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Universidade Federal do Rio Grande – FURG

Instituto de Ciências Humanas e da Informação – ICHI


Curso de Psicologia
TCC

TCC PARA CRIANÇAS


ANSIEDADE/DEPRESSÃO

Juliana de Quadros Buonocore – 45891


Laísa Rodrigues Moreira - 45912
Suzan Veiga - 45918
TCC PARA CRIANÇAS

 Baseia-se geralmente em uma abordagem


empírica, de aqui-e-agora.

 Visto que as crianças são orientadas a ação,


elas aprendem com facilidade fazendo.

(Freidberg , McClure & Garcia 2007)


 Envolve um grau de maturidade e sofisticação
cognitiva;

 Requer uma capacidade de engajar-se em tarefas


abstratas como ver os eventos a partir de
perspectivas diferentes ou gerar atribuições
alternativas.

(Stallard, 2004)
Tema de debate

Crianças pensar sobre o pensamento

(Stallard, 2004)
 Muitas das tarefas requerem uma capacidade de
raciocinar efetivamente sobre os assuntos e
questões concretas.

 Estágio operatório concreto (entre 7 e 12 anos de


idade)

(Verduyn, 2000 por Stallard, 2004)


Em nível elementar, as crianças
precisam ser capazes de acessar e
comunicar seus pensamentos.

(Stallard, 2004)
Psicoeducação com crianças

Pensamentos

Sentimentos

Comportamentos
Exemplos:

 Pensar que você não é muito bom para


conversar com as pessoas pode fazer você
se sentir muito preocupado quando sai
com seus amigos. Você pode sair calado,
não falar muito.

 Pensar que ninguém gosta de você pode


fazê-lo se sentir triste. Você pode ficar
em casa sozinho.

(Stallard, 2004)
Acessando pensamentos

 Questionamento direto: entrevistas

 Abordagem indireta: desenho, marionetes e peças de teatro.

(Freidberg , McClure & Garcia 2007; Stallard, 2004)


Baralho dos Pensamentos
Pensamentos Automáticos/Mediados
 Ex: Sessão de pintura sobre um rio.

(Ronen, 1992 por Stallard, 2004)


Identificando Sentimentos

 Identificar e relatar sentimentos é difícil


para muitas crianças, portanto é dever
dos terapeutas criar maneiras de
superar tais dificuldades.

(Stallard, 2004)
Baralho das Emoções
Identificando comportamentos
Transtornos de Ansiedade em
Crianças
Transtornos de ansiedade na infância
oSão comuns e constituem o maior grupo de problemas de saúde
mental durante a infância. Eles podem causar um efeito significativo no
funcionamento diário, criar impacto na trajetória do desenvolvimento e interferir
na capacidade de aprendizagem, no desenvolvimento de amizades e nas
relações familiares.

oDe um modo geral, os transtornos de ansiedade parecem ter mais prevalência


em meninas do que em meninos e em crianças mais velhas.

oOs mais comuns na infância são o Transtorno de Ansiedade de Separação


(TAS), o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e Fobias Simples.

oDSM-5 (APA, 2013) - O TAS é o mais comum.

oCID-10 (Word Health Organization, 1993 ) - secção específica para os


transtornos emocionais com inicio especifico na infância, que são a ansiedade
de separação, a fóbica e a social. Os outros estão numa categoria mais geral de
transtornos neuróticos somatoformes e relacionados ao estresse.
As Influências são genéticas, temperamento, família, experiência de
aprendizagem e fatores cognitivos.
TAS e TAG
oNa ansiedade de separação ocorre uma ansiedade persistente e
excessiva relativa a separação de uma figura importante para a
pessoa ou que algum dano aconteça a essa pessoa. Inicio antes dos
18 anos.

oNa TAG, os principais sintomas na infância segundo o DSM-5 são:


fadiga, agitação, dificuldade de concentração, irritabilidade, tensão
muscular e distúrbio do sono.

oSuas principais áreas de preocupação estão relacionadas a problemas de


saúde, escola, desastres e danos pessoais, sendo que as preocupações mais
frequentes são relativas às amizades, aos colegas de aula, à escola, à saúde e
ao desempenho.
oNas crianças, as preocupações são comuns e parecem fazer parte
do desenvolvimento infantil normal.

oAs crianças com transtornos de ansiedade parecem ter


preocupações mais intensas.

oConforme as crianças vão se desenvolvendo e sua capacidade


cognitiva aumenta, o foco das preocupações e temores muda das
inquietações concretas para as mais abstratas.

oCrianças pequenas , os medos são relacionados a sobrevivência,


medo de estranhos e ruídos. Aos seis anos já começam a ficar mais
independentes e reconhecem sua vulnerabilidade, podem ter
preocupações relacionadas a perda dos pais ou separar-se deles.
oUma das influências ambientais mais importantes para as crianças é
a família. Ela fornece um contexto no qual o comportamento ansioso
pode ser modelado ou reforçado. Os pais podem incentivar o
comportamento de esquiva, agir com esse comportamento ou serem
muito controladores e protetivos gerando filhos com dificuldade de
autonomia.

oIsso faz com que a criança aumente a dependência, restrinja as


oportunidades que ela tem para desenvolver habilidades para a
resolução de problemas, e aumenta as expectativas de que os
acontecimentos que causem temor sejam imprevisíveis e
incontroláveis.

oAs crianças prestam mais atenção seletiva a ameaças e percebem


mais ameaças em situações ambíguas.
o Este estudo analisou a relação entre erros cognitivos e sintomatologia de
ansiedade em crianças. A amostra é composta por 205 crianças (8-13 anos),
que responderam ao Questionário de Erros Cognitivos para Crianças
(CNCEQ) e à versão revista do Questionário de Avaliação de Perturbações
Emocionais Relacionadas com a Ansiedade em Crianças (SCARED-R).

o Estes erros cognitivos são caracterizadas por um viés de valor negativo nas
interpretações de eventos que não se baseiam na realidade.

o Mesmo naqueles casos em que existe uma maior base realista para essas
interpretações, a natureza repetitiva e o conteúdo autodepreciativo e
extremamente negativo, faz com que eles tenham um impacto negativo
significativo sobre apensamentos, emoções e comportamentos dos
indivíduos, afetando seu bem-estar e funcionamento adaptativo.
oA maioria dos programas de intervenção cognitivo-comportamentais
tem um componente dirigido para a modificação de cognições mal
adaptativas.

oEvidências sugerem que a modificação de processos cognitivos é um


mediador importante de mudança terapêutica em crianças ansiosas.

oExistem diferentes estratégias terapêuticas para a modificação das


cognições ansiosos, incluindo autoinstrução e a reestruturação
cognitiva.

oNa autoinstrução as crianças ansiosas são ensinadas a substituir sua


auto fala ansiosa por uma mais positiva.

oNa reestruturação cognitiva envolve o monitoramento e identificação


negativa
ode pensamentos automáticos em pensamentos alternativos.
oDe acordo com o modelo cognitivo de Beck, esses erros cognitivos
são o resultado de esquemas relativamente estáveis formados durante
a infância, que orientam como informações e eventos são
interpretados.

oO inventário utilizado avaliou 4 erros de pensamento:

oCatastrofização
oGeneralização
oPersonalização
oAbstração seletiva
Resultados do estudo

oAs crianças mais velhas apresentam mais erros cognitivos do que


crianças mais novas.

oTeve um significativo efeito em três dos quatro erros cognitivos,


catastrofização, personalizando e abstração seletiva.

oCrianças do sexo feminino mostraram mais erros cognitivos do que


crianças do sexo masculino.

oO grupo com níveis maiores de ansiedade teve mais erros cognitivos.

oOs erros cognitivos de personalizar e generalização foram os mais


altos.
o‘Friends for Life' pode ser usado em diferentes formas: 1) como um programa
de prevenção universal para todos em uma população escolar específico sem
levar em conta os fatores de risco individuais, 2) como um programa de
prevenção indicada para crianças com sintomas iniciais ou leves de ansiedade
ou depressão, ou 3) como tratamento para crianças com transtornos de
ansiedade. 

oAtravés da aplicação de princípios cognitivo-comportamentais e a construção


emocional da resiliência.

oProvém originalmente do trabalho de pesquisa do psicólogo Phillip Kendall


nos Estados Unidos, que desenvolveu o livro Coping Cat na década de 1980.

oO objetivo é reduzir a incidência de graves distúrbios psicológicos, sofrimento


emocional e prejuízo no funcionamento social, ensinar as crianças e jovens
como lidar e gerenciar a ansiedade, tanto agora como mais tarde na vida.

oO programa também promove importantes conceitos educacionais de auto-


desenvolvimento, tais como autoestima, resolução de problemas, capacidade
de resistência psicológica, autoexpressão e construção relações positivas com
os pares e adultos.
o Ela engloba as seguintes técnicas: psicoeducação, exercícios de
relaxamento, exposição, treinamento de habilidades de resolução de
problemas, treinamento de apoio social e exercícios de reestruturação
cognitiva .

oEstudos de eficácia realizados em vários países têm mostrado


resultados positivos: todas as três aplicações de "amigos para a vida"
resultou em uma diminuição dos sintomas de ansiedade, não só
imediatamente após a conclusão do programa, mas também de 1-3
anos mais tarde. 

oDevido a estes resultados positivos, o programa é indicado pela


Organização Mundial de Saúde para prevenir o desenvolvimento de
desordens de ansiedade em crianças.
Feeliings
Remember de relaxar
Iam posso fazer isso
Explorer soluções e planos de
enfrentamento
Now recompensar-se! Você já fez o seu
melhor!
Don’t se esqueça de praticar
Stay calmo para a vida!
É constituído por 10 sessões mais 2 sessões de reforço:

oSessão 1- Construção de relacionamento e apresentação dos participantes do


grupo estabelecendo diretrizes do grupo. A normalização da ansiedade e as
diferenças individuais nas reações de ansiedade.

oSessão 2- Psicoeducação sobre a identificação de várias emoções. Apresente


a relação entre pensamentos e sentimentos.

oSessão 3-   Sentimentos (identificando corpo sinais de ansiedade). Lembre-se


de relaxar. Tenha um momento de silêncio. (Atividades de relaxamento e
identificação de atividades prazerosas ou perturbador que fazer quando se
sentir preocupado ou triste)

oSessão 4- Eu posso fazer isso! Posso tentar o meu melhor! (Identificação de


autofala, introduzindo pensamentos úteis como verdes e inúteis como
vermelho.

oSessão 5- Formação de Atenção (procurando aspectos positivos em situações


difíceis). Desafiando pensamentos inúteis : Explore as soluções e planos de
enfrentamento da etapa (introdução de planos de enfrentamento / exposição
gradual a hierarquia de medo estabelecendo metas e quebrando problemas em
pequenos passos).
oSessão 6- Habilidades de resolução de problemas, modelos de
enfrentamento e apoio social.

oSessão 7- Agora recompensar-se! Você já fez o seu melhor!

oSessão 8- Não se esqueça de praticar (praticar as habilidades


FRIENDS) Sorria! Mantenha a calma para a vida! (Refletir sobre
maneiras de lidar em situações difíceis).

oSessão 9- Habilidades de generalização do FRIENDS para várias


situações difíceis e 
ensinar aos outros como usar as habilidades de enfrentamento
FRIENDS.

oSessão 10- Competências para a manutenção das estratégias


FRIENDS. 
Preparação para menores retrocessos que podem ocorrer.

oReforço- Revisando estratégias FRIENDS e se preparar para desafios


futuros.
Fun Friends
“Amigos Divertidos”

 É o mais recente programa desenvolvido pela Dra. Paula Barret, voltado para o
tratamento e prevenção de ansiedade na infância entre os 4 e 7 anos de idade.

 Desenvolvido com base no grande sucesso do Programa “Amigos”.

 Com o objetivo de manter os resultados por toda vida, utiliza de métodos


estimulantes no ensino de práticas e estratégias para enfrentar o estresse,
preocupação, medo e tristeza, para crianças, pais e professores (Amigos Brasil,
2010).
o Ao aumentarem as inteligências emocional e
social, as crianças podem se diferenciar durante
os anos escolares, além de realizar uma
transição saudável neste contexto, melhorando
auto-estima e habilidades sociais.

 Trata-se de um programa com metas


positivas para todas as crianças,
centrando-se em proporcionar
habilidades para superar os desafios
diários e eventos negativos de vida.

(Amigos Brasil, 2010)


 O programa ensina às crianças habilidades essenciais de resiliência, incluindo:
 Como relaxar e se acalmar
 Como regular as emoções
 Como entender as emoções em si mesmo e das outras pessoas
 Como ser gentil e empático
 Habilidades sociais e emocionais
 Como fazer amigos e compartilhar
 Como ser corajoso e tentar coisas novas
 Como construir um forte senso de auto-estima
 Como lidar com o conflito
 Estratégias de enfrentamento positivas
 Como mudar negativos "pensamentos vermelhos" em pensamentos positivos "verdes“
Relógio do sentimento

O Relógio do Sentimento é uma atividade que visa desenvolver na criança as


habilidades de auto-observação dos sentimentos e pensamentos.

As crianças criam relógios de brinquedo utilizando papel e outros materiais,


como velcro, tachinhas, etc., no qual elas desenham “carinhas” que expressam
quatro (ou mais) estados emocionais (bravo, triste, contente e preocupado) nos
locais em que ficariam os “quartos de hora” (3:00h, 6:00h, 9:00h e 12:00h).

Pronto o relógio, as crianças podem usá-lo tanto para se expressar, ajustando


seus ponteiros de acordo com o estado que estão experimentando ou sentindo
naquele momento, o que permite à criança, de uma maneira divertida, expor
seus sentimentos para os terapeutas e pais, ao mesmo tempo que estimula o
autoexame e a autoexpressão das emoções.
 Um outro aspecto do relógio é que, ao criar uma “externalização” das
emoções (a “carinha” do relógio), fornece à criança um “feedback” sobre si
própria que possibilita que a criança entre em contato com suas próprias
emoções, conheça-as melhor, estabeleça distinções mais sutis entre elas, em
suma, ajuda na progressiva educação emocional da criança.

 Além disso, com o uso continuado do relógio, a criança começa a perceber


e aprender vários fatos importantes sobre o funcionamento as emoções em
geral, como por exemplo, que “emoções variam com o passar do tempo”, que
“a pessoa pode sentir mais de uma emoção ao mesmo tempo”, que “emoções
são fenômenos naturais e esperados do ser humano”, e muitas outras coisas.
Locomotiva do medo

 A Locomotiva do Medo é também uma atividade que visa ensinar habilidades de auto-
observação dos sentimentos e pensamentos, mas que põe sua ênfase na observação do medo e da
ansiedade.

 O terapeuta, conversando com a criança, compara a ansiedade a um trem, que corre nos
trilhos, mas está fora de controle, e, com isto, abre caminho para atividades lúdicas de elaboração
e aprendizagem sobre o medo e a ansiedade utilizando a metáfora do trem e do “mundo”
ferroviário, como estações, passageiros, viagens, locomotivas, vagões, maquinistas, foguistas, etc.

 Após ter sido apresentada à metáfora, a criança é convidada a desenhar uma locomotiva,
colorindo-a com a cor que melhor representa sua ansiedade. Inicia-se, então uma viagem de
fantasia, em que o trem passa por várias estações, como o corpo, a mente, as ações, os contextos,
as pessoas, as relações, etc.

 A cada estação em que o trem para, a criança é convidada a explorar sua ansiedade,
identificando-a, percebendo como ela se manifesta naquela estação, relacionando-a com as
características daquela estação, etc.
Estátua
Estátua! é uma técnica que, usando uma brincadeira bastante conhecida, visa ensinar
habilidades de auto-observação, com foco nos sinais internos interoceptivos) de caráter
fisiológico, cognitivo e emocional.

Também ajuda a desenvolver habilidades de autoinstrução e autocontrole.


A brincadeira é bem simples: o terapeuta diz “Valendo!” e a criança começa a
movimentar-se (caminhar, dançar, brincar, etc.); quando o terapeuta diz “Estátua!”, a
criança deve parar o mais rápido que puder,ficando o mais imóvel possível, na posição em
que estava quando o terapeuta disse “Estátua!”.

 A parada brusca cria tensões corporais, que o terapeuta utiliza para ajudar a criança a
desenvolver a própria percepção interrogando-a sobre o que percebe no próprio corpo
(músculos, respiração, posição, etc.).

Depois que a criança já consegue identificar as tensões que produz, o terapeuta pode
aprofundar o uso da técnica, em duas direções: por um lado, levando a criança a
comparar as sensações da experiência de estátua com as sensações da experiência do
medo, o que permite à criança aprender a identificar os sinais de ansiedade; por outro
lado, o terapeuta pode aproveitar a pose de estátua para ajudar a criança a desenvolver
técnicas de imaginação ativa que a ajudem a diminuir a tensão.
Depressão Infantil

 Os Transtornos Depressivos Infantis constituem um grupo de patologias com alta e crescente


prevalência na população geral.

 Há divergência quanto à natureza da depressão infantil, havendo duas principais linhas de


pensamento:

 1) acredita que a apresentação da depressão infantil é semelhante da depressão adulta;

 2) foca as peculiaridades de uma depressão dita “encoberta”, com sintomas que não seriam
apresentados em adultos, tais como rebeldia, fobia escolar e mau-humor.
(Lazzarin et al., 2009)
Diagnóstico Depressão em Crianças - I

 As manifestações clínicas da depressão em


crianças, adolescentes e adultos são
essencialmente as mesmas, os principais
sistemas de classificação de transtornos
mentais utilizam os mesmos critérios
diagnósticos nessas três fases da vida.

 As características próprias de cada fase do


desenvolvimento infanto-juvenil são relevantes,
modelam as manifestações clínicas da
depressão, havendo grupos sintomatológicos
predominantes nas diferentes faixas etárias.
(Bahls, 2002)
Diagnóstico Depressão em Crianças - II

 Ainda não existe uma uniformidade nos critérios para o


diagnóstico da depressão na criança.

 Há considerável evidência para suportar a validade dos


sintomas depressivos tipo adulto que ocorrem em crianças e
adolescentes.

(Lima, 2004)
Sintomas

 Variam de acordo com a idade da criança.

 Quanto menor a criança, mais somáticos são os sintomas apresentados e


mais a irritabilidade está presente.

 Á medida que a criança cresce, poderá apresentar mais sintomas do tipo


adulto, como: isolamento, culpa, choro fácil, pensamento suicida, anedonia.

 Um dado que deveria ser bastante valorizado é a recusa para ir a escola.

 Importante lembrar que existe uma variação do humor que deve ser
considerada.
(Lima, 2004)
 Crianças e adolescentes com depressão
possuem um grande risco de recorrência
que se estende até a idade adulta,
representando uma alta vulnerabilidade
para transtornos depressivos.

 Co-morbidades: transtornos de ansiedade


(especialmente o transtorno de ansiedade
de separação), o transtorno de conduta, o
transtorno desafiador opositivo e o TDAH.

 A ideação suicida é comum em crianças


escolares e em adolescentes, porém as
tentativas são raras em crianças.

(Bahls, 2002)
Avaliação Depressão Infantil

 O manejo da criança deve ser o mais precoce possível, com avaliação


e definição do tipo de tratamento.

 É preciso uma avaliação criteriosa da sintomatologia apresentada e se


ela está associada a maus tratos na família, se a educação recebida
tem sido falha, qual é o prejuízo no funcionamento psicossocial que
esta criança está tendo e se a depressão está acontecendo em co-
morbidade com algum outro transtorno psiquiátrico.

(Lima, 2004)
TCC da Depressão Infantil

 O atendimento adequado da depressão em


crianças é realizado com uma aproximação
multidisciplinar, envolvendo basicamente recursos
psicossociais e medicamentos (Bahls, 2003).

 Há várias abordagens úteis para o engajamento


bem-sucedido, incluindo o fornecimento de
informações adequadas à idade e trabalhar desde
o início com um foco claro na experiência do
jovem (Verduyn, 2011). 
TCC Depressão Infantil

 A maioria dos programas de tratamento começam com abordagens


comportamentais; - Programação atividade, a avaliação sistemática das
atividades do dia-a-dia e do impacto que isso tem sobre o humor e o
pensamento seguido pela ativação alvo. 

 Problemas que são mais fáceis de alterar são abordados primeiro a fim de
aumentar a motivação.

 Cerca de 4-5 sessões em terapia, como o humor começa a levantar, técnicas


cognitivas são usados, incluindo a identificação de pensamentos automáticos
negativos, reconhecendo pensamento distorcido e reestruturação cognitiva. 
(Verduyn, 2011)
 O jovem se envolve no auto-monitoramento de seus pensamentos,
sentimentos e comportamentos e desafiando pensamentos
negativos.
 
 Treinamento em habilidades sociais e resolução de problemas são
uma parte das intervenções.

 Com o final do tratamento, o monitoramento dos sintomas continua. 

 É importante formular estratégias que visem a prevenção de recaída.


(Verduyn, 2011)
Técnica para o
Automonitoramento Emocional
Sentindo Rostos
 Fornecer à criança uma cópia de 4 rostos em
branco ou sem expressão.

 Solicitar que desenhe rostos felizes, tristes,


irritados ou preocupados.

 Esses desenhos representam o código emocional da criança.

 É então dada a ela a tarefa de casa de desenhar um rosto


representando a emoção cada vez que ela experimentar um forte
sentimento.

 Cartuns são muitas vezes estimulantes para as crianças e podem ser


usados para o monitoramento do humor.
(Friedberg, McClure & Garcia, 2011).
Técnicas que utilizam
marionetes e peças de
teatro
 Encenar uma situação considerada difícil e, no
decorrer da peça, a criança é encorajada a
sugerir o que cada uma das marionetes pensa
sobre o que aconteceu.

 É importante considerar a idade da criança, uma vez que crianças


menores podem apresentar dificuldades ao pedirmos que utilizem o
boneco ou marionete para representar a si mesmas.

 Também se pode encenar emoções diferentes e pedir que a criança dê


um nome para como ela está se sentindo.

 Utilizar marionetes pedindo que a criança descreva como ela e sua


marionete iriam se sentir em diferentes situações.
(Stallard, 2004)
Técnica Caixa-forte dos Sentimentos

 A criança deve fazer sua própria


“caixa-forte”, na qual podem ser
depositadas figuras ou descrições
de sentimentos desagradáveis.

 Isso pode ser revisto com o clínico ou com os pais, afim de identificar a extensão e
a natureza dos sentimentos desagradáveis da criança.

(Stallard, 2004)
Técnicas para o desenvolvimento
de cognições mais equilibradas

 Procurando o Positivo:
Positivo encoraja a criança ou os seus
pais a procurarem ativamente as coisas positivas que
acontecem a cada dia.

 O Diálogo Interno Positivo:


Positivo ajuda as crianças a
descobrirem e reconhecerem o que alcançaram, e não
as áreas nas quais fracassaram.

 O Diálogo Interno de Enfrentamento:


Enfrentamento ajuda a
criança a identificar os pensamentos que a fazem sentir
desagrado e substituí-los por um diálogo interno de
enfrentamento, que a ajuda a ter mais sucesso e sentir-
se mais relaxada e menos ansiosa.
(Stallard, 2004)
Referências

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