g i m e fascista, la s o p p r e s s i o n e d e l r e g i m e
p a r l a m e n t a r e e la politica fascista v e r s o la socialdemocrazia.
V e d r e m o in s e g u i t o q u a l è il v a l o r e c h e l ' i d e o l o g i a fasci-
sta a t t r i b u i v a a l l ' a b o l i z i o n e del p a r l a m e n t a r i s m o . P e r il m o -
m e n t o , bisogna rilevare che questa soppressione è d'impor-
tanza e s s e n z i a l e s e la si e s a m i n a t e n e n d o c o n t o dei r a p p o r t i
d i classe. I l r e g i m e p a r l a m e n t a r e è u n a f o r m a d i organizza-
z i o n e d e l l a v i t a politica c h e b e n e si a d a t t a alle necessità
p o l i t i c h e e alla ideologia d e l l a piccola b o r g h e s i a . P o l i t i c a -
m e n t e p a r l a n d o il l e g a m e t r a p i c c o l i e m e d i b o r g h e s i d a u n a
p a r t e , e grossa b o r g h e s i a d a l l ' a l t r a , si effettua p r i n c i p a l m e n t e
sul p i a n o della v i t a p a r l a m e n t a r e : v i e n e realizzato s u q u e s t o
terreno sotto forma di un compromesso politico concluso tra
i g r u p p i d i r i g e n t i dei d i v e r s i p a r t i t i . E s a m i n a n d o a f o n d o
q u e s t o c o m p r o m e s s o si v e d e c h e e s s o è d o v u t o sia a conces-
sioni e c o n o m i c h e , sia a i n t e r e s s i e c o n o m i c i r e a l m e n t e concor-
d a n t i . P i ù ci si avvicina al l i m i t e d i q u e s t e c o n c e s s i o n i , p i ù
la g r o s s a b o r g h e s i a è p o r t a t a a l e d e r e gli i n t e r e s s i d e l l e classi
m e d i e , e p i ù l e è difficile g o v e r n a r e d e s t r e g g i a n d o s i t r a c o m -
p r o m e s s i p a r l a m e n t a r i . M a q u a n t o p i ù la crisi del r e g i m e
c a p i t a l i s t i c o g u a d a g n a in p r o f o n d i t à , t a n t o p i ù l ' e s i s t e n z a d i
d i v e r s i p a r t i t i c h e t u t t i , i n fin dei c o n t i , r i v e n d i c a n o l'essenza
b o r g h e s e , la l o t t a d i q u e s t i p a r t i t i t r a l o r o , i p a t t i c h e essi
c o n c l u d o n o , t u t t o ciò d i v e n t a u n lusso i n u t i l e , c h e la b o r g h e -
sia n o n p u ò p i ù p e r m e t t e r s i . L a sola via d i salvezza c h e l e
r i m a n e è d i realizzare u n a u n i t à politica d i r e t t a d i t u t t e l e
frazioni c h e la c o m p o n g o n o m e t t e n d o s i d ' a c c o r d o p e r f a r
t r i o n f a r e la r e a z i o n e . I l fascismo i t a l i a n o m e t t e n d o s i su q u e s t a
via è r a p i d a m e n t e a r r i v a t o alle c o n s e g u e n z e e s t r e m e . È così
c h e h a s c o p e r t o la sua i n c o m p a t i b i l i t à col p a r l a m e n t a r i s m o .
SI r i t r o v a n o d a l l ' a l t r o c a n t o i n altri p a e s i a s p e t t i d i v e r s i

8. De Felice
114 Parte 1, Sezione !

dello stesso fenomeno. Nei Balcani per esempio, la crisi del


parlamentarismo mi sembra strettamente legata alla acutezza
con la quale si pone il problema dei rapporti tra la borghesia
agraria e i proprietari fondiari da una parte e la massa conta-
dina dall'altra. Del resto è sintomatico constatare che anche
in Francia tutti i gruppi politici rappresentati nel parlamento
si sforzano attualmente di entrare in legame con i piccoli
borghesi delle città e con i contadini. SÌ presenta in fondo
sempre lo stesso problema, ma esso prende forme più o meno
acute a seconda che la grossa borghesia sìa più o meno
padrona della situazione economica.
La questione dei rapporti esistenti tra il fascismo e la
socialdemociazia appartiene allo stesso campo. Su questo
punto il fascismo è nettamente diverso da tutti Ì regimi rea-
zionari che si sono affermati fino ad ora nel mondo capitali-
stico moderno. Respinge ogni compromesso con la socialde-
mocrazia; l'ha perseguitata aspramente; le ha tolto ogni possi-
bilità di vivere legalmente; l'ha forzata a emigrare. Ciò non
si è verificato né in Ungheria, né in Polonia, né in Spagna,
né nei Balcani. Al contrario, in tutti questi paesi la socialde-
mocrazia collabora più o meno apertamente con le forze rea-
zionarie. Se questo fatto ha, come vedremo, certi rapporti con
le basi sociali del fascismo, esso si spiega con la situazione
del capitalismo italiano, che non gli permette di mantenere
un'aristocrazia operaia, né di fare concessioni economiche agli
strati piccolo-borghesi delle città che costituiscono, parzial-
mente, la base sociale della socialdemocrazia dei nostri giorni.
Per concludere su questo primo punto, credo di poter
giungere alle seguenti constatazioni: da una parte, uno dei
caratteri essenziali del fascismo è dì essere un regime reazio-
nario spinto fino alle estreme conseguenze; d'altra parte non
bisogna dimenticare che questo carattere deriva dai diversi
rapporti economici e di classe che esistono in Italia. È questa
situazione particolare che ha determinato il senso nel quale
il fascismo italiano si sarebbe sviluppato. Se vogliamo dun-
que prevedere giudiziosa me me i metodi, i limiti e le forme
delle trasformazioni reazionarie che subisce la società capitali-
P. Tnglialti, A proposito del fascismo 115

stica m o d e r n a , non perdiamo di vista la r e a l t à economica


innanzi t u t t o .

Il s e c o n d o c a r a t t e r e i m p o r t a n t e del fascismo è, o l t r e alla


sua essenza reazionaria, c h e e s s o è s t r e t t a m e n t e l e g a t o nelle
sue o r ì g i n i e nella sua e v o l u z i o n e a u n a certa configurazione dei
r a p p o r t i e s i s t e n t i tra l e classi, e nel!'affermarlo n o n c o n s i d e r i a m o
s o l t a n t o l e g r a n d i classi a n t a g o n i s t i c h e della società m o d e r -
na, borghesia e proletariato, bensì anche i rapporti che queste
d u e classi p r i n c i p a l i m a n t e n g o n o c o n l e classi i n t e r m e d i e , c h e
si i n t e r p o n g o n o e si s p o s t a n o t r a di l o r o . M a su q u e s t o p u n t o
sarebbe particolarmente sbagliato accontentarsi di formule
g e n e r a l i ; è n e c e s s a r i o , al c o n t r a r i o , e s a m i n a r e con g r a n d e p r u -
denza i r a p p o r t i di classe, t e n e n d o c o n t o del l o r o s v i l u p p o .
1
A l l ' o r i g i n e , la b a s e sociale d e l f a s c i s m o e r a in c e r t i s t r a t i
della piccola b o r g h e s i a r u r a l e c i t t a d i n a . I n t e r m i n i p i ù p r e c i s i
era c o s t i t u i t a nelle c a m p a g n e a! m a s s i m o da c o n t a d i n i m e d i ,
da f a t t o r i e da m e z z a d r i e s a s p e r a t i d a l l a p o l i t i c a a s s u r d a d e l l e
organizzazioni socialiste. I socialisti p r e d i c a v a n o n e l l e cam-
p a g n e il p r o g r a m m a m a s s i m o , rivendicando la socializzazione

1
11 termine base sociale non è sempre usato correttamente in
questo articolo. La base sociale di un movimento politico non può es-
sere definita tenendo conto solamente della categoria sociale dove si
reclutano i suoi aderenti, bensì tenendo conto prima di tutto dei suoi
obiettivi, della sua azione, di chi lo domina e lo dirige. Le prime squadre
di anione, nelle campagne e in città, furono formate in prevalenza da
elementi della piccoli borghesia e da spostati. In qualche caso ne
facevano parte persino dei proletari, operai o braccianti disoccupati e
simili. Questo fatto però non può servire per dare al movimento fa-
scista la qualifica di movimento della piccola borghesia. Le squadre
stesse che così erano composte agivano infatti agli ordini di agrari e
industriali, per schiacciare il movimento operaio. Base sociale dove-
vano quindi essere detti ed erano, in questo caso, precisamente gli in-
dustriali e gli agrari più reazionari ed è errato e crea confusione l'uso
di questo termine per riferirsi alla piccola e media borghesìa da cui
provenivano gli squadristi. Si può tmt'al più parlare di una « base di
massa » del movimento fascista in alcuni strati piccolo-borghesi, o anche
solo di una « base di reclutamento », se si tratta delle formazioni ar-
mate. Questa confusione di termini si trova in alcuni scrìtti di dirigenti
del nostro partito, nei periodo delle origini del fascismo e della erni-
gtaìiane. Essa recò danno, perché non permise sempre di vedere e far
comprendere chiaramente le cose e quello che si voleva dire.
116 Parìe I, Sezione I

della terra. Nella loro attività pratica non tenevano c o n t o


d e l l ' e s i s t e n z a e degli i n t e r e s s i degli s t r a t i i n t e r m e d i d e l l a
piccola b o r g h e s i a r u r a l e ; n o n c e r c a v a n o d i c r e a r e u n a alleanza
p o l i t i c a t r a il p r o l e t a r i a t o e q u e s t i s t r a t i ; n o n a v e v a n o n e a n c h e
t e n t a t o d i n e u t r a l i z z a r e q u e s t i u l t i m i . A n c h e n e l l e c i t t à il
fascismo si a p p o g g i ò d a p p r i m a sui piccoli b o r g h e s i : e r a n o i n
p a r t e l a v o r a t o r i ( a r t i g i a n i ) , specialisti e c o m m e r c i a n t i , i n
p a r t e a n c h e e l e m e n t i s p o s t a t i p e r colpa della g u e r r a ( e x uffi-
ciali, m u t i l a t i , « a r d i t i », v o l o n t a r i ) . Se sì c o n s i d e r a d a q u a l
l a t o sì p o r t a s s e r o l e aspirazioni di q u e s t i a m b i e n t i sociali
si v e d r à c h e a l c u n i e r a n o t r a s c i n a t i d a i l o r o i n t e r e s s i alla l o t t a
a n t i o p e r a i a ; e s i s t e v a i n v e c e in a l t r i u n a b a s e o b i e t t i v a e a n c h e
l'inizio d i u n a t e n d e n z a a n t i c a p i t a l i s t i c a . È già s t a t o c o n s t a t a t o
a l t r o v e c h e s t o r i c a m e n t e i g r u p p i sociali i n t e r m e d i p o s s o n o
t a l o r a allearsi alla b o r g h e s i a , t a l o r a , e i n p r e s e n z a d i circo-
s t a n z e b e n p r e c i s e , coalizzarsi con il p r o l e t a r i a t o . È c e r t o c h e
negli s t r a t i c h e c o s t i t u i r o n o la b a s e d e l f a s c i s m o , alla s u a
o r i g i n e , esisteva u n a t e n d e n z a a n t i p r o l e t a r i a ; n o n v i e r a in-
v e c e i r a l o r o l ' i n t e n z i o n e d i l o t t a r e p e r i n s t a u r a r e la d i t t a -
t u r a d e l g r a n d e c a p i t a l e i n d u s t r i a l e e finanziario. Q u a l e fu il
fattore che prevalse tuttavia, d e t e r m i n a n d o l'orientamento
g e n e r a l e e l ' e v o l u z i o n e del m o v i m e n t o ? C o m e si sa, fti la
t e n d e n z a a n t i p r o l e t a r i a c h e e b b e n e t t a m e n t e il s o p r a v v e n t o .
L a g r o s s a b o r g h e s i a e gli a g r a r i r i u s c i r o n o a t r a s c i n a r e il
fascismo nel s u o i n s i e m e alla c o n q u i s t a d i u n o b i e t t i v o deci-
s a m e n t e r e a z i o n a r i o . C i f u r o n o p e r ò delle r e s i s t e n z e , d e l l e
esitazioni e a n c h e d e i c o m p r o m e s s i . S o l t a n t o d o p o essere p a s -
sati p e r r u t t a u n a serie d i g r a d u a z i o n i i grossi b o r g h e s i e gli
agrari p o t e r o n o i n f l u e n z a l e il m o v i m e n t o i n m a n i e r a decisiva;
a n c h e q u a n d o g i u n s e r o ad a t r u a r e i l o r o fini, essi n o n
p o t e r o n o i m p e d i r e al fascismo d i a c q u i s t a r e e c o n s e r v a r e il
c a r a t t e r e d i u n m o v i m e n t o p o l i t i c o a u t o n o m o e d è in q u e s t a
v e s t e c h e esso p a r t i alla c o n q u i s t a d e l p o t e r e , s p o d e s t a n d o u n a
p a r t e degli a n t i c h i g o v e r n a n t i .

B a s a n d o s i su t u t t o il p e r i o d o c h e p r e c e d e l ' a v v e n t o d e l
fascismo al p o t e r e e in g e n e r e su t u t t a la s t o r i a della s u a
e v o l u z i o n e , si p u ò d i r e c h e « la forza c h e d e t e r m i n a v a c o s t a n -
V. Toglisi!:, A proposito del laicismo 117

t e m e n t e il s e n s o del p r o c e s s o d i s v i l u p p o del fascismo e c h e


finì p e r p r e v a l e r e in q u e s t o ufficio d i r i g e n t e fu e v i d e n t e m e n t e
la g r o s s a b o r g h e s i a ; m e n t r e invece l e f o r m e del p r o c e s s o
f u r o n o d e t e r m i n a t e — a s t r a z i o n e fatta d a l l ' a m b i e n t e s t o r i c o —
dalla c o m p o s i z i o n e sociale p ì c c o l o - b o r g h e s e del m o v i m e n t o
fascista ».
Q u e s t a c o n c l u s i o n e d e v e incitarci a u n a g r a n d e p r u d e n z a
p e r o g n i generalizzazione d e l l ' e s p e r i e n z a i t a l i a n a , s o p r a t t u t t o
q u a n d o si t r a t t i di e s t e n d e r e l e c o n s e g u e n z e p o l i t i c h e c h e
possono esserne dedotte. E s i s t o n o poche probabilità di veder
sorgere u n m o v i m e n t o a n a l o g o al fascismo i t a l i a n o i n u n
a m b i e n t e s t o r i c o e sociale c o m p l e t a m e n t e differente, e p i ù
s p e c i a l m e n t e in u n p a e s e d o v e il c a p i t a l i s m o sia m o l t o f o r t e .
C e r t i c a r a t t e r i del f e n o m e n o i t a l i a n o p o t r a n n o r i a p p a r i r e ; il
s e n s o r e a z i o n a r i o g e n e r a l e della t r a s f o r m a z i o n e p o l i t i c a d e l l a
società b o r g h e s e r i m a r r à , sarà p e r ò difficile r i t r o v a r e I t r a t t i
essenziali c a r a t t e r i s t i c i del f a s c i s m o . Sarà difficile s o p r a t t u t t o
incontrare di n u o v o una situazione come quella dell'Italia,
d o v e si è v i s t a la r e a z i o n e p r e n d e r e l ' a s p e t t o d i u n m o v i -
m e n t o d i m a s s a grazie a u n c a m b i a m e n t o i m m e d i a t o e t o t a l e
n e l l ' a t t e g g i a m e n t o delle classi m e d i e . U n m o v i m e n t o d i t i p o
« fascista », c o m e si è a v u t o i n I t a l i a , d o v r e b b e a l t r o v e p e -
n a r e f o r t e m e n t e p e r c o n q u i s t a r e il p o t e r e . P r i m a d i a n n u n -
ciare c h e u n p a e s e s ' i n c a m m i n a v e r s o il fascismo è d u n q u e
s e m p r e n e c e s s a r i o e s a m i n a r e se l e c o n d i z i o n i n e l l e q u a l i q u e -
s t o p a e s e v i v e p e r m e t t o n o il r i p e t e r s i d e i d u e f a t t i f o n d a m e n -
tali c h e a b b i a m o o r a ora e s p o s t i . N o n v i è b i s o g n o d i f a r e
r i c e r c h e m o l t o p r o f o n d e p e r c o n c l u d e r e c h e in linea g e n e r a l e
q u e s t e c o n d i z i o n i n o n e s i s t o n o c h e negli S t a t i d i s t r u t t u r a
economica debole, privi di equilibrio politico, e dove abbon-
d i n o gli s t r a t i m e d i e p i c c o l o - b o r g h e s i . È i n f a t t i i n paesi d i
q u e s t o g e n e r e c h e si s o n o p r o d o t t i n e l c o r s o degli u l t i m i
anni a v v e n i m e n t i d i c a r a t t e r e v e r a m e n t e fascista o m o l t o s o m i -
glianti al fascismo {Balcani, L i t u a n i a , P o l o n i a ) .

Se o r a e s a m i n i a m o il p e r i o d o che s e g u e la c o n q u i s t a
del p o t e r e , v e d i a m o c h e la c o n t r a d d i z i o n e c o n s t a t a t a t r a la
b a s e sociale del fascismo e i suoi fini politici n o n s p a r i s c e ,
118 Parta I, Sezione 1

m a al c o n t r a r i o si a c c e n t u a . L e c o n s e g u e n z e i n e l u t t a b i l i
d e l l a stabilizzazione capitalistica si i m p o n g o n o . I l fascismo
si v e d e o b b l i g a t o a fare b r u t a l m e n t e , s e n z a r i s e r v e , la p o -
litica d e l c a p i t a l e finanziario, della g r a n d e i n d u s t r i a e dei
banchieri a d e t r i m e n t o della maggioranza della popolazione
l a v o r a t r i c e . C i ò crea u n o s q u i l i b r i o p e r m a n e n t e nella b a s e
sociale del fascismo s t e s s o ; d a c i ò d e r i v a la n e c e s s i t à d i u n a
p r e s s i o n e r e a z i o n a r i a c h e va intensificandosi i n c e r t e d i r e -
zioni. Alcune formazioni politiche p o t r e b b e r o profittare di
u n a b b a n d o n o d e l fascismo d a p a r t e d i g r u p p i piccolo-bor-
ghesi s c o n t e n t i . Q u e s t i g r u p p i p r o v e n g o n o d i s o l i t o d a q u e l l a
piccola b o r g h e s i a produttrice (artigiani, contadini coltivatori,
mezzadri, fattori, piccoli commercianti) che risente in m o d o
p a r t i c o l a r e l e c o n s e g u e n z e d e l l a d i t t a t u r a d e l c a p i t a l e finan-
ziario. Q u e s t e formazioni politiche diventano quindi le nemi-
che dirette del fascismo, poiché minacciano di colpirlo pro-
p r i o alla b a s e , e, in c e r t i m o m e n t i , la r e a z i o n e si accanisce
q u i n d i p a r t i c o l a r m e n t e c o n t r o d i esse. L a m a s s o n e r i a , p e r
e s e m p i o , cosi c o m e il p a r t i t o r i f o r m i s t a , f u r o n o sciolti « le-
g a l m e n t e », d a l f a s c i s m o , p r i m a d e l p a r t i t o c o m u n i s t a . C i ò
n o n v u o l d i r e c h e i b o r g h e s i e Ì piccoli borghesi* antifascisti
siano s t a t i p e r s e g u i t a t i p i ù a s p r a m e n t e degli o p e r a i rivoluzio-
n a r i . È p r o p r i o il c o n t r a r i o c h e si è verificato. C i ò m o s t r a p e r ò
c h e il fascismo a v e v a b i s o g n o d i s v o l g e r e c o n t r o q u e s t e o r g a -
nizzazioni della p i c c o l a b o r g h e s i a u n ' a z i o n e speciale p e r i m -
pressionarle e impedir loro di colpirlo nel suo p u n t o vul-
nerabile.

U n o d e i f a t t i p i ù i n t e r e s s a n t i d a c o n s t a t a r s i è i n o l t r e c h e il
fascismo fu o b b l i g a t o , d o p o l a c o n q u i s t a d e l p o t e r e , a d i v e n -
t a r e r e a z i o n a r i o n e l l ' i n t e r n o stesso della s u a o r g a n i z z a z i o n e ;
fu c o s t r e t t o a far s u b i r e alla s u a s t r u t t u r a e alla sua c o m p o -
sizione sociale u n a t r a s f o r m a z i o n e a b b a s t a n z a r a p i d a , g e n e r a l e
e p r o f o n d a . L e f o r m e p r i n c i p a l i d i q u e s t o f e n o m e n o d i cui
a b b i a m o p o t u t o r e n d e r c i c o n t o fino a d o r a s o n o l e s e g u e n t i :
1) gli e l e m e n t i d e l l a piccola b o r g h e s i a p r o d u t t r i c e si
s t a c c a n o a p o c o a p o c o d a l fascismo. D ' o r a i n a v a n t i t r a
i m e m b r i d i q u e s t o p a r t i t o p r e d o m i n a la b o r g h e s i a p i c c o l a e
P fogliai fi, A propolito del fascismo 119

m e d i a n o n p r o d u t t r i c e ( f u n z i o n a r i dello S t a t o , fascisti d i
p r o f e s s i o n e , ecc.). Q u e s t o f a t t o è s o p r a t t u t t o i m p o r t a n t e i n
q u a n t o prelude a u n c a m b i a m e n t o nei rapporti di forze nelle
campagne;
2) Ì q u a d r i del fascismo si t r a s f o r m a n o quasi t o t a l m e n t e .
I n l u o g o d e l l e veccliie camicie n e r e , d e i « fascisti d e l l a p r i m a
o r a », s o n o i r a p p r e s e n t a n t i i m m e d i a t i della grossa b o r g h e s i a
( i n d u s t r i a l i , b a n c h i e r i , a g r a r i , e l o r o u o m i n i d i fiducia) c h e
v a n n o ai p o s t i d i d i r e z i o n e d e l p a r t i t o ;
3 ) il p a r t i t o fascista a s s o r b e , a p o c o a p o c o , u n a p a r t e
degli s t a t i m a g g i o r i d i t u t t i gli a n t i c h i p a r t i t i d e l l a b o r g h e s i a
c della piccola b o r g h e s i a ;
4 ) n e l l o stesso t e m p o , la d e m o c r a z i a i n s é n o al p a r t i t o
fascista si t r o v a c o m p l e t a m e n t e s o p p r e s s a e r i m p i a z z a t a d a u n
sistema di governo dall'alto.
I n s e g u i t o a q u e s t o p r o c e s s o , il fascismo s'afferma defini-
t i v a m e n t e n o n più s o l t a n t o c o m e s t r u m e n t o d i r e a z i o n e e re-
pressione, m a anche come centro di unità politica di t u t t e le
classi d i r i g e n t i : capitale finanziario, g r a n d e i n d u s t r i a , agrari.
Esso si identifica col capitalismo italiano nel periodo attuale
della sua evoluzione. I l p a r t i t o fascista t e n d e così a p e r d e r e
il c a r a t t e r e d ì m o v i m e n t o a u t o n o m o d i certi s t r a t i sociali in-
t e r m e d i c h e aveva alla sua o r i g i n e , si salda ì n t i m a m e n t e , c o n
la sua stessa o r g a n i z z a z i o n e , alla s t r u t t u r a e c o n o m i c a e p o l ì t i c a
delle classi d i r i g e n t i . -
Naturalmente questo processo non è ancora terminato. Vi
s o n o e l e m e n t i sconosciuti, o s t a c o l i d a s u p e r a r e . T u t t o il com-
plesso p r o b l e m a dei r a p p o r t i t r a l o S t a t o e il p a r t i t o n o n è
a n c o r a d e f i n i t i v a m e n t e r i s o l t o e d è su q u e s t o t e r r e n o c h e l e
d i v e r s e t e n d e n z e del m o v i m e n t o fascista sì affrontano, è i n
q u e s t o c a m p o che il m o v i m e n t o fascista al c o m p l e t o si u r t a
con la r e s i s t e n z a d e l vecchio a p p a r a t o p o l i t i c o e c o n q u e l l a
delle v e c c h i e classi d i r i g e n t i . U n a p r o v a d e l l e difficoltà c h e
r e s t a n o a n c o r a è la v o c e c h e circola a t t u a l m e n t e i n I t a l i a , se-
c o n d o l a q u a l e M u s s o l i n i v o r r e b b e , p e r così d i r e , sciogliere il
p a r t i t o fascista, p u r c o n s e r v a n d o e i n c o r p o r a n d o n e l l o S t a t o
le s u e organizzazioni p a r a l l e l e e a g g l o m e r a n d o cosi i n u n t u t t o
120 "Parie I, Sezione I

u n i c o la b a s e d i massa d e l m o v i m e n t o q u a l e è a t t u a l m e n t e .
I n s o m m a , possono ancora prodursi nuovi urti, che p o r t e r a n n o
a n u o v e s o r p r e s e ; t u t t a v i a la t e n d e n z a g e n e r a l e r e s t a q u a l e
l'ho descritta.
P e r il m o m e n t o q u e s t a t e n d e n z a è c e r t a m e n t e c o m u n e al
c a p i t a l i s m o d i t u t t i i p a e s i a v a n z a t i . O v u n q u e il c a p i t a l i s m o
t e n d e a c r e a r e u n a s o l i d a organizzazione politica u n i t a r i a del
s u o p o t e r e ; cerca d i d a r e a q u e s t o p o t e r e u n a b a s e r e a l e sot-
t o m e t t e n d o u n a p a r t e delle m a s s e p o p o l a r i al c o n t r o l l o d i r e t t o
d i organizzazioni l e g a t e al r e g i m e capitalìstico. F a c c i a m o t u t -
tavia a t t e n z i o n e a n o n a r r i v a r e a n c h e q u i a u n a generalizza-
z i o n e e r r o n e a e b a n a l e . U n r e g i m e è classificato e c a r a t t e r i z -
z a t o dalla m a n i e r a nella q u a l e la t e n d e n z a g e n e r a l e s o p r a
e s p o s t a si realizza. A n c h e p e r u n g o v e r n o d i coalizione t r a i
p a r t i t i b o r g h e s i e la s o c i a l d e m o c r a z i a , c o m e p e r u n r e g i m e
d i c o m p r o m e s s o t r a i p a r t i t i della g t o s s a e della p i c c o l a b o r -
ghesia e l e o r g a n i z z a z i o n i sindacali r i f o r m i s t e , il fine d a r a g -
g i u n g e r e c o n s i s t e n e l d a r e u n a m a g g i o r s o l i d i t à al s i s t e m a ca-
pitalistico i n c a t e n a n d o le m a s s e allo S t a t o b o r g h e s e . I l p a r a -
g o n e con il fascismo n o n p u ò p e r ò farsi se n o n t e n e n d o c o n t o
della d i v e r s i t à d e l l e m a s s e c h e si c o n s i d e r a n o e d e l l a differenza
f o n d a m e n t a l e c h e esiste nei m e t o d i c o n i q u a l i q u e s t e m a s s e
sono reclutate, organizzate, inquadrate. N a t u r a l m e n t e , i pro-
b l e m i politici c h e si p r e s e n t a n o alle classi d i r i g e n t i c h e o p e r a n o
p e r la stabilizzazione d e l c a p i t a l i s m o e q u e l l i c h e si p r e s e n -
t a n o a n o i c h e l o t t i a m o p e r la r i v o l u z i o n e p r o l e t a r i a , s o n o as-
s o l u t a m e n t e differenti.

V o r r e i o r a e s a m i n a r e b r e v e m e n t e c h e cosa r a p p r e s e n t a
l'ideologia c o s t r u i t a dal m o v i m e n t o fascista e q u a l e è il v a l o r e
che bisogna attribuirle.
N o n si p u ò n e g a r e c h e esiste u n a i d e o l o g i a d e l f a s c i s m o .
D a u n lato c o m p r e n d e t e m i p r o v e n i e n t i d a l n a z i o n a l i s m o vol-
g a r e : il p a t r i o t t i s m o « al c e n t o p e r c e n t o », la necessità di
affermare nel m o n d o i c o s i d d e t t i valori della razza e della n a -
z i o n e , l ' e s p a n s i o n e i n d i s p e n s a b i l e , ecc. Q u e s r o l a t o d e l l a i d e o -
logia fascista è i n t e r e s s a n t e nel s e n s o c h e favorisce la m o b i l i -
P. Togliatti, A proposito del fascismo 121

fazione della piccola e m e d i a b o r g h e s i a n e l l e s u e i d e e , nei s u o l


s e n t i m e n t i . È d u n q u e u n f a t t o r e d i coesione i n s e n o al m o v i -
m e n t o fascista in g e n e r a l e e c o n t r i b u i s c e a d accrescere il
p r e s t i g i o del fascismo nel c a m p o b o r g h e s e s t e s s o . D ' a l t r o l a t o
l ' i d e o l o g i a nazionalistica c o r r i s p o n d e alle n e c e s s i t à d i e s p a n -
sione e c o n o m i c a del c a p i t a l i s m o italiano. S a r e b b e i n t e r e s s a n t e
r i l e v a r e t u t t i i t e n t a t i v i c h e s o n o stati f a t t i p e r p o p o l a r i z z a r e
l e d o t t r i n e del n a z i o n a l i s m o e d e l l ' i m p e r i a l i s m o , c e r c a n d o d i
d i m o s t r a r e c h e t u t t e l e classi s o n o i n t e r e s s a t e a l l ' e s p a n s i o n e
della n a z i o n e . Si è a v u t o s o p r a t t u t t o u n t e n t a t i v o assai c u r i o s o
di m e t t e r e d ' a c c o r d o l e idee d e l l ' i m p e r i a l i s m o con u n s e d i c e n t e
« m a r x i s m o ». L a l o t t a d e l l ' I t a l i a , p a e s e p o v e r o c h e c o m b a t t e
p e r la s u a e s p a n s i o n e , s a r e b b e u n a specie d i l o t t a d i classe!
L'esame di questi temi m i trascinerebbe tuttavia t r o p p o
lontano dal mio argomento. D'altronde la parte più interes-
s a n t e d e l l ' i d e o l o g i a fascista è q u e l l a c h e t r a t t a dei r a p p o r t i
t r a il c i t t a d i n o e l o S t a t o , dei r a p p o r t i t r a l e classi e i n f i n e
dei r a p p o r t i t r a l e classi e Io S t a t o .

I n sostanza si p r e s e n t a n o in questo campo le tesi se-


guenti:
1) l o S t a t o d e v e essere il f a t t o r e d e t e r m i n a n t e d i t u t t a
la v i t a s o d a l e , n e i suoi a s p e t t i p i ù d i v e r s i ;
2] il c i t t a d i n o n o n h a « d i r i t t i » (i c o s i d d e t t i d i r i t t i « n a -
t u r a l i » del X V I I I secolo) da r i v e n d i c a r e d i f r o n t e allo S t a t o ,
perché l'origine di ogni diritto è nello Stato stesso e n o n
nella coscienza d e l l ' i n d i v i d u o ;
3) lo S t a t o è u n o r g a n o c h e s t a al d i s o p r a delle classi, l e
quali finché e s i s t e r a n n o s a r a n n o t u t t e c o n s i d e r a t e e t r a t t a t e
sullo s t e s s o p i a n o ;
4 ) la l o t t a d i classe si r i a s s o r b i r à , s o t t o la d i r e z i o n e d e l l o
S t a t o , in una o r g a n i z z a z i o n e i n s e n o alla q u a l e i d i v e r s i fat-
t o r i della p r o d u z i o n e ( p r o l e t a r i , s e m i p r o l e t a r i e b o r g h e s i ) col-
l a b o r e r a n n o d i r e t t a m e n t e e o r g a n i c a m e n t e allo s c o p o d i cer-
care il m i g l i o r a s s e t t o da d a r s i alla p r o d u z i o n e e ìl s i s t e m a
p i ù e q u o d i d i s t r i b u z i o n e dei p r o d o t t i . Q u e s t a o r g a n i z z a z i o n e
è lo Sfato corporativo.
Q u e s t e tesi g e n e r a l i sono presentate dai cosiddetti teo-
122 Parte I, Sezione l

ricì d e l fascismo, g i o r n a l i s t i , d i solito, c o n u n a i n f a r i n a t u r a


d i t e r m i n o l o g i a filosofica, c o n u n a g r a n d e a b b o n d a n z a d i ter-
m i n i e l u o g h i c o m u n i ( g e r a r c h i a , c o m p e t e n z a , s p i r i t o d i orga-
nizzazione, e cosi v i a ) c h e si v o r r e b b e r o far p a s s a r e c o m e rive-
lazioni e come aventi u n a importanza capitale, m e n t r e in
realtà n o n significano g r a n cosa, n o n offrono a l c u n i n t e r e s s e .
S o n o l e tesi generali s o p r a e n u n c i a t e q u e l l e c h e i m p o r t a n o . O r a
è facile r i t r o v a r in q u e s t e tesi delle concezioni c h e r i t o r n a n o d a
m e z z o secolo a q u e s t a p a r t e negli scritti d i q u e i teorici b o r -
g h e s i c h e si s o n o sforzati d i criticare e s u p e r a r e i p r i n c i p i
affermati d a l l a borghesia, n e l p e r i o d o a s c e n d e n t e d e l l ' e v o l u -
z i o n e del c a p i t a l i s m o , a l l ' e p o c a d e l l e g r a n d i rivoluzioni bor-
g h e s i . E s i s t o n o c e n t i n a i a d i o p e r e c h e t r a t t a n o d e l l a « crisi
d e l l a d e m o c r a z i a », d e l l a t r a s f o r m a z i o n e della d e m o c r a z i a p a r -
lamentare « f o r m a l e » in democrazia « f u n z i o n a l e » , che pre-
v e d a n o u n n u o v o s v i l u p p o d e l l ' o r g a n i z z a z i o n e della società
m o d e r n a , i n d i c a n o la n e c e s s i t à d i i n t e g r a r e l ' a p p a r a t o d i p r o -
d u z i o n e in q u e l l o s t a t a l e e così via. N o n vi è c o r r e n t e socio-
logica m o d e r n a o v e q u a l c u n a di q u e s t e concezioni n o n sia p e -
n e t r a t a . I l f a t t o c h e a n c h e la s o c i a l d e m o c r a z i a l e accerti è
m o l t o evidente e sintomatico. Infatti queste concezioni b e n e
c o r r i s p o n d o n o alla p o s i z i o n e dei s o c i a l d e m o c r a t i c i d i o g g i , c h e
a m m e t t o n o l a c o l l a b o r a z i o n e d e l l e classi n o n più c o m e t a t t i c a ,
m a c o m e p r i n c i p i o . I n s e g u i t o a ciò si c o n s t a t a c h e essi t e n -
d o n o a s t a b i l i r e t r a l e o r g a n i z z a z i o n i p r o l e t a r i e d i classe e
l ' a p p a r a t o d e l l o S t a t o u n l e g a m e c h e , o l t r e alla sua n a t u r a
p o l i t i c a , già p r e n d e u n c a r a t t e r e o r g a n i c o . Su q u e s t a via si
m e t t e p r a t i c a m e n t e la s o c i a l d e m o c r a z i a d i a l c u n i p a e s i , e d è
l a stessa via c h e il fascismo p r o p o n e d i s e g u i r e .

T u t t a v i a t u t t o ciò c h e si è d e t t o a q u e s t o p r o p o s i t o con-
t i e n e u n e r r o r e f o n d a m e n t a l e . Q u e s t o e r r o r e c o n s i s t e anzi-
t u t t o nel c o n s i d e r a r e l ' i d e o l o g i a fascista c o m e q u a l c o s a d i o m o -
g e n e o e c o m p l e t o , e n e l l ' a t t r i b u i r l e , in s e g u i t o , u n v a l o r e c h e
l e p e r m e t t e r e b b e d ' i n f l u e n z a r e n e t t a m e n t e l ' e v o l u z i o n e d e l fa-
s c i s m o s t e s s o . Q u e s t o m o d o di v e d e r e è s b a g l i a t o e p u ò far
c o m m e t t e r e a l t r i sbagli a b b a s t a n z a g r a v i . L ' i d e o l o g i a fascista
n o n p u ò e s s e r e analizzata se n o n t e n e n d o c o n t o d i ciò c h e il
P. Togliatti, A proposito del fascismo 123

fascismo è s t a t o i n u n p r i m o t e m p o e d i ciò c h e è d i f a t t o o r a .
D i c o n s e g u e n z a la p r i m a o s s e r v a z i o n e d a farsi è c h e , p o i c h é
sì t r a t t a d i u n m o v i m e n t o c h e ha p e r b a s e sociale la pìccola
b o r g h e s i a , è p e r l o m e n o a z z a r d a t o fidarsi d i c i ò c h e e s s o dice
e p e n s a d i se s t e s s o . U n piccolo b o r g h e s e n o n è m a i c i ò
c h ' e g l i c r e d e d i essere. L a sua i d e o l o g i a è s e m p r e , p i ù o m e n o ,
10 s t r u m e n t o d e l d o m i n i o c h e u n ' a l t r a classe esercita su d i l u ì .
L e idee c h e c a r a t t e r i z z a n o u n m o v i m e n t o p i c c o l o - b o r g h e s e
h a n n o s e m p r e qualcosa d ì c o n t r a d d i t t o r i o , e se v e n g o n o tra-
d o t t e in p r a t i c a p o r t a n o a c o n s e g u e n z e c o m p l e t a m e n t e diffe-
r e n t i d a q u e l l o c h e ci si s a r e b b e a s p e t t a t i s e c o n d o i p r i n c ì p i
f o n d a m e n r a l i c h e esse c o n t e n g o n o . U n o s t u d i o d e l l ' i d e o l o g i a
fascista c h e n o n si p o n e s s e c o m e fine la ricerca d i q u e s t i ele-
menti contraddittori, non avrebbe che u n valore p u r a m e n t e
accademico.
N e l l e t e s i p r i n c i p a l i c h e h o e s p o s t o , ciò c h e p r e v a l e s o n o
le affermazioni c h e s e r v o n o a giustificare il s i s t e m a d i rea-
zione c o n s e g u e n t e e i n t e g r a l e r e a l i z z a t o d a l f a s c i s m o . Q u e s t e
affermazioni c o s t i t u i s c o n o la c a r a t t e r i s t i c a d ì t u t t e l e t e o r i e
a s s o l u t i s t i c h e dello S t a t o . L ' i m p r o n t a p i c c o l o - b o r g h e s e si ri-
t r o v a n e l f a t t o c h e q u e s t e p o s i z i o n i v e n g o n o difese d i c e n d o
c h e d a v a n t i allo S t a t o o n n i p o t e n t e t u t t e l e classi s o n o u g u a l i .
11 piccolo i m p i e g a t o c h e m u o t e d i f a m e d i v e n t a cosi e g u a l e al
b a n c h i e r e e al g r a n d e i n d u s t r i a l e ! L'ufficiale d e l l ' e s e r c i t o e
l ' a v v o c a t o senza c a u s e s o n o p o s t i s u l l o s t e s s o p i a n o dei m i -
lionari at q u a l i son s o g g e t t e e u b b i d i s c o n o m a s s e d i p r o l e t a r i !
L ' a r t i g i a n o e il f a t t o r e s o n o allo s t e s s o livello d e l g r a n d e
p r o p r i e t a r i o , p a d r o n e a s s o l u t o d e l villaggio! E c c o d ò c h e v i
è d i c a r a t t e r i s t i c o n e l l ' i d e o l o g i a d e l m o v i m e n t o fascista al-
l'inizio, e d ecco ciò c h e s e r v i m e r a v i g l i o s a m e n t e p e r m o b i l i t a r e
i piccoli b o r g h e s i a r r a b b i a t i c o n t r o i p r o l e t a r i ; , m a ecco a n c h e
u n o s t r u m e n t o b e n differente (se n o n i n se s t e s s o , a l m e n o p e r
il fine cut è d e s t i n a t o e p e r i risultati o t t e n u t i ) d a l l ' i d e o l o g i a
« co 1 laborazionistiea » degli o d i e r n i s o c i a l d e m o c r a t i c i .
Q u e s t a p r i m a t r a s f o r m a z i o n e della d o t t r i n a d e l l o S t a t o ,
p a d r o n e a s s o l u t o , che fa p o s t o alla c o l l a b o r a z i o n e delle classi
e a l l ' e s a l t a z i o n e degli strati i n t e r m e d i della società, è seguita
124 Parte I, Sezione I

da u n c a m b i a m e n t o in s e n s o o p p o s t o . E s s a v i e n e s o s t i t u i t a
n e l l a v i t a reale dalla o r g a n i z z a z i o n e dello S t a t o b o r g h e s e c o m e
d i t t a t u r a del c a p i t a l e finanziario e della g r a n d e i n d u s t r i a . C o s i
t u t t e le e n e r g i e i n d i v i d u a l i e c o l l e t t i v e s u b i s c o n o , d i f a t t o ,
la p r e s s i o n e d i u n a p p a r a t o e n o r m e c h e c o m p r i m e e r e g o l a
t u t t a la vita p u b b l i c a e a n c h e p r i v a t a , s o t t o t u t t i gli a s p e t t i ,
al fine d ' i m p e d i r e ai conflitti di classe di s c o p p i a r e e d ì ga-
r a n t i r e la s t a b i l i t à d e l l ' o r d i n e capitalistico. L a s e c o n d a t r a s f o r -
m a z i o n e si è u r t a t a p e r ò ad u n a c e r t a resistenza, p r i m a d a
p a r t e d i c o l o r o c h e soffrono e c o n o m i c a m e n t e e m o r a l m e n t e
p e r c h é s o n o r i d o t t i in m i s e r i a e schiavitù e p o i , a l m e n o in
parte, anche di coloro che avevano avuto fede nell'ideologia
fascista. U n a i d e o l o g i a d i v i e n e infatti u n a f o r z a q u a n d o u n
g r u p p o di uomini vi crede.

A l l ' u l t i m o c o n g r e s s o dei sindacati fascisti, p e r e s e m p i o ,


c h e p u r e e r a , s t a n d o alle d i c h i a r a z i o n i di M u s s o l i n i , u n c o n -
gresso di f u n z i o n a r i fascisti, piccolo-borghesi e n o n o p e r a i ,
vi f u r o n o s i n t o m i d i q u e s t a r e s i s t e n z a . I d e l e g a t i c o n s t a t a r o n o :
1 ) c h e in I t a l i a il r e g i m e c o r p o r a t i v o n o n e s i s t e n e m -
m e n o nella p i ù piccola m i s u r a . A n z i t u t t o gli i n d u s t r i a l i si
s o n o ad o g n i c o s t o rifiutati d i sciogliere l e l o r o o r g a n i z z a z i o n i
d i classe e d i f o n d e r l e su u n a b a s e c o r p o r a t i v a ( d i f f e r e n t e
d u n q u e dalla b a s e d i classe) con q u e l l e dei l a v o r a t o r i ; essi
p r e t e n d o n o ora di c o n t r o l l a r e e d i r i g e r e a n c h e l e organizza-
zioni o p e r a i e fasciste, q u a n d o n o n g i u n g o n o fino al p u n t o d i
n e g a r e ad esse il d i r i t t o d i e s i s t e r e e f u n z i o n a r e ;
2) c h e in I t a l i a n o n e s i s t e u n r e g i m e s i n d a c a l e « fascista » ,
vale a d i r e u n r e g i m e n e l q u a l e sindacati o p e r a i e p a d r o n a l i
siano eguali d a v a n t i allo S t a t o . « L a l o t t a d i classe — p r o -
c l a m ò u n d e l e g a t o — è finita p e r gli o p e r a i , n o n p e r i p a -
d r o n i ».
M u s s o l i n i del r e s t o , i n a u g u r a n d o il c o n g r e s s o , a v e v a d i -
c h i a r a t o a p e r t a m e n t e c h e n o n si p o t e v a p a r l a r e d ' i n t r o d u r r e
fin d a o r a il r e g i m e c o r p o r a t i v o . P a r l a n d o agli i n d u s t r i a l i egli
h a r e c e n t e m e n t e p r o c l a m a t o la s u p e r i o r i t à e la b o n t à a s s o l u t a
del <t c a p i t a l i s m o di S t a t o » : aveva senza d u b b i o l ' i n t e n z i o n e
P. Togliatti, A proposito del lasciselo 125

d i far c r e d e r e c h e p o i c h é i r e g i m i c o r p o r a t i v i e sindacali « pa-


ritetici » n o n e s i s t o n o , Io S t a t o c o n t r o l l a t u t t o e a n c h e , i n
c e r t o m o d o , il c a p i t a l i s m o , e gli i m p o r r e b b e c e r t i limiti nel-
l ' i n t e r e s s e della « c o l l e t t i v i t à » . C o m e si v e d e è s e m p r e Io
s t e s s o a r g o m e n t o i d e o l o g i c o c h e r i t o r n a e v i e n e ripetuto allo
s c o p o d i c o n s e r v a r e il c o n t a t t o con la b a s e sociale c h e esisteva
a l l ' o r i g i n e del fascismo e facilitare p o s s i b i l m e n t e la c o n q u i s t a
d i n u o v i p u n t i d ' a p p o g g i o t r a gli o p e r a i .
È p o s s i b i l e c h e v e n g a r a g g i u n t o q u e s t o o b i e t t i v o ? È esso
già s t a t o r a g g i u n t o e in q u a l e m i s u r a ? E c c o il solo p r o b l e m a
che mi sembra avere u n valore decisivo; è ad esso che d e v o n o
m e t t e r c a p o t u t t e le ricerche s u l l ' i d e o l o g i a del fascismo. Si
t r a t t a i n s o m m a d i d e t e t m i n a r e se il r e g i m e c a p i t a l i s t i c o , nella
f o r m a c h e h a p r e s o in I t a l i a , p u ò t r o v a r e u n a b a s e in u n a ari-
stocrazia o p e r a i a e in u n a p a r t e degli s t r a t i sociali m e d i . I o
p e n s o c h e q u e s t a possibilità sia da n e g a r e p e r ciò c h e r i g u a r d a
l ' a p p o g g i o d e l l a classe o p e r a i a e c h e essa si stia riducendo p e r
gli s t r a d i m e d i e p i ù p a r t i c o l a r m e n t e p e r gli e l e m e n t i p r o d u t -
tori di questi strati (artigiani e contadini). Q u e s t o giudizio
c o r r i s p o n d e a q u e l l o c h e si p u ò d a r e della s i t u a z i o n e e c o n o m i c a
in Italia e n e l m o n d o in g e n e r a l e , e t i e n e c o n t o dei c a m b i a -
m e n t i p r e v e d i b i l i c h e p o t r e b b e r o s o p r a g g i u n g e r e . Se si accet-
tasse la test s o c i a l d e m o c r a t i c a , s e c o n d o la q u a l e il m o n d o
c a p i t a l i s t i c o è e n t r a t o in u n a fase d ì e v o l u z i o n e p r o g r e s s i v a ,
b i s o g n e r e b b e a m m e t t e r e c h e il c a p i t a l i s m o s a p r à s u p e r a r e la
sua crisi a n c h e i n I t a l i a , p u r l o t t a n d o in q u e s t o p a e s e c o n t r o
difficoltà p i ù g r a n d i . I n q u e s t o caso l a b o r g h e s i a , nella sua
f o r m a fascista, o p i ù e s a t t a m e n t e in u n a f o r m a c h e i n q u e l
m o m e n t o n o n s a r e b b e p i ù fascista, t i u s c i r e b b e a e n t r a r e in
c o n t a t t o c o n u n a aristocrazia o p e r a i a . L ' a l t r a t e s i (la n o s t r a ,
e la sola g i u s t a ) afferma i n v e c e c h e l a crisi g e n e r a l e d e l m o n d o
c a p i t a l i s t i c o c o n t i n u e r à ad a p p r o f o n d i r s i , c h e s o r g e r a n n o da
essa n u o v e s p a v e n t o s e c o n t r a d d i z i o n i e c h e essa finirà p e r
s c o p p i a r e in n u o v i conflitti a p e r t i d i classe. S e c o n d o q u e s t a
tesi, il c a p i t a l i s m o i t a l i a n o c o s t i t u i s c e u n o d e i p u n t i p i ù deboli
di t u t t o il s i s t e m a , p o i c h é è all'incrocio d i u n n u m e r o più
126 Parte 1, Sezione I

grande di contraddizioni e risente più fortemente le conse-


g u e n z e d i t u t t i i conflitti m o n d i a l i . I n q u e s t o s e n s o il fascismo
si p r e s e n t a c o m e u n r e g i m e c h e organizza d a l l ' a l t o al b a s s o
t u t t a la v i t a e c o n o m i c a e p o l i t i c a del p a e s e s e c o n d o gli i n t e -
ressi della g r o s s a b o r g h e s i a ; si rivela c o m e u n r e g i m e d i
o p p r e s s i o n e feroce e d i s f r u t t a m e n t o o d i o s o d e l l e m a s s e p r o -
l e t a r i e e della p o p o l a z i o n e l a v o r a t r i c e i n g e n e r a l e ; s ' i m p o n e
come rimedio ineluttabile contro u n cedimento sempre pos-
sibile in q u e s t o p u n t o p a r t i c o l a r m e n t e d e b o l e del m o n d o ca-
p i t a l i s t i c o . P e r q u a n t o r i g u a r d a la sua i d e o l o g i a , c h e p r e d i c a
« l'eguaglianza » d e l l e classi, essa costituisce o r m a i s o l t a n t o
u n f a t t o r e s e c o n d a r i o ; il fascismo r i c o r r e ad essa s o l o n e l l a
s p e r a n z a e con l ' i n t e n z i o n e d i b a t t e r e a l c u n e r e s i s t e n z e p a r -
ticolari e m a n t e n e r e u n a s i t u a z i o n e c h e gli faciliti il c o n t r o l l o
d i c e r t i s t r a t i sociali i n t e r m e d i . C o n e s t r e m a p r u d e n z a si p o -
t r e b b e d i r e c h e q u e s t a p a r t e d e l l ' i d e o l o g i a fascista n o n s a r e b b e
i n v o c a t a d a l l a b o r g h e s i a i t a l i a n a s e n o n nel c a s o c h e e s s a
profittasse di u n a situazione favorevole risultante da certi spo-
stamenti internazionali, situazione che n o n sarebbe d'altronde
c h e d i b r e v e d u r a t a . I n o g n i c a s o q u e s t o a s p e t t o delle i d e e
fasciste riflette u n a d e l l e c o n t r a d d i z i o n i e s i s t e n t i i n s e n o al
m o v i m e n t o fascista e a s u a v o l t a n e suscita d e l l e a l t r e . L e
i d e e d e l fascismo c o r r i s p o n d o n o i n v e c e l o g i c a m e n t e e p e r f e t -
t a m e n t e alla r e a l t à q u a n d o p r o c l a m a n o il p r e d o m i n i o a s s o l u t o
e i n c o n t e s t a t o dello S t a t o , q u a n d o a n n u n c i a n o la s o p r e s -
sione d i o g n i « l i b e r t à » a n c h e p u r a m e n t e f o r m a l e e la s c o m -
parsa di ogni sistema di diritti individuali e collettivi. Q u e s t a
ideologia è il logico c o r o n a m e n t o d e l l a d i t t a t u r a d e l l a b o r -
ghesia.

T u t t e l e c o n s i d e r a z i o n i c h e h o s v i l u p p a t e t e n d o n o , si ca-
pisce, a fissare i l i m i t i e n t r o i quali si p o s s o n o g e n e r a l i z z a r e
le conclusioni d e d o t t e dall'esperienza del fascismo italiano.
N o n vi è in q u e s t o u n d e s i d e r i o d i s o t t o v a l u t a r e il p e r i c o l o
del fascismo c o m e m o v i m e n t o r e a z i o n a r i o in g e n e r e ; n o n si
tratta neanche di una mancanza dì comprensione delle ten-
P. Togliatti, A proposito del fascismo 127

d e n z e r e a z i o n a r i e c h e t r i o n f a n o fin d ' o r a in q u a s i t u t t i i g r a n d i
S t a t i capitalistici. M a q u e s t o s e r v e a m e t t e r e in g u a r d i a d a l
c o n t e n t a r s i dei l u o g h i c o m u n i , e a d e s o r t a r e allo s t u d i o d e l
fascismo sulla b a s e della r e a l t à s t e s s a , s e c o n d o il c o r s o e l e
f o r m e c o n c r e t e della sua e v o l u z i o n e , e a p p l i c a n d o il m e t o d o
dell'analisi differenziata c h e è alla b a s e d i o g n i p o l i t i c a m a r x i s t a .
CARLO ROSSELLI

I L SOCIALISMO ITALIANO
E LA LOTTA PER LA LIBERTÀ *

Gli lì aliani e la libertà.

Il problema italiano è essenzialmente u n p r o b l e m a di


l i b e r t à ; cioè d i a u t o n o m i a s p i r i t u a l e , d ' e m a n c i p a z i o n e d e l l a
c o s c i e n z a nel c a m p o i n d i v i d u a l e e d i o r g a n i z z a z i o n e d e l l a
l i b e r t à nel c a m p o sociale, vale a d i r e n e l l a c o s t r u z i o n e d e l l o
S t a t o e nei r a p p o r t i t r a i g r u p p i e l e classi. S e n z a u o m i n i
l i b e r i n o n è p o s s i b i l e u n o S t a t o l i b e r o . Senza coscienze e m a n -
c i p a t e n o n s o n o p o s s i b i l i classi e m a n c i p a t e . N o n è u n circolo
v i z i o s o . L a l i b e r t à c o m i n c i a c o n l ' e d u c a z i o n e d e l l ' u o m o e si
realizza con il t r i o n f o d i u n o S t a t o d i l i b e r i in u g u a g l i a n z a
d i d i r i t t i e d i d o v e r i , u n o S t a t o d o v e la l i b e r t à d i o g n u n o
è la c o n d i z i o n e e il l i m i t e d e l l a l i b e r t à d i t u t t i .
Bisogna p u r dire — dal m o m e n t o che è disgraziatamente
v e r o — c h e in I t a l i a l ' e d u c a z i o n e d e l l ' u o m o , la f o r m a z i o n e
d e l l ' i n d i v i d u o , cellula m o r a l e d i b a s e , è a n c o r a i n g r a n p a r t e
d a fare. L a m i s e r i a , l'indifferenza, u n a r i n u n c i a s e c o l a r e
f a n n o si c h e n e l l a m a g g i o r p a r t e degli italiani si d e b b a d e p l o -
r a r e la m a n c a n z a del s e n s o geloso e p r o f o n d o d e l l ' a u t o n o m i a
•e d e l l e r e s p o n s a b i l i t à . U n s e r v a g g i o c h e è d u r a t o p e r secoli
h a f a t t o sì c h e la m e d i a degli i t a l i a n i esiti a n c o r a t r a la r a s -

* Da C. R O S S E L L I , Socialisme liberal, Paris 1930, trad. it., Socia-


lismo liberale, Edizioni U., Roma-Firenze-Milano 1945, pp. 109-16.
C. Rosselli, Il socialismo italiano e la lotta per la libertà 129

s e g n a z i o n e d e l l o schiavo e la r i v o l t a anarchica. M a n c a in essi


Ja c o n c e z i o n e della vita c o m e l o t t a e c o m e m i s s i o n e , la n o -
zione d e l l a l i b e r t à c o m e d o v e r e m o r a l e , la coscienza d e i l i m i t i
del p r o p r i o d i r i t t o e d i quello altrui.
G l i italiani h a n n o p i ù spesso l ' o r g o g l i o della l o r o per-
sona n e i v a l o r i e n e i r a p p o r t i e s t e r n i , c h e q u e l l o d e l l a loro
p e r s o n a l i t à . R i c c h i s s i m a , la l o r o v i t a i n x r i o r e è t u t t a v i a uni-
l a t e r a l e ; è s o p r a t t u t t o ricca nel c a m p o s e n t i m e n t a l e , d o v e
a s s u m e f o r m e i s t i n t i v e ed e s a s p e r a t e . La c a l m a riflessione sui
m a g g i o r i p r o b l e m i d e l l ' e s i s t e n z a , q u e l fecondo t o r m e n t o spi-
r i t u a l e c h e crea l e n t a m e n t e t u t t o u n m o n d o i n t i m o capace
d i c o n f e r i r e la coscienza d i sé c o m e u n i t à d i s t i n t a e a u t o n o m a :
t u t t o q u e s t o m a n c a in t r o p p i i t a l i a n i .
L ' e d u c a z i o n e cattolica — p a g a n a nel c u l t o e d o g m a t i c a
nella s o s t a n z a — e u n a larga serie d i g o v e r n i p a t e r n a l i s t i c i
h a n n o i m p e d i t o p e r secoli agli i t a l i a n i d i p e n s a r e i n p r i m a
p e r s o n a . L a m i s e r i a ha' f a t t o il r e s t o . A n c h e oggi l ' i t a l i a n o
m e d i o a b b a n d o n a alla C h i e s a la sua i n d i p e n d e n z a s p i r i t u a l e ;
a t t u a l m e n t e l o S t a t o , i n n a l z a t o al r a n g o d i fine u l t i m o , l o
c o s t r i n g e a s e p a r a r s i a n c h e dalla sua dignità d i u o m o , d e g r a -
d a t o allo s t a t o d i semplice m e z z o .
Logica conclusione di u n processo di rinuncia passiva.
I l « d o l c e far n i e n t e » degli italiani — i n g i u r i o s a l e g g e n d a
nel c a m p o m a t e r i a l e — h a q u a l c h e f o n d a m e n t o , b i s o g n a
dirlo, nell'ordine morale. Gli italiani sono m o r a l m e n t e pigri.
C'è in l o r o u n f o n d o d i s c e t t i c i s m o e d i o p p o r t u n i s m o
che li p o r t a f a c i l m e n t e a c o n t a m i n a r e , d i s p r e z z a n d o l i , t u t t i
i v a l o r i , e a t r a s f o r m a r e in c o m m e d i e le p i ù o s c u r e t r a g e d i e .
A b i t u a t i a r a g i o n a r e p e r m e z z o d i i n t e r m e d i a r i sui g r a n d i
p r o b l e m i d e l l a coscienza — a u t e n t i c a abdicazione d e l l o spi-
rito — è n a t u r a l e c h e si r a s s e g n i n o f a c i l m e n t e a d a b b a n d o n a r e
la p a r t e c h e l o r o s p e t t a n e i g r a n d i p r o b l e m i d e l l a v i t a p o l i -
tica. L ' i n t e r v e n t o d e l deus ex machina, del d u c e , d e l d o m a -
t o r e — si c h i a m i e s s o p a p a , r e o M u s s o l i n i — soddisfa spesso
in l o r o u n a necessità psicologica. C o n s i d e r a t o d a q u e s t o
p u n t o d i v i s t a , il g o v e r n o d i M u s s o l i n i è t u t t ' a l t t o c h e rivo-

c
». De Felice
130 Parte I, Sezione I

l u z i o n a r i o . Si riallaccia alla t r a d i z i o n e e c o n t i n u a sulla via del


m i n i m o sforzo,
C o n t r o o g n i a p p a r e n z a , il fascismo è il r i s u l t a t o p i ù p a s -
s i v o della s t o r i a d ' I t a l i a , u n g i g a n t e s c o r i t o r n o sui secoli p a s -
sati, u n a b b i e t t o f e n o m e n o d i a d a t t a m e n t o e d i r i n u n z i a .
M u s s o l i n i h a t r i o n f a t o grazie a u n a d i s e r z i o n e q u a s i u n i v e r -
sale, a t t r a v e r s o u n l u n g o t e s s u t o d i s a p i e n t i c o m p r o m e s s i .
A p p e n a qualche minoranza di proletari e di intellettuali ha
a v u t o il c o r a g g i o d i affrontarlo, da p r i n c i p i o , c o n r a d i c a l e
i n t r a n s i g e n z a . M u s s o l i n i d à t u t t a la m i s u r a della sua b a n a l i t à
q u a n d o c o n s i d e r a il p r o b l e m a d e l l ' a u t o r i t à e d e l l a disciplina
c o m e il p r o b l e m a p e d a g o g i c o essenziale p e r gli i t a l i a n i . N o ,
n o n è q u e s t o c h e b i s o g n a i n s e g n a r e agli i t a l i a n i . D a secoli
essi si s o n o p i e g a t i a t u t t e l e d o m i n a z i o n i e h a n n o s e r v i t o
tutti i tiranni.
F i n o r a la n o s t r a s t o r i a n o n offre n e s s u n a a u t e n t i c a r i v o -
l u z i o n e p o p o l a r e . I n t u t t e l e e p o c h e il p o p o l o i t a l i a n o h a f a t t o
n a s c e r e d a l s u o s e n o d e l l e c i m e e l e v a t e , m a s o l i t a r i e e inac-
cessibili. M i n o r a n z e e r o i c h e , c a r a t t e r i d i f e r r o . M a n o n h a
m a i s a p u t o realizzare s e s t e s s o . L ' I t a l i a s'è t e n u t a l o n t a n a
dalle l o t t e d i r e l i g i o n e , l i e v i t o essenziale d e l l i b e r a l i s m o , a t t o
d ì nascita d e l l ' u o m o m o d e r n o . I l c a t t o l i c i s m o i t a l i a n o , c o n t a -
m i n a t o dalla c u r i a r o m a n a c o m e d a l p a s s i v o c o n f o r m i s m o ,
r i m a s e e s t r a n e o a n c h e al p r o c e s s o d i purificazione c h e segui la
Riforma. Il cattolico in paese di monopolio n o n ha nulla di
c o m u n e c o n il c a t t o l i c o i n p a e s e di c o n c o r r e n z a .
P e r secoli n o i a b b i a m o v i s s u t o d i l u c e riflessa n e l m o n d o
della p o l i t i c a . L e g r a n d i o n d a t e della v i t a e u r o p e a ci s o n o
giunte smorzate.
P e r s i n o la l o t t a p e r l ' i n d i p e n d e n z a è s t a t a o p e r a d i m i n o -
r a n z a e n o n p a s s i o n e d i p o p o l o . Solo u n c e r t o n u m e r o d i
c e n t r i u r b a n i d e l N o r d h a p a r t e c i p a t o a t t i v a m e n t e alla r i v o l t a
c o n t r o l o s t r a n i e r o . N e l c e n t r o e nel M e z z o g i o r n o d ' I t a l i a , i
S a v o i a , d o p o il p r i m o m o m e n t o d i e n t u s i a s m o , f u r o n o b e n
p r e s t o l ' e q u i v a l e n t e d e i L o r e n a e dei B o r b o n i . L a b u r o c r a z i a
piemontese chiuse tra le sue spire tutta l'Italia, paralizzando
gli u l t i m i s o p r a s s a l t i d i a u t o n o m i a . I l t r i o n f o d e l l a c o r r e n t e
C. Rosselli, Il socialismo italiano e la lotta per la libertà 131

m o n a r c h i c a e d i p l o m a t i c a r i u s c ì , c o m e i n G e r m a n i a , a sepa-
r a r e v i o l e n t e m e n t e il m i t o u n i t a r i o dal m i t o l i b e r t a r i o . M a z -
zini e C a t t a n e o f u r o n o i g r a n d i sconfitti d e l R i s o r g i m e n t o .
L a stessa l i b e r t à p o l i t i c a , c h e s ' i m p o r r à l e n t a m e n t e , m a n
m a n o c h e p a s s a n o Ì l u s t r i , sarà figlia delle t r a n s a z i o n i e delle
tacite concessioni.
L a c o n q u i s t a della l i b e t t à n o n è collegata i n I t a l i a a d
alcun m o v i m e n t o d i m a s s a capace d i fare d a m i t o o da se-
g n a l e . L a massa r e s t a v a a s s e n t e . I l p r o l e t a r i a t o n o n s e p p e
c o n q u i s t a r e , a p r e z z o d i sforzi e d i sacrifici p r o l u n g a t i , l e s u e
l i b e r t à specifiche di o r g a n i z z a z i o n e , d i s c i o p e r o , il s u o d i r i t t o
al v o t o . Il s u o t i r o c i n i o , i n t o r n o al 1 9 0 0 , f u t r o p p o b r e v e .
Q u a n t o al suffragio u n i v e r s a l e e s s o a p p a r v e ciò c h e era i n
r e a l t à , u n a elargizione calcolata d a l l ' a l t o . L a r e g o l a s e c o n d o
cui n o n si a m a e n o n si d i f e n d e se n o n d ò p e r cui si è m o l t o
l o t t a t o e ci si è m o l t o sacrificati, h a a v u t o l a sua tipica p r o v a
n e l l ' e s p e r i e n z a fascista. L a c o s t r u z i o n e l i b e r a l e crollò c o m e
cosa m o r t a al p r i m o u r t o , e l e classi l a v o r a t r i c i a s s i s t e t t e r o
inerti alla negazione di v a l o r i a n c o r a e s t r a n e i alla l o r o
coscienza.

Q u a n d o M u s s o l i n i e n u m e r a o g g i l e cifre dei suoi greggi


e delle s u e m u t e e si v a n t a d e l l ' u n a n i m i t à , d e l p a r t i t o u n i c o ,
della s c o m p a r s a d i o g n i sostanziale o p p o s i z i o n e , d i o g n i Ubera
iniziativa d i m i n o r a n z e c o m b a t t i v e i n n o m e d i u n a p r e t e s a
r i v o l u z i o n e , n o n fa a l t r o , i n r e a l t à , c h e r i c o m i n c i a r e i fasti
b o r b o n i c i . N o n ci lascia n e p p u r e la c o n s o l a z i o n e d i v e d e r e
in lui u n o s t r a n i e r o d i v e n u t o n o s t r o p a d r o n e in v i r t ù d i u n
potente esercito.
V e r a m e n t e il suo s p i r i t o d i r o m a g n o l o fazioso Io i n d u r -
r e b b e v o l e n t i e r i alla b a t t a g l i a . M a egli n o n sa c o n c e p i r l a c h e
nella f o r m a d i forza b r u t a l e . I l d i s p o t i c o o r g o g l i o del d i t t a t o r e
lo c o s t r i n g e a soffocare s i s t e m a t i c a m e n t e o g n i fiamma d i o p -
p o s i z i o n e e d i l o t t a . M a l g r a d o t u t t o , la sua i n t r a n s i g e n z a set-
t a r i a s e r v e la causa d e l l a l i b e r t à . C o n il m a n g a n e l l o e l e ma-
n e t t e , c o n le s u e raffinate p e r s e c u z i o n i , M u s s o l i n i sta p e r
c r e a r e a d o z z i n e di migliaia gli i t a l i a n i m o d e r n i , i v o l o n t a r i
della l i b e r t à . L a logica f o r m i d a b i l e d e g l i s t r u m e n t i d i r e p r e s -
132 Parie I, Sezione I

sione f u r i b o n d a d i cui è a t t u a l m e n t e p r i g i o n i e r o s t a p e r d i v e -
n i r e la n o s t r a m i g l i o r e a l l e a t a .
P e r la p r i m a v o l t a n e l l a storia d ' I t a l i a la r i v e n d i c a z i o n e
d e i d i r i t t i i n a l i e n a b i l i d e l l a p e r s o n a e d e l l ' a u t o g o v e r n o si
p o n e come p r o b l e m a di u n popolo e n o n p i ù di u n a setta di
i n i z i a t i . N o n c'è i t a l i a n o , p e r i n c o l t o e p o v e r o c h e sia, c h e
p o s s a i g n o r a r e il fascismo e i p r o b l e m i d i v i t a e d i m o r t e
c h e e s s o p o n e . L ' u l t i m o degli o p e r a i al f o n d o della C a l a b r i a ,
p u ò o g g i soffrire e s p e r a r e p e r l o stesso m o t i v o c h e fa soffrire
e s p e r a r e l ' i n t e l l e t t u a l e p i ù raffinato e p e r s i n o l ' i n d u s t r i a l e
moderno dell'Italia settentrionale. Attraverso tante miserie e
t a n t e u m i l i a z i o n i , la coscienza d e l v a l o r e della l i b e r t à sta
d r a m m a t i c a m e n t e nascendo in vaste zone del popolo italiano.
Si p o t r e b b e q u a s i d i r e c h e gli italiani s o n o psicologica-
m e n t e p i ù l i b e r i o g g i , i n q u e s t a l o t t a d i s p e r a t a p e r la con-
q u i s t a delle a u t o n o m i e essenziali, d i q u a n t o n o n l o f o s s e r o
i e r i col s e d i c e n t e S t a t o c o s t i t u z i o n a l e d ì G i o l i t t ì e l e migliaia
d i associazioni i n d i p e n d e n t i . C o m ' è logico, o g n u n o v e d e il
p r o b l e m a a t t r a v e r s o la l e n t e del suo i n t e r e s s e o del s u o
p a r t i t o , m a il fuoco s t a p e r d i v a m p a r e t u t t o : q u e s t o fuoco
è la l i b e r t à . G l i stessi c o m u n i s t i , n o n o s t a n t e t a n t a facile
i r o n i a , si v e d o n o c o s t r e t t i a s p i e g a r e la d i t t a t u r a m e d i a n t e
la l i b e r t à . L ' o p p r e s s i o n e fascista p r e p a r a l ' u n i t à d e l p o p o l o
italiano.

Marxismo e libertà.

Q u a l e è la p o s i z i o n e dei socialisti nei c o n f r o n t i del pro-


b l e m a della l i b e r t à ? L a d o t t r i n a m a r x i s t a , a cui la maggio-
r a n z a si m a n t i e n e a n c o r a f e d e l e , p e r m e t t e d i a v e r e u n a vi-
s i o n e i n t e g r a l e della q u e s t i o n e italiana con q u e l l a chiarezza
ideologica e m o r a l e c h e è l ' i n d i s p e n s a b i l e p r e m e s s a per un
serio m o v i m e n t o i n n o v a t o r e ?
N o n p o t r e m m o affermarlo. II socialismo m a r x i s t a i g n o r a
la l i b e r t à . A t t r i b u i s c e alla l i b e r t à u n v a l o r e t u t t o r e l a t i v o
e s t o r i c o . C o n f o n d e n d o la sua n a t u r a e t e r n a e i n v a r i a b i l e c o n
C. Rosselli, Il socialismo italiano e la lotta per la libertà 133

le s u e m a n i f e s t a z i o n i p a s s e g g e r e , nega r e c i s a m e n t e la l i b e r t à
e n o n v e d e c h e l e l i b e r t à delle classi i s o l a t e , p r o v v i s o r i e ,
c o n c r e t e , cioè i n t e r e s s i d i classe p i ù o m e n o s a p i e n t e m e n t e
m a s c h e r a t i . P e r il s o c i a l i s m o , il p r o b l e m a f o n d a m e n t a l e d e l l a
l i b e r t à m o r a l e d e l l ' u o m o n o n e s i s t e n e p p u r e , o si r i c o n d u c e
s e m p l i c e m e n t e a l l ' a s s e r v i m e n t o d e g l i u o m i n i , al m e c c a n i s m o
e c o n o m i c o . A b b i a m o d e t t o c h e gli u o m i n i d i M a r x s o n o p r i v i
di l i b e r t à p e r definizione. A g i s c o n o s o l t a n t o ed e s c l u s i v a m e n t e
s o t t o la s p i n t a del b i s o g n o e c o n o m i c o . S o n o c o s t r e t t i a ricor-
rere a m e t o d i di produzione e sottostare a rapporti politici,
sociali, s p i r i t u a l i d i c a r a t t e r e i m p e r a t i v o . L a fiamma i n t i m a
del m a r x i s m o è nel c o n c e t t o della necessità storica d e l l ' a v -
v e n t o d e l l a società socialista in v i r t ù d i u n p r o c e s s o ogget-
tivo e fatale della t r a s f o r m a z i o n e delle cose. L a v o l o n t à
u m a n a s e m b r a averci u n a p a r t e s e c o n d a r i a , p e r n o n d i r e p r e -
d e t e r m i n a t a . I p r o b l e m i d i c o s c i e n z a , d i a u t o n o m i a , d i for-
mazione di libere personalità, n o n esistono per M a r x ; sono
r i m a n d a t i a l l ' i n d o m a n i della t r a s f o r m a z i o n e sociale. N o n c'è
n i e n t e d i p i ù u t o p ì s t i c o n é d ì più a n t i l i b e r a l e che q u e s t o r o -
v e s c i a m e n t o b r u s c o e m e s s i a n i c o di p o s i z i o n i , c h e q u e s t o
p a s s a g g i o d a u n r e g n o d o v e d o m i n a u n a necessità i n e s o r a b i l e
a u n r e g n o c h e è il t r i o n f o d e l l a l i b e r t à s o v r a n a .

L a m o r a l e , c o m e la l i b e r t à , n o n s a r e b b e r o c h e dei p r o -
d o t t i s t o r i c i , dei semplici riflessi d e l l ' e v o l u z i o n e del m o n d o
e s t e r n o . T a l e la p a r t e della l i b e r t à p e r il m o n d o e s t e r n o d e l l a
p r o d u z i o n e . T a l e la p a r t e d e l l a l i b e r t à p e r il m o n d o i n t e r i o r e .
È s o l t a n t o c o n l ' e m a n c i p a z i o n e d e g l i u o m i n i dalla s c h i a v i t ù
dei r a p p o r t i capitalistici c h e essi p o t r a n n o d i v e n t a r e Uberi.
S o p p r i m e t e il m o n o p o l i o n e l c a m p o della p r o p r i e t à , a b o l i t e
il s i s t e m a a t t u a l e d i r a p p o r t i sociali, afferma M a r x , e v e d r e t e
nascere automaticamente u n a generazione di uomini liberi.
I l l u s i o n e e e r r o r e ! O , p e r l o m e n o , g r a n d e parzialità!
C o m e s u c c e d e s e m p r e alle tesi i n n o v a t r i c i , il - m a r x i s m o h a
messo in e v i d e n z a u n d a t o forse essenziale d e l p r o b l e m a . M a
p e r affermarlo, h a sacrificato t u t t i gli a l t r i . Ci s o n o n e l l a
v i t a degli u o m i n i , c o m e nella v i t a delle società, valori essen-
ziali, i n d i p e n d e n t i da u n a s e m p l i c e t r a s f o r m a z i o n e d e l l ' a n i -
134 Parte I, Sezione I

b i e n t e . Q u e s t i v a l o r i e s i s t o n o s e m p r e e d o v u n q u e ci si i n n a l z i ,
sia p u r e d i p o c o , al d i s o p r a d e l l a v i t a a n i m a l e , P e r e s s e r e
c o n s e g u i t i e s i g o n o l ' e d u c a z i o n e e gli sforzi d i u n a l u n g a serie
d i g e n e r a z i o n i . Si p u ò p e r s i n o d i r e c h e c o s t i t u i s c o n o l'indi-
spensabile premessa per quella trasformazione di ambiente
c h e i socialisti p r e c o n i z z a n o . Se gli u o m i n i n o n p o s s e g g o n o ,
r a d i c a t o d e n t r o d i l o r o , il s e n s o della l o r o d i g n i t à e d e l l e
l o r o r e s p o n s a b i l i t à , s e n o n s e n t o n o la l o r o fiera a u t o n o m i a ,
se n o n s o n o e m a n c i p a t i i n t e r i o r m e n t e , il socialismo n o n si
p o t r à realizzare. Si farà l o S t a t o - c a s e r m a , l o S t a t o p r u s s i a n o ,
i m o S t a t o l i b e r o i n a p p a r e n z a , m a schiavo i n s o s t a n z a . Senza
la t a p p a del l i b e r o e s a m e e la t a p p a d e l l ' ' 8 9 , d u e m o m e n t i
c h e o g n i g e n e r a z i o n e d o v r e b b e r i p e r c o r r e r e , il socialismo si
r i d u c e al m e l a n c o n i c o s o g n o del b u r o c r a t e .
L ' i m p o t e n z a del s o c i a l i s m o m a r x i s t a d i f r o n t e ai p r o b l e m i
d i l i b e r t à e d i m o r a l i t à a p p a r e a n c h e dalla sua c h i a r a inca-
p a c i t à d i p e n e t r a r e il f e n o m e n o fascista. E s s o n o n v e d e n e l
fascismo c h e u n f e n o m e n o b r u t a l e di r e a z i o n e d i classe. C i
v e d e la f o r m a m o d e r n a , tipica, della r e a z i o n e c a p i t a l i s t a . Il
fascismo è s e m p l i c e m e n t e la b o r g h e s i a , c h e r i c o r r e alla vio-
l e n z a p e r o p p o r s i all'ascesa del p r o l e t a r i a t o ; t u t t o il r e s t o ,
d i c o n o i m a r x i s t i , è n e b b i a i d e o l o g i c a . C o n u n facile sempli-
c i s m o , c h e v o r r e b b e farsi s c a m b i a r e p e r r e a l i s m o , si t r a s c u r a
del t u t t o il l a t o m o r a l e d e l l a q u e s t i o n e , cioè t u t t o ciò c h e il
f e n o m e n o fascista d e n u n z i a d i specificatamente i t a l i a n o . M a
è u n e r r o r e g r o s s o l a n o : il fascismo n o n si spiega s o l t a n t o c o n
u n s e m p l i c e i n t e r e s s e d i classe. L e s q u a d r e d ' a z i o n e n o n s o n o
n a t e s e m p l i c e m e n t e dalla collera cieca degli a m b i e n t i reazio-
nari sovversivi. Fazioni, spirito di avventura, gusto romantico,
idealismo piccolo-borghese, rettorica nazionalista, reazione
sentimentale della guerra, desiderio Irrequieto di u n n u o v o
p u r c h e s s i a — il fascismo n o n s a r e b b e s t a t o senza t u t t i quest'i
motivi.

S t i m o l a t o d a u n e v i d e n t e i n t e r e s s e d i classe, m a p r o f o n -
d a m e n t e p e r m e a t o d i c a r a t t e r i i n d i p e n d e n t i d a m o t i v i clas-
sistici, il f e n o m e n o fascista è n a t o , c o m e p e r e s p l o s i o n e dei
n a s c o s t i f e r m e n t i della razza, d a l l ' e s p e r i e n z a delle g e n e r a z i o n i .
C Rosselli. Il socialismo italiano e la lotta per la libertà 135

N e l m o v i m e n t o bolscevizzante del 1 9 1 9 , si r i t r o v a n o piena-


m e n t e u n g r a n n u m e r o d i a s p e t t i , non s o l t a n t o e s t e r i o r i , del
fascismo. I l fascismo affonda le s u e radici n e l s o t t o s u o l o ita-
l i a n o ; esso e s p r i m e i vizi p r o f o n d i , l e d e b o l e z z e l a t e n t i , l e
miserie d e l n o s t r o p o p o l o , d i t u t t o il n o s t r o p o p o l o .
N o n b i s o g n a c r e d e r e c h e M u s s o l i n i a b b i a t r i o n f a t o sol-
t a n t o con la forza b r u t a . Se h a v i n t o , è a n c h e p e r c h é egli h a
s a p u t o a b i l m e n t e toccare certi t a s t i a cui la psicologia m e d i a
degli italiani era s t r a o r d i n a r i a m e n t e sensibile. I l fascismo è
3t a t o , in c e r t a m i s u r a , l ' a u t o b i o g r a f i a di u n a n a z i o n e c h e ri-
n u n c i a alla lotta politica, c h e ha il c u l t o d e l l ' u n a n i m i t à , c h e
rifugge d a l l ' e r e s i a , c h e s o g n a il t r i o n f o d e l l a facilità, della
fiducia e d e l l ' e n t u s i a s m o . L o t t a r e c o n t r o il fascismo n o n si-
gnifica d u n q u e s o l t a n t o l o t t a r e c o n t r o u n a r e a z i o n e d i classe
cieca e feroce, m a a n c h e c o n t r o u n a c e r t a m e n t a l i t à , u n a sen-
sibilità, e delle tradizioni i t a l i a n e c h e s o n o c a r a t t e r i s t i c h e ,
d i s g r a z i a t a m e n t e incoscienti, d ì l a r g e c o r r e n t i p o p o l a r i . P e r
q u e s t o la l o t t a è difficile e n o n c o n s i s t e i n u n semplice p r o -
hlema d i meccanico rovesciamento del regime. È p r i m a di
t u t t o u n p r o b l e m a d i e d u c a z i o n e m o r a l e e politica p e r n o i
e p e r gli a l t r i , i n d i p e n d e n t e m e n t e da o g n i d i v i s i o n e d i classe.
L u n g i d a l l ' e s s e r e risolti c o n la c a d u t a d e l fascismo, Ì p r o b l e m i
c o s t r u t t i v i n o n si p o r r a n n o r e a l m e n t e c h e a l l o r a . E c c o p e r c h é
la l o t t a è b e l l a , ecco p e r c h é è v i t a l e e v e r a m e n t e d e g n a d i
t u t t i i sacrifici. [...]
LEV TROTZKY

DOVE VA LA FRANCIA? •

II crollo della democrazia borghese.

D o p o la g u e r r a si s o n o d e t e r m i n a t e u n a serie d i r i v o l u z i o n i
c h e h a n n o r i p o r t a t o b r i l l a n t i v i t t o r i e : in R u s s i a , in G e r m a n i a ,
in A u s t r i a - U n g h e r i a , p i ù t a r d i i n S p a g n a . M a è s o l t a n t o in
R u s s i a c h e il p r o l e t a r i a t o h a p r e s o c o m p l e t a m e n t e i n m a n o
il p o t e r e , h a e s p r o p r i a t o gli s f r u t t a t o r i e, in v i r t ù di c i ò , h a
p o t u t o c r e a t e e m a n t e n e r e u n o S l a t o o p e r a i o . I n t u t t i gli
a l t r i casi il p r o l e t a r i a t o , n o n o s t a n t e la v i t t o r i a , si è f e r m a t o
a m e t à s t r a d a p e r c o l p a d e i s u o i d i r i g e n t i : c o n il r i s u l t a t o c h e
il p o t e r e gli è s f u g g i t o d a l l e m a n i e, c o n u n o s p o s t a m e n t o d a
s i n i s t r a a d e s t r a , è d i v e n u t o p r e d a d e l fascismo. I n u n a serie
d i a l t r i p a e s i il p a t e r e è c a d u t o nelle m a n i d i u n a d i t t a t o l a
m i l i t a r e . I n n e s s u n o d i q u e s t i p a e s i il p a r l a m e n t o si è t r o v a t o
ad a v e r e la forza di conciliare l e c o n t r a d d i z i o n i d i classe e
di g a r a n t i r e u n p r o c e s s o e v o l u t i v o pacifico. I l conflitto si è
r i s o l t o con l e a r m i alla m a n o .

C e r t o , i n F r a n c i a sì è a l u n g o p e n s a t o c h e il f a s c i s m o n o n
a v e s s e n i e n t e a c h e v e d e r e c o n q u e s t o p a e s e . P o i c h é la F r a n -
cia è u n a r e p u b b l i c a , t u t t e l e q u e s t i o n i v e n g o n o r i s o l t e d a l
p o p o l o s o v r a n o t r a m i t e il suffragio u n i v e r s a l e . M a il 6 f e b -
b r a i o a l c u n e migliaia d i fascisti e d ì m o n a r c h i c i , a r m a t i d i pì-

* L. TROTZKY, Oh va la Fi-ance?, Paris 1934, trad. it. in Scritti


1929-1936, Einaudi, Torino 1962, pp. 447-55.
L. Trotzky, Dove va la Francia? 137

s t o l e , d i m a n g a n e l l i e d i r a s o i , h a n n o i m p o s t o al p a e s e il go-
1
v e r n o r e a z i o n a r i o d i D o u m e r g u e , s o t t o la cui p r o t e z i o n e l e
b a n d e fasciste c o n t i n u a n o a rafforzarsi e ad a r m a r s i . C o s a ci
r i s e r v a il d o m a n i ?
C e r t o , i n F r a n c i a c o m e i n c e r t i altri p a e s i d ' E u r o p a ( I n -
g h i l t e r r a , B e l g i o , O l a n d a , Svizzera, paesi s c a n d i n a v i ) , e s i s t e
a n c o r a u n p a r l a m e n t o , e s i s t o n o elezioni, l i b e r t à d e m o c r a t i c h e
o i l o r o a v a n z i . M a in t u t t i q u e s t i paesi la l o t t a d i classe si
acuisce n e l l o stesso s e n s o In cui si è s v i l u p p a t a p r e c e d e n t e -
m e n t e i n I t a l i a e in G e r m a n i a . C h i si c o n s o l a con il d e t t o :
« L a F r a n c i a n o n è la G e r m a n i a » è u n i m b e c i l l e senza spe-
ranza. I n t u t t i i p a e s i o p e r a n o o r a l e stesse leggi: s o n o l e leggi
della d e c a d e n z a capitalista. Se i mezzi d i p r o d u z i o n e c o n t i -
n u a n o a r e s t a r e n e l l e m a n i d i u n piccolo n u m e r o d i c a p i t a l i s t i ,
n o n c'è salvezza p e r la società, c h e è c o n d a n n a t a a p a s s a r e da
u n a crisi a l l ' a l t r a , da u n a m i s e r i a all'altra, a n d a n d o d i m a l e
in p e g g i o . N e i d i v e r s i p a e s i l e c o n s e g u e n z e della d e c r e p i t e z z a
e della d e c a d e n z a d e l c a p i t a l i s m o si e s p r i m o n o in f o r m e d i -
verse e si s v i l u p p a n o a r i t m i d i s u g u a l i . M a il f o n d o d e l p r o -
cesso è l o stesso o v u n q u e . L a b o r g h e s i a h a p o r t a t o la sua
società a u n a c o m p l e t a b a n c a r o t t a . N o n è più i n g r a d o d i
assicurare al p o p o l o n é il p a n e n é la p a c e . P t e c i s a m e n t e p e r
questo n o n p u ò sopportare più a lungo l'ordine democratico.
È c o s t r e t t a a schiacciare gli o p e r a i v a l e n d o s i della v i o l e n z a
fisica. M a n o n si p u ò v e n i r e a capo del m a l c o n t e n t o d e g l i
o p e r a i e d e i c o n t a d i n i s o l o con la polizia. F a r m a r c i a r e l'eser-
cito c o n t r o il p o p o l o è spesso i m p o s s i b i l e : e s s o comincia a
d i s g r e g a r s i e alla fine si verifica il passaggio d i u n a g r a n d e
p a r t e dei s o l d a t i d a l l a p a r t e del p o p o l o . P e r q u e s t o il c a p i t a l e
è costretto a costituire bande armate particolari, specialmente
a l l e n a t e c o n t r o gli o p e r a i , c o m e c e r t e razze d i cani s o n o alle-
n a t e c o n t r o la selvaggina. I l significato s t o r i c o d e l fascismo-
è q u e l l o d i schiacciare la classe o p e r a i a , d i d i s t r u g g e r e l e s u e

1
Doumergue, ex presidente della repubblica, dopo il 6 febbraio'
1934 costimi un ministero con la partecipazione di elementi di destra
come Tardìeu e Pétain e di radicali come Herriot {N.d.C),
138 Parte l, Sezione I

o r g a n i z z a z i o n i , d i soffocare la l i b e r t à politica, n e l m o m e n t o
in cui i capitalisti si r i v e l a n o incapaci d i d i r i g e r e e d i d o m i -
n a r e sulla b a s e d e l m e c c a n i s m o d e m o c r a t i c o .
Il m a t e r i a l e u m a n o , il fascismo l o t r o v a s o p r a t t u t t o nella
piccola b o r g h e s i a . Q u e s t ' u l t i m a , alla fine, v i e n e r o v i n a t a dal
g r a n d e c a p i t a l e . C o n la s t r u t t u r a sociale a t t u a l e n o n h a p o s -
s i b i l i t à d i salvezza. M a n o n conosce a l t r e v i e d ' u s c i t a . I l s u o
m a l c o n t e n t o , la sua r i v o l t a , la sua d i s p e r a z i o n e i fascisti li
d i s t o l g o n o da! g r a n d e c a p i t a l e e li i n d i r i z z a n o c o n t r o gli
o p e r a i . Si p u ò d i r e d e l fascismo c h e è u n ' o p e r a z i o n e d i lussa-
zione dei cervelli della piccola b o r g h e s i a n e l l ' i n t e r e s s e dei
suoi peggiori n e m i c i . C o s i il g r a n d e c a p i t a l e p r i m a r o v i n a le
classi m e d i e , p o i , c o n l ' a i u t o dei suoi m e r c e n a r i , i d e m a g o g h i
fascisti, indirizza c o n t r o il p r o l e t a r i a t o la piccola b o r g h e s i a
c a d u t a nella d i s p e r a z i o n e . È s o l o con q u e s t i p r o c e d i m e n t i
b r i g a n t e s c h i c h e il r e g i m e b o r g h e s e p u ò a n c o r a m a n t e n e r s i .
S i n o a q u a n d o ? S i n c h é n o n sarà r o v e s c i a t o d a l l a r i v o l u z i o n e
proletaria.

L'inizio del bonapartismo in Vrancia.

In F r a n c i a il m o v i m e n t o dalla d e m o c r a z i a v e r s o il fascismo
è a n c o r a alla s u a p r i m a fase. Il p a r l a m e n t o e s i s t e , m a n o n
h a p i ù i p o t e r i d i u n t e m p o e n o n li r i p r e n d e r à p i ù . M o r t a
di p a u r a , la m a g g i o r a n z a del p a r l a m e n t o , d o p o il 6 f e b b r a i o ,
h a c h i a m a t o al p o t e r e D o u m e r g u e , il s a l v a t o r e , l ' a r b i t r o . II
s u o g o v e r n o si m a n t i e n e al di s o p r a del p a r l a m e n t o . Si a p -
p o g g i a n o n sulla m a g g i o r a n z a « d e m o c r a t i c a m e n t e » e l e t t a ,
ma direttamente e immediatamente sull'apparato burocratico,
sulla polizia e s u l l ' e s e r c i t o . P r o p r i o p e r q u e s t o D o u m e r g u e
n o n p u ò tollerare alcuna l i b e r t à p e r i f u n z i o n a r i e, in gene-
rale, p e r i s e r v i t o r i d e l l o S t a t o . H a b i s o g n o d i u n a p p a r a t o
b u r o c r a t i c o d o c i l e e d i s c i p l i n a t o , al cui v e t t i c e si p o s s a m a n -
t e n e r e senza p e r i c o l o di c a d e r e . L a m a g g i o r a n z a p a r l a m e n t a r e
è c o s t r e t t a a i n c h i n a r s i d i n a n z i al D o u m e r g u e nel s u o t e r r o r e ,
d i n a n z i ai fascisti e d i n a n z i al « f r o n t e c o m u n e » . O r a si
L Trouky. Dove va la Francia? 139

scrive m o l t o sulla p r o s s i m a « riforma » d e l l a C o s t i t u z i o n e ,


s u l d i r i t t o di s c i o g l i m e n t o d e l l a C a m e r a dei d e p u t a t i ecc.;
t u t t e q u e s t e q u e s t i o n i h a n n o solo u n i n t e r e s s e g i u r i d i c o . I n
s e n s o p o l i t i c o la q u e s t i o n e è già risolta. L a riforma è sfata
c o m p i u t a senza u n viaggio a V e r s a i l l e s . L a c o m p a r s a sul-
l'arena d i b a n d e fasciste a r m a t e h a d a t o agli a g e n t i del g r a n d e
c a p i t a l e la possibilità d i e l e v a r s i al d i s o p r a del p a r l a m e n t o .
I n ciò c o n s i s t e ora l'essenza d e l l a C o s t i t u z i o n e francese.
T u t t o il r e s t o si riduce a i l l u s i o n i , a p a r o l e v u o t e o a u n
consapevole inganno.
L ' a t t u a l e funzione di D o u m e r g u e ( c o m e dei suoi possibili
successori t i p o il maresciallo P é t a i n o T a r d i e u ) n o n è u n a
cosa n u o v a . È u n a f u n z i o n e a n a l o g a a q u e l l a a v u t a , i n a l t r e
c o n d i z i o n i , da N a p o l e o n e I e d a N a p o l e o n e I I I . L ' e s s e n z a
del b o n a p a r t i s m o c o n s i s t e in q u e s t o : a p p o g g i a n d o s i sulla l o t t a
di d u e c a m p i , con u n a d i t t a t u r a b u r o c r a t i c o - m i l i t a r e « salva »
la « n a z i o n e ». N a p o l e o n e I r a p p r e s e n t a il b o n a p a r t i s m o della
i m p e t u o s a giovinezza della società b o r g h e s e . I l b o n a p a r t i s m o
di N a p o l e o n e I I I è q u e l l o del p e r i o d o i n cui sulla t e s t a della
b o r g h e s i a c o m p a r e già la calvizie. C o n D o u m e r g u e i n c o n t r i a m o
il b o n a p a r t i s m o senile d e l d e c l i n o c a p i t a l i s t a . II g o v e r n o D o u -
m e r g u e è la p r i m a fase d e l passaggio del p a r l a m e n t a r i s m o al
b o n a p a r t i s m o . P e r m a n t e n e r e l ' e q u i l i b r i o , D o u m e r g u e h a biso-
g n o alla sua d e s t r a d e l l e b a n d e fasciste e d ' a l t r o g e n e r e c h e
l ' h a n n o p o r t a t o al p o t e r e . E s i g e t e d a lui c h e sciolga —• n o n sulla
c a r t a , m a nella realtà — l e J e u n e s s e s p a t r i o t e s , l e C r o i x d e fen, i
C a m e l o t s du roi ecc., significa e s i g e t e c h e tagli il r a m o su cui sì
regge. O s c i l l a z i o n i t e m p o r a n e e in q u e s t a o in quella d i r e z i o n e
s o n o b e n i n t e s o possibili. C o s ì un'offensiva p r e m a t u r a del fasci-
s m o p o t r e b b e p r o v o c a r e ai v e r t i c i g o v e r n a t i v i q u a l c h e « scarto a
ministra ». D o u m e r g u e f a r e b b e m o m e n t a n e a m e n t e p o s t o n o n
a T a r d i e u , m a a H e r r i o t . M a , in p r i m o l u o g o , n o n si è m a i
d e t t o c h e i fascisti a v r e b b e r o f a t t o u n t e n t a t i v o d i c o l p o d i
stato p r e m a t u r o . In secondo luogo, un temporaneo scarto a
s i n i s t r a ai v e r t i c i n o n m u t e r e b b e la l i n e a g e n e r a l e d i s v i l u p p o ,
solo n e r i t a r d e r e b b e u n p o ' l o s c i o g l i m e n t o . N o n esiste la via
di u n r i t o r n o i n d i e t r o , alla d e m o c r a z i a pacifica. L o s v i l u p p o
HO Parte l, Sezione 1

p o r t a m e v i t a b i l m e n t e , inf a l l i b i i m e n t e a un conflitto tra il


p r o l e t a r i a t o e il fascismo,

il bonapartismo sarebbe di lunga durata?

Q u a n t o tempo p u ò durare l'attuale regime bonapartista


di t r a n s i z i o n e ? I n a l t r i t e r m i n i : q u a n t o t e m p o r e s t a al p r o -
l e t a r i a t o p e r p r e p a r a r s i alla b a t t a g l i a decisiva? A q u e s t a d o -
m a n d a è n a t u r a l m e n t e i m p o s s i b i l e r i s p o n d e r e con e s a t t e z z a .
M a si p o s s o n o t u t t a v i a fissare alcuni d a t i p e r v a l u t a r e il
r i t m o di s v i l u p p o d i t u t t o il p r o c e s s o . L ' e l e m e n t o p i ù i m p o r -
t a n t e p e r p o t e r g i u d i c a r e è la q u e s t i o n e delle f u t u r e s o r t i
del p a r t i t o r a d i c a l e .
P e r la sua c o m p a r s a , l ' a t t u a l e b o n a p a r t i s m o è l e g a t o , c o m e
sì è d e t t o , a u n inizio dì g u e r r a civile tra i c a m p i politici
estremi. Il suo principale appoggio materiale lo trova nella
polizia e n e l l ' e s e r c i t o . M a h a p u r e u n a p p o g g i o a s i n i s t r a :
è il p a r t i t o radical-socialista. L a b a s e di q u e s t o p a r t i t o d i
m a s s a è c o s t i t u i t a d a l l a piccola b o r g h e s i a delle c i t t à e delle
c a m p a g n e . I v e r t i c i del p a r t i t o s o n o c o s t i t u i t i d a g l i a g e n t i
« d e m o c r a t i c i » d e l l a g r a n d e b o r g h e s i a c h e d i t a n t o in t a n t o
h a n n o concesso al p o p o l o piccole r i f o r m e e p i ù s p e s s o chiac-
chiere d e m o c r a t i c h e , l ' h a n n o salvato o g n i g i o r n o {a p a r o l e )
dalla reazione e d a l c l e r i c a l i s m o , m a in t u t t e le q u e s t i o n i im-
p o r t a n t i h a n n o f a t t o la politica del g r a n d e capitale. S o t t o la
m i n a c c i a d e l fascismo e a n c o r p i ù del p r o l e t a r i a t o , i radical-
socialisti si s o n o visti c o s t r e t t i a p a s s a r e dal c a m p o della
« d e m o c r a z i a » p a r l a m e n t a r e a q u e l l o del b o n a p a r t i s m o . C o m e
il c a m m e l l o s o t t o l o sferza del c a m m e l l i e r e , il r a d i c a l i s m o si
è i n g i n o c c h i a t o p e r c o n s e n t i r e alla r e a z i o n e capitalista di
sedersi sulle s u e g o b b e . Senza l ' a p p o g g i o politico dei radicali,
a t t u a l m e n t e il g o v e r n o D o u m e r g u e s a r e b b e ancora i m p o s s i b i l e .

Se si p a r a g o n a l ' e v o l u z i o n e p o l i t i c a della F r a n c i a a q u e l l a
della G e r m a n i a , il g o v e r n o D o u m e r g u e e i suoi possibili suc-
cessori coi r i s p o n d o n o ai g o v e r n i di B r i i n i n g , v o n P a p e n e
Schleicher c h e o c c u p a r o n o l ' i n t e r v a l l o t r a la d e m o c r a z i a d i
L Trotzky. Dove va la Trancia? 141

W e i m a r e H i t l e r . C'è t u t t a v i a una differenza c h e , politica-


mente, p u ò assumere un'importanza enorme. Il bonapartismo
tedesco è e n t r a t o i n scena q u a n d o i p a r t i t i d e m o c r a t i c i si
e r a n o l i q u e f a t t i , m e n t r e i n a z i s t i c r e s c e v a n o con forza p r o -
digiosa. I t r e g o v e r n i « b o n a p a r t i s t i » della G e r m a n i a , d i s p o -
n e n d o d i u n a l o r o b a s e politica m o l t o l i m i t a t a , si t r o v a v a n o in
e q u i l i b r i o su u n a c o r d a tesa a] di sopra d e l l ' a b i s s o t r a i d u e
c a m p i a v v e r s i : il p r o l e t a r i a t o e il fascismo. Q u e s t i t r e g o v e r n i
c a d d e r o r a p i d a m e n t e . I l c a m p o del p r o l e t a r i a t o era allora scisso,
i m p r e p a r a t o alla l o t t a , d i s o r i e n t a t o e t r a d i t o d a i capi. I na-
zisti p o t e r o n o c o n q u i s t a r e il p o t e r e quasi senza c o m b a t t e r e .
I l fascismo francese n o n r a p p r e s e n t a a n c o r a , p e r il m o -
m e n t o , u n a forza d i m a s s a . A l c o n t r a r i o , il b o n a p a r t i s m o h a
u n a b a s e , c e r t o n o n m o l t o sicura e s t a b i l e , m a d i m a s s a , nei
radicali. T r a i d u e e l e m e n t i e s i s t e u n l e g a m e i n t e r n o . P e r la
n a t u r a sociale della s u a b a s e , il r a d i c a l i s m o è u n p a r t i t o d e l l a
piccola b o r g h e s i a . E il fascismo n o n p u ò d i v e n i r e u n a forza
di m a s s a se n o n c o n q u i s t a n d o la piccola b o r g h e s ì a . I n altri
t e r m i n i : in Francia il fascismo può svilupparsi anzitutto a
mese dei radicali. Q u e s t o p r o c e s s o si verifica già a d e s s o , m a
è a n c o r a al s u o p r i m o s t a d i o .

ha funzione del partilo radicale.

L e u l t i m e elezioni c a n t o n a l i h a n n o d a t i i r i s u l t a t i c h e si
p o t e v a n o e si d o v e v a n o a t t e n d e r e : l e ali, cioè Ì reazionari e
il b l o c c o o p e r a i o , h a n n o g u a d a g n a t o e il c e n t r o , cioè i radi-
cali, h a n n o p e r d u t o . M a g u a d a g n i e p e r d i t e s o n o a n c o r a in-
fimi. Se si fosse t r a t t a t o d i e l e z i o n i p a r l a m e n t a r i , q u e s t i fe-
n o m e n i a v r e b b e r o a s s u n t o senza d u b b i o d i m e n s i o n i p i ù con-
s i d e r e v o l i . G l i s p o s t a m e n t i c h e si sono verificati, p e r n o i
r i v e s t o n o i m p o r t a n z a n o n i n se stessi, m a s o l o c o m e s i n t o m i
d i m u t a m e n t i n e l l a coscienza d e l l e m a s s e . I n d i c a n o c h e il
c e n t r o p i c c o l o - b o r g h e s e h a già c o m i n c i a t o a sciogliersi a v a n -
taggio dei d u e c a m p i e s t r e m i . C i ò vuol d i r e che i r e s t i del
regime parlamentare saranno corrosi sempre più: i campi
142 Paris I, Sezione I

e s t r e m i si r a f f o r z e r a n n o ; gli u n i t r a q u e s t i d u e c a m p i si ac-
c e n t u e r a n n o . N o n è difficile c a p i r e che q u e s t o p r o c e s s o è as-
solutamente inevitabile.
I l p a r t i t o r a d i c a l e è il p a r t i t o t r a m i t e il q u a l e la g r a n d e
b o r g h e s i a a l i m e n t a v a l e s p e r a n z e della piccola b o r g h e s i a i n
u n m i g l i o r a m e n t o p r o g r e s s i v o e pacifico d e l l a sua c o n d i z i o n e .
Q u e s t a f u n z i o n e d e i radicali è s t a t a p o s s i b i l e s o l o finché l e
c o n d i z i o n i e c o n o m i c h e d e l l a piccola b o r g h e s i a r e s t a v a n o s o p -
p o r t a b i l i , t o l l e r a b i l i , finché essa n o n d o v e v a s u b i r e u n a ro-
v i n a massiccia, finché c o n s e r v a v a la s p e r a n z a n e l l ' a v v e n i r e .
C e r t o , il p r o g r a m m a d e i radicali è s e m p r e r i m a s t o u n s e m p l i c e
pezzo d i c a r t a . I radicali n o n h a n n o effettuato n e s s u n a r i f o r m a
sociale seria a f a v o r e dei l a v o r a t o r i — e n o n p o t e v a n o effet-
tuarla -—; n o n s a r e b b e s t a t o l o r o p e r m e s s o dalla g r a n d e b o r -
g h e s i a , nelle cui m a n i si t r o v a n o t u t t e l e v e r e leve del p o t e r e :
le b a n c h e e la b o r s a , la g r a n d e s t a m p a , gli alti f u n z i o n a r i ,
la d i p l o m a z i a , l o s t a t o m a g g i o r e . M a i radicali o t t e n e v a n o a
favore d e l l a l o r o clientela piccole e l e m o s i n e , s o p r a t t u t t o n e l
q u a d r o p r o v i n c i a l e , m a n t e n e n d o in tal m o d o le illusioni d e l l e
m a s s e p o p o l a r i . C o s ì a n d a v a n o l e cose s i n o a l l ' u l t i m a crisi.
O r a per il c o n t a d i n o p i ù a r r e t r a t o d i v e n t a c h i a r o c h e n o n si
t r a t t a d ì u n a crisi p a s s e g g e r a , c o n s u e t a , c o m e c e n e s o n o
s t a t e p a r e c c h i e p r i m a d e l l a g u e r r a , m a di u n a crisi d i t u t t o
il s i s t e m a sociale. O c c o r r o n o m i s u r e a r d i t e e d e c i s i v e . Q u a l i ?
I l c o n t a d i n o n o n Io sa. N e s s u n o glielo ha d e t t o , c o m e s a r e b b e
stato necessario.

I l c a p i t a l i s m o ha p o r t a t o i m e z z i d i p r o d u z i o n e a u n li-
vello tale c h e si t r o v a n o paralizzati dalla m i s e r i a d e l l e m a s s e
p o p o l a r i , r o v i n a t e dal c a p i t a l i s m o s t e s s o . A p p u n t o p e r q u e s t o
t u t t o il s i s t e m a è e n t r a t o i n u n p e r i o d o d i d e c a d e n z a , d i d e -
c o m p o s i z i o n e , d i i m p u t r i d i m e n t o . I l c a p i t a l i s m o n o n solo n o n
p u ò d a r e ai l a v o r a t o r i n u o v e r i f o r m e sociali, e n e p p u r e solo
piccole e l e m o s i n e , m a è a d d i r i t t u r a c o s t r e t t o a r i p r e n d e r e le
antiche. T u t t a l'Europa è entrata in un'epoca di controriforme
e c o n o m i c h e e p o l i t i c h e . L a p o l i t i c a d i s p o l i a z i o n e e d i sof-
f o c a m e n t o delle m a s s e è d e t e r m i n a t a n o n d a i c a p r i c c i d e l l a
r e a z i o n e , m a dalla d e c o m p o s i z i o n e del r e g i m e c a p i t a l i s t a . È
L. Jrotzky, Dove va hi Francia? 14?

q u e s t o il f a t t o f o - i d a m e n t a l e , c h e d e v e essere a s s i m i l a t o d a
o g n i o p e r a i o , c h e n o n voglia essere i n g a n n a t o da p a r o l e v u o t e .
A p p u n t o p e r q u e s t o i p a r t i t i r i f o r m i s t i d e m o c r a t i c i si d i s g r e -
g a n o e l ' u n o d o p o l ' a l t r o p e r d o n o l e l o r o forze i n t u t t a
E u r o p a . L a stessa s o r t e a t t e n d e p u r e Ì radicali francesi. Solo
g e n t e senza cervello p u ò p e n s a r e c h e la c a p i t o l a z i o n e d i D a -
ladìer o il servilismo d i H e r r i o t d i n a n z i alla p e g g i o r e r e a z i o n e
siano il r i s u l t a t o di c a u s e f o r t u i t e , t e m p o r a n e e , o d e l l a m a n -
canza d i c a r a t t e r e di q u e s t i d u e c a p i l a m e n t e v o l i . N o ! I g r a n d i
f e n o m e n i politici d e v o n o avere s e m p r e p r o f o n d e radici sociali.
L a d e c a d e n z a dei p a r t i t i d e m o c r a t i c i è u n f e n o m e n o u n i v e r -
sale c h e t r a e origine dalla d e c a d e n z a del c a p i t a l i s m o s t e s s o .
L a g r a n d e b o r g h e s i a dice ai r a d i c a l i : « O r a n o n è p i ù il
m o m e n t o d i scherzare! Se n o n la s m e t t e t e d i c i v e t t a r e con i
socialisti e d i a m o r e g g i a r e con il p o p o l o p r o m e t t e n d o g l i m a r i
e m o n t i , allora c h i a m o i fascisti. R e n d e t e v i b e n e c o n t o c h e
il 6 f e b b r a i o n o n è s t a t o c h e u n p r i m o a v v e r t i m e n t o ! » .
D o p o d i c h e il c a m m e l l o r a d i c a l e si p i e g a sulle g i n o c c h i a .
N o n gli r e s t a altro da f a r e .

M a il r a d i c a l i s m o n o n t r o v e r à salvezza su q u e s t a v i a .
U n e n d o il s u o d e s t i n o a q u e l l o della r e a z i o n e d i n a n z i a t u t t o
il p o p o l o , acceleta i n e v i t a b i l m e n t e la sua fine! L a p e r d i t a
d i v o t i e d i m a n d a t i alle elezioni c a n t o n a l i n o n è c h e u n
i n i z i o . I n s e g u i t o , il p r o c e s s o d i d i s g r e g a z i o n e d e l p a r t i t o
r a d i c a l e si s v i l u p p e r à s e m p r e p i ù r a p i d a m e n t e . T u t t a l a q u e -
s t i o n e è d i s a p e r e in f a v o r e d i c h i , d e l l a r i v o l u z i o n e p r o l e t a r i a
o del f a s c i s m o , a v v e r r à q u e s t a d i s g r e g a z i o n e i n e v i t a b i l e ,
irresistibile.
C h i p r e s e n t e r à p e r p r i m o alle classi m e d i e , su d ' u n a b a s e
p i ù l a r g a e c o n m a g g i o r e a u d a c i a , il p r o g r a m m a p i ù c o n v i n -
c e n t e e — q u e s t o è il f a t t o r e p i ù i m p o r t a n t e — g u a d a g n e r à
la l o r o fiducia, d i m o s t r a n d o c o n l e p a r o l e e c o n i f a t t i d i
e s s e r e capace d i i n f r a n g e r e t u t t i gli o s t a c o l i sulla via d i u n
. i w e n i r e m i g l i o r e : il socialismo r i v o l u z i o n a r i o o la r e a z i o n e
fascista? D a q u e s t o i n t e r r o g a t i v o d i p e n d e il d e s t i n o della
Francia, per molti anni. N o n solo della Francia, ma d i t u t t a
l ' E u r o p a . N o n solo d e l l ' E u r o p a , m a del m o n d o i n t e r o .
144 Parte I, Sezione I

Le « classi medie », il partito radicale e il fascismo.

D o p o la v i t t o r i a dei nazisti in G e r m a n i a , n e i p a r t i t i e nei


g r u p p i d i « sinistra i> si s o n o f a t t i m o l t i d i s c o r s i sulla neces-
sità d i s t a r e v i c i n i alle « classi m e d i e » p e r s b a r r a r e la s t r a d a
al f a s c i s m o . L a frazione R e n a u d e l e soci si è staccata dal
p a r t i t o socialista c o n l o s c o p o specifico d i avvicinarsi ai r a d i -
cali. M a n e l m o m e n t o s t e s s o i n cui R e n a u d e l , c h e v i v e delle
idee del 1 8 4 S , t e n d e v a t u t t e e d u e l e m a n i a H e r r i o t ,
quest'ultimo aveva t u t t e e due le mani occupate: una da
Tardieu, l'altra da Louis M a n n .
T u t t a v i a n o n n e c o n s e g n e affatto c h e la classe o p e r a i a
p o s s a v o l g e r e l e spalle alla piccola b o r g h e s i a l a s c i a n d o l a alla
sua s v e n t u r a . O h , n o ! A v v i c i n a r s i ai c o n t a d i n i e alla g e n t e
m i n u t a delle c i t t à , a t t r a r l i dalla n o s t r a p a r t e , è la c o n d i z i o n e
necessaria del successo della l o t t a c o n t r o il fascismo, p e r n o n
p a r l a r e p o i d e l l a c o n q u i s t a del p o t e r e . B i s o g n a solo p o r r e il
p r o b l e m a in m o d o g i u s t o . M a allo s c o p o b i s o g n a c o m p r e n -
d e r e c h i a r a m e n t e q u a l e sia la n a t u r a delle « classi m e d i e ».
I n politica, s o p r a t t u t t o in u n p e r i o d o c r i t i c o , n i e n t e è p i ù
p e r i c o l o s o c h e r i p e t e r e f o r m u l e g e n e r a l i senza e s a m i n a r e q u a l e
sia il l o r o c o n t e n u t o sociale.
L a società c o n t e m p o r a n e a è c o m p o s t a d i t r e classi: la
g r a n d e b o r g h e s i a , il p r o l e t a r i a t o e l e « classi m e d i e » o pic-
cola b o r g h e s i a . L e relazioni tra q u e s t e t t e classi d e t e r m i n a n o in
u l t i m a analisi la s i t u a z i o n e politica nel p a e s e . L e classi fon-
d a m e n t a l i della società s o n o la g r a n d e b o r g h e s i a e il p r o l e -
t a r i a t o . Solo q u e s t e d u e classi p o s s o n o a v e t e u n a politica
i n d i p e n d e n t e , chiara e c o n s e g u e n t e . L a piccola b o r g h e s i a è
c a r a t t e r i z z a t a dalla sua d i p e n d e n z a e c o n o m i c a e dalla sua
e t e r o g e n e i t à sociale. II s u o s t r a t o s u p e r i o r e confina i m m e d i a -
t a m e n t e con la g r a n d e b o r g h e s i a . I l s u o s t r a t o i n f e r i o r e si
f o n d e con il p r o l e t a r i a t o e p e r s i n o c a d e alla c o n d i z i o n e d i
s o t t o p r o l e t a r i a t o . C o n f o r m e m e n t e alla sua p o s i z i o n e e c o n o -
mica, la piccola b o r g h e s i a n o n p u ò a v e r e u n a p o l i t i c a indi-
p e n d e n t e . O s c i l l a s e m p r e t r a i capitalisti e gli o p e r a i . I l s u o
L. Trotzky, Dove va la Francia? 145

s t r a t o s u p e r i o r e la s p i n g e a d e s t r a ; i suoi s t r a t i i n f e r i o r i , o p -
pressi e s f r u t t a t i , i n c e n e c o n d i z i o n i , s o n o capaci d i effet-
t u a r e u n a b r u s c a svolta a s i n i s t r a . A p p u n t o q u e s t e relazioni
c o n t r a d d i t t o r i e t r a Ì d i v e r s i s t r a t i delle « classi m e d i e » h a n n o
s e m p r e d e t e r m i n a t o la p o l i t i c a confusa e a s s o l u t a m e n t e in-
c o n s i s t e n t e d e i r a d i c a l i , l e l o r o esitazioni t r a il c a r t e l l o con
i socialisti, p e r c a l m a r e la b a s e e il blocco n a z i o n a l e c o n la
r e a z i o n e c a p i t a l i s t a p e r salvare la b o r g h e s i a . L a d i s g r e g a z i o n e
definitiva del r a d i c a l i s m o c o m i n c i a dal m o m e n t o in cui la
g r a n d e b o r g h e s i a , essa p u r e in u n vicolo cieco, n o n gli con-
s e n t e p i ù d i oscillare. I piccoli b o r g h e s i , cioè le m a s s e c a d u t e
i n r o v i n a delle c i t t à e delle c a m p a g n e , c o m i n c i a n o a p e r d e r e
la p a z i e n z a . A s s u m o n o u n a t t e g g i a m e n t o s e m p r e p i ù o s t i l e
nei c o n f r o n t i del l o r o s t r a t o s u p e r i o r e ; si c o n v i n c o n o d i f a t t o
d e l l ' i n c o n s i s t e n z a e delle perfìdia della l o r o d i r e z i o n e p o l i t i c a .
Il c o n t a d i n o p o v e r o , P a r t i g i a n o , il piccolo c o m m e r c i a n t e si
c o n v i n c o n o in realtà c h e u n abisso li s e p a r a d a t u t t i I s i n d a c i ,
da t u t t i gli a v v o c a t i , da t u t t i gli a r r i v i s t i politici tipo H e r r i o t ,
D a l a d i e r , C h a u t e m p s e c o m p a g n i a , che p e r il l o r o m o d o d i
v i v e r e e le l o r o c o n c e z i o n i s o n o g r a n d i b o r g h e s i . I l fascismo
s f r u t t a p r o p r i o q u e s t a d i s i l l u s i o n e della pìccola b o r g h e s i a , la
sua i m p a z i e n z a , l a sua d i s p e r a z i o n e . I s u o i a g i t a t o r i stigma-
tizzano e m a l e d i c o n o la d e m o c r a z ì a p a r l a m e n t a r e c h e spal-
2
leggia i c a r r i e r i s t i e gli s t a v ì s k a t i , m a n o n d à n i e n t e ai m o -
desti l a v o r a t o r i . P e r p a r t e l o r o , m o s t r a n o d e m a g o g i c a m e n t e
i p u g n i ai b a n c h i e r i , ai grossi c o m m e r c i a n t i , ai c a p i t a l i s t i .
Q u e s t e p a r o l e e q u e s t i g e s t ì r i s p o n d o n o p i e n a m e n t e ai sen-
t i m e n t i d e i piccoli p r o p r i e t a r i , p r e c i p i t a t i i n u n a s i t u a z i o n e
senza via d ' u s c i t a . I fascisti si d i m o s t r a n o audaci, s c e n d o n o
nelle piazze, a t t a c c a n o la p o l i z i a , t e n t a n o d i scacciare il p a r -
l a m e n t o c o n la forza. T u t t o q u e s t o si i m p o n e al pìccolo b o r -
g h e s e p r e s o d a l l a d i s p e r a z i o n e . E g l i dice a se s t e s s o : « I
r a d i c a l i , t r a cui ci s o n o t r o p p i c i a l t r o n i , si s o n o v e n d u t i defi-
n i t i v a m e n t e ai b a n c h i e r i : i socialisti p r o m e t t o n o da l u n g a

!
Da Suviskv, protagonista Ji uno « scandalo » famosa in quagli
mai (Nd.C).

10. De Felice
146 Parte 1, Sezione 1

d a t a d i e l i m i n a r e lo s f r u t t a m e n t o , m a n o n p a s s a n o m a i dalle
p a r o l e ai f a t t i ; dei c o m u n i s t i , chi n e capisce n i e n t e : o g g i è
u n a cosa, d o m a n i u n ' a l t r a ; v e d i a m o se ci s a l v a n o i fascisti ».

È inevitabile il passaggio delle classi medie nel campo del


fascismo?

3
R e n a u d e l , F r o s s a r d e i l o r o simili si i m m a g i n a n o c h e
la piccola b o r g h e s i a sìa a t t a c c a t a a n z i t u t t o alta d e m o c r a z i a e
che a p p u n t o p e r q u e s t o ci si d e b b a u n i r e ai r a d i c a l i . Q u a l e
aberrazione mostruosa! La democrazia n o n è che u n a forma
p o l i t i c a . L a p i c c o l a b o r g h e s i a si p r e o c c u p a n o n d e l g u s c i o ,
m a d e l g h e r i g l i o della n o c e . C e r c a d i salvarsi dalla m i s e r i a e
dalla r o v i n a . S e la d e m o c r a z i a si rivela i m p o t e n t e . . . al d i a v o l o
la d e m o c r a z i a ! Così r a g i o n a o così la p e n s a o g n i p i c c o l o b o r -
g h e s e . N e l l a c r e s c e n t e r i v o l t a degli s t r a t i inferiori d e l l a pic-
cola b o r g h e s i a c o n t r o i suoi s t r a t i s u p e r i o r i , « i s t r u i t i », su
scala c o m u n a l e , c a n t o n a l e e p a r l a m e n t a r e , risiede la p r i n c i -
p a l e o r i g i n e sociale e p o l i t i c a del fascismo. A c i ò v a a g g i u n t o
l ' o d i o d e l l a g i o v e n t ù i n t e l l e t t u a l e , schiacciata dalla crisi, v e r s o
gli a v v o c a t i , i p r o f e s s o r i , i - d e p u t a t i e i m i n i s t r i a r r i v a t i .
A n c h e q u i , d u n q u e , gli i n t e l l e t t u a l i p i c c o l o - b o r g h e s i inferiori
si r i b e l l a n o c o n t r o i v e r t i c i .

G ò significa forse c h e il p a s s a g g i o della piccola b o r g h e s i a


sulla v i a del f a s c i s m o è i n e v i t a b i l e , i n e l u t t a b i l e ? N o , u n a
simile c o n c l u s i o n e s a r e b b e u n v e r g o g n o s o f a t a l i s m o . Q u e l l a
c h e è r e a l m e n t e i n e v i t a b i l e , i n e l u t t a b i l e è la fine del radica-
l i s m o e d i t u t t i ì r a g g r u p p a m e n t i politici c h e l e g a n o il l o r o
d e s t i n o al s u o . N e l l e c o n d i z i o n i della d e c a d e n z a capitalista
n o n c'è p i ù p o s t o p e r u n p a r t i t o d i r i f o r m e d e m o c r a t i c h e
e d i p r o g r e s s o « pacifico ». Q u a l u n q u e sia la s t r a d a p e r cui
p a s s e r à lo s v i l u p p o f u t u r o d e l l a F r a n c i a , il r a d i c a l i s m o s c o m -

3
Frossard, segretario del panilo socialità, quando avvenne al con-
gresso di Touis la scissione tra comunisti e socialisti, aderì al partilo
comunista dì cui divenne segretario. Successivamente abbandonava il
partito comunista, ritornando tra ì socialisti (N./ì.C.).
! Tralzky. Vnue va la Francia? 147

parirà c o m u n q u e dalla scena, r e s p i n t o e v i t u p e r a t o dalla pic-


cola b o r g h e s i a che e s s o ha d e f i n i t i v a m e n t e t r a d i t o . O g n i
o p e r a i o c o s c i e n t e si c o n v i n c e r à sulla b a s e d e i fatti e d e l l ' e s p e -
rienza q u o t i d i a n a che la n o s t r a p r e v i s i o n e c o r r i s p o n d e alla
realtà. N u o v e elezioni s e g n e r a n n o d e l l e sconfitte p e r i r a d i -
cali. C e r t i s t r a t i sociali si s e p a r e r a n n o s u c c e s s i v a m e n t e d a
l o r o : le masse p o p o l a r i in b a s s o , i g r u p p i d i c a r r i e r i s t i spa-
v e n t a t i in a l t o . D e f e z i o n i , scissioni, t r a d i m e n t i s e g u i r a n n o
i n i n t e r r o t t a m e n t e . N e s s u n a m a n o v r a e n e s s u n b l o c c o salve-
r a n n o il p a r t i t o radicale, c h e t r a s c i n e r à seco n e l l ' a b i s s o il
p a r t i t o » d i R e n a u d e l - D é a t * e c o m p a g n i . L a fine del p a r t i t o
radicale d i s c e n d e i n e v i t a b i l m e n t e d a l f a t t o c h e la società
b o r g h e s e n o n p u ò più v e n i r e a c a p o delle s u e difficoltà c o n
m e t o d i c o s i d d e t t i d s m o c r a t i c i . L a scissione t r a la b a s e della
piccola b o r g h e s i a e i suoi v e r t i c i è i n e v i t a b i l e .

M a ciò n o n significa affatto c h e le m a s s e c h e s e g u o n o il


r a d i c a l i s m o d e b b a n o i n f a l l i b i l m e n t e t r a s f e r i r e le l o r o s p e r a n z e
nel fascismo. C e r t o , la p a r t e p i ù d e m o r a l i z z a t a , più declas-
sata e p i ù avida della g i o v e n t ù delle classi m e d i e ha già f a t t o
la p r o p r i a scelta i n q u e s t a d i r e z i o n e . È s o p r a t t u t t o da q u e s t a
riserva c h e p r o v e n g o n o le b a n d e f a s c i s t e . M a l e v a s t e m a s s e
piccolo-borghesi delle città e delle c a m p a g n e n o n h a n n o an-
cora s c e l t o . E s s e e s i t a n o d i n a n z i a u n a d e c i s i o n e g r a v e . A p -
p u n t o p e r c h é e s i t a n o , c o n t i n u a n o a n c o r a a v o t a r e , m a senza
fiducia, p e r i radicali. Q u e s t a c o n d i z i o n e d i esitazione e d i
irresolutezza n o n d u r e r à p e r ò degli a n n i , m a dei m e s i . N e l l a
fase c h e ci a t t e n d e , l o s v i l u p p o p o l i t i c o a s s u m e r à u n r i t m o
febbrile. L a pìccola b o r g h e s i a r e s p i n g e r à la d e m a g o g i a del
fascismo solo se p o t r à a v e r fede n e l l a realtà d i u n ' a l t r a vìa.
M a l'altra via è la via della r i v o l u z i o n e p r o l e t a r i a .

4
Marcel Deal, dirigente dell'aia d e 5 m socialista, venni; espulsa
dal partilo. Più tardi fu uno dei dirmenti del collaborazionismo di
Vichy (N.d.C).
14S Parte I, Sezione I

È vero che la piccola borghesia teme la rivoluzione?

I p r a t i c o n i p a r l a m e n t a r i , che c r e d o n o d i e s s e r e conosci-
tori del p o p o l o , a m a n o r i p e t e r e : « N o n b i s o g n a s p a v e n t a r e
le classi m e d i e c o n la r i v o l u z i o n e , l e classi m e d i e n o n a m a n o
gli e s t r e m i s m i ». I n q u e s t a f o r m a g e n e r a l e , q u e s t ' a f f e r m a z i o n e
è c o m p l e t a m e n t e falsa. N a t u r a l m e n t e , il piccolo p r o p r i e t a r i o
ci tiene a U ' o r d i n e s i n c h é i suoi affari v a n n o b e n e e s i n c h é
spera c h e d o m a n i a n d r a n n o a n c o r a m e g l i o . M a quando
q u e s t a s p e r a n z a è p e r d u t a , si infuria f a c i l m e n t e e d è p r o n t o
a r i c o r r e r e alle m i s u r e e s t r e m e . A l t r i m e n t i , c o m e a v r e b b e
p o t u t o r o v e s c i a r e Io S t a t o d e m o c r a t i c o e p o r t a r e il fascismo
al p o t e r e i n I t a l i a e i n G e r m a n i a ? I piccoli b o r g h e s i d i s p e -
rati v e d o n o nel f a s c i s m o i n n a n z i t u t t o u n a forza c o m b a t t i v a
c o n t r o il g r a n d e c a p i t a l e e c r e d o n o c h e , d i v e r s a m e n t e dai
p a r t i t i operai c h e l a v o r a n o s o l o con la l i n g u a , il f a s c i s m o si
servirà dei p u g n i p e r s t a b i l i r e u n a m a g g i o r e « g i u s t ì z i a ». I l
contadino e l'artigiano sono, a loro m o d o , dei realisti: com-
p r e n d o n o c h e n o n si p o t r à fare a m e n o d e i p u g n i . È s b a g l i a t o ,
t r e v o l t e s b a g l i a t o , affermare c h e la piccola b o r g h e s i a a t t u a l e
n o n segue i p a r t i t i o p e r a i p e r c h é t e m e l e m i s u r e e s t r e m e .
A l c o n t r a r i o . L o s t r a t o i n f e r i o r e della piccola b o r g h e s i a , l e
s u e g r a n d i m a s s e v e d o n o nei p a r t i t i o p e r a i s o l o m a c c h i n e
p a r l a m e n t a r i , n o n c r e d o n o alla forza d i q u e s t i p a r t i t i , n o n
c r e d o n o c h e siano capaci d i l o t t a r e , c h e s i a n o capaci
q u e s t a v o l t a d i c o n d u r r e la l o t t a s i n o in f o n d o , E se le c o s e
s t a n n o così, v a l e la p e n a d i s o s t i t u i r e il r a d i c a l i s m o con i
suoi confratelli p a r l a m e n t a t i di s i n i s t r a ? E c c o c o m e r a g i o n a ,
ecco c o m e la p e n s a il p r o p r i e t a r i o p e r m e t à e s p r o p r i a t o , r o -
v i n a t o e i n d i g n a t o . Senza u n a c o m p r e n s i o n e d i q u e s t a psi-
cologia d e i c o n t a d i n i , degli a r t i g i a n i , degli i m p i e g a t i , dei
piccoli f u n z i o n a r i ecc. — psicologia c h e t r a e o r i g i n e dalla
crisi sociale — è i m p o s s i b i l e e l a b o r a r e u n a p o l i t i c a g i u s t a .

L a piccola b o r g h e s i a è e c o n o m i c a m e n t e d i p e n d e n t e e p o -
l i t i c a m e n t e f r a z i o n a t a . P e r q u e s t o n o n p u ò a v e r e u n a poli-
tica p r o p r i a . H a b i s o g n o di u n « c a p o » c h e le ispiri fiducia.
!, Trotzky, Dove va la Trancia? 149

Q u e s t o c a p o i n d i v i d u a l e o c o l l e t t i v o , che p u ò essere cioè u n a


personalità o u n p a r t i t o , le p u ò essere d a t o d a l l ' u n a o dal-
l'ultra delle classi fondameDtali, d a l l a g r a n d e b o r g h e s i a o dal
p r o l e t a r i a t o . I l fascismo u n i s c e e a r m a l e m a s s e d i s p e r s e : di
una « p o l v e r e u m a n a » — s e c o n d o la n o s t r a e s p r e s s i o n e —
i,i dei g r u p p i d i c o m b a t t i m e n t o . I n q u e s t o m o d o d à alla
piccola b o r g h e s i a l'illusione d i e s s e r e u n a forza i n d i p e n d e n t e .
Essa c o m i n c i a a p e n s a r e che d a r à e f f e t t i v a m e n t e o r d i n i allo
S t a t o . N e s s u n a m e r a v i g l i a c h e q u e s t e speranze e q u e s t e illu-
sioni le d i a n o alla t e s t a .
M a la piccola b o r g h e s i a p u ò t r o v a r e u n c a p o a n c h e n e l
p r o l e t a r i a t o . L ' h a m o s t r a t o i n Russia e p a r z i a l m e n t e in
S p a g n a . Si è o r i e n t a t a i n q u e s t o s e n s o in I t a l i a , i n G e r m a n i a
e in A u s t r i a . M a i p a r t i t i d e l p r o l e t a r i a t o n o n si s o n o d i m o -
strati all'altezza d e l l o r o c o m p i t o s t o r i c o . P e r a t t r a r r e a sé
la piccola b o r g h e s i a i l p r o l e t a r i a t o deve c o n q u i s t a r e la s u a
fiducia. E p e r fare q u e s t o d e v e a v e r e esso stesso fiducia nella
p r o p r i a forza. G l i è n e c e s s a r i o a v e r e un c h i a r o p r o g r a m m a
di azione e d essere p r o n t o a l o t t a r e p e r i l p o t e r e con tutti
i mezzi p o s s i b i l i . R i n v i g o r i t o d a l suo p a r t i t o per u n a l o t t a
decisiva e i m p l a c a b i l e , i l p r o l e t a r i o dice ai c o n t a d i n i e alla
g e n t e m o d e s t a delle città; « I o l o t t o p e r il p o t e r e : ecco il
m i o p r o g r a m m a : s o n o p r o n t o a i n t e n d e r m i c o n v o i p e r in-
i r o d u r r e c a m b i a m e n t i i n q u e s t o p r o g r a m m a : u s e r ò l a forza
solo c o n t r o i l g r a n d e c a p i t a l e e Ì suoi lacchè; m a c o n v o i , lavo-
r a t o r i , v o g l i o c o n c l u d e r e u n ' a l l e a n z a sulla b a s e d i u n d e t e r -
m i n a t o p r o g r a m m a » . U n simile l i n g u a g g i o il c o n t a d i n o l o
c o m p r e n d e r à . B i s o g n a solo c h e a b b i a fiducia nella capacità
del p r o l e t a r i a t o d i i m p a d r o n i r s i d e l p o t e r e . A l l o s c o p o b i -
sogna l i b e r a r e i l f r o n t e u n i c o d a o g n i e q u i v o c o , d a o g n i i n d e -
cisione, d a l l e c h i a c c h i e r e v u o t e ; b i s o g n a c a p i r e la s i t u a z i o n e
e porsi s e r i a m e n t e sulla via della l o t t a r i v o l u z i o n a r i a . . .
HERMANN RAUSCHNING

LA RIVOLUZIONE DEL NICHILISMO *

La dottrina della violenta.

I l n a z i o n a l s o c i a l i s m o n o n r a p p r e s e n t a il s u p e r a m e n t o della
<( r i v o l u z i o n e d e l l e m a s s e », m a il s u o c o m p i m e n t o . C i ò c h e
s o r p r e n d e , n o n è c h e q u e s t a e v o l u z i o n e abbia p o t u t o o p e r a r s i :
è c h e essa a b b i a p o t u t o o p e r a r s i s o t t o la m a s c h e r a d i u n
m o v i m e n t o i n o p p o s t a d i r e z i o n e , senza c h e q u e s t o m u t a m e n t o
d i r o t t a sia s t a t o a p p i e n o r i c o n o s c i u t o d a c o l o r o c h e n e subi-
r o n o le conseguenze.
I n G e r m a n i a n o n si è c o m p r e s o c h e la t e o r i a politica
m o d e r n a d e l l ' a z i o n e d i r e t t a è s t r e t t a m e n t e c o n n e s s a c o n la
filosofia della v i o l e n z a , S m e n d , d o c e n t e d i d i r i t t o a l l ' u n i v e r -
sità d i B e r l i n o , si l i m i t a i n s o s t a n z a a c o n s t a t a r e c h e n e l l e
d e m o c r a z ì e o d i e r n e l e m a s s e a b b i s o g n a n o di f o r m e dì v i t a
p o l i t i c a e l e m e n t a r i , p l e b i s c i t a r i e , sitidacaliste, i s t i n t i v e , i n o g n i
c a s o i m m e d i a t e . M a egli v i e n e cosi a s e g n a l a r e u n i c a m e n t e
il p r i n c i p i o f o r m a l e c h e g u i d a l a d e m o c r a z i a plebiscitaria di
massa nell'azione diretta. Q u e s t o principio formale è quello
c h e i s p i r a al n a z i o n a l s o c i a l i s m o i suoi solenni e p u b b l i c i riti,
i p l e b i s c i t i e l e azioni delle s u e f o r m a z i o n i . I l nazionalsocia-
l i s m o si c o n f o r m a a l l ' e s i g e n z a d i Sorel, c h e v u o l e c h e l'indi-
v i d u o p a r t e c i p i a n c h ' e g l i d i r e t t a m e n t e e p e r s o n a l m e n t e alla

- Da H . R A U S C H N I N G J Die Revolution des Nihilhmus, 7.ufidì 1935,


iriìd. it. LtJ rivoluzione del nichilismo, Mondadori, Milano 1947,
pp. 61-74 e 147-55.
lì. Rauschning, La rivoluzione del nichilismo 151

v i t a politica. È q u e s t o u n m e t o d o t e n d e n t e ad a l l a r g a r e la
b a s e della politica, ad a t t i v a r e la m a s s a i n a p p a r e n z a , m e n t r e
in r e a l t à la s o t t r a e ad o g n i esercizio p o l i t i c o . I n q u a n t o
l ' a z i o n e d i r e t t a venga i n t e g r a t a m e d i a n t e il c o r p o r a t i v i s m o , il
m i l i t a r i s m o e il m i t o , essa d o v r e b b e c o n d u r r e al s u p e r a m e n t o
della d e m o c r a z i a e del p a r l a m e n t a r i s m o . M a l ' a z i o n e d i r e t t a
n o n a s s u m e il s u o v e r o significato se n o n c o l l o c a n d o la
v i o l e n z a al c e n t r o della s u a p o l i t i c a e a v v i l u p p a n d o l a i n s e g u i t o
d i u n a p a r t i c o l a r e i n t e r p r e t a z i o n e ideologica della r e a l t à . Si
v i e n e a c r e d e r e , i n s o m m a , d i e il r i c o r s o alla v i o l e n z a p o s s a ,
in u n o sforzo s u p r e m o , l i b e r a r e delle forze e t i c h e e spiri-
tuali c r e a t i v e capaci d i c o n d u r r e al r i n n o v a m e n t o sociale e
n a z i o n a l e . O r t e g a y G a s s e t s c r i s s e : « L a civiltà c o n s i s t e i n
u n t e n t a t i v o d i r e n d e r e la v i o l e n z a l ' u l t i m a ratio del p r o c e -
d e r e u m a n o . Q u e s t o si rivela o g g i a n c h e t r o p p o c h i a r a m e n t e ,
p o i c h é l ' a z i o n e d i r e t t a i n v e r t e l ' o r d i n e e p r o c l a m a la v i o l e n z a
la p r i m a ratio, anzi l ' u n i c a ratio: essa è la n o r m a c h e s o v v e r t e
o g n i n o r m a ». P e r Sorel, la v i o l e n z a è l a forza f o n d a m e n t a l e
della v i t a : la si p o t r e b b e c h i a m a r e a n c h e v o l o n t à d i p o t e n z a
o realismo eroico. Q u e s t o atteggiamento n o n rappresenta
u n ' e v a s i o n e dal nichilismo o dalla d i s p e r a z i o n e nichilistica,
u n ' e v a s i o n e c h e cerca d i t r o v a r e u n solido a p p o g g i o n e l l a
r e a l t à : è p i u t t o s t o p r o p r i o la c o n s a p e v o l e affermazione d i
q u e s t o n i c h i l i s m o , la giustificazione d e l l a v i t a m e d i a n t e la v i t a
stessa. L a violenza d i v i e n e l ' u n i c a forza m o t r i c e della s t o r i a .
U n a v o l t a s m a s c h e r a t e t u t t e l e n o r m e s o t t o l'accusa d i e s s e r e
s o l t a n t o delle ideologie, la r a g i o n e stessa v i e n e s v a l u t a t a .
L ' a t t e g g i a m e n t o a n t i n t e l l e t t u a l i s t i c o e a n t i r a z i o n a l i s t i c o d e l di-
n a m i s m o n o n è casuale, m a è l ' e s p r e s s i o n e necessaria d i u n a
t o t a l e assenza d i n o r m e . L ' u o m o n o n è u n e s s e r e logico, n o n
è u n e n t e razionale o s p i r i t u a l e , m a u n essere i s t i n t i v o , c h e
s e g u e i suoi i m p u l s i c o m e u n a b e s t i a . P e r c i ò la r a g i o n e è
incapace d i c o s t i t u i r e la b a s e d i u n o r d i n a m e n t o sociale o d i
u n s i s t e m a politico. L a forza b a r b a r i c a della v i o l e n z a c h e il
socialismo r i f o r m i s t a e il m a r x i s m o m o d e r a t o v o l e v a n o t e n e r e
a f r e n o , è p r o p r i o il s o l o f a t t o r e c h e p u ò modificare u n
o r d i n a m e n t o sociale. E c c o p e r c h é l ' a z i o n e d i r e t t a rivoluzio-
152 Parte I, Sezione 1

n a r m h a r i p o r t a t o l a v i t t o r i a sul socialismo i m b o r g h e s i t o e
s v u o t a t o del s u o c o n t e n u t o r i v o l u z i o n a r i o , così c o m e il socia-
l i s m o stesso a v e v a t r a v o l t o v i o l e n t e m e n t e l a b o r g h e s i a e le
vecchie classi d i r i g e n t i . A n t i s p i r i t u a l i s m o , indifferenza di
f r o n t e alla v e r i t à , indifferenza di f r o n t e ai c o n c e t t i m o r a l i
b o r g h e s i d i o n o r e e d i d i r i t t o : ecco ciò c h e suscita l ' i n d i g n a -
zione delle b o r g h e s i e t e d e s c h e e s t r a n i e r e d i f r o n t e a c e n i
p r o w e d i m e n t i n a z i o n a l s o c i a l i s t i . M a t u t t o ciò n o n è u n ecces-
so: è la l e g i t t i m a e s p r e s s i o n e d i u n a c o n d o t t a g e n e r a l e , c h e
non p u ò manifestarsi i n m o d o diverso, poiché è strettamente
c o n n e s s a c o n l a d o t t r i n a della v i o l e n z a . L ' o s t i l i t à c o n t r o Io
s p i r i t o , l ' i n d i v i d u a l i s m o , la p e r s o n a l i t à , l a scienza e l ' a r t e
non è l'invenzione arbittaria di un regime particolarmente
m a l v a g i o b a s a t o s u l l ' i d e o l o g i a razzista, m a la logica conse-
g u e n z a del s i s t e m a p o l i t i c o d e l l ' a z i o n e d i r e t t a r i v o l u z i o n a r i a
c h e fa d e l l a v i o l e n z a l ' u n i c o s u o p r i n c i p i o e m o t o r e .

M a a n c h e n e g l i a m b i e n t i b o r g h e s i c h e i n t e n d e v a n o ricol-
l e g a r e il n u o v o col v e c c h i o e s o g g i a c q u e r o , a n c h e c o n c r e t a -
m e n t e , alla s u g g e s t i o n e d e l l a v i o l e n z a , si m a n i f e s t ò u n feno-
m e n o a n a l o g o . C a r i S c h m i t t , c o n l a sua t e o r i a d e l l ' « a m i c o -
n e m i c o », definisce a d d i r i t t u r a l a p o l i t i c a c o m e la sfera d e l l a
« violenza c o n q u i s t a t r i c e ». I l s e n n o p o l i t i c o si rivela nella
« capacità d i d i s t i n g u e r e l ' a m i c o e il n e m i c o », « L ' i n c a p a c i t à
a r i c o n o s c e r e q u e s t a differenza, o il rifiutarsi d i riconoscerla,
è u n s ì n t o m o d i d e c a d e n z a polìtica ». D i f r o n t e al n e m i c o la
v i o l e n z a è l ' u n i c a a r m a a d a t t a . S e il l i b e r a l i s m o v u o l t e n t a r e
« d i d e r i v a r e la p o l i t i c a d a l l ' e t i c a », l ' a t t u a l e r e a l i s m o ha in-
v e c e p a l e s e m e n t e i n d i v i d u a t o l'essenza d e l l a p o l i t i c a i n q u e s t a
p o l a r i t à a m i c o - n e m i c o . L a sfera politica v i e n e s o s t a n z i a l m e n t e
definita d a l l a p o s s i b i l i t à r e a l e d i u n n e m i c o . Difficilmente si
p o t r e b b e partire da u n a posizione ottimistica nelle considera-
zioni d i o r d i n e p o l i t i c o . C o s ì l'esprit de conquète che Con-
s t a n t p r e s e a o s t e g g i a r e fino d a l 1 8 1 4 , d i v e n t e r e b b e l'unica
molla s p i r i t u a l e « d i q u e s t o secolo d o m i n a t o d a l l ' i n g a n n o e
dalle illusioni ».
li Rauschning, La rivoluzioni' del nichilismo 153

// capo e i suoi seguaci.

M a x W e b e r riconosce n e l l a incapacità p r o p r i a del n o s t r o


t e m p o a c o m p r e n d e r e l e d o t t r i n e p o l i t i c h e e ad uscire dagli
interessi i m m e d i a t i , il f a t t o r e decisivo p e r u n a e v o l u z i o n e
dei p a r t i t i v e r s o la d i t t a t u r a . A p r i m a vista si s a r e b b e p o r t a t i
a v e d e r e n e l p a r t i t o nazista d i massa n i e n t ' a l t r o c h e u n a
s i m d e e v o l u z i o n e , a c c o m p a g n a t a dal d e g e n e r a r e di u n a d o t -
trina p o l i t i c a a ideologia d e m a g o g i c a , d e s t i n a l a a n c o r a u n i c a -
m e n t e alla m a s s a .
Il p r i n c i p i o d e l « c a p o » e dei seguaci s o p p r i m e o g n i p o s -
sibilità d ì c o s t i t u i r e u n o S t a t o . L à d o v e q u e s t o p r i n c i p i o
p r e s i e d e alla f o r m a z i o n e della v o l o n t à p o l i t i c a , n o n è p i ù
possibile u n o Stato nell'accezione tradizionale di questo ter-
m i n e ; e l o stesso si p u ò d i r e p e r l ' o r d i n a m e n t o sociale. L e
vecchie classi d i r i g e n t i , a n c o r a a t t a c c a t e all'ideale idillico d i
u n o S t a t o r e t t o d a o t t i m a t i , f u r o n o t r a t t e dal l o r o p r o p r i o
d e s i d e r i o a d a c c e t t a r e la d o t t r i n a delia v i o l e n z a , il p r i n c i p i o
d i u n a fedeltà g i u r a t a c h e lega Velile al s u o c a p o : p r i n c i p i o
che p o t e v a c o n d u r r e a u n a d i t t a t u r a della violenza, m a i a u n a
r e s t a u r a z i o n e . F a c e n d o e n t r a r e il p a r t i t o nazista n e l l a « com-
b i n a z i o n e », gli e l e m e n t i b o r g h e s i a v e v a n o i n t e s o affidare il
t i m o n e d e l g o v e r n o al vecchio p r e s i d e n t e d e l R e i c h ; essi asse-
g n a v a n o al c a p o d e l p a r t i t o la funzione del wh'tp ( s f e r z a )
b r i t a n n i c o d i f r o n t e al leader. M a se q u e s t a r i p a r t i z i o n e d i
c o m p i t i s e m b r a v a p l a u s i b i l e , e r a i n realtà c o m p l e t a m e n t e
falsa. S u b o r d i n a n d o il p a r t i t o d e l l a violenza all'alto c o m a n d o -
d i u n o s t r a n i e r o , si o t t e n n e il c o n t r a r i o del risultato s p e r a t o :
il c a p o e i s u o i seguaci n a z i s t i n o n si a d a t t a r o n o n é alla
n a z i o n e n é ai fini n a z i o n a l i ; i n g l o b a r o n o l o S t a t o e la n a z i o n e
nella l o r o p r o p r i a o r g a n i z z a z i o n e d i v i o l e n z a e s u b o r c l i n a r o n o
il « r i s v e g l i o n a z i o n a l e » alla l o r o p r o p r i a ascesa alle p o s i z i o n i
d i c o m a n d o : il p a r t i t o c o m a n d a v a allo S t a t o . G l i a v v e n i m e n t i
presero u n a piega molto p i ù pericolosa di q u a n t o non appa-
risse ai s e d i c e n t i politici r e a l i s t i ; il n a z i o n a l s o c i a l i s m o è b e n
a l t r o c h e u n a « d e m o c r a z i a d i r e t t a da u n c a p o e p r o v v i s t a
154 Parte 1, Sezione 1

d i u n m o t o r e ». L a G e r m a n i a d o v e v a senza d u b b i o r i c u p e r a r e
la l u n g a e s p e r i e n z a d e m o c r a t i c a c h e a l t r e n a z i o n i a v e v a n o
c o m p i u t o . M a ciò c h e a v v i e n e in G e r m a n i a n o n r i s p o n d e
affatto alle i d e e b e n i g n e c h e forse gli s t r a n i e r i se n e f a n n o ,
q u a s i c h e si t r a t t a s s e d i u n a raccolta d i e s p e r i e n z e già com-
p i u t e a l t r o v e d a m o l t o t e m p o . N é il s i s t e m a d e l boss in
A m e r i c a n é la f u n z i o n e d e l caucus in I n g h i l t e r r a p o s s o n o
e s s e r presi c o m e t e r m i n i d i c o n f r o n t o d e l n u o v o s i s t e m a
t e d e s c o . Q u a n t o allo spoil e al s u o m e t o d o d i r i p a r t i z i o n e
dei p u b b l i c i uffici, e s s o n o n h a nulla a c h e fare c o n la
m a n i e r a con cui Yélite nazista è salita al p o t e t e e si è i m p a -
d r o n i t a con la forza degli uffici e delle p o s i z i o n i di c o m a n d o .
Q u e l l o che è p e c u l i a r e al r e g i m e è i n v e c e q u e s t o : d a u n a
p a r t e si è f o r m a t a u n a élite speciale che p a r t e c i p a ai privilegi
del p o t e r e , e d a l l ' a l t r a la n a z i o n e o r g a n i z z a t a si d i s p e r d e in
u n a m a s s a a m o r f a t e n u t a i n s i e m e dai q u a d r i c o l l e t t i v i . 'L'elite
r e s t a la v e r a m o l l a rivoluzionaria e rìene al t e m p o stesso
l ' a p p a r a t o di d o m i n a z i o n e . E s s a costituisce il « s e g u i t o » del
capo e a questo solo titolo resta privilegiata. Q u e s t a élite
nazista n o n è a l t r o c h e l'« élite a r r i v i s t a » d i cui p a r l a P a r e t o :
q u e l l a élite c h e , al d i fuori d i o g n i ideologia, r a p p r e s e n t a la
v e r a forza di u n a rivoluzione n o n è p o s s i b i l e c h e q u a n d o u n a
classe fino allora d i r i g e n t e , m a c h e la d e c a d e n z a m o r a l e e
m a t e r i a l e ha r e s o i n c a p a c e d i d i f e n d e r e c o n la forza la p r o p r i a
p o s i z i o n e , v i e n e a conflitto con u n a classe n u o v a c h e i n t e n d e
p r e n d e r n e il p o s t o . C o m u n q u e sia, la r i v o l u z i o n e nazista si
a v v i c i n a al p r o c e s s o d e s c r i t t o da P a r e t o : ascesa d i u n a classe
n u o v a e c a d u t a d i u n a vecchia.

La nuova « élite ».

A n c h e sul p r o b l e m a dell'elite politica, della « classe supe-


r i o r e d e s t i n a t a ad a v e r e u n a f u n z i o n e storica » gli a m b i e n t i
della restaurazione avevano teorie proprie. Q u e s t e teorie, p u r
p a r t e n d o da p o s i z i o n i differenti, si a v v i c i n a v a n o a l l ' i d e a nazio-
nalsocialista d i c r e a r e u n a n u o v a classe s u p e r i o r e q u a l e stru-
II. Rauschning, La rivoluzione del nichilismo 155

m e n t o d i d o m i n a z i o n e . R i t o r n e r ò a n c o r a su q u e s t o p u n t o . I n
«ilcuni d i q u e s t i a m b i e n t i si s p e r a v a d i d i v e n t a r e q u e s t a
classe s u p e r i o r e r i n n o v a t a c h e s a r e b b e g i u n t a al p o t e r e insie-
m e al m o v i m e n t o n a z i o n a l s o c i a l i s t a , s p e r a n z a c h e c o n t r i b u ì
n o t e v o l m e n t e a c o n d u r r e alla « c o m b i n a z i o n e » del 1 9 3 3 .
II nazionalsocialismo h a b r u t a l m e n t e s c a r t a t o q u e s t e a l t e
a s p i r a z i o n i . N o n a v e v a b i s o g n o d i n e s s u n a élite, n é spiri-
tuale n é sociale: e r a e s s o stesso u n a élite. M o l t o significativo
p e r rivelare l e c o n t r a d d i z i o n i i n t e r n e degli a v v e n i m e n t i t e d e -
schi è il c o n t r a s t o t r a la d i a l e t t i c a p e s a n t e e p r e t e n z i o s a d e g l i
a m b i e n t i nazionalistici b o r g h e s i n e l t r a t t a r e il p r o b l e m a d e l -
Yélite e della d i r e z i o n e p o l i t i c a , e l'assenza d i s c r u p o l i d e l
n a z i o n a l s o c i a l i s m o nel s u o m o d o d i p r o c e d e r e p r a t i c a m e n t e
alla selezione déil'élìte stessa. P e r q u e s t ' u l t i m o la for-
m a z i o n e d i u n a élite n o n era u n problema spirituale e
p o l i t i c o , m a u n p r o c e s s o c o n c r e t o d i selezione p r a t i c a ai fini
d e l l a sua « l o t t a p e r il p o t e r e ». E s s o n o n p e n s a v a n e p p u r e a
i n t r o d u r r e nella sua élite d e g l i e l e m e n t i p r o v e n i e n t i da a l t r i
g r u p p i . L a q u a l i t à d i q u e s t i a l t r i a m b i e n t i , la l o r o i n t e l l i -
g e n z a , l e l o r o capacità e la l o r o p o s i z i o n e sociale n o n a v e v a n o
n e s s u n a i m p o r t a n z a p e r la sua l o t t a politica. C o s t o r o n o n s o n o
p e r e s s o a l t r o che u n a m a s s a d i « a b o r t i » c o m e s u o l d i r e
il m i n i s t r o della P r o p a g a n d a . M a il n a z i o n a l s o c i a l i s m o a d o t t ò
il l i n g u a g g i o d i q u e s t i a m b i e n t i e d i q u e s t e élites. Appro-
p r i a n d o s i dei c o n c e t t i e delle n o r m e e s t e r i o r i d i a u t e n t i c h e
élites p o l i t i c h e e sociali, esso h a s a p u t o s e d u r r e fino ad o g g i
una nazione troppo ingenua, e nascondere che u n a élite,
p r i m i t i v a e s p r e s s i o n e d i m a s s a , si s e r v i v a d e i g r a n d i fini nazio-
nali e sociali p e r g i u n g e r e al p o t e r e . T u t t i c o l o r o c h e si
s o n o alleati al n a z i o n a l s o c i a l i s m o n e l l a sua l o t t a p e r il p o t e r e
m o s t r a v a n o c o n q u e s t o solo f a t t o d i a p p a r t e n e r e p e r s a n g u e e
p e r c a r a t t e r e aU'élite: e q u e s t a finzione c o s t i t u i s c e il mecca-
n i s m o d i u n p r i m i t i v o , m a efficace m e t o d o d i r e c l u t a m e n t o .
M a il g r a n d e segreto della c o e s i o n e dell'elite è l a sua assenza
d i d o t t r i n a . N o n era u n a p r o f e s s i o n e di fede d i f r o n t e a u n a
ideologia qualsiasi a d e t e r m i n a r e l ' a p p a r t e n e n z a aWélite, bensì
il t a t t o di c o m b a t t e r e p e r l'ascesa al p o t e r e dsWélite stessa
156 Parie 1, Sezione 1

e la m a n i e r a i n c u i q u e s t a l o t t a si svolgeva. L a n o s t r a v e r a
selezione è l a nostra b a t t a g l i a , d i c o n o i nazionalsocialisti. L ' i n -
telligenza, il s a p e r e , l a n o b i l t à d i nascita o l a p a r t i c o l a r e p o s i -
zione sociale n o n a u t o r i z z a n o a e n t r a r e ridi'elite: eletti sono
p r o p r i o coloro c h e sono esenti da sentimenti borghesi. La vita
b o t g h e s e n o n d à ai t e m p e r a m e n t i d i t t a t o r i a l i n e s s u n a p r o b a -
bilità d i successo, anzi li e s p o n e a t e n t a z i o n i c h e li v o t a n o al
f a l l i m e n t o nella v i t a b o r g h e s e . I I f a l l i m e n t o n e l l a v i t a b o r -
g h e s e n o n i n d i c a c h e si sia s p r o v v i s t i d e l l e q u a l i t à d i c a p o
r i v o l u z i o n a r i o : al c o n t r a r i o . C o n la p o t e n z a d e i m e z z i d e m a -
gogici e c o n la p r o n t e z z a d ' a z i o n e p r o p r i a d e i desperados che
n o n h a n n o n u l l a d a p e r d e r e e t u t t o da g u a d a g n a r e , q u e s t a
élite d i m a s s a h a s a p u t o f a c i l m e n t e i m p o r s i d i f r o n t e ai
membri, b e n m e n o energici e p i ù p r u d e n t i , del « club dei
signori » o d e l c l u b d e l l ' a r i s t o c r a z i a ,

I l n a z i o n a l s o c i a l i s m o o t t e n n e il successo a d o p e r a n d o la
terminologia dei suoi concorrenti. Esso h a saputo i n tal m o d o
camuffare così b e n e i p r o p r i reali m o t i v i c h e n u m e r o s i m e m -
b r i adi'élite si a c c o r s e r o s o l o m o l t o t a r d i d i c o n d u r r e u n a
d o p p i a esistenza, u n a fittizia s u l p i a n o m o r a l e e n a z i o n a l e ,
l ' a l t r a , assai c o n c r e t a , b a s a t a sulla v i o l e n z a e sulla b r u t a l i t à .
N e g l i a m b i e n t i c h e p a r t e c i p a n o e f f e t t i v a m e n t e al p o t e r e , il
n a z i o n a l s o c i a l i s m o è u n a m i n o r a n z a d i r i g e n t e scelta fra c o l o r o
c h e h a n n o a v u t o i l m a g g i o r successo.
U n a v o l t a c o n q u i s t a t o il p o t e r e , Vélite se n e s e r v e p e r
c o n s e r v a r l o . F a c e n d o i p r o p r i i n t e r e s s i , essa è c o n v i n t a di
fare g l i i n t e r e s s i della c o m u n i t à e d i s e r v i r e al b e n e g e n e r a l e .
"L'elite si f o r m a p r o p r i o p e r c h é i suoi m e m b r i , grazie alla
loro energia e al loro superiore accorgimento, sanno rappre-
s e n t a r e gli i n t e r e s s i d e l l a m a g g i o r a n z a u n i t a m e n t e a i p r o p r i .
L a c a r a t t e r i s t i c a p r i n c i p a l e Adi'élite è « l o s p i e g a m e n t o , f a t t o
o p p o r t u n a m e n t e e senza s c r u p o l i , d ì t u t t e l e f o r z e fisiche e
m a t e r i a l i a s u a d i s p o s i z i o n e » . A n c h e i n c i ò i l nazionalsocia-
l i s m o h a m e s s o i n p r a t i c a le n u o v e d o t t r i n e d e l l a v i o l e n z a ,
s e c o n d o cui ì v a l o r i s p i r i t u a l i s e r v o n o solo a l e g i t t i m a r e il
p o t e r e p o l i t i c o e n o n h a n n o , i n sé e p e r s é , n é u n a p r o p r i a
l e g i t t i m i t à n é u n a p r o p r i a a u t o n o m ì a . N o n v ' è n u l l a al di
fi. Rauschnìng, La rivoluzione del nichilismo 157

fuori d e l p o t e r e : esso solo p e r m e t t e l'ascesa dell'elite e deve


essere a d o p e r a t o o g n i m o m e n t o p e r m a n t e n e r l a , m a n e g g i a n -
d o l o senza r i g u a r d i , i n g u i s a r a p i d a e b r u r a l e . M a è o p p o r -
t u n o c h e q u e s t o s p i e g a m e n t o d i forze p o g g i su d i u n s o s t r a t o
ideologico a d a t t o . L a v e r a élite n o n c o n o s c e s c r u p o l i o d e -
v i a z i o n i u m a n i t a r i e . D o v e a p p a i o n o simili c o n s i d e r a z i o n i ,
d o v e l ' u s o della f o r z a è o s t a c o l a t o dagli s c r u p o l i , l'elite è
in d e c a d e n z a e d a p r e a u n a n u o v a élite la possibilità d i suc-
c e d e r l e . P e r c i ò o g n i élite è t e n u t a a u n a s o r t a d i a l l e n a m e n t o
alla b r u t a l i t à . E s s a p r e f e r i s c e s e m p r e i m e z z i e l e s o l u z i o n i
p i ù v i o l e n t e . Solo cosi si m a n t i e n e n e l l a sua f u n z i o n e . L a
l o t t a d e l l e élites d i v i e n e allora — c o m e h a s p i e g a t o P a r e t o —
u n a t r a s p o s i z i o n e n e l c a m p o sociale della l o t t a biologica p e r
l'esistenza. D o v e s o r g e u n b i s o g n o di sicurezza si p u ò e s s e r
sicuri c h e la vecchia élite h a già c a p i t o l a t o e c h e il s u o d o m i -
n i o è solo a p p a r e n t e .

Q u e s t e s o n o le c o n c e z i o n i del n a z i o n a l s o c i a l i s m o , n o n già
i n s e g n a t e s i s t e m a t i c a m e n t e i n p u b b l i c o e n e p p u r e riunite in
u n s i s t e m a , b e n s ì t r a s m e s s e d i bocca in bocca n e i q u a d r i
d e l l ' e i e - e p r e s e a b a s e d i o g n i azione. E s s e r e g o l a n o la
c o n d o t t a p r a t i c a dell'é//Ve, la q u a l e , p e r l'assenza d i s c r u p o l i
nei m e z z i i m p i e g a t i , p e r la p r o n t e z z a d ' a z i o n e e l a gioia d e l
rischio, h a o t t e n u t o u n a s u p e r i o r i t à indiscussa d i f r o n t e a
t u t t e l e altre classi d o m i n a n t i , ai vecchi e l e m e n t i d i r i g e n t i ,
b o r g h e s i o socialisti. Q u a n d o si v a n t a l ' a z i o n e r a p i d a e spie-
t a t a d e i d i r i g e n t i n a z i s t i n e l l a l o t t a politica i n t e r n a e d e s t e r n a ,
c i ò n o n riesce c h e a c o n f e r m a r e il f a t t o c h e la n u o v a élite
si s e r v e e f f e t t i v a m e n t e della s u a forza i n s e n s o p a r e t i a n o ,
s o p r a t t u t t o p e r m a n t e n e r s i al p o t e r e e p e r installarvisi s e m p r e
più.
M a le r e g o l e p r a t i c h e e le m a s s i m e d i c o n d o t t a p o l i t i c a
a s s u n t e p i ù o m e n o c o s c i e n t e m e n t e dal n a z i o n a l s o c i a l i s m o s o n o
valide solo nel corso di u n a rivoluzione p e r m a n e n t e . Nelle
g r a n d i crisi l'elite r i v o l u z i o n a r i a si m a n t i e n e solo s p i n g e n d o
s e m p r e p i ù o l t r e il p r o c e s s o rivoluzionario. Sforzandosi d i
m a n t e n e r s i al p o t e r e , essa d e v e d i s g r e g a r e il v e c c h i o o r d i -
n a m e n t o della c o m u n i t à , i n q u a n t o costituisce u n a riserva d i
158 Parie I, Sezione 1

forze per la classe dirigente che le ha ceduto il posto. Solo


così può rimanere efficace il principio che vede nell'uso privo
di scrupoli della forza la vera funzione dell'elite. Questa, non
appena la struttura dell'ordinamento politico interno sarà
radicalmente distrutta, dovrà volgersi al di là delle frontiere
per sconvolgere anche l'ordinamento politico estetno.
« L'uomo giusto al posto giusto » è la tipica divisa bor-
ghese dei tempi pacifici. In periodi rivoluzionari, ma solo in
essi, si può rinunciare all'uomo « giusto » e ricorrere a chiun-
que sappia adoperare la forza brutalmente e senza scrupoli.
Solo un periodo rivoluzionario può passar sopra il problema
scabroso della scelta delle persone adatte con tanta leggerezza,
per non dire scelleratezza, quanto il nazionalsocialismo; ma
lo può solo fino a tanto che non si tratta di creare veramente
qualche cosa, ma solo di consumare delle riserve già accumu-
late e di distruggere attraverso un movimento rivoluzio-
nario. Quanto minor cultura ha una classe dirigente, tanto
meglio è. Ernst Jìinger, ferito di guerra e insignito delle più
alte decorazioni, esprime qui come in altre questioni nella
marnerà più chiara ciò che i dirigenti nazisti desiderano tener
nascosto ai creduli membri del partito. Egli scrive nel suo
libro Der Arbeìter: « Un'incisione abbastanza profonda da
sbarazzarci del vecchio cordone ombelicale può essere prati-
cata con l'energia necessaria solo da un grande amor proprio,
incarnato in una schiatta di capi giovani e senza scrupoli.
Quanto minor cultura, nel senso usuale della parola, possederà
questa schiatta, e tanto meglio sarà ». « La nostra speranza
sta in un nuovo rapporto con le forze elementari », Egli vede
compiersi l'allevamento e la selezione di una nuova aristo-
crazia e subentrare ai pattiti « una nuova forma d'unità, che
potremmo anche designare col nome di Ordine ». « Un movi-
mento di ex combattenti, un partito socialrivoluzionario, un
esercito si trasformano cosi in una nuova aristocrazia, che si
impossessa dei mezzi spirituali e tecnici decisivi ». « L'influen-
za decisiva non si esercita più mediante l'opinione della
maggioranza, bensì mediante l'azione ».

La nuova selezione fa scomparire tutti i valori tradizionali


il. Rauschning, La rivoluzione del nichilismo 159

e storici. L a n u o v a élite r o m p e c o s c i e n t e m e n t e c o l p a s s a t o .
Essa suggella i l n u o v o o r d i n e . L a « classe s u p e r i o r e d e s t i n a t a
alla s t o r i a » è l'elite n a z i o n a l s o c i a l i s t a , e d essa soia. C i ò è
d o v u t o alla risoluta a t t i v i t à s v o l t a d o p o il c o l p o d i s t a t o
« c o m b i n a t o » d e l 3 0 g e n n a i o p e r i m p a d r o n i r s i delle l e v e d i
c o m a n d o in' u n a l o t t a s p i e t a t a , m e n t r e Vélite b o r g h e s e si a c -
c o n t e n t a v a delle i n s e g n e e s t e r i o r i d i q u e l l e p o s i z i o n i d i c o -
m a n d o d a c u i t u p r o g r e s s i v a m e n t e cacciata alla p r i m a o c c a s i o n e .
Acquisito questo p u n t o di vista, n o n meraviglierà p i ù n e s -
s u n o c h e p e r l'elite r i v o l u z i o n a r i a n o n ci siano p i ù o s t a c o l i
m o r a l i n e l s e n s o b o r g h e s e n é c h e i singoli p r e s e n t i n o u n a
c u r i o s a m i s t u r a d i idee n i c h i l i s t i c h e radicali c o n delle arie d a
piccolo-borghesi semicolti, a p e r t a m e n t e o s t e n t a t e . L a r i s o l u -
tezza f r e d d a e calcolatrice c h e c a r a t t e r i z z a l ' a z i o n e politica d i
q u e s t a élite è s t a t a finora s e m p r e s p i e g a t a p e r mezzo di u n a
s u p e r i o r i t à o a l m e n o d i u n a c e r t a agilità s p i r i t u a l e ( a m e n o
c h e n o n sì t r a t t i d i semplici d e l i n q u e n t i ) . M a q u i ci si i n c o n -
t r a i n u n m i s c u g l i o i n c u i si f o n d o n o i n t u t t a i n g e n u i t à d e g l i
elementi sin q u i considerati incompatibili. Tuttavia n o n biso-
gna lasciarsi i n d u r r e i n e r r o r e d a l c a r a t t e r e i n s o l i t o d i q u e s t o
m i s c u g l i o : la c o m p o n e n t e efficace i n q u e s t e n a t u r e d u p l i c i è
una v o l o n t à t e n a c e e decisa a t u t t o , e p o c o i m p o r t a se q u e s t a
g e n t e p a r l a u n t e d e s c o s g r a m m a t i c a t o o t r a d i s c e i n altra
m a n i e r a l a p o v e r t à del p r o p r i o b a g a g l i o i n t e l l e t t u a l e . Q u i s t a
a n c h e l a spiegazione d e l f a t t o c h e l ' e l i m i n a z i o n e d i u n ' a l t a
p e r s o n a l i t à i n s e g u n o a s c o r r e t t e z z e ( p e r a d o p e r a r e u n eufe-
m i s m o ) , sia solo u n c a s o eccezionale. C i ò c h e i b o r g h e s i
c h i a m a n o i m m o r a l e n o n v a a carico d i chi lo fa n é p u ò f a r
m e t t e r e i n d u b b i o i s u o i s e n t i m e n t i nazionalsocialisti. I l nazio-
n a l s o c i a l i s m o esige c h e l a élite s c a r t i o g n i s c r u p o l o m o r a l e
p e r s o n a l e a l l o r c h é si t r a t t a d e l p a r t i t o . C h i si p e r m e t t e i l
lusso d i u n a decisione s e c o n d o la p r o p r i a coscienza, n o n
a p p a r t i e n e all'elite e v i e n e e s p u l s o . Si capisce cosi c h e a n c h e
la m a n c a n z a d i scrupoli m o r a l i n e l l a v i t a p r i v a t a d i u n a p p a r -
t e n e n t e all'elite i n c o n t r i l a p i ù l a r g a t o l l e r a n z a p r e s s o le a u t o -
rità d e l p a r t i t o . N o n si p u ò p r e t e n d e r e d a q u a l c u n o u n a
s t r e t t a c o r r e t t e z z a nella v i t a p r i v a t a , q u a n d o gli si c h i e d e
160 Parie 1, Sezione I

d i c o m m e t t e r e q u a l s i a s i d e l i t t o in favore d e l p a r t i t o . A t a l u n i
fu perfino i n t i m a t o d i c o m p i e r e certi a t t i , p e r e s s e r n e sicuri
n e l l ' a v v e n i r e o p e r m e t t e r e alla p r o v a il g r a d o d e l l a l o r o
o b b e d i e n z a p a s s i v a . I n D a n z i c a si p r e t e s e d a l s e n a t o r e p e r
l'igiene p u b b l i c a c h e a t t r i b u i s s e ai colpi d i u n a v v e r s a r i o p o l i -
t i c o la m o r t e d i u n « c o m b a t t e n t e » n a z i o n a l s o c i a l i s t a , e c i ò
i n flagrante c o n t r a d d i z i o n e col r e f e r t o m e d i c o . E g l i si rifiutò
d i affermare ufficialmente q u a l c h e cosa d i c o n t r a r i o alla v e r i t à
e p e t s e la sua f u n z i o n e e la sua carica. U n e s e m p i o t r a i t a n t i
d e l p r o c e d i m e n t o s i s t e m a t i c a m e n t e a p p l i c a t o p e r fare dell'etite
u n a b a n d a d i c o n g i u r a t i , da cui n e s s u n o p u ò u s c i r e p e r c h é
tutti sono complici.

Il carisma della figura del « Yiihrer ».

A l c e n t r o d e l m o v i m e n t o , della sua élite e delle s u e for-


m a z i o n i sta la figura d e l Yuhrer. Questo centro non p u ò
e s s e r e s o s t i t u i t o d a q u a l c h e cosa d ' a l t r o , p . e s . d a u n g r u p p o
d i p e r s o n e , da u n c o m i t a t o , da u n d i r e t t o r i o . I n tal caso si
d i s c o n o s c e r e b b e l ' e l e m e n t o « c a r i s m a t i c o » del Yuhrer. Que-
s t o c a r i s m a d e l « d u c e d i m a s s e », del g r a n d e d e m a g o g o e
r i v o l u z i o n a r i o , è u n a realtà c h e n o n si d o v r e b b e n e g a r e ,
p a r t e del n i m b o a d u n a t o i n t o r n o al d u c e rivoluzionario ap-
p a r e ed è t r u c c o e m o n t a t u r a : m a la sua efficacia, c o m e q u e l l a
d e l dinamismo rivoluzionario stesso, è data da u n certo che
d i i r r a z i o n a l e , dalle d o t i m e d i a n i c h e del c a p o . H i t l e r , il rivo-
l u z i o n a r i o , i n c a t e n a le folle con le s u e v i r t ù m e d i a n i c h e , di
cui è p r i g i o n i e r o egli s t e s s o . E c c o c o m e l'« A r b e i t s m a n n »
d e s c r i v e l ' a z i o n e e s e r c i t a t a sulle m a s s e dalla g r a n d e p e r s o n a l i t à
del Yuhrer-. «. A l l o r a m i assalì il g r a n d e b r i v i d o d i gioia. I o Io
v i d i negli occhi e d egli m i v i d e negli o c c h i : e d ecco c h e i o
n o n a v e v o p i ù c h e il d e s i d e r i o d i e s s e r e a casa, s o l o con
q u e l l a g r a n d e i m p r e s s i o n e da cui e r o c o m e schiacciato ». I n
q u e s t a m a n i e r a m a g n i l o q u e n t e n o n si è e s p r e s s a u n ' a m m i r a -
t r i c e e n t u s i a s t a , b e n s ì u n alto m a g i s t r a t o in m e z z o ai suoi
H. Rauschning, La rivoluzione del nichilismo 161

c o l l e g h i : il c a s o è a u t e n t i c o e a m e p e r s o n a l m e n t e n o t o . « I o
s o n o c o n v o i e v o i s i e t e con m e »; il Fuhrer d e v e p r o n u n c i a r e
frasi l a p i d a r i e , d i i s p i r a z i o n e religiosa, d a utilizzare c o m e
m e z z i d i s u g g e s t i o n e v e r b a l e . R i f e r e n d o sul c o n g r e s s o d e l
p a r t i t o , i g i o r n a l i s c r i v o n o : « I l n o s t r o servizio d i v i n o consi-
s t e v a n e l r i c o n d u r r e o g n u n o alle r a d i c i , alle m a d r i . F u d a v v e r o
u n servizio d i v i n o ». L ' e t e r n a l o t t a t r a l u c e e t e n e b r e , t r a
affermazione d e l l a v i t a e n e g a z i o n e della v i t a ; ecco la g r a n d e
a l t e r n a t i v a d a v a n t i alla q u a l e , s e c o n d o il d o t t . L e y , si t r o v a
p o s t o o g n i t e d e s c o , c o n f o r t a t o d a l l a n u o v a fede n e l Fùhrer,
e s i s t e m a t o d a v a n t i alla sua t r i b u n a , m a c c h i n a scenografica
d o n d e p a r t o n o gli effetti l u m i n o s i e il segnale d e l l ' a p p l a u s o .
H i t l e r v i e n e c o s c i e n t e m e n t e e s i s t e m a t i c a m e n t e diviniz-
z a t o d i f r o n t e alla m a s s a . U n o d e i p r i n c i p a l i s t r u m e n t i della
d o m i n a z i o n e nazista c o n s i s t e n e l l ' e l e v a r l o al r a n g o d i u n i c o
s a l v a t o r e , « N o i t u t t i su q u e s t a t e r r a c r e d i a m o i n A d o l f
H i t l e r , n o s t r o Fùhrer, e a f f e r m i a m o che il n a z i o n a l s o c i a l i s m o
è l ' u n i c a fede c h e p o s s a far felice il n o s t r o p o p o l o », Q u e s t e
s o n o d i c h i a r a z i o n i ufficiali dell'elite d e l p a r t i t o . L a figura m e s -
sianica d e l Fùhrer è il n u c l e o i n d i s p e n s a b i l e d e l l a s u a p r o p a -
g a n d a , c u r a t o così m e t o d i c a m e n t e c o m e t u t t o il m e c c a n i s m o
del p o t e r e . G i à p r i m a d e l l ' a v v e n t o al p o t e r e u n n a z i o n a l s o -
cialista e m i n e n t e m i d i c e v a , a p r o p o s i t o d e l l a figura d e l
Fùhrer, c h e essa d o v e v a r i t i r a r s i s e m p r e p i ù n e l s e g r e t o e
nel m i s t e r o , e a p p a r i r e i n f o r m a visibile m e d i a n t e a t t i sor-
p r e n d e n t i e r a r i d i s c o r s i , s o l o alle svolte decisive d e l d e s t i n o
d e l l a n a z i o n e . N e l r e s t o d e l t e m p o , essa d o v e v a eclissarsi cosi
c o m e il c r e a t o r e d i e t r o alla c r e a z i o n e , p e r a u m e n t a r e l'effetto
e l ' a u r e o l a d i m i s t e r o . L a r a r i t à stessa delle s u e a p p a r i z i o n i
n e f a r e b b e dei g r a n d i a v v e n i m e n t i . N e s s u n g r a n d e c a p o
d o v r e b b e s p r e c a r e l e s u e f a t i c h e nelle i n c o m b e n z e q u o t i d i a n e
d i i n d o l e a m m i n i s t r a t i v a . Q u e l m i l i t a n t e della v e c c h i a guar-
d i a c o n t i n u a v a d i c e n d o c h e il Fuhrer m o r t o a v r e b b e u n effetto
e n o r m e i n u n a s v o l t a decisiva d e l l a n a z i o n e . P o t r e b b e p e r f i n o
v e n i r e u n g i o r n o in cui si d o v e s s e sacrificare il Fuhrer per
c o r o n a r e la sua o p e r a , e d o v e s s e r o sacrificarlo i suoi accoliti
del p a r t i t o , i suoi fidi stessi. Solo allorché H i t l e r fosse d i v e n -

11. De Felice
162 Parie I, Sezione 1

tato una figura veramente mitica si rivelerebbe in tutta la


sua profondità il suo magico potere. Simili dichiarazioni sono
ispirate a una sincera convinzione, a una vera fede che allora
si nutriva ancora nella missione spirituale del nazionalsocialismo.
Burckhardt sosteneva che il nostro tempo è incline a
lasciarsi talvolta mistificare da avventurieri e visionari. Si può
aggiungere che esso si lascia trascinare dalla brutalità in veste
di estasi religiosa, dall'entusiasmo nazionale e sociale con-
giunto a una certa forma d'odio. Qui opera la « magia del-
l'estremo »: nelle sue vicinanze ogni opposizione diventa im-
possibile, come constatava Burckhardt. E forse la « tragedia
del nostro tempo » consiste nel non poter « impersonarsi in
una figura veramente grande ». Si ritrovano quegli stessi tratti
che impressionano nella decadenza ellenistica: imbruttirsi dei
profili e dei volti, assenza di nobiltà, sia del sangue che dello
spirito o dell'anima, o derivante da un vero contrasto interno
o da una vera quiete raggiunta; solo occhi che si illuminano
di un bagliore subito scomparso, atteggiamenti brutali, mosse
goffe, lineamenti incerti o deformati, smorfie, ma nessuna
espressività. Chi si attribuisce la magica capacità del capo,
è qualche tipo di aiuto-cameriere da osteria di sobborgo. Gente
che non rappresenta solo la « furia di un partito », ma anche
l'invidia e la sete di potere del borghesuccio.
Ma questo processo di incantamento della massa ha le sue
radici più profonde nella dissoluzione generale di tutti i veri
valori ed elementi d'ordine operata dalla rivoluzione. Solo
nel nuovo ambiente nichilistico ciò poteva sostituire i vecchi
motivi, ancora apparentemente validi, ispitati all'elevazione
e alla solidarietà. La dedizione e la fede nel Fuhrer non sono
certo sentimenti artificiali; ma il fatto del loro sorgere non
testimonia tanto dell'efficacia della figura del messia profano,
quanto dell'inefficacia delle vecchie, vere norme e figure. Pur-
tuttavia rimane la questione, come una forza dinamica cosi
possente abbia potuto scaturire da inizi così umili e sprege-
voli. È questo un tratto caratteristico del nostro tempo: opere
e imprese di apparenza gigantesca sono possìbili senza alcun
fondamento. La tecnica e l'organizzazione permettono oggi di
/-/. Rauschning, La rivoluzione del nichilismo 163

d a r e p e r q u a l c h e t e m p o ad o g n i f a n t a s m a g o r i a l ' a s p e t t o d e l l a
realtà. E i mezzi di suggestione p e r m e t t o n o d i conferire
t e m p o r a n e a m e n t e ad o g n i capriccio delle m a s s e l ' i m p r o n t a d i
u n ' e s p l o s i o n e e l e m e n t a r e . L a p o l i t i c a è o g g i legata all'esistenza
d i u n « m a c c h i n a r i o » speciale. [...]

« Tabula rasa ».

Q u a l è il fine r i v o l u z i o n a r i o v e r o e p r o p r i o del d i n a m i s m o ,
sia q u e s t o m a s c h e r a t o d a u n a facciata ideologica o dagli
scopi q u o t i d i a n i del n a z i o n a l s o c i a l i s m o ? C h e c o n c e t t o si fa
la stessa élite a t t u a l e della v i t t o r i a d e l s u o m o v i m e n t o ? Si
p u ò r i s p o n d e r e con R i d e r : « È la v i t t o r i a d e l n u o v o o r d i n e
t r a v o l g e n t e ». E q u a l e è q u e s t o n u o v o o r d i n e ? È il m o v i -
m e n t o in s é , il « d i v e n i r e » d i cui J u n g e r d i c e c h e è p i ù a l t o
della v i t a . O g n i rivoluzione p r e c e d e n t e n e l l a sua o p e r a d e m o -
litrice si e r a a r r e s t a t a d i f r o n t e a c e r t i v a l o r i m a t e r i a l i e spiri-
tuali d e l v e c c h i o o r d i n e , i n q u a n t o i l i m i t i della s u a a z i o n e
r i v o l u z i o n a r i a e r a n o tracciati dalla d o t t r i n a c h e s t a v a alla sua
b a s e . L a r i v o l u z i o n e del n i c h i l i s m o , c h e n o n n e p o s s i e d e al-
c u n a , n o n p u ò v e n i r t r a t t e n u t a n e l l a sua t e n d e n z a a s o p p r i -
m e r e o g n i e l e m e n t o d ' o r d i n e , se n o n n e l l ' i n t e n z i o n e d i conser-
v a r e se s t e s s a i n m o v i m e n t o e la p r o p r i a élite al p o t e r e .
Q u e s t o è p r o p r i o c i ò c h e si rivela n e l m o d o p i ù i m p r e s s i o -
n a n t e nella rivoluzione tedesca. D ' a l t r a p a r t e questa n o n p u ò
esser d e v i a t a d a n u o v e s p i n t e p o l i t i c h e , e n o n p u ò e s s e r e
fermata n é dalle idee di u n a democrazia tecnica del lavoro
n é da u n a r i v o l u z i o n e p r o l e t a r i a e n e p p u r e dalla p r o s p e t t i v a
d i u n a oclocrazia. T u t t e q u e s t e n u o v e t e n d e n z e s a r a n n o d a lei
assorbite e c o n v e n i t e in elemento dinamico. Sono tappe nello
s v i l u p p o della sua o p e r a d i s t r u t t r i c e del v e c c h i o m o n d o d i
valori. Essa ghermisce tutti i motivi rivoluzionari e lì con-
globa n e l l a t o t a l i t à d e l l a sua rivoluzione, mentre contempo-
r a n e a m e n t e li svalorìzza a m a n o a m a n o c h e se n e s e r v e .
I n f a t t i essa h a già s v a l o r i z z a t o o g g i il n a z i s m o d e l l a p r i m a
ora con le s u e ideologie t r a il p o p o l a r e e ìl p i c c o l o - b o r g h e s e .
164 Parte I, Sezione I

M a essa, a m e n o c h e n o n le si c o n t r a p p o n g a i m a v o l o n t à
ordinatrice totalmente diversa, sopravviverà a tutti i motivi
s i n g o l i , fino a c h e q u e s t o m o v i m e n t o si esaurisca d a s o l o , c o m e
u n film c h e si finisce d i s v o l g e r e . È m o v i m e n t o p u r o , sìa c h e
lo si i n t e r p r e t i n e l l ' a m b i t o della p o l i t i c a i n t e r n a o d e s t e r a
r i s p e t t i v a m e n t e c o m e u n a r i v o l u z i o n e sociale e d e c o n o m i c a o
u n a r i v o l u z i o n e m o n d i a l e , sìa c h e lo si identifichi c o n q u e l l a
" g u e r r a e t e r n a », c h e , s e c o n d o le d i c h i a r a z i o n i d i t a n t e p e r s o -
nalità in v i s t a , sarà il f u t u r o s t a t o p e r m a n e n t e d e l l ' o r d i n e
umano.
M a q u i la g u e r r a n o n è la m a d r e d i t u t t e le c o s e , m a
p i u t t o s t o la d i s t r u t t r i c e d i t u t t i gli o r d i n i e d i t u t t i i v a l o r i
spirituali. Nulla verrebbe risparmiato da questa distruzione, e
n i e n t e del v e c c h i o o r d i n e v e r r e b b e t r a s p o s t o i n u n o n u o v o :
n é l'esercito n é la C h i e s a , n é il s i s t e m a d e l l a p r o p r i e t à n é i
v a l o r i dello s p i r i t o . Circa la p o r t a t a u n i v e r s a l e d i q u e s t o
processo distruggitore, trae facilmente i n i n g a n n o quell'altro
m e t o d o p e r s o p p r i m e r e gli a n t i c h i o r d i n a m e n t i u s a t o dal bol-
s c e v i s m o . L a r i v o l u z i o n e tedesca ha finora, t o l t a q u a l c h e
eccezione, r i s p e t t a t o l e p e r s o n e d e i f a u t o r i d i q u e s t i a n t i c h i
o r d i n a m e n t i , n o n li h a m a n d a t i d a v a n t i al p l o t o n e d'esecu-
z i o n e , p e r q u a n t o d u r a n t e l ' o c c u p a z i o n e d e l l ' A u s t r i a si sia
a s s i s t i t o a u n i m p i e g o d i m e t o d i assai p i ù r a d i c a l i n e i con-
f r o n t i d e i c o m p o n e n t i dei vecchi g r u p p i sociali fino allora
dirigenti. La perdita d'importanza subita da questi fautori
degli antichi o r d i n a m e n t i non è p e r ò certo m i n o t e di quella
c h e a v r e b b e r o s u b i t a se fossero s t a t i tolti di mezzo m e d i a n t e
u n a capitis àeminut'to. S o l t a n t o , quegli u o m i n i stessi e gli spet-
t a t o r i n o n se n e s o n o resi c o n t o c o n la stessa chiarezza.

Se il c o m p i t o fatale di o g n i r i v o l u z i o n e c o n s i s t e nel far


tabula rasa, n e l ? e l i m i n a r e le forze p o l i t i c h e e s i s t e n t i , la r i v o -
l u z i o n e nichilista p r o c e d e a g g r e s s i v a m e n t e c o n t r o t u t t o q u e l l o
q u e l l o c h e n o n si lascia p e n e t r a r e d a essa ed u t i l i z z a r e ai suoi
fini. T u t t i q u e s t i assalti e q u e s t e m a n o v r e c o n c l u d o n o al li-
v e l l a m e n t o d i t u t t i gli e l e m e n t i della società e di t u t t e le a t t i v i t à
libere, o a d d i r i t t u r a alla loro c o m p l e t a e l i m i n a z i o n e . A p p a r e
allora e v i d e n t e p e r c h é n e l d o m i n i o della r i v o l u z i o n e il c o n c e t t o
H. Rauscbntng, La rivoluzione del nichilismo 165

d i « v i t a p r i v a t a », q u e l l o del d i r i t t o , d i v e n t i n o i l l u s o r i . P e r -
fino i v a l o r i p o p o l a l i e n a z i o n a l i , c h e il n a z i o n a l s o c i a l i s m o d à
ad i n t e n d e r e d i v o l e r s a l v a g u a r d a r e i n m o d o p a r t i c o l a r e , con-
t e n g o n o dei m o t i v i a n t i r i v o l u z i o n a r i ; d o n d e v e n g o n o s m u s s a t i ,
o, o v e ciò n o n b a s t a s s e , a d d i r i t t u r a s o p p r e s s i . G i à p e r il m a e s t r o
p r u s s i a n o d i d i r i t t o s t a t a l e , S t a n i , ogni r i v o l u z i o n e e r a u n o
« s m e m b r a m e n t o » : la r i v o l u z i o n e nichilista p u ò d i r s i u n a t o -
tale d i s g r e g a z i o n e a t o m i c a della n a z i o n e e il s u o i m p a s t o i n
u n a m a s s a a m o r f a . M a l e furie d e m o l i t r i c i della r i v o l u z i o n e
nazista v a n n o o l t r e , d e v o n o a n d a r o l t i e : a b b r a c c i a n o l ' e c o n o -
m i a in t u t t i i suoi r a m i e i suoi o r d i n i d i g r a n d e z z a . L ' e s p r o -
p r i a z i o n e sarà i n e v i t a b i l e , e così la t o t a l e s o p p r e s s i o n e d e l l a
e c o n o m i a p r i v a t a , la r i d u z i o n e d e l possesso t e r r i e r o a d u n a
s e r v i t ù d e l l a g l e b a d i n u o v o g e n e r e , la d e g r a d a z i o n e d e l l a classe
o p e r a i a ad u n a c o n d i z i o n e d i v e r a schiavitù, c h e n o n sarà c e r t o
alleviata d a l l ' a u t o a 5 m a r c h i o dalla « f o r z a a t t r a v e r s o la
gioia ». I l n u o v o o r d i n e sociale c o n s i s t e i n u n servizio d e l
l a v o r o g e n e r a l e , u g u a l e p e r t u t t i , s o t t o la specie d i u n a m o b i -
l i t a z i o n e t o t a l e , c h e h a p e r s c o p o n c n solo la p r e p a r a z i o n e
alla g u e r r a , m a u n o s t a t o d i r i v o l u z i o n e p e r m a n e n t e . U n ser-
vizio d e l l a v o r o , c h e s o t t r a e il l a v o r o stesso alla sfera dei va-
l o r i e c o n o m i c i , e al significato d i u n a d e d i z i o n e l i b e r a e m o r a l e
del singolo ad u n d o v e r e sociale, e lo s o t t o p o n e in c a m b i o al
s e r v a g g i o d i u n cieco s i s t e m a d i o b b e d i e n z e e a d u n a t i r a n n i a
a s s o l u t a . L a c o n c e n t r a z i o n e dei m e z z i d i p r o d u z i o n e e dei ca-
p i t a l i , c h e p o r t a n e c e s s a r i a m e n t e alla « nazionalizzazione » o
alla « socializzazione », la d i s t r u z i o n e p r o g r e s s i v a d e l l ' e c o n o -
m i a d e l l e classi m e d i e , e t u t t a q u e s t a a t m o s f e r a d ì c a s e r m a e
di prigione insieme dà v e r a m e n t e l'impressione di essere quello
c h e il b o r g h e s e associò d u r a n t e d i e c i n e d ' a n n i a l l ' i d e a d e l l a
r i v o l u z i o n e socialista: la v i t a s q u a l l i d a , l ' i m p o v e r i m e n t o e il
l i v e l l a m e n t o g e n e r a l e , il crollo d e l l a n o s t r a c u l t u r a .

C o s ì il n a z i s m o r a p p r e s e n t a la l o t t a c o n t r o o g n i i n d i p e n -
d e n z a d e l l e a t t i v i t à u m a n e e degli o r d i n i vitali. L a l i b e r t à d e l -
l'iniziativa, t u t t o q u e l l o c h e h a f a t t o sinora g r a n d e e p o s s e n t e
il g e n e r e u m a n o , d e v e o r a dal n a z i s m o essere e l i m i n a t o . N e l
corso di questa rivoluzione, niente è m e n o tollerabile che
166 Parie ì, Sezione 1

l ' i n d i v i d u o c r e a t o r e , la p e r s o n a l i t à r u o t a l e , il c a r a t t e r e o la ge-
nuina comunità. Ciò ch'esso non p u ò dominare deve venir
d i s t r u t t o , ciò c h ' e s s o n o n riesce ad a s s i m i l a r e o a d a s s e r v i r e
d e v e v e n i r e a n n i e n t a t o . Q u e s t a è la m a s s i m a del nazionalsocia-
l i s m o , la m a s s i m a v e r a m e n t e asiatica. È il p r o c e d e r e d i u n
n e m i c o c h e o c c u p a t u t t i i v a l o r i d e l l a v i t a e l e forze d i u n a
n a z i o n e , e il r i s u l t a t o n e è l o s v i l i m e n t o t o t a l e .
L a d i s t r u z i o n e n o n si a r r e s t a d u n q u e n e p p u r e d i n a n z i alle
c a t e g o r i e s p i r i t u a l i e m o r a l i . La lolla contro l'intelligenza e
c o n t r o la l i b e r t à d e l s a p e r e n o n p r o v i e n e affatto d a u n sen-
t i m e n t o d i i n f e r i o r i t à , m a dalla c h i a r a c o n s a p e v o l e z z a c h e l o
s p i r i t o e la s u a c u l t u r a d e t e r m i n a n o u n a sfera i n d i p e n d e n t e ,
n e l l a q u a l e r e s t a v a l i d a l ' i n f r a n g i b i l e u n i t à storica d e l l ' O c c i -
d e n t e . Q u i emergerà p r e s t o o tardi u n pensiero, u n a resistenza
c o n t r o l a r i v o l u z i o n e . M a p r o p r i o nelle C h i e s e c r i s t i a n e risie-
d o n o alla fin fine l e u l t i m e p o t e n t i c o m p a g i n i d i u n o r d i n e e
d i u n a d o t t r i n a statici, radicati n e l l a t r a s c e n d e n z a , e c h e in
t u t t o e p e r t u t t o si o p p o n g o n o al n i c h i l i s m o e l o e s c l u d o n o .
T r a il c r i s t i a n e s i m o e il n i c h i l i s m o d i n a m i c o n o n v i p u ò e s s e r e
compromesso di nessun genere.
D e v o r i m a n d a r e ad altra occasione q u a n t o p o t r à d i m o -
s t r a r e con e s e m p i q u e s t o a n d a m e n t o nichilistico d e l l a rivolu-
z i o n e ; s o p r a t t u t t o la l o t t a s i s t e m a t i c a c o n t r o il c r i s t i a n e s i m o
così c o m e c o n t r o il g i u d a i s m o n e c e s s i t a n o d i u n ' e s p o s i z i o n e d e i
m o t i v i r i v o l u z i o n a r i c h e n e c o s t i t u i s c o n o il r e t r o s c e n a . S o l o
d i p a s s a g g i o v o r r e i in q u e s t a i n t r o d u z i o n e p r e n d e r p o s i z i o n e
• d i f r o n t e a q u a l c h e t r a t t o s a l i e n t e d e l l ' o p e r a d i s t r u t t r i c e della
rivoluzione.
Q u e s t a si c o m p i e i n G e r m a n i a in d u e m a n i e r e d i s t i n t e .
L ' u n a c o n s i s t e i n u n p r o c e s s o d i radicalizzazione c h e dall'in-
t e r n o c o n q u i s t a la g r a n d e m a s s a d e l p o p o l o , l ' a l t r a in u n a li-
q u i d a z i o n e e s t e r n a e d i r e t t a d i t u t t i gli e l e m e n t i d ' o r d i n e finora
v a l i d i . Q u e s t a si c o m p i e s o t t o il p r e m e r e dei c o m p i t i c o n c r e t i ,
q u e l l o del r i t m o psichico del b i s o g n o di a u m e n t a r e c o n t i n u a -
m e n t e gli « i m p u l s i d i n a m i c i ».
D e l r e s t o , n o n si d e v e s u p p o r r e c h e d i e t r o il p r o c e s s o ri-
v o l u z i o n a r i o d i q u e s t o « l i v e l l a m e n t o » si celi fin d a l p r i n c i p i o
II. Rauschning, ha rivoluzione del nichilismo 167

u n a c o n d o t t a c o n s a p e v o l e dei suoi scopi e m e d i t a t a fin nei


m i m m i p a r t i c o l a r i . I ! n a z i o n a l s o c i a l i s m o sì è r i v e l a t o n e l s u o
decorso come u n m o v i m e n t o b e n più elementare di quello cbe
ci si s a r e b b e d o v u t o a s p e t t a r e d a l l a sua p r e i s t o r i a e d a l l ' a v -
v e n t o al p o t e r e r a g g i u n t o m e d i a n t e u n a c o m b i n a z i o n e . S o t t o
t u t t e l e s u e « o p e r e creatrici », c h e i n s o s t a n z a c o n s i s t o n o so-
l a m e n t e nel c o n s u m a r e l e r i s e r v e a c c u m u l a t e e nel n u t r i r s i
d e l l e f o r z e e dei v a l o r i o r g a n i z z a t i d a u n l a v o r o d i g e n e r a -
zioni, t u m u l t u a n o Ì r i s e n t i m e n t i della m a s s a : l i v o r i , o d i , v e n -
d e t t e , cacce ai p o s t i , a m b i z i o n i e v a n i t à d i p i c c o l a g e n t e . L a
b o r g h e s i a , e in p a r t e a n c h e i l a v o r a t o r i o r g a n i z z a t i , c o m p r e s e r o
il s e n s o d i tale l i v e l l a m e n t o , s o l o q u a n d o il s u o p r o c e s s o e r a
già c o m p i u t o s o s t a n z i a l m e n t e . I l f a t t o c h ' e s s o n o n i n c o n t r ò
a l c u n a r e s i s t e n z a m o s t r a c h e e s s o n o n fu b e n c a p i t o o c h e
la b o r g h e s i a n o n p o s s e d e v a p i ù n e s s u n a forza d i r e s i s t e n z a .
M a bisogna indulgere a tale borghesia, e a noi t u t t i , se solo
pochi si r e n d e v a n o c o n t o del c i n i s m o c h e a c c o m p a g n a v a le
m a n o v r e d e m a g o g i c h e p e r a b b i n d o l a r e il p o p o l o . H i t l e r s t e s s o ,
in u n a frase del Mein Kampf, p i ù t a r d i s o p p r e s s a , h a d e t t o :
« I ! t e d e s c o n o n ha la p i ù p a l l i d a idea d i c o m e si d e v e a b b i n -
d o l a r e il p o p o l o se si v o g l i o n o a v e r e p r o s e l i t i i n m a s s a ».

I p r o g r e s s i r i v o l u z i o n a r i del n a z i s m o si s o n o i m p i a n t a t i
s e m p r e là d o v e u n e m b r i o n e si e r a già s v i l u p p a t o d a p r e m e s s e
f a v o r e v o l i . I capi nazionalsocialisti h a n n o s e m p r e d a t o p r o v a ,
i n t u t t e l e circostanze, d i u n n o t e v o l e s e n s o d e l l ' o p p o r t u n i t à .
I n g e g n o s o d a v v e r o è il m o d o in cui riuscirono ( s e m p r e te-
n e n d o p r e s e n t e Io s c o p o d i far p r e c e d e r e l ' e p u r a z i o n e i n d i s p e n -
sabile d e l l e forze e delle o r g a n i z z a z i o n i ) a d i r i g e r e , s t i m o l a r e
o p p u r e frenare l ' o p e r a d i l i v e l l a m e n t o c h e il l i v o r e e il ri-
s e n t i m e n t o r e n d e v a n o selvaggia. P r e c i s a m e n t e c o m e o g g i essi
a p p r o f i t t a n o della necessità d i c o n c e n t r a r e , sia dal p u n t o d i
v i s t a tecnico c b e da q u e l l o a m m i n i s t r a t i v o , i mezzi e c o n o m i c i
di p r o d u z i o n e e gli o r g a n i d i s t r i b u t i v i , p e r a v a n z a r e d i u n
passo nella d e m o l i z i o n e d e l l e v e c c h i e forze e c o n o m i c h e . C i sì
p r e o c c u p e r à più Tardi di v e d e r e d o v e t u t t o ciò c o n d u c e ; il
c o m p i t o u r g e n t e è q u e l l o d i far tabula rasa. A n c h e ciò n o n
a v v i e n e in seguito a u n a v o l o n t à politica g u i d a t a d a u n a d o t -
168 Parte l, Sezione I

t r i n a , m a p e r la n e c e s s i t à d i m a n t e n e r e se stessi r i t t i sulla
sella d e l l a p o p o l a r i t à e l e c o s e i n u n flusso c o n t i n u o . I n q u e s t o
caso il p r o g r a m m a , l e p r e m e s s e n a t u r a l i d e l l a e v o l u z i o n e , e
la s p i n t a i m m a n e n t e al m o v i m e n t o p r o p r i a m e n t e r i v o l u z i o n a r i o
c o s p i r a n o a r e n d e r e d i f u o r i l ' i m p r e s s i o n e d i u n ' a z i o n e con-
f o r m e a u n p i a n o e c h e si svolge p a s s o p e r p a s s o ; m e n t r e si
c o m p i e in r e a l t à u n p r o c e s s o i n e g u a l e e c o m p l e s s o .
I l n a z i o n a l s o c i a l i s m o r i s c u o t e il successo d o v u n q u e eser-
cita la s u a azione d i s s o l v e n t e , d o v u n q u e p o n e i n m o v i m e n t o
il c o r s o delle c o s e , d o v e il s u o fuoco d i v o r a t o r e v i e n e a con-
t a t t o con esca c h e l o a l i m e n t a . Fallisce d o v u n q u e v o r r e b b e
p o r m a n o a o p e r e d i c o s t r u z i o n e g e n u i n e . D e v e fallire, p e r c h é
la sua e s s e n z a si e s a u r i s c e nel m o v i m e n t o e p e r c h é forze con-
t r a r i e gli si e r g o n o c o n t r o q u a n d o il m o v i m e n t o si t r a s f o r m a
i n u n v e t o o r d i n e . C o s ì il risultato d i q u e s t i c i n q u e a n n i è, in
t u t t i i c a m p i , u n g i g a n t e s c o a p p a r a t o . M a in n e s s u n l u o g o
a p p a i o n o forze d i u n o r d i n e d u r e v o l e , n a t e dalla v o l o n t à degli
e l e m e n t i in essa i m p e g n a t i e s o s t e n u t e da essi. S e n z ' a l t r o , il
p r o c e s s o del l i v e l l a m e n t o h a a v u t o degli e S e t t i a d d i r i t t u r a to-
t a l i t a r i , effetti b e n p i ù estesi d ì q u e l l i d i o g n i a l t r o m o v i -
m e n t o r i v o l u z i o n a r i o p r e c e d e n t e , all'infuori, f o r s e , d e l l a rivo-
l u z i o n e b o l s c e v i c a . C e r r i a m b i e n t i s o n o di q u e s t a o p i n i o n e n e i
c o n f r o n t i dei s u d d e t t i f e n o m e n i d i d i s s o l u z i o n e : sì p u ò im-
m a g i n a r e l ' i n t e r o p r o c e s s o degU u l t i m i d e c e n n i c o m e r e g o l a t o
d a u n a stessa l e g g e ; il d i s f a c i m e n t o dei vecchi ceti sociali crea-
t o r i della s t o r i a e la l o r o rifusione in c o l l e t t i v i t à d i m a s s a .
S e c o n d o q u e s t a o p i n i o n e , al r e g i m e nazista s p e t t e r e b b e la fun-
zione di a c c e l e r a r e i n m o d o catastrofico e definitivo q u e s t i
f e n o m e n i . C i o è a d i r e , l ' e b ' m i n a z ì o n e del n a z i o n a l s o c i a l i s m o
v e r r e b b e a significare t u t t ' a l p i ù u n ritardo n e l c o r s o f a t a l e ,
m a n o n c a m b i e r e b b e n u l l a all'effetto finale della d i s s o l u z i o n e .
L a logica i m p l a c a b i l e c h e r e g o l a il t u t t o si m o s t r a nel m o d o
p i ù e v i d e n t e n e l c o r s o d e l n a z i o n a l s o c i a l i s m o , c h e avocava a
sé la m i s s i o n e di p o r t e r m i n e al p r o c e s s o d i s s o l v i t o r e . Se a n c h e
nelle s u e c o s i d d e t t e o p e r e c r e a t i v e esso c o n t i n u a a d agire in
s e n s o d e m o l i t o r e , ciò n o n d e r i v a da u n e r r o r e fatale di p o l i t i c a .
11. Rauschning, l^a rivoluzione del nichilismo 169'

d a u n a e v e n t u a l e insufficienza d e l l e p e r s o n a l i t à d i r i g e n t i , p e r
cosi d i r e d a u n e q u i v o c o d e l l a s t o r i a c h e sì v e n d i c a i n m o d o
cosi a t r o c e e p a u r o s o : a l l ' o p p o s t o , siccome q u e s t o p r o c e s s o '
d i s s o l u t i v o si è a v v i c i n a t o allo s t a d i o di u n a crisi catastrofica,
t u t t e l e azioni d e v o n o c o s p i r a r e n e l s e n s o d i u n a c c e l e r a m e n t o .
Q u e s t o è p o s s i b i l e , p e r f i n o p r o b a b i l e : m a n o n è fatale. P e r
c o n t o m i o , il c o m p i t o d e l l ' u o m o p o l i t i c o n o n p u ò e s s e r e q u e l l o
d i lasciar d e t e r m i n a r e i p r o p r i g i u d i z i da siffatte d e d u z i o n i che-
e s o r b i t a n o dal c a m p o d e l l ' e s p e r i e n z a , se a n c h e s a r e m m o p o r -
t a t i a p r o c e d e r e così, I n v e c e , a q u e s t o m o d o d i p e n s a r e si p u ò
o p p o r r e q u e s t ' a l t r o : q u a l u n q u e siano stati i m o t i v i c h e t r a s -
s e r o il n a z i s m o al p o t e r e , la sua o p e r a già o g g i si d e l i n e a
c o m e la p i ù m o s t r u o s a delle d i s t r u z i o n i . È pacifico c h e u n
m o v i m e n t o d i effetti così d i s t r u t t i v i d e b b a a v e r e l e s u e r a -
g i o n i p r o f o n d e , c h e v a n n o c e r c a t e n e l c a m p o sociale, i n f e n o -
m e n i s p i r i t u a l i e m o r a l i , e infine i n f e n o m e n i d i n a t u r a politica
e d e c o n o m i c a . D i n a t u r a u g u a l m e n t e c o m p l e s s a è la r a g i o n e
dello s t a t o d i a u t o d e c o m p o s i z i o n e in c u i , già m o l t o t e m p o
p r i m a d e l n a z i s m o , si t r o v a v a n o i ceti m e d i e l e classi sociali
d i r i g e n t i . F i n c h é si o s s e r v e r à il n a z i s m o i n d i p e n d e n t e m e n t e d a
q u e s t e r a g i o n i p r o f o n d e , e s s o ci si rivelerà s o l t a n t o c o m e u n
insieme d i f a t t i d i c r o n a c a . I l n a z i s m o p r o d u c e , q u e s t o è l ' e s -
senziale, u n calcolato e c o n s a p e v o l e s m e m b r a m e n t o d e l l a na-
z i o n e , u n o sfacelo degli s t r a t i sociali storici i n s i e m e ai r e s t i dei
loro antichi ordini. « La decadenza dell'ordine mette t u t t e l e
c o m p a g i n i in m o v i m e n t o . N o n p i ù sicurezza, n o n p i ù t e r r e n o
sotto i piedi: tutto fermenta ». Gli estremisti del dinamismo,
E r n s t J ù n g e r e N i e k i s c h , v e d o n o i n q u e s t o la c o n s e g u e n z a
i n e l u t t a b i l e d i u n secolare s o v v e r t i m e n t o , al cui t e r m i n e sta
l ' u o m o n e l l a sua i n t e r a s o v r a n i t à .

Q u a n t o sia p r o f o n d a l ' a z i o n e rivoluzionaria in cui ci t r o -


v i a m o , è d i m o s t r a t o dal f a t t o c h e v e n g o n o a disgregarsi n o n
solo l e classi d i r e t t a m e n t e a t t a c c a t e o p p u r e i n via d i d e c o m -
p o s i z i o n e ; l o stesso s t r a t o e l e m e n t a r e d e i c o n t a d i n i p e r d e l a
sua c o n s i s t e n z a . S o t t o il v e l o d e l r o m a n t i c i s m o e a p p o g g i a n -
dosi ai c o s i d d e t t i v a l o r i t r a d i z i o n a l i c o m e la « scienza d e i p a -
17U Parie 1, Sezione 1

d r i », il « r e t a g g i o d e l p a s s a t o », Y« aula degli avi t>, Ì « co-


s t u m i del p o p o l o », si è i m p o s t o a q u e s t o c e t o d e i c o n t a d i n i
la f o r m a d i u n a c o l l e t t i v i t à m o d e r n a , n e l l a q u a l e si i n a r i d i -
s c o n o Ì s u o i v e r i l e g a m i n a t u r a l i , gli a u t e n t i c i v a l o r i d e l l a sua
t r a d i z i o n e r a d i c a t a i n u n f o n d o d i religiosità. D i e t r o l ' i l l u s o r i o
edifìcio d i u n a « classe », d i u n a classe d e l l ' a l i m e n t a z i o n e na-
zionale, si n a s c o n d e la c r u d a r e a l t à d i u n a p p a r a r o d i costri-
z i o n i m e c c a n i c h e , p e r cui a n c h e il c e t o c o n t a d i n o v i e n e assi-
m i l a t o alla m a s s a g e n e r a l e . C e r t a m e n t e i c o n t a d i n i a p p a r t e n -
g o n o , c o n s i d e r a t i n e l l o r o i n s i e m e , al f o n d a m e n t o , p e r così
d i r e senza s t o r i a , d e l l a società, m a la l o r o v i t a si svolge i n u n a
sfera di valori c o s t i t u i t i , c h e i m p r i m o n o l o r o u n c a r a t t e r e b e n
d i v e r s o da q u e l l o d i u n a m a s s a , il c a r a t t e r e d i u n a v e r a classe.
•Questi p a r t i c o l a r i v a l o r i , c h e e l e v a n o la classe c o n t a d i n a , o l t r e
il c a r a t t e r e c o n f e r i t o da u n a p a r t i c o l a r e a t t i v i t à e c o n o m i c a , al
r a n g o d i u n v e r o e p r o p r i o o r d i n e d ì esistenza, e c h e la p r o -
p a g a n d a ha r e s o p u r a m e n t e e s t e r i o r i : q u e s t i v a l o r i , p a s s a t i
n e l l ' a m b i t o d e l l e c o s e riflesse, s o g g i a c q u e r o a u n t o t a l e svili-
m e n t o . T u t t e q u e s t e n o r m e e q u e s t i e l e m e n t i d ì c o s t u m e at-
t i n g o n o la l o r o forza e la l o r o r e g o l a dalla sfera del subco-
s c i e n t e . D i v e n t a n o s e m p l i c i c u r i o s i t à n o n a p p e n a v e n g o n o im-
p i e g a t i c o m e u n o s p e c c h i o in cui ci si a m m i r i . T a l e e v o l u z i o n e
d o v r à essere t r a t t a t a i n u n o con la politica agraria, i n q u a n t o
s o n o p a r t i c o l a r m e n t e ricche d i a m m a e s t r a m e n t o circa il t r a v e -
s t i m e n t o t r a c o n s e r v a t o r e e c o n t a d i n e s c o delle i n i z i a t i v e rivo-
l u z i o n a r i e . I ! p r o g r e s s o della d e c o m p o s i z i o n e g e n e r a l e si ren-
d e r à visibile a l l o r q u a n d o il v a c i l l a n t e a p p a r a t o d e l l ' a s s e r v i -
m e n t o delle m a s s e d o v e s s e sfasciarsi. I n q u e s t ' o p e r a di
distruzione bisognerà procedere a una netta distinzione.
N a z i o n a l s o c i a l i s m o , in q u a n t o d i n a m i s m o r i v o l u z i o n a r i o , è in-
d u b b i a m e n t e u n a forza r i v o l u z i o n a r i a a u t e n t i c a e d i p r i m o
ordine. I n q u a n t o ideologia, esso è u n mezzo di suggestione,
u n a r i c e t t a p e r camuffare, serve a d i s t r a r r e e o c c u p a r e la massa
c o n l e esaltazioni l e g g e r e d i u n a o p e r e t t a , a c e l e b r a r n e solen-
n e m e n t e i r i t i . Si p u ò p r e n d e r e sul serio q u e s t a i d e o l o g i a ,
invischiarsi n e l l ' o l i o s a n t o del s u o c a p o , senza p e r q u e s t o es-
s e r e toccati in m i n i m a p a r t e dall'essenza del n a z i s m o . Si p u ò
H Riutsckving, La rivoluzione del nìchilis'no 171

a n c h e r i p u d i a r e con p a s s i o n e q u e s t a i d e o l o g i a e c o r r o d e r l a cri-
t i c a m e n t e , ed essere u g u a l m e n t e i n v i s c h i a t i nella v e r a s o s t a n z a
del n a z i s m o d i n a m i c o . Q u e s t o è il p a r a d o s s o d i q u e s t a rivolu-
z i o n e , e n o n s o l a m e n t e in G e r m a n i a . I n a z i s t i g e n u i n i , ì quali
ad o g n i r i g u a r d o h a n n o o l t r e p a s s a t o l ' i d e o l o g i a , n o n si i n c o n -
t r a n o s o l t a n t o n e l Reìch, m a a n c h e negli S t a t i d e m o c r a t i c i e
tra gli e m i g r a n t i stessi.
JAMES BURNH,\M

LE I D E O L O G I E DEI TECNICI*

T u t t e le s o c i e t à o r g a n i z z a t e s o n o t e n u t e a s s i e m e n o n s o l o
dalla f o r z a e d a l l a m i n a c c i a della forza, e d a l profilo d i v e n u t o
abituale di u n certo c o m p o r t a m e n t o istituzionale, m a anche
da certi m o d i accettati di sentire, pensare, parlare e conside-
r a r e il m o n d o , ossia d a c e n e i d e o l o g i e . N e s s u n o o g g i v o r r à
n e g a r e la f u n z i o n e sociale f o n d a m e n t a l e delle i d e o l o g i e , b e n -
c h é ci accada s e m p r e d i c r i t i c a r e assai più l e i d e o l o g i e degli
altri che l e n o s t r e . E v e r o che m o l t i d ì n o i a m a n o sentirsi
liberi dall'influsso d ì qualsiasi i d e o l o g i a , m a r a r a m e n t e s i a m o
d i s p o s t i a c o n c e d e r e c h e altri s i a n o a l t r e t t a n t o i l l u m i n a t i . U n a
società n o n p u ò s t a r e assieme se la m a g g i o r p a r t e d e i s u o i
c o m p o n e n t i n o n a c c e t t a , n o n d i c o n e c e s s a r i a m e n t e la stessa
i d e o l o g i a , m a a l m e n o delle i d e o l o g i e c h e s o r g a n o d a l l a r a d i c e
d i c o n c e t t i simili e c h e i n essi a b b i a n o il l o r o p u n t o di p a r -
t e n z a . [...]

Q u a n d o l e v e c c h i e i d e o l o g ì e si l o g o r a n o , al l o r o p o s t o n e
s u b e n t r a n o d e l l e n u o v e . L e ideologie c a p i t a l i s t i c h e si s t a n n o
o r m a i l o g o t a n d o , i n s i e m e c o n q u e l l a società c a p i t a l i s t a di cui
s o n o e s p r e s s i o n e ; e m o l t e n u o v e i d e o l o g i e l o t t a n o p e r occu-
pare i posti che restano vacanti. La maggior parte delle n u o v e
ideologie n o n vanno m o l t o lontano, perché n o n o t t e m p e r a n o
alle e s i g e n z e c o m u n i d i t u t t e l e g r a n d i i d e o l o g i e sociali. P e r
e s e m p i o , il n u o v o « r u r a l i s m o » , il m e d i e v a l i s m o , il r e g i o n a -

R
J. RURNHAM, The mantigerìal Revolution, New York 1941, trad.
it , Li rivoluzione dei tecnici, Mondadori, Milano 1946, pp. 216-21"-.
]. Burnham, Le ideologie dei tecnici 173

l i s m o , il p r i m i t i v i s m o r e l i g i o s o , r a c c a t t a n o alcune r e c l u t e e
p o s s o n o o t t e n e r e a l c u n i m e s i d i n o t o r i e t à , m a i n definitiva
i n t e r e s s a n o s o l t a n t o piccole s e t t e . A l g i o r n o d ' o g g i l e ideo-
logie c h e p o s s o n o a v e r e u n a forza d u r a t u r a p o t e n t e , c h e p o s -
s o n o v e r a m e n t e farsi s t r a d a , s o n o p e r n a t u r a d i c o s e l e i d e o -
logie t e c n i c h e , p o i c h é s o l t a n t o q u e s t e c o r r i s p o n d o n o alla dire-
z i o n e a t t u a l e degli e v e n t i .
Il f o n d a m e n t o g e n e r a l e d e l l e ideologie dei tecnici è a b b a -
s t a n z a c h i a r o p e r chi c o m p r e n d a il c a r a t t e r e g e n e r a l e della
s o c i e t à dei tecnici. I n l u o g o dei c o n c e t t i della società capita-
lista, vi s o n o c o n c e t t i c h e si a d d i c o n o alla s t r u t t u r a d e l l a so-
c i e t à dei tecnici e al l o r o p r e d o m i n i o . L ' a c c e n t o , anziché sul-
l'« i n d i v i d u o », g r a v a sullo « S t a t o », sul p o p o l o , sulla g e n t e ,
s u l l a razza. A n z i c h é d i o r o , si p a r l a di l a v o r o e d i l a v o r a t o r i .
A n z i c h é d i i n i z i a t i v a p r i v a t a , d i « socialismo », o di « collet-
t i v i s m o ». I n v e c e d i « l i b e r t à » e d i « l i b e r a iniziativa », si
p a r l a d ì pianificazione. Si d i s c o r r e assai m e n o di « d i r i t t i » e
di « d i r i t t i n a t u r a l i », e assai p i ù d i « d o v e r e » e d i « disci-
plina ». M e n o d i « o p p o r t u n i t à », e più d i « p o s t i r e m u n e -
r a t i ». I n o l t r e , i n q u e s t o p r i m o d e c e n n i o della società dei tec-
nici, si p a r l a d i p i ù d i q u e g l i e l e m e n t i p o s i t i v i c h e già fecero
p a r t e d e l l a ideologia capitalistica ai t e m p i della sua giovinezza,
m a che. n e s o n o p o i c a d u t i n e l l a sua v e c c h i a i a : il d e s t i n o , il
f u t u r o , il sacrificio, la p o t e n z a . . . N a t u r a l m e n t e , alcune p a r o l e
d e l l e i d e o l o g i e capitalistiche v e n g o n o r i p r e s e e d u s a t e : c e r t e
p a r o l e c o m e « l i b e r t à » si t r o v a n o in m o l t e i d e o l o g i e p e r c h é
s o n o c o m u n q u e p o p o l a r i e, c o m e a b b i a m o v i s t o , p o s s o n o es-
sere interpretate in qualunque modo.

Q u e s t i c o n c e t t i , e a l t r i d e l l o stesso g e n e r e , a i u t a n o a di-
s t r u g g e r e ciò c h e r i m a n e d e l c a p i t a l i s m o e a s g o m b e r a r e la
s t r a d a p e r i tecnici e la l o r o s o c i e t à . Essi p r e p a r a n o l ' a t m o -
sfera psichica p e r la d e m o l i z i o n e dei d i r i t t i d ì p r o p r i e t à capi-
talista, per l'accettazione dell'economia di Stato e per l'avven-
t o d i u n a n u o v a specie di S t a t o , p e r l ' a b b a n d o n o dei « d i r i t t i
n a t u r a l i » del c a p i t a l i s m o (ossia, i diritti dei c a p i t a l i s t i sul
m e r c a t o p r i v a t o ) , e p e r l ' a p p r o v a z i o n e della g u e r r a dei tec-
n i c i . Q u a n d o u n n u m e r o sufficiente dì p e r s o n e c o m i n c i a n o a
174 Parte l, Sezione 1

p e n s a r e s e c o n d o q u e s t e c a t e g o r i e anziché s e c o n d o q u e l l e dei
c a p i t a l i s t i , il c o n s o l i d a m e n t o della s t r u t t u r a d e l l a società dei
tecnici è a s s i c u r a t o .
P a r t e n d o d a c o n c e t t i c o m e q u e s t i , s o n o possibili m o l t e
v a r i a z i o n i d i a l e t t i c h e e « filosofiche », cosi c o m e v i f u r o n o
m o l t e v a r i a n t i e s v i l u p p i d e i c o n c e t t i capitalistici. N o n v i sarà
una sola ideologia dei tecnici, n o n p i ù c h e v i sia s t a t a una
sola ideologia d e i c a p i t a l i s t i . L e v a r i e i d e o l o g i e d e i t e c n i c i ,
p e r ò , g i r e r a n n o t u t t e i n t o r n o a u n asse c o m u n e , cosi c o m e l e
i d e o l o g i e c a p i t a l i s t i c h e g i r a n o i n t o r n o a u n asse c o m u n e l o r o
p r o p r i o . L o s f o n d o c u l t u r a l e , la s t o r i a l o c a l e , la r e l i g i o n e , l e
v a r i e v i e c h e la r i v o l u z i o n e p r e n d e r à , l'abilità dei sìngoli p r o -
p a g a n d i s t i , c o n s e n t i r a n n o u n a n o t e v o l e d i v e r s i t à fra l e n u o v e
i d e o l o g i e , c o m e è a v v e n u t o p e r q u e l l e d e l l e società d e l p a s s a t o .
N e a b b i a m o già e s e m p i . I l nazifascismo e il l e n i n i s m o -
stalinismo (comunismo o bolscevismo) sono tipi di ideologie
tecniche d e l p r i m o p e r i o d o , alle q u a l i è s t a t a d a t a già u n ' e s p r e s -
sione o r g a n i c a e c h e h a n n o già o t t e n u t o u n g r a n successo.
N e l n o s t r o p a e s e , la t e c n o c r a z i a e la assai p i ù i m p o r t a n t e d o t -
t r i n a del New Deal s o n o t i p i e m b r i o n a l i e m e n o s v i l u p p a t i
d i i d e o l o g i e tecniche p r i m i t i v e e di o r i g i n e p r e t t a m e n t e a m e -
ricana. T u t t e q u e s t e i d e o l o g i e s o n o b e n c o n o s c i u t e — o, co-
m u n q u e , s o n o a p o r t a t a d i m a n o se q u a l c u n o d e s i d e r a c o n o -
scerle v e r a m e n t e i n v e c e d i c r e d e r e alle p a r o d i e c h e n e v e n g o n o
p u b b l i c a t e d a l l a s t a m p a q u o t i d i a n a — p e r cui n o n i n t e n d o
p e r d e r e t e m p o a d i s c u t e r n e p e r esteso il c o n t e n u t o . S o n o ,
t u t t e q u a n t e , i d e o l o g i e tecniche i n u n o o in u n a l t r o s t a d i o
d i s v i l u p p o , e t u t t e , c o n m a g g i o r e o m i n o r e chiarezza, f a n n o
u s o d e g l i e l e m e n t i c h e h o elencati p i ù s o p r a .
C o n s i d e r i a m o la p o s i z i o n e in cui si t r o v a n o i tecnici e co-
loro c h e p e r c a p a c i t à , a m b i z i o n e e p r e p a r a z i o n e effettiva o p o -
t e n z i a l e , d o v r e b b e r o e s s e r e tecnici, n e l l e n a z i o n i c a p i t a l i s t e d i
q u e s t o d e c e n n i o ; e c o n s i d e r i a m o a n c h e i n q u a l m o d o essi stessi
v e d a n o la l o r o p o s i z i o n e n e l m o n d o ( p o s s i a m o f a c i l m e n t e ri-
scontrare le n o s t r e conclusioni mediante qualche conversazione
c o n a l c u n i t e c n i c i ) . D a l l o r o p u n t o d i v i s t a , essi s o n o c o l o r o
che d i f a t t o g u i d a n o la società m o d e r n a , la f a n n o l a v o r a r e , la
] Evrnba"!, Le ideologìe dei tecnici

p o r t a n o a v a n t i e le f o r n i s c o n o i cervelli d i r e t t i v i . T u t t a v i a ,
essi n o n o t t e n g o n o la d o v u t a r i c o m p e n s a , n é in t e r m i n i d i
incontrastato potere, n é di percentuale di reddito nazionale;
p e r l o m e n o , n o n h a n n o u n c o m p e n s o p r o p o r z i o n a t o all'im-
p o r t a n z a della funzione c h e essi r i t e n g o n o d i e s e r c i t a r e . I n
p a r t i c o l a r e , i capitalisti, a n c h e s e n o n c a p i t a l o r o m a i d i t r o -
v a r s i in u n a fabbrica o i n u n a m i n i e r a , o t t e n g o n o assai pie-
di l o r o .
L a s t r u t t u r a i s t i t u z i o n a l e d e l c a p i t a l i s m o — a n c h e se r
tecnici n o n s o n o di ciò c o n s a p e v o l i in m o d o esplicito — li
p r i v a d i q u e i c o m p e n s i c h e essi c o n s i d e r a n o r i s p o n d e n t i ai
l o r o m e r i t i , e al t e m p o s t e s s o i m p e d i s c e l o r o d i c o n d u r r e l e
c o s e c o m e v o r r e b b e r o . S p e s s o v i s o n ò delle i n t e r f e r e n z e nella
l o r o azione da p a r t e d i c o l o r o c h e n o n h a n n o alcun r a p p o r t o
c o n la p r o d u z i o n e se n o n p e r v i a d e i l o r o r e d d i t i d i p r o p r i e t à
capitalistica, e c i ò avviene s e m p r e i n v i s t a d i fini c h e n o n h a n n o
n i e n t e a c h e fare con la c o n c e z i o n e d e i t e c n i c i circa il m o d o
di c o n d u r r e l ' e c o n o m i a . L a p r e p a r a z i o n e dei t e c n i c i c o m e am-
m i n i s t r a t o r i d e l l a p r o d u z i o n e m o d e r n a li p o r t a n a t u r a l m e n t e a
p e n s a r e i n t e r m i n i d ì c o o r d i n a m e n t o , i n t e g r a z i o n e , efficienza,
p r o g r a m m a z i o n e ; e a d e s t e n d e r e q u e s t i t e r m i n i dalla sfera d i
p r o d u z i o n e , c h e è s o t t o la l o r o d i r e z i o n e i m m e d i a t a , a t u t t o
q u a n t o il p r o c e s s o e c o n o m i c o . Q u a n d o ì tecnici r i f l e t t o n o a
q u e s t e c o s e , i capitalisti alla v e c c h i a m a n i e r a , c b e s t a n n o p r e n -
d e n d o il sole a M i a m i e alle isole H a w a i o c h e si i m p i c c i a n o
di affari finanziari, a p p a i o n o l o r o c o m e p a r a s s i t i che n o n h a n n o
n e s s u n a f u n z i o n e giustificabile nella società e c b e al t e m p o
stesso i m p e d i s c o n o ai tecnici d i a p p l i c a r e q u e i m e t o d i e di
r a g g i u n g e r e q u e l l a efficienza p r o d u t t i v a c h e s a r e b b e r o nei l o r o
desideri.

A n c h e l e m a s s e , a t t r a v e r s o i sindacati e a l t r i o r g a n i s m i
s o t t i s o t t o il c a p i t a l i s m o , c o m p l i c a n o i p r o g e t t i d e i tecnici e
i n t e r f e r i s c o n o n e l l e l o r o azioni d i c o n t r o l l o , I n o l t t e , ai tecnici
le m a s s e a p p a i o n o s t u p i d e , i n c a p a c i d ì c o n d u r r e l e c o s e e d ì
a s s u m e r n e r e a l m e n t e la d i r e z i o n e . I tecnici s a n n o c h e , col
mezzi t e c n i c i a l o r o d i s p o s i z i o n e , s a r e b b e facilissimo p e r l o r o
d a r e l a v o r o a t u t t i . M a l ' o r g a n i z z a z i o n e in a t t o i m p e d i s c e loro.
176 Parie I, Sezione I

d i f a r l o . E s s i t e n d o n o n a t u r a l m e n t e a identificare il b e n e s s e r e
•dell'umanità n e l s u o i n s i e m e coi l o r o p r o p r i i n t e r e s s i e la sal-
vezza d e l l ' u m a n i t à c o n l ' a s s u n z i o n e d a p a r t e l o r o d e l c o n t r o l l o
d e l l a società. E s s i p e n s a n o che la società p o s s a e s s e r e g u i d a t a
i n m o d o efficiente e p r o d u t t i v o p i ù o m e n o con gli stessi m e -
t o d i con cui essi, q u a n d o è l o r o p e r m e s s o , c o n d u c o n o u n a fab-
b r i c a c h e p r o d u c e in s e r i e . I c o n c e t t i e l e i d e o l o g i e della società
dei tecnici s o r g o n o d a u n a simile v i s i o n e della v i t a , c h e è
q u e l l a già i n d u b b i a m e n t e c o m u n e a m o l t e p e r s o n e c h e s o n o
già o p o s s o n o d i v e n t a r e dei t e c n i c i : c o m u n e s o p r a t t u t t o a q u e i
tecnici c h e o p e r a n o n e l l ' a p p a r a t o g o v e r n a t i v o . N o n s o n o gli
s t e s s i tecnici c h e d a n n o f o r m a esplicita alle i d e o l o g i e , n e trag-
gono le deduzioni e le sistematizzano. Q u e s t o è il compito
degli i n t e l l e t t u a l i . F i n o a t a n t o c h e il c a p i t a l i s m o f o r n i s c e
l a r g h i r e d d i t i ai tecnici, e fino a t a n t o c h e la s t r u t t u r a sociale
n o n m i n a c c i a d i a n d a r e a pezzi, i tecnici p o s s o n o u n i r e i
s e n t i m e n t i c h e si s o n o d e l i n e a t i a u n a g r a n p a r t e d e l l ' i d e o l o g i a
t t a d i z i o n a l e d e l c a p i t a l i s m o . M a l'ideologia capitalistica a p -
p a r e v u o t a nelle s t e s s e e s p e r i e n z e della l o r o v i t a . F a c i l m e n t e
essi si a d a t t a n o alle n u o v e i d e o l o g i e p e r c h é q u e s t e c o r r i s p o n -
d o n o assai m e g l i o alle l o r o e s p e r i e n z e , al l o r o m o d o d i consi-
d e r a r e il m o n d o e se stessi. I n v e r i t à gli i n t e l l e t t u a l i , p e r l o
p i ù senza e s s e r n e c o n s a p e v o l i , e l a b o r a n o l e n u o v e i d e o l o g i e dal
p u n t o d ì v i s t a della p o s i z i o n e dei tecnici.

P e r c h é u n ' i d e o l o g i a sia definibile c o m e t e c n i c a , n o n è


n e c e s s a r i o c h e i tecnici n e siano gli i n v e n t o r i o siano i p r i m i
ad a d o t t a r l a . I c a p i t a l i s t i n o n i n v e n t a r o n o l e i d e o l o g i e capita-
l i s t i c h e : g l ' i n t e l l e t t u a l i s t a v a n o già e l a b o r a n d o q u e s t e i d e o -
logie q u a n d o l ' a m b i z i o n e d i q u a s i t u t t i i c a p i t a l i s t i e r a q u e l l a
d i d i v e n t a r e dei s i g n o r i f e u d a l i . S o n o gli effetti sociali c h e
c o n t a n o . G l i effetti d e l l e i d e o l o g i e t e c n i c h e , c o m e q u e l l e dei
t r e t i p i c h e h o i n d i c a t i s o p r a , c o n s i s t o n o n e l c o n t r i b u i r e alla
c r e a z i o n e d i q u e l l a s t r u t t u r a della società n e l l a q u a l e i tecnici
s o n o al c o m a n d o . N o n p u ò e s s e r v i c e r t o a l c u n d u b b i o c h e
s o t t o il n a z i s m o , l o s t a l i n i s m o e la p o l i t i c a d e l New Deal,
il g r u p p o sociale c h e si è a v v a n t a g g i a t o p i ù d i o g n i a l t r o ( p e r
il m e g l i o o p e r il p e g g i o ) è q u e l l o dei t e c n i c i : s o p r a t t u t t o ,
/. Rarnham, Le ideologie dei tecnici 177

d e i tecnici c h e h a n n o a v u t o il b u o n s e n s o d i « i n t e g r a r s i »
nello S t a t o .

P r i m a d i a n d a r e o l t r e d e b b o f e r m a r m i u n m o m e n t o su
u n p u n t o c h e ha d a t o l u o g o a m o l t e discussioni. H o e l e n c a t o
il « l e n i n i s m o - s t a h r i i s m o », m a n o n il « m a r x i s m o », fra gli
e s e m p i d i i d e o l o g i e tecniche. Q u e s t o fa s o r g e r e i l p r o b l e m a
dei r a p p o r t i d e l m a r x i s m o col leriinismo e d e l l e n i n i s m o c o n
l o s t a l i n i s m o . S t o r i c a m e n t e , q u e l m o v i m e n t o sociale c h e , sia
n e h o r g a n i z z a z i o n e c o m e n e l l e i d e e , t r a e l e s u e o r i g i n e dal-
l ' a t t i v i t à e dagli scritti d i M a r x , i n u n a scissione c h e c o m i n c i ò
negli u l t i m i anni del secolo X I X e c u l m i n ò n e l 1 9 1 4 , sì divise
in d u e c o r r e n t i p r i n c i p a l i ; q u e l l a riformista, ossia l'ala « so-
c i a l d e m o c r a t i c a », e l'ala r i v o l u z i o n a r i a , della q u a l e d o p o il
p r i m o d e c e n n i o successivo al 1 9 1 4 L e n i n fu la p e r s o n a l i t à
più n o t e v o l e . N o n m i s e m b r a c h e abbia p i ù a l c u n a u t i l i t à
d i s c u t e r e q u a l e d ì q u e s t e d u e t e n d e n z e sia m a r x i s m o « g e n u i -
n o ». S t o r i c a m e n t e , e n t r a m b e d i s c e n d o n o d a M a r x .

F o r s e si p u ò d i r e c h e le cose a n d a r o n o nel m o d o s e g u e n t e :
le v e d u t e d i M a r x , in ciò c h e i m p l i c a v a n o e nelle l o r o c o n s e -
g u e n z e , e r a n o s t o r i c a m e n t e a m b ì g u e . Di p i ù , egli s t a b i l ì u n
fine sociale ( u n a società i n t e r n a z i o n a l e l i b e r a e senza classi)
c h e n o n p u ò essere r a g g i u n t o n e l p e r i o d o a t t u a l e d e l l a s t o r i a .
I n p r a t i c a , i m o t i storici r e a l i modificano i finì p e r avvicinarli
alle reali p o s s i b i l i t à . I l m o v i m e n t o m a r x i s t a si divise s e g u e n d o
le linee d e l l a g r a n d e d i v i s i o n e d e l n o s t r o t e m p o , q u e l l a cioè
rtn società capitalista e società dei tecnici. E n t r a m b e le ali
d e l m a r x i s m o c o n s e r v a r o n o , c o m e spesso a c c a d e , il l i n g u a g g i o
di M a r x , benché sempre p i ù l o andassero p o i modificando
s o t t o l a p r e s s i o n e d i n u o v e c i r c o s t a n z e . I n p r a t i c a , l'ala rifor-
m i s t a si m i s e in linea coi capitalisti e con la società capita-
lista, e d e t t e p r o v a di ciò i n t u t t e l e crisi sociali. I l m o v i -
m e n t o r i f o r m i s t a è u n d i f e n s o r e del c a p i t a l i s m o a l q u a n t o
contraddittorio, è ben vero, perché conservando gran p a r t e
d e l l a t e r m i n o l o g i a a m b ì g u a d i M a r x esso c o n t r i b u i s c e a r e n -
dere popolari certi concetti tecnici. Tuttavia, quella che h o
i n d i c a t a è la linea p r i n c i p a l e d e l l a d i v i s i o n e . L e n i n m o r ì e

lì. De Felice
178 Parie I, Sezione I

S t a l i n si p o s e alia t e s t a dell'ala tecnica. L ' i d e o l o g i a e la


p r a t i c a v e n n e r o u l t e r i o r m e n t e modificate. Si è m o l t o d i s c u s s o
se S t a l i n sia l ' e r e d e l e g i t t i m o d i L e n i n ; e i o , a v e n d o p a r t e -
c i p a t o a t t i v a m e n t e p e r alcuni a n n i a l l ' o r g a n i z z a z i o n e politica
t r o t z k i s t a , p e r m o l t o t e m p o p r e s i p a r t e a n c h e a q u e l l a discus-
s i o n e . H o finito p e r c o n c l u d e r e , t u t t a v i a , c h e la d i s c u s s i o n e è
s t a t a c o n d o t t a su u n a b a s e e r r a t a . I l p r o b l e m a s t o r i c o n o n è
d i s a p e r e se S t a l i n o T r o t z k y {o c h i u n q u e a l t r o , p o i c h é v i s o n o
m o l t i a l t r i p r e t e n d e n t i ) sia p i ù v i c i n o ai p r i n c i p i v e r b a l m e n t e
espliciti e n u n c i a t i d a L e n i n . U n a d i s p u t a su q u e s t o p i a n o n o n
h a m a i r a g g i u n t o a l c u n a c o n c l u s i o n e e n o n p o t r à m a i rag-
g i u n g e r l a , p o i c h é L e n i n disse m o l t e cose e m o l t i s s i m e n e fece.
È c o m e d i s c u t e r e i n t o r n o alla i n t e r p r e t a z i o n e l e g i t t i m a della
B i b b i a o d e l C o r a n o . P e r ciò c h e r i g u a r d a gli s v i l u p p i s t o r i c i ,
n o n p u ò esserci m o l t o d a d i s c u t e r e : lo s t a l i n i s m o è q u e l l ' o r -
d i n e d i cose nel q u a l e si è d i f a t t o s v i l u p p a t o il l e n i n i s m o e,
p e r d i p i ù , senza c h e v i sia s t a t a n e s s u n a b r u s c a r o t t u r a del
processo evolutivo. L o stalinismo è diverso dal leninismo, e
allo s t e s s o m o d o u n g i o v a n e è d i v e r s o d a u n b a m b i n o ; la
differenza si s p i e g a col c a m b i a m e n t o d e l l o s f o n d o sul q u a l e
ha a v u t o l u o g o q u e s t o s v i l u p p o . I l n a z i s m o differisce assai
p i ù dal f a s c i s m o i t a l i a n o c b e l o s t a l i n i s m o n o n differisca dal
l e n i n i s m o , c o m e era n a t u r a l e a t t e n d e r s i d a t e l e d i v e r s i t à d i
origine e di condizioni di sviluppo. M a è p e r ò chiaro abba-
stanza c h e il n a z i s m o e il fascismo h a n n o u n a s t r e t t a p a r e n -
tela fra l o r o , t a n t o c o m e m o v i m e n t i sociali g e n e r a l i , c h e
c o m e i d e o l o g i e sociali.

G l i e s p o n e n t i p i ù c o n s e r v a t o r i d e l c a p i t a l i s m o , o r m a i da
a n n i , h a n n o s t a b i l i t o u n a specie d i i d e n t i t à fra il « c o m u n i -
s m o » (ossia s t a l i n i s m o ) , il n a z i s m o e il m o v i m e n t o del New
Deal. Q u e s t a identificazione h a d e t e t m i n a t o l ' a s p r o r i s e n t i -
m e n t o dei l i b e r a l i . È c e r t a m e n t e v e r o c h e l e r a g i o n i p o r t a t e
dai c a p i t a l i s t i p e r giustificare l'identificazione in p a r o l a s o n o
spesso superficiali. È a n c h e v e r o c h e i n d i s c u s s i o n i d i q u e s t o
g e n e r e sì t r a t t a , d i s o l i t o , n o n d i i d e o l o g i e , m a d ì certi
p r o g e t t i specifici ( e s t e n s i o n e dei sussidi sociali, la legge
W a g n e r , la p r o p r i e t à g o v e r n a t i v a d i c e r t i b e n i d i c o n s u m o .
]. Burnham, Le ideologie dei tecnici 179

ecc.) i n t o r n o ai quali v ' è u n a specifica d i v e r s i t à d i o p i n i o n i .


Le concezioni ideologiche p i ù a m p i e sono p o r t a t e in c a m p o
dalle d u e p a r t i c o n t e n d e n t i , s o p r a t t u t t o i n v i s t a d e l l a l o r o
efficacia e m o t i v a p r ò o c o n t r o u n a d e t e r m i n a t a p r o p o s t a .
T u t t a v i a , p e r q u a n t o si riferisce al p r o b l e m a i d e o l o g i c o
g e n e r a l e , n o n c'è d u b b i o c h e i c a p i t a l i s t i —- c o m e a c c a d e d i
solito —- s o n o p e r f e t t a m e n t e giustificati n e l l o r o atteggia-
m e n t o , a n c h e se le r a g i o n i esplicite c h e essi f o r n i s c o n o p e r
giustificarlo s o n o talvolta a s s u r d e . C i ò c h e Ì capitalisti fiutano,
p o i c h é s o n o nelle m i g l i o r i c o n d i z i o n i p e r f a r l o , è c h e il
r i s u l t a t o definitivo d i t u t t e q u e s t e i d e o l o g i e è a n t i c a p i t a l i s t a ,
e c h e esse t e n d o n o a d i s t r u g g e r e l e i d e o l o g i e c h e c e m e n t a n o
p s i c o l o g i c a m e n t e la società c a p i t a l i s t a . I n r e a l t à , n o n c'è u n a
i d e n t i t à f o r m a l e , m a c'è u n l e g a m e s t o r i c o che u n i s c e l o
s t a l i n i s m o ( c o m u n i s m o ) , il n a z i s m o (fascismo) e il m o v i m e n t o
d e l New Deal. Sullo s f o n d o d i d i v e r s e c o n d i z i o n i d i s v i l u p p o ,
e a s t a d i d i v e r s i dello s v i l u p p o stesso, q u e s t e s o n o t u t t e
ideologie t e c n i c h e . E s s e h a n n o t u t t e l o stesso o r i e n t a m e n t o
s t o r i c o : si a l l o n t a n a n o dalla società c a p i t a l i s t a e t e n d o n o v e r s o
la società d e i tecnici. D e i t r e , il m o v i m e n t o del New Deal e
il p i ù p r i m i t i v o e il m e n o o r g a n i z z a t o ; esso c o n s e r v a m o l t a
p a r t e d e l l e ideologie c a p i t a l i s t i c h e . M a la d i r e z i o n e del m o v i -
m e n t o è q u e l l a che p i ù i m p o r t a , e i l New Deal è o r i e n t a t o
nella stessa d i r e z i o n e d e g l i a l t r i d u e m o v i m e n t i ,

N o n a p p e n a a n d i a m o u n p o c o o l t r e la superficie delle
cose, è facile riconoscere n e l l o s t a l i n i s m o , c o m e n e l fascismo,
lo s t e s s o g r u p p o di p r e s u p p o s t i e d i c o n c e t t i c h i a v e : q u e g l i
stessi c o n c e t t i dai q u a l i a b b i a m o v i s t o c h e si s v i l u p p a n o l e
ideologie t e c n i c h e . L e c r i t i c h e alla società capitalista a v a n -
zate d a i t e o r i c i c o m u n i s t i e fascisti, agli effetti p r a t i c i , s o n o
i d e n t i c h e . V i sono alcune differenze v e r b a l i e metafisiche, m a
n o n h a n n o n e s s u n a seria i m p o r t a n z a . L e p a g i n e anticapitali-
s t i c h e d e l l ' a n a l i s i fascista e c o m u n i s t a , d i s o l i t o , p o t r e b b e r o
v e n i r e s c a m b i a t e fra l o r o senza c h e n e s s u n o fosse in g r a d o d i
d i s t i n g u e r n e la r i s p e t t i v a o r i g i n e . Q u e s t o vale sia p e r l e cri-
tiche d e l l ' e c o n o m i a capitalistica c o m e p e r q u e l l e d e l l a p o l i t i c a
e delle i d e o l o g ì e del c a p i t a l i s m o . L e d u e i d e o l o g i e s o n o a n c h e
180 Parte I, Sezione 1

eguali nel s a t i r e g g i a r e e d i s p r e z z a r e l a « m o r a l e capitalistica »,


e nella l o r o s p r e z z a n t e c o n f u t a z i o n e dei « d i r i t t i n a t u r a l i »
cosi c o m e li i n t e n d e il c a p i t a l i s m o ; q u e s t o f a t t o h a u n ' i m p o r -
tanza estrema nello sviluppo di certi lineamenti dell'atteggia-
m e n t o pratico.
L e d u e d o t t r i n e si a c c o r d a n o n e l l ' a t t a c c a t e , d a cima a
f o n d o , « l ' i n d i v i d u a l i s m o ». I n e n t r a m b e l e i d e o l o g i e , « Sta-
t o », « c o l l e t t i v i t à », « p r o g r a m m a z i o n e », « c o o r d i n a m e n t o »,
« socialismo », « disciplina », s o s t i t u i s c o n o « l ' i n d i v i d u o », « la
libera iniziativa », « l ' o p p o r t u n i t à », c o m e t e r m i n i f o r m a t i v i
d i u n a t t e g g i a m e n t o p r a t i c o d a inculcare n e l l a coscienza delle
masse.
L ' i d e o l o g i a fascista e q u e l l a c o m u n i s t a d e n u n z i a n o con le
stesse p a r o l e il « caos » e « l ' a n a r c h i a » d e l c a p i t a l i s m o . E s s e
c o n c e p i s c o n o l ' o r g a n i z z a z i o n e d e l l o S t a t o d e l l ' a v v e n i r e , il l o r o
S t a t o , e s a t t a m e n t e s e c o n d o q u e l l e linee c h e u n t e c n i c o o u n
i n g e g n e r e s e g u e n e l l ' o r g a n i z z a r e u n a f a b b r i c a ; o s s i a , la l o r o
c o n c e z i o n e d e l l o S t a t o è u n ' a m p l i f i c a z i o n e sociale f o n d a t a su
u n a g e n e r a l i z z a z i o n e delle e s p e r i e n z e dei tecnici. E d essi h a n n o
a n c h e u n ' i d e n t i c a c o n c e z i o n e del « p a r t i t o » : il l o r o p a r t i t o ,
che possiede un monopolio nel campo politico.
L ' i d e a del p a r t i t o h a p a r t i c o l a r e i m p o r t a n z a , p o i c h é il
p r o b l e m a del p a r t i t o sta al c e n t r o della l o t t a d i r e t t a p e r
il p o t e r e . C'è u n a somiglianza i m p r e s s i o n a n t e e c o m p l e t a sia
nella p r a t i c a c h e nella t e o r i a d e i c o m u n i s t i e d e i fascisti p e r
ciò c h e r i g u a r d a il p r o b l e m a d e l p a r t i t o . U n c o m u n i s t a p o -
t r e b b e s o t t o s c r i v e r e a l m e n o n o v e decimi d e l l ' a c c u r a t a disa-
m i n a c h e H i t l e r fa del p r o b l e m a del p a r t i t o i n Mein Kampj;
e i n a z i s t i , da p a r t e l o r o , p r e s e r o m o l t e delle l o r o i d e e sul
partito direttamente dai comunisti. La struttura del partito,
la tecnica d e l l a s u a a z i o n e , l'utilizzazione dei « s i m p a t i z z a n t i »
e delle o r g a n i z z a z i o n i « p e r i f e r i c h e »; l ' o r g a n i z z a z i o n e d e l l e
« cellule », la p e n e t r a z i o n e delle organizzazioni d i m a s s a , il
m e t o d o d e l « f r a z i o n a m e n t o », m e d i a n t e il q u a l e il piccolo
e saldo g r u p p o del p a r t i t o p u ò d o m i n a r e u n v a s t i s s i m o m o v i -
m e n t o d i m a s s a , e infine, al c u l m i n e d i t u t t o q u e s t o , la
« d i t t a t u r a del p a r t i t o u n i c o » e n t r o la t o t a l i t à dello S t a t o :
]. Burnham, Le ideologie dei tecnici 181

t u t t e q u e s t e cose s o n o i d e n t i c h e nei d u e m o v i m e n t i . E , sia


d e t t o d i p a s s a t a , i m e t o d i capitalistici d e l l ' o r g a n i z z a z i o n e d i
p a r t i t o n o n h a n n o n e s s u n a p r o b a b i l i t à d i c o n t r a s t a r e effica-
cemente questi altri m e t o d i .
Sia il c o m u n i s m o c h e il fascismo p r e t e n d o n o , c o m e f a n n o
t u t t e l e g r a n d i i d e o l o g i e sociali, d i p a r l a r e p e r « il p o p o l o »
nel suo insieme, per l'avvenire di tutta l'umanità. T u t t a v i a
è interessante n o t a r e che e n t r a m b i hanno cura di assicurare
l ' e s i s t e n z a d i u n a élite a « a v a n g u a r d i a » . L''élite, n a t u r a l -
m e n t e , s o n o Ì tecnici e i l o r o alleati politici, ossia i d o m i -
n a t o r i d e l l a n u o v a società. N a t u r a l m e n t e l e ideologie n o n
d i c o n o ciò i n t u t t e l e t t e r e . N e l l o r o linguaggio,- Yélite r a p p r e -
s e n t a il p o p o l o , agisce p e r il p o p o l o , i n t e s o n e l s u o i n s i e m e ,
e nei s u o i i n t e r e s s i . I l fascismo è p i ù esplicito nel d i c h i a r a r e
la necessità dell'elite, del « datismo ». I l l e n i n i s m o e l a b o r ò
u n a razionalizzazione p i ù c o m p l e s s a di q u e s t o p r i n c i p i o . L e
m a s s e , s e c o n d o il l e n i n i s m o , n o n p o s s o n o avere sufficiente
e d u c a z i o n e e p r e p a r a z i o n e s o t t o il c a p i t a l i s m o p e r a s s u m e r e
d i r e t t a m e n t e su d i sé il p e s o del socialismo. L e m a s s e n o n
p o s s o n o c o m p r e n d e r e i n p i e n o q u a l i siano i l o r o i n t e r e s s i . D i
c o n s e g u e n z a , il « p a s s a g g i o al socialismo » d o v r à essere p r e -
s i e d u t o d a u n ' « a v a n g u a r d i a » i l l u m i n a t a la q u a l e « c o m -
p r e n d e » il p r o c e s s o s t o r i c o n e l s u o i n s i e m e , e p u ò a g i r e
n e l l ' i n t e r e s s e delle m a s s e t u t t e q u a n t e i n m o d o abile e ade-
g u a t o : n e l l o stesso m o d o , p e r d i r l a c o n p a r o l e d i L e n i n ,
c o m e o p e r a l o s t a t o m a g g i o r e d i u n esercito.

A t t r a v e r s o t a l e c o n c e t t o d i un'elite d'avanguardia, queste


i d e o l o g i e a s s o l v o n o così al t e m p o stesso il d u p l i c e c o m p i t o
d i giustificare l ' e s i s t e n z a d i u n a classe d i r i g e n t e e d i i n c u l c a r e
nelle m a s s e u n a t t e g g i a m e n t o c h e r e n d e facile l ' a c c e t t a z i o n e
del s u o p r e d o m i n i o . Q u e s t o s t r a t a g e m m a è simile a q u e l l o
u s a t o dalle i d e o l o g i e c a p i t a l ì s t i c h e q u a n d o s o s t e n e v a n o c h e i
c a p i t a l i s t i e r a n o n e c e s s a r i p e r l o s v o l g i m e n t o degli affari e c h e
il p r o f i t t o dei c a p i t a l i s t i c o i n c i d e v a c o n la p r o s p e r i t à del
p o p o l o t u t t o . F i n c h é l e m a s s e c r e d e v a n o i n q u e s t o esse
d i f e n d e v a n o a r d e n t e m e n t e , n o n s o l o il c a p i t a l i s m o i n g e n e r a l e ,
m a a n c h e t u t t i i m a g g i o r i e m i g l i o r i v a n t a g g i (ossia, p o t e n z a
182 Parie I, Sezione 1

e p r i v i l e g i ) c h e la classe d o m i n a n t e capitalista r i u s c i v a a d
o t t e n e r e . L a d o t t r i n a c o m u n i s t a e fascista è u n s i s t e m a assai
efficace p e r a s s i c u r a r e l ' a p p o g g i o d e l l e m a s s e a g l ' i n t e r e s s i
d e l l a n u o v a élite m e d i a n t e u n ' a p p a r e n t e identificazione d i
tali i n t e r e s s i c o g l ' i n t e r e s s i delle m a s s e m e d e s i m e . [..,]
SEZIONE li

TENTATIVI DI RICOSTRUZIONE STORICO-POLITICA

T u t t i i testi che costituiscono questa seconda sezione h a n n o


una precisa caratterizzazione politica, con accentuazioni, talvolta,
addirittura autobiografiche. Sotto questo profilo essi n o n si di-
stinguono d u n q u e da quelli della sezione precedente. La diffe-
renza tra i due grappi di testi sta altrove, sta, soprattutto, nello
sforzo che gli autori di questi scritti hanno fatto per cercare di
d a r e ad essi il carattere non solo di u n giudizio politico e di
una interpretazione del fascismo, ma di una prima ricostruzione
delle vicende attraverso le quali il fascismo si è affermato ed è
d i v e n t a t o « regime ». A nostro avviso, insomma, in questi testi
sì p u ò riscontrare un primo sforzo di storicizzare in qualche mi-
sura la presa di posizione politica cercandone la conferma in u n
esame della realtà e dell'evoluzione del fascismo in u n tempo più
o meno lungo e, in certi casi, m e t t e n d o a confronto diverse realtà
fasciste, soprattutto quella italiana e quella tedesca. Uno sforzo
indubbiamente diverso da autore ad autore e che, nella rico-
struzione delle vicende attraverso le quali il fascismo si è affer-
mato ed è diventato « regime », si applica — a seconda della
formazione ideologico-culturale dei singoli autori — ad aspetti
diversi d i queste vicende, in alcuni casi a quello p i ù immediata-
m e n t e politico, in altri a quello etico-politico, in altri ancora a
quello economico-sociale, ma che c o m u n q u e autorizza a considerare
il discorso portato avanti in questi scritti parzialmente diverso da
quello svolto nei precedenti, non ancora storico certo, ma, forse,
p i ù pacato politicamente e culturalmente più elaborato.
Su otto testi scelti, q u a t t t o t r a t t a n o esclusivamente dell'espe-
rienza italiana, u n o soprattutto del fascismo italiano, ma cerca al
184 Parte 1

tempo stesso d i abbozzare un'analisi ad orizzonti più ampi, gli


altri tre affrontano il fascismo come u n fenomeno non solo italiano
e di cui si sente la necessità di dare una caratterizzazione precìsa
rispetto alle sue varie estrinsecazioni nazionali, vere e presunte.
Alceste D e A m b r i s e Ivanoe Bonomi scrivevano all'indomani
della « marcia su Roma », i loro tentativi di cogliere i momenti
e i motivi caratterizzanti il fascismo si limitano p e r t a n t o agli
anni 1 9 1 9 - 2 2 . Essi erano uomini di formazione e di esperienze
diversissime; D e Ambris u n sindacalista rivoluzionario con u n a
posizione di primo p i a n o nel movimento poi interventista, nel
1 9 1 9 assai vicino a Mussolini e ai primi Fasci di combattimento
dai quali si v e n n e progressivamente staccando per avvicinarsi
sempre di più a D ' A n n u n z i o (di cui fu capo dì gabinetto nel
1 9 2 0 a Fiume) e schierarsi infine su una posizione n e t t a m e n t e
antifascista, t a n t o da dover dopo la « marcia su Roma » esulare
in Francia; Bonomi u n socialista riformista m o d e r a t o che d u r a n t e
la guerra aveva condiviso la posizione di Bissolati e nel 1 9 2 1 - 2 2
era stato presidente del Consiglio, nel periodo forse più decisivo
per le sorti del regime liberal-democratìco; eppure nei loro scritti
è possibile cogliere p i ù d i u n p u n t o in comune. E tra questi u n o
in particolare, assai importante, appena sì pensi alle polemiche,
anche recenti, che persino in sede storiografica si sono accese a
proposito del carattere del primo fascismo: per entrambi gli au-
tori è fuori d u b b i o che il fascismo al suo sorgere era stato u n
piccolo movimento d i origine interventista chiaramente orientato
su posizioni di « accesa democrazia rivoluzionaria » (Bonomi),
con u n « audace p r o g r a m m a di rinnovamento nazionale » (De
Ambris). La sua trasformazione in partito dì destra era avvenuta
in u n secondo t e m p o , nel 1 9 2 0 - 2 1 , parallelamente al declinare
della « follia bolscevica », quando nelle sue file si erano riversati
intellettuali, studenti, piccoloborghesi e, via via « che vedevano
in lui u n o s t r u m e n t o efficace per distruggere la minaccia rossa e
ristabilire l'ordine nella produzione e nel lavoro », folte schiere
di agrari e dì industriali. Questa trasformazione aveva aperto al
fascismo la strada del potere, ma lo aveva altresì posto d i fronte
a u n a insanabile contraddizione che — per dirla con Bonomi —

1
Per il sindacalismo rivoluzionario non diventato fascista si veda
anche la conferenza « Il fascismo in Italia », tenuta da Paolo Mantica
a Berlino nel 1 9 2 3 e riprodotta in A. RIOSA, Paolo Mantica: il fascismo
in Italia, in v Historica », 1970, n. 2.
Se-ione II

10 condannava a leggersi con la coercizione e, quindi, a n o n


poter essere altro che « una parentesi nella storia » e non una
3
svolta di e s s a .
Le pagine de La rivoluzione meridionale dedicate da G u i d o
Dorso al fascismo p o r t a n o l'analisi sino sullo scorcio dei 1924 c
sono tra le più. acute che siano state scritte. R i p r e n d e n d o il di-
scorso di Salvatorelli, Dorso esaminò soprattutto il comportamento
della piccola borghesia, m e t t e n d o in luce come e perché essa nel-
l'immediato dopoguerra si fosse staccata dallo Stato, avesse as-
sunto u n atteggiamento « r i v o l u z i o n a r i o » e si fosse in gran parte
riconosciuta nel fascismo, salvo — quando questo era arrivato al
potere — rimanerne in larga misura delusa. Secondo Dorso, infetti,
ì
11 fascismo, se alla base era u n movimento « rivoluzionario » , al
vertice era diretto d a un'elite che n o n lo era più e che era v e n u t a
a tutta u n a serie di compromessi e di transazioni con le forze
conservatrici tradizionali e plutocratiche e che, quindi,, tendeva ad
una sorta di nuovo trasformismo, sicché in effetti il fascismo
« mentre n e l suo primo nascere rappresentò lo sforzo di libera-
zione della piccola borghesia, i cui interessi, dipendendo in molta
parte dall'azione economica dello Stato, erano stati danneggiati
— più per incomprensione che per calcolo — dalla lotta fra l e
classi, nel suo secondo m o m e n t o incarnò la reazione del capita-

1
A quanto ci risulta, il primo a parlare per il fascismo di .< pa-
rentesi » fu proprio Bonomi. L'espressione è nella pagina finale dei
suo saggio (p. 159) Dal socialismo al fascismo.
Per una prima valutazione dei caratteri e dei limiti principali
della componente antiborghese di questo rivohizionarismo, qualche ele-
mento può essere ricavato dalla stampa e dalla pubblicistica fascista
dei primi anni. Facciamo due soli esempi. Secondo uno dei fondatori
del Fascio di Roma, U. FABBRI, Analisi del Regime Fascista, Roma
1924, pp. 6 sgg., il fascismo era sorto innanzi rutto contro la « cista
dominante » liberaldemocratica che aveva dimostrato durante la guerra
il suo fallimento. « Contro ciò sorse il fascismo e non contro i sovversivi
che ancora non avevano preso la mano a quella imbelle ed esautorata
casta dirigente... Prima di decretare lo sterminio di quei nemici cbe
poi sgommammo — i comunisti —• noi scendemmo nell'agone giurando
di liberare l'Italia dalla democrazia liberale». Quanto invece a Curzio
Malaparte, C. SUCKEKT, Ragguaglio sullo stato degli intellettuali rispetto
il fascismo, prefazione a A. SOFFICI, Battaglia fra due vittorie, Firenar
1923, p. x x u , a il mondo turpe, borghese e proletario, contro il quale
noi lottavamo, ebbe pochi difensori nel popolo, molti fra gli intellettuali.
La nostra rivoluzione, si badi, era ed è più contro Benedetto Croce che
non contro Buozzi o Modigliani n.
is6 Parie I

lismo, attraverso altre classi, sia ai pericoli economici del prole-


tariato che della stessa piccola b o r g h e s i a » . D a qui, sempre secondo
Dorso, la crisi che nel 1923-24 travagliò profondamente il fascismo
sino ad esporre Mussolini al rischio che di essa approfitrassero i
conservatori tradizionali (i « fiancheggiatori ») i quali — raggiunto
ormai il loro scopo primario — non erano alieni dal liberarsi di
lui e riprendere direttamente nelle proprie mani il potere, e che
Mussolini, dopo il delitto Matteotti, riuscì a superare solo ri-
dando fiato (provvisoriamente) alla componente originaria del fa-
scismo, quella pìccolo-borghese (l'estremismo farìnaccìano).
Le pagine di De A m b r i s , Bonomì e Dorso possono utilmente es-
sere messe a confronto con quelle di Gioacchino Volpe, l'unico au-
4
tore fascista incluso nella presente r a c c o l t a . P u r nella ovvia-
m e n t e diversa impostazione d i fondo, è infatti i m p o r t a n t e riscon-
5
trare nel testo di V o l p e almeno d u e p u n t i nei quali la sua ana-
lisi si avvicina o concotda con quella dei tre autori dei quali
abbiamo ora parlato. Il primo p u n t o è quello relativo alla tra-
sformazione nel 1920-21 del fascismo, ammessa e addirittura

* Una presenza così limitata della voce fascista comporta una spie-
gazione. Abbiamo scelto G. Volpe perché nella vastissima letteratura
politica fascista, italiana e no, sul fascismo ci è sembrata l'unica voce
dotata di una propria dignità e non priva talvolta di valore storio-
grafico e di osservazioni e spunti particolari interessanti. E, d'altra
parte, la stragrande maggioranza della letteratura politica fascista è
talmente schematica, parziale ed agiografica che ai fini del nostro di-
scorso specifico il suo contributo sarebbe minimo, a meno di non
volete, proprio e solo per essa, venire meno al criterio informatore di
questa raccolta e dare per essa not\ dei testi abbastanza organici ed
ampi, concepiti in una prospettiva in qualche modo analitica — come
ci siamo sforzati di dare negli altri casi —, ma ripiegare su una scelta
di brevi, brevissimi passi che (soprattutto incidentalmente) definiscono
ed analizzano ti fascismo in u n modo non meramente propagandistico.
Soluzione questa che abbiamo però scartata, olire che per un criterio di
uniformità, perché — data l'estrema complessità del fenomeno fascista
(sia che lo si veda nelle sue componenti nazionali, sia che — e non se
ne potrebbe fare a meno — lo si veda in quelle, assai numerose, nelle
quali si articolavano i singoli fascismi nazionali) — essa avrebbe com-
portato, per aver valore, una scelta di tale ampiezza che questa parte
avrebbe finito per avere la consistenza di un altro volume o quasi.
3
II saggio riprodotto (del 1935) va visto in stretto collegamento
sia con la parte storica della voce Fascismo redatta dallo stesso Volpe
per il XIV volume dell'Enciclopédia Italiana (del 1932) sia con la più
ampia Storia del movimento fascista (Milano 1939). sempre di G. Volpe,
della quale anticipa vari concetti e addirittura (alla lettera) l'inizio.
Sezione II 187

sottolineata anche do Volpe che sintomaticamente scrive che da


essa il fascismo ebbe una « forte spinta a destra » e « cominciò a
farsi quell'anima rurale che n o n aveva ». Il secondo riguarda
invece la piccola borghesia. Anche n questo proposilo, infatti.
6
Volpe è e s p l i c i t o : il vero nerbo, la vera base del fascismo fu-
rono « gli elementi migliori della borghesia, specialmente rurale,
piccolo e mezzana; specialmente borghesia di nuova e nuovissima
formazione; e poi borghesìa della cottura »; una piccola borghesia,
aggiungeva, che in genere si sentiva equidistante fra borghesia e
proletariato
Con Io scritto di Francesco Saverio Nitti, tratto da! volume
Bolscevismo, Fascismo e Democrazia (1926-27), il tentativo di
delineare un'analisi storico-polìtica del fascismo cominciava ad
assumere una nuova dimensione. N i t t i , infatti, non si limitava
a ricostruire e ad analizzare il fascismo italiano (a proposito del
quale non aggiungeva in verità molto a q u a n t o già abbiamo visto
dire da altri ed era spesso più superficiale); la sua ambizione era
piuttosto un'altra: inserire il fascismo italiano in una prospettiva
europea e dare una risposta a coloro che n e parlavano come d i
un fenomeno non limitato solo all'Italia, che aveva o, comunque,
avrebbe potuto avere imitatori i n altri paesi. Come già lascia
prevedere il titolo dell'opera dalla quale sono tratti i d u e capì-
toli accolti in questa sezione, per l'ex presidente del Consiglio
fascismo e bolscevismo si contrapponevano entrambi nettamente
alla democrazia. P u r avendo d a t o vita a due realtà diversissime e
da valutare differentemente (il fascismo era « solo u n fatto di
cronaca », il bolscevismo u n « g r a n d e fatto storico mondiale »),
essi erano fenomeni di n a t u r a identica e avevano in comune: la
nascita (dalla crisi europea determinata dalla guerra 1914-18), la
negazione integrale della libertà che li animava (alla quale entrambi

ù
Accenni più o meno espliciti alle classi medie, alla piccola bor-
ghesia come nerbo del fascismo si possono trovare anche in altri amori
fastisti come P. GORCOUNI, Il fascismo nella vita italiana, Torino 1923,
p. 133; A. LANZILLO. Le rivoluzioni del dopoguerra. Città di Castello
1 9 2 2 . p. 225; e soprattutto A. SERPIERI, La guerra e le classi rurali
italiane, Bari 1930, pp. 243 sgg. (assai importante per le critiche mosse
alU riduzione dei ceti medi fascisti alla piccola borghesia i umanistica »
operata dal Salvatorell e per L ì messa in valore, di contro, del ruolo
decisivo dei ceti medi e piccolo-borghesi rurali),
7
SÌ veda a questo proposito anche G , VOLPH, Storia del movimento
fascista, dt., pp. 46 sgg.
Parie l

contrapponevano la forza) e l'origine dei loro capi (gli uni e g3i


altri provenienti dal «socialismo rivoluzionario»). Proprio perche
« fatto di cronaca » e, in pratica, nulla più che una banale dit-
a
tatura , per NLtti il fascismo non solo non avrebbe avuto lunga
durata, ma neppure imitatori (e sbagliavano p e r t a n t o coloro che
0
estendevano la qualifica di fascista ad altri regimi di quegli a n n i ) ;

B
Questa valutazione del regime fascista era piuttosto diffusa in
quegli anni in gran parte degli ambienti democratici europei e ame-
ricani, nei quali, se non si parlava dì dittatura (sul tipo, per intenderci,
di quella di Miguel Primo de Rivera), al massimo si parlava dì neo-asso-
lutismo, come nel caso di E . VON BECKEHAW, Wesen und Werden des
jaschistìseben Staales, Berlin 1927.
s
Quanto ai regimi spagnolo (di M. Primo de Rivera), turco (di
Kemal Atatìirkl e greco (di Theòdoros Pàngalos), per Nitri essi erano,
come quello italiano, delle dittature, ma ognuna con caratteri propri,
sicché non avevano nulla in comune tra di loro, salvo essere il prodotto
di una sorta di «febbre mediterranea delle dittature». Cosa Nitri in-
tendesse con questa espressione (che, oltre tutto, introduceva una di-
stinzione tra i regimi che abbiamo detto e altri, come quelli dell'Un-
gheria e della Romania, che all'inizio del volume Nitti aveva posto
insieme ai primi e definito complessivamente « dittature o governi <lì
reazione») non è chiaro. È però da notare che un abbeezo di interpre-
tazione « mediterranea » del fascismo era stata prospettata nell'autunno
del 1 9 2 6 dal Partito socialista dei lavoratori italiani in una bozza
di dichiarazione programmatica (recentemente pubblicata ne « Il Can-
nocchiale», dicembre 1969, pp. 89 sgg.). In essa si legge: « L a vit-
toria del fascismo segue una linea che si può chiamate mediterranea,
dove lo Stato liberale aveva costituzione più recente, non salde radici
autonome, scarse tradizioni, ed era slato un po' il contraccolpo di
rivoluzioni straniere e un po' il premio elargito dai principi ai popoli
a compenso dei sacrifici per le guerre nazionali. Tale linea polìtica
coincide eoa una linea economica più povera, più gracile, più arre-
trata, dove il capitalismo moderno appare men saldo e dove l'agri-
coltura conservatrice prevale sopta l'industrialismo progressista. Ivi i
contraccolpi della guerra dovevano riuscire più estenuanti e quindi
più violenta ivi la spinta delle classi privilegiate a salvarsi ributtando
violentemente il proletariato dalla situazione polìtica conquistatasi, per
assoggettarlo inerme, indifeso, ai maggiori carichi conseguenti della
guerra ». Il significato di questa interpretazione « mediterranea » del
fascismo appare chiaro se alla lettura della dichiarazione programmatica
del PSLI si affianca quella di un articolo di P . DAVILA (pseudonimo
probabilmente dì Claudio Treves), Cbaraktertstik des italieniscben F,;-
sebismus uni des bdkansscke Faschismus, in « L a Fcdération. balkani-
q u e » , 1° aprile 1 9 2 9 . Secondo l'autore di questo artìcolo i due tipi
di fascismo si differenziavano in quanto corrispondevano a due diversi
stadi di sviluppo economico-politico. Il vero fascismo (italiano) era
caratterizzato dalla lotta della borghesia capitalistica contro un movi-
azione II 189

« O continuerà nelle Eorme a r a u l i di violenza e provocherà ine-


vitabilmente una reazione d i cui non è possibile prevedere i limiti;
o man mano, ciò che è meno probabile, si spoglierà delle sue forme
attuali e rientrerà nell'orbita costituzionale. I n ogni modo, il
fascismo è più il risultato di altitudini individuali che u n pro-
gramma; è più il ricordo di metodi del passato che una anticipa-
zione dei sistemi di avvenire. £ una conquista, non un governo;
e l'esercizio di un potere, n o n un potere legale; è un prodotto
senza attrazione e senza luce, che si indebolirà da se stesso ine-
vitabilmente. La sua adorazione della forza, il suo disdegno per
le forme superiori dell'intelligenza, la sua avversione per la libertà,
l'intolleranza per ogni manifestazione che sia ad esso avversa
10
rendono il suo dominio fuggevole e assurda ogni i m i t a z i o n e » .
Assai più suggestivo e s o p r a t t u t t o interessante per comprendere
e valutare i problemi che già alla fine degli anni venti e all'inizio
degli anni trenta, prima cioè dell'andata al potere del nazional-
socialismo, si ponevano quei marxisti che sì rendevano conto del-
l'eccessiva schematicità dell'analisi del fascismo ormai dominante
nell'Internazionale comunista è il saggio che nel 1930 fu pubbli-
cato da August Tbalheimer, u n o dei fondatori del Partito comu-
nista tedesco d j cui era stato espulso per desinano nel 1929. Un
saggio le cui tesi furono subito, non a caso, vivacemente criticate
dalla I I I Internazionale che le tacciò di trotzkismo e le accusò
di avere alla radice « il disconoscimento della definizione del fa-
scismo come dittatura della borghesìa » Questo saggio è inte-

mento proletario evoluto ed organizzalo: pur di sbarrare la strada al


proletariato ia borghesìa capitalistica distruggeva le istituzioni liberali
'• democratiche da essa stessa create e che il proletariato voleva sfrut-
tare a proprio vantaggio; il « fascismo » dell'Europa orientale e bal-
canica, invece, riproduceva situazioni già verificatesi in passato in
Occidente: pur ricorrendo anch'essa ai mezzi violenti tipici del fascismo,
la giovane borghesia di quei paesi e i residui gruppi feudali-militaristici
cercavano dì impedire ad un proletariato ancora arretralo {soprattutto
contadino) di inserirsi nello Stato liberal-democratico, senza però di-
struggere le istituzioni di questo Stato e servendosene anzi contro il
proletariato. È probabile che il ragionamento di Nitri fosse simile;
così si spiegherebbe in parte anche la sua differenziazione tra ditta-
ture (quelle mediterranee) e governi di reazione (quelli ungherese e
romeno).
10
F . S. NITT], Bolscevismo, Fascismo e Democrazia, in Scritti po-
lìtici, I I , Bari 1961, p . 334.
11
Per un saggio di queste accuse si veda P . TOGLIATTI, Lezioni
mi jascismo, cit., p. 6. Quanto a quella particolare di trorzkysmo, si
190 Varie I

ressante specialmente p e r d e e questioni in esso affrontate. L a


prima è quella del perché, se il fascismo era la « dittatura aperta
del capitale », esso si era affermato in Italia, Polonia, Bulgaria e
Spagna e n o n nei paesi capitalistici più sviluppati, quali gli Stati
Uniti, l'Inghilterra, la Germania e la Francia. La risposta di
Thalheimer è che « la forma fascista di Stato si è affermata p r o p r i o
in paesi che n o n sono certo alla testa dello sviluppo capitalistico »;
ciò — ammoniva Thalheimer — n o n doveva però indurre a ere-
dere che il fascismo corrispondesse rigidamente ad u n d e t e r m i n a t o
stadio dello sviluppo economico n é ad escludere che esso si po-
tesse affermare nei paesi capitalistici più avanzati; in alcuni dì
questi, anzi, vi erano chiari sintomi della tendenza della borghesia
« a distruggere o limitare il sistema patlamentare » e a « creare
più forti garanzie politiche » per 0 proprio dominio. I n « situa-
zioni etiliche » tale tendenza poteva « portare a forme d i aperta
dittatura del capitale che, però, non devono necessariamente essere
identiche a quelle del fascismo ». Questo, infatti, era una forma
particolare, n o n la forma, della dittatura aperta del capitale. Una
forma particolare a cui il p o t e r e statuale borghese giungeva « allo
stadio successivo al m o m e n t o in cui tale società borghese è stata mi-
nacciata nel m o d o p i ù forte dall'assalto della rivoluzione proletaria,
dopo che la borghesia h a esaurito le sue forze per difendersi da
tale assalto, q u a n d o t u t t e le classi giacciono al suolo esauste e
stremate e la borghesia cerca la più salda trincea per il suo do-
minio sociale ». È a q u e s t o p u n t o che l'analisi di Thalheimer pas-
sava ad affrontare la seconda questione di fondo, quella che, anzi,
caratterizza il suo saggio e — assai probabilmente — doveva es-
sergli stata suggerita dalla constatazione che, se il fascismo era
una « dittatura aperta d e l capitale », il potere statale negli Stati
fascisti era p e r ò in gran p a r t e nelle mani di una élite che n o n
era espressione del capitale, della borghesia vera e propria. E la
risolveva in u n m o d o u n p o ' meccanico, ma — date le premesse —
efficace e che in ultima analisi non mancava d i cogliere nel segno.
Rifacendosi a ciò che M a r x e Engels avevano scrìtto a proposito
n
del b o n a p a r t i s m o , Thalheimer definiva il fascismo u n regime

veda l'articolo Le bonapartisme allemand (in L. TROTZKY, Ecrìts, dr..


I l i , pp. 331 sgg.) da cui risalta bene la diversa posizione di Trotzky
e di Thalheimer.
'- Thalheiraer si rifaceva principalmente a II 18 brumaio di Luigi
Bonaparle e a La guerra civile in Francia di Marx e a Violenza ed
economia nella formazione del nuovo impero tedesco di Engels.
Sezione 1! 191

politico-sociale simile al bonapartismo: così come al tempo d i


Luigi Napoleone, col fascismo la borghesia, ridotta allo s t r e m o ,
si era vista costretta, per salvare la propria esistenza sociale, a
sacrificare il proprio potere politico e si era assoggettata « alla
forza del potere esecutivo resosi i n d i p e n d e n t e » . A d u n esecutivo
— però — che n o n era espresso da una propria ben precisa b a s e
sociale, m a da un'amalgama di elementi economicamente e social-
mente sradicati, incapaci quindi d i agire come classe e al t e m p o
stesso « carne della carne, ossa delle ossa della proprietà privata,
della società borghese, d u n q u e capaci, mentre annientano il suo
potere politico, di difenderne e proteggerne il dominio sociale
contro la classe e le classi che vogliono l'abolizione rivoluzionaria
della società borghese, l'abolizione rivoluzionaria della proprietà,
individuale borghese, contro il proletariato industriale e i settori
proletarizzati del mondo contadino ». Sicché, concludeva Thal-
hcimer, se la forma del fascismo-bonapartismo era caratterizzata
dal rendersi indipendente del potere esecutivo, dall'annienramento
del dominio polìtico della borghesia e dall'assoggettamento politico
d i tutte l e altre classi sociali all'esecutivo, la sua sostanza, il s u o
conrenuto sociale o di classe, « è p e r ò il dominio della borghesia
e dei proprietari privati in genere sulla classe operaia e su t u t t i
gli altri strati sociali sfruttati dal capitalismo » ed era quindi giusto
definire il fascismo una forma della dittatura aperta del capitale.
G l i scrìtti dei quali abbiamo sino ad ora parlato sono indub-
biamente sigriificativi e, sia p u r e in diversa misura, offrono t u t t i
analisi particolari e spunti interpretativi sui quali la più recente
storiografia è tornata con insistenza e talvolta con polemiche
contrapposizioni; ciò che dimostra il loro interesse. Ciò n o n o s t a n t e
il vero e proprio salto qualitativo l'analisi storico-politica del fa-
scismo negli anni tra le d u e guerre mondiali lo fece, a n o s t r o
avviso, con i saggi di R. L o w e n t h a l e O . Bauer. D u e autori en-
trambi di formazione marxista, ma nei quali le rispettive pregiu-
diziali partitiche n o n avevano sopraffatto il senso critico e che
affrontarono la realtà fascista sotto profili diversi e, in sostanza,
complementari.
Il saggio di Richard Lowenthal, apparso nel 1935 sotto lo
13
pseudonimo Paul S e r i n g , si proponeva di approfondire le con-

13
II saggio fu pubblicato come secondo di una serie di tre, ap-
rirsi in tre numeri successivi di « Zeitschrift fùr Sradaiismus » (22-3 p

24-5. 26-7). Per una più completa comprensione di quello riprodotto


192 Parie 1

dizioni economiche nelle quali si era venuto sviluppando ed affer-


mando il fascismo in Italia e in Germania (Lowenthal negava si
potessero considerare fasciste le altre dittature sorte in quegli
anni in E u r o p a ) fuori da ogni schema ti zzazione e da ogni aprio-
rismo e sforzandosi, invece, d i cogliere i mutamenti più caratteri-
Mici prodottisi nell'economia italiana e tedesca e che potevano
prodursi in quelle di altri paesi, [n questa prospettiva Lowenthal
analizzava soprattutto le trasformazioni delle classi individuando
tre processi: a) l'aumento dell'incidenza dei ceti n o n produttivi
{disoccupati permanenti, possidenti, addetti all'apparato distribu-
tivo e amministrativo) sul totale della popolazione; b) la mobilità
•sociale nella classe operaia (riduzione del numero degli operai
specializzati ma aumento della loro indispensabilità e sviluppo di
un nuovo ceto di produttori tecnici); r) il logoramento economico
dei piccoli p r o d u t t o r i . Conseguenza di queste trasformazioni era
la formazione di nuove differenziazioni di interessi c h e avevano
avuto, a loro volta, tutta una serie di ripercussioni politiche. Li
particolare, secondo L o w e n t h a l . esse avevano determinato « al-
l'interno della borghesia, u n conflitto centrale e che, soprattutto
nei settori produttivi bisognosi di sostegno, produce una relativa
•solidarietà d'interessi fra la borghesia e il proletariato: l'interesse
c o m u n e al mantenimento dell'azienda funziona q u i come una
barriera reale allo sviluppo della lotta di classe e come tendenza
•concorrenziale che r e n d e diffìcile l'unità di classe proletaria. Al-
l'interno della borghesia e del ceto medio la differente tendenza
di sviluppo dei settori produttivi favorisce la formazione dì rap-
porti duraturi d'indeh ita mento, che sotto forma di conflitto fra
creditori e debitori provoca un'ulteriore differenziazione ». Queste
tendenze agli spostamenti nelle classi e negli interessi, caratteri-
stiche del più recente sviluppo capitalistico, erano affiorate e si
erano rafforzate specialmente nei periodi di crisi rraducendosi in
una tendenza a riporre ogni speranza nell'intervento dello Stato e,
quindi, « nell'organizzazione puramente politica », nonché in u n
indebolimento della classe operaia e delle sue organizzazioni e,
più in genere ancora, in una crisi della democrazìa, È a questo

in questa sezione può essere assai utile soprattutto la lettura del primo,
dedicato al quadro economico generale.
Sul problema del fascismo R. Lowenthal (sempre sotto lo pseu-
donimo Paul Sering) tornò una ventina di anni dopo con un altro
scritto dal titolo Jenseits des Kapìtatìsmus. Eìn Bei'irag zttr smìtili-
siìchen Neuarienticrung, Niirnbcrg 1946.
Sezione II 193

p u n t o del processo che, secondo Lowenthal, era n a t o e poteva


ancora nascere LI fascismo: « La concentrazione di rutti quelli
che abbandonano i partiti e le organizzazioni, in primo luogo perché
i loro interessi materiali per lo Stato superano o sostituiscono
temporaneamente il loro interesse produttivo d i classe, e poi
perché le organizzazioni n o n sono più in grado di imporre l'in-
teresse d i classe stesso; la concentrazione dell'agricoltura contro
l'industria, del trust dell'acciaio contro i sindacati industriali, dei
debitori contro i creditori, dei disoccupati contro gli occupati,
dei fautori dell'autarchia contro i fautori dell'economia mondiale
— t u t t o questo si attua in u n nuovo partito d i massa, rivolto solo
al potere politico: il partito fascista. Cosi si spiega come questo
p a r t i t o recluti i suoi aderenti in t u t t e l e classi e come determinati
ceti vi siano prevalenti e ne formino il nucleo, ceti che sono
definiti con l'imbarazzato termine d i ceti medi. La borghesia
vi è rappresentata, ma si tratta della borghesia indebitata, biso-
gnosa di sostegno; il ceto operaio vi è rappresentato, ma si tratta
dei disoccupati permanenti, incapaci di lotta, concentrati nelle
zone povere; vi affluisce la piccola borghesia cittadina, m a quella
andata in rovina; vi vengono inclusi i possidenti, ma solo quelli
spossessati dall'inflazione; vi si trovano ufficiali ed intellettuali,
ma si tratta d i ufficiali congedati e di intellettuali falliti. Questi
sono i nuclei del movimento, che ha il carattere d i una vera co-
munità di falliti, e questo gli p e r m e t t e anche di estendersi, paral-
lelamente alla crisi e al di là d i questi nuclei centrali, in t u t t e le
classi, perché con t u t t e è socialmente concatenato ».

U n simile partito aveva ovviamente una élite dirigente del


suo stesso stampo e ciò spiegava p e r c h é , fino alla sua vittoria, il
fascismo n o n avesse quasi avuto nelle sue file appartenenti alla
classe dominante e « routiniers della direzione polìtica » e questi
n o n avessero su di esso influenza « i n senso politico-tecnico»: gli
elementi borghesi potevano simpatizzare con il fascismo, ma, in
genere, n o n accettavano di sottostate a una élite « di dilettanti
e di desperados », anche se la comunanza di obiettivi indubbia-
mente agiva in senso unitario. Q u a n t o alla grossa borghesia, p e r
u n certo tempo essa si era destreggiata tra il blocco fascista in
espansione e quello proletario in ritirata. Via via che si erano
acuiti i suoi contrasti interni, la corsa ad accaparrarsi il favore
del partito fascista — « corsa nella quale l'ala reazionaria è
naturalmente superiore » — si era fatta più veloce sino a portare

13. De Felice
194 Parte I

il fascismo a fare il suo ingresso in u n governo di coalizione con


essa. Da qui al « r e g i m e » il passo era stato ormai breve: « I n
questa coalizione il partito fascista è di gran lunga, indipendente-
m e n t e dalle intese intercorse, il partecipante più forte. Basandosi
su una corrente ideologica di massa, che di fatto trascina anche
l'ala borghese reazionaria, senza essere compromesso dal suo
aperto carattere di rappresentante dì determinati interessi, diven-
tando sempre più il p u n t o su cui si concentrano t u t t e le speranze,
sempre in grado d i denunziare la politica d'interessi della bor-
ghesia e i resti dell'economia di partito nella coalizione come le
cause di insufficienti progressi, il p a r t i t o fascista trova rapidamente
la strada verso il colpo d i stato, che rappresenta la vera rottura
col " s i s t e m a " . A questo p u n t o esso si impadronisce senza riserve
dell'apparato statale, si libera da t u t t i i vincoli della coalizione e
realizza il suo p o t e r e nella lotta di distruzione contro le organiz-
zazioni di massa proletarie. Fatto questo, la proibizione generale
d i ogni partito e con ciò la fine formale della coalizione sono
soltanto delle tappe ovvie sul cammino verso l o Stato totalitario ».
Questo, p e r altro, concludeva Lowentìial, n o n significava l'af-
fermazione d i una formazione economica fondamentalmente nuova:
« Sia prima che d o p o il rivolgimento fascista è il capitalismo che
domina, ma certo u n capitalismo nel quale, sìa prima che d o p o ,
sono in corso determinate trasformazioni, u n capitalismo in cui
i limiti dell'accumulazione si restringono, in cui i pesi morti eco-
nomici crescono, in cui aumenta la distruzione del capitale, i n
cui aumentano gli strati parassitari e reazionari. U n capitalismo,
d'altra parte, dove le forze produttive e le forme organizzative
sono altamente sviluppate e nel quale il caos evoca una crescente
esigenza d i pianificazione. L'espressione generale di queste tra-
sformazioni capitaliste e in particolare del loro lato reazionario è
il m u t a m e n t o dello Stato in u n o Stato che a t t u a una politica dì
sovvenzioni ».
Se Lòwenthal aveva posto l'accento soprattutto sul contesto
economico particolare in cui il fascismo si era p r o d o t t o , O t t o
Bauer — il n o t o leader della socialdemocrazia austriaca •— net
suo saggio pubblicato l'anno dopo si sforzò di cogliere specialmente
il meccanismo più propriamente politico attraverso il quale il
fascismo si era p o t u t o afiermare e giungere al potere e, in parti-
colare, d i mettere in luce le varie fasi attraverso l e quali erano
passati e passavano i r a p p o r t i tra il fascismo italiano e tedesco
Sezione SI 195

(che, anche per lui, per paesi come la Polonia, l'Ungheria, la


Jugoslavia e la Bulgaria n o n si poteva correttamente parlare d i
fascismo, ma di governi controrivoluzionari, anche se questi imi-
tavano talvolta il fascismo) e le rispettive borghesie. P e r Bauer
alla radice del fascismo erano la guerra e le crisi economiche del
dopoguerra: la prima per aver s t r a p p a t o alla vita civile, declas-
sato, reso incapaci di reinserirsi nelle attività civili e orientato ideo-
logicamente in senso militaristico, antidemocratico e nazionalistico
vaste masse di combattenti; le seconde per aver ridotto in miseria
e aver deluso ed esasperato larghe masse di piccoli borghesi e
di contadini e aver ridotto Ì profitti della classe capitalistica, c h e
era srata cosi resa desiderosa di recuperare i perduti guadagni aumen-
tando ad ogni costo il grado dello sfruttamento della classe operaia.
Da qui, da un lato, il sorgere del fascismo, con un'ideologia na-
zionalista tipicamente piccolo-borghese, « o r i e n t a t a al contempo
contro il grande capitale e contro il prolerariato », e, da u n altro
lato, il progressivo sostegno che esso aveva avuto dalla borghesia
capitalistica. Q u e s t o sostegno, anzi, fu, secondo Bauer, decisivo per
il successo fascista: « I l movimento fascista, divenuto dapprima
movimento di massa della piccola borghesia e dei contadini, — egli
scrive infatti — giunse però al potere soltanto quando la classe ca-
pitalistica si decise a utilizzarlo per schiacciare la classe o p e r a i a » ;
Ciò non doveva però far credere che la borghesia capitalistica
fosse diventata fascista o che pensasse di consegnare il potere ai
fascisti: « la classe capitalistica si è servita d i questo m o v i m e n t o
plebeo e ribellistico; ma in origine n o n pensava affatto d i cedergli
il potete » e in genere disprezzava addirittura i suoi capi. Solo
che, una volta mobilitato il fascismo, essa ne era rimasta prigio-
niera, d a t o che reprimendolo si sarebbe esposta alla rivincita p r o -
letaria, sicché dovette accoglierlo nel governo e subirne a propria
volta la pressione, sino ad essere espulsa dal governo, vedere sciolti
i propri partiti e insediata al governo u n a nuova élite n o n più
espressa direttamente dal suo seno. Anche per Bauer, ciò n o n
aveva significato che la borghesia capitalistica avesse perso il po-
tere di classe; una parte di essa, anzi, lo aveva accresciuto: « Sotto
la dittatura fascista, i capitalisti e i grandi proprietari terrieri
— grazie al loro potere sull'economia, sui corso degli affari, sui
crediti pubblici •— possono influire sui dittatori in m o d o n o n
meno diretto che sulle democrazie borghesi; per contro, le masse
della borghesia e dei contadini — con l'inquadramento delle loro
396 Parte I

organizzazioni, con la soppressione della libertà d i stampa e della


competizione elettorale —- sono ridotte al silenzio e n o n possono
più difendere i loro interessi. Se nelle democrazie borghesi ha
dominato, sebbene sotto la guida del grande capitale, la borghesia
nel suo complesso, sotto la dittatura fascista dominano soltanto
il grande capitale e la grande proprietà terriera, m e n t r e la massa
delia borghesia e dei contadini viene privata d i ogni potere ».
Acutamente Bauer notava per altro ancora che — nonostante
questo predominio del grande capitale e della grande proprietà
terriera — nei regimi fascisti tensioni, contrasti e conflitti si ri-
producevano costantemente tra la classe dominante e Velile fa-
scista al governo, sia perché « 1"' economia g u i d a t a " , risultante
dalla crisi economica e ulteriormente sviluppata dal fascismo, co-
stringe ogni giorno la dittatura fascista a decisioni economiche che
ledono gli interessi ora d i questo ora d i quel g r u p p o della classe
capitalistica dominante e pongono cosi la casta governante fascista
in contrasto con gruppi della classe capitalistica dominante », sia
perché il progressivo orientarsi del fascismo verso un'economia d i
guerra provocava u n indebolimento di alcuni settori della classe
capitalistica (industria dei p r o d o t t i finiti, commercio, redditieri) a
tutto vantaggio di altri (industria degli armamenti e aristocrazia
fondiaria).
ALCESTE DE AMBRIS

L'EVOLUZIONE DEL FASCISMO *

I. N e l l a p r i m a v e r a del 1 9 1 9 la s i t u a z i o n e p o l i t i c a i t a l i a n a
era n e t t a m e n t e r i v o l u z i o n a r i a . L a g u e r r a aveva l a s c i a t o i n
t u t t e l e classi sociali g r a v i f e r m e n t i e n o n solo il p r o l e t a r i a t o
delle fabbriche e dei campi sembrava in preda a u n vero
furore di ribellione, m a anche nell'esercito — da p o c o tor-
n a t o d a l f r o n t e — s e r p e g g i a v a n o forti aneliti r i v o l u z i o n a r i ,
p u r i m p r e c i s i e v a g h i sugli s c o p i . P e r la m a g g i o r a n z a la t r i n c e a
e r a s t a t a scuola d i s o v v e r s i v i s m o .
E r a u n o s t a t o d ' a n i m o c o m u n e n o n s o l o ai s o l d a t i , m a
a n c h e agli ufficiali e alle classi m e d i e — q u e l l e classi c h e ave-
v a n o d a t o all'esercito i q u a d r i inferiori d e l l a g e r a r c h i a mili-
t a r e , cioè gli u o m i n i c h e a v e v a n o p e r s o n a l m e n t e e r e a l m e n t e
c o m b a t t u t o e che ora condividevano lo scontento popolare.
Ufficiali e s o l d a t i e r a n o d ' a c c o r d o n e l l ' e s i g e r e dalla g u e r r a u n a
p i ù v a s t a giustizia sociale: e r a q u e s t o l'ideale p e r il q u a l e
a v e v a n o c o m b a t t u t o e p e r realizzarlo essi e r a n o d i s p o s t i , s e
n e c e s s a r i o , a v o l g e r e c o n t r o il r e g i m e e s i s t e n t e q u e l l e s t e s s e
a r m i con cui a v e v a n o v i n t o i n e m i c i della p a t r i a .
N e l c a m p o o p p o s t o n o n si s c o r g e v a n o forze c a p a c i d i o p -
p o r r e u n a qualsiasi r e s i s t e n z a : la b o r g h e s i a , i m p i n g u a t a d a i
lucri della g u e r r a , m o r i v a d i p a u r a ; il g o v e r n o , d i s o r g a n i z z a t o
e i n c o s c i e n t e , n o n aveva l ' e n e r g i a necessaria e o g n i g i o r n o

* Da A . D E AMBRIS, L'évolution dri jascìsme, in «Mercure de


Erance », 15 febbraio -15 marzo 1923, pp. 5-27 (trad. di Livia De Felice).
198 Parte I, Sezione II

p e r d e v a u n p o ' d i p o t e r e r i n u n c i a n d o a qualsiasi a t t o d i effet-


tiva a u t o r i t à .
D i q u e s t a s i t u a z i o n e p r o f i t t a v a il p a r t i t o socialista c h e ,
e s s e n d o s e m p r e s t a t o c o n t r a r i o alla g u e r r a , riusciva n a t u r a l -
m e n t e a raccogliere i n t o r n o a sé t u t t i i m a l c o n t e n t i e t u t t i i
delusi. Se il p a r t i t o socialista avesse a v u t o u n a n e t t a v o l o n t à
r i v o l u z i o n a r i a , se avesse i n d i c a t o u n a m e t a da r a g g i u n g e r e , e
se avesse s a p u t o a t t i r a r e e o r g a n i z z a r e t u t t i c o l o r o c h e , specie
n e l l ' e s e r c i t o , e r a n o p r o n t i a d accogliete idee r i v o l u z i o n a r i e , sa-
r e b b e r i u s c i t o f a c i l m e n t e a i m p a d r o n i r s i d e l p o t e r e : i suoi
n e m i c i , a t t e r r i t i , e r a n o già r a s s e g n a t i a q u e s t o e v e n t o .
M a il p a r t i t o socialista n o n e b b e la n e c e s s a r i a f e r m e z z a e
il s e n s o d e l l ' o p p o r t u n i t à storica e p r o v o c ò così la p r o p r i a
c l a m o r o s a sconfitta: aveva v o l u t o c r e a r e il b o l s c e v i s m o i t a l i a n o ,
si e r a a s s e g n a t o il c o m p i t o d i f o n d a r e il c o m u n i s m o , n a t u r a l -
m e n t e s e c o n d o l ' e s e m p i o d i M o s c a , c o n la d i t t a t u r a d e l p r o l e -
t a r i a t o , m a n o n aveva t e n u t o c o n t o d e l l e p o s s i b i l i t à d e l m o -
m e n t o e del carattere della nazione; e inoltre i suoi m e t o d i
d i p r e p a r a z i o n e f u r o n o a s s u r d i : fece d i t u t t o p e r i n i m i c a r s i
l ' e s e r c i t o e si c o m p o r t ò c o n i n a u d i t a b r u t a l i t à . P e r u t i l i z z a r e
gli u o m i n i p r e z i o s i c h e gli si offrivano n o n b i s o g n a v a i n f a t t i
offenderli n e i l o r o s e n t i m e n t i p i ù delicati e p r o f o n d i , i n s u l t a r e
il l o r o n o b i l e o r g o g l i o , farsi beffe dei l o r o sacrifici, t r a t t a r e
degli eroi c o m e se f o s s e r o dei m a l f a t t o r i , d i s p r e z z a r e l e glo-
riose ferite o umiliarle con parole d i commiserazione.
I l p a r t i t o socialista i n v e c e h a c o m m e s s o p r o p r i o t u t t i q u e -
sti e r r o r i , h a b a s a t o t u t t a la sua a t t i v i t à sulla n e g a z i o n e d e l l a
g u e r r a e d e l l a n a z i o n e , h a p e r s e g u i t a t o , in t u t t i i m o d i a n c h e
i più odiosi e repugnanti, i combattenti che n o n volevano
r i n n e g a r e se stessi. Q u e s t o s u o a t t e g g i a m e n t o v e r s o l ' e s e r c i t o
era d ' a l t r o n d e la c o n s e g u e n z a logica, necessaria e i n e v i t a b i l e
della p o s i z i o n e n e u t r a l i s t a d a lui s p i n t a all'eccesso d u r a n t e e
d o p o la g u e r r a c o n l ' e s a l t a z i o n e degli istinti p i ù b a s s i e delle
v d t à p i ù v e r g o g n o s e . G r a z i e a q u e s t o a t t e g g i a m e n t o il p a r t i t o
socialista o t t e n e v a l ' a p p r o v a z i o n e d e l l e m a s s e cui r e p u g n a v a n o
il sacrificio e l o s p i r i t o e r o i c o , m a r e n d e v a i m p o s s i b i l e l a
A. De Ambris, L'evoluzione del fascismo 199

r i v o l u z i o n e p e r c h é a l l o n t a n a v a gli u o m i n i e d u c a t i dalla g u e r r a
a servirsi d e l l e a r m i e a g u a r d a r e l a m o r t e i n faccia.

N e l l a p r i m a v e r a 1 9 1 9 il fascismo n a c q u e i n q u e s t o clima
e per q u e s t e r a g i o n i . A l l ' o r i g i n e e s s o n o n e r a a l t r o c h e la
reazione d i q u e i c o m b a t t e n t i c h e , vistisi r e s p i n t i e già c o n d a n -
n a t i , d o v e t t e r o p e r forza schierarsi c o n t r o u n a r i v o l u z i o n e c h e
— s e c o n d o q u a n t o p r o c l a m a v a n o Ì s u o i stessi capi — e r a
a n i m a t a p i ù da o d i o v e r s o d i l o r o e v e r s o qualsiasi i d e a l e
n a z i o n a l e c h e dalla v o l o n t à d i r i n n o v a r e l ' e s i s t e n t e r e g i m e p o l i -
tico e sociale.
Il b o l s c e v i s m o i t a l i a n o , i n f a t t i , n o n n a s c o n d e v a il p r o p r i o
p r o p o s i t o d i colpire t u t t i c o l o r o c h e — p u r a v e n d o p a g a t o in
p r i m a p e r s o n a •— a v e v a n o a c c e t t a t o la g u e r r a a difesa d e l
p r o p r i o p a e s e . P e r il m o m e n t o , e s s o rifiutava l o r o o g n i d i r i t t o
p o l i t i c o e civile e li m i n a c c i a v a , li i n s u l t a v a e fi v i o l e n t a v a
in o g n i m o d o : f u allora c h e , m e n t r e la b o r g h e s i a e l o S t a t o ,
a t t e r r i t i d a l l a forza del b o l s c e v i s m o , g e m e v a n o , a l c u n i c o m b a t -
t e n t i , f o r t i della loro v o l o n t à e d e l l o r o coraggio già p r o v a t o
dalla g u e r r a , si dissero c h e era u m i l i a n t e e i n d e g n o n o n t e n -
t a r e d i r e s i s t e r e a u n a b i e c a t i r a n n i a c h e già s t a v a p r e n d e n d o
radici in I t a l i a e la cui v i o l e n z a d i v e n t a v a s e m p r e p i ù i n t o l -
lerabile.

I p r i m i a reagire f u r o n o p r o p r i o alcuni s u p e r s t i t i d i q u e i
Fasci i n t e r v e n t i s t i rivoluzionari c b e , nel m a g g i o 1 9 1 5 , ave-
v a n o c o s t r e t t o l ' I t a l i a a e n t r a r e in g u e r r a . E s s i ripresero l'an-
tico n o m e e la n u o v a o r g a n i z z a z i o n e fu b a t t e z z a t a F a s c i o d i
c o m b a t t i m e n t o e assunse c o m e e m b l e m a il fascio d e i l i t t o r i
romani.
II fascismo, d a t e l e origini dei s u o i p r o m o t o r i , t u t t i p r o v e -
n i e n t i dai p a r t i t i d e l l ' e s t r e m a s i n i s t r a , e b b e all'inizio u n carat-
tere m o l t o d i v e r s o d a q u e l l o c h e a s s u n s e p i ù t a r d i p e r l e
ragioni c h e s p i e g h e r e m o . E s s o , a l l ' o r i g i n e , aveva u n a u d a c e
p r o g r a m m a d i r i n n o v a m e n t o n a z i o n a l e ; p r o c l a m a v a « la valo-
rizzazione della g u e r r a r i v o l u z i o n a r i a al d i s o p r a d i t u t t o e d i
t u t t i », n o n esitava a r e c l a m a r e , sul p i a n o p o l i t i c o , la c o n v o -
200 Parte I, Sezione II

cazione d i u n a C o s t i t u e n t e italiana p e r la r e v i s i o n e d e l l o
S t a t u t o , n o n n a s c o n d e v a l e s u e p r e f e r e n z e p e r la r e p u b b l i c a ,
c h i e d e v a l ' a b o l i z i o n e d e l s e n a t o , la c o s t i t u z i o n e di Consigli
tecnici del l a v o r o c o m p o s t i da g r u p p i p r o f e s s i o n a l i e con p o -
teri legislativi e d e s e c u t i v i , e la n a z i o n e a r m a t a .
S u l p i a n o sociale c h i e d e v a la g i o r n a t a d i o t t o o r e , l'istitu-
zione d i u n m i n i m o d i salario p e r gli o p e r a i , il c o n t r o l l o
o p e r a i o sulle i n d u s t r i e , il d i r i t t o p e r le o r g a n i z z a z i o n i o p e r a i e
che n e fossero t e c n i c a m e n t e e m o r a l m e n t e d e g n e d i g e s t i r e
le i n d u s t r i e e i servizi p u b b l i c i , la r e v i s i o n e d e l l e leggi sulle
assicurazioni p e r m a l a t t i a e vecchiaia.
S u l p i a n o e c o n o m i c o c h i e d e v a l ' e s p r o p r i a z i o n e p a r z i a l e del-
la ricchezza p r i v a t a al fine d i r i s t a b i l i r e l ' e q u i l i b r i o , s c o n v o l t o
dalla g u e r r a , n e l l ' e c o n o m i a p u b b l i c a , la confisca d e l l ' 8 5 % dei
profitti d i g u e r r a , la - r e q u i s i z i o n e delle p r o p r i e t à d e l l e congre-
gazioni religiose.
I l fascismo, ricco d i v o l o n t à m a a n c o r p o v e r o d i forze, si
p r e s e n t ò alle elezioni c o n q u e s t o p r o g r a m m a , m a n o n rice-
v e t t e una b u o n a accoglienza. L a b o r g h e s i a n o n p o t e v a simpa-
tizzare con la coraggiosa iniziativa d i u n a infima m i n o r a n z a
c h e , p u r p o n e n d o in p r i m o p i a n o il p r i n c i p i o n a z i o n a l e , n o n
a v e v a m o l t i riguardi p e r gli i n t e r e s s i delle classi c a p i t a l i s t i c h e ;
essa i n o l t r e t e m e v a c h e qualsiasi f o r t e i n i z i a t i v a e s a s p e r a s s e
la v o l o n t à aggressiva d e i bolscevichi e facesse p r e c i p i t a r e la
c a t a s t r o f e . I l g o v e r n o d i allora ( N i t t i ) s c e n d e v a a c o m p r o -
m e s s i col p a r t i t o socialista e si sforzava d i p o r t a r l o al p o t e r e ,
a n c h e a costo d i rinnegare la g u e r r a e la v i t t o r i a : p e r lui n o n
v ' e r a a l t r o m e z z o p e r e v i t a r e la rivoluzione. C e r t o il fascismo
n o n favoriva q u e s t o gioco ed era q u i n d i c o m b a t t u t o e p e r s e -
g u i t a t o dal g o v e r n o .
D u r a n t e t u t t o il 1 9 1 9 la s i t u a z i o n e del fascismo fu b r i l -
lante, ma precaria, come quella di un reggimento lanciato
senza a p p o g g i i n t e r r i t o r i o n e m i c o e c o s t r e t t o a c e r c a r e la
p r o p r i a salvezza nel coraggio d i s p e r a t o e n e l l a c l a m o r o s a ra-
p i d i t à delle p r o p r i e m o s s e s t r a t e g i c h e .
M a l g r a d o c i ò , il m o v i m e n t o fascista r i u s c ì a d i m o s t t a r e
la f o n d a m e n t a l e i n c a p a c i t à rivoluzionaria d e l « t e r r i b i l e » boi-
A. De Ambris, L'evoluzione del fascismo 201

s c e v i s m o , . c h e fece u n a b e n m i s e r a figura, n a s c o n d e n d o s i e
m o s t r a n d o d i n o n s a p e r s i d i f e n d e r e dai colpi d i u n a v v e r s a r i o
t a n t o inferiore di n u m e r o .
Nel settembre 1919, Gabriele D'Annunzio occupò Fiume;
1
q u e s t o e v e n t o rialzò m o l t o l e s o r t i del fascismo c h e si schierò
p e r lui, e fu l ' u n i c o , q u a s i , ad osare d i s o s t e n e r e il g e s t o
ribelle del p o e t a : n e fu r i c o m p e n s a t o dall'afflusso d i n u o v e
forze e d i p i ù a m p i e s i m p a t i e , m a l e elezioni p o l i t i c h e g e n e -
rali, svoltesi nel n o v e m b r e successivo, d o v e v a n o d i m o s t r a r e ,
in m a n i e r a s o r p r e n d e n t e , q u a n t o il s u o n u m e r o fosse e s i g u o .
L ' u n i c a lista d a esso p r e s e n t a t a n e l collegio d i M i l a n o o t t e n n e
solo q u a l c h e migliaio d i v o t i e n e s s u n s u o c a n d i d a t o fu e l e t t o
al p a r l a m e n t o .

N e l 1 9 2 0 il fascismo c o m i n c i ò a s v i l u p p a r s i . L a c o r a g -
giosa t e n a c i a dei suoi f o n d a t o r i fu m e r i t a t a m e n t e p r e m i a t a
e le file d e l l a sua o r g a n i z z a z i o n e c o m i n c i a r o n o a i n g r o s s a r s i .
M a i n u o v i iscritti p r o v e n i v a n o , i n m a g g i o r a n z a , d a l l a b o r -
g h e s i a agraria, d i n a t u r a p r o f o n d a m e n t e c o n s e r v a t r i c e , e i l
loro i n g r e s s o n e l fascismo n e m u t ò q u i n d i la fisionomia e gli
fece p e r d e r e s e m p r e p i ù i suoi t r a t t i peculiari. I l p r o g r a m m a
o r i g i n a r i o d e l p a r t i t o fu s n a t u r a t o da infinite r e s t r i z i o n i : l a
direttiva repubblicana divenne solo una tendenza e s e m p r e
p i ù v a g a ; l ' e s p r o p r i a z i o n e p a r z i a l e della b o r g h e s i a , il d i r i t t a
alla t e r r a dei c o n t a d i n i e x c o m b a t t e n t i , già a p p r o v a t o n e l
p r i m o c o n g r e s s o fascista, l a c o s t i t u z i o n e d i c o r p i l e g i s l a t i v i
d e s t i n a t i a r a p p r e s e n t a r e d i r e t t a m e n t e l e classi p r o d u t t r i c i ,
t u t t o c i ò n o n fu o r m a i p i ù c h e s e m p l i c e a s t r a z i o n e , d a d i m e n -
ticare d e f i n i t i v a m e n t e .
E per questo che molti aderenti della prima ora, c h e
a v e v a n o v i s t o nel fascismo n o n s o l o u n a r e a z i o n e alla t r a c o -
t a n z a bolscevica e la ri affermazione delle forze n a z i o n a l i , m a
anche u n m o v i m e n t o r i n n o v a t o r e del paese, lo abbandonarono-
d i s g u s t a t i . M a l g r a d o ciò il fascismo, v e r s o l a m e t à d e l 1 9 2 0 ,
attirava ancora quelle forze n o n dominate da preoccupazioni
d i classe, m a s i n c e r a m e n t e a n i m a t e dal solo a m o r e d i p a t r i a :
in ciò e r a a i u t a t o d a l b o l s c e v i s m o , o s t i n a t a m e n t e f e r m o n e t
suo atteggiamento antinazionale.
202 Parte I, Sezione II

N o n o s t a n t e ciò, n e l l a s e c o n d a m e t à d e l 1 9 2 0 , la trasfor-
m a z i o n e del fascismo si a c c e n t u a c o n r a p i d i t à i m p r e s s i o n a n t e .
G i o l i t t i , t o r n a t o al p o t e r e , concepisce e realizza il p i a n o d ì
servirsi del fascismo p e r s r a d i c a r e d e f i n i t i v a m e n t e i l s o c i a l i s m o ,
d o p o c h e q u e s t o , p r e s s a t o dalle c o r r e n t i c o m u n i s t e e massi-
m a l i s t e , aveva r e s p i n t o l'offerta d i c o l l a b o r a r e al s u o g o v e r n o :
i 1 5 6 d e p u t a t i d e l p a r t i t o socialista, i n f a t t i , c o s t i t u i v a n o i n
p a r l a m e n t o u n a forza t r o p p o t e m i b i l e p e r c h é q u e s t o p a r t i t o
n o n fosse c o n s i d e r a t o u n c o l l a b o r a t o r e n e c e s s a r i o o u n n e -
m i c o che si d o v e s s e , a qualsiasi c o s t o , r i d u r r e a l l ' i m p o t e n z a .
Giolitti, conscio del pericolo insito i n un'azione diretta
d e l l o S t a t o c o n t r o i socialisti, p e n s ò d i servirsi d e l fascismo
a q u e s t o s c o p o , p u r m a n t e n e n d o s i u n a m a n o l i b e r a p e r li-
q u i d a r e c o n la forza il p r o b l e m a d i F i u m e d o v e D ' A n n u n z i o ,
le a r m i in p u g n o , c o n t i n u a v a a c o s t i t u i r e u n a m i n a c c i a i n -
c o m b e n t e sul g o v e r n o d i R o m a . N o n è p o s s i b i l e p r e c i s a r e d i
q u a l e n a t u r a siano s t a t i i r a p p o r t i t r a il g o v e r n o G i o l i t t i e
il f a s c i s m o . Q u e l c h e è c e r t o è c h e a p a r t i r e d a l l ' a g o s t o 1 9 2 0
s i è assistito i n I t a l i a alla p i ù p a r a d o s s a l e c o l l a b o r a z i o n e t r a
l ' u o m o c h e era s t a t o il s o s t e n i t o r e p i ù f a m o s o d e l l a n e u t r a -
lità, e c h e p r i m a , d u r a n t e e d o p o la g u e r r a e r a s t a t o f a v o r e -
v o l e ai t e d e s c h i , e l ' o r g a n i z z a z i o n e c r e a t a p e r la d i f e s a e la
v a l o r i z z a z i o n e d e l l a g u e r r a e g u i d a t a da q u e g l i s t e s s i u o m i n i
c h e n e l 1 9 1 5 v o l e v a n o fucilare G i o l i t t i c o m e t r a d i t o r e d e l l a
p a t r i a . I l fascismo c o m i n c i ò a g u a r d a r e c o n m i n o r e s i m p a t i a
a l l ' i m p r e s a d i F i u m e , a c c e t t ò il t r a t t a t o d i R a p a l l o , r e s p i n t o
fieramente d a D ' A n n u n z i o , t r a l ' I t a l i a e la I u g o s l a v i a limi-
t a n d o s i solo a f a r e q u a l c h e p l a t o n i c a r i s e r v a t a n t o p e r s a l v a r e
l e a p p a r e n z e ; infine, e senza t e n t a r e a l c u n a efficace p r o t e s t a ,
p e r m i s e al g o v e r n o il g i o r n o d i N a t a l e 1 9 2 0 , d ì soffocare n e l
s a n g u e la r i v o l t a d a n n u n z i a n a .

C o m e r i c o m p e n s a , il fascismo e b b e via l i b e r a , anzi l ' a i u t o


s e g r e t o delle a u t o r i t à , d i s c a t e n a r e q u e l l a v i o l e n t a offensiva
antisocialista g r a z i e alla q u a l e p i ù t a r d i d o v e v a g i u n g e r e al
p o t e r e . N e l n o v e m b r e 1 9 2 0 il fascismo s f e r r a v a d i già u n
a t t a c c o in g r a n d e s t i l e , c o r o n a t o d a u n i n c o n t e s t a b i l e suc-
c e s s o grazie a l l ' i n g u a r i b i l e s t u p i d i t à del b o l s c e v i s m o , s e m p r e
A. De Ambris, L'evoluzione del fascismo 203

p i ù deciso a d a c c e n t u a r e il s u o a t t e g g i a m e n t o a n t i n a z i o n a l e e
a m i n a c c i a r e u n a r i v o l u z i o n e c h e n o n aveva il c o r a g g i o , e
forse n e m m e n o la possibilità, di scatenare.
È a q u e s t o p u n t o c h e il fascismo c o m p l e t a , c o n s t r a o r -
d i n a r i a r a p i d i t à , la s u a t r a s f o r m a z i o n e .
A l l e a t o del g o v e r n o , p r o t e t t o e a i u t a t o i n t u t t i i m o d i
dalle a u t o r i t à locali, r i f o r n i t o d i a r m i d a i d e p o s i t i m i l i t a r i ,
s i c u r o d e l l ' i m p u n i t à se v i o l a l e leggi, a i u t a t o d a l l ' e v i d e n t e
n u l l i t à e viltà del n e m i c o c h e c o m b a t t e , il fascismo t r i o n f a
s e n z a q u a s i i n c o n t r a r e resistenza- È allora c h e a c c o r r o n o a l u i
d a t u t t e l e p a r t i coloro c h e s o n o s e m p r e i n cerca d i facili
successi, u o m i n i che p o r t a n o n e l fascismo u n a m e n t a l i t à n e t -
t a m e n t e r e a z i o n a r i a e n e m u t a n o c o m p l e t a m e n t e il v o l t o .
L e motivazioni idealiste sono dimenticate o rinnegate.
D o p o a v e r assistito senza r e a g i r e alla s a n g u i n o s a e s p u l s i o n e
d i D ' A n n u n z i o d a F i u m e , il fascismo g e t t a via l e u l t i m e r i v e n -
dicazioni di rinnovamento nazionale e assume s e m p r e più
il v o l t o d i r e a z i o n e d i classe. L a b o r g h e s i a agraria c h e aU'inizio
10 i g n o r a v a o l o odiava p e r c h é d u r a n t e la g u e r r a e r a s t a t a
n e u t r a l i s t a e germanofila o r a l o a i u t a c o n i p r o p r i u o m i n i e
11 p r o p r i o d e n a r o é l o r e n d e s t r u m e n t o della p r o p r i a v e n -
d e t t a . I n E m i l i a e nelle P u g l i e — d o v e l ' o r g a n i z z a z i o n e d e i
c o n t a d i n i è p i ù p o t e n t e — il fascismo l a n c i a i s u o i u o m i n i
a l l ' a s s a l t o d e i sindacati e d e l l e c o o p e r a t i v e , l e d i s t r u g g e o l e
c o s t r i n g e ad a d e r i r e al p a r t i t o fascista. P e r g i u n g e r e a q u e s t o
r i s u l t a t o , i n v e n t a il m e t o d o d e l l e « s p e d i z i o n i p u n i t i v e ». C o n
u n p r e t e s t o qualsiasi — o a n c h e senza a l c u n p r e t e s t o -—• l e
s q u a d r e fasciste d i u n a z o n a si c o n c e n t r a n o i n u n l u o g o fis-
sato; vi giungono, armate ed equipaggiate militarmente, a
b o r d o d i veloci c a m i o n . Q u e s t e b a n d e d e v a s t a n o , i n c e n d i a n o ,
u c c i d o n o , senza cbe l e a u t o r i t à i n t e r v e n g a n o . P o i cacciano
i capi p i ù c o n o s c i u t i e c o s t r i n g o n o gli o p e r a i s c a m p a t i a
iscriversi al fascismo.
I n questo modo vengono rapidamente sottomesse le pro-
vince d i F e r r a r a , M o d e n a , P i a c e n z a , R e g g i o E m i l i a .
O r m a i il m o v i m e n t o fascista, a l l ' o m b r a d e l t r i c o l o r e , di-
f e n d e q u e l l e classi c h e lo s t e s s o M u s s o l i n i definiva « grigie,
204 Parte 1, Sezione II

s o r d e , m i s e r a b i l i » . N e i r a n g h i fascisti e n t r a n o i « b r a v i » d i
p r o f e s s i o n e , g e n t e c h e e r a s t a t a n e u t r a l i s t a , e c h e a v e v a per-
sino s u b i t o c o n d a n n e p e r d i s e r z i o n e e c h e o r a t r o v a v a il m o d o
d i a b b a n d o n a r s i ai s u o i istinti c r i m i n a l i , sicura d e l l ' i m p u n i t à .
N e l l o stesso t e m p o si rafforzano i l e g a m i c o n l e fazioni
politiche dì destra — nazionalisti e conservatori — , liete di
t r o v a r e i n u n m o v i m e n t o ricco d i a r d o r e e d i a u d a c i a gio-
vanili u n a i u t o i n s p e r a t o e u n m e z z o n o n m e n o i n s p e r a t o d i
t o r n a r e al p o t e r e . E p o i c h é o r m a i l e e l e z i o n i g e n e r a l i s o n o
vicine, il fascismo n o n si v e r g o g n a p i ù d ì rivolgersi a q u e i
g r u p p i d i d e m o c r a z i a c o s t i t u z i o n a l e c h e f o r m a n o i l n u c l e o dei
« blocchi nazionali » e che accettano quegli ibridi compro-
m e s s i u n t e m p o d a l u i con t a n t a d u r e z z a a t t a c c a t i e c h e s o n o
la p i a g a d e l l a p o l i t i c a p a r l a m e n t a r e i t a l i a n a .
N e l m a g g i o 1 9 2 1 — a p o c o p i ù d i d u e a r m i dalla sua
nascita — il f a s c i s m o h a già c o m p l e t a t o l ' i n t e r o a r c o d e l l a
sua t r a s f o r m a z i o n e . I l m o v i m e n t o — a l l ' o r i g i n e d i rinnova-
m e n t o nazionale, repubblicano, sindacalista, libertario, anti-
clericale •—- è o r a d i v e n t a t o c o n s e r v a t o r e , m o n a r c h i c o , p a r l a -
m e n t a r e , con p u n t e c h e si s p i n g o n o perfino v e r s o il n e o g u e l -
fismo s o t t o il p r e t e s t o c h e o c c o r r e servirsi d e l l ' i n f l u e n z a i n t e r -
n a z i o n a l e d e l p a p a t o p e r la p o l i t i c a n a z i o n a l e i t a l i a n a .
L e elezioni g e n e r a l i d e l m a g g i o 1 9 2 1 si rivelano u n i n -
s p e r a t o successo p e r il f a s c i s m o . Q u e s t o p a r t i t o , c h e a p p e n a
d i c i o t t o m e s i p r i m a n o n era riuscito a p o r t a r e i n p a r l a m e n t o
n e m m e n o u n p r o p r i o c a n d i d a t o , si t r o v a o r a ad a v e r e t r e n t a -
c i n q u e d e p u t a t i , u o m i n i quasi t u t t i p o l i t i c a m e n t e n u o v i . I l
successo spazza via l e u l t i m e esitazioni e i r a n g h i fascisti si
a p r o n o a t u t t i gli a r r i v i s t i invidiosi d e l l a f o r t u n a d e i v i t t o -
riosi e d e s i d e r o s i d i p a r t e c i p a r e al successo.

M a l ' e b b r e z z a d e l l a v i t t o r i a n o n fa d i m e n t i c a r e a q u a l c h e
fascista della p r i m a o r a i pericoli della s i t u a z i o n e : essi v e -
d o n o con p r e o c c u p a z i o n e c h e il fascismo a s s u m e s e m p r e p i ù
il c a r a t t e r e d i s i s t e m a t i c a v i o l e n z a , n o n p i ù d i f e n s i v a , m a
offensiva. L e « s p e d i z i o n i p u n i t i v e » infatti si m o l t i p l i c a n o
n o n s o l o c o n t r o i bolscevichi n e m i c i della p a t r i a , m a a n c h e
A. De A'ibris, L'evoluzione del lasciano 205

c o n t r o gli a l t r i p a r t i t i ai q u a l i n o n si p u ò n e g a r e u n reale e
s i n c e r o a m o r e p e r la n a z i o n e . I l c a r a t t e r e d i « r e a z i o n e d i
c l a s s e » a s s u n t o dal fascismo n o n riesce p i ù a n a s c o n d e r s i t r a
le pieghe del tricolore.
M u s s o l i n i e q u a l c h e fascista della p r i m a o r a t e n t a n o
allora u n r i t o r n o alle o r i g i n i e c e r c a n o d i r i p r e n d e r e l ' a t t e g -
g i a m e n t o d i « t e n d e n z a r e p u b b l i c a n a », m a sconfitti d a l l a
m a g g i o r a n z a d e l m o v i m e n t o c h e si p r o c l a m a m o n a r c h i c a ,
sono costretti a cedere.
N e l p a e s e i n t a n t o c o m i n c i a a profilarsi u n m o t o d i rea-
z i o n e al fascismo: t r a i socialisti, i r e p u b b l i c a n i e i sinda-
calisti si c o s t i t u i s c o n o g r u p p i d i c o m b a t t i m e n t o . P e r s i n o i
c a t t o l i c i ( p a r t i t o p o p o l a r e ) si p r e p a r a n o alla r e s i s t e n z a a r m a t a .
I l g o v e r n o ( B o n o m i ) , p r e o c c u p a t o dalla n ù n a c c i a d i g u e r r a
civile, t e n t a d i c o n c l u d e r e u n p a t t o di pacificazione. M u s s o -
l i n i riesce a farlo a c c e t t a r e dal g r u p p o p a r l a m e n t a r e fascista
e dagli o r g a n i c e n t r a l i del m o v i m e n t o , m a Ì fascisti d e l l a
p i a n u r a p a d a n a si ribellano.
L a z o n a d o v e s c o p p i a la r i b e l l i o n e è s i n t o m a t i c a : la pia-
n u r a p a d a n a è l a r e g i o n e in cui il fascismo è n a t o e si è
s v i l u p p a t o p i ù t a r d i e c o n c a r a t t e r i d i classe p i ù n e t t i e precisi
c h e a l t r o v e . Q u a i fascisti p r o v e n g o n o , a l m e n o p e r i n o v e
d e c i m i , dai c e t i d i p r o p r i e t a r i agricoli c h e p r i m a e d u r a n t e
la g u e r r a ' e r a n o t u t t i , c o m e già a b b i a m o d e t t o , f e r o c e m e n t e
n e u t r a l i s t i e germanofili, E s o n o a d e s s o i l o r o figli c h e c o s t i -
t u i s c o n o la t r u p p a d e l l e « s p e d i z i o n i p u n i t i v e » f a t t e i n n o m e
d e l l a p a t r i a ; p r o p r i o l o r o c h e d u r a n t e la g u e r r a s o n o s t a t i
in g r a n p a r t e i m b o s c a t i , p e r c h é gli agrari della p i a n u r a p a -
d a n a d i v e n t a n o p a t r i o t i e c o r a g g i o s i solo q u a n d o si t r a t t a d i
difendere i propri interessi.
L a ribellione dei fascisti d e l l a p i a n u r a p a d a n a , n u m e r o -
sissimi, vince e costrìnge ancora u n a volta Mussolini a cedere.
I l p a t t o d i pacificazione è d e n u n c i a t o e l e v i o l e n z e ricomin-
ciano dappertutto.
Nel luglio 1 9 2 1 Mussolini è costretto a confessare: « C o n
l o s v i l u p p o e n o r m e p r e s o d a l n o s t r o m o v i m e n t o s o n o confluiti
n e i Fasci migliaia d i i n d i v i d u i c h e h a n n o i n t e r p r e t a t o il fa-
206 Parte t. Sezione li

s e i s m o c o m e u n a difesa di d e t e r m i n a t i i n t e r e s s i p e r s o n a l i e
c o m e u n a o r g a n i z z a z i o n e delle v i o l e n z e p e r la v i o l e n z a ».
M a pochi mesi d o p o lo stesso Mussolini, prigioniero di
q u e s t a s i t u a z i o n e , accetta d i a s s u m e r s i la r e s p o n s a b i l i t à d ì
q u e i s i s t e m i c h e a v e v a p o c o p r i m a d e p r e c a t i , li e s a l t a e li
teorizza.
Il m o t i v o d i q u e s t e e v i d e n t i c o n t r a d d i z i o n i d e v e e s s e r e
c e r c a t o nel successo s e m p r e c r e s c e n t e del f a s c i s m o , n o n o -
s t a n t e i suoi eccessi, anzi p r o p r i o p e r i suoi eccessi. I l fa-
scismo d o m i n a l ' a v v e r s a r i o e o g n i g i o r n o di p i ù c o n q u i s t a
u n a s u p e r i o r i t à c h e comincia a d i v e n t a r e a s s o l u t a n e l p a e s e .
D a v a n t i alla s o r p r e n d e n t e f o r t u n a del fascismo c h e p r o -
m e t t e di d i s t r u g g e r e , col m a n g a n e l l o e la p i s t o l a , il s o c i a l i s m o
e le o r g a n i z z a z i o n i o p e r a i e , si d i l e g u a n o a n c h e gli u l t i m i
s c r u p o l i l e g a l i t a r i dei c o s t i t u z i o n a l i . T u t t i c h i n a n o la t e s t a
d a v a n t i a u n p r e p o t e r e c h e si afferma c o n i r r e s i s t i b i l e v i g o r e .
P o t e v a , U c a p o r i c o n o s c i u t o — a n c h e se n o n s e m p r e o b b e -
dito — di u n m o v i m e n t o vittorioso abbandonarlo p r o p r i o
il g i o r n o del t r i o n f o ? S a r e b b e s t a t o n e c e s s a r i o u n o s p i r i t o
d ' e r o i s m o fuori del c o m u n e .
I n t a n t o il g o v e r n o , p a s s a t o n e l l e m a n i d i F a c t a , si m o s t r a
s e m p r e p i ù i m p o t e n t e : n o n c o n t r o l l a p i ù i suoi f u n z i o n a r i ,
c h e o b b e d i s c o n o s o l o a l l ' a u t o r i t à illegale, m a r e a l e , d e l fa-
s c i s m o , il q u a l e ( d i c e m b r e 1 9 2 1 } si è c o s t i t u i t o i n p a r t i t o
e ha apertamente organizzato militarmente le sue forze. O r a
il P a r t i t o n a z i o n a l e fascista è v e r a m e n t e , e l o p r o c l a m a s e n z a
mezzi t e r m i n i , l o S t a t o fascista; h a u n p r o p r i o e s e r c i t o c h e ,
s e n e c e s s a r i o , v o l g e r à le a r m i c o n t r o l o S t a t o c o s t i t u z i o n a l e .
I n I t a l i a d u n q u e , con l ' a i u t o e il s o s t e g n o dei g o v e r n i
c h e si s o n o s u c c e d u t i d a l luglio 1 9 2 0 s i n o ' a q u e s t o m o m e n t o ,
è avvenuta una vera rivoluzione. L a v e c c h i e classi d i r i g e n t i
si a c c o r g o n o , u n p o ' t a r d i , di e s s e r e o r m a i s p o d e s t a t e . A v e -
v a n o c r e d u t o c h e il fascismo l e a v r e b b e s e r v i t e f e d e l m e n t e ,
l e a v r e b b e l i b e r a t e dallo s c o m o d o b o l s c e v i s m o e l e a v r e b b e
r i p o r t a t e al p o t e r e ; c o n s t a t a n o invece c o n d o l o r e d i essersi
c o m p o r r a t e c o m e q u e l cavallo d e l l a favola c h e p e r v e n d i c a r s i
del c e r v o si p r e s e i n g r o p p a l ' u o m o e ne fu a s s o g g e t t a t o .
A. De Ambris, L'evoluzione del fascismo 207

I l fascismo n o n s o l o h a s c a r d i n a t o il p a r t i t o socialista, la
cui o r g a n i z z a z i o n e o p e r a i a si è f o r s e r i d o t t a d i u n t e r z o r i -
s p e t t o al 1 9 2 0 , m a è a n c h e r i u s c i t o a i m p o r r e la sua v o l o n t à
allo S t a t o , infiltrandosi n e l l a polizia, n e l l ' e s e r c i t o , n e l l a b u r o -
crazia, nella m a g i s t r a t u r a al p u n t o da f a r n e p r o p r i s t r u m e n t i .
I vecchi u o m i n i d i S t a t o i t a l i a n i s e n t o n o c h e il l o r o p o t e r e è
solo n o m i n a l e e illusorio e p e r c h é r i t o r n i a d essere effettivo
n o n t r o v a n o n i e n t e d i m e g l i o c h e offrire al fascismo a l c u n i
p o r t a f o g l i nel n u o v o m i n i s t e r o s p e r a n d o c h e q u e s t o a s s u m e n -
d o s i r e s p o n s a b i l i t à d i p o t e r e r i e n t r i nelle r e g o l e c o s t i t u z i o n a l i .
L e classi dirigenti o r m a i n o n s p e r a n o a l t r o c h e n e l ri-
t o r n o d i G i o l i t t i , l ' u o m o c h e h a s a p u t o t r a s f o r m a r e il f a s c i s m o
rivoluzionario in strumento di reazione, armandolo e renden-
d o l o p i ù c o m b a t t i v o ; a n c o r a u n a v o l t a q u e s t ' u o m o o sarà
capace d i fargli m u t a r e d i r e z i o n e , a t t i r a n d o l o l e g a l m e n t e al
p o t e r e o, se q u e s t o i n t e n t o fallirà, sarà l ' u o m o c h e a v r à la
forza d i d o m i n a r e il fascismo u s a n d o , se n e c e s s a r i o , gli s t e s s i
metodi usati contro D'Annunzio a Fiume.
M a o r a m a i il fascismo h a u n o slancio c o m b a t t i v o e u n
p o t e r e r e a l e t r o p p o s u p e r i o r i a q u e l l i dello S t a t o p e r p o t e r
e s s e r e f e r m a t o . C o n l ' a i u t o d e l g o v e r n o esso h a p o t u t o f a r e ,
p r i m a , delle spedizioni p u n i t i v e c o n t r o p a e s i , p o i o c c u p a z i o n i
t e m p o r a n e e d i città e infine, d u r a n t e l ' e s t a t e , u n a « m o b i l i -
t a z i o n e g e n e r a l e » delle s u e forze a r m a t e p e r d i s t r u g g e r e defi-
n i t i v a m e n t e l ' u l t i m a r e s i s t e n z a socialista. E s s o h a o r m a i la
coscienza e la m i s u r a d e l l a p r o p r i a f o r z a ; sa c h e p u ò d o m i n a r e
n o n s o l o il n e m i c o c o n t r o il q u a l e e r a i n s o t t o , m a a n c h e
l ' a l l e a t o c h e v o r r e b b e r i d u r l o a p i ù m o d e s t e funzioni e rifiuta
q u i n d i d i p a r t e c i p a r e in s o t t o r d i n e al g o v e r n o . V u o l e il p o -
t e r e , t u t t o il p o t e r e s o l o p e r sé e l ' a v r à . I l c o n g r e s s o c o n -
v o c a t o a N a p o l i il 2 4 o t t o b r e scorso dal P a r t i t o n a z i o n a l e f a -
scista n o n è u n c o n g r e s s o , è u n a c o n c e n t r a z i o n e d i forze ar-
m a t e , o t g a n i z z a t e e i r r e g g i m e n t a t e . L a crisi p r e c i p i t a . I p i ù
audaci si sbarazzano d i o g n i p r e o c c u p a z i o n e e g i o c a n o la c a r t a
decisiva. I l 2 7 o t t o b r e , a m e z z a n o t t e , v i e n e p r o c l a m a t a u n a
n u o v a m o b i l i t a z i o n e g e n e r a l e d e l l ' e s e r c i t o fascista, m e n t r e già
d u r a n t e la g i o r n a t a a v e v a n o a v u t o l u o g o l e p r i m e s c a r a m u c c e
208 Parte I, Sezione II

insurrezionali. Questa volta l'attacco n o n è più rivolto contro


i l c o m u n i s m o , m a c o n t r o l o S t a t o l i b e r a l e . Q u e s t o t e n t a in-
v a n o d i r e s i s t e r e , si p e r d e in m i l l e c o n t r a d d i z i o n i c h e m e t -
t o n o a n u d o la sua d e b o l e z z a e g i u n g e p e r s i n o a p r o c l a m a r e
10 s t a t o d ' a s s e d i o p e r p o i , u n ' o r a d o p o , r e v o c a r n e l ' o r d i n e .
11 t r i o n f o fascista, sin dai p r i m i g i o r n i d i l o t t a , si i m p o n e
c o m e i n e v i t a b i l e e il t e r z o g i o r n o v i e n e r i c o n o s c i u t o : il r e
•convoca a R o m a M u s s o l i n i , c a p o degli i n s o r t ì , e gli affida
i l p o t e r e . L ' I t a l i a ha a v u t o u n a r i v o l u z i o n e q u a s i s e n z a spar-
g i m e n t o di sangue e da oggi lo stato liberale, quale era stato
c o n c e p i t o p e r t r e q u a r t i d i secolo, n o n esiste p i ù . O r a a b b i a m o
10 « S t a t o fascista » . M a cos'è i n realtà lo Stato fascista?
N e s s u n o l o sa, n e m m e n o Mussolini.

IL I n d a g a n d o sulle c a u s e c h e f u r o n o a l l ' o r i g i n e d e l fascismo


i c o n t r a d d i t t o r i f a t t o r i c h e n e d e t e r m i n a r o n o il successivo svi-
l u p p o e il r e c e n t e t r i o n f o , b a l z a e v i d e n t e la d e b o l e z z a Ìnsita
i n q u e s t o m o v i m e n t o a p p a r e n t e m e n t e t a n t o p o t e n t e . I l fa-
s c i s m o c h e s e m b r a n o n avere p i ù n e m i c i e s t e r n i h a i n v e c e
d e n t r o d i sé a v v e r s a r i t r a i p i ù p e r i c o l o s i .
D o p o a v e r m o d i f i c a t o t a n t e v o l t e il p r o p r i o p r o g r a m m a
d a a v e r l o irrfìne c o m p l e t a m e n t e r o v e s c i a t o , il f a s c i s m o è
g i u n t o alla c o n c l u s i o n e c h e è p i ù semplice n o n a v e r n e affatto.
« II f a s c i s m o •— h a s c r i t t o l ' a n n o s c o r s o M u s s o l i n i e lo
h a r i p e t u t o i n r e c e n t i discorsi, alla vigilia d e l l a p r e s a d e l
p o t e r e — è u n a g r a n d e m o b i l i t a z i o n e d i forze m a t e r i a l i e
m o r a l i . C h e cosa si p r o p o n e ? L o d i c i a m o senza false m o d e s t i e :
g o v e r n a r e la n a z i o n e . C o n q u a l e p r o g r a m m a ? C o l p r o g r a m m a
n e c e s s a r i o ad a s s i c u r a r e la g r a n d e z z a m o r a l e e m a t e r i a l e d e l
p o p o l o i t a l i a n o . N o n c r e d i a m o ai p r o g r a m m i d o g m a t i c i , a
q u e s t a specie d i c o r n i c i r i g i d e c h e d o v r e b b e r o c o n t e n e r e e
sacrificare la m u t e v o l e c a n g i a n t e c o m p l e s s a r e a l t à . C i p e r m e t -
t i a m o il lusso d ì s o m m a r e e conciliare e s u p e r a r e i n n o i q u e l l e
a n t i t e s i i n cui si i m b e s t i a n o gli a l t r i c h e sì fossilizzano i n u n
m o n o s i l l a b o d i affermazione o n e g a z i o n e . N o i ci p e r m e t t i a m o
11 lusso d i e s s e r e aristocratici e d e m o c r a t i c i ; conservatori e
A. De Ambra, L'evoluzione del fascismo 209

p r o g r e s s i s t i ; r e a z i o n a r i e r i v o l u z i o n a r i ; l e g a l i t a r i e illegalitari,
a s e c o n d a delle c i r c o s t a n z e , d i t e m p o , d i l u o g o , d i a m b i e n t e
i n u n a p a r o l a d i " storia " n e l l e q u a l i s i a m o c o s t r e t t i a v i v e r e
e a d agire ».
I l n e t t o rifiuto ad e s p r i m e r e u n qualsiasi p r o g r a m m a e r a
d e t t a t o d a u n a necessità' c o n t i n g e n t e , i n q u a n t o il p a r t i t o
a s p i r a v a al p o t e r e , m a n o n a v e v a ancora r e s p o n s a b i l i t à d i
p o t e r e . I l fascismo i n f a t t i h a a v u t o sino a i e r i u n a s t r a o r d i -
n a r i a forza n e g a t i v a : r a c c o g l i e n d o gli e l e m e n t i p i ù d i v e r s i e
p i ù c o n t r a d d i t t o r i , esso a v e v a u n solo s c o p o , q u e l l o d i c o m -
b a t t e r e u n n e m i c o c o m u n e , il b o l s c e v i s m o . M a oggi il fascismo
è al g o v e r n o e p e r l u i n o n è p i ù p o s s i b i l e f a r e a m e n o d i
u n p r o g r a m m a e q u i n d i la sua f u n z i o n e p o s i t i v a d o v r à a l m e n o
e s s e r e c h i a r i t a dal s u o m o d o d i a g i r e ; m a a n o i s e m b r a c h e
p r o p r i o il d o v e r agire n o n gli p o s s a p e r m e t t e r e d i m a n t e n e r e
la sua u n i t à . I l fascismo è i n f a t t i la risultante d e l l ' u n i o n e d i
t r e tipi differenti d i i n d i v i d u i :
Coloro che, malgrado t u t t o , ritengono l'attuale attività
fascista u n a fase della t r a s f o r m a z i o n e r i v o l u z i o n a r i a d ' I t a l i a ,
iniziata d a l l a g u e r r a ;
coloro c h e r i t e n g o n o q u e s t a a t t i v i t à c o m e u n a b a t t u t a
d'arresto in questa trasformazione;
coloro c h e s o n o affluiti n e i r a n g h i fascisti cosi c o m e i e r i
e n t r a r o n o nei r a n g h i b o l s c e v i c h i e c o m e d o m a n i a c c o r r e r e b -
b e r o s o t t o qualsiasi altra b a n d i e r a p u r c h é t r o v i n o accoglienza
l e loro t e n d e n z e antisociali, la l o r o attività m e r c e n a r i a , il l o r o
s p i r i t o d ' a v v e n t u r a e l e l o r o s p e r a n z e d i facili successi.
S a r e b b e superfluo v o l e r d i m o s t r a r e il n e t t o c o n t r a s t o esi-
s t e n t e t r a le p r i m e d u e c a t e g o r i e , m e n t r e i n v e c e è u t i l e m e t -
t e r e in rilievo il p r o b l e m a c h e sin da o g g i l ' e s i s t e n z a della
t e r z a c a t e g o r i a c o s t i t u i s c e p e r il fascismo d i v e n t a t o g o v e r n o .
È la c a t e g o r i a c h e f o r n i s c e la m a g g i o r p a r t e delle t r u p p e d e l l e
« s q u a d r e d ' a z i o n e », cioè d i q u e l l ' e s e r c i t o fascista grazie ai
cui m e t o d i , c h e r i c o r d a n o q u e l l i d e i p r e t o r i a n i a R o m a nel-
l'elezione degli i m p e r a t o r i , o p e r ricorrere a e s e m p i p i ù re-
c e n t i , q u e l l i delle r e p u b b l i c h e s u d a m e r i c a n e , M u s s o l i n i e i
s u o i amici s o n o g i u n t i al p o t e r e .

14. De Felice
210 Parte I, Sezione II

C o s a farà il n u o v o g o v e r n o d i q u e s t i i n d i v i d u i t u r b o l e n t i ,
inquadrati e equipaggiati militarmente, consci di essere stati
gli artefici d e l t r i o n f o fascista? T e n e r l i cosi, a n c h e se, c o m e
è s t a t o p r o p o s t o , i n u n a specie d i o r g a n i z z a z i o n e g i n n i c o -
militare, n o n è possibile perché sarebbero u n a fonte contìnua
d i pericolosi d i s o r d i n i e f i n i r e b b e r o p e r c o s t i t u i r e u n d o p p i o n e
d e l l ' e s e r c i t o r e g o l a r e col q u a l e f a t a l m e n t e e n t r e r e b b e r o i n u r t o .
È u n p r o b l e m a a n g o s c i o s o p e r il g o v e r n o sin dai s u o i p r i m i
g i o r n i d i v i t a . Si p a r l a d i i m m e t t e r e le « s q u a d r e d ' a z i o n e »
fasciste n e l l ' e s e r c i t o r e g o l a r e , la s o l u z i o n e cioè n e g a t a d a l l a
m o n a r c h i a ai v o l o n t a r i d i G a r i b a l d i d o p o c h e q u e s t i , n e l 1 8 6 0 ,
le a v e v a n o r e g a l a t o u n r e g n o .
M a a n c h e s e q u e s t o p r o g e t t o p u ò a p p a r i r e l u s i n g h i e r o alle
milizie fasciste, n o i n u t r i a m o seri d u b b i c b e f r a n c h i t i r a t o r i
c o m e l o r o si r a s s e g n i n o f a c i l m e n t e alla d u r a disciplina m i l i t a r e .
È p u r v e r o c h e nelle s q u a d r e d ' a z i o n e m i l i t a n o i n d i v i d u i
c h e c e r t o n o n m e r i t a n o d i essere p o s t i allo s t e s s o livello dei
m e r c e n a r i , m a n o n c r e d i a m o c h e q u e s t i , siano essi i d e a l i s t i
illusi d i c o m b a t t e r e p e r la p a t r i a o sagaci d i f e n s o r i degli in-
t e r e s s i d e l l a p r o p r i a classe, siano d i s p o s t i , e n t r a n d o n e l l ' e s e r c i t o
r e g o l a r e , a sacrificare la p r o p r i a l i b e r t à p e r s o n a l e .
M a a n c h e a m m e s s o c h e il g o v e r n o , n o n i m p o r t a c o m e ,
riesca a i m m e t t e r e n e l l ' e s e r c i t o r e g o l a r e l e m i l i z i e fasci-
s t e , sarà facile a c h i u n q u e a c c o r g e r s i delle c o n s e g u e n z e
c b e a v r à u n a così l a r g a i m m i s s i o n e d ì e l e m e n t i i n d i s c i p l i n a t i
e difficilmente r i d u c i b i l i a l l ' o b b e d i e n z a i n u n a o r g a n i z z a z i o n e
che d e v e a v e r e , c o m e s u a c a r a t t e r i s t i c a f o n d a m e n t a l e , la p i ù
r i g i d a d i s c i p l i n a e c h e d e v e a s t e n e r s i dal p a r t e c i p a r e alle p a s -
sioni d i p a r t i t o ,
L a s o l u z i o n e c h e il g o v e r n o d a r à al difficile p r o b l e m a delle
« s q u a d r e d ' a z i o n e » c o s t i t u i r à q u i n d i u n a p r o v a d e l l a sua
capacità e della sua e n e r g i a . M a è c o m u n q u e c e r t o c h e , a n c h e
nell'ipotesi p i ù favorevole, vi saranno forti malcontenti e u n a
r e l a t i v a d i m i n u z i o n e d e l l e forze fasciste.
U n a l t r o e s e m p i o , e f o r s e il p i ù p r o b a n t e , d e l l ' i n t i m a d e -
bolezza del fascismo è quello del cosiddetto « sindacalismo »
fascista. A u n c e r t o m o m e n t o del s u o s v i l u p p o , e precisa-
A Dt? Ambris, L'evoluzione del fascismo ZÌI

m e n t e l ' a n n o s c a r s o , il f a s c i s m o si r e s e c o n t o d ' i s t i n t o c h e
nella v i t a sociale d e l l ' I t a l i a c o n t e m p o r a n e a n o n b a s t a , p e r
i m p a d r o n i r s i del p o t e r e e c o n s e r v a r l o p e r u n c e r t o t e m p o , l a
forza a r m a t a d i d u e o t r e c e n t o m i l a g i o v a n i .
N e l l ' I t a l i a d e l XX secolo — c o m e in qualsiasi a l t r o p a e s e
civile — se si vuol c o n t a r e q u a l c o s a , o l t r e c h e a v e r e successi
m o m e n t a n e i d o v u t i alla s e m p l i c e forza fisica e a l l ' i m p o t e n z a
degli a v v e r s a r i , b i s o g n a r i u s c i r e a c o n t r o l l a r e a l c u n i e l e m e n t i
della p r o d u z i o n e e cioè sia l ' o r g a n i z z a z i o n e degli i n t e r e s s i ca-
pitalistici sia q u e l l a d e g l i i n t e r e s s i p r o l e t a r i . I n f a t t i l ' i s t i t u t o
c h e t e n d e s e m p r e p i ù a p r e v a l e r e n e l l a v i t a sociale c o n t e m -
p o r a n e a è il s i n d a c a t o .
Il fascismo p e r ò n o n è riuscito a i m p a d r o n i r s i d e l l e forze
e c o n o m i c h e della b o r g h e s ì a c h e c e r t o era p r o n t a ad a i u t a r l o ,
m a alla c o n d i z i o n e , i m p l i c i t a e t a c i t a m a n o n p e r q u e s t o
m e n o effettiva, d i r i c e v e r e i n c a m b i o rispetto o m e g l i o p r o -
tezione per Ì propri privilegi.
P e r c o s t i t u i r s i u n a b a s e p i ù s i c u r a il fascismo h a d o v u t o
q u i n d i e s t e n d e r e il p r o p r i o d o r m n i o s u l l ' o r g a n i z z a z i o n e o p e r a i a
a n c h e a c o s t o d i c o n t r a d d i r s i a n c o r a u n a v o l t a e i n m o d o scan-
d a l o s o , e p e r a n n e t r e r s i i l a v o r a t o r i si è s e r v i t o d e i soliti
m e t o d i : a t t a c c a r e con u n a o p i ù s q u a d r e d ' a z i o n e u n p a e s e ,
u n a fabbrica o u n p o r t o e p o r r e ai l a v o r a t o r i q u e s t o d i l e m m a :
o p a s s a r e a r m i e bagagli al fascismo o assistere alla d i s t r u -
zione dell'organizzazione e subire ogni tipo di violenza indi-
viduale.
N o n v o g l i a m o d i s c u t e r e la l e g i t t i m i t à d i q u e s t i m e t o d i e
la sincerità delle c o n v e r s i o n i f o r z a t e c h e n e f u r o n o la conse-
g u e n z a . Ci l i m i t i a m o a c o n s t a t a r e c h e il fascismo r i u s c ì in
tal m o d o , e c o n rara f o r t u n a , a c o n q u i s t a r e i s i n d a c a t i : i n
u n p r i m o t e m p o ha « a r r u o l a t o » q u a e là — m a s o p r a t t u t t o
nella p i a n u r a p a d a n a —- a l c u n e o r g a n i z z a z i o n i c o n t a d i n e m a
negli u l t i m i sei mesi h a t a n t o a l l a r g a t o il s u o c a m p o d ' a z i o n e
da p o t e r s i v a n t a r e di c o n t r o l l a r e q u a s i u n m i l i o n e d i l a v o r a t o r i
organizzati.
I n q u e s t o m o d o il fascismo si è p r o c u r a t a q u e l l a b a s e d i
massa c h e gli m a n c a v a .
212 Parte I, Sezione II

M a la p r e s e n z a n e i r a n g h i fascisti d i t a n t i o p e r a i e con-
t a d i n i h a c r e a t o u n n u o v o e t e r r i b i l e p r o b l e m a , h a cioè f a t t o
c o n v i v e r e il fascismo c o n u n m o v i m e n t o r i v o l u z i o n a r i o e o g g i
è p r o p r i o la s u p e r i o r i t à n u m e r i c a dei c o n t a d i n i e d e g l i o p e r a i
c h e m i n a c c i a d i s c o n v o l g e r e n u o v a m e n t e l e « d i r e t t i v e » fa-
sciste.
B i s o g n a i n f a t t i s o t t o l i n e a r e c h e l e m a s s e a r r u o l a t e d a l fa-
s c i s m o s o n o q u e l l e stesse alle q u a l i il socialismo aveva già
d a t o u n a coscienza d i classe e d è q u i n d i n a t u r a l e c h e esse n o n
i n t e n d a n o c o n t i n u a r e a essere o r g a n i z z a t e i n s i n d a c a t i solo
p e r m a n t e n e r e al p o t e r e il s i g n o r M u s s o l i n i o p e r far s v e n t o -
l a r e la b a n d i e r a t r i c o l o r e al p o s t o d e l l a b a n d i e r a r o s s a ; esse
n o n p o s s o n o r i n u n c i a r e , i n n o m e della p a t r i a , alla difesa dei
p r o p r i d i r i t t i c h e — a n c h e nei l i m i t i v o l u t i d a l fascismo —
s a r a n n o s e m p r e c o n t r a s t a t i d a l l e classi p a d r o n a l i . Sarà q u i n d i
n e c e s s a r i o p e r l o r o s o s t e n e r e nel fascismo q u e l l e s t e s s e l o t t e
s o s t e n u t e q u a n d o e r a n o n e l socialismo, a s t e n e n d o s i solo d a
a t t e g g i a m e n t i a n t i n a z i o n a l i . E t u t t o q u e s t o è p i ù c h e u n a logica
p r e v i s i o n e , è u n a r e a l t à a t t u a l e . N e l m a g g i o scorso si è a v u t a
già la s o r p r e s a d i v e d e r e i fascisti — c h e si s o n o s e m p r e p r o -
c l a m a t i c o n t r a r i agli s c i o p e r i — p r o c l a m a r e u n o s c i o p e r o ge-
n e r a l e d i t r e g i o r n i e m o b i l i t a r e t u t t a la m a s s a o p e r a i a d e l l a
p r o v i n c i a d i F e r r a r a . Si s o n o v i s t i p i ù d i 5 0 0 0 0 c o n t a d i n i con-
c e n t r a r s i , p e r o r d i n e dei fascisti, n e l c a p o l u o g o e p r o t e s t a r e
c o n t r o la d i s o c c u p a z i o n e , e sciogliersi solo d o p o a v e r i m p o s t o
al g o v e r n o l'inizio i m m e d i a t o d i l a v o r i p u b b l i c i p e r dieci m i -
lioni di lire.

N e l l a p r o v i n c i a d i Siena i fascisti h a n n o i m p o s t o ai p r o -
p r i e t a r i t e r r i e r i l ' a s s u n z i o n e o b b l i g a t o r i a d e i b r a c c i a n t i disoc-
cupati in proporzione superiore persino a quella voluta dai
socialisti e la s t e s s a cosa è a c c a d u t a n e l P o l e s i n e e n e l l e P r o -
vincie d i B o l o g n a e P i a c e n z a .
I m e t o d i con t q u a l i il fascismo i m p o n e la sua v o l o n t à ai
proprietari recalcitranti sono melanconicamente illustrati dal
s e n a t o r e E i n a u d i in u n r e c e n t e a r t i c o l o sul « C o r r i e r e d e l l a
Sera » :
« Q u a n d o i fascisti p r e n d o n o l e p a r t i d i u n c e r t o g r u p p o
A. De Ambris, L'evoluzione del fascismo 213

o p e r a i o c o n t a d i n o , se l ' i n d u s t r i a l e o l ' a g r i c o l t o r e n o n c e d e s u b i -
t o , s o n o b o t t e da o r b i , N e i l ' " A s s a l t o " d i B o l o g n a c e r t i p r o -
p r i e t a r i d i t e r r e i n q u e l d i B u d r i o , restii ad o c c u p a r e t a n t i disoc-
c u p a t i q u a n t i p i a c c i o n o al F a s c i o , s o n o qualificati " u n b r a n c o
di b e c c a m o r t i " e si d à la p r e v e n t i v a a d e s i o n e alle l e g n a t e c h e
il F a s c i o v o r r à d i s t r i b u i r e agli a g r a r i c r e t i n i del p r o p r i o C o -
m u n e ».
II fascismo d ' a l t r o c a n t o , c h e i n teoria si è d i c h i a r a t o c o n -
t r a r i o a o g n i i n t e r v e n t o dello S t a t o in f a v o r e d e l l ' i n d u s t r i a ,
si s e r v e in p r a t i c a d e i m e t o d i p i ù energici p e r g i u n g e r e a q u e i
r i s u l t a t i c h e lui stesso r i m p r o v e r a v a ai socialisti d i v o l e r rag-
giungere q u a n d o pensavano di dover risolvere u n p r o b l e m a
e c o n o m i c o a f a v o r e dei p r o p r i a d e r e n t i .
C o s i a T e r n i il fascismo h a c o n c e n t r a t o e n o r m i forze e
p o s t o in a t t o gravi m i n a c c e p e r i m p o r r e allo S t a t o u n a t r a n s a -
z i o n e c o n u n a società m o l t o i m p o r t a n t e p r o p r i e t a r i a d i u n a
fabbrica d ' a r m i , c h e a v e v a p r o c l a m a t o la s e r r a t a . E l o s t e s s o
è a v v e n u t o a L i v o r n o ai c a n t i e r i O r l a n d o , c h e il 16 o t t o b r e
h a n n o d o v u t o r i a p r i r e s o t t o la m i n a c c i a d i essere o c c u p a t i d a l l e
milizie fasciste. I n t u t t i e d u e i casi l o S t a t o d o v r à p a g a r e
a l l ' i n d u s t r i a p r i v a t a m o l t i m i l i o n i che s o s t i e n e d i n o n d o -
verle dare.
Altri casi a n a l o g h i s o n o a v v e n u t i nelle f a b b r i c h e d i V i a -
reggio e nelle m i n i e r e del V a l d a r n o a f a v o r e delle q u a l i il
fascismo ha c o s t r e t t o l o S t a t o a d i n t e r v e n i r e con offerte n o -
tevoli e s c o n t i f o r t i s s i m i sui t r a s p o r t i f e r r o v i a r i .
Si p u ò d i r e i n s o m m a c h e il fascismo sul p i a n o s i n d a c a l e
n o n h a s a p u t o far a l t r o c h e s o s t i t u i r e al m e t o d o d e g l i scio-
p e r i m e t o d i p i ù radicali e v i o l e n t i p e r g i u n g e r e agli stessi
r i s u l t a t i c h e l e o r g a n i z z a z i o n i o p e r a i e , g u i d a t e dai socialisti,
si p r o p o n e v a n o .
M a n o n b i s o g n a m e r a v i g l i a r s i di q u e s t o p e r c h é n o n è
p o s s i b i l e c a m b i a r e a p a r o l e i t e r m i n i del p r o b l e m a s i n d a c a l e .
I l s i n d a c a t o p o t r à e s s e r e c h i a m a t o « c o r p o r a z i o n e », c o n l'ag-
g e t t i v o fascista o n a z i o n a l e , m a s a r à s e m p r e u n ' o r g a n i z z a z i o n e
d i i n t e r e s s i d i classe f a t a l m e n t e in l o t t a c o n a l t r i i n t e r e s s i
d i classe; se p o i q u e s t i d u e i n t e r e s s i si u n i s c o n o p e r u n a
214 Parte I, Sezione II

l o t t a c o m u n e q u e s t o a v v e r r à s e m p r e a diinno d e l b O a n d o
pubblico.
M a il fascismo ha n u o v a m e n t e affermato c h e il p r o p r i o
s i n d a c a l i s m o t i e n e c o n t o , al d i là degli i n t e r e s s i p a r t i c o l a r i
d i classe, a n c h e d e g l i i n t e r e s s i d e l l a n a z i o n e e c h e v u o l e con-
ciliare, in v i r t ù d i q u e s t o p r i n c i p i o , il p r o l e t a r i a t o c o n l a
b o r g h e s i a , a v e n d o p e r fine il c o n t i n u o p r o g r e s s o della p r o d u -
zione n a z i o n a l e .
A n c h e i c a t t o l i c i p o n g o n o alla b a s e d e l l a l o r o a z i o n e sin-
dacale n o n la l o t t a d i classe, m a i l p r i n c i p i o , p i u t t o s t o invec-
c h i a t o , d e l l ' a r m o n i a d e l l e classi sociali e f a n n o p e r c i ò a p p e l l o
ai p r e c e t t i d e l V a n g e l o c h e c e r t o h a n n o sulle m a s s e i g n o r a n t i
u n a p r e s a m a g g i o r e d e l l a p r e o c c u p a z i o n e d i s v i l u p p a r e la
p r o d u z i o n e n a z i o n a l e . T u t t a v i a n é il p r i n c i p i o i n sé, n é i
p o t e n t i mezzi m o r a l i d i p e r s u a s i o n e della C h i e s a h a n n o im-
p e d i t o ai s i n d a c a t i cattolici — d a q u a n d o si s o n o a d e g u a t a -
m e n t e affermati — di p a r t e c i p a r e alla l o t t a d i classe così c o m e
l o h a n n o f a t t o i s i n d a c a t i « rossi ». E n o n è c e r t o p r o b a b i l e
c h e il fascismo, c h e a n c o r a n o n h a q u a t t r o a n n i d i v i t a , riesca
là d o v e h a fallito u n ' o r g a n i z z a z i o n e b i m i l l e n a r i a e p o t e n t e
c o m e la C h i e s a c a t t o l i c a . Sin d a o r a i f a t t i d i m o s t r a n o c h e ,
t r a n n e q u a l c h e a c c i d e n t a l e differenza t a t t i c a , a n c h e il sinda-
calismo fascista s e g u e f a t a l m e n t e la stessa v ì a d e l l e a l t r e or-
ganizzazioni o p e r a i e .

C o m e a b b i a m o c e r c a t o d i d e l i n e a r e c o n chiarezza, la
storia d e l fascismo m e t t e i n luce gli e l e m e n t i c o n t r a d d i t t o r i
d i q u e s t o m o v i m e n t o in cui c o n v i v o n o , in u n s i s t e m a d i vio-
lenza n e g a t i v a , e s t r e m i s m i c h e si rifiutano n e t t a m e n t e d ì
giungere a u n m u t u o accordo: d a u n a parte c'è l'estrema
d e s t r a c h e c o n c e p i s c e u n o S t a t o o n n i p o t e n t e , t i r a n n i c o , fine
a se stesso e d a l l ' a l t r a l ' e s t r e m a s i n i s t r a c h e , p u r n e g a n d o l o
i n t e o r i a , in p r a t i c a agisce i n m o d o d a p o r t a r e l ' I t a l i a a u n
r a d i c a l e r i v o l g i m e n t o p o l i t i c o e sociale. D a q u i p r o v e n g o n o
la sua i n s t a b i l i t à , la sua i n t i m a d e b o l e z z a e l e c o n t r a d d i z i o n i
d e l l a sua a z i o n e p o l i t i c a .
I l b o l s c e v i s m o n o n h a f a t t o la r i v o l u z i o n e p e r c h é h a ca-
p i t o c h e l e s u e u t o p i e e r a n o s t a t e sconfitte dalla l o r o stessa
A. De Ambris, L'evoluzione del fascismo 215

falsità a n c o r p r i m a c h e il fascismo fosse n a t o e Io d e v i a s s e


completamente.
I l fascismo invece h a a v u t o il c o r a g g i o d i t e n t a r e il c o l p o
d i s t a t o : m a d o p o la v i t t o r i a , o t t e n u t a con l a v i o l e n z a , e s s o
esita a definirsi p e r c h é t e m e c h e svanisca l ' e q u i v o c o grazie
al q u a l e si s o s t i e n e . M a q u e s t o n o n p u ò d u r a r e p e r s e m p r e ;
d o p o essersi i m p a d r o n i t o d e l p o t e r e il fascismo n o n p u ò p i ù
v a n t a r e a t i t o l o d i o r i g i n a l i t à la m a n c a n z a d i u n p r o g r a m m a .
L ' a m b i g u i t à c h e gli h a p e r m e s s o d i d i c h i a r a r s i a p a r o l e u l t r a -
i n d i v i d u a l i s t a e d i a p p o g g i a r s i d i f a t t o alle m a s s e o r g a n i z z a t e ,
d i d i s p r e z z a r e v e r b a l m e n t e il p a r l a m e n t a r i s m o e d i c e r c a r e
d i c o n q u i s t a r e seggi e l e t t o r a l i , di e s a l t a r e l o S t a t o f o r t e e
d i f a r s e n e beffa v i o l a n d o c o n t i n u a m e n t e e i m p u n e m e n t e l e
s u e leggi, d i p r e d i c a r e la d i s c i p l i n a a s s o l u t a e q u a s i m i s t i c a
e d i t o l l e r a r e nei suoi r a n g h i la p i ù p e r i c o l o s a i n d i s c i p l i n a ,
d i n o n v o l e r r i n u n c i a r e alla « t e n d e n z a r e p u b b l i c a n a » e d i
p a r t e c i p a r e a t t i v a m e n t e alle m a n i f e s t a z i o n i m o n a r c h i c h e , q u e s t a
ambiguità incredibile, assurda, mostruosa, che riveste di forme
d e m a g o g i c h e il p i ù g r e t t o c o n s e r v a t o r i s m o e d i f o r m e leali-
stiche la d e m a g o g i a p i ù i n s o l e n t e , d e v e p e r forza finire.

M a il fascismo sa e capisce c h e il g i o r n o i n cui sarà co-


s t r e t t o a d i s s i p a r e l ' e q u i v o c o , a p o r r e fine a l l ' a m b i g u i t à , sarà
q u e l l o della sua m o r t e . L e forze d i v e r s e e c o n t r a s t a n t i c h e
accoglie nel n o m e d e l l ' I t a l i a si s e p a r e r a n n o i r r i m e d i a b i l m e n t e
l e u n e d a l l e altre. I l b o l s c e v i s m o n o n è r i u s c i t o a f a r e la
r i v o l u z i o n e p e r c h é il s u o p r o g r a m m a n o n era realizzabile. I l
fascismo h a f a t t o il c o l p o d i s t a t o n o n o s t a n t e fosse p r i v o d i
qualsiasi p r o g r a m m a p o l i t i c o , capace d i t e n e r e u n i t e l e sue
f o r z e : u n a v o l t a realizzato il c o l p o d i s t a t o , sarà capace d i
d a r e q u e s t o p r o g r a m m a , c o n c i l i a n d o i n t e r e s s i e p r i n c ì p i asso-
lutamente opposti?
L a f o r m a z i o n e del g o v e r n o — cosi c o m e è s t a t a realizzata
d o p o l e g i o r n a t e dell' i n s u r r e z i o n e d i fine o t t o b r e -—• n o n d i c e
n i e n t e d i p r e c ì s o sulle d i r e t t i v e f u t u r e della p o l i t i c a i t a l i a n a .
L a p r e s e n z a i n essa d i a l c u n i i n d i v i d u i i n d u c e a c r e d e r e c h e
i n f o n d o il g o v e r n o fascista n o n s a r à m o l t o d i v e r s o d a i soliti
g o v e r n i d i coalizione resi i n e v i t a b i l i dal s i s t e m a d i r a p p r e -
216 Parte I, Sezione II

s e n t a n z a p a r l a m e n t a r e . I n tal caso sarà difficile t r o v a r e u n a


giustificazione p e r i m e t o d i v i o l e n t i u s a t i d a l fascismo p e r
g i u n g e r e al p o t e r e , e i n p o c o t e m p o il f a s c i s m o c r o l l e r à .
M a si p o s s o n o c o n s i d e r a r e p r o b a b i l i a l t r e d u e i p o t e s i : c h e
il g o v e r n o fascista sia s p i n t o d a l l e m a s s e , c h e b e n e o m a l e
r a p p r e s e n t a , a t o r n a r e alle origini e si d e d i c h i q u i n d i a u n
c o r a g g i o s o r i n n o v a m e n t o n a z i o n a l e , o c h e il g o v e r n o fascista
i n s t a u r i u n a p u r a e s e m p l i c e d i t t a t u r a r e a z i o n a r i a . [...]
IVANOE BONOMI

DAL SOCIALISMO AL FASCISMO *

L'origine e lo sbocco.

Q u a n d o , nel gennaio del 1 9 1 9 , Benito Mussolini e il s u o


g i o r n a l e « I l P o p o l o d ' I t a l i a », si f a n n o p r o m o t o r i d i u n a
a d u n a t a d i « i n t e r v e n t i s t i c h e , d o p o q u a t t r o anni d i l o n t a ­
n a n z a e d i b a t t a g l i e , i n t e n d o n o d e t e r m i n a r e il l o r o a t t e g g i a ­
m e n t o s p i r i t u a l e e p o l i t i c o d i f r o n t e si p r o b l e m i n a z i o n a l i d e l
d o p o g u e r r a », il m o v i m e n t o , ancora piccolo e p r e s s o c c h é
i g n o t o , n a s c e c o n u n a t i n t a d i accesa d e m o c r a z i a r i v o l u z i o n a ­
ria. G l i u o m i n i c h e v i p a r t e c i p a n o p r o v e n g o n o q u a s i t u t t i d a l
socialismo e dal s i n d a c a l i s m o . N o n m a n c a n o c h e i r i f o r m i s t i ,
i quali, dopo aver tentata un'organizzazione unitaria con
l ' U n i o n e socialista i t a l i a n a , si s o n o staccati d a l m u s s o l i n i s m o
p e r la c l a m o r o s a o s t i l i t à d i M u s s o l i n i al f a m o s o d i s c o r s o d i
Bissolati alla Scala.
L a C o s t i t u e n t e degli i n t e r v e n t i s t i i t a l i a n i , c o m e v o l l e
c h i a m a r s i q u e l p r i m o c o n v e g n o d i spiriti b a t t a g l i e r i e d i n q u i e t i ,
d o v e v a r e c a r e l e i m p r o n t e d e l l ' e d u c a z i o n e e della m e n t a l i t à
r i v o l u z i o n a r i a d e i suoi p r o m o t o r i . M u s s o l i n i , i n f a t t i , l ' a v e v a
s p i r i t u a l m e n t e p r e p a r a t a c o m e u n a reazione a l l ' i n c a p a c i t à d e l l a
b o r g h e s i a i t a l i a n a a c o n c l u d e r e nella p a c e la v i t t o r i a e a
r i o r d i n a r e , su n u o v e b a s i d i e q u i t à , il l a v o r o e la p r o d u z i o n e .
L e p r i m e p a r o l e d i q u e l l ' a d u n a t a s o n o a l t r e t t a n t e f e r i t e all'or-

* Da I . BONOMI, Dal socialismo al fascismo, Formiggini, Roma


1924, pp. 107-23.
218 Parte 1, Sezione 11

cline e s i s t e n t e : b i s o g n a face tabula rasa, i v e c c h i p a r t i t i s o n o


m o r t i o m o r i b o n d i , o c c o r r e u n a g e n t e n u o v a c h e affronti i n
p i e n o la p l u t o c r a z i a i n t e r n a z i o n a l e , c h e v i e n e v i o l e n t e m e n t e
a c c u s a t a d i c o n t e n d e r c i i frutti della v i t t o r i a , e la p l u t o c r a z i a
italiana c h e si asserisce i n c a p a c e d i a n d a r e i n c o n t r o , con u n
n u o v o s p i r i t o d i e q u i t à , ai l a v o r a t o r i r e d u c i d a l l a t r i n c e a .
Q u a n d o M u s s o l i n i p a r l a agli i n t e r v e n u t i a s s u m e u n t o n o m e s -
s i a n i c o : « I l r e g i m e , egli d i c e , h a a p e r t o la s u c c e s s i o n e , e
s i a m o n o i c h e a b b i a m o d i r i t t o alla s u c c e s s i o n e , p e r c h é f u m m o
n o i c h e s p i n g e m m o il p a e s e alla g u e r r a e l o c o n d u c e m m o alla
v i t t o r i a . 11 S e n a t o d e v e essere a b o l i t o . V o g l i a m o u n a r a p p r e -
s e n t a n z a dei s i n g o l i i n t e r e s s i . C h i e d i a m o il suffragio u n i v e r s a l e
p e r u o m i n i e d o n n e ; l o s c r u t i n i o d i lista a b a s e r e g i o n a l e ; la
r a p p r e s e n t a n z a p r o p o r z i o n a l e . D a l l e n u o v e elezioni u s c i r à u n a
a s s e m b l e a n a z i o n a l e alla q u a l e n o i c h i e d e r e m o c h e d e c i d a
sulla f o r m a d i g o v e r n o d e l l o S t a t o i t a l i a n o . E s s a d i r à : r e p u b -
blica o m o n a r c h i a ; e n o i , c h e s i a m o s t a t i s e m p r e t e n d e n z i a l -
m e n t e r e p u b b l i c a n i , d i c i a m o fin d a q u e s t o m o m e n t o : re-
p u b b l i c a ».

G i à nel 1 9 1 9 si s e n t i v a salire, d a l c o n f u s o i s t i n t o delle


m a s s e , la t e r r i b i l e v e n t a t a di i n d i s c i p l i n a , d i i r r e q u i e t e z z a , d i
aspirazioni impazientì a rinnovazioni profonde, che doveva
m e t t e r e p o i a cosi d u r a p r o v a la n a z i o n e i t a l i a n a . I l m o n d o
s e m b r a v a allora d o v e s s e a n d a r e a sinistra. L a R u s s i a bolsce-
vica gonfiava l e s p e r a n z e dei c o m u n i s t i . I l p r o l e t a r i a t o , p a s s a t o
i n massa s o t t o l e b a n d i e r e socialiste, a s p e t t a v a p r o d i g i o s e
m u t a z i o n i . A n c h e i Easci d i a z i o n e , n a t i d a l l a C o s t i t u e n t e
degli interventisti, dovevano, d u n q u e , intonarsi all'ambiente
e p a r l a r e le p a r o l e d e l l ' a m b i e n t e .
N e s s u n o allora p e n s ò a r e a g i r e c o n la f o r z a c o n t r o q u e l l a
m i n a c c i o s a d i s g r e g a z i o n e sociale. Se il g o v e r n o n o n o s ò m a t
r i c o r r e r e alla m a n i e r a f o r t e , n e p p u r e i m o v i m e n t i , c h e o g g i
a s s e r i s c o n o a v e r e essi soli salvata l ' I t a l i a , o s a r o n o m e t t e r s i d ì
t r a v e r s o a q u e l l ' o n d a t a i r r e f r e n a b i l e d e l l e folle. M u s s o l i n i ,
•col fiuto raffinato d e l t r i b u n o c h e d e v e a n d a r e v e r s o l e m a s s e
p e r t r a s c i n a r l e , fa anzi l e più audaci concessioni allo s p i r i t o
d e i t e m p i . « Sì a p r e nella storia — egli s c r i v e •—• u n p e r ì o d o
I. Bonomi, Dal socialismo al fascismo 219

c h e p o t r e b b e definirsi d e l l a p o l i t i c a delle m a s s e e d e l l ' i p e r -


trofia d e m o c r a t i c a : n o n p o s s i a m o m e t t e r c i d i t r a v e r s o a q u e -
s t o m o t o ». I l p r o g r a m m a dei Fasci accoglie l e r i v e n d i c a z i o n i
socialiste allora d i m o d a . E s s o c o m p r e n d e i s e g u e n t i p o s t d a t i :
« L a Camera siederà"in Assemblea costituente per esaminare
e r i s o l v e r e il p r o b l e m a i s t i t u z i o n a l e d e l l o S t a t o ; r a d i c a l e
r i f o r m a t r i b u t a r i a c o m p r e n d e n t e l a d e c i m a z i o n e delle r i c c h e z z e ,
la confisca d e i s o p r a p r o f i t t i d i g u e r r a , la t a s s a z i o n e o n e r o s a
d e l l ' e r e d i t à p e r s i s t e m a r e d e f i n i t i v a m e n t e i m u t i l a t i , gli i n v a -
lidi, i c o m b a t t e n t i e l e l o r o f a m i g l i e ; confisca dei b e n i eccle-
siastici p e r d e v o l v e r l i alle i s t i t u z i o n i d i a s s i s t e n z a locale
a m m i n i s t r a t e d a c i t t a d i n i ; t r a s f o r m a z i o n e degli o r d i n a m e n t i
m i l i t a r i p e r a t t u a r e r a p i d a m e n t e la n a z i o n e a r m a t a ». N e i r a p -
p o r t i delle classi, « I l P o p o l o d ' I t a l i a » d i q u e i g i o r n i p r o p u -
g n a q u e s t a f o r m u l a : « c o l l a b o r a z i o n e , in m o d i e f o r m e d a s t a b i -
lire, q u a n d o si t r a t t a della p r o d u z i o n e ; l o t t a d i classe q u a n d o
si t r a t t a della r i p a r t i z i o n e » ".

A n c h e l ' U n i o n e i t a l i a n a d e l l a v o r o , i cui q u a d r i d o v r a n n o
p o i f o r n i r e l ' i n t e l a i a t u r a d e l l e C o r p o r a z i o n i fasciste, si m u o v e
s e c o n d o u n o s p i r i t o d i c o n c o r r e n z a al socialismo rivoluzio-
n a r i o . E s s a si o r i e n t a v e r s o u n a c o n c e z i o n e n a z i o n a l e e a b o -
lisce l e a n t i t e s i s p i r i t u a l i — - c r e a t e d a U ' i n t e r n a z i o n a l i s m o
rosso — fra classe o p e r a i a e n a z i o n e , m a si afferma s o p r a u n
p r o g r a m m a economico e politico che pronostica u n a specie di
r e p u b b l i c a o p e r a i a , s o r t a s u l l ' a g o n i a d e l l e classi p a d r o n a l i , e
i n s e r i t a in u n a C o n f e d e r a z i o n e e u r o p e a d i a l t r e t t a n t e r e p u b -
b l i c h e o p e r a i e , pacifiche e d i s a r m a t e .
Q u e s t o c a r a t t e r e dei p r i m i F a s c i n o n p o t e v a c o n f e r i r e
l o r o m o l t a v i r t ù di e s p a n s i o n e . I l p r o l e t a r i a t o , a n c o r a p i e n o
d ' i r a p e r i l u t t i e i d i s a g i d e l l a g u e r r a , n o n si lasciava s e d u r r e
dagli a l l e t t a n t i p r o g r a m m i d i c o l o r o c h e e s s o accusava d i a v e r
v o l u t a la g u è r r a e si v o l g e v a i n m a s s a v e r s o il m i t o r u s s o ,
c h e significava le p i ù d i v e r s e e m i r a c o l o s e p a l i n g e n e s i sociali.
L a b o r g h e s i a , s o s p e t t o s a p e r il c a r a t t e r e r i v o l u z i o n a r i o d e i
F a s c i , p r e f e r i v a a c c o m o d a r s i e p i e g a r s i alla v o l o n t à d e l l e
organizzazioni rosse c h e , d o p o t u t t o , r a p p r e s e n t a v a n o l a q u a s i
t o t a l i t à d e i l a v o r a t o r i , e n o n p i c c o l i g r u p p i senza a u t o r i t à e
220 Parte I, Sezione II

senza s e g u i t o . I p a r t i t i politici liberali e d e m o c r a t i c i , r i u n i t i


in b l o c c o p e r la s u p r e m a difesa d e l l e i s t i t u z i o n i s t a t a l i , n o n
p o t e v a n o a c c o s t a r s i ad u n m o v i m e n t o c b e , col m i r a r e a l l a
C o s t i t u e n t e , col d i c h i a r a r s i t e n d e n z i a l m e n t e r e p u b b l i c a n o , col
m u o v e r e g u e r r a alle a n t i c h e classi d i r i g e n t i , c o n l ' e s i g e r e
parziali e s p r o p r i a z i o n i , si d i m o s t r a v a p i ù u n n u o v o e l e m e n t o
d i d i s g r e g a z i o n e c h e n o n u n s u s s i d i o efficace p e r la difesa
dello S t a t o . C o s ì , n e l l e elezioni g e n e r a l i p o l i t i c h e d e l 1 9 1 9 il
fascismo n o n p o t è c h e affermarsi m o d e s t a m e n t e a M i l a n o , i n
u n a solitudine che avrebbe scoraggiato spìriti m e n o duri e
m e n o tenaci.
I l 1 9 2 0 , l ' a n n o d e l l a v e r a p a s s i o n e d ' I t a l i a , t r o v a il
fascismo i n u n a s i t u a z i o n e d i assoluta i m p o t e n z a . L a follia
bolscevica a v e v a i n q u i n a t o t u t t i gli s t r a t i sociali: chi n o n n e
era i n v a s o , era a l m e n o r a s s e g n a t o a lasciare c o m p i e r e l ' e s p e -
rimento. I l p r o p o s i t o fascista d i t r a s c i n a r e le m a s s e con u n
a u d a c e p r o g r a m m a d i r i n n o v a z i o n e politica e d e c o n o m i c a e
c o n l e p i ù a m p i e c o n c e s s i o n i alla d e m a g o g i a i m p e r a n t e , n o n
aveva a v u t a a l c u n a efficacia. L e folle v a n n o alla d e r i v a e
t r a s c i n a n o nella l o r o c o r s a l e o r m a i d e b o l i forze d e l l o S t a t o ,
c h e si r e g g e m i r a c o l o s a m e n t e p e r forza d ' i n e r z i a e p e r l a
s u p r e m a i n e t t i t u d i n e dei suoi n e m i c i . N o n r e s t a n o c h e p o c h e
e n e r g i e i n d i v i d u a l i p e r a v v e r t i r e il p e r i c o l o e p e r d e n u n c i a r e
la follia delle m a s s e . A n c h e gli s p i r i t i p i ù c o m b a t t i v i si r i t i -
r a n o scoraggiati i n u n i n d i v i d u a l i s m o s d e g n o s o , al d i fuori
della m i s c h i a sociale. « A n o i , c h e s i a m o i m o r i t u r i d e l l ' i n d i -
v i d u a l i s m o , scrive M u s s o l i n i nella p r i m a v e r a del 1 9 2 0 , n o n
r e s t a , p e r il b u i o p r e s e n t e e p e r il t e n e b r o s o d o m a n i , c h e la
religione, assurda ormai, m a sempre consolatrice dell'anarchia ».

La febbre rivoluzionaria f r a t t a n t o p r o g r e d i s c e senza p o s a .


N o n sa d o v e m i r a r e e c h e cosa v o l e r e , m a i n t a n t o d i s g r e g a e di-
s t r u g g e . G l i s c i o p e r i si s u s s e g u o n o agli s c i o p e r i , i servizi p u b -
blici si i n t e r r o m p o n o . G H ufficiali d e l l ' e s e r c i t o s o n o i n s u l t a t i
n e l l e v i e , t a l c h é il m i n i s t r o della G u e r r a d e v e o r d i n a r e l o r o d i
d i f e n d e r s i . L a b o r g h e s i a , p i ù d i s p o s t a a v e n i r e a p a t t i col
p r o l e t a r i a t o c h e ad affrontare i rischi d ' u n a p e r t o c o m b a t t i -
m e n t o , i n c o r a g g i a p i u t t o s t o la t r a n s a z i o n e c h e la r e s i s t e n z a .
1. Bonomi, Dal socialismo al fascismo 221

G l i e l e m e n t i d a n n u n z i a n i m i n a c c i a n o il g o v e r n o d a F i u m e .
I p r i m i Fasci d i c o m b a t t i m e n t o , ancora scarsi e s p a r u t i ,
m i n a c c i a n o Io S t a t o m o n a r c h i c o c o n la C o s t i t u e n t e t e n d e n -
z i a l m e n t e r e p u b b l i c a n a . N e s s u n o o s a m u o v e r e i n soccorso del-
lo S t a t o .
N e l g i u g n o , la r i v o l t a d e g l i albanesi c o n t r o l e t r u p p e
i t a l i a n e , e la n e c e s s i t à d i r i n f o r z a t e q u e i n o s t r i p r e s i d i d ' o l t r e -
m a r e insidiati, n o n t a n t o dalla rivolta, q u a n t o dalla febbre
m a l a r i c a c h e m e n a s t r a g e fra i n o s t r i , solleva A n c o n a e t u t t i
i c e n t r i r o s s i d ' I t a l i a . Si g r i d a p e r l e p i a z z e : via d a l l ' A l b a n i a !
e n e s s u n o c o n t r a s t a . Si i n s c e n a n o scioperi e d a g i t a z i o n i , e
n e s s u n a r e a z i o n e s o r g e dal p a e s e p e r s o r r e g g e r e la difficile
o p e r a del g o v e r n o . I l m i n i s t r o B o n o m i , d o p o a v e r p r o v v e -
d u t o all'invio dei r i n f o r z i m i l i t a r i p r e l e v a n d o l i d a l l a D a l m a z i a
e da R o d i , a p r e a r r u o l a m e n t i v o l o n t a r i p e r s u s c i t a r e cosi
u n a d i m o s t r a z i o n e d i o b b e d i e n z a a l l ' o r d i n e della p a t r i a . Sol-
tanto un ristretto n u m e r o di volontari risponde all'appello.
II fascismo è a n c o r a così p i c c o l a cosa e d è a n c o r a cosi oscil-
l a n t e fra l e s u e a n i m e d i v e r s e , c b e n o n p u ò offrire a l c u n
a i u t o allo S t a t o .
P o c o d o p o , n e l s e t t e m b r e d i quello stesso 1 9 2 0 , il socia-
l i s m o c o m u n i s t a t e n t a la sua g r a n d e p r o v a e o c c u p a l e fab-
b r i c h e . A n c o r a u n a v o l t a , n e s s u n a forza s o r g e dal p a e s e e si
s c h i e r a in difesa della legge e d e l l ' o r d i n e . M u s s o l i n i n o n
i n t e n d e i n t e r v e n i r e a f a v o r e degli i n d u s t r i a l i e c o n t r o gli
o p e r a i ; r i m a n e indifferente c o m e chi a t t e n d a l ' e s i t o d e l l o
s c o n t r o p e r scegliere l a p r o p r i a s t r a d a , e i n t a n t o d i c h i a r a la
n e u t r a l i t à d e l f a s c i s m o . « E g l i p e n s a — dice u n o d e i suoi p i ù
r i c o n o s c i u t i i n t e r p r e t i , il G o r g o l i n i — c h e il fascismo n o n
p u ò essere u n p u r o s t r u m e n t o nelle m a n i della b o r g h e s i a
minacciata » I l g r a n d e e p i s o d i o , il p i ù g r a n d e della m a n c a t a
r i v o l u z i o n e bolscevica i t a l i a n a , si svolge senza c h e il fascismo
faccia a n c h e u n s o l o g e s t o d i difesa e d i r e s i s t e n z a . L o stu-
d e n t e M a r i o Sonzlni, b a r b a r a m e n t e ucciso a T o r i n o , è u n
nazionalista.

1
PIETRO GORGOLINI, Le Fascisme, Paris 1 9 2 3 , p. 122.
222 Parte I, Sezione II

N e l l o s t e s s o a u t u n n o del 1 9 2 0 , il s o c i a l i s m o m u o v e alla
c o n q u i s t a dei C o m u n i . L a b o r g h e s i a n o n si d i f e n d e p i ù : si
a r r e n d e . M i g l i a i a d i C o m u n i c a d o n o cosi n e l l e m a n i d i a m m i -
n i s t r a t o r i socialisti e c o m u n i s t i , spesso p r i v i d ' o g n i p r e p a r a -
zione c u l t u r a l e e m o r a l e .
O r m a i la misura è colma. G l i industriali che h a n n o corso
u n m o r t a l e p e r i c o l o , gli agrari c h e , d o p o esser s t a t i v e s s a t i
dalle l e g h e r o s s e , s o n o v e s s a t i a n c h e dai m u n i c i p i c o m u n i s t i ,
la piccola b o r g h e s i a c h e è stanca d i v i o l e n z e , d i sopraffazioni,
di m i n a c c e , p r e p a r a n o la riscossa. G i à il p a e s e dà s e g n o
d'esser m u t a t o p l a u d e n d o le b a n d i e r e dell'esercito che, n e !
n o v e m b r e 1 9 2 0 , r i t o r n a n o da R o m a , d o v e si è c e l e b r a t a
s o l e n n e m e n t e la v i t t o r i a . B a s t e r à u n c e n n o , u n s e g n o , u n
e p i s o d i o p e r s c a t e n a r e la r e a z i o n e . L ' u c c i s i o n e del consigliere
G i o r d a n i nel p a l a z z o d ' A c c u r s i o d i B o l o g n a , alla fine del
n o v e m b r e 1 9 2 0 , d à il segnale d e l l ' i n s u r r e z i o n e . E d è s o l t a n t o
d o p o d i allora c h e Ì F a s c i d i c o m b a t t i m e n t o a p p a i o n o n e l l a
cronaca italiana, non più come u n episodio sporadico, ma
c o m e l ' a v a n g u a r d i a a r m a t a della riscossa c o n t r o il b o l s c e v i s m o .
L a riscossa è, d u n q u e , n o n il p r e o r d i n a t o a t t a c c o d i u n
p a r t i t o o d i u n a fazione (il fascismo allora e r a u n l i b e r o
m o v i m e n t o senza o r g a n i z z a z i o n e d i p a r t i t o ) m a è u n a insur-
r e z i o n e s p o n t a n e a d i q u a s i t u t t e l e forze v i v e del p a e s e c o n t r o
u n a s i t u a z i o n e i n t o l l e r a b i l e c h e , senza s b o c c a r e m a i i n u n a
vera rivoluzione, ha p e r ò t u t t e le p r e p o t e n z e e le durezze di
u n a r i v o l u z i o n e . II p a e s e si leva q u a n d o già il socialismo
c o m u n i s t a h a f a t t o la sua g r a n d e p r o v a — l ' o c c u p a z i o n e d e l l e
f a b b r i c h e — e l ' h a p e r d u t a . L ' i s t i n t o del p o p o l o i t a l i a n o per-
cepisce c h e è già c o m i n c i a t a la sconfitta del s o g n o b o l s c e v i c o
e c h e U socialismo sta p e r e n t r a r e n e l l a sua p a r a b o l a discen-
d e n t e . E si l e v a i m p e t u o s o — s p e c i a l m e n t e n e l l e r e g i o n i
c h e h a n n o p i ù sofferto la d o m i n a z i o n e c o m u n i s t a — senza
c a p i , senza g u i d e , senza segni d i r a c c o l t a . I Fasci d i c o m b a t -
t i m e n t o c h e n o n e s i s t e v a n o p r i m a , o e r a n o piccoli g r u p p i
p r e s s o c c h é i g n o t i , s o l t a n t o n e l l a p r i m a v e r a d e l 1 9 2 1 si i n g r o s -
s a n o , si d i f f o n d o n o , si m o l t i p l i c a n o , con u n a r a p i d i t à vertigi-
n o s a . Il fascismo, m o v i m e n t o p r e v a l e n t e m e n t e m i l a n e s e , di-
I. Bonomi, Dal socialismo al fascismo 223

v e n t a solo allora m o v i m e n t o n a z i o n a l e . C o r r o n o a lui r e d u c i


d i g u e r r a , i n t e l l e t t u a l i , s t u d e n t i , p r o f e s s i o n i s t i , piccoli b o r -
ghesi, m o s s i da u n o s p i r i t o idealistico di l i b e r t à e d i p a t r i a ,
in o p p o s i z i o n e alla p r e p o t e n z a b r u t a d i folle i n c o l t e ed
i l l u s e ; si aggregano a lui i r e s t ì del « f i u m a n e s i m o » cioè u n a
p a r t e d e l l ' a r d i t i s m o e dei l e g i o n a r i d a n n u n z i a n i , c h e gli r e c a n o
hi l o r o i n q u a d r a t u r a m i l i t a r e , la l o r o n o m e n c l a t u r a r o m a n a , i
l o r o suggestivi gridi d i g u e r r a ; finalmente lo ingrossano le
folte schiere degli a g r a r i e degli i n d u s t r i a l i , c h e v e d o n o i n
lui u n o s t r u m e n t o efficace p e r d i s t r u g g e r e la m i n a c c i a r o s s a e
r i s t a b i l i r e l ' o r d i n e nella p r o d u z i o n e e nel l a v o r o . Q u e s t o c o n -
fluire d i forze d i v e r s e , c o n s t i m o l i d i v e r s i e c o n o b i e t t i v i
d i v e r s i , p u ò a v v e r a r s i s o l o in v i r t ù d e l c a r a t t e r e a n t i b o l s c e -
vico del m o v i m e n t o fascista. T u t t i i c a r a t t e r i p e c u l i a r i del
fascismo, il s u o o r i g i n a r i o s p i r i t o a n t i b o r g h e s e , la sua incli-
n a z i o n e p r o l e t a r i a , i suoi vasti d i s e g n i d i r i n n o v a z i o n e p o l i t i c a
ad e c o n o m i c a , si s o m m e r g o n o e sì c a n c e l l a n o nel p r e m i n e n t e
c a r a t t e r e antibolscevico d e l l a sua p r e d i c a z i o n e . L ' o p i n i o n e
pubblica italiana non vede nei giovani animosi dei Fasci che
le p u n t e d i a v a n g u a r d i a d e l n u o v o e s e r c i t o , m o s s o alla
riscossa c o n t r o la b i e n n a l e m i n a c c i a d i u n a rivoluzione non
osata mai.

C o s i , q u a n d o , r o v e s c i a t e l e p o s i z i o n i del socialismo, o r m a i
d e l u s o e scoraggiato p e r l ' i n u t i l e o c c u p a z i o n e delle f a b b r i c h e
e già e n t r a t o — col c o n g r e s s o d i L i v o r n o d e l g e n n a i o
1 9 2 1 — nella sua crisi d i differenziazione, il fascismo g i u n g e
alle elezioni politiche del 1 9 2 1 , esso n o n t e n t a p i ù d i chiu-
d e r s i n e l l ' i n t r a n s i g e n z a d e l 1 9 1 9 , m a aderisce ai b l o c c h i n a z i o -
nali, u n e n d o s i ai vecchi p a r t i t i liberali e d e m o c r a t i c i , nel
c o m u n e intento d i restaurare i valori nazionali e r i c o n d u r r e
l ' o r d i n e e la disciplina n e l p a e s e .
M u s s o l i n i c o m p r e n d e p e r ò c h e quell'affluire i m p r o v v i s o e
t u m u l t u o s o d i forze e t e r o g e n e e nei r a n g h i del fascismo e q u e l
suo mescolarsi a t u t t e le forze g i o v a n i e vecchie c h e , nella
p r i m a v e r a d e l 1 9 2 1 , a v e v a n o c o s t r e t t o alla p i ù d i s a s t r o s a riti-
r a t a il m o v i m e n t o socialista, finiscono p e r s n a t u r a r e l ' o r i g i -
n a r i o c a r a t t e r e della sua c r e a z i o n e . « I l fascismo è già v i n c i -
224 Parte I, Sezione II

toro p e r c h é il socialismo è già da p e r t u t t o v i n t o », a m m o -


nisce M u s s o l i n i in q u e i g i o r n i . P e r c i ò o c c o r r e p o r r e t e r m i n e
a l l a v i o l e n z a . I socialisti, o r m a i n o n p i ù p e r i c o l o s i , « h a n n o
d i r i t t o di m a n i f e s t a r e l e l o r o idee e d i fare la l o r o p r o p a -
g a n d a ». I n s i s t e r e nella v i o l e n z a , assaltare l e C a m e r e del
l a v o r o , d i s t r u g g e r e il m o v i m e n t o o p e r a i o col p r e t e s t o c h e
e s s o è u n m o v i m e n t o r o s s o , p u ò d a r e al fascismo il c a r a t t e r e
d i u n a r e a z i o n e c o n s e r v a t r i c e , c o n t r a r i a al s u o o r i g i n a r i o
s p i r i t o d i d e m o c r a z i a e c o n o m i c a e politica. B i s o g n a , d u n q u e ,
a r r e s t a r e il fascismo sulla c h i n a p e r i g l i o s a d o v e l ' i m p e t o a n t i -
bolscevico d e l l e n u o v e r e c l u t e sta p e r t r a s c i n a r l o .
Cos), a l l ' a p e r t u r a della n u o v a C a m e r a , M u s s o l i n i t e n t a
d i r i c h i a m a t e v i o l e n t e m e n t e il fascismo alle s u e o r i g i n i t e n -
d e n z i a l m e n t e r e p u b b l i c a n e e si a s t i e n e , con i suoi p i ù fidi,
d a l ! ' i n t e r v e n i r e alla s e d u t a reale. L a n u o v a m a s s a fascista n o n
i n t e n d e il g e s t o , l o g i u d i c a u n a stranezza senza significato, e
i n v e c e cerca e s t r i n g e c o n t a t t i con la d e s t r a d i S a l a n d r a e
c o l n a z i o n a l i s m o d i C o r r a d i n i e d i F e d e r z o n i , cioè con ele-
m e n t i c h e il fascismo aveva fino allora c o n s i d e r a t i assai
2
l o n t a n i dal p r o p r i o s p i r i t o .
A p e r t a la n u o v a C a m e r a , M u s s o l i n i , il 2 3 l u g l i o 1 9 2 1 ,
r i t e n t a d i r i c h i a m a r e il fascismo al s u o c a r a t t e r e d i d e m o -
c r a z i a e c o n o m i c a e politica. F r a l o s t u p o r e d e i suoi n u o v i
c o m p a g n i , r e d u c i dai sistematici assalti alle l e g h e rosse e
b i a n c h e e ai circoli socialisti e p o p o l a r i , egli si dichiara
d i s p o s t o ad u n ' a l l e a n z a fra i t r e p a r t i t i d i m a s s e : fascisti,
socialisti e p o p o l a r i , p e r i n a u g u r a r e u n a .audace p o l i t i c a , fon-
d a t a sul c o n s e n s o d e l l a g r a n d e m a g g i o r a n z a degli i t a l i a n i .
C a d u t o a n c h e q u e l t e n t a t i v o fra l'indifferenza della n u o v a
m a s s a fascista, a cui q u e s t e affermazioni d e l s u o c a p o p a r e -
v a n o n i e n t e a l t r o c h e d i v a g a z i o n i d i sociologia a s t r a t t a inse-
rite nella r e a l t à c o n c r e t a della r e a z i o n e a n t i s o c i a l i s t a , M u s s o -
lini affronra a u d a c e m e n t e il p r o b l e m a della v i o l e n z a . L a vio-
l e n z a , s p e c i a l m e n t e c o n t r o le organizzazioni o p e r a i e , d e v e

2
Vedi, nel citato volume di Gorgoìini, la recisa differeu zi azione
del fascismo dal nazionalismo e dal liberalismo anche di destra.
I. Bonomi, Dal socialismo al fascismo 225

c e s s a t e ; la g u e r r a civile, c h e h a i n s a n g u i n a t o il p a e s e , n o n h a
p i ù s e n s o d o p o c h e la m i n a c c i a bolscevica è s t a t a d e b e l l a t a .
Se essa c o n t i n u a e m e t t e a t e r r a , col socialismo p o l i t i c o , a n c h e
l ' o r g a n i z z a z i o n e e c o n o m i c a del p r o l e t a r i a t o , allora si a p r e l ' e r a
di u n regime conservatore e reazionario, lontano d a u ' a n i m a
democratica del primitivo fascismo. Perciò Mussolini vuole
e d i m p o n e il p a t t o d i pacificazione, che si c o n c l u d e s o l e n n e -
m e n t e n e l l ' a g o s t o 1 9 2 1 , s o t t o gli auspici d e l p r e s i d e n t e d e l l a
C a m e r a . I l c a p o dei fascisti s e n t e t a n t o l ' i m p o r t a n z a s u p r e m a
d i q u e s t ' a t t o pei d e s t i n i , n o n d e l l a sua sola p a r t e p o l i t i c a ,
m a d e l l ' i n t e r a n a z i o n e , c h e , o v e n o n sia accolto, m i n a c c i a il
s u o r i t i r o dalla d i r e z i o n e d e l m o v i m e n t o .
È q u e s t o il m o m e n t o p i ù s a l i e n t e del fascismo i t a l i a n o ,
d a l l a c o m p r e n s i o n e del q u a l e d i p e n d e la s p i e g a z i o n e d e l l e fasi
ulteriori.
II m o v i m e n t o fascista fu s o r p r e s o d a l l ' o r d i n e del s u o
c a p o . I l b o l s c e v i s m o e r a d e b e l l a t o , m a r i m a n e v a a n c o r a la
forza politica ed e c o n o m i c a d e l p r o l e t a r i a t o o r g a n i z z a t o . Se
q u e s t a f o t z a n o n fosse s t a t a d i s p e r s a , se alle l e g h e r o s s e e
b i a n c h e n o n fosse s t a t a r o t t a la s p i n a d o r s a l e , p e r r a c c o g l i e r n e
p o i i r e s t i nelle c o r p o r a z i o n i fasciste, il d o m i n i o dei v e c c h i
p a r t i t i c o n s e r v a t o r i — c h e , d i e t r o l e spalle d e i giovani fascisti,
g u a r d a v a n o al l o r o i m m a n c a b i l e a v v e n i r e — n o n s a r e b b e
s t a t o n é c e r t o , n é s i c u r o . O c c o r r e v a p e r c i ò n o n d a r t r e g u a al
n e m i c o in r i t i r a t a , i m p e d i r g l i o g n i t e n t a t i v o d i r e s i s t e n z a ,
d i s s o l v e r l o , a n m c h i l i r l o , p e s t a r l o . G i a c c h é il n e m i c o e r a a
t e r r a , p e r c h é n o n farla finita con U socialismo, c o n i d i r i t t i di
organizzazione e d ì s c i o p e r o , con t u t t a la ideologia e la p r a t i c a
d i d u e d e c e n n i d i r e g i m e d e m o c r a t i c o ? C o s i il fascismo del-
l ' E m i l i a , della R o m a g n a , d e l l a T o s c a n a , sì rifiutava d i ratifi-
care il p a t t o d i pacificazione. D ' a l t r a p a r t e , i socialisti d i m o -
s t r a v a n o , a n c h e i n q u e l l ' o c c a s i o n e , la l o r o i n a b i l i t à . P e r faci-
l i t a r e il d i s e g n o e Io sforzo d e l c a p o d e l fascismo, o c c o r r e v a
d i s a r m a r e i r a n c o r i , riconoscere la p r o p r i a sconfitta, r i p a r a r e
i p r o p r i e r r o r i , p r o c e d e r e alle separazioni n e c e s s a r i e , d a r e
g a r a n z i e sicure p e r l ' a v v e n i r e . C i ò che h a f a t t o p i ù t a r d i la
C o n f e d e r a z i o n e d e l l a v o r o con i suoi a t t e g g i a m e n t i p o s s i b i -

15. De Felice
226 Parie I, Sezione II

listi, ciò c h e v a f a c e n d o o r a il socialismo u n i t a r i o p e r r i p u -


d i a r e a p e r t a m e n t e l a v i o l e n z a e avvicinarsi alla c o n c e z i o n e d i
u n a d e m o c r a z i a a t i n t e sociali, d o v e v a e s s e r f a t t o allora. II
n o n a v e r l o f a t t o , p e r m i s e ai fascisti d i p r e m e r e sul l o r o
c a p o p e r c h é n o n si irrigidisse in u n a t t e g g i a m e n t o , c h e si
affermava i n c o n g r u o a l l ' a m b i e n t e , e n o n insistesse i n u n a
pacificazione c h e a v r e b b e i m p o r t a t o l o s c i o g l i m e n t o d e l l o s q u a -
d r i s m o a r m a t o . E il c a p o , al c o n g r e s s o d i R o m a d e l n o v e m b r e
1 9 2 1 , a v v e r t i t o o r m a i , d a l s u o s o t t i l e s e n s o d i t r i b u n o , della
invincibile v o l o n t à d e l l a sua m a s s a , n o n si rifiutò d i seguirla.
D a q u e l m o m e n t o il c a r a t t e r e o r i g i n a r i o del fascismo e
o r m a i s u p e r a t o . L a fiumana dei s o p r a g g i u n t i h a i n t o r b i d a t o il
r i g a g n o l o o r i g i n a r i o . N o n più r i v o l u z i o n e d e i l a v o r a t o r i r e d u c i
dalla t r i n c e a c o n t r o la p l u t o c r a z ì a i n t e r n a z i o n a l e e n a z i o n a l e ;
n o n p i ù « u n p r o g r a m m a di s i n i s t r a , t e n d e n t e a i n s t a u r a r e
3
u n a d e m o c r a z i a politica ed e c o n o m i c a » , m a u n m o v i m e n t o
decisamente antisocialista, fieramente contrario a t u t t e le
p r e m e s s e d o n d e è d e r i v a t o ed h a p r e s o v i g o r e il s o c i a l i s m o :
il r e g i m e d e m o c r a t i c o e la c o n c e z i o n e l i b e r a l e d e l l o S t a t o .
A q u e s t o p u n t o il fascismo, c h e alla fine d e l 1 9 2 1 si è
trasformato i n p a r t i t o , deve assegnarsi u n altro sbocco. O r m a i
k difesa d e l l a società i t a l i a n a dal b o l s c e v i s m o è già c o m p i u t a :
l ' I t a l i a , in t u t t i Ì suoi ceti, in t u t t e l e s u e classi, h a già e s p u l s o
d a sé d v e l e n o c h e la m i n a c c i a v a . I l s o c i a l i s m o è v i n t o e i
suoi u l t i m i c o n a t i n o n c o s t i t u i s c o n o p i ù u n p e r i c o l o . O c c o r r e
d a r e allo ' s q u a d r i s m o , c h e n o n d i s a r m a , u n a m e t a . E la m e t a
n u o v a è la c o n q u i s t a d e l l o S t a t o , è l o S t a t o fascista, v e r s o
il q u a l e si i n d i r i z z a n o , con foga i r r u e n t a , l e c a m i c i e n e r e ,
palesemente inquadrate ed armate. Il governo del tempo
t e n t a d i ridurre a l l ' i m p o t e n z a cosi gli s q u a d r i s t i c o m e gli
a r d i t i del p o p o l o . M u s s o l i n i , nel s u o d i s c o r s o p a r l a m e n t a r e
del 1° d i c e m b r e 1 9 2 1 , l o a m m o n i s c e a « n o n m a r t e l l a r e » con
p r o v v e d i m e n t i d i polizia Q fascismo,' giacché e s s o p o t r e b b e
a n c h e allearsi al c o m u n i s m o p e r r o v e s c i a r e lo S t a t o , salvo

5
Vedi il volume citalo di G. Cipriani Avolio, p. 103. Vedi anche
il volume di Gorgolìni.
/. Bonomi, Dal socialismo al fascismo 227

p o i a « conflittare » c o n il n u o v o a l l e a t o p e r « la s p a r t i z i o n e
del b o t t i n o ». I l c o l p o d i m a n o p e r i m p a c k o n i r s i d e l l o S t a t o
va d i s e g n a n d o s i con s e m p r e m a g g i o r e chiarezza n e l l a m e n t a l i t à
d e l fascismo, il q u a l e p r e p a r a , con alacrità i n d e f e s s a , ì m e z z i
per l'assalto.
I l p a r l a m e n t o cessa cosi d i e s i s t e r e c o m e m a s s i m o i s t i t u t o
nel q u a l e si e s p r i m e la v o l o n t à c o l l e t t i v a . E s s o , col s o r g e r e d i
u n a forza a r m a t a c h e m i r a alla c o n q u i s t a d e l l o S t a t o , al d i
fuori della v o l o n t à e del v o t o d e i r a p p r e s e n t a n t i l e g i t t i m i
della n a z i o n e , d i v e n t a u n ' a c c a d e m i a senza s e n s o . M o l t o si è
d e t t o c o n t r o il t r i s t e s p e t t a c o l o d i u n a C a m e r a c h e , n e l feb-
b r a i o e n e l luglio d e l 1 9 2 2 , n o n sa d a r s i u n g o v e r n o , e c h e
si b a l o c c a coi g r u p p i e c o n l e m e s c h i n e r i v a l i t à p e r s o n a l i
m e n t r e fuori a r d e la g u e r r a civile, m a p o c o si è d e t t o i n t o r n o
alla s i n g o l a r e s i t u a z i o n e d i u n p a r l a m e n t o già v i r t u a l m e n t e
finito, i n u n p a e s e c h e g u a r d a c o n s i m p a t i a gli a r m a t i c h e
si p r e p a r a n o a sloggiarlo.
N e i m e s i c h e t r a s c o r r o n o fra il f e b b r a i o e l ' o t t o b r e d e l
1 9 2 2 , il fascismo, c h e h a m e s s o i n crisi il p a r l a m e n t o , si g i o v a
dello s c r e d i t o che c i r c o n d a o r m a i la C a m e r a i m p o t e n t e p e r
indebolire, nell'opinione pubblica, l'istituto parlamentare. Ciò
che è il p r o d o t t o d ' u n s i n g o l a r e m o m e n t o della v i t a i t a l i a n a
d i v e n t a u n a t t o di accusa c o n t r o il r e g i m e . L e b e n e m e r e n z e
dello S t a t o l i b e r a l e e d e m o c r a t i c o c h e , n e l l ' o r d i n e e n e l l a
l i b e r t à , ha c o n d o t t o la n a z i o n e , p r i m a alla prosperità
e c o n o m i c a e p o i alla v i t t o r i a m i l i t a r e , s o n o d i m e n t i c a t e .
I l r e g i m e d e m o c r a t i c o è c o n d a n n a t o in b l o c c o . C i ò c h e
si a p p l a u d i v a ieri, o g g i è v i t u p e r i o . C o l o r o c h e , q u a l c h e
a n n o p r i m a , si e r a n o i n t i t o l a t i d e m o c r a t i c i , o a v e v a n o a g g i u n t o
al loro v e c c h i o n o m e l ' a g g e t t i v o d e m o c r a t i c o c o m e u n a p o l i z -
za di assicurazione n e l t u r b i n i o d e l m o n d o c h e p a r e v a a n d a r e
a s i n i s t r a , oggi p l a u d o n o al f a s c i s m o a n t i d e m o c r a t i c o , a n t i p a r -
lamentare, esaltatore della forza, che p u ò t e n e r luogo del
c o n s e n s o e p u ò p r e p a r a r e il c o n s e n s o .

II fascismo i n g r o s s a a n c o r a i suoi r a n g h i . I l n a z i o n a l i s m o ,
c h e , c h i u s o n e l l a t o r r e d ' a v o r i o della sua d o t t r i n a a n t i d e m o -
cratica e aristocratica, n o n a v e v a t r o v a t o c h e scarsi a d e r e n t i ,
228 Parte 1, Sezione II

si fa i n n a n z i a p r o c l a m a r e la esattezza delle s u e p r e v i s i o n i e
a r e c l a m a r e il s u o p o s t o n e l l ' I t a l i a r i n n o v a t a . I vecchi p a r t i t i
c o n s e r v a t o r i , p u r f a c e n d o q u a l c h e r i s e r v a s u l l ' i m p i e g o della
forza, si a c c o s t a n o al v i n c i t o r e e lo soffocano coi l o r o
a b b r a c c i . U n a n u o v a f o r m u l a s o s t i t u i s c e la f o r m u l a o p p o s t a ,
c h e d u e a r m i p r i m a a v e v a a v u t a t a n t a f o r t u n a : il m o n d o va
a d e s t r a . E p o i c h é il m o n d o va a d e s t r a , b i s o g n a cancellare
i vecchi p r o g r a m m i a t i n t e d e m o c r a t i c h e , b i s o g n a a s s e g n a r e
al fascismo a l t r e m è t e , b i s o g n a identificarlo n o n p i ù coi p r i m i
esili g r u p p i d i f u o r u s c i t i d a l s i n d a c a l i s m o e d a l s o c i a l i s m o ,
m a c o n l a n u o v a g i o v e n t ù italica i n v a s a t a d a l s o g n o d e l l ' i m -
pero, con spirito tradizionalistico e militare.
E c c o p e r c h é M u s s o l i n i , a v v i a n d o s i a R o m a n e l l e gior-
n a t e d e l l a f a m o s a m a r c i a , n o n i n c o n t r a v a a C i v i t a v e c c h i a il
p r o l e t a r i a t o r e d u c e d a l l e t r i n c e e e a s s e t a t o d i n u o v e giustizie,
quale lo aveva sognato e invocato tre anni prima, m a incon-
t r a v a gli u o m i n i d e l l a n u o v a d e s t r a , gli u o m i n i del nazionali-
s m o , e c o n essi e n t r a v a nella c a p i t a l e a d i n s t a u r a r v i la s u a
dittatura. s
GUIDO DORSO

LA RIVOLUZIONE IN MARCIA: IL FASCISMO *

Le origini.

F r a z i o n a t o e m u n i c i p a l i z z a t o il m o v i m e n t o b o l s c e v i c o , o g n i
e v e n t u a l e r e a z i o n e n o n p o t e v a essere c h e frazionaria e m u -
nicipale.
L a p r i m a s e g r e t a o r i g i n e del fascismo è d u n q u e r u r a l e ,
a n c h e p e r c h é l ' I t a l i a r u r a l e è la realtà demografica p i ù d i s t a n t e
economicamente e spiritualmente dal movimento operaio. Era
n a t u r a l e c h e ivi l ' o p e r a a n t i s t o r i c a ed i m p o l i t i c a d e i b a r o n e t t i
rossi suscitasse la p r i m a r e a z i o n e .
D ì f r o n t e allo S t a t o i n e r t e e d all'avversario i n c a p a c e d i
realizzare il novus ordo, la b o r g h e s i a fu s p i n t a d a r a g i o n i
m e c c a n i c h e al c o m b a t t i m e n t o . N o n vi e r a a l t r a via d i s c a m p o
che la difesa p r i v a t a . Solo s u c c e s s i v a m e n t e t e o r i z z ò il m e t o d o
e comprese che esso p o t e v a essere elevato a sistema, m a a
ciò c o n t r i b u ì , p i ù c h e a l t r o , il successo.
N e l p r i m o m o m e n t o i n v e c e la reazione fu s o l t a n t o fisica,
e dipese più che altro, dall'astrattismo rivoluzionario degli
avversari.
F u tale a s t r a t t i s m o c h e , p r o v o c a n d o u n a f o r t e c o m p r e s -
sione sui ceti m e d i , li a l i e n ò d a l m i t o r i v o l u z i o n a r i o e l i s p i n s e
s e m p r e p i ù nelle b r a c c i a della r e a z i o n e .

* Da G. DORSO, La rivoluzione meridonale, Einaudi, Torino 1925;


nuova ediz. accresciuta Roma 1945, p p . 83-110.
230 Paris I, Sezione II

I n f a t t i s o l l e c i t a t o da u n falso c o n c e t t o d e l l ' i n t e r n a z i o n a -
l i s m o e p i ù a n c o r a d a i relitti del n e u t r a l i s m o il b o l s c e v i s m o
i t a l i a n o c r e d e t t e d i p o t e r i m p u n e m e n t e n e g a r e la g u e r r a ed i
s e n t i m e n t i d i c o l o r o c h e v i a v e v a n o p a r t e c i p a t o , senza t e n e r
p r e s e n t e c h e q u e s t i e r a n o i n g e n e r a l e i p r o l e t a r i d e l l e città o
delle c a m p a g n e , e c h e u n ' a z i o n e r i v o l u z i o n a r i a n o n p o t e v a
p r e s c i n d e r e — così c o m e era a v v e n u t o i n R u s s i a —- d a l l e
forze a r m a t e d e l p a e s e .
P r e m u t a t r a q u e s t a f o r m a z i o n e così a b n o r m e , q u a l e fu il
b o l s c e v i s m o , e la resistenza d e l l ' a l t a b o r g h e s i a i n d u s t r i a l e ,
d e s i d e r o s a d i s o t t r a r s i alle c o n s e g u e n z e e c o n o m i c h e d e l l a
g u e r r a , la p i c c o l a b o r g h e s i a a d e r i v a a n c o r a al c o n t e n u t o p o l i -
tico ed e c o n o m i c o d e l l o S t a t o . L a sua p s i c o l o g i a e r a a n c o r a
i m p e r n i a t a sul c o n c e t t o della difesa d e l l ' o r d i n e sociale e d e l l a
v a l u t a z i o n e d e l l a v i t t o r i a m i l i t a r e , cui essa aveva p o t e n t e m e n t e
c o n t r i b u i t o f o r n e n d o i q u a d r i degli ufficiali s u b a l t e r n i .
D ' a l t r a p a r t e il m a s s i m a l i s m o socialista n o n a v e v a f a t t o
n i e n t e p e r c o m p r e n d e r n e gli i n t e r e s s i n e l s u o t e n t a t i v o d i
r i c o s t t u z i o n e . M e n t r e i n R u s s i a L e n i n aveva a d e r i t o alla
r e a l t à e c o n o m i c a d e l p a e s e , n o n i n s ì s t e n d o p i ù sul c o n c e t t o
a s t r a t t o d e l l a socializzazione della t e r r a , i n I t a l i a si lasciava
i n t e n d e r e c h e l ' e s p r o p r i a z i o n e a n c h e d e l l e p i c c o l e q u o t e sa-
rebbe stata u n fatto compiuto.
V e r a m e n t e scarse f u r o n o in q u e s t o p e r i o d o l e afferma-
zioni p r o g r a m m a t i c h e ufficiali del p a r t i t o socialista, f o r s e
perché ogni aspetto del movimento era diretto a copiate
p e d e s t t e m e n t e quello russo. M a quest'assenza di pensiero
ufficiale, a u t o r i z z a n d o l e p i ù a s s u r d e e g i a c o b i n e m a n i f e s t a -
zioni d i g r e g a r i , r e s e s e m p r e p i ù p o s s i b i l e l ' a c c e n t u a r s i . del
distacco t r a i r i v o l u z i o n a r i e l e classi m e d i e e r i n f o r z ò la
t e n d e n z a d i q u e s t e u l t i m e a r e s i s t e r e a l l ' a z i o n e dei p r i m i .

La piccola borghesia si stacca dallo Stato.

T u t t a v i a il m a l c o n t e n t o p i c c o l o - b o r g h e s e p e r le v i c e n d e
italiane si e s p l i c ò in s o r d i n a , sia p e r c h é la i n s u r r e z i o n e d e l
G. Dorso, La rivoluzione in marcia: il fascismo 231

f e n o m e n o bolscevico era s t a t a così v i o l e n t a c h e n e s s u n o v o l e v a


r i s c h i a r e l ' a v v e n i t e , sia p e r c h é si a s p e t t a v a s e m p r e l ' a z i o n e
c o r r e t t r i c e dello S t a t o , d i cui i piccoli b o r g h e s i r e p u t a v a n o
d i e s s e r e b a s e e milizia.
M a l o S t a t o i t a l i a n o e r a o r m a i cosi s v u o t a t o d i c o n t e n u t o
c h e , fino a q u a n d o i piccoli b o r g h e s i n e i n v o c a r o n o l ' a z i o n e
legale, e b b e p a u r a d i m u o v e r s i , p e r c h é s u p p o n e v a il p r o c e s s o
d i bolscevizzazione p i ù i m p o n e n t e d i q u e l l o c h e , i n effetti,
e r a , e, q u a n d o i piccoli b o r g h e s i si d e c i s e r o ad a g i r e d i r e t t a -
m e n t e , n o n potette intervenire p e r n o n riuscire di vantaggio
ai suoi n e m i c i .
F u d u r a n t e q u e s t o p e r i o d o c h e si o p e r ò il d i s t a c c o deci-
s i v o d e l l a piccola b o r g h e s i a dallo S t a t o — c h e r i m a s e u n
p u r o nomen juris — e n a c q u e il fascismo c o n c a r a t t e r e
rivoluzionario.
N u m e r o s e classi d i c i t t a d i n i , • fin'allora rimaste i m m o b i l i ,
v e n n e r o r i s o l u t a m e n t e s p i n t e sul t e r r e n o r i v o l u z i o n a r i o , e,
d e l u s e d a l l ' a z i o n e s t a t a l e , a s s o r b i r o n o r a p i d a m e n t e t u t t a la
r e t o r i c a a n t i p a r l a m e n t a r e n a z i o n a l i s t a , s o g n a n d o r i t o r n i dit-
tatoriali.

Il fascismo contro lo Staio.

I n v e r i t à , p e r q u e s t e o r i g i n i e p e r q u e s t e c a u s e si p o s e r o
fin da q u e s t o m o m e n t o Ì c a r a t t e r i p i ù sostanziali d e l f a s c i s m o ,
e cioè la concezione c h e il p a r l a m e n t o sia c a u s a d i r o v i n a
p e r i p o p o l i , e l'illusione c h e l ' i s t i t u t o p o s s a s u p e r a r s i c o n
forme di rappresentanza plebiscitaria.
C o s i m e n t r e da u n a p a r t e l e forze c o n s e r v a t r i c i i n c a p s u -
l a t e n e l P s u si a v v i a v a n o l e n t a m e n t e a d i s i n t e g r a r s i d a l
b o l s c e v i s m o p e r a d e m p i e r e la l o r o m i s s i o n e , l e p o c h e forze
d i c o n s e r v a z i o n e b o r g h e s e si a l i e n a r o n o dallo S t a t o , e l a b o -
rando dottrine antidemocratiche ed antiparlamentari. M a que-
sta fase fu d i b r e v e d u r a t a p e r c h é la n e u t r a l i t à d e l l o S t a t o
i t a l i a n o nei conflitti d i piazza d i v e n n e f a t a l m e n t e a p p o g g i o
palese, se n o n dello S t a t o c o m e e n t e , p e r l o m e n o d e i singoli
232 Parìe I, Sezione II

o r g a n i statari e l ' e s i t o f o r t u n a t o d e l l e p r i m e azioni fasciste


d e t e r m i n ò il r a p i d o a p p o r t o d i n u m e r o s e f o r z e a n t i b o l s c e v i c h e
alla causa d e l l a r e a z i o n e .
S o t t o la s p i n t a degli a v v e n i m e n t i e la p r e s s i o n e d e l l a n u o v a
psicologìa d e l l e m a s s e il fascismo modificò le s u e p r e t e s e
d o t t r i n a r i e e s v u o t ò il c o s i d d e t t o p r o g r a m m a d ì t u t t e l e im-
bottiture bolsceviche.
Q u e s t e i m b o t t i t u r e c r e a t e n e l 1 9 1 9 p e r fare la concor-
renza al m o v i m e n t o r i v o l u z i o n a r l o r o s s o e r a n o d i v e n u t e i n g o m -
b r a n t i , ed o r m a i o c c o r r e v a l i b e r a r s e n e : u l t i m o a t t o d ì q u e s t a
c o n v e r s i o n e p r o g r a m m a t i c a fu la r i n u n z i a alla t e n d e n z i a h t à
repubblicana.
D o p o d i c i ò l e d u e frazioni i n t e r v e n t i s t e a v v i c i n a t e d a l
c o m p i t o a n t i g i o l i t t i a n o si m i s e r o f a c i l m e n t e d ' a c c o r d o sulla b a s e
della d i s t r u z i o n e d e l l o S t a t o p a r l a m e n t a r e , p e r c r e a r e q u e l l a
c h e v e n n e c h i a m a t o c o n u n o scorcio v e r b a l e , l o « S t a t o
fascista ».
I n f a t t i d u r a n t e q u e s t o p e r i o d o t u t t i p a r l a v a n o con e n t u -
s i a s m o d i q u e s t o feticcio. M u s s o l i n i c r e d e v a definirlo q u a n d o
affermava c h e e s s o attacca m e n t r e I o S t a t o l i b e r a l e si d i f e n d e ,
m a n e s s u n o h a m a i c a p i t o c h e cosa sia q u e s t o S t a t o fascista,
i n v e n t a t o i n u n a n o t t e d i e b b r e z z a da u n a r e d a z i o n e giorna-
listica e d a g i t a t o c o m e u n f a n t a s m a c o n t r o l o S t a t o p r o d o t t o
dalla filosofia l i b e r a l e .
C o m e sempre, i rivoluzionari invece di preoccuparsi di
un'antitesi storica (Stato liberale contro Stato italiano) ebbero
la s t o l t a s u p e r b i a d i i n v e n t a r e u n ' a n t i t e s i i d e a l e i n e s i s t e n t e .

Primi tentativi antifascisti.

Naturalmente, a m a n o a m a n o che la f o r m a z i o n e fascista


si ingrossava e d il s u o a t t a c c o , n o n più al b o l s c e v i s m o m a
allo S t a t o i t a l i a n o , si a c c e n t u a v a , l e a l t r e frazioni p o l ì t i c h e
t e n t a v a n o schierarsi in funzione d i c o n s e r v a z i o n e .
È q u e s t o u n m o m e n t o assai d e l i c a t o n e l g i u o c o d i a l e t -
tico dello s v i l u p p o fascista p e r c h é a v a r i e r i p r e s e v i e n e t e n t a t o
G. Dorso, La rivoluzione in marcia: il fascismo 233

il f r o n t e u n i c o antifascista i n t o r n o a d u o m i n i c o s i d d e t t i l i b e -
rali, c o m e D e N i c o l a e d O r l a n d o — s p e c i a l m e n t e i n t o r n o al
p r i m o — f r o n t e u n i c o c h e n o n riesce o l t r e c h e p e r l'insuffi-
cienza p o l i t i c a dei d e s i g n a t i a n c h e p e r c h é r a p i d a m e n t e e m e r g e
l'equivoco che dovrebbe presidiarlo.
I n f a t t i esisteva u n a p r o f o n d a a n t i t e s i t r a i v a r i g r u p p i
c h e a v r e b b e r o d o v u t o c o n t r i b u i r e a f o r m a r e il G a b i n e t t o d i
sinistra, p e r c h é m e n t r e il g i o l i t t i s m o , d o p o a v e r s c a t e n a t o il
fascismo p e r s a l v a r e il r e g i m e , v o l e v a g i o v a r s i delle s i n i s t r e
p e r salvare se s t e s s o , q u e s t e u l t i m e i n t e n d e v a n o sfociare i n
u n a f o r m a d i S t a t o , o v e il d o m i n i o del p a r l a m e n t o si affer-
masse incontrastato, anche contro talune prerogative costitu-
zionali d e l l a C o r o n a , e, p e r c i ò , i m p l i c i t a m e n t e si r e n d e v a n o
i n c o m p a t i b i l i col p i ù Ì n t i m o c o n t e n u t o del g i o l i t t i s m o s t e s s o .
S p e c i a l m e n t e ì p o p o l a r i , s o t t o la g u i d a d i S t u r z o , e r a n o
p e r v a s i d a q u e s t a i d e a f o n d a m e n t a l e , che a n i m a v a la l o r o p o l i -
tica. E s s i , col c o m p r e n d e r e n e l l o r o p r o g r a m m a l e t e s i sul
d e c e n t r a m e n t o , a v e v a n o accesa u n a v a s t a i p o t e c a sul M e z z o -
g i o r n o e n o n e r a n o d i s p o s t i a d essere c o n s e r v a t o r i al c e n t r o
q u a n d o f a c e v a n o t a n t o affidamento sull'azione r i v o l u z i o n a r i a
alla p e r i f e r i a .
M i r a n d o a realizzare i n t e r o il l o r o p r o g r a m m a n o n p o t e -
v a n o p e r m e t t e r e c h e l e l o r o f o r t u n e e l e t t o r a l i s e r v i s s e r o al
g i o l i t t i s m o p e r salvarsi.
C i ò spiega p e r c h é la d e s i g n a z i o n e p i ù s p o n t a n e a delle si-
n i s t r e e r a p e r F . S. N i t t i , la cui decisa p e r s o n a l i t à , se r i p r o -
d u c e v a n e l c a m p o e c o n o m i c o e sociale l ' i n t r i n s e c o c o n t e n u t o
d e l g i o l i t t i s m o , e r a p e r ò d i s p o s t a a r o m p e r n e il d o m i n i o n e l
campo politico-istituzionale.
M a q u e s t a d e s i g n a z i o n e , p r o f o n d a m e n t e invisa alle f o r m a -
zioni filofasciste, e p e r c i ò d i difficile a t t u a z i o n e p r a t i c a , r i u -
sciva altresì ostile alle v e c c h i e classi d i r i g e n t i , ciré i n t u i v a n o
f a c i l m e n t e c b e il g i o v a n e p r e s i d e n t e del Consiglio a v r e b b e
p o t e n t e m e n t e contribuito a liquidarle, agevolando le n u o v e
forze d i c o n s e r v a z i o n e e l a b o r a t e dal socialismo u n i t a r i o e d a l
popolarismo.
Quindi ogni possibilità di soluzione dell'insolubile prò-
234 Parte I, Sezione 11

b l e m a r i p i e g a v a siri n o m e d i G i o v a n n i G i o l i t t ì il q u a l e , p e r ò ,
a v e n d o v i s t o fallito il t e n t a t i v o a n t i s o c i a l i s t a e a n t i p o p o l a r e
f a t t o c o n l'elezioni d e l 1 9 2 1 , e r a c o s t r e t t o a r i p r e n d e r e i s u o i
propositi trasformisti attraverso l'accordo con le sinistre.
Si c o m p r e n d e a g e v o l m e n t e c h e a t a l e t e n t a t i v o special-
m e n t e i p o p o l a r i n o n si p o t e s s e r o p r e s t a r e .
Bisogna riconoscere che nei riguardi d e l g i o l i t t ì s m o il
c a p o d e i p o p o l a r i , L u i g i S t u r z o , h a e s e r c i t a t o u n a azione
r i v o l u z i o n a r i a d i p r i m i s s i m o o r d i n e . F o r s e egli e r a l u s i n g a t o
d a l l ' i d e a d i p o t e r d e b e l l a r e il t r a s f o r m i s m o ed i ceti c h e l o
s o s t e n e v a n o senza i n t e r r o m p e r e la t r a d i z i o n e c o s t i t u z i o n a l e ,
a n z i a l l a r g a n d o n e l ' i m p e r i o , m a , a n c h e se i n tale calcolo gli
avvenimenti furono p i ù forti di lui e lo disillusero, è certo
c h e la c o e r e n z a logica di q u e s t a p o l i t i c a e la d i r i t t u r a c o n
cui fu c o n d o t t a c o n t r i b u i r o n o p o t e n t e m e n t e alla d i s t r u z i o n e
d e l t r a s f o r m i s m o g i o l i t t i a n o , o b b l i g a n d o i ceti d i r i g e n t i ad
e n t r a r e nel giuoco rivoluzionario, in cui è fatale c h e siano
irrimediabilmente battuti.
Cosi fallì l'ultimo tentativo conservatore del vecchio
regime.
L a m a t e r i a era s o r d a ed i n v a n o il v e c c h i o d i D r o n e r o si
affaccendò n e l l e p r a t i c h e c o s i d d e t t e d e m i u r g i c h e , sia q u a n d o
t e n t ò g a l v a n i z z a r e i m o r i b o n d i suoi seguaci nei b l o c c h i n a -
z i o n a l i , sia q u a n d o c o n t r o il fascismo t r i o n f a n t e s'illuse d ì
p o t e r r i o r d i n a r e l e forze della r i v o l u z i o n e c o s t i t u z i o n a l e b a t -
t u t e nella p i a z z a .
O r m a i il g i o l i t t ì s m o era sconfitto e d il d i l e m m a c h e si
i m p o n e v a e r a : o l ' a v v e n t u r a fascista o la d e m o c r a z i a p a r l a -
mentare.
Messi finalmente alle s t t e t t e n o n p o t e n d o p i ù far l e v a
sugli u o m i n i d i p a g l i a d e l l i b e r a l i s m o t r a s f o r m i s t a , i ceti
d i r i g e n t i n o n e s i t a r o n o a scegliere il p r i m o c o r n o d e l d i l e m -
m a , s p e r a n d o d i t r o v a r e in B e n i t o M u s s o l i n i il n u o v o d o m i -
n a t o r e della v i t a p u b b l i c a italiana.
C. Dorso, La rivoluzione in marcia: il fascismo 235

II fascismo partito di maggioranza.

A q u e s t o p u n t o c o m i n c i ò il t r a s f o r m i s m o d e l d u c e del
fascismo e l ' a c c o s t a m e n t o d e l r e g i m e al n u o v o a s t r o .
Anzitutto g l i . industriali, incoraggiati dalle p r i m e ope-
razioni p u n i t i v e che a v e v a n o g e t t a t o il p a n i c o n e l l e m a s s e
bolsceviche e d a v e v a n o s v e l a t o l'insufficienza rivoluzionaria
dei d i r i g e n t i socialisti, s p i n t i d a l l a l o r o m e n t a l i t à f e u d a l e , c h e
considera i loro interessi degni di protezione anche a discapito
degli i n t e r e s s i a l t r u i , d e c i s e r o d i finanziare il m o v i m e n t o p e r
s f r u t t a r n e a l m e n o i p r i m i effetti d i c o m p r e s s i o n e .
A n i e n t e v a l s e che fin d ' a l l o r a s c r i t t o r i l u n g i m i r a n t i c o m e
il Salvatorelli lanciassero il l o r o g r i d o d i a l l a r m e c o n t r o
q u e s t a s t o l t a illusione dei c a p i t a l i s t i n o s t r a n i , a n i e n t e v a l s e
c h e il p e r i c o l o d e l s o v v e r s i v i s m o t r i c o l o r e v e n i s s e p r o s p e t t a t o
con colori vivaci : gli i n d u s t r i a l i n o n i n t e n d e v a n o il p r o b l e m a
se n o n d a u n p u n t o d i v i s t a s t r e t t a m e n t e m a t e r i a l e , si
p o t r e b b e anzi d i r e in f u n z i o n e d ì v e n d e t t a .
B a s t a t e n e r p r e s e n t e la r e c e n t e p o l è m i c a E i n a u d i - C o n f e -
derazione generale dell'industria p e r rilevare q u a n t a inco-
scienza p r e s i d i a t u t t o r a i calcoli p o l i t i c i d e l l a m a g g i o r p a r t e
degl'industriali italiani.
C o s i il m o v i m e n t o fascista s o r t o n e l 1 9 1 9 in c o n c o r r e n z a
alla r i v o l u z i o n e bolscevica, c o n p r o g r a m m a r i v o l u z i o n a r i o e d
a n t i p l u t o c r a t i c o , nel 1 9 2 1 - 2 2 si lasciò i n c a p s u l a r e d a g l i i n t e -
ressi capitalistici. Il « P o p o l o d ' I t a l i a » d i v e n n e o r g a n o d e i
« p r o d u t t o r i i t a l i a n i » p e r p o i , a m a n o a m a n o c h e il trasfor-
m i s m o m u s s o l i n i a n o p r o g r e d i v a , far s c o m p a r i r e a n c h e q u e s t a
e t i c h e t t a e r i m a n e r e o r g a n o p e r s o n a l e del s u o f o n d a t o r e .
S o v v e n z i o n a t o dagli i n d u s t r i a l i il m o v i m e n t o fascista si
sviluppò rapidamente e trovò aiuti insperati d o v u n q u e .
L a m a n c a n z a d ì qualsiasi i d e a dello S t a t o a n c h e i n c o l o r o
c h e r i v e s t i v a n o l e cariche s t a t a l i p i ù alte, il t r a d i z i o n a l e spi-
rito d i a v v e n t u r a di u o r n i n i p o l i t i c i i n v e s t i t i delle c u r e d e l
g o v e r n o , in c o n c o r r e n z a con l ' a b b a s s a m e n t o d e l c o s t u m e p o l i -
tico c h e aveva reso p o s s i b i l e l ' a s c e n s i o n e alle alte cariche d a
236 Parte I, Sezione lì

p a r t e degli u l t i m i v e n u t i , r e n d e v a n o p o s s i b i l e o g n i specie d i
a v v e n r u r e , e n o n p o c h i f u r o n o i f u n z i o n a r i statali c h e n e g o z i a -
r o n o p e r p r o p r i o c o n t o i telegrafi o l e f e r r o v i e ai t r i o n f a t o r i d e l
m o m e n t o , n e l l a s p e r a n z a d i r i u s c i r e b e n e m e r i t i al n u o v o
regime.
N é m i n o r ausilio raccolse la s e d i z i o n e fra i c e t i m i l i t a r i ,
s p e c i a l m e n t e nel c a m p o degli ufficiali s i l u r a t i o c o n g e d a t i , c h e
m a l p o t e v a n o r a s s e g n a r s i alla v i t a del r i p o s o , m e d i o c r e e d
incolore.
C o s t o r o si g e t t a r o n o nei p e r i c o l i della g u e r r a civile c o n
slancio, b e l i d i a v e r e delle t r u p p e d a c o m a n d a r e , degli o r d i n i
da e s e g u i r e , d e l l e t r i n c e e d a e s p u g n a r e , t a n t o p i ù l i e t i q u a n t o
m e n o il p e r i c o l o b e l l i c o esisteva, s p e c i a l m e n t e i n c o n f r o n t o
ai rischi d e l l a g u e r r a r e c e n t e m e n t e c o m b a t t u t a .
M a l ' a p p o r t o m a g g i o r e al m o v i m e n t o fascista fu d a t o p i ù
c h e dai c o m b a t t e n t i dai p o s t c o m b a t t e n t i , d a l l e c o s i d d e t t e ge-
n e r a z i o n i d e l l a g u e r r a , cioè dai g i o v a n i s s i m i c h e alla g u e r r a
n o n avevano partecipato, m a che, essendo usciti di p u b e r t à
in quel p e r i o d o , a v e v a n o s u c c h i a t o n e l l ' a m b i e n t e s a t u r o t u t t e
l e esaltazioni e d Ì v e l e n i della g u e r r a .
Questi giovani, n o n conoscendo per esperienza diretta i
d o l o r i e gli o r r o r i dei c o m b a t t i m e n t i , a v e v a n o a s s o r b i t o d a l l a
p s i c o s i bellica s o l t a n t o l a p a r t e r o m a n t i c a , l ' a m o r e indifferen-
z i a t o p e r la p a t r i a , l ' e s a l t a z i o n e i m p e r i a l i s t a o l t r e o g n i l i m i t e
d i c o n c r e t e z z a , la p a s s i o n e p e r l e a v v e n t u r e e l e d e c o r a z i o n i ,
d i t a l c h e c r e d e t t e r o t r o v a r e nella r i p r o d u z i o n e artificiale del
f e n o m e n o l ' a t m o s f e r a da essi s o g n a t a n e l l e r o m a n t i c h e r i e
della p r i m a giovinezza.
Q u e s t a p s i c o s i spiega p e r c h é la fase eroica del f a s c i s m o
fu p u r a m e n t e s q u a d r i s t a e n o n p o l i t i c a , p e r c h é , a n c h e d o p o
l ' a v v e n t o al p o t e r e , il fascismo p r e t e s e e s s e r e a n c o r a e s e m p r e
s q u a d r i s m o , e p e r c h é d i esso la frazione p i ù g i a c o b i n a m e n t e
vivace fu q u e l l a c h e m a i si s e p p e d i s t a c c a r e dalla p r a t i c a d e l l a
violenza.
M a , a p p u n t o p e r c i ò , si p o t e t t e c o m p i e r e q u e l l a colossale
c o n v e r g e n z a d i forze sul fascismo c h e n e l l ' o t t o b r e d e l 1 9 2 2
rese p o s s i b i l e la m a r c i a su R a m a .
G. Dorso, La rivoluzione in marcia: il fascismo 237

Se il fascismo fosse s t a t o u n m o v i m e n t o p o l i t i c o c o n c r e t o
c o n ideologie e p r o p o s i t i definiti, g u i d a t o d a selezionati d i r i -
genti e p r o d o t t o , n o n dall'immaturità di generazioni u l t i m e ,
c h e allora solo p r e n d e v a n o c o n t a t t o con organizzazioni cosi
d e l i c a t e c o m e q u e l l e c o l l e t t i v e , m a dalla m a t u r a z i o n e d i v e r e
e proprie nuove formazioni politiche, non sarebbe avvenuta
q u e l l a colossale c o n v e r s i o n e d i forze c b e a m m i r a m m o nel 1 9 2 2 ,
p e r c h é n e s s u n o d e i vecchi ceti a v r e b b e p o t u t o s p e r a r e d i i m p a -
d r o n i r s i del m o v i m e n t o p e r finalità p r o p r i e .
I n tale i p o t e s i il fascismo n o n s a r e b b e a n d a t o a R o m a ,
m a ci a v r e b b e d a t o u n t i p o d i p a r t i t o c o n s e r v a t o r e a c a r a t t e r e
m o d e r n o , c h e a v r e b b e n o t e v o l m e n t e c o n t r i b u i t o alla n o r m a -
lizzazione d e l l a vita p u b b l i c a i t a l i a n a .
M a n e s s u n o p u ò p e n s a r e d i modificare la storia e p e r c i ò
n u o v e sorprese d o v e v a n o essere riservate all'Italia.

1/ fascismo e il proletariato.

I n f a t t i il m o v i m e n t o fascista c o m i n c i ò b e n p r e s t o ad
e s t e n d e r s i a n c h e nel c a m p o p r o l e t a r i o . S p e c i a l m e n t e nella
bassa valle p a d a n a la c o n v e r s i o n e d e l l e l e g h e r o s s e al fascismo
si susseguì con u n c r e s c e n d o s p a v e n t o s o . C o s t r e t t e dall'offen-
siva bellica, s o l l e c i t a t e dalla d i s o c c u p a z i o n e i n c a l z a n t e , rese
p i ù sensibili alla p o l i t i c a d a u n v e n t e n n i o d i p a r a s s i t i s m o
s t a t a l e , q u e s t e l e g h e d o v e t t e r o risolvere a n c o r a u n a v o l t a il
p r o b l e m a della z u p p a q u o t i d i a n a a t t r a v e r s o la p o l i t i c a e c o m e
a v e v a n o f a t t o a l l e g r a m e n t e il socialismo all'epoca dei g o v e r n i
d e m o c r a t i c i , si a f f r e t t a r o n o a f a r e il fascismo a l l ' e p o c a del
governo antidemocratico.
C o s ì l ' i m m a t u r i t à d i q u e s t i p r o l e t a r i , cui d u e a n n i p r i m a
il P s u aveva p r e t e s o affidare l e sorti d e l l a r i v o l u z i o n e ,
p e r m i s e ai sociologi del l i t t o r i o d i p r o n o s t i c a r e l a fine della
lotta a t t r a v e r s o la c o l l a b o r a z i o n e delle classi, e d alla piccola
b o r g h e s i a d i a c c e t t a r e q u e s t a t e r a p i a con la s t e s s a c r e d u l i t à
delle f e m m i n u c c e e r u d i t e dal c i a r l a t a n o .
C o n c l u d e n d o , il p a r t i t o fascista, alla vigilia della marcia
238 Parte I, Sezione Jl

su R o m a , si p r e s e n t a v a c o m e u n ' a m a l g a m a i n f o r m e d i f o r z e
discordanti e contraddittorie, tenute insieme dal prestigio
personale di u n u o m o , che, nella immaturità generale del
p a e s e , e r a r i u s c i t o a c a r p i r e a q u a s i t u t t i i ceti u n a c a m b i a l e
di fiducia.
Quest'amalgama pretendeva tener insieme, in nome del
m i t o della n a z i o n e , i n t e r e s s i p r o l e t a r i ed i n t e r e s s i p a d r o n a l i ,
produttori e parassiti, rivoluzionari e trasformisti, median-
doli s u c c e s s i v a m e n t e e c o n t r a d d i t t o r i a m e n t e p e r m a n t e n e r e in
p i e d i u n a e s i g u a ed i n c o n c l u d e n t e schiera d i e x socialisti
r i v o l u z i o n a r i , scettici e cinici, a s s o l u t a m e n t e i n c a p a c i d i risol-
v e r e il p r o b l e m a i t a l i a n o a p p u n t o p e r la l o r o o r i g i n e b a r -
ricadiera.

La marcia su Roma.

M a il r e g i m e e r a o r m a i ridotto allo s t r e m o e n o n e r a il
caso di sottilizzare. I l g ì o l i t t i s m o e r a b a t t u t o e n o n si p o t e v a
farlo r i s o r g e r e . N o n vi era a l c u n a à n c o r a d i salvezza. O c c o r -
reva i m p a d r o n i r s i della n u o v a f o r m a z i o n e , p u r a v e n d o la v a g a
s e n s a z i o n e dei p e r i c o l i c h e si c o r r e v a n o .
D ' a l t r o n d e i fascisti e r a n o i n t r a n s i g e n t i a c h i a c c h i e r e e
M u s s o l i n i c o m p r e n d e v a c h e u n m o m e n t o s i m i l e n o n sì s a r e b b e
più ripresentato. Se egli avesse d o v u t o r i t a r d a r e p e r c o i n v o l -
g e r e il r e g i m e nella c a d u t a del g i o l i t t i s m o , a v r e b b e p o t u t o
v e d e r s i sfuggire d i m a n o la m a n o v r a . D ' a l t r a p a r t e chi p o t e v a
c o n o s c e r e d i q u a l i forze d i s p o n e s s e a n c o r a la C o r o n a , chi
poteva prevedere quali risultati avrebbe p r o d o t t o u n a presa
d i p o s i z i o n e c o n t r o la m o n a r c h i a ? A v r e b b e r o a n c o r a l e classi
d i r i g e n t i c o n t i n u a t o a v e d e r e n e l fascismo il s a l v a t o r e del-
l ' I t a l i a d a l b o l s c e v i s m o o p i u t t o s t o n o n a v r e b b e r o finito p e r
accorgersi c h e esso n e e r a d i v e n t a t o l ' e r e d e ?
L a cosi d e t t a r i v o l u z i o n e , d u n q u e , d o v e v a e s s e r e m o n a r -
chica o n o n e s s e r e . N o n v i era altra via e M u s s o l i n i d a b u o n
tattico lo comprese a t e m p o .
P e r ò , a n c h e d o p o l ' i n s u r r e z i o n e a r m a t a , la C o r o n a e b b e
G. Dorso, La rivoluzione in mereiai il fascismo 239

t a l u n i s c r u p o l i c o s t i t u z i o n a r i , t a n t o v e r o c h e la p r i m a desi-
g n a z i o n e n o n fu p e r M u s s o l i n i , m a "per S a l a n d r a .
M a , c h i a r i t e nella n o t t e f a t a l e l e p r e o c c u p a z i o n i d i n a s t i c h e
e d i m o s t r a t o p i ù c h i a r a m e n t e l o s p i r i t o l e g i t t i m i s t a del d u c e ,
q u e s t i v e n n e incaricato d e l l a f o r m a z i o n e d e l n u o v o G a b i n e t t o ,
c h e s e g u e n d o la t r a d i z i o n e i t a l i a n a fu nella f o r m a e s t e r i o r e
d i p u r a coalizione.
A q u e s t o p u n t o t u t t i r e s p i r a r o n o : - la r i v o l u z i o n e aveva
r a g g i u n t o il suo sbocco l e g a l e : v i v a la r i v o l u z i o n e !
P o c h i si accorsero c h e c o n la m a r c i a su R o m a la r i v o l u -
zione era p a s s a t a dal p a e s e n e l l o S t a t o , d i s t r u g g e n d o l e u l t i m e
finzioni legali r i m a s t e in p i e d i n e l crollo u n i v e r s a l e , e n o n
s o s t i t u e n d o v i n i e n t ' a l t r o c h e il v u o t o p n e u m a t i c o e l ' a r b i t r i o
di u n p a r t i t o . T u t t i i calcoli m a c h i a v e l l i c i , t a n t o d e l l a C o r o n a
c h e d i M u s s o l i n i , t a n t o dei c o n s e r v a t o r i c h e dei r i v o l u z i o n a r i ,
e r a n o , q u i n d i , d e s t i n a t i al f a l l i m e n t o .
C o n il n u o v o g o v e r n o n o n si p o t e v a r a g g i u n g e r e n é la
stabilizzazione n é la sconfitta d e l l e o p p o s i z i o n i , m a si p o t e v a
r i u s c i r e s o l t a n t o ad i l l u d e r e , p e r b r e v e t e m p o l e s p e r a n z e d i
r i n n o v a m e n t o del p a e s e .
È s t a t o l u n g a m e n t e d i s c u s s o sé la m a r c i a su R o m a fu
u n a r i v o l u z i o n e in p i e n a r e g o l a o u n a s o m m o s s a v i t t o r i o s a ,
o p p u r e u n c o l p o di s t a t o o v a r i e d i q u e s t e cose i n s i e m e , m a
q u e s t a d i s c u s s i o n e , c h e 'denota a n c o r a u n a v o l t a d i q u a n t o
s p i r i t o f o r m a l i s t i c o e d a n t i s t o r i c o - siano n u t r i t i i n o s t r i scrit-
t o r i di c o s e p o l i t i c h e , se p u ò e s s e r e u t i l e nei c o n f r o n t i del
sig. M u s s o l i n i , c h e i n v o c a i d i r i t t i della r i v o l u z i o n e s o l t a n t o
q u a n d o si t r a t t a d i giustificare gli i s t i n t i c r i m i n a l i d e l r e g i m e ,
e li d i m e n t i c a q u a n d o si t r a t t a d i i n d u l g e r e alle p r e t e s e d e i
p l u t o c r a t i c h e finanziano i l s u o p a r t i t o , è s t o r i c a m e n t e oziosa
q u a n d o si pensi che la m a r c i a su R o m a — cosi c o m ' è figu-
r a t a n e l l ' a r t e aulica del p i t t o r e G a l i m b e r t i — fu u n a v v e n i -
m e n t o s t o r i c o sui generis di c o l o r e p r e t t a m e n t e i t a l i a n o , c h e ,
c o m e t u t t i i n o s t r i a v v e n i m e n t i politici, e r a d i r e t t o a n a s c o n -
d e r e la crisi, p i u t t o s t o c h e a p o r t a r l a a m a t u r a z i o n e .
240 Parte I, Sezione II

I contili realizzatori del fascismo.

A d o g n i m o d o il fascismo b e n p r e s t o fu a R o m a e con-
q u i s t ò il g o v e r n o , m a n o n riuscì c o n t e m p o r a n e a m e n t e a con-
quistare lo Stato.
V e n n e c o n i a t a la n u o v a e b r u t t a f r a s e « fascistizzazione
d e l l o S t a t o » p e r significare q u e s t a n e c e s s i t à d i a l e t t i c a . M a
c o m e p o t e v a il p a r t i t o v i t t o r i o s o c r e a r e u n n u o v o tipo d i
S t a t o se n o n a v e v a i d e e e l e r i f o r m e c o s t i t u z i o n a l i p r o p o s t e
dal c o m m . B i a n c h i f u r o n o p r e s e in r i d i c o l o d a t u t t o il p a e s e ?
V e r a m e n t e il f a s c i s m o e b b e u n p r i m o m o m e n t o d ì eb-
b r e z z a , q u a n d o r i s p o l v e r ò negli archivi i v e c c h i p r o g e t t i
obliati di riforma dell'antico regime e t e n t ò vatarli in una
f u r i a p a n i c a d i d i s t r u z i o n e , t r a Ì lazzi d e i fiancheggiatori che
s p u t a v a n o v o l e n t i e r i i n faccia al l o r o p a s s a t o , g r i d a n d o ai
q u a t t r o v e n t i c h e , m a i e p o i m a i , si e r a v i s t o u n f e n o m e n o
c o s i g r a n d e d i r i f o r m e b u r o c r a t i c h e , p a r t o r i t o con simile
r a p i d i t à dalla m e n t e dei m i n i s t r i .
M a t u t t o ciò se valse ad i l l u d e r e , p e r q u a l c h e m e s e , il
p u b b l i c o g r o s s o , n o n s e r v ì , i n definitiva, a p l a c a r e la crisi del
paese, desideroso di b e n altre novità.
D e l r e s t o il fascismo, p e r l o s t e s s o m o d o d i f o r m a z i o n e ,
c h e n o i a b b i a m o t e n t a t o , q u a n t o p i ù ci è s t a t o p o s s i b i l e , d i
d e f i n i r e , n o n p o t e v a s o d d i s f a r e t u t t e l e esigenze rivoluzionarie
d e l p a e s e , p e r c h é , p u r e s s e n d o alla b a s e u n m o v i m e n t o rivo-
l u z i o n a r i o e r a d i r e t t o d a un'elite c h e aveva già t r a n s a t t o c o n
t u t t e l e forze d e l l a c o n s e r v a z i o n e sociale p r e e s ì s t e n t e .
Q u e l l e forze gli i m p e d i v a n o qualsiasi a t t e n t a t o sia alla
c o s t i t u z i o n e p o l i t i c a c h e alla c o s t i t u z i o n e e c o n o m i c a del p a e s e ,
p r e c l u d e n d o g l i t u t t e l e v i e a t t r a v e r s o cui la r i v o l u z i o n e p o t e v a
r e a l m e n t e farsi. C o s ì t u t t a la n o v i t à p o l i t i c a d e l fascismo si
r i d u c e v a ad u n a s o s t i t u z i o n e v i o l e n t a d i u o m i n i n e l l e cariche
p u b b l i c h e f a t t a p e r via m i l i t a r e (cioè p e r u n a via e s t r e m a -
m e n t e d a n n o s a al fascismo stesso, c h e v e d e v a p r e v a l e r e n e l l e
s u e stesse file i p i ù v i o l e n t i e p e r c i ò i m e n o c o m p e t e n t i ,
o p e r a n d o cosi u n a selezione a rovescio) c h e p e r m e t t e v a d i
G. Dorso, La rivoluzione in marcia: il fascismo 241

n a s c o n d e r e le deficienze p o l i t i c h e d e l m o v i m e n t o s o t t o l a
c o m p r e s s i o n e dello s q u a d r i s m o .
D ' a l t r a p a r t e n e m m e n o n e l c a m p o a m m i n i s t r a t i v o il fa-
scismo poteva operare grandi cose. E s s o avrebbe p o t u t o , per
le s u e o r i g i n i r u r a l i e p e r l a s u a s p r e g i u d i c a t e z z a r i v o l u z i o -
n a r i a , t e n t a r e d ' i n i z i a r e l a l o t t a alla b u r o c r a z i a , c e r c a n d o d i
d i s i m p e g n a r e , q u a n t o p i ù e r a p o s s i b i l e , la v i t a delle p r o v i n c e
dal p r e p o t e r e del c e n t r o , m a d o p o l e t r a n s a z i o n i c o m p i u t e
n o n p o t e v a p i ù a z z a r d a r e u n a l o t t a simile, sia p e r c h é la sua
ideologia f o n d a m e n t a l e e r a i l rinsaldamento dell'unitarismo
dispotico e livellatore, rappresentato in Italia unicamente dal
p r e p o t e r e della b u r o c r a z i a , sia p e r c h é , m e t t e n d o s i c o n t r o
q u e s t o p o t e r e o n n i p o t e n t e e d i r r e s p o n s a b i l e dello S t a t o ,
avrebbe rischiato di spezzare la continuità della pubblica
a m m i n i s t r a z i o n e , d e l u d e n d o cosi i m m e d i a t a m e n t e l e colossali
s p e r a n z e d e l p a e s e , s t a n c o d e g l i scioperi degli i m p i e g a t i s t a t a l i .

F u p e r c i ò , c h e il fascismo d o v e t t e c o n t e n t a r s i d i a t t u a t e
;

s o l t a n t o q u e l l e riforme, c h e l a b u r o c r a z i a s t e s s a in a l t r i p e -
r i o d i d i crisi aveva a p p r o n t a t o p e r salvarsi, e c h e , p a s s a t o il
p e r i c o l o , e r a n o s t a t e p a s s a t e agli a t t i .
M o l t i f u r o n o i p r o g e t t i , a l c u n i relativi a criteri d i diffe-
r e n t e a g g r u p p a m e n t o d e i servizi s t a t a l i , altri m u t u a t i dal libe-
r a l i s m o e d i r e t t i a r e t r o c e d e r e all'iniziativa p r i v a t a p a r t i c o -
lari s e r v i z i p u b b l i c i , a l t r i a n c o r a d e r i v a t i d a l socialismo d i
S t a t o e d i r e t t i a difesa d i i n t e r e s s i p a r a s s i t a r i . M a n e s s u n o d i
essi r i u s c ì ad e s s e r e realizzato q u a n d o offendeva g l ' i n t e r e s s i
dei ceti politici d o m i n a n t i .
C o s i la politica fascista, i n t e g r a t a dalla finanza d e l m i -
n i s t r o D e Stefani d i r e t t a a d i n c o r a g g i a r e l e classi a b b i e n t i
a n c h e se, anzi p r o p r i o , a d a n n o delle classi u m i l i , a c c r e d i t ò i n
m o l t i la c o n v i n z i o n e c h e il f a s c i s m o fosse u n a p u r a e s e m p l i c e
r e a z i o n e p a d r o n a l e e c h e si p o t e s s e r o i n t e r a m e n t e t r a s c u r a r e
t u t t i gli altri a s p e t t i della s u a f o r m a z i o n e .

16. De Felice
242 Parte I, Sezione II

La crisi del fascismo.

T a l e s e m p l i c i s m o n a s c o n d e v a il v e r o a s p e t t o del p r o b l e -
m a e cioè c h e , n e l l o stesso m o m e n t o i n cui il fascismo e r a
g i u n t o a R o m a , e r a c o m i n c i a t a la sua crisi.
L e g a t o al b o l s c e v i s m o d a u n simile d e s t i n o , il fascismo
d o v e v a s u b i r e Io stesso s b a n d a m e n t o . R i s u l t a v a i n f a t t i i m p o s -
sibile d i realizzare p o l i t i c a m e n t e le f o r m u l e a s t r a t t e , c b e n e
c o s t i t u i v a n o il m i t o , senza c o r r e r e il rischio d i agire sulla sua
stessa f o r m a z i o n e , d i s g r e g a n d o l a .
Q u e s t a contraddizione intrinseca veniva, poi, accentuata
dalla politica finanziaria a d o t t a t a dal g o v e r n o a d esclusivo
beneficio d e i c e t i p l u t o c r a t i c i .
I n f a t t i , m e n t r e il fascismo e r a s t a t o , p e r u n c e r t o t e m p o ,
e più a n c o r a e r a s t a t o t e o r i z z a t o c o m e la l o t t a d i classe d e l l a
piccola b o r g h e s i a , e r a e v i d e n t e fin dal s u o s o r g e r e c h e e s s o
a v r e b b e d o v u t o s o c c o m b e r e p r o p r i o nel c a m p o delle d e l u s i o n i
di q u e s t a c l a s s e .
E i n v e r o , gli sforzi politici p o s t b e l l i c i d i t u t t i ì ceti e r a n o
rivolti a s o t t r a r s i alle c o n s e g u e n z e e c o n o m i c h e della g u e r r a .
I l b o l s c e v i s m o , s o t t o q u e s t o profilo, fu il t e n t a t i v o del p r o l e -
t a r i a t o c i t t a d i n o d i c a p o v o l g e r e la s i t u a z i o n e e c o n o m i c a ita-
l i a n a a p r o p r i o v a n t a g g i o , risolvendo n o n s o l o il p r o b l e m a
c o n t i n g e n t e delle spese dì g u e r r a , m a a l t r e s ì q u e l l o p i ù
v a s t o d e l l a d i s t r i b u z i o n e delle ricchezze.
I l fascismo i n v e c e , m e n t r e nel s u o p r i m o n a s c e r e r a p p r e -
s e n t ò lo sforzo d i liberazione d e l l a piccola b o r g h e s i a , Ì cui
i n t e r e s s i , d i p e n d e n d o in m o l t a p a r t e d a l l ' a z i o n e e c o n o m i c a
dello Stato, e r a n o stati danneggiati — più p e r incompren-
sione c h e p e r calcolo — dalla l o t t a fra l e a l t r e classi, nel s u o
s e c o n d o m o m e n t o i n c a r n ò la r e a z i o n e d e l c a p i t a l i s m o , a t t r a -
v e r s o a l t r e classi, sia ai p e r i c o l i e c o n o m i c i d e l p r o l e t a r i a t o
c h e d e l l a stessa p i c c o l a b o r g h e s i a .
D ' a l t r a p a r t e q u e s t a famosa r i c o s t r u z i o n e delle finanze
statali d o v e v a p u r farsi a carico d i q u a l c u n o , e p e r c i ò , d a t a
l ' i n t o n a z i o n e p l u t o c r a t i c a del g o v e r n o fascista, era fatale c b e
G. Dorso, La rivoluzione in marcia: il fascismo 243

d o v e s s e r o soffrirne l e classi u m i l i , c h e e r a n o l e p i ù n u m e r o s e .
E c c o , d u n q u e , c h e il f a s c i s m o , s o l l e c i t a t o a realizzare il
m i t o della ricostruzione, che era u n m i t o piccolo-borghese,
doveva comprimere proprio l'economia piccolo-borghese.
M a la g r a n d i o s i t à della crisi, c h e si s p a l a n c a v a ai p i e d i
del fascismo, era c o m p l i c a t a a p p u n t o d a l l ' i n c r o c i a r s i d e l l e
azioni e delle r e a z i o n i delle forze c h e del p a r t i t o c o s t i t u i v a n o
l'amalgama.
Infatti, m e n t r e i g r u p p i cosiddetti costituzionali, che d o p o
la m a r c i a su R o m a si e r a n o affrettati a g e t t a r s i nei r a n g h i d e l
n u o v o p a r t i t o , u r g e v a n o p e r r i c o n d u r r e la s o m m o s s a piccolo-
borghese a stagnare nel vecchio schema dello Stato unitario
p r e b e l l i c o , le originarle f o r z e r i v o l u z i o n a r i e della f o r m a z i o n e
fascista, t i m o r o s e d i e s s e r e r i v o l t e m f u n z i o n e d i c o n s e r v a -
z i o n e , e n o n s a p e n d o , d ' a l t r a p a r t e , c o m e a s s o l v e r e il l o r o
c o m p i t o , si r i n s e r r a v a n o s e m p r e p i ù nello s q u a d r i s m o , sve-
lando l'intrinseca debolezza del cosiddetto Stato forte.
M u s s o l i n i e r a , q u i n d i , c o s t r e t t o dalle necessità d e l s u o
c o m p i t o a d e q u i l i b r a r e l e d u e c o r r è n t i , n o n già in u n o r d i n e
definitivo d i g o v e r n o , p e r c h é n e s s u n a s i n t e s i e r a d i a l e t t i c a -
m e n t e p o s s i b i l e , m a in u n o sforzo d i a t t e g g i a m e n t i p e r s o n a l i
diretti a ritardare p e r q u a n t o era possibile lo scioglimento
della s i t u a z i o n e .
Q u e s t o atteggiamento era destinato a deludere e quelli
c h e , a t t r i b u e n d o g l i il c o m p i t o d i a v e r effettuata u n a v e r a e
p r o p r i a r i v o l u z i o n e , a s p e t t a v a n o dalla sua o p e r a d i l e g i s l a t o r e
il n u o v o o r d i n e politico-sociale, e q u e l l i c h e , a t t r i b u e n d o g l i
i n v e c e il r u o l o d i s e r v i t o r e del r e g i m e , a s p e t t a v a n o d a l l a sua
o p e r a d i c o n s e r v a t o r e la sconfitta di t u t t e l e a s p e t t a t i v e rivo-
l u z i o n a r i e del p a e s e , c o m p r e s e q u e l l e diffuse n e l c a m p o fascista.

La politica delle due porte aperte.

M a q u e s t a politica, definita b r i l l a n t e m e n t e da M a r i o V i n -
ciguerra delle d u e p o r t e a p e r t e , n o n p o t e v a c o n t i n u a r e i n d e -
finitamente, appunto perché era niente altro che u n espediente
244 Parte I, Sezione II

a p p e n a giustificabile se fosse s t a t o d i r e t t o a p r e n d e r t e m p o
p e r p o i o r g a n i z z a r e u n a r e t e d i interessi m e d i , i n t o r n o a cui
p r e c o s t i t u i r e la difesa d e l r e g i m e c o n t r o gli assalti delle d e l u -
sioni r i v o l u z i o n a r i e .
M a M u s s o l i n i e b b e p a u r a d i a b b a n d o n a r e a t e m p o la
p o l i t i c a delle d u e p o r t e a p e r t e , o n o n c o m p r e s e q u a n d o q u e s t o
t e m p o fu v e n u t o . E g l i p r e f e r ì c o n t i n u a r e ad a t t e g g i a r s i a d u c e
della rivoluzione, p u r c o m p r e n d e n d o che n o n poteva m e t t e r e
in a t t o n e s s u n a p p r e z z a b i l e m u t a m e n t o n e l l ' o r g a n i z z a z i o n e
dello S t a t o .
L a s u a a b i l i t à d e m a g o g i c a l o a b b a n d o n ò sul confine delle
sagre p r o p r i o là d o v e c o m i n c i a v a il v e r o i m p e r a t i v o c a t e g o r i c o
della politica.
E g l i n o n s e p p e n é d i s t r u g g e r e la vecchia finzione l i b e r a l e
del g o v e r n o s u p e r i o r e ai p a r t i t i , n é a t t u a r e in p i e n o la conce-
zione giacobina dello Stato-partito ed ondeggiò perplesso,
s e g u e n d o gli i s t i n t i d e i suoi s q u a d r i s t i a t t r a v e r s o d i s c o r s i d i
p u r a v i o l e n z a v e r b a l e , n o n senza accarezzare, v o l t a p e r v o l t a ,
gli i s t i n t i t r a s f o r m ì s t i c i dei vecchi ceti d i r i g e n t i .
Q u e s t o n u o v o trasformismo, subito avvertito dai pochi
g r u p p i c u l t u r a l i i t a l i a n i , f o r n i t i d ì sensibilità p o l i t i c a , inco-
m i n c i ò col f a m o s o d i s c o r s o d ' i n i z i o in M o n t e c i t o r i o , q u a n d o
il c a p o d e l fascismo t r i n c e r ò a b i l m e n t e le s u e r i n u n z i e rivolu-
z i o n a r i e s o t t o il frasario da s q u a d r i s t a .
N e l l ' a u l a s o r d a e grigia, o v e a v r e b b e r o p o t u t o b i v a c c a r e
i m a n i p o l i , n o n s o l o fu lasciato a s e d e r e il p a r l a m e n t o nazio-
n a l e , i s t i t u z i o n e p o l i t i c a c h e si p r e t e n d e v a già d e f e n e s t r a t a
In s e d e d i d o t t r i n a nazional-fascista, m a a d d i r i t t u r a la X X V I
l e g i s l a t u r a , c h e t a n t e accuse a v e v a s o l l e v a t o n e l l ' i n c a n d e s c e n t e
e mutevole pubblica opinione.
Se Emanuele K a n t decapitò Iddio, e Massimiliano Robe-
s p i e r r e d e c a p i t ò il r e , B e n i t o M u s s o l i n i , d o p o a v e r l e t t o nel-
l ' a u l a s o r d a e grìgia d i M o n t e c i t o r i o u n a r t i c o l o d i f o n d o del
« P o p o l o d ' I t a l i a », d e c a p i t ò n e s s u n o . . . m a chiese i p i e n i
p o t e r i alla X X V I l e g i s l a t u r a . L a v o l u t a t r a g e d i a si c h i u d e v a
nella farsa.
G. Dorso, La rivoluzione in marcia: il fascismo 245

Il fascismo rivoluzionario contro il trasformismo mussolinìano.

T u t t a v i a la r i v o l u z i o n e fascista c o n t i n u ò s o t t e r r a n e a m e n t e
il s u o c a m m i n o .
I l f e n o m e n o c h e a b b i a m o o s s e r v a t o p e r il b o l s c e v i s m o si
r i p e t e t t e p e r il f a s c i s m o .
L e a s p e t t a z i o n i m e s s i a n i c h e d e i giovani fascisti e r a n o cosi
forti c h e essi m a l si r a s s e g n a v a n o all'inerzia d e l g o v e r n o .
I n f a t t i la p r i m a m o s s a rivoluzionaria d e g l i i n t r a n s i g e n t i
fu d i d i s t r u g g e r e l ' a u t o r i t à e la funzione d e i p r e f e t t i .
I ! p o t e r e si f r a n t u m ò s e c o n d o necessità p o l i t i c h e locali, si
e s t r a n i ò q u a n t o p i ù fu p o s s i b i l e d a l c e n t r o p e r a d e r i r e alla
realtà r e g i o n a l e .
A l capo-lega si s o s t i t u ì il fiduciario fascista, alla lega
il d i r e t t o r i o : d o v u n q u e p u l l u l a r o n o i d i t t a t o r i c h e a b o l i r o n o
le leggi, il c o s t u m e , la b u o n a creanza ed a l t r e v e r i t à c o n v e n -
zionali e v i s o s t i t u i r o n o l ' a r b i t r i o e la v i o l e n z a .
I l g o v e r n o a v r e b b e v o l u t o i m p e d i r e t u t t o q u e s t o feuda-
l i s m o , m a e r a i m p o t e n t e sia p e r c h é era t r a s f o r m i s t i c o , sia
p e r c h é la t e o r i a dello S t a t o - p a r t i t o l o r e n d e v a schiavo d e l P N F .
C o s ì il p r i m o m i n i s t e r o M u s s o l i n i , m a l g r a d o il f o r t e
a s c e n d e n t e e l ' a c c o r g i m e n t o del s u o c a p o , c h e e r a g i u n t o fino
al p u n t o d i c h i e d e r e la c o l l a b o r a z i o n e del P P I , m a l g r a d o l a
t r a n q u i l l i t à a p p a r e n t e d i t u t t o il p o p o l o i t a l i a n o , si s v e l a v a
d e b o l i s s i m o : i n f a t t i , n o n p o t e v a fare la c o n s e r v a z i o n e p e r c h é
d i p r o v e n i e n z a r i v o l u z i o n a r i a e n o n voleva fare la r i v o l u z i o n e
p e r c h é p r i g i o n i e r o delle forze della c o n s e r v a z i o n e sociale.
I n tale c o n d i z i o n e d i cose la crisi fascista n o n p o t e v a n o n
allargarsi. I p r i m i s i n t o m i d i t a l e a l l a r g a m e n t o f u r o n o l'allon-
t a n a m e n t o dei fascisti d i s s i d e n t i , d i cui a l c u n i r e a g i v a n o al
g i a c o b i n i s m o , d i m o s t r a n d o d i a v e r a s s e g n a t o al m o v i m e n t o
c o m p i t i d i d e m o c r a z i a sociale, a l t r i r e a g i v a n o al t r a s f o r m i s m o ,
d i m o s t r a n d o d i v o l e r s i a t t e n e r e alle pregiudiziali rivoluzionarie.
Si svelava così a l l ' o c c h i o d e l l ' o s s e r v a t o r e i m p a r z i a l e la r e p e l -
lenza r i v o l u z i o n a r i a a lasciarsi i m p r i g i o n a r e nel t r a s f o r m i s m o
m u s s o l i n i a n o , a n c h e se la c a m p a g n a c o n d o t t a n e l p a e s e p e r
246 Parte I, Sezione II

r e c l u t a r e n u o v i a d e p t i f r u t t a v a al partito dominante una


significativa c o l l e z i o n e d i arrivisti.
M a n e m m e n o n e l c a m p o del g o v e r n o l e c o s e p r o c e d e v a n o
s e c o n d o l e a s p e t t a t i v e , p e r c h é gli n o m i n i d i f e d e n o n fascista,
inclusi n e l G a b i n e t t o , c h i e d e v a n o al d u c e c h e , c o n il r i c o n o -
s c i m e n t o e s p l i c i t o d e l l a l o r o p o s i z i o n e m i n i s t e r i a l e , fosse
v i e t a t o ai fascisti d e l l e p r o v i n c e d i d a n n e g g i a r e l e l o r o basi
elettorali.
I n s o s t a n z a essi, i n t u e n d o d i e s s e r e n e c e s s a r i al g i u o c o
trasformista del duce, volevano istiniire e perfezionare con
lui u n v e r o e p r o p r i o c o n t r a t t o do ut des.
M a essi si s b a g l i a v a n o r o t o n d a m e n t e , c o m e si sbagliò il
d u c e stesso q u a n d o c r e d e t t e r i s o l v e r e la s i t u a z i o n e c o n la
d i c h i a r a z i o n e d i amicizia al p a r t i t o d e m o - s o c i a l e , o c o n a l t r i
e s p e d i e n t i p e r c h é l ' i n t r a n s i g e n z a d e i fascisti d i p r o v i n c i a era
tale c h e i p r o p o s i t i conciliativi d e l c e n t r o v e n i v a n o , v o l t a a
v o l t a , f r u s t r a t i d a l l e esigenze della periferia.
Specialmente nei riguardi del P P I questa antìtesi apparve
e v i d e n t e , p e r c h é n o n era p o s s i b i l e f a r c o e s i s t e r e a l u n g o l o
s p i r i t o c i e c a m e n t e t o t a l i t a r i o del fascismo con l e r a g i o n i
ideali e s t o r i c h e , c h e a v e v a n o t r o v a t o la l o r o c o n c r e t a z i o n e
nel g i o v a n e p a r t i t o .
Forse l'esperimento che questo volle fare, collaborando
a n c h e col f a s c i s m o , fu i n f u n z i o n e d i q u e l l o sforzo c o s t a n t e
c b e e s s o c o n d u s s e in r u t t o il p e r i o d o p o s t b e l l i c o p u r d i adem-
p i e r e , a n c h e i n m e z z o al t e r r e m o t o p o l i t i c o i t a l i a n o , la sua
funzione d i c e n t r o , c h e p o i , in t e m p i d i r i v o l u z i o n e , si t r a d u c e
in n i e n t ' a l t r o c h e i n f u n z i o n e d i c o n s e r v a z i o n e .
M a , a p p u n t o p e r c i ò , la c o l l a b o r a z i o n e n o n era p o s s i b i l e ,
p e r c h é il c e n t r i s m o p o p o l a r e a v r e b b e r i c h i e s t o u n o S t a t o
c o s t i t u i t o su i n t e r e s s i m e d i c o n s o l i d a t i e n o n i n e b o l l i z i o n e ,
u n a r e l a t i v a c a l m a n e l p a e s e , u n g o v e r n o p a d r o n e d e i suoi
destini e n o n preoccupato degli u m o r i di u n a fazione.
I n effetti il g o v e r n o c e n t r a l e c e r c ò d i n o n s c o p r i r e ed
e s a s p e r a r e q u e s t a a n t i n o m i a p e r q u a n t o fu p o s s ì b i l e , m a la
c o l l a b o r a z i o n e c o n i p o p o l a r i , d o p o alcuni t i m i d i t e n t a t i v i
nel c a m p o m u n i c i p a l e , d o v e v a fallire a p p u n t o p e r I'ìntransì-
G. Dono, La rivoluzione in marcia: il fascismo 247

gcnza dei fascisti locali, c h e r i p r e s e r o a d i s p e t t o d e l g o v e r n o


la l o r o f u n z i o n e t o t a l i t a r i a .
B e n p r e s t o si c o m p r e s e c h e , e s s e n d o fallita la collabora-
zione p o p o l a r e n e l l e p r o v i n d e , n o n p o t e v a o l t r e c o n t i n u a r e
a R o m a e c h e il p a t t o d i c o l l a b o r a z i o n e , c o r r i s p o n d e n d o a d
u n a r e c i p r o c a i l l u s i o n e , era d e s t i n a t o a d e s s e r e d e n u n z i a t o .
D ' a l t r a p a r t e , e s s e n d o s i intensificata la s i t u a z i o n e r i v o l u -
zionaria i t a l i a n a , il P P I e r a l o g i c a m e n t e p o r t a t o a p r e n d e r e
in e s a m e il preciso c o n t e n u t o della p o l i t i c a g o v e r n a t i v a e le
possibilità d e l l ' a v v e n i r e p e r d e c i d e r s i s e c o n d o p r o s p e t t i v e p i ù
ampie.
Q u e s t o e s a m e di coscienza n o n p o t e v a n o n a s s o d a r e c h e
la politica p a d r o n a l e d e l f a s c i s m o , r i p r o d u c e n d o , anzi p e g g i o -
r a n d o il v e c c h i o S t a t o b u r o c r a t i c o - a c c e n t r a t o r e , c h e v e n i v a
s p o g l i a t o d i t u t t i gli o r p e l l i e l e finzioni legali, a t t i a farlo
ritenere u n vero e proprio Stato di diritto, lo trasformava
in o r g a n o della r e a z i o n e , c o n t r o cui la n u o v a o n d a t a r i v o l u -
zionaria si a d d e n s a v a n e l s o t t o s u o l o della s t o r i a .
D i f r o n t e a q u e s t a s i t u a z i o n e il P P I , r i v e d e n d o la sua
p o s i z i o n e t a t t i c a , era c o s t r e t t o n o n s o l t a n t o a n e g a r e al go-
v e r n o fascista o g n i a i u t o , s p i n g e n d o l o s e m p r e p i ù n e l l a fase
r e a t t i v a , m a era sollecitato a p r e n d e r e p o s t o sul n u o v o ter-
reno di lotta.
E t a l e necessità a p p a r i v a t a n t o p i ù o p e r a n t e q u a n t o p i ù
i c o s i d d e t t i p a r t i t i l i b e r a l i o d e m o c r a t i c i , s v e l a n d o la l o r o
n a t u r a d i o r g a n i s m i t r a s f o r m i s t i c i , a b d i c a v a n o d i n a n z i alla
v i t t o r i a fascista, l a s c i a n d o alle o p p o s i z i o n i l i b e r o il t e r r e n o
della difesa d e l l a l i b e r t à d a l l o r o m o s t r u o s o e q u i v o c o .
Fu, perciò, che D o n Sturzo, con u n a di quelle mosse che
f a n n o d i l u i u n o dei p i ù abili u o m i n i p o l i t i c i i t a l i a n i , al
c o n g r e s s o d i T o r i n o p r e p a r ò il t e r r e n o p e r l a n u o v a m a n o v r a ,
senza t u t t a v i a a s s u m e r s i la r e s p o n s a b i l i t à d e l d i s t a c c o , c h e la-
sciò invece all'irosa s u s c e t t i b i l i t à d e l sig. M u s s o l i n i .
C o s i fu i n f e r t o il p r i m o g r a v i s s i m o c o l p o al t r a s f o r m i s m o
m u s s o l i n i a n o . R e s t a v a n o sì n e l m i n i s t e r o il d u c a d ì C e s a r ò
ed il sig. C a r n a z z a , m a , m e n t r e q u e s t o u l t i m o fu c o s t r e t t o a
tesserarsi, il p r i m o , p u r n o n r a p p r e s e n t a n d o .un v e r o ' e p r ò -
248 Parte I, Sezione 11

prie- p a r t i t o o r g a n i z z a t o , m a p o c h e p o s i z i o n i e l e t t o r a l i p e r s o -
n a l i , n o n d o v e t t e t a r d a r e a s e g u i r e il p a r t i t o p o p o l a r e s e
v o l l e c e r c a r e n e l l ' i n s o r g e n t e a n t i f a s c i s m o m e r i d i o n a l e u n a ra-
gione di vita pel suo partito,

Un espediente: la nuova legge elettorale.

I n t a n t o il f a s c i s m o a g r a r i o si r i n f o r z a v a s o s t i t u e n d o q u a s i
d e l t u t t o n e l l e z o n e d i o r i g i n e il r i f o r m i s m o socialista, c o n
gli stessi c a r a t t e r i d i t u r b o l e n z a e d i p a r a s s i t i s m o . I n v e c e
nelle c i t t à g u a d a g n a v a n o t e r r e n o l e o p p o s i z i o n i . S p e c i a l m e n t e
q u e l l a c h e S a l v a t o r e l l i definiva la b o r g h e s i a u m a n i s t i c a ci
faceva a s s i s t e r e ad u n a d i q u e l l e i m p r o v v i s e c o n v e r s i o n i c h e
s o n o c a r a t t e r i s t i c h e della storia p o l i t i c a i t a l i a n a . S o t t o la c o m -
p r e s s i o n e fascista essa a d e r i v a p r i n c i p a l m e n t e alla critica del-
l ' o p p o s i z i o n e c o s t i t u z i o n a l e e d e i socialisti u n i t a r i , p r i v a n d o
cosi il f a s c i s m o d i o g n i c o n t e n u t o r o m a n t i c o .
I n t a l e c o n d i z i o n e d ì cose al p a r t i t o d o m i n a n t e n o n r i m a -
n e v a a l t r o c h e f a r leva s u i ceti r u r a l i i n t e n s i f i c a n d o il r e c l u t a -
m e n t o d e l l a M V S N p e r d o m i n a r e c o n la forza l e c i t t à . C o s ì
si a c c e n t u a v a q u e l f e n o m e n o d i l o t t a t r a la c i t t à e la cam-
p a g n a , già p r o d o t t o s i all'epoca d e l b o l s c e v i s m o , e d a c u i , s o l o
per i m m a t u r i t à d e l l e m a s s e , il f a s c i s m o t r a e v a n u o v e f o r z e
p e r c o n t i n u a r e la sua p o l i t i c a p a d r o n a l e .
Ma questa politica aveva tutti ì caratteri dell'instabilità.
N o n era possibile deludere c o n t e m p o r a n e a m e n t e le ragioni
della rivoluzione e d e l l a r e a z i o n e , a p p o g g i a n d o s i esclusiva-
m e n t e alla m i l i z i a d i p a r t i t o : n o n e r a p o s s i b i l e c o n t i n u a t e il
t r a s f o r m i s m o c o n l e i d e e , q u a n d o la s e c e s s i o n e d e l P P I
svelava l ' i n t r i n s e c a d e b o l e z z a d e l g o v e r n o n e l c a m p o p o l i t i c o :
s o p r a t t u t t o n o n era p o s s i b i l e c o n t i n u a r e a g o v e r n a r e c o n t r o
l e classi d i r i g e n t i v e c c h i e c o n s e r v a n d o il p a r l a m e n t o d a e s s e
eletto.
È v e t o c h e il f a s c i s m o s t e n t a v a a p r o d u r r e la n u o v a classe
d i r i g e n t e , m a a p p u n t o p e r c i ò , o c c o r r e v a crearla p e r f o r z a ,
meccanicamente.
G. Dorso, La rivoluzione in marcia: il fascismo 249

E il p a t e r n a l i s m o d e l sig. M u s s o l i n i si accinse a n c h e a
q u e s t a fatica.
E r a forse la fatica p i ù i n g r a t a , p e r c h é il b u i o in cui
n a v i g a v a il g o v e r n o e r a così fitto c h e v e n i v a d i i s t i n t o
d ' a g g r a p p a r s i al m a n g a n e l l o d e l generale D e B o n o e l a s c i a r e
in p a c e gli scogli i s t i t u z i o n a l i p e r p a u r a d i far p e g g i o , m a
v i s o n o delle o r e n e l l a s t o r i a in cui m a t u r a n o l e g r a n d i
decisioni, e d il sig. M u s s o l i n i , b u o n t a t t i c o , Io c o m p r e s e q u a n -
d o l a n c i ò alle t u r b e a t t o n i t e il g r a n d e a n n u n z i o e l e t t o r a l e .
D ' a l t r o n d e è t r a d i z i o n a l e i n Italia c h e il g o v e r n o c h e
faccia l e elezioni raccolga u n n u m e r o d i a d e s i o n i m o l t o m a g -
giori d i q u e l l e c h e e f f e t t i v a m e n t e h a , a p p u n t o p e r c h é fa l e
elezioni.
V e r a m e n t e c i ò a v r e b b e d o v u t o essere p r i v o d ' i m p o r t a n z a
p e r u n g o v e r n o rivoluzionario, m a il sig. M u s s o l i n i e r a s e m p r e
i n c e r t o sul m o d o c o m e o r g a n i z z a r e il s u o d o m i n i o e p e r c i ò
m o s t r a v a d i n o n s g r a d i r e gli a p p o g g i dei m i n i s t e r i a l i d i
professione.
In queste constatazioni è tutta la fotografia della s i t u a -
zione psicologica in cui si t r o v a v a il governo quando propose
al p a r l a m e n t o l a r i f o r m a e l e t t o r a l e , col c o n f e s s a t o s c o p o d i
creare ad ogni costo u n a m a g g i o r a n z a p a r l a m e n t a r e al g o v e r n o .
C o s i fu i m p o s t a t a u n a g r a n d e b a t t a g l i a d i c h i a c c h i e r e ,
c h e d o v e v a a v e r e l ' u n i c o s c o p o d i d i s t r a r r e il p a e s e d a l l e
l u s i n g h e r i v o l u z i o n a r i e c i r c o l a n t i nel f o n d o d i o g n i c u o r e .
L e o p p o s i z i o n i , p u r c o n o s c e n d o a priori c h e l a riforma
s a r e b b e e g u a l m e n t e p a s s a t a , accolsero c o n gioia l ' a n n u n z i o
della b a t t a g l i a , sicure d i l o g o r a r e f o r t e m e n t e il g o v e r n o sul
t e r r e n o dei c r i t e r i giuridici c h e d e b b o n o p r e s i e d e r e la r a p p r e -
sentanza, e di prospettarlo c o m e nemico della libertà.
II fascismo, c o n q u e l l a i n c o n s e g u e n z a c h e è i n o g n i s u o
a t t o , a c c e t t ò la sfida, d i c h i a r a n d o che esso a v r e b b e s e m p r e
a v u t o la forza p e r fare a m e n o d e l c o n s e n s o , e c h e s o l o p e r
far p i a c e r e agli a v v e r s a r i i n t e n d e v a a v v a l e r s i d e i c o n g e g n i
legali.
A chi i m p r e n d e s e r e n a m e n t e ad analizzare q u e s t a posi-
zione fascista n o n p o t r à sfuggire il senso d i g r o t t e s c o d i c u i
è impregnata.
250 Parie I, Sezione il

I n v e r o l ' o p i n i o n e p u b b l i c a , c h e a l l ' e p o c a d e l l a m a r c i a su
Roma era stata facilmente attratta dal miraggio del pareggio
finanziario a b r e v e s c a d e n z a , della r i c o s t r u z i o n e i m m i n e n t e ,
d e l l a n e c e s s i t à d i u n ' e n e r g i c a p o l i t i c a n a z i o n a l e , n o n riusciva
a c o m p r e n d e r e p e r c h é il g o v e r n o fascista, d i s p o n e n d o d i
così valido a i u t o , d o v e s s e r i c o r r e r e alla v i o l e n z a , s o p r a t t u t t o
p e r c h é , a t t r a v e r s o t u t u gli a t t i del p a r t i t o d o m i n a n t e , l u n g i
d a l l ' e m e r g e r e a n c h e u n l o n t a n o m a sicuro p r o p o s i t o d i rico-
s t r u z i o n e , e m e r g e s s e s o l t a n t o l'idea d i t e n e r e ad o g n i costo
il p o t e r e a n c h e c o n t r o il v o l e r e della m a g g i o r a n z a d e l p o p o l o
italiano.
I l f a s c i s m o , c h e si era l a r g a m e n t e g i o v a t o d e l l o stesso
e r r o r e c o m m e s s o dal b o l s c e v i s m o , v i r i c a d e v a con u n a legge-
rezza, s p i e g a b i l e solo q u a n d o si a m m e t t a , senza b i s o g n o d i
s p e c i a l e d i m o s t r a z i o n e , c b e e s s o del b o l s c e v i s m o a v e v a e r e d i -
t a t o a l c u n e c a r a t t e r i s t i c h e e necessità f o n d a m e n t a l i .
T u t t a v i a la r i f o r m a e l e t t o r a l e fu a p p r o v a t a p r o p r i o p e r
l ' i n t e r v e n t o dei v e c c h i ceti d i r i g e n t i c h e fecero p r e s e n t e l a
necessità del governo di doversi disimpegnare dall'estremismo
fascista a p p o g g i a n d o s i a d u n a salda m a g g i o r a n z a p a r l a m e n t a r e .
P e r la t e r z a v o l t a , d u n q u e , n e l giro d i d u e a n n i il fascismo
m u s s o l i n i a n o e r a c o s t r e t t o a t r a n s i g e r e con i vecchi c e t i diri-
g e n t i e ad a c c e t t a r e d a l o r o il p a s s a p o r t o p e r l ' a z i o n e .
P a r e c h e il vecchio G i o l i t t i , n o m i n a t o p r e s i d e n t e della
commissione p a r l a m e n t a r e per lo studio della legge eletto-
r a l e , n e l l ' i n s i s t e t e p e r c h é q u e s t o a b o r t o g i u r i d i c o fosse a p p r o -
v a t o , dicesse s o r r i d e n d o : quanto peggio è, meglio è, frase
c b e d o v r e b b e r i m a n e r e storica p e r c h é in essa si c h e è rac-
chiuso lo spirito di Machiavelli.
M a il d u c e del fascismo o c c u p a t o a s t u d i a r e q u e s t ' a u t o r e
n e l l e falsificazioni i m p o n e n t i dei t i r a n n i b e s t i a l i n o n si accor-
g e v a della sua p r e s e n z a silenziosa ed o p e r a n t e !
I n q u e l l a c i r c o s t a n z a e c o m e c o n t r a c c o l p o del c o n g r e s s o
d i T o r i n o a v v e n n e la scissione d e l P P I c h e p e r d e t t e t a l u n i
g r u p p i p a r l a m e n t a r i , giornalistici e b a n c a r i p i ù i n t e r e s s a t i ad
.amicarsi il g o v e r n o p e r finalità p a r t i c o l a r i , c h e a s e g u i r e il
G. Dorso, La rivoluzione in marcia: il fascismo 251

p a r t i t o nel s u o p r o g r a m m a d i d e m o c r a z i a c r i s t i a n a su cui,
s o t t o la s p i n t a fascista, s e m p r e p i ù si a r r o c c a v a .

Le elezioni rivoluzionarle.

A p p r o v a t a la n u o v a legge e l e t t o r a l e p a r v e c h e il g o v e r n o
n o n i n t e n d e s s e s e r v i r s e n e . F o r s e q u e s t o fu il v e r o p e n s i e r o
del sig. M u s s o l i n i in q u e l p e r i o d o d i t e m p o , se si p e n s a c h e
difficilmente egli a v r e b b e p o t u t o t r o v a r e u n a C a m e r a p i ù
docile d i q u e l l a c h e si era l a s c i a t a o l t r a g g i a r e senza u n s e n s o
di r i b e l l i o n e .
M a la crisi del fascismo, c h e si a p p r o f o n d i v a s e m p r e p i ù ,
richiedeva n u o v i e s p e d i e n t i a n t i r i v o l u z i o n a r i , cioè t r a s f o r m i -
stici, p e r p l a c a r e la i m p a z i e n z a delle m a s s e .
Se l e o p p o s i z i o n i , p e r la stessa necessità d i p l a s m a r s i e
selezionarsi, d o v e v a n o b a t t a g l i a r e q u o t i d i a n a m e n t e col fasci-
s m o , q u e s t o n o n era l i b e r o d a l l o s t e s s o i m p e r a t i v o .
E s s o a v e v a b i s o g n o d i offrite ai suoi a d e p t i s e m p r e n u o v i
o b i e t t i v i p e r g a l v a n i z z a r n e gli sforzi e l e a s p i r a z i o n i a l m e n o
in u n ' u n i t à f o r m a l e , capace di illuderli d i p e r s e g u i r e finalità
r i v o l u z i o n a r i e , a n c h e q u a n d o t e n t a v a d i farli scivolare n e l l o
scialbo l e g a l i t a r i s m o p r e r i v o l u z i o n a r i o . I n s o s t a n z a c h e cosa
p o t e v a i n t e r e s s a r e al f a s c i s m o del quorum del 25 o del 3 5 %
q u a n d o r i t e n e v a d i a v e r f a t t o la r i v o l u z i o n e ?
C h e i m p o r t a n z a p o t e v a a v e r e la c o n q u i s t a d e l p a r l a m e n t o
q u a n d o la sua ideologia p r i m o r d i a l e era a n t i d e m o c r a t i c a e d
a n t i p a r l a m e n t a r e ? N o n d o v e v a t u t t o ciò d e l u d e r e l e a s p e t -
tative del movimento?
M a l ' i m m a t u r i t à del p a r t i t o n e era t a l e c h e esso accolse
l ' a n n u n z i o della fiera e l e t t o r a l e c o m e se si t r a t t a s s e d e l l ' i n i z i o
di u n a v e r a azione r i v o l u z i o n a r i a . P e r u n a s t r a n a d e v i a z i o n e
politica, c h e fornisce, in sintesi con t u t t i gli a l t r i s i n t o m i , la
p r o v a d e l l ' ^ s u f f i c i e n z a storica del p o p o l o i t a l i a n o a f o r m e di
autonomia spirituale e conseguentemente politica, le masse
fasciste n o n si accorsero c h e , l a n c i a t e nella fiera e l e t t o r a l e ,
252 Parie 1, Seziona II

v e n i v a n o a s s u n t e in funzione d i c o n s e r v a z i o n e , e c h e , a n c h e
se c o n i m a n g a n e l l i e con la v i o l e n z a f o s s e r o r i u s c i t e a n o n
far v o t a r e gli a v v e r s a r i , q u e s t i t r i o n f a v a n o s e m p r e , i n q u a n t o
c h e li o b b l i g a v a n o a d a d e r i r e al l o r o s i s t e m a p o l i t i c o .
F u forse p e r c i ò c h e , d o p o a p p r o v a t a la legge e l e t t o r a l e ,
M u s s o l i n i fu l u n g a m e n r e p e r p l e s s o nel b a n d i r e l e e l e z i o n i ?
O p i u t t o s t o e b b e p a u r a delle bizze i n t e r n e del p a r t i t o e ,
p i ù c h e a l t r o , dei fiancheggiatori?
M a il f a t t o stesso d i avere a p p r e s t a t o i l n u o v o c o n g e g n o
e l e t t o r a l e a v e v a m e s s o u n f r e m i t o negli a s p i r a n t i alla m e d a -
g l i e t t a , c h e , in p e r i o d o r i v o l u z i o n a r i o , i n v e c e d i d i m i n u i r e ,
erano notevolmente aumentati.
D ' a l t r a p a r t e n o n si p o t e v a i n d e f i n i t a m e n t e g o v e r n a r e c o l
vecchio p a r l a m e n t o q u a n d o n u o v e forze e n u o v i a g g r u p p a -
m e n t i si e r a n o d e t e r m i n a t i nel p a e s e .
F u p e r c i ò c h e , s o t t o la p r e s s i o n e d e g l i a v v e n i m e n t i , il
g o v e r n o fascista si decise a b a n d i r e la fiera e l e t t o r a l e e d a
l a n c i a r e l e camicie n e r e alla c o n q u i s t a d e l p a r l a m e n t o .
L a s t o r i a d i q u e s t ' i m p r e s a n o n h a c h e assai scarsa i m p o r -
tanza sia p e r q u a n t o r i g u a r d a la f o r m a z i o n e d e l l e Uste sia p e r
q u a n t o r i g u a r d a la c o n q u i s t a dei seggi.
L e l i s t e f u r o n o f o r m a t e c o n c r i t e r i v e c c h i o stile a n c h e
p e r c h é il fascismo n o n a v e v a a n c o r a p r o d o t t o la f a m o s a élite
d i cui si v a n t a v a . I n m o l t e P r o v i n c i e si d o v e t t e r o i n c l u d e r e
n o t e v o l i s c h i e r e d i fiancheggiatori o d i c o s i d d e t t i c o m p e t e n t i ,
p e r i m p e d i r e c o n t r a c c o l p i e l e t t o r a l i d i c a r a t t e r e locale c h e
m i n a c c i a v a n o la c o n s i s t e n z a d e l l a lista g o v e r n a t i v a .
Q u e s t a s e m p l i c e c o n s t a t a z i o n e è r i v e l a t r i c e d i u n a situa-
zione p o l i t i c a , in cui il serio si m e s c o l a al g r o t t e s c o , la rivolu-
zione si s p o s a alla farsa.
I l fascismo, f e n o m e n o r i v o l u z i o n a r i o e d a n t i p a r l a m e n t a r e ,
si d e c i d e a p a r l a m e n t a r i z z a r s i p e r p o t e r m a n t e n e r e al g o v e r n o
la s u a f o r m a z i o n e d'elite, e t u t t a v i a , n o n p u ò n e m m e n o parla-
m e n t a r i z z a r s i d a se s t e s s o , m a d e v e c h i e d e r e a i u t o alle s c h i e r e
dei f i a n c h e g g i a t o r i , cioè dei vecchi g o v e r n a n t i s p o d e s t a t i .
N o n si p o t e v a c e r t a m e n t e i m m a g i n a r e u n a p o s i z i o n e poli-
tica p i ù c o n t r a d d i t t o r i a di q u e s t a .
G. Dorso, La rivoluzione in marcia: il fascismo 253

M a la r i v o l u z i o n e e s i s t e v a s e m p r e a d i s p e t t o di t u t t e l e
f o r m a z i o n i in l o t t a , e in ìspecie a d i s p e t t o d e l f a s c i s m o uffi-
ciale, c h e v e d e v a o g n i g i o r n o f r u s t r a t i i s u o i calcoli dalla
r e a l t à sociale d e l p a e s e .
E s s a riusci a s p e z z a r e la d e l i c a t a funzione d e l m e c c a n i s m o
e l e t t o r a l e : l e elezioni v e n n e r o f a t t e in t u t t a I t a l i a c o n e s t r e -
m a v i o l e n z a . I m e t o d i m e r i d i o n a l i eli l o t t a v e n n e r o e s t e s i
all'Italia. L a MVSN, presidio a r m a t o del p a r t i t o d o m i n a n t e ,
venne impiegata per terrorizzare specialmente le zone rurali
e i m p e d i r e alle o p p o s i z i o n i d i e s e r c i t a r e o g n i p r o p a g a n d a
elettorale.
C o s ì il f a s c i s m o - r i v o l u z i o n e , c i o è il fascismo delle p r o -
v i n c e , t r i o n f ò d e l t r a s f o r m i s m o e gli spezzò n e l l e m a n i l'in-
c a n t e s i m o . L a scheda n o n servi a n i e n t e : la p a r o l a s p e t t ò
a n c o r a u n a v o l t a al r a n d e l l o .
T u t t a v i a q u e s t e elezioni generali valsero a chiarire u n o
s t a t o d i psicologia delle m a s s e d i n o t e v o l e i m p o r t a n z a : il
p r o c e s s o di p o l a r i z z a z i o n e agli e s t r e m i d e l c o r p o e l e t t o r a l e . L a
sconfìtta d i B o n o m i a M i l a n o e il l i m i t a t o s e g u i t o d i A m e n d o l a
nel Sud contrapposti al successo elettorale del p a r t i t o comu-
n i s t a , c h i a r i r o n o il p r o g r e s s i v o i n d e b o l i m e n t o delle tesi m e d i e ,
la scarsa fiducia d e l c o r p o e l e t t o r a l e in q u e l l e s o l u z i o n i
c o s t i t u z i o n a l i c h e m i r a v a n o a d a n n u l l a r e il f a t t o r i v o l u z i o n a r i o
e a ricostituire sulle b a s i d e l 1 9 1 5 il d o m i n i o d e l l e classi
dirigenti.
I l p a e s e così lasciò i n t e n d e r e dì esigere la r e a l e s o l u z i o n e
d e l p r o b l e m a i t a l i a n o a n c h e sul t e r r e n o della forza.
A d ogni m o d o queste elezioni mentre potenziarono le
o p p o s i z i o n i , c h e , i n u n a l o t t a c o s i severa, s e l e z i o n a r o n o d i r i -
g e n t i e g r e g a r i , a c c e n t u a r o n o n o t e v o l m e n t e la crisi fascista,
d i m o s t r a n d o a t u t t i gli i n g r e d i e n t i della f o r m a z i o n e q u a l e
d i s t a n z a s e p a r a v a Velile d i r ì g e n t e d a i p r o p o s i t i r i v o l u z i o n a r i
della m a s s a .
La p o l i t i c a delle d u e p o r t e a p e r t e v e n i v a , d u n q u e , b a t -
t u t a in breccia, sia d a l l e o p p o s i z i o n i che d a ! f a s c i s m o s t e s s o ,
e il t e n t a t i v o di c r e a r e u n a n u o v a f o r m a z i o n e p a r l a m e n t a t e ,
su cui a p p o g g i a r s i , c a d e v a senza r i s u l t a t o . C o s ì la s i t u a z i o n e
254 Parts I, Sezione II

rivoluzionaria della periferia si ripercuoteva nuovamente al


centro.

Il fascismo non sa servirsi del parlamento.

M a il c u l m i n e d e l l a crisi v e n i v a r a g g i u n t o p o c o d o p o
q u a n d o si t r a t t ò d i far f u n z i o n a r e il p a r l a m e n t o .
P e r q u a n t o l ' i m m a t u r i t à d e l p a e s e fosse e n o r m e , p e r
q u a n t o il fascismo i n t r a n s i g e n t e si fosse l a s c i a t o c o n v o g l i a r e
sul t e r r e n o p a r l a m e n t a r e , n o n a p p a r i v a p o s s i b i l e , q u a n d o il
p a r l a m e n t o r i a p r ì i suoi b a t t e n t i , c o n s e n t i r e alle o p p o s i z i o n i
l'esercizio del c o n t r o l l o .
Vi era, d u n q u e , u n a situazione e s t r e m a m e n t e tesa, da
cui e r a difficile u s c i r e , p e r c h é l e o p p o s i z i o n i e r a n o p o r t a t e
dalla s t e s s a crisi fascista e dal r i n n o v a t o v o t o p o p o l a r e ad
:
e s e r c i t a r e con e n e r g i a la critica ai m e t o d i d e l g o v e r n o , a p p r o
fittanto d e l l ' i m b a r a z z o i n cui q u e s t o si t r o v a v a d i d o v e r e , d a
u n a p a t t e , s u b i r e l ' i n t r a n s i g e n z a dei rivoluzionari e dall'altra
a d o t t a r e c o m e t e r r e n o d i l o t t a q u e l l o p a r l a m e n t a r e assai p r o -
pizio agli a v v e r s a r i . C o s i il g o v e r n o n o n s a p e v a essere riè
g i a c o b i n o c o m e Io v e d e v a n o i fascisti, n é p a r l a m e n t a r e c o m e
c e r c a v a n o d i farlo essere gli o p p o s i t o r i , m a d o v e v a m a n t e n e r s i
i n u n a linea c h e c u m u l a v a t u t t i gli s v a n t a g g i dei d u e s i s t e m i .
M a u n a p o s i z i o n e cosi i b r i d a n o n p o t e v a d u r a r e a l u n g o
a n c h e p e r c h é l e o p p o s i z i o n i e r a n o i n t e r e s s a t e ad a v v a l e r s i della
tribuna e delle i m m u n i t à parlamentari p e r discutere a fondo
la s i t u a z i o n e p o l i t i c a . E s s e si s f o r z a v a n o d i t r a s c i n a r e il go-
v e r n o sul t e r r e n o della legalità p e r t e n t a r e d i b a t t e r l o .
Questa tattica non poteva, d'altra parte, che rendere
a s s o l u t a m e n t e d e b o l e la s o l u z i o n e g o v e r n a t i v a , e rinforzare
l ' e s t r e m i s m o fascista, s p i n g e n d o l o v e r s o l e e s t r e m e conse-
guenze.
Q u e s t e g i u s t e p r e v i s i o n i , i n f a t t i , si verificarono p u n t u a l -
mente all'apertura del parlamento.
L a p r i m a s e t t i m a n a fu u n a s o l e n n e beneficiata p e r l e o p -
G. Dorso, La rivoluzione in marcia: il fascismo 255

p o s i z i o n i , s p e c i a l m e n t e p e r q u e l l e che r i n s e r r a v a n o tutta la
l o r o critica n e l l ' a s t r a t t i s m o l e g a l i t a r i o .
L ' e s t r e m i s m o fascista era furente: il g o v e r n o era diso-
rientato completamente.

// delitto Matteotti.

I n tali condizioni d i c o s e si d e t e r r n i n ò l ' a m b i e n t e i n cut


scoppiò il d e l i t t o M a t t e o t t i , c h e p r e c i p i t ò d i c o l p o la s i t u a -
zione.
S o t t o l ' i m p r e s s i o n e d e l t e r r i b i l e d e l i t t o t u t t e l e forze d i
o p p o s i z i o n e si v i d e r o i m p r o v v i s a m e n t e r i n f o r z a t e d a c o r r e n t i
i m p e t u o s e d i o p i n i o n e p u b b l i c a , c h e r e c l a m a v a n o giustizia
c o n t r o gli assassini e m o s t r a v a n o c h i a r a m e n t e d i r i t e n e r e coin-
v o l t o , a l m e n o nella r e s p o n s a b i l i t à m o r a l e , il g o v e r n o .
D i fronte a queste o n d a t e dì opinione pubblica assoluta-
m e n t e i m p r e v e d u t e dagli o r g a n i m i n i s t e r i a l i , c h e a v e v a n o p r e s o
p e r m o n e t a c o n t a n t e sia il c o n s e n s o c h e la c a l m a a p p a r e n t e
d e l p a e s e , M u s s o l i n i si v i d e p e r d u t o .
L e sue prime dichiarazioni furono fredde, compassate.
Egli sperava poter ancora m a n t e n e r e l'equilibrio tra le diverse
c o r r e n t i in l o t t a . M a l'affare M a t t e o t t i era m o l t o p i ù g r a v e
di q u e l l o c h e il fascismo i m m a g i n a v a , p e r c h é e r a d e s t i n a t o a
d a r e la p r o v a della capacità d i r e s i s t e n z a della d e b o l i s s i m a
s u t u r a c h e t e n e v a u n i t e c o r r e n t i cosi d i s p a r a t e , s u t u r a c h e
c o n s i s t e v a n e l l a abilità t r a s f o r m i s t i c a d e l d u c e .

Mussolini tenta il salvataggio.

S o t t o la p r e s s i o n e c o n t i n u a e d i n c a l z a n t e degli a v v e n i -
m e n t i il g i u o c o sfuggi c o m p l e t a m e n t e d i m a n o al s i g n o r M u s -
solini c h e , assalito d a l p a n i c o , a c c u m u l ò e r r o r i su e r r o r i .
P r o b a b i l m e n t e se egli si fosse alzato in p a r l a m e n t o p e r
s o s t e n e r e la tesi del d e l i t t o d i S t a t o n e s s u n o a v r e b b e o s a t o
25à Parte J, Sezione II

r e a g i r e , m a q u e s t a tesi r i c h i e d e v a altra s t a t u r a ed il sig. M u s -


s o l i n i si e r a già r i v e l a t o u n d e m a g o g o senza alcuna p a s s i o n e
rivoluzionaria.
G l i a v v e n i m e n t i , n o n f r o n t e g g i a t i con r i m e d i