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Introdução à

ciência das plantas


daninhas: biologia
e ecologia
SITUAÇÃO PROBLEMA
• Após serem realizadas as avaliações de campo, com os
dados obtidos, foi possível observar que em ambos os
sistemas de cultivo, no qual há uma alta infestação de
plantas daninhas, há também uma menor população
de plantas de milho quando comparado ao esperado.
Considerando somente a interação entre plantas
daninhas versus cultura, o que causou essa correlação
negativa entre o aumento de plantas daninhas e a
diminuição de plantas de milho? Que efeitos foram
capazes de reduzir a população de plantas de milho?
Esses efeitos atuam isoladamente ou em conjunto? Por
que as plantas daninhas obtiveram essa vantagem
sobre as plantas de milho?
CONCEITO : Plantas daninhas
• Plantas que constituem como o grupo de agentes
bióticos que mais causam a redução da produção
agrícola mundial.

• Se trata de uma planta indesejada e que causa


danos à outra planta. Muitas vezes, as plantas
daninhas ainda são classificadas como pragas,
assim como os fitopatógenos, vetores de doenças
de plantas, nematoides e roedores. De maneira
geral, são plantas que crescem espontaneamente
em locais de atividades antrópicas e que causam
prejuízos a essas atividades.
Pode-se dizer que as plantas, hoje consideradas daninhas,
sempre existiram e sempre existirão.

• Geralmente, são de hábito de crescimento herbáceo ciclo


curto e alto potencial biótico (capacidade máxima de
reprodução).
• Sobrevivem a vários processos:
• seca, baixa ou alta irradiação solar
• baixa fertilidade
• até processos de origem antrópica como: revolvimento do
solo, irrigação, alta salinidade nos locais onde é realizada a
adubação, diferentes espaçamentos da cultura (levando à
baixa incidência de luz), dentre outros.
Conforme Baker (1974, p. 4), uma planta daninha
considerada como ideal deve possuir as seguintes
características:
• 1. Possibilidade de germinação em vários tipos de
ambientes;
• 2. Germinação descontínua e grande longevidade da
semente;
• 3. Rápido desenvolvimento da fase vegetativa para a
floração;
• 4. Produção contínua de sementes enquanto as condições
de crescimento permitirem;
• 5. Autocompatibilidade, mas não completa autogamia ou
apomixia;
• 6. Polinização cruzada, quando possível, por agentes não
especializados ou pelo vento;
Conforme Baker (1974, p. 4), uma planta daninha
considerada como ideal deve possuir as seguintes
características:
• 7. Alta produção de sementes em condições ambientais favoráveis;
• 8. Produção de sementes em ampla gama de condições
ambientais;
• 9. Adaptações para a dispersão de curta e longa distância;
• 10. Se for perene, que tenha reprodução vegetativa vigorosa ou
regeneração por fragmentos;
• 11. Se for perene, que seja de alta plasticidade, para quando sofrer
danos não ser retirada do solo facilmente;
• 12. Capacidade de competir com outras espécies por meios
especiais, como o crescimento mais rápido que outras plantas
(crescimento supressivo) e a liberação de substâncias alelopáticas.
Efeitos da interação
• Diretamente, elas podem competir por recursos
essenciais como luz, água, CO2 e nutrientes, e de
forma indireta podem hospedar pragas e
patógenos, liberarem substâncias conhecidas como
alelopáticas e dificultar quase todos os processos
no campo, como plantio, pulverizações e colheita. E
como tudo na natureza acontece em interação,
todos esses danos podem atuar em conjunto, ao
mesmo tempo, causando prejuízos quando essas
plantas não são manejadas corretamente.
Não são somente vilões!!!
• Um exemplo é a utilização de plantas como do
gênero Urochloa (também conhecido como
Brachiaria), que são consideradas como plantas
daninhas a algumas culturas, mas que podem ser
utilizadas como culturas de cobertura, promovendo
uma série de benefícios, como diminuição da
erosão do solo, aumento das taxas de infiltração de
água no solo e de ciclagem de nutrientes, melhora
das condições microbiológicas do solo, entre
outros.
• Podemos definir relativamente, que plantas
daninhas são plantas indesejadas em algum espaço
e/ou tempo, e que toda planta pode se comportar
como uma planta daninha. Porém, não podemos
esquecer que elas têm seu papel no meio ambiente
e também podem ser utilizadas para efeitos
benéficos, mesmo que seja mais difícil,
demandando maior nível tecnológico do produtor.
Como plantas daninhas são
classificadas?
• Geralmente, as plantas daninhas podem ser
classificadas quanto ao seu ciclo biológico,
hábito vegetativo, habitat e à taxonomia (por
famílias). Mas vale ressaltar que esse sistema
não é exclusivo das plantas daninhas e sim para
qualquer planta.

• Quanto ao ciclo biológico as plantas


daninhas podem ser classificadas em anuais,
bianuais e perenes.
Classificação quanto ao hábito
vegetativo
• herbáceas, que são plantas de baixo porte sem
caule lignificado .

Urochloa spp

caruru (Amaranthus spp.)


Classificação quanto ao hábito
vegetativo
• subarbustivas, que são plantas com ramificações
desde sua base, que possuem caule lignificado e de
pequeno porte .

Malva – branca Sida cordifolia L


Classificação quanto ao hábito
vegetativo
• arbustivas, que são plantas com ramificações desde
sua base, que possuem caule lignificado e alcançam
um porte médio.

Mamona - Ricinus communis L.


Classificação quanto ao hábito
vegetativo
• arbóreas, que são plantas que apresentam
ramificações bem definidas acima da base do caule
que possuem caule lignificado e alcançam um porte
alto.

Leucena - Leucaena leucocephala


Classificação quanto ao hábito
vegetativo
• trepadeiras, que são plantas que crescem sobre
outras plantas sem utilização de seus
fotoassimilados e que têm contato com o solo,
como as espécies de corda-de-viola (Ipomoea spp.);
Classificação quanto ao hábito
vegetativo
• epífitas, que são plantas que crescem sobre outras
plantas sem utilização de seus fotoassimilados e
que não têm contato com o solo, a mururé
(Utricularia eniformis)
Classificação quanto ao hábito
vegetativo
• parasitas, que são plantas que crescem sobre
outras plantas beneficiando-se de seus
fotoassimilados, como as espécies de erva-de-
passarinho (Struthanthus spp.).
Classificação quanto ao Habitat
• Terrestres – Aquáticas - Aéreas

Classificação taxonômica
As plantas daninhas são classificadas em
monocotiledôneas, comumente denominadas de “plantas
de folha estreita”, e em eudicotiledôneas, comumente
denominadas de “plantas de folha larga”.
• É interessante notar que no reino Plantae existem
cerca de 400.000 espécies,
• Das quais cerca de 200 são consideradas plantas
daninhas problemáticas em todo o mundo, e das
300 famílias de plantas, apenas 12 compreendem
68% das piores plantas daninhas do mundo.

• Ainda, dentre as 12 famílias, somente a Poaceae e


a Asteraceae compõem 43% das plantas daninhas
mais agressivas.