Sei sulla pagina 1di 7

Manual Básico Ex

APRESENTAÇÃO
HISTÓRIA E PIONEIRISMO RECONHECIMENTO
Pioneira em produtos para Atmosfera Explosiva e Uso Indus- Os produtos Blinda são conhecidos não apenas pela robustez,
trial, a Blinda contribuiu para o desenvolvimento dos parques mas pela facilidade de instalação, ampla possibilidade de
petroquímico, químico, usinas, destilarias, papel e celulose configuração, intercambiabilidade dos componentes e pela
no Brasil. Isto se deve à confiança de parceiros que acreditam alta durabilidade.
na qualidade dos nossos produtos e nos dão credibilidade A Blinda, devido ao trabalho realizado ao longo do tempo, é
para continuarmos firmes e cada vez mais fortes neste merca- reconhecida como referência em qualidade de produtos para
do, investindo constantemente em tecnologia e garantindo instalações elétricas em atmosferas explosivas.
a segurança de pessoas que colaboram para o desenvolvim-
ento do nosso País.
Para continuar merecendo essa confiança, a Blinda oferece
uma linha completa de equipamentos, conexões, acessórios e
luminárias para uso em Atmosfera Explosiva e Industrial que
vai além das especificações técnicas do segmento, propor-
cionando produtos muito mais seguros, robustos e duráveis.

TECNOLOGIA
A Blinda dispõe de um parque industrial com tecnologia
avançada para a fabricação de produtos para atmosferas
explosivas, sendo a empresa que tem o maior número de
produtos certificados em conformidade com as normas vi-
gentes, inclusive produtos para o grupo IIC, com ampla linha,
que até então só era possível no nosso mercado através de
importações.
1
2
BLINDA, SEGURANÇA EM
PRIMEIRO LUGAR
A Blinda é uma empresa genuinamente brasileira com grande
presença no mercado de produtos para instalações elétricas.
Os produtos Blinda estão presentes neste exigente segmento
e tornaram-se um padrão de mercado devido a sua robustez
e desempenho, provendo materiais elétricos para uso em at-
3
mosferas explosivas e industrial de alta qualidade e durabili-

4
dade.
Nossos produtos são fabricados nos mais altos padrões tec-
nológicos do segmento, colocando-nos em igualdade com os
maiores fabricantes mundiais.

5
6
7
Todos os produtos Blinda® são fabricados em liga de alumínio COPPER FREE.

Manual Básico Ex 1.1


Manual Básico Ex

FASTCONNECT® - UMA FILOSOFIA REVESTIMENTO - BLINCOVER®


O revestimento BlinCover® é um pro-
Com o intuito de aperfeiçoar nossos produtos e, com isso, cesso de pintura a pó eletrostático, de
gerar uma significativa redução no custo de mão-de-obra excelente aderência e flexibilidade, alta
para instalação, maior vida útil e facilidade na manutenção, resistência física e química, excelente
foi concebida a filosofia FastConnect®. resistência ao intemperismo e ao ama-
Todas as partes conectáveis (eletricamente e mecanicamente) relamento, indicado para superfícies
de cada aparelho de iluminação Blinda® foram concebi- expostas aos raios solares, ambientes
das visando minimizar o tempo de instalação do produto, marítimos, indústrias químicas, ou
reduzindo assim o custo da instalação expressivamente. seja, processos ou ambientes que pro-
Com o FastConnect®, o tempo para instalação dos produtos duzam agentes corrosivos.
é reduzido em relação aos produtos que o mercado oferece. O que diferencia o processo de revesti-
Na manutenção, não poderia ser diferente. As partes co- mento em poliéster do processo
nectáveis podem ser adquiridas separadamente e são
rapidamente substituídas em uma parada para manutenção.
convencional de pintura Epóxi é a alta resistência ao intem-
Além da preocupação com a facilidade na instalação e ma-
perismo, proporcionada pela sua formulação.
nutenção, a Blinda® também se preocupa com o alto desem-
O revestimento BlinCover® apresenta bom desempenho em:
penho do produto. Todos os componentes que fazem parte
Ambientes marítimos: alta resistência à corrosão, prolongan-
desta linha foram cuidadosamente selecionados para que,
do a vida útil do alumínio;
além do ganho com a rapidez da instalação e manutenção,
Intemperismo: devido ao filtro U.V. adicionado à composição
nossos clientes possam contar com maior durabilidade, con-
do revestimento, não amarela e não trinca.
fiabilidade e segurança na instalação.
Além disso, os produtos FastConnect® não custam mais por
isso, pois a diferença essencial está na concepção do produ- SISTEMA DA QUALIDADE
to que traz um melhor custo-benefício, reduzindo o custo A Blinda possui o sistema da qualidade certificado pela UL
operacional de instalação e manutenção. do Brasil, de acordo com a NBR-ISO 9001:2008

Instrumentos de Medição e Controle


É com o auxílio destes instrumentos que garantimos a
qualidade e a confiabilidade de nossos produtos.
Estes instrumentos são devidamente aferidos por um pa-
drão oficial da Rede Brasileira de Calibração (RBC).

Calibre de Rosca
Instrumento responsável por
calibrar (moldar)
um determinado tipo de
rosca.

Com apenas 1 giro o soquete é retirado da luminária.


Manômetros e Cronômetros
Obedecem às mesmas reco-
mendações dos
equipamentos calibrados.

Certificado de Calibração
É o documento que afirma
(certifica) a certeza
que aquele equipamento
obedece a um padrão
oficial da Rede Brasileira de
Calibração (RBC).
Deve estar sempre atualizado
conforme
Para remover o reator, basta soltar 1/3 de volta deste parafuso. entendimento entre as partes
contratantes.

1.2 Manual Básico Ex


Manual Básico Ex
INTRODUÇÃO As normas técnicas sobre esse assunto definem várias alter-
nativas construtivas para esses equipamentos elétricos, cha-
madas de TIPOS DE PROTEÇÃO.
A presença de produtos inflamáveis na indústria de processo
(química, petroquímica e de petróleo) é inerente à sua ativi-
dade. Como conseqüência, a instalação elétrica e eletrônica NORMAS TÉCNICAS:
nesses locais necessita ter tratamento especial, uma vez que
os níveis de energia presentes em suas partes e equipamentos Título Norma
superam em muito, na grande maioria dos casos, aqueles mí-
nimos necessários para iniciar um incêndio ou uma explosão. Requisitos Gerais NBR IEC 60079-0
Classificação de Áreas NBR IEC 60079-10
Instalações Elétricas em
NBR IEC 60079-14
Atmosferas Explosivas
Inspeção e Manutenção
de instalação elétrica em NBR IEC 60079-17
atmosferas explosivas
Reparo e Revisão de
equipamentos elétricos em IEC 60079-19
atmosferas explosivas
Tipo de proteção:
NBR IEC 60079-1
a prova de explosão “d”
Tipo de proteção:
NBR IEC 60079-7
segurança aumentada “e”
Tipo de proteção:
NBR IEC 60079-11
segurança intrínseca “i”
Tipo de proteção:
A primeira ação é AVALIAR O GRAU DE RISCO encontrado no NBR IEC 60079-2
pressurizados “p”
local, ou seja, vamos determinar:
Tipo de proteção:
• Tipo de substância ou substâncias que podem estar NBR IEC 60079-6
imersão em óleo “o”
presentes no local;
• A probabilidade com que essas substâncias podem Tipo de proteção:
NBR IEC 60079-18
acontecer naquele ambiente de modo a formar uma encapsulados “m”
mistura inflamável; Tipo de proteção:
NBR IEC 60079-5

1
• Volume de risco, ou seja: a extensão da área onde essa imersão em areia “q”
mistura poderá ser encontrada.
Tipo de proteção:
NBR IEC 60079-15
Isto é o que chamamos de: CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS. não acendível “n”
Depois de feita essa CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS, a fase seguin-

2
te que é referente ao EQUIPAMENTO ELÉTRICO.
Além das normas citadas acima, existem também, normas
internacionais para poeiras e fibras combustíveis:
QUE CUIDADOS ESPECIAIS DEVEM TER OS EQUIPAMENTOS
ELÉTRICOS E SEUS ACESSÓRIOS PARA QUE POSSAM OPE-
RAR EM UM AMBIENTE DE ÁREA CLASSIFICADA SEM QUE SE Título Norma
CONSTITUAM NUMA FONTE DE IGNIÇÃO?

Observe que o objetivo de tudo isso é evitar que haja um


Requisitos Gerais
Classificação de Áreas
NBR IEC 61241-0
IEC 61241-10
3
encontro entre uma mistura inflamável e a energia elé- Instalações Elétricas em

4
trica presente nos equipamentos elétricos ou eletrôni- IEC 61241-14
Atmosferas Explosivas
cos. Os equipamentos elétricos que operam em ambientes
com possibilidade de presença de material inflamável são Seleção, Instalação e
NBR IEC 61241-1
equipamentos especiais, que devem ter incorporados os Manutenção
REQUISITOS CONSTRUTIVOS especiais que os tornam ade- Tipo de proteção “pD” IEC 61241-2
quados à operação em atmosferas explosivas. Tipo de proteção “iD”
Tipo de proteção “mD”
IEC 61241-11
IEC 61241-18
5
ONDE ENCONTRAMOS ESCRITOS ESSES REQUISITOS CONSTRU-

6
TIVOS ESPECIAIS? Após definida a classificação de áreas, e após escolhidos os
tipos de proteção que serão aplicados naqueles ambientes,
Estão especificados nas NORMAS TÉCNICAS respectivas. deve-se levar em conta que a MONTAGEM DESSES EQUIPA-
A garantia de que o equipamento foi construído de MENTOS requer também a aplicação de requisitos especiais,

7
acordo com essas normas técnicas é dada pelo pro- que se não forem cumpridos, poderão invalidar toda a busca
cesso de CERTIFICAÇÃO, que no caso específico de pelo alto nível de segurança. Do mesmo modo, após a en-
equipamentos elétricos e eletrônicos para atmos- trada em operação da unidade industrial, quando os equi-
feras explosivas é de caráter compulsório no Brasil. pamentos sofrerão MANUTENÇÃO, e serão operados, estes
poderão sofrer alterações que podem também invali-
dar o seu tipo de proteção tornando a instalação insegu-

Manual Básico Ex 1.3


Manual Básico Ex

ra. Por isso, deve-se acrescentar às etapas mencionadas, Para efeito de classificação de áreas, líquidos com ponto de
os cuidados com a montagem, manutenção e operação. fulgor acima de 60°C em princípio não classificam a área.
Se todas essas fases forem cumpridas, teremos uma
instalação segura. DENSIDADE
Periodicamente, torna-se necessário verificar o estado desses Propriedade que indica se o gás ou vapor inflamável
ao ser liberado para o meio externo dirige-se para
dispositivos e componentes, para que o nível de segurança não
baixo ou para cima. Toma-se a densidade do ar como
seja afetado. Portanto, a garantia de que essa instalação per- referência, fazendo igual a um e comparando as demais
manecerá OK durante a vida útil da unidade pode ser obtida a substâncias com a do ar. Se for maior do que um, o gás
partir do resultado da aplicação periódica de uma: INSPEÇÃO. ocupa as partes inferiores e se for menor do que um,
O CONMETRO é o Conselho Nacional de Metrologia, Nor- ele tende a se encaminhar para as partes superiores.
malização e Qualidade Industrial, e tem como principal atri- Essa propriedade será responsável pela forma do volume
buição estabelecer para o Brasil, políticas e diretrizes nas de risco atribuído à substância inflamável quando da
áreas de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial. classificação de áreas.
O INMETRO é o órgão executivo do CONMETRO, e tem como EXEMPLOS DE PRODUTOS MAIS LEVES QUE O AR:
principal atribuição a execução e fiscalização da política di-
tada pelo CONMETRO. Hidrogênio, com densidade de 0,07 em relação ao ar;
Gás natural, com densidade média de 0,55 em relação ao ar;

NÍVEIS DE ABRANGÊNCIA DA EXEMPLOS DE PRODUTOS MAIS PESADOS QUE O AR:


NORMALIZAÇÃO TÉCNICA A grande maioria dos produtos inflamáveis é do tipo mais
pesado que o ar. Exemplos: gasolina, nafta, butano, propano,
Pode-se dizer que as normas técnicas têm um nível de
hexano, GLP, etc.
abrangência diferenciado em função da sua área de
impacto. Assim, podemos representar na forma de uma
pirâmide os níveis de abrangência, conforme segue:
Empresa, Nacional, Estrangeira, Regional e Internacional. FONTES DE IGNIÇÃO
Nas áreas classificadas ou atmosferas explosivas é possível
encontrar diferentes fontes de ignição capazes de iniciar
uma deflagração (ignição ou explosão).
PROPRIEDADES DAS SUBSTÂNCIAS
INFLAMÁVEIS QUE AFETAM DIRETA- Abaixo, seguem as principais fontes de ignição:
MENTE À CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS
LIMITES DE INFLAMABILIDADE
É o que se entende por:

• MISTURA POBRE - Pouco produto inflamável e muito


oxigênio. Concentração abaixo do Limite Inferior de
Inflamabilidade;
• MISTURA RICA - Muito produto inflamável e pouco
oxigênio. Concentração acima do Limite Superior de
Inflamabilidade;
• MISTURA IDEAL - Relação volumétrica oxigênio-produ-
to inflamável dentro da faixa de inflamabilidade, for-
mando o que se chama de MISTURA INFLAMÁVEL.

Uma atmosfera é explosiva


quando a proporção de
gases, vapores, poeiras ou
fibras combustíveis é tal que
uma faísca (centelha) ou su-
perfície quente proveniente
de um circuito elétrico de
um aparelho provoca uma
explosão.

PONTO DE FULGOR (FLASH POINT)


Por definição, é a menor temperatura na qual um líquido
libera vapor em quantidade suficiente para formar uma
mistura inflamável. Exemplos:
GASOLINA: Ponto de fulgor - 42°C (quarenta e dois graus
abaixo de zero);
ÁLCOOL: Ponto de fulgor + 20°C

1.4 Manual Básico Ex


Manual Básico Ex
Exemplos: rayon, algodão, sisal, juta, fibras de madeira ou
TEMPERATURA DE IGNIÇÃO outras de risco similar.
Esta propriedade é responsável por um parâmetro de
marcação obrigatório no equipamento elétrico para área O CONCEITO DE DIVISÃO
classificada e se refere às temperaturas máximas que Está associado à probabilidade de presença de mistura
podem atingir os equipamentos elétricos quando em inflamável no ambiente. São definidos dois níveis de
operação. É a marcação da CLASSE DE TEMPERATURA. probabilidade:
Os equipamentos elétricos devem operar em áreas • ALTA PROBABILIDADE (DIVISÃO 1)
classificadas com temperaturas de superfície inferiores às
temperaturas de ignição dos gases e vapores esperados • BAIXA PROBABILIDADE (DIVISÃO 2)
ocorrer no ambiente industrial.
As informações sobre Classe e Grupo referem-se à substância
inflamável. Para efeito de classificação de áreas, isto não é
suficiente. É necessário que seja determinado o volume
de risco, ou seja: como aquela(s) substância(s) afeta o
ambiente. A filosofia adotada pela normalização americana
foi de estabelecer volumes de risco padronizados, em função
dos parâmetros de processo (pressão, vazão e volume)
bem como das características das atividades em questão.
Daí surgiu o conceito de FONTE DE RISCO DE MAGNITUDE
RELATIVA, sendo subdividida em BAIXA, MÉDIA e MODERADA,
todas com referência à: pressão, vazão e volume.

CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DE
CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DE ÁRE- ÁREAS-VISÃO DA NORMA BRASILEIRA
AS - VISÃO TECNOLOGIA AMERICANA E INTERNACIONAL (ABNT / IEC)
Pela norma brasileira e internacional, os ambientes e os equi-
Na metodologia americana os ambientes são denominados
pamentos elétricos / eletrônicos são designados como:
de:

CLASSE I - Gases e vapores inflamáveis GRUPO I - quando se trata de MINERAÇÃO SUBTERRÂNEA


GRUPO II - quando se trata de INDÚSTRIAS DE SUPERFÍCIE, e
A Classe I é subdividida em grupos, conforme segue: neste caso o Grupo II é subdividido em:
IIA (gasolina, etc.)
GRUPO SUBSTÂNCIAS
IIB (eteno, etc.)

1
A Acetileno IIC (acetileno + hidrogênio)
Butadieno, óxido de eteno, hidrogênio, gases ma-
B GRUPO III – quando se trata de PÓS OU FIBRAS COMBUSTÍ-
nufaturados com risco equivalente ao hidrogênio;
Ciclopropano, éter etílico, eteno, sulfeto de hidro- VEIS, sendo subdivido em:
C

2
gênio, etc. III A - aplicável a ambientes com fibras combustíveis;
Acetona, álcool, amônia, benzeno, benzol, butano, III B - aplicável a ambientes com pós combustíveis de caracte-
D gasolina, hexano, metano, nafta, gás natural, pro- rística não condutora de eletricidade;
pano, butano, GLP, vapores de vernizes, etc. IIIC - aplicável para os pós combustíveis condutores de ele-
tricidade.
CLASSE II - Pós combustíveis
A Classe II é subdividida em grupos, conforme segue: O CONCEITO DE ZONA: 3
Zona 0 A ocorrência de mistura inflamável é contínua ou
4
GRUPO SUBSTÂNCIAS
Pós metálicos combustíveis, como alumínio, magné- existe por longos períodos.
E sio e suas ligas, ou outros pós que apresentem risco
similar Zona 1 A ocorrência de mistura inflamável acontece em

5
Pós carbonáceos combustíveis, tendo mais do que condições normais de operação do equipamento de processo.
F 8% no total de materiais voláteis ou similares, como
carvão, grafite, pó de coque etc.
Zona 2 A
�������������������������������������������������
ocorrência de mistura inflamável é pouco prová-
Pós combustíveis não enquadrados nos Grupos E e F,
vel de acontecer e se acontecer é por curtos períodos, estando
incluindo: pós de cereais, de grãos, de plásticos, de

6
associada à operação anormal do equipamento de processo.
madeira, de processos químicos. Exemplos: açúcar,
G
ovo em pó, farinha de trigo, goma arábica, celulose,
vitamina B1, vitamina C, aspirina, algumas resinas
termoplásticas etc.
O TRABALHO DE CLASSIFICAÇÃO DE
ÁREAS
CLASSE III - FIBRAS COMBUSTÍVEIS
Fibras combustíveis ou material flutuante de fácil ignição,
Antes de se iniciar o desenho de classificação de áreas, é
fundamental o preenchimento da Lista de Dados para
Classificação de Áreas, em que os equipamentos de
7
mas que não são prováveis de estar no ar em suspensão processo, parâmetros de processo, tipo de substâncias
em quantidades suficientes para formar mistura inflamável. inflamáveis, condições de ventilação, etc. são registrados e

Manual Básico Ex 1.5


Manual Básico Ex

servirão de base para a determinação dos volumes de risco.

O desenho de classificação de áreas deve mostrar em plan-


ta e em elevação os volumes de risco, com os devidos cor-
tes, de modo a mostrar as regiões de áreas classificadas
acima do solo, uma vez que a grande maioria dos equipa-
mentos elétricos e eletrônicos fica instalado acima do solo.
GRAU DE PROTEÇÃO APLICADO A
EQUIPAMENTOS (IP)
Qualquer equipamento elétrico ou eletrônico, independen-
temente se vai operar numa área classificada ou não, deve
vir de fábrica com uma proteção que se refere principal-
mente a choque elétrico, intempérie, penetração de corpos
sólidos, etc. Essa proteção é definida por norma técnica.

Antigamente não havia nenhuma norma brasileira referida a


essa proteção e por isso era comum utilizarmos como refe-
rência uma norma americana da entidade chamada NEMA –
NATIONAL ELECTRICAL MANUFACTURERS ASSOCIATION. Essa
norma estabelece a proteção que mencionamos através de
Exemplos: dígitos, conforme a seguir:

Designação NEMA (UL) para invólucros


1 uso interno
2 uso interno, queda vertical de água
uso externo, não danifica com gelo sobre o
3R invólucro
o mesmo que 3r, protegido contra poeira
3 trazida pelo vento
o mesmo que 3r,protegido contra pó, operável
3S externamente estando coberto com gelo
uso externo, protegido contra respingos
4 d’água, pó, jato d’água direto, suporta gelo
sobre o invólucro
4X o mesmo que 4, protegido contra corrosão
uso interno, protegido contra pó, sujeira e
5 gotejamento de líquido não corrosivo
o mesmo que 3r, protegido contra submersão
6 temporária a uma profundidade limitada
o mesmo que o anterior, protegido contra
6P submersão prolongada
uso interno, protegido contra pó, e
12 - 12K gotejamento de líquido não corrosivo
uso interno, protegido contra água ou óleo
13 pulverizado e líquido refrigerante não corrosivo

1.6 Manual Básico Ex


Manual Básico Ex
Ocorre que posteriormente foi elaborada uma norma brasi- Protegido contra Água projetada de qualquer
leira sobre esse mesmo assunto, porém, essa norma foi ba- 4 projeções de direção não tem efeitos
seada numa norma internacional, IEC, que utiliza também água prejudiciais
dígitos para indicar a proteção dos equipamentos. Os dígitos
são indicados após a sigla IP, que significa: INGRESS PROTEC- Água projetada por um
Protegido contra
TION. Conforme a norma brasileira baseada na IEC, os dois 5 bico, de qualquer direção,
jatos de água
dígitos têm o seguinte significado: não tem efeitos prejudiciais
Água em forma de onda
Protegido contra
Primeiro Numeral (quanto à penetração de 6 ou jatos potentes, não tem
onda do mar
objetos sólidos) efeitos prejudiciais
Grau de Proteção Sob certas condições de
Protegido contra
7 tempo e pressão, não há
Numeral Corpos que não devem imersão
Descrição penetração de água
penetrar
Adequado à submersão
Protegido contra
0 Não protegido Sem proteção especial 8 contínua sob condições
submersão
Protegido contra específicas
a penetração de Grande superfície do corpo
1 objetos sólidos humano, como por exem- Conforme a revisão recente da ABNT NBR IEC 60529 de
com dimensional plo, a mão 30.03.2005: Graus de proteção para invólucros de Equipa-
superior a 50 mm mentos Elétricos (CÓDIGO IP)

Protegido contra
Dedos ou objetos de LETRAS DE CÓDIGO
a penetração de
comprimento superior a 80
2 objetos sólidos
mm, cuja maior dimensão (PROTEÇÃO INTERNACIONAL) IP
com dimensional
seja superior a 12 mm
superior a 12 mm PRIMEIRO NUMERAL CARACTERÍSTICO
2
Protegido contra (DE 0 a 6, OU LETRA X)
a penetração de Ferramentas, fios, cabos,
SEGUNDO NUMERAL CARACTERÍSTICO
objetos sólidos entre outros, com diâmetro 3
3 (DE 0 a 8, OU LETRA X)
com dimensional e comprimento superiores
superior a a 2,5 mm LETRA ADICIONAL (OPCIONAL)
C
2,5 mm (LETRAS A, B, C, D)
Protegido contra LETRA SUPLEMENTAR (OPCIONAL)
a penetração de H
Fios ou fitas com espessura LETRAS H, M, S, W)

1
objetos sólidos
4 e comprimento superiores
com dimensional SIGNIFICADO DAS LETRAS OPCIONAIS E SUPLEMENTARES
a 1 mm
superior a
1,0 mm A - Dorso da Mão
Letra adicional B - Dedo

2
Não é totalmente vedado
(opcional) C - Ferramenta
contra poeira, porém, as
Protegido contra D - Fio
5 quantidades que penetram
poeira
não são suficientes para H - Equipamentos de Alta Tensão
danificar o equipamento M - Em movimento durante o ensaio

3
Totalmente Letra com água
Não há penetração de suplementar S - Em repouso durante o ensaio com
6 protegido contra
nenhum corpo água
poeira W - Condições climáticas (intempéries)

Segundo Numeral (quanto à penetração líquidos)


Grau de Proteção
Tabela de correspondência para
grau de proteção NBR/IEC x NEMA
4
Numeral Corpos que não devem
Descrição

5
penetrar
NBR/IEC NEMA
0 Não protegido Sem proteção especial
IP10 1
Gotas de água no sen-
Protegido contra IP11 2
tido vertical, não devem

6
1 queda vertical de
danificar o equipamento. IP52 5, 12 e 12K
gotas de água
(Condensação) IP54 3, 3S e 13
Protegido con- IP56 4 e 4X
tra queda de Gotas de água não têm

7
2 gotas de água efeitos prejudiciais com IP67 6 e 6P
com inclinações inclinações inferiores a 15º IP65 7e9
inferiores a 15º
Protegido contra Água aspergida a 60º não
3
água aspergida tem efeitos prejudiciais

Manual Básico Ex 1.7