Sei sulla pagina 1di 184

Materiali Carlo Sini

Universitari
Lettere 58
IL TEMPO
E L'ESPERIENZA

§m Edizioni
Éjlp UNICOPLI
PP Milano
C a r l o Siiti

IL TEMPO
E L'ESPERIENZA
U n i v e r s i t à degli Studi di Milano
Cattedra di Filosofia T e o r e t i c a II
Ciclo di l e z i o n i per l ' A J L 1984/85

Edizioni
UNICOPLI
Milano
ISBN 83-7061-274-0

©Edizioni Via R Bonghi,*


r 1* Eduione
UNICOPU 20141 Milano novembre
Milano Tel. 02-8466502 1965
INDICE

7
Avvertenza pag-

1. Il tempo della p a r o l a " .11


2. Successione e irreversibilità " 21
3. L'esser dopo e l'aver già - " 31
11
4. Il l u o g o del p a s s a t o ..'. 45
5. Il f u t u r o e l'aver da " 53
6. Il p a s s a t o futuro " 65
?. Il t e m p o p u b b l i c o " 75
8. Riconoscere e misurare " 89
9. L'emozione di n u l l a •" • 99
10. Il "tutto" e l " ' o g n i " " 113
1 1 . Le e s t a s i del n u l l a " 125
1 2 . Il ritmo e la t e m p o g r a f i a " 137
1 3 . Il tempo della v o c e « 151

A p p e n d i c e : Che ne è del p a s s a t o ? " 165

II
Note 183
AVVERTENZA

Q u a l e s i a la r i l e v a n z a f i l o s o f i c a di un c o r s o che si an-
n u n c i a col t i t o l o "Il tempo e l ' e s p e r i e n z a " non vi è b i s o g n o
di d i r e . N e l l e l e z i o n i che s e g u o n o ci si concentrerà esclusi-
vamente sulla questione teoretica, senza ricorrere ad alcun
excursus p r e l i m i n a r e che r i a n i m i n e l l a m e m o r i a t e s t i , a u t o r i
e problemi che d o v r e b b e r o e s s e r e familiari a uno s t u d e n t e di
f i l o s o f i a la cui formazione s i a già d e b i t a m e n t e avanzata (co-
me d o v r e b b e e s s e r e , o s a r e b b e m e g l i o che f o s s e , a n c h e se non
è s t r e t t a m e n t e n e c e s s a r i o che s i a , per chi d e c i d a di affronta
re un c o r s o di f i l o s o f i a teoretica).
C'è un altro p r o b l e m a . D a t i 1 limiti di t e m p o , non s a r à
possibile i l l u s t r a r e , con l'ampiezza che sarebbe necessaria,
il n e s s o che lega 11 tempo a l l ' e s p e r i e n z a . "Il t e m p o e l'espe
r i e n z a " : g u a i è i l s e n s o di q u e s t a "e"? E perchè i l tempo vie
ne qui c o n f r o n t a t o p r o p r i o c o n l'esperienza? Non poteva basta
re a f f r o n t a r e il p r o b l e m a del tempo (che è già di p e r sé q u e -
stione i n tutti i s e n s i i n q u i e t a n t e ) ? Perchè a g g i u n g e r v i an-
che l ' e s p e r i e n z a , s p e c i a l m e n t e se è già noto in p a r t e n z a che,
cosi f o r m u l a t o , il p r o b l e m a n o n potrà e s s e r e c o m p i u t a m e n t e il^
l u s t r a t o ? A tutte q u e s t e d o m a n d e 11 p e r c o r s o che n o i compire-
m o darà r i s p o s t a . R e s t a però d a dire d e l p r o b l e m a dell'espe-
r i e n z a , in relazione al t e m p o . P e r tale q u e s t i o n e (che i l cor
s o non avrà modo di affrontare a n a l i t i c a m e n t e ) n o n vi è c h e
rimandare lo s t u d e n t e alla seconda, p a r t e del m i o libro Immagi_
ni di verità (Spirali, M i l a n o 1985) e a l l a n o z i o n e di e s p e -
rienza che li e ampiamente i l l u s t r a t a . Il p r e s e n t e corso sul
tempo n a s c e infatti dalle a n a l i s i c o n d o t t e in c o r s i preceden-
e

ti, con un r i f e r i m e n t o s p e c i f i c o ai problemi del s e g n o , del


s i m b o l o , del l i n g u a g g i o e , p i ù in g e n e r a l e , d e l l ' e v e n t o . E '
e n t r o tale c o r n i c e , e non p e r così dire in a s t r a t t o , che la
questione del tempo e m e r g e come q u e s t i o n e t e o r e t i c a , e non
come s e m p l i c e tema d i d a t t i c o o e r u d i t o . Ciò s i g n i f i c a che lo
studente che v o g l i a inserirsi nel m o d o g i u s t o n e l l o studio
d e l l e lezioni di q u e s t ' a n n o , è o p p o r t u n o che p r e m e t t a , nella
s u a p r e p a r a z i o n e , la lettura a t t e n t a della p r i m a p a r t e di Im
magini di vevità, e poi lo s t u d i o , a n a l i t i c o e a c c u r a t o , d e ^
la s e c o n d a p a r t e del m e d e s i m o l i b r o . Infine potrà affronta-
re , con a d e g u a t a c o n s a p e v o l e z z a , lo s t u d i o delle p r e s e n t i di
spense.

Che l ' e s p e r i e n z a s i a c o n n e s s a al tempo non è p e r a l t r o


nozione che a b b i s o g n i , in g e n e r a l e , di a l c u n a illustrazione
o e s e m p l i f i c a z i o n e . E ' n o t o che q u a n d o si p a r l a di esperien-
za in un s e n s o f i l o s o f i c o , il t e m p o , s i l e n z i o s a m e n t e o loqua
cernente, è già e n t r a t o in s c e n a . D a Kant a H u s s e r l a Heideg-
g e r q u e s t a verità s a r e b b e facilmente documentabile c o n cele-
bri c i t a z i o n i ; m a lo s t e s s o si p o t r e b b e d i r e a p r o p o s i t o di
H u m e , di L e i b n i z e cosi v i a . E ' invece a un'altra citazione
che qui faremo r i c o r s o , e s c l u s i v a m e n t e riferita al p r o b l e m a
del t e m p o , p e r p r e n d e r e da essa un s i g n i f i c a t i v o a v v i o . Si
t r a t t a i n f a t t i di u n a delle p a g i n e p i ù famose e più alte di
tutta la tradizione filosofica e u r o p e a . S c r i v e A g o s t i n o , nel
c a p . XIV d e l l e Confessioni (dedicato alla n a t u r a del tempo):

"Che cosa infatti è il tempo? Chi p o t r e b b e d a r n e una


b r e v e e facile d e f i n i z i o n e ? Chi ne capirà t a n t o , a l m e n o con
il p e n s i e r o , d a p o t e r n e poi far p a r o l a ? E invece chi h a una
nozione più f a m i l i a r e , più n o t a , nel p a r l a r e c o m u n e , del tem
po? C e r t o q u a n d o ne p a r l i a m o s a p p i a m o cosa i n t e n d i a m o e le
sappiamo anche q u a n d o ne s e n t i a m o p a r l a r e gli a l t r i . Che co-
sa è a l l o r a il tempo? Se n e s s u n o me lo chiede lo s o , se do-
vessi s p i e g a r l o a chi me lo c h i e d a non lo s o . Eppure posso
affermare con s i c u r e z z a di sapere che se n u l l a p a s s a s s e non
e s i s t e r e b b e un p a s s a t o , se nulla s o p r a g g i u n g e s s e non vi s a -
rebbe un f u t u r o , se n u l l a e s i s t e s s e non vi sarebbe un p r e s e n
9

t e . P a s s a t o e f u t u r o , m a c o d e s t i due tempi in che s e n s o e s i -


s t o n o , dal m o m e n t o che il p a s s a t o non e s i s t e p i ù e che 1 1 f u -
turo non e s i s t e a n c o r a ? E il p r e s e n t e a l l a s u a v o l t a , se rima
n e s s e s e m p r e p r e s e n t e e non t r a m o n t a s s e n e l p a s s a t o , non sa-
rebbe p i ù tempo m a e t e r n i t à . S e dunque i l p r e s e n t e , perchè
s i a t e m p o , deve t r a m o n t a r e n e l p a s s a t o , in che s e n s o si p u ò
dire che esiste se s u a condizione a l l ' e s i s t e n z a è q u e l l a di
cessare dall'esistere? Se cioè n o n p o s s i a m o dire che in tanto
i l — t e m p o esiste in q u a n t o t e n d e a non e s i s t e r e ? "
Q u e s t o p a s s o di A g o s t i n o (e ciò che segue n e i successivi
capitoli delle Confessioni che ogni s t u d e n t e di f i l o s o f i a do-
vrebbe già p e r c o n t o s u o c o n o s c e r e ) d i m o s t r a da s o l o due co-
s e . L a p r i m a è la p r o f o n d a e c o n t u r b a n t e e q u i v o c i t à della n o -
zione del t e m p o , che p u r e è a tutti cosi familiare da costi-
tuire un r i f e r i m e n t o costante del vivere e del p a r l a r e comu-
n i . L a s e c o n d a è che i p r o b l e m i della f i l o s o f i a n o n sono, an-
zitutto, " s t o r i c i " . C I Ò che si a n n u n c i a , in m a n i e r a così alta
m e n t e p r o b l e m a t i c a , nel b r a n o di A g o s t i n o è q u a l c o s a il cui
s e n s o resta i n a l t e r a b i l m e n t e e insuperabilmente davanti a
n o i , che p u r e s i a m o così s t o r i c a m e n t e lontani dal tempo in
cui q u e l l e parole furono p e n s a t e e s c r i t t e . C e r t o A g o s t i n o a-
v e v a le sue ragioni p e r i n t e r r o g a r s i sul p r o b l e m a del tempo:
l'enigma c r i s t i a n o d e l l ' e s i s t e n z a umana e della creazione di-
vina gli s t a v a n o d a v a n t i agli occhi in m o d i che l a storiogra-
fia h a il m e r i t o n o n s e c o n d a r i o né t r a s c u r a b i l e di avvicinar-
ci a c o m p r e n d e r e . M a n e s s u n a s t o r i o g r a f i a potrà mai farci com
prendere perchè il p r o b l e m a del tempo s i a al c e n t r o dell'in-
terrogare filosofico, da Platone e Aristotele sino a Hegel e
a H e i d e g g e r , recando in sé l ' e n i g m a t i c o scacco del pensare co
me anche d e l l ' o p i n a r e c o m u n e . Se non a l t r o non lo p u ò , p e r c h è
ogni s t o r i o g r a f i a e s t o r i o g r a f i s m o p r e s u p p o n e , p e r esercitare
il suo s t e s s o s g u a r d o , la n o z i o n e del t e m p o , e s a t t a m e n t e de-
t e r m i n a t a d a tutti q u e i p a r a d o s s i che il b r a n o di A g o s t i n o mi
rabilmente enuncia.
L a s t o r i a della f i l o s o f i a p e n s a il p a s s a t o . M a il p a s s a -
t o , così c o m e c o m u n e m e n t e lo i n t e n d i a m o , è un p r o d o t t o del
10

pensiero f i l o s o f i c o . L a s t o r i a della f i l o s o f i a p e n s a la f i l o -
s o f i a , m a è e s s a s t e s s a un p r o d o t t o d e l l a filosofia. E ' solo
un'ingenuità prefilosofica ritenere che la s t o r i a d e l l a filo-
sofia possa attingere il s e n s o p r o f o n d o e p e c u l i a r e dei p r o -
blemi della f i l o s o f i a . P e r e s s i si e s i g e , noti c o n t r o m a oltre
lo s g u a r d o s t o r i c o , un p i ù r a d i c a l e "theorein".
1. IL T E M P O DELLA PAROLA

Come ci i n t r o d u r r e m o n e l p r o b l e m a del tempo? Dopo aver


l e t t o in A g o s t i n o i gorghi e i p a r a d o s s i che la q u e s t i o n e del
tempo reca con s é , noi che s t r a d a p r e n d e r e m o ? C o m e faremo prò
b l e m a del tempo o a f f r o n t e r e m o il tempo in q u a n t o problema?
L a p r o p o s t a di p a r t e n z a (che mostrerà in seguito le sue ragio
n i ) è q u e l l a di i n t r o d u r c i nel p r o b l e m a del tempo tramite la
questione della p a r o l a . A q u e s t o s c o p o ci r i f e r i a m o a un p a s -
s o del n o t i s s i m o Corso di linguistica generale di Ferdinand
De S a u s s u r e , testo cui si r i c h i a m a l'odierna scienza lingui-
s t i c a e che h a anche i s p i r a t o il c o s i d d e t t o strutturalismo
contemporaneo.

Nel p a s s o del Covso in q u e s t i o n e De S a u s s u r e e n u n c i a due


p r i n c i p i o leggi g e n e r a l i , del s e g n o l i n g u i s t i c o . L a prima
legge è q u e l l a della a r b i t r a r i e t à del s e g n o (si p u ò dire 'al-
bero' oppure 'tree' senza che vi sia una ragione "naturale"
per preferire quel termine a un a l t r o : le lingue s o n o arbitra
rie, fondate s u l l ' u s o e la c o n v e n z i o n e s o c i a l e ) . M a di ciò
qui non ci o c c u p i a m o . L a s e c o n d a legge concerne i n v e c e il ca-
rattere lineare del s i g n i f i c a n t e . Si s a che il s e g n o l i n g u i -
s t i c o h a , secondo S a u s s u r e , due facce che egli c h i a m a signifi
cante e s i g n i f i c a t o . D e t t o a l l a buona (e non del t u t t o esatta
m e n t e , m a solo q u a n t o b a s t a ai nostri s c o p i ) il significante
è la componente "materiale" del segno linguistico, la sua e -
spressione fonica, oppure g r a f i c a se si t r a t t a di un segno
s c r i t t o , ciò di cui è fatto il s e g n o : il suono d e l l a voce op-
p u r e i tratti di p e n n a e c c . Il s i g n i f i c a t o è i n v e c e grosso uro
do il c o n c e t t o , il q u a l e (ancora m o l t o grosso m o d o ) non muta
1 2

col m u t a r e del s i g n i f i c a n t e : il c o n c e t t o di a l b e r o (la cosid-


detta immagine m e n t a l e ) non m u t a , se i o , i n v e c e di a l b e r o , di
co a r b r e , tree o in a l t r o m o d o a n c o r a . L a q u e s t i o n e concerne
d u n q u e il c a r a t t e r e " l i n e a r e " del s i g n i f i c a n t e . D i c e De S a u s -
sure:
"Il s i g n i f i c a n t e , e s s e n d o di n a t u r a a u d i t i v a , si svolge
s o l t a n t o n e l tempo e h a i c a r a t t e r i che t r a e dal t e m p o : a)
rappresenta una e s t e n s i o n e e b ) tale e s t e n s i o n e è misurabile
in u n a s o l a d i m e n s i o n e : e s s a S una l i n e a . Q u e s t o p r i n c i p i o è
e v i d e n t e , m a s e m b r a che ci si s i a sempre dimenticati di e n u n -
ciarlo, senza dubbio perchè lo si è t r o v a t o t r o p p o semplice.
T u t t a v i a e s s o S f o n d a m e n t a l e e le sue c o n s e g u e n z e s o n o incal-
c o l a b i l i . L a sua i m p o r t a n z a è p a r i a q u e l l a della p r i m a legge
(l'arbitrarietà del s e g n o l i n g u i s t i c o ) , t u t t o il meccanismo
d e l l a l i n g u a ne d i p e n d e . In o p p o s i z i o n e ai s i g n i f i c a n t i visi-
vi (come i s e g n a l i m a r i t t i m i con le b a n d i e r i n e e c c . ) che pos-
sono offrire complicazioni simultanee a più dimensioni (posso
esporre due o p i ù b a n d i e r i n e contemporaneamente), 1 signifi-
canti a c u s t i c i non d i s p o n g o n o che d e l l a linea del t e m p o , 1 lo
ro e l e m e n t i si p r e s e n t a n o uno d o p o l ' a l t r o , f o r m a n o cioè una
catena. Tale carattere appare i m m e d i a t a m e n t e non a p p e n a q u e -
sti s i g n i f i c a n t i linguistici li si r a p p r e s e n t i con la s c r i t t u
ra e si s o s t i t u i s c a la linea s p a z i a l e dei s e g n i g r a f i c i alla
successione nel tempo".

D a l f a t t o p e r cui le p a r o l e "si s c h i e r a n o le une dopo le


altre" Saussure ricava importanti conseguenze per la l i n g u i -
s t i c a ; p e r e s . il c a r a t t e r e o p p o s i t i v o dei s i n t a g m i , cioè la
forma o p p o s i t i v a d e l l a l i n g u a , m a non è q u e s t o ciò che a noi
importa. Abbiamo a s s u n t o il b r a n o di S a u s s u r e p e r introdurci
nel p r o b l e m a p i ù g e n e r a l e del tempo e la c o s a che s u b i t o ci
c o l p i s c e è a p p u n t o il n e s s o , che S a u s s u r e s t a b i l i s c e e defini
sce come e v i d e n t e , cosi o v v i o da r i s u l t a r e t r a s c u r a t o , tra a-
spetto fonico della parola (significante linguistico) e tem-
p o r a l i t à . O r a q u e s t o n e s s o , g u a r d a t o dal p u n t o di v i s t a del
tempo p i u t t o s t o che d e l l i n g u a g g i o , non c o n s e r v a n e s s u n a d e l -
le sue e v i d e n z e e o v v i e t à ; e s s o r i v e l a anzi u n a complicazione
13

problematica a p r i m a vista i n s o s p e t t a t a . I n d i c h i a m o almeno


alcuni di questi p r o b l e m i , il che ci c o n s e n t i r à d i inserirci
p r o p r i o nel cuore dei nostri intenti e del n o s t r o tema.
D i c e a n z i t u t t o De S a u s s u r e che il s i g n i f i c a n t e si s v o l -
ge s o l t a n t o nel t e m p o . M a a l l o r a vien f a t t o di chiederei che
dobbiamo pensare del s i g n i f i c a t o ? Il s i g n i f i c a t o n o n h a un
carattere " s o l t a n t o " temporale? E se è c o s ì , q u a l e altro c a -
rattere h a ? I suoni della p a r o l a 'albero' a c c a d o n o in s u c c e s
sione (a-l-b-e-r-o) e sono q u i n d i governati, n e l loro acca-
d e r e , d a u n a legge s o l t a n t o t e m p o r a l e ; m a il c o n c e t t o che
viene t r a s m e s s o t r a m i t e q u e s t i suoni h a un c a r a t t e r e soltan-
t o temporale o n o ? D a sempre si dice che il c o n c e t t o h a una
natura " i d e a l e " , i l che r i n v i a f i l o s o f i c a m e n t e e in senso
p r e g n a n t e , a l l ' " i d e a " di P l a t o n e , di H e g e l , o p p u r e di H u s -
s e r l . H u s s e r l s o s t e n e v a , ad e s e m p i o , che la n a t u r a del c o n -
cetto è " i n t e m p o r a l e " . Il c o n c e t t o n o n è un s e m p l i c e flatus
vocis; e s s o sta i n tutti i tempi (in t u t t e le e m i s s i o n i voca
li che lo i n c a r n a n o ) e in q u e s t o s e n s o è onnitemporale,. M a
p r o p r i o p e r c h è può stare in tutti i t e m p i , non s t a in n e s s u n
tempo in m a n i e r a s p e c i f i c a : s t a in a g g u a t o , p r o n t o a i n c a r -
narsi o g n i volta che d i c i a m o , o s c r i v i a m o , " a l b e r o " , ma n o n
si e s a u r i s c e in q u e s t a i n c a r n a z i o n e , p e r c h è non è fatto d e l -
la carne d e l l a p a r o l a . S o v r a s t a la p a r o l a e il s u o tempo, e
in q u e s t o s e n s o è "intemporale".
P e r S a u s s u r e , che è l'erede di q u e s t a t r a d i z i o n e di pen
s i e r o , le cose non s o n o però così s e m p l i c i . 'Il s e g n o linguì-
s t i c o - e g l i dice - h a due f a c c e , che ne costituiscono il
recto e 11 verso. Noi però n o n p o s s i a m o p r e n d e r e una faccia
senza l'altra. E ' c o m e , dice S a u s s u r e , se noi v o l e s s i m o ta-
gliare con le forbici un f o g l i o di c a r t a : non p o s s i a m o ta-
gliare 11 reato senza tagliare anche il verso. Nella lingua
non p o s s i a m o mai p r e n d e r e il s i g n i f i c a n t e in sé s e n z a 11 con
cetto o significato (poiché è appunto i l s i g n i f i c a t o , inteso
g l o b a l m e n t e , che d e t e r m i n a il s e n s o di u n a s u c c e s s i o n e di
s u o n i ) . Il s i g n i f i c a n t e d i c e di s e g u i t o "L'alberocuitende-
1
vi E il s i g n i f i c a t o che d i s t i n g u e le aree di senso
14

" a l b e r o " , " c u i " , " t e n d e v i " . Un g i a p p o n e s e che a s c o l t a può


ben pensare che "lalberocui" sia un'unica parola, poiché gli
fa d i f e t t o q u e l n e s s o tra s i g n i f i c a n t e e s i g n i f i c a t o sul q u a -
le si b a s a ogni l i n g u a e , nel c a s o p a r t i c o l a r e , la n o s t r a .
D ' a l t r a p a r t e , n e l l a l i n g u a n o n ci s o n o s i g n i f i c a t i se non in
relazione al c o r p o m a n i f e s t a t i v o del s i g n i f i c a n t e . N o n posso
i n s o m m a p e n s a r e , e t a n t o m e n o d i r e , la p a r o l a "albero" ...
s e n z a d i r l a , cioè s e n z a p a s s a r e a t t r a v e r s o la m a t e r i a l i t à del
s i g n i f i c a n t e e q u e l l a sua n a t u r a che S a u s s u r e d e f i n i s c e tempo
r a l e . In tal m o d o dunque la l i n g u a è nel tempo (poiché non
può e s s e r c i l i n g u a g g i o s e n z a s i g n i f i c a n t i ) , m a anche n o n vi è
(perchè il s i g n i f i c a t o non è temporale o s o l t a n t o temporale).
C o m e c h i a r i r e q u e s t o e s s e r e e n o n e s s e r e ? E che v u o l dire che
q u a l c o s a è , m a n o n è n e l t e m p o , n e l l a e s p e r i e n z a del tempo
(visto che i s i g n i f i c a t i n o n e s a u r i s c o n o la loro n a t u r a nella
dimensione dell'esperienza t e m p o r a l e , m a p i u t t o s t o in q u e s t a
si mostrano)? C'è un d o v e , c'è un e s s e r e , o una m o d a l i t à d'es
s e r e che non è nel tempo? D o m a n d a i n q u i e t a n t e , s u l l a q u a l e da
s e m p r e si i n t e r r o g a la m e t a f i s i c a o c c i d e n t a l e . N o n è certo
p e r caso se H e i d e g g e r , in un t e m p o che e g l i c o n s i d e r a la c o n -
clusione della m e t a f i s i c a , cioè nella n o s t r a e p o c a , h a intlto
lato "essere e t e m p o " la sua o p e r a p r i n c i p a l e . E n o n è a sua
v o l t a c a s u a l e se egli h a l a s c i a t o i n c o m p i u t a tale opera p e r -
chè, h a d e t t o , "mancavano le p a r o l e " p e r c o n d u r l a a t e r m i n e .
Le p a r o l e della s t o r i a della m e t a f i s i c a (della n o s t r a t r a d i -
zione c u l t u r a l e ) n o n p o s s o n o d i r e l'enigma del n e s s o t r a e s s e
re e t e m p o . L a f i l o s o f i a si a r r e s t a di fronte a q u e s t o abisso
(Abgrund), donde p e r a l t r o e s s a s t e s s a è s c a t u r i t a come la fer
rlgna M i n e r v a dal c e r v e l l o di G i o v e (anziché, come tutti i
m o r t a l i , dal grembo di G e a , cioè della M a d r e Terra).

I n o l t r e : S a u s s u r e p o n e alla b u o n a u n ' o p p o s i z i o n e tra au-


d i t i v o e v i s i v o . Il p r i m o s a r e b b e s u c c e s s i v o , 11 s e c o n d o con-
t e m p o r a n e o . U n a m e l o d i a , per e s e m p i o , è s o l t a n t o successiva:
non la p o t r a i mai a s c o l t a r e tutta insieme o tutta in una v o l -
ta, v a l e a dire in una contemporaneità i s t a n t a n e a . Invece un
q u a d r o lo p o s s i a m o contemplare con un u n i c o c o l p o d'occhio.
15

Sembra e v i d e n t e . E tuttavia q u e a t a e v i d e n z a si a n n e b b i a di
p a r e c c h i o se la g u a r d i a m o un p o ' più da v i c i n o . O g n i rispo-
s t a d e l l ' u d i t o così come d e l l a v i s t a è un g e s t o : p o s s i a m o par
lare di g e s t o a c u s t i c o e di g e s t o v i s i v o . Ma come possiamo
pensare un gesto che non sia temporale? A n c h e i l g e s t o visivo
è un accadere nel t e m p o e cioè nella s u c c e s s i o n e . E ' vero che
uno s g u a r d o ci può t r a s m e t t e r e , in un c o l p o s o l o , n u m e r o s e in
f o r m a z i o n i : esso p u ò "veicolare" {come si dice o g g i ) p i ù s i -
gnificanti con i relativi s i g n i f i c a t i . Q u e s t o è l'elemento
che a b b a g l i a De S a u s s u r e e che lo c o n v i n c e della contempora-
neità della vista r i s p e t t o alla s u c c e s s i o n e d e l l ' u d i t o . T u t t a
v i a , q u a n d o noi g u a r d i a m o un q u a d r o non ce ne s t i a m o attoniti
c o m e p e s c i nella v e t r i n a d e l l a p e s c h e r i a . Il n o s t r o guardare
è in realtà un continuare a g u a r d a r e , i l gesto è u n a s u c c e s -
s i o n e di gesti che c o n t i n u a m e n t e interpretano la visione ag-
g i u n g e n d o un p a r t i c o l a r e dopo l'altro, come diceva Peirce. In
c e r t o m o d o il n o s t r o continuare a guardare riproduce l'opera-
zione s u c c e s s i v a che h a o r i g i n a r i a m e n t e compiuto il pittore
con le sue mani e col suo o c c h i o , E d ' a l t r a p a r t e : è p r o p r i o
s i c u r o che 11 s i g n i f i c a n t e a c u s t i c o n o n veicoli p i ù significa
ti c o n t e m p o r a n e a m e n t e ? Come p o t r e i mai a s c o l t a r e u n a determi-
n a t a m e l o d i a se in ogni s u o n o che a c c a d e non vi f o s s e la p r e -
senza dei suoni già accaduti e l'attesa di q u e l l i che verran-
n o ? Come potrei "conoscerla" (come una m e l o d i a e n o n come una
m e r a s o m m a s l e g a t a di atomi s o n o r i ) e c o m e p o t r e i "riconoscer
la" (come q u e l l a d e t e r m i n a t a m e l o d i a ) ? E anche n e l l a parola:
quando ascolto "be' di ' a l b e r o ' , in q u e l 'be' s t a n a s c o s t o lo
'al* già a s c o l t a t o , e già si a n n u n c i a l'attesa d i 'ro' che è
sul p u n t o di v e n i r e e io mi aspetto che v e r r à . A l t r i m e n t i co-
me p o t r e i intendere le p a r o l e , le c o n f e r m e e le s o r p r e s e dei-
La comunicazione linguistica? E inoltre in 'albero' sta impli
citamente tutta i n t e r a la l i n g u a i t a l i a n a , così c o m e S p a r l a -
ta o r a , e d è in q u e s t a p r e s e n z a s i l e n z i o s a che r i s i e d e la sfu
m a t u r a p r e c i s a del s e n s o di o g n i p a r o l a : q u e s t o ce l'ha p r o -
p r i o i n s e g n a t o De S a u s s u r e . M a a l l o r a l a sua o p p o s i z i o n e tra
successione e contemporaneità, acustico e visivo, è troppo
16

semplice e a p r o b l e m a t i c a - Già Kant n e l l ' "Estetica trascender^


tale" scriveva: "Il t e m p o è la c o n d i z i o n e formale di tutti i
fenomeni in g e n e r a l e " . Q u a n d o S a u s s u r e d i c e che il s i g n i f i -
cante è s o l t a n t o temporale r a g i o n a t r o p p o rozzamente e n o n
m o s t r a di avvedersi d e l l a quantità enorme di p r o b l e m i che ac
c o m p a g n a n o q u e s t a semplice e a prima vista s e n s a t a enuncia-
zione .

T e r z a o s s e r v a z i o n e . Dice De S a u s s u r e ; poiché si svolge


s o l t a n t o nel t e m p o , il s i g n i f i c a n t e h a i caratteri che trae
dal t e m p o . Questi c a r a t t e r i s a r e b b e r o poi essenzialmente
d u e : a) il r a p p r e s e n t a r e u n ' e s t e n s i o n e ; b ) la misurabilità
in u n a sola d i m e n s i o n e , cioè la linea in q u a n t o successione
o p p o s t a alla c o n t e m p o r a n e i t à . E ' invero una b e n s t r a n a idea
che 11 s i g n i f i c a n t e t r a g g a dal tempo la capacità di rappre-
sentare un'estensione (cioè, p e r dirla alla b u o n a , uno s p a -
zio) . Il tempo non h a in sé " e s t e n s i o n i " , se n o n - come d i -
rebbe B e r g s o n - p e r una t r a s p o s i z i o n e di comodo in fenomeni
spaziali; ma questo "tempo s p a z i a l i z z a t o " non è a p p u n t o tem-
po . L ' e s t e n s i o n e del q u a d r a n t e d e l l ' o r o l o g i o , le sue tacche
per indicare 1 minuti e le o r e , s o n o u n a rappresentazione
s p a z i a l e del t e m p o , m a non sono t e m p o . L a q u e s t i o n e è d u n -
que c o m p l e s s a , sicché di n u o v o Saussure ci trasmette un'enun
dazione dogmaticamente d e f i n i t o r i a , la q u a l e p e r ò h a alla
b a s e , n o n delle e v i d e n z e , m a s o l o dei p r o b l e m i .

M a v e n i a m o poi alla "misurabilità in una s o l a dimensio-


n e " , cioè alla l i n e a . E ' c h i a r o che S a u s s u r e p e n s a qui il
tempo così come lo p e n s a il s e n s o c o m u n e : u n a s u c c e s s i o n e li
n e a r e di puri i s t a n t i u n i d i m e n s i o n a l i , v a l e a dire succeden-
tisl s e c o n d o le tre t r a d i z i o n a l i " e s t a s i " del t e m p o : il p a s -
s a t o , il p r e s e n t e e il f u t u r o . Il che e q u i v a l e a d i r e : se
f a c c i a m o astrazione dal c o n t e n u t o , dal fatto che il s i g n i f i -
cante in q u e s t i o n e è o r a 'albero', o r a 'cavallo', e c c . , ciò
che resta è u n a p u r a s u c c e s s i o n e di i s t a n t i in cui ogni con--
t e n u t o si c o l l o c a . Q u e s t a p u r a s u c c e s s i o n e è ciò che la p a r o
la, nel suo aspetto ' s i g n i f i c a n t e ' , trae dal t e m p o . Il tempo
v i e n e , dalla p a r o l a , in q u a l c h e m o d o r i v e s t i t o (di p a r o l e ) ,
17

r i e m p i t o , i n t o n a t o . M a è d a v v e r o q u e s t o il tempo? E ' già am-


p i a m e n t e n o t o che vari filosofi (per e s • Bergson e Husserl,
o infine H e i d e g g e r ) h a n n o c o m p l e t a m e n t e vanificato tale Imma
gine p u r a m e n t e i n t e l l e t t u a l i s t i c a e a s t r a t t a del t e m p o . Ciò
comporta conseguenze assai gravi p e r lo s t e s s o De Saussure.
Non sarebbe possibile una l i n g u i s t i c a g e n e r a l e c o m e scienza,
egli d i c e , se il s i g n i f i c a n t e n o n avesse quel c a r a t t e r e tem-
porale che si è d e t t o . M a tale carattere temporale è in rea_l
tS p r o b l e m a t i c o , è u n ' a s t r a t t a costruzione intellettualisti-
c a . Ne consegue che se il s i g n i f i c a n t e si fonda s u l tempo,
m a il tempo c h i a m a t o in causa è q u a l c o s a di p r o b l e m a t i c o e
infondato, allora t u t t a la l i n g u i s t i c a si fonda s u un e n i g -
m a . S i n o a che il t e m p o non è a t t i n t o i n una comprensione
s o d d i s f a c e n t e e g e n u i n a , anche la l i n g u i s t i c a , e a n z i il fat
to s t e s s o p e r cui noi p a r l i a m o e c o m u n i c h i a m o , r e s t a incom-
p r e n s i b i l e e i n s p i e g a t o . M a t u t t o ciò r i g u a r d a direttamente
De S a u s s u r e e i l i n g u i s t i , e noi abbiamo già t r o p p i problemi
p e r c o n t o n o s t r o p e r aver v o g l i a di farci carico a n c h e dei
loro.

V e n i a m o invece alla q u a r t a e u l t i m a o s s e r v a z i o n e . D i c e
Saussure che il carattere della temporalità del significante
acustico "appare i m m e d i a t a m e n t e non a p p e n a r a p p r e s e n t i a m o i
significanti acustici con la s c r i t t u r a e s o s t i t u i a m o la l i -
nea spaziale dei segni grafici alla linea del t e m p o " . L a
scrittura, cioè, esibirebbe l a prova che il s i g n i f i c a n t e acu
stico è temporale, poiché noi, per scrivere 'albero', dobbia
m o prima s c r i v e r e 'a', poi ' 1 ' , poi *b' e c c . Il t e m p o del
s u o n o della voce si distende così n e l l o s p a z i o dell'alfabe-
to. Q u e s t a o s s e r v a z i o n e , in a p p a r e n z a c o s ì o v v i a , dimostra
in realtà il p r e g i u d i z i o che è comune a De Saussure e (se te
n i a m o conto di D e r r i d a ) a tutta la n o s t r a c u l t u r a : q u e l l o di
ritenere che la s c r i t t u r a a l f a b e t i c a s i a l'unica vera scrit-
t u r a , in q u a n t o e s s a riprodurrebbe e s a t t a m e n t e la.parola par
lata. L a s c r i t t u r a è come se fosse una f o t o g r a f i a , una serie
dì fotogrammi della lingua p a r l a t a : la s c r i t t u r a alfabetica
registra e fotografa la s u c c e s s i o n e (e così la m o s t r a e d i m o
18

s t r a ) . L a c o s a p e r ò non s t a c o s ì , m a , in e e r t o m o d o , all'op?
p o s t o . E ' la s c r i t t u r a , la n o s t r a s c r i t t u r a a l f a b e t i c a , che
sovraimpone alla lingua i suol e l e m e n t i astrattamente discre
n
t i , che scompone e "sillaba le p a r o l e in b a s e ai suoi prin-
cipi e alla gua temporalità. E ' p r o p r i o il tempo di questa
s c r i t t u r a che v i e n e i m p o s t o alla l i n g u a e p o i , con un incon-
sapevole g i o c o di p r e s t i g i o , ricavato d a l l a l i n g u a tramite
la " p r o v a " d e l l a s c r i t t u r a . Il p r e s t i g i a t o r e h a già m e s s o il
c o n i g l i o nel c a p p e l l o (dandoci a intendere che e s s o è v u o t o )
e poi ce lo m o s t r a come riprova i l l u s o r i a d e l l ' a v e r c e l o egli
fatto e n t r a r e in un s e c o n d o momento.
In q u e s t o fraintendimento De S a u s s u r e non fa a l t r o , del
r e s t o , se non s e g u i r e la s u a e n o s t r a t r a d i z i o n e . E g l i di
c e r t o i g n o r a che la fondazione f i l o s o f i c a di t u t t o 11 s u o di
s c o r s o s t a In u n a p r o p o s i z i o n e d e l l a Ragion pura di Kant ("E
stetica trascendentale", sezione I I : "Del t e m p o " , paragra-
fo 6 ) , 11 d o v e K a n t s v o l g e dei " c o r o l l a r i " alla esposizione
trascendentale del c o n c e t t o di t e m p o . Egli s c r i v e : "Il tempo
non è altro che la forma del s e n s o i n t e r n o , cioè dell'intui-
zione di noi stessi o del n o s t r o s t a t o i n t e r n o . I n f a t t i il
tempo n o n p u ò e s s e r e una determinazione di fenomeni esterni:
non a p p a r t i e n e né alla figura né al luogo e c c . ; al contrario
d e t e r m i n a il r a p p o r t o delle rappresentazioni nel n o s t r o sta-
to i n t e r n o . E a p p u n t o p e r c h è q u e s t a i n t u i z i o n e interna non
h a a l c u n a f i g u r a , noi c e r c h i a m o di s u p p l i r e a questo difetto
con a n a l o g i e , e r a p p r e s e n t i a m o la serie t e m p o r a l e con u n a li
n e a che si p r o l u n g h i all'infinito, nella quale il molteplice
forma u n a s e r i e avente una s o l a d i m e n s i o n e ; e dalle proprie-
tà di q u e s t a linea d e r i v i a m o tutte q u e l l e del t e m p o , fuorché
q u e s t a sola.- che le p a r t i d e l l a linea s o n o s i m u l t a n e e , laddo-
ve le p a r t i del tempo s o n o s u c c e s s i v e . D a ciò risulta che la
rappresentazione del tempo s t e s s o è u n ' i n t u i z i o n e , poiché
tutti i suoi rapporti p o s s o n o essere e s p r e s s i p e r m e z z o di
una i n t u i z i o n e esterna".
A v r e m o m o d o di t o r n a r e su questa complessa frase kantia
na; m a già vediamo come e s s a d i c a l'essenziale di ciò che go
19

verna la m e n t a l i t à inconsapevole di De S a u s s u r e relativamente


al t e m p o , allo s p a z i o , alla l i n e a , alla p a r o l a e a l l a scrittu
ra. Mentalità che è del resto q u e l l a che tutti condividiamo
sul p i a n o del "naturale buon senso".
2. S U C C E S S I O N E E IRREVERSIBILITÀ

Il r i f e r i m e n t o a De S a u s s u r e h a c o n s e n t i t o di inserirci
n e l p r o b l e m a del t e m p o , f a c e n d o c e n e q u a n t o meno i n t u i r e talu
ni p a r a d o s s i e d i f f i c o l t à . M a al di là di q u e s t o s c o p o i n t r o
d u t t i v o , d o b b i a m o o r a chiederci quale n o z i o n e le riflessioni
s i n qui avviate h a n n o e v i d e n z i a t o come b i s o g n o s a di un u l t e -
riore approfondimento. Tale nozione & la parola "successio-
n e " . De S a u s s u r e , c o m e abbiamo visto, d i c e che il significali,
te l i n g u i s t i c o p r o c e d e in s u c c e s s i o n e , e aggiunge che tale
carattere gli d e r i v a dal t e m p o . Su t u t t o ciò a b b i a m o solleva
t o i n o s t r i dubbi e che cosa si debba i n t e n d e r e c o n la p a r o -
la "tempo" e la q u e s t i o n e c a p i t a l e che ci sta d a v a n t i e che
d o v r e m o v i a via a f f r o n t a r e . M a i n t a n t o , s i a m o noi i n chiaro
s u ciò che s i g n i f i c a " s u c c e s s i o n e " ? S a p p i a m o b e n e cosa dicia
m o q u a n d o diciamo che c'è u n a s u c c e s s i o n e ? Sono i l medesimo
tempo e successione? Oppure la successione è solo un aspetto
del tempo? E ancora, è la s u c c e s s i o n e un aspetto essenziale
del t e m p o , che però non ne e s a u r i s c e il c o n c e t t o ? E ' il t e m -
p o comunque n e c e s s i t a t o a c o m p r e n d e r e i n sé la s u c c e s s i o n e ,
o p p u r e n o ? A b b i a m o dunque una risposta a tutte q u e s t e doman-
de? D o v r e m m o averla, magari s e n z a r e n d e r c e n e c o n t o , se è v e -
ro che ci i n t e n d i a m o q u a n d o p a r l i a m o di s u c c e s s i o n e . Comin--
c i a m o d u n q u e di qui e c e r c h i a m o di c h i a r i r e che c o s a dicia-
m o , o p e n s i a m o di d i r e , q u a n d o ci r i f e r i a m o al c o n c e t t o di
successione.
Riferiamoci a n z i t u t t o a q u e l tipo di s u c c e s s i o n e che ca
r a t t e r i z z a il s i g n i f i c a n t e a c u s t i c o , t i p o che è a noi già un
po' f a m i l i a r e . P r e n d i a m o , come e s e m p i o , u n a frase caleberri—
22

m a di K a n t , la frase con la q u a l e i n i z i a il p a r a g r a f o 16 del


1'"Analitica t r a s c e n d e n t a l e " d e l l a Ragion pura. L a frase (tra
dotta in i t a l i a n o ) suona c o s ì ! "L'io p e n s o deve p o t e r accompa
gnare ogni m i a r a p p r e s e n t a z i o n e Non c'è dubbio che se
noi p r o n u n c i a m o q u e s t a f r a s e , e s s a m o s t r a di p o s s e d e r e una
s u c c e s s i o n e , e anche un ritmo e una cadenza- I s u o n i che a-
s c o l t i a m o p r o c e d o n o p r o p r i o come dice De S a u s s u r e , cioè come
un "nastro fonico" istante d o p o i s t a n t e , cosi dice anche il
senso comune (che ama m o l t i s s i m o gli i s t a n t i , c o m e , p e r altre
r a g i o n i , i m i s t i c i ) . H a noi o r a c h i e d i a m o ! q u a n t o v a l e ogni .i
s t a n t e di q u e s t a frase? E ' e v i d e n t e che n o n ogni m i s u r a va b e
n e . Se noi r e g i s t r a s s i m o q u e s t a frase nel r e g i s t r a t o r e e poi
i m p i e g a s s i m o , nel r i p r o d u r l a , u n c o n s i d e r e v o l e aumento di v e -
locità, ne ricaveremmo una s u c c e s s i o n e di b r e v i s s i m i suoni
acuti che n o n h a n n o più n u l l a in comune col p r i m i t i v o signi
f i c a n t e . E cosi p u r e , se r a l l e n t a s s i m o considerevolmente il
ritmo, a s c o l t e r e m m o dei curiosi rumori che a s s o m i g l i a n o vaga-
mente (per la n o s t r a f a n t a s i a ) ai lamenti di un c o n t a d i n o rus
s o in s t a t o di e b b r e z z a . C e r t o , q u e l che a s c o l t i a m o n o n è p i ù
un s i g n i f i c a n t e linguistico. La successione è rimasta, "istan
te d o p o i s t a n t e " , m a p e r quale "istante"? Se noi comprimiamo
la frase in centesimi di s e c o n d o , oppure la d i l a t i a m o in minu
t i , abbiamo un risultato s t r a v o l t o che non è p i ù un s i g n i f i -
cante l i n g u i s t i c o . E s i c c o m e il s i g n i f i c a n t e non è un m e r o ve
s t i t o del s i g n i f i c a t o che q u e s t ' u l t i m o p o s s a i n d o s s a r e o to-
gliere a p i a c e r e r e s t a n d o se s t e s s o , con lo s v a n i r e del signi
ficante anche 11 s i g n i f i c a t o se ne va, a s s i e m e a e s s o . Il che
s i g n i f i c a che al di là di una certa s o g l i a t e m p o r a l e , al di
là di certi v a l o r i , i significanti e i s i g n i f i c a t i , cioè i se
gni l i n g u i s t i c i , non v i v o n o . C'è un tempo del p e n s i e r o e d e l -
la p a r o l a ; si può p e n s a r e e si p u ò p a r l a r e entro certe soglie
t e m p o r a l i , così come l'uomo può vivere s o l o e n t r o certe s o -
glie termiche.

E d'altra p a r t e , anche s e n z a o l t r e p a s s a r e certe soglie,


il tempo i n f l u i s c e sul s e n s o della p a r o l a . Parlare non è fare
un e s e r c i z i o di s c i o g l i l i n g u a e se muta 11 tempo di u n a fra-
23

s e , ne m u t a anche il s e n s o . L a semplice e s o r t a z i o n e "salta


g i ù l " cambia di m o l t o se io la p r o n u n c i o r a p i d a m e n t e , per e s •
rivolgendomi a un a m i c o che non si è a c c o r t o che il tram è
g i u n t o alla n o s t r a f e r m a t a , oppure se e s s a viene pronunciata
con i n s o l i t a l e n t e z z a , magari con una p a u s a di sospensione
tra le sue due p a r o l e : quali mai s i t u a z i o n i m i n a c c i o s e e ag-
ghiaccianti non p o t r e m m o i m m a g i n a r e in q u e s t o s e c o n d o caso?
Il fatto è che 11 s i g n i f i c a n t e l i n g u i s t i c o h a un r e s p i r o , o
più concretamente r e s p i r a , c o m e sa ogni b r a v o a t t o r e : e s s o si
ostende e palpita (Saussure d i c e v a , e d a q u e s t o p u n t o di v i -
s t a non a torto, c h a h a u n ' e s t e n s i o n e ) . E d ' a l t r o n d e il respi^
ro c o r r i s p o n d e , sul p i a n o g r a f i c o , alla punteggiatura.
Ogni frase d u n q u e pre'nde tempo, n o n è s o l t a n t o una m e r a
e m e c c a n i c a s u c c e s s i o n e . Dal che d e r i v e r e b b e che il tempo è
q u a l c o s a di più d e l l a semplice s u c c e s s i o n e . M a che significa
'"prender tempo"? D o v e e come lo si p r e n d e ? In che m o d o lo si
t r o v a ? Q u e s t o non lo s a p p i a m o . S a p p i a m o s o l o , in b a s e ai sem-
plici e s e m p i fatti, che ci s o n o m o l t e s u c c e s s i o n i e anche m o l -
ti tempi (sebbene noi slamo portati a p a r l a r e s e m p r e del tem-
p o al s i n g o l a r e : c h i e d i a m o q u a n t o tempo ci vuole p e r fare una
certa c o s a , e mai q u a n t i tempi ci v o g l i o n o , 11 che avrà certo
u n a sua r a g i o n e ) . I n o l t r e ci sembra di p o t e r d i r e che n o n so-
no e s a t t a m e n t e la s t e s s a cosa tempo e s u c c e s s i o n e . E allora
c e r c h i a m o di concentrarci s u l l a sola s u c c e s s i o n e , prendendola
p e r cosi d i r e , di p e t t o .
Che cosa c a r a t t e r i z z a u n a s u c c e s s i o n e in q u a n t o succes-
s i o n e ? E a n c h e : che cosa " s u c c e d e " in u n a s u c c e s s i o n e ? Ecco
le d o m a n d e . Il f a t t o che una s u c c e s s i o n e accada, l'accadere
in s u c c e s s i o n e , p o t r e m m o c o m i n c i a r e a dire, comporta l'accade
re di q u a l c o s a (non importa c o s a ) l'uno dopo l ' a l t r o . Succes-
sione è u n o dopo l'altro (un istante d o p o l ' a l t r o , come si di
ceva p o c a n z l ) . M a ciò allora s i g n i f i c a che un a c c a d e r e ora
viene dopo un a c c a d u t o or ava, nella d i r e z i o n e di un non anoo_
va. Volevamo concentrarci s u l l a "pura" s u c c e s s i o n e ed e c c o
che ne s o n o già e m e r s i i due caratteri fondamentali del tem-
p o : 1) le tre e s t a s i temporali (ora, o r o r a , n o n ancora) e
24

2) l'irreversibilità (poiché si va da o r o r a ad o r a e d a o r a
a non ancora, e non viceversa)•
Q u a n t o a l l ' i r r e v e r s i b i l i t à , p e r ò , ci sembra che la cosa
n o n s i a poi cosi v i n c o l a n t e , se la g u a r d i a m o più d a v i c i n o .
C e r t o , la s u c c e s s i o n e t e m p o r a l e , come sempre si d i c e , n o n
può procedere a ritroso; ma la pura e semplice successione,
perchè non potrebbe andare i n d i e t r o cosi c o m e va in avanti?
C h e o b b l i g o c'è a pensare la s u c c e s s i o n e c o m e irreversibile?
Se è c o s ì , ecco che a b b i a m o t r o v a t o u n a d i f f e r e n z a , e n o n se
c o n d a r i a , tra la s u c c e s s i o n e e il tempo. M a è così? Vediamo.

Noi p o s s i a m o i m m a g i n a r e una s u c c e s s i o n e ali'indietro.


Le immagini di un film, p e r e s e m p i o , p o s s o n o è s s e r e proiet-
t a t e a l i ' i n d i e t r o : p r i m a si v e d e l'omino che scende dal m a r -
c i a p i e d e e s a l e s u l l a m a c c h i n a , poi si vede lo s t e s s o omino
che v a , c a m m i n a n d o a l i ' i n d i e t r o , dalla m a c c h i n a al m a r c i a p i e
d e . Quindi la s u c c e s s i o n e , a d i f f e r e n z a del t e m p o , si p u ò in
v e r t i r e . M a è d a v v e r o s e n s a t o q u e l che a b b i a m o d e t t o sul f i -
lo dell'esempio?

E s a m i n i a m o d a p p r i m a la q u e s t i o n e s o t t o un p r o f i l o , p e r
dir c o s ì , " f o r m a l e " . A s s u m i a m o lo s c h e m a di u n a successione
v u o t a , p r i v a di q u a l s i a s i contenuto determinato. Indichiamo-
la c o n v e n z i o n a l m e n t e c o s i : - 1 , 1, + 1 . N i e n t e ci vieta di pen
sare che si p o s s a p r o c e d e r e d a 1 a + 1 , o p p u r e da 1 a - 1 . Le
due d i r e z i o n i , v e r s o d e s t r a e v e r s o s i n i s t r a , sono indiffe-
renti, quindi la s u c c e s s i o n e è r e v e r s i b i l e , p u ò andare avan-
ti o i n d i e t r o a p i a c e r e . M a il p r o b l e m a è che q u e l l o che noi
s t i a m o p e n s a n d o con q u e s t o e s e m p i o di s u c c e s s i o n e p u r a o for
m a l e n o n h a n i e n t e a che fare con una s u c c e s s i o n e vera e prò
p r i a . Noi s c a m b i a m o la d e s t r a e la s i n i s t r a , cioè un essere
a c c a n t o m e r a m e n t e s p a z i a l e , con la s u c c e s s i o n e . Noi possiamo
andare d a 1 a +1 (cioè v e r s o d e s t r a ) e poi invertire la dire
zione e a n d a r e d a 1 a -1 (cioè verso s i n i s t r a ) • M a q u e s t o in
vertire l a d i r e z i o n e non è p e r nulla e q u i v a l e n t e a invertire
la s u c c e s s i o n e . E già il linguaggio ci h a t r a d i t i , o ci h a
m e s s o s u l l ' a v v i s o , poiché a b b i a m o d e t t o "e pai invertire la
d i r e z i o n e " . A n d a n d o v e r s o -1 n o n f a c c i a m o andare la s u c c e s -
25

sione a l i ' i n d i e t r o , p e r c h è - 1 accade p u r sempre dopo 1 . Non


abbiamo q u i n d i s c o p e r t a a l c u n a r e v e r s i b i l i t à , m a un incon-
trovertibile "esser d o p o " c o m e carattere di ogni e v e n t o d e l -
la s u c c e s s i o n e .
F a c c i a m o a l l o r a il caso di una s u c c e s s i o n e , n o n più for-
m a l e , m a p e r così d i r e " s o s t a n z i a l e " . Q u a l c o s a di determinato
succede a qualcos'altro. Esemplifichiamola con i t e r m i n i a,
b, a. A c c a d e una d e t e r m i n a t a cosa ( a ) , p e r e s . un lampo, cui
segue u n ' a l t r a d e t e r m i n a t a cosa ( b ) , p e r e s . un t u o n o . A q u e -
s t a ne s u c c e d e u n a t e r z a che p e r ò è a n c o r a la prima;' non un
altro l a m p o , m a p r o p r i o e s a t t a m e n t e q u e l l o s t e s s o lampo che e
ra ( a ) . Da (b) s i a m o quindi t o r n a t i al p r i m o ( a ) . M a come si
trova (b) di fronte a q u e s t o s e c o n d o ( a ) , che poi è di n u o v o
il p r i m o ? E c c o la d o m a n d a . Il s e c o n d o (a) h a un b e l da e s s e r e
uguale al p r i m o : e s s o comunque succede a (b) che h a già avuto
( a ) . Non c'è quindi alcun r i t o r n o i n d i e t r o ; c'è s o l o che (b)
i n c o n t r a di n u o v o (a) dopo a v e r l o già i n c o n t r a t o . Riferiamoci
anche qui a un e s e m p l o f i l m i c o . In certi film che si d e f i n i -
scono d'avanguardia u n a serie di f o t o g r a m m i viene p i ù volte
ripetuta (il che s u g g e r i s c e ai critici p r o f o n d e considerazio-
ni " f e n o m e n o l o g i c h e " e magari due o tre s c i o c c h e z z e sul tempo
e l ' e s s e r e ) : il cameriere a p p o g g i a il b i c c h i e r e s u l tavolo,
il cameriere appoggia il b i c c h i e r e sul t a v o l o , i l cameriere..
..e così v i a a p i a c e r e . Il r e g i s t a d ' a v a n g u a r d i a p u ò fare
q u e l che n e m m e n o D i o p u ò : far andare il tempo a r i t r o s o . P r o -
digi della tecnica. M a p e r lo s p e t t a t o r e , in r e a l t à , niente
v a a r i t r o s o : egli g u a r d a u n a , d u e , t r e , enne v o l t e la s t e s s a
s c e n a . E o g n i scena h a in sé il verso d e l "dopo d i " , s u c c e d e
alla sua g e m e l l a . Nei nostri termini p o t r e m m o a l l o r a dire che
se (b) s a di ( a ) , cioè ha m e m o r i a del p r i m o (a), ovvero è con
sapevole di venire dopo ( a ) , ogni r i t o r n o di ( a ) , ogni ritor-
n o d e l l ' u g u a l e , è a sua v o l t a un venire e un e s s e r d o p o . N i e n
te di r e v e r s i b i l e è qui accaduto.

M a , e se il p o v e r o (b> n o n lo sa? P e r e s . , (b) viene do-


po ( a ) , e poi torna ( a ) , ma lui, (b), del primo (a) non s a
nulla: ha battuto la testa e gli è v e n u t a l ' a m n e s i a . Il s e c o n
26

do (a) è p e r lui una p r i m a v o l t a . E con q u e s t o ? T u t t o ciò che


p o s s i a m o dire è che il s e c o n d o (a) viene dopo ( b ) . C'è un e s -
sere d o p o di (a) r i s p e t t o a (b) e n i e n t ' a l t r o , p o i c h é , in e f -
fetti, non c'è n e s s u n altro ( a ) . S u p p o n i a m o che un uomo una
m a t t i n a si svegli e dica a l l a m o g l i e : h o s o g n a t o che e r o un
cammello. La moglie r i s p o n d e : c u r i o s o , e s u b i t o p e n s a che ci
deve e s s e r e s o t t o una q u a l c h e a c c u s a nei suoi confronti. Pas-
sa un anno e lo s t e s s o u o m o , al r i s v e g l i o , dice alla m o g l i e :
h o s o g n a t o che e r o un c a m m e l l o , m a non r i c o r d a a f f a t t o che la
s t e s s a cosa gli e r a c a p i t a t a un anno p r i m a . L a m o g l i e fa fin-
ta di c r e d e r c i , m a i n t a n t o p e n s a che si d e l i n e a n o gli estremi
d e l l a crudeltà m e n t a l e . O r a , l'uomo è n e l l ' e s e m p i o come (b)
che r i t r o v a (a) s e n z a s a p e r l o : egli cioè p i ù e s a t t a m e n t e lo
" t r o v a " , non lo r i t r o v a , sicché n u l l a p e r lui è t o r n a t o indie
tro. Q u a n t o alla m o g l i e , e s s a è invece n e l l a p o s i z i o n e di (b)
che ritrova (a) s a p e n d o di a v e r l o già t r o v a t o . In e n t r a m b i i
casi niente è a n d a t o a r i t r o s o .
Che cosa a b b i a m o r i c a v a t o d a tutti q u e s t i discorsi? Inve
ro un p o ' p o c o , a l m e n o a p r i m a v i s t a . P o s s i a m o r i a s s u m e r e il
r i s u l t a t o c o s ì : q u a n d o p a r l i a m o di s u c c e s s i o n e , ciò che inten
d i a m o e n o n p o s s i a m o non i n t e n d e r e è che la natura dei suoi even-
ti è un " e s s e r d o p o " , un e s s e r d o p o e b a s t a . In altri termi-
ni: (a) è p r i m a di (b) s o l o se (b) è d o p o (a). Questo è tutto
ciò che " s u c c e d e " . R i s u l t a t o p o c o e n t u s i a s m a n t e e di sapore
lapalissiano. Ma la situazione si a n i m e r e b b e di m o l t o se noi
ora chiedessimo: ma può esserci (b), o ( a ) , e b a s t a ? Può esse
re p e r e s e m p i o che un uomo si r i s v e g l i , e b a s t a ? C h e e g l i ,
p e r così d i r e , v e n g a al m o n d o a v e n d o n u l l a d i e t r o di sé? E
può esser qualcosa (o e s s e r c i q u a l c o s a ) di tal n a t u r a , che
c'è e b a s t a , a p a r t i r e da un p u n t o zero del c o m i n c i a r e ad e s -
! sere? O p p u r e t u t t o c i ò che c'è h a , p e r e s s e r c i , la n a t u r a del
l'esser dopo? s i c c h é l'esser dopo non è s o l o un c a r a t t e r e , a
p r i m a v i s t a o v v i o , della s u c c e s s i o n e , m a è un c a r a t t e r e di
tutto ciò che c'è? La" r e a l t à " s t e s s a , q u i n d i , è un e s s e r dopo?
Converrà tener presenti queste domande, per affrontarle più
a v a n t i , q u a n d o e se s a r e m o in g r a d o di rispondere.
27

T o r n a n d o a n o i : se q u a l c o s a "succede", certamente succe-


de a q u a l c o s ' a l t r o . C h e una s u c c e s s i o n e torni i n d i e t r o non si
g n i f i c a a f f a t t o che e s s a v a d a r e a l m e n t e a r i t r o s o . E ' una n o -
stra illusione psicologica e verbale che e s i s t a il realmente
a r i t r o s o . P o s s o andare a r i t r o s o col g e s s o q u a n d o scrivo sul
la l a v a g n a , nel s e n s o che p r o c e d o v e r s o d e s t r a o retrocèdo
v e r s o s i n i s t r a , m a q u e s t i g e s t i si s u c c e d o n o sempre in un e s -
sere andati a v a n t i , in un loro e s s e r d o p o i n c a n c e l l a b i l e . Q u e
s t o s i g n i f i c a allora che la s u c c e s s i o n e "non può s c o r r e r e al-
l'indietro"? In v e r i t à , già q u e s t o m o d o di e s p r i m e r s i è s b a -
g l i a t o : non è che la s u c c e s s i o n e non possa scorrere all'indie
t r o , e che s u c c e s s i o n e vuol d i r e "esser d o p o " , e n i e n t e più.
N o n si t r a t t a cioè di a r r e n d e r s i e direi purtroppo anche la
s u c c e s s i o n e , c o m e . i l t e m p o , è i r r e v e r s i b i l e . C r e d e v a m o di ave
re in mano u n a d i f f e r e n z a fra tempo e s u c c e s s i o n e e invece ci
si è v a n i f i c a t a . Q u e s t o modo di e s p r i m e r c i , q u e s t o giocare
con le p a r o l e , m a n i f e s t a già l a p r e s e n z a di tutti i nostri
p r e g i u d i z i m i l l e n a r i . Noi s t i a m o p a r l a n d o come se la situazio
ne fosse q u e s t a : c'è la s u c c e s s i o n e , d e f i n i t a da v a r i caratte
r i ; tra q u e s t i c'è il carattere d e l l ' i r r e v e r s i b i l i t à . Ma n o n
c'è la s u c c e s s i o n e e poi anche i l fatto o la c i r c o s t a n z a per
cui e s s a è i r r e v e r s i b i l e . L ' i r r e v e r s i b i l i t à non è u n attribu-
t o della s u c c e s s i o n e . Q u a n d o d i c i a m o : la s u c c e s s i o n e è i r r e -
v e r s i b i l e , abbiamo l'aria di c o n s t a t a r e u n fatto: c h e ci v o l e
te fare, a b b i a m o s p i n t o in tutti i m o d i , i n d i e t r o n o n va, la
successione è fatta c o s i ; in t e o r i a la s u c c e s s i o n e potrebbe
anche e s s e r e r e v e r s i b i l e , m a di fatto non lo è. Noi proprio
in teoria la s u c c e s s i o n e n o n h a nulla a che s p a r t i r e con l'ir
r e v e r s i b i l i t à . Di p r i n c i p i o n o n p o s s i a m o p e n s a r e né ohe né se
la s u c c e s s i o n e è i r r e v e r s i b i l e . Queste d o m a n d e sono improponi_
b i l i , p e r c h è non s a n n o ciò che d o m a n d a n o . Esse in s o s t a n z a do
mandano: è possibile che l'esser dopo n o n sia un e s s e r dopo?
che è d o m a n d a a s s u r d a e i n s e n s a t a . P e r c h è , r i p e t i a m o l o , non è
che la s u c c e s s i o n e s i a la s u c c e s s i o n e e poi magari sia anche
irreversibile.
Successione s i g n i f i c a p r o - c e d e r e d o p o : nessun enigma,
28

n e s s u n m i s t e r o . Sicché il c o n c e t t o di s u c c e s s i o n e irreversibi
le è s e m p l i c e m e n t e un a s s u r d o l o g i c o , un dire v a c u o non sapen
d o q u e l che si d i c e . P r o p r i o come se noi d i c e s s i m o (secondo u
na celebre a n a l i s i di P e i r c e ) , che c'è q u a l c o s a di assoluta-
mente inconoscibile: che è solo una f r a s e i n c o n s i s t e n t e e con
t r a d d i t o r i a , la q u a l e i n c o n s a p e v o l m e n t e i n f o r m a del contrario
che crede di dire.
Eppure, potrebbe v e n i r c i i n m e n t e , in c h i m i c a si p a r l a ,
c e r t o con f o n d a m e n t o , di p r o c e s s i r e v e r s i b i l i : si p u ò p r e n d e -
re d e l l ' i d r o g e n o e d e l l ' o s s i g e n o in d e t e r m i n a t e q u a n t i t à e ot
tenerne d e l l ' a c q u a ; poi p o s s i a m o p r o c e d e r e p e r dissociazione
e riottenere gli e l e m e n t i di p a r t e n z a , p r o p r i o gli s t e s s i .
S i a m o andati dai c o m p o n e n t i al composto e v i c e v e r s a . E c o s i ,
in un e s e m p i o p i a b a n a l e , io p o s s o c h i e d e r e a un a m i c o di cam
biarmi mille lire i n due m o n e t e da c i n q u e c e n t o e p o i , m u t a t a
idea, posso richiedere le m i e m i l l e lire e r e s t i t u i r e i due
p e z z i d a c i n q u e c e n t o . T u t t a v i a q u e s t i e s e m p i non s o n o altro
che il n o s t r o s c h e m a (a), (b), ( a ) . Riotteniamo indubbiamente
lo s t e s s o i d r o g e n o e lo s t e s s o o s s i g e n o di p a r t e n z a : proprio
q u e l l i e non a l t r i . M a il f a t t o è c h e , i s o l a n d o la n o s t r a at-
tenzione operativa su di'essi e concentrandoci astrattivamen-
te sul r i s u l t a t o , noi d i m e n t i c h i a m o di i n c l u d e r e n e l processo
a n c h e il c h i m i c o , le sue b o c c e , il l a b o r a t o r i o e c c . N o n è t o r
nato lo s t e s s o c h i m i c o né lo s t e s s o l a b o r a t o r i o ; n i e n t e è t o r
nato indietro ma tutto è andato avanti, ed è solo per ragioni
di c o m o d o che noi p a r l i a m o di p r o c e s s i reversibili. Tanto più
che n e p p u r e l'idrogeno e l'ossigeno sono tornati esattamente
come e r a n o p r i m a : q u a l c o s a è a n d a t o p e r d u t o in b a s e all'entro
pia.

M a se le cose s t a n n o c o s ì , non h a a l l o r a s e n s o neppure


parlare di i r r e v e r s i b i l i t à temporale? Eppure di q u e s t o tanto
si è p a r l a t o e a n c o r a si p a r l a . N e p p u r e D i o p u ò far andare il
tempo a r i t r o s o , si a m a d i r e . Il f a t o , d i c e v a n o gli antichi,
S superiore agli s t e s s i D e i , né si p u ò fare che l'accaduto
n o n s i a a c c a d u t o e che A d a m o e d E v a t o r n i n o n e l l ' E d e n prima
di a v e r i n c o n t r a t o i l s e r p e n t e , a c c i a m b e l l a t o sul ramo di un
29

melo - e il s e r p e n t e , si s a , è un s i m b o l o del t e m p o . In e f f e t
ti a noi s t a r i s u l t a n d o una c o s a un p o ' d i v e r s a . N e l l a m i s u r a
infatti i n cui il tempo e s u c c e s s i o n e , p e r q u a n t o e s s o h a in
comune con la s u c c e s s i o n e (il che ci è a n c o r a o s c u r o ) , b i s o -
g n a ammettere che a n c h e a p r o p o s i t o del tempo p a r l a r e di irre
v e r s i b i l i t à non h a alcun s e n s o . A n c h e il tempo, i n q u a n t o sue
c e s s i o n e , è sempre un e s s e r d o p o . E lo è allo s t e s s o titolo
" l a p a l i s s i a n o " d e l l a successionei non è che ci s i a il t e m p o e
poi che e s s o s i a a n c h e i r r e v e r s i b i l e . Il suo e s s e r e e un e s -
ser dopo, e basta.
P o s s i a m o a l l o r a d i r e : q u i n d i il t e m p o sì s v o l g e in u n a
direzione sola, poiché scorre s o l t a n t o in avanti? M a avanti e
i n d i e t r o , già lo s a p p i a m o , s o n o solo n o z i o n i "locali" o "spa-
z-iali". Q u e l che d i c i a m o avanti è s o l o l a p o s s i b i l i t à , o p s i -
cologicamente l ' a t t e s a , d e l l ' e s s e r d o p o ; cioè che il tempo
continui a essere ciò che 6. Avanti c'è s o l o il p o s s ì b i l e es-
s e r d o p o , come n a t u r a della s u c c e s s i o n e temporale. E inoltre:
noi tutti sempre e di c o n t i n u o d i c i a m o che il t e m p o "scorre",
ruit nova, e p e n s i a m o di dire q u a l c o s a di c o n c r e t o . M a d a v v e -
ro il tempo " s c o r r e " ? Q u a l c u n o h a mai v i s t o "scorrere" il tem
po? C'è uno s c o r r e r e , e di c h e , nel t e m p o ? A s e n t i r e certi fi
l o s o f i , se noi ci "guardiamo d e n t r o " (non si s a b e n e né dove
né c o m e , forse s c o s t a n d o un p o ' il c o l l e t t o d e l l a camicia),
e c c o che si m o s t r a q u e s t o s p e t t a c o l o d e l l o "scorrere". Per
e s . s c o r r o n o le r a p p r e s e n t a z i o n i , o v v i a m e n t e nel t e m p o e in
v i r t ù del t e m p o , p o i c h é è lui che s c o r r e : tic t a c , tic t a c , i
stante dopo i s t a n t e . Noi m a g a r i non ci f a c c i a m o c a s o , m a il
tempo p a s s a e v a . I n s t a n c a b i l e .
Bisogna abbandonare queste immagini illusorie. Quando
noi p a r l i a m o di f e n o m e n i s u c c e s s i v i , p e r e s . d e l l a p a r o l a par
lata, non vediamo n e s s u n o s c o r r e r e , e nemmeno d i r e z i o n e . F o r -
se che q u a n d o i o p a r l o voi v e d e t e uno s c o r r e r e ? F o r s e che io
p a r l o in avanti o a l i ' i n d i e t r o ? Voi c e r t o s p e r i m e n t a t e l'es-
s e r dopo d e l l e mie p a r o l e , e così mi a s c o l t a t e e intendete,
m a non c'è in q u e s t o a l c u n o s c o r r e r e , n o n a s c o l t a t e uno s c o r -
r e r e , n é un avanti né un i n d i e t r o . Q u e l che i n s i e m e sperìmen-
30

t i a m o è un esserci della p a r o l a come un e s s e r d o p o , come un


pro-venire, sebbene queste stesse e s p r e s s i o n i s i a n o ancora o-
s c u r e e vaghe e a b b i s o g n i n o di ulteriore comprensione.
M a allora, p o t r e m m o infine c h i e d e r e , se t u t t o ciò che
c'è h a la n a t u r a d e l l ' e s s e r dopo, ciò che c h i a m i a m o tempo non
è che i l s e n s o del p a s s a t o , del p r o - v e n i r e appunto? Il tempo
è lo s t e s s o che il p a s s a t o ? S t r a n a d o m a n d a . D o v r e m o farci i
conti.
3. L ' E S S E R DOPO E L'AVER GIÀ'

Torniamo allora su quell'unica, semplicissima, banale no


zione che ci S sin qui risultata: l'esser d o p o . Nel nostro
esempio, (b) è l'esser dopo di ( a ) . M a che s i g n i f i c a ciò? Si-
g n i f i c a forse che c'è un p a s s a g g i o , un t r a s f e r i r s i di q u a l c o -
s a da (a) a (b)? Q u a l c o s a s c o r r e e si m u o v e tra (a) e (b)?
Apriamoci la via con u n a frase che abbiamo già utilizza-
t o , come m e r o e s e m p i o di s i g n i f i c a n t e l i n g u i s t i c o . Ora invece
a s s u m i a m o l a p r o p r i o p e r il s u o c o n t e n u t o ; la f r a s e kantiana che
d i c e : " L ' i o p e n s o deve p o t e r a c c o m p a g n a r e ogni m i a rappresen-
t a z i o n e " . Se vi è una r a p p r e s e n t a z i o n e qualsivoglia (sia e s s a
del s e n s o e s t e r n o , come d i c e v a L o c k e , p e r e s . la rappresenta-
zione di un a l b e r o , sia e s s a del s e n s o i n t e r n o , p e r e s . la
rappresentazione di un r i c o r d o o di u n a f a n t a s i a ) , essa è ta-
le, cioè r a p p r e s e n t a z i o n e , s o l o se è a c c o m p a g n a t a dall'io pen
s o , o v v e r o da una c o s c i e n z a rappresentante che e consapevole
di s é . N o n c'è m o d i f i c a z i o n e di c o s c i e n z a che s i a tale se la
c o s c i e n z a non l'accompagna. I n t e n d i a m o quindi q u i l'io penso
come p r i n c i p i o di o g n i c o s c i e n z a in g e n e r a l e , o m e g l i o di o-
gnl a u t o c o s c i e n z a . E ' solo c o s ì che u n a rappresentazione "è"
e d è "mia" (è una r a p p r e s e n t a z i o n e d e l m i o io p e n s a n t e ) .
M a di io K a n t ne d i s t i n g u e poi due (ci r i f e r i a m o ovvia-
mente a q u e s t o c o m p l e s s o e f o n d a m e n t a l e p a r a g r a f o solo p e r
q u e l t a n t o che i n t e r e s s a la n o s t r a i n d a g i n e , l a s c i a n d o cadere
ogni sottile questione di e s e g e s i k a n t i a n a , che n o n è affar
n o s t r o i n d a g a r e ) . C'è un io a n a l i t i c o e un io s i n t e t i c o , ovve
ro: un'unità analitica dell'appercezione (dell'autocoscienza)
e un'unità s i n t e t i c a d e l l ' a p p e r c e z i o n e . In t e r m i n i semplici:
32

c'è un i o c h e . a c c o m p a g n a u n a p e r una (analiticamente) le rap-


p r e s e n t a z i o n i ; c'è un i o d e l l a r a p p r e s e n t a z i o n e 1 ( r i ) , un io
d e l l a r 2 , e c c . M a se l'iol e l'io2 non a v e s s e r o n u l l a in comu
n e , fossero due i o del t u t t o d i f f e r e n t i , di n u o v o le rappre-
sentazioni non sarebbero "mie" (e nemmeno s a r e b b e r o ) . Nel pas
saggio da una rappresentazione a l l ' a l t r a l'io che le accompa-
g n a r e s t a p u r s e m p r e il m i o m e d e s i m o io p e n s o , e q u e s t o resta
re è a p p u n t o il frutto dell'unità sintetica dell'appercezio-
ne.

Naturalmente il "restare" v a i n t e s o b e n e . N o n è che l'io


p e n s o se n e s t i a lì immobile come la p i e t r a di un paesaggio
l u n a r e . L ' i o p e n s o n o n è u n a cosa o un f a t t o (che s a r e b b e una
rappresentazione ed esigerebbe appunto un i o p e n s o p e r esser
p e n s a t a come r a p p r e s e n t a z i o n e ) ; l'io p e n s o è u n ' a t t i v i t à di
p e n s i e r o , come già suggerisce l'espressione, cioè un'attività
r a p p r e s e n t a t i v a . E ' l'attività rappresentativa guardata, non
d a l lato del suo c o n t e n u t o a c c i d e n t a l e e m u t e v o l e (mi r a p p r e -
s e n t o un c a v a l l o in q u a n t o lo p e r c e p i s c o o lo i m m a g i n o ) , ma
dal lato del p u r o io che l'accompagna e la rende p o s s i b i l e .
L'attività in q u e s t o i o consiste appunto n e l l ' u n i f i c a r e l'io
i n sé con se s t e s s o (nel m e d i a r s i i n sé con sé s t e s s o , come
d i c e v a n o gli i d e a l i s t i ) . Io mi i d e n t i f i c o con me (penso m e ) e
solo allora posso pensare le r a p p r e s e n t a z i o n i come m i e , c i o è ,
p i ù i n g e n e r a l e , p o s s o avere delle r a p p r e s e n t a z i o n i . I o , c o m e
"me s t e s s o " , sono il m i o p r i m o o g g e t t o ed è così a p e r t a p e r
me la p o s s i b i l i t à di avere o g g e t t i in g e n e r a l e . Q u e s t o io=io
che e q u i v a l e a i o - p e n s o - m e (diceva p e r e s . Giovanni Emanuele
B a r i é tanti anni fa da q u e s t a s t e s s a c a t t e d r a ) è il "concetto
t r a s c e n d e n t a l e " . C i o è , nei termini di K a n t , è l'attività pu-
ra, t r a s c e n d e n t a l e , del p e n s a r e che rende p o s s i b i l e ogni mia
rappresentazione. Coscienza sintetica (sintesi dì sé con se
s t e s s o ) che rende p o s s i b i l e la c o s c i e n z a a n a l i t i c a di ogni
r a p p r e s e n t a z i o n e . Che poi la cosa stia d a v v e r o così e q u a l i
problemi ulteriori e s s a e v e n t u a l m e n t e s o l l e v i , è q u e s t i o n e
che l a s c i a m o qui impregiudicata.

A p p l i c h i a m o i n v e c e q u e s t o s c h e m i n o k a n t i a n o ai nostri
33

problemi. Potremmo dire cosi: p e r parlare di s u c c e s s i o n e non


basta nominare l'esser d o p o ; n o n b a s t a 11 fatto p e r cui l'es-
s e r e di (b) è l'esser dopo ( a ) . Bisogna mettere in gioco un
terzo elemento che, nell'esemplarità k a n t i a n a , è l'Io penso.
Q u e s t o t e r z o e l e m e n t o deve accompagnare sia (a) s i a (b), man-
tenendosi in entrambi il m e d e s i m o . A l t r i m e n t i n o n p o t r e b b e es
serci l'esser d o p o . Ci s a r e b b e (a) e b a s t a o (b) e b a s t a (po-
s t o che in q u e s t o m o d o dell'"e b a s t a " q u a l c o s a p o s s a poi e s -
s e r c i , il che già dicemmo che è dubbio).

Per altro verso potremmo anche dire (secondo un' ben noto
p r i n c i p i o ) : q u a l c o s a muta (o si muove) i n r e l a z i o n e a qual-
c o s ' a l t r o che non m u t a (non si m u o v e ) . Q u i ci t r o v i a m o p i ù vi
cini p r o p r i o alla t e m a t i c a temporale d e l l a t r a d i z i o n e . Gli i-
stanti del tempo " s c o r r o n o " , m a solo i n funzione di qualcosa
che non s c o r r e ; q u e s t o poi è i d e n t i f i c a t o con il p r e s e n t e e-
terno, che non è nel tempo e che t u t t a v i a rende p o s s i b i l e il
tempo ("immagine m o b i l e d e l l ' e t e r n i t à " , come d i c e v a Platone).
O g n i i s t a n t e , ogni "ora", c o m e o s s e r v a v a A g o s t i n o , non sta
mai f e r m o : l'ora che i n d i c o , già non è p i ù e al s u o p o s t o sta
sopravvenendo u n ' a l t r a ora c h e , p e r o r a , non è a n c o r a . C o s ì
il t e m p o , secondo u n a n o t a frase di H e g e l , è ciò "che m e n t r e
è non è e mentre n o n è è " . O g n i volta che cerco di afferrarlo
il tempo mi s f u g g e , n e l non p i ù e nel n o n ancora; e allora
q u e s t o suo non essere mai e p r o p r i a m e n t e il suo e s s e r e : e s s e -
re che è p i u t t o s t o un t r a p a s s a r e . M a la m i s u r a di q u e s t o tra-
p a s s a r e non t r a p a s s a . Il t r a p a s s a r e n o n s a r e b b e n e m m e n o un
t r a p a s s a r e , se non in relazione a una p r e s e n z a che non sta
dallo stesso lato degli i s t a n t i che t r a p a s s a n o , c h e è come un
o c c h i o vigile q u a n t o i m p e r s c r u t a b i l e , i m p e r c e t t i b i l e e incom-
m e n s u r a b i l e : un o c c h i o vigile che è come 11 p e r n o immobile in
t o r n o al q u a l e e p e r il q u a l e corre la g i o s t r a del tempo. Que
sto p e r n o immobile è ancora, in c e r t o m o d o , l'io p e n s o , il
p e n s i e r o di p e n s i e r o o atto p u r o di cui p a r l a v a Aristotele
(magari un A r i s t o t e l e interpretato da G e n t i l e ) : condizione
del tempo che è fuori del t e m p o , e p e r c i ò anche condizione
dell'esperienza che è fuori d e l l ' e s p e r i e n z a e i n s i e m e la fa
34

essere.
Tutti questi rapidi riferimenti possono essere interes-
s a n t i ; m a e s s i , in v e r i t à , g i o v a n o p o c o a risolvere la n o -
stra q u e s t i o n e , che è , a p r i m a v i s t a , p i ù s e m p l i c e . N o i , mal
to p i ù s e m p l i c e m e n t e , ci c h i e d i a m o : che cosa resta tra (a) e
( b ) , in m o d o che (b) abbia 11 s e n s o d e l l ' e s s e r dopo? E se
non r e s t a , che c o s a a l l o r a t r a p a s s a , in q u a l c h e m o d o restan-
d o il m e d e s i m o ? Come è da p e n s a r e q u e s t a c o n d i z i o n e s e n z a la
quale l'esser d o p o non s a r e b b e p o s s i b i l e né avere senso?
N e l p a s s a g g i o tra (a) e (b) c'è un m o t o di trasformazio
ne (come p o t r e b b e dire l'Aristotele d e l l a Fieiaa)• M a non
può t r a t t a r s i , p e r così d i r e , di una t r a s f o r m a z i o n e totale.
Se (a) si t r a s f o r m a s s e t o t a l m e n t e in ( b ) , a l l o r a in (b) n o n
ci s a r e b b e p i ù a l c u n e l e m e n t o che c o n s e n t a a (b) di e s s e r do
po ( a ) , di e s s e r e ciò che è in q u a n t o p r o c e d e da ( a ) . C'è un
trascorrere e insieme un p e r m a n e r e , d i c e il s e n s o c o m u n e . M a
q u e s t e e s p r e s s i o n i , già lo si è n o t a t o , sono a m b i g u e e anzi
i n a p p r o p r i a t e . Se dico " s c o r r e r e " , q u e s t a p a r o l a i n d i c a sem-
plicemente un m u t a m e n t o di l u o g o ; a m a g g i o r r a g i o n e poi se
aggiungo " a v a n t i " o " i n d i e t r o " . Q u a n t o infine al "permane-
r e " , anche qui ci t r o v i a m o i n v i s c h i a t i in a n a l o g h e difficol-
tà. K a n t a f f i d a v a il p e r m a n e r e a l l ' i o p e n s o , il q u a l e deve
accompagnare ogni r a p p r e s e n t a z i o n e . M a che s i g n i f i c a "accom-
p a g n a r e " se n o n s t a r e a c c a n t o ? E c c o che di n u o v o fa capolino
q u a l c o s a di i n v i n c i b i l m e n t e " s p a z i a l e " . E p o i : si "accompa-
g n a n o " le r a p p r e s e n t a z i o n i ? Si a c c o m p a g n a n o le f i d a n z a t e , si
accompagnano gli a m i c i , non c e r t o le r a p p r e s e n t a z i o n i . E se
l'accompagnare p o i è un " p e r - s l s t e r e " , di n u o v o q u e s t a e -
s p r e s s i o n e si c o m p r e n d e s o l o in r i f e r i m e n t o allo s p a z i o . I n -
s o m m a : il p r o c e s s o del t e m p o , la s u c c e s s i o n e , o comunque si
v o g l i a d i r e , ci s f u g g o n o c o n t i n u a m e n t e tra le d i t a , rifiuta-
n o la p r e s a d e l l a loro i m m a g i n e p r o p r i a e a s s u m o n o di c o n t i -
n u o la m a s c h e r a d e l l o s p a z i o . F o r s e che il t e m p o , p e r sua na
t u r a , s t a e deve s t a r n a s c o s t o d i e t r o lo spazio? O g g i si par
la m o l t o di c r o n o t o p o : ne p a r l a la f i s i c a , m a la p a r o l a ri-
corre a n c h e in H e i d e g g e r (Zsit/Raum: T e m p o / S p a z i o ) . Tempo e
35

s p a z i o , si d i c e , si d a n n o in'un i n t r e c c i o i n d i s s o l u b i l e . Ma
come p o s s i a m o i n t e n d e r e q u e s t o i n t r e c c i o , se noi n o n conoscia
m o ciò che è p r o p r i o di ogni e l e m e n t o d e l l ' i n t r e c c i o ? Il tem-
p o e lo s p a z i o sono come il reato e il verso di c u i parlava
De S a u s s u r e ; se tagli il tempo tagli a n c h e lo s p a z i o , non
p u o i avere l'uno s e n z a l ' a l t r o . M a q u a l e e l e m e n t o (benché non
isolablle d a l l o s p a z i o ) può d e f i n i r s i p r o p r i a m e n t e temporale?
Il tempo ci si n a s c o n d e sempre in figure s p a z i a l i , m a non ac-
cade mai il c o n t r a r i o . P e r c h è ? Mai che n o i p o s s i a m o dire, a
p r o p o s i t o del t e m p o , una p a r o l a g e n u i n a , che suoni b e n e come
una m o n e t a di buon conio.

Già il b r a n o di De S a u s s u r e dal q u a l e siamo p a r t i t i pone


v a q u e s t a relazione del tempo con la linea e la f i g u r a spazia
l e , e q u e s t o e r a p r o p r i o il s u o m e r i t o , o l t r e che il suo limi
t e . M a noi abbiamo poi o s s e r v a t o che le i n d i c a z i o n i di De
S a u s s u r e t r o v a v a n o u n a loro e s p r e s s i o n e p i ù c o m p l e t a e p r o f o n
d a in un b r a n o d e l l ' " E s t e t i c a " di K a n t . T o r n i a m o a questo bra
n o e r i f l e t t i a m o p a z i e n t e m e n t e s u di e s s o , ora che s i a m o a s -
sai p i ù consapevoli dei nostri p r o b l e m i . V e d i a m o q u a l e luce
ne p o s s i a m o r i c a v a r e . Dice d u n q u e Kant;

"Il t e m p o non è a l t r o che la forma del s e n s o interno,


cioè d e l l ' i n t u i z i o n e di noi stessi e d e l n o s t r o s t a t o inter-
n o . I n f a t t i , il tempo non p u ò e s s e r e u n a d e t e r m i n a z i o n e di fe
nomeni e s t e r n i : non appartiene né alla f i g u r a , né al luogo,
e c c . ; d e t e r m i n a , al c o n t r a r i o , il r a p p o r t o delle rappresenta-
zioni nel n o s t r o s t a t o i n t e r n o . E a p p u n t o perchè q u e s t a intuì
zione i n t e r n a non h a n e s s u n a f i g u r a , noi c e r c h i a m o di s u p p l i -
re a q u e s t o difetto con a n a l o g i e , e r a p p r e s e n t i a m o la serie
temporale con una linea che si p r o l u n g h i all'infinito, nella
q u a l e il molteplice forma u n a serie a v e n t e una s o l a dimensio-
n e ; e dalle p r o p r i e t à di q u e s t a linea d e r i v a n o t u t t e quelle
del t e m p o , fuorché q u e s t a s o l a ; che le p a r t i d e l l a linea s o n o
s i m u l t a n e e , laddove le parti del tempo s e m p r e s u c c e s s i v e . Da
ciò risulta che la r a p p r e s e n t a z i o n e del tempo s t e s s o è u n ' i n -
t u i z i o n e , poiché tutti i suoi rapporti p o s s o n o e s s e r e e s p r e s -
si per m e z z o di u n ' i n t u i z i o n e esterna".
36

Con t u t t a la v e n e r a z i o n e che si deve n u t r i r e p e r K a n t ,


b i s o g n e r à p u r e che noi ci d e c i d i a m o a d i r e , nel m o d o più
s c h i e t t o , che q u a n t o Kant d i c e qui a p r o p o s i t o del tempo e
un g u a z z a b u g l i o di oscurità e di p a r a d o s s i . Al tempo non ap-
p a r t i e n e né la figura, né il luogo, né l a l i n e a : d'accordo.
M a p e r c h è mai q u e s t a "mancanza" s a r e b b e un "difetto" del tem
p o , e n o n invece u n a s u a p r o p r i e t à p o s i t i v a ? C o m u n q u e sia,
per supplire al "difetto" d e l l ' i n t u i z i o n e temporale noi r i -
c o r r i a m o ad " a n a l o g i e " s p a z i a l i . M a come i n t e n d e r e m o un'ana-
logia di cui non è in alcun m o d o d a t a , p e r dir c o s i , la "lo-
gia"? Se i o dico "la s e r a della v i t a " si i n t e n d e subito che
è s t a b i l i t a u n ' a n a l o g i a tra la fine del g i o r n o (la sera) e
la fine d e l l a v i t a . C o m e il g i o r n o , a n c h e la v i t a n a s c e , cui
mina e infine declina, sicché posso chiamare questo declina-
re, p e r a n a l o g i a , la sera del v i v e r e . M a se d i c i a m o che la
linea è u n a r a p p r e s e n t a z i o n e a n a l o g i c a del t e m p o , a noi man-
ca o g n i immagine p r o p r i a (del tempo) p e r v a l u t a r e appieno
l'analogia che a b b i a m o p r o p o s t o . T u t t a v i a Kant si s f o r z a , in
s e g u i t o , di c h i a r i r e la r e l a z i o n e fra il tempo e la linea.
Vediamo.

L a lìnea, d i c e K a n t , è u n a s e r i e a v e n t e una s o l a dimen-


sione (cioè la s u c c e s s i o n e , di cui t a n t o a b b i a m o p a r l a t o ) . 0
ra q u e s t a linea c o n t i e n e "tutte" (dice p r o p r i o t u t t e ) le p r ò
prietà del t e m p o . P e r b a c c o : u n o si r i n c u o r a ; d i c e : che b e l -
lo, b a s t a fare una linea e h o tutte le p r o p r i e t à d e l tempo;
più facile di cosìl M a poi Kant a g g i u n g e : h a tutte le p r o -
prietà fuorché u n a : che le p a r t ì d e l l a lìnea sono simultanee
(possiamo g u a r d a r l e tutte i n s i e m e con u n a s o l a occhiata),
mentre le p a r t i d e l t e m p o s o n o s u c c e s s i v e . E a l l o r a s i a m o da
capo. L'unica cosa che ci s e m b r a di s a p e r e del t e m p o , nella
nostra povertà m e n t a l e e d e s p r e s s i v a , è che i s u o i fenomeni
sono s u c c e s s i v i . Se la linea non può c o n t e n e r e questa pro-
p r i e t à , a l l o r a non c o n t i e n e n u l l a del t e m p o . L a linea, insom
ma, contiene tutte le p r o p r i e t à del tempo fuorché il tempo.
E restiamo naturalmente anche m o l t o c u r i o s i di s a p e r e quali
poi s a r e b b e r o t u t t e q u e l l e altre p r o p r i e t à del tempo che la
37

lìnea c o n t e r r e b b e . K a n t non ce lo dice affatto e n o i non pos-


s i a m o far altro che supporre che egli si r i f e r i s c a alle tre e
stasi t e m p o r a l i , che la linea r a f f i g u r e r e b b e come un p i ù a-
vanti e un più i n d i e t r o , o v v e r o come l u o g h i d e l l o spazio:
c i o è , di n u o v o , n o n come p r o p r i e t à del t e m p o , b e n s ì della li-
nea, poiché l'irrafigurabilità della s u c c e s s i o n e snatura qual
siasi p o s s i b i l e p r o p r i e t à del tempo che la linea conterrebbe.
T u t t i i rapporti del tempo p o s s o n o e s s e r e e s p r e s s i p e r m e z z o
di un'intuizione e s t e r n a , d i c e K a n t . M a q u a l i s o n o tutti que-
sti r a p p o r t i ? L ' u n i c o rapporto essenziale, espressamente nomi
n a t o , è l a s u c c e s s i o n e , e q u e s t a non si p u ò e s p r i m e r e median-
te u n ' i n t u i z i o n e esterna.
N a t u r a l m e n t e m o l t o a l t r o ci s a r e b b e ancora d a dire circa
le e s p r e s s i o n i k a n t i a n e riferite a "noi s t e s s i " e al "nostro
s t a t o i n t e r n o " . L'immagine del sole è i n t e r n a o e s t e r n a ? S
temporale o s p a z i a l e ? Per q u e s t a via ci i n o l t r e r e m m o in a b i s -
si che qui è p i ù o p p o r t u n o t r a l a s c i a r e . Resta i l f a t t o che il
tempo (condizione di ogni f e n o m e n o , di ogni esperienza), n o n
si p u ò e s p r i m e r e se n o n in immagini e p a r o l e s p a z i a l i , c i o è ,
d e t t o p i ù f r a n c a m e n t e , non lo si p u ò e s p r i m e r e affatto. A g o -
s t i n o e r a già a r r i v a t o a q u e s t a conclusionei so b e n i s s i m o che
cos'è il t e m p o , p u r c h é non mi si chieda di d i r l o , p e r c h è allo
ra mi a c c o r g o che n o n lo so p i ù e che t u t t o q u e l che dico è
contraddittorio e inappropriato. E questa è infatti la d i f f i -
coltà e n t r o la q u a l e ci siamo qui s i n o r a a g g i r a t i , come per
corridoi ciechi e l a b i r i n t i . P o s s i a m o s o l o r i b a d i r e le tre
cose che ci sono s i n qui risultate:
1. L " e s s e r dopo e s i g e un " t e r z o " : o l t r e ad (a) e a (b) ci de-
ve e s s e r e un t e r z o elemento.
2. q u e s t o t e r z o è i r r a f f i g u r a b i l e ; forse è p e r s i n o inesprimi-
b i l e , m a di ciò n o n s i a m o a f f a t t o s i c u r i .
3. N o n d i m e n o deve e s s e r c i , c i o è in q u a l c h e s e n s o d e v e permane
re e " d u r a r e " (per usare u n ' e s p r e s s i o n e di B e r g s o n ) , deve
possedere una " d u r a t a " , se n o a n c h e l'esser dopo sarebbe i
nesperibile.
Aiutiamoci a n c o r a con l ' e s p r e s s i o n e kantiana "io p e n s o " .
38

che è se non altro un e s e m p i o che ci è d i v e n u t o familiare.


S u p p o n i a m o dunque che ciò che p e r m a n e e dura n e l l a successio-
ne t r a (a) e (b) p o s s a e f f e t t i v a m e n t e e s s e r e indicato come
"io p e n s o " . V e d i a m o come p o t r e b b e capitargli di p e r m a n e r e .
L ' i o p e n s o , lo s a p p i a m o , p e n s a , cioè s v o l g e la sua p e r d u r a n t e
a t t i v i t à , in q u a n t o rende o g g e t t o d e l s u o p e n s a r e ("accompa-
gna") le r a p p r e s e n t a z i o n i . M a a l l o r a , d o b b i a m o s u b i t o osserva
re, c'è u n a d i f f e r e n z a tra l'io p e n s o e le rappresentazioni
che l'io p e n s o a c c o m p a g n a . Se io devo p o t e r accompagnare m i o
fratello dal d e n t i s t a è e v i d e n t e che i o non sono m i o f r a t e l l o
e c h e d a l d e n t i s t a ci va l u i , non l ó . C o s ì dice i l s e r v i t o r e
L e p o r e l l o , che a c c o m p a g n a Don G i o v a n n i , q u a n d o i n v i t a a cena
la s t a t u a del C o m m e n d a t o r e : "... S i g n o r e , i l p a d r o n m i o , b a d a
te b e n : non io C'è q u i n d i una d i f f e r e n z a t r a i l p e n s a -

re e la r a p p r e s e n t a z i o n e che v i e n e p e n s a t a - il che è o v v i o .
Ma d'altra parte (e allora l'ovvio d i v i e n e p r o b l e m a t i c o ) come
può e s s e r c i un p e n s a r e che non sia un p e n s a r e una r a p p r e s e n t a
zìone? Se l'io penso non si r a p p r e s e n t a n u l l a a l l o r a non p e n -
s a n u l l a , cioè non è nemmeno u n p e n s a r e . L ' i o p e n s o è d i v e r s o
da q u a l s i v o g l i a c o n t e n u t o della c o s c i e n z a , m a ciò non signifi^
ca c h e l'io p e n s o possa p e n s a r e senza alcun c o n t e n u t o della
c o s c i e n z a . D e t t o tra Parentesi : Fichte e poi Hegel aveva-
n o i loro motivi p e r non accogliere sia et simpliaiter l'io
p e n s o k a n t i a n o , e n o n perchè essi fossero idealisti megaloma-
ni o p r o m e t e i c o - r o m a n t i c i , come si legge in certi storici che
n o n s i s o n o m a i aforzati di p e n s a r e ciò che p e n s a r o n o coloro
di cui t r a t t a n o (che è p o i una condizione i n d i s p e n s a b i l e per
fare s t o r i a del p e n s i e r o ) • M a noi teniamoci qui alla nostra
q u e s t i o n e e c h i e d i a m o : secondo l'esemplo che s t i a m o utilizzali
d o , c'è una d i f f e r e n z a tra i l p e n s a r e e la r a p p r e s e n t a z i o n e
che v i e n e p e n s a t a ; m a come p o s s i a m o a n o s t r a volta intendere
e pensare questa differenza? Ecco il problema-
L a d i f f e r e n z a , già lo abbiamo c o m p r e s o , non è da p o r r e
tra un v u o t o p e n s a r e e una m e r a rappresentazione, poiché il
p e n s a r e e la r a p p r e s e n t a z i o n e si implicano e non p o s s o n o sta-
re s e p a r a t i (il p e n s a r e p u r o non è un p e n s a r e e la r a p p r e s e n -
39

tazione n o n p e n s a t a non è u n a r a p p r e s e n t a z i o n e ) . L ' u n i c o modo


di p o r r e la d i f f e r e n z a sembra allora e s s e r e q u e s t o : che il
pensare una r a p p r e s e n t a z i o n e (supponiamo la rappresentazione
(b))è nel contempo differente dalla r a p p r e s e n t a z i o n e pensata
p e r c h è è un aver già p e n s a t o . Il s e n s o di q u e s t a osservazione
ci c o n s e n t e allora di tornare s u un s o s p e t t o che ci era i n
precedenza a c c a d u t o di s o l l e v a r e . A v e v a m o c h i e s t o : può e s s e r -
ci (b) e b a s t a ? O p p u r e ogni c o s a che c'è h a il s e n s o d e l l ' e s -
s e r d o p o , così che è e s s e n z i a l e a l l ' e s s e r e di (b) l'esser do-
po (a)? O r a p o s s i a m o vedere che q u e l s o s p e t t o e r a - f o n d a t o . Ci-
na rappresentazione p u ò s t a r e nel p e n s i e r o solo s e il p e n s i e -
ro h a già p e n s a t o (altre r a p p r e s e n t a z i o n i ) . Il p e n s i e r o infat
ti è b e n s ì diverso dalla r a p p r e s e n t a z i o n e , ma n o n p e r una sua
m i s t e r i o s a qualità i n t r i n s e c a , poiché p e n s a r e e p e n s a r e una
rappresentazione (rappresentarsi a l c u n c h é ) fa t u t t ' u n o ; e a l -
lora ciò che d i s t i n g u e q u e s t a r a p p r e s e n t a z i o n e ora pensata
dal p e n s i e r o che la p e n s a è che il p e n s i e r o r a p p r e s e n t a n t e è
un p e n s i e r o che p r o v i e n e d a l l ' a v e r già p e n s a t o (altre rappre-
s e n t a z i o n i ) . Il che si riflette sulla r a p p r e s e n t a z i o n e stes-
s a : non p o t r à mai darsi una r a p p r e s e n t a z i o n e o r a p r e s e n t e se
n o n come v e n i r dopo l'aver già p e n s a t o . Se d u n q u e (b) è u n a
r a p p r e s e n t a z i o n e , n o n potrà mai darsi (b) e b a s t a , p e r c h S (b)
nel suo e s s e r c i , dovrà n e c e s s a r i a m e n t e contenere il senso del
l'aver già rappresentato ( a ) .

La s u c c e s s i o n e , abbiamo anche d e t t o , esige u n terzo per


potersi istituire come t a l e . M a q u e s t o t e r z o n o n si dà in una
m e r a s o m m a : p e r e s . di q u a l c o s a che c h i a m i a m o p e n s i e r o e d i
qualcos'ialtro che c h i a m i a m o r a p p r e s e n t a z i o n e . N o n è che l'io
si p r e n d a a b r a c c e t t o la r a p p r e s e n t a z i o n e e se l a porti con
s é . Il n e s s o che si s t a b i l i s c e tra q u e s t i due t e r m i n i fra ló-
ro i n s c i n d i b i l i è p i u t t o s t o un n e s s o e r m e n e u t i c o , interpreta-
tivo: rappresentare (b) è un i n t e r p r e t a r l o nella s u a p r o v e -
nienza da ( a ) , cioè avendo già i n t e r p r e t a t o e rappresentato
( a ) . E lo s t e s s o si deve d i r e di ( a ) , i n una s e r i e che va i-
dealmente all'infinito. Come diceva appunto P e i r c e : per Inter
p r e t a r e b i s o g n a aver già interpretato.
40

Con queste osservazioni noi abbiamo però c o m p i u t o , final


m e n t e , un p r i m o p a s s o i m p o r t a n t e . Tutti i nostri p r o b l e m i ac-
q u i s t a n o i n f a t t i u n a n u o v a l u c e , se noi s o l o r i f l e t t i a m o su
questa espressione che ci è v e n u t o f a t t o di u s a r e : "aver
g i à " . A v e r già n o n è un mero e s s e r d o p o . D e l l ' e s s e r dopo la
s u c c e s s i o n e si a p p e l l a al t e m p o , m a p o i , come s e m p r e accade,
l'appello si rivela i l l u s o r i o : l'esser dopo non è che uno sta
re a c c a n t o s p a z i a l e , è il semplice fatto p e r cui ad (a) vien
dietro ( b ) , alla s u a d e s t r a o alla sua s i n i s t r a , p i ù avanti o
p i ù i n d i e t r o . N i e n t e di t u t t o ciò n e l l ' a v e r g i à : q u e s t a e-
spressione sembra p e r la p r i m a v o l t a s v i n c o l a r c i dalla forza
c o e r c i t i v a della s p a z i a l i t à , cioè della r a f f i g u r a z i o n e spazia
le (che si f i n g e , i n v a n o , t e m p o r a l e , s u p p l e n d o al "difetto",
come diceva. K a n t , della i r r a f f i g u r a b i l i t à del tempo e d e l l a
incomprensibilità di ciò che s i g n i f i c a , p r o p r i a m e n t e , dopo],
L ' a v e r già n o n è infatti in alcun modo r a f f i g u r a b i l e . Se seri
vo sulla lavagna (b) alla d e s t r a di ( a ) , p o s s o dare a i n t e n d e
re che {b) s u c c e d a ad ( a ) , che venga "dopo" (sebbene se ne
s t i a li accanto ad (a) in u n ' e v i d e n t e contemporaneità spazia-
le che n o n chiarisce in a l c u n m o d o q u e l che si i n t e n d e con
l'espressione " d o p o " ) . M a come potrei s c r i v e r e (b) e l'aver
già di (b)? E t u t t a v i a , anche se i r r a f f i g u r a b i l e , aver già è
u n ' e s p r e s s i o n e b e n c o m p r e n s i b i l e : è q u a l c o s a che dlae. la tem-
poralità, p e r e s . di ( b ) , senza t r a d u r l a in u n ' i l l u s o r i a im-
m a g i n e s p a z i a l e . E a n c h e : aver già dice che cosa " s u c c e d e " e
il m o d o di q u e s t o "succedere" (il modo d e l l ' a v e r g i à ) , i m p l i -
c a n d o in sé ogni raffigurazione possibile dell'esser dopo.
L'aver già non è né a d e s t r a né a s i n i s t r a , non è sopra né
sotto, e tuttavia niente potrebbe esser fissato come d e s t r a o
s i n i s t r a , come sopra o s o t t o , se non in funzione di un aver
già i n t e r p r e t a t o (la d e s t r a r i s p e t t o alla s i n i s t r a , 11 s o p r a
r i s p e t t o al s o t t o , ecc.).

In t e r m i n i p i ù generali p o s s i a m o a l l o r a dire che l'aver


già è il senso della r a p p r e s e n t a z i o n e p r e s e n t e . N o n c'è (b) e
basta, poiché c'è anche, perchè (b) ci s i a , il senso di q u e -
sto ( b ) . Il s e n s o è appunto q u a l c o s a che non si p u ò s c r i v e r e .
41

che non si può aggiungere a (b) d a l l ' e s t e r n o , m a g a r i con un


altro segno convenzionale che v o g l i a r a f f i g u r a r e "il senso
di b " . Il s e n s o di (b) è g i à t u t t o in ( b ) , se (b) è appunto
q u e l l o che è : la r a p p r e s e n t a z i o n e ( b ) . Il senso di (b) è i n -
carnato e iscritto in ( b ) , cioè nel m e d e s i m o atto interpreta-
tivo che d i s p i e g a (b) come s u a rappresentazione.

S u p p o n i a m o che i o scriva sulla l a v a g n a q u e s t a semplice


f i g u r a o cifra o d i s e g n o che d i r si v o g l i a : 'b'; a l l o r a ognu
n o di voi i m m e d i a t a m e n t e pensa 'bi', c i o è la. s e c o n d a lettera
del n o s t r o a l f a b e t o . Il segno g r a f i c o che i o h o t r a c c i a t o mo-
s t r a così di avere i n sé il s e n s o d e l l ' a l f a b e t o . I o non p o s s o
scrivere o raffigurare il s e n s o d e l l ' a l f a b e t o , m a q u e s t o sen-
s o è già i m p l i c i t o in ogni l e t t e r a che i o p o s s o s c r i v e r e . E
come vi è i m p l i c i t o ? In q u a n t o 'b', p o t r e m m o d i r e , viene rico
n o s c i u t o , cioè in q u a n t o 'b' è r a p p r e s e n t a t o con i l senso de_l
l'aver già i n t e r p r e t a t o 'b' c o m e 'b', c o m e s e c o n d a lettera
d e l l ' a l f a b e t o . S i c c h é senza l'aver già i n t e r p r e t a t o o pensato
l'alfabeto, nessuna lettera p o t r e b b e e s s e r e rappresentata e
s t a r e n e l l a p r e s e n z a . Il " g i à " è così u n a "disposizione" (un
" a b i t o " , d i c e v a P e i r e e ) : un e s s e r d i s p o s t i a riconoscere 'b'.
Ed è così che c'è u n s e n s o a d i s p o s i z i o n e , cioè q u e l terzo
sempre già presente s e n z a il q u a l e n u l l a p o t r e b b e presentarsi
e stare n e l l a p r e s e n z a come q u e l l a r a p p r e s e n t a z i o n e presente
che o r a c'è. L a d i s p o s i z i o n e , o p r e d i s p o s i z i o n e , a riconosce-
re l ' a l f a b e t o , come e f f e t t o d e l l ' a v e r già i n t e r p r e t a t o e p e n -
sato l ' a l f a b e t o , è i n c a r n a t a n e l l ' o c c h i o di ogni potenziale
l e t t o r e . E ' così che il t e r z o s t a in a g g u a t o e si i n t r a m a in
ogni p r e s e n z a , r e n d e n d o l a q u e l l a p r e s e n z a che a p p u n t o è.

Ed e c c o allora che si d e l i n e a d a v a n t i ai n o s t r i occhi u-


na q u e s t i o n e che g i à , sul filo del s o s p e t t o sopra richiamato,
si e r a una volta p r o f i l a t a : la q u e s t i o n e del p a s s a t o . Alla lu
ce dei rilievi testé svolti p o t r e m m o i n f a t t i d i r e : il senso
del p a s s a t o (dell'aver già) d e v e sempre e s s e r p r e d i s p o s t o , e
p r e s u p p o s t o , perchè p o s s a e s s e r c i il p r e s e n t e , la rappresenta
zione p r e s e n t e . N o n c'è un p r e s e n t e se n o n c'è un già stato
come aver già; un aver già p e n s a t o o un aver già interpreta-
42

to. Terribile e gigantesca questione alla quale, d'altronde,


n o n p o s s i a m o p i ù s f u g g i r e . S u b i t o ne i n d o v i n i a m o i contorni
i n q u i e t a n t i , contorni che h a n n o in sé t u t t o l'enigma del tem-
p o di cui già p a r l a v a A g o s t i n o . N e l p r e s e n t e deve stare il
p a s s a t o , p e r c h è il p r e s e n t e p o s s a a s u a v o l t a e s s e r c i e venir
r i c o n o s c i u t o . M a come il p a s s a t o "sta"? c o m e il p a s s a t o "è"?
Il c o r s o d e l l e n o s t r e riflessioni ci h a c o n d o t t o d a v a n t i a
q u e s t o m a c i g n o e noi o r a , c o n t r o ogni a s p e t t a t i v a , ci trovia-
mo costretti a introdurci nel p r o b l e m a del tempo m u o v e n d o da_l
la p o r t a del p a s s a t o . D a sempre la n o s t r a tradizione privile-
g i a , n e l t e m p o , l'estasi del p r e s e n t e : il p r e s e n t e , si d i c e ,
e il tempo v i v e n t e , il tempo c o s i come S v i s s u t o in atto n e l -
l a s u a c o n c r e t e z z a . 11 p a s s a t o invece n o n è p i ù e il futuro
n o n è a n c o r a . E t u t t a v i a a noi è r i s u l t a t o che a n c h e il passa
to deve a s u o m o d o " e s s e r e " , e s s e r p r e s e n t e , p e r c h è il p r e s e n
te s i a . .Nel p r e s e n t e , ' p o t r e m m o d i r e , c'è il s e n s o del p a s s a t o ,
q u e l l ' a v e r già i n t e r p r e t a t o che consente di i n t e r p r e t a r e . E
così nel p r e s e n t e , n e l l a s t e s s a p r e s e n z a , a b b i a m o due modi
dell'esser presente: quel presente che o r a c'è come l'esser
presente di ciò che c'è (per e s . la l e t t e r a 'b') e q u e l p r e -
s e n t e che è la p r e s e n z a d e l l ' a v e r g i à , cioè del p a s s a t o che
pure è qui ed è presente.

S e c o n d o il n o s t r o e s e m p i o : *b' h a l'alfabeto nel passato


d e l l ' a v e r già; m a i n s i e m e q u e s t o p a s s a t o è lì p r e s e n t e e i n -
c a r n a t o in 'b'. E ' la p r e s e n z a del s e n s o d e l l ' a l f a b e t o che
rende 'b' ciò che è (seconda lettera d e l l ' a l f a b e t o ) ; m a 'b'
non è l'alfabeto: il suo e s s e r p r e s e n t e è difforme dalla sua
s t e s s a c o n d i z i o n e , che p e r a l t r o è a s u a v o l t a p r e s e n t e . C o m e
si d i s t i n g u o n o p r e s e n t e e p a s s a t o (che è a n c o r a presente)?
Che il p a s s a t o s i a a n c o r a p r e s e n t e n o n s i g n i f i c a i n f a t t i che
il p a s s a t o è il p r e s e n t e . Se p a s s a t o e p r e s e n t e fossero iden-
t i c i , n u l l a s a r e b b e p i ù p r e s e n t e , p o i c h é il p r e s e n t e è t a l e
s o l o i n q u a n t o h a il s e n s o d e l l ' a v e r g i à , cioè del p a s s a t o , e
s o l o i n q u a n t o è a n c h e d i f f o r m e d a l u i . Il p a s s a t o , dunque,
certamente "è", ma questo suo esser presente è difforme ri-
s p e t t o a q u e l l " ' è " del p r e s e n t e che il p a s s a t o p r e p a r a e ren-
43

de p o s s i b i l e .
E i n f i n e ; come fa a e s s e r c i ciò c h e , p e r e s s e n z a , non è
più? Come "è" il p a s s a t o ? In che s e n s o d i c i a m o che e s s o "sta"
(nella p r e s e n z a ) se il p a s s a t o , per altro verso, è proprio
ciò che n o n h a p i ù luogo?
4. IL L U O G O DEL PASSATO

C o m i n c i a m o dunque a e n t r a r e nel t e m p o dalla p o r t a del


p a s s a t o . Il p a s s a t o è a n z i t u t t o , come a b b i a m o d e t t o , il senso
del p a s s a t o che è a n c o r a p r e s e n t e . Il s e n s o che è p r e s e n t e ha
dunque il s e n s o d e l p a s s a t o ; m a il suo e s s e r ora p r e s e n t e è
anche d i v e r s o dal p a s s a t o . P e r q u a n t o i m p e r f e t t a e problemati
c a sia l'idea che noi c i . f a c c i a m o del p r e s e n t e , prendendola
cosi come i l s e n s o comune ce la da, o si illude di darcela,
t u t t a v i a il p r e s e n t e non potrà mai, nel nostro discorso, iden
tificarsi totalmente con la n o z i o n e d e l p a s s a t o , p e n a n o n a-
ver più n e il p r e s e n t e , né il p a s s a t o , né infine i l tempo; il
q u a l e poi comprende anche il f u t u r o , m a poiché i l futuro non
si è a n c o r a i m p o s t o d a sé alle nostre c o n s i d e r a z i o n i , conver-
rà p e r i l m o m e n t o l a s c i a r l o in sospeso.
O r a , che d i c e i l già c i t a t o s e n s o comune a p r o p o s i t o del
p a s s a t o ? Esso dice che il p a s s a t o è ciò che non è p i ù . N o n ci
v u o l m o l t o p e r vedere q u a n t o q u e s t a p r o p o s i z i o n e s i a insensa-
ta e c o n t r a d d i t t o r i a . Essa d i c e che il p a s s a t o S e non è , o
che S n o n e s s e n d o , o infine che è in q u a n t o non S . Si comin-
cia a comprendere a che c o s a a l l u d e v a n o le e s p r e s s i o n i sibil-
line di H e g e l [il t e m p o mentre è non è e c c . ) ; e s s e avevano
colto un p u n t o e s s e n z i a l e d e l p r o b l e m a del t e m p o . E Hegel in-
fatti ne p a r l a p e r i n t r o d u r r e La f i l o s o f i a della n a t u r a , cioè
il m o m e n t o in cui l'idea si a l i e n a d a sé e si fa m o n d o m a t e -
r i a l e , p e r dirla a l l a b u o n a . S i a m o cioè in quel p u n t o dell'u-
n i v e r s a l e e s t r a n e a z i o n e in cui d a D i o v i e n fuori il m o n d o ,
con tutti i paradossi che A g o s t i n o b e n c o n o s c e v a e che m o t i v a
vano la s u a r i f l e s s i o n e sul t e m p o : è il p a r a d o s s o dell'assolu
46

to che divieti-relativo, d e l p o s i t i v o che si fa n e g a t i v o , del


l'essere immortale che si fa m o r t a l e , è il C r i s t o s u l l a cro-
c e . P u n t o c r u c i a l e di tutta la n o s t r a tradizione che è inr
chiodata nel paradossale r a p p o r t o tra essere e non e s s e r e ,
vita e t e r n a e m o r t e , e t e r n i t à sovratemporale ed e f f i m e r a e
t r a n s e u n t e n a t u r a del tempo.

M a il s e n s o comune si e s p r i m e anche con u n ' a l t r a propo-


sizione c a r a t t e r i s t i c a e alla m a n o ; del p a s s a t o e s s o dice co
si: che ciò che è s t a t o è s t a t o . M a , come "sta" lo "stato"?
Q u a l e lo s t a t o (l'esser s t a t o e i n s i e m e lo s t a t u t o ) d e l p a s
s a t o ? In q u a l c h e m o d o il p a s s a t o deve " s t a t e " , m a in quale
modo?

Apriamoci la via con una domanda m o l t o r o z z a (talvolta


la r u d e z z a fa b e n e al p e n s i e r o f i l o s o f i c o , p i ù di tante raf-
finatezze " c u l t u r a l i " da e r u d i t i e d a l e t t e r a t i ) Ì se il p a s -
s a t o s t a , d o v e , in quale luogo sta? Esiste un luogo che è il
luogo d e l p a s s a t o ? C h i e d e r c o n t o dì un dove così materiale
sembra d a v v e r o e c c e s s i v o e i m p r o p r i o : forse che noi possiamo
p o r m a n o al p a s s a t o , m e t t e r m a n o in q u a l c h e luogo e afferra-
re il p a s s a t o ? E ' una p r e t e s a a s s u r d a . E t u t t a v i a , in modo
un p o ' f i g u r a t o , pud t a l v o l t a capitare di m e t t e r m a n o , p e r
così d i r e , s u l p a s s a t o . Può c a p i t a r e , p e r es-, di trovare per
caso, n e l fondo di un c a s s e t t o , una v e c c h i a l e t t e r a , o un
v e c c h i o o g g e t t o . S o n o allora 1 cassetti il luogo del p a s s a -
to? Q u e s t o S d a v v e r o t r o p p o . M a teniamoci n o n d i m e n o all'esem
-pio d e l l a l e t t e r a e v e d i a m o cosa ne .possiamo r i c a v a r e .

Che r a p p o r t o c'è, p o s s i a m o c h i e d e r e , fra la lettera r i -


trovata nel cassetto e là lettera che a b b i a m o s c r i t t o appe-
n a q u e s t a m a t t i n a ? A n c h e q u e s t a seconda lettera è a suo modo
un o g g e t t o d e l p a s s a t o : n o n dice il s e n s o comune che anche
q u e s t a m a t t i n a è già p a s s a t a ? a n z i , anche un i s t a n t e fa S
già p a s s a t o , i r r i m e d i a b i l m e n t e p r e c i p i t a t o nel p o z z o n e r o
del non p i ù , s e n z a r i t o r n o . E tuttavia una d i f f e r e n z a sussi-
ste. Anche la lettera dì q u e s t a m a t t i n a è p a s s a t a , ma, p i ù
p r o p r i a m e n t e , s t a p a s s a n d o . Il suo s e n s o (stiamo a p p u n t o in-
dagando 11 permanere del s e n s o ) è ancora p r e s e n t e , o è n e l -
47

l'orlo del p r e s e n t e . Essa p e r e s e m p i o a t t e n d e risposta, che


non c'è a n c o r a . L a m a t t i n a è lontana d a l l a s e r a , m a S p u r
sempre nell'orizzonte di una m e d e s i m a g i o r n a t a , n e l l ' o n d a de^
le sue p r e o c c u p a z i o n i e dei suoi s e n t i m e n t i , n e l l ' a m b i t o di
quei motivi che ci h a n n o i n f a t t i s p i n t o a s c r i v e r e stamane la
l e t t e r a . C e r t o , t u t t o ciò s t a a n c h e i m p a l l i d e n d o e allontanar!
dosi d a n o i ; m a r i s p e t t o a l l a v e c c h i a l e t t e r a , m a g a r i di d i e -
ci anni fa, la d i f f e r e n z a è r i l e v a n t e . Q u e s t ' u l t i m a , infatti,
p a r l a di s i t u a z i o n i e di s e n t i m e n t i che non r i g u a r d a n o p i ù le
nostre g i o r n a t e , che appunto non e s i s t o n o p i ù e c h e noi fac-
c i a m o f a t i c a a r i a n i m a r e nel r i c o r d o . E d è q u e s t a s u a n o v i t à
p o s t u m a , resa tale d a l l ' o b i t o , ciò che t a n t o ci colpisce.
L ' e s e m p i o d e l l a lettera è m o l t o i n g e n u o ; t u t t a v i a esso
h a in sé un e l e m e n t o che a c c o m u n a tutte le s c i e n z e che hanno
p e r o g g e t t o 11 p a s s a t o , dalla storia all'archeologia ecc. Tut
te q u e s t e scienze v a n n o i n f a t t i in c e r c a delle "tracce" del
passato, ovvero di ciò che c o n s e r v a il p a s s a t o ; e una v e c c h i a
lettera (così come un a n t i c o d o c u m e n t o ) è a s u o m o d o una trac
eia che c o n s e r v a il p a s s a t o . P e r l ' a r c h e o l o g o il luogo del
p a s s a t o è s o t t o t e r r a , p e r il n o s t a l g i c o nei v e c c h i cassetti.
P e r C h a r l e s L y e l l , il c r e a t o r e della g e o l o g i a e v o l u t i v a , le
tracce d e l p a s s a t o s o n o a d d i r i t t u r a d a p p e r t u t t o : noi contem-
p l i a m o q u e s t o r i d e n t e p a e s a g g i o , con i m o n t i , il f i u m e , la
v a l l e , e non s a p p i a m o di s t a r g u a r d a n d o le tracce di millena-
rie v i c e n d e g e o l o g i c h e , di e v e n t i i m m a n i e r e m o t i s s i m i , lenti
oppure i m p r o v v i s i , che h a n n o reso il p a n o r a m a e s a t t a m e n t e co»',
sì come lo v e d i a m o o r a . Noi insomma v i v i a m o c o n t i n u a m e n t e in
m e z z o alle tracce d e l p a s s a t o , sicché n o n c'S l u o g o ove il
passato non sia. Alla domanda rozza di p o c o fa c h e chiedeva
in q u a l e luogo s t i a il p a s s a t o , ora d o v r e m m o rispondere che'
sta letteralmente d a p p e r t u t t o . Il p a s s a t o è così abbarbicato
al p r e s e n t e che n o n r i u s c i a m o mai a s c r o l l a r c e l o di dosso (il
che è del resto c o e r e n t e con le nostre riflessioni sull'aver
già, cui i n e r i s c e i n f a t t i o g n i p r e s e n t e ) . Solo c h e , detto co-
s ì , il p a s s a t o h a i n v a s o tutti i t e r r i t o r i del p r e s e n t e e ci
rende d i f f i c i l e s t a b i l i r e q u e l l a s u a d i f f e r e n z a (dal p r e s e n -
48

te) della q u a l e andiamo In cerca.


Il p a s s a t o s t a in tutti i luoghi del p r e s e n t e , d'accor-
d o , m a come vi s t a ? Vi sta come t r a c c i a , a b b i a m o d e t t o . Q u e -
s t o è lo s p u n t o e s s e n z i a l e che ci apre una n u o v a prospettiva
PIO in generale potremmo i n f a t t i dire che il m o d o d'essere
del p a s s a t o 6 il " s e g n o " : il p a s s a t o è p r e s e n t e come segno
del p a s s a t o e quindi il suo luogo è il s e g n o . M a se è c o s ì ,
a l l o r a anche tutti i suoi p a r a d o s s i e le sue contraddizioni
p i ù v o l t e r i c o r d a t i ai s c i o l g o n o , si g i u s t i f i c a n o e trovano
motivo. Non c'è i n f a t t i n i e n t e di m a l e , né di s t r a n o , che il
s e g n o s i a e non s i a . P e r s u a n a t u r a , a n z i , il s e g n o deve an-
nodare q u e s t e apparenti i n c o m p a t i b i l i t à , p o i c h é il s e g n o è
a p p u n t o ciò c h e , e s s e n d o qui p r e s e n t e , rimanda a ciò che n o n
è p r e s e n t e . Il s e g n o aupponit prò, sta al p o s t o d i , i n d i c a e
rinvia; ovviamente r i n v i a a ciò che n o n c'è, a l t r i m e n t i non
avremmo b i s o g n o del s e g n o , il q u a l e , p e r e s s e r e t a l e , rappre
s e n t a q u a l c o s a d ' a l t r o da se s t e s s o , ne è v i c a r i o e s o s t i t u -
t o . C o m e se s t e s s o il s e g n o " è " , m a il s e n s o del s u o e s s e r e
è un "non e s s e r e " . Le due cose p e r lui s o n o u n a . E c c o allora
p e r c h è il p a s s a t o p r e s e n t a d a p p r i m a tutte q u e l l e difficoltà
e c o n t r a d d i z i o n i ! noi lo p r e n d i a m o o lo p e n s i a m o come una co
s a , e a l l o r a una cosa che c'è e insieme n o n c'è u r t a clamoro
samente c o n t r o la logica e il b u o n s e n s o ; m a se il p a s s a t o
lo p e n s i a m o c o m e t r a c c i a , cioè come s e g n o , q u e l l e che e r a n o
contraddizioni d i v e n g o n o sue p r o p r i e t à necessarie e coeren-
ti.

Consideriamo l'esempio della l e t t e r a . Mi S c a p i t a t a in


mano f r u g a n d o in u n c a s s e t t o e d o r a è q u i p r e s e n t e davanti
ai- m i e i o c c h i , s t r a n a e i n a s p e t t a t a , i m p r e v i s t a . Come lette-
ra, come cosa m a t e r i a l e , e s s a è ben p r e s e n t e , m a ciò di cui
è segno, i sentimenti che la i s p i r a r o n o , gli eventi che la
a c c o m p a g n a r o n o , q u e s t i non ci sono p i ù , s o n o appunto p a s s a -
t i . E s s a c'è, m a come s e g n o di ciò che (più) non c'è. E che
d o v r e m m o dire a p r o p o s i t o della lettera di q u e s t a mattina?
E s s a s t a ancora in u n ' u r g e n z a p r e s e n t e e la circonda un futu
ro p o s s i b i l e (non h a ancora r i c e v u t o r i s p o s t a ) ; n o n è certo
49

s e g n o di un s e n t i m e n t o o di u n a p r e o c c u p a z i o n e che n o n c'è
p i ù . T u t t a v i a noi p o s s i a m o facilmente n o t a r e il s u o lento tra
s c o l o r a r e nel p a s s a t o : già q u e s t a sera ci sorge q u a l c h e dub-
b i o sulla s u a o p p o r t u n i t à e s u l l ' o p p o r t u n i t à di a v e r l a s c r i t - .
ta cosi come l'abbiamo s c r i t t a ; già il s u o o r i z z o n t e di p e n -
sieri e di i n t e n z i o n i s t a s v a n e n d o . Il m o n d o non è già p i ù
p e r me c o m ' e r a q u e s t a m a t t i n a , q u a n d o mi sentivo c o s ì convin-
to, deciso e sicuro nel prender la p e n n a e s c r i v e r e la l e t t e -
r a . O r a s o n o meno s i c u r o di m e , m a p o i c h é q u e l che è fatto è
fatto, n o n mi resta che rimettermi al f u t u r o : se h o fatto b e -
ne si v e d r à , dalla risposta.
Il p a s s a t o c'è (come s e g n o p r e s e n t e ) e non c'è (come ciò
cui il s e g n o r i m a n d a ) . Cosi ci s o n o q u e s t i ruderi di mura ro-
m a n e del IV s e c o l o , p r o p r i o di fianco a l l a s t a z i o n e Termini
di R o m a , Q u a n d o i Romani m e t t e v a n o q u e s t e pietre u n a sopra
l'altra P l a t o n e e r a p r o b a b i l m e n t e un uomo v i v o , s t a v a ad A t e n e
e magari f a c e v a l e z i o n e n e l l ' A c c a d e m i a . T u t t o ciò n o n c'è
più, ma quelle pietre ancora p r e s e n t i accanto a una moderna
s t a z i o n e n e r i a n i m a n o il r i c o r d o e la f a n t a s i a . A n c h e il s o -
gno che h o f a t t o q u e s t a notte c ' è , è s t a t o p r e s e n t e ; ma le
sue immagini sono t r a c c i a di i n q u i e t u d i n i antiche: h o visto
i m i e i g e n i t o r i come due figure g i g a n t e s c h e e un p o ' spavento
s e ; ora essi sono p i c c o l i e c u r v i , s u s c i t a n o t e n e r e z z a e n o n
certo s p a v e n t o . Ciò di cui il s o g n o è t r a c c i a è di n u o v o un
m o n d o che non esiste p i ù , se n o n nei s o g n i e nelle fantasie.
Il l u o g o del p a s s a t o , d u n q u e , è il s e g n o . M a p o s s i a m o a_l
lora g e n e r a l i z z a r e u l t e r i o r m e n t e e d i r e : t u t t o ciò che è s e -
gno è l u o g o del p a s s a t o ? N o , ci a c c o r g i a m o s u b i t o che dobbia-
m o delimitare m e g l i o la n o s t r a t e s i ; il p a s s a t o h a luogo n e l
s e g n o m a n o n in ogni s e g n o . Il c a r t e l l o s t r a d a l e c h e indica
"sosta v i e t a t a " non è un s e g n o del p a s s a t o ; ne è a p p u n t o s e -
gno 11 f o g l i e t t i n o d e l l a multa che 11 v i g i l e h a i n f i l a t o sot-
to il t e r g i c r i s t a l l o della n o s t r a a u t o m o b i l e . Cosi il cenno
del dito con il q u a l e i n d i c h i a m o al c o m m e s s o della biblioteca
il libro che d e s i d e r i a m o leggere non è un s e g n o d e l p a s s a t o ,
m a anzi un s e g n o del futuro e d e l l a n o s t r a a s p e t t a t i v a . M a al
50

l o r a , come deve e s s e r e fatto un s e g n o p e r essere il l u o g o del


passato? Quale caratteristica deve a v e r e ? Non p e r e s e m p i o ed
evidentemente la c a r a t t e r i s t i c a che h a la p a r o l a "sale" sul
b a r a t t o l o d e l l a c u c i n a , p e r c h è q u e l l a s c r i t t a dice che n e l b a
rattolo è a t t u a l m e n t e c o n t e n u t o del s a l e p e r il s u o u s o p r e -
sente e futuro. I segni de 1 p a s s a t o i n d i c a n o invece ciò che
non c'è o non c'è p i a . P o s s i a m o allora p e n s a r e a quelle paro-
le latine o e s o t i c h e che song s c r i t t e s u certi b a r a t t o l i del-
le f a r m a c i e , e s p o s t i p e r ragioni e s t e t i c h e . D e n t r o tali barat
toli non c'è n i e n t e e le s c r i t t e latine i n d i c a n o medicamenti
che la s c i e n z a m e d i c a oggi non u t i l i z z a p i ù . E ' solo q u a n d o
11 s e g n o h a q u e s t a n a t u r a e p r o p r i e t à di a l l u d e r e , di s i g n i -
ficare un m o n d o che non c'è p i ù , che e s s o è l u o g o del p a s s a -
to.
M a che cosa p r o p r i a m e n t e non c'è p i ù ? E ' e v i d e n t e : n o n
c'è p i ù l'utilizzazione d i r e t t a di q u e s t i s e g n i . Che ci sia
scritto " g e n z i a n a " sopra il b a r a t t o l o d e c o r a t i v o della farma-
cia non è di a l c u n a utilità e non serve a nessuno; un'altra
parola, purché convenientemente arcaica, potrebbe andar bene
l o s t e s s o . C o s i è n e l caso d e l l a n o s t r a v e c c h i a l e t t e r a : n o n
c'è p i ù il d e s t i n a t a r i o (anche se è a n c o r a v i v o : non è p i ù
p e r noi la s t e s s a p e r s o n a , con quei certi r a p p o r t i , che ci a-
v e v a n o m o t i v a t o a s c r i v e r e q u e l l a l e t t e r a di cui a b b i a m o r i -
t r o v a t o la c o p i a o che forse non a b b i a m o mai s p e d i t o ) . Questa
l e t t e r a n o n p o t r e m m o c e r t o s p e d i r g l i e l a o g g i : ciò non avrebbe
p i ù s e n s o , né p e r lui né p e r m e , né e s s a p o t r e b b e attendere e
avere r i s p o s t a . L o s t e s s o è d e l l e m u r a : non ci s o n o p i ù i con
c i t t a d i n i e i nemici p e r i q u a l i furono erette; e neppure ci
sono più le i n q u i e t u d i n i che il s o g n o rianima come t r a c c e e
r e l i t t i del p a s s a t o . E anche le t r a s f o r m a z i o n i e i cataclismi
di L y e l l non ci s o n o p i ù , s e b b e n e s i a n o incisi sulla roccia e
n e l l e t t o del f i u m e . I segni del p a s s a t o sono s e g n i che non
servono più, sono rappresentazioni p r i v e di un p e n s i e r o che
attivamente le r a p p r e s e n t i e le i n t e r p r e t i . Il p a s s a t o , p o -
tremmo anche d i r e (facendo in realtà un p a s s o a v a n t i ) , è fat-
to di i n t e r p r e t a z i o n i che non h a n n o più v a l o r e , sicché il suo
51

luogo è in segni i n u t i l i z z a b i l i . C e r t o , p o s s o a n c o r a riparar-


mi dalla p i o g g i a a d d o s s a n d o m i al relitto di mura r o m a n e ; m a
allora esse d i v e n g o n o un s e m p l i c e r i p a r o , non s o n o p i ù m u r a :
come tali e s s e non h a n n o più corso.
Ciò che p e r m a n e , avevamo d e t t o a s u o tempo, è il s e n s o .
A l l o r a il p a s s a t o è ciò che i n c a r n a un s e n s o che n o n ha più
s e n s o e che p r o p r i o p e r ciò è p a s s a t o , n o n p e r m a n e e non dura
più.
Ma come: siamo partiti da quella posizione che diceva:
il p a s s a t o è d a p p e r t u t t o , i n v a d e da o g n i parte il p r e s e n t e e
vi si a b b a r b i c a , e o r a g i u n g i a m o alla c o n c l u s i o n e che il p a s -
s a t o è q u e l senso che n o n p e r m a n e e che n o n dura p i ù . Eravamo
p r e o c c u p a t i p e r la i n v a d e n z a del p a s s a t o , che non ci consenti
v a di d i s t i n g u e r l o dal p r e s e n t e , e o r a , t u t t o a l l ' o p p o s t o , il
p a s s a t o si è v o l a t i l i z z a t o nei segni di ciò che n o n dura e
non c'è p i ù . Ciò che d u r a è il s e n s o , il s e n s o del p a s s a t o , a
v e v a m o d e t t o ; ma come fa a d u r a r e un s e n s o che, p r o p r i o in
q u a n t o d e l p a s s a t o , a l l o r a non c'è più?
E ' c h i a r o che la p a r o l a "passato", a q u e s t o p u n t o , ci va
t r o p p o s t r e t t a ; essa non b a s t a a r a c c o g l i e r e tutta la ricchez
za di e l e m e n t i che s o n o emersi d a l l ' a n a l i s i . E i n f a t t i la l i n
gua (che la s a sempre pio lunga del p e n s i e r o , p o i c h é h a gii
p e n s a t o ciò che il p e n s i e r o c e r c a con g r a n fatica di ripensa-
re) non si a c c o n t e n t a del s e m p l i c e p a s s a t o , p r e s o c o s ì in m a -
n i e r a u n i v o c a . L a l i n g u a dice " a n d a i " , m a dice a n c h e "sono an
d a t o " e "andavo"; e se poi " a n d i a m o " in g r e c o , oh q u a n t e anco
ra la lingua ne dice.
Limitiamoci qui a due casi s o l t a n t o : un c o n t o è p a r l a r e
del p a s s a t o remoto e un altro è p a r l a r e del p a s s a t o prossimo.
Non "fumai", una s i g a r e t t a cinque minuti fa e non "sono anda-
to" in A l a s c a dieci anni fa (anche se l'uso e il d i a l e t t o ta-
lora c o n f o n d o n o la s c e l t a c o r r e t t a dei tempi).
Q u a n d o dunque noi d i c l a m o che nella rappresentazione di
(b) c'è un e s s e r dopo e un aver g i à , e q u i n d i una presenza
del p a s s a t o , il p a s s a t o al q u a l e f a c c i a m o qui r i f e r i m e n t o non
è certo 11 p a s s a t o r e m o t o . N o n p e n s o c e r t o a P l a t o n e mentre
52

itìi a f f r e t t o v e r s o la s t a z i o n e e il m i o t r e n o , p r e o c c u p a t o di
essere in r i t a r d o ; m a non p o t r e i raggiungere 11 m i o t r e n o sen
za l'apporto di un p a s s a t o p r o s s i m o a n c o r a v i v e n t e , q u e l l ' a p -
p o r t o che dà s e n s o alle mie a t t u a l i r a p p r e s e n t a z i o n i e al m i o
attuale dirigermi v e r s o il b i n a r i o , la c a r r o z z a e c c . E ' q u e -
s t o p a s s a t o p r o s s i m o q u e l l o che p e r d u r a , che è relativamente
presente (sebbene di q u e l "relativamente" non abbiamo ancora
una c h i a r a c o m p r e n s i o n e ) : h o g i à viaggiato e quindi viaggerò,
h o già p r e s o q u e l t r e n o e q u i n d i lo r i t r o v e r ò . C o s ì p u r e , h o
già s c r i t t o tante lettere e q u e s t a m a t t i n a ne s c r i v e r ò un'al-
t r a . M a il m i o s c r i v e r e di q u e s t a m a t t i n a non h a p i ù niente
da spartire con lo s c r i v e r e la l e t t e r a di dieci anni fa, del
tutto d i m e n t i c a t a e di cui f a t i c o a r i a n i m a r e il s e n s o che un
tempo d o v e t t e avere.

C'è dunque un p a s s a t o t o t a l m e n t e p a s s a t o che e q u i v a l e al


non s e n s o , al n o n a v e r p i ù s e n s o , e c'è un p a s s a t o relativamen
te p r e s e n t e che e s p r i m e invece il p e r d u r a r e del s e n s o . T r a i
due si p o n e a l l o r a un e v e n t o e u n a d i s t i n z i o n e p r e c i s a : l'e-
v e n t o d e l l a " s a t a s t r d f e " d e l senso.- Ho già usato questa e -
spressione "catastrofe del s e n s o " in Immagini di verità, per
indicare un l u o g o p r e c i s o e c r u c i a l e d e l l ' e s p e r i e n z a . P e r que
sto a s p e t t o del p r o b l e m a non p o s s o far a l t r o che r i m a n d a r e a
q u e l l e p a g i n e . Qui ci a t t e n i a m o invece alla s o l a q u e s t i o n e re
l a t i v a al t e m p o . C o m e è d a i n t e n d e r e la catastrofe del senso
che r e n d e r e m o t o il p a s s a t o p r o s s i m o ? E ' p e r q u e s t a v i a , sul
filo di q u e s t a d o m a n d a , che ci d o v r e b b e e s s e r c o n s e n t i t o di
v e d e r e e capire come si forma il p a s s a t o r e m o t o , il passato
che n o n c'è p i ù . Ed è a n c o r a p e r q u e s t a v i a che noi dovremmo
poter scorgere c o m e , " c a t a s t r o f i c a m e n t e " , il p r e s e n t e si ven-
ga distanziando dal passato, rendendolo dapprima prossimo e
poi remoto.
5. IL F U T U R O E L'AVER DA

L a catastrofe del s e n s o è una c o m p o n e n t e e s s e n z i a l e del^


l'esperienza e di ogni e s p e r i e n z a . P e r i n t e r p r e t a r e ( c i o è per
vivere) bisogna avere interpretato e in questa semplice for-
m u l a è già i m p l i c i t a la catastrofe del s e n s o . C i ò e come d i -
re: n o n c'è u n ' u m a n i t à s e n z a p a s s a t o . N o n c'è b i s o g n o di e s -
sere s t o r i c i p e r i n t e n d e r e q u e s t a v e r i t à , p o i c h é il p a s s a -
to di cui s t i a m o p a r l a n d o n o n è il p a s s a t o s t o r i o g r a f i c o , il
p a s s a t o della s c i e n z a s t o r i c a (che anzi c'è e p u ò esserci
perchè c'è a n z i t u t t o q u e l l o ) . Noi s t i a m o d i c e n d o che anche 11
p i ù p r i m i t i v o dei p r i m i t i v i , in q u a n t o è uomo, i n t e r p r e t a a-
vendo interpretato: scheggia la selce a v e n d o l a g i à scheggia-
t a , a v e n d o i n t e r p r e t a t o il s a s s o come p o s s i b i l e arma o s t r u -
m e n t o . E in q u e s t o s t e s s o s e n s o a n c o r a p o s s i a m o d i r e : n o n c'è
umanità senza c u l t u r a ; il che n o n i m p l i c a che si d e b b a p e n s a -
re a s c u o l e , u n i v e r s i t à , r i v i s t e a c c a d e m i c h e , m u s e i , p i n a c o t e
che e altre cose d e l g e n e r e . P i ù in g e n e r a l e qui cultura s i -
g n i f i c a t r a d i z i o n e : l'uomo h a per t r a d i z i o n e un m o n d o e se
s t e s s o i n q u e l m o n d o . E ' così che gli si dà il m o n d o "rea-
l e " , con i suoi o r i z z o n t i di s e n s o : s a s s i che s o n o possibili
armi e s t r u m e n t i , campi che s o n o p o s s i b i l i messi e farina, a-
nimali che s o n o p o s s i b i l e c i b o e m e z z o di t r a s p o r t o , e c o s i
v i a . In t a l m o d o , il m o n d o che c'è è a n c h e s e m p r e un mondo
già p a s s a t o . Però u n a p o r z i o n e di q u e s t o p a s s a t o d e v e s e r v i -
re a p e n s a r e e a i n t e r p r e t a r e p r o p r i o i l p r e s e n t e . Se noi leti
g i a m o s u l l a l a v a g n a la lettera "b", in questa l e t t u r a si anni
da, come p a s s a t o p r o s s i m o a n c o r a r e l a t i v a m e n t e p r e s e n t e , la
nostra conoscenza dell'alfabeto. Dietro questo passato s t a pe
54

rò un u l t e r i o r e p a s s a t o che a b b i a m o d e f i n i t o r e m o t o : il passa
to dell'alfabeto greco (con la s u a " b e t a " ) , d e l l ' a l f a b e t o fe-
n i c i o e cosi v i a . Del p a s s a t o remoto non abbiamo b i s o g n o per
l e g g e r e : n o n h o b i s o g n o di c o n o s c e r e il g r e c o p e r leggere la
"b". E t u t t a v i a n o n ci s a r e b b e la "b" se prima non ci fosse
s t a t a la c o r r i s p o n d e n t e l e t t e r a g r e c a . O r a , il n o s t r o p r o b l e -
ma è: quando, c o m e , in che m o d o accade il p a s s a t o remoto,
cioè q u a l c o s a che n o n c'è p i ù e non h a p i ù , non riveste p i ù ,
un s e n s o a t t i v o nel presente?

L a d o m a n d a è p i ù c o m p l e s s a di q u a n t o non a p p a i a dapprima
e d o b b i a m o i n t e n d e r l a b e n e . E s s a n o n c h i e d e , così genericamen
t e , come accade il p a s s a t o r e m o t o , m a : come accade il p a s s a t o
remoto ne II 'interpretare la rappresentazione presente ? Questa
aggiunta infastidisce il n o s t r o comune b u o n s e n s o , poiché di-
ce che il p a s s a t o remoto accade "ora", m e n t r e il p a s s a t o remo
to è t a l e p e r noi p r o p r i o p e r c h è è già a c c a d u t o da gran tem-
p o . C o s ì s i a m o a b i t u a t i a p e n s a r l o . M a se ci r i f l e t t i a m o , è
subito evidente che p e n s i a m o m a l e . Q u a n d o il c o s i d d e t t o passa
to r e m o t o a c c a d d e o noi i m m a g i n i a m o che a c c a d e s s e , n o n e r a af
fatto r e m o t o e non e r a nemmeno p a s s a t o : e r a l'accadere del
p r e s e n t e . E i n o l t r e t u t t o ciò che a c c a d e , e che in tal modo
è , h a la n a t u r a del p r e s e n t e . P e r c i ò se il p a s s a t o remoto è ,
h a un s u o m o d o di e s s e r c i e di a c c a d e r e , non p u ò che averlo
nell'accadere presente. Qualcosa "cade" nel p a s s a t o r e m o t o ac
cadendo o r a , nel p r e s e n t e . N o n è p o s s i b i l e p e n s a r e in altro
m o d o . Se il p a s s a t o remoto a c c a d e , è q u i , nel p r e s e n t e , che
lo d o b b i a m o v e d e r a c c a d e r e . " E del resto abbiamo d e t t o che il
p a s s a t o sta in generale nei s e g n i , n e l l e t r a c c e , del presen-
te; non p o s s i a m o p e n s a r e che il p a s s a t o e s i s t a , se ne s t i a ,
d a q u a l c h e altra p a r t e . Né p o s s i a m o p e n s a r e che q u a l c o s a e s i -
s t a "nel p a s s a t o " (come se il p a s s a t o fosse una regione o un
luogo del m o n d o ) : gli antichi Romani non e s i s t o n o p i ù , non
s t a n n o da n e s s u n a p a r t e , m a è t r a c c i a di loro in q u e s t e mura
p r e s e n t i e i n t e r p r e t a t e n e l l a p r e s e n z a . Sicché lo s t e s s o si
deve dire d e l l ' e s e m p i o della "b": leggendola e interpretando-
la noi f a c c i a m o in qualche m o d o cadere e a c c a d e r e nel passato
55

la "beta" d e l l ' a l f a b e t o g r e c o . Senza p e r a l t r o accorgercene


poiché i o potrei a d d i r i t t u r a ignorare l'esistenza della lin-
gua g r e c a e c o n t i n u a r e a l e g g e r e tranquillamente la m i a " b " ,
senza a l c u n a a p p r e z z a b i l e differenza.
In s o s t a n z a noi ci a g g i r i a m o fra tre aspetti che n o n
s a p p i a m o come a c c o r d a r e e combinare armoniosamente e chiara-
mente t r a loro. Il p r i m o aspetto è che b i s o g n a già aver i n -
terpretato per interpretare la r a p p r e s e n t a z i o n e presente. E'
l'aspetto del p a s s a t o p r o s s i m o o relativamente p r e s e n t e : nel
leggere o r a sta a n c o r a il compitare infantile c h e aprì per
me la c o m p r e n s i o n e d e l l ' a l f a b e t o e la p o s s i b i l i t à della let-
tura, come abito e d i s p o s i z i o n e che s e m p r e mi a c c o m p a g n a e
dà un s e n s o " l e t t e r a t o " al m i o p r e s e n t e .
Il s e c o n d o a s p e t t o c o n c e r n e il f a t t o per cui noi debbia
mo mettere in c o n t o , nel p r e s e n t e ; a n c h e un a v e r già pensato
e i n t e r p r e t a t o che è t o t a l m e n t e p a s s a t o . Come a b b i a m o v i s t o ,
q u e s t o p a s s a t o r e m o t o accade o r a e n o n p u ò non a c c a d e r e ora,
m a quali s i a n o i suoi rapporti col p r e s e n t e e col passato
p r o s s i m o del p r e s e n t e non lo s a p p i a m o . N o n s a p p i a m o come
qualcosa, pur accadendo ora, divenga o assuma i l s e n s o del
passato r e m o t o , o v v e r o di ciò i cui s e g n i p r e s e n t i non susci
tano p i ù interpretazioni.
Il t e r z o a s p e t t o , i n f i n e , concerne il p r e s e n t e , l'acca-
d e r e s t e s s o del p r e s e n t e come p r e s e n t e . N o n può e s s e r c i in-
fatti s o l o il p a s s a t o (prossimo o r e m o t o che s i a ) : il p a s s a -
to è t a l e r i s p e t t o a un p r e s e n t e ; a l t r i m e n t i la p a r o l a "pas-
sato" non avrebbe s e n s o a l c u n o . M a s i n o r a noi n o n ci siamo
imbattuti in a l c u n e l e m e n t o che r i v e s t i s s e d a v v e r o il carat-
tere del p r e s e n t e , della p r e s e n z a . A b b i a m o più v o l t e ripetu-
to: c h i a m i a m o "b" la r a p p r e s e n t a z i o n e presente: ma qual è il
carattere d e l l ' e s s e r p r e s e n t e di q u e s t a "b"? C o s ' è che chia-
miamo "b" in q u a n t o "presente"? Quando l e g g o la " b " sulla la
vagna h o b i s o g n o d e l l e p r e c e d e n t i letture e dell'aver impara
to a l e g g e r e ; m a la "b" che leggo o r a n o n è la s t e s s a che
leggevo sul libro di lettura delle e l e m e n t a r i ; n o n è nemmeno
la s t e s s a che leggevo q u e s t a m a t t i n a o u n ' o r a f a . Si b a d i :
56

n o n è n e p p u r e . l a s t e s s a se è p u r sempre q u e s t a "b" scritta


s u q u e s t a l a v a g n a , m a io la rileggo tra qualche secondo o
q u a l c h e m i n u t o . M a t e r i a l m e n t e , si p o t r e b b e d i r e , è la s t e s s a
l e t t e r a , m a ogni atto di l e t t u r a , di i n t e r p r e t a z i o n e di q u e -
s t o s e g n o , è d i v e r s o , in q u a n t o accade in d i f f e r e n t i momenti
1
d e l l a p r e s e n z a , del p r e s e n t e . E presente quella "b" che leg-
g o o r a in questo d e t e r m i n a t o atto i n t e r p r e t a t i v o , e nessun'a_l
t r a e n e s s u n a l t r o a t t o . C'è qui un a s s o l u t o p r e s e n t a r s i del
p r e s e n t e del q u a l e , in v e r i t à , nulla s a p p i a m o . E il presente
s e m b r a n o n e s s e r a l t r o che q u e s t o a s s o l u t o p r e s e n t a r s i : la
"b" s u l l a lavagna è la s t e s s a , l'atto i n t e r p r e t a t i v o è il m e -
d e s i m o , m a i l f a t t o è che io "ora" mi r a p p r e s e n t o la " b " , n o n
un i s t a n t e fa, non fra un i s t a n t e . T u t t a v i a "ora" e "assoluto
presentarsi" sono soltanto parole, espressioni linguistiche,
che d i c o n o lo s t e s s o di " p r e s e n t e " , senza in alcun m o d o farce
ne intendere la n a t u r a o il c a r a t t e r e . Che cosa è "ora" che
n o n s i a i d e n t i c o a ogni altro "ora" già a c c a d u t o o che acca-
drà? L ' " o r a " , come b e n s a p e v a H e g e l , n o m i n a il p r e s e n t e nella
sua universalità o g e n e r a l i t à . L o s t e s s o si deve d i r e del
"questo", poiché tutto ciò che c'è è un "questo". D i r e ora o
d i r e questo per cogliere la s p e c i f i c i t à del m o m e n t o presente
nel s u o p a s s a r e S u n a p u r a i l l u s i o n e : l'ora n o m i n a t a già non
è p i ù , nel m o m e n t o s t e s s o in cui è n o m i n a t a , e la specificità
del q u e s t o i n d i c a t o è s u b i t o s v a n i t a n e l l a m e d e s i m a "questi-
t à " che è comune a ogni " o r a " . C I Ò che noi v o r r e m m o nominare,
i n f a t t i , n o n è il p r e s e n t e in generale (che è un universale e
un v u o t o c o n c e t t o i n t e l l e t t u a l e ) , m a p r o p r i o questo presente
che è p r e s e n t e ora- Esso è però i n n o m i n a b i l e , s e m p r e al di là
del l i n g u a g g i o , la cui n a t u r a è fatalmente universale e g e n e -
r i c a . M a ciò è a l l o r a lo s t e s s o che dire che noi n o n sappiamo
che cos'è il p r e s e n t e , che non ne a b b i a m o idea a l c u n a , e che
usiamo la p a r o l a "presente" {come "ora" o "questo") senza s a -
p e r e a che cosa la r i f e r i a m o esattamente.

E p p u r e : che cos'è il p r e s e n t e non lo s a p p i a m o , d'accor-


do; m a ohe cosa è p r e s e n t e , q u e s t o lo s a p p i a m o . E ' q u e s t a "b"
s c r i t t a s u l l a lavagna e letta o r a d a noi che è p r e s e n t e . Sono
57

p r e s e n t i i s e g n i , tutti i segni in cui si è s e d i m e n t a t o il


passato, prossimo e remoto. E , sembra, non c'è altro, proprio
n i e n t e a l t r o . L o s t e s s o s e g n o , la s t e s s a "b" in cui è p r e s e n -
te l'alfabeto e le i n n u m e r e v o l i interpretazioni che gli h a n n o
d a t o vita e a n c o r a lo a c c o m p a g n a n o , è ciò che è p r e s e n t e . N o n
è che ci s i a 11 s e g n o d e l l a "b" e poi un a l t r o contrassegno
che a v v e r t a : b a d a t e , per. di p i ù q u e s t a "b" è presente ora.
C'è il p a e s a g g i o come s e g n o d e l l e m o d i f i c a z i o n i continue del-
l'ambiente e non c'è q u a l c h e a l t r a cosa c o m e s e g n o d e l fatto
che il p a e s a g g i o in q u e s t i o n e è o r a p r e s e n t e . Ci s o n ò le m u r a
come s e g n o degli a n t i c h i Romani e nessun a l t r o s e g n o che dica
che esse s o n o p e r di p i ù p r e s e n t i . E così v i a . Q u e s t a consta-
t a z i o n e s p i e g a perchè s i a s t a t o p e r noi f i n o r a i m p o s s i b i l e di^
s t i n g u e r e e d i s c e r n e r e p a s s a t o e p r e s e n t e : essi stanno nello
stesso segno e non h a n n o altro stare.
M a c'è ancora a l t r o che q u e s t a c o n s t a t a z i o n e ci costrin-
ge a d i r e , e d è che anche il p r e s e n t e a l l o r a s t a nei segni,
che anche la p r e s e n z a è un s e g n o o h a la n a t u r a del segno.
Noi s i a m o abituati a d i s t i n g u e r e "segni" e "cose". Le parole,
s c r i t t e e p a r l a t e , s o n o s e g n i , e così i cartelli s t r a d a l i , le
m o s t r i n e e i gradi s u l l e d i v i s e , il s u o n o delle c a m p a n e e d e l
l'orologio a c u c ù , gli inchini e le r i v e r e n z e , il c o l o r e d e l -
le maglie dei g i o c a t o r i di una s t e s s a s q u a d r a , la b a n d i e r i n a
r o s s a sulla s p i a g g i a o le b a n d i e r e che s v e n t o l a n o s u l l o sta-
d i o e così v i a . Poi ci sono le cose come a l b e r i , c a s e , p e r s o -
n e , a n i m a l i , f i o r i , f i u m i , s t e l l e e via d i c e n d o . N o n c'è nien
te di m a l e i n q u e s t a d i s t i n z i o n e , purché n o i t e n i a m o sempre
ben presente che anche le c o s i d d e t t e cose f u n z i o n a n o in r e a l -
tà come " s e g n i " : non è che se n e stiano lì i n e r t i , chiuse in
se s t e s s e , e s t r a n e e a ogni i n t e r p r e t a z i o n e . Esse ci s o n o e s o
n o cose p e r noi p r o p r i o in virtù del c o n t r a r i o : e s s e acquista
n o il loro s e n s o in q u a n t o v e n g o n o di c o n t i n u o interpretate:
come a l b e r i , case, p e r s o n e , a n i m a l i e c c . E s s e p e r c i ò funziona
n o come segni di q u e s t o loro a v e r senso nell'interpretazione
e non h a n n o altro e s s e r e fuori d a q u e s t a f u n z i o n e : stanno per
q u e l s e n s o che l ' i n t e r p r e t a z i o n e pone in e s s e r e e ad esso di
58

c o n t i n u o rimandano. Anche le cosiddette cose r i m a n d a n o e in


ciò e s s e m a n i f e s t a n o la loro comune n a t u r a s e g n i c a . Che vi
s i a n o segni p i ù s p e c i f i c i e , p e r così d i r e , di s e c o n d o grado,
come le p a r o l e , le b a n d i e r i n e e c c . n o n toglie che anche le co
se r i m a n d i n o , f u n z i o n i n o in g e n e r a l e c o m e segni o come rela-
zioni s e g n i c h e . S i c c h é n o n c'è cosa p r e s e n t e o p a s s a t a che
n o n s i a un segnoj il che è lo s t e s s o che d i r e : n o n c'è cosa
che n o n sia o g g e t t o di u n ' i n t e r p r e t a z i o n e ("accompagnata", di
ceva K a n t , da u n a r a p p r e s e n t a z i o n e interpretante). La "b" o r a
p r e s e n t e non se ne sta li e b a s t a , in una s o r t a di contempla-
zione i n e b e t i t a : se "stesse" davvero così non s t a r e b b e in a l -
cun p r e s e n t e (e p e r c i ò non s t a r e b b e in alcun m o d o ) ; proprio
come le p a r o l e dell'insegnante non s t a n n o n e l l a testa dello
s c o l a r o d i s a t t e n t o , che se ne s t a a t t o n i t o con l'aria di a-
s c o l t a r l e , m a p e n s a invece ai fatti suoi e non s a p r e b b e ripe-
terle. Per lui n e s s u n a p a r o l a d e l l ' i n s e g n a n t e è stata nella
presenza. La "b" davvero presente è invece tale p r o p r i o per-
chè "stimola" la n o s t r a i n t e r p r e t a z i o n e . T u t t o ciò che si p r e
s e n t a , i n f a t t i , è un p u n t o i n t e r r o g a t i v o , è una q u e s t i o n e e
un i n v i o , il s u o s e n s o allude e a p r e . D i c e v a H e i d e g g e r in Bar
aere e tempo: l'animale r i m a n d a alla p e l l i c c i a , la p e l l i c c i a
a l l ' a b i t o , l'abito alle s i g n o r e che lo d e s i d e r a n o , i loro d e -
sideri a compiacenti d o n a t o r i , questi ai denari da prelevare
in b a n c a , e così v i a - o q u a l c o s a del g e n e r e . O g n i presenza,
d i c e v a a n c o r a H e i d e g g e r , è una " p r o - v o c a z i o n e " . Il presente
h a il s e n s o d e l l ' a v e r c i a che f a r e , è un "aver d a f a r e " , un
"aver da c o r r i s p o n d e r e " . O g n i cosa che ci c i r c o n d a s t i m o l a ed
esige le n o s t r e risposte. Sicché non c'è esperienza presente
s e n z a il r i s p o n d e r e e il c o r - r i s p o n d e r e (come si s p i e g a diffu
s a m e n t e in Immagini di verità).

Ci a c c o r g i a m o a l l o r a che il p r i n c i p i o sul q u a l e abbiamo


tanto insistito (ogni p r e s e n z a e s i g e l'esser d o p o e anzi l'a-
v e r già) v a o r a i n t e g r a t o , a l l a r g a t o e c o r r e t t o con le ultime
o s s e r v a z i o n i : o l t r e alla "b" o r a p r e s e n t e , al suo "esser do-
po" e "aver già" ( i n t e r p r e t a t o ) , in p i ù c'è anche "l'aver da
corrispondere" a "b". Corrispondere a "b" vuol-dire usarlo co
59

ms segno, come s t i m o l o e o c c a s i o n e di un n o s t r o " a b i t o " , di


un n o s t r o e s s e r pronti a fare, a rispondere c o r r i s p o n d e n d o a_l
la p r e s e n z a del p r e s e n t e . Ogni p r e s e n z a q u i n d i , non rimanda
solo i n d i e t r o , m a anche a v a n t i , p e r i n t e n d e r c i qui alla buona
con q u e s t e imperfette immagini spaziali. La rappresentazione
o r a p r e s e n t e non dice solo da dove p r o v i e n e la n o s t r a inter-
pretazione (senza di che essa n e p p u r e s a r e b b e p r e s e n t e ) m a di
ce anche dove s t a a n d a n d o , v e r s o che si i n c a m m i n a . O g n i rap-
presentazione v i e n e , e d è come una t r a c c i a d e l l ' a v e r già p e n -
s a t o e i n t e r p r e t a t o , m a anche m e t t e s u l l a traccia dell'aver
a n c o r a da p e n s a r e . Il fatto p e r cui ogni cosa rimanda (è un
s e g n o ) non allude a una semplice r e t r o m a r c i a ma si dispiega
come un o r i z z o n t e e un c i r c o l o : l"'aver g i à " si i n t e g r a essen
zialmente con un "aver da". C'è anzi un a v e r già p e r c h è si ha
da. Secondo il n o s t r o e s e m p i o : "b" è nel p r e s e n t e q u e l l o che
è perchè il p e n s i e r o h a già i n t e r p r e t a t o ; m a ciò o r a signifi-
c a : perchè il p e n s i e r o che h a già i n t e r p r e t a t o s t a appunto ìri
terpretando "b" in forza del s u o aver già interpretato, il
che comporta: sta g e t t a n d o "b" sulla t r a c c i a dell'interpreta-
zione che ora ne è d a t a . L ' e s s e r traccia di "b" è così dupli-
ce, p e r c h è "b" è una rappresentazione interpretata non solo
nel s e n s o del "già" i n t e r p r e t a t a , m a a n c h e , e p r o p r i o per ciò,
nel s e n s o del rappresentare interpretante che è il vestibolo
di altre i n t e r p r e t a z i o n i . Il s e n s o di " b " non è s o l o pre-dispo
sto: nel m o m e n t o s t e s s o in cui viene i n t e r p r e t a t o (come p r e d i -
s p o s t o } , e s s o è anche una p r o - p o s t a , l ' a p e r t u r a di un nuovo in
terpretare.

Le nostre p r o s p e t t i v e si s o n o così di molto a l l a r g a t e , e


insieme complicate, poiché ciò che abbiamo ultimamente detto
si p o t r e b b e sintetizzare c o s ì : il p a s s a t o accade n e l presen-
t e , m a e s s o , 11 p a s s a t o e p r o p r i o il p a s s a t o , e s i g e il futuro
come suo c o m p i m e n t o e come condizione s t e s s a del s u o accadi-
m e n t o nel p r e s e n t e . S i n o r a a v e v a m o l a s c i a t o il f u t u r o nel s i -
lenzio, e s s e n d o già fin t r o p p o p r e o c c u p a t i dai p a r a d o s s i che
il p a s s a t o e , con e s s o , il p r e s e n t e o f f r i v a n o alla n o s t r a ri-
flessione v a c i l l a n t e . M a ora ci rendiamo conto che non h a sen
so parlare del p a s s a t o , e del p r e s e n t e , se non e s a m i n i a m o an-
60

che la c o n n e s s i o n e che li lega al f u t u r o . Mai s c i o g l i e r e m o il


nesso enigmatico tra p a s s a t o p r o s s i m o e p a s s a t o remoto, ss
non comprenderemo anche che il p a s s a t o è una fune cui il futu
ro è i n t i m a m e n t e l e g a t o . Se tiriamo fuori d a l p o z z o nero del
p a s s a t o l'aver g i à , anche l'aver da v i e n e in luce con esso.
Sicché d o b b i a m o d i r e , e in u n s e n s o a s s o l u t a m e n t e letterale
(come c o m p r e n d e r e m o via v i a sempre m e g l i o ) : non c'è passato
senza futuro . Abbiamo v o g l i a a e n t r a r e nel t e m p o d a l l a porta
del p a s s a t o (come ci è c a p i t a t o di f a r e ) : in realtà avevamo
già a p e r t o anche la p o r t a d e l f u t u r o s e n z a s a p e r l o . S o l o ora
cominciamo a rendercene conto.
Guardiamola bene, però, questa consapevolezza nascente:
e s s a s t a p r o p r i o d i c e n d o che non può accadere il passato se
non accade anche il futuro. Q u e s t o d i r e urta clamorosamente
c o n t r o il s e n s o c o m u n e , il q u a l e non p e n s a a f f a t t o c o s i . Il
s e n s o comune p e n s a come se ci fosse u n ' i d e a l e linea di d e m a r -
c a z i o n e : sin q u i il p a s s a t o ; d a qui in avanti il f u t u r o . L a
linea di d e m a r c a z i o n e è q u e l l ' i d e a l e puntualità del presente
che d i s c r i m i n a a p p u n t o , tiene s e p a r a t i e d i s c o s t i p a s s a t o e
f u t u r o . L ' u n o i n f a t t i è già a c c a d u t o , l'altro non a n c o r a . E
quello che è a c c a d u t o è a c c a d u t o , s i a che i l f u t u r o poi acca-
d a o p p u r e n o . Non c'è insomma esigenza (anche il grande Kant
si e s p r i m e u n a v o l t a così) che a c c a d a 11 futuro p e r c h è s i a ac
c a d u t o il p a s s a t o . In q u e s t o m o d o di p e n s a r e il p a s s a t o è t e -
n u t o n e l l a metà di u n a sfera ideale o s o l t a n t o possibile;
l'altra metà S il f u t u r o c h e , a c c a d e n d o , potrà completare la
s f e r a , se a p p u n t o a c c a d r à ; m a non è d e t t o che ciò debba avve-
nire e , comunque v a d a , ciò n o n h a r a p p o r t o con la metà della
s f e r a che è già a c c a d u t a . C o s ì p e n s a il s e n s o comune che o p e -
ra e p a r l a in tutti n o i ; il s u o dire ci appare immediatamente
evidente e i n c o n t e s t a b i l e . C o m e si p u ò a f f e r m a r e allora che
non può accadere il p a s s a t o se non a c c a d e anche il futuro?
Che c'entra il p a s s a t o col futuro? Il p r i m o è così "reale"
che n e p p u r e Dio p u ò fare che non s i a a c c a d u t o se è accaduto;
mentre il s e c o n d o è a n c o r a , come si d i c e , in g r e m b o a G i o v e ,
e n e s s u n o p u ò d i r e se e come a c c a d r à , se i o , p e r e s . , v e d r ò
61

la luce del sole d o m a t t i n a e come mi a p p a r i r à il m o n d o , se lo


vedrò.
T u t t a v i a , p r o p r i o se ci r i f e r i a m o a l l e comuni esperienze
che di c o n t i n u o f a c c i a m o , cioè a quelle evidenze inoppugnabi-
li che il s e n s o comune ama i n v o c a r e , le c o s e , s o l o che le
g u a r d i a m o un p o ' p i ù da v i c i n o , s t a n n o b e n d i v e r s a m e n t e . In-
contro u n a p e r s o n a che mi è c a r a , ed e r a un bel p o ' che n o n
la v e d e v o . N a t u r a l m e n t e non m i limito a r i c o n o s c e r l a e a c o n -
statare il " f a t t o " : è il t a l d e i t a l i o la t a l d e i t a l i . Ogni pre
s e n z a , in q u a n t o t a l e , p r o v o c a , s u s c i t a un aver d a , avendo
g i à . L a s t e s s a i n d i f f e r e n z a d e l semplice connotare ("Toh, il
signor Rossi") è una provocazione a rispondere (magari e s c l u -
dendo ogni visibile r i s p o s t a di riconoscimento) c h e la d i c e
lunga s u l l ' a v e r già dei n o s t r i p a s s a t i r a p p o r t i , o non rappor
ti. Anche l'indifferenza i n s o m m a è un m o d o sia p u r difettivo,
direbbe H e i d e g g e r , d e l l ' i n t e r e s s e . M a n e l l ' e s e m p i o in q u e s t i o -
ne l'aver già mi induce a b e n altro che a l l ' i n d i f f e r e n z a ; mi
induce a correre i n c o n t r o , a l l a r g a r e le b r a c c i a , stringere, c o n
calore le m a n i , s o r r i d e r e e f a r festa con parole affettuose.
O r a , è in q u e s t o m i o m o d o di c o r r i s p o n d e r e a l l ' i n c o n t r o che e-
merge t u t t o il s e n s o del p a s s a t o che q u e l l ' i m p r e v i s t a presenza
i n c a r n a . Può c a p i t a r e che i o s t e s s o mi s t u p i s c a dell'emozione
che mi h a p r e s o : q u e l l a p e r s o n a è e n t r a t a i n a s p e t t a t a m e n t e nel
la sala e i o , r i c o n o s c e n d o l a , h o a v v e r t i t o un s e n s o profondo
di calore e di b e l l e z z a che m i h a f a t t o b a t t e r e i l cuore e sa-
lire il s a n g u e alla t e s t a . O p p u r e è q u e s t a p e r s o n a stessa che
mi h a f e r m a t o , m e n t r e i o s t a v o d i r i g e n d o m i p e r t u t t ' a l t r a fac-
cenda, e la sua a p p a r i z i o n e i m p r e v i s t a mi h a c o l p i t o e t u r b a t o
come non mi sarei mal a s p e t t a t o : h o f a t t o fatica a r e p r i m e r e e
nascondere l'emozione dietro lo s c h e r m o delle s o l i t e frasi con
v e n z i o n a l i . Al c o n t r a r i o , i n f i n e , può b e n capitare che io mi
d i r i g a con e s p r e s s i o n i di g r a n d e gioia v e r s o la p e r s o n a inatte
sa, obbedendo meccanicamente all'impulso d e l l ' " a v e r già" nei
suoi c o n f r o n t i , e c h e , così f a c e n d o , mi senta f r e d d o , q u a s i un
p o ' c o n t r a r i a t o , e c c e s s i v o e f a l s o , e cioè infine desideroso
di s b r i g a r e la f a c c e n d a con d e c o r o m a a n c h e il p i ù in fretta
62

p o s s i b i l e . In tutti questi casi il s e n s o del p a s s a t o emerge


nel p r e s e n t e p r o p r i o perchè si c o n f r o n t a con l'aver da del
f u t u r o . E ' a l l o r a , nel modo del rispondere e corrispondere
che apre il f u t u r o , che io so q u a n t o q u e l l a p e r s o n a mi è sta-
ta e mi è t u t t o r a cara. O r a che l'ho v i s t a , d o p o tanto tempo,
s e n t o che s o n o deciso a rivederla; non ho d e c i s o , m a sono de-
ciso, quasi c o s t r e t t o , dalla m i a s t e s s a a t t u a l e e m o z i o n e : d o -
mani s i c u r a m e n t e ci t e l e f o n e r e m o e ci r i v e d r e m o ancora. Que-
sta apertura al futuro trae con sé il s e n s o del p a s s a t o , deoi
de p e r e s s o e di e s s o . E così è di ogni n o s t r o i n c o n t r o con
persone o cose, poiché in ogni i n c o n t r o le nostre disposizio-
ni si m a n i f e s t a n o dandosi un futuro e , i n s i e m e a questo, un
p a s s a t o . U n ' a m i c i z i a o un amore r i v e l a n o n e l l ' a p e r t u r a al fu-
turo q u a n t o sono p r o s s i m i o r e m o t i , tenaci o f l e b i l i . N e l l a
r i s p o s t a che si s c a t e n a e m e r g e il s e n s o del p a s s a t o , reso o-
gni volta d i v e r s o dalla r i s p o s t a m e d e s i m a . Sicché se ci turba
va e scandalizzava d o v e r ammettere che il p a s s a t o avesse luo-
go e affiorasse nel p r e s e n t e , a n c o r m a g g i o r e è l'imbarazzo di
dover riconoscere che il p a s s a t o abbia luogo anche nel futu-
r o , o v v e r o che l'una cosa implichi anche l'altra; m a è nel
contempo difficile negare che così a c c a d a . Il s e n s o comune re
c a l c i t r a , m a p r o p r i o l'esperienza ci induce a dire che ciò
che è s t a t o sarà e che ciò che sarà è s t a t o . In ogni "sarà"
c'è 1'"esser s t a t o " , che solo a l l o r a rivelerà come stia q u e l -
lo s t a t o ; m a ogni "sarà" è un darsi un "esser s t a t o " , un rein
terpretarlo recuperandolo e modificandolo, riconoscendolo e
s o l o a l l o r a c o n o s c e n d o l o , cioè c o s t i t u e n d o l o come "senso" del
le mie attuali e p e r c i ò future disposizioni.

Il s e n s o comune invece Immagina il p a s s a t o come un accu-


m u l o di e v e n t i , di fatti e di c o s e , che se ne s t a n n o là, chis
sà d o v e , intatti e i n a t t l n g i b i l i ; cioè i m m o d i f i c a b i l i . Il tem
po non e che un'immensa c l e s s i d r a , dalla quale si staccano,
uno dopo l'altro, un i s t a n t e dopo l'altro, i granellini di
s a b b i a . Essi c a d o n o e fanno m u c c h i o e q u e s t o m u c c h i o è appun-
to il p a s s a t o . O g n i g r a n e l l i n o che cade h a s o t t o di sé lo
s t e s s o m u c c h i o ; e il m u c c h i o resta q u e l l o che è anche se n e s -
63

sun g r a n e l l i n o d o v e s s e più c a d e r e . H o u s a t o q u e s t e immagini


in un a r t i c o l o che è r i p r o d o t t o in A p p e n d i c e alle presenti Di
spense e che può e s s e r utile leggere in p a r a l l e l o a questo e
al p r o s s i m o p a r a g r a f o . O g n i u o m o , d u n q u e , ogni s o c i e t à , ogni
c i v i l t à , h a dietro di sé il m u c c h i o d e l p a s s a t o , che è q u e l l o
che è . C e r t o , ogni u o m o , ogni civiltà, interpreta diversamen-
te q u e s t o m u c c h i o . Un uomo come Vico p e n s a di a v e r e d i e t r o di
sé i fiOOO anni del racconto b i b l i c o e i b e s t i o n i rozzi e fan-
tasiosi d e l l a "ingens s y l v a " ; un uomo come B u f f o n vede le co-
se m o l t o d i v e r s a m e n t e , p e r n o n p a r l a r e di D a r w i n e così via.
Un cinese o un e g i z i a n o a n t i c o , p o i , r a c c o n t a n o le cose del
p a s s a t o in t u t t ' a l t r o m o d o , e chissà che ne d i r e m o noi stessi
in f u t u r o , tra q u a l c h e s e c o l o o m i l l e n n i o . Oggi la n o s t r a co-
s c i e n z a s t o r i c a a c c e t t a di b u o n grado la n a t u r a ermeneutica,
i n t e r p r e t a t i v a , di ogni p a s s a t o ; la s c i e n z a s t o r i c a ammette
liberalmente che le sue v e r i t à attuali sono o p i n a b i l i , sono
teorie i n t e r p r e t a t i v e m o d i f i c a b i l i d a a c q u i s i z i o n i future. Ma
tutto q u e s t o liberale senso critico v a i poco o n u l l a , se con-
tinua, c o m e di f a t t o fa, a p e n s a r e il p a s s a t o s u l l a scorta
dei p r e g i u d i z i del s e n s o c o m u n e ; se p e r e s . e s s o ammette ben-
sì che gli uomini f o r n i s c o n o del p a s s a t o d i f f e r e n t i interpt's~
tazionit e noi non facciamo e c c e z i o n e , sicché a n c h e le n o s t r e
"verità" sono r e l a t i v e , ma q u a n t o poi al p a s s a t o come tale,
e s s o è s t a t o q u e l l o che è s t a t o , i n d i p e n d e n t e m e n t e dalle no-
stre i n t e r p r e t a z i o n i : m u c c h i o di g r a n e l l i di s a b b i a che nessu
n o potrà p i ù sapere come s o n o caduti o accaduti "veramente".
In tal m o d o il n o s t r o s e n s o s t o r i c o è lontanissimo dall'ammet
tere che ci sono realmente differenti p a s s a t i , che Vico aveva
letteralmente 6000 anni d i e t r o di lui e noi i n v e c e circa tre
miliardi di a n n i , s e c o n d o l'età d e l l ' u n i v e r s o calcolata dagli
attuali cosmologi.

Q u e s t o p e n s i e r o ripugna alla s c i e n z a s t o r i c a così c o m e ri


pugna al s e n s o comune (poiché s c i e n z a e s e n s o c o m u n e h a n n o la
loro radice nella metafisica e nell'immagine metafisica del
t e m p o ) . Q u e s t o p e n s i e r o è il p u r a m e n t e i n s e n s a t o p e r il comu-
ne buon s e n s o . Noi p e r ò , fedeli al c a m m i n o che sin qui ci ha
64

c o n d o t t o , n o n p o s s i a m o fare a meno di a t t r a v e r s a r l o e di com­


prenderlo.
6. IL P A S S A T O FUTURO

Riprendiamo pazientemente le fila d e l n o s t r o discorso.


N o n meno del p a s s a t o , anche il p r e s e n t e , ciò che s t a nella
p r e s e n z a , h a la n a t u r a del s e g n o e d e l l a t r a c c i a . A n c h e la
rappresentazione o la cosa p r e s e n t e i n f a t t i r i m a n d a . Solo che
11 p r e s e n t e non è u n a traccia d e l l ' a v e r già i n t e r p r e t a t o , ma
è ciò che richiede e suscita l'interpretazione: si deve corri
spondere a ciò che si p r e s e n t a (compresa la forma difettiva
del non p r e n d e r e in c o n s i d e r a z i o n e , del lasciare n e l l o sfon-
d o ) , m i r a n d o , tramite il p r e s e n t e , a l l a r i s p o s t a , cioè a r i -
sposte m i r a t e , che t r a s c e l g o n o i propri o r i z z o n t i . Ciò è p r o -
p r i o di o g n i g e s t o , che si o r i e n t a nel m o n d o e che orienta e
apre il m o n d o , p r o p r i o quel m o n d o d e l l a risposta m i r a t a e da
e s s a d e f i n i t o . C i ò è lo s t e s s o che d i r e : la rappresentazione
p r e s e n t e e s i g e il f u t u r o : a n z i , e s s a h a già il s e n s o del futu
ro, poiché anche il semplice p r e n d e r n o t a in realtà assegna
un compito e una r i s p o s t a . Il p r e s e n t e è già q u e s t o infuturar
si e s s e n z i a l e dì o g n i p r e s e n z a , la q u a l e c'è n e l l a m i s u r a in
cui r i m a n d a a un " a v e r d a " .

M a d ' a l t r a p a r t e il p r e s e n t e non p o t r e b b e e s s e r c i senza


un "aver g i à " i n t e r p r e t a t o , p o i c h é a n c h e il p a s s a t o accade
nel p r e s e n t e e in n e s s u n altro luogo. Il p a s s a t o s t e s s o allo-
ra è v o l t o al f u t u r o , è un i n f u t u r a r s i dei segni e delle trac
ce che e s s o reca. A n c h e il p a s s a t o accade nel f u t u r o , in q u a n
to accade nel p r e s e n t e . E ' s o l o nel f u t u r o delle m i e rispo-
s t e , nel m i o modo di c o r r i s p o n d e r e , p e r e s . , all'improvvisa
ricomparsa della p e r s o n a a m a t a , o un t e m p o amata, o di n u o v o
amata (tutto ciò è appunto a n c o r a da d e c i d e r e , è la "provoca-
66

z i o n e " del presente)., che il s e n s o del p a s s a t o e m e r g e . Il p a s


s a t o , del r e s t o , è s e m p r e u n s e n s o ; t u t t o ciò che si presenta
all'esperienza è un s e n s o , cioè un aver i n t e r p r e t a t o interpre
tando il d a i n t e r p r e t a r e . Q u i n d i d i r e che il s e n s o del passa-
to accade nel futuro e d i r e che il p a s s a t o s t e s s o accade nel
futuro sono due p r o p o s i z i o n i equivalenti.
Il s e n s o c o m u n e , p e r ò , n o n le p r e n d e c o m e e q u i v a l e n t i ;
e s s o t r o v a che c'è una d i f f e r e n z a tra le d u e . Che il s e n s o
del p a s s a t o cambi p e r c h è io o r a lo i n t e r p r e t o così e o r a a l -
trimenti non s i g n i f i c a né che 11 passato in se s t e s s o m u t i ,
né che e s s o , a d d i r i t t u r a , a c c a d a nel f u t u r o . Il p a s s a t o è ciò
che è a c c a d u t o ; c o m e p u ò c a p i t a r g l i di d o v e r a n c o r a accadere?
C e r t o , una p e r s o n a può p e n s a r e u n a c e r t a c o s a di u n a vicenda
p a s s a t a , p e r e s . che il s u o rapporto con u n ' a l t r a p e r s o n a sia
s t a t o , nel c o m p l e s s o , n e g a t i v o e che q u i n d i q u e l l a vicenda
sia s t o r i a p a s s a t a e c o n c l u s a ; poi può i m b a t t e r s i all'improv-
viso in q u e s t a p e r s o n a m e d e s i m a e , p e r l'emozione imprevista
dell'incontro, mutar parere, riconsiderare t u t t o il passato
s o t t o altra luce e magari rendersi disponibile a un recupero
futuro di q u e l r a p p o r t o . M a ciò non t o g l i e che il p a s s a t o tra
i due s i a s t a t o q u e l l o che è s t a t o , c h e c c h é essi ne pensino
v i a v i a . M a noi d o m a n d i a m o i come accade che una p e r s o n a rico-
n o s c e l'altra? C e r t o non si t r a t t a d e l l a stessa persona del
passato che o r a mi s t a d a v a n t i ; non è l'amico o l'amica di ie
ri o di tre anni fa che mi s o r r i d e e mi p o r g e la m a n o : r i v e -
d e n d o l a non t e r n o i n d i e t r o nel tempo in un s e n s o "reale" (di-
rebbe il comune b u o n s e n s o ) . Q u a l ' è però la d i f f e r e n z a ? La
d i f f e r e n z a e s s e n z i a l e è che la p e r s o n a che mi sta davanti esi
ge che i o ne f a c c i a q u a l c o s a , cioè che nel r i c o n o s c e r l a , nel
r i s p o n d e r e in u n m o d o o in un a l t r o al s a l u t o , i o predisponga
tale r i c o n o s c i m e n t o al futuro- D i p e n d e d a come a mia v o l t a le
sorriderò, la g u a r d e r ò negli occhi e c c . , se vi sarà un segui-
t o , u n a t e l e f o n a t a , un a l t r o i n c o n t r o e poi a n c o r a un a l t r o e
così v i a . O g n i v o l t a il r i c o n o s c e r e recupera t u t t o il p a s s a t o
e lo p r o i e t t a nel f u t u r o ; ogni v o l t a la p e r s o n a "è s t a t a " a l -
tra p e r c h è "sta p e r e s s e r e " a l t r a , n e l l ' e m o z i o n e o p p u r e nel-
67

l'indifferenza, nel d e s i d e r i o o p p u r e n e l l a noia. L e sue s t e s -


se c a r a t t e r i s t i c h e m u t a n o . E r o u n tempo i n c a n t a t o d a l l a sua
bellezza fisica e o r a che me la ritrovo d a v a n t i all'improvvi-
s o s e n t o tutta la forza ancora attuale e i n s i e m e n u o v a di
q u e l l ' i n c a n t o ; m a p u ò anche c a p i t a r e i l c o n t r a r i o , o alla lun
g a può a v v e n i r e , p e r e s . , che p r o p r i o q u e l l a dote c o s ì eviden
te e c e l e b r a t a da me e d a altri mi a p p a i a in fondo stucchevo-
le, u n ' i n s u l s a e v u o t a b e l l e z z a e s t e r i o r e che non d i c e , o n o n
dice più, n u l l a e n o n attrae p e r n u l l a . L ' e n t u s i a s m o per la
s t e s s a q u a l i t à si m u t a nel s e n t i m e n t o o p p o s t o e o g n i volta io
c r e d o di vedere la p e r s o n a c o m ' è : la g i u d i c a v o c o s ì attraente
per la m i a i n f a t u a z i o n e ; "in realtà" è u n a b e l l e z z a convenzio
n a i e , da divo del r o t o c a l c o . E così r i v o l g o a l i ' i n d i e t r o il
s e n s o che ora mi r e c l a m a : il s u o futuro di indifferenza diven
ta un "reale" p a s s a t o della p e r s o n a s t e s s a , tolta, si inten-
d e , la m i a i n f a t u a z i o n e di a l l o r a di cui h o m e m o r i a . O p p u r e ,
poiché l'incanto o r a mi h a p r e s o e r i p r e s o , dico; è "oggetti-
v o " che q u e s t a p e r s o n a è b e l l a . Q u e s t a o g g e t t i v i t à del p a s s a -
to è in realtà il s e n s o del f u t u r o che mi si apre o riapre o-
ra e che, c o m e ogni f u t u r o , si p r o i e t t a a l l ' i n d i e t r o all'aver
interpretato interpretando. Oggettività tutt'altro che n e u t r a
l e , visto che io ne faccio q u e s t i o n e , la s o t t o l i n e o e la t e n -
go in c o n t o . A n c h e altri p o s s o n o c o n v e n i r e : s e c o n d o i canoni
estetici correnti è u n a p e r s o n a b e l l a ; con q u e s t o n o n si s o -
g n a n o di d e s i d e r a r n e le t e l e f o n a t e e gli i n c o n t r i , n é di alma
naccarci s o p r a . Il b e l l o impersonale non h a né p a s s a t o né fu-
turo, né s t o r i e da raccontare.

Tutte queste descrizioni e s e m p l i f i c a t i v e non h a n n o p e r ò


di c e r t o c o n v i n t o il n o s t r o t e s t a r d o s e n s o c o m u n e : c i ò che è
a c c a d u t o è a c c a d u t o così come è a c c a d u t o , e non p u ò capitar-
gli di a c c a d e r e o riaccadere in f u t u r o , che è un n o n s e n s o lo-
gico e t e r m i n o l o g i c o (che " p a s s a t o " è q u e l l o che a c c a d e nel
f u t u r o ? ) . M a ohe cosa è a c c a d u t o ? come è accaduto? Tutto ciò
che è a c c a d u t o , in q u a n t o a p p u n t o a c c a d e v a , a c c a d e v a come in-
tevpreta&ione r i v o l t a al f u t u r o . Non a c c a d d e un f a t t o in sé
q u a n d o incontrai p e r la prima v o l t a q u e l l a p e r s o n a , m a una no
66

atra relazione o r a p p o r t o , con 1 suoi s e n s i , del tutto indif-


ferenti p e r gli a l t r i , m a così e m o z i o n a n t i e p i e n i di futuro
p e r n o i . E t u t t o 11 r a p p o r t o fu q u e s t o c o n t i n u a r e a interpre-
tarsi m u t e v o l e c h e , m o d i f i c a n d o via v i a il r a p p o r t o , modifica
va anche le n o s t r e reciproche i d e n t i t à ! noi d i v e n t a v a m o via
via e alla l e t t e r a d i v e r s i l'uno p e r l ' a l t r o . L'impressione
t r a s c i n a n t e del p r i m o i n c o n t r o si a p p r o f o n d ì , d i v e n n e ancor
p i ù m e r a v i g l i o s a , m a non fu p r i v a in s e g u i t o di alcune delu-
s i o n i ; e se ci f u u n ' i n t e r r u z i o n e del r a p p o r t o , v u o l b e n dire
che q u e l l a " b e l l e z z a " c o m p l e s s i v a n o n a p p a r v e p i ù così splen-
d i d a e d e c i s i v a e s u f f i c i e n t e . Q u e s t a i n t e r a s t o r i a del passa
t o fu un v i a vai di i n t e r p r e t a z i o n i e di m o b i l i v e r i t à , ogni
volta ritenute " o g g e t t i v e " e ogni volta c a d u c h e . M a una volta
c o n s e g n a t a al p a s s a t o q u e s t a i n t e r a s t o r i a a s s u m e , p e r il sen
s o c o m u n e , il c a r a t t e r e d e l l ' i n s é . N i e n t e allora accadde in
s é , p o i c h é n o n ci sono e v e n t i che a c c a d o n o in s é , extra inter
pretationem; m a o r a , del t u t t o i m m o t i v a t a m e n t e , q u e l che via
via a c c a d d e diventa una serie " o g g e t t i v a " di fatti che fanno
m u c c h i o , che d i v e n g o n o un t u t t o i r r e l a t o . 11 p a s s a t o e ciò
che è s t a t o via v ì a i n t e r p r e t a t o , m a o r a d i v e n t a un fatto ex-
tra iìiterpvetationsm. N o n ci furono che i n t e r p r e t a z i o n i , ma
quell'insieme, quella storia complessiva o r a si o p p o n e come
un duro m a c i g n o alle s u c c e s s i v e interpretazioni. Rivedendo
ora quella persona posso pensare una c o s a o p p u r e u n ' a l t r a cir
ca il n o s t r o p a s s a t o ; m a t u t t o ciò è "soggettivo", è una mera
interpretazione. Quella storia S stata come è stata, indipen-
d e n t e m e n t e d a come la p e n s o o r a . S e n o n c h è q u e l l a s t e s s a sto-
ria si s n o d a v a sin da a l l o r a in i n t e r p r e t a z i o n i (o non ci sa-
rebbe s t a t a affatto)t non e r a q u e l l o che e r a (come dice il
s e n s o comune p e n s a n d o l a al p a s s a t o ) , m a e r a q u e l l a che st ve-
niva interpretando e perciò facendo.

Lo stesso è da dire delle esperienze collettive e socia-


li. Nell'aria prese a tuonare e i poveri primitivi bestioni
" a v v e r t i r o n o il c i e l o " p e r l a p r i m a v o l t a ; e p e n s a r o n o che
fosse la v o c e di un D i o che p a r l a v a . V i c o a s u a volta pensa
che i b e s t i o n i p e n s a s s e r o così perche e r a n o tutta fantasia e
69

s t u p o r e , e p o c o i n t e l l e t t o . Il m i t o l o g o , lo p s i c a n a l i s t a ,
l'antropologo di oggi p e n s a n o ancora a l t r e c o s e . M a il s e n s o
comune t a g l i a c o r t o e d i c e : p o c h e s t o r i e , q u a n d o tuonava tuo-
n a v a ; h a n n o v o g l i a a dire i b e s t i o n i . Il tuonare è un fatto
in sé; p o i , si sa, i b e s t i o n i i n t e n d o n o in un m o d o . Vico in-
t e r p r e t a in un altro; gli uni ci s e n t o n o Zeus, l'altro ci ve
de l a " P r o v v e d e n z a " ; m a il f a t t o è che t u o n a v a e b a s t a . Invece
p r o p r i o i l fatto è che non p o s s o n o a c c a d e r e nell'esperienza
dei fatti in s é , u n tuonare " o g g e t t i v o " e in sé che non s i a
i n t e r p r e t a t o . Q u e l l o che il s e n s o comune chiama q u i in sé è
solo l'opinione e l ' i n t e r p r e t a z i o n e del m e t e o r o l o g o contempo-
raneo, cioè in s e n s o lato d e l l a s c i e n z a , cioè di n u o v o un'in-
terpretazione che s t a b i l i s c e o r a il p a s s a t o e il s e n s o del
passato. Interpretazione che oltre t u t t o non p o t r e b b e stabi-
lirsi s e n z a l'infinita e s p e r i e n z a e m o t i v a che h a accompagnato
da sempre, e in varie forme, il t u o n a r e , così come non e s i s t e
rebbero canoni o g g e t t i v i di " b e l l e z z a " , se uomini e donne non
si fossero reciprocamente emozionati e non continuassero ad e
mozionarsi guardandosi e parlandosi, come loro c a p i t a in d e -
t e r m i n a t i e fortunati incontri.

Che cos'è a l l o r a che il s e n s o c o m u n e tiene f e r m o ? a che


cosa e s s o , p a r l a n d o in n o i , r e c a l c i t r a , nella s u a p r e t e s a di
spaccare il p a s s a t o e il f u t u r o con u n ' a s c i a , c o n t r o ogni evi^
denza d e l l a s u a s t e s s a e s p e r i e n z a ? P e r c h è dentro di noi i l co
siddetto buon senso continua a nutrire una fiducia illimitata
n e l l a s u a idea di un p a s s a t o - c u m u l o , di un p a s s a t o - o g g e t t o ,
di un p a s s a t o c o s t i t u i t o da fatti in sé s e m p l i c i , irrelati, e
stranel e remoti come 1 s a s s i di un p a e s a g g i o lunare? Donde
gli viene q u e s t a i d e a del p a s s a t o , e c o n s e g u e n t e m e n t e del tem
p o ? Il s e n s o comune m o d e r n o , col suo r a f f i n a t o s e n s o storico,
ammette, lo si è d e t t o , 11 carattere e r m e n e u t i c o , interpreta-
tivo del sapere p r e s e n t e : 11 g r a n e l l i n o di s a b b i a che ora ca-
de e a c c a d e d e n t r o la grande c l e s s i d r a d e l tempo cosmico, ac-
cade c o n n o t a t o e d e f i n i t o d a l l a s u a s t e s s a interpretazione;
perciò a f f i d a 11 suo s e n s o al f u t u r o ; m a s t r a n a m e n t e e i n c o e -
rentemente non si ammette poi 1'ermeneuticità del passato.
In q u a n t o a c c a d e , il g r a n e l l i n o accade c o n la s u a interpreta-
70

z i o n e , come i s t a n z a volta al futuro; m a in q u a n t o è a c c a d u t o ,


l'interpretazione scompare e rimane solo il nudo fatto, confi^
n a t o in u n a remota regione i m m a g i n a r i a , e s t r a n e a a l l a vita e
all'interpretazione futura, i n a t t i n g i b i l e e i m m o d i f i c a b i l e da
e s s e , come vecchi giocattoli sigillati e d i m e n t i c a t i in una
cassa del s o l a i o . Con che o c c h i o il s e n s o comune g u a r d a 11
p a s s a t o p e r v e d e r l o così i r r i g i d i t o e morto?

L'occhio è quello dello sguardo metafisico. Scienza sto-


rica e s e n s o c o m u n e d e r i v a n o di lì la loro p o t e n z a di visione
che a r r e s t a il p a s s a t o n e l l a i r r e v o c a b i l i t à del f a t t o . T u t t o
ciò che accade si muove senza p o s a in u n ' i n f i n i t a serie di in
t e r p r e t a z i o n i ; anche ciò che accadde si m u o v e v a senza posa.

quando a c c a d d e . M a in q u a n t o è d i v e n t a t o un " a c c a d u t o " , l'ac-


cadere che p e r e s s e n z a si muove senza p o s a (che accade perchè
a p p u n t o si m u o v e , in s e n s o e r m e n e u t i c o ) si fissa e si ferma
per s e m p r e . Q u e s t o singolare e f f e t t o è però 11 r i s u l t a t o di
ciò che, in Immagini di verità, h o c h i a m a t o lo "sguardo p a n - o
r a m i c o " , lo s g u a r d o appunto della m e t a f i s i c a e della onto-lo
gica o c c i d e n t a l e . R i n v i o a q u e l c o n t e s t o p e r un e s a m e appro-
fondito della q u e s t i o n e . Qui limitiamoci ad alcuni elementi
utili al n o s t r o tema.

L o s g u a r d o s t o r i c o al q u a l e siamo stati e d u c a t i conside-


A

ra le cose del p a s s a t o "panoramicamente" e "pubblicamente".


Noi ci p o n i a m o , r i s p e t t o al p a s s a t o , c o m e "spettatori disinte
r e s s a t i " . N o n vi p a r t e c i p i a m o e non s i a m o parte di ciò che ac
c a d e . N é in e f f e t t i p o t r e m m o e s s e r l o , i n generale e p e r lo
più. Resterebbe d a chiedere p e r c h è ci i n t e r e s s i a m o a e s s o ,
pur essendo " d i s i n t e r e s s a t i " , e perchè c o n s i d e r i a m o q u e s t o in
teresse disinteressato come uno dei segni p i ù alti della c i -
viltà e d e l l a c u l t u r a . S o n o ardue d o m a n d e che qui c o n v i e n e ac
c a n t o n a r e . V e d i a m o invece che a c c a d e , in q u a n t o a s s u m i a m o lo
s g u a r d o d i s i n t e r e s s a t o , p a n o r a m i c o e p u b b l i c o . C i ò che accade
è che noi i m m a g i n i a m o che 1 fatti a c c a d a n o al c o s p e t t o di uno
s g u a r d o universale e p u b b l i c o che era lì p r e s e n t e a registrar
l i . Gli antichi non lo s a p e v a n o , m a mentre f a c e v a n o ciò che
f a c e v a n o e r a n o osservati d a l l ' o c c h i o p u b b l i c o della s t o r i a u-
71

niversale: occhio impassibile e imparziale che r e g i s t r a e s e -


g n a , in c e r t o s e n s o o c c h i o d i v i n o che c o n t e m p l a il m o n d o stan
do fuori del m o n d o . Le nostre n a r r a z i o n i del p a s s a t o fanno di
questo sguardo (ovviamente impossibile da incarnare per noi)
il loro ideale r e g o l a t i v o , E a l l o r a si p u ò ben c a p i r e che pev
questo occhio (immaginario) ciò che è s t a t o è s t a t o e d e a c c a
d u t o così come è a c c a d u t o , c h e c c h é poi n e p e n s i n o e n e dicano
i " m o r t a l i " , cioè c o l o r o che furono p a r t e di quei fatti e che
ancora p e r m o l t o tempo c o n t i n u a r o n o a i n t e r p r e t a r l i come even
ti immanenti della loro p e r d u r a n t e p a s s i o n e . In q u a l c h e punto
del cielo, s u di u n a n u v o l e t t a , Cesare e Pompeo a n c o r a d i s c u -
tono e si r i m p r o v e r a n o a v i c e n d a . Se t u n o n mi toglievi 11 co
mando militare ... Se tu non p a s s a v i il R u b i c o n e ... M a le lo
ro sono i n t e r p r e t a z i o n i "di p a r t e " . L a g u e r r a c i v i l e accadde
p e r la comodità d e l l o storico c o n t e m p o r a n e o , in m o d o che egli
p o s s a m o s t r a r e che c o s a a c c a d d e "in r e a l t à " e "in verità".
C h e c c h é ne p e n s i n o C e s a r e , P o m p e o e tutti 1 loro p a r t i g i a n i e
n e m i c i . In q u e s t a o t t i c a i n f a t t i , la g u e r r a civile diviene un
fatto p u b b l i c o , impersonale e "oggettivo", totalmente "astrat
to", " d e c i s o " , d a l l e continue interpretazioni che lo i n t r a m a -
rono e lo fecero a c c a d e r e e v i v e r e .
In q u e s t o modo p e r ò anche il n o s t r o comune s e n s o storico
opera con le gue ' i n t e r p r e t a z i o n i , che s p a c c i a p e r v e r i t à og-
gettive e a s s o l u t e . In p r i m o l u o g o s c a m b i a p e r c o n c r e t o ciò
che è a s t r a t t o : la n a r r a z i o n e immaginaria degli e v e n t i in
q u a n t o o g g e t t i d e l l o s g u a r d o p u b b l i c o cui viene d a t o il n o m e
di "guerra c i v i l e " viene s o v r a p p o s t a a l l a concreta esperienza
ermeneutica che a l l o r a a c c a d d e , secondo una m i r i a d e pratica-
mente i n f i n i t a di p r o s p e t t i v e p e r di p i ù in c o n t i n u o m o v i m e n -
t o . In s e c o n d o luogo tale s g u a r d o assume come "fatti" solo
q u e l l i che p e r la s u a attuale c u l t u r a , p e r il suo m o d o di in-
terpretare il m o n d o , s o n o i fatti, i fatti reali. Per es. i
fatti e c o n o m i c i , s o c i a l i e s t a t i s t i c i ; poi anche le credenze
e le s u p e r s t i z i o n i d e g l i u o m i n i , in q u a n t o fatti psicologici ;
poi anche le m a l a t t i e così come le c o n o s c i a m o e le interpre-
tiamo oggi (l'epilessia, la n e v r o s i , la follia e c c . ) . Questo
72

s g u a r d o non d u b i t a che anche i Romani avessero la p s i c h e , co-


me oggi l ' i n t e n d i a m o , e che i loro s o g n i f o s s e r o a b i t a t i , n o n
da Dei come i n g e n u a m e n t e d i c e v a n o , m a d a complessi edipici e
bisogni sessuali inappagati.
Il n o s t r o s e n s o comune rivolto al p a s s a t o si m u o v e dun-
que sulla b a s e di una d u p l i c e p r e s u p p o s i z i o n e : che il p a s s a t o
sia essenzialmente c o s t i t u i t o da fatti che a c c a d o n o di fronte
a un o c c h i o i m p a s s i b i l e che t u t t o vede e r e g i s t r a (infinito
osservatore che non si i d e n t i f i c a m a i , o tende regolativamen-
te a non i d e n t i f i c a r s i mai con l'attore f i n i t o della storia
che è sempre ogni u o m o ) ; che ciò che accade s i a q u e l l o che
noi oggi r i t e n i a m o che a c c a d a (accadono i fatti e c o n o m i c i , m a
n o n a c c a d o n o affatto gli Dei e le streghe? il che p e r n o i ,
p e r le nostre i n t e r p r e t a z i o n i del m o n d o , è in generale veris-
s i m o ) . Q u e s t i due p r e s u p p o s t i c o n t r a v v e n g o n o p e r ò a ciò che
l'esperienza continuamente ci m o s t r a , cioè che niente accade
che n o n sia i n t e r p r e t a t o e che non s i a u n ' i n t e r p r e t a z i o n e . E
non nel s e n s o di u n a m e r a e d e s t r i n s e c a s o m m a : accade q u a l c o -
s a e noi s u b i t o c o r r i a m o a r i v e s t i r l a con una n o s t r a interpre
t a z i o n e ; il p r e s e n t e , ciò che si impone nella presenza (lo si
e r a m o s t r a t o a s u o tempo),non è mai una s o m m a di e l e m e n t i se-
p a r a t i in s é . N o n c'è la r a p p r e s e n t a z i o n e e poi il p e n s i e r o
che l'accompagna e l ' i n t e r p r e t a . C'è l ' i n t e r p r e t a r e avendo
già i n t e r p r e t a t o e avendo da i n t e r p r e t a r e ; cioè c'è l'ermeneu
tica profonda della temporalità così come f i n o r a ci si è v e -
n u t a d i p a n a n d o di fronte allo s g u a r d o . E q u e s t a e r m e n e u t i c a mo
s t r a a p p u n t o che il p a s s a t o è un m o d o di p r o v e n i r e o r a , cioè
di aprirsi all'interpretazione futura del m o n d o che o r a ci in-
c a l z a : poiché si p r o v i e n e n o n s e m p l i c i s t i c a m e n t e da q u a l c o s a ,
m a d a l l ' a v e r i n t e r p r e t a t o q u a l c o s a . E si p r o v i e n e soltanto
p e r c h è si p r o c e d e n e l l ' i n t e r p r e t a r e . N o n si p r o v i e n e dalla
t e r r a , m a dalla narrazione biblica della terra. Questa era
la p r o v e n i e n z a di V i c o , in q u a n t o a p p l i c a t a a risolvere l'e-
n i g m a della civiltà umana e d e l l a r i v e l a z i o n e cristiana. Non
si p r o v i e n e dal s i s t e m a s o l a r e , m a d a l l ' i n t e r p r e t a z i o n e new-
t o n i a n a del s i s t e m a s o l a r e , in q u a n t o essa rende a s u a volta
73

possibile uno s g u a r d o sulle r o c c e alla L y e l l o s u l l a vita nel


n o s t r o p i a n e t a alla B u f f o n , e così v i a . Il p r e s e n t e , ogni pre
s e n t e , non h a il p a s s a t o alle spalle in un s e n s o s p a z i a l e , fi
s i c o , o come congerie di fatti in sé u n i v e r s a l i e p u b b l i c i ; o
gni p r e s e n t e h a il p a s s a t o nel futuro p r o p r i o p e r c h è del p a s -
s a t o , del suo p a s s a t o , ne fa q u a l c o s a ; e n o n h a a l t r o passato
né f u t u r o , in s e n s o a s s o l u t a m e n t e letterale, "reale" e pro-
prio.
L'età degli e r o i , P r i a m o e i suoi c e n t o f i g l i , non p o t e -
v a n o avere il p a s s a t o che a b b i a m o n o i ; n o n p o t e v a n o guardare
il m o n d o con lo s g u a r d o p u b b l i c o e p a n o r a m i c o d e l l a fisica
c o n t e m p o r a n e a e d e l l a s t o r i a u n i v e r s a l e : ciò o r a appare tanto
o v v i o che s e m b r a s u p e r f l u o r i m a r c a r l o . E nemmeno C e s a r e e Pom
p e o p o t e v a n o avere lo s t e s s o p a s s a t o ; p o i c h é si e s i g o n o deter
minati abiti di i n t e r p r e t a z i o n e e di r i s p o s t a a f f i n c h è si r i -
v e l i n o gli Dei e le s t r e g h e , le leggi e c o n o m i c h e e la gravita
zione u n i v e r s a l e , q u e s t e cose e non q u e l l e e v i c e v e r s a . E in-
s i e m e vi è u n a p r e c i s a a s p e t t a t i v a f u t u r a perchè n o i ci d i s p o
niamo a interpretare un fatto oome economico oppure aome so-
p r a n n a t u r a l e , non e s s e n d o c i p o i n e s s u n f a t t o fuori di un s u o
possibile " c o m e " . E ' ancora la m e d e s i m a , magari d a p p r i m a in-
conscia, aspettativa futura che ci fa r i m a r c a r e la bellezza,
"oggettiva" e "irresistibile", dell'amico o dell'amica improv
visamente r i t r o v a t i , ovvero è la d i s p o n i b i l i t à del nostro ani
m o ad a m a r e , perchè in q u e l m o m e n t o v e d o v o e p r i v o di altre
p a s s i o n i che ci a v r e b b e r o s i c u r a m e n t e reso insignificante
quell'incontro e indifferente quella "bellezza", nonché la di
sponibilità testarda e perdurante, sempre rimasta con noi nel
n o s t r o p r e s e n t e s e b b e n e i n a v v e r t i t a , ad amare p r o p r i o quella
p e r s o n a . E ' così che la b e l l e z z a , la g l o r i a , il t i m o r e di
D i o , la p a s s i o n e m i s u r a t i v a e c a l c o l a t r i c e del s a p e r e obietti
v o e c c . e n t r a n o nel m o n d o e lo c o s t i t u i s c o n o come l'aver da a
v e n d o già di ogni n o s t r a c o r r i s p o n d e n z a e i n t e r e s s e . E ' così
che la s t e s s a s t o r i a è tante s t o r i e mai finite e sempre possi
b i l i : C e s a r e e Pompeo come li v e d e e li i n t e r p r e t a Cicerone,
m a anche come li i n t e n d e S h a k e s p e a r e o i n f i n e un obiettivo
74

s t o r i c o dei nostri giorni.


D i e t r o la p e r s o n a l e vita di o g n u n o di noi s t a n n o infini-
te p e r s o n a l i s t o r i e . E ' una verità di cui facciamo continua-
m e n t e e s p e r i e n z a e di cui non ci s t u p i a m o t r o p p o . Il p a s s a t o
che a b b i a m o avuto a cinque a n n i , e poi a d i e c i , a q u i n d i c i , a
v e n t i e cosi v i a , si è di c o n t i n u o m u t a t o . Ne a b b i a m o regi-
s t r a t o i fatti p u b b l i c i secondo la n o s t r a e d u c a z i o n e "metafi-
s i c a " e li a b b i a m o c o l l o c a t i in un tempo p u b b l i c o , o g g e t t i v o ,
sopraindividuale e i m p e r s o n a l e . Tre anni fa ebbi una relazio-
ne così e così col t a l e o con la t a l e . H a l ' i n c o n t r o di o g g i ,
I n a s p e t t a t o e i m p e r t i n e n t e , h a s c o n v o l t o le nostre cronologie
e le n o s t r e " s t o r i e " ; h a r i p r o i e t t a t o n e l futuro ciò che dove
v a s t a r s e n e , t r a n q u i l l o e c o n c l u s o , nel p a s s a t o ; h a ridisegna
t o un f u t u r o , e con e s s o un p a s s a t o . Che è poi l'unico modo
di i n c o n t r a r s i e s c o n t r a r s i col p r e s e n t e . C i o è di v i v e r e e fa
re esperienza.
C'è un'evidente discrepanza tra come v i v i a m o e come c r e -
d i a m o e p e n s i a m o di v i v e r e , c a t t u r a t i dalle c a t e g o r i e metafi-
s i c h e del s e n s o c o m u n e , prime fra tutte d a l l e c a t e g o r i e tempo
rali t r a d i z i o n a l i . Porse è anche p e r q u e s t o che c o s ì spesso
ci c a p i t a di r a c c o n t a r e s u noi s t e s s i t a n t e " s t o r i e " , alcune
delle quali decisamente incredibili, assurde e insensate.
7. IL T E M P O PUBBLICO

Il p a s s a t o accade dunque come aver d a fare, a v e r da c o r -


rispondere interpretando; a c c a d e cioè c o m e c o m p i m e n t o in iti-
n e r e . Q u e s t o c o m p i m e n t o p a s s a p e r il p r e s e n t e e si rivolge al
futuro. Il p r e s e n t e è lo s n o d o s t e s s o del p a s s a r e , l'attimo
in cui il tempo c o n c r e t a m e n t e " è " in q u a n t o è p a s s a n t e ; p r o -
viene e i n - t e n d e . Il p r e s e n t e è come la p i e t r a dell'esempio
di N i e t z s c h e : vi p o g g i a m o il p i e d e p e r g u a d a r e i l fiume ed es
sa s p r o f o n d a n e l l ' i s t a n t e s t e s s o in cui noi p r e n d i a m o da lei
lo s l a n c i o p e r compiere il b a l z o . Nel f u t u r o i n c o n t r i a m o il
p a s s a t o , il suo s e n s o compiuto (e d ' a l t r o n d e mai esaurito),
poiché il p a s s a t o è ciò che nel futuro d i c l a m o che è p a s s a t o .
E già q u e s t o dire rinnova u l t e r i o r m e n t e u n p a s s a t o per un fu-
t u r o . In tutti questi intrecci il s e n s o comune facilmente si
s m a r r i s c e . Esso m i r a a s e m p l i f i c a r s i la s i t u a z i o n e operando,
come s a p p i a m o , a colpi d ' a s c i a . Il p a s s a t o è ciò che non è
più; il futuro ciò che non è ancora; s o l o il p r e s e n t e è, seb-
b e n e si debba riconoscere che il suo e s s e r e non s t a mai fer-
m o , non ci " è " p r o p r i a m e n t e m a i , m a è g i à p a s s a t o o ancora fu
turo non appena c e r c h i a m o di f i s s a r l o . T u t t a v i a , i l senso co^-
mune deve ammetterlo, anche il p a s s a t o e il f u t u r o in qualche
s e n s o ci sono, e poiché ciò che è a p p a r t i e n e al p r e s e n t e , il
loro e s s e r c i è un e s s e r e in q u a l c h e m o d o p r e s e n t i . Come sono
p r e s e n t i ? Il p a s s a t o è p r e s e n t e p e r le c o n s e g u e n z e e gli e f -
fetti che p r o d u c e sul p r e s e n t e . Il p a s s a t o è p r e s e n t e in t e r -
mini di "efficacia c a u s a l e " , come d i r e b b e W h i t e h e a d . Il f u t u -
ro invece è p r e s e n t e come a n t i c i p a z i o n e , a t t e s a , tensione e
i n - t e n z i o n e , come d i c e v a H u s s e r l . Così ragiona il s e n s o comu-
76

n e , sulla s c o r t a di u n a m i l l e n a r i a analisi m e t a f i s i c a del tem


po.
E ' d a q u e s t a analisi e dalle c a t e g o r i e m e n t a l i che la c a
t a t t e r i z z a n o che n a s c e un t i p i c o luogo comune del p e n s i e r o e
anche d e l l ' o p i n a r e corrente cui f a c c i a m o q u i un brevissimo
c e n n o . In q u a n t o il p a s s a t o è p e n s a t o in termini di efficacia
c a u s a l e , a l l o r a il p a s s a t o viene a coincidere con il regno
della necessità. Al futuro pertiene invece la possibilità;
m e n t r e è nel p r e s e n t e che t n o v ì a m o l'esistenza o la r e a I t a .
Si t r a t t a d e l l e c e l e b r i c a t e g o r i e della m o d a l i t à che d a Kant
s i n o alla l o g i c a c o n t e m p o r a n e a sollevano i più complessi pro-
blemi e i p i ù e n i g m a t i c i p a r a d o s s i . E ' e n t r o le c a t e g o r i e del
la modalità i n f a t t i che la l o g i c a e la r e a l t à , 1'lntemporale
e il t e m p o r a l e si c o n f r o n t a n o e si s c o n t r a n o . Di qui il luogo
comune cui p r i m a si a c c e n n a v a : il p r o b l e m a della libertà del-
l ' u o m o . S u tale p r o b l e m a d a sempre si o p p o n g o n o i l determini-
s t a e il d i f e n s o r e d e l l a l i b e r t à . M a il p r o b l e m a , anziché "ri
s o l t o " in favore d e l l ' u n o o d e l l ' a l t r o , va p i u t t o s t o compreso
nel s u o i n s o r g e r e e n e l l e ragioni della s u a a p p a r e n t e irreso-
lubllità problematica.

Il f a t t o è che il d e t e r m i n i s t a p r i v i l e g i a , e n t r o l'imma-
gine metafisica tradizionale del t e m p o , la d i m e n s i o n e del pas
s a t o : e g l i g u a r d a il t e m p o s o t t o i l p r o f i l o dell'efficacia
causale e h a buon gioco a mostrare come o g n i e v e n t o del p r e -
sente sia collegato strettamente e ineludibilmente con le c i r
costanze che lo h a n n o p r e c e d u t o e a c c o m p a g n a t o . Noi possiamo
bensì " i m m a g i n a r e " di e s s e r e l i b e r i , di p o t e r d e t e r m i n a r e il
f u t u r o con d e c i s i o n i autonome della n o s t r a volontà; ma questa
è appunto una nostra fantasia ed è i n s i e m e il f r u t t o d e l l ' i -
g n o r a n z a di t u t t o ciò che e n t r a di fatto in g i o c o a d e t e r m i n a
re la n o s t r a v o l o n t à . Dal suo p u n t o di v i s t a il determinista
è inconfutabile e ha sempre ragione. Poiché egli guarda il
tempo a p a r t i r e dal p a s s a t o , n o n h a d a v a n t i agli occhi altro
che 1 ' " a c c a d u t o " , e l ' a c c a d u t o n o n può e s s e r p e n s a t o altrimen
ti se n o n c o m e il c o m p i m e n t o di una s e r i e di e v e n t i necessa-
riamente c o l l e g a t i . Poiché h o di fatto a f f e r r a t o q u e s t a m a t i -
77

ta, il g e s t o , c o n s i d e r a t o a p o s t e r i o r i , non p o t e v a che a c c a -


dere così come è a c c a d u t o . Io p o s s o aver avuto l'illusione
di una m i a condizione di libertà : p o t e v o a f f e r r a r e la m a t i t a
oppure n o n a f f e r r a r l a ; m a n e l m o m e n t o i n cui l'ho di fatto
afferrata, l'unica p l a u s i b i l i t à di tale gesto è nelle ragio-
ni che l'hanno i s p i r a t o , e s e r c i t a n d o s u di esso un'invincibi
le e f f i c a c i a c a u s a l e , magari p r o p r i o p e r l'intenzione di d i -
mostrare che io s o n o libero di a f f e r r a r e oppure n o q u e s t o 03
g e t t o . E così le c i r c o s t a n z e l o h a n n o reso f e r r e a m e n t e neces
s a r i o , c o n t r o ogni m i a i l l u s o r i a p r e t e s a . Sia che io afferri
la m a t i t a , sia che n o n la a f f e r r i , il fatto compiuto manife-
s t a da sé l'impossibilità che le cose a n d a s s e r o altrimenti,
poiché vi è sempre una ragione che h a i n d o t t o la volontà a
volere o n o n voler a f f e r r a r e , e s e r c i t a n d o così la s u a e f f i c a
eia c a u s a l e . T u t t o ciò che a c c a d e i n f a t t i accade i n ragione
del già a c c a d u t o , i n c o n t i n u i t à (affermativa o n e g a t i v a , non
importa) con e s s o .
Il s o s t e n i t o r e della libertà e d e l l a c o n t i n g e n z a non ha
p r o p r i a m e n t e a r g o m e n t i p e r confutare i l d e t e r m i n i s t a ; solo
che egli si p o n e , r i s p e t t o a l l e t r a d i z i o n a l i categorie del
t e m p o , i n una d i m e n s i o n e d i v e r s a . Il c o n t i n g e n t i s t a guarda
infatti il tempo d a l p u n t o di v i s t a del f u t u r o . E g l i insiste
sulla natura infinitamente possibile e mai predeterminata
del f u t u r o . Ciò che i l d e t e r m i n i s t a c h i a m a "illusione" e
" f a n t a s i a " è p e r 11 c o n t i n g e n t i s t a la n a t u r a fenomenologica
s t e s s a del p r e s e n t e in q u a n t o v o l t o al futuro e p e r c i ò vissu
to come a p e r t u r a , a t t e s a , d u b b i o e a n g o s c i a d e l l a scelta,
s e n s o d e l l ' e q u i p o l l e n z a di p o s s i b i l i t à diverse e opposte. Il
c o n t i n g e n t i s t a non g u a r d a le c o s e in q u a n t o a c c a d u t e , m a i n
quanto essenzialmente ancora d a a c c a d e r e , sempre sul punto
di un p r e c i p i z i o i n s o n d a b i l e e i m p r e v e d i b i l e . Di q u e s t o sen-
timento, contro la ferrea logica del s u o a v v e r s a r i o , egli fa
il fondamento s t e s s o della d i g n i t à » d e l l ' a g i r e umano. Senti-
m e n t o c h e , d'altra p a r t e , g i u s t i f i c a la nozione d e l bene e
del m a l e , la r a g i o n e v o l e z z a d e l l a c o l p a , del p r e m i o e del ca
s t i g o , cioè la fondazione s t e s s a d e l l ' e t i c a e d e l l e leggi so
78

ciali le q u a l i , se t u t t o fosse d a v v e r o n e c e s s i t a t o , sarebbero


completamente a s s u r d e , impensabili e i n e f f i c a c i . A l che il de
terminista ha ulteriormente le sue a r g o m e n t a z i o n i d a opporre,
m a noi non s e g u i r e m o qui tale i n f i n i t a c o n t e s a ; ci limitiamo
invece a notare come t u t t o il p r o b l e m a si i s c r i v a nella impos
s i b i l i t à , d a parte d e l l a concezione t r a d i z i o n a l e del tempo,
di d o m i n a r e concettualmente 1 rapporti t r a p a s s a t o e futuro,
tenuti come s o n o r i g i d a m e n t e distinti e c o n t r a p p o s t i , nonché
il loro c o m p l i c a t o i n t r e c c i o e rimando che travolge p o i , con
i suoi p a r a d o s s i , la n o z i o n e s t e s s a del p r e s e n t e .
1
E s u q u e s t a n o z i o n e , così come il s e n s o comune la d e r i -
v a d a l l a tradizione m e t a f i s i c a , che conviene ora fermare l'at
t e n z i o n e ; s t i a n o c o m e v o g l i o n o il p a s s a t o e il f u t u r o , è p e r ò
al p r e s e n t e che il s e n s o comune a f f i d a , come si è p i ù volte
ricordato, la n o z i o n e fondamentale della t e m p o r a l i t à . T e m p o è
p r e s e n z a , e s s e r e nel p r e s e n t e , nel suo t r a s c o r r e r e accadendo
o r a . Ciò che è fuori d a q u e s t o attimo d e l l o s c o r r i m e n t o non è
più o non è a n c o r a c o n c r e t a m e n t e t e m p o , m a s o l o t e m p o p o s t u -
m o , m o r t o e i r r i g i d i t o , oppure tempo m e r a m e n t e p o s s i b i l e , di
là d a v e n i r e . I n t e r r o g h i a m o dunque il s e n s o comune s u q u e s t a
s u a nozione di presenza e di temporalità presente.- che significa
che q u a l c o s a è p r e s e n t e e p e r c i ò accade nel tempo? Come si fa
a stabilire la n a t u r a del p r e s e n t e relativa a un determinato
istante del tempo? q u a n d o e come un i s t a n t e è p r e s e n t e (e p e r
ciò "è")?

Già abbiamo n o t a t o a suo tempo come s i a n o i l l u s o r i e e in


fine i n c o n c l u d e n t i le immagini d e l l o s c o r r e r e , del flusso e
s i m i l i ; m a il s e n s o comune non ne p o s s i e d e a l t r e : il tempo è
u n a serie di istanti che si s u c c e d o n o uno dopo l'altro. In
q u e s t a serie si i n s e r i s c o n o gli e v e n t i , cioè accade q u e s t o e
q u e l l o . Noi o r a c h i e d i a m o : che cosa conferisce il carattere
della p r e s e n z a , del p r e s e n t e , a un e v e n t o d e t e r m i n a t o entro
un d e t e r m i n a t o i s t a n t e della serie?

L a serie degli istanti che il s e n s o comune i m m a g i n a ha,


come s a p p i a m o , la semplice n a t u r a della c o n t i g u i t à . O g n i i-
stante si colloca accanto a l l ' a l t r o come mero e s s e r d o p o . Di
79

per sé n e s s u n i s t a n t e p o s s i e d e la n a t u r a del p r e s e n t e , a p r e
ferenza degli a l t r i : q u e s t a n a t u r a d e v e s o p r a v v e n i r g l i dal-
l'esterno, deve colpire l'istante d a l l ' e s t e r n o p e r far si
che e s s o a s s u m a la c a r a t t e r i s t i c a d e l l a p r e s e n z a e dell'es-
s e r p r e s e n t e . Ed è allora q u e s t a c a r a t t e r i s t i c a ciò che "dà
t e m p o " , ciò che t e m p o r a l i z z a i meri i s t a n t i c o n t i g u i renden-
doli a p p u n t o i s t a n t i di t e m p o . S u p p o n i a m o , s e c o n d o un e s e m -
plo molto comune, una'serie di lampadine le q u a l i si accendo
n o una d o p o l'altra. Noi ne r i c e v i a m o allora l'impressione
i r r e s i s t i b i l e del m o v i m e n t o , del " f l u s s o " . Le lampadine stan
n o ferme; n e p p u r e il raggio di luce si p u ò dire propriamente
che trascorra o p a s s i d a una lampadina all'altra: è l'elet-
tricista che ha c r e a t o q u e s t o e f f e t t o i l l u s o r i o , trasforman-
do una p u r a contiguità spaziale in una s u c c e s s i o n e , cioè nel
l'accendersi successivo delle lampadine. Abbiamo cosi un'ef-
ficace immagine d e l l a s u c c e s s i o n e t e m p o r a l e : la lampadina
che si accende r a p p r e s e n t a p e r noi il p r e s e n t e , l'attimo del
la p r e s e n z a ; le lampadine s p e n t e p r i m a e dopo rappresentano
il p a s s a t o e il f u t u r o . Le lampadine sono come la serie d e -
gli i s t a n t i , m a S il raggio di luce c h e , i l l u m i n a n d o l e via
via, conferisce loro il c a r a t t e r e temporale della presenza,
che t r a s f o r m a gli i s t a n t i - l a m p a d i n e (segni d i s p o s t i in u n a
c o l l o c a z i o n e m e r a m e n t e s p a z i a l e ) in i s t a n t i temporali. Come
è riuscito l'elettricista a compiere q u e s t a p i c c o l a m a g i a ,
q u e s t o e f f e t t o i l l u s o r i o q u a n t o i r r e s i s t i b i l e ? N o n è che l'è
l e t t r i c i s t a avesse n e l t a s c h i n o della t u t a il t e m p o , che se

10 fosse p o r t a t o d a l l a b o t t e g a p e r poi a p p l i c a r l o ai suoi fi


11 e alle sue p r e s e . A l di 13 dei p a r t i c o l a r i t e c n i c i , il
s u c c e s s o della s u a azione r i p o s a s u u n ' a n a l o g i a che riveste
un c a r a t t e r e u n i v e r s a l e p e r tutti n o i , analogia che stabili-
sce il tempo in f u n z i o n e d e l l a luce. E ' q u e s t o r a p p o r t o f r a \
tempo e luce la c h i a v e p e r c o m p r e n d e r e l'idea che i l s e n s o
comune si fa del t e m p o e d e l l a s u a p r i n c i p a l e caratteristi--
c a : il p r e s e n t e , la vivente p r e s e n z a del suo s c o r r e r e .
C o m e i n d i c h i a m o il c a r a t t e r e d e l l ' o r a p r e s e n t e di un
q u a l s i v o g l i a e v e n t o ? U n e v e n t o accade t r a i n f i n i t i altri in
80

una s e r i e i n d e f i n i t a di f a t t i ; come n o m i n i a m o la p e c u l i a r i t à
d e l l a p r e s e n z a di un fatto tra i tanti fatti? S u M i l a n o è
s c o p p i a t o un t e m p o r a l e . M a "quando" è s c o p p i a t o ? S o l o questa
precisazione consentirà di riferirsi a quel temporale e non
ad altri i n f i n i t i e p o s s i b i l i . P e r c i ò , com'è o v v i o , noi d i -
c i a m o : oggi a m e z z o g i o r n o è s c o p p i a t o il t e m p o r a l e . C i o è fac
c ì a m o r i f e r i m e n t o a l l ' o r o l o g i o e al c a l e n d a r i o . Il tempo del^
l'orologio non è che un m a r c h i n g e g n o a n a l o g o a q u e l l o delle
l a m p a d i n e : vi è una serie c o n t i n u a di n u m e r i , o di t a c c h e , e
l'attualità della loro p r e s e n z a s u c c e s s i v a è i n d o t t a entro
la s e r i e d a l l ' i n d i c e p u n t a t o d e l l a l a n c e t t a , che f u n z i o n a co
me l'illuminarsi del raggio l u m i n o s o . La lancetta e r a e s a t t a
m e n t e p u n t a t a sul n u m e r o 12 q u a n d o è s c o p p i a t o 11 temporale.
M a l ' o r o l o g i o , come b e n s a p p i a m o , non fa che riprodurre con-
venzionalmente la p o s i z i o n e del s o l e : la luce del s o l e , il
suo raggio l u m i n o s o , cadeva p i ù o m e n o a p e r p e n d i c o l o su M i -
lano q u a n d o è s c o p p i a t o il t e m p o r a l e . Gli antichi dicevano:
il sole è e n t r a t o n e l l ' o r a t e r z a , n e l l ' o r a q u a r t a , nell'ora
s e s t a . C o s i d i c e n d o è come se essi usassero direttamente il
s o l e , il r a g g i o s o l a r e , come la l a n c e t t a dei nostri orologi;
che è poi q u a n t o c o n c r e t a m e n t e f a c e v a n o con gli o r o l o g i sola
ri s u l l e facciate delle chiese o delle c a s e , s e g n a n d o sul mu
ro le varie e s u c c e s s i v e p o s i z i o n i d e l l ' o m b r a p r o d o t t a d a un
bastone i n f i s s o o asse m e r i d i a n a . Col solo i n c o n v e n i e n t e che
q u a n d o 11 c i e l o e r a n u v o l o s o n e s s u n o p o t e v a s t a b i l i r e esatta
m e n t e che o r a fosse.

D a t u t t o ciò si r i c a v a : il p r e s e n t e è c o n f e r i t o dal rag


gio l u m i n o s o d e l l ' o c c h i o s o l a r e ; è r i s p e t t o a q u e s t o occhio
che q u a l c o s a è p r e s e n t e . Il s o l e , p e r così d i r e , si p o r t a la
p r e s e n z a con s é ; e s s o è il m e z z o g i o r n o p e r e n n e che trascorre
s u g l i spazi della terra e che consente di s t a b i l i r e il q u a n -
do di ogni e v e n t o . Q u e s t a n o z i o n e del tempo è già totalmente
d i s p i e g a t a nel Timeo di P l a t o n e . E d è - s o s t a n z i a l m e n t e ancora
in b a s e a e s s a che noi ci d i a m o a p p u n t a m e n t o p e r incontrar-
c i . I nostri a p p u n t a m e n t i sono sempre un p o ' p l a t o n i c i , an-
che q u a n d o , p e r a l t r o v e r s o , non lo sono a f f a t t o , come n e l -
81

l'esempio d e l l ' a m i c o e d e l l ' a m i c a che si s o n o r i t r o v a t i . In


ogni caso s o n o t o l e m a i c i . Il m o t o del t e m p o è s t a b i l i t o da
Platone in r i f e r i m e n t o a un p r e s e n t e p e r e n n e ed e t e r n o che
non scorre e non si m u o v e {poiché q u a l c o s a si p u ò muovere so-
lo in relazione a qualcosaltro che sta f e r m o e v i c e v e r s a , co-
me illustrerà Galilei con i suoi celebri esempi dei pesci,
della b o c c i a , della n a v e , della terra e c c . ) j ogni m o t o S r e l a
t i v o , mai a s s o l u t o , così come è relativa ogni o r a in riferi-
m e n t o a un p r e s e n t e che non p a s s a e non accade: intemporalità
che è la condizione s t e s s a del tempo. Q u e s t a i n t e m p o r a l i t à e-
terna è in s o s t a n z a l'occhio di D i o che h a il m o n d o come og-
getto della sua visione (e, in A g o s t i n o , d e l l a s u a creazio-
n e ) . Il s o l e non è che 1'analogon celeste di q u e s t a spiritua-
le v i s i o n e : immagine m o b i l e d e l l ' e t e r n i t à , come lo definisce
magistralmente P l a t o n e . Nel s u o e t e r n o r i t o r n o i n t o r n o alla
terra e s s o trasmette l'immagine, ovviamente imperfetta come
tutte le i m m a g i n i , d e l l ' e t e r n a visione d e l D i o , di quella
quiete a t t i v a (pensiero di p e n s i e r o dirà A r i s t o t e l e ) in r i f e -
rimento a l l a quale si s c a n d i s c e la temporalità d i v e n i e n t e del.
la n o s t r a v i t a m o r t a l e , la n o s t r a e s i s t e n z a di figli del tem-
p o , copie i m p e r f e t t e della v e r a v i t a e t e r n a e immutabile..
E ' s u l l a s c o r t a di queste immagini e di q u e s t i pensieri
che il s e n s o comune s t a b i l i s c e la sua i d e a di un t e m p o "ogget
t i v o " , universale e p u b b l i c o . L a fabbrica d e l l ' u n i v e r s o era
in moto p r i m a di n o i . E t u t t o ciò che a c c a d e v a n e l l a fabbrica
accadeva al c o s p e t t o d e l l ' i m p a s s i b i l e o c c h i o s o l a r e . E ' così
che viene s t a b i l i t o un p a s s a t o o g g e t t i v o e comune d i e t r o le
n o s t r e s p a l l e . Noi n o n c ' e r a v a m o , m a il s o l e h a v i s t o i d i n o -
sauri p a s s e g g i a r e ove ora si s t e n d e il m a r e A d r i a t i c o . Q u e s t o
fatto noi p o s s i a m o s o l o i n f e r i r l o a t t r a v e r s o i s e g n i e le
t r a c c e , e v a d a sé che è ben p o s s i b i l e che ci s b a g l i a m o . C h e
cosa il sole abbia p r o p r i a m e n t e v i s t o d i p e n d e , in ultima ana-
l i s i , da come noi i n t e r p r e t i a m o le t r a c c e del p a s s a t o . E ' a n -
che p a c i f i c o che c a m b i e r e m o i d e a : non e r a n o d i n o s a u r i ma b r o n
t o s a u r i , o anche t u t t ' a l t r a cosa che con i sauri n o n h a n i e n -
te da s p a r t i r e . T u t t a v i a quel q u a l c o s a che è a c c a d u t o e che
82

h a l a s c i a t o t r a c c i a è s t a t o di fatto v i s t o dal s o l e p e r tutti


noi e d è d i v e n t a t o cosi un e v e n t o del tempo o g g e t t i v o che 3ta
d i e t r o le spalle d e l l ' i n t e r a u m a n i t à , comunque e s s a poi Inter
p r e t i e la pensi relativamente al p r o p r i o passato.
Senonchè l'occhio solare è u n ' i n g e n u a m e t a f o r a e un p u n -
to di r i f e r i m e n t o tutto sommato convenzionale. E anche il sole
è un fatto e un e v e n t o che s t a e t r a s c o r r e nel t e m p o . D a l p u n
to di v i s t a delle cosmologie contemporanee il tempo d e l l ' occhio
s o l a r e , la s u a s o v r a n a p e r f e z i o n e i g n a r a delle corruzioni del
m o n d o s u b l u n a r e , a l b e r g o di un Dio e i m m a g i n e , s i a p u r m o b i -
le, d e l l ' e t e r n i t à , t u t t o ciò v a in p e z z i , si frantuma e si
s p a n d e n e l l a g a l a s s i a e nel s i s t e m a delle g a l a s s i e , si m e t t e
in fuga n e l l o s p a z i o e c o n f l u i s c e nell'espansione cronotopica
dell'intero u n i v e r s o . Un u n i v e r s o che e s p l o d e in tutte le d i -
rezioni, secondo una molteplicità incalcolabile di v e t t o r i a
più d i m e n s i o n i in relazioni v a r i a b i l i tra loro, si sostitui-
sce a l l ' u n i c i t à semplice e rassicurante dell'occhio solare.
Il tempo della f i s i c a e il t e m p o del s e n s o comune fanno divor
zio; a l l ' o m o g e n e i t à temporale di q u e s t o si o p p o n e la dìsomoge
neità temporale di q u e l l a . L a c o n t e m p o r a n e i t à di v i s i o n e ri-
s p e t t o alla luce di u n a s t e l l a non d e s i g n a alcun p r e s e n t e as-
s o l u t o nel p l u r i m o r f i s m o spaziotemporale cosmico, E tuttavia
il s e n s o comune e la s c i e n z a n e l p r o f o n d o ancora si accordano
e restano c o l l e g a t i . L o s c i e n z i a t o e il c o s m o l o g o di oggi han
n o c a m m i n a t o ben al di là degli Dei celesti di P l a t o n e , h a n n o
varcato quelle indistruttibili m u r a g l i e dei cieli che Bruno
si f i g u r a v a di s f o n d a r e a parole, hanno r i d o t t o il d i v i n o o c -
chio solare a una s t e l l a i n s i g n i f i c a n t e , di m o d e s t a grandezza
e forza l u m i n o s a , d i s l o c a n d o l o per di p i ù alla p e r i f e r i a di
un i m p e r o di cui n e m m e n o si i n t u i s c o n o c h i a r a m e n t e gli immen-
si c o n f i n i ; ma nel fare t u t t o ciò lo s c i e n z i a t o contemporaneo
non a b b a n d o n a a f f a t t o q u e l l a c o n d i z i o n e e prospettiva "teolo
gica" (onto-teo-logica) che c o n s e n t e di p a r l a r e dell'universo
e del s u o tempo o g g e t t i v o d a un p u n t o di v i s t a p a n o r a m i c o e
pubblico, cioè in f u n z i o n e di un o c c h i o ideale che è fuori
d e l l ' u n i v e r s o e del tempo c o s i come lo è , in P l a t o n e , l'oc-
83

chio d e l l ' e t e r n o . N e l l e sue i p o t e s i e teorie il c o s m o l o g o par


la ad e s . di ciò che accadde un m i l l e s i m o di s e c o n d o dopo lo
s c o p p i o del c o s i d d e t t o big bang che diede v i t a all'universo)
e poi di ciò che a c c a d d e un c e n t e s i m o di secondo d o p o , e c o s ì
v i a . E ' il m o t o di fuga e s u c c e s s i v a m e n t e l'allontanarsi pro-
g r e s s i v o delle galassie (che n o n si s c o r g e ovviamarste a o c -
chio nudo m a si inferisce dai segni degli s t r u m e n t i ) che d e -
terminano l'irruzione spaziotemporale c o s m i c a ; m a lo scienzia
t o parla come s e i ' u n i v e r s o , anziché col t e m p o , n a s c e s s e nel
t e m p o . Il tempo del m o n d o e il m o n d o f a n n o t u t t ' u n o , come ave
v a compreso A g o s t i n o ; m a lo s c i e n z i a t o p u ò p e n s a r e il mondo
s o l o come una serie e un p r o c e s s o di e v e n t i (accade q u e s t o e
quello) causalisticamente c o n n e s s i , e p e r c i ò deve presupporre
un tempo universale e n t r o il q u a l e d i s t e n d e r e gli eventi di
cui p a r l a . M a dove accade a l l o r a la v e r i t à della s u a p a r o l a ?
P e r chi è vero che d o p o un m i l l e s i m o di s e c o n d o e c c . ? Questa
parola designa e presuppone un'estraneità di s g u a r d o , fuori
del tempo e del m o n d o (del tempo del m o n d o ) , che è il vecchio
luogo di D i o . L o s c i e n z i a t o p a r l a i d e a l m e n t e (o p r e t e n d e di
p a r l a r e ) dal p o s t o di D i o . L a s u a voce e la verità della sua
voce r i s u o n a n o dal l u o g o p a n - o r a m i c o d e l l ' e t e r n o che ha il
m o n d o come oggetto di c o n t e m p l a z i o n e . N o n o s t a n t e tutti i s u o i
calcoli e le sue I p o t e s i r a f f i n a t e , lo s c i e n z i a t o condivide,
col s e n s o c o m u n e , la m e d e s i m a , i n g e n u a i d e a di un tempo ogget
tivo, universale e p u b b l i c o . Il tempo dei fatti del mondo e
il tempo in cui a c c a d o n o il m o n d o e tutti i suoi fatti.

S e n o n c h è , il tempo u n i v e r s a l e a p a r t i r e dal q u a l e lo
s c i e n z i a t o p a r l a o si i m m a g i n a di p a r l a r e (come se allora e -
gli fosse stato p r e s e n t e , d i c e , i n f e r e n d o l o dai s e g n i ancora
presentii p e r e s . il c o s i d d e t t o "rumore di fondo" del big
b a n g ) è una p u r a fantasia i n t e l l e t t u a l i s t i c a , u n ' i n g e n u a co-
struzione logica il cui fine è la concepibilità dell'universo
come serie causale di fatti; c i o è è la riduzione d e l mondo ai
canoni della s p i e g a z i o n e s c i e n t i f i c a . Q u a n t o poi al tempo dei
fatti del m o n d o , b i s o g n a dire che i f a t t i , come le lampadine
o il s o l e , n o n sono tempo e n o n h a n n o di p e r sé t e m p o . Anche
84

tutti i vettori multiversi dell'universo in e s p a n s i o n e sono


fatti, oppure indici di c a l c o l o c h e , come la "t" delle equa-
zioni dinamiche di cui p a r l a v a B e r g s o n , non sono a f f a t t o tem-
p o , ma s o n o al p i ù tempo s p a z i a l i z z a t o e s t r u m e n t i di analisi
intellettuale dell'aver luogo del m o v i m e n t o . Un v e t t o r e n o n
h a in sé p i ù presenza di un r a g g i o l u m i n o s o o del t i c c h e t t ì o
dell'orologio.
E ' per queste ragioni che i l tempo d e l f i l o s o f o non è il
tempo del f i s i c o . Già P l a t o n e sapeva bene che s o l o 1*"anima",
com'egli diceva, può incarnare propriamente la p r e s e n z a e c o -
sì s p e r i m e n t a r e il t e m p o , e A g o s t i n o p a r l e r à appunto del tem-
p o c o m e extensio animae, protendersi dell'anima che tiene i n -
sieme, nella sua mobile presenza interiore, passato e futuro,
m e m o r i a e a t t e s a : t e r m i n i c h e h a n n o v a r c a t o i s e c o l i e che ri
troviamo ancora tali e quali in un p e n s a t o r e c o n t e m p o r a n e o co
me H u s s e r l . I l t e m p o , la s u a p r e s e n z a concreta e vivente, ha
dunque a che fare c o n l'anima, con l'interiorità della cosid-
d e t t a vita s p i r i t u a l e ? R i f a c c i a m o c i a n c o r a una v o l t a a K a n t e
anzi p r o p r i o alla s t e s s a proposi2ione d e l l ' E s t e t i c a trascen-
dentale che a b b i a m o già e s a m i n a t o p e r altri m o t i v i . Le p r i m e
due righe di q u e l l a p r o p o s i z i o n e (a s u o tempo n o n analizzate)
dicono infatti: "Il tempo non é a l t r o c h e la forma d e l s e n s o
i n t e r n o , cioè d e l l ' i n t u i z i o n e di noi stessi e d e l n o s t r o sta-
to i n t e r n o " . E c c o f i n a l m e n t e un p a r l a r e d a f i l o s o f o (e un p e -
rentorio definire che cos'è i l tempo c h e , se fosse accettabi-
le, a v r e b b e infine r i s o l t o tutte le n o s t r e d o m a n d e s u l l a p r e -
senza e c c . ) . Il tempo n o n è 1 1 s o l e , la luna, le s t e l l e , né
altre cose d e l g e n e r e , e anzi n e s s u n a "cosa" q u a l s i v o g l i a . I l
t e m p o n o n è un f a t t o né u n o s t a t o di c o s e , e n e p p u r e una m i s u
ra m a t e m a t i c a o i l s i m b o l o di una f o r m u l a . Il tempo h a i n v e c e
a c h e fare c o l n o s t r o s t a t o i n t e r n o (che ci è b e n f a m i l i a r e )
e ne è anzi la f o r m a . L a v i a s e m b r a a p e r t a alla p i ù d i r e t t a
d e l l e c o m p r e n s i o n i . N u l l a pud i m p e d i r c i di a n a l i z z a r e 1 1 n o -
s t r o s t a t o i n t e r n o e di c o g l i e r n e appropriatamente la forma;
e così di a f f e r r a r e con lo s g u a r d o il tempo c o n c r e t o nella
sua vivente presenza (in n o i ) . M a è d a v v e r o così s e m p l i c e e
85

p i a n o il cammino?
C'è a n z i t u t t o una d o m a n d a che s o r g e s p o n t a n e a : in che
s e n s o c'è uno s t a t o interno d e l l e r a p p r e s e n t a z i o n i ? Che signi
fica p r o p r i a m e n t e "stato i n t e r n o " ? K a n t h a d e t t o in sostanza
che il tempo è la forma di noi s t e s s i , cioè del n o s t r o stato
i n t e r n o ; m a cos'è p e r noi lo "stato i n t e r n o " ? L a rappresenta-
zione d e l s o l e , p e r e s e m p i o , è i n t e r n a o e s t e r n a ? Kant proba-
bilmente risponderebbe-: il s o l e , in q u a n t o S un f e n o m e n o così
e così d e t e r m i n a t o , è una r a p p r e s e n t a z i o n e e s t e r n a , perchè il
s o l e è un o g g e t t o d e l l o s p a z i o . M a in q u a n t o poi s o n o i o , col
mio "io p e n s o " , che m e lo r a p p r e s e n t o , a l l o r a q u e s t o mio rap-
presentarmi è i n t e r n o . Il s o l e , come fenomeno spaziale, S un
o g g e t t o e s t e r n o ; m a la mia r a p p r e s e n t a z i o n e , la rappresenta-
zione che io ne h o , q u e s t a è m a n i f e s t a m e n t e interna. E' per
questo che la forma a priori trascendentale di t u t t e le r a p -
p r e s e n t a z i o n i è il t e m p o , n o n lo s p a z i o . A n c h e le rappresenta
zionl s p a z i a l i i n f a t t i , i m o l t e p l i c i fenomeni ordinati nella
forma d e l l o s p a z i o , p e r d i v e n t a r e "mie" (e quindi p e r venir
concretamente rappresentate) d e v o n o a c c a d e r e nel m i o s t a t o in
terno, e perciò accordarsi col mio t e m p o , d i v e n t a r e tempo,
p u r e s s e n d o p e r a l t r o v e r s o fenomeni d e l l o s p a z i o . Qualcosa
pud essere in g e n e r a l e f e n o m e n o in q u a n t o assume la forma di
un e v e n t o o a c c a d i m e n t o del m i o s t a t o i n t e r n o , c i o è la f o r m a
del tempo.

M a , . a q u e s t o p u n t o del d i s c o r s o , c o m e f a c c i a m o a d i s t i n -
g u e r e lo s t a t o i n t e r n o d a l l o s t a t o e s t e r n o ? Non è che io h o
due r a p p r e s e n t a z i o n i del s o l e , u n a come e s t e r n a e una come in
terna; ne h o una s o l a e p e r p o t e r p a r l a r e d e l l ' a s p e t t o inter-
no (cioè t e m p o r a l e ) di q u e s t a rappresentazione d o v r e i già pos_
sedere ciò che K a n t qui v o r r e b b e appunto esibire nella sua ò-
r i g i n a r i a c o n c r e t e z z a , cioè il tempo m e d e s i m o . A n c h e l'affer-
m a z i o n e k a n t i a n a , p r e s a così s e m p l i c e m e n t e e alla lettera, ri
posa inavvertitamente sui p r e s u p p o s t i d e l senso comune che
h a n n o già d e c i s o : i l sole se n e sta l a , n e l l a s u a esteriorità
e c o n t i g u i t à s p a z i a l e ; d e n t r o di me i n v e c e , chi n o n lo s a ? ,
"scorre" il tempo col s u o . " f l u s s o " , i s t a n t e dopo i s t a n t e . E
86

cosi il t e m p o , il tempo della tradizione m e t a f i s i c a e del sen


s o c o m u n e , è già di s o p p i a t t o e n t r a t o in scena a s o r r e g g e r e e
g i u s t i f i c a r e q u e l l o che d o v e v a e s s e r n e l'annuncio e la definì
z i o n e . S o l o il tempo infatti ci consente di d i s t i n g u e r e tra
(supposto) interno e ( s u p p o s t o ) e s t e r n o ; p r i m a e fuori del tem
p o non h o m o t i v o , né p o s s i b i l i t à , di o p e r a r e tale distinzio-
n e . Il tempo e la forma del s e n s o i n t e r n o , cioè dell'intuizio
ne di noi s t e s s i ; 11 che s i g n i f i c a che i o , p e r sapere c h e , o
s e , una r a p p r e s e n t a z i o n e è i n t e r n a , dovrei p o t e r constatare
che tale rappresentazione si svolge nel t e m p o , e q u i n d i in
uno s t a t o i n t e r n o , e n o n n e l l o s p a z i o o v v e r o in u n o s t a t o e-
s t e r n o . In p a r o l e p o v e r e , dovrei avere una p r e l i m i n a r e rappre
sentazione del tempo che mi c o n s e n t i s s e di dire : g u a r d a l o 11
il sole come si è f i c c a t o n e l l a r a p p r e s e n t a z i o n e del tempo
che d e n t r o di me h o ! M a q u e s t a c o n s t a t a z i o n e è impossibile.
Come K a n t s a b e n e , e in b a s e a ciò che e g l i s t e s s o d i c e , il
tempo è la forma delle r a p p r e s e n t a z i o n i , e non una rappresen-
tazione a c c a n t o alle a l t r e . Il tempo cioè è la condizione (a
priori e t r a s c e n d e n t a l e ) di tutte le r a p p r e s e n t a z i o n i , ciò
che ne o r d i n a e ne o r l a l ' a p p a r i r e , e non p u ò e s s e r e quindi
a sua v o l t a un c o n t e n u t o d e l l ' a p p a r i r e . P e r c i ò n e s s u n o p u ò ,
kantianamente, rappresentarsi il tempo: dove i n f a t t i me lo
rappresenterei se n o n in un a l t r o t e m p o , e q u e s t o in un altro
ancora, e così v i a a l l ' i n f i n i t o ? Dovrei già avere 11 tempo
per rappresentarmi 11 tempo, e s s e n d o il tempo la condizione
g e n e r a l e perchè io mi r a p p r e s e n t i a l c u n c h é . Non p u ò esserci
rappresentazione del tempo m a solo nel tempo. Per questo
K a n t , n e l seguito della frase cui ci s t i a m o r i f e r e n d o e cui
ci' riferimmo già in p r e c e d e n z a , chiama in causa la s u c c e s s i o -
ne e la s u a r a p p r e s e n t a b i l i t à nella linea, come m o d o p e r s u p -
plire al "difetto" della ^ r a p p r e s e n t a b i l i t à del tempo. Su
t u t t o ciò già a b b i a m o d e t t o la n o s t r a e non è il caso di ripe
t e r c i . E i n f i n e : p o s t o che e s i s t a d a v v e r o uno s t a t o interno
del r a p p r e s e n t a r e , come q u e s t o "stato" s a r e b b e q u a l c o s a di di
v e r s o da ogni altro fatto, come il s o l e , la luna o le lampadi
n e , i quali non h a n n o in sé nulla di temporale? C o m e uno "sta
87

to" potrebbe essere temporale?


A s p e t t a v a m o dalla p a r o l a del f i l o s o f o l'apertura alla
c o n c r e t e z z a del t e m p o , del "tempo v i s s u t o " e d e l l a sua "espe-
rienza", concretezza che non p o t e v a m o a t t e n d e r c i dal f i s i c o e
che n o n è compito d e l fisico d a r c i . S e m b r a p e r o che ogni ap;-
p e l l o all'interiorità d e l l ' e s p e r i e n z a "del tempo ci riconduca
ai tradizionali p a r a d o s s i in cui si avvolge la n o z i o n e del tem
p o che è p r o p r i a del s e n s o c o m u n e . Di q u e s t ' u l t i m o abbiamo e-
s a m i n a t o il modo in cui a n a l i z z a il t e m p o s e c o n d o le sue tra-
dizionali " e s t a s i " : il p r e s e n t e , il p a s s a t o , il futuro, n o n -
ché la s u a comune n o z i o n e di tempo "pubblico" e "oggettivo".
Dovunque ci s i a m o i m b a t t u t i in d i f f i c o l t à , o s c u r i t à , inconse-
guenze. L'analisi ci h a i n d u b b i a m e n t e ferrato e scaltrito,
n o n è s t a t a certo i n u t i l e . M a dove e c o m e d i r i g e r e m o ora i no
stri passi?
8^ R I C O N O S C E R E E MISURARE

Non possiamo ohe t o r n a r e a l l a p i c c o l a dote d e l l e nostre


considerazioni più essenziali e verificare sin d o v e essa p u ò
c o n d u r c i . A noi e r a r i s u l t a t o che una r a p p r e s e n t a z i o n e è pre
s e n t e , o è n e l p r e s e n t e , in q u a n t o 1) h a la n a t u r a d e l l ' e s -
s e r dopo; 2) h a il s e n s o d e l l ' a v e r già interpretato; 3) a p r e
a un d a i n t e r p r e t a r e . L a r a p p r e s e n t a z i o n e è presente in q u a n
t o h a il s e n s o d e l l ' a v e r da rispondere e corrispondere a e s -
s a , avendo già c o r r i s p o s t o . N o n il r a g g i o del- s o l e , non l'oc
c h l o di D i o , non il n o s t r o s t a t o i n t e r n o , m a l'intreccio com
plementare di q u e s t i tre s e m p l i c i e l e m e n t i fa sì che q u a l c o -
s a si p r e s e n t i e s i a . R i a s s u m e n d o tale i n t r e c c i o n e l modo
p i ù semplice e , a p p a r e n t e m e n t e , p i ù b a n a l e , p o t r e m m o dire:
il presente c'è perchè c'è qualcosa da fare. Se n u l l a chiama
a fare, a rispondere e a c o r r i s p o n d e r e , n o n c'è p r e s e n t e e
n e m m e n o t e m p o , n o n c'è p a s s a t o né f u t u r o . Q u a l c o s a appare
cui si è forzati a c o r r i s p o n d e r e : solo c o s ì q u a l c o s a è p r e -
sente. L'amico r i t r o v a t o è p r e s e n t e p e r c h è noi d o b b i a m o cor-
r i s p o n d e r e , in m o d o s u p e r f i c i a l e o p r o f o n d o , c o n v e n z i o n a l e o
g e n u i n o , al suo s o r r i s o e al c o n t a t t o d e l l a sua m a n o , e p e r -
chè d o v r e m o rispondere infine con un sì o con un n o al s u o
i n v i t o a uscire con lui una di queste s e r e , e così pure agli
inviti s u c c e s s i v i che ogni v o l t a si d e c i d o n o , a p a r t i r e dal
p r e s e n t e e d e f i n e n d o il p r e s e n t e , col s u o p a s s a t o e futuro.
E ' così che si p r e s e n t a l ' e v e n t o , come o g n i e v e n t o , dandosi
in tal m o d o un p a s s a t o e un f u t u r o , in u n ' o n d a ermeneutica
di "tempo ritrovato".
M a v e d i a m o di c o m p r e n d e r e meglio e più a fondo questo
90

presentarsi o " e v e n t u a r s i " del p r e s e n t e . N e l p r e s e n t e c'è an-


zitutto u n a sorta di riappari sione del medesimo. Non si incon
t r a n o in tutti i m o m e n t i gli amici di un tempo o i ricordi
del p a s s a t o ; si può anche i m b a t t e r s i , ed è anzi p i ù frequen-
t e , n e l n u o v o e n e l l o s c o n o s c i u t o . D ' a l t r a p a r t e il medesimo
che r i t o r n a non è poi affatto l'eguale: non è il sole di ieri
m a t t i n a che h o v i s t o oggi riaprendo la finestra al risveglio.
Il m e d e s i m o che p r o p r i a m e n t e ritorna § l'aver già interpreta-
to; è la m e d e s i m a i n t e r p r e t a z i o n e che r i a p p a r e : io g u a r d o il
s o l e di q u e s t a m a t t i n a r e i n t e r p r e t a n d o come h o già interpreta
t o . Il che s i g n i f i c a che nel p r e s e n t e i o mi appello all'aver
già i n t e r p r e t a t o p e r aprirmi la via a una nuova interpreta-
z i o n e , la q u a l e è a s u o m o d o una s c o m m e s s a r i v o l t a al futu-
ro. R i a p p a r e 11 già i n t e r p r e t a t o e , in q u e s t o s e n s o , l'elemen
t o che c o n f e r i s c e il p r e s e n t e è il r i c o n o s c e r e , riconoscere
che è un a t t i v o r i s p o n d e r e e c o r r i s p o n d e r e . A s s o l u t a m e n t e nul
la può e s s e r p r e s e n t e , cadere n e l l a n o s t r a e s p e r i e n z a , se non
a queste c o n d i z i o n i , E ' c o s i , p e r e s e m p i o , che il b a m b i n o mo^l
to piccolo comincia a scorgere e impara a riconoscere il v o l -
to m a t e r n o , s c o m m e t t e n d o s u l l a sua r i a p p a r i z i o n e e investendo
vi la p r o p r i a e m o t i v i t à . E cosi p u r e i m p a r a a c o r r i s p o n d e r e al
s o r r i s o d e l l ' a d u l t o , s t a b i l e n d o con lui un r i c o n o s c i m e n t o che
è insieme l'apertura di u n a c o m u n i c a z i o n e p o s s i b i l e . Il bambi
n o d e l r e s t o h a già i n t e r i o r i z z a t o , come si d i c e , il tempo
d e l l a p o p p a t a , come e s s e n z i a l e ritrovare il s e n o a p r e n d o s i al
futuro nell'aspettativa del r i a c c a d i m e n t o . P e r c i ò il presente
è q u e s t o saaere in presenza di nuovo. E a n c o r p r i m a di tutte
queste esperienze il b a m b i n o , come si s o s t i e n e sulla b a s e di
relativi d a t i s p e r i m e n t a l i , h a c o m i n c i a t o a r i c o n o s c e r e il ri
torno del m e d e s i m o n e l b a t t e r e e p u l s a r e del cuore della m a -
d r e . A n c o r p r i m a di n a s c e r e , q u i n d i , q u a n d o a n c o r a è n e l ven-
tre m a t e r n o e col c o r p o d e l l a m a d r e fa t u t t ' u n o , in una conti
nuità n o n a n c o r a s c i s s a e l a c e r a t a , il b a m b i n o e s p e r i s c e le
prime e f o n d a m e n t a l i b a s i di ogni p r e s e n t e , di o g n i temporali
t à , di ogni p a s s a t o e di ogni f u t u r o . Il t e r m i n e "esperisce"
è certamente e c c e s s i v o , nel c o n t e s t o d e l l ' e s e m p i o . Più p r ò -
91

priamente il b a m b i n o , non a n c o r a n a t o , si dispone e d è d i s p o -


s t o , s u l l ' o n d a del b a t t i t o , a u n r i c o n o s c e r e interpretante
che apre lo s p a z i o d e l l ' a t t e s a : a t t e s a di ritrovare nel futu-
ro il p a s s a t o , in q u a n t o s e n s o del p r e s e n t e . Qui il futuro è
t u t t o il s e n s o del p a s s a t o r i c o n o s c i u t o , q u e l s e n s o che b a t t e
e s p a l a n c a le p o r t e del p r e s e n t e .
N a t u r a l m e n t e il p u l s a r e del cuore di p e r sé n o n è tempo
e non h a t e m p o . Il b a t t i t o n o n è un f a t t o diverso dalle lam-
padine che si a c c e n d o n o o dalle diverse p o s i z i o n i del sole.
C i ò a cui d o b b i a m o m i r a r e , a t t r a v e r s o q u e s t o esempio' in o g n i
senso primordiale, è quel riconoscere rispondente e corrispon
dente-. E ' la risposta o r i g i n a r i a che d o b b i a m o g u a r d a r e nel
s u o i n s o r g e r e , come r i v e l a z i o n e che si c o l l o c a s u l l ' o r l o stes
s o del b a t t i t o , come un p r o m a n a r e dal b a t t i t o m e d e s i m o che si
p r o l u n g a e fa e c o . L a risposta è in tutti i sensi un orlo di
c o m - p r e n s i o n e , un collocarsi nel b a t t i t o e p e r il b a t t i t o ;
collocazione che p r e n d e nota e a s s e g n a p r o v e n e n d o d a un già
con il s e n s o del da. Il b a t t i t o è così c o m - p r e s o , t e n u t o a s -
s i e m e , dal r i c o n o s c i m e n t o , c o m e suo s t e s s o p r o m a n a r e nell'at-
t e s a del r i t o r n o . Q u e s t i e l e m e n t i d e l l ' o r l o sono la prima ra-
dice del s e n s o e d e l l ' e s p e r i e n z a del t e m p o , di un tempo che
non è a n c o r a né p u b b l i c o né p r i v a t o . Il fatto che qui vengano
mostrati sulla base dell'esempio del b a t t i t o c a r d i a c o non s i -
g n i f i c a che essi p e r t e n g a n o e s c l u s i v a m e n t e a un'esperienza
privilegiata e supposta originaria; essi accompagnano piutto-
sto ogni e s p e r i e n z a i n f a n t i l e e poi a d u l t a , come condizioni
ricorrenti di ogni r i c o n o s c i m e n t o e di o g n i e s p e r i e n z a . E s s i
sono già a l l ' o p e r a q u a n d o r i c o n o s c i a m o l'amico o riscopriamo
il sole del m a t t i n o , q u a n d o g u a r d i a m o l ' o r o l o g i o o fissiamo
appuntamenti, quando ritroviamo vecchie lettere n e i cassetti
o n e s c r i v i a m o delle nuove.
Come cominciamo a vedere sempre m e g l i o , i tre momenti
(l'esser d o p o , l'aver g i à , l'aver da) s o n o tre specificazioni
verbali di un unico e v e n t o . N u l l a c'è, è in p r e s e n z a , senza
il r e c i p r o c o r i c h i a m a r s i e i n t r e c c i a r s i di questi tre momenti
o c a r a t t e r i . E ' c o s ì , p e r e s . , che la r a p p r e s e n t a z i o n e chiama
92

a e rivolge a: la r a p p r e s e n t a z i o n e del s o l e , come di q u a l s i a -


si altra c o s a , in q u a n t o p o l o di u n ' i n t e n z i o n e di riapoata.
Nell'intenzione di risposta il s e n s o del q u a l c o s a da fare vie
ne da m e r i c o n o s c i u t o come il m e d e s i m o che si r i p r e s e n t a . R i -
c o n o s c o il v o l t o m a t e r n o , r i s p o n d o al s o r r i s o , e cosi la r i -
s p o s t a t r a s c i n a nel p r e s e n t e l'aver già i n t e r p r e t a t o e si a-
pre v e r s o il f u t u r o . S o l o in q u e s t o rispondere corrispondendo
si apre il s e n s o del p r e s e n t e , sicché i l b a m b i n o ne v i e n e ri-
c e v e n d o il s e n s o della sua s t e s s a p r e s e n z a a s é . P e r ora il
bambino non c'è a se s t e s s o : s i a m o noi che lo p o n i a m o come
bambino, m a lui n o n ne s a n u l l a . P e r o r a t u t t o i l suo essere
è semplicemente U n a r i s p o s t a al s o r r i s o (e ad a l t r e moltepli-
ci c i r c o s t a n z e ) , u n a c o r r i s p o n d e n z a al v o l t o che si r i v e l a e
r i t o r n a . Q u e s t o r i t o r n o è così un q u a l c o s a da f a r e , un c o r r i -
spondere che c h i a m a e che s o r r e g g e un e s s e r e e un avere in
p r e s e n z a che d i v i e n e v i a via c e r t o di s é , che si riconosce co
me v i t a i n t e r p r e t a n t e . T a l e i n v i o , se d o b b i a m o dar credito
all'esempio del b a t t i t o del cuore m a t e r n o , è già in cammino
p r i m a d e l l a n a s c i t a : e s s o è già lì a s c a n d i r e e a r e n d e r pos-
sibile la f u t u r a v i t a i n t e r p r e t a n t e , il suo ritmo di flusso e
r i f l u s s o , di p a s s a t o e f u t u r o che si c o n f r o n t a n o e si scambia
n o le p a r t i .

In u n ' o p e r a f a m o s a , m a t u t t o r a p o c o c o n o s c i u t a , Ludwig
K l a g e s h a u s a t o le c a t e g o r i e del ritmo e d e l l a b a t t u t a p e r in
dìcare r i s p e t t i v a m e n t e il s e n s o d e l l a v i t a , del v i t a l e , e l'e
mérgere d e l l ' i n t e r p r e t a z i o n e , come noi p o t r e m m o d i r e . Il rit-
m o , la sua s e m p l i c e ripetizione come r i t o r n o del m e d e s i m o , è ,
s e c o n d o K l a g e s , l'elemento b a s i l a r e di q u a l u n q u e fenomeno del
la n a t u r a v i v e n t e . M a l'uomo non si l i m i t a a p e r c e p i r e questo
ritorno puro e semplice (e in verità si v o r r e b b e qui osserva-
re che un p u r o r i t o r n o n o n è n e p p u r e p e r c e p i b i l e , p e r c h è se
il m e d e s i m o che r i t o r n a è e s a t t a m e n t e l'eguale, nulla allora
si r i v e l a n e l l a p r e s e n z a e non c'è p r e s e n z a di a l c u n c h é , p o i -
ché non accade a l c u n a a p p r e z z a b i l e differenza); l'uomo, dice
Klages, immediatamente a c c e n t a il ritmo a s c o l t a t o , trasformali
d o l o in b a t t u t a , cioè in una s u c c e s s i o n e di arsi e t e s i , b a t -
93

tere e l e v a r e , a c c e n t i forti e a c c e n t i d e b o l i . C o n un m e t r o n o
m o noi p o s s i a m o p r o d u r r e una s u c c e s s i o n e ritmata di colpi do-
ve ogni c o l p o è e s a t t a m e n t e e g u a l e ai p r e c e d e n t i e ai s u c c e s -
s i v i , ma 11 n o s t r o o r e c c h i o a s c o l t a i m m e d i a t a m e n t e una succes
sione di f a s i , p e r e s . un a n d a m e n t o di m a r c i a : battere/leva-
re, battere/levare {cioè: f o r t e / d e b o l e , forte/debole, e c c ) .
E ' così che l'orecchio può o r d i n a r e e p e r c i ò r i c o n o s c e r e la
ripetizione, aspettandone il r i t o r n o . K l a g e s non s p i e g a affat
to come t u t t o ciò a c c a d a e n e p p u r e gli c a p i t a di c o l l e g a r e ta
li o s s e r v a z i o n i al p r o b l e m a d e l tempo e della s u a originaria
c o s t i t u z i o n e . T u t t a v i a le sue o s s e r v a z i o n i sono indubbiamente
acute e p e r t i n e n t i .
O r a p o s s i a m o cominciare a v e d e r m e g l i o la l u n g a via che
conduce al tempo o g g e t t i v o , u n i v e r s a l e e p u b b l i c o . L'esperien
za del cammino del s o l e , l'alternanza d e l dì e d e l l a n o t t e , so
no c e r t o e s p e r i e n z e p r i m o r d i a l i : t u t t a v ì a , avere il cammino
del sole come o g g e t t o di c o n s i d e r a z i o n e e poi c o m e riferimento
m i s u r a t i v o che s c a n d i s c e le f a s i del g i o r n o , il m a t t i n a , i l me
r i g g i o , la s e r a , e poi, le ore e c c . , t u t t o ciò r i c h i e d e molte
e diverse esperienze preliminari di r i c o n o s c i m e n t o , dal b a t t i -
to c a r d i a c o , al v o l t o , alle sue e s p r e s s i o n i come il sorriso
e c c . Un l u n g h i s s i m o cammino di e s p e r i e n z a è n e c e s s a r i o prima
che l'uomo p o s s a v o l g e r e l'occhio al s o l e e r i c o n o s c e r l o come
un'immagine del t e m p o . P e r l'uomo in g e n e r a l e c o m e p e r il bam-
b i n o m o l t o d e v e a c c a d e r e p r i m a che si p o s s a i n d i c a r e il m e z z o -
g i o r n o : d a p p r i m a uno s c a n d i r s i della v i t a in c o m u n e che segue
il sole e si o r g a n i z z a in b a s e ai suoi m o v i m e n t i e alle s u e po
s i z i o n i ; il sole d i v i e n e così un referente comune e intersog-
g e t t i v o al q u a l e tutti si p o s s o n o s e m p l i c e m e n t e riferire solo
che v o l g a n o gli o c c h i al c i e l o ; poi un riferirsi e s p l i c i t o ài
sole tramite il l i n g u a g g i o , e infine un riprodurre grafico-se
g n i c o che a n a l i z z a i l moto s o l a r e e ne n o m i n a le p a r t i , e co-
sì v i a . In q u e s t a e s p e r i e n z a collettiva il sole v i e n e allora
a incarnare il p e r f e t t o analogon ideale del ritmo primordia-
le. Il sole i n c a r n a e m b l e m a t i c a m e n t e , e n e l l a m a n i e r a più per
s p i c u a p e r t u t t i , il ritorno del m e d e s i m o . Se c'è qualcosa
94

che r i t o r n a p e r a n t o n o m a s i a , q u e s t o è a p p u n t o il s o l e . T u t t o
q u a n t o è p r o p r i o d e l l ' u o m o è d e s t i n a t o ad a c c a d e r e "finché il
sole risplenderS sulle s c i a g u r e u m a n e " , come dice Foscolo.
N e l l a s u a luce il s o l e tiene unita e m a n i f e s t a l'esperienza
di t u t t i , e la rende appunto e s p e r i e n z a c o l l e t t i v a , esperien-
za di t u t t i . I tutti si r i c o n o s c o n o come "tutti" riflettendo-
si l'un l'altro nella luce s o l a r e e p e r la luce s o l a r e . N e l l a
s u a a l t e r n a n z a con la luna e n e l l a s u a relazione essenziale
con la t e r r a , s o l e , e poi luna e terra d i v e n g o n o ciò che così
b e n e dice P l a t o n e : testimoni e guardiani della n o t t e e del
g i o r n o , cioè c u s t o d i del tempo. T r a m i t e il l i n g u a g g i o e la
s c r i t t u r a l'analogon solare si t r a s f e r i s c e poi i n analoga ar-
t i f i c i a l i , p i ù m a n e g g e v o l i e p i ù p r a t i c i : la m e r i d i a n a , la
c l e s s i d r a , fino a l l ' o r o l o g i o che a n c o r a p o r t i a m o al p o l s o :
tutti a loro m o d o s e g n i del s o l e , indici e t r a s c r i z i o n i del
s u o cammino e delle sue p o s i z i o n i .

Queste sono s o l o i n d i c a z i o n i schematiche, ma sufficienti


a mostrare come tutto il tempo p u b b l i c o , nella s u a n a t u r a di
a n a l o g o n e di s e g n o , non sia che una m i s u r a z i o n e : 11 tempo in
q u a n t o n u m e r o del m o v i m e n t o , come già s a p e v a e d i c e v a A r i s t o -
t e l e . Parlare di tempo d e l l ' u n i v e r s o s i g n i f i c a allora riferir
si a un c a l c o l o , a un a p p l i c a r misure a determinati analoga
che ci c o n s e n t a n o di dire t r e n t a c i n q u e m i l i o n i di anni fa o
t r e n t a c i n q u e minuti f a . M a q u e s t o che d i c i a m o non e s p r i m e af-
fatto l'esperienza del t e m p o , l'incontro c o n c r e t o con le sue
" e s t a s i " . N o n c'è n e m m e n o una b r i c i o l a di q u e s t o p i ù origina-
rio tempo sia nella m e r i d i a n a s o l a r e , s i a nelle e q u a z i o n i co"
smologiche c o n t e m p o r a n e e . L ' u n i v e r s o n o n h a e non è tempo, se
non in b a s e alle nostre i m m a g i n a z i o n i , fantasie e misurazioni
p u b b l i c h e , alle grafie dei nostri calendari e degli altri in-
dici e segni della m e m o r i a c o l l e t t i v a e p u b b l i c a , p r i m o germe
della s t o r i a . L a q u a l e infine è il p i ù g r a n d i o s o immaginario
c o l l e t t i v o c o s t r u i t o dai g r a f e m i m i s u r a t i v i d e l l ' u o m o . Nel
corso della campagna d'Egitto N a p o l e o n e apostrofò i suol uo-
m i n i , in p r o c i n t o di andare in b a t t a g l i a , con le p a r o l e : "So^L
d a t i , q u a r a n t a secoli vi g u a r d a n o da q u e l l e p i r a m i d i " . Sicché
95

1 soldati si s e n t i r o n o g i u s t i f i c a t i a morire poiché erano


guardati d a b e n q u a r a n t a s e c o l i . M a i s e c o l i , n o n soltanto
n o n h a n n o o c c h i , m a p i ù p r o p r i a m e n t e non ai sono; esistono so
lo come immagini di calcolo i n t e l l e t t u a l e , al p a r i di tutta
la s t o r i a come n a r r a z i o n e i m m a g i n a r i a . E neppure p o s s i a m o di-
re che le piramidi abbiano q u a r a n t a o v e n t i o due s e c o l i . C o -
me o g g e t t o p u b b l i c o la p i r a m i d e p u ò e s s e r e m i s u r a t a in a l t e z -
za, in n u m e r o di b l o c c h i di p i e t r a , di s t a n z e e di corridoi,
e infine in e t à , c a l c o l a n d o q u a n t e v o l t e il sole h a illumina-
to al m a t t i n o la s u a f a c c i a t a . M a come o g g e t t o c o n c r e t o di e-
s p e r i e n z a la p i r a m i d e è un i n s i e m e di e v e n t i che n o n h a n n o e
n o n sono t e m p o ) e s s a accade i n a v v e n i m e n t i che s o n o più origi^
nari di o g n i tempo e m i s u r a z i o n e p u b b l i c a . E allo stesso modo
d o b b i a m o d i r e , s e b b e n e a tutta p r i m a s c o n c e r t i , che neppure
l'uomo h a v e n t i , q u a r a n t a o s e s s a n t ' a n n i . L'uomo n o n muta se-
c o n d o gli a n n i , m a caso mai gli anni s o n o una m i s u r a conven-
zionale del suo m u t a r e p e r m a n e n d o e p e r m a n e r e mutando.
S i a m o a tal p u n t o avvezzi a dar c r e d i t o e c o n c r e t e z z a a.1
le misure p u b b l i c h e del t e m p o , che noi r a g i o n i a m o come se gli
anni e 1 secoli f o s s e r o a l c u n c h é di r e a l e e di c o n c r e t o . P e r
e s . come se il 1984 o il 1985 e s i s t e s s e r o da q u a l c h e parte.
M a non c'è un luogo che c o n t e n g a tutti gli e v e n t i , p o n i a m o ,
del 1 9 8 1 ; e non c'è nemmeno q u e s t a " t o t a l i t à " dì e v e n t i , che
è un p u r o p r o d o t t o i m m a g i n a t i v o di tipo p a n - o r a m i c o . Per n u l -
la e p e r n e s s u n o è m a i a c c a d u t a q u e s t a t o t a l i t à , q u e s t o cumu-
lo di g r a n e l l l n i di s a b b i a , q u a s i che n o i , se p o t e s s i m o , come
si d i c e , p r o c e d e r e a ritroso n e l t e m p o , saremmo i n grado di
r i t r o v a r l a . E ciò n o n tanto p e r c h è il t e m p o non può andare a
ritroso (di q u e s t o m o d o di p e n s a r e e di e s p r i m e r s i ci siamo
già occupati a l l ' i n i z i o del c o r s o ) , ma perchè non è m a i
esistito qualcosa come il 1981. Dell'assurdità di q u e s t a
ipotesi t r a t t a il s a g g i o in A p p e n d i c e a queste dispense, e a
esso rimandiamo.
Ciò che resta dunque s o n o solo i n o s t r i c a l e n d a r i e i no
s t r i o r o l o g i , le n o s t r e c r o n a c h e e gli a l t r i n o s t r i segni pub
blici, nonché le n o s t r e s o c i a l i c o n v e n z i o n i s u l l a b a s e di ana
96

Ioga fissati allo s c o p o di m i s u r a r e e c o n t a r e , e quindi ave-


re, i n b a s e a tali m i s u r a z i o n i , un t e m p o p u b b l i c o c o m u n e , u -
niversale e oggettivo. L'incontro con l'amico ritrovato duro
a p p e n a q u a l c h e m i n u t o : q u e s t a è la sua m i s u r a "oggettiva". Ma
n e s s u n o o q u a s i n e s s u n o se n e e a c c o r t o e h a p e n s a t o a m i s u -
r a r l o , i g n a r o che ciò p o t e s s e avere i m p o r t a n z a o fare diffe-
renza p e r q u a l c u n o . E p e r i suoi due p r o t a g o n i s t i la sua in-
tensità e la d u r a t a futura dei suoi effetti è invece qualcosa
di i r r i d u c i b i l e e di i n c a l c o l a b i l e in m i n u t i e s e c o n d i , q u a l -
cosa che si è d i l a t a t o nei m i n u t i , n e l l e ore e nel giorni sue
c e s s i v i p r e n d e n d o u n o s p a z i o di v i t a , di e m o z i o n i , p e n s i e r i e
f a n t a s i e , ricordi e s p e r a n z e , cui ogni m i s u r a di tempo ogget-
tivo e p u b b l i c o è p e r e s s e n z a e s t r a n e a e i r r i l e v a n t e . Ci sono
dunque luoghi p u b b l i c i , come la s c a l a , 11 p i a n e r o t t o l o e l'au
la ad anfiteatro? ci sono tempi p u b b l i c i , come il 17 giugno
del 1 9 8 1 . Noi m i s u r i a m o le n o s t r e a z i o n i , le n o s t r e decisio-
n i , le n o s t r e e m o z i o n i , i n o s t r i incontri in b a s e a tali luo-
g h i ; m a n o n è di essi e con e s s i in quanto pubblici che fac-
ciamo e s p e r i e n z a . L a loro p u b b l i c i t à è il m o d o di riportare
gli e v e n t i c o n c r e t a m e n t e e s p e r i t i a una m i s u r a c o l l e t t i v a e a
n o n i m a che i n q u a n t o tale n e s s u n o e s p e r i s c e . N e s s u n o h a e s p e -
rito -il 17 g i u g n o 1 9 8 1 , e n e p p u r e nel 17 g i u g n o e c c . , q u a s i
che si t r a t t a s s e di un reale c o n t e n i t o r e di una totalità defi^
n i t a di e v e n t i . C i ò che o g n u n o p o s s i a m o p e n s a r e che sperimen-
tò in c o r r i s p o n d e n z a a q u e l l a data c o n v e n z i o n a l e f u un d i v e r -
sissimo atteggiarsi e incontrare cose e p e r s o n e , compiti e
p r o p o s i t i : alcuni così d i s t r a t t i e i g n a r i , p e r c h è immersi nel
loro lavoro e nel b i s o g n i e impegni del vivere i m m e d i a t o , da
non a c c o r g e r s i q u a s i di q u a n t o accadeva loro i n t o r n o , compre-
si m a g a r i i s e n t i m e n t i delle p e r s o n e a loro care; altri inve-
c e , p e r i p o t e s i , s o t t r a t t i e distratti d a ogni i m p e g n o , per-
chè o c c u p a t i a s e g u i r e le loro fantasie ed e m o z i o n i , e così
v i a . P e r o g n u n o di costoro non ci fu un i d e n t i c o t e m p o , u n ' i -
d e n t i c a g i o r n a t a , un i d e n t i c o t r a s c o r r e r e delle o r e , r a p i d o o
lento, i n s i g n i f i c a n t e o eccitante, ordinario o eccezionale.
Il r i f e r i m e n t o c o l l e t t i v o del 17 giugno 1381 n o n dice né p u ò
97

dire n u l l a a q u e s t o riguardo.
Noi dunque n o n facciamo esperienza d e l tempo pubblico,
che non e s i s t e , m a della m i s u r a degli e v e n t i che chiamiamo
tempo p u b b l i c o . F a c c i a m o e s p e r i e n z a di u n a m i s u r a e non s a p -
piamo neppure se ciò che sta o l t r e il t e m p o p u b b l i c o , quel
tempo che è cosi m i s u r a t o e in q u a n t o m i s u r a t o i s t i t u i t o , può
ancora chiamarsi tempo; o se i n v e c e ciò che c h i a m i a m o tempo
n o n sia t o t a l m e n t e e s a u r i t o d a l l a m i s u r a z i o n e p u b b l i c a degli
e v e n t i . C e r t o , noi f a c c i a m o e s p e r i e n z a d e l l a p r e s e n z a , della
p r o v e n i e n z a e della d e s t i n a z i o n e ; c e r t o , senza q u e s t a origina
r i a e s p e r i e n z a di r i c o n o s c i m e n t i e di a t t e s e , di r i t m i e di
b a t t u t e , c o m e d i r e b b e K l a g e s , n e p p u r e p o t r e b b e e s s e r c i il t e m
p o p u b b l i c o con le sue m i s u r e , che ne s o n o a s t r a z i o n i e r e g i -
strazioni d e r i v a t e . Forse la p a r o l a t e m p o , così compromessa
con le m i s u r a z i o n i p u b b l i c h e , è i n a d a t t a a esprimere il fondo
dell'esperienza del r i c o n o s c i m e n t o di c u i abbiamo trattato.
In ogni caso resta la d o m a n d a : i l tempo è u n a - m i s u r a p u b b l i -
c a - m a m i s u r a di che?
9. L ' E M O Z I O N E DI N U L L A

Che cosa il t e m p o , il tempo p u b b l i c o che è poi tutto ciò


che noi p o s s i amo di re e s apere d e 1 t e m p o , mls uri è il p r o b l e -
m a d e t e r m i n a t o che si apre ora di fronte al n o s t r o s g u a r d o ; e
ne restiamo d a p p r i m a a b b a c i n a t i . Come d a r conto di q u e l "che
cosa"? Non è p e r c a s o , d ' a l t r o n d e , che n o i i n c o n t r i a m o qui
q u e s t o d i s o r i e n t a m e n t o , poiché il n o s t r o s t e s s s o p e n s a r e , e
p a r l a r e , è - come s a p p i a m o - c o n n e s s o al t e m p o ; n o n c'è un ol
tre del tempo su cui appuntare lo s g u a r d o , ed è d a l fatto del
n o s t r o e s s e r così s i t u a t i , s i t u a t i nel tempo a p p u n t o , che noi
d e r i v i a m o d a gran tempo la c o n v i n z i o n e del carattere "finito"
del nostro sapere e del n o s t r o d i r e . Qui si c o l l o c a n o dunque
tutte le tradizionali q u e s t i o n i della m e t a f i s i c a che dominano
tuttora ogni nostro d i r e e s a p e r e . La d o m a n d a su ciò che il
tempo misuri solleva implicitamente lo s g u a r d o sul n o s t r o m o -
d o abituale di essere o r i e n t a t i , e genera p e r c i ò disorienta-
mento e imbarazzo.

M a noi o r a , in forza del cammino c o m p i u t o , p o s s i a m o co-


minciare a vedere in che più p r o f o n d a m e n t e si a p p u n t i il n o -
stro i m b a r a z z o : il f a t t o è che noi siamo .abituati a ricondur-
re l'esperienza al t e m p o , e non il tempo a l l ' e s p e r i e n z a . Noi
p e n s i a m o e riteniamo di esperire nel t e m p o , inteso come forma
generale o condizione di tutto ciò che a c c a d e ; ma a b b i a m o p o i
c o n s t a t a t o che q u e s t o tempo non è che una n o s t r a costruzione
metafisica e intellettualistica, l e cui s t r u t t u r e (le tre e -
stasi del p r e s e n t e , del p a s s a t o e del f u t u r o cui sottoponia-
m o tutto ciò che a c c a d e ) si v a n i f i c a n o e si c o n t r a d d i c o n o non
appena c e r c h i a m o di fissarle e di d e f i n i r l e . Non e s p e r i a m o il
100

tempo (ma t u t t ' a l p i ù q u e l l a m i s u r a z i o n e p u b b l i c a cui e s s o in


teramente alla fine si r i d u c e ) e n o n e s p e r i a m o n e l t e m p o , poi
che non c'è una forma d e l l o "scorrere", interna o esterna, u-
m a n a o d i v i n a , in cui si c o l l o c h e r e b b e r o , uno d o p o l'altro e
uno s e p a r a t o a s s o l u t a m e n t e d a l l ' a l t r o , gli e v e n t i dell'espe-
r i e n z a . M a a l l o r a , che cosa s p e r i m e n t i a m o ? E ' q u i che dobbia-
m o t o r n a r e , e c e r c a r di r i p e t e r e con una c o m p r e n s i o n e p i ù ade
g u a t a ciò che già ci si è rivelato.
C i ò che noi s p e r i m e n t i a m o , a b b i a m o più v o l t e d e t t o , è un
r i n v i o , un a v e r d a f a r e . C'è un a v e r d a i n t e r p r e t a r e che è
proprio la s t e s s a cosa d e l l ' a v e r già i n t e r p r e t a t o . C i ò che
c'è, n e l l ' e s p e r i e n z a , è dunque un s e g n o di q u a l c o s a da f a r e ,
cui si deve cioè c o r r i s p o n d e r e . Q u e s t o che s t i a m o dicendo,
c e r c h i a m o però di r i p e t e r l o in una forma p i ù g e n e r a l e e p r e -
g n a n t e . Ciò che c ' è , p o t r e m m o d i r e , è sempre un e s s e r e distan
z i a t i : la p r e s e n z a h a la n a t u r a d e l l a distanza. N o n c'è espe-
r i e n z a s e n z a i n t e r p r e t a z i o n e , m a n o n c'è i n t e r p r e t a z i o n e sen-
za distanza. L'atto dell'interpretazione infatti (il q u a l c o s a
da fare) p u ò s v o l g e r s i s o l o in q u a n t o è p o s t o a d i s t a n z a . N o n
si i n t e r p r e t a ciò che si è , m a ciò d a cui si p r o v i e n e e verso
cui ci si d i r i g e . D ' a l t r o n d e n o n si è se non interpretazione,
p e r cui lo s t e s s o e s s e r e c o m e i n t e r p r e t a z i o n i , come "interpre
tanti", è questo collocarsi nella d i s t a n z a t r a p r o v e n i e n z a e
d e s t i n a z i o n e , o r i g i n e e d e s t i n o : a v e r da a v e n d o già. Il r i -
spondere corrispondente è posto a distanza, poiché non si p u ò
r i s p o n d e r e se n o n a ciò che ci è d i s t a n t e , e n o n si p u ò corri
s p o n d e r e se non a p a r t i r e da q u e s t a d i s t a n z a . Il b a m b i n o è an
cora nel ventre m a t e r n o , fa t u t t ' u n o col suo c o r p o , m a posto
che s i a vero che a l b a m b i n o accade la r i v e l a z i o n e nella p r e -
senza del b a t t i t o cardiaco della madre (se il b a m b i n o comin-
cia e m b r i o n a l m e n t e a essere bambino in quanto è l'avvertire
di q u e s t a r i v e l a z i o n e ) , a l l o r a il s u o e s s e r e è già un essere
n e l l ' o r l o , un d i s l o c a r s i e un d i s t a n z i a r s i , un p o r s i nell'on-
d a e a l l a p e r i f e r i a del b a t t i t o che a c c a d e . In q u a n t o e g l i è
o c o m i n c i a ad e s s e r e la v i v e n t e interpretazione di q u e s t o bat
t i t o , cui r i s p o n d e e c o r r i s p o n d e , l'avvertire del ritmo da
101

cui il suo e s s e r e sarà p e r s e m p r e s e g n a t o è l'inizio di u n


cammino di s e p a r a z i o n e che fa t u t t ' u n o con la s u a nascita.
Già sta n a s c e n d o in lui una v i t a a u t o n o m a , una vitalità inter
pretante che non è q u e l l a d e l l a m a d r e . E d è p r o p r i o in questa
negazione, nella negazione determinata della sua stessa prove
n i e n z a , che egli c o m i n c i a ad essere ed è.
A b b i a m o così di fronte a noi una relazione originaria ed
essenziale che è il n o d o s t e s s o d e l l ' e s p e r i e n z a e di ogni e-
s p e r i e n z a . Di tale relazione t r a t t a d i f f u s a m e n t e Immagini di
verità. Qui limitiamoci a enunciarne il tratto essenziale.
N o n c'è i n t e r p r e t a z i o n e , e cioè e s p e r i e n z a , se n o n in v i r t ù
di una relazione c o s t i t u i t a dal m e d e s i m o da cui si p r o v i e n e e
dall'altro che q u e s t o m e d e s i m o stesso d i v e n t a n e l momento in
cui viene i n t e r p r e t a t o . C o m e m o s t r a l'esempio emblematico cui
ci s i a m o r i f e r i t i , il b a m b i n o p r o v i e n e dal m e d e s i m o del s u o
essere e della s u a c a r n e ; m a n e l m o m e n t o in cui e g l i accade
come un avvertire r i t m i c o del b a t t e r e cardiaco, egli ha q u e l
b a t t i t o come e s t r a n e o , come a l t r o da se : q u e l b a t t i t o da cui
la sua s t e s s a vita fluisce o r a si p r e s e n t a come s e g n o , c i o è
in segno e in s e m b i a n z a di a l t r o . Il m e d e s i m o in s e g n o di al-
tro è il n o d o d e l l ' e s p e r i e n z a , e d è n e l contempo l'esplicazio
ne di tutti i n o s t r i a p p a r e n t i e n i g m i : c o m e l'aver da e
l'aver già p o s s a n o essere il m e d e s i m o p u r e s s e n d o diversi; co
me si c o r r i s p o n d a solo r i s p o n d e n d o , c i o è q u a n d o n o n si c o r r i -
sponde a f f a t t o ; come si p o s s a essere c o l l o c a t i i n q u a n t o si è
dislocati in un p u n t o di e s p u l s i o n e che è già s e m p r e avvenuta
e che è a n c o r s e m p r e da compiere e da a v v e n i r e . T u t t o ciò è,
nel suo c u o r e , la d i s t a n z a di cui p a r l i a m o : d i s t a n z a tra il
m e d e s i m o e l'altro. Il b a m b i n o è in q u a n t o è p o s t o a d i s t a n -
za: d i s t a n z a dal m e d e s i m o da cui p r o v i e n e che o r a egli ha
(non p i ù è) in s e m b i a n z a e in s e g n o di a l t r o , E g l i , per così
d i r e , e r a il b a t t i t o ; ora h a il b a t t i t o . H a ce l'ha essendo
p u r sempre s u l l ' o r l o di q u e l l o ; solo che ora il s u o essere è
un aver d a e s s e r e , un aver d a c o r r i s p o n d e r e al b a t t i t o che
scandisce ritmicamente la d i s t a n z a di q u e l l a r i s p o s t a inter-
pretante che egli è . D i s t a n z a t r a due n u l l a , si d i c e anche in
102

Immagini di veyità, che sono la d e t e r m i n a z i o n e stessa del suo


essere come aver già avendo d a , orlo di u n ' o n d a che si p r o d u -
ce in q u a n t o si ri-produce.
Se q u e s t o n o d o cruciale d e l l ' e s p e r i e n z a è s t a t o compre-
s o , a l l o r a noi abbiamo la risposta alla d o m a n d a relativa al
"che cosa" di cui il tempo s a r e b b e misura.. La risposta semplice
e lnsiene complessa, è che il tempo è la misura pubblica della distan-
za. E poiché il tempo ci è r i s u l t a t o essere essenzialmente
n u l l ' a l t r o che una m i s u r a p u b b l i c a , p o t r e m m o ,senz'altro e a n -
cor p i ù s i n t e t i c a m e n t e dire che il tempo è la m i s u r a della di
s t a n z a . Con q u e s t a p r o p o s i z i o n e , con q u e s t a semplice formula,
il n o s t r o cammino h a così attinto la s u a c o n c l u s i o n e verace.
M a il s e n s o di q u e s t a formula esige o r a una comprensione am-
p i a e a r t i c o l a t a che è il v e r o t r a t t o c o n c l u s i v o del nostro
i n t e r r o g a r e e r i c e r c a r e . Ciò che sin d'ora p e r ò si chiarisce
è p e r c h è , nella r i c e r c a , il p r o b l e m a del tempo sia stato asso
ciato a q u e l l o d e l l ' e s p e r i e n z a , di c u i , come si è m o s t r a t o
sia pur sinteticamente, è costitutiva la d i s t a n z a . In verità
il n o s t r o cammino non aveva a l t e r n a t i v e , poiché n o n si p u ò
p o r r e il p r o b l e m a del tempo senza i n c r o c i a r e q u e l l o dell'espe
r i e n z a ; ma non p e r c h è , come crede la t r a d i z i o n e , q u e l l o sia
forma o condizione di q u e s t a , m a perchè il tempo sorge entro
u n ' e s p e r i e n z a p i ù o r i g i n a r i a , e anzi e n t r o l'esperienza origi
n a r i a della d i s t a n z a . L ' i n t e r r o g a r e m e t a f i s i c o c h e , facendo
q u e s t i o n e d e l l ' e s s e r e e n t r o l'orizzonte del t e m p o , oppure del
tempo a p a r t i r e da un e s s e r e i n t e m p o r a l e , crede di p o r r e le
questioni fondamentali e d e s s e n z i a l i del p e n s i e r o , è in real-
tà un i n t e r r o g a r e già p r e g i u d i c a t o e non originariot è un i n -
terrogare che h a già a s s e g n a t o al p e n s i e r o il d e s t i n o della
ratio m e t a f i s i c a , i n c h i o d a t a ai suoi i r r e s o l u b i l i p a r a d o s s i e
Infine al suo n o n s e n s o n i c h i l i s t i c o . Q u e s t o v i l u p p o intellet-
t u a l i s t i c o dà oggi l'impressione al p e n s i e r o d e l l a sua fine e
c o n c l u s i o n e , cioè d e l l ' i m p o s s i b i l i t à di p r o c e d e r e oltre col
pensiero, impossibilitato appunto a uscire dal cerchio incan-
tato d e l l ' i n c o n c e p i b i l i t à del tempo, d e l l ' e s s e r e e della loro
r e l a z i o n e . Di qui il carattere e p i g o n a l e della riflessione
103

c o n t e m p o r a n e a , che crede i l l u s o r l a m e n t e di p o t e r concludere


a s s e g n a n d o al p e n s i e r o la s u a fine, s i a nella r a s s e g n a z i o n e e
s t e n u a t a della s u a impossibilita e debolezza, sia nell'inge-
nuo e p r e f l l o s o f i c o "salto" fuori del p e n s i e r o v e r s o immagina
rie a l t e r n a t i v e "simboliche", intuitive, evocative, poetiche
o chissà che a l t r o . A l t e r n a t i v e che r i v e l a n o s o l o l'incapaci-
tà di p e n s a r e d a v v e r o la tradizione e , p i ù in g e n e r a l e , di
pensare t oltre la t r a d i z i o n e . I l p e n s i e r o che si p o n e all'al-
tezza d e l l ' e s p e r i e n z a della d i s t a n z a S la via di q u e s t o "ol-
t r e " : non un " s u p e r a m e n t o " , i n s e n s o "storico" o p p u r e "epoca-
le", m a un a p p r o f o n d i m e n t o dell'aver già interpretato nella
cui e s p e r i e n z a si trova il d i r e e l'essere di ognuno.
E ' appunto n e l senso di q u e s t o a p p r o f o n d i m e n t o che n o i o
ra d o b b i a m o p e n s a r e a d e g u a t a m e n t e q u e l l a d i s t a n z a di cui il
tempo è m i s u r a (misura p u b b l i c a ) . L a d i s t a n z a è i l nucleo es-
senziale d e l l ' e s p e r i e n z a : ciò che sempre di n u o v o noi "abbia-
m o " e noi "siamo", in q u a n t o p r e s e n z a vivente-interpretante.
Q u e s t o e s s e r e e q u e s t o avere in p r e s e n z a pud a l l o r a nominarsi
come " e m o z i o n e " . L a p a r o l a n o n h a qui a l c u n a i n t e n z i o n e psico
logica, n o n d e s i g n a alcuno s t a t o s u p p o s t o i n t e r i o r e , a d i f f e -
renza delle cose e s t e r n e che s a r e b b e r o "oggettive" e "indiffe
r e n t i " , cioè i n c a p a c i di e m o z i o n i . T u t t a q u e s t a tradizionale
m e t a f i s i c a del " s e n t i m e n t o " e d e l l ' " o g g e t t o " , dell'"immagine"
e della " c o s a " , con le sue a s s u r d i t à intellettualistiche e i
suoi p a n o r a m i c i p r e g i u d i z i , va tenuta r i g o r o s a m e n t e fuori gio
c o . E m o z i o n e n o m i n a invece p e r noi il p r o v e n i r e (alla p r e s e n -
za) ex motu, l'esser mossi e c o m m o s s i , l'esser tratti, come
si disse p i ù v o l t e , a q u a l c o s a da fare. E' questo esser trat-
ti il p e r m a n e r e del senso sul quale ci i n t e r r o g a m m o all'ini-
zio del c a m m i n o , s e n z a p o t e r allora p e r v e n i r e a soluzione. Il
s e n s o che sempre accade è p i ù p r o p r i a m e n t e un'emozione, cioè,
nel s e n s o p i ù g e n e r a l e , un e s s e r e a t - t r a t t i . Il p r e s e n t e , ne^
la sua n a t u r a di s e g n o o di a n a l o g o n , è s e g n o di un senso da
a t t i n g e r e , di una s o d d i s f a z i o n e s p e r a t a , di un satis faoere
come c o r r i s p o n d e n z a f u t u r a . E nel c o n t e m p o S s e g n o di un aver
già s o d d i s f a t t o , di un e s s e r già stati tratti d a c i ò stesso
104

1
che ci attrae.. E così che n o i , p r o v e n e n d o dal m e d e s i m o , lo
a b b i a m o s e m p r e n e l l a figura d e l l ' a l t r o . 11 b a t t i t o del cuore
m a t e r n o , si d i c e v a , è il m e d e s i m o d a cui p r o v i e n e il b a m b i n o ;
ma non appena egli h a ed è q u e s t a p r o v e n i e n z a , cioè non appe-
na questa provenienza lo e - m o z i o n a , lo m u o v e e lo a t - t r a e , e -
gli ce l'ha come l'altro. S i c c h é d a o r a e p e r s e m p r e la m a d r e
è il suo altro, l'altro della sua s t e s s i t à , della sua m e d e s i -
mezza.

In q u e s t a relazione o r i g i n a r i a di m e d e s i m e z z a e alterità
s t a c e l a t o il s e g r e t o della p r e s e n z a , d e l l ' a n a l o g o n e del s e -
gno in q u a n t o n a t u r a p r o p r i a di ogni p r e s e n z a ; p r e s e n z a che
h a così i caratteri d e l l ' e m o z i o n e , come p e r m a n e r e ripresentan
tesi del s e n s o e di ogni s e n s o . In ogni e m o z i o n e , si p o t r e b b e
d i r e , si m a n i f e s t a il m e d e s i m o "incanto". La parola "incanto"
s v o l g e una funzione e s s e n z i a l e nelle c o n c l u s i o n i di Immagini
di Verità, alle q u a l i r i m a n d i a m o p e r una comprensione ampia
e a p p r o f o n d i t a d e l t e r m i n e . Qui p o s s i a m o l a s c i a r l o a f f i d a t o a
una comprensione più generica e i m m e d i a t a , s u f f i c i e n t e ai n o -
stri s c o p i . Incanto della p r o v e n i e n z a e della destinazione
che si c o n g i u n g o n o e si a p p u n t a n o n e l l ' e m o z i o n e p r e s e n t e . M a
come attrae l'emozione p r e s e n t e ? E c c o il p u n t o che o r a i n t e -
ressa.

Già lo s a p p i a m o ; ciò che si p r e s e n t a h a la n a t u r a del ri


m a n d o e del s e g n o , sta al p o s t o di e i n v i a a, c h i e d e un fare
e p i ù in g e n e r a l e u n ' i n t e r p r e t a z i o n e . Ciò che nell'emozione
si p r e s e n t a e attrae h a d u n q u e , come già ci è c a p i t a t o di d i -
r e , la n a t u r a dell 'analogon. M a che v u o l dire "analogon"? Pia
tone usa q u e s t o t e r m i n e q u a n d o v u o l s i g n i f i c a r e che il sole è
un a n a l o g o n , cioè u n ' i m m a g i n e , d e l l ' i d e a del B e n e . A n o s t r a
v o l t a , e non senza m a l i z i a , noi abbiamo p a r l a t o del sole come
analogon d e l t e m p o . M a dove a l l o r a s i a m o tratti? Indagando la
d i s t a n z a come c u o r e d e l l ' e s p e r i e n z a e termine di riferimento
di ogni m i s u r a del tempo s i a m o forse tratti s u l l a via delle
i d e e di P l a t o n e , cioè della m e t a f i s i c a p i ù t r a d i z i o n a l e e a n -
zi della m e t a f i s i c a p e r antonomasia?

Se così s t a n n o le cose, noi a l l o r a stiamo d i c e n d o che


105

l'emozione è un dare p e r a n a l o g a e p e r immagini ciò che s t a


al di là d e l l ' e s p e r i e n z a e che n e l l ' e s p e r i e n z a a t e s s a non è
a t t i n g i b i l e . C'è p e r esempio u n ' a t t r a z i o n e d'amore del b a m b i -
n o p e r il v o l t o m a t e r n o ; ma q u e s t o v o l t o n o n è che u n a transe
unte e i m p e r f e t t a i n c a r n a z i o n e dell'amore materno in sé, e
p i O in g e n e r a l e dell'Amore con l a m a i u s c o l a ! l'amor che muove
il sole e l'altre s t e l l e . Così p u r e , a c c a d e l'emozione amoro-
sa verso a t poi verso b a poi ancora v e r s o e, n e l s u c c e d e r s i e c o n
s u m a r s i d e l l e comuni storie d ' a m o r e , d o v e a, b, a n o n sono
che i n c a r n a z i o n i p r o v v i s o r i e e i m p e r f e t t e dell'eros universa-
le, copie t r a s c u r a b i l i di un m o d e l l o u l t r a s e n s i b i l e che non
s t a e non p u ò stare n e l l ' e s p e r i e n z a se n o n in forma di analo-
gia, di immagine e m e r a s o m i g l i a n z a . Immagini "corporee" sog-
gette alla caducità del t e m p o , e perciò t r a n s e u n t i e imperfet
t e , m a n o n d i m e n o illuminate d a l l a p r e s e n z a eterna e intempora
le del m o d e l l o o d e l l ' i d e a : luce divina che nell'esperienza
traluce adombrata e d e f o r m e . Se è q u e s t o che s t i a m o dicendo,
a l l o r a tutte le tradizionali q u e s t i o n i e immagini del tempo
si r i p r o p o n g o n o con i loro p a r a d o s s i ; e i l p e n s i e r o di n u o v o
pensa nichilisticamente l'esperienza, c o m e caducità di un'emo
z i o n e , di un amore m a l s a n o che si rivolge i l l u s o r i a m e n t e alle
ombre, anziché dirigersi a l l ' e t e r n o d i s i n c a r n a t o d e l "mondo
d i e t r o il m o n d o " . M a è q u e s t o che stiamo dicendo?

Non è q u e s t o che stiamo d i c e n d o , e t u t t a v i a n e l nostro


dire si a n n i d a n o oscurità e , p i O e s a t t a m e n t e , due g r a v i frain
tendimentl che è ora n e c e s s a r i o d e n u n c i a r e e comprendere, af-
finchè il s e n s o d e l l a p r o p o s i z i o n e che ci guida (il tempo è
m i s u r a d e l l a d i s t a n z a ) possa attingere la sua espressione ve-
ritativa. Misuriamoci a n z i t u t t o col p r i m o e , a suo m o d o , p i ù
banale di q u e s t i due fraintendimenti.

Ogni e m o z i o n e p r e s e n t e , o g n i a n a l o g o n , è un interpretare
avendo interpretato. L'attrazione amorosa v e r s o a l o è non di^
v e r s a m e n t e d a q u e l l a v e r s o b e v e r s o o; e d o b b i a m o aggiungere
(poiché già lo a b b i a m o c o m p r e s o ) che o g n i e m o z i o n e reinterpre
ta le emozioni p r e c e d e n t i dandosele come n u o v o p a s s a t o di un
nuovo futuro. L'emozione verso a, per e s e m p i o , può e s s e r e in-
106

t e r p r e t a t a come un grande a m o r e , m a p o i , i n c o n t r a n d o b, e s s e r
ridotta a i n f a t u a z i o n e g i o v a n i l e : è Invece b il vero a m o r e , e
così v i a . L ' i n c a n t o stesso dell'emozione a m o r o s a si interpre-
ta così a t t r a v e r s o i suoi a n a l o g a , cioè a t t r a v e r s o i suoi s e -
gni. Potremmo dire che l'incanto viene i n c o n t r o in sembianza
di a, di b, di a e c c . Ciò che s t i a m o così dicendo non slgnifì
c a p e r ò : c'è l ' i n c a n t o , e poi l'incanto, come un abile gioco-
liere e t r a s f o r m i s t a , prende la m a s c h e r a di a, di b e cosi
v i a . Q u e s t o è a p p u n t o ciò che p e n s a il p l a t o n i s m o p e r e n n e {o
anche il n e o p l a t o n i s m o p e r e n n e ) della n o s t r a c u l t u r a . Laura è
una m a s c h e r a e un " v e s t i g i o " della b e l l e z z a e t e r n a e il p o v e -
ro P e t r a r c a non p u ò che restarne abbagliato e ingannato. L'a-
more soprasensibile ha preso le sembianze di Laura e q u e s t o
s i m u l a c r o , che illude e d e l u d e , che svia le fragili emozioni
umane e alla fine le p u n i s c e con il g h i g n o della v e c c h i a i a e
della m o r t e , reca sì n e l m o n d o un c e n n o d e l l a v e r a b e l l e z z a e
del vero a m o r e , m a a q u e s t o c e n n o si può d a v v e r o corrisponde-
re solo facendo ciò che P e t r a r c a e r a i m p o s s i b i l i t a t o a fare:
cioè m e t t e n d o L a u r a alla p o r t a (come il s u o S a n t ' A g o s t i n o ave
v a s a p u t o fare con M o n i c a ) e v e s t e n d o il s a i o della rinuncia
e del p e n t i m e n t o . P e t r a r c a invece resta lì i n d e c i s o , L a u r a in
una m a n o , S a n t ' A g o s t i n o n e l l ' a l t r a , s e n z a mai v e r a m e n t e risol
versi tra 1 d u e : egli è t r o p p o i n n a m o r a t o del m o n d o p e r poter
vi r i n u n c i a r e , p u r s a p e n d o che il m o n d o non è che o m b r a , p o l -
vere e cenere.
C e r c h i a m o di c o g l i e r e il c a r a t t e r e m e t a f i s i c o di questo
m o d o di i n t e r p r e t a r e l'esperienza con l'aiuto di un a l t r o e-
s e m p i o . N o n c'è solo, ovviamente, 1'emozione a m o r o s a ; con la
p a r o l a e m o z i o n e noi ci r i f e r i a m o ad ogni i n c o n t r o di m o n d o :
come s a p p i a m o , la p a r o l a e m o z i o n e non d e s i g n a qui la p r o p r i e
tà di una s u p p o s t a s o s t a n z a che a v r e b b e e m o z i o n i di c o n t r o a
un m o n d o di cose o g g e t t i v e . Non è che ci s i a n o da una parte
il s o l e , la l u n a , le s t e l l e , le facce delle p e r s o n e e p o i ,
da un'altra parte, qualcuno che, rispecchiando tali c o s e , si
e m o z i o n i . Il s e n s o di m o n d o , d e l l e sue cose e dei cosiddetti
soggetti che rispecchiandole sì e m o z i o n e r e b b e r o , c o m e fenome
107

no "intimistico" e " p s i c o l o g i c o " , tutto c i S e una costruzione


descrittiva intellettualistica che si v i e n e d e t e r m i n a n d o en-
tro l'emozione (nel n o s t r o s e n s o o r i g i n a r i o ) e che n o n è p r e -
s u p p o s t o d e l l ' e m o z i o n e . Tra i m o d i quindi dell'accadere e del
l'emozione p o s s i a m o ad e s e m p i o riferirci all'apparizione del-
la luce (metafora a n t i c h i s s i m a , e non a c a s o , del p e n s a r e me-
tafisico): la r i v e l a z i o n e della luce a t t r a e , m u o v e , stimola
alla r i s p o s t a che c o r r i s p o n d e . M a che s i g n i f i c a q u i "luce"?
Invero nessuno fa e s p e r i e n z a d e l l a "luce" (così c o m e , del tut
to a n a l o g a m e n t e , n e s s u n o fa e s p e r i e n z a del "tempo"),'cioè del
la luce sia et simpliaiter, e nessuno ovviamente n e m m e n o si
i m b a t t e , n e l l ' e s p e r i e n z a , n e l l a teoria c o r p u s c o l a r e o ondula-
toria della luce. N o n è la luce che ci a t t r a e , ci m u o v e e ci
e m o z i o n a , m a p i u t t o s t o una d e t e r m i n a t a l u m i n o s i t à , che p o s s i a
m o e s e m p l i f i c a r e , in m o d o s e m p l i c e e t a n t o p e r i n t e n d e r c i ,
con un r i f e r i m e n t o alle d e t e r m i n a z i o n i di c o l o r e . N o n la l u c e
d u n q u e , m a q u e s t o r o s s o , q u e s t o azzurro e c c . T u t t a v i a , anche
il rosso, l'azzurro, il b i a n c o , il nero non sì i n c o n t r a n o sia
et simpliaiter: è il b i a n c o della n e v e , e anzi p r o p r i o di q u e
s t a n e v e , il nero d e l l o s g u a r d o , e anzi p r o p r i o di questo
s g u a r d o , ciò che ci muove e c o m m u o v e . L u c i e colori fanno cor
p o con d e t e r m i n a t i incontri d e l l ' e s p e r i e n z a , sicché la luce
come tale non è un'emozione o r i g i n a r i a . E s s a lo é n e i suoi a-
n a l o g a , dai quali p e r a l t r o non può mai e s s e r e s t a c c a t a e d i v i
s a : non si incontra il nero d i s t i n t o d a l l o s g u a r d o ) si incon-
tra invece q u e s t o s g u a r d o n e r o . E così n o n si è illuminati
dalla luce, m a da q u e s t o lampeggiare d e l l o s g u a r d o , e da o g n i
altro lampeggiare d e t e r m i n a t o del mondo.

M a da dove a l l o r a q u e s t a e m o z i o n e d e l l a luce, che accade


n e l l ' e s p e r i e n z a , p r o v i e n e ? Noi p o s s i a m o b e n s ì i m m a g i n a r e meta
fisicamente che essa p r o v e n g a come r i f l e s s o di u n a luce ultra
sensibile che s t a r e b b e dietro a ogni v i b r a z i o n e s e n s i b i l e del
colore del m o n d o , e che in o g n i colore si dà a v e d e r e e i n s i e
me si n a s c o n d e , si r i v e l a e si t r a v e s t e : m a q u e s t a è appunto
una s p i e g a z i o n e i m m a g i n a r i a , una fantasia d e l l ' intelletto,che
non s t a , non sa di non s t a r e , o si r i f i u t a di stare p e r suoi
108

m o t i v i i d e o l o g i c i e c i o è , di n u o v o , i n t e l l e t t u a l i s t i c i , all'è
s p e r i e n z a . Se noi s t i a m o a l l ' e s p e r i e n z a e la g u a r d i a m o col co
raggio del p e n s a r e g e n u i n o che non i n v e n t a favole e spiegazio
ni del m o n d o , m a a c c o g l i e il m o n d o c o s ì c o m e di f a t t o e già
da sempre lo a c c o g l i e (checché ne immagini p o i ) , a l t r a cosa
dobbiamo dire. Ogni determinata rivelazione della l u c e , nel
suo far c h i a r o e r i s p l e n d e r e , p r o v i e n e , e non può che pròveni
r e , d a l l ' o s c u r i t à . Non da una l u c e p i ù luce di q u e l l a del s o - =
l e , da una s u p p o s t a luce "pura" che è al di là di ogni colore
e dì o g n i d e t e r m i n a z i o n e ; non da un e t e r n o p i ù e t e r n o d e l l ' i -
stante c a d u c o del t e m p o ; m a p i u t t o s t o dal nulla di t u t t o ciò.
L a p r o v e n i e n z a che si m e t t e in luce e che si fa luce n e l s e -
gno o n e l l ' a n a l o g o n r i n v i a a un m o m e n t o in cui nulla accade.
Nessuna luce p u r a , n e s s u n s o l e u l t r a s e n s i b i l e , n e s s u n D i o (a^
tri sono i luoghi degli Del) p r e s i e d e a l l ' e m o z i o n e che o r i g i -
nariamente accade nell'esperienza. Nell'esperienza più sempli
cernente (sebbene p e n s a r l o non s i a s e m p l i c e , e s s e n d o i l p e n s l e
ro f a c i l m e n t e s v i a t o dai suoi s o g n i i d e o l o g i c i e intellettua-
l i s t i c i ) si m a n i f e s t a l'analogon d i . n u l l a ; n u l l a che è q u e l l a
stessità e m e d e s i m e z z a in cui la risposta che c o r r i s p o n d e an-
cora non si s t a c c a d a l l o s f o n d o , ancora non si d i s t i n g u e dal-
l'incanto c h e j a t t r a e , sicché né l'una (la r i s p o s t a ) né l'al-
tro (l'incanto) a n c o r a p r o p r i a m e n t e ci s o n o . Q u a n d o p e r esem-
p i o p a r l i a m o della stessità del b a m b i n o che si r i v e l a solo
n e l l a forma d e l l a d i f f e r e n z a (della m a d r e c o m e suo altro),
n o n s t i a m o d i c e n d o che " p r i m a " il b a m b i n o e la m a d r e e r a n o il
m e d e s i m o o lo s t e s s o : q u e s t a è u n a d e s c r i z i o n e d a ginecologo,
non da f i l o s o f o . P e r l'emozione come e s p e r i e n z a concreta non
c'è un " p r i m a " , non c'è " q u a l c o s a " , che poi si m a s c h e r a , si
t r a v e s t e e si dà a v e d e r e in s e m b i a n z a . L ' e m o z i o n e semplice-
m e n t e sorge d a l l a m e d e s i m e z z a del n u l l a ed è p e r c i ò emozione
di nulla.

D ' a l t r a p a r t e , l'emozione che p r o v i e n e dal m e d e s i m o (in


sembianza d ' a l t r o ) h a a n c o r a il m e d e s i m o d a v a n t i a s é . E s s a
t r a s c o r r e p e r i s u o i a n a l o g a n e l suo aver d a corrispondere,
che n o n d i m e n o è p u r s e m p r e un r i s p o n d e r e . L a r i s p o s t a infatti
109

h a s e m p r e di n u o v o la c o r r i s p o n d e n z a , la s t e s s i t à , nel n u l l a .
L ' e s p e r i e n z a h a i suoi a n a l o g a , e o l t r e a questi n u l l a . I l
bambino insegue la m a d r e a t t r a v e r s o i s u o i s e g n i ; il b a t t i t o
del c u o r e , lo s g u a r d o , il s o r r i s o ; e g l i così r i s p o n d e al suo
se s t e s s o in s e m b i a n z a d ' a l t r o . La r i s p o s t a m i r a a l l a c o r r i -
s p o n d e n z a con q u e l m e d e s i m o che è il n u l l a d e l l ' o r i g i n e e che
tramite l'analogon o il s e g n o , gli d i v i e n e il n u l l a della d e -
s t i n a z i o n e . Mai i l b a m b i n o p o t r à raggiungere la m a d r e ; q u e s t a
unità (che non è mai "stata") è posta n e l n u l l a . M a ciò a p p u n
to s i g n i f i c a che il b a m b i n o "è" e "ha" u n a m a d r e : egli è la
vivente e i n t e r p r e t a n t e e s p e r i e n z a d e l l a d i s t a n z a in cui l'u-
n i c o modo di c o r r i s p o n d e r e c o n s i s t e n e l r i s p o n d e r e , cioè nel
riconoscere ciò che è d a c o n o s c e r e e s s e n d o posti a distanza.
M a che si v u o l dire con q u e s t o " n u l l a " che p e r t ì e n e alla
p r o v e n i e n z a e alla d e s t i n a z i o n e , cioè c o n q u e s t i d u e n u l l a , i
dentici e d i v e r s i , che c o n - t e n g o n o e c o m - p r e n d o n o l'esperien-
za e ogni e s p e r i e n z a ? Forse che qui " n u l l a " è d a p e n s a r e ugua
le a "niente"? P r o p r i o il c o n t r a r i o . Se niente è i l non-ente,
la n e g a z i o n e di ogni ente e d e s p e r i e n z a d e t e r m i n a t i . Il n u l l a
è p r o p r i o ciò che d e t e r m i n a l'ente e che lo r e n d e quell'ente
che è . Il nulla è ciò che o r l a la r i s p o s t a , come q u e s t o deter
m i n a t o i n t e r p r e t a r e di m o n d o . E ' il n u l l a che d e - f i n i s c e l'es
sere d e t e r m i n a t o di ogni r i s p o s t a . E ' p e r c h è la s t e s s i t i ma-
d r e - b a m b i n o è nel nulla che p u ò s o r g e r e q u e s t a e s p e r i e n z a de-
t e r m i n a t a che è il sorriso e l a r i s p o s t a al s o r r i s o , q u e s t o
determinato corrispondersi rispondendo che è la r e l a z i o n e ma-
d r e - b a m b i n o . Il s o r r i s o d e t e r m i n a n e l l a forma d e l l ' a n a l o g o n e
del s e g n o la c o r r i s p o n d e n z a che è nel n u l l a . L a risposta de-
termina la n a t u r a di q u e l n u l l a e il n u l l a , a c c a d e n d o (in for
m a di r i s p o s t a ) c o m e d i s t a n z a i r r e c u p e r a b i l e e irraggiungibi-
le, a s u a volta o r l a e d e t e r m i n a q u e l l a r i s p o s t a , rendendola
a suo m o d o c o m p i u t a , p e r f e t t a , m a n c a n t e di n u l l a , a p p u n t o . La
r i s p o s t a h a così il nulla in f i g u r a , o i n sembianza,- di a, di
b, di a, cioè n e l l e i n t e r p r e t a z i o n i d e t e r m i n a t e d e i suoi anar
Ioga, o l t r e i q u a l i non sta a l c u n m o d e l l o u l t r a s e n s i b i l e . R i -
s p o n d e n d o al s o r r i s o il b a m b i n o non r i s p o n d e all'amor materno
110

in s é ; egli non p r o v i e n e e non si dirige v e r s o la M a d r e , di


cui la sua sarebbe u n ' i m p e r f e t t a e transeunte incarnazione.
Non c'è p e r lui altro e s s e r m a d r e da q u e l l o che si rivela in
q u e l d e t e r m i n a t o s o r r i s o . Si p o t r e b b e anche d i r e : è p e r c h è la
M a d r e è n e l n u l l a che si dà q u e l d e t e r m i n a t o amor m a t e r n o . O-
gni risposta è così una p a r t e in sé p e r f e t t a , o v v e r o simboli-
ca o symbaìlica (da aymballein: porre insieme, u n i r e ) , come
si s p i e g a i n Immagini di verità. L a parte è p e r f e t t a perchè
il t u t t o di cui è s e g n o e analogon è nel n u l l a , non si dà né
p u ò darsi a l l ' e s p e r i è n z a . Il " t u t t o " è un'immagine intellet-
tualistica e panoramica, l'alienazione filosofica del concet-
to i n t e l l e t t u a l i s t i c a m e n t e concepito.

A n a l o g a m e n t e si p o t r e b b e d i r e : non c'è il " m o n d o " , come


totalità d e l l ' a c c a d e r e . C i ò che c h i a m i a m o "mondo" è sempre in
c o n t r a t o in e s p e r i e n z e d e t e r m i n a t e e f i n i t e , e p e r c i ò perfet-
te n e l l a loro n a t u r a s i m b o l i c a . Gli uomini del d e s e r t o non s o
n o gli uomini della m o n t a g n a , e q u e s t i non sono gli uomini
della m a r i n a ; p e r o g n u n a di queste umanità d i v e r s a m e n t e si dà
la luce, d i v e r s a m e n t e si danno i colori e con essi diversamen
te si rivela 11 cielo e la t e r r a , diversi s o n o gli incontri
tra gli uomini e le d o n n e , i bambini e gli a d u l t i . N o n c'è un
" m o n d o " che contiene tutte q u e s t e e s p e r i e n z e : tale m o n d o è so
lo una fantasia p u b b l i c a del c o n c e t t o . N e l l ' e s p e r i e n z a concre
ta c'è il m o n d o degli uomini del deserto (o q u e l l o degli uomi
ni della m o n t a g n a , e c c . ) p e r f e t t a m e n t e d e f i n i t o dalia loro
partecipazione proveniente che è nel n u l l a e che si manifesta
come r i n v i o : rinvio cui manca nulla e t u t t a v i a distanza e r i -
s p o s t a che rinvia all'aver da i n t e r p r e t a r e e che così con-si
s t e . E ' il n u l l a , i n s o m m a , il cuore della d i s t a n z a , è il n u l -
la il p e r n o , il b i l i c o cruciale d e l l ' e s p e r i e n z a ; p o i c h é si e-
s p e r i s c e il s e g n o , si e s p e r i s c e 1'analogon, e oltre questo
n u l l a . Ciò non s i g n i f i c a : l'analogon e p o i , a h i n o i , p i ù nien-
t e . Così i n t e n d e e p e n s a una m e n t e n e o p l a t o n l c a m e n t e atteggia
ta, che s o v r a p p o n e le sue fantasie p u b b l i c h e (la totalità per
fetta, l'eros verace e d i s i n c a r n a t o ecc.) alla concreta e s p e -
r i e n z a . E ' p r o p r i o il n u l l a , in s e n s o p o s i t i v o , la condizione
111

di ogni m a n i f e s t a r s i determinato; è proprio perchè il rinvio


attinge n u l l a , p r o v i e n e e si rivolge a n u l l a , che la r i s p o s t a
è3 e d è quella, r i s p o s t a che è.
M a del n u l l a , come si è v i s t o , si d e v e poi p a r l a r e in
due s e n s i : c'è il n u l l a della p r o v e n i e n z a e c'è i l nulla deJL
la d e s t i n a z i o n e , ed è tra q u e s t a "impercettibile differenza"
tra due n u l l a (come si dice in Immagini di verità) che gioca
e si s n o d a l ' e s p e r i e n z a . S e m p r e s e g u e n d o le i n d i c a z i o n i di Im
magini di verità, potremmo a l l o r a p a r l a r e di un n u l l a simboli
co e di un nulla s e g n i c o . Il p r i m o è il p r o d u r s i stesso della
d i s t a n z a : la d i s t a n z a ac-cade e la stessità dell'origine (che
mai ci è) cade nel n u l l a . Il n u l l a o r l a qui l'evento d e l l a ri
sposta definendola come q u e l l a parte p e r f e t t a (mancante di
nulla) che e s s a è . A c c a d e il sorriso che è 11 m o d o in cui la
stessità ci è, p e r il b a m b i n o : la s t e s s i t à S nel s o r r i s o , ovve
ro " s i m b o l i c a m e n t e " a d i s t a n z a . M a , in secondo luogo, questo
e s s e r c i è una i n t e r p r e t a z i o n e , un m o d o di r i f e r i r s i alla stes
s-ità t r a m i t e un a n a l o g o n o u n s e g n o . C i ò che si p r o d u c e è as-
s u n t o come segno del m e d e s i m o . Io che p r o v e n g o d a l sorriso ri
s p o n d o , p o n e n d o c o s ì nel s o r r i s o l'altro, cui c o r r i s p o n d o . Ma
l'altro è a sua v o l t a n u l l a , o l t r e 11 s o r r i s o : stessità irracj
g i u n g i b i l è . Q u e s t i due m o m e n t i sono poi un m e d e s i m o accadere.
Il m o m e n t o simbolico non è a l t r a cosa d a l m o m e n t o s e g n i c o . Il
m o m e n t o s i m b o l i c o n o n è che il p r o d u r s i e l'accadere del m o -
mento segnico, dell'interpretazione, della risposta all'altro
p r o v e n e n d o dal m e d e s i m o ; s i c c h é , come s a p p i a m o , si h a già il
m e d e s i m o solo a v e n d o da c o r r i s p o n d e r g l i . E ' così che noi sem-
p r e , p e r e s e m p i o , ci i n t e n d i a m o , f r a i n t e n d e n d o c i . L'amica o
l'amico ritrovato non l'ha d e t t o , in q u e l ' b r e v e e imprevisto
c o l l o q u i o , m a io so che, uno di questi g i o r n i , m i telefonerà;
lo s o p e r c h è le n o s t r e risposte di p a r o l e e di s g u a r d i si so-
no c o r r i s p o s t e , si sono comprese in u n a stessità di desideri
e di i n c a n t i . E t u t t a v i a p o t r e i i n g a n n a r m i , p e r c h è ne11*incoi
mabile d i s t a n z a di ogni risposta (donde deriva" d ' a l t r o n d e o-
gni sua p e r f e z i o n e e i n c a n t o ) la c o r r i s p o n d e n z a è nel n u l l a ,
in q u e l nulla in cui e s s a d e v e restare e non pud n o n restare.
112

p e r c h è i o ne abbia l'emozione e l'analogon nel s e g n o definito


di o g n i risposta.
V i è cosi una d o p p i a m i s u r a della d i s t a n z a : l'analogon,
il s e g n o , si p r o d u c e n e l l a d i s t a n z a come s e g n o della distan-
za. Tutta la d i f f e r e n z a s t a fra q u e l " n e l l a " e q u e l "della".
E ' n e l l a d i s t a n z a che si p r o d u c e il s e g n o , perchè s o l o p e r la
d i s t a n z a q u a l c o s a è "altro") m a q u e s t o s e g n o , di che è s e g n o
se n o n d e l l a d i s t a n z a s t e s s a ? N o n è s e g n o d ' a l t r o , p o i c h é non
c'è nulla o l t r e ) o v v e r o : c'è n u l l a . Ciò che si p r o d u c e nella
d i s t a n z a come segno d e l l a d i s t a n z a è cosi s e g n o di n u l l a , del
la f e s s u r a che g e n e r a il symbolon e lo fa a c c a d e r e come s e -
g n o . S i c c h é ogni a n a l o g o n , p u r e s s e n d o s e g n o d i , un essere vi
c a r i o che s t a al p o s t o d'altro, è nel c o n t e m p o "sentinella
del n u l l a " , come d i c e v a H e i d e g g e r - e d i c e v a b e n e q u a n d o dice
v a c o s ì . O g n i a n a l o g o n h a in sé un d o p p i o m o v i m e n t o ritmico:
p r o d u r s i della d i s t a n z a come s e g n o della d i s t a n z a che h a n u l -
la o l t r e sé (e p r i m a di s é ) . E ' così che l'analogon e-moziona
e at-trae, nel nulla.

O g n i r i s p o s t a h a dunque il nulla "in figura" e "in sem-


b i a n z a " . Il s u o i n c a n t o d e t e r m i n a t o p e n s a l'esperienza e la
i n t e r p r e t a nel m o d o p i ù lontano dalla p l a t o n i c a incarnazione
dell'idea e dallo sguardo panoramico della tradizione metafi-
sica.
t

1 0 . IL "TUTTO" E L ' " O G N I "

S i a m o così v e n u t i a capo del c o s i d d e t t o p r i m o fraintendi


mento. Ma ora dobbiamo misurarci col s e c o n d o , che è b e n altri
menti arduo e i n q u i e t a n t e . E s s o infatti n o n c o n t i e n e propria-
m e n t e q u a l c o s a il cui s e n s o , in sé c o r r e t t o , può c a p i t a r e che
non venga i n t e s o , e che si trovi occasionalmente stravolto
dalle v e c c h i e e inveterate abitudini del p e n s i e r o , soggiogato
s u o m a l g r a d o dalla t r a d i z i o n e m e t a f i s i c a ; il s e c o n d o frainten
d i m e n t o p o r t a invece con sé q u a l c o s a che finora n o n è stato
p e n s a t o e che è n e c e s s a r i o che venga s o l l e c i t a t o d a v a n t i a
noi e finalmente a f f r o n t a t o e c o m p r e s o . Q u e s t o i m p e n s a t o (ag-
giungo fra p a r e n t e s i ) bussa a l l a porta d e l mio c a m m i n o di p e n
s i e r o sin dal 1 9 8 1 , q u a n d o nel corso di lezioni di quell'anno
fu p r e s o a tema il p r o b l e m a d e l l ' e v e n t o , lasciando tuttavia
in s o s p e s o la q u e s t i o n e del t e m p o . E ' f a c i l e ora v e d e r e come
q u e l tenere in s o s p e s o fosse del tutto i n a c c e t t a b i l e e inap-
proprlato, giustificato solo, soggettivamente, dalla incapaci
tà di o r i e n t a r s i n e l l a q u e s t i o n e del t e m p o , dalla mancanza
cioè di una v i a che fosse in g r a d o di c o n d u r r e a e s s a in m o d o
produttivo.

A f f e r r i a m o d a p p r i m a il p r o b l e m a sul filo di u n esempio


già utilizzato. Accade l'emozione a m o r o s a nel s e g n o , o in sem
b i a n z a , di a, poi di b, poi di a. L ' i n c a n t o si i n t e r p r e t a at-
t r a v e r s o i suoi a n a l o g a e tale i n c a n t o in sé è n u l l a , cioè in
sé è n i e n t e , fuori d e l l ' i n t e r p r e t a z i o n e di a, di b (che si a£
segna a come suo p a s s a t o ) , di a (che si assegna a e b come
suoi p a s s a t i ) e così v i a , in un aver d a e s s e r e che è sempre
compiutamente q u e l che è o che a c c a d e . T u t t o ciò o r a è chia-
114

ro. S e n o n c h è , e s p r ì m e n d o c i (e p e n s a n d o ) in q u e s t o m o d o , noi
s t i a m o d i c e n d o che l'evento della distanza è nel c o n t e m p o una
successione di e v e n t i : a, "e p o i " (come ci t r o v i a m o costretti
a dire) b, "e p o i " a e c c . Noi ci f i g u r i a m o così una lineare
comparsa di a n a l o g a , di i n t e r p r e t a z i o n i ; e nel figurarci in
q u e s t o m o d o noi (o m e g l i o io) abbiamo c o m p i u t o il p e c c a t o e
l'errore capitale, r i s p e t t o alla ricerca che s t i a m o conducen-
do. Abbiamo infatti a p p l i c a t o a l l ' e v e n t o della d i s t a n z a , pro-
prio all'originaria dimensione simbolica dell'incanto, le m o -
dalità temporali pubbliche, l'immagine del s e n s o comune rife-
rita al tempo come uno s c o r r e r e s u c c e s s i v o di i s t a n t i , con
tutte le a s s u r d i t à che si sono a suo tempo r i l e v a t e . Noi così
pensiamo il p r o d u r s i o r i g i n a r i o della d i s t a n z a s o t t o il profi_
lo del tempo p u b b l i c o e del s u o " s c o r r e r e " . A p a r t e l'incon-
gruenza e l'impercorribilità di tale v i a , già di p e r sé steri
le a causa dei p a r a d o s s i che a c c o m p a g n a n o la concezione comune
del t e m p o , non d o v e v a m o noi p r o c e d e r e e s a t t a m e n t e al contra-
rio? n o n dovevamo c i o è , p e n s a n d o il tempo come m i s u r a della
distanza, mostrare come il tempo s t e s s o s c a t u r i s c a dalla d i -
s t a n z a , cioè dal m o m e n t o s o r g i v o d e l l ' e s p e r i e n z a ? Noi invece
già u t i l i z z i a m o il tempo p e r chiarire e per pensare la d i s t a n
za. Sicché la n o s t r a r i c e r c a , p a r t i t a d a l l a d o m a n d a s u che co
sa sia il tempo e t r o v a t a s i p o i , per r a g i o n i e s s e n z i a l i , a fa
re i conti con la d i s t a n z a , o r a , nel s u o p u n t o c r u c i a l e , p r e -
suppone proprio ciò che d o v r e b b e s p i e g a r e , cioè il tempo come
ciò- che è qui m a s s i m a m e n t e Inquisito.

E ' c h i a r o p e r a l t r o che qui noi ci s c o n t r i a m o anche con


le d i f f i c o l t à e s s e n z i a l i del l i n g u a g g i o . Già la p a r o l a "even-
to" h a in sé una c a r i c a temporale irriducibile, sicché noi
non p o s s i a m o n o m i n a r e l'evento della d i s t a n z a s e n z a con ciò
aver già n o m i n a t o il tempo. M a p i ù in g e n e r a l e p o i , tutta la
l i n g u a è i n t r a m a t a col tempo e ciò che e s s a dice lo dice in
modo i r r i m e d i a b i l m e n t e t e m p o r a l e . A s u o m o d o De S a u s s u r e ce
ne a v e v a b e n a v v e r t i t i : la p a r o l a e il tempo sono intreccia-
ti, aveva detto; e n o i , pur restando valide tutte le nostre
c r i t i c h e al m o d o di p e n s a r e di De S a u s s u r e , avremmo fatto m e -
115

g l i o a p r e n d e r e più sul s e r i o la sua acuta o s s e r v a z i o n e . N o n


a v e n d o l o fatto, ora in certo m o d o ne p a g h i a m o lo s c o t t o .
D ' a l t r a p a r t e anche H e i d e g g e r h a p a r l a t o di difficoltà
di l i n g u a g g i o , q u a n d o h a c e r c a t o di p e n s a r e l'essere nell'o-
rizzonte del tempo, e a q u e s t e d i f f i c o l t à egli h a attribuito
i l ' m o t i v o della i n c o m p i u t e z z a della sua o p e r a p r i n c i p a l e ,
Sein und Zeit. Pensare l'essere a partire dal t e m p o , oppure
il tempo a p a r t i r e dall'essere, come fa P l a t o n e n e l Timeo (i
due casi sono un p o ' l'emblematico alfa ed omega d e l pensiero
occidentale) conduce la p a r o l a p e n s a n t e al s i l e n z i o . S u q u e -
s t o limite la m e t a f i s i c a si a r r e s t a e r i v e l a la p r o p r i a Infon-
d a t e z z a e il p r o p r i o destino nichilistico.

Rispetto a q u e s t o s m a c c o , t u t t a v i a , noi ora q u a l c o s a di


n o s t r o s a p p i a m o , p r o p r i o in forza della s o l u z i o n e del p r i m o
p a r a d o s s o . D i e t r o gli analoga la m e t a f i s i c a ha p o s t o un'essen
za c o m u n e , l'ousia (il mondo s o p r a s e n s i b i l e dietro 1 1 m o n d o
s e n s i b i l e ) . Io vedo 1 vari c a v a l l i , a, b, a, non la p u r a e s -
s e n z a di e s s i ; essa traluce a t t r a v e r s o gli a n a l o g a , vi si m a -
n i f e s t a e i n s i e m e vi si n a s c o n d e . E a n c o r a H e i d e g g e r , quando
n o m i n a l'Ereignie, l'evento, q u e s t a p a r o l a a suo d i r e "singo-
lare", estranea ad ogni " l a n g u e " , è p r e s o da q u e s t o medesimo
m o v i m e n t o . E ' ancora la v e c c h i a canzone q u e l l a che d i c e : l'es_
sere, l'essere in t o t a l i t à , si dà come q u e s t o e n t e e poi come
q u e l l o , cioè nell'ente l'essere si n a s c o n d e nel m o m e n t o s t e s -
s o in cui si m a n i f e s t a . Con la d i f f e r e n z a , certo n o n seconda-
ria poiché conduce la m e t a f i s i c a al suo redde rationem, che
l'ousia era pensata come f o n d a m e n t o e p r i n c i p i o dì s e n s o , m e n
tre l'essere, l'Ereignis, heideggeriano è mostrato come m a n -
canza di s e n s o e di fondamento, e perciò c o m e l'impensabile e
l'innominabile di ciò che d e s t i n a l m e n t e si s o t t r a e attraverso
ciò che sì m a n i f e s t a . M a noi a b b i a m o da t e m p o d e t t o addio a
questo concetto "pubblico" dell'essere in t o t a l i t à ; perfetta
p e r noi è la p a r t e , il s y m b o l o n , l'evenire determinato dell'e
s p e r i e n z a nella sua p e c u l i a r e finitudine (l'ente, si dice in
Immagini di verità, e non l'essere, è il "trasaendens puro e
s e m p l i c e " ) . Non d a l l ' e s s e r e noi m u o v i a m o , m a dalla rivelazio-

/
116

ne del n u l l a della d i s t a n z a come fulcro d e l l ' e s p e r i e n z a . N u l -


la che rende p e r f e t t a , m a n c a n t e di n u l l a , la p r e s e n z a , ovve-
rossia proprio la p a r o l a , l'analogon e il s e g n o . Sicché il se
gno e la p a r o l a v e n g o n o p e n s a t i come segni di n u l l a , come già
a suo modo H e i d e g g e r i n t u i v a , p o i c h é il suo p e n s i e r o era cer-
tamente s u q u e s t a s t r a d a . N o n p e r ò sino al p u n t o di pensare
la r a d i c a l e identità del n u l l a e del s e g n o , di cui il n u l l a è
l'orlo, la fessura s i m b o l i c a ( s y m b a l l i c a ) : identità del nulla
col s e g n o così d e t e r m i n a t o com'è in questa definita esperien-
za, resa a p p u n t o tale dal n u l l a . P e r H e i d e g g e r invece il n u l -
la h a p u r s e m p r e il s e n s o " m i s t e r i o s o " d e l l ' e s s e r e che si sot
t r a e , che n o n si dà a v e d e r e e che n o n può darsi a v e d e r e ,
poiché il v e d e r e e s i g e " f i g u r e " , a n a l o g a , e q u e s t i non sono
ciò che è, ciò che "fa e s s e r e " , ciò che "dona" la p r e s e n z a e
il s e g n o della p r e s e n z a . M a , di n u o v o , di tutti q u e s t i immagi
nari e p a n o r a m i c i " d o n a t o r i " noi ci s i a m o l i b e r a t i ; e se il
s e g n o , come ciò che è v i c a r i o e che i n v i a , è un messaggero,
un angelos, p e r noi i segni s o n o m e s s a g g e r i di nullas dietro
di e s s i non c'è il s i g n o r e degli a n g e l i ; c'è la d i s t a n z a e il
n u l l a d e l l a d i s t a n z a . E ' da q u e s t a r a g g i u n t a consapevolezza
che d o b b i a m o p a r t i r e p e r affrontare anche la s e c o n d a difficol
tà. E s s a è già i m p l i c i t a n e l l a p r i m a : ci sono gli a n a l o g a , a,
b, o, m a d i e t r o loro n u l l a , n o n u n ' e s s e n z a u n i t a r i a ; e il nul
la non è un " c h e " di p a n o r a m i c o che s t i a i d e n t i c a m e n t e dietro
ad , a b, o; è il n u l l a di a, il n u l l a di b-, il n u l l a di a. Ma
come si p o n e a l l o r a q u e s t a p l u r a l i t à di d e t e r m i n a z i o n i ? Noi
non p o s s i a m o far a l t r o , s e m b r a , che p e n s a r l e c o m e la tradizio
ne h a p e n s a t o la p l u r a l i t à d e l l e affezioni o d e l l e rappresen-
t a z i o n i , cioè come d e t e r m i n a z i o n i "successive" della forma
del tempo. E q u i , come si d i c e , casca l'asino - che poi sarei
io.

Riprendiamo a l l o r a da c a p o . Q u a n d o noi p a r l i a m o di e v e n -
t o della d i s t a n z a non p o s s i a m o c e r t o v o l e r d i r e c h e , n e l l a di
stanza, gli eventi si s u s s e g u o n o s e c o n d o la linearità del tem
p o c o m u n e . M a a che i n t e n d e a l l o r a il n o s t r o dire? E v e n t o del
la d i s t a n z a i n t e n d e p e r noi l'evento del n u l l a , e a n z i , p e r
117

d i r c o s ì , di due n u l l a : n u l l a di p r o v e n i e n z a e n u l l a di d e s t i
n a z i o n e ; è tra q u e s t i due o r l i di n u l l a che l'evento accade.
M a l'evento della d i s t a n z a e l'evento del nulla è , ugualmen-
te, l'evento di un s e g n o , di un a n a l o g o n , di un determinato
rispondere e c o r r i s p o n d e r e . L'evento d e l segno è il diverso,
1'"altro", rispetto all'eguaglianza dei due n u l l a (della p r o -
v e n i e n z a e della d e s t i n a z i o n e ) . ; Sicché è per il segno che io
posso distinguere una p r o v e n i e n z a e u n a d e s t i n a z i o n e , e q u i n -
di s c a n d i r e ed e s i b i r e la d i s t a n z a ; il che s i g n i f i c a che q u e -
s t a d i s t i n z i o n e è per sé i n d i s t i n g u i b i l e . I due n u l l a , infat-
t i , sono l ' i d e n t i c o , la m e d e s i m e z z a del segno (la "madre" co-
me o r i g i n e mai avuta e come d e s t i n o mai a t t i n t o ) . . T r a i due
n u l l a , si dice in Immagini di verità, vi è un'impercettibile
d i f f e r e n z a . La d i f f e r e n z a , c i o è , è p e r c e t t ì b i l e n e l segno
(questo appunto " è " il segno) e i m p e r c e t t i b i l e , ovviamente,
nel n u l l a , che è p e r ò la m e d e s i m e z z a s e n z a la q u a l e nessuna
d i f f e r e n z a s a r e b b e p e n s a b i l e , o più s e m p l i c e m e n t e sarebbe^.-
E a l l o r a : come si deve i n t e n d e r e l'accadere dell'evento?
come accade l'emozione a, b, o, ecc.? O r a d o v r e b b e risultarci
c h i a r o che non p o s s i a m o p r e t e n d e r e di d a r e una s ó l a e s e m p l i -
ce risposta alla d o m a n d a , p e r c h è la d o m a n d a c o n t i e n e un senso
duplice e noi d o b b i a m o per c o s ì dire o s s e r v a r l a , non con un
occhio solo, ma contemporaneamente e distintamente con t u t t i
e due; due sono i n f a t t i le facce della m e d e s i m a questione.
Noi d o b b i a m o a v e r e , p e r dirla in fretta, un o c c h i o all'evento
e un o c c h i o al s e g n o ( a l l ' i n t e r p r e t a z i o n e e al s u o i analoga),
un o c c h i o rivolto alla d i s t a n z a s i m b o l i c a e un o c c h i o rivolto
alla distanza s e g n i c a . P u r s a p e n d o p e r a l t r o che la visione
c o m p l e s s i v a e c o r r e t t a è b i n o c u l a r e : n o n è la s t e s s a cosa se
con una m a n o mi c o p r o un o c c h i o , o se g u a r d o con tutti e due.
O r a , chi dice che l'emozione a, b, a s o n o una s u c c e s s i o n e di
eventi o di e m o z i o n i ? Chi i n t e r p r e t a testardamente in q u e s t o
modo o g n i p r e s e n z a e ogni c o s a che. d i c i a m o della p r e s e n z a , im
plicitamente sollevando subito la d o m a n d a r e l a t i v a al "quan-
do" e al "dove"? Chi g u a r d a con q u e s t a o t t i c a e p u ò vedere so
lo in q u e s t a p r o s p e t t i v a e in forza d e l l e sue c o o r d i n a t e ? Chi
116

cosi p e n s a , p a r l a e si e s p r i m e è l'occhio del s e g n o e dell'in


t e r p r e t a z i o n e . E ' q u e s t o l'occhio che p u ò avere b in presenza
solo come e s s e r dopo a, s e c o n d o q u a n t o già si e r a n o t a t o a l -
l'inizio del n o s t r o cammino (ed è n a t u r a l m e n t e di essenziale
importanza che il p r o b l e m a B Ì ripresenti p r o p r i o o r a , nel m o -
m e n t o in cui s l a m o impegnati a pervenire alla c o n c l u s i o n e cir
ca la q u e s t i o n e del t e m p o ) . Cioè pud avere b solo avendo già
i n t e r p r e t a t o . E ' lui che m i s u r a q u e s t o a v e r g i à , assegnando-
gli un e s s e r dopo.

M a l'altro o c c h i o intanto che sta facendo? A n z i t u t t o non


è che e s s o g u a r d i , p e r così d i r e , da u n ' a l t r a p a r t e . Q u e s t a
sarebbe una filosofia s t r a b i c a . E s s o g u a r d a la m e d e s i m a emo-
z i o n e , la s t e s s a risposta s e g n i c a e i n t e r p r e t a n t e . Ma la guar
da nel suo p u r o a c c a d e r e , o in q u a n t o a c c a d e . E s s o guarda
l'accadere della distanza che accade n e l l ' a v e r già interpreta
to e n e l l ' e s s e r dopo di ogni i n t e r p r e t a z i o n e ; cioè guarda
quel nulla, quell'accadere di nulla che è la p r o v e n i e n z a :
l'incanto di q u e l b i l i c o e s s e n z i a l e e fatale in cui la r i s p o -
sta (per e s e m p i o la risposta al b a t t e r e del c u o r e ) si staglia
da uno s f o n d o di n i e n t e , di non p r e s e n z a , p e r p r o t e n d e r s i in
una p r e s e n z a orlata dal fendersi della fessura di n u l l a . N u l -
la c h e , lo s a p p i a m o , non è uguale a n i e n t e : non è che un o c -
chio v e d a q u a l c o s a e l'altro n o n veda n i e n t e ; q u e s t a sarebbe
una f i l o s o f i a s g u e r c i a . Quindi l'occhio s i m b o l i c o guarda l'e-
v e n t o che a c c a d e , il q u a l e poi non è a l t r o da q u e l l a interpre
tazione d e t e r m i n a t a che d i s t e n d e l'evento nel p r i m a e nel
p o i , nel q u a n d o e nel d o v e , così come l'evento è v i s t o d a l -
l'occhio s e g n i c o . L o s p e t t a c o l o del p r i m o o c c h i o e del s e c o n -
d o è e s a t t a m e n t e il m e d e s i m o . M a dov'è allora la differenza?
si p o t r e b b e chiedere, o potrebbe v e n i r fatto di c h i e d e r e . E
qui è p o s s i b i l e una s o l a r i s p o s t a , la cui virtù esplicativa
risiede unicamente nella n o s t r a capacità di s o s t a r e p r e s s o di
e s s a e di "pensarla", appropriandoci del suo s p a z i o di manife
s t a z i o n e , in q u a n t o e s s o sorregge il s u o "dire" e lo rende
p o s s i b i l e . L a r i s p o s t a è la s e g u e n t e : p e r q u a n t o concerne la
d i f f e r e n z a , è al dire del s e c o n d o o c c h i o che b i s o g n a sempre
11 9

r i f e r i r s i , perchè è appunto q u e s t o s e c o n d o o c c h i o , interpreta


tivo e s e g n i c o , che p u ò e deve dire le d i f f e r e n z e , il signifi
aato d e t e r m i n a t o dell'aver g i à , in f i g u r a di a, di b ecc. Il
p r i m o o c c h i o non è competente in significati; c a s o mai potrem
m o dire che esso è competente in sensi (nel senso dell'incan-
t o , della e-mozione che a c - c a d e e in q u a n t o a c c a d e ) ; esso
g u a r d a lo s p a z i o d e l l a v i s i o n e che si a p r e , fa l u o g o dislocan
do (dal n i e n t e ) e c o l l o c a n d o n e l nulla d e l l a f e s s u r a che o r l a
e d e f i n i s c e . Esso fa accadere q u e l l o s p a z i o di p r o v e n i e n z a e
di d e s t i n a z i o n e che s o n o , p e r l u i , il m e d e s i m o n u l l a , e p e r
l'altro occhio un'interpretazione determinata della provenien
za e del d e s t i n o m i s u r a t a i n a n a l o g a e s e g n i . S i c c h é l'occhio
simbolico fa a c c a d e r e e s a t t a m e n t e ciò che l'occhio segnico di
ce che a c c a d e , E t u t t a v i a i loro " s e n s i " son d i v e r s i , p o i c h é
l'occhio simbolico v e d e l'accaduto come un e v e n t o , p e r d i r co
sì, " m o n o d i c o " , c o m e stessità del n u l l a che a c c a d e , mentre
l'altro occhio distende l ' a c c a d u t o in u n a "polifonia" tempora
le, O r a d o b b i a m o t e n e r ferma q u e s t a p u r a d i f f e r e n z a (nella
stessità del n u l l a ) , in a t t e s a di e s a m i n a r l a in s e g u i t o più
da v i c i n o e in m o d o p i ù analitico.
S i n d'ora però due o s s e r v a z i o n i si rendono p o s s i b i l i . Se
un o c c h i o distende gli eventi nella p r o s p e t t i v a d e l tempo (es.
s e r d o p o , aver g i à , aver d a ) , l'altro o c c h i o nel contempo rac
chiude q u e s t a p r o s p e t t i v a nel s u o n u l l a c i r c o l a r e ; sicché
ogni e m o z i o n e d e t e r m i n a t a c o n t i e n e in se la t o t a l i t à del sen-
so del t e m p o . In ogni e v e n t o , p o t r e m m o d i r e , c'è tutto il tem
p o : t u t t o il p a s s a t o , t u t t o il p r e s e n t e e t u t t o i l futuro, e
o l t r e a ciò n u l l a . O p p u r e p o t r e m m o anche dire; n o n c'è evento
in cui non stia t u t t o il t e m p o , poiché c i ò che n o i chiamiamo
"tutto il tempo" n o n è che la t r a d u z i o n e interpretativa del-
l'occhio s e g n i c o di cui il p r i m o o c c h i o , q u e l l o s i m b o l i c o , è
l ' a c c a d e r e . N e l l o s g u a r d o di q u e s t ' u l t i m o sta t u t t o il tempo,
t u t t o il p o s s i b i l e t e m p o , m a nella, f i g u r a di un t e m p o detenni
n a t o , che è poi l'unico m o d o in cui q u a l c o s a , i n f a t t i , può
" s t a r e " . N a t u r a l m e n t e , q u a n d o noi d i c i a m o "in o g n i e v e n t o sta
t u t t o il t e m p o " , l ' e s p r e s s i o n e "ogni" e v e n t o r i p r o p o n e quella
120

serialità t e m p o r a l e , s e c o n d o il s e n s o c o m u n e , che già abbiamo


d i c h i a r a t o i n a d e g u a t a ad e s p r i m e r e ciò che qui v i e n tentato
di d i r e . Il s e c o n d o o c c h i o , l'occhio i n t e r p r e t a t i v o , ha già
inserito la sua p r o s p e t t i v a , la sua traduzione serializzante,
a p p i a t t e n d o in un'unica direzione 11 s e n s o del v o l e r d i r e .
Questo peraltro.non S un d i f e t t o del d i r e , m a ciò che appunto
deve aooadere. Di tutto ciò avremo p i ù avanti una comprensio-
n e pia a p p r o f o n d i t a . P e r ora a c c o n t e n t i a m o c i di o s s e r v a r e la
c o n t e m p o r a n e a p r e s e n z a di tutto il tempo p o s s i b i l e in ogni-
tempo d e t e r m i n a t o . Q u e l tempo che l'occhio s e g n i c o immagina
d i s t e s o in s c o n f i n a t e infinità cosmico-pubbliche, l'occhio
simbolico 1,0 v e d e invece a c c a d e r e tutto i n s i e m e , nell'evento
m o n o d i c o del s u o o r l o di nulla.

L a s e c o n d a o s s e r v a z i o n e p u ò , a suo m o d o , r i p r e n d e r e , da
un p u n t o di vista p i ù g e n e r a l e , la q u e s t i o n e del "tutto" e
d e l l ' " o g n i " che qui e emersa. Per esempio possiamo osservare
che tutta l'emozione è in ogni emozione, L'emozione origina-
ria infatti è, p e r usare un'espressione di P e i r c e , una diffe-
renza i n t e r n a , cioè un p r o v e n i r e dal medesimo,. Ogni emozione
determinata {emozione di q u e s t o o di q u e l l o ) p r e s u p p o n e e d e -
sige una d i f f e r e n z a fra la risposta e - m o z i o n a t a , e m o t i v a , e
il p o l o " o g g e t t i v o " di tale r i s p o s t a . P e r e s e m p i o , il b a m b i n o
r i s p o n d e al s o r r i s o della m a d r e . M a la p r o v e n i e n z a originaria
di tale d i f f e r e n z a non può c o n c e p i r s i come un r i n v i o infinito
ad altra e poi altra d i f f e r e n z a . Q u e s t o sarebbe un modo di
non concepire affatto l'evento d e l l ' e m o z i o n e , m a semplicemen-
te di a s s u m e r l o così come di fatto n e l l ' e s p e r i e n z a si "dà. L a
p r o v e n i e n z a di q u e l l a d i f f e r e n z a che ogni e m o z i o n e e ogni r i -
sposta emotiva incarna non può q u i n d i che concepirsi come prò
v e n l e n z a dal m e d e s i m o . Il, b a m b i n o che risponde al sorriso co-
me risposta d e t e r m i n a t a e i n c a r n a t a è dunque u n a provenienza
i n t e r n a del s o r r i s o m e d e s i m o , come lo stesso che si decentra
e si d i s l o c a . Gli esseri" umani s o n o accolti nel s o r r i s o e r e -
si in tal modo s o r r i d e n t i , esseri umani c a p a c i , a d i f f e r e n z a
di q u a l s i a s i a l t r o v i v e n t e , di rispondere e di corrispondere
al s o r r i s o . Il b a m b i n o è così colui che c o r r i s p o n d e perchè
121

gli si apre e gli si rivela il s o r r i s o , e lui s t e s s o sì apre


come r i s p o s t a s o r r i d e n t e , e s s e n d o il suo e s s e r e e rispondere
1
originariamente e l e t t e r a l m e n t e nel sorriso © f a t t o di sorri-
s i . Q u e s t o p e r ò non s i g n i f i c a (e noi lo s a p p i a m o b e n e ) che ci
s i a una realtà o r i g i n a r i a che è il s p r r i s o , e poi tante real
tà d e r i v a t e e minori che sono i singoli s o r r i s i con le relatl
ve e m o z i o n i . L ' e m o z i o n e del s o r r i s o (nel duplice s e n s o sogget
tivo e o g g e t t i v o del g e n i t i v o ) c'è sempre e soltanto "in figu
ra", cioè in una d e t e r m i n a t a r i s p o s t a in cui compare la diffe
r e n z a , la d i f f e r e n z a di una stessità di o r i g i n e che non si dà
n e l l ' e s p e r i e n z a , se n o n appunto come già d i f f e r e n z i a t a e d i f -
ferita, o v v e r o come a n a l o g o n , s e g n o e interpretazione.

In altre p a r o l e , stiamo d i c e n d o che l'emozione accade


sempre nella distanza (dalla stessità o r i g i n a r i a ) , o r l a t a dal
n u l l a di q u e s t a s t e s s i t à . Ogni d i s t a n z a è q u e l l a d i s t a n z a che
è, c a r a t t e r i z z a t a dalla natura determinatamente emotiva della
risposta (risposta al s o r r i s o , oppure r i s p o s t a che avverte il
b a t t e r e del cuore e c c . ) . M a i n s i e m e "è" in q u a n t o è la distan
za dal m e d e s i m o della p r o v e n i e n z a , che l'accadere come rispo-
sta d e t e r m i n a t a e g u a g l i a a n u l l a ; sicché è il m e d e s i m o evento
l'accadere del n u l l a , e dal n u l l a , della p r o v e n i e n z a e l'acca
dere di q u e s t o d e t e r m i n a t o a n a l o g o n e s e g n o dì r i s p o s t a ; mede
slmezza dell'evento che h a in sé sia il tutto della distanza
(di n u l l a ) , sia 1'ogni di ogni distanza (determinata).[La dif
i ferenza e il suo n u l l a stanno i n s i e m e e c o i n c i d o n o p r o p r i o co
me il s e g n o e il s u o o r l o s i m b o l i c o , che è s e m p l i c e m e n t e l'e-
motività della risposta s e g n i c a , l'aver già e l'aver da.

Q u e s t a e m o z i o n e p e r a l t r o n o n h a s o l o il senso della p r o -
v e n i e n z a , m a anche q u e l l o della d e s t i n a z i o n e (aver-da), poi-
ché il nulla s i m b o l i c o che orla il s e g n o e lo dà c o m e "altro",
come "differenza", accade appunto in due sensi o in due n u l -
la. Che p e r ò sono a n c o r a , come s a p p i a m o , il m e d e s i m o . Il n u l -
la della p r o v e n i e n z a si dà come s e g n o d e l l ' a l t r o (il nulla
del s o r r i s o , come m e d e s i m e z z a dell'accadere della m i a rispo-
sta al s o r r i s o , si dà come s o r r i s o d e l l ' a l t r o , cui h o da c o r -
rispondere ) , cioè sì dà come d e s t i n a z i o n e , o v v e r o , come dice

i
1 22

il l i n g u a g g i o f i l o s o f i c o , c o m e "oggetto",. L a m a d r e diviene
l'oggetto del b a m b i n o , o g g e t t o che egli i n s e g u e attraverso i
segni e le r i s p o s t e e che mai p u ò r a g g i u n g e r e , p o i c h é è il me
d e s i m o n u l l a d e l l a provenienza.' O g n i risposta risponde allo
atesao in figura d ' a l t r o , sicché l'intera e s p e r i e n z a si d a ,
p e r d i r c o s ì , nel s e g n o d e l l ' a l t r o . E ' così che tutto ciò che
è, è n e l l ' e s p e r i e n z a della d i f f e r e n z a e d e l l ' e s t r a n e o (poiché
la s t e s s i t i , l ' i d e n t i t à , è nell'esperienza solo come orlo,
n u l l a , b i l i c o e i n c a n t o della d i s t a n z a ) . N o n s o l o dunque l'ai
tro mi è a l t r o , m a il m i o s t e s s o c o r p o è il m i o a l t r o , il m i o
estraneo, ciò che a sua v o l t a si annuncia e che resta inaffer
rabile a t t r a v e r s o i suoi s e g n i . Il m i o c o r p o n o n c'è, è nel
niente a s s o l u t o , q u a n d o io n o n lo s p e r i m e n t o , q u a n d o , p e r e -
s e m p i o , n o n mi a c c o r g o (come si dice) di avere m a n i e o r e c -
c h i e , n a s o e b o c c a . H a non appena il naso si annuncia nell'e-
s p e r i e n z a con 1 ' " i m p e r t i n e n z a " (come d i r e b b e H e i d e g g e r ) del
suo p r u r i t o , e s s o già mi è a d i s t a n z a , e s t r a n e o e p e r s i n o o-
s t i l e : i o ho da r a g g i u n g e r l o nei s u o i s e g n i , c e r c a r e di corri
spondergli (usando le dita p e r s f r e g a r m i la p u n t a del naso),
magari p o r t a r l o dal m e d i c o , come p o r t o il c o r p o dal m a s s a g g i a
tore, dal s a r t o e così via.
L'altro è sempre i n c a r n a t o nel p i ù p r o f o n d o di ogni no-
s t r a e s p e r i e n z a , p o i c h é non c'è e s p e r i e n z a senza alterità,
d i f f e r e n z a e d i s t a n z a . I corpi e le p e r s o n e non s o n o così sem
plicisticamente delimitabili e c o l l o c a b i l i , qui e là, come
crede e dice il s e n s o c o m u n e , p e r 1 s u o i scopi sommari di com
p r e n s i o n e e d e s i g n a z i o n e p u b b l i c a e p a n o r a m i c a . L ' a l t r o è den
tro il p i ù s t e s s o d e l l o s t e s s o , è l'interno del p i ù interno-
Io s t e s s o p o s s o avermi s o l o come una p r o v e n i e n z a del medesimo
(quel m e d e s i m o che m i figuro di e s s e r e ) in f i g u r a di a l t r o e
di e s t r a n e o . Non vi è t r a s p a r e n z a di sé a se s t e s s i , perché
n e l l a t r a s p a r e n z a n o n vi è a l c u n "se s t e s s i " . C i ò che vi è ,
è sempre traccia determinata di un medesimo che non
c ' è , che è a d i s t a n z a , p u n t o di p r o v e n i e n z a e p u n t o di desti
nazione che è n e l n u l l a , al q u a l e si c o r r i s p o n d e solo rispon-
dendo (a d i s t a n z a ) . C o s ì in ogni r i t o r n o a me (sia che io mi
123

gratti il n a s o , a p p o g g i la g u a n c i a nel cavo della m a n o , o, co


me diceva O m e r o , i n t e r r o g h i il m i o cuore ed esamini il mio a-
n i m o ) sta tutto me s t e s s o (poiché io s o n o e mi p r e n d o sempre
come un t u t t o qui e o r a p r e s e n t e : non è che pezzi di me s t i a -
n o a B o l o g n a , altri a Roma e a l t r i a M i l a n o , b r a n d e l l i del •
m i o essere s i a n o rimasti nel 1981 e altri siano corsi avanti
al 1 9 8 6 ) ; m a q u e s t o tutto può s t a r e solo n e l l e f i g u r e determi
nate delle mie r i s p o s t e , di ogni m i a r i s p o s t a , c i o è in una fi
g u r a di d i f f e r e n z a ed e s t r a n e i t à . Q u e l l a e s t r a n e i t à che si in
sinua p e r s i n o , e di c o n t i n u o , n e l mio p e n s i e r o , cui noi s p e s -
so affidiamo la n o s t r a p i ù r i p o s t a i d e n t i t à , che è m i o e s o l o
m i o e n e s s u n o può togliermi o i n v a d e r e dall'esterno.

Anche il mio p e n s i e r o , p e r ò , è già s e m p r e i n v a s o dal s e -


gno d e l l ' a l t r o , s e b b e n e lo vi s c o r g a la p i ù intima provenien-
za di me s t e s s o , e n o n senza m o t i v o . P e r c h è se è v e r o che io
p r o v e n g o dal p e n s i e r o , dalla stessità del m i o e s s e r e ed e s s e r
p e n s a n t e , mi ci t r o v o tuttavia c o l l o c a t o s e m p r e n e l segno di
questo e quel determinato accadere di "pensieri": quei pensie
ri che t a l o r a non mi fanno d o r m i r e la n o t t e , che mi persegui-
tano di g i o r n o , che mi si d i s e g n a n o di fronte facendosi imma-
ginare e p e n s a r e ciò che non vorrei immaginare e pensare. An-
che il p e n s a r e , non appena cessa l'identità silenziosa del
n i e n t e ed e s s o concretamente accade in e m o z i o n i ed esperienze
p e n s a n t i dì r i s p o s t e , mi si dà in una d i s t a n z a di n u l l a , che
p e r ò non si annulla, m a che p r o v i e n e e i n v i a ; e che fa sì che
p e n s a n d o , i o , la m i a supposta m a mai " a v u t a " t o t a l i t à , mi d i -
s t e n d a in orizzonti di molti ogni, di m o l t i segni e tracce di
m e . B o l o g n a , M i l a n o e altri dove r i f l e t t o n o così la m i a imma-
g i n e , come analoga-di quel n u l l a di totalità che io sono; e
11 1 9 8 1 , e altri t e m p i , ancora a c c a d o n o n e l l a e m o z i o n e delle
risposte in cui lo s o n o , come l'altro da me o l'analogon di
me s t e s s o che mi si dà, o che mi d à : dà a m e , me.
11. L E E S T A S I DEL NULLA

L'esperienza, in q u a n t o c a r a t t e r i z z a t a d a l i a d i s t a n z a , è
una relazione tra due n u l l a . L ' e s p e r i e n z a ha p e r c i ò due fac-
ce: a c c a d e r e del n u l l a , nel n u l l a , di n u l l a ; e a c c a d e r e di un
s e g n o , di un a n a l o g o n , di u n ' e m o z i o n e d e f i n i t a dai due nulla
della p r o v e n i e n z a e della d e s t i n a z i o n e . (Si noti che la p r o v e
n ì e n z a e la d e s t i n a z i o n e s o n o state m e s s e sul c o n t o di q u e s t a
seconda faccia: è lei che si dà una, o si dà c o m e , provenien-
za e d e s t i n a z i o n e ; p e r la p r i m a faccia ci si d e v e invece limi
tare a l l ' a c c a d e r e del n u l l a ) . L'evento dell'esperienza,, che
nel s u o accadere h a una n a t u r a " m o n o d i c a " , come abbiamo det-
t o , accade tuttavia in una s e m b i a n z a " p o l i f o n i c a " , cioè come
una serie l i n e a r e , e quindi infine in s e m b i a n z a di tempo. Il
tempo m i s u r a così la distanza nella s u a (lineare) sembianza.
Che cosa ciò p r o p r i a m e n t e significhi e come ciò a b b i a l u o g o è
quello che, passo passo, stiamo c e r c a n d o di v e d e r e , nel tenta
tivo di c o g l i e r e il filo s o t t i l e che aggancia l'evento e 11
t e m p o . M a intanto cerchiamo di m e t t e r e in una b r e v e formula
c o n v e n z i o n a l e q u e l che di e s s e n z i a l e ci è r i s u l t a t o a p r o p o s i
to d e l l ' e s p e r i e n z a . S a p p i a m o che c'è e s p e r i e n z a in quanto c'è
r i s p o s t a , c'è un r i s p o n d e r e e - m o t i v o che mira a l l a corrispon-
denza (avendo già c o r r i s p o s t o ) . La risposta esplode a partire
dal m e d e s i m o in s e m b i a n z a di a l t r o . L a risposta c i o è si collo
ca (o si d i s l o c a , se p e n s i a m o al m e d e s i m o da cui p r o v i e n e ) in
un p u n t o che è s i m b o l i c o - s e g n i c o , che a n n o d a e v e n t o e signlfi_
cato. Possiamo allora molto riassuntivamente scrivere così:

I E/np . S/nd .
126

L'evento (E) è un nulla di p r o v e n i e n z a (np) che accade


(.) come segno ( S ) , cioè come e m o z i o n e che invia a un nulla
di d e s t i n a z i o n e ( n d ) . M a q u e s t o secondo nulla (.) è esattamen
te i d e n t i c o al p r i m o ; sicché p o t r e m m o i m m a g i n a r e di congiunge
re i due punti di nulla con una linea ad arco tratteggiata.
Questa linea ad arco che ora i m m a g i n i a m o di aggiungere dice
che il s e g n o p r e n d e lo stesso e lo p r o i e t t a davanti a sé (co-
me un aver da, come q u a l c o s a da f a r e ) , p r e n d e la provenienza
e ne fa un d e s t i n o . La p o s s i b i l i t à dell'esperienza è iscritta
così n e l l a d i f f e r e n z a (impercettibile)"tra due n u l l a , i q u a l i ,
beninteso, accadono insieme (così li vede l'occhio simbolico),
m a a c c a d o n o in figura di d i v e r s o , o del d i v e r s o , in q u a n t o lo
s t e s s o è o r a l ' a l t r o , in q u a n t o l'emozione cerca nel segno
ciò che essa è g i à , ciò da cui p r o v i e n e (è così che vede l'oc
chlo i n t e r p r e t a t i v o - s e g n i c o ) .

Se o r a noi teniamo ben p r e s e n t e q u e s t a formula, questa


specie di s p e c c h i e t t o , p o s s i a m o m i s u r a r e su di e s s a sin d o v e
ci h a p o r t a t o il n o s t r o cammino; poiché o r a , i n f a t t i , noi sia
mo in g r a d o di e s i b i r e compiutamente la n a t u r a dei tradiziona
li p a r a d o s s i ed enigmi del t e m p o : dove essi si r a d i c a n o e p e r
che sono così come s o n o . In altri t e r m i n i , noi p o s s i a m o collo
care n e l l a formula le tre tradizionali estasi temporali, con
q u a n t o e s s e h a n n o di i n q u i e t a n t e e di i n a f f e r r a b i l e , e di com
prenderne la ragione.

Il t e m p o , dice il s e n s o c o m u n e , è l'esperienza fondamen-


tale e o r i g i n a r l a , l'esperienza di tutte p i ù d e c i s i v a e con-
creta, poiché noi s i a m o sempre "gettati" in e s s a , e nella sua
cifra si consuma l'enigma della nostra e s i s t e n z a , il m i s t e r o
del s u o s e n s o e d e s t i n o . T u t t a v i a , q u e s t a e s p e r i e n z a così uni
v e r s a l e , fondamentale e c o n c r e t a , non si lascia leggere e non
si lascia dire (come già o s s e r v a v a A g o s t i n o ) . Il tempo nelle
sue e s t a s i si rivela i n a f f e r r a b i l e e i n c o m p r e n s i b i l e . Il suo
f e n o m e n i c o e s s e r e si t r a d u c e immediatamente in n o n e s s e r e ,
n o n a p p e n a noi c e r c h i a m o di p r e n d e r l o e di c o m - p r e n d e r l o . C o -
me s a p p i a m o : il p a s s a t o non è p i ù , il futuro non è ancora, il
presente (che p e r il s e n s o comune è il m o m e n t o della concre-
1 27

tezza s t e s s a d e l l ' e s i s t e r e ) , n o n S m a i , sempre s p a c c a t o in due


come e s s o a p p a r e , tra il non più e il n o n a n c o r a , sempre sul
p u n t o di essere già a c c a d u t o e di star p e r a c c a d e r e , ma m a i
nel p u n t o dell'essere.
Noi però o r a s i a m o in g r a d o di v e d e r e p e r c h è il tempo ab
b l a dato da sempre al p e n s i e r o tutte le i n q u i e t u d i n i che h a
d a t o , p e r c h è abbia una n a t u r a così i n a f f e r r a b i l e e q u a l è il
segreto che esso c e l a . Se l'esperienza infatti è n e l suo c u o -
re d i s t a n z a (di cui il tempo sarebbe a p p u n t o , c o m e ci è risul
t a t o , m i s u r a ) e se la distanza è più p r e c i s a m e n t e la d i s t a n z a
impercettibile tra due n u l l a , come c i r c o l a r i t à d e l nulla sim-
bolico-segnico che o r l a la d i s t a n z a i n cui accade l'esperien-
za, a l l o r a non a b b i a m o m o t i v o di m e r a v i g l i a r c i che il tempo
sia a f f e t t o dal n u l l a . E il f a t t o p e r cui il t e m p o si dà a ve
dere p r o p r i o in q u e l l e tre figure e s e m b i a n z e d e l nulla che
s o n o le s u e tre e s t a s i è a s u a volta q u a l c o s a dì assolutamen-
te n e c e s s a r i o e c o n s e g u e n t e . N e l l a d u p l i c e n a t u r a del n u l l a
simbolico-segnico s t a n n o i n f a t t i celate e r a d i c a t e le e s t a s i
t e m p o r a l i , e d a q u e s t o loro radicarsi derivano l'impossibili-
tà a e s s e r e dette e comprese senza p a r a d o s s i e d e n i g m i . P r o -
p r i o p e r ciò il t e m p o si r i v e l a q u e l t r u c c o d e l l a p a r o l a e
quell'abisso dell'immaginazione in f o r z a dei q u a l i esso ci
sfugge tra le d i t a ogni volta che c e r c h i a m o di a f f e r r a r l o . Il
tempo infatti m i s u r a il n u l l a ed è m i s u r a del n u l l a , sicché è
e s s o s t e s s o , p e r così d i r e , fatto di nulla.
Non è m i s t e r i o s o che n o n si p o s s a r i s p o n d e r e alla d o m a n -
d a : dove s t a il p a s s a t o ? dove sta il f u t u r o ? Il t e m p o non sta
mai perchè s c o r r e , cerca di d i f e n d e r s i il senso c o m u n e . M a
che è s c o r r e r e ? che è che s c o r r e ? A n c h e p e r q u e s t a via a b b i a -
m o visto come ciò che c o m u n e m e n t e p e n s i a m o del t e m p o si fran-
tumi e si v a n i f i c h i in p a r a d o s s i , i n g e n u i t à , a s s u r d i t à . N o n è
che il p a s s a t o e il futuro n o n stiano p e r c h è il t e m p o scorre
e n o n s t a m a i : non è q u e s t o il p u n t o , q u e s t e s o n o solo immagi
nazioni p u e r i l i e t r u c c h i di l i n g u a g g i o . Il p u n t o è che l a pa
rola p a s s a t o n o m i n a n i e n t ' a l t r o che la p r o v e n i e n z a dal n u l l a ,
e la p a r o l a futuro la d e s t i n a z i o n e v e r s o il n u l l a ; esse n o m i -
128

nano l'orlo in cui accade la d i s t a n z a d e l l ' e s p e r i e n z a . E ' in


q u e l l ' o r l o e p e r q u e l l ' o r l o che la stessità d e l l ' o r i g i n e assu
me il v o l t o del non più e del non m a i . Il p a s s a t o è intriso
di nulla (non h a luogo in cui s t a r e , non è) perchè dice la
provenienza che n o n c'è, che n o n c'è mai (più) s t a t a , p r o v e -
n i e n z a di cui ogni p r e s e n z a è il n u l l a , la negazione che nel
contempo la a f f e r m a e la p o n e (nel n u l l a ) . E cosi p u r e il fu-
turo, quel futuro di cui il tempo p a r l a come di ciò che non
c'è a n c o r a (e così a sua volta non h a luogo e non è ) ; m a non
è che il tempo "non ci s i a a n c o r a " , là in attesa dì esserci e
di farsi p r e s e n t e (là dove p o i ? ) ; è che il futuro è q u e l n u l -
la della d e s t i n a z i o n e che non c'è m a i . Q u e s t a verità l'hanno
forse i n t u i t a , a loro m o d o , m e g l i o gli scrittori dei filoso-
fi: il futuro i m m a g i n a t o è q u e l l o che, p e r e s s e n z a , non può
mai d i v e n t a r r e a l e . M a n e s s u n f u t u r o , immaginato o no che
s i a , p u ò diventar "reale", perchè 11 futuro è il m i r a r e d e l -
l'emozione a l l ' o g g e t t o d i e t r o i s e g n i , ciò che a p p u n t o noi
c h i a m i a m o il nulla della d e s t i n a z i o n e . Il futuro è un c o r r e -
re e un t r a s c o r r e r e d e l l ' e m o z i o n a presente verso qualcosa che
può e s a e r e solo nella forma del s e g n o (cioè, di n u o v o , dell'e
mozione che m i r a , in-tende e t r a s c o r r e ) , q u a l c o s a a cui non
mi p o s s o mai r i - c o n g i u n g e r e . Solo così si ha e c'è f u t u r o , in
q u e s t a nullità essenziale.

Q u a n t o poi al c e l e b r a t o p r e s e n t e , sul q u a l e tanto h a p u n


tato e punta la f i l o s o f i a e l'ideologia del vivere occidenta-
le, al quale mira il n o s t r o robusto s e n s o p r a t i c o , aggancian-
dovi la sua brama di p o s s e s s o e di concreta "presenza a sé e
al m o n d o " , q u e s t o p r e s e n t e d o v e sta? N e s s u n c o n c e t t o lo a f f e r
ra, come lo dico s f u m a , q u a n d o lo g u a r d o è già p a s s a t o , se
non lo g u a r d o non è a n c o r a . In realtà n o n è né già né non an-
cora. Già n e l l ' e s p r i m e r s i così il senso comune c o s a l i z z a l'i-
n a f f e r r a b i l e p r e s e n t e , s o l i d i f i c a n d o l o nel p a s s a t o e nel futu
ro (i q u a l i , a loro v o l t a , son poi così D O C O s o l i d i ) ,| S p a c c o
il c a p e l l o del p r e s e n t e in d u e , a l l ' i n d i e t r o e in a v a n t i , p e r
vincere la sua n u l l i t à , m a non faccio altro che r i n v i a r l o ad
altri due n u l l a , e infine mi arrendo alla sua indicibilità e
129

i n c o n c e p i b i l i t à . Non è s t r a n o che il p i ù c o n c r e t o , ciò che as


solutamente " c ' è " , non si p o s s a dire n é pensare?
M a noi g u a r d i a m o al n o s t r o s p e c c h i e t t o , e a d u e l l a idea-
le linea ad arco t r a t t e g g i a t a che c o n g i u n g e i due punti di
nulla della p r o v e n i e n z a e d e l l a d e s t i n a z i o n e , e n o n abbiamo
i n v e r o m o l t e ragioni di stupirci che il p r e s e n t e sia così ra-
dicalmente affetto dal nulla ("ciò che i n q u a n t o è , non è, e
in q u a n t o n o n ' è , è " ) : poiché il p r e s e n t e è un'impercettibile,
d i f f e r e n z a tra due n u l l a , che altro p u ò e s s e r e , e s s o s t e s s o ,
se n o n il p i ù radicale n u l l a ? Che p u ò e s s e r e la differenza
tra due n u l l a se n o n n u l l a ? E s s o è , in ijuesto s e n s o , il c u o r e
dell'esperienza (che è distanza nel n u l l a ) , e p e r c i ò si s p i e -
ga p e r q u a l e o s c u r o m o t i v o il s e n s o c o m u n e i n v e s t a s u di e s s o
le sue s p e r a n z e ; m a ve le i n v e s t e come se il p r e s e n t e fosse
"qualcosa" (in ciò la sua i n g e n u i t à , i l " f a n c i u l l i n o " che è
nel suo o p i n a r e ) , e n o n il semplice n o n - l u o g o d e l l a differen-
za t r a s i m b o l o e s e g n o , e v e n t o e s i g n i f i c a t o . Il p r e s e n t e è
1'indecidibilità fra questi e s t r e m i - e q u e s t a è p r o p r i o l'e-
s p e r i e n z a che ne f a c c i a m o : i n d e c i d i b i l i t à tra l'aver da e l'a
ver g i à , p o i c h é , come s a p p i a m o , si ha a v e n d o g i à , m a non si
h a nessun aver già se n o n n e l l ' e m o z i o n e del r i c o n o s c e r e ciò
che è d a f a r e . C o s ì il p r e s e n t e è q u e s t o b i l i c o indecidibile
del d e c i d e r s i , sempre sul p u n t o di a b b a n d o n a r e la p r o v e n i e n z a
p e r farne una d e s t i n a z i o n e , c i o è sempre sul p u n t o di abbando-
nare la d i s l o c a z i o n e simbolica (dallo stesso) per collocarsi
nel s e g n o . M a c o l l o c a r s i nel s e g n o s i g n i f i c a c o l l o c a r s i in
una d i s t a n z a d e f i n i t a tra p a s s a t o e f u t u r o , cioè i n un a n a l o -
gon della p r o v e n i e n z a e della d e s t i n a z i o n e . E noi p o i , di fat
t o , s i a m o sempre così c o l l o c a t i , cioè s i a m o sempre in un'emo-
zione d e t e r m i n a t a che può d i r e il suo p a s s a t o e i l suo futu-
ro, ma non p u ò dire il suo p r e s e n t e , p o i c h é 11 p r e s e n t e è i n
quelli già s f u m a t o . T u t t a v i a p a s s a t o e f u t u r o s o n o di nuovo
n u l l a , perchè essi sono solo in q u a n t o s t a n n o e s a t t a m e n t e nel
punto indecidibile e simbolico del p r e s e n t e , n e l l a s u a n u l l i -
tà r a d i c a l e . E c o s ì , con q u e s t o g i r o , n o n abbiamo fatto altro
che ribadire e m o s t r a r e ciò che già t a n t e volte si è detto
1 30

(ma che forse solo o r a si a f f e r r a d a v v e r o ) , cioè l'assoluta i


dentìtà del n u l l a e d e l l ' e m o z i o n e d e t e r m i n a t a , identità che
qui p r e n d e la f i g u r a dell'identità fra il nulla r a d i c a l e del
p r e s e n t e e la d i s t a n z i a t a nullità del p a s s a t o e del futuro.
Il p r e s e n t e non pud dea-ìdersC tra il nulla radicale e la d i -
s t a n z a d e f i n i t a dai due n u l l a della p r o v e n i e n z a e d e l l a desti
n a z i o n e ; non può p e r c h è si è già sempre d e c i s o , è già sempre
in f i g u r a di u n a d i s t a n z a d e t e r m i n a t a ; m a q u e s t a a sua volta
prende dal n u l l a e nel nulla la sua c o l l o c a z i o n e e-motiva e
motivante.
Noi v o g l i a m o g u a r d a r e in f a c c i a 11 p r e s e n t e , svelarne
l'identità che è il s e g r e t o s t e s s o che p o r t i a m o i n noi stessi
nella n o s t r a identità sempre rinviata e nella nostra esisten-
za s e m p r e t r a v a g l i a t a dai suol già e dai suoi da, mai posata
o a p p a g a t a in se s t e s s a . C e r c h i a m o di afferrare il presante,
q u e s t a e s t a s i cui m i r a ogni s c o p o e o g n i s o g n o di p o s s e s s o ,
e di i n f i l z a r l o d a v a n t i al n o s t r o s g u a r d o come si i n f i l z a una
f a r f a l l a : o r a ti c o l g o sul p u n t o che p a s s i , a t t i m o p r e s e n t e -
f e r m a t i , sei bellol M a che c o s a mai d o v r e b b e fermarsi non lo
s a p p i a m o né lo v e d i a m o , così che se n e resti lì a d i s p o s i z i o -
ne del n o s t r o s g u a r d o come una b e l l a f a r f a l l a , e n o n passi mai
p i ù e n o n voli v i a sulle sue fragili a l i . Non c'è n u l l a d a ve-
dere n e l p r e s e n t e , q u e s t o S il fatto. N o n c'è n e s s u n a differen
za del p r e s e n t e , come una p e c u l i a r i t à incarnata, rispetto al
p a s s a t o e al f u t u r o . Noi non a b b i a m o la p o s s i b i l i t à di afferra
re con le dita a l c u n a p e l l i c o l a , .per q u a n t o s o t t i l e , che d i -
scrimini tra la p r o v e n i e n z a e la d e s t i n a z i o n e . Q u e s t e s o n o co-
me il r e c t o e il v e r s o del s e g n o di cui p a r l a v a S a u s s u r e , che
non si p o s s o n o s c o l l a r e . Se c e r c o di a f f e r r a r e il p r e s e n t e nel
suo s i m b o l i c o a c c a d e r e , mi trovo fra le d i t a ali a p p a s s i t e di
farfalla o immagini di farfalle future che non a f f e r r e r ò m a i .
Non p o s s i a m o m e t t e r e il dito, o il p i e d e , o la n a r o l a s u l p r e -
s e n t e , p o i c h é e s s o è la t r a s p a r e n z a s e m p l i c e t r a il provenire
dalla propria stessità e l'aver da i n t e r p r e t a r l a , riconoscerla
e raggiungerla attraverso l'altro, t i r a n d o al p r e s e n t e , io mi
dirigo al s i m b o l o , e mi v i e n e in m a n o il s e g n o , mi d i r i g o a l -
131

l'evento, e mi viene in mano il s i g n i f i c a t o , mi d i r i g o all'e-


mozione e mi viene in m a n o l ' i n t e r p r e t a z i o n e dell'emozione.
Nel che non è da intendersi come se il p r e s e n t e , p e r così d i -
re, facesse difetto, e noi ne s c o n t a s s i m o , appunto nel dire,
un'impossibilità. E ' che il p r e s e n t e " S " ed è positivamente
q u e s t a t r a s p a r e n z a p e r cui ogni p r o v e n i r e S già f u t u r o ed o-
gni futuro già p r o v i e n e . Sicché il dire n o n può d i r e , nel sen
s o che non h a altro da dire e che è s u o compito e ufficio
n i e n t ' a l t r o d i r e , se non q u e s t a p r o v e n i e n z a f u t u r a , che è la
s t o f f a di cui son fatti tutti i s i g n i f i c a t i e ogni emozione
d e t e r m i n a t a . Non c'è altro da avere n e l p r e s e n t e , se è un ave
re e il s u o c o n n e s s o sapere che si v u o l e , e s s e n d o ogni avere
già i n t e s s u t o della e nella t r a m a s i m b o l i c a dell'evento. Devo
volere la figura, p e r avere la trama di cui è f a t t a , poiché
una f i g u r a senza t r a m a e una trama s e n z a figura s o n o cose ine
s p e r i b i l i . In altri t e r m i n i , d e v o stare a questo avere così
come si dà e non p u ò non d a r s i , se è a l l ' a v e r e dell'esperien-
za che s o n o volto, o v v e r o se d e s i d e r o v i v e r e e c o n t i n u a r e a
v i v e r e ; e inoltre se d e s i d e r o sapere che s i g n i f i c h i per me vi.
v e r e , s e n z a darmene s p i e g a z i o n i m a l d e s t r e , puerili e immagina
rie.^ B i s o g n a " t o l l e r a r e " il n u l l a del p r e s e n t e , s e n z a sgomen-
tarsene come se fosse niente e senza t r a v e s t i r l o di illusioni
come se fosse tutto; dove poi q u e s t o t u t t o è un a l t r o modo
per perdere il p r e s e n t e , e anzi è lo s t e s s o m o d o nichilistico
che d i s p r e z z a il m o n d o p e r dirigersi a un i m m a g i n a r i o mondo
d i e t r o il m o n d o . E ' ancqra il m e d e s i m o s g u a r d o panoramico
q u e l l o che dice t u t t o e che d i c e n i e n t e , incapace di guardare
l'esperienza e di a c c o g l i e r l a nel c o r a g g i o del p e n s i e r o . Chi
dice t u t t o h a già d e c i s o p e r il n i e n t e . "Anche L u c i f e r o viene
dal cielo".

Già q u e s t a analisi delle estasi t e m p o r a l i , resa possibi-


le dalla p r e v e n t i v a chiarificazione dell'esperienza, consente
allora di concludere che il t e m p o non è affatto l'esoerienza
o r i g i n a r i a , ma di e s s a è p i u t t o s t o la m i s u r a e l'immagine.
Contrariamente a q u a n t o pensa la t r a d i z i o n e , l'esperienza ori
ginaria non è tempo
( (né accade "nel" t e m p o ) , ma è distanza.
132

E' q u e s t a che e s p e r i s c e il b a m b i n o infante (che del tempo non


sa n u l l a , non p u ò s a p e r n u l l a e non h a m o t i v o di s a p e r n u l -
l a ) , quando egli esperisce la p r e s e n z a e i'assenza, la v i c i -
nanza e la l o n t a n a n z a delle figure g e n l t o r i a l i . Egli non p u ò
a t t e n d e r e , nel t e m p o , il r i t o r n o del s o r r i s o e degli altri se
qni d e l l a m a m m a che egli h a ; p e r lui c'è s o l o il precipizio
della c a t a s t r o f e tra s i m b o l o e s e g n o , tra luce e t e n e b r e , tra
p r e s e n z a v i v e n t e e niente d e f i n i t i v o . Il b a m b i n o n o n h a tem-
p o , n o n è tempo e non c'è tempo nelle c o s t i t u t i v e stanze del-
le sue i s t a n z e e d i s t a n z e . P e r lui l'ess'er qui come s e g n o di
un a l t r o v e non si t e m p o r a l i z z a e non h a m o t i v o di temporaliz-
z a r s i ; gli m a n c a n o 1 p r e s u p p o s t i p e r t u t t o ciò, e anzitutto
la p a r o l a e la v o c e a r t i c o l a t a , e il s a p e r e p u b b l i c o che vi
si i m p i a n t a . E n e p p u r e d o b b i a m o dire che egli è nel tempo ma
non sa di e s s e r v i , p e r c h è q u e s t o s u p p o s t o tempo u n i v e r s a l e 03
g e t t i v o che il s a p e r e si figura ficcandoci dentro bambini, ca
ni, piramidi, boschi, montagne e c o s t e l l a z i o n i , è una costru-
zione p u b b l i c a di q u e s t o s a p e r e , e non un o g g e t t o d'esperien-
za, e n e m m e n o u n a condizione dell'esperienza. E' questo sape-
re che fa il t e m p o , che lo fa n a s c e r e , facendogli prendere
s t a n z a nella d i s t a n z a , in o u a n t o s a p e r e non o r i g i n a r i o e d e -
s p e r i r e n o n p r i m o r d i a l e . Il f a t t o che il b a m b i n o infante non
abbia q u e s t o sapere non dice di una s u a i n g e n u i t à nei confron
ti d e l l ' e s p e r i e n z a , m a , q u a s i al c o n t r a r i o , di una s u a genui-
n i t à , di una m a g g i o r e a d e r e n z a e v i c i n a n z a al f u l c r o dell'e-
sperienza, che resta p e r a l t r o i m p r e s s o anche negli adulti e
in t u t t i i loro p u b b l i c i e p r i v a t i s a p e r i . Noi p o s s i a m o fare
ciò che l'infante non può fare: possiamo nominare l'oggetto
(per e s . "la m a m m a " ) e t e n e r l o davanti a noi i n s e n s o p u b b l i -
co, facendo altresì la f o n d a m e n t a l e e s p e r i e n z a del carattere
e v o c a t i v o d e l l a p a r o l a che 11 b a m b i n o non p u ò f a r e . P e r il
bambino, che vede s c o m p a r i r e nel n i e n t e la m a m m a perchè dal
t i n e l l o è a n d a t a in cucina, La c a t a s t r o f e n u l l i f i c a n t e che e -
gli a l l o r a e s p e r i s c e non è a f f a t t o i n g e n u a o s u p e r f i c i a l e ; è
invece un'esperienza la cui verità r e s t a al fondo delle espe-
rienze di t u t t i . Noi p o s s i a m o n o m i n a r e "la m a m m a " , m a q u e s t o
133

oggetto pubblico è essenzialmente n u l l a , e l'unica reale mam-


m a che abbiamo è in quei segni di m a m m a che v a n n o dal t i n e l -
lo alla cucina, e che stanno qui oppure lì, s e c o n d o distanze
originarie che le n o s t r e parole p o s s o n o a v v i c i n a r e , tenere a
b a d a , o r d i n a r e , p r o p r i o al fine di rassicurare l a vita di tut
ti noi, m a che n o n p o s s o n o mai colmare e sostituire.
A l t r a c i r c o s t a n z a sulla q u a l e è o r a p e r noi fruttuoso ri
flettere è la p i ù volte n o t a t a .tendenza i r r e s i s t i b i l e del tem
po a m a s c h e r a r s i e a tradursi i n immagini e figure spaziali.
Il tempo, si dice, è altro d a l l o s p a z i o , gli è essenzialmen-
te d i f f e r e n t e , e t u t t a v i a , o g n i volta che cerco di figurarmi
il tempo o q u a l c o s a di t e m p o r a l e , vlen fuori lo s p a z i o . P e r -
chè? p e r c h è p r o p r i o lo s p a z i o ? non si s a . M a noi p o t r e m m o os-
servare, esprimendoci molto sinteticamente e s e n z a porre alcu
na questione g e n u i n a m e n t e p e n s a n t e s u l l o spazio (il che r i -
c h i e d e r e b b e q u a n t o m e n o una r i c e r c a s p e c i f i c a ) , che lo s p a -
zio, a parte obieoti, è più c o n g r u o d e l tempo con la d i s t a n -
za. I segni di m a m m a che l'infante e s p e r i s c e e che vede acca-
dere in una d i s t a n z a di n u l l a (nulla di mamma p e r c h è essa è
q u e l t u t t o di s o r r i s o che c'è) e poi p r e c i p i t a r e i n un abisso
di n i e n t e , sono s e g n i di luoghi e non di tempii la mamma c'è
o non c'è, in una distanza di e m o z i o n i d e t e r m i n a t e . Il fatto
che e s s a p o s s a r i t o r n a r e tra due minuti o tra due ore è u n a
nozione che la d i s t a n z a d e l l ' e s p e r i e n z a non può immediatamen-
te f o r n i r e . I segni della p r e s e n z a s o n o p e r c i ò assai prima
"spaziali" (sebbene q u e s t a p a r o l a v a d a q u i i n t e s a m o l t o alla
g r o s s a e come m e r a i n d i c a z i o n e generica) che n o n temporali.
Per questi ultimi si esige u n a c o s t r u z i o n e ulteriore che è
ciò che alla fine d o v r e m o esibire nella nostra ricerca. E '
n e l l o s p a z i o e non nel tempo che si c o s t i t u i s c o n o dapprima
tutte le o g g e t t i v i t à tramite i segni, o e r esempio tramite i
segni e le e m o z i o n i del tatto e della v i s t a , come esaminammo
in a l t r o c o r s o di lezioni•

Se però g u a r d i a m o la c o s a , p e r d i r c o s ì , a parte Bubieo_


ti, il tempo m a n t i e n e una s u a p e c u l i a r i t à d i s t i n t i v a che è
q u e l l a che da s e m p r e 1 filosofi h a n n o i n t u i t o e i n v a r i o modo
134

t e m a t i z z a t o . Se i n f a t t i noi g u a r d i a m o ciò che accade nella di


s t a n z a , tenendoci di fronte il n o s t r o s p e c c h i e t t o , ciò che ac
cade a p p u n t o a parte subieoti, un e l e m e n t o non p u ò non colpir
c i . T r a i due p u n t i di n u l l a che o r l a n o la d i s t a n z a dell'espe
rienza, n u l l a d e l l a p r o v e n i e n z a e n u l l a della destinazione,
noi a b b i a m o chiesto di t r a c c i a r e idealmente una linea ad arco
tratteggiata che li c o n g i u n g a , allo s c o p o di rilevarne l'iden
tità (nella d i f f e r e n z a ) . O r a , la d i s t a n z a tra questi due p u n -
ti (tra q u e s t i due n u l l a ) n e s s u n o s p a z i o e n e s s u n " c h e " di
s p a z i a l e me la p u ò .dare o r a f f i g u r a r e . E ' p e r q u e s t o che noi
ci s i a m o astenuti dal t r a c c i a r e la linea arcuata e tratteggia
ta, a c c o n t e n t a n d o c i di invitare l'immaginazione a darsela:
tracciarla sarebbe stato doppiamente ingannevole, rispetto al
la formula che è g i à , come ogni formula, i n g a n n e v o l e in se
s t e s s a . Q u e l l a d i s t a n z a è i r r a f f i g u r a b i l e , ed è tuttavia la
d i s t a n z a e s s e n z i a l e in cui ogni figura si d à . Essa è la s t e s -
sa d i s t a n z a o s c i l l a n t e e in b i l i c o in cui s t a , indecidibile,
il p r e s e n t e , i n q u a n t o s e g n o di una p r o v e n i e n z a che è già de-
s t i n a z i o n e e di u n a d e s t i n a z i o n e che è già p r o v e n u t a . Lì si
incontra il s e n s o d e l l ' e s s e r dopo come aver già a v e n d o da, i

quali non tempo come p r i m e notazio-


ni non spaziali della s u c c e s s i o n e ; n o t a z i o n i òhe p o t e v a m o sup_
porre contenere un q u a l c h e s e n t o r e temporale,
Q u e s t o non s i g n i f i c a p e r ò che la non r a f f i g u r a b i l i t à spa
ziale qui rilevata debba s e n z ' a l t r o v e n i r m e s s a sul c o n t o del
tempo. D o b b i a m o farcì attenti e s o t t i l i , o r a che s i a m o infine
pervenuti nel p u n t o d e c i s i v o e c o n c l u s i v o della n o s t r a
1 ricer-
c a . L a d i s t a n z a di cui p a r l i a m o è l r r a f f i g u r a b i l e così come,
p e r u s a r e un e s e m p i o già u t i l i z z a t o in p r e c e d e n z a , è i r r a f f ì -
gurabile la trama s e n z a la f i g u r a o la figura senza la trama.
O p p u r e , usando un a l t r o ricorrente e s e m p i o , è irraffigurabile
come lo è l'emozione di b e l l e z z a che ci dà l'amica o l'amico
improvvisamente r i t r o v a t o : noi m e t t i a m o sul c o n t o dei fatti
" o g g e t t i v i " q u e l l a b e l l e z z a : m a S il n o s t r o "soggettivo" esse
re attratti v e r s o di essa e in a s p e t t a t i v a futura che ce la
fa r i l e v a r e . P r o p r i o come G o r g i a cercò di s c u s a r e Elena: che
135

colpa aveva e che p o t e v a farci se A l e s s a n d r o era c o s ì bello?


M a M e n e l a o non la p e n s a v a in q u e s t o m o d o , o, come si dice,
non v e d e v a le cose con lo s t e s s o o c c h i o ; p e r lui la b e l l e z z a
di A l e s s a n d r o non e r a così " o g g e t t i v a " che tutte le donne gre
che d o v e s s e r o corrergli dietro {ed esse infatti non lo f a c e v a
n o ) . O r a , come si p u ò r a f f i g u r a r e il s e n s o e l ' i n c a n t o di un
o g g e t t o in q u a n t o e s s o è nel c o n t e m p o d e t e r m i n a t o dalla e m o -
zione che ci dirige a esso n e l f u t u r o , i n un d e s i d e r i o di cor
rispondergli che ci muove ad a s s u m e r l o appunto come "oggetti-
v a m e n t e " b e l l o ? S i a m o qui in u n ' o s c i l l a z i o n e p e r e n n e e istan-
tanea p e r la quale ogni già ("oggettivo") è un d a ("soggetti--
v o " ) , e v i c e v e r s a . Chi p o t r e b b e ritrarre le s e m b i a n z e della
p e r s o n a amata in q u a n t o "amata" (il che v u o l dire "avendo da"
amarla, come e m o z i o n e nella cui figura e s s a si dà)?
Q u e l l o che a l l o r a si r i v e l a come p r o p r i o di q u e s t a d i -
stanza specialmente irraffigurabile di cui stiamo parlando
non è a f f a t t o il t e m p o , con le sue e s t a s i p u b b l i c h e e oggetti
v e . Come p u ò il tempo m i s u r a r e la stessità della provenienza
e della d e s t i n a z i o n e (il che p e r lui v u o l dire d e l p a s s a t o e
del futuro) se il s u o m i s u r a r e è proprio questo distinguere e
t e n e r s e p a r a t o ? N o n è il tempo che può d a r c i la d i f f e r e n z a
nell'identità del due nulla, s e b b e n e n e s s u n tempo potrebbe
mai e m e r g e r e senza q u e s t a d i f f e r e n t e i d e n t i t à (senza l'oscil-
lare e il tradursi i s t a n t a n e o , l'uno n e l l ' a l t r o , d e l l a p r o v e -
nienza e.della destinazione). Questa oscillazione appartiene
p i u t t o s t o al ritmo, il quale è a sua v o l t a irraffigurabile
n e l l o s p a z i o . E ' v e r o che l ' a r c h i t e t t u r a p u ò in c e r t o m o d o si_
mulare il ritmo, come in una s u c c e s s i o n e di archi "che canta-
n o " in un chiostro; m a può a p p u n t o s o l t a n t o s i m u l a r l o . P r o -
priamente il ritmo è i s c r i t t o nelle e s p e r i e n z e fondamentali
della voce e della p a r o l a , come tra b r e v e vedremo.
1
. E il ritmo d u n q u e , c h e , p r i m a del tempo e d e l l o spazio,
misura la d i s t a n z a . E anche 11 tempo p e r a l t r o ci h a a che far
re, poiché un tempo s e n z a fasi non s a r e b b e a sua v o l t a immagi
n a b i l e . E ' perchè il sole r i p r o d u c e di c o n t i n u o le sue fasi
(giorno, anno) che e s s o può e s s e r e ' a s s u n t o come u n e f f i c a c e a
136

nalogon del t e m p o . Se il s o l e p r e n d e s s e a puntare indefinita­


mente e in linea retta v e r s o 11 C e n t a u r o , b u o n a n o t t e (in tut­
ti i s e n s i / . E ' il ritmo, c o m e si e r a già i n t u i t o in un p u n t o
del n o s t r o p r e c e d e n t e c a m m i n o , la chiave p e r p e n e t r a r e la con
nesslone t r a l'esperienza e il tempo.
\
12, IL RITMO E LA TEMPOGRAFIA

Il ritmo h a la s u a c e l l u l a g e r m i n a t i v a nei d u e momenti


costitutivi della fase; a r s i - t e s i , b a t t e r e - l e v a r e . Binarìeta
originaria.-In quanto chiave d e l l a d i s t a n z a , il r i t m o pone
in relazione i due n u l l a d e l l ' e s p e r i e n z a (provenienza-desti-
n a z i o n e ) : e s s i , p e r così d i r e , si s c i o l g o n o nel r i t m o . E*
nel ritmo che i due si d i s t a n z i a n o in i m m a g i n e : c'è una p r o -
v e n i e n z a che si e s p e l l e n e l l ' " a l t r o " . R i t m o dei r i t m i , p o -
tremmo d i r e , è a l l o r a il r e s p i r o , che dai più a n t i c h i tempi
viene non a caso assunto come analogon della vita, dell'ani-
mus o dell'anima, donde, secondo le c o s m o g o n i e arcaiche, lo
stesso universo sarebbe n a t o . Il ritmo del r e s p i r o sarebbe
così l'evento unico e " m o n o d i c o " che s c a n d i s c e la distesa
della v i t a , nel s u o c o n t i n u o i n t e r p r e t a r s i p e r immagini tem-
p o r a l i . Il ritmo in s é , come e v e n t o s e m p r e accaduto e sempre
da a c c a d e r e , sempre in b i l i c o n e l l a riproduzione del ritorno
che sempre di nuovo si ridestina, è q u e l l ' e v e n t o s e m p l i c e , e
anzi s e m p l i c i s s i m o , che s e m p l i c e m e n t e d i c e che noi s i a m o v i -
v i , cioè che siamo n a t i , avendo da d e s t i n a r e la n o s t r a nasci
ta, e che ancora non s i a m o m o r t i . Che s i a m o vivi v u o l dire:
s i a m o a distanza (dal m e d e s i m o n e l l a f i g u r a dell'altro)- tra
la n a s c i t a e la m o r t e : e v e n t o che orla o g n i n o s t r a esperien-
za e che è tutta la n o s t r a esperienza" n e l s u o b ì l i c o in s é ,
nella presenza incancellabile (sinché s l a m vivi) d e l l a sua
c e l l u l a g e r m i n a l e . Ne consegue che il t e m p o è il s e g n o , o
1'analogon, che g i o c a nello s p a z i o del r e s p i r o : il tempo m i -
s u r a il respiro, g i o c a n d o nel s u o b i l i c o sino a l l ' u l t i m o r e -
spiro. L'intramarsi dell'evento (unico o m o n o d i c o ) in "ogni"
138

evento (polifonico) è la r i p e t i z i o n e 'o 11 o e r i o d i z z a r s i ) del


La fase, cioè del m e d e s i m o nel s e g n o d e l l ' a l t r o . M a già que-
sto d i r e (11 ripetersi d e l l ' u n i c o n e l l ' " o g n i " e c c . ) è un dire
p a r l a n d o nel s e g n o , s e c o n d o la p r o s p e t t i v a d e l l ' o c c h i o inter-
p r e t a t i v o - p u b b l i c o . Si h a tempo dunque nella circolarità rit-
m i c a della p r o v e n i e n z a e del d e s t i n o . Si ha tempo (bisogna ri
b a d i r e ) ma non si è tempo - nella v i t a si h a tempo, m a n o n si
è t e m p o : q u e s t o è il p u n t o del d i v o r z i o e d e l l ' a b b a n d o n o del
p e n s i e r o nei confronti della m e t a f i s i c a e della sua s t r a t e -
gia p s i c o - s t o r i c a .
C 1 5 che si è d e t t o in q u e s t o e s o r d i o non è che un'antica
pazione complessiva del s e n s o del cammino che o r a ci attende.
Dobbiamo però riprendere il p u n t o e s s e n z i a l e e procedere fi-
nalmente a c a p o f i t t o in e s s o , senza a t t a r d a r c i in considera-
zioni l a t e r a l i , sino a t o c c a r e il f o n d o del n o s t r o discorso.
E 11 p u n t o e s s e n z i a l e è n a t u r a l m e n t e q u e s t o : si h a t e m p o , ma
come'si. h a tempo? D o b b i a m o v e d e r l a d a v i c i n o q u e s t a genesi
della misura della distanza.
P r i m a m i s u r a d e l l a d i s t a n z a , a b b i a m o d e t t o , S il ritmo,
e il ritmo a s u a v o l t a n o n c'è se n o n in q u a n t o , nella sua
c e l l u l a o r i g i n a r i a , si c o n f i g u r i come f a s e . L a più semplice
delle fasi che noi p o s s i a m o i m m a g i n a r e o e s p e r i r e è la fase
b i n a r i a , che p o t r e m m o indicare con la formula 1 + 1. Questo
" s c r i v e r e " la fase non è a f f a t t o i n n o c e n t e e i n n o c u o , come ve
d r e m o p i ù a v a n t i . In q u e s t o " s c r i v e r e " già tutto è stato dato
p e r r i s o l t o , m a in verità n i e n t e è s t a t o p e n s a t o : il p r o b l e m a
essenziale cui d e v e c o r r i s p o n d e r e il p e n s i e r o è s t a t o proprio
e l u s o e r i c o p e r t o d a l l a ovvietà della esibizione grafica (che
è nel contempo l'origine e il f o n d a m e n t o di ogni analizzare e
d i m o s t r a r e s c i e n t i f i c o : p e r c i ò si dice g i u s t a m e n t e che la
J scienza "non p e n s a " ; e s s a p r o p r i a m e n t e "scrive" e perciò non
;
può e n e p p u r d e v e , se h a d a restare s c i e n z a , p e n s a r e ) . M a noi
a s s u m i a m o qui la f o r m u l a p e r p e n s a r e , non g r a z i e o tramite es
sa, m a in e s s a , a d d e n t r a n d o c i nella s u a p u r a costituzione.
Dunque: 1 + 1 . P e r e s e m p i o il r e s p i r o (inspirare/espirare),
oppure anche il b a t t i t o del c u o r e : e s e m p l o già utilizzato e
139

forse p i ù o p p o r t u n o p e r la s u a semplice n e u t r a l i t à : toc/toc.


D o b b i a m o ora pensare la semplicità di q u e s t a fase, e non assu
m e r l a sul p i a n o d e l l a ingenuità e m p i r i c a . Se i n f a t t i ci a r r e -
s t i a m o alla ovvietà dell'1 + 1 ( t o c / t o c ) , già noi abbiamo a s -
sunto implicitamente il t e m p o : 1 "e p o i " 1, toc "e p o i " t o c .
Il tempo è già e n t r a t o in g i o c o , s e c o n d o le ovvietà paradossa
li e i n c o m p r e n s i b i l i del s e n s o comune. Che s i g n i f i c a infatti
"e poi"? Come p o s s i a m o dire q u e s t o "e p o i " ? e che cosa p r ò - .
p r i a m e n t e dice q u e s t o dire? Il s e n s o c o m u n e (e t u t t a la s c i e n
za in g e n e r a l e ) n o n lo sa, e se cerca di dirlo si ingarbuglia.
T u t t ' a l p i O si p r o v a a s c r i v e r l o , non a c c o r g e n d o s i poi di s a -
pere e s a t t a m e n t e ciò che h a s c r i t t o e p e r c h è ha s c r i t t o . M a
ohe h a s c r ì t t o ?

P e r p a r t e n o s t r a invece d o m a n d i a m o : come p o s s i a m o avere


il p r i m o "1"? come p o s s i a m o avere il p r i m o "toc". O v v e r o :
q u a n d o e in che modo il p r i m o t o c S un toc? Un m o m e n t o s i n g o -
lo non ha ritmo e n o n è ritmo; inoltre e s s o non è u n a p r e s e n -
za e non p u ò stare n e l l ' e s p e r i e n z a . E n e p p u r e , come momento
singolo a s s o l u t o , p u ò d e t e r m i n a r e una r i s p o s t a . L ' u n i v e r s o è
t u t t o "toc", non c'è altro n e l m o n d o che "toc" e t u t t o il m o n
do è " t o c " . S e c o n d o un e s e m p l o di P e i r c e : non c'è altro n e l
m o n d o che il "rosso"; rosso, e s s e r e , m o n d o , io s o n o assoluta-
mente il m e d e s i m o . C i ò però equivale a dire che n o n c'è nien-
t e . N i e n t e è n e l l a p r e s e n z a , . n o n c'è p r e s e n z a , p e r c h è non c'è
d i s t a n z a , non c'è d i f f e r e n z a , n o n c'è t r a c c i a . Non o'è trac-
aia di nulla (frase che e s i g e un duplice senso del p e n s i e r o :
s u p e r f i c i a l m e n t e e s s a dice che n o n c'è n i e n t e ; m a p i ù p r o f o n -
damente i n d i c a che neppure il n u l l a a l l o r a è e n t r a t o in s c e n a
come d i s t a n z a e o r l o di ogni traccia; n o n c'è n i e n t e ; non c'è
la traccia del n u l l a : così p o t r e m m o riassumere i due sensi).

Se abbiamo d a v v e r o c o m p r e s o nel p e n s i e r o la s i t u a z i o n e
sopra d e s c r i t t a , s i a m o a l l o r a costretti ad ammettere questa
strana cosa: che è il s e c o n d o m o m e n t o che fa il p r i m o ; n e l l a
fase toc/toc è il s e c o n d o t o c che crea i l p r i m o t o c (o, in
1 + 1, è il s e c o n d o 1 che ottiene il p r i m o ) . In a l t r e p a r o -
le, è il s e c o n d o m o m e n t o della fase .che crea il r i t m o , p o i -
HO

che è solo n e l s e c o n d o m o m e n t o che si d e t e r m i n a la risposta


con la sua d i s t a n z a . Il p r i m o toc non è infatti che la totali
ta i n e s p l i c i t a del n i e n t e , che non h a r i t m o , non è in p r e s e n -
za, in a l c u n m o d o può e s s e r e e s p e r i t o . S t r a n o , m a in verità
solo a p p a r e n t e m e n t e strano. La stranezza d e r i v a dalla abltudi
ne di guardare le c o s e , p e r cosi d i r e , dal di f u o r i , con un
occhio pubblico che è già avvezzo agli orologi e alle sveglie
e ai loro t i c / t a c . Non dal di f u o r i , m a dal di d e n t r o , cosi
come la s p e r i m e n t i a m o , noi invece g u a r d i a m o ora la cosa e da
q u e s t o p u n t o di vista ciò che ci risulta non è s t r a n o affat-
t o . Se ci r i f e r i a m o al b a m b i n o n o n a n c o r a n a t o che percepisce
il b a t t i t o c a r d i a c o della m a d r e , nel s e c o n d o t o c della fase i
dealmente originaria egli^non percepisce un a l t r o c o l p o dopo
il p r i m o , p e r c h è il p r i m o n o n l'ha p e r c e p i t o . C o m e si p u ò per
cepire un p r i m o a s s o l u t o ? Il p r i m o , si p o t r e b b e dire, è un es
sere (= n i e n t e ) , non un avere (= d i s t a n z a ) , C o m e si e r a a s u o
t e m p o o s s e r v a t o , i l b a m b i n o è d a p p r i m a il b a t t i t o (cioè non
c'è c o m e b a m b i n o - p e r c i p i e n t e - i l - b a t t i t o ) . Egli p u ò a v e r e il
battito solo come provenienza distanziata-distanziantesi del-
la s u a s t e s s i t à . A l l o r a e g l i p e r c e p i s c e , è u n a p r e s e n z a perci^
p i e n t e . E ciò che p e r c e p i s c e non è o v v i a m e n t e un altro colpo,
m a un c o l p o come s e g n o e a n a l o g o n del suo o r o v e n i r e ; cioè co-
me un " e s s e r d o p o " . E ' a l l o r a che, n e l l a r i s p o s t a , si dà la
cellula germinale del r i t m o : il p r o v e n i r e a v e n d o da i n t e r p r e -
t a r e , CIÒ che a s u o tempo si e r a m o s t r a t o sul filo di una m e -
ra c o n s i d e r a z i o n e formale r e l a t i v a alla n a t u r a della s u c c e s -
sione, trova o r a una c o n f e r m a e un r i e m p i m e n t o sostanziali,
c'è s u c c e s s i o n e , si e r a d e t t o , u n i c a m e n t e p e r c h è b è d o p o a;
n i e n t ' a l t r o si p u ò vedere o avere in una s u c c e s s i o n e se non
il s e n s o d e l l ' e s s e r dopo. Questo vedere diviene ora concreto.
Se d a p p r i m a r i s u l t a v a s o l o che non e r a p o s s i b i l e p e n s a r e in
altro m o d o la s u c c e s s i o n e , o r a noi v e d i a m o -perchè ciò accade
e deve a c c a d e r e . Il s e c o n d o m o m e n t o della fase i n f a t t i (secon
do m o m e n t o che poi è tale q u a n d o m e t t i a m o la fase in formula,
avendo già di f a t t o s p e r i m e n t a t o l'aprirsi originario della
fase r i t m i c a ) , q u e s t o c o s i d d e t t o s e c o n d o m o m e n t o non è altro
141

che la p r e s e n z a , il m o m e n t o in cui il b a t t i t o dell'esempio


viene a v v e r t i t o , come p r o v e n i e n z a del s u o essere, decentrato
in avere. E così la p r e s e n z a non D U O avere che il s e n s o del
suaaedere, d e l l ' e s s e r d o p o : e s s a è q u e s t o senso, e q u e s t o sen
s o è t u t t o il s e n s o , q u e l s e n s o che p e r m a n e come a v e r da i n -
terpretare provenendo.

C o m e s a p p i a m o , 11 nodo d e l l ' e s p e r i e n z a è l'emozione: la


risposta che h a da c o r r i s p o n d e r e e che, come t a l e , si p r e s e n -
t a e a c c a d e . Ogni e m o z i o n e , o g n i r i s p o s t a , se le g u a r d i a m o be
n e , a c c a d o n o in un b i l i c o d o n d e si p r o d u c e la d i s t a n z a . Q u e -
sto b i l i c o c o n c e n t r a l'esplosione che p r o v i e n e e i n v i a . Che
p r o v i e n e s i g n i f i c a : o r a s i a m o i n p r e s e n z a di un s e n s o del r i -
t o r n o , di un r i c o n o s c e r e , cioè di un p a s s a t o , c h e , in q u a n t o
r i c o n o s c i u t o , è già reso f u t u r o . Q u e s t o futuro è i l b a t t i t o ,
il toc, o r a a v v e r t i t o come p r o v e n i r e e d e s s e r d o p o (e aver
g i à ) . E s s o è così un s e c o n d o i m p r o p r i o (poiché n o n c'è altro
percepire che lo p r e c e d a ) . In altri t e r m i n i , ciò che è p e r c e -
p i t o è un s e g n o , un analogon del p r i m o , mai p e r c e p i t o né p e r -
c e p i b i l e : s e g n o che è v i c a r i o di e che i n v i a a, s e m b i a n z a del
l'origine e del d e s t i n o (di ciò che si è d e s t i n a t i a percepi-
r e ) . L a risposta o r i g i n a r i a s t a nel b i l i c o di q u e s t a medietà
fra due t o c di cui il p r i m o è un f a n t a s m a (è n u l l a ) e il s e -
condo è ciò che h a il senso d e l l a p r o v e n i e n z a dal p r i m o , cioè
è s e g n o del p r i m o (segno di n u l l a ) . Q u e s t o senso di provenien-
za è a l l o r a , i m m e d i a t a m e n t e , l'attesa che si apre al ricono-
scimento futuro, cioè al r i t o r n o del p r i m o {al r i t o r n o della
fase dal s u o i n i z i o ) . La r i s p o s t a sta f r a ì due t o c dell'ini-
zio e della fine che non sono mai p e r c e p i t i né p r i m a né d o p o ,
m a che a c c a d o n o i n s i e m e come s e n s o e o r l o (di n u l l a ) della ri
sposta. La situazione non è che ai sia (chissà c o m e e per
chi) un p r i m o toc di cui non mi a c c o r g o , pòi (ma n o n si s a in
che s e n s o "poi") ce n'è un s e c o n d o di cui mi a c c o r g o e allora
io r i c o s t r u i s c o il p r i m o s u l l a b a s e del s e c o n d o , p e r c h è prima
e r o d i s t r a t t o , o p p u r e perchè il b a m b i n o e r a a n c o r a cosmicamen
te a d d o r m e n t a t o nel ventre d e l l a m a d r e (nel regno delle M a -
dri) .' N o n è affatto q u e s t o ciò che a c c a d e n e l l ' e s p e r i e n z a (e
--- t
142

che r e s t e r e b b e i n f a t t i i n s p i e g a b i l e e a s s u r d o , inattlngibile
a ogni p e r c o r s o " b i o l o g i c o " attraverso sinapsi e altri suppo
sti fatti cerebrali costruiti dall'occhio pubblico dello
s c i e n z i a t o s p e r i m e n t a t o r e ) . N e l l ' e s p e r i e n z a accade un unico
m o m e n t o , un u n i c o toc, o p e r dir m e g l i o un u n i c o a n a l o g o n , il
quale accadendo e proprio perchè accade, proviene e manda.
Non c'è s t a t o alcun reale toc p r i m a (reale "in sé")j n o n ce
ne sarà n e s s u n altro dopo - poiché il reale in sé è il n i e n -
te d e l l a n o n e s p e r i e n z a . Ciò che c'è s o n o s o l o 1 segni di q u e
sta esperienza f o n d a m e n t a l e , di q u e s t o accadere del n u l l a nel
s e g n o o come s e g n o . C'è la risposta (a n u l l a ) che invia (a
n u l l a ) e non c'è a l t r o che q u e s t o n e l l ' e s p e r i e n z a . Q u e l che
veramente accade è q u e l b i l i c o in cui 11 toc s t a come secondo
di un p r i m o (o non ci s a r e b b e a f f a t t o , non s a r e b b e avvertito
affatto, poiché è in virtù del suo s e n s o , cioè del suo e s s e r
s e g n o che h a già e che h a da, che' viene a v v e r t i t o ) e quindi
anche s t a come s e c o n d o di un terzo, o v v e r o di un a l t r o p r i m o
che riapre e ripete la f a s e .
I Q u e s t a , d e t t o tra p a r e n t e s i , è la condizione della semio

si i n f i n i t a di cui p a r l a v a P e i r c e , s e c o n d o la q u a l e non si può


i n t e r p r e t a r e se non avendo già i n t e r p r e t a t o . C o m e allora il
bambino (secondo un e s e m p i o d e l l o s t e s s o P e i r c e ) p o s s a p e r la
i
p r i m a v o l t a comprendere il s i g n i f i c a t o di una p a r o l a (il che
comporta che egli abbia giS i n t e r p r e t a t o altre p a r o l e ) divie-
ne un p a r a d o s s o e d un e n i g m a i n s o l u b i l e . P a r a d o s s o che, non a
caso, h a la s t e s s a n a t u r a dei p a r a d o s s i di Z e n o n e , nati dalla
verità p u b b l i c a d e l l ' e s s e r e di Parmenide che, paradossalmente
e s c i e n t e m e n t e , rimuove l'esperienza. Il fatto è che ogni rin
vio d e l l ' i n t e r p r e t a r e e del s e g n o h a d e n t r o di sé l'esperien-
za d e l l ' e v e n t o u n i c o e m o n o d i c o , cioè il s e n s o della p r o v e -
i n i e n z a e d e l l ' e s s e r dopo a v e n d o da. C i o è , p i ù b r e v e m e n t e e
p i ù e s a t t a m e n t e , ha dentro di sé il s e n s o , p o i c h é il s e n s o è
tutto q u i : nel p r o v e n i r e dallo stesso avendolo come oggetto,
nell'esser fatto di s o r r i s o p e r rispondere al s o r r i s o , n e l -
l'esser fatto di respiro p e r avere il r e s p i r o . Che la p r e -
senza è un s e g n o e che il s e g n o rimanda h a in sé la sua v e r i -
143

tà, e n o n in un a l t r o segno a l l ' i n f i n i t o . M a tale verità, che


Il s e g n o c'è e che 11 suo e s s e r c i è p r o p r i o , p e r n o i , l'origi.
narlo, s i g n i f i c a ! il s e g n o è analogon di n u l l a . O g n i rinvio
ad altro s e g n o non é che lo s t e s s o r i n v i o d e l l ' a n a l o g o n al
nulla. R i n v i o che p e r a l t r o non è " i n u t i l e " (tutto è vano, n u l
La vale la p e n a ) , m a che è a p p u n t o ciò che c'è e n o n può non
e s s e r c i , se ciò che c'è è un s e g n o , o v v e r o un r i n v i o . La g i o -
s t r a delle i n t e r p r e t a z i o n i h a il suo p e r n o nel n u l l a : è così
che e s s a p r o c e d e e p u ò procedere.; L'avere la m a d r e come analo
g o n , cioè attraverso i suoi s e g n i , è il p r o - c e d e r e del b a m b i -
no dalla e v e r s o la madre; ed egli non h a m o t i v o di non p r o c e
dere, poiché il suo s t e s s o s u s s i s t e r e come b a m b i n o è il p r o c e
dere e q u e s t o p r o c e d e r e , e n i e n t e a l t r o . Q u e s t o è il suo s e n -
s o e t u t t o il suo s e n s o di b a m b i n o , i n c a n t o e n o s t a l g i a della
m e m o r i a di ciò che non si può r i t r o v a r e , p e r v i v e r e . Solo c o -
me a d u l t o m e t a f i s i c o egli potrà (e i n v e r o p i ù a p a r o l e che
nei fatti, p i ù in e l o c u b r a z i o n i intellettualistico-culturali
o ideologiche che non nella p r a s s i d e l l a s u a v i t a ) lamentare
e disprezzare l'incanto e la n o s t a l g i a d e l l ' e s p e r i e n z a , abbas
s a n d o il s e g n o a m e r o s e g n o e 1'analogon a una f i n z i o n e di
una s u p p o s t a realtà in s é . Realtà che e g l i , ora sì con fare
d a bambino,, p r e t e n d e ed esige (o q u a n t o m e n o l a m e n t a di n o n a
vere, ravvisandone i l m o t i v o n e l l a finitudine e c o l p a inespia
b i l e di q u e s t a i m p e r f e t t a e a m m o r b a t a v a l l e di lacrime; tale
realtà in s é , e s s e n d o v i v i , è infatti i n e s i g i b i l e ) ; come un
ingenuo bambino, che le p a r o l e h a n n o già deviato d a l senso ori
ginario d e l l ' e s p e r i r e , egli d i m e n t i c a che l'incanto dell'espe-
r i e n z a s t a nella d i s t a n z a e n e l l ' o r l o d e l suo n u l l a , e p r e t e n -
de invece che q u e l l ' i n c a n t o v e n g a t r a d o t t o in un valore in sé
concreto, come se il valore di u n ' e m o z i o n e si p o t e s s e calcola-
re in oro e m o n e t a s o n a n t e . E come se 11 c o n c r e t o n o n fosse
appunto q u e l rinviare d e t e r m i n a t o d e l l ' e m o z i o n e n e l suo n u l l a .

Nella medietà del b i l i c o , in cui accade l'esperienza con


la sua c o s t i t u t i v a d i s t a n z a , noi v e d i a m o anche, nella sua gene
si c o n c r e t a , q u e l l ' a l t r o e s s e n z i a l e r i s u l t a t o d e l l e nostre ri-
flessioni che d i c e v a : il p a s s a t o è un e f f e t t o del futuro; ogni
aver da di si dà il s u o p r o v e n i r e (il s u o aver già). 0 anche:
144

c'è un p a s s a t o p e r c h è c'è q u a l c o s a d a _ f a r e . Il p a s s a t o o r a si
m o s t r a i n f a t t i come l'effetto di q u e l l a e s p l o s i o n e dell'analo
gon e del s e g n o che p u ò accadere s o l o i n q u a n t o s e n s o di p r o -
venienza, riconoscimento che si apre, ritorno del m e d e s i m o .
M a tale e s p l o s i o n e è propriamente l ' e - m o z i o n e , il m o t o di r i -
s p o s t a Che i n - t e n d e , che h a da corrispondere rispondendo, li"
s e g n o h a il s e n s o della p r o v e n i e n z a in q u a n t o e solo in q u a n -
t o i n v i a , p o n e in traccia del f u t u r o . E' in s e m b i a n z a di s e -
gno che si da il p a s s a t o (a q u e s t o risultato eravamo solleci-
tamente pervenuti con le n o s t r e a n a l i s i ) ; ma il s e g n o è tale
p e r c h è e s i g e di essere i n t e r p r e t a t o , cioè in q u a n t o diviene
o g g e t t o del rispondere che i n - t e n d e e che pone la corrispon-
denza n e l d e s t i n o futuro d e l l ' e m o z i o n e . E ' in q u a n t o deve rag_
g i u n g e r l a che il b a m b i n o h a la madre nel s e g n o del f u t u r o . M a
non avrebbe futuro senza il s e n s o di u n a p r o v e n i e n z a infinita
m e n t e r i t r o v a t a o da r i t r o v a r e ; e d'altra parte il s e n s o di
questa provenienza si d e t e r m i n a volta a volta a s e c o n d a di co
me il s e g n o invia al f u t u r o . N e l l ' i r a il b a m b i n o ritrova (nel
futuro) la m a m m a cattiva del p a s s a t o che l'ha abbandonato;
nell'amore ritrova la m a m m a b u o n a che h a n u t r i t o e p r o t e t t o .
Ltemozione scandisce le sue fasi e n t r o le q u a l i si snodano
quelli che noi c h i a m i a m o gli e v e n t i , la loro p o l i f o n i a di d i -
stanze che giocano (interpretando) n e l l ' u n i c a d i s t a n z a della
v i t a . Nella s c h e m a t i c i t à del n o s t r o s p e c c h i e t t o noi possiamo
s c r i v e r e : 1+1; 1+1; 1+1 e c c . A b b i a m o così le fasi che si s n o -
dano n e l l ' i n t e r p r e t a z i o n e in s e m b i a n z a di analogon e di s e -
g n o ; m a d'altra p a r t e , ciò che accade è sempre il m e d e s i m o :
il p r o v e n i r e d e l l o s t e s s o che si dirige v e r s o l'altro, che è
poi l'altro d e l l o s t e s s o , la sembianza d ' a l t r o del m e d e s i m o ,
o, in una p a r o l a , il s e g n o .

Ne d e r i v a che le estasi del tempo, p a s s a t o , p r e s e n t e e


futuro, queste misure del n u l l a , non sono che funzioni dei
ritmo. E' l'accadimento ritmico o r i g i n a r i o che si dà questi
tre indici o v e t t o r i , I q u a l i sono n e c e s s a r i a m e n t e iscritti
n e l l a semplice p o s s i b i l i t à della s u a fase e della sua replica
bllità i n f i n i t a . A c c a d i m e n t o ritmico che, nel suo c u o r e , non
145

è altro che l ' a c c a d i m e n t o della r i s p o s t a . E ' la r i s p o s t a che


è provenienza/destinazione, e quindi e s p l o s i o n e vettoriale
della t r a s p a r e n z a dei due n u l l a nel cui s p a z i o o d i s t a n z a <im
percettibile) la risposta s t e s s a a c c a d e . L a r i s p o s t a origina-
rla è lo s t e s s o aprirsi della fase r i t m i c a , a r s i / t e s i , i n s p i -
razione/espirazione, è lo s t e s s o rispondere alla stessità del
mondo, che aspiro, in s e m b i a n z a d'altro, che e s p i r o . E ' la ri^
s p o s t a che sta nel b i l i c o , in b i l i c o , che a d d i r i t t u r a è un bl
lieo: b i l i c o che si divide e si r i p a r t i s c e , s e g n a n d o la d i f f e
renza dei due nulla dalla cui unità e s t e s s i t à e s s a è sorta
come analogon e s e g n o . L a r i s p o s t a (e c o s i l'intera esperien-
za v i v e n t e ) non è che q u e s t o s p e c i f i c a r s i b i n a r i o , q u e s t o nes
s o in t r a s p a r e n z a , p o i c h é non c'è altro d a q u e s t o n e s s o . N o n
c'è un " p u n t o " o un "istante" del p r e s e n t e : q u e s t e sono imma-
ginazioni fantasiose e i m p r o p r i e , che p i a c c i o n o s o l o a coloro
che amano p e n s a r e a b u o n m e r c a t o , senza s a p e r b e n e che cosa
s t a n n o d i c e n d o , e che s p a c c i a n o l'assenza di p e n s i e r o e l'o-
scurità p a s t i c c i o n a p e r p r o f o n d i t à e p e r turgidi simbolismi
immaginari. Il p r e s e n t e non è un p u n t o (un p u n t o "istanta-
neo") e n e m m e n o " è " : p e r q u e s t o lo a b b i a m o visto immancabil-
m e n t e i n v a s o , dal p a s s a t o e dal futuro, nelle n o s t r e analisi.
Esso è l ' i n d i s s o l u b i l e stessità del n u l l a che si discioglie,
n e l l a fase r i t m i c a , come nulla di p r o v e n i e n z a e di destino.
In c o n c l u s i o n e , è p r o p r i o il ritmo la m i s u r a o r i g i n a r i a della
d i s t a n z a ; e d è in e s s o e s u di e s s o che si
t impianta il t e m p o .
M a some vi si •Impianta?

Ciò che ora è n e c e s s a r i o mostrare è la genesi del tempo,


del tempo p u b b l i c o , dal r i t m o . L a q u e s t i o n e è t a l e d a esigere
una s t r a o r d i n a r i a e c o m p l e s s a m o l e di a n a l i s i ; ma noi ci at-
terremo qui agli e l e m e n t i t e o r i c i e s s e n z i a l i , cioè alla g e n e -
ralità delle pure s t r u t t u r e f o n d a m e n t a l i . E l'essenziale del-
l'impiantarsi del t e m p o sul ritmo si p o t r e b b e e s p r i m e r e così:
e s s o è 11 p e r i o d i z z a r s l a r i t m e t i c o del r i t m o , come numerazio-
ne i m p r o p r i a delle fasi nel p e r i o d o . L ' e s p l i c a z i o n e di q u e s t a
formula, a prima vista così o s t i c a , è t u t t a c o n c e n t r a t a nella
comprensione del s e n s o d e l l ' e s s e r dopo; s e n s o per il q u a l e ,
146

d e t t o alla b u o n a , p u n t o di p a r t e n z a non S l'uno, ma il due


(la s a c r a d i a d e , a v r e b b e r o d e t t o gli antichi p i t a g o r i c i , imma
gine che forse c o n t e n e v a più verità e m e n o " i n g e n u i t à " di
q u a n t o noi non s i a m o oggi in grado di c o m p r e n d e r e ) . M a p u n t o
di p a r t e n z a come? Qui d o b b i a m o intendere bene.
S a p p i a m o già che il 2 da cui p a r t i a m o è un 2 impro-
p r i o . E s s o è un b i l i c o v e t t o r i a l e che rinvia a un 1 (a s u a
volta i m p r o p r i o ) s i a nel s e n s o della p r o v e n i e n z a sia in q u e l -
lo d e l l a d e s t i n a z i o n e . Il 2 è i m p r o p r i o p e r c h è l'1, p e r cosi
d i r e , non c'è s t a t o , e l'1 è i m p r o p r i o p e r lo s t e s s o m o t i v o .
Potremmo allora scrivere così: (1) 1/2 (1/3). Il 2 accade i n sem-
b i a n z a di un 1 mai s t a t o , cioè come s u a p r o v e n i e n z a e r i p e t i -
z i o n e . M a che a c c a d a così è a p p u n t o la s u a r i s p o s t a interpre-
t a n t e , cioè il r i c o n o s c e r l o come o g g e t t o n e l m o m e n t o 1/3. Q u e
s t o m o m e n t o è il ritorno dell'1 (mai s t a t o ) in s e m b i a n z a di a
nalogon o segno. Abbiamo così 1 due m o m e n t i d e l l a f a s e : l'ar-
si (1/2) e la test ( 1 / 3 ) , cui c o r r i s p o n d o n o l'Inspirazione e
l ' e s p i r a z i o n e . Il n u l l a dell'1 si è d i s c i o l t o nei due vettori
d e l l a p r o v e n i e n z a e della d e s t i n a z i o n e che d e l i m i t a n o la fa-
s e . Q u e s t a h a in se s t e s s a il p r i n c i p i o , e la n e c e s s i t à , del-
la r i p e t i z i o n e , p o i c h é 11 m e d e s i m o che r i t o r n a (1/3) è p r o -
priamente un s e g n o ; il m e d e s i m o i n s p i r a t o a d i s t a n z a è e s p u l -
s o e così t e n u t o n u o v a m e n t e a d i s t a n z a , s i c c h é e s s o è la d i -
s t a n z a che n o n p u ò che e s s e r e i n s p i r a t a di n u o v o , e di nuovo
e s p i r a t a , nel replicarsi del g i o c o della c o r r i s p o n d e n z a che p u ò
i s t i t u i r s i e m a n t e n e r s i s o l o come r i s p o s t a , cioè come distan-
za e s e m b i a n z a . L'1/3 è c o s ì una n u o v a t e s i : (1/3) 1 / 4 (1/5)
ecc. Ciò i n d i c a s e m p l i c e m e n t e il r e p l i c a r s i d e l l e f a s i , la lo
ro s c a n s i o n e r i t m i c a della d i s t a n z a , il loro farsi periodo.

Non d o b b i a m o però farci i n g a n n a r e dalla n o s t r a stessa


s c r i t t u r a e dai numeri p r o g r e s s i v i che c o m p a i o n o in e s s a . E '
indubbiamente su questa base che p r o c e d e la n u m e r a z i o n e pro-
pria, 1'aritmetizzazione della distanza (ciò che già Aristote
le a m o d o suo i n t u i v a , q u a n d o p a r l a v a del tempo come numero
del m o v i m e n t o ) ; m a n e l l a e s p e r i e n z a o r i g i n a r i a , là dove ogni
s c r i t t u r a e ogni far di c o n t o sono Lontani, noi dobbiamo piut
147

t o s t o vedere una divisione ancora generica, un c o n t r o l l o som-


m a r i o d e l l a d i s t a n z a . C i ò a t t r a v e r s o il riconoscimento della
cellula ritmica originarla: arsi-tesi, sistole-diastole, in-
spirazione-espirazione {in cui, come s a p p i a m o , ogni elemento
riveste il s e n s o d e l l ' e s s e r d o p o : non c'è levare se n o n in
g u a n t o h a il s e n s o d e l l ' e s s e r d o p o - e c o s i i n s i e m e prepara-
re - il b a t t e r e ; non c'è b a t t e r e se non in q u a n t o h a il s e n s o
d e l l ' e s s e r dopo il l e v a r e , e così v i a ) . In q u e s t o m o d o si m e t
te in cammino la p e r i o d i z z a z i o n e delle f a s i . Il b a m b i n o comin
eia a tenere insieme le fasi d e l b a t t i t o c a r d i a c o materno.
Con un a l t r o e s e m p l o p o t r e m m o d i r e : in q u e s t o m o d o la mamma
gatta tiene d a p r e s s o i g a t t i n i . Essa "non sa" che s o n o 7, n é
è in g r a d o di p o t e r l o s a p e r e . D i f f i c i l m e n t e darà a vedere di
accorgersi che gliene è stato s o t t r a t t o u n o ; forse n o n r e a g i -
rà n e p p u r e se le sarà s o t t r a t t o un s e c o n d o ; m a allo sparire
del t e r z o si p o r r à , m i a g o l a n d o e c h i a m a n d o , alla s u a ricerca.
Questa natura dell'aritmetizzazione i m p r o p r i a è del r e s t o un
carattere generale della p r e s e n z a , cioè d e l l ' e s p e r i e n z a . N e l -
l'esperienza vi è un o r l o di p r e s e n z a che numera impropriamen
te le f a s i , che dice "vari giorni fa", i n t e n d e n d o p i ù di set-
te e m e n o di q u i n d i c i (e che p u ò facilmente cadere n e g l i abba
gli d e l l ' " e m o z i o n e " , la cui vivacità avvicina inavvertitamen-
te il p a s s a t o e la cui i n d i f f e r e n z a lo a l l o n t a n a , p o i c h é l'u-
n a cosa e l'altra d i p e n d o n o , c o m e ormai a b b i a m o c a p i t o , dal
grado d e l l ' a t t e s a ) . L a mente u m a n a , h a o s s e r v a t o H u s s e r l , n o n
p u ò t e n e r presenti se non p o c h e unità; p u ò r a v v i s a r e o imraagi.
nare una d e c i n a di o g g e t t i , o p o c o più; le è invece impossibi^
le " v e d e r n e " concretamente 4 7 . C o s ì noi p o t r e m m o dire; posso
tener p r e s e n t i 5, 7, 8 fasi r i t m i c h e ; o l t r e un c e r t o limite
tutto sfuma nel vago e nell'incerto.

Di q u i , d i c e v a ancora H u s s e r l , la n e c e s s i t à della scrit-


tura e il s u o c o l l e g a r s i , come m o m e n t o e s s e n z i a l e e imprescin
d i b i l e , con ogni s a p e r e rigoroso, cioè s c i e n t i f i c o , ovvero a-
r i t m e t i c o in s e n s o p r o p r i o (non c'è s c i e n z a sensa m i s u r a q u a n
tltativa, aveva già osservato K a n t ) . La numerazione "propria"
è quello scherno (per usare un a l t r o t e r m i n e di K a n t ) sulla
148

cui t r a c c i a ogni r i g o r o s o s a p e r e si i m p i a n t a e si rende dispo


n i b i l e . In g e n e r a l e p e r il n o s t r o tema noi ora d o b b i a m o direi
è s u q u e s t a t r a c c i a o r i g i n a r i a , su q u e s t o lasciar traccia che
n u m e r a 11 ritmo, che il t e m p o si i m p i a n t a - come tempografia.
Nessuna nozione di tempo s a r e b b e p o s s i b i l e s e n z a q u e l l a fonda
zione " g r a f i c a " che d i s t e n d e il ritmo n e l l o s p a z i o della
scrittura , D a ciò d e r i v a q u e l che n o t a v a Kant, vale a d i r e
la n o s t r a i r r e s i s t i b i l e t e n d e n z a a r a f f i g u r a r e il tempo nella
linea. Solo che K a n t i n t e n d e v a la q u e s t i o n e a termini, per
certi v e r s i , c a p o v o l t i , e , p r i m a a n c o r a , non p e n s a v a adeguata
mente ciò che, a p r o p o s i t o d e l l a linea, a n d a v a p e n s a t o . Egli
r i t e n e v a che la linea fosse un'estrinsecazione impropria di
un s u p p o s t o tempo i n t e r i o r e o r i g i n a r i o , m e n t r e è p r o p r i o la
scrittura, la t r a c c i a , che fonda la n o z i o n e della numerabili-
tà d e l l e fasi t e m p o r a l i e i n u l t i m o la c o s c i e n z a della tempo-
ralità. Inoltre egli accusava la linea di s u p p l i r e al "difet-
t o " della i r r a f f i g u r a b i l i t à del t e m p o , m e n t r e è p r o p r i o la
raffigurabilità (della linea della s c r i t t u r a e di q u a l s i v o -
g l i a t r a c c i a ) ciò che c o n s e n t e il calcolo e la n o z i o n e del
t e m p o . In t e r z o luogo, lo s t a r e tutti i n s i e m e contemporanea-
m e n t e che è p r o p r i o dei p u n t i della linea gli a p p a r i v a come
la n e g a z i o n e del t e m p o , cioè della s u a e s s e n z i a l e successio-
n e . M a è invece p r o p r i o d e l tempo che le sue e s t a s i stiano
tutte i n s i e m e , in q u a n t o funzioni del r i t m o ; e n e l l a linea
(pensata n e l l a s u a produzione come c o s t r u z i o n e originaria, e
non c o m e m e r a f i g u r a s p a z i a l e , cioè p e n s a t a a p a r t i r e dal più
o r i g i n a r i o c o n c e t t o di s c r i t t u r a e n o n dal m e n o originario
c o n c e t t o di s p a z i o ) i p u n t i non s t a n n o a f f a t t o i n s i e m e , m a si
p r o - d u c o n o come o r i g i n a r i a traccia del r i t m o : p o i c h é il p r i m o
p u n t o di s c r i t t u r a , p i c c o l o a p i a c e r e , deve già e s s e r e un s e -
gno d e l l ' i n i z i o (irrafflgurabile) della linea, e c o m e tale
già p r o t e n d e r s i alla sua replicabilità nel p u n t o successivo,
misurando e disciogliendo in tal m o d o , in una s u c c e s s i o n e di
fasi i d e a l m e n t e infinita, l'identità dei due n u l l a dell'ini-
zio e d e l l a fine che d e l i m i t a n o la linea e in g e n e r a l e ogni
s e g n o e ogni t r a c c i a di grafia.
149

Fu necessario " s c r i v e r e " p e r figurarsi il t e m p o . M a q u e -


sto tempo r a f f i g u r a t o , una v o l t a i n t e r i o r i z z a t o e divenuto,
p e r cosi dire, "anima", e n t r ò in o p p o s i z i o n e e i n conflitto
con l ' e s p e r i e n z a s t e s s a donde e r a s o r t o . P e r c o m p r e n d e r e que-
sto p u n t o è n e c e s s a r i o però un altro p a s s o che, n e l nostro
cammino, è anche l'ultimo.

\
1 3 . IL T E M P O DELLA VOCE

Non basta l'originaria gestualità della scrittura (presa,


s'intende, nel s u o e s s e n z i a l e radicamento r i t m i c o , e non come
gestualità e m p i r i c a ) , non b a s t a la n o z i o n e della tempografia,
né è s u f f i c i e n t e il r i f e r i m e n t o alla t r a c c i a e a l grafema per
dispiegare e m o s t r a r e come il tempo si impianti s u l ritmo e co
me il ritmo diventi tempo: q u e s t o è il p u n t o . N o i abbiamo sino
ra t r a s c u r a t o un e l e m e n t o c a r a t t e r i s t i c o della f a s e , della fa-
se ritmica, senza il quale la fase s t e s s a non si instaurereb-
be.
Riprendiamo l'esempio del battito cardiaco (che è , si era
già o s s e r v a t o , 11 p i ù s e m p l i c e p o s s i b i l e ) : p e r c h è il b a t t i t o
cardiaco costituisca delle f a s i , cioè delle c e l l u l e ritmiche,
non è s u f f i c i e n t e che i o segni con una t r a c c i a t u t t i i c o l p i
del cuore (come fa, a suo m o d o , l ' e l e t t r o c a r d i o g r a m m a ) : n o n è
s u f f i c i e n t e perchè io faccia l'esperienza del r i t m o e su q u e -
s t a si impianti il t e m p o . L ' e l e m e n t o che non pud m a n c a r e a que
s t o fine e che si deve aggiungere è l'accento, l'"animua" (co
me faceva n o t a r e , p e r 1 suoi scopi, K l a g e s ) . L'orecchio umano,
dice K l a g e s , s c a n d i s c e per a c c e n t i , c i o è p e r c e p i s c e per accen-
ti o non p e r c e p i s c e a f f a t t o : e s s o a s c o l t a delle fasi ritmiche
secondo la s u c c e s s i o n e d e l l a b a t t u t a , del b a t t e r e e l e v a r e . So
lo in q u e s t o m o d o la d i s t a n z a p e r c e t t i v a (che è d i s t a n z a di
n u l l a ) si scioglie e si d i s t e n d e , d i v i e n e identificabile e mi-
s u r a b i l e , si d e t e r m i n a come ritorno del m e d e s i m o (in sembianza
d ' a l t r o ) . E c c o il n u m e r o del m o v i m e n t o , come d i c e v a A r i s t o t e -
le, s o l o che non c'è, o r i g i n a r i a m e n t e , alcun m o v i m e n t o , m a
p i u t t o s t o il n u m e r a r s i (dapprima i m p r o p r i o ) d e l l a distanza.
152

L a fase allora, sia q u e l l a del b a t t i t o c a r d i a c o , sia di


ogni a l t r o t i p o , a b b i s o g n a del respiro; e , o l t r e al respiro,
del g r i d o e della v o c e . In q u e s t a d i m e n s i o n e o r i g i n a r i a la vo
ce, come già la s c r i t t u r a , non è che u n ' e s i b i z i o n e pubblica
del r i t m o , un " m o s t r a r e " il ritmo "per t u t t i " . L e g a t a al re-
s p i r o , la voce i n c a r n a e m i n e n t e m e n t e il ritmo come m i s u r a del
la d i s t a n z a e , i n d i r e t t a m e n t e e intrecciandosi con la s c r i t t u
ra, i n c a r n a il t e m p o . M a la voce è i n o l t r e il v e i c o l o e s s e n -
ziale e fondamentale del p r o c e s s o di i n t e r i o r i z z a z i o n e del-
l'essere u m a n o . N o n p o s s o s v o l g e r e qui q u e s t o t e m a (per il
q u a l e r i m a n d o , chi s i a i n t e r e s s a t o ad a p p r o f o n d i r l o , al m i o
c o n t r i b u t o al v o i . m i s c e l l a n e o Di-segno. La giustizia nel di-
scorso, a cura di G. D a l m a s s o , J a c a B o o k , M i l a n o 1984). Posso
solo r i c o r d a r e che l'esperienza o r i g i n a r i a della voce non è
q u e l l a del p a r l a r e e del " v o l e r " p a r l a r e , m a b e n s ì q u e l l a dì
ricevere all'ascolto la v o c e , p r o p r i a e degli a l t r i , "da fuo-
r i " . Il b a m b i n o non sa né p u ò sapere d a p p r i m a , q u a n d o ancora
è n e l l a culla, che la voce che risuona è "la s u a " , p o i c h é nul
la a l l o r a è p i ù "suo" che " a l t r u i " e n o n s o n o definiti i lìmi
ti e i segni di s e p a r a z i o n e tra 11 "proprio" e 1'"altro". E'
solo attraverso le risposte che la voce o t t i e n e che il b a m b i -
no può, via via, interiorizzarla come "sua", i n c o m i n c i a r e a
disporne per sollecitare quelle risposte e infine usarla come
" s e g n o " delle sue i n t e n z i o n i e attese. E ' per q u e s t a via che
sì c o s t i t u i s c e l'interiorità, q u e l l a voce che p a r l a silenzio-
samente "dentro" di noi e che Platone chiamava a n i m a . Ed è
p e r q u e s t o che la filosofia h a ripetuto p e r secoli che il tem
p o è il f e n o m e n o p i ù interno che ci s i a , il f e n o m e n o tipico
d e l l ' i n t e r i o r i t à . A suo modo la filosofia h a d e t t o il v e r o ,
perchè h a trovato il tempo dove doveva e s s e r e , nel s u o p u n t o
e l u o g o d ' a r r i v o ; tuttavia e s s o è là, solo perchè è la voce
che ve lo h a c o l l o c a t o : non come l'interiore p e r antonomasia,
ma come il p r o d o t t o della i n t e r i o r i z z a z i o n e della voce m e d e s i
ma. L a voce i n f a t t i , con i suoi "accenti'' modellati sul respi
ro o " a n i m u s " , è la prima incarnazione del ritmo. Q u e s t a in-
carnazione allora e s i b i s c e una temporalizzazi.one esterna del
153

ritmo s t e s s o che si riflette d e n t r o di sé (cioè e n t r o l'emit-


tente della voce c h e , i n t e r i o r i z z a n d o l a v i a via, d i v i e n e il
"sg" e m i t t e n t e ) . Q u e s t a t e m p o r a l i z z a z i o n e m o d e l l a t a sulla v o -
ce d i v i e n e quindi il dentro di s é ; non c'è infatti un p r e c e -
dente " d e n t r o di s é " o "sé".
Il n o s t r o cammino era p a r t i t o dalla o s s e r v a z i o n e di De
Saussure secondo la q u a l e il s i g n i f i c a n t e linguistico, cioè
la p a r o l a p a r l a t a , il suono d e l l a voce che parla, è un fenome
no eminentemente t e m p o r a l e . In tal modo noi ci e r a v a m o i n t r o -
dotti nel p r o b l e m a del tempo a p a r t i r e dal linguaggio, e ora
si vede che q u e l l a s c e l t a non e r a c a s u a l e . De S a u s s u r e , tutta
via, a s s u m e v a la n o z i o n e del tempo sia d a l senso c o m u n e , s i a ,
forse i n c o n s a p e v o l m e n t e , dalla p i ù t r a d i z i o n a l e m e t a f i s i c a , e
in particolare da t a l u n e osservazioni di K a n t . T r o v a n d o c i ora
nella n e c e s s i t à e n e l l a opportunità di r i c h i a m a r c i a De S a u s -
sure e al n o s t r o i n i z i o , p o s s i a m o anche d i r e che, i n certo mo
d o , il c e r c h i o si c h i u d e . Che il s i g n i f i c a n t e . d i cui parla De
Saussure sia i n t r a m a t o col tempo è infatti q u a n t o di più ov-
vio ci p o t r e b b e r i s u l t a r e , p e r il s e m p l i c e fatto che il signi^
ficante è c o s t i t u i t o dalla voce a c c e n t a t a . Non è che la p a r o -
la "risuoni nel t e m p o " , come i n g e n u a m e n t e pensava De Saus-
s u r e , p a r t e n d o dalla i d e o l o g i c a e comune n o z i o n e d e l tempo;
non è che la p a r o l a p r e n d a a p r e s t i t o d a l tempo la n a t u r a e
il carattere di q u e s t o ; non c'è da n e s s u n a Darte e in nessun
luogo un tempo o g g e t t i v o , o t e m p o del m o n d o , p r e s u p p o s t o alla
p a r o l a in cui la p a r o l a si c o l l o c h e r e b b e , s i c c h é , grazie a
q u e s t o s u o s i t u a r s i , essa m u t u e r e b b e dal tempo i s u o i caratte
ri e li t r a s f e r i r e b b e al l i n g u a g g i o . A n c h e qui la q u e s t i o n e
s t a in t è r m i n i p i u t t o s t o c a p o v o l t i ; è p r o p r i o la v o c e , in
quanto incarnazione del ritmo, a c c e n t o o r i g i n a r i o , respiro vi.
v e n t e , che dà tempo e che fa t e m p o ; il b a m b i n o prende tempo
dalla voce, e in a l c u n modo ce l'ha già dentro di aé: per lui
il tempo sta n a s c a n d o dentro la voce, e n o n la v o c e ne 1 tempo
cioè in un tempo p r e s u p p o s t o e ideologico.

I mattoni di ogni lingua, p o t r e m m o d i r e con un'immagine


s b r i g a t i v a , sono le sillabe s i g n i f i c a n t i primordiali, quelle
154

sillabe a c c e n t a t e che si u n i s c o n o a formare via via le p a r o -


le: màrn-ma, c à - s a . ... L a s u c c e s s i o n e del s i g n i f i c a n t e S la
successione s t e s s a del respiro, del g r i d o e del c a n t o : succes
sione di s i l l a b e che s o n o o r i g i n a r i a m e n t e il r i v e s t i m e n t o emo
zionale del r i t m o . S i a m o qui b e n lontani dai c o s i d d e t t i segni
convenzionali del l i n g u a g g i o , e s i a m o invece n e l cuore della
p r i m a m i s u r a della d i s t a n z a . Solo in s e g u i t o q u e s t e sillabe
a c q u i s t a n o v i a via un s i g n i f i c a t o p u b b l i c o , d i v e n t a n o vicarie
di s i g n i f i c a t i e s e n s i p u b b l i c i , validi g e n e r i c a m e n t e "per
t u t t i " . C i ò accade p e r 1'intramarsi delle gestualità vocali o
riginarie con altre gestualità non vocali e con le relative
risposte e corrispondenze. Dapprima la m a m m a è un t o c c a r e , gu
stare, a n n u s a r e , vedere la m a m m a : e m o z i o n e s e n z a nome e i n d i -
c i b i l e ; m a 1'intramarvisi della più semplice e originaria sii
lab a che ogni e s s e r e u m a n o p o s s a p r o n u n c i a r e , fa sì che que^-
sta s i l l a b a n o n s i a più s o l t a n t o un i n v e s t i m e n t o e m o t i v o di u
n a fase r i t m i c a , di un g r i d o , di un s u o n o , di un r e s p i r o , ma
d i v e n g a a n c h e il s e g n o e la traccia (interiorizzata) della
corrispondenza ad altre g e s t u a l i t à , che non s o n o v o c a l i . E s s a
allora può nominarle, prenderne il p o s t o , r a p p r e s e n t a r l e "per
tutti" (come p e r t u t t i , e s s e n z i a l m e n t e , è il fenomeno vocale,
che tutti p o s s o n o a s c o l t a r e nel m e d e s i m o m o d o , c o m p r e s o colui
che lo e m e t t e : e g l i g% ascolta così come gli altri lo ascolta
no). L a voce d i v i e n e a l l o r a una m i s u r a p u b b l i c a della distan-
za p r i m o r d i a l e , e cioè un s e g n o di s e c o n d o g r a d o (rispetto
agli altri segni o p r e s e n z e ) , p r o p r i o nel s e n s o della semioti
ca e m p i r i c a e della t e o r i a c o n v e n z i o n a l e dei segni linguisti-
c i . L a m i s u r a r i t m i c a d e l l a d i s t a n z a , che e e s s e n z i a l m e n t e a-
c u s t i c o - f o n i c a , si i n t r e c c i a con le altre d i s t a n z e che non so
no acustico-foniche, ma tattili, gustative ecc.
Ma pensiamo b e n e , sforziamoci di c o g l i e r e adeguatamente,
ciò che s t a a c c a d e n d o s e c o n d o il filo del n o s t r o e s e m p i o ; cer
c h i a m o di v e d e r e d i s t i n t a m e n t e q u e l p a s s o d e c i s i v o che qui si
compie p e r la n o s t r a g e n e r a l e e s p e r i e n z a . Ciò che s t a accaden
do è che le s i l l a b e primordiali (màm-ma), le quali dapprima
sono semplicemente il t e m p o r a l ì z z a r s i della v o c e , il n u m e r a r -
155

si improprio delle fasi ritmiche del r e s p i r o a c c e n t a t o , q u e -


ste s i l l a b e d i s p o n g o n o nel ritmo del t e m p o (che e s s e già co-
minciano a s c a n d i r e ) q u e l l ' o g g e t t o ideale Ha "mamma"), la
cui p r o v e n i e n z a e la cui d e s t i n a z i o n e non stava p e r ò nella
voce, m a s t a v a nel t a t t o , n e l l ' o l f a t t o e c c . In tal m o d o la v o
ce e s i b i s c e una o g g e t t u a l i t à intemporale (e quindi a suo modo
proprio temporale), cioè un o g g e t t o ideale che r e s t a s t a b i l i -
t o e fissato a p a r t i r e da d i s t a n z e costitutive le q u a l i col
tempo non avevano n i e n t e da s p a r t i r e : d i s t a n z e che n o n erano
e non p o t e v a n o essere tempo. Per questo il b a m b i n o in-fante vi-
ve l'allontanarsi d e l l ' o g g e t t o , d e l l ' o g g e t t o che è la s t e s s i -
tà della s u a p r o v e n i e n z a , come u n a d e f i n i t i v a "catastrofe":
egli non p u ò dar luogo a m o v i m e n t i rassicurativi della fanta-
s i a e al s o g n o del r i t o r n o ; è s o l o col t e m p o e con la voce, o
m e g l i o , col tempo della voce, che egli p o t r à coordinare l'as-
senza d e l l ' o g g e t t o , p r e o r d i n a r l a e n u m e r a r l a , sino a dire a
se s t e s s o : cinque m i n u t i , un q u a r t o d'ora, m e z z ' o r a , ovvero
e d a p p r i m a quelle n u m e r a z i o n i improprie che sono a n c o r a igna-
re di t e m p o g r a f i a r i g o r o s a , m a che già s c a n d i s c o n o la distan-
za del r i t o r n o e n t r o fasi sia p u r g r o s s o l a n a m e n t e ricorrenti:
la m a m m a è andata v i a , m a tornerà "presto". Tempo controllabl
le e tollerabile.

Q u e s t o p a s s a g g i o si p o t r e b b e anche d e s c r i v e r e come un
p r o c e s s o che va dal c a n t o alla p r o s a . D a sempre i musicologi
si sono chiesti se la m u s i c a s i g n i f i c h i a l c u n c h é ; e si sono
divisi in due f a z i o n i : i p u r i s t i e i loro a v v e r s a r i . I p r i m i ,
a r g o m e n t a n d o sul filo della l o g i c a e d e l l a s t r u t t u r a semanti-
ca del l i n g u a g g i o , s o s t e n g o n o che la m u s i c a non s i g n i f i c a nul
la; s i a m o n o i , noi ascoltatori ingenui, che,rivestiamo "psìco
l o g i c a m e n t e " la m u s i c a di s i g n i f i c a t i , m a g a r i i n d o t t i a ciò
dagli astuti editori (che m i r a n o al cuore p e r c o l p i r e i1 p o r -
tafogli e v e n d e r e i loro s p a r t i t i ) o, t a l v o l t a , dai composito
ri m e d e s i m i , traditi dalle loro b u o n e i n t e n z i o n i . C o s ì noi
" c r e d i a m o " di " a s c o l t a r e " un "chiaro di luna" (come se la l u -
ce della luna si p o t e s s e mai ascoltare e se una m e l o d i a di
suoni avesse q u a l c o s a in comune con i fenomeni celesti) e con
156

noi tutte le fanciulle in f i o r e , che s t a n n o commosse a immagi


nar la luna e i n t a n t o non a s c o l t a n o un b e l n i e n t e . T u t t o ciò
che c'è n e l l a m u s i c a , d i c o n o i o u r i s t i , è il l i n g u a g g i o della
musica, la sua "sintassi": intervalli, accordi, tonalità, mo-
dulazioni ecc. Ma questo cosiddetto " l i n g u a g g i o " non h a nulla
a che fare col l i n g u a g g i o p r o p r i a m e n t e detto, cioè con q u e l
sistema convenzionale di segni m e d i a n t e i quali noi comuni-
c h i a m o dei " s i g n i f i c a t i " . N e l l a m u s i c a ci potrà s t a r tutto,
m a non c e r t o il s i g n i f i c a t o , nel s e n s o p r o p r i o del termine,
perchè il s i g n i f i c a t o non abita la m u s i c a . E ' d i f f i c i l e dar
t o r t o ai p u r i s t i , e tuttavia anche ì loro avversari hanno
qualche a r g o m e n t o . N e s s u n o di noi h a mal p e n s a t o , essi dico-
n o , che la m u s i c a p o s s a s i g n i f i c a r e al m o d o delle p a r o l e ; p e -
rò è a l t r e t t a n t o i n n e g a b i l e che un q u a l c h e n e s s o , t r a la fra-
se e la d i n a m i c a m u s i c a l e e certi contenuti e m o t i v i e raffigu
rativi, d e v e p u r e s s e r c i . N e s s u n c o m p o s i t o r e infatti descrive
rebbe il s o r g e r e del m a t t i n o o L'arrivo della p r i m a v e r a con
un ritmo di m a r c i a f u n e b r e ; o p p u r e : n e s s u n b a m b i n o , p e r q u a n -
to s p r o v v e d u t o , h a difficoltà a d i s t i n g u e r e , n e l l a f a v o l a mu-
sicale di P r o k o f i e v " P i e r i n o e il l u p o " , il tema del lupo da
quello dell'uccellino, il t e m a del g a t t o da q u e l l o dell'ana-
tra o infine il tema di P i e r i n o da q u e l l o del n o n n o di P i e r i -
no. E' evidente che c'è una q u a l c h e "solidarietà", sia p u r ge
nerica e non ristretta, poiché sono p o s s i b i l i m o l t e altre so-
luzioni del m e d e s i m o p r o b l e m a e s p r e s s i v o , tra q u e s t i temi e
gli o g g e t t i che e s s i s i g n i f i c a n o , e v o c a n o , o s e g n a l a n o .
Non avremmo r i c o r d a t o q u i , e in termini m o l t o semplifica,
ti, q u e s t a a n t i c a p o l e m i c a , se e s s a non fosse p e r noi assai i
s t r u t t i v a . Noi p o t r e m m o i n f a t t i o s s e r v a r e ; il f a t t o è che la
m u s i c a , come d i c o n o b e n e i p u r i s t i e come essi d i m o s t r a n o con
scientifiche sperimentazioni, è essenzialmente ritmo; ma noi
s a p p i a m o che il r i t m o , o r i g i n a r i a m e n t e , è emozione pura, misu
ra p u r a d e l l a d i s t a n z a , o v v e r o e m o z i o n e p u r a cantata e g r i d a -
ta. E il fatto che la m u s i c a , e s s e n d o r i t m o , sia essenzialmen
te e m o z i o n e p u r a , dà p r o p r i o q u a l c h e t o r t o ai "puristi". E '
b e n s ì v e r o che la m u s i c a non p u ò né h a il c o m p i t o di s i g n i f i -
157

care s i g n i f i c a t i e o g g e t t i p u b b l i c i ! q u e s t o tutti lo sanno;


non e s i s t e la m u s i c a del lupo, o il tema d e l l a p r i m a v e r a . E '
p e r o vero che "lupo" e "primavera" nascondono, nelle loro
stesse s i l l a b e , e m o z i o n i r i t m i c h e o r i g i n a r i e , o r i g i n a r i e miau
re della d i s t a n z a , e d è m o d e l l a n d o s i su q u e l l e che la m u s i c a
si a r t i c o l a , come c a n t o a s u o n o . La m u s i c a rende percepibili
la distanza e l'emozione originarie, attingendo a quel serba-
toio di s e n s i ai quali- attinge a piene m a n i anche la voce p u b
b l l c a e la p a r o l a c o n v e n z i o n a l e . L a m u s i c a non s i g n i f i c a al
m o d o della p a r o l a e d e l linguaggio c o m u n e , e p e r lo p i ù le
sue f i g u r a z i o n i non r i c h i e d o n o e non s o p p o r t a n o n o m i , polche
si rifanno a strati p e r dir così "in-fantili" dell'esperienza.
M a p o s s o n o anche c o l l e g a r s i a n o m i e p a r o l e , e a c i ò che e s s i
significano, perchè lo s t e s s o g e s t o v o c a l e è , n e l l e sue radi-
ci, ritmico-emozionale, e niente affatto convenzionale e "se-
m a n t i c o " nel s e n s o "logico" del t e r m i n e . I n base a l l o stesso
principio la mamma interpreta e comprende il p i a n t o del b a m b i
no in culla, se e s s o sia segno di i r r e q u i e t e z z a , di mero "ca-
p r i c c i o " , c o m e si d i c e , o I n v e c e di fame o di d o l o r e reali,
p o i c h é i n t e r p r e t a e coglie 11 tipo di d i s t a n z a che i n q u e l
grido viene trasmesso ed esibito.
La m u s i c a , si p o t r e b b e d i r e , gioca nella d i s t a n z a . Per
questo è sua struttura caratteristica il "ritornello", cioè
q u e l l a ripetizione s t r o f i c a che è a s s u r d a dal p u n t o di v i s t a
del d i s c o r s o e t u t t a v i a m u s i c a l m e n t e eterna e irresistibile.
La poesia lirica, s o r e l l a d e l l a m u s i c a , come d i c e v a Nietzsche,
h a e r e d i t a t o il r i t o r n e l l o d a q u e s t a ; l ' e p i c a i n v e c e lo ha ma
estosamente espulso. Quando infatti la p a r o l a si dirige preva
lentemente ai s i g n i f i c a t i p u b b l i c i , alle azioni p u b b l i c h e ,
q u a n d o tiene di m i r a p i ù l'oggetto che n o n l'emozione, ogni
r i t o r n e l l o sarebbe impensabile, r i d i c o l o e i n o p p o r t u n o . Di
qui q u e l t a n t o di s t r a v a g a n t e che c'è n e l l ' o p e r a lirica (sem-
pre a v v e r s a t a dai " p u r i s t i " ) i n cui l'amato ripete quattro
volte a l l ' a m a t a , a b e n p r o p o r z i o n a t a e s t r o f i c a d i s t a n z a , "ri
tornerò m i o b e n . . . " , come se q u e l l a fosse s o r d a , distratta,
s o s p e t t o s a o p e s s i m i s t a . In q u a n t o l'opera lirica s i a conside
1 58

rata e s s e n z i a l m e n t e a z i o n e , come ritenevano Gluck e Wagner


(ma altri non la p e n s a n o c o s ì , o non n e c e s s a r i a m e n t e così), e
in q u a n t o l'azione e s i g e il tempo p u b b l i c o , il tempo unillnea
re e c o s i d d e t t o i r r e v e r s i b i l e , allora il r i t o r n e l l o e ogni al
tra l i r i c a e v a s i o n e vanno rigorosamente espunti- Il tempo pub
b l i c o è infatti una funzione del logs p u b b l i c o , del parlare
in p r o s a , di un p a r l a r e che è letteralmente "in m a r c i a " verso
l'oggetto (pubblico), cioè in un m o v i m e n t o in c u i , come direb
be N i e t z s c h e , non si danza. E la danza è invece p r o p r i o la ri
produzione di una c e l l u l a ritmica che si r i p r e s e n t a "monodica
m e n t e " i d e n t i c a in ogni p l u r i m a o p o l i f o n i c a figurazione, se-
condo la r e g o l a e t e r n a del da c a p o . E t e r n o r i t o r n o del m e d e s i
m o , se è q u e s t o che N i e t z s c h e p e n s a v a n e l s u o frequente rife-
rirsi alla danza e a un p e n s i e r o capace di d a n z a r e e di c a n t a r e .

Su q u e s t a b a s e si p o t r e b b e allora a v a n z a r e , a scopi di-


dattico-illustrativl, una generale p a r t i z i o n e tra civiltà del
tempo circolare e della p a r o l a musicale e civiltà del tempo
lineare, del tempo s t o r i c o , del logos n a r r a t i v o , d i s c u t i v o e
d i m o s t r a t i v o e infine della p r o s a , le q u a l i ultime civiltà si
danno, n o n a caso, una s c r i t t u r a a l f a b e t i c a , m o d e l l a t a sul ca
rattere unidimensionale della linea, cioè del tempo come lo
i n t e n d e v a De S a u s s u r e nel s u o riportarsi ai significanti voca
li e p o i g r a f i c i : civiltà che rimuovono e m e t t o n o ai m a r g i n i
l'incanto ritmico e m u s i c a l e delle s i l l a b e , s i n o a produrre
quei linguaggi s c i e n t i f i c i p e r f e t t i in cui 11 s e g n o non è a l -
tro che la c o s t r u z i o n e c a l c o l a t a ' d i un puro r i v e s t i m e n t o con-
venzionale del s i g n i f i c a t o e d e l l ' o g g e t t o p u b b l i c o , totalmen-
te s o t t r a t t o a l l ' e s p e r i e n z a o r i g i n a r i a della distanza.

E s p e r i t a n e l l a sua funzione concettuale, la p a r o l a si ri^


volge a l l ' o g g e t t o ideale p u r o ; e in q u a n t o la parola, parla
ta e s c r i t t a , è comunque il v e i c o l o del tempo, allora e s s a ri^
p a r t i s c e q u e s t a s u a n a t u r a temporale nei due b e n noti oppo-
sti, teorizzati da tutte le s c i e n z e l i n g u i s t i c h e : da un lato
i significanti che t r a s c o r r o n o , come m e r a accidentalità "cor-
porea" (il "corpo della p a r o l a " ) , in una temporalità finita e
u n i l i n e a r e ; d a l l ' a l t r o il s i g n i f i c a t o i d e a l e , o c o n c e t t o , come
159

fissità atemporale e d e t e r n a , i n d i f f e r e n t e ai significanti


meramente convenzionali (1'"anima della p a r o l a " ) . D a l che si
vede che anche il s i g n i f i c a t o , come si e r a o s s e r v a t o all'ini-
zio di q u e s t o p a r a g r a f o , p r o p r i o perchè "intemporale" (come
d i c e v a H u s s e r l ) , è a s s e r v i t o al tempo n e l l a sua v e r s i o n e comu
ne e m e t a f i s i c a . E ' sul m o d e l l o del logos concettuale, infat-
t i , che viene c o s t r u i t a e i m p o s t a la t e o r i a m e t a f i s i c a del
tempo, q u e l tempo che "abbiamo in t e s t a " e che c o n t i e n e tutti
i paradossi richiamati ali'inizio.con le parole di A g o s t i n o .
Q u e s t o t e m p o non è che una c o n s e g u e n z a d e l l a concezione meta-
fisica del mondo, concezione che oppone l'eterno e il tempo,
l'anima e il corpo, l'interno e l ' e s t e r n o . In t e r m i n i siateti
ci p o t r e m m o anche direi l'essere e il t e m p o , che è,come si è
già o s s e r v a t o , la q u e s t i o n e m e t a f i s i c a p e r e c c e l l e n z a , ciò su
cui la m e t a f ì s i c a d a sempre si i n t e r r o g a . M a t a l e q u e s t i o n e è
s i f f a t t a , si è p r o d o t t a e s v i l u p p a t a i n tal m a n i e r a , che essa
h a n a s c o s t o la p i ù semplice d e l l e cose, v a l e a d i r e la p r o v e -
n i e n z a del tempo dal r i t m o . P i ù in g e n e r a l e essa h a nascosto
che il n o s t r o e s s e r vivi c o m p o r t a l'esperienza ritroica d e l l a
distanza, molto prima e molto più originariamente di ogni elo
cubrazione e s p i e g a z i o n e i d e o l o g i c a d e l l a vita e d e l nostro
e s s e r v i v i , tra due estremi di n u l l a . •
C o m e a c c a d e , la m e t a f i s i c a h a n a s c o s t o in sé i l suo s e -
greto c a p o v o l g e n d o i termini d e l l a q u e s t i o n e : c o m e il ladro
che s c a p p a e grida "al l a d r o l " s v i a n d o gli ignari passanti al
la r i n c o r s a del n i e n t e . L a m e t a f i s i c a c i o è si è c o n v i n t a e ci
h a convinti che il ritmo s t a dentro il t e m p o , che e s s o è un
fenomeno t e m p o r a l e , e non che il tempo s t a d e n t r o 11 r i t m o . E
n a t u r a l m e n t e h a a b b a s s a t o il ritmo, p e r far ciò, a l mero movi
m e n t o e m p ì r i c o , q u e l m o v i m e n t o di cui i l tempo s a r e b b e il nu-
mero e la m i s u r a . E' s t a t o così n e c e s s a r i o un l u n g o cammino
p e r c h è si p o t e s s e infine r a v v i s a r e , d i e t r o il t e m p o della m e -
t a f i s i c a , il s u o r i m o s s o , cioè il r i t m o come e s p e r i e n z a origi^
naria e m i s u r a d e l l a d i s t a n z a . E ' in b a s e a quella copertura
del rimosso che il s e n s o c o m u n e , ignaro della r i m o z i o n e e cat
t u r a t o dai sogni a o c c h i aperti della m e t a f i s i c a , p a r l a e fan
160

t a s t i c a del p a s s a t o e del f u t u r o , immagina tempi cosmici e


ultracosmici destini, a l d i q u a e aldilà, colpe e d espiazioni,
metempsicosi e m e t e m s o m a t o s l , Il senso comune non v e d e ciò
che c o n t i n u a m e n t e s p e r i m e n t a e, p e r così d i r e , gli s t a sotto
gli o c c h i ; i l a unitaria p r e s e n z a del t e m p o , nelle sue tre està
s i , e n t r o ìa d i s t a n z a come e v e n t o unico e m o n o d i c o , evento
che non h a e non a b b i s o g n a di a v e r e , n e l l ' e s p e r i e n z a , né un
a l d i q u a né un a l d i l à , né un'origine né un t e r m i n e fisso d'e-
1
terno consiglio.

In q u a n t o i m p i a n t a t o s u l l a voce e s u l l a s c r i t t u r a il tem
p o svolge p r o p r i o la funzione o p p o s t a a q u e l l a che il senso
comune gli a t t r i b u i s c e , r a f f i g u r a n d o l o come il v e c c h i o armato
di una lugubre falce che ogni cosa d i s t r u g g e , o come Cronos
che d i v o r a i suoi f i g l i . Il t e m p o , come lo a b b i a m o ravvisato
nella s u a g e n e s i , fa p r o p r i o il c o n t r a r i o ; s e g n o della m e m o -
ria, e s s o è lo s t r u m e n t o col q u a l e l'uomo può fissare e ricor
d a r e , e s s o è la t r a c c i a p u b b l i c a (e n u l l ' a l t r o che questo)
che fa d i f e t t o a l l ' i n f a n t e che s p e r i m e n t a con s g o m e n t o l'ab-
b a n d o n o , o alla m a m m a gatta che non p u ò tenere presenti i
suoi sette gattini se non li h a s o t t o gli o c c h i . P e r q u e s t a
via si risolve a l l o r a una d o m a n d a che si e r a a s u o tempo impo
s t a e che e r a r i m a s t a i n . s o s p e s o . Si e r a c h i e s t o : q u a l è il
luogo del p a s s a t o remoto, dato che e s s o , come ogni cosa che
a c c a d e , deve p u r accadere "ora", nella p r e s e n z a ? Se non p o s -
siamo più pensare un luogo del p a s s a t o che stia "dietro" il
p r e s e n t e , come s t a il p a s s a t o r e m o t o nel p r e s e n t e ? A v e v a m o no
tato che p e r s i n o la lingua, e o r a d o b b i a m o dire p r o p r i o la
lingua, d i s c r i m i n a tra varie forme del p a s s a t o , alcune delle
quali concorrono direttamente alle r i s p o s t e del p r e s e n t e . M a
il p a s s a t o r e m o t o è p r o p r i o 1'emozione che non c'è, è l'oblio
e il p u r o non e s s e r c i , poiché non apre p i ù alcuna interpreta-
z i o n e , non t e m p o r a l i z z a p i ù né avanti né i n d i e t r o , non provie
ne e non i n v i a . I suoi segni sono lettera m o r t a , come q u a n d o ,
Incontrando l'amato di un tempo, non si ritrova traccia, nel-
la s u a f i s i o n o m i a , d e l l ' i n c a n t o del p a s s a t o e anzi ci si stu-
p i s c e che q u e l v o l t o ci abbia p o t u t o i n c a n t a r e : s e g n o certo
161

di un amore t r a p a s s a t o , come l'emozione c o n t r a r i a cui ci s i a -


m o più volte riferiti e r a s e g n o a l t r e t t a n t o certo di un amore
niente affatto t r a s c o r s o e sul p u n t o di ricominciare, nello
s p a z i o r i a p e r t o di un p a s s a t o che si f a c e v a di n u o v o futuro,
traducendo l'emozione in p r o g e t t i e i n i z i a t i v e , appuntamenti
e attese.

Come c'è dunque ciò che n o n c'è e che segni s o n o i s u o i ,


dato che t u t t o ciò che c'è, è in un m o d o o in un a l t r o , un se
gno? L a risposta o r a è semplice e p e r s i n o o v v i a . C'è il m a r i -
to che h a d i m e n t i c a t o l ' a n n i v e r s a r i o del m a t r i m o n i o e tornan-
do a casa la sera, del t u t t o i g n a r o , ne p a g h e r à amaramente il
fio; ma c'è anche il m a r i t o p i ù a c c o r t o , che non è m e n o dimen
tico e o b l i o s o di un e v e n t o che h a p e r s o p e r lui o g n i emozio-
ne nel p r e s e n t e , e tuttavia il m a z z o di r o s e giunge puntuale
al suo g i o r n o , come si vede nei film di m o l t i anni f a . Come è
accaduto questo miracolo? Semplicemente i n b a s e al fatto p e r
cui il p a s s a t o remoto è ciò che è c o n s e r v a t o dai s e g n i pubbli^
ci della p u b b l i c a m e m o r i a , così come la "beta" dell'alfabeto
greco è conservata nella relativa grammatica, inutile alla
lettura p r e s e n t e , e tuttavia e f f i c a c e p e r la s t o r i a della
s c r i t t u r a . Il m a r i t o accorto si è o v v i a m e n t e s a l v a t o in b a s e
ai calendari e alle a g e n d i n e , e alla s o l e r t e s e g r e t a r i a che
debitamente li consulta q u o t i d i a n a m e n t e : - Oggi è l'anniversa
rio del suo m a t r i m o n i o ; h o p r o v v e d u t o come sempre a Inviare a
suo nome un m a z z o di rose alla s i g n o r a . E ' così la scrittura
che ferma il p a s s a t o al di là d e l l ' e s p e r i e n z a , p o i c h é è la
s c r i t t u r a che fa accadere q u e s t a fantasia universale e pubbli^
ca, q u e s t a traccia p u b b l i c a e p a n o r a m i c a che non s t a in alcu-
na esperienza (se n o n appunto n e l l ' e s p e r i e n z a d e l l a traccia)
che è il tempo p u b b l i c o e n t r o e in r i f e r i m e n t o al q u a l e noi
ci m u o v i a m o e ci o r i e n t i a m o come s o g g e t t i v i t à e intersoggetti
vita p u b b l i c h e i n c a r n a t e . Le fattezze d e l l ' a m i c a o dell'amico
r i t r o v a t o , in q u a n t o s e g n o che ancora e di nuovo emozionano,
non si r i v o l g o n o a f f a t t o a un s o g g e t t o p u b b l i c o e n o n ispira-
no risposte s t e r e o t i p e , convenevoli f o r m a l i , finte celebrazio
ni della m e m o r i a e fiori di c o n v e n i e n z a , m a si r i v o l g o n o alla
162

distanza concretamente ripercorsa a nuovamente colmata d e l -


l'intenso g u a r d a r s i negli occhi e s t r ì n g e r s i le m a n i , in un
ritorno p e r certi v e r s i , e non a caso, a d i m e n s i o n i e con-
suetudini "fisiche" più originarie della p a r o l a , in q u a n t o es
aa è s e g n o c o n v e n z i o n a l e di s e c o n d o g r a d o (sebbene anche la
p a r o l a , p e r q u a n t o se ne è d e t t o come accento originario, pos
sa a sua volta dirigersi, oltre la s o g g e t t i v i t à pubblica, al-
le d i s t a n z e o r i g i n a r l e di ogni corrispondenza e comunicazione
profonde)•
Non è il tempo che fa m o r i r e le c o s e , p o i c h é temporaliz-
zare è e s s e n z i a l m e n t e aprirsi alla p o s s i b i l i t à di conservare,
'la va da sé che una civiltà p r o f o n d a m e n t e s t o r i c a e che crede
inconcussamente n e l l a realtà in sé del tempo p u b b l i c o e delle
sue formule grafiche rappresentate dal n u m e r o degli anni e
dei s e c o l i , f i n i s c a p e r avere la sensazione che s i a Droprio
il tempo, q u e l l a s u p p o s t a realtà e n i g m a t i c a che s t a r e b b e die-
tro a ogni t e m p o g r a f i a , a produrre lui s t e s s o la catastrofe
del n i e n t e . Non la d i s t a n z a , e n t r o la q u a l e noi s i a m o ancora
oppure non p i ù c o l l o c a t i , m a la m i s u r a p u b b l i c a di tale di-
s t a n z a d i v i e n e il s o g g e t t o i m m a g i n a r i o che t i e n e , in sembian-
za di P a r c a , il filo del n o s t r o destino-
li logos della m e t a f i s i c a opera e s s e n z i a l m e n t e sgancian-
do il tempo dal ritmo e q u i n d i cancellando la b a s e s t e s s a del
la s u a v e r a c e e s p e r i e n z a . In q u a n t o o p e r a in q u e s t o m o d o , la
metafisica fatalmente connette il tempo con la m o r t e anziché
con la v i t a ; e s s a infatti s c i n d e il tempo dal b i l i c o d e l l a di^
s t a n z a tra i due n u l l a e n t r o i quali si svolge l'esperienza vi
v e n t e , d e f i n i t a e aymballiea. Sostanzializzando il t e m p o , la
metafisica consente p e r a l t r o un e f f i c a c e controllo pubblico
della vita; attraverso la n u m e r a z i o n e p r o p r i a e la q u a n t i f i c a
zione delle fasi si g a r a n t i s c e la p r e v i s i o n e scientifica e la
salvaguardia del Sé i n t e r s o g g e t t i v i p u b b l i c i . In tal m o d o la
metafisica inserisce nelle vicende umane un t e r z o posticcio
che è la visione p a n o r a m i c a , e t e r n a , intemporale delle cose,
l'infinito come altra e c o n t r a p p o s t a faccia del finito, vissu
to come limite negativo dell'esistenza cui il s a p e r e deve por
163

re, p e r q u a n t o p u ò , r i p a r o . T a l e aguardo p a n o r a m i c o , con i


suoi i n n e g a b i l i vantaggi e con i suoi p r o g r e d i e n t i successi,
si s o s t i t u i s c e al n u l l a della d e f i n i t e z z a p e r f e t t a di ogni di
s t a n z a , di ogni ritmo, di ogni e m o z i o n e e di ogni esperienza.
Ma questa elisione del ritmo nel tempo e q u e s t a r i d u z i o n e de^l
l'esperienza alla universalità panoramica del segno convenzio
naie e del c o n c e t t o c o m p o r t a l'elisione di ciò che, con un'an
t i c a p a r o l a , si chiamava paidtial

L'elisione del ritmo è la fine, in un o b l i o che nessun


s e g n o p u b b l i c o può d e b i t a m e n t e conservare e far r i n a s c e r e , di
una cultura fondata s u l l a paideia, che s p e r i m e n t i in modo v i -
vente il f i n i t o . V i e n e meno q u e l l a g e s t u a l i t à ritmica in s e n -
s o lato che è ordine e decoro e s t e r i o r e p e r c h è anche interio-
re, che è la "grazia" di cui p a r l a v a in c e r t o modo S c h i l l e r e
che non si apprende nei m a n u a l i ; a n z i , che non si a p p r e n d e af
fatto, ma a cui si corrisponde rispondendo a una p r o v e n i e n z a
t e n u t a in vita n e l l ' i n t e r p r e t a z i o n e futura. L a g e s t u a l i t à og-
gi a n n a s p a nella tragicità nichilistica d e l l a morte o nell'i-
larità che soffoca nel riso l'orrore del p r e c i p i t a r e e scompa
rire nel b a r a t r o del n i e n t e . Una civiltà c o m e la n o s t r a che
crede di fatto solo n e l l ' i n f o r m a z i o n e e n o n sa più che cosa
s i a , né può p i ù nulla relativamente alla f o r m a z i o n e , non può
n e p p u r e più comprendere che cosa i n t e n d e v a n o certe società,o-
ra g e n e r a l m e n t e scomparse q u a n d o affidavano l'educazione alla
musica. P r o p r i o P l a t o n e , che p u r e i n s i s t e v a sul c a r a t t e r e p e -
d a g o g i c o della musica, cominciò a fraintenderla come "musica
d e l l ' a n i m a " o m u s i c a i n t e r i o r e . Di qui gli venne l'idea che
S o c r a t e , l'uomo b r u t t o di fuori m a b e l l o di dentro, dovesse
dedicarsi alla musica p r i m a di m o r i r e , m a a l l a m u s i c a del lo-
gos, cioè ai discorsi immaginari sull'aldilà e sul destino
delle anime "dopo" la m o r t e .

In realtà questi discorsi h a n n o poi c o m p o r t a t o la m a s s i -


ma p o t e n z a e p r e - p o t e n z a s u l l ' a l d i q u a , cioè la m a s s i m a elisio
ne del ritmo d a l l ' e s p e r i e n z a e la riduzione del m o n d o a ogget
tlvità q u a n t i f i c a b i l e e a s t r u m e n t o della c o s i d d e t t a volontà
"umana". I p r o b l e m i che ne d e r i v a n o , al di là dei vantaggi e
164

dei c o n t i n g e n t i p e r i c o l i , e s i g o n o però b e n a l t r o che un p i ù


accorto e raffinato "calcolare"; e s i g o n o p i u t t o s t o "un'altra
musica", come p o s s i b i l e correzione delle nostre dlsarmonie
p u b b l i c h e e p r i v a t e . Nei miei termini direi che o c c o r r e una
ricompren3ione d e l l ' i n c a n t o d e l l a o a r o l a come e s n e r i e n z a del-
la ve ri tà.
Svelare le radici m e t a f i s i c h e d e l l ' i d e a comune del tem-
po, l'immaginario che si a f f l ì g g e e che ci a f f l i g g e in q u e s t o
concetto, la s t r a t e g i a p s i c o - s t o r i c a che s u di e s s o sì impian
ta, e nel c o n t e m p o m o s t r a r e come l'esperienza stessa esibisca
un a l t r o m o d o di i n t e n d e r e il p a s s a t o e 11 f u t u r o , e c o n s e -
guentemente di vivere la d i s t a n z a del p r e s e n t e , è il contribu
to che il p e n s i e r o p u ò dare al p r o b l e m a , p r o b l e m a che la s o l a
esperienza pensante, per quanto coraggiosamente radicale, non
p u ò certo b a s t a r e a r i s o l v e r e . M a se è vero che l'intera no-
s t r a civiltà sì è di fatto f o n d a t a sul s o t t i l e p e r n o di un'im
maginaria e ideologica concezione del t e m n o , c o n t r i b u i r e a
spostare anche di p o c o l'asse di tale i d e o l o g i a e il b i l i c o
delle sue d i s t a n z e p o t r e b b e di già aprire uno s p a z i o dì Inter
pretazione in cui g i o c h i n o il tempo del f u t u r o , e del p a s s a -
to, n e l l a r i t r o v a t a g r a z i a del presente.
APPENDICE
1
CHE NE E DEL PASSATO?
(da: La aaaa di Dedalo, n. 1, 1983)

C ' e r a u n a v o l t a il p a s s a t o . Un u o m o come K a n t p o t e v a an-


cora c r e d e r e , senza i n c r i n a t u r a di d u b b i o , nella realtà del
p a s s a t o . Egli p o t e v a del r e s t o p a r l a r e della r a g i o n e come di
una realtà p a c i f i c a m e n t e (anche se m a g a r i solo "potenzialmen-
te") comune a l l ' i n t e r o genere umano p a s s a t o , p r e s e n t e e futu-
ro. P e r q u e s t ' u o m o "di r a g i o n e " il p a s s a t o è un dato, indubi-
t a b i l e . Scrive K a n t nella D i a l e t t i c a d e l l a "Ragion pura":
"Noi, p e r la c o m p l e t a comprensibilità di ciò che è d a t o n e l
f e n o m e n o , abbiamo b e n s ì b i s o g n o dei p r i n c i p i , m a non mai d e l -
le c o n s e g u e n z e " . C i ò signifi-ca: q u e l che accade n e l fenomeno
qui e o r a ("questo ragno e q u e s t o lume di luna t r a i rami e
così p u r e q u e s t o a t t i m o e io s t e s s o . . . " ) non è che la s o m m a
meaeaniaa della s e r i e degli eventi "materiali" nella forma li.
neare e s u c c e s s i v a del t e m p o . "Rispetto a un p r e s e n t e dato,
dice Kant, b i s o g n a a priori distìnguere gli antecedentia come
condizione dei oonsequentia". Per comprendere il p r e s e n t e dob
biamo risalire agli anteaedentia (i " p r i n c i p i " ) , i n q u a n t o es
si "condizionano" le loro c o n s e g u e n z e . D e l f u t u r o , invece,
non a b b i a m o b i s o g n o (per comprendere presente e p a s s a t o ) . Il
mondo potrebbe aver fine tra un istante e s p e g n e r s i di colpo
ogni f u t u r o . Esso resterebbe "così", per sempre: incompiuta-
mente c o m p i u t o c o m e la semplice totalità di ciò che accade
(di ciò che è a c c a d u t o ) . O p p u r e i l . f u t u r o p o t r e b b e continua-
re: s e m p l i c e a c c u m u l o di q u e i granelli di s a b b i a che sono gli
infiniti e v e n t i che accadono. L'uno dopo 1'altro, staccandosi
d a un i m p e r c e t t i b i l e presente, fanno un m u c c h i o nell'ideale
168

c l e s s i d r a c o s m i c a : il m u c c h i o del p a s s a t o che sempre cresce e


sta. Ogni f u t u r o , q u i n d i , avrà lo stesso p a s s a t o , s o l o accre-
s c i u t o v i a via degli ultimi granellini che cadono sul m u c -
chio, c o n d i z i o n a n d o la caduta dei granelline successivi. Per-
ciò la volontà non p u ò che digrignare i denti, impossibilita-
t a com'è a "volere a ritroso". Neppure a Dio è c o n c e s s o che
i l factum S i v e n g a infeotum 3 che ciò che è a c c a d u t o n o n s i a ac
c a d u t o : la mela e 11 serpente s t a n n o per s e m p r e , e fanno gro£
po, c o n d i z i o n a n d o ogni futuro. U n b e l g u a i o se v o l e s s e ripen-
sarci .

M a t u t t o q u e s t o , che altro è se non la c o n c e z i o n e nichi-


l i s t i c a del tempo e del p a s s a t o ? In una p r o s p e t t i v a ermeneuti
ca, quale è q u e l l a che oggi v i v i a m o , le cose c a m b i a n o , e di
molto. Nella prospettiva ermeneutica il p a s s a t o non è mai "da
t o " . Esso non è c o s t i t u i t o da una serie di istanti che si sue
cedono, d a antecedentia a eonsequentia, i n modo d e - f i n i t o : an-
che il p a s s a t o "cambia". Esso non è mai "già così costituito"
e il p r e s e n t e non è mai la semplice somma del p a s s a t o . In un
p r e s e n t e e r m e n e u t i c o i fenomeni accadono in quanto "interpre-
tati". Questo interpretare apre un n u o v o futuro. M a ogni futu
ro, i n q u a n t o n u o v o , h a anche un n u o v o p a s s a t o . P e r l'atteg-
g i a m e n t o e r m e n e u t i c o il p a s s a t o è ciò che attende al v a r c o
nel futuro d e l l ' i n t e r p r e t a z i o n e . Il futuro è là dove il passa
to (un p a s s a t o ) giunge al suo fine e si rivela come destino;
m a n e l l o s t e s s o tempo il futuro è ciò che, nel p o r s i e nel
p r o p o r s i , cambia, i n t e r p r e t a n d o , i l p a s s a t o . Sicché nell'atte^
g i a m e n t o e r m e n e u t i c o , i n q u a n t o esso assume il p u n t o di vista
d e l l ' i n f i n i t a i n t e r p r e t a z i o n e , ciò che a c c a d e , il fenomeno,
accade in due s e n s i : come futuro e come p a s s a t o . N e l l o spo-
starsi c o n t i n u o del c e n t r o i n t e r p r e t a t i v o sul q u a l e poggia
"copernicanamente" ("brunianamente") il p i e d e alato del p r e -
s e n t e , le due d i m e n s i o n i del f u t u r o e del p a s s a t o si modifica
n o i n s i e m e : o n d a circolare mobile col suo mobile orizzonte.

H a s c r i t t o P a o l o R o s s i : "La c o n q u i s t a o la s c o p e r t a del
tempo f u u n ' o p e r a z i o n e assai l e n t a . Nel 1 6 5 9 , l'uomo e la n a -
tura (che sono usciti insieme dalle mani di Dio,) h a n n o un p a s
169

s a t o di p o c o p i ù di s e t t e m i l a anni p e r V o s s i u s , di quasi
5.700 anni p e r H o r n " . E ancorai "Gli uomini dell'età di
H o o k e a v e v a n o un p a s s a t o di s e i m i l a a n n i , quelli dell'età di
Kant e r a n o consapevoli di un p a s s a t o di m i l i o n i di a n n i . N o n
c'è diversità solo fra vivere al centro o ai m a r g i n i del m o n -
do, m a anche fra v ì v e r e in un p r e s e n t e relativamente vicino
alle o r i g i n i (disponendo p e r di p i ù di u n T e s t o che narra tut
ta la s t o r i a del m o n d o ) o invece in un p r e s e n t e d i e t r o il q u a
le si e s t e n d e 1'*oscuro abisso' (l'espressione è di Buffon)
di un tempo q u a s i i n f i n i t o (,,.). L'infinità del m o n d o nello
s p a z i o , che e s a l t a v a B r u n o , p r o v o c a v a i n v e c e in K e p l e r o un
s e n s o di s m a r r i m e n t o e di 'nascosto o r r o r e ' ; La quasi-lnfini-
tà d e l t e m p o , l'immagine di u n a storia concepita secondo una
scala c r o n o l o g i c a e n o r m e m e n t e ampia provocava anch'essa rlspo
ste d i v e r g e n t i . L a r i f l e s s i o n e sulla l u n g h e z z a d e l l a storia u
roana, s u l l a s t e r m i n a t a antichità delle n a z i o n i si svolge in
questi stessi anni e , i n molti c a s i , appare s t r e t t a m e n t e in-
trecciata alle d i s c u s s i o n i sul d i v e n i r e d e l l a n a t u r a e sulla
storia della Terra (...). L ' u o m o si e r a c o n c e p i t o , p e r molti
s e c o l i , al centro di un u n i v e r s o l i m i t a t o n e l l o s p a z i o e nel
tempo e c r e a t o a suo b e n e f i c i o . Si e r a i m m a g i n a t o abitante,
fino dalla c r e a z i o n e , di una T e r r a i m m u t a t a nel t e m p o . Si e r a
c o s t r u i t o una s t o r i a di poche m i g l i a i a di anni che identifica
va l'umanità e la civiltà con le nazioni del V i c i n o O r i e n t e e
poi con la G r e c i a e con Roma. Si e r a p e n s a t o d i v e r s o , per e s -
s e n z a , dagli a n i m a l i : signore del m o n d o e s i g n o r e e padrone
dei propri p e n s i e r i . Ci si troverà p r e s t o , nel n u o v o secolo,
a fare i conti con la d i s t r u z i o n e di t u t t e queste certezze,
con una d i v e r s a , m e n o n a r c i s i s t i c a , m a c e r t o più drammatica
immagine dell'uomo" (1).

Kant h a dunque alle spalle il m o n d o di N e w t o n e il p a s -


s a t o di B u f f o n . Noi il m o n d o di Einstein e il p a s s a t o di D a r -
w i n . Così p u r e , dopo M a r x , il p a s s a t o che l'uomo h a alle s p a i
le non è p i ù il m e d e s i m o ; e p r o p r i o per ciò si apre un n u o v o
destino, un n u o v o futuro, p r o p r i o in forza di quella interpre
tazione di un p a s s a t o che M a r x definì p r e - i s t o r i c o e vide d o -
170

m i n a t o d a l l a lotta di classe (olavis universalis e vista tele


s c o p i c a di e v e n t i s i n o a l l o r a fraintesi o ignorati del tut-
to) . T u t t a v i a , noi a b b i a m o o r a anche M a r x alle s p a l l e , e la
nostra interpretazione d e l l a s u a i n t e r p r e t a z i o n e , sicché il
nostro futuro si d i p i n g e un p o ' d i v e r s a m e n t e da come e g l i im-
maginava, unitamente al m o d i f i c a r s i del n o s t r o p a s s a t o rispet
to al s u o .
C o n t u t t o ciò, e sebbene q u e s t e osservazioni possano ap-
parire a prima vista abbastanza pacifiche per la n o s t r a co-
s c i e n z a , il p u n t o e s s e n z i a l e della q u e s t i o n e e r m e n e u t i c a , del
suo interpretare e reinterpretare il p a s s a t o (e il p r e s e n t e e
il f u t u r o ) , non é a n c o r a c o l t o , o p u ò n o n e s s e r e colto, se
noi non ci d i s p o n i a m o a p e n s a r e d a v v e r o q u e s t o s e m p l i c e fat--
t o : che il p a s s a t o di V o s s i u s e il p a s s a t o di Kant e r a n o real
mente d i v e r s i ; così come s o n o realmente diversi ti nostro pas
sato e q u e l l o di K a n t : diversi alla lettera e non così p e r di,,
re. C o m e p o t r e m m o p e n s a r e d a v v e r o q u e s t a verità che urta così
clamorosamente contro le c e r t e z z e del n o s t r o s e n s o c o m u n e , an
cora totalmente i n t e s s u t o di idee e di e v i d e n z e nichilìsti-
1
che, a cominciare d a l l a comune n o z i o n e del tempo e dal p r i v i -
legio c o s m i c o che da sempre le attribuiamo?
L a q u e s t i o n e e r m e n e u t i c a è in cammino da t e m p o , per e s .
da Schleiermacher; m a s o p r a t t u t t o da H e g e l : d a q u e l s u o ripe-
tuto "per n o i " d e l l a Fenomenologia dello spirito. P e r la c o -
scienza servile accade q u e s t o e q u e l l o , p e r la c o s c i e n z a si-
g n o r i l e q u e s t ' a l t r o ; m a per noi ciò che accade t r a loro "in
v e r i t à " è u n ' a l t r a c o s a . L a s t o r i a di q u e l l e c o s c i e n z e e di
q u e i m o n d i t r o v a in noi la v e r i t à e il s u o s e n s o . Il che p o i ,
in d e f i n i t i v a , vuol d i r e : a l t r o è il m o n d o degli uomini che
vissero la r e l a z i o n e signoria-servitù, col loro p a s s a t o , p r e -
sente e f u t u r o ; a l t r o è il m o n d o n o s t r o , col s u o sapere e i n -
t e r p r e t a r e , in cui è c o m p r e s o q u e l p a s s a t o "per n o i " . Se to-
gliamo l'"assoluto" (ti "sapere a s s o l u t o " ) , come da tempo e
da ogni p a r t e si dice di p o t e r e d o v e r fare (con la convinzio
n e , chissà p e r c h é , di d i v e n i r e così p i ù " s e n s a t i " ) , quale rea
le d i f f e r e n z a resta t r a il n o s t r o s a p e r e e r m e n e u t i c o e i l s a -
171

pere hegeliano?
M a s e g u e n d o , o r a , t u t t ' a l t r o corso di p r o b l e m i e tutt'al
tra tradizione di p e n s i e r o , p o s s i a m o dire che la q u e s t i o n e er
roeneutica è-in cammino anche dai Principles of Geology di
Charles L y e l l . C o m e è stato o s s e r v a t o di recente, "risale in-
fatti a L y e l l 11 p r i n c i p i o s e c o n d o il q u a l e occorre spiegare
il p a s s a t o rifacendosi a cause note e o p e r a n t i nel presente.
Questo'principio, all'apparenza così o v v i o da s e m b r a r b a n a l e ,
contiene in verità una c o n s e g u e n z a d i r o m p e n t e . C o n s e n t e di in
vertire l'ordine c r o n o l o g i c o , s t o r i c o ! iì p r e s e n t e diviene
l'origine de.l p a s s a t o , il s u o m o d e l l o e s p l i c a t i v o " (2). E' no
to che D a r w i n applicò tale p r i n c i p i o alle specie viventi e s i
s a con q u a l i conseguenze. Ora, questo rappresentare "11 c o r s o
della n a t u r a nei p e r i o d i p i ù antichi g o m e s o m i g l i a n t e in t u t -
te le c i r c o s t a n z e e s s e n z i a l i allo s t a t o di cose o r a s t a b i l i -
to", come s c r i v e v a L y e l l nei Conoluàing Remarks d e l l a sua o p e
ra (3), non comporta a u t o m a t i c a m e n t e il p e n s i e r o che il p a s s a
to realmente muta s u l l a ' b a s e del m o d e l l o e s p l i c a t i v o del p r e -
s e n t e . Di c e r t o né L y e l l né D a r w i n f o r m u l a r o n o mai nella loro
mente un p e n s i e r o del g e n e r e , sebbene e s s o fosse i m p l i c i t o in
m o d o n e c e s s a r i o in ciò che e s s i v e n i v a n o facendo e dicendo.
Essi non p o t e r o n o , come si o s s e r v a v a p o c ' a n z i , p e n s a r l o davve_
ro; e ciò, a parte L y e l l e in termini p i ù g e n e r a l i , perchè la
s c i e n z a n a t u r a l e e la s c i e n z a storica d e l nostro t e m p o sono
ermeneutiche senza s a p e r l o (senza p o t e r l o "pensare", o senza
p o t e r p e n s a r e , come diceva H e i d e g g e r ) , sicché s o n o prevalente
m e n t e i g n a r e delle conseguenze davvero " d i r o m p e n t i " del loro
o p e r a r e . N e l l a totale s t o r i c i z z a z i o n e del p a s s a t o , ad e s e m p l o ,
come potrà la s t o r i o g r a f i a non arrivare a storicizzare anche
se stessa, cioè 11 p r o p r i o s g u a r d o v e r i t a t i v o , che e s s a si o-
stina a c o n s i d e r a r e , non alla stregua di un p u n t o di vista in
terpretante in m o v i m e n t o col s u o o g g e t t o (come a v r e b b e detto
P e i r c e ) , m a sempre p i ù tendente a una m i t i c a e immaginaria
"oggettività?".

Malgrado queste o s s e r v a z i o n i e p u r e s u p p o n e n d o che e s s e


possano trovare consenso e comprensione, resta n o n d i m e n o il
172

p r o b l e m a : come p e n s a r e davvero che il p a s s a t o m u t a , che di


fatto diviene a l t r o da s é , che l'universo del n o s t r o passato
non è p i ù 11 m e d e s i m o , in s e n s o reale, degli uomini di due se
coli fa, c o m e i l loro e r a di fatto d i v e r s o da q u e l l o di S e n e -
ca e q u e s t ' u l t i m o d a q u e l l o di O m e r o , e così via? Come evita-
re di t r a s f o r m a r e q u e s t o p e n s i e r o (che h a q u a n t o m e n o il m e r i
t o d e l l a c o e r e n z a ) in un a l t r o p i ù b l a n d o , m e n o "dirompente"
e anche i n c o e r e n t e p e n s i e r o che d i c e : il p a s s a t o m u t a nel sen
s o che m u t a n o le n o s t r e cognizioni e le n o s t r e interpretazio-
ni di e s s o , nonché i nostri metodi e i nostri s t r u m e n t i di a£
p r o c c i o , m a ciò n o n s i g n i f i c a p e r ò c h e , in 3é, o v v e r o in tut-
t a la sua p u r i n e s a u r i b i l e complessità, il p a s s a t o non resti
per sempre quello che è s t a t o , così come appunto, in sé, esso
è stato, indipendentemente da o g n i i n t e r p r e t a z i o n e , p u n t o di
vista, metodo o opinione? Come evitare questa illusoria sensa
tezza del n o s t r o s g u a r d o , se ciò che ci c a r a t t e r i z z a come uo-
mini "moderni" è proprio l'assunzione di un s i f f a t t o a b i t o di
p e n s i e r o e la c o n v i n z i o n e della sua "ovvia" veridicità?
H a è poi a n c o r a così o v v i a q u e s t a s u p p o s t a verità?

Noi d i c i a m o : q u é l che è s t a t o è s t a t o . Però anche sappia


m o : q u e l che è s t a t o non c'è p i ù . M a come fa a " s t a r e " q u e l
che n o n c'è p i ù ? D o v e "sta" il p a s s a t o ? N e m m e n o il presente
s t a , m a a l m e n o , p e n s i a m o , e s s o à. M a che è (e in che m o d o è)
il p r e s e n t e ? Sappiamo bene che la r i s p o s t a è a r d u a , anzi im-
p o s s i b i l e . P r e s i come s i a m o d a q u e s t a v e r t i g i n e dell'ineffabi
lità, e a n c o r p r i m a d e l l ' i n c o m p r e n s i b i l i t à del t e m p o , che p u -
re c o n t i n u i a m o a p e n s a r e come "l'orizzonte d e l l ' e s s e r e " , o co
me l u o g o di t u t t o ciò che a c c a d e (e che p e r c i ò è , è s t a t o o
sarà), come faremo ad a f f r o n t a r e senza i n c e r t e z z e il p r o b l e m a
del p a s s a t o ?
Nel p r e s e n t e , d i c i a m o a n c h e , s t a n n o i segni del p a s s a t o ;
è i n t e r p r e t a n d o q u e s t i segni che noi " r i c o s t r u i a m o " il p a s s a -
to (in b a s e al p r i n c i p i o di L y e l l : le relazioni attuali tra
gli e v e n t i s o n o le s t e s s e in ogni t e m p o , sicché p o s s i a m o pro-
iettarle ali'indietro per ricostruire gli a n t e c e d e n t i che de-
173

vono p r e s u m i b i l m e n t e essere accaduti p e r dar l u o g o , c o s i come


danno o potrebbero dar luogo o g g i , a q u e l l e conseguenze che
o s s e r v i a m o in forma di segni della n o s t r a p r e s e n z a ) (4), L'e-
v e n t o del p a s s a t o (a p a r t i r e dai segni d e l p r e s e n t e ) viene co
si c o l l o c a t o in un n e s s o di relazioni che si s u p p o n e visto o
v i s i b i l e , o s s e r v a t o o o s s e r v a b i l e , in m o d o pan-or amico: c'è
un o c c h i o i d e a l e , c o l l o c a t o i n un ideale p u n t o di osservazio-
ne non c o i n v o l t o dal m o v i m e n t o storico e i n t e r p r e t a t i v o che
"vede t u t t o " (o a s p i r a a v e d e r tutto come idea teleologica
del suo sguardo).

Omero, come s e g n o anoora presente, ci invia a p e n s a r e :


forse a c c a d d e d a v v e r o la g u e r r a di T r o i a . M a S c h l i e m a n n trova
poi 1 p r o b a b i l i s e g n i del m i t i c o c o n f l i t t o impressi nei resti
di m u r a b r u c i a t e e conservate nella p r o f o n d i t à della terra.
Se p e r s u p p o s i z i o n e del t u t t o f a n t a s t i c a p o t e s s i m o ritrovare
un a r c h i v i o di tavolette incise in u n ' i p o t e t i c a "Lineare C",
le q u a l i , decifrate, r i v e l a s s e r o di e s s e r e il catalogo.del-
l'impresa (quante n a v i , q u a n t i u o m i n i , c a v a l l i , vettovaglie,
q u a l i o r d i n i di m a n o v r a , q u a l i capi, e c c . ) , noi avremmo com-
p i u t o un altro p a s s o d e c i s i v o p e r r i c o s t r u i r e il "fatto stori
c o " che "ispirò il m i t o o m e r i c o " . O m e r o , p e r n a r r a r e , invoca-
va le dee della m e m o r i a : "Oh D e e , voi che avete tutto visto,
tutto sapete" ( 5 ) . Era il s u o m o d o di r e n d e r " p u b b l i c o " il
fatto. Cioè " v e r o " . Il f a t t o è vero p e r c h è è a c c a d u t o al c o -
s p e t t o d e l l e Dee che v e d o n o t u t t o e p e r c i ò sanno t u t t o ( 6 ) .
Noi contemporanei s o r r i d i a m o di tanta, s e p p u r "poetica", inge
n u l t à . Non e s i s t o n o Dee, n e s s u n o vede t u t t o , e s e p u r Uno
c'è, la s c i e n z a s t o r i c a n o n h a da o c c u p a r s e n e , m a deve solo
c o n f i d a r e nel suo "metodo" (cioè nella s u a via a t t a a rintrac
ciare fatti concreti da segni c o n c r e t i , sine ira, Bine stu-
dio, e sine furore poetico-religioso). Questo significa: ciò
che accade è un fatto, ed è un fatto vero, in q u a n t o accade
al c o s p e t t o d e l l ' o c c h i o pubblico della s t o r i a u n i v e r s a l e . A-
chille e A g a m e n n o n e , D i o m e d e e U l i s s e , Ettore e P r i a m o , e le
loro s p o s e , " p e n s a v a n o " di e s s e r " g u a r d a t i " d a l l ' o c c h i o degli
174

Dei (per psicologica s u p e r s t i z i o n e di genti p r i m i t i v e ) ; i m e -


schini n o n s a p e v a n o di essere invece guardati dall'occhio del
la s t o r i a universale (cioè: da n o i ) e che la verità di q u e l
che s t a v a n o v i v e n d o e facendo n o n e r a ciò che essi immaginava
n o . N o n q u a l e ira o v e n d e t t a degli Dei e dei m o r t a l i , noi, se
f o s s i m o stati presenti (ma e c c o che quasi ci s i a m o , grazie al
le t a v o l e t t e i n t e r p r e t a t e da noi ) , avremmo c h i e s t o ; né (figu-
riamoci) come e r a b e l l a E l e n a ; m a : quali rapporti commercia-
li? q u a n t e derrate annue? q u a l i classi sociali? q u a l e econo-
mia? q u a n t e armi? q u a n t i cavalli? (per f a v o r e , il n u m e r o "rea
le", s e n z a a r r o t o n d a m e n t i " e s t e t i c i " ) . E ' con q u e s t e domande
che noi ci faremmo s t r a d a v e r s o la v e r i t à . M a q u a l e verità?
Verità di che e r i s p e t t o a che?

Nell'esperienza che d i c i a m o "privata" noi v i v i a m o e p e n -


s i a m o a l t r i m e n t i . I fatti del n o s t r o p a s s a t o restano per lo
p i ù i n d e c i d i b i l i , s i n o a scomparire n e l n u l l a . T i z i o amò C a -
ia, tempo fa; m a venne il g i o r n o in c u i , dopo aspre liti e
fugaci r i c o n c i l i a z i o n i , T i z i o e Caia d e c i s e r o di lasciarsi.
Negli anni s u c c e s s i v i T i z i o h a v i a v i a r e i n t e r p r e t a t o 11 fat-
to, s c o p r e n d o ogni volta che altro da ciò che ne aveva prima
p e n s a t o era a c c a d u t o tra loro "in v e r i t à " . C a i a , durante q u e -
sto tempo, aveva f a t t o a l t r e t t a n t o . M a che cosa, in d e f i n i t i -
va, era davvero accaduto? I due p o t r e b b e r o ricorrere a un ter
zo, a un amico a l l o r a testimone della v i c e n d a : che accadde
tra n o i ? Perchè ci lasciammo? Chi sbagliò p e r p r i m o ? Eppure
ci a m a v a m o s i n c e r a m e n t e , non è vero? L ' a m i c o h a in m e r i t o la
s u a o p i n i o n e , o a l m e n o l'aveva, e così l'amica, il collega, i
parenti. Ma perché u n a s a r e b b e p i ù v e r a di u n ' a l t r a ? Con che
d i r i t t o uno s g u a r d o p o t r e b b e dire di aver v i s t o e capito il
s e n s o del t u t t o di q u e l l a v i c e n d a ? G u a r d a n d o d a dove e in b a -
se a q u a l e m i s u r a ? M a se n e s s u n o del p r o t a g o n i s t i e dei testi
moni p u ò dirlo, chi mai in s e g u i t o potrà dirlo? L o p s i c a n a l i -
s t a di C a i a ? Il p a d r e di T i z i o (che e r a sempre stato contra-
rio)? in verità, accadde tra me e te, ma né io né tu sappiamo
cosa e p e r c h è , né lo s a p r e m o mai una volta p e r t u t t e . E i n f i -
n e , in verità, ce ne d i m e n t i c h e r e m o . Non p r o p r i o il fatto
175

(questo e v e n t o d i v e n u t o p u b b l i c o della n o s t r a v i t a p u b b l i c a ) ,
m a le p a s s i o n i che lo a n i m a r o n o , lo f e c e r o a c c a d e r e e lo a c -
c o m p a g n a r o n o p e r un b e l p o ' . T i z i o non h a p i ù " i n t e r e s s e " a
sapere cosa- accadde e p e r c h è . C a d u t o l ' i n t e r e s s e , v i é n meno o
gni p o s s i b i l i t à di sapere (meglio s a r e b b e d i r e : di esperire
n e l suo e r r a r e ) la "verità", p o i c h é c e s s a ogni interpretazio-
ne e r e i n t e r p r e t a z i o n e ! tanti anni fa mi fidanzai con Caia;
f u u n p e r i o d o t u r b o l e n t o ; non a n d a v a t r a n o i , e t u t t o finì.
Il p a s s a t o del vivere "privato" a f f o n d a nel n u l l a senza
accedere per nulla a la verità. E n e s s u n o invero se ne s t u p i -
s c e . Il p a s s a t o resta con noi fino a q u a n d o noi c o n t i n u i a m o a
interpretarlo (o a e s s e r n e s o p r a t t u t t o i n t e r p r e t a t i , in q u a n -
t o i n q u i s i t i , i n c a l z a t i , interpellati dai suoi s e g n i ) . Così
accade p e r il p a s s a t o , la "storia", d e l l e famiglie: incombe
sui suoi m e m b r i , o l t r e p a s s a p i ù di una g e n e r a z i o n e , m a via
vìa diviene a n e d d o t o e leggenda f a m i l i a r e , p e r a f f o n d a r e infi^
ne n e l l ' o b l i o . N e s s u n o ne s a p i ù n u l l a . U n b i o g r a f o potrebbe
ricostruirne la " v e r i t à " . In realtà p o t r e b b e ricostruire solo
i fatti "pubblici", con la lavo v e r i t à : n a s c i t e , m o r t i , matrjL
moni, contese, fortune e d i s g r a z i e , un p o ' come n o i narriamo
i periodi remoti d e l l a n o s t r a v i t a che n o n sentiamo più di a-
ver v i s s u t o , e che comunque valutiamo secondo i modi esplica-
tivi che ci c a r a t t e r i z z a n o nel p r e s e n t e , come faceva Lyell
con le sue rocce e 1 suoi vulcani.
Con q u e s t e osservazioni ci s i a m o a v v i c i n a t i al punto e s -
senziale, che qui si deve n e c e s s a r i a m e n t e e s p r i m e r e nel m o d o
p i ù s i n t e t i c o : il p a s s a t o , q u e l p a s s a t o che il s e n s o comune,
e anche la s c i e n z a , c o n s i d e r a come una realtà in s é , avvenuta
u n a volta p e r t u t t e , è un c o n c e t t o "pubblico" e una verità
" p u b b l i c a " . In q u a n t o tale, e s s o è f i g l i o della ratio dell'Oc
c i d e n t e , cioè della f i l o s o f i a . E ' la f i l o s o f i a ad a v e r c o s t i -
tuito una realtà p u b b l i c a , fatta di e n t i e di e v e n t i p u b b l i -
ci, e s p r i m i b i l i in un logos p u b b l i c o , i n una r a g i o n e imperso-
>i
nale e universale. Ed è anzi q u e s t o logos, q u e s t o dialogare e
dibattere per giungere a una verità comune e pubblica, l'even
to capitale che h a reso p o s s i b i l e uno s g u a r d o v o l t o a istituì
176

1
re l'oggettività in s é , n a t u r a l e e s t o r i c a . E tn q u e s t o modo
che l'occhio del s a p e r e h a p r e s o il p o s t o d e l l ' o c c h i o degli
D e i . O r a p e r ò che "morti son tutti gli D e i " è p e r ò rimasta
q u e s t a loro ombra n i c h i l i s t i c a che disegna l'ideale f i g u r a di
una g r a n d e c o s c i e n z a , o di un I n t e r p r e t a n t e finale e c o m p l e s -
s i v o , al c o s p e t t o del quale da sempre si totalizzerebbero tut
ti gli eventi del m o n d o , c o n s e r v a n d o v i la loro realtà e v e r i -
tà "in s é " . E ' q u e s t o grande I n t e r p r e t a n t e c o s m i c o che a s s i -
steva i m p a s s i b i l e alle originarie scissioni n u c l e a r i che d i e -
dero v i t a a l l ' u n i v e r s o e di cui 1 cieli e le s t e l l e conserva-
n o come s e g n o u n ' e c o che ancor oggi lo s c i e n z i a t o p u ò "ascol-
tare", sicché, mettendosi al p o s t o d e l l ' I n t e r p r e t a n t e origina
rio, p u ò d e s c r i v e r e come d a l l ' a l t o "ciò che accade in v e r i -
tà"; è questo stesso Interpretante che osservò i m p a r z i a l e le
migrazioni i n d o e u r o p e e , cosi che lo s t o r i c o , p r e s o il suo p o -
s t o , ne p o s s a t r a c c i a r e la m a p p a .

Q u é s t a grande fantasia p u b b l i c a (che abita anche i cer-


velli dei " p r i v a t i " , in q u a n t o anch'essi s o n o resi t a l i , cioè
" p r i v a t i " , e n t r o la s t r a t e g i a p u b b l i c a della ratio occidenta-
le, e p e r c i ò son fatti ciechi al s e n s o e f f e t t i v o del loro e-
s p e r i r e ) , questa scena Immaginarla dell'obiettivismo scienti-
fico (questa "messa in s c e n a " ) è però assai d i v e r s a da come
noi o il n o s t r o s e n s o comune se la figura i n c o n s c i a m e n t e . Q u e
s t a immagine h a la realtà e la verità delle sue operazioni I-
d e a l i z z a n t i e o b i e t t i v a n t i . N o n ata a l t r o v e da q u e l l e opera-
zioni e dalla loro r i p e t i z i o n e i n t e r p r e t a t i v a ; n o n h a altro
luogo, se non q u e l l o che le c o m p e t e : 11 luogo " p u b b l i c o " , che
indubbiamente l n t r a m a il suo s e n s o e la sua p r o s p e t t i v a con
1'-esperienza del vivere che s e m p r e dì n u o v o facciamo; m a che
non h a a l t r o luogo e a l t r o s e n s o . Non è la verità del m o n d o
(e del p a s s a t o del m o n d o ) ; non detiene p e r sé la v e r i t à in
sé, "obiettiva". Anche e soprattutto perchè "verità in s é " ,
" m o n d o " e " o b i e t t i v i t à " sono concetti p u b b l i c i . L o r o fondameli
to e ragion d'essere e la ratio p u b b l i c a e il suo logos, la
ragione f i l o s o f i c a .è s c i e n t i f i c a . E ' davvero assurdo (per nul
la "sensato") che la ragione cerchi in q u e i c o n c e t t i , che e s -
177

sa ha inconsciamente c o s t r u i t o , e nei s u p p o s t i "oggetti" cor-


rispondenti, la s u a "verifica": come se q u e g l i o g g e t t i fosse-
ro reali e d esistenti, e quindi v e r i , al m o d o in cui fu r e a -
le (sebbene in un s e n s o "logicamente" indicibile) l'ira di A-
chille e la relazione amorosa di T i z i o e G a i a , Si s a come si
difende,a questo proposito, la r a g i o n e : l'ira, l'amore: ma
questi sono fatti "psicologici"? p e r q u e s t o la l o g i c a non li
può e s p r i m e r e (sebbene, m e d i a n t e qualche pillola chimica, li
p o t r e b b e m o d i f i c a r e ) . Si difende cioè con la d i s t i n z i o n e tra
"pubblico" e " p r i v a t o " . A p a r t i r e dalla i s t i t u z i o n e 'del "pub-
blico". E dall'invenzione dello "psichico".

C e r c h i a m o di illustrare i l s e n s o del d i s c o r s o che p r e c e -


de con un e s e m p l o direttamente vissuto.
V i a g g i a v o , tempo fa, in t r e n o . Nei p r e s s i di P i s a , s t a n -
do al f i n e s t r i n o , osservai un grande c a p a n n o n e - E r a assai mal
ridotto, forse a b b a n d o n a t o ; m o l t e delle sue n u m e r o s e finestre
avevano i vetri rotti o ne e r a n o p r i v e del t u t t o . M i trovai a
calcolare quanti anni p o t e s s e a v e r e : forse q u a r a n t a ? Ci fu un
giorno, pensai ancora, in cui e r a nuovo, lucido, i n ordine,
appena i n a u g u r a t o , con tutti i vetri a p o s t o che rifletteva-
n o , a b b a g l i a n d o , il s o l e al t r a m o n t o - c o m e o r a . Q u i intorno
la campagna, la s t r a d a ferrata, e r a t u t t o c e r t a m e n t e diverso.
E mentre qui a c c a d e v a n o quei b a g l i o r i delle finestre al t r a -
m o n t o e i l b e l capannone concludeva la s u a p r i m a giornata, di
vita, i o , n e l l o s t e s s o i s t a n t e , nella s t e s s a ora, e r o bambino
a Bologna, accanto a mia m a d r e giovane e bella che si occupa-
v a di m e . ^L'Italia e r a allora un altro p a e s e da o g g i , la v i t a
aveva ritmi e sensi in gran p a r t e s c o m p a r s i , le d o n n e e gli
uomini v e s t i v a n o a l t r i m e n t i , p a r l a v a n o a n c h e a l t r i m e n t i . Mi
venne a l l o r a un'idea assurda (ma c o m u n e , credo, all'esperien-
za di m o l t i ) : se p e r m i r a c o l o t u t t o p o t e s s e tornare indietro
di q u a r a n t ' a n n l - il c a p a n n o n e , la c a m p a g n a , B o l o g n a , la m a m -
ma, i o . . . .

Questo pensiero puerile ne innesca u n ' a l t r o , che p r e n d e -


va la s u a m i s u r a e il suo s e n s o d a l l ' o g g i , cioè d a ciò che 03
gi son d i v e n t a t o : m a q u e s t o m i r a c o l o "potrebbe" accadere? Non
178

la s u a p o s s i b i l i t à di fatto, ovviamente} come si s a , 11 tempo


non scorre a r i t r o s o . M a la s u a p o s s i b i l i t à di diritto, la
sua possibilità " l o g i c a " . E ' di p r i n c i p i o p o s s i b i l e (anche se
di f a t t o i m p o s s i b i l e ) una cosa s i m i l e ? O r a , il p u n t o che qui
i n t e r e s s a è p r o p r i o q u e s t o : ohe aio è di principio impossibi-
le . A q u a l e luogo t o r n e r e b b e i n f a t t i il " m o n d o " , t o r n a n d o nel
p a s s a t o ? Se tutto t o r n a s s e al 1 9 4 2 . . . M a il 1942 è il luogo
di un'interpretazione p u b b l i c a . Esso in sé non è mai esistito
(non è mai e s i s t i t a la s u p p o s t a totalità degli eventi che noi
r i a s s u m i a m o n e l l a c i f r a 1 9 4 2 ) , come non e s i s t e q u e s t o novem-
b r e del 1982 e l'immaginarla totalità degli e v e n t i obiettivi
che s t a r e b b e r o i n e s s o . Questi luoghi p u b b l i c i non s o n o "ciò
che e s i s t e " o "ciò che a c c a d e " . Se tutto tornasse come allo-
ra; m a q u a l e " t u t t o " , e a p a r t i r e d a che o d a chi? S o l o p e r
il "Dio", al c o s p e t t o del q u a l e e p e r il q u a l e tutto accade
i

1
e d è, q u e s t a frase p u ò avere s e n s o . M a è p r o p r i o il D i o , q u e -
sto I n t e r p r e t a n t e complessivo immaginato dalla onto-teo-lo
già, che non c i - è . S o l o p e r 1 p i ù antichi D e l , d e l l a p i ù ar-
caica cosmologia, tutto tornava effettivamente da c a p o , ogni
primavera.
Che il m o n d o s i a una "totalità o g g e t t i v a " di relazioni
(il c a p a n n o n e e le sue f i n e s t r e , i vetri e il t r a m o n t o che 11
abbaglia, la campagna e il t r e n o che p a s s a , il b a m b i n o e la
mamma, oppure il r a g n o e la luna) q u e s t a è appunto la "finzio
ne p u b b l i c a " che non ci-è. "Capannone", "bambino", "luna" s o -
n o unità di s i g n i f i c a t o p u b b l i c o di cui si p u ò m i s u r a r e l'età,
l'aspetto, la p e r s i s t e n z a e la f u n z i o n a l i t à r i s p e t t o a uno
s c o p o e s i m i l i . M a dove e oome "esistono" tali u n i t à ? Dal
p u n t o di v i s t a del suo "uso s o c i a l e " il c a p a n n o n e n u o v o è m e -
g l i o di q u e l l o v e c c h i o . D a l p u n t o di vista d e l l a "sociale con
v i v e n z a " il b a m b i n o t r a n q u i l l o è m e g l i o del b a m b i n o agitato.
Ma queste unità di s i g n i f i c a t o non s t a n n o nella "campagna",
in b r a c c i o alla "mamma" o nel "cielo n o t t u r n o " (che sono al-
tre unità di s i g n i f i c a t o pubblico).'- D i e t r o q u e s t e unità che,
con un termine platonico, si p o t r e b b e r o c h i a m a r e "logistiche"
(Rep., 439 d ) , si i n t r a m a n o eventi infinitesimi e molteplici.
179

relazioni né oggettive né aoggettive, ma de-finite d a l loro


ac-cadere f i n i t o come nulla di s i g n i f i c a t o . 1 1 c a p a n n o n e acca
de n e l n u l l a del suo s c o p o come e v e n t o non m i s u r a b i l e né c o l -
locabile i n spazi e tempi p u b b l i c i . E s s o accade in m i r i a d i di
eventi s o t t o il sole, e la p i o g g i a , nel v e n t o che s p e z z a i v e -
tri - e p e r c h è un v e t r o s p e z z a t o non a n d r e b b e b e n e ? N o n si è
s p e z z a t o in b a s e alla sua natura e nell'incontro con altre
"nature"? - Dove s o l e , p i o g g i a e vento a c c a d o n o a l o r o volta
de-finiti in miriadi di eventi che non " f a n n o " totalità, non
h a n n o una stanza oggettiva {rispetto a q u a l e osservatore pri-
v i l e g i a t o , non c o i n v o l t o in a l c u n a stanza particolare, ma po-
s t o nel luogo "supremo" della v i s i b i l i t à ? ) , m a solo u n a r e c i -
p r o c a distanza. N o n c'è " i n s i e m e " di-questi eventi come "sto-
r i a " in sé d e l c a p a n n o n e . Q u e s t a s t o r i a è i l r a c c o n t o inter-
pretante c o n d o t t o in b a s e al s i g n i f i c a t o p u b b l i c o "capannone"
e al suo uso sociale ; unità fittizia d e s t i n a t a a s u a Volta a
finire n e l nulla, in q u e l nulla che sempre ac-cade con gli e -
venti finiti e de-finiti dalla loro d i s t a n z a e p r o s p e t t i v a
multiversa; ognuno dei quali e v e n t i - si p o t r e b b e d i r e - dise
g n a un m o n d o p r e c a r i o che già si I n a b i s s a n e l n u l l a che gli
h a dato stanza aprendogli la s u a distanza, m a n e s s u n o dei q u a
li si lega con tutti gli altri i n alcun " m o n d o " c o m p l e s s i v o e
r i a s s u n t i v o , se non in forza, a p p u n t o , dell'interpretazione
"pubblica" che la ratio conduce p e r i suoi s c o p i . C o s ì è da
dire dell'unità p u b b l i c a " b a m b i n o " . Gli e v e n t i dell'infanzia,
la loro costitutiva d i s t a n z a d a l l a madre e d a l m o n d o , hanno
p r o d o t t o catene i n t e r p r e t a t i v e che via v i a s v a n i s c o n o (sebbe-
ne il p e n s i e r o dell'età di un capannone a n c o r a ne manifesti
la p e r d u r a n t e p r e s e n z a ) : essi i n v i a n o l'adulto alla s u a fine.
Fine che già di c o n t i n u o a c - c a d e , e che le unità pubbliche
("bambino", " a d u l t o " , " v e c c h i o " ) tengono p r o v v i s o r i a m e n t e s o -
spesa ("quando da b a m b i n o m i a m a m m a . . . " ) , p r i m a d e l l a loro t o
tale " c a t a s t r o f e " n e l n u l l a del non più, e quindi d e l non mai
a c c a d u t o . R i s p e t t o a che s a r e b b e infatti a c c a d u t o ciò che non
h a p i ù interpretazioni e Interpretanti possibili avanti a s é ?
Dove sta e vesta q u e s t o a c c a d u t o , che non è p i ù p e r alcun f u -
180

turo, in attesa di alcun futuro? Dell'uomo che f u b a m b i n o ces


sera anche la " s t o r i a " p u b b l i c a , c a n c e l l a n d o s i con la storia
della sua famiglia e del s u o m o n d o ; m o n d o che mai è consisti-
to in sé in tempi e luoghi o g g e t t i v i e che di p r i n c i p i o non
può e s s e r e r i t r o v a t o con un i p o t e t i c o cammino a ritroso, s u l -
le orme di i p o t e t i c i eventi disposti come i g r a n i di mollica
di P o l l i c i n o in una linea u n i d i r e z i o n a l e e oggettiva dello -
s p a z i o e del tempo.
A n c h e il tempo p u b b l i c o , con la s u a finzione di "scorre-
re", non c i - è . Il p a s s a t o , a l l o r a , cui si v o r r e b b e ritornare,
n o n s o l o non c'è p i ù , ma, p i ù e s a t t a m e n t e , come si d i s s e , non
è mal stato né sta. Dove allora d o v r e b b e r o ritornare il m o n d o
e tutte le cose del m o n d o p e r ritrovare l'istante " r e a l e " di
quarant'anni fa? Non c'è luogo che h a r a c c o l t o , conservato e
tenuto insieme l'invecchiare del c a p a n n o n e , il suo trascorre-
r e , così come non c'è luogo che tiene l'archivio di tutti gli
istanti: questo l u o g o è i m m a g i n a r i o , non a l t r i m e n t i della lu-
n a di A s t o l f o . E s s o d e s i g n a il capannone come o g g e t t o p u b b l i -
co, c o n v e n z i o n a l m e n t e ri-conosciuto come tale da chi lo h a u-
s a t o . Il capannone può e s s e r e m i s u r a t o in b a s e al tempo pub-
b l i c o t r a s c o r s o , al colore dei suoi m u r i , a l l ' i n t e g r i t à delle
sue f i n e s t r e . Q u e s t a unità di s i g n i f i c a t o p u b b l i c o certamente
nasce, i n v e c c h i a e m u o r e , e c e r t a m e n t e ha un p a s s a t o pubblico
che, sin q u a n d o p e r m a n e nell'Interpretazione p u b b l i c a , non mu
ta. H a q u e l p a s s a t o è p r o p r i o ciò che, al di fuori di quei,
calcoli e usi i n t e r p r e t a t i v i , non è s t a t o m a i .
Ciò che c'è, i n v e c e , lo v e d i a m o : è q u e l b a g l i o r e del v e -
tro s p e z z a t o che unisce in un lampo il c a p a n n o n e , il sole al
tramonto, la c a m p a g n a , il v i a g g i a t o r e , i suoi r i c o r d i , e li
invia immediatamente al n u l l a del q u a l e sono l'immagine. Que-
s t o n u l l a che c'è impedisce il p a s s a t o : che e s s o stia e si
raccolga i n s é , n e l l a sua "totalità". - Non ci avete mai pensato?
Consentite che la t o t a l i t à , anche p e r un i s t a n t e , ci sia - la
t o t a l i t à di ciò che ora e s i n o r a è a c c a d u t o (così ci immagi-
n i a m o il p a s s a t o , come lo i m m a g i n a v a K a n t ) : n i e n t e p i ù potrà
allora accadere. Sicché l'accadere del n u l l a (o che n u l l a sera
181

pre a c c a d e ) , ciò p e r cui il p a s s a t o non sta, è a l i o r a lo stes_


eo modo in cui accade 1'evento, q u e l qualcosa che n o i , nei
nostri modi p u b b l i c i , diclamo che è.
A f f e r m a r e q u e s t o è però come aprire un n u o v o problema.
Ciò e s i g e r e b b e un a l t r o (pubblico) d i s c o r s o ( 7 ) .
NOTE

1! Rossi p.: I segni del tempo. Storia della terra e storia delle nazio-
ni da Mooke a Vico, Milano, Feltrinelli, 1979, pp. 11-2, 307.

2) Ferrari G.A. : "introduzione" a C . Darwin, L'espressione delle emozio-


ni, trad. it. Milano, Boringhieri, 1982, p. XXIV,

3) Cito dalla dodicesima ed. i Lyell C. ; Prìnoiples of,- Geology or the Mo


dem Changes of the Earth and Its Inhàbitants, London, Murray, 1875,
voi. II, p. 619.

4) E' ciò che oggi viene applicato anche in cosmologia come "principio
fondamentale". Ma lo aveva a suo modo già espress.o anche Giordano Bru
no (cfr. per tale argomento Sìni C , Passare il segno. Semiotica, co-
smologia, tecnica, Milano, il Saggiatore, 1981, p. 162}.

5 | E' il celebre inizio del catalogo delle navi e degli eroi che salparo_
no verso Troia (II., II, 284 sgg.).

6) Per la connessione tra sapere e vedere nella cultura greca e il suo


nesso con la fondazione della scienza storica occidentale, oltre a
Snell B . , La cultura greca e le origini del pensiero europeo, trad,
it. Torino, Einaudi, 1963, rinvio al mio Passare il segno cit., parte
II.

7) Per il tema del nulla e dell'evento, qui solamente accennati, rinvio


alla parte li del mio Kinesis. Saggio di interpretazione, Milano, Spi_
rali, 1982.
Materiali Carlo Sì n i
Universitari IL TEMPO E L'ESPERIENZA
Lettere 58 Il tempo è la questione capitale e ricorrente della filosofia occi-
dentale. Esso è in tutti i sensi la nozione cardine dell'uomo
storico e della sua civiltà, poiché è nell'orizzonte del tempo che il
pensiero europeo, da Platone eAristotelea Husserl, Heidegger©
Bergson, cerca la sua verità e il senso dell'essere. Tuttavia, o
forse proprio perquesto, N tempoè II più problematico, inafferra-
bile e inconcepibile dei concetti, come aveva compreso, con una
modernità che non tramonta^ Agostino e come ancora rileva
Heidegger in "Tempo ed essere", Noi crediamo di "sapere" che
cosa il tempo sia, poiché esso si intrama con ogni esperienza e
con ogni evento della nostra esistenza, ma non troviamo poi
parole adeguate a questo sapere. Se sofo lo osserviamo, tale
sapere precipita in un abisso di paradossi e di enigmi. Perché ciò
accada e in particolare qualesegreto inavvertito sì celi nell'espe-
rienza del tempo e nel destino di questa parofa che governa
silenziosamente tutti i nostri pubblici saperi, èil tema del presen-
te lavoro. L'analisi è così, a suo modo, una resa di conti essenzia-
le con le radici metafisiche della nostra cultura.

Carlo Sìni insegna Filosofia tegretica presso l'Università d e g l i Studi di


Milano, Le sue opere più recenti Sono: Semiotica e filosofie (Bologna
1978); Passare il segno. Semiotica, cosmologia, tecnica ( M i l a n o 1931);
Kinesis. Saggio di interpretazione (Milano 1982); Immagini di verità
(Milano 1985).

JM Edizioni
É J P UNICOPLI L, T5000
Milana (IVA I ;
ISBN 88-7061-374-0