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7. El fundamentalismo

R e cord e m os qu e e l denominad o fund a m e nt a li s mo c l ás i c o era la con ce p-

ción epi s t e moló g i c a que aceptab a el reto e s c é pti c o m ás s evero , que acept a b a

todo s lo s requi s ito s qu e és te imponí a y n o ob s t a nt e pr e t e nd í a obtener un c ono c i - miento que l os s ati s fi c i es e todo s y fu ese por tanto invulnerable . Com o e xponí a - mo s en el capítul o 6 , d e di c ado al e s cepti c i s m o, De s c a rte s fue el introductor de

e s te plant ea miento e pi s temol ó gi c o , qu e t a nta influen c i a ha e j e rcid o e n filo s ofía ,

y tanto pr e di ca m e nt o empiri s t a .

tu v o en l a prim e r a mit a d d e l s i g lo xx en s u ver s i ó n

E s t a corri e nt e se cara c t e riza p o r es t os tr es r as g os , qu e a n a lizaremo s a c on -

tinu ac i ó n :

1 ) Una co n ce p c i ó n arquite c t ó ni c a d e l c on oc imi e nt o .

2) El re c h azo, tant o d e l a ide a d e qu e l a ju s tifi cac i ó n

pued a in c urrir e n un

re g r eso infinit o , c omo d e qu e s up o n ga un c ír c ul o v i c io s o .

3 ) L a di s tin c i ó n e ntr e do s tipo s d e c r ee n c i a , d e ac u e rd o c on s u ju s ti f i ca-

c i ó n : c r e en c i a s b ás i cas y c r ee nci as d e ri va d as.

7. 1 La concepción arquitectónica del conocimiento

P a r a lo s fund a m e ntali s t as

c l ás i cos, e l co n oc imi e nt o

es c o mo un e di fic i o

qu e h a y que a se nt a r so bre fund a m e nt o s f irm es y s ó lid o s . E l e difi c i o só l o se m a n -

tendrá es t a bl e, s i se p a rt e d e un a b a s e s ó lid a y se co n s tru ye e l res t o d e l e dif ic i o

d e l

co n oc imi e nt o, y l a n ece s id a d d e bu s ca r un f und a m e n to in a m ov ibl e . S ó l o s i se

e n c u e ntr a es t e fund a m e nt o , s e p od r á a s e n t a r de s p u é s e l co n oc imi e nt o e n é l . Un a

e s l a d e p o st ul a r un os c ri te r ios d e

d e l a s ca r ac t e r í s ti ca s d e es t e f und a m e n ta li s m o ,

so br e e ll a . Es t a m e t á f o r a d e l e difi c i o, c o nll e v a un a co n c e p c i ó n j e r á rqui c a

J os e p Llu is Bl asco y T obi e s Gr im a l tos

co n oci mi e nt o

qu e p u e d a n sa ti sfacer l o s . Pod r ía m o s d ec ir qu e e l pr oced imi e nt o utili z ado p ara

un a con s tru cc i ó n a s í e s tá carac t er i zado p o r es t os d o s p unt o s :

- U n a vez a s um ido e l r eto escé pti co, n o a c epta r m ás qu e a qu e ll o qu e s ea

mu y e s tr i c t o s , c o m o h e m o s di c h o , y b u sc a r de s pu és l a s c r ee n cia s

a u to - ev id e nt e .

- E l r e s t o d e l s i s t ema d e co n oc im ie nt o

o bt e ndr á s u j u s ti f i ca c ió n

d e esas

ve rd a d es i n d u b i tab l es . P o r t a n to, ca b e r eco n s truir e l s i s te m a cogn iti vo a

p a rt i r d e e ll as .

D esca rt es , e l a rt ífice d e es t a p os i c i ó n , así l o reco mi e nd a e n l os P r in cipios

de fi l oso f ía :

[. ) e s pr ec i so co m e n zar p o r l a in ves t igac i ó n d e l as prim e r as ca u sas , e s

d ec ir d e l o s Prin c ipi o s qu e

co n l a p rim e r a h a n d e se r t a n c l a r os y t a n ev id e nt es qu e e l e s p í ritu hum a n o

) d e b e n sa ti s f ace r d o s co ndi c i o n e s : d e ac u e rd o

n o pu e da dud a r d e s u v e rd a d c u a nd o a t e nt a m e nt e se d e di ca a e x a min a r -

l os; d e ac u e rd o co n la seg und a, el c on oc imi e nt o d e t o da s la s otras co sas

h a d e d e p e nd e r d e e s to s prin c ipio s, d e modo qu e pudi e r a n s er cono c id os

E l f u nda m en t al i smo

La ju s ti ficac i ó n s i e mpr e va d e l a s cree n c i as m á s b ásicas (básica s en l o qu e

r es p ec t a a l a ju s ti ficac i ó n ) , a a qu é ll as q u e l o so n m e n o s y a dqui eren s u j u stifica -

c

n a n so p o rt e . Co m o pu e d e inf e rir se d e l o q u e d ecía m o s, y co m o ve r e m os a l apar -

ta d o 7 .3, l a s c r ee n c i as b ás i cas ( últim a s ) n o r ec i be n s u ju s ti ficac i ó n

o tr a c r ee n c i a : se ju s tifi ca n a s í mi s m as , so n a ut o-evide nt es . E l f und a m e nt a li s t a

c

y 2) seg ún e l di c tu m d e un o

d e s u s m á s di g n os r e pr ese nt a nt es

m e n o s qu e a l g un as cosas sea n c i e rt as, n a d a pu e d e se r ni t a n s iqui e r a pr o b a bl e .' Co m e n za r e m os p o r es t a s e g und a p a rt e d e l a r azó n . C u a lqui e r c r ee n c i a , a p a r -

t e d e l as b ás i cas, r ec ib e s u s oport e d e o tr as

p o r t a nt o, d e p e nd e d e e ll as , co m o un a

cr ee n c i as , qu e s up o n e n ev id e n c i as o

r azo n es p a r a a d o pt a rl a . Su ju s tific ac i ó n ,

c o n c lu s i ó n d e s u s pr e mi sas . A s í , un a cr ee n c i a es pr o b a bl e e n r e l ac i ó n a s u s c r ee n -

cia s-pr e rni sas, qu e a s u v e z s on prob a bl es e n r e la c i ó n a o tr as c re e n c ia s . D e es t a

m a ner a, s i no e ncontramo s unas pr e mi s a s c iert as e n s í mi s mas , ju s tifi c ad as p o r sí

mi s mas , que se an g a rantí a del resto , no h a y n a d a que e s t é bien asentado . Ad e-

i ó n co ndi c i o n a lm e nt e, d e p e ndi e nd o d e a qu e ll a s c r ee n cias qu e l es pr o p orc i o-

d e nin g un a

l ás i co c r ee e n l a n ece s a ri a ex i s t e n cia

d e cree n c i a s bás i cas p or un a d o bl e r azó n :

1 ) p o n e n t é rmin o a l a ca d e n a d e l as ju s ti ficac i o n e s, '

e n e l sig l o xx , C l a r e n ce L ew i s ( 1 883- 1 964), a

s

in qu e l as o tr as c o sas n os fu e ran co n oci d as , p e r o n o a la in ve r s a , es to es,

s, como el proc es o es unidire c cional , s i no ten e mo s l a certez a de que aqu e ll o

és

t as s in a qu é ll os; a demá s es pre c i so int e nt a r d e du c ir d e t a l form a d e es -

que no s ha s er v ido de fundamento es verdad e r o, n os qu e d a r e mos con el r es qu e-

to

s prin c ipi o s e l co nocimi e nt o d e l as cosas qu e d e pend e n d e ello s, qu e

mor d e que nu es tro s razonamiento s no s al e jen c ad a ve z m ás de la verdad.

nad a ha ya e n t o d a l a se ri e d e d e du cc i o n es e f ec tu a d as qu e n o sea mu y

m a nifi es t o. '

En la c on ce p c i ó n

ax i o m á tic a del cono c imi e nt o d e D esc art es , qu e toma e l

método d e l a ge om e tr ía (e l co n oc imi e nto se d e ri v a a p a rtir d e ax ioma s), e s pr ec i -

s

o en c ontr ar esas ve rd a d es indubit a bl es, par a pod e r d e ri v ar d e du c ti v am e nt e e l

r

es to . Pod e m os ob se r va r as í que , e n es t a c on c ep c i ó n

fund a m e nt a li s ta del c on oc i -

miento , la ju s tifi c a c i ó n

es un pro ceso d e un so l o se ntid o, e s a s im é tri ca. Un as

propo s i c ion es

s on m ás b ás i cas y ju s tifi c an a la s d e m ás, p e r o nun ca pu e d e d a r se

e

l c a s o d e que e l pr oceso se i n v i e rt a. L as c r ee n c i as b ás i cas d e b e n prop o rci o n a r

s

oporte a l as d e m ás, p e r o n o pu e d e n r ec ibirl o d e e ll as. D e es t a m a n e r a, e l es qu e -

m a fund a m e nt a li s t a

d e l a ju s tifi c a c i ó n

se rí a m ás o m e n os e l s i g ui e nt e : d a da

un a

c r e en c i a c u a lqui e r a , p , és t a r ec ibirí a s u so p o rt e d e o tr as c r ee n c i as , co m o q y r ,

qu e a s u vez l o r ec ibirí a n d e s, t, u, v, e t cé t e r a. As í ,

1

. D esc art es,

1 644 , p . 8 .

p

/\

/ \ /\

s

u

v

7.2 El rechazo del regreso al infinito y del círculo vicioso

D esa rroll a r e m os ahora la primer a p a rt e d e l a r azó n a ludida por l os fund a -

m e nt a li s t as , que co mo ve r e mo s, e s t á mu y r e l ac i o n a d a co n lo qu e a c abamo s d e

d ec ir. E s t á c l a r o

qu e la s c r e encia s b ás i cas p o n e n fin a l a c ad e na de ju s tifi cac i o-

n

es. És t a es un a d e l as r a zon es qu e ma yo r fu e r za intuitiva

h a pre s t a d o a e s t a

p

os i c i ó n : s i no h ay cr ee n c ia s b ás i c a s qu e n o n eces it e n

cac i ó n se co n v i e rt e e n un r eg r es o in f init o . Y l a id ea

se r ju s tifi c ada s, l a ju s tifi - d e qu e l as ju s tifi cac i o n es n o

aca b e n nun ca j a m ás n os r e pu g n a, n os p a r ece i n co n ce bibl e e inqui e t a nt e . Si l a

ca

d e n a fu ese infinit a, ¿có m o p o drí a m os sa b e r s i es t a m os ve rd a d e r a m e nt e ju s ti f i -

ca

d os ? Nu es tr a m e nt e es finit a , y si n o p o d e m os sa b e r s i nu es tr as c r ee n c i as es t á n

ju s tifi ca d as ,

¿ r ea lm e nt e l o es t á n ? P a r ece qu e

un a ju s ti f i cac i ó n qu e n o s r es ult a

d esco n oc id a es un p o br e co n s u e l o p ara n u es tr as i nqu ie tud es e pi s t e m o l óg i cas .

N o só l o qu e r e m os qu e h a y a ra zo n es, c r ee n c i as o l o q ue sea, qu e pr opo r c i o n e n

so p o rt e a l o qu e m a nt e n e m os : qu e r e m os sa b e r qu e l as h ay y có m o pr o p orc i o n a n

s u s op o rt e. Qu e r e m os mant e n e r cr ee n c i as p or l as r azo n es a d ec u a d as, y p o r t a nt o,

qu e r e m os sa b e r qu é r a zon es s on esas . Cas i n os a tr eve rí a m os a d ec ir qu e l a ju s t i-

fi cac i ó n qu e n os es de s c o nocid a, n o es ve r da d e r a m e nt e un a ju s ti f i cac i ó n . N o

qu e r e m os d ec ir qu e e n t o d o m o m e nt o h aya q u e r ecorda r c u á l es so n l as r azo n es o

l os pr ocesos qu e n os h a n co ndu c id o a d e t e r minad a

cre e n c i a , pe r o sí qu e , d e a l -

2

3. L e wi s , 1 929 , ca p . X .

. V éase C hi s h o l m,

1977 .

J osep L lu is Bl as c o y Tobi e s G r ima lt os

E l fund a m e nt a lis m o

gu n a ma n era, debem os te n e rl a s c u a n do l a s adopt a m os .

m

a d o p c i ó n d e d et e rmi n a d a

co n sc i e nt es de t o d o s e s o s p a s o s . P e r o s í e s ci e rt o q u e, c u a n do se n o s pr eg u nt a

l a c r ee n c i a p or qu e s ea m o s

E s obv i o qu e n or m a l -

e nt e n o r e pr o du c i mo s

e n nu e s tr a m e n te l a ca d e na d e r a zo n es q u e ju s ti fican l a

c r ee n c i a . N o a d o pt a m o s

D e tod os m o d os, e l fu n dam e nta l i s t a t o da v í a p u e d e co n s id e rar o tr a p os ibili -

d

un m i s m o se nt id o, s i a d mit i ese l a po s ibi li d a d d e qu e c r ee n c i a s m e n o s b ás i c a s

a d, o p o drí a co n s id e r ar l a s i n o d e f e n di e s e qu e l a j u s tific a ci ó n

s iemp r e se d a e n

j

u s ti fiqu e n

c r ee n c i as m ás b ás ica s. ¿ P o r q u é e l es q u em a d e l a j u s tifi c a c i ó n

n o

p

o r l a s r azo n e s d e nu est r a s c ree nc ias ( in fe r e n c i a l e s ,

n o- b ás i c as) o c u a nd o és t a s

p

o

se p o n e n e n dud a , d e b e m os s er c a p ace s d e d a r ( a l m e n o s a n o s ot r o s m i s m o s) a l -

 

g

ún tip o d e ju s t ificac i ó n ,

po r e l e m e nt a l qu e s ea . N o s ó l o te n e m o s qu e e s t a r j u s t i-

i ca d os, s in o se ntim o s ju s tif ica d o s . Sin e mb a r go , d e p e ndi e nd o d e có m o e nt e nd a -

f

m

os ese es fu e r z o y e s e pr oce s o d e r e p ro du cc i ó n d e l a ca d e n a d e j u s t if i cacio n e s,

es

t a pr e t e n s i ó n fund a m e nt a li s t a

p o dr ía es t a r d e s tin a d a

a l fr a c a s o . L a ur e n ce

B

o n jo ur ( 1 985) ex p o n e c l a r a m e nt e un a r azó n e n l a s i g ui e nt e c i ta :

 
 

P

o r ejem pl o , yo c r eo qu e l a h o j a de p a p e l e n qu e e s to y e sc ribi e n do a m á-

quin a e s l a mi s m a h o j a de p a p e l e n q u e e s tu v e e s c ribi e n do a m á quin a a y er

p

o r l a t a rd e . Es t oy co n ve n c id o d e qu e e s t a c r ee n c i a es t á ju s tifi ca d a , y

a r ece i n e lu d ibl e qu e , s i es t á ve rd a d e r a m e nt e ju s tifi ca d a , s u ju s tifi cac i ó n es d e ca r á c t e r infer e n c ia! . Per o no es t o y d e l t o d o s eg ur o, a primer a vi s t a a l

p

m

e n os , d e c ó mo pro c edería l a inf e r e n c i a qu e l a ju s tifi ca . Al g un a d e l as

pr e mi s a s so n b as t a nte o bvi as , p ero c u a lqui e r a r g ument o a d ec u a d o h a brí a

d

e a p e l a r a prin c ipi os ge n e ral es r e l a ti vos a l a indi v idu ac i ó n de obj e t o s

s i cos qu e , s impl e m e nt e , yo n o sé có m o f o rmul a r . Si p asa s e c iert o ti e m -

c

p o r e fl ex i o n a nd o s o br e ell o , n o dud o d e qu e m e ace r ca rí a a la formul a -

c i ó n d e l a r g um e nt o , e in c lu so p o dr ía l og r a rl o m ás o m e n os p o r co mpl e t o .

P e r o t a mbi é n p a r ece b as t a nt e c l a r o qu e c u a lqui e r int e nt o efec ti vo p od rí a

a l e j a r s e se r ia m e nt e d e obten e r un éx it o co mpl e t o .'

drí a se r a s í ?

p

/

/ \ / \

s

t

u

v

¿ P or qu é n o es lí c ito que nu es tra s ju s tifi cac i o n es

in vo lucren es te tip o d e

d a n e n co ntr a d e e s ta po s ibilid a d , es

qu e, s i p a r a ju s tifi ca r p n eces it a mo s otr as c r ee n c i as, y és t as a s u v e z n eces it a n p ,

e nt o n ces nun ca p o dr e m os ju s tificar es t a últim a . Si p só l o pu e d e ju s tifi ca r v s i e ll a

mi s m a es t á p r e v i a m e nt e ju s t i f ic ad a , y p a r a ju s tif ica rl a

vez n e ces it a p , e nt o n ce s es t a m os in c urr ie nd o e n un c ír c ul o v i c ioso .

v , qu e a s u

ír c ul o ? L a r azó n qu e l os fundam e nt a li s ta s

n

eces it a m os

tenemo s que pen s ar qu e , s i hi c i és emo s e l es fu e rz o , se r ía p os ibl e r e produ c irl a , y

t e ndrí a un punto y fin a l . Si la c aden a fuese infinita , e nt o n ce s no sa brí a m os s i

nue s tra s creen c i as ti e n e n e l f und a ment o qu e c o n s id e r a m o s n ecesa ri o , y seg ún l o

dich o , e so se r ía ca s i co m o n o es t a r ju s tifi c ad o s

pr ec io a p aga r bi e n p o drí a se r e l esce pti c i s m o .

E l

'Pero aunqu e n o r e produ z camo s d e h ec h o l a ca d e n a d e j u s tifi cac ion es ,

- o n o es t a rl o , dir ec t a m e nt e .

N o o b s t a nt e , ex i s t e o tr o pr o bl e m a. Qui zá n o s i e mpr e e s p os ibl e r e pr o du c ir

l a cad e n a d e ju s ti f i cac i o n es h a s t a ll ega r a l as c r ee n c i a s b ás i ca s e n l a s qu e d esca n -

sa rí a determin a d a c r ee n c i a , p e r o p a r ece qu e e s a imp os ibilid a d n o afec t a rí a a s u

ju s tifi cac i ó n . Yo sé qu e C ri s t ó b a l Co l ó n d esc ubri ó A m é ri ca e n 14 92 - o a l m e -

no s sé qu e e s o e s l o qu e di ce l a hi s t o ri a . A h o r a bi e n , n o re c u e rd o có m o a dqu i r í

esa c r ee n c i a , n o r ec u e rd o qu é pr o f eso r m e l o dij o , ni e n qu é libr o l o l eí . N o t e n g o

o mn é mi ca) e n l a qu e b a s a r s u

P o r e j e mpl o , no t e n g o r ec u e rd o a l g un o ( ap a r e nt e o r ea l ) d e mí mi s -

mo le yé nd o l o e n un libr o d e t e rmin a d o , o esc uch á nd o l o e n b oca d e a l g ún pr o f e - so r e n p a rti c ul a r . Y s in e mb a r go, n o pi e n so qu e ese h ec h o a f ec t e a mi seg u r id a d o a m i ju s tifi cac i ó n .'

ju s tific a ci ó n .

un a c r ee n c i a b ás i ca ( p e r ce pti va , intr os p ec ti va

 

4

. B o nj o u r , 1 985 , p . 20 .

5

. U n f e n ó m e n o fr e c u e n t e e ntr e c r ee n c i a s, co m o ve r e m o s e n e l ca p í tulo 9 .

1

04

7.3 Distinción de dos tipos de creencias

P o r t o d o e ll o , l o s f und a m e nt a l i s ta s

pi e n s a n qu e l a ca d e n a d e ju s t i fi cac i o-

n e s d e b e t ene r t é rm i n o y qu e l as c r ee n c i a s últim a s d eb e n ju s tif ica r se

m a s . D efie nd e n e nt o n c es qu e h a y d o s tip o s d e c r e e n cia s , r e s p ec t o d e l a j u s t ifi - cac i ó n :

a sí mi s-

a) c r ee n c ia s d e ri v ad as o m e diata s, qu e s o n i n fe rid a s y rec i ben s u j u s tif i ca -

c i ó n d e o tr a s , y

b ) c r ee n c ia s bá s i c a s o inm e d i ata s, qu e , d ad a s u n at ur a l ez a , n o n e ce s i t an

m

á s ju s tifi ca c i ó n ,

s e ju s tifi ca n e ll a s m i s m a s, r es ul ta n e vid e nt e s p o r s í

m

i s m a s.

E n o pini ó n d e l f und a m e nt a li s t a ,

es t as c r ee n cia s b ás i c a s d eb e n s er cree n -

c i a s c i e rt a s y co n oc id a s d e m a n era inm ediat a , es t o es, s in m e d i a c i ó n d e p r o ces o

do s t i p os d e

c

c

d e un f un d a m e nt o in d u b i tab l e , p e r o r ec h aza e l i nn a ti s m o y e xp l í c i ta m e nt e p r e - te nd e p r op o r c i o n a r un fu n d a m e n t o a l co n oc imi e n t o e mp í ri co), l as prop os i cio n es

a s. E n l a t r a di c i ó n e mpiri s t a d e es t e s i g l o ( qu e h e r e d a d e D esc arte s l a n e c e s id ad

r ee n c i a s: in f e r e n c i a l es y n o in f e r e n c i a l es , ca d a un a c o n s u s prop i as cara c t e rí s ti-

in f e r e n c i a l a l g un o . P o r t a nt o, e sa di s tin c i ó n e qui va l e a d ec ir q u e h a y

/ 05

J ose p L l u is B las c o y To bi e s G rim a Lt os

ELf u ndam e nt a Li s m o

o bj e t o d e ta l es c r eencia s d e b e n c umplir l os s i g ui e nt e s r e qu i s ito s : " d eb e n se r pr o-

p os i c i o n es i n formativa s, d e b e n se r pr o p o s i c i o n e s s o br e l a e x p e ri e n c i a e n to n ce s, ya qu e l a s ve rd a d es l ó g i ca s o l a s a n a l í ti ca s n o s e r ía n in fo rm a t iva s (y e ll o s ni egan

l a ex i s t e n c i a d e pr opo s icio n es s int é ti ca s a p r iori); d e b e n s er dir e ctam e n t e ve ri - ficabl e s , s u ve ri f i cació n se e f ec tu a r á d e fo rm a inm e d ia t a y d e b e r á se r v ir co m o

c o n t r o l d e l a ve rd a d d e l a s o tr a s; p o r t a nt o , s o n pr o p os i c i o n e s qu e se co n oce n

d i r ec t a m e n t e , qu e n o se s o m ete n a co ntr a s t e s o co ntr o l e s ult e r io r e s. F in a lm e nt e ,

d e b e r á n se r inco rr eg i b l es, l o qu e v i e n e a e nt e nd e r se co m o inmun es a l e rr o r . P a r a

l os e mp i ri s t a s. p o r t a n to , l a s c r ee n c i a s b á s i ca s d e b e r á n se r l a s c r ee n c i as p e r ce p -

qu e ve m o s, m a l as p a s a -

d as. Deb e rán se r c r ee n c i as m ás b ás i cas, n o so br e l a s co s as, s in o so br e l a a p a ri e n -

ve rd a d e r a m e nt e s u p u s i ese un fu n d a m e nt o só l id o, e l pr oceso d e ju s tif icac i ó n

q

l ibr e d e l a p os ibi li dad d e e rror . E l fu n d a m e nt a l i s m o c l ás i co se h a ca r ac t e ri za d o

e

prob l e m a h a s id o a ce pt a r toda s l as pr e m isas d e l escé pti co e in te nt a r n ega r s u co n -

c lu s i ó n . P e r o es t á c l a r o que , s i acept a m os t o d as l a s pr e mi sas d e l escé pti co , y a n o

h a y s a l id a . Lo s p r o pi os f und a m e n t a li s t as

du c ir l as c r ee ncia s i n f e r e n c iale s d e l a s c r e en c i as b ás i cas n o podía ll eva r se a c a b o .

y a f u e r o n co n sc i e n t es d e q u e l a l ab o r d e de-

n t o n c es p o r e mpr e nd e r un enorm e es fu e r zo p a r a co n seg uir a l go imp os ib l e. S u

u e, part i e nd o d e e ll a s, n os ll e varí a a a f i rm ac i o n es so b r e e l mun do, nun ca es t a rí a

ti va s . P e r o n o l as c r ee n c i a s p ercepti va s s o br e l a s co s a s m a t e r ia l es

t oca m os, e t cé t e r a . T o d os sa b e m os qu e l os se ntid os pu e d e n ju ga m os

E s o mi s m o p ar ec í a d es p r e nd e r s e de l a m e n c i o n a d a r ec ome n d ac i ó n

l

d e Lew i s :

a s c r ee n c i a s in f e ri d as n o era n c i e r ta s , s in o p r oba bl es, p or qu e l a in fe r e n c ia d e l as

pr

e m i s a s a l a co n c lu s i ó n n o e s d e du c ti va . Si f u e s e

d e du c ti va y l as pr e m i s as f u e -

se

n c i e rt a s , l a s c r ee n c i as in fer id as t a mbi é n l o s e r ía n . N o o b s t a nt e , seg u ía n p e n -

sa nd o qu e l as pr e mi sas d e bí a n se r c i e rt a s , e nt e ndi e nd o e s o e n e l se nti do d e qu e ,

a d e m á s d e n o n e ce s it ar ju s tifi cac i ó n ,

a ut o -ju s tifi cac i ó n e qui v alí a a imp os ibilid a d d e e rr or .

fu ese n inmun es a l er r o r . P e n sa b a n qu e l a

7 . 4 Otros fundamentalismos

Si r ef l ex i o n a mo s s o bre l o di c h o , ve r e m os qu e e l fund a m e ntali s m o c l á s i c o

m a nt e ní a e n s u ve rti e nt e m ás c ont e mp o r á n ea l os s i g ui e nt es s upue s t os :

- a s c r ee n c i as b ás i cas e r a n c r ee n c i as s o br e d ato s s e n s ibl es .

- a s c r ee n c i a s b á s i cas d e b ía n se r c r ee n c i a s c i er t as, t a nt o e n un s e ntid o

L

L

p s i co l óg i co (e l s uj e t o d e l a c r ee n c i a n o t i e n e dud a a l g un a ), co m o en u n

s e ntid o l ó gico (e l e rr o r e s i m p o s ibl e ) .

L a s c r ee n c i a s b ás i cas e r a n c r ee n c i a s inm e di a t a s,

t a mbi é n e n u n

d ob l e s e ntid o , p s i co l óg i co y l ógico : n o s ó l o se r eve l a b a n co m o inm ed i a -

t a m e nt e c i e rt a s a l s u je t o , y p or ta n t o és t e se n tí a qu e ya n o e r a ne c e s a ri o

a p e l a r a n a d a m á s p ara ju s ti f i c a rl a s

(se m os t ra b a n co m o v e rd a d er as en s í

yeso

mi

s ma s), s in o q u e a d e m á s , n o e x i s tí a n pr e mi sas m ás b á s i ca s d e la s q u e

se

p udi e s e n d e ri v a r .

c i a d e l as c o sa s . El fund a m e nt a li s t a

po s ibilid a d d e err o r c on l a infer e n c ia , un prin c ipi o qu e nun ca a p a r ece e xplí c it a-

mente p e r o tiene g r a n pod e r intuitivo . A es t e prin c ipi o impl íc ito , podríamo s d e- nominarlo Prin c ipi o d e l o ri ge n inf e r e n c ial d e l e rr o r (POIE) y enunciarlo así:

pu e d e se r fal sa (si cab e l a

posibilidad d e qu e sea fal s a) , entonce s es fruto d e una infer e n c ia .

De e s ta m a n e r a, id e ntific a inmediatez e in c orre g ibilid a d , y extra e com o con s ecuenci a que no pod e mo s tener un conocimient o inm e di a to de los objeto s

fí s ico s, y a qu e ob v i a m e nt e podemo s equivo c amo s r es pe c to d e la s c o s a s materi a-

le s: podemo s s ufrir ilu s ion es, a lu c inacion es , et cé t e r a. Como y a d ec íamo s e n e l

capítulo sobr e el e sce ptici s mo , el re c ur s o c on s i s t e e n r e trotr a er nue s tra s a firm a-

c ione s re s p e ct o d e l se r , a l a m e r a ap a rien c ia . S eg ún l os fund a m e ntali s ta s c l ás i -

co s , ~e

pu e d o equi v o ca r r es p ec t o d e l o qu e veo , p e ro n o r es p ec t o d e l o qu e m e

s u e l e aplic a r un prin c ipi o qu e id e ntifi ca l a

(POIE) : Si una c r ee n c i a (o una propo s ición)

p

a re ce v er . M e pu e d o e qui voca r r es pe c to d e s i veo un t o m a t e , p e ro no r es p ec t o

d

e s i cr eo ver un tom a t e o r es p ec t o d e si v e o un a m a n c h a m ás o men os roj a ,

-

redond a y vo lumino sa .

inferenci a l es, b asa d as e n l a a p a rien c i a , e n l a ex p e ri e n c i a inm e di a t a , qu e e s e xp e- riencia d e m e ro s d a t os se n s ibl es o e xp e ri e n c i as s ubj e ti vas n o compr o m e tid a s co n e l mund o. En r ea lid a d , c u a nd o a firm a mo s qu e es t a m os v i e nd o un a cosa, esa

a firm ac i ó n ha s id o f rut o d e un pr oceso inf e r e n c i a l p a r ec id o a é s t e :

L

as c r ee n c ia s

s obr e obj e t os

f ís i c o s so n cre e n c i a s

M e pare c e qu e h ay un X

E n co nd i c i o n es n o rm a l es, c u an d o m e p a r ec e qu e h ay un X , ve rd a d e r a -

m e nt e h a y u n X

L

as c o n d i cio n es s o n n o rm a l e s

E

nt o n ce s h a y un X .

ya h e m os di c h o qu e n o es t á t a n c laro qu e l as

c r ee n c i as so br e l a ex p e ri e n c i a se n so ri a l , s i l a s h ay y c u a nd o l as h ay, sea n in co - rr eg ibl e s. Y a l o ve r e m o s c u a nd o n o s oc up e m o s d e l a p e r ce p c i ó n . Ah o r a , co m o ya h e m os d ic h o , e l prin c i pa l pr o bl e m a e s qu é p od e m o s h ac e r a p a rtir d e a qu í . E l

co n oc i m i e nt o e mpíri c o n o pu e d e s e r d e du c ti vo , y a unqu e e s t e ti po d e c r ee n ci as

A l h a bl a r d e l esce pti c i s m o ,

6 . S eg uir e m os a Aye r , 1 956, ca p . 1 1 .

- D e es t a f o rm a, t a mbi én s e eq u ipa r aba l a in f e r e nci a p s ico l ógi ca c o n l a

 

in

f e r e n c i a l ó g ic a. Só l o se po d ía c r ee r a l go s in te n e r qu e r ea li za r p r oceso

in

fe r e n cia l a l g un o , s i l a c r ee n c i a e n c u e s ti ó n e r a in co n dicio n al , es t o es, s i

 

.

n o dep e n d í a d e o tr as c r ee n c i as q u e pu d i ese n a c t u ar c o m o p r e mi s a s pa r a

 

s

u ju s ti f i c ac i ó n .

-

P

or últim o , fi g ur a rí a e l s upu es t o im p l í c it o d e q u e só l o un a c re e n c i a ( o

 

va

ri a s , p e r o c r ee n c i as ) pu ede se r v i r c o m o ju s t i fi cac i ó n

d e o tr a c r ee n c i a

 

(

s i bi e n a mb as pu e d e n se r l a mi s m a) .

N

o o b s ta n t e , s i c o n s id e ramo s

qu e l o úni co qu e n eces i t a po s t ul ar un p l a n -

t ea mi e n t o f un da m e n t a l i s t a, es qu e h ay u n as c r ee n c i as m ás bá s ica s qu e o t ras , y qu e l a s p ri m e r as p u e d e n se r v ir d e fundam e n t o a l as seg u n da s e n l a c ad e n a d e

j u s ti fi cac i ó n (co m o s u e l e oc urrir e n l as ú l tim as ca r ac t e r i za c i o n es

d e es t a po s i -

Jos e p Llu is Bla sco y Tob i es Grim a l tos

ción) , nin g uno d e esos s upu es to s es ese n c ial al f und a m e nt a l i s m o. Div e r sas p os i -

c i o n es fund a m e nt a l is t as

t os, e in c lu so a t o d os. Si s i g ui ése m os l a c l as i ficac i ó n d e B o nj o ur , ? ad e m ás d e l

p o drí a n r e nun c i a r e nt o n ces a al g un o d e esos s upu es-

E l fu ndam en t a li s m o

pu e d o ni sé có m o dud a r . ¿E n q u é p o dr ía co n s i s tir l a dud a r es p ec t o d e qu e eso es

así?, ¿ qu é po d ría a l ega r a d e m ás co m o ju s ti f i cació n

veo» . ¿A l go m ás? N o sé qu é m ás p o d ría ad u c i r pa r aj u s ti f i c arla , ni veo n eces id ad

d e esa c r ee n c i a? « Qu e l o

fund a m e nt a l i s m o c l ás i co d e l que h e m os h a bl a d o, p o drí a m os di s ti n g uir un f un -

a

l g un a d e h ace rl o . S i a l g ui e n dud ase o f in g i e s e dud a r d e l a ve rd a d d e ese e nun -

dam e nt a li s m o m odera d o,

y unfund a m e nt a li s m o

d é bil .

c

i a d o e n l as c ir c un s t a nci as

m e n c i o n a d as,

sa bi e nd o qu é es se r un libr o y qu é es

m o d e rad o es a qu e l q u e d e fi e nd e q u e l a s cre e nci as b á-

s ic as d e b e n t e n e r un a ju s tifi ca ció n prim a f ac i e, p e r o q u e n o ti e nen por qu é r es ul -

t a r inf a l ib l es . Es d ec ir , p a r a qu e u n a cr ee n c i a b ás i ca pu e d a se r v ir de ju s tifi ca ci ó n al re s t o d e c r ee n c i as q u e d e p e nden d e e l l a, n o ti e n e p o r qu é se r inf a libl e, só l o

d e b e es t a r ju s tifi ca d a s in a pe l ar a otra s c r ee n c ia s.

d é bil , por s u p a rt e, se rí a a quel qu e d e fenderí a q u e l as

creencias bás i ca s po see n c ier t o g r ado d e j u s tifi cac i ó n , que no es s u fic i e nt e p a r a

sí mi s m as, n i mu c ho meno s para s u s t e nt a r l as otr as c r ee n c ia s, p e ro q u e pu e d e n

E lfund a m e ntali s m o

E

l fund a m e nt a li s m o

se r a m a rill o, n o h a brí a n a d a qu e p u di ese co n ve n ce rl o. Es t a rí a at e nt a nd o co ntr a

nu es tr o ju ego d e l e n g uaje , e l di á l ogo co n é l ser í a imp os ib l e . ¿ Qu é pu e d o o fr ecer

d e mi c r ee n c i a d e qu e h ay un a m esa fr e nt e a mí , mi e n t r as

yo co m o ju s ti f i cac i ó n

esc r i b o? «¿ Qu e l a veo?», y s i a l g ui e n m e pr eg unt a « ¿Có mo l o sa b es? . ¿ Qu é pu e -

d o d ec i rl e? S i n o t e n go ra zo n es p a r a dud ar, ¿có m o p u e d o e n co ntr a r r azo n es p a-

r

inf e r e n c ia l es q u e s uponía e l fu n d a m e nt a l i s t a c l ás i co . N o t e n g o qu e d esca rt a r l a

p os ibi l id a d d e es t a r s ufriendo un a a l u c in ac i ó n , d e es t a r vie n do e l r e f l e j o e n un

a ju s tifi car l a?

P a r a a d o ptarla , n o t e n go qu e e f ec tu a r nin g un o d e l os es fu e r zos

r

e c ibir ju s t i fi ca ci ó n

ad i c ional d e l a s otr as c r ee n c i as , e n l a m e d id a en q u e és t as

c

ri s t a l , e t cé t e r a. L a c r ee n c ia d e qu e n o es t oy s ufri e nd o u n a al u c in ac i ó n , l a cree n -

co

n s tit u yen un s i s t e m a co h e r e nt e. A e s t a p os i c i ó n , m ezc l a d e f und a m e nta l i s m o

c

i a d e qu e n o se tr a t a d e u n r e fl e j o, n o so n c r ee n c i as q u e y o b a r a jo co m o pr e mi sas

y co h erenti s mo , Su sa n H aac k ( 1 993 ) l a d e n omin af undh e r e nti s m o , riza a s í :

y l a cara c t e-

( FH 1 ) La e xp e ri e n c ia d e l s u j e t o es imp o rt a n t e p a r a l a ju s tifi cac i ó n d e s u s

c r ee n c i as e mpíri c a s, p e r o n o es n ecesa ri o qu e ex i s t a u n a c l a se pri v i l eg i a -

d a d e c r ee n c i as e mpíri cas ju s t ifi ca d as exc l u s i va m e n t e p o r e l ap oyo d e l a ex p e ri e n c i a , i nd e p e n di e ntem e nt e d e l a p oyo d e o tr as c r ee n ci as;

y:

( FH 2) L a ju s tif i c ac i ó n n o es e x c lu s i va m e n t e un i dir ecc ion a l , s i n o qu e in vo l u c r a r e l ac io n e s om n ipr ese nt es d e a p oyo mu t u o . "

Cuando en es t os f un damenta li s mo s s e h ab l a d e e xp e ri e n cia , se e s t á h ab l a n -

do ya d e exper i e n c i a o r d i n a ria , l a d e obj e to s pú bl i c o s y n o l a de d a t o s se n s i b l es

pr i vado s. Po r t a n t o , e s to s d os t i p os de f und a m e n ta l i s m o s h an rec h aza d o c u a n d o

me n o s do s d e l o s s u p u es to s de l f u n d a m e n t a li s mo

s ica s v e r sa n so br e dato s se n s ible s, y q u e l as c r e en c i as b ás i cas d e ben se r c i e rt as .

De h ec h o, l a c l as ifi cac i ó n d e Bonj o ur es t á e l a b o r a d a d e ac u e rd o c on e l g r a d o d e

ce rt eza qu e s u s d e f e n so r es co nf i e r e n a l as c r ee n c i as b ás ica s . Aunqu e e n r ea l id a d , e l f un da m e nt a li s m o m o d e r a d o n o n eces it a ren u n c i a r a

l a cert eza r es p ec t o d e l as c r e en c i a s b ás ic as, s i e mpr e q u e di s tin ga c l aram e nt e e n -

tr e ce rt eza l óg i ca y ce rt ez a p s i co l óg i c a . C o n s id e r e m os a co nti n u ac i ó n e l r es t o d e

l os s upu es t os d e l f und a m e nt a li s m o c l ás i co.

c l ás i co: q u e l as cre e n c i as

b á-

Y a h e m os di c h o qu e l a ce rt eza l óg i ca es pr o b a bl e m e nt e imp os ibl e d e co n -

es

a l go qu e se d a co ntinu a m e nt e

lu z d e l d ía y a m e d io m e tr o d e di s tan c i a, veo un l ibr o d e t a p as d e c ol o r a m a rill o ,

es a l go d e l o qu e te n go ce r teza. Es un a c r ee n c i a

só l o c i e rt a si n o inm ed i a t a. Es un a cree n c i a qu e se m e imp o n e y d e l a c u a l n i

qu e o bt e n go d e un a m a n e r a n o

seg uir r especto d e l as c r ee n c i as e mpíri cas, p e r o q u e l a ce rt ez a p s i c o l óg i ca

e n l as c r ee n c ia s p e r ce pti v a s. Qu e a hor a, a pl e n a

7. B o n jo ur , 1 985 , c ap . 2 .

8 . H aack . 1 993 , p . 37 .

10 8

p

a r a ll ega r a e s a c on c l u s ió n . L a a d o pt o d e m a n e r a i n m e di a t a, s i n t e n e r qu e a p e l a r

a

ra z o n es. P o drí a mo s deci r qu e esa c r ee n c i a d esc a n s a m ás e n ca u s a s q u e e n r azo-

n

es. ¿ P o drí a h a b e r o tra s c r een c ia s qu e s irvi ese n d e r azone s para s u ju s tifi cac i ó n ?

L

a c u es ti ó n es qu e, s i l as h a y, ni l as n eces it o ni l as t e n g o e n c u ent a: la c r ee n c i a se

a

pod e r a d e mí , ni m e puedo n ega r ni veo m o tiv o a l g un o p a ra ne g arm e. Q u i zá l a

c

r ee n c i a n o sea i n c o n d i c iona l , e n u n se ntid o l óg i co, p e ro y o no h e h ec h o es fu e r -

zo a l g un o p a r a a dopt a r l a . El f u nd a m e nt a l i s t a c l ás i c o pi e n sa q u e tod as l a s c r ee n -

c ia s s on c u l p a b l e s s i no se d emu es tra s u i n oce n c ia , es dec ir , q u e u n a c r ee n c i a

só l o es t á ju s ti fi ca d a s i es ev i d e n t e p o r s í mi s m a, o de sc a n sa e n b u e n as r azo n es y

és t as se h a n t e nid o en cu e nt a a l a dopt a r l a. P e r o e l prin c ipio qu e a d o pt a m os

ma y orit a ri a m e nt e e n nue s tro pr oce d e r o rdi n a ri o, es p e n s ar q u e tod a c r ee n c i a

p e r ce p t i va es in oce n te m i e n tra s n o ha ya motiv os p a r a c on s iderar l a cu l p a b l e; es t o

es, só l o p e n sa mo s e n j u s ti ficar l as

s i a l go n os h ace p e n s ar q u e no lo e s t á n . L as

E l

pr oceso p e r ce pti vo no e s tal y c om o l o co n ce bí a e l fund a m e nt a l i s t a c l ás i co, s in o

qu e s u e l e se r inm e di a t o; en r ea l id a d , só l o a t e nd e m os a l as co ndi c i o n es d e o b se r -

v ac i ó n c u a nd o t e n e m os a l g un a r azó n p a r a p e n sa r q u e h a y al g una a n o m a l ía. P e n -

c r ee n c ia s p e r ce ptiva s s on e l lími t e, o u n o d e l os l ímit es, d e l a j u s t ifi cac i ó n.

sa m os qu e l a inf e r e n c ia s ó l o ti e n e lu ga r r e tr o du c ti va m e nt e, un a v ez se h a d esc u -

b i e rt o a l g un a p ec u l i a ridad a n o rm a l r e l eva nt e. Es d ec ir , e l pro ceso se rí a m ás bi e n

e l s i g ui e nt e :

-

Se afirma dir ec t a m e nt e , por ejemp l o , « A qu í h ay un coc h e r ojo ».

-

Co m o « se r r o j o » = «apa r ece r ( p arece r ) rojo e n co nd ic i o n es n or m a l e s d e

o

b se r vac i ó n a o b serva d o r es n or m a l es » ,

-

s

i un a o b se r vac i ó n p os t e ri o r , m á s fiab l e (y l a fi a bili da d n o se es t a b l ece

a

rbit rar i a m e nt e), pru e b a qu e e l coc h e n o es r o j o ,

-

co n c luir e m os qu e l as cond i c i ones d e obse r vac i ó n n o e r a n no r ma l es.

Y se r á e nt o n ces c u a nd o bu s qu e m os c u á l h a si d o l a ca u sa e l e rr o r . Ta m b i é n pu e d e oc urrir qu e s impl e m e nt e sos p ec h e m os qu e h ay a l g un a a n o m a l ía y e nt o n - ces o b se r ve m os m ás d e t e nid a m e nt e , a nt es d e h ace r un a prim e r a af irm ac i ó n . La

1 09

J ose p Llu i s Bl as c o y Tob i e s Gr i ma lt os

dud a n eces it a r a zo n es, d e o tr a f o r ma l a exp e ri e n c i a co nll eva un a c r e e n c i a inm e -

di ata . R es p ec t o d e l a m a yoría d e nu es t r as pe r c ep c i o n es, l a d ud a , y n o l a cree n c i a ,

s e r ía l a qu e n ec es it a r ía r azo n es . H ace n fa lt a r a zo n es p a r a p e n sa r q u e ex i s t e a l g u -

n a a n o m a l í a , n o pa r a p e n s ar q u e n o l a h a y .

P o r t a nt o , p ode m o s d e cir q u e esas c r ee n c i as, o bi e n se j u s ti fi ca n a s í mi s-

m

a s, e n e l s e ntid o d e qu e a p a r ec e n co m o inm e d iat a m e n t e

ev id e nt es, o b i e n n o

es

t á n ju s tif icada s, e n e l s e nti do d e q u e n o n eces it a m os ra z o n es ( ot r a s c ree n c i a s)

p a r a m a nt e n e rl as . N i h ac e f a l t a qu e l as ju s ti fi qu e m o s ,

ca rl as , p o rqu e d o nd e n o h a y dud a p os ibl e, n o h a ) ra z o n e s qu e of r ec e r .

ni sa be m os co m o j u s ti fi -

Es t á c l a r o qu e l as c r ee n c i a s pe r ce pti v as pu e d e n s e r fa l sas . E l er r o r p e r c e p -

t ivo exi s t e ; qu e yo n o dud e , n o qui e r e d ec ir qu e n o es t é e qui voca d o.

P e r o e n

c

i e rt as cir c un s t a n c i a s l a p o s ibilid a d d e e s t a r e qu ivo ca d o n o ti e n e nin g ún se ntid o

Có m o se rí a l a dud a r es p ec t o d e l h ec h o d e qu e h ay un o rd e n a d o r f r e nt e a mí , mientra s e sc rib o es t a s p a l a br a s? ¿ Qu é p o drí a co nt a r co m o pru e b a d e qu e h ay uno ? Si es t oy esc ribi e nd o c on un o rd e n a d o r , n o pu e d o dud a r d e qu e ex i s t e, mi

¿

c

onducta

no t e ndrí a se ntid o . C o mo h e m os di c h o , t a mbi é n p o drí a se r que es t as

c

reen c ias no fue s en b ás i cas d es d e un punto d e v i s ta ló g i c o , s ino que in v olu c ra se n

en s u justifica c i ó n otr as mu c h as cr ee ncia s,

que hay objeto s fí s i c o s es t a bl es, que

ción de cre e n c i as, e t cé t e r a. Sin e mb a r g o , s on p s i co l óg i c am e nt e inm e diata s y c ier -

t as. Que ha y o bj e t os f í s i co s es t a bl es o qu e l a vi s t a es un bu e n m ec ani s mo

adqui s i c i ó n d e c r ee n c i a s , so n m ás bi e n pr es upu es t o s, part e d e lo s s upue s t os l óg i -

d e

qu e c onforman nue s tr a co s movi s ión :

la vi s t a es un bu e n m e c a ni s mo de adqui s i -

co s ( << condici ó n d e p os ibilid a d » , p o drí a m os d ec ir ) d e c u a lqui e r a d e nu es tra s c r ee n -

c

ia s per ce pti vas , p e r o n o c r ee n c i a s ex plí c it as qu e b a r a j e m os a l a dquirir un a c r ee n-

c

ia p e r ce pti va d e t e rmin a d a :

n o so n r azo n es e n l as qu e b a s a r l a c r ee n c i a . El fun -

d

a meüt a li s t a p e n sa b a qu e n o e r a r ac i o n a l ace pt a r nin g un a c r ee n c i a qu e n o fu e s e

b

ás i ca e n s u s e ntid o , o n o di s pu s ie s e d e l a c a d e n a d e r azo n es qu e l a co n ec t a

ju s tifi ca ti va m e nt e c o n c r ee n cias c i e rt as, p e r o , e n nu e s tr a o p i ni ó n , r e s ult ar í a m ás

bi e n i rr ac i o n a l pr o fundi za r s in n eces id a d e n l a ca d e n a j u s ti fica ti v a d e d e t e rmi -

n a d as c r ee n c i as. R e s p ec t o d e es a s c r ee n c i a s , ba s t a co n e l s e ntimi e nt o

es t a m os ju s t i f ica d os :

d e qu e

l a a u se n c i a d e d u da s h a c e qu e n o n eces i t e m os bu sca r m ás

g

a r a ntí as . Es t e s e ntimi e n to n o e s un se ntimi e nt o i r r a c io n a l , s in o qu e in cor p o r a l a

r

ac i o n a lid a d d e n o b u sca r m ás a ll á d e d o nd e e s p o s i bl e o n e cesa ri o bu s c a r ." No

p

o d e m os a b a nd o n a r nu e s tr o es qu e m a conc e ptu a l n i nu es tr a co n s titu c i ó n fis i o l ó -

g

i ca (o c u a lqui e r es qu e m a co n ce p tu a l o co n s titu c i ó n

fi s i o l óg i ca ) p a r a ju zga r s u

a

d ec u ac i ó n ( r e co rd a d e l cap ítul o s o br e e l e s c e p ti c i s m o ) :

n o h a y un punt o d e v i s t a

n

e utr a l . L a ex i s t e n c i a

de l mund o ex t e rn o y l a a d e c u ac i ó n d e l a s c r e e n c i a s

p

e r ce pti va s o b t e nid a s e n c i e rt a s c ir c un s t a n c i a s,

s o n l o s s upu es t o s l óg i co s qu e

do t a n d e se ntid o a t o d a s nu e s tr a s c r e e n c i as y a c c i o n es.

N o se tr a t a d e qu e e x i s t a un a c l a s e d e c r e e n c i as

pr o pi a n a tur a l eza , s in o d e qu e c i e rt a s c r ee n c i a s m a nt e nid a s e n de t e rmin a d a s c ir -

qu e s ea n b á s i c as p o r s u

c un s t a n c i a s pu e de n se r c i e rt a s e in m e di a t a s, a unqu e l óg i c a m e nt e fa libl e s; d a d o

qu e n o h ay r az ó n a l g un a p a r a l a dud a, l a dud a n o ti e n e s e ntid o : as í e s a s c r ee n c i as

9

.

1 1 0

V éas e H o o k wa y,

1 99 3 .

El fundam e n t al i sm o

i e r r a n l a ca d e n a d e p re g unt a s ac e r c a d e cómo s é . Co m o af i r m a Witt ge n s t e in e n

c

D e l a ce r t ez a ( 1 969 ), n o h ay un

t

s

qu e é l d efi e nd e , e s qu e d e t er min a d o s e nun c i a d o s, e m i t i d o s e n d e t ermi n a d a s cir -

c un sta n c i as , pu e d e n s e r co mpl e t a m e nt e

ve rda d e n t a l e s c i rc un s t a n c i as .

m e d e s pi e rt o e n l a ca m a d e un h os pital , pu e d o dud a r d e s i t e n go

(

ta n c i a s n o rm a l e s, e s a b s o lut a m e nt e c i e rt o : n a d a m e pu e d e h ace r dud a r d e s u

t o d a v í a) . Si n e mb a r go , e l e nun c iad o « T e n go d o s m a n o s», ' ? e mitid o e n c ir c un s-

tipo d e e nun cia d o s qu e s ea n cie rt os

y qu e , p o r

a nt o, pu e d a n s e r b á s ico s. N o se tr a t a e n to n c e s d e ve r s i es e tip o d e e nun cia d o s

o n l o s qu e v e r s a n s o b re d a tos se n s ibl e s , e n lu ga r de s o b re o bj e t os m ateri a l e s . Lo

cie rt o s. N o t e nd rí a se ntid o dud a r d e s u

de coc h e y d os m a n o s

Si aca b o d e s u f ri r u n g r av e acc id e n te

ve rd a d , n o h ay nin g un a n eces idad d e a p e l a r a r azó n a l g un a par a ju s tifi ca rl o . P o r

o tr a p a rt e, c u a lqui e r cosa qu e pu e d a a du c ir co m o r azó n , t e ndr á un g r a d o d e c e r -

t ez a i g u a l o inf e ri o r a l d e l e nun c iado mi s mo qu e tr a ta d e ju s tifi ca r. E n es t e caso,

p

o r t a nt o, n o ti e n e se ntid o preguntar se c ó m o l o sa b e m os , n o ti e n e se ntid o h a bl ar

d

e ju s tifi cac i ó n .

Y n o e s que es ta s c r ee n c i as es t é n inju s tifi c ad as,

si n o qu e n o

tienen justific ac i ó n ,

final de l a cad e na d e ju s tificaciones se en c ontr a rí a n propo s iciones que en r ea li- dad no son empírica s , como « Tengo do s mano s» o « La tierra existe de s d e hac e má s d e c ien año s » . Son el lecho roco s o s obr e el que di sc urren la s demás creen-

al

porque no s e pu e d e ir m ás a l l á . " Según Wittgen s t e in ,

nor -

mal es , qui zá n o l o ent e nd e ríam os , y nada d e l o qu e pudi ése mo s adu c ir logr a rí a

c on ve n ce rl o . Ah o r a bi e n , podr ía mo s continuar di c iend o qu e l a s c r ee ncia s r e alment e

ci as . Si a l g uien duda s e de la verd a d d e tale s e nun c iado s, en circunstanci as

e mpíri c a s es t á n ju s tifi ca d as , s i a l g o qu e n o es una c r ee n c i a, c omo la p e r ce p c i ó n del o bj e t o (o m e j o r e l objeto mi s mo , ya que l a p e r ce p c i ó n lle va incorpor a d a l a

c r ee nci a) , pudi ese co nt a r co mo ju s tifi cac i ó n ; e n d e finiti va , s i pudi ése mo s d ec ir qu e l as ca u sas d e l as cr ee nci as t a mbi é n c u e nt a n co m o ju s tificaci ó n. Enton ce s

p o drí a m os d ec ir qu e nu es tr a ju s tifica c i ó n es m ás bi e n f e n o m e nol óg i ca, qu e r a -

c i o n a l o pr o p os i c i o n a l ,

es co mo un se ntimi e nt o . En t a nt o qu e fa c t o r ex t e rn o, e s

un a c a u s a ; e n t a nt o qu e fac t o r s ubj e ti vo , es m á s bi e n un se ntimient o .

1

0. Es t e e s e l f a m oso eje mp l o d e M oo r e e n « A Pr oo f o f t h e Exte r n a l

W o rl d », e n M oo r e ( 19 59) .

Co

« S i ex a m i n o c u idad osa m e n t e

d e e lla , co n o z co

" M e p a r ec e a h o r a co m o s i e s tu v i es e

m

mp á re s e

co n e l s i g u i e n t e

t ex t o d e Au s t i n ( 1 96 2a , p . 1 33):

a l g un a m a n c h a d e co l o r d e mi ca m p o v i s u a l , t om o n o t a c u i d a d o s a

a l o qu e e s t oy d ici e n d o, pu e d o d ec i r :

n a d a e n a b so l ut o qu e

bi e n e l e s p añ o l , y p re s t o a t e n ció n e sc ru pul osa

v i e n d o a l go r osa"; y n o p o drí a pr e s e nt a r se

o s tr a s e q u e h e co m e t i d o

u n er r o r . P e r o, i g u a l m e n t e,

s i o b se r vo du r a nt e a l g ún t i e mp o a u n a n i mal a

p

oc o s p asos d e l a nt e d e m í , a p l e n a l u z, s i l o p in c h o qu i zá , l o hu e l o , y t o m o n o t a d e l o s ru id os qu e

h

ace , pu e d o d ec ir : " Es t o es u n ce r d o "; y e s t o se r á t a m b i é n " in co rr eg ib l e" ,

n o p o d r ía p r ese n t a r se n a d a

e n a b s o luto qu e m os tr a se qu e h e cometid o

gé n e r o es p ec i a l d e o ra c i ó n qu e e s e n c u a n t o t al in co rr eg i b l e,

t

un e rr o r . Un a vez q u e s e a b a n d o n a

p

l a i dea d e q u e e x i s t e un

( l o c u a l es d e

od rí a t a mb i é n a dmitir se

o d os m o d o s co mp l e t a m e nt e

ve r d a d e r o)

qu e p u e d e n e mitir se mu c h os gé n e r os d e o r ac i o n es

a l h ace r

e

nun c i a d os q u e so n de h ec h o in co r r e g ibles

- e n e l s e ntid o d e q u e, c u a nd o se h ac en , l as c i r c u n s tan c r a s

s

o n t a l es qu e s o n co mp l e t a m e n t e, d e finit i va m e nt e e ir r e tr ac t a bl e m e nt e ve rd ~ d e r os .»

1 1 . E n 1 96 9 , ~ 2 04 , W itt ge n s t e in

id e n c i a

a s d e f o rm a inme di a t a,

di ce : « S i n e mb a r go, l a fund a rn e n t ac i ó n ,

a ju s tifi cac i ó n

n os pa r ezca n ve rd a d e - p a rt e; p o r e l co n tr a n o ,

l

d e l a

e s

ev

r

nu e s tr a a c t ua c i ó n l a qu e ya c e e n e l f o nd o d e l ju ego d e l l e n g u a j e .»

tie n e un l í mit e; - p e r o e l l í mit e n o es t á e n qu e c i e rt as pr o p os i c i o n e s

co m o s i f u e r a un a es p ec i e

d e ve r p o r nu e s t r a

1 11

J ose p Llui s Bl asco y T obi e s G rim a /to s

Qu e ex i s t a n es t a s c r ee n c i as p e r ce pti vas bás i ca s, n o qui e r e d ec ir qu e sea n

b ase y as i e n to d e l r es t o d e nu es tr as c r ee n c i as , t a n o b v i a m e nt e co m o pr e t e ndí a e l

f und a m e nt a li s t a c l á s i co . Co m o c r ee n c i as so br e l a ex p e ri e n c i a p e r ce pti va inm e-

di a t a , mu y p os ibl e m e nt e f r acasa rí a n e n e l int e nt o , a u nqu e s í p a r ece n ser b ás i ca s

e

n l o qu e se r e f ie r e a p o n e r f i n a l a ju s tif icac i ó n . Seg ún co m o e nt e n da m o s l a s

 

c

r ee n c i as b ás i cas , y e n co n s ec u e n c i a e l f und a m e nt a l i s m o ,

esa s c r ee n c i as se r á n

8

. El c oherentismo

p

os ibl es y e l fun da m e nt a li s m o

se r á o n o un a p o s i c i ó n Co rr ec t a . L a c r ee n c i a d e

que t e n go un a m esa d e l a nt e d e m í, a h o r a , mi e ntr as es t oy esc ribi e nd o, p a r ece qu e

es m ás b ás i ca qu e l a qu e ex pr esa l a f ó r mu l a E = m c 2 ; p e r o eso n o qui e r e d ec ir qu e

l a prim e r a sea u n a c r ee n c i a libr e d e teoría , es d ec ir , qu e n o inv o l u c r e tod o u n

co nju n to d e c r ee n c i as s obr e e l m u nd o, qu e n o in vo l u c r e un a « im age n de l mun -

d o » . Q u iz á u no d e l os probl e m as d e l fund a m e n t a l i s m o e mpiri s ta , h a s id o qu e rer

as e n t a r el c o n oc i mi e n t o e n « lo dado e n l a e xp e r i e n c i a » , p e n sa r q u e e xi s te al go

q u e es t á l ibr e d e t o d a i n f e r en c i a t e óri c a o co n ce p tu a l y p u e d e me n to .

Di s tin g ui r e ntr e e s ta s c u est i o n e s pu e d e ay u d a m o s a r e s o l v e r a l g un o s d e

l o s pr o bl e m a s e n l o s qu e s e h a v i s t o a t ra p a d a l a d i s c u s i ó n e nt re f und a rn e nt a li s-

pr o bl e m a s e n l os qu e ca d a un o d e e ll os h a e n fa ti z a d o un

l as y co h e r e nti s t a s ,

ex tr e m o d e l a d isc u s ió n . V e a m o s a h o r a e n qu é co n s i s te e l o t ro ex t re m o : e l cohe -

r e nti s m o .

se rv ir de f un d a-

1I 2

S

i e l f und a m e nt a li s m o s e ca r act e r i za b a

por l a m e t á fora de l « e di fi c i o », e l

util i za l a metáfor a d e l a « r ed » p a r a dar c u e n ta d e l a s re l a c ione s d e

c o h e r e nti s m o

ju s t if i c a c i ó n

d e nu es tr as c r e e n c i a s . E s o s u po n e u n a opo s i ción f r o n tal a l a co n -

c

cac i ó n n o es a l go qu e s e d é e n u n s o l o se n tido y , di ga m os , d e abajo a rr ib a , s in o

q u e se d a e n t o d os l os se ntid os y dir ecc i o n es: d es d e e l punt o d e v i s ta d e l a j u s ti -

fi c a c i ó n , t o d as l as c r ee n c ia s es t á n a l mi s m o n i ve l , y se a p oya n l as un as e n l as

o tr as d e f o rm a r ec ípr oca , s in qu e nin g un a d e e ll as di sf rut e d e un s t a tu s es p ec i a l .

nu es tr o co n j unt o d e c r ee n c i as , n o e s un e difi c i o

Nu es tr o s i s t e m a cog n osc iti vo ,

qu e h aya q u e ase nt a r so br e fund a m e nt os in a m ov ib l es, s in o u n e ntr a m a d o d e r e-

l ac i o n es d e so p o rt e mutu o qu e va rí a y se r eco n s tru ye un a y o tr a v ez. N o es u n

e di f i c i o , s in o u n a b a r ca qu e h ay qu e ir r e p a r a nd o e n a l ta m a r , e n l a m e did a e n qu e

e p c i ó n as i m é tr i ca d e l a j u s ti fica c i ó n

d e s u ri va l . Par a e l c oh e r e n ti s t a,

l a j u s t i fi -

v

a n eces it á ndo l o,

seg ún l a m e t á f o r a d e O t t o N e ur a th . '

 

Así, s i l o s r a s gos d ef init o ri os d e l fund a m e nt a li s m o e r a n:

 

1

) u n a co n ce p c i ó n a rquit ec t ó ni ca d e l c o n oc i mi e nt o ;

2) e l r ec h azo d e l a id ea d e qu e l a ju s t ifi cac i ó n

pu e d a in c urrir , t a nt o e n un

 

r

eg r eso infi n it o, co m o e n un c ír c u l o v i c i o s o ;

 

3) l a di s tin c i ó n e ntr e d os tip os d e c r ee n c i as, d e ac u e rd o co n s u ju s t i fi ca-

 

c

i ó n .

e

l co h e r e n ti s m o se ca r ac t e ri za

p o r :

l.

V éa s e e l ca p í tul o 2 . Ad e m á s d e N e u r a th , B o nj o u r y S e Il a r s . qu e se m e n c i o nan e xp l í c it a m e n t e

e

n es t e ca p ítul o , o tr o s e j e mp l o s d e co h e r e nti s m o so n : B . B l a n s h a r d ( 1 93 9 ): Th e N atur e o f Th o u g h t,

L o n d r es, A I l e n & Unwi n ; F . H . Brad l ey ( 1 9 14 ) : E s says 0 1 1 Trutñ a nd R e alit y, O xfo rd , O x f o rd

U ni v e r s it y Pr ess; A . C . Ewin g ( 1 934): l d e alis m : A C riti c al S ur vey, L o nd r e s , M e t h u e n ; K . L e hr e r

L o ndr e s, R o ut l e d ge ; N . R e s c h e r ( 1 973) : Th e Co h e r e n c e Th eo r y of

( 1 9 90 ) : Th e o r y of Kn ow l ed ge ,

Truth , O x f o rd . C l a r e nd o n Pr e ss.

113