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UNIVERSIDADE ESTÁCIO

CURSO DE ENGENHARIA DA PRODUÇÃO

APOSTILA DE PCP

PROFESSOR Me. HAROLDO MACEDO FONTOURA


Agosto/2017
SUMÁRIO
UNIDADE 1 O PCP no contexto estratégico
1.1 Conceito de Planejamento
1.2 Níveis hierárquicos do PCP
1.3 Importância estratégica do PCP
UNIDADE 2 Métodos de Previsão de Demanda
2.1. Padrões de Demanda
2.2. Previsão e planejamento
2.3. Processos de Previsão
2.4. Erros de Previsão
2.5. Métodos de Previsão
2.6. Modelos Quantitativos
UNIDADE 3 Conceitos de Gestão de Estoques
3.1. Função dos Estoques
3.2 Tipos de Estoques
3.3. Modelo de Gestão de Estoques
3.4. Lote Econômico (LEC)
3.5. Ponto de Reposição
3.6. Curva ABC
3.7 . Lote econômico de fabricação
SUMÁRIO
UNIDADE 4 Planejamento das Necessidades de Materiais - MRP
4.1. Princípios do MRP
4.2. Estruturas de produto
4.3. Cálculo das Necessidades de Materiais
4.4. Sistema MRP
4.5. Definição de parâmetros do MRP ( Lead Time, Estoque de Segurança
e Lotes)
4.6. Planejamento dos Recursos de Manufatura (MRP II)
4.7 Principais módulos do MRP II
4.8. Estrutura do MRP II
4.9. Evolução Histórica MRP, MRPII, ERP
UNIDADE 5 Planejamento Agregado e Planejamento Mestre da
Produção
5.1 Planejamento Hierárquico de Produção
5.2. Planejamento Agregado
5.3. Planejamento Mestre da Produção
UNIDADE 6 Sistema Integrado de Gestão (ERP)
7.1 Conceito de ERP
7.2. Módulos do ERP
7.3. Integração através do ERP
7.4. Implantação de Sistemas ERP
UNIDADE -1
PCP NO CONCEITO
ESTRATÉGICO
CONCEITO DE PLANEJAMENTO:
É a função administrativa que determina antecipadamente
quais são os objetivos que deverão ser atingidos e o que deve
ser feito para atingi-los da melhor maneira possível.
PLANEJAMENTO
Conjugação de tecnologia, capital e trabalho para obter
A melhor solução possível na consecução de um dado objetivo.
O QUE PRODUZIR (QUAIS PRODUTOS)
QUANTO PRODUZIR (QUANTO DE CADA PRODUTO)
ONDE PRODUZIR (EM QUE UNIDADE, EM QUAIS EQUIPAMENTOS)
COM O QUE PRODUZIR (COM QUAIS FERRAMENTAS, DISPOSITIVOS,
FUNCIONÁRIOS, MATÉRIAS PRIMAS)
COMO PRODUZIR (QUE PROCEDIMENTOS DE PRODUÇÃO SERÃO
ADOTADOS). 5
QUESTÕES FUNDAMENTAIS EM UM
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

PERFORMANCE Onde desejamos estar ?

GAP
Como chegar lá ?

AÇÃO
Onde estamos ?
Prognóstico da situação
atual

Diagnóstico ?

HISTÓRICO HOJE FUTURO

6
Análise Externa

Longo Prazo

Médio Prazo

Curto Prazo

Planejamento

G.R.

Planejamento Estratégico
7
CONCEITO DE CONTROLE
• É a função administrativa que consiste em medir e corrigir
o desempenho para assegurar que os planos sejam
executados da melhor maneira possível.

CONCEITO DE PCP
É um conjunto de funções de apoio das atividades de
produção visando que os programas acertados previamente
possam ser atendidos com eficiência e eficácia.

São ações que levam à elaboração de um programa de


produção e à definição de sua execução com base nas
prioridades competitivas adotadas.
8
PLANEJAMENTO E CONTROLE DA PRODUÇÃO
É um sistema de informações, que se estabelece para obter
dados, processá-los e avaliá-los e, com base nas
informações obtidas e/ou geradas a partir destes dados,
decidir sobre objetivos, metas e ações a executar no longo,
médio e curto prazos.
Objetivo.
• O sistema deve permitir a monitoração e reação de acordo
com os resultados parciais obtidos, de forma a aumentar a
probabilidade de alcançar os resultados finais desejados

FINALIDADE DO PCP:
Atuar sobre os meios de produção no sentido de aumentar a
eficiência e cuidar para que os objetivos de produção sejam
plenamente alcançados a fim de aumentar a eficácia.

9
PLANEJAMENTO E CONTROLE DA
PRODUÇÃO
Engenharia de Produto Planejamento Estratégico
•lista de materiais
•desenhos da
Engenharia de Processo Produção
•roteiros de fabricação Planejamento
•leadtimes
Mestre
Marketing da produção
•plano de vendas Programação
•pedidos firmes da Produção
Finanças •ordens de compra
•plano de investimentos
•fluxo de caixa •ordens de fabricação
•ordens de montagem
Recursos Humanos
•programa de treinamento
Manutenção Acompanhamento
•plano de da Produção
manutenção
Compras
10
•entradas e saídas de materiais
Atividades do PCP

11
VISÃO GERAL DO PLANEJAMENTO

CURTO PRAZO MÉDIO PRAZO LONGO PRAZO

-Carga de trabalho Níveis agregados de: -Projeto do produto


-Carga de máquinas - Força de trabalho -Localização
-Seqüenciamento de - Estoques -Layout
trabalhos - Produção -Capacidade
-Quantidades a fabricar - Subcontratações -Processos
-Quantidades a comprar - “backorders”

0 2m 18 m

12
Planejamento e Controle
Previsão Planejamento Planejame
do Estratégico do nto
negócio grupo financeiro
Longo Prazo

Planejamento Planejamento
Produção e de recursos
Mercado
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Planejamento
Agregado da
Produção
Médio Prazo
Previsão Planejament
de PMP o Grosseiro
vendas da
Capacidade
-----------------------------------------------------------------------------------------------
por item
----------------------
Programaçã
o da MRP CPC
Montagem
Curto Prazo final
Controle Controle e
Controle e planejamento de das planejament 13
entradas/saídas atividades o de
Conceito de hierarquia de decisões de
planejamento

Grupos e famílias
de produtos
Longo Mês 1 Mês 2 Mês 3 Mês 18 e recursos
prazo
incerteza de previsões decresce

Produtos
Horizonte diminui, portanto

incerteza de previsões decresce


e recursos de
Médio Sem 1 Sem 2 Sem 3 Sem 4 Semana inércia média

Agregação cresce, portanto


prazo 12

Componentes
e recursos de
Curto Seman Seman Seman Seman inércia pequena
prazo a1 a2 a3 a4
Operações
e alocação
detalhada de
Curtíssimo Segund Terça Quarta Quinta Sexta recursos
prazo a

14
Hierarquia de planejamento e
nomenclatura usual

Planejamento
Grupos e mestre
famílias
Long Mês Mês Mês Mês 18 de produtos
de operações
Planejamento de
o 1 2 3 e recursos
praz vendas e operações
o
Produtos
e recursos Programa mestre
Médi Sem 1 Sem 2 Sem 3 Sem 4 Semana 12 de de produção
o inércia
praz média
o
Componentes
e recursos de
Curt Semana Semana Semana Semana inércia MRP / Capacidade
o 1 2 3 4 pequena
praz
o Operações
e alocação
Curtíssim Segunda Terça Quarta Quinta Sexta de Programação e
o recursos controle
prazo

15
PROJETO DO PLANEJAMENTO DE LONGO
PRODUTO E DO PRAZO E PLANEJAMENTO DE
PROCESSO VENDAS

PLANEJAMENTO DE
INSTALAÇÕES E RECURSOS

PLANEJAMENTO DA
CAPACIDADE AGREGADA E
ADMINISTRAÇÃO DA DEMANDA
PLANEJAMENTO PLANEJAMENTO DE
DO PROCESSO MATERIAIS E
ADMINISTRAÇÃO DE
ESTOQUE
PLANEJAMENTO DE TAREFAS E
CARREGAMENTO DE GRUPOS
DE RECURSOS

PROGRAMAÇÃO E CONTRÔLE ADMINISTRAÇÃO DE


DE FÁBRICA BUSCA E COMPRA

Arquitetura de planejamento e controle da fabricação.


Fonte: Zijm, W.H.M.; “Towards intelligent manufacturing planning and control systems”; OR Spektrun (2000) 22:
pg 313-345

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Carteira de
Pedidos e/ou
Previsão de PLANEJAMENTO
vendas

Planejamento Planejamento
Agregado

Programa
Mestre
e Controle de Planejamento
de materiais

Programação da CONTRO
Produção LE
Capacidade
Controle da Controle de
Produção Estoques

Funções e fluxo de atividades em um sistema de


Planejamento e Controle da Produção para efeito de Análise
17
ESTRUTURA DE PLANEJAMENTO EM SISTEMAS CONVENCIONAIS
P LONGO PLANEJAMEN
PRAZO TO DE
R
NECESSIDAD
E E DE
V M
MÉDIO RECURSOS E
I PRAZO
S PLANEJAMEN D
Õ TO DA I
PRODUÇÃO D
E CURTO
S PRAZO A
S

PLANEJAME
D
NTO DE E
NECESSIDAD PROGRAMA PLANEJAME
E DE MESTRE DE NTO
PRODUTOS PRODUÇÃO GROSSEIRO D
ACABADOS DA E
CAPACIDADE
PLANEJAMENT
S
PLANEJAME
O DE NTO DA E
PROGRAMAÇ
ÃO DE
MATERIAIS CAPACIDADE M
PRODUTOS P
ACABADOS E
CONTRÔLE CONTRÔLE N
DE DA
MATERIAIS
H
CAPACIDAD
E O
BASE DE DADOS

PESSOAL

18
AS QUATRO FASES DO PCP:

• Projeto de produção.

• Coleta de informações.

• Planejamento da
produção.

• Controle da produção.
19
Projeto de Produção
Quantidade e tipos de máquinas

Quantidade de pessoal disponível

Projeto
Estoque de matéria prima

Características do produto / serviço

Boletim de Operação

Lote econômico de produção 20


Projeto de Produção Detalhamento
Características das Máquinas Capacidade de produção de cada máquina, de cada
bateria e de cada seção produtiva

Efetivo de Pessoal Quantidade de empregados por cargo e por seção


produtiva. Horários de trabalho

Estoque de Matéria Prima Itens de matérias-primas e volumes de estoque


para cada item. Controle de estoque.
Procedimentos de requisição de MP.

Características do Produto / Composição produto/serviço e lista de materiais


Serviço (gráficos de explosão) utilizados

Boletim de Operações Sequência e cadência do processo produtivo.


Movimentação de MP e seus gargalos e demoras

Lote econômico de Produção Tamanho ideal de lote de produção para


proporcionar maximização de resultados e
minimização de custos de MP e PA
COLETA DE INFORMAÇÕES:
• Capacidade de cada máquina.

• Sequência do processo de produção.

• Métodos de trabalho.

• Horário de trabalho.

• Volume de estoque.
PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO:
Formulação do plano de produção ou plano mestre de produção.
Implementação do plano de produção por meio da programação
da produção. (através PERT-CPM e Gráfico de Gantt)
Execução do plano de produção por meio das emissões de ordens.
22
Controle da Produção
• Guiar as atividades da empresa
• Sempre alguma coisa sai diferente daquilo para o qual foi
planejada
• Correção de falhas ou erros
• Prevenção de novas falhas ou erros

CONTROLES DA PRODUÇÃO:
Estabelecimento dos padrões.
Avaliação do desempenho.
Comparação do desempenho com o padrão.
Ação corretiva. 23
CONTROLES DA PRODUÇÃO

Controle
Planejamento Da produção
Da produção

Eficiência
Eficácia

Execução da produção
Produto
ou Serviços

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ESTABELECER PADRÕES
• Padrões de qualidade.

• Padrões de quantidade.

• Padrões de tempo.

• Padrões de custo.

25
Padrões de quantidade
Volume de produção
Nível de estoque
N° horas trabalhadas

Padrões de qualidade
CQ de MP
CQ de PA
Especificações do produto

Padrão
Padrões de Tempo
De
Tempo-padrão de produção
Controle
Tempo médio de estocagem
Padrões de rendimento

Padrões de Custos
Custo de Produção
Custo de Estocagem
Custo Padrão 26
Métodos de Controle
• Controle Visual: mais utilizado
• Controle Total: Controla todos os itens
• Controle por Amostragem: parcial, amostras escolhidas ao acaso
• Controle por exceção: sobre desvios ou discrepâncias, sobre
erros ou falhas.
Controle do Plano Produção
Índice de Eficiência :
Horas previstas
Horas trabalhadas

Coeficiente de utilização de MO:


Horas aplic ao lote
Horas totais MO 27
Coeficiente de utilização do equipamento
Horas aplic ao lote
Horas totais do equip
Coeficiente do tempo utilizado
Tempo previsto
Tempo Gasto
Índice quantidades produzidas
Unidades produzidas
Unidades programadas
Índice de qualidade
Unidades refugadas ou defeituosas
Unidades produzidas x 100
28
Índice de utilização de MP
Quantidade de MP prevista
Quantidade de MP utilizada
Índice de cumprimento das Ordens
Ordens não-cumpridas x 100
Ordens cumpridas
Controle de Estoques
Índice de Rotação de Estoques

Nº entradas + Nº saídas X 100


Estoque médio do item
29
Controle de Estoques
• Estocar significa guardar algo para a utilização futura
• Ocupa espaço, segurado contra incêndio, roubo etc..
Gera custo
• A falta pode acarretar na parada da produção. Gera
custo

30
FINALIDADES DO CONTROLE DE ESTOQUE
• Garantir o funcionamento da empresa
• Propiciar economia de escala por meio da compra em lotes

31
Tipos de Estoque

Almox Preparação Moldagem Montagem Acabamento Depósito

Estoque Estoque de Estoque


de Materiais em processamento De
Materiais semi-acabados PA
MP Materiais Acabados (componentes)

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Planejamento da Produção

o Longo Prazo
• Planejamento Estratégico (1-5 anos)
o Médio Prazo
• Emprego, output, níveis de estoque
(2-18 meses)
o Curto Prazo
• Programação da mão de obra, carga
de máquinas, sequenciamento (0-2
meses)
33
PLANEJAMENTO E CONTROLE DA
PRODUÇÃO
Planejamento Estratégico
da Produção

VISÃO GERAL DAS ATIVIDADES DO PCP


Departamento Plano de Produção

Avaliação de Desempenho
Acompanhamento e Controle da Produção
de Marketing
Previsão de Vendas
Planejamento Mestre
Pedidos em Carteira da Produção
Plano Mestre de Produção

Programação da Produção
•Administração dos Estoques
•Seqüenciamento
•Emissão e Liberação de Ordens
Ordens Ordens Ordens
Departamento de de de
de Compras ComprasFabricação Montagem
Pedido de Compras

Fornecedores Estoques Fabricação e Montagem

Clientes

34
UNIDADE -2
MÉTODOS DE PREVISÃO
DE DEMANDA
Previsão da Demanda
• A previsão da demanda é a base para o
planejamento estratégico da produção, vendas e
finanças de qualquer empresa.
• Permite que os administradores destes
sistemas antevejam o futuro e planejem
adequadamente suas ações.

• As previsões são usadas pelo PCP em dois


momentos distintos: para planejar o sistema
produtivo e para planejar o uso deste sistema
produtivo.
36
Previsão da Demanda
• A responsabilidade pela preparação da previsão da
demanda normalmente é do setor de Marketing ou
Vendas. Porém, existem dois bons motivos para que o
pessoal do PCP entenda como esta atividade é
realizada.

• A previsão da demanda é a principal informação empregada


pelo PCP na elaboração de suas atividades;
• Em empresas de pequeno e médio porte, não existe ainda
uma especialização muito grande das atividades, cabendo ao
pessoal do PCP (geralmente o mesmo de Vendas) elaborar
estas previsões.

• Atualmente as empresas estão buscando um relacionamento


mais eficiente dentro de sua cadeia produtiva.
37
Etapas de um modelo de previsão
Objetivo do modelo

Coleta e análise dos dados

Seleção da técnica de previsão

Obtenção das previsões

Monitoração do modelo

38
Objetivo do Modelo
• A primeira etapa consiste em definir a razão pela qual
necessitamos de previsões. Que produto, ou famílias de
produtos, será previsto, com que grau de acuracidade e
detalhe a previsão trabalhará, e que recursos estarão
disponíveis para esta previsão.

• A sofisticação e o detalhamento do modelo depende da


importância relativa do produto, ou família de produtos, a ser
previsto e do horizonte ao qual a previsão se destina.
• Itens pouco significativos podem ser previstos com maior
margem de erro, empregando-se técnicas simples. Assim como
admite-se margem de erro maior para previsões de longo prazo,
empregando-se dados agregados de famílias de produtos.
39
Coleta e Análise dos Dados
• Visa identificar e desenvolver a técnica de previsão que
melhor se adapte. Alguns cuidados básicos:

• Quanto mais dados históricos forem coletados e analisados, mais


confiável a técnica de previsão será;
• Os dados devem buscar a caracterização da demanda pelos
produtos da empresa, que não é necessariamente igual as vendas
passadas;

• Variações extraordinárias da demanda devem ser analisadas e


substituídas por valores médios, compatíveis com o comportamento
normal da demanda;
• O tamanho do período de consolidação dos dados tem influência
direta na escolha da técnica de previsão mais adequada, assim como
na análise das variações extraordinárias.
40
Seleção da Técnica de Previsão
• Existem técnicas qualitativas e quantitativas. Cada uma tendo
o seu campo de ação e sua aplicabilidade. Alguns fatores
merecem destaque na escolha da técnica de previsão:

• Decidir em cima da curva de troca “custo- acuracidade”;


• A disponibilidade de dados históricos;
• A disponibilidade de recursos computacionais;
• A experiência passada com a aplicação de determinada técnica;
• A disponibilidade de tempo para coletar, analisar e preparar os dados
e a previsão;
• O período de planejamento para o qual necessitamos da previsão.

41
Obtenção da Previsões e Monitoração
• Com a definição da técnica de previsão e a aplicação dos
dados passados para obtenção dos parâmetros necessários,
podemos obter as projeções futuras da demanda. Quanto
maior for o horizonte pretendido, menor a confiabilidade na
demanda prevista.

• A medida em que as previsões forem sendo alcançadas pela demanda


real, deve-se monitorar a extensão do erro entre a demanda real e a
prevista, para verificar se a técnica e os parâmetros empregados
ainda são válidos. Em situações normais, um ajuste nos parâmetros
do modelo, para que reflita as tendências mais recentes, é suficiente.

42
Técnicas de previsão
• Existem uma série de técnicas disponíveis, com diferenças
substanciais entre elas. Porém, cabe descrever as
características gerais que normalmente estão presentes em
todas as técnicas de previsão, que são:
• Supõem-se que as causas que influenciaram a demanda
passada continuarão a agir no futuro;
• As previsões não são perfeitas, pois não somos capazes de
prever todas as variações aleatórias que ocorrerão;
• A acuracidade das previsões diminui com o aumento do
período de tempo auscultado;
• A previsão para grupos de produtos é mais precisa do que
para os produtos individualmente, visto que no grupo os
erros individuais de previsão se anulam.
43
Técnicas de previsão
• As técnicas de previsão podem ser subdivididas em dois
grandes grupos:

• As técnicas qualitativas privilegiam principalmente dados


subjetivos, os quais são difíceis de representar
numericamente. Estão baseadas na opinião e no
julgamento de pessoas chaves, especialistas nos
produtos ou nos mercados onde atuam estes produtos;

• As técnicas quantitativas envolvem a análise numérica


dos dados passados, isentando-se de opiniões pessoais
ou palpites. Empregam-se modelos matemáticos para
projetar a demanda futura. Podem ser subdivididas em
dois grandes grupos: as técnicas baseadas em séries
temporais, e as técnicas baseadas em correlações.
44
Previsões baseadas em séries temporais
• Partem do princípio de que a demanda futura será uma
projeção dos seus valores passados, não sofrendo
influência de outras variáveis.

• É o método mais simples e usual de previsão, e


quando bem elaborado oferece bons resultados.

• Para se montar o modelo de previsão, é necessário


plotar os dados passados e identificar os fatores que
estão por trás das características da curva obtida.
• Uma curva temporal de previsão pode conter
tendência, sazonalidade, variações irregulares e
variações randômicas.
45
PREVISÃO DE ESTOQUE/DEMANDA
Alguns fatores podem influenciar na previsão
de estoque tais como:

Informações quantitativas
Influência da propaganda
Evolução das vendas no tempo
Variações decorrentes de modismos
Variações decorrentes da situação econômica
Crescimento populacional

Informações qualitativas
Opinião de gerentes
Opinião dos vendedores
Opinião de compradores
Pesquisa de mercado
46
EVOLUÇÃO DE CONSUMO CONSTANTE (ECC)

Neste caso, o volume de consumo permanece


constante, sem grandes variações no decorrer do
tempo, e não sofre influências conjunturais, ambientais
e mercadológicas, mantendo-se um valor médio no
decorrer do tempo.

47
EVOLUÇÃO DE CONSUMO SAZONAL (ECS)

Neste caso, o volume de consumo passa por


oscilações regulares no decorrer de certos períodos
ou do ano, e é influenciado por fatores culturais e
ambientais, acarretando desvios de demanda
superiores a 30% de valores médios.

48
EVOLUÇÃO DE CONSUMO DE TENDÊNCIA (ECT)

Neste caso, o volume de consumo aumenta ou diminui


drasticamente no decorrer de um período ou do ano, e
é influenciado por fatores culturais, ambientais,
conjunturais e econômicos, acarretando desvios de
demanda positiva ou negativamente.

49
MÉTODOS DE PREVISÃO DE ESTOQUE/DEMANDA

1 – Método do Último Período (MUP)

2 – Método da Média Aritmética (MMA)

3 – Método da Média Ponderada (MMP)

4 – Método da Média com Suavização Exponencial


(MMSE)

50
1- MÉTODO DO ÚLTIMO PERÍODO

É o método mais simples de todos e sem fundamento


matemático e consiste em simplesmente utilizar como previsão
para o próximo período o valor real do período anterior. Esse
modelo é bastante utilizado por empresas pequenas e por
administradores sem maior conhecimento técnico.

EXEMPLO:

A empresa fabricante de peças S.A. teve neste ano o


seguinte volume de vendas para seu produto “Bomba injetora
YZ”.

51
CÁLCULE A PREVISÃO DE DEMANDA PARA AGOSTO

MESES QUANTIDADES
JANEIRO 2.500
FEVEREIRO 2.200
MARÇO 2.650
ABRIL 2.800
MAIO 2.850
JUNHO 2.900
JULHO 3.000

52
Pagosto (MUP) = O último período foi julho, 3.000 unidades
então a previsão para agosto será de 3.000 unidades.

O procedimento é pegar a demanda do último mês e utilizar


para o mês seguinte; no caso a demanda do último mês
(Julho) foi de 3.000 unidade e é o que utilizaremos para
Agosto.

2- MÉTODO DA MÉDIA ARITIMÉTICA (MMA)


Nesse método, a previsão do próximo período é obtida
por meio do cálculo da média aritmética do consumo dos
períodos anteriores.

53
O resultado deste modelo nos mostrará valores menores do que os
ocorridos caso o consumo tenha tendência crescente, e maiores se o
consumo tiver tendência decrescente nos últimos períodos.
Esse modelo também é bastante utilizado por empresas pequenas e
por administradores sem maior conhecimento técnico:
EXEMPLO:
Ppp(MMA) = (C1 + C2 + C3 +......Cn):n
Onde:
Ppp(MMA) = Previsão do próximo período – Método da medida
aritimética
C1 + C2 + C3= Consumo nos períodos anteriores
N = Número de períodos

54
CÁLCULO
Para cálculo da previsão de Agosto, neste caso de exemplo
utilizaremos os dados de janeiro a julho que correspondem a
sete períodos
Ppp(MMA) = (C1 + C2 + C3 +......Cn):n
Pagosto (MMA)
=2.500+2.200+2.650+2.800+2.850+2.900+3.000
_______________________________________
7
Pagosto (MMA) = 18.900
_____________ = 2.700
7

A previsão para Agosto será de 2.700 unidades.


55
3 – MÉTODO DA MÉDIA PONDERADA (MMP)

Neste método a previsão do próximo período é obtida por meio


de ponderação dada a cada período, sendo que o período mais
próximo recebe peso maior e, vamos reduzindo os pesos para os
períodos mais distantes.
A soma das ponderações deve ser sempre 100%

Os valores das ponderações como geral devem ter um peso de 40% a


60% para o período mais recente e para o ultimo período 5%.
Essa alocação será sempre em função da sensibilidade do
administrador em relação as variáveis e mudanças de mercado.

56
Tal modelo tende a eliminar algumas das fragilidades
apresentadas nos modelos anteriores.

EXEMPLO:
n
Ppp(MMP)= Ʃ Ci x Pi
i=1

Simplificando:
Ppp(MMP)=(C1xP1)+ (C2xP2)+ (C3xP3)+......(CnxPn)
Onde: Ppp(MMP)=Previsão do próximo período-Média da
média ponderada.
C1, C2, C3, Cn = Consumo nos períodos anteriores
P1, P2, P3, Pn = ponderação dada a cada período
57
No exemplo temos sete períodos e daremos as seguintes
ponderações para cada mês, sendo a ponderação maior
para o período mais recente.

MESES PONDERAÇÕES
JULHO 40%
JUNHO 20%
MAIO 15%
ABRIL 8%
MARÇO 7%
FEVEREIRO 5%
JANEIRO 5%

58
CÁLCULOS
Ppp(MMP)=(C1xP1)+ (C2xP2)+ (C3xP3)+(C4xP4)+(C4xP4)+
(C5xP5)+(C6xP6)+ (C7xP7)

PAgosto=(MMP) =
(3.000x0,4)+(2.900x0,2)+(2.850x0,15)+(2.800x0,08)+(2.650x0,07)
+ (2.200x0,05)+(2.500x0,05)=

PAgosto=(MMP) = (1.200)+(580)+(427,5)+(224)+(185,5)+(110)+(125)

PAgosto=(MMP) = 2.852

A previsão de agosto será de 2852 unidades

59
4 – Método da Média com
Suavização Exponencial (MMSE)

Neste método a previsão do próximo período é obtida


mediante a ponderação dada ao último período, e teremos
que utilizar também a previsão do último período. Esse
modelo procura eliminar as variações exageradas que
ocorrem em períodos anteriores.

A ponderação utilizada é denominada constante de


suavização exponencial que tem símbolo @ e pode variar de
1>@>0. Na utilização prática nas empresas @ têm
geralmente um valor que varia de 0,1 a 0,3, dependendo dos
fatores que estão afetando a demanda.

60
Método da Média com
Suavização Exponencial (MMSE)
EXEMPLO:
A empresa fabricante de peças S.A. teve neste ano o seguinte volume de
vendas para seu produto “Bomba injetora YZ”, de acordo com a seguinte
tabela abaixo:

MESES QUANTIDADES
JANEIRO 2.500
FEVEREIRO 2.200
MARÇO 2.650
ABRIL 2.800
MAIO 2.850
JUNHO 2.900
JULHO 3.000
Sabendo-se que a previsão de julho pelo MMSE foi de 3.100 unidades, calcule
a previsão de demanda para agosto com uma constante de suavização
exponencial de 0,15. 61
Método da Média com
Suavização Exponencial (MMSE)
CALCULO:
FORMULA: Ppp(MMSE) = [(Ra x @) + (1- @) x Pa]
ONDE:
Ppp (MMSE) – Previsão do próximo período – Método
da média com suavização exponencial.

Ra = Consumo real no período anterior

Pa = Previsão do período anterior

@ = Constante de suavização exponencial

62
Método da Média com
Suavização Exponencial (MMSE)
CALCULO:
FORMULA: Ppp(MMSE) = [(Ra x @) + (1- @) x Pa]

Pagosto (MMSE) – [(3.000 x 0,15) + (1- 0,15) x 3.100]


Pagosto (MMSE) – [(450) + (0,85) x 3.100]

Pagosto (MMSE) – [(450) + 2635]

Pagosto (MMSE) – 3.085.

A previsão para agosto será de aproximadamente 3.085


unidades. 63
UNIDADE - 3
CONCEITOS DE
GESTÃO DE ESTOQUE
DEFINIÇÃO DOS MODELOS
DE ESTOQUES

65
ESTOQUE MAXIMO
É o resultado da soma de estoque de segurança mais
o lote de compra.

O nível Máximo de estoque é determinado de forma


que seu volume ultrapasse a somatória da
quantidade do estoque de
segurança com o lote, em um valor que seja
suficiente para
suportar variações de estoque em face da dinâmica
do mercado.

Emax = ES +LC 66
LOTE DE COMPRAS

É o resultado da d máximo e o estoque de segurança

O nível Máximo de compra que pode ser feita para o período


determinado pela área de materiais.

O volume de compras não pode ultrapassar o tamanho do


lote sob pena de carregar o almoxarifado.

LC = Emax-Es

67
Exemplo:

Qual o estoque Máximo de uma peça cujo lote de


compra é de 1.000 unidades e o estoque de
segurança é igual a metade do lote de compra.

Emax = ES + LC
Emax = (1.000 : 2) + 1.000
Emax = 500 + 1.000 = 1.500 unidades

68
ESTOQUE DE SEGURANÇA

Também conhecido como estoque mínimo ou Estoque de


reserva, é a quantidade mínima que se deve ter em estoque
para cobrir as variações do sistema que podem ser:

a)Eventuais atrasos no tempo de fornecimento pelo


fornecedor

b)Rejeição do lote de compra ou aumento na demanda do


produto

69
Métodos para calcular o estoque de segurança
Método do Grau de Risco

Este é o modelo mais simples e fácil de utilizar, e não requer


nenhum conhecimento profundo matemático.

Tal modelo usa um fator de risco dado em porcentagem, que


é definido pelo administrador em função de sua
sensibilidade de mercado e informações que colhe junto a
vendas e a suprimentos.

ES = estoque de segurança
C = Consumo médio no período
K = Coeficiente de grau de atendimento

70
Método do Grau de Risco

Exemplo:

Demanda mensal do produto em uma determinada


empresa = 600 unidades.

Grau de risco determinado pelo administrador 35%

E=CXK
ES = 600 X 0,35
ES = 210 unidades

71
Método com variações de consumo e/ou tempo de
reposição (MVC)

Este modelo somente é utilizado quando as variações de


demanda e/ou tempo de reposição forem maiores que os
dados definidos, ou seja, quando houver atrasos na entrega
e/ou aumento nas vendas.

ES =(Cm – Cn) + Cm X Ptr


Onde:
ES = Estoque de Segurança
Cn = Consumo normal do produto
Cm = Consumo maior previsto do produto
Ptr = Porcentagem de atraso no tempo de reposição

72
Método com variações de consumo e/ou tempo de
reposição (MVC)

Exemplo:

Uma empresa precisa definir o Estoque de segurança


de determinado produto que tem uma demanda média
mensal de 600 unidades e o gerente de materiais e
logística esta prevendo um aumento de demanda de
25% e recebeu informações de seu fornecedor que
haverá um atraso de 10 dias na entrega do pedido, cujo
prazo normalmente é de um mês. Qual será o Estoque
de segurança.

73
ES =(Cm – Cn) + Cm X Ptr – 1º passo os
elementos da fórmula

Cm = (600 X 1,25) = 750

TR =1 mês = 30 dias

Ptr = 10 dias/30 dias = 33,3%

ES =(Cm – Cn) + Cm X Ptr


ES = (750 – 600) + 750 X 0,333)
ES = 150 + 250

ES = 400 unidades

74
Método com variações de consumo e/ou tempo de
reposição (MVC)
Exemplo:

Se no mesmo exemplo, não ocorressem:


a)atraso na entrega do pedido; ou
b)aumento da demanda, qual seria o estoque de segurança?

a)Atraso no tempo de reposição


ES =(Cm – Cn) + Cm X Ptr

Não ocorrendo aumento nas vendas, Cm = Cn então


Cm -Cn = 0
ES = 600 x 0,333
ES = 200 unidades
75
b) Aumento das vendas

ES =(Cm – Cn) + Cm X Ptr

O tempo de reposição não terá atraso, Ptr = Zero então 750 x 0 = 0

ES =(Cm – Cn) + 0

Como estão previstos 25% a mais nas vendas, então:


Cm = (600 X 1,25) = 750

ES = (750 – 600) + 0
ES = (150 unidades)

76
Lote Econômico de Compras
Conceito: lote econômico de compras é o equilíbrio econômico
entre o custo de posse (manutenção dos estoques) e o custo de
aquisições (obtenção de material, em determinação das
qualidades a compras).

1.Custos dos Estoques

a) Custo de aquisição (A): o ato de compras implica


determinados ônus que encarem o processo de
compra do material. A emissão de uma ordem de
compra representa determinado custo para a
empresa expresso basicamente pelos seguintes
elementos.

-Mão de obra: salários, impostos e taxas, correio, aluguel,


despesas diárias, despesas gerais. 77
EXEMPLO:

Considerando que uma fábrica de bombas hidráulicas


comercializa 9.000 unidades mensalmente, totalizando
vendas anuais de 108.000 bombas, definiu-se que seu
estoque de segurança seria zero e a compra de carcaças
fundidas que a empresa utiliza na fabricação das bombas
seria por meio de lote econômico de compra. Sabe-se que
cada bomba utiliza uma carcaça e os custos envolvidos para
o cálculo do lote econômico são:

Custo da carcaça, sem considerar o volume que se compra


em qualquer tempo – R$ 50,00 por unidade.
Custo de emissão do pedido – R$ 400,00 (por pedido)
Custo de transporte, recebimento e manuseio – R$ 1.600,00
(por pedido).
78
Continuação do exercício
Como os custos adicionais são elevados, o melhor e fazer compras
de lotes relativamente grandes.

Para o cálculo, devemos considerar alguns elementos:


Considerar o custo de armazenagem de carcaça de R$ 20,00 por
unidade/ano

Custo de deteriorização e obsolescência de R$ 6,00 por


unidade/ano

Outros consumos R$ 9.00 por unidade/ano

Qual o lote econômico para compra de carcaça.

Para compras de um lote de 9.000 unidade que é = a sua venda


mensal teremos.
79
Formula para o cálculo de lote econômico

O custo anual de compras será dado pelo total de carcaças no


ano dividido pelo lote, multiplicado pelo custo de
movimentação de estoque e pelo custo do pedido e mais o
custo de manutenção dos estoques.

[Custo anual de compras] + (Custo médio de estoque)


[(108.000:9.000)x(400,00+1.600,00)]+(20,00+6,00+9,00)X9000
=(157. 500,00) 2

[12 x 2,000,00] +157.500,00 =


24.000,00 + 157.500,00 =
R$ 181.500,00 – custo anual total

80
Lote de 6000 unidades

[(108.000: 6.000) x (400,00 + 1.600,00)] + (105. 000,00) =


[18 x 2.000,00] +105.000,00 = 36.000,00 + 105.000,00 =

R$ 141.000,00 – custo anual total

Lote de 3000 unidades

[(108.000: 3.000) x (400,00 + 1.600,00)] + (52.500,00) =


[36 x 2.000,00] +52.500,00 = 72.000,00 + 52.500,00 =

R$ 124.500,00 – custo anual total

81
Para eliminar o processo exaustivo de múltiplas tentativas de
cálculo do lote econômico, foi desenvolvida a seguinte
formula:

2C x Cp
LEI =
CA

Onde:

LE – Lote económico
C = Quantidade consumida
Cp = Custo do pedido
CA = Custo de armazenagem unitário anual 82
Levando-se em conta o mesmo exemplo:

LE = 2x108.000 x 2.000,00

35,00

12.342.857
LE =

LE = 3.513 unidade

Portanto o lote econômico de compra de carcaça da bomba


hidráulica será de 3.513 unidades por pedido. Que deve ser
arredondado para 3.500 unidades.
83
No exemplo anterior o preço do produto é constante para
qualquer quantidade, na prática se comprarmos lotes
maiores podemos obter desconto no preço por produto.

Suponhamos que o fornecedor faça um desconto de 3,5%


para lotes acima de 18.000 unidade, o que fazer:
Comprar no lote econômico de 3.500 unidades.

Comprar lote com desconto acima de 18.000 unidades.

Neste caso nos deparamos com uma variável a mais, a


decisão deve ser tomada comparando os custos totais
anuais das duas propostas.

84
A formula para calcular os custos anuais é:

CTA = CMC + CP + CM + CA

Onde:

CMC = Custo do material comprado(quantidade anual


vezes preço unitário)

CP = Custo do pedido
Cm = Custo do manuseio
CA = Custo de armazenagem

85
Proposta do lote econômico.

Custos Valores/cálculos Totais

Custo do material R$ 50,00 x 108,000 R$ 5.400.000,00


comprado
Custo dos pedidos e [108.000:3.500] x 2000 R$ 61.714,30
manuseio

Custo de armazenagem [3.500:2].(50x0,4) R$ 61.250,00


+15,00
Custo anual total R$ 5.522.964,30

Custo anual total – custo de armazenagem anual =


R$ 122.964,30
86
Proposta do lote com desconto

Custos Valores/cálculos Totais

Custo do material comprado R$ 48,25 x 108.000 R$ 5.211.000,00

Custo dos pedidos e [108.000:18.000] x 2.000 R$12.000,00


manuseio

Custo de armazenagem [18.000:2]x(48,25x0,4)+15,00 R$ 308.700

Custo anual total R$ 5.531.700,00

Custo anual total – custo de armazenagem anual = R$ 320.700,00

Nesse contexto, comprar lote econômico de 3.500 unidades seria a


quantidade de mais econômica para empresa.
87
PONTO DE
RESSUPRIMENTO

88
AVALIAÇÃO DOS NÍVEIS DE ESTOQUE PARA PRODUÇÃO

Uma das premissas dos administradores de materiais é


dimensionar estoques mínimos e máximos.

Cada produto ou material recebe quatro informes básicos.

Estoque mínimo que se deseja manter (Emin)

O momento em que as novas quantidades de peças devem ser


compradas (PP)

O tempo necessário para por a peça (TR)


A quantidades de peças que devem ser compradas, ou seja, o
lote de compras (LC).

OBS: Quando este lote de compras chega a empresa temos o


estoque Máximo . (Emax).

89
TR – TEMPO DE REPOSIÇÃO
1 – Tempo para elaborar e conformar o pedido junto ao fornecedor
2 – Tempo que o fornecedor leva para processar e entregar o pedido
3 – Tempo para processar a liberação do pedido na empresa

TR = 1+2+3

Duas das três variáveis dependem diretamente da nossa


empresa, 1 e 3, as quais devem ser reduzidas ao Máximo
tendendo a zero.

A outra variável depende de uma boa negociação com


fornecedor para tentar diminuí-la o Máximo possível.

90
PP - PONTO DE PEDIDO

Para que não falta material na produção é necessário que ao se atingir o


ponto de pedido, fazer imediatamente o suprimento do estoque,
solicitando a compra.

O ponto de pedido é calculado com a seguinte fórmula

Pp = (C X TR) + ES

Onde:
PP = Ponto de pedido
C = Consumo normal da peças
TR = Tempo de reposição
ES =Estoque de segurança

91
Exemplo:

Consumo mensal de uma determinada peça = 2.500 unidade


Tempo de reposição 45 dias

Qual o seu ponto de pedido?

Estoque de segurança 400 unidades

PP = (CXTR)+ ES
PP = (2.500 x 1,5) + 400
Pp = 3.750 + 400

PP = 4.150 unidades

92
CUSTOS DE
ARMAZENAGEM
PARA CONTROLE
DA PRODUÇÃO

93
CUSTO DE ARMZENAGEM PARA CONTROLE DA PRODUÇÃO

Para que possamos melhor administrar os estoques,


devemos calcular quais os custos que os afetam.
Os fatores que compõem o custo de armazenagem são:

Custo de edificações
Custo de manutenção
Custo de materiais
Custo de pessoal

É o valor real de todos os materiais que estão na empresa,


parados ou sendo usados para atender a demanda de
mercado. Custo de materiais é o custo financeiro do
dinheiro correspondente a todos os materiais parados.

94
Custo de pessoal envolvido

É o custo mensal de toda a mão- de- obra envolvida em


atividades de estoque, tais como pessoal de manuseio, de
controle e gerenciamento, inclusive com os encargos
trabalhistas.

Custo de equipamentos e manutenção- São as despesas


mensais para manter os estoque, incluindo a depreciação
dos equipamentos, o maquinário utilizado e suas despesas
de manutenção.

Custo de edificações
É o custo correspondente ao aluguel das edificações que
são destinadas à estocagem, seus impostos e seguros.

95
Cálculo para Custo de armazenagem
Esses fatores componentes do custo de
armazenagem são calculados com base nos
estoques médios das matérias-primas e
produtos e nas despesas mensais dos demais
componentes.

O custo de armazenagem e diretamente


proporcional ao tempo e a quantidade de
peças em estoque.

96
Os custos podem ser calculados no geral ou por peças:
Por peça
CA = [Q:2] X P X T X i

Custo geral

CA = {[(Q:2)] + Df} T X i
Onde:

CA = Custo de armazenagem anual


Q = Quantidade de peças em estoque
P = Preço unitário por peça
T = Período de estocagem
Df = Despesas de material auxiliar, de manutenção, de
edificações, de equipamentos, de mão- de- obra etc...
i = Taxa de juros, custo do dinheiro no período. 97
EXEMPLO:

Calcular o custo de armazenagem anual de um item de estoque, a


engrenagem XYZ e do todo o estoque de uma empresa que nos forneceu
os seguintes dados:

200 engrenagens XYZ em estoque, que custa R$ 25,00 a unidade.

R$ 1.250.000,00 de estoque (matéria prima, WIP e estoque acabado);

R$ 85.000,00 mensais de gastos gerais da área de materiais;

R$ 15.000,00 mensais de gastos com pessoal (sem encargos);

80% de encargos da folha salarial;

22% do custo do dinheiro no ano

98
1º Cálculo de custo de armazenagem da engrenagem xyz.

CA = [Q:2] x P x T x I
CA = [200:2] x R$ 25,00 x 1 x 0,22
CA = 100 x R$ 25,00 x 0,22

CA = R$ 550,00

Este é o custo anual de armazenagem da engrenagem.

99
2º Cálculo do custo de armazenagem de todo o estoque

CA = {[(Q:2)] + Df} T x I

{[(Q:2)]} = R$ 1.250.000,00 : 2 = R$ 625.000,00

Df = R$ 85.000,00 + (R$ 15.000,00 x 1,8) = R$ 112.000,00

CA = {R$ 625.000,00 + 112.000,00} x 1 x 0,22

CA = R$ 737.000,00 x 0,22

CA = R$ 162.140,00. É o custo anual de armazenagem.

100
METODO IDEAL DE ESTOQUE

O método ideal vai depender da empresa e de seu


sistema, porém deve-se ter como foco principal o
custo de estoque, e este deve estar baseado num
perfeito planejamento de materiais.

Para fazermos uma análise de como esta o


planejamento de estoque de uma empresa e
consequentemente sua gestão de estoque deve-se
utilizar a avaliação de Retorno de Capital e de Giros
de Estoques.
101
RETORNO DE CAPITAL
A avaliação do retorno de capital investido em
estoques (RC) é baseada no lucro das vendas anuais
sobre o capital investido em acúmulo.

O coeficiente de retorno de capital para uma boa


administração de estoques deve ser acima de 1. e
quanto maior for o coeficiente, melhor será o
resultado da gestão de estoques.

102
A formula utilizada é:
RC = lucro : capital em estoque
RC = L : C

Exemplo 1:
RC = L : C

RC = R$ 65.000,00 = 0,27
R$ 240.000,00

RC = 0,27 – é um péssimo retorno de capital.

103
Custo de Estoque
Exemplo 2:
RC = L : C
RC = R$ 65.000,00 = 1,86
R$ 35.000,00
RC = 1,86 é um bom retorno de capital.

O coeficiente ideal para Retorno de Capital em


materiais é ao redor de 15 a 25

104
GIRO DE ESTOQUE OU ROTATIVIDADE

É avaliação do capital investido em estoques comparado


com o custo das vendas anuais (R), ou da quantidade
média de materiais em estoque dividido pelo custo anual
de vendas.
R = custo de Vendas Anuais : Estoque
R = CV : E

Exemplo: 1
R = CV : E
R = R$ 780.000,00 : R$ 240.000,00
R= R$ 780.000,00 /ano (custo das vendas anual)
R$ 240.000,00 (custo dos estoques)

R = 3,25 o estoque gira 3,25 vezes ao ano.

105
Exemplo: 2
R = QV : E
R = 5.250 : 1.250

R = 5.250 (peças vendidas no ano)


1.250 (peças em estoques)

R = 4,2 o estoque gira 4,2 vezes ao ano.

Exemplo: 3 - Rotatividade = 3,25 giros por ano.


 Tempo em meses T(m) = 12 : 3,25

T(m)=3,69 meses, que é aproximadamente 3 meses e 21 dias

106
 Tempo em semanas T(s) = 52 : 3,25

T(s) = 16 semanas

 Tempo em dias T(d) = 365 : 3,25


T(d) = 112,3 dias = 112 dias
 Tempo em dias úteis T(du) = 240 : 3,25
T(du) = 73,85 dias = 74 dias
Giros de estoques por ano, médias das empresas
Índices de 2012 Mundial
Brasil Japão
(médias) (EUA, Europa e Ásia)
Rotatividade
(giros do 45 70 90
estoque)

FONTE – ABM -2012 107


Modelos de movimentação de estoques para produção.

FIFO (First in, First out) ou Peps (Primeiro a Entrar,


Primeiro a Sair).

Este método é baseado na cronologia das entradas e


saídas.
O procedimento de baixa dos itens de estoque é feito pela
ordem de entrada do material.

EXEMPLO:
A peça XY-10 teve no mês passado o seguinte movimento
demonstrado na tabela abaixo. Apresentar o valor atual de
estoque pelo método FIFO.

108
TABELA- PEPS
Entrada Saída Saldo
Data do documento QUNT. V.UNITÁRIO V. TOTAL QUNT.V.UNITÁRIO V. TOTAL Quant. Valor
Total
O3/08 NF-001 200 15,00 3000,00 - - - 200 3000,00
08/08 NF-002 120 16,00 1920,00 - 320 4920,00
10/08 OF-010 - - 150- 15,00 - 2.150,00 170 2670,00
15/08 NF-003 150 20,00 3000,00 - - 320 5670,00
- - -
20/08 OF-011 180
(50) – 15,00- 750,00 270 4920,00
(120)-16,00- 1920,00 150 3000,00
(10) - 20,00- 200,00 140 2800,00
22/08 OF-012 100 - 20,00 –2000,00 40 800,00

28/08 NF-004 50 30,00 – 1500,00 - - 90 2300,00

30/08 OF-013 30 - 20,00 - 600,00 60 1700,00

Total final 9.420,00 7.720,00 1.700,00

109
LIFO (Last in, First out) ou Ueps (Ultimo a Entrar, Primeiro a
Sair).

Este método também é baseado na cronologia das entradas


e saídas, a valorização do saldo é baseada nos últimos
preços. É um procedimento muito utilizado na economia
inflacionária.

CUSTO MÉDIO

A avaliação por este método é muito frequente, pois seu


procedimento é simples e ao mesmo tempo age como um
moderador de preços, eliminando as flutuações que possam
ocorrer.

110
TABELA-UEPS
Data do documento Entrada Saída Saldo
QUNT. V.UNITÁRIO V. TOTAL QUNT. V.UNITÁRIO V. TOTAL Quant. Valor Total

O3/08 NF- 001 200 15,00 3000,00 - - - 200 3000,00


08/08 NF-002 120 16,00 1920,00 - 320 4920,00
10/08 OF-010 - - 150
(120) –16,00- 1920,00 200 3000,00
(30) - 15,00- 450,00 170 2550,00

15/08 NF-003 150 20,00 3000,00 - - - 320 5550,00

20/08 OF-011 - - - 180


(150)-20,00- 3000,00 170 2550,00
(30) 15,00- 450,00 140 2100,00

22/08 OF-012 100 - 15,00 – 1500,00 40 600,00

28/08 NF-004 50 30,00 – 1500,00 - - 90 2100,00

30/08 OF-013 30 - 30,00 - 900,00 60 1200,00

Total final 9.420,00 8.220,00 1.200,00

111
TABELA- CUSTO MÉDIO
Data do documento Entrada Saída Saldo
QUNT. V.UNITÁRIO V. TOTAL QUNT.V.UNITÁRIO V. TOTAL Quant. Valor Total

O3/08 NF-001 200 15,00 3000,00 - - - 200 3000,00 - 15,00


08/08 NF-002 120 16,00 1920,00 - 320 4920,00 - 15,38
10/08 OF-010 - - 150- 15,38 - 2.307,00 170 2613,00 - 15,38
- -
15/08 NF-003 150 20,00 3000,00 320 5613,00 - 17,54
- - -
20/08 OF-011 180
(180) –17,54- 3157,00 140 2455,80 - 17,54

22/08 OF-012 100 - 17,54 –1754,00 40 701,80 - 17,54

28/08 NF-004 50 30,00 – 1500,00 - - 90 2201,80 - 24,46

30/08 OF-013 30 - 24,46 - 733,80 60 1468,00 – 24,46

Total final 9.420,00 7.952,00 1.468,00

112
TABELA COMPARATIVA ENTRE PEPS/UEPS/CUSTO MÉDIO

MÉTODOS FIFO (PEPS) LIFO(UEPS) CUSTO MÉDIO

VALOR DO
ESTOQUE FINAL 1.700,00 1.200,00 1.468,00

CUSTO DAS
SAÍDAS 7.720,00 8.220,00 7952,00

113
EXERCÍCIO DAS TABELAS PEPS/UEPS FINAL DO 1º BI
Data do documento Entrada Saída Saldo
QUNT.V.UNIT V. TOTAL QUNT. V.UNIT V. TOT Quant. Valor Total

O1/11 NF-001 300 16,00 - -


03/11 NF-002 200 18,00 - -
08/11 OF-010 - - 250-
15/11 NF-003 200 25,00 - -
- - -
20/11 OF-011 300
50 –
200-
50 -
22/11 OF-012 150 -
28/11 NF-004 150 30,00 – - -
30/11 OF-013 40 -

Total final

114
MODELOS PARA
CONTROLE DE
MATERIAIS/CURVA
ABC

115
ESTUDO DA CURVA A B C.
O principio da curva ABC, foi elaborado inicialmente, por vilfredo
Pareto na Itália no fim do século (1897).

Distribuição dos itens

Itens da classe A
São os itens mais importantes e que devem receber toda atenção no
primeiro momento do estudo. Os dados aqui classificados
correspondem, em média, a 80% do valor monetário total e máximo
20% dos itens estudados.

Itens da classe B
São itens intermediários e que deverão ser tratados logo após as
medidas tomadas sobre os itens da classe A. São os segundos em
importância. Os dados aqui classificados correspondem, em média,
a 15% do valor monetário total do estoque e no máximo 30% dos
itens estudados.
116
Itens da classe C

São os itens de menor importância, embora


volumosos em quantidade, mas com o valor
monetário reduzidíssimo. Deverão ser tratados
após os itens A e B. Em geral, somente 5% do
valor monetário total representam esta classe,
porém, mais de 50% dos itens formam sua
estrutura.

117
MONTAGEM DA CURVA ABC

Processa-se em quatro passos

1 - Levantar todos os itens do problema a ser resolvido, com os dados de


suas quantidades, preços unitários e preços totais;

2 - Colocar todos os itens em uma tabela em ordem decrescente de


preços totais e sua somatória total. Essa tabela deve estar composta das
seguintes colunas: item, nome ou número da peça, preço unitário, preço
total do item, preço acumulado e porcentagem;

3 – Dividir cada valor total de cada item pela somatória total de todos os
itens e colocar a porcentagem obtida em sua respectiva coluna;

4 – Dividir todos os itens em classe A, B, C de acordo com nossa


propriedade e tempo disponível para tomar decisão sobre o problema.

118
Exemplo:
PEÇA NOME CUSTO/UNIDAD CONSUMO/MÊS VALOR MENSAL
E-R$
A -1C EIXO-1 20,00 100 2000,00
A- 1B PORCA 0,50 1000 500,00
A-2A PARAFUSO 1,00 100 100,00
A-2B POLIA 10,00 2.000 20.000,00
C-1A ANEL 2,50 1.000 2.500,00
C-1B ANEL LISO 1,50 50 75,00
A-1A CHAVETA 0,50 80 40,00
B-2A MOLA 3,00 5.000 15.000,00
C-1C ARRUELA 0,50 20 10
A-1X EIXO-2 50,00 500 25.000,00
A-1D EIXO-3 5,00 600 3000,00
A-2D PLACA 1,00 1.000 1000,00
A-3B POLIA 8,00 1.000 8.000,00
C-2A ARO 2,20 400 880,00
C-2B ANEL FIXO 1,50 100 150,00
A-2A CHAVE 0,50 100 50,00
B-2A LUVA 3,00 150 450,00
C-2C PINO 0,70 200 140,00

Após levantarmos os dados de estoque iremos ordena-los de acordo com o valor mensal total
de cada item em ordem decrescente de valores conforme tabela. 119
EXEMPLO:

CLASSE A = 17% dos itens correspondendo a 76% do valor total


CLASSE B = 22% dos itens correspondendo a 20% do valor total
CLASSE C = 61% dos itens correspondendo a 4% do valor total 120
GRÁFICO DA CURVA ABC

Com os dados obtidos na tabela anterior podemos traçar graficamente a curva


ABC, analisando os resultados.

121
EXERCÍCIO DA CURVA ABC
PEÇA NOME CUSTO/UNIDAD CONSUMO/MÊS VALOR MENSAL
E-R$
A -1C EIXO-1 28,00 110
A- 1B PORCA 4,50 1000
A-2A PARAFUSO 1,50 115
A-2B POLIA 15,00 2.000
C-1A ANEL 1,80 1.000
C-1B ANEL LISO 3,50 50
A-1A CHAVETA 1,50 80
B-2A MOLA 3,50 5.000
C-1C ARRUELA 0,75 25
A-1X EIXO-2 58,00 500
A-1D EIXO-3 6,00 650
A-2D PLACA 1,00 1.100
A-3B POLIA 10,00 1.000
C-2A ARO 3,20 470
C-2B ANEL FIXO 1,50 120
A-2A CHAVE 0,50 100
B-2A LUVA 3,00 150
C-2C PINO 3,70 230

122
LOTE ECONÔMICO
DE FABRICAÇÃO

123
LOTE ECONÔMICO DE FABRICAÇÃO

O lote econômico de fabricação serve para que a


empresa saiba quanto ela deve fabricar
internamente, levando em contas o plano mestre de
produção, detalhado no capitulo anterior.

A sua aplicação é possível sempre que o item de


produção for fabricado em lotes, utilizando-se
maquinas que servem também a outros produtos,
dentro do sistema de produção intermitente por
lotes.

A essa quantidade ótima que se irá produzir dar-se o


nome de LEF (Lote econômico de fabricação).
124
EXERCÍCIO
Uma armação de madeira, usado como suporte para leitura de
livros de grande dimensões, é manufaturada por uma companhia
a razão de 8.000 unidades por ano de 250 dias úteis. O suporte,
uma vez iniciada uma rodada de produção, é entregue ao
almoxarifado à taxa de 50 unidades por dia. Os custos de
preparar as maquinas montam em R$ 250,00 e o custo unitário
de manutenção em R$ 12,00 por unidade por ano. Costuma-se
deixar permanentemente um estoque de reserva de 200
unidades.

a) Calcular o Lote econômico de fabricação.


b) Calcular o intervalo entre duas rodadas consecutivas de
produção.
c) Calcular a duração da rodada de produção.
d) Calcular o custo total anual de estoque.
125
SOLUÇÃO
RESUMO DE DADOS
D= 8.000 UNID/ANO
Taxa de produção X = 50UNID/DIA
CPREP= R$ 250,00

C = R$ 12,00/UNID/ANO
MANUT

ANO DE 250 DIAS ÚTEIS

a) Lote econômico de fabricação


Para o calculo do LEF, neste caso em que a produção e
o consumo se dão concomitantemente, é preciso
conhecer a taxa de consumo diária.

Taxa de consumo y = 8000 = 32unid/dia


250

126
SOLUÇÃO
O LEF SERÁ

2C D 2(250) . (8000)
PREP

= =
LEF = 12(50-32)
CM (X-Y)
50
X

962 unidades
b) Intervalo entre duas rodadas consecutivas de produção
O número de rodadas de produção por ano é:

Número de rodadas = 8000


962
=8
127
SOLUÇÃO

Para um ano de 250 dias úteis, o intervalo entre duas


rodadas consecutivas é:
250
Intervalo de rodadas = 8
= 31 dias
c) Duração da rodada de produção
Como a rodada de produção é de 962 unidades, fabricando-se
50 unidade por dia temos:

962
Duração da rodada = = 19dias
50

128
SOLUÇÃO
d) Custo total anual de estoque:

CT = CPREP. D CM(X-Y) LEF


+ =
LEF X 2

= 250 8000 + 12(50-32) 962


962
50 2
= 2.079 + 2.078 = R$ 4.157,00
Os custos de pedir e manter são ligeiramente diferentes
Devido aos arredondamentos.

129
UNIDADE - 4
PLANEJAMENTO DAS
NECESSIDADES DE
MATERIAIS MRP
MRP – Material Requeriments Planning – Também
conhecido como planejamento das necessidades de
material muito empregado em períodos de planejamento para
execução, onde explodimos o item que será fabricado e
listamos todas as peças.
Com estas informações é possível então, para cada
item gerado nesta lista, verificar o tempo de fabricação de
cada pela, o tempo de suprimento, e com estas informações
saberemos quando devemos disparar um pedido para cada
item.
131
Podemos também gerar dois documentos diferentes,
os chamados planos de necessidades brutas quando não
possuímos este item no nosso estoque, que resultará em uma
necessidade de compra (aqui devemos também considerar o
tempo de uma licitação, da compra. Outro documento
chamamos de plano de necessidades líquidas quando
possuímos este item em nosso estoque e apenas é
necessário a requisição para envio deste item do
almoxarifado para a produção, claro que o prazo neste caso é
bem menor que o anterior.
132
Para uma melhor compreensão vamos mostrar um
farol que é encontrado nos conhecidos fuscas.

Na visão do MRP este item


(farol) seria explodido
conforme a figura, e então
cada peça ou componente
agora, será identificado e
mapeado, teremos agora
para cada item prazo de
fabricação, localização,
tempo de entrega, de
distribuição, preço, prazos
finais.
133
O MRP então agora irá disparar os planos de
necessidades brutas e liquidas com uma maior precisão,
viabilizando desta forma a produção do farol de maneira que
atenda os prazos exigidos.

Quanto mais complexo for o item produzido, mais


trabalhoso será o MRP, com a utilização dos computadores
este trabalho fica mais fácil e seu emprego é mais amplo, o
que não impede desta técnica ser utilizada manualmente.

134
MRP II – Manufacturing Resource Planning –
Também conhecido como planejamento dos recursos da
manufatura com a implementação e emprego da informática
a técnica do MRP foi incrementada com maiores informações
e integração dos departamentos.
Aqui é inclusive envolvido setor de finanças,
contabilidade, RH, e qualquer outro que interesse obter
informações e necessite interagir com a produção direta ou
indiretamente.
Pois através do MRP II é possível, por exemplo, avaliar
custo de mão-de-obra, gerando as informações necessárias
para o fechamento da folha de pagamento. Ou seja, o MRP II
emprega não só as quantidades de itens, mas todas as
informações que sejam interligadas com a ação de produzir.
135
ERP – Enterprise Resource Planning – Também
conhecido como planejamento dos recursos da corporação
com a interligação direta entre fornecedores, clientes, fabrica,
escritório, distribuição, entre outros. Sendo possível com o
emprego da era da informação e emprego do chamado EDI –
eletronic data interchange o chamado de intercambio
eletrônico de dados.
O ERP permite que todos os envolvidos sejam
automaticamente informados e possibilita ainda uma total
interação de informações e comandos. Seu emprego nos dias
de hoje se torna peça fundamental, principalmente em se
tratando de negócios globalizados e cada vez mais velozes.
Existem hoje diversos softwares que utilizam deste
principio e o mais conhecido e empregado pelas grandes
corporações é o SAP.
136
PLANEJAMENTO E CONTROLE DA PRODUÇÃO

Em um sistema produtivo ao serem definidas suas


metas e estratégias, faz-se necessário:
formular planos para atingí-las;
administrar os recursos humanos e físicos com base nestes
planos;
direcionar a ação dos recursos humanos sobre os físicos e
acompanhar esta ação permitindo a correção de prováveis
desvios.

Como departamento de apoio, o PCP é responsável pela


coordenação e aplicação dos recursos produtivos de
forma a atender da melhor maneira possível os planos
estabelecidos a níveis estratégico, tático e operacional.

137
Planejamento e Controle da Produção
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA PRODUÇÃO

Consiste em estabelecer um plano de produção


para determinado período (longo prazo) segundo as
estimativas de vendas e a disponibilidade de
recursos financeiros e produtivos.
A estimativa de vendas serve para prever os tipos e
quantidades de produtos que espera-se vender no
horizonte de planejamento estabelecido.
A capacidade de produção é o fator físico limitante
do processo produtivo, e pode ser incrementada ou
reduzida, desde que planejada a tempo, pela adição
de recursos financeiros.

138
Planejamento e Controle da Produção
PLANEJAMENTO MESTRE DE PRODUÇÃO

Consiste em estabelecer um plano mestre de produção


(PMP) de produtos finais, detalhado no médio prazo,
período a período, a partir do plano de produção, com
base nas previsões de vendas de médio prazo ou dos
pedidos firmes já confirmados.
Onde o plano de produção considera famílias de produtos,
o Plano Mestre especifica itens finais que fazem parte
destas famílias.
A partir do estabelecimento do Plano Mestre, o sistema
produtivo passa a assumir compromissos de fabricação e
montagem dos bens ou serviços.
139
Planejamento e Controle da Produção
PROGRAMAÇÃO DA PRODUÇÃO
Com base no plano mestre de produção e nos
registros de controle de estoques , a
programação da produção estabelece no curto prazo
quanto e quando comprar, fabricar ou montar de cada
item necessário à composição dos produtos finais.

Para tanto, são emitidas ordens de compra para os itens


comprados, ordens de fabricação para os itens fabricados
internamente, e ordens de montagem para as
submontagens intermediárias e montagem final dos
produtos definidos no Plano Mestre de Produção.

140
Relações interfuncionais da produção
Funçãoengenharia/
suportetécnico

Entendimentodas
necessidades Entendimentodas
Fornecimentode capacitaçõese
Função
Função tecnológicasdo desenvolvimento
dadosrelevantes Análisedas restriçõesdos
contábil/financeira processo
açõesdenova processosdeprodução deprodução
tecnologia

Análisefinanceira Idéiasdenovos
paradesempenho produtoseserviços
edecisões
Funçãoprodução
Entendimentodas
operações
capacitaçõeserestrições
dosprocessosdeprodução

Entendimentodas Desenvolvimento
necessidadesde derecrutamentoe Fornecimentode Exigênciasde
recursoshumanos treinamento sistemaspara mercado
projeto, planejamento Funçãomarketing
econtrole, emelhoria
Funçãorecursos
humanos Entendimentodas
necessidadesde
sistema einfra-estrutura

Funçãoinformação/
tecnologia
141
SISTEMAS DE PRODUÇÃO

142
Definição
MRP quer dizer planejamento das necessidades de materiais,
que são sistemas de demanda dependente que calculam
necessidades de materiais e planos de produção, para
satisfazer os pedidos de venda previstos ou conhecidos.

MRP ajuda a fazer cálculos de volume de tempo baseados na


ideia do que será necessário para suprir a demanda no futuro.

São sistemas de planejamento baseados na explosão da


estrutura dos produtos, visando controlar as necessidades de
materiais com o uso do computador. (Simcsik, 2009).

É um sistema de inventário que consiste em tentar


minimizar o investimento em inventário.
143
•O Conceito de “EXPLOSÃO”
Desagregação do produto em suas partes (itens)
Em função desta explosão, obtém-se as datas
e as quantidades em que suas partes
componentes serão necessárias.

Vista Explodida

144
DEFINIÇÃO:
É uma técnica para determinar a
quantidade e o tempo para aquisição de
itens de demanda dependente,
necessários para satisfazer os requisitos de
um programa -mestre, ou seja, o conjunto
de procedimentos logicamente
relacionados, projetados para calcular
necessidades de materiais de itens de
demanda dependente.
145
Visão Geral de um Sistema MRP
Plano Previsão
Pedidos agregado de
firmes de produção demanda

Pedidos de Transações
mudanças de Programa de
engenharia Mestre de estoque
Produção

Arquivo de
Listas de Planejamento registros de
materiais de materiais estoque

146
PROPÓSITOS, OBJETIVOS E FILOSOFIA DO MRP
• Os objetivos do gerenciamento de estoques
sob um sistema MRP são melhorar o serviço
aos clientes, minimizar o investimento em
estoques e maximizar a eficiência da operação
de produção.
• A filosofia do planejamento das necessidades
de material é que os materiais deveriam ser
expedidos (ou apressados) quando sua falta
atrasasse a programação da produção global
e, atrasados quando a programação os
identificassem como adiantados no tempo.
147
Propósitos de um Sistema MRP
• Estoque
• Encomendar a peça certa.
• Encomendar a quantidade certa.
• Encomendar na hora certa.
• Prioridades
• Encomendar com a data certa.
• Manter a data válida.
• Capacidade
• Planejar para uma carga completa.
• Planejar uma carga acurada.
• Planejar um tempo adequado para visualizar uma
carga futura. 148
FUNÇÕES
O MRP ajuda a fazer cálculos de volumes e
tempos baseados na idéia do que será
necessário para suprir a demanda no
futuro.
METAS DO MRP
Diminuir custos de estocagem, transporte e movimentação;
Melhorar a capacidade de atendimento ao cliente;
Controlar a previsibilidade, o tempo de vida, a validade e a
improdutividade.
149
DEMANDAS DO MRP:
• DEPENDENTE: é determinada pela demanda de um outro bem de nível
superior. (demanda por motores)
• INDEPENDENTE: é aquela que não depende da demanda de nenhum
outro bem, tão somente da procura do mercado. (demanda por
automóvel).
Sistema MRP - demanda dependente
Diz-se que um item tem demanda dependente quando o mesmo
compõe outro diretamente...
Os itens resultantes são chamados de pais daqueles que os compõe...
Quando os itens pais não são claramente identificados ou não é
possível determinar as quantidades através de cálculos, diz-se que a
demanda é independente...
150
INPUTS PARA O MRP:
• Programa mestre de produção;
Arquivo-lista de material; (LDM ou BOM)
• Arquivo de registro de estoque

PROCESSAMENTO DO MRP
Tempo de espera ou de ressuprimento (Lead Time)
Necessidades brutas;
Recebimentos programados;
Estoque projetado disponível;
Plano de liberação de ordens;
Tamanho do lote
151
OUTPUTS DO MRP
• RELATÓRIOS PRINCIPAIS: ordens planejadas, emissões de ordens, liberações de
ordens.

• RELATÓRIOS SECUNDÁRIOS: controle de desempenho, planejamento e exceções.

Relatórios de Resultados MRP


Relatórios Primários
Ordens planejadas
Aviso de liberação de ordens
Mudanças nas datas de entrega
Cancelamentos ou suspensões
Relatórios Secundários
Relatórios de planejamento
Relatórios de desempenho
Relatórios de exceção
152
VANTAGENS DO MRP:
• Reduzir os custos de estoque;
• Melhorar a eficiência da programação;
• Reagir rapidamente às mudanças do mercado;
• Disciplinar e priorizar a produção;
• Controlar o inventário; auxiliar na estruturação de produtos.

DESVANTAGENS DO MRP
Pedidos adicionais ou mudança quantitativa podem descontrolar todo
o sistema;
Projetos muito longos não podem ser bem implementados;
Dificuldade na definição de tempo de espera e de fabricação;
Utiliza a concepção de capacidade infinita de produção. 153
Cálculo do MRP
Objetivo: Calcular a quantidade e o montante necessário
de recursos que irão satisfazer à demanda.
Passo a Passo: 1-Cálculo das necessidades líquidas
2 -Programação para trás
Cálculo do MRP - Necessidades líquidas
-Necessidades líquidas = Necessidades brutas - (estoque
disponível - estoque de segurança - estoque alocado para
outros usos). É Calculado em função do MPS.
Cálculo do MRP - Programação para trás
-Determinar quando o item torna-se necessário no processo
e o seu tempo de “manipulação”.
-Lead time: é o tempo que leva cada parte do processo.
154
Itens pais, itens filhos e estrutura de produto
Lapiseira
P207

Corpo Presilha Miolo Corpo da Guia da Tampa


externo 207 de bolso 207 ponteira ponteira
10g .01g 2g
Plástico Corante Tira
ABS azul .1 mm

4x

Borracha Capa da Miolo Grafite


borracha interno 207 0.7 mm
2 cm 2g 3x
Fio de Tira Mola Corpo do Suporte Capa Garras
borracha .1 mm miolo da garra da garra
7g .05g
Plástico Corante
ABS preto
155
MRP - Tópicos Relevantes
• Itens pais e itens filhos

• Estrutura do produto

• Lista de materiais “identificados”

• Explosão de necessidades bruta de materiais

• A importância das previsões de vendas para o bom


funcionamento do MRP

• Cálculo ou “explosão”de necessidades líquidas de materiais


156
Necessidades brutas e líquidas
estoque Fio de
estoqueprojetado
projetado Capa da garra borracha
para
paraaasemana
semana16 16 LT = 3 (2cm) Borracha
garra = 1100
garra = 1100
suporte Plástico Mola LT = 1 LT = 1
suporte==150
150
ABS (7g)
LT = 1
LT = 1 Miolo interno
estoque
estoqueprojetado
projetado LT = 3
para Corpo do miolo
para a semana19:
a semana 19: Tira Miolo
miolo int.
Corante= 250
preto LT = 2 .1 mm Capa da
miolo int. = 250 LT = 1
grafite (2g) borracha
grafite== 1500
(.05g)
1500 Garra (3)
LT = 2 LT = 1 LT = 1
LT = 1
Grafite (4)
estoque
estoqueprojetado
projetado Suporte da garra
para LT = 2
para a semana20:
a semana 20:
miolo = 400 LT = 2
miolo = 400

12 13 14 15 16 17 18 19 20
OC garra OC grafite OP lapiseira
0 900 1000
OC suporte OP miolo int. OP miolo
200 350 600

157
Registro básico do MRP

HOJE

Miolo Períodos 1 2 3 4 5 6 7 8
interno Necessidades brutas 100 230 400 380 600
Lote=1
Lote 1 Recebimento
Recebimentosprogramado
program 100
(mínimo)
Estoque projetado 380 280 380 380 200 200
0 200
0 200
0 200
0
=3
LT 3
Recebimento ordens plan 50 400
250 380
380 600
600
ES 200
liberação ordens
Liberação planej 50
ordensplanej 400
250 380 600

Prof. Msc.Dias Graça 158


Os parâmetros fundamentais do MRP
1) Políticas e tamanho do lote:
• política de lotes mínimos
• política de lotes máximos
• política de períodos fixos
2) Estoques de Segurança
3) Lead times
159
A definição dos lead times
1) Componentes do lead times de produção:
• tempo de emissão física da ordem
• tempo de transmissão da ordem
• tempo de formação do kit de componentes do almoxarifado
• tempos de transporte de materiais
• tempos de fila, aguardando o processamento
• tempos de preparação dos equipamentos
• tempos de processamento
• tempos gastos com possíveis inspeções
2) Estimar e monitorar os componentes do lead time
3) Os componentes do lead times de compras
4) Vantagens de reduzir os lead times de produção e compras
160
Considerações sobre lead times
Emissão da Espera em Movimen-
ordem Fila Setup Processamento tação

Emissão do Tempo de entrega


pedido do fornecedor Inspeção

Ordem Necessidade Recebimento


Recebimento Ordem Necessidade
LT estimado
tardio
tardio LT estimado
FALTA
FALTA

LT real LT real
Recebimento Recebimento
Recebimento Recebimento
antecipado
antecipado
ESTOQUE
ESTOQUE

161
Definição das políticas e dos tamanhos de lotes
• Fatores que influenciam os tamanhos do lote de produção e compras
• Vantagens da redução dos custos fixos de produzir um lote ( setup )
• Determinação do tamanho dos lotes de compra
• Vantagens da redução de custos fixos de aquisição e lotes mínimos dos
fornecedores.
Definição dos estoques de segurança
Razões para o uso de estoques de segurança
Incerteza de fornecimento para itens de matérias-primas, semiacabados e
produtos acabados
Incerteza de demanda para itens de matérias-primas, semiacabados e produtos
acabados
Uso de estoques de segurança e tempos de segurança
Abordagem evolutiva na determinação dos estoques de segurança
Vantagens de reduzir as incertezas. 162
Elementos do MRP
• Carteira de pedido;
• Previsão de demanda;
• Programa mestre de produção;
• Lista de materiais
• Registro de estoque;
• Relatórios de dados de saída.

ABRANGÊNCIA DO MRP E MRP II

163
Carteira de pedidos
-O processo inicia-se a partir da informação de “quanto” e “quando” o
cliente deseja consumir;
-O MRP ,então, “explode” essas informações para cada item
componente do produto final.
- Cria-se a carteira de pedidos dos clientes
-Acumula-se os respectivos pedidos

Baseado nas reuniões com a área comercial, produção e


controladoria;
Obtém-se da área de vendas a previsão de demanda;
A produção por sua vez informa seu estoque de matéria-
prima e componentes 164
Programa mestre de produção
Baseado na carteira de pedidos dos clientes e nas previsões de
demanda, o programa-mestre de produção, também chamado
de MPS (Master Production Schedule), é quem orienta todo o
sistema MRP;
• O MPS alimenta o MRP com as informações sobre o produto
final, ou seja, quais os componentes e quando serão agregados
ou transformados no produto final planejado;
• Seu horizonte de planejamento é normalmente de um ano,
dividido em semanas.
Lista de materiais
Fazendo uma analogia à preparação de um bolo, podemos dizer que as
listas de materiais são a receita que especifica os “ingredientes” para a
preparação do MRP;
Elas contêm as quantidades exatas de matérias-primas, componentes e
sub-rotinas que determinarão o momento em que os materiais devem estar
disponíveis;
identificam suas relações de dependência com outros materiais e com o
produto final. 165
Registro de inventário
Permitem a identificação, em qualquer momento, das posições de
estoque e pedidos em aberto, de modo que se possam obter as
necessidades líquidas de materiais;
os registros de inventário também contêm informações sobre
estoques de segurança e lead times.
Relatórios de dados de saída
Completado o ciclo do programa MRP, o sistema produz alguns relatórios
e informações, úteis no gerenciamento do processo logístico e de
manufatura;
Por exemplo: planejamento das necessidades de materiais, liberação de
ordens e reprogramação de pedidos em aberto, planejamento das
necessidades de capacidade, relatórios de desempenho, etc.; 166
Cálculo do MRP
Exemplo de cálculo de necessidades de materiais, através dos fatores:
a)- Estrutura do produto com os níveis de fabricação;
b)- Qualidade do lote de compra;
c)- Tempo de reposição para cada item componente, seja ele
comprado ou fabricado internamente;
d)- Necessidades das peças baseadas no programa-mestre;
e)- Uso de cada peça, levando em consideração que ela pode ser
usada também em outros produtos;
f)- Uso de capa peça, levando em consideração que ela pode ser
usada no mesmo produto, só que em diversos níveis.

167
MRP – tópicos relevantes

• Itens pais e itens filhos

• Estrutura do produto

• Lista de materiais “identificada”

• Explosão de necessidades bruta de materiais

• A importância das previsões de vendas para o bom


funcionamento do MRP

• Cálculo ou “explosão” de necessidades líquidas de materiais


168
Formulário MRP.
LAPISEIRA
Liber. de Ordens 300 200 500 500 1000
MIOLO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Nec. Brutas 300 200 500 500 1000
LOTE Rec. Progr.
MÍNIMO 300 Estoque Disp. 350 350 50 50 150 150 150 0 0 0 0
LT = 1 Ordens Planejadas 300 350 500 1000
Lapiseira ES = 0 Liber. de Ordens 300 350 500 1000
P207 GRAFITE 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Nec. Brutas 1200 1400 2000 4000
LOTE Rec. Progr.
Miolo MÚLTIPLO 500 Estoque Disp. 250 250 250 550 550 550 650 650 650 650 650
LT = 2 Ordens Planejadas 1500 1500 2000 4000
4x ES = 250 Liber. de Ordens 1500 1500 2000 4000
Miolo
Grafite MIOLO INTERNO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
interno
Nec. Brutas 300 350 500 1000
3x LOTE Rec. Progr. 300
Suporte LOTE A LOTE Estoque Disp. 300 300 300 300 300 300 300 300 300 300 300
da garra Garras
LT = 3 Ordens Planejadas 350 500 1000
ES = 300 Liber. de Ordens 350 500 1000
SUPORTE GARRA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Nec. Brutas 350 500 1000
LOTE Rec. Progr.
MÍNIMO 500 Estoque Disp. 120 120 120 270 270 270 100 100 100 100 100
LT = 2 Ordens Planejadas 500 500 830
ES = 100 Liber. de Ordens 500 500 830
GARRA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Nec. Brutas 1050 1500 3000
LOTE Rec. Progr.
MÍNIMO 1500 Estoque Disp. 450 450 450 900 900 900 150 150 150 150 150
LT = 1 Ordens Planejadas 1500 1500 2250
ES = 150 Liber. de Ordens 1500 1500 2250

169
UNIDADE – 5

PlANEJAMENTO AGREGADO
E PLANEJAMENTO MESTRE
DA PRODUÇÃO
PLANEJAMENTO DE CURTO
PRAZO
Análise dos Estabelecimen
objetivos to do
cronograma

Planejamento Elaboração do
do uso do orçamento
tempo

Planejamento Estrutura
dos recursos organizacional

Avaliação dos Políticas e


riscos procedimentos

171
PLANEJAMENTO DE CURTO
PRAZO
Análise
dos
objetivos

Identificaç
ão das
atividades

Programaç
ão do
trabalho

Cronogra
ma
172
Etapas da Programação da Produção (parte 1)

Alocar Carga = distribuir as operações


necessárias pelos diversos centros de trabalho;
Sequenciamento de Tarefas = diferentes
operações podem necessitar passar por um
mesmo centro, a programação determina a
ordem na qual estas operações serão
realizadas.
Controlar a Produção = assegurar que as
ordens de produção (OP’s) serão cumpridas da
forma especificada e na data certa (para isso, é
preciso controlar o material em processo,
estado atual das ordens, quantidades
produzidas, taxa de produção, etc.)

173
Etapas da Programação da Produção (parte 2)

OPERAÇÕES 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
O1 P1 P2 P3
O2 P1 P2 P3
O3 P1 P3

On

Alocar Carga;
Sequenciamento de Tarefas;
Controlar a Produção

Prof. Msc.Dias Graça 174


Introdução aos Sistemas de Planejamento e
Controle da Produção

Basicamente em qualquer Planejamento é a busca da


resposta de perguntas simples e objetivas, cujo propósito é
atingir o objetivo. Perguntas tais como:
O que fazer?
Quando fazer?
Como fazer?
Com que recursos?
Com que velocidade?
Com que qualidade?
Com que controle?
175
As respostas a estes questionamentos é que nos
darão a base para execução não só do planejamento, mas da
atividade propriamente dita, lembrando que podemos sempre
estar falando de produtos ou de serviços.
Quando chegamos a fase de execução ou operacional
se faz necessário que o Planejamento tenha uma visão mais
detalhada, que incorpore informações de possibilitem uma
melhor execução, que atenda todos os questionamentos e
perguntas anteriores de forma eficiente e segura.

176
Neste sentido o PCP – Planejamento e Controle da
Produção é o que devemos utilizar e seguir, tendo como apoio
em sua estrutura central um Sistema de Informações, cujo
papel principal e centralizar os diversos setores e sistemas
para que o gerenciamento possa ser realizado de forma a
atender a demanda e as necessidades de produção, até a
última etapa que é a entrega final.

177
Funções do PCP
Dentro do PCP – Planejamento e Controle da Produção
teremos várias ferramentas que nos auxiliarão nesta fase,
sendo a principal sem dúvida o chamado Controle, que irá
atuar continuamente para que a execução seja realizada
dentro do planejado.
Teremos destaques para algumas funções dentro do PCP:
• A busca no aumento da eficiência.
• Ser responsável desde a compra até a distribuição final.
• Planejar os níveis de estoques.
• Programar as atividades de produção.
• Controlar as rotinas de produção.
• Ser o coração da produção, fazendo a integração de todas
as partes.
178
Funções de Suporte
O PCP tem também a tarefa de retroalimentar o sistema
inclusive quando da necessidade de atender a demandas
futuras, neste sentido ele é peça fundamental, pois todas as
informações reais da produção estão diretamente envolvidas.

• De liberações de ordens de serviço;


• De utilização de ferramentas;
• De sequência de programação;
• De como cada setor produtivo deve se comportar;
• De quanto cada setor de produção deve produzir;
• De quanto de estoques devemos utilizar;
• De quantos colaboradores, para cada setor será
necessário;

179
Interfaces do PCP
Iremos abordar várias Interfaces e modelos utilizados
no PCP, que dentro das características de cada um, poderão
ser empregados.
Serão divididos em:
Planejamento Agregado – Também conhecido como
programação agregada muito empregado em períodos de
planejamento de 3 a 15 meses, utilizamos um balanceamento
da produção para atender as variáveis demandas.

180
Interfaces do PCP

Será trabalhado em tipos de opções de alterações


possíveis, sendo divididas:
• Em cinco opções na Capacidade, sendo:
• Mudança nos níveis de estoque;
• Variação nas horas trabalhadas (hora extra);
• Variação nos colaboradores (contratação e demissão);
• Trabalho temporário (trabalho em tempo parcial);
• Subcontratação;

181
Exemplo: Uma empresa de produção de postes de concreto
possui sua capacidade de produção diária de 100 postes e
tem uma demanda semestral conforme o quadro a seguir:

182
Numa rápida análise chegamos a conclusão que
teremos nos meses de Janeiro, Fevereiro e Março uma
demanda menor que sua capacidade e nos meses de Abril,
Maio e Junho uma demanda maior que sua capacidade.
Temos, portanto que tomar decisões de como atender e
solucionar esta realidade.
Se calcularmos a demanda em função da capacidade
de produção teremos a seguinte realidade:

183
Mas para atingirmos estes números de produção
temos que optar o que fazer, dentro das oitos opções que
temos para trabalharmos, ou teremos que fazer hora extra, ou
subcontratar, ou não entregar alguns pedidos.
Se a decisão tomada for a de atender, temos que estar
atentos, pois teremos também reflexos no estoque, isto
implica em tamanho de estoque, seguro, etc... veja como
ficaria a posição do estoque em relação ao inicial.

184
Este modelo é muito empregado pelo setor de
serviços, de forma automática, sem conhecimentos técnicos,
apenas em razão da necessidade, o problema é que se forem
tomadas decisões sem planejamento, podemos ter a escolha
de uma decisão que seja desfavorável financeiramente.
Um nível mais complexo e detalhado deste modelo de
Planejamento Agregado nos levará ao seguinte modelo.
Programa Mestre de Produção – Também conhecido
como planejamento metre de produção muito empregado
em períodos de planejamento de 6 a 12 meses.
185
Deve estar alinhado com o que chamamos de plano
de produção onde estará incluso todas as variáveis possíveis
para a produção.
Para se produzir qualquer item temos que tornar esta
tarefa viável e para atingirmos este objetivo os planos devem
ser o mais precisos possível. O PMP nos fornece o que é
necessário para se cumprir os prazos e atendermos a
demanda, ele desagrega o chamado plano agregado.

186
Exemplo: Um fabricante de escadas de alumínio
apresenta para a produção, conforme a previsão de
demanda, seu Planejamento Agregado, transformado em
plano Mestre de Produção.

187
OBS. IMPORTANTE:
Nestas duas interfaces não se define em detalhes
como será a fabricação, eles possuem uma visão mais ampla
e totalizadora. Para que de fato a produção seja executada
realmente termos outras interfaces que serão estudadas a
seguir.

188
UNIDADE - 6
SISTEMA INTEGRADO
DE GESTÃO ERP
Fonte: Adaptado de DAVENPORT, 1998 – SISTEMAS INTEGRADOS DE GESTÃO ERP, Junior 2008, p. 86.
Fonte: http://obers.tempsite.ws/site/erp.php
Custos de Implantação do ERP
Conversão de
Hardware
Dados
12% 15%
Treinamento &
Gestão de
Mudança
Reengenharia 15%
43%
Software
15%
Sistemas Integrados de Gestão Empresarial

1. 1. Visão geral de sistemas integrados de gestão empresarial (ERP)


1.1. Conceito de ERP
• A sigla ERP significa “Planejamento de Recursos Empresariais”.
• Sistema modular que tem suas raízes no MRP (Planejamento de
Recursos de Materiais) e está integrado a uma base de dados. São
sistemas integrados que abrangem todas as áreas da empresa, de
forma que um único evento que tenha dado origem à execução do
processo, seja trabalhado pelas áreas que tenham alguma
responsabilidade sobre ele.
• Os sistemas integrados ERP controlam e fornecem suporte a todos os
processos operacionais, produtivos, administrativos e comerciais da
empresa.
Sistemas Integrados de Gestão Empresarial
1.2. Histórico da evolução do ERP
a) MRP – Planejamento das Necessidades de Materiais
• A partir de 1960 surgiu a técnica que permite calcular a quantidade de
materiais que serão necessários e em que tempo, a partir dos pedidos de
venda em carteira.
MRP – II - Planejamento dos Recursos de Manufatura
• A partir de 1980 surgiu a técnica que objetiva calcular e analisar de forma
integrada, todos os parâmetros que determinam a produção de um
determinado produto, e verificar os recursos técnicos e humanos
disponíveis para o atendimento da produção.
c) ERP – Planejamento de Recursos Empresariais
• A partir de 1990 surgiu o ERP, que engloba os conceitos do MRP – II e
outras funções empresariais.
Sistemas Integrados de Gestão Empresarial
2. Sistemas de Informação e Processos Funcionais na Abrangência do ERP
2.1. Financeiro (Contas a Pagar e a Receber)
• Movimentação das Carteiras de Títulos a Pagar e Receber
• Acompanhamento e emissão das carteiras de títulos
• Simulação e emissão do Fluxo de Caixa
• Emissão do Razão e Diário Auxiliar (Clientes e Fornecedores)
Sistemas Integrados de Gestão Empresarial
2.2. Contabilidade
• Geração do Plano de Contas
• Geração dos Históricos Padrões
• Geração dos Centros de Custos
• Lançamentos Contábeis
• Apuração dos rateios
• Emissão dos documentos legais: Razão, Diário, Balanço, Balancete,
Demonstrativo de Lucros e Perdas
Sistemas Integrados de Gestão Empresarial
2.3. Estoque
• Movimentação dos itens
• Movimentação dos saldos (recebimentos e requisições)
• Apuração do custo médio
• Cálculo do lote econômico e ponto de pedido
• Inventário rotativo
• Classificação ABC
• Emissão de Solicitação de Compra
Sistemas Integrados de Gestão Empresarial
2.4. Planejamento e Controle da Produção (PCP)
• Geração e movimentação das estruturas de produtos
• Geração das Ordens de Produção (através dos Pedidos de Vendas)
• Acompanhamento da produção
• Movimentação dos recursos de produção (mão de obra e ferramental)
• Movimentação dos roteiros de fabricação (operações por produto)
• Movimentação do calendário de produção
• Alocação da carga máquina
Sistemas Integrados de Gestão Empresarial
2.5. Carga Máquina
• Alocação das Ordens de Produção à capacidade das máquinas
• Controle da capacidade nominal das máquinas
• Visualização da carga máquina
• Controle de manutenção das máquinas
Sistemas Integrados de Gestão Empresarial
2.6. Compras
• Movimentação de fornecedores
• Controle de cotações
• Geração de Pedidos de Compra
• Análise e seleção de fornecedores (desempenho)
• Controle da carteira de Pedidos de Compra
Sistemas Integrados de Gestão Empresarial
2.7. Vendas (Faturamento)
• Movimentação dos produtos acabados
• Movimentação dos clientes
• Movimentação das transportadoras
• Movimentação dos vendedores
• Controle da Carteira de Pedidos de Venda
• Geração dos Pedidos de Venda
• Geração das Notas Fiscais
• Análise de crédito
• Geração de controles estatísticos de vendas
Sistemas Integrados de Gestão Empresarial
2.8. Ativo Fixo
• Movimentação dos bens patrimoniais
• Cálculo e controle das depreciações
Sistemas Integrados de Gestão Empresarial
2.9. Recursos Humanos (Folha de Pagamento)
• Movimentação dos funcionários
• Cálculo e geração da folha de pagamento
• Cálculo de férias e 13º salário
• Cálculo de indenizações trabalhistas
• Controle dos encargos sociais (INSS, FGTS, outros)
• Controle das horas produtivas e improdutivas
Sistemas Integrados de Gestão Empresarial
3. Vantagens e desvantagens com a implementação do ERP
3.1. Vantagens com a implementação do ERP
• Sistemas flexíveis (podem ser expandidos)
• Disponibilidade aos usuários com segurança
• Suporta alterações estruturais corporativas (permite novas versões)
• Redução do estoque excedente
• Menor inadimplência no Contas a Receber
• Redução de retrabalhos
• Redistribuição de funções
• Minimização nos esforços de coleta de dados (menor redigitação, única base de dados
• Integração de informações
• Apoio à tomada de decisão
Quando a empresa recebe um pedido, é acionado automaticamente todo o controle da
empresa, de forma integrada.
Sistemas Integrados de Gestão Empresarial
3.2. Desvantagens com a implementação do ERP
• Custos elevados (hardware, infra-estrutura computacional, licença de
software, treinamento e consultoria)
• Alteração nos processos funcionais (adaptação do sistema aos processos da
empresa e da empresa aos processos do sistema)
• Impactos sobre os recursos humanos (resistência)
• Complexidade da customização (manutenção aumenta, afasta-se do modelo
original do conceito ERP, controle das versões)
• Dificuldade de cumprimento de prazos
• Problemas técnicos e de gerenciamento do projeto (especificações não
atendidas pelo fornecedor do software)
Sistemas Integrados de Gestão Empresarial
Diretoria e Acionistas

Relatórios
Finanças e
Vendas e Controladoria
Distribuição
Base de Dados
Central Manufatura
Apoio à
Serviços
Gerenciamento Gerenciamento
de Recursos de Materias
Humanos
Sistemas Integrados de Gestão Empresarial

ERP

MRP II

MRP

Sistemas ERP incorporando outros recursos de Gestão Empresarial


Sistemas Integrados de Gestão Empresarial
4. Seleção do Sistema ERP e Principais Fornecedores
4.1. Critérios para seleção
• Ajuste funcional com os processos de negócio da empresa. O software deve ajustar-se
à empresa, e se isto não acontecer, a melhor solução é mudar os processos em caso
destes não serem eficazes. Uma outra solução é mudar a tecnologia escolhida
• Grau de integração dos diversos módulos do sistema ERP e a integração deste com os
outros sistemas existentes
• Flexibilidade e adequação à realidade da empresa
• Interfaces amigáveis com o utilizador
• Rápida implementação
• Tempo de retorno monetário do elevado investimento inicial
• Possibilidade de planejamento e controle conjunto de empresas filiais
Sistemas Integrados de Gestão Empresarial
• A existência ou não da infra – estrutura tecnológica de suporte ao funcionamento do
sistema (mainframes, servidores, micros, PC’s, etc)
• Segurança do sistema face à política da empresa
• Flexibilidade para atualizações regulares, face á evolução do mercado tecnológico
• Complexidade da parametrização
• Complexidade da migração de dados
• Disponibilidade de alteração da organização estrutural da empresa: de hierarquizadas
para orientada aos processos
• Verificar o nível de conhecimento da empresa, experiência anterior e disponibilidades
dos técnicos previstos para a instalação e parametrização do sistema na empresa
• Verificar a inclusão de formação, implementação, manutenção e parametrização, nos
contratos e no custos totais
• Custo total do sistema
Sistemas Integrados de Gestão Empresarial
4.2. Principais Fornecedores

Fornecedor Sistema Nº de Principais Características Plataformas


Módulos

Datasul Datasul MS 60 Ferramenta para gestão Windows NT,


Framework competitiva integrada ao Unix, AS/400,
mundo do e-Business, apta HP, UX, IBM-
para a utilização em Web e AIX
para a Teoria das restrições

JD Edwards One World 55 Sistema orientado a objetos, Windows NT,


que oferece flexibilidade aos Unix e AS/400
usuários, disponível em 12
idiomas
Sistemas Integrados de Gestão Empresarial

Logocenter Logix (Sistema 54 Sistema multiplataforma, e Unis, Linux e


Tecnologia de De ERP e multimoeda, fazem integração Windows NT
Informática Logix/BI) utilizando metodologias de
implantação, automatizando e
incorporando o CRM e o Supply
Chain

Microsiga Siga Advanced 15 Sistemas integrados de gerencia Windows,


Software S/A automática, que abrangem as Windows NT,
rotinas de uma empresa, seja ela Netware, Novell e
comercial, industrial ou AS/400
prestadora de serviços

Oracle Oracle - Baseado no modelo de e-business, Unix, Windows


Aplication é um sistema de gestão NT
empresarial 100% WEB. Conjuga
automação de processos a um
sistema de Inteligência de
Negócios
Sistemas Integrados de Gestão Empresarial

Peoplesoft Peoplesoft 44 Sistema aberto e OS-390, AS/400,


Solução Cliente/Servidor de 2 a 3 níveis. IBM-AIX, HP-UX,
Integrada de É facilmente personalizado e Sun Solaris, Digital
possui um gerenciador de Unix, Windows NT
Gestão e Unix
upgrade
Empresarial
SAP SAP R/3 - O software apresenta integração AIX, Unix, HP-
com sistemas internos, UX, Windows NT,
adaptando-se às estratégias da AS/400, OS 390
empresa. A medida que há
crescimento, é possível
acrescentar novos usuários e
novos módulos
Star Soft SISCORP 17 Software pronto para a Windows,
2000 Client Internet/Intranet, com Windows NT
Server Edition gerenciador interno de dados,
SISCRP 2000 compatível com a legislação
13 brasileira
Database
Edition
Sistemas Integrados de Gestão Empresarial
5. Metodologia para Implementação do ERP

Novas
necessidades
Conhecimento acumulado
Parâmetros já estabelecidos Utilização

Fase 1

Fase 2

Decisão e Implantação Pacote selecionadoFase n


SeleçãoPlano de implantação Fase 1
Módulos parametrizados
Customizados, Dados migrados
Usuários treinados