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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC

CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE E DO ESPORTE – CEFID


PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DO MOVIMENTO HUMANO – PPGCMH

EPISTEMOLOGIA: POSITIVISMO

"Amor como princípio, ordem como base e progresso como objetivo".

DISCIPLINA: EPISTEMOLOGIA
PROFESSOR: Dr. Rudney da Silva
MESTRANDOS: Clara Knierim Correia, Thainá Korpalski e Vinicius Gilberto Iahn
Apresentação do Seminário
1. Contexto Histórico

2. A teoria “Positivista” da Ciência

3. A Epistemologia de Bachelard e o Positivismo

4. O Positivismo ante as ideias de Bachelard (Em defesa do Positivismo)

5. Críticas de Paul Feyerabend à Epistemologia Positivista

6. O Positivismo ante as críticas de Feyerabend (Em defesa do Positivismo)

7. Em Defesa do Positivismo (ante as críticas de Thomas Kuhn e aos Fenomenológos)

2
Histórico Auguste Comte (1798-1857)

• Filósofo Francês e considerado grande sistematizador da


sociologia

• Contexto de vida na França: Final da Revolução Francesa


(1789-1799) -> França estava se restabelecendo -> Crise
de valores tradicionais.

• Gostaria de propor um modelo ideal de sociedade


organizada.

• Criador da Ciência Positiva (Positivismo)

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A teoria “Positivista” da Ciência:

• O positivismo consagra a ciência como única forma válida de conhecimento.

• A teoria positivista clássica define taxativamente a ciência, sujeita a especulação à observação e ao


experimento, faz da ciência o principal motor do progresso humano.

• Defendem a unidade metodológica, ao propender para uma linguagem cientifica única

• Para o positivismo a ciência é o único conhecimento válido, embora não seja excluída a possibilidade
de haver afirmações verdadeiras nas criações humanas. Porem estas carecem da propriedade, mas
valiosa do conhecimento cientifico, aquela que o torna válido: a objetividade.

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A teoria “Positivista” da Ciência:

• A ciência é objetiva, pois suas afirmações são intersubjetivamente controláveis mediantes procedimentos
predefinidos. O problema a ser investigado será confirmado ou refutado.

• O conhecimento cientifico é metódico, a pesquisa sempre supõe procedimentos definidos, onde existe um
método geral da ciência que independe do tema, e cada etapa da pesquisa dependendo do tema abordado
exige diferentes técnicas para identificar os problemas, a adequada formulação e resolução, e avaliação do
resultado.

• A ciência se esforça permanentemente para formular da maneira mais clara e unívoca possível os problemas,
os métodos e os resultados da pesquisa.

• A ciência possui o mais elevado e refinado espirito crítico, progressivo e cumulativo.

5
A teoria “Positivista” da Ciência:
A ciência é conhecimento desinteressado
• O seu objetivo intrínseco é o incremento do conhecimento humano.

• A objetividade e a eficácia da ciência estão protegidas, pois elas prescindem das necessidades pessoais do
pesquisador como também das aplicações dos resultados da pesquisa.

• A ciência não é só conhecimento pessoal -> conhecimento desinteressado

• Religiões, ideologias, filosofias, saber vulgar -> compromisso pragmático

• Dificultar a objetividade nas tentativas não cientificas de conhecer a realidade.

6
A teoria “Positivista” da Ciência:
A ciência é conhecimento útil e necessário
• Poderia induzir à errônea suposição de que a ciência não tivesse
vinculação alguma com a vida.

• Os resultados que ela atinge podem ser aplicados para transformar e


melhorar a vida humana, normalmente e em escala cada vez maior.

• Única forma de válida de conhecimento -> necessária e até imprescindível.

• É “desinteressada” e “inútil” no que diz respeito ao seu próprio


conhecimento, porém no conjunto da sociedade e da historia humana ela
constitui o indispensável para sobreviver e progredir.

• Porém não esquecemos os aspectos negativos (produção bélica e poluição ambiental),


essas lamentáveis realidades não são imputáveis da ciência em si, senão dos que tem o poder sobre ela.
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A teoria “Positivista” da Ciência:
A ciência combina raciocínio e experiência
• “Ciências Ideais” ou “Ciências Formais” -> Lógica e Matemática -> preocupam-se com os enunciados,
com o estudo das ideias.

• “Ciências Factuais” ou “Ciências Empíricas” -> Astronomia, Física, Química, Biologia, Sociologia...
-> pretendem explicar os objetos e processos que aparecem na experiência humana, os fatos.

• Ciência empírica utilizada para contrapor a ciência com saberes não científicos.

• Raciocínio Lógico-Matemático -> coerência e precisão do pensamento


• Experiência Sensorial Sistematicamente Planejada e Avaliada -> nossas ideias são reais ou não

• Nem o puro raciocínio (correto e preciso) nem a experiência (abundante e reiterada) representam para perspectiva
científica, conhecimento válido dos fatos.

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A teoria “Positivista” da Ciência:
9. A ciência é conhecimento hipotético que busca leis e teorias
• Enquanto conhecimento sistemático, tende sempre a elaborar conjuntos orgânicos de hipóteses que
permitam compreender determinado tipo de fenômeno ou certo âmbito da realidade:

• Nos sistemas não científicos das ideias, as conjeturas acerca do universo são geralmente inverificáveis, por
diversos motivos. Do ponto de vista cientifico não é possível saber se são verdadeiras ou não.

9
A teoria “Positivista” da Ciência:
A ciência é conhecimento explicativo e prospectivo
• A ciência explica os fenômenos da experiência (os fatos), quando consegue vinculá-los as leis.

• O conhecimento das leis da condições para prever o comportamento dos fatos por elas explicados.

• Nos procedimentos não científicos, a explicação dos fatos é a suposição de entidades, causas ou
forças ocultas -> resultados misterioso

• Quanto a predição, as religiões, ideologias e filosofias não conseguem fazer antecipações


confiáveis.

• O senso comum, é capaz de predições efetivas, dependendo da sua constatação empírica -> modo
de proceder próprio da ciência

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A teoria “Positivista” da Ciência:
Observações complementares

• A ciência não esta totalmente afastada do senso comum, pois o conhecimento cientifico surgiu no âmbito do
conhecimento vulgar e até hoje estimula a problemática cientifica.

• A ciência não olha um fenômeno isoladamente em um único sujeito e sim esse mesmo fenômeno em qualquer
pessoa.

• A ciência puramente falando não formula qualquer juízo de valor a respeito do objeto estudado, a tarefa da
ciência se limita a compreender o objeto e explicar a sua existência, contudo a ciência como atividade humana
não é alheia a juízos de valor, os quais, porém não afetam a imparcialidade do cientista durante a realidade.

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A teoria “Positivista” da Ciência:
Observações complementares – Ciência e realidade

• Empírica -> “real” -> enunciados quando provados como verdadeiros

• É “real” somente aquilo que a ciência pode verificar?

• Podem existir realidades irracionais e/ou meta-empíricas?

• Não se pode aceitar ou rejeitar, porém só podem ser explicados por algum tipo de fé.

• Os enunciados científicos são representações simbólicas do real, expressam nem tanto a realidade quanto a
nossa maneira de entendê-la.

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A teoria “Positivista” da Ciência:
Observações complementares – Ciência, Religiões e Ideologias
• Religiões -> necessárias para realização moral do indivíduo.

• Ideologias -> afirmam saber a respeito da sociedade, serve de base a determinadas atitudes políticas.

• Estes “saberes” -> ilusórios e duvidosos

• Ausência ou fragilidade as provas


• Equivocidade da sua linguagem
• Questionabilidade das suas evidencias
• Fracasso da maiorias das suas predições

• A ciência exibe superioridade pois é capaz de explicar histórica e sociologicamente como surgem e evoluem as
religiões e ideologias

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A teoria “Positivista” da Ciência:
Observações complementares – Ciência e Filosofia

• A filosofia do tipo metafísica antecedeu à ciência empírica

• É um conhecimento da essência das coisas, absoluto e definitivo do universo -> conhecimento científico é
provisório

• As “essências” das coisas não parecem ter sido descobertas de modo conclusivo.

• Exemplo: “primeiras causas” do universo -> filosofia metafísica fracassa em suas tentativas de demonstrar a
validade mostrando ser um conhecimento ilusório

• Na perspectiva científica, os sistemas metafísicos são tão somente sonhos da razão pura.

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A teoria “Positivista” da Ciência:
Observações complementares – Ciência e Filosofia

• Mas as vezes hipóteses metafísicas podem ser úteis na pesquisa científica, especialmente para orientar a
busca de hipóteses propriamente científicas.

• A ciência se desenvolve a partir de alguns postulados de cunho metafísico -> a convicção de que todos os
fenômenos obedecem as leis-> metodologia científica não pode provar na forma em que se prova uma lei ou
teoria mas até hoje não foram colocados em crise pelo avanço científico

• Alguns filósofos concebem a filosofia como pensamento crítico.

• Para os cientistas -> o espírito crítico dos filósofos está mais para um rapaz que atira pedras que a um soldado
que dispara uma arma

• A ciência não só toma lugar da filosofia, como também explica o porque da existência histórica e do ocaso
dos sistemas filosóficos
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A teoria “Positivista” da Ciência:
Observações complementares – Ciência e Filosofia
• A filosofia renunciando a ser um conhecimento desvinculado da ciência, pode ocupar-se de tuas
tarefas:

• Análise de linguagem natural


• Reflexão da natureza da mesma ciência = Epistemologia -> reconstrução da lógica da
ciência

• Num mundo já dominado pela mentalidade cientifica seriam essas as únicas formas admissíveis
de Filosofia.

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A epistemologia de G. Bachelard e o Positivismo:
Introdução
Bachelard em suas obras epistemológicas identifica o conhecimento cientifico com o conhecimento
autêntico da realidade. A ciência se constrói superando tanto as intuições e explicações vulgares dos
fenômenos com as especulações metafisicas.

Várias críticas foram formuladas com relação à noção tradicional da ciência, críticas inspiradas no que ele
denomina novo espirito cientifico que corresponderia as inovações epistemológicas.

No novo espirito cientifico a ciência só pode ser negação do conhecimento vulgar. Bachelard não é
somente contra o conhecimento vulgar senão também contra toda forma de empirismo.

O conhecimento cientifico é inevitavelmente abstrato por ser eminentemente construtivo e por isso o
conhecimento cientifico não pode ser representado intuitivamente como deseja o senso comum.

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A epistemologia de G. Bachelard e o Positivismo:
O progresso do conhecimento
O avanço da ciência é visto como um processo continuo no qual cada nova descoberta decorre fluidamente das
anteriores, que a sugerem ou a preparam.

Para Bachelard a história da ciência é a história da luta entre obstáculos epistemológicos e atos epistemológicos.

Atos epistemológicos são os esforços mediante os quais o espirito científico encontra a solução de um problema
e/ou detecta os erros de uma concepção dita antes como verdade

Para ele a ciência apresenta frequentes descontinuidade, principalmente nos momentos de revolução cientifica

O surgimento de novas teorias, particularmente quando revolucionárias, significaria sempre uma ruptura com as
explicações ou as hipóteses anteriores.

A ciência sempre avança em um caminho irreversível. Esses avanços são simultaneamente uma ruptura com o
passado.

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A epistemologia de G. Bachelard e o Positivismo:
Objetividade cientifica
Para o positivismo a ciência é objetiva no sentido de que suas afirmações são intersubjetivamente controláveis
mediante procedimentos previamente definidos.

Para Bachelard o conhecimento cientifico é um processo que constrói o seu objeto, quase que literalmente, as
formulas cientificas não seriam apenas meios para atingir um objeto previamente existente.

A ciência seria objetiva porque ela objetiva; a ciência seria real porque ela realiza.

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A epistemologia de G. Bachelard e o Positivismo:
Os conhecimentos científicos
O positivismo salienta a importância de uma linguagem precisa que seja instrumento de um pensamento claro, sem
o que a ciência seria inimaginável

Apear de não ignorar o processo real dos conceitos científicos defendem:


- os conceitos são todos científicos
- tem sempre um conteúdo determinado referente a um dado fenômeno
- são unívocos
- cada fenômeno corresponde, num dado momento uma teoria
- conceitos são plenamente tais quando se completa o processo seja de formação ou transformação

Bachelard vê nos conceitos científicos a manifestação do esforço do pensamento humano para apreender uma
realidade que é sempre mais rica e complexa do que o conhecimento já adquirido e os hábitos de pensamento
permitem supor

Alguns conceitos respondem a uma atitude empirista, positivista ou racionalista

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A epistemologia de G. Bachelard e o Positivismo:
Os conhecimentos científicos
O pensamento cientifico só seria capaz de avançar na compreensão da realidade quando pode deformar os
conceitos primitivos, estudar as condições de aplicação de um conceito ao sentido mesmo do conceito

A conceituação cientifica aparece assim como eminentemente dialética, intrinsecamente móvel

Os conceitos são plenamente tais nos momentos de trânsito. “ É no momento em que tem mais sentido”

A direção normal do pensamento cientifico seria a de ir da imagem a forma geométrica e depois da forma
geométrica à forma cientifico

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A epistemologia de G. Bachelard e o Positivismo:
O método cientifico
A teoria positivista defende a existência de um método cientifico geral, uma certa estratégia que caracteriza uma
pesquisa como cientifica, apesar de que as técnicas requeridas por diferentes assuntos, etapas da investigação ou
mesmo disciplinas, possam diferir entre si.

Para Bachelard existe algo permanente no método de pesquisa, consiste apenas na tendência à ousadia e à
novidade, à ruptura com os obstáculos epistemológicos.

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A epistemologia de G. Bachelard e o Positivismo:
Matemáticas e experiências
Positivistas fazem do formalismo da matemática um dos postulados filosóficos da ciência empírica, ou seja, que
determinam sua natureza.

Para Bachelard o formalismo matemático é mais aparente que real.

A lógica implicada pela ciência empírica

A lógica implicada necessariamente pela ciência empírica é a lógica ordinária bivalente, baseada nas leis de
identidade e de não contradição

Para o “ novo espirito cientifico” seria o abandono da lógica bivalente como lógica privilegiada, segundo
Bachelard as “novas” teorias da física, estão levando à adoção de sistemas lógicos de mais de dois valores,
exigidos pela necessidade de entender novos fenômenos cada vez mais complexos

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A epistemologia de G. Bachelard e o Positivismo:
A natureza da epistemologia
O positivismo, parece considerar como coisas relativamente simples tanto a natureza da ciência como a tarefa da
epistemologia. Existiria um pensamento cientifico único e unívoco, manifesto naquelas disciplinas
inquestionavelmente cientificas.

Bachelard não crê que todas as disciplinas reconhecidas como cientificas possuam a mesma cientificidade, tem
uma heterogeneidade

O positivismo considera o conhecimento cientifico como produto de uma atitude de metódico desinteresse
pragmático diante da realidade.

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A epistemologia de G. Bachelard e o Positivismo:
A natureza da epistemologia
Bachelard, alegando focalizar o que realmente acontece na prática concreta da ciência, assinala a presença continua
de interesses relacionados com os instintos e que obstaculizam o saber objetivo

Quanto a natureza da epistemologia, Bachelard sustenta que a complexidade e a heterogeneidade das


manifestações do pensamento cientifico impedem que se possa compreender a ciência a partir de uma perspectiva
filosófica única

A Epistemologia, além, de ser filosoficamente pluralista e de levar em consideração a psicologia da pesquisa,


deveria renunciar à pretensão de caracterizar de modo definitivo a natureza da ciência

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Em defesa do Positivismo:
O positivismo ante as ideias de Bachelard
Se realmente existisse a grande separação entre ciência x senso comum se tornaria
1) Ciência x Senso Comum Se fosse tão grande
inexplicável as rupturas
o nascimento da ciência,
da ciência tornaria incompreensível
e a orientação não científica. o progresso, a
irreversibilidade
Ciência nasceu da mesma e a acumulação
e progrediu de conhecimentos.
apoiando-se no senso comum e simultaneamente
2) Progresso da Ciência criticando-o.
Bachelard exagera a participação do sujeito e minimiza o objeto.
Em contraponto,
Em
Rejeitar a imagemfaz-se
contraponto, hánecessário
diferença
empirista asentre
-> fornecerupturas para xoidealista
umaciência
imagem real
sensoprogresso
comum
da da(aproximando
ciência ciência (sem de
atingir a lógicaquestão
Bachelard)
Divergências: do pensamento científico).
de palavras
3) Objetividade científica Bunge diria que as colocações de (mesma
Bachelard:atividade entre àospsicologia
diz respeito Positivistasdae formação
Bachelarde
Enfatizar ados
evolução distancia entre
conceitos o pensamento
e não à sua lógica.científico e o mundo criando pela ciência
(Interpretar
a)umEvolução
lado: senso
odos comum
modo de agirseja
conceitos da menos
ciência dinâmica
como máxima expressão do procedimento por
(Bachelard)
4) Natureza dos conceitos outro lado: conhecimento criado)
“ensaio
b) e erro”.
“Deformação” dos conceitos
Rejeição à interpretação não-formalista das Matemáticas
c) Os conceitos evoluem e deixam suas marcas em todo o sistema conceitual
5) Método científico Converter a logica da ciência em psicologia -> processo de formação dos conceitos
Popper
d) Ciência procura precisão -> recurso pra aumentar a fecundidade do pensamento.
confunde com sua origem formal.
6) Formalismo BungeAvanço na Física e Matemática impulsionam o desenvolvimento e a
Trata-se de usar a argumentação inversa utilizada por Bachelard em polêmica do
aplicação de sistemas lógicos que se afastam da lógica aristotélica.
formalismo
7) Lógica na Ciência empírica Não
Nãoinvalidam/
aceitavamJustificam as observações
a interpretação empiristasobre heterogeneidade,
ou indutiva de Bachelard: Os
conceitos,
positivistasmomentos,
defendiam aevolução do “espírito
lógica bivalente científico”
(toda sentença para
declarativa que
8) Natureza da Epistemologia denominar o que é ciência.
expressa uma proposição (de uma teoria sob análise) tem exatamente
Porém nãode
um valor aceitam a identificação
verdade: ou verdadeirodaou
lógica
falsoda pesquisa
(possuir ou científica
não possuir)
com a psicologia. 26
Paul Feyerabend

• Nasceu em Viena em 1924 e faleceu em 1994.

• Gostava de Física tanto quanto de canto lírico.

• Chegou a “Filosofia” por acaso, comprando livros.

• Viveu em diversos países como Reino Unido, Estados Unidos, Nova Zelândia, Itália e Suíça

• Estudou em Cambridge, com orientação de Popper, mas não achava os seus ideais suficientes.

• Famoso pela sua visão anarquista da ciência e por sua suposta rejeição da existência de regras
metodológicas universais

• Influente na filosofia da ciência, e também na sociologia do conhecimento científico.

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Críticas a Epistemologia Positivista
• “Contra o Método” -> Não há um método nem, uma atitude racional que caracterize a ciência de uma maneira
absoluta, diferenciando-a de atividades e procedimentos não científicos e garantindo-lhe sucesso.

• Suas ideias parecem radicalizações de pontos de vista já presentes na epistemologia de Thomas Kuhn.

• Para Feyerabend, suas teses são inegavelmente ultrapassadas em ousadia e tom polêmico.

• Suas críticas são divididas em 6 tópicos.

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Thomas Kuhn
• Físico e filósofo da ciência estadunidense.

• 1922 — 1996

• Seu trabalho incidiu sobre história da ciência e filosofia da ciência, tornando-se um marco no estudo do
processo que leva ao desenvolvimento científico.

• ocupou-se principalmente do estudo da história da ciência, no qual mostra um contraste entre duas concepções
da ciência:

• Por um lado, a ciência é entendida como uma atividade completamente racional e controlada.
(PERSPECTIVA FORMALISTA).

• Em outro lado, a ciência é entendida como uma atividade concreta que se dá ao longo do tempo e que
em cada época histórica apresenta peculiaridades e características próprias.
(PERSPECTIVA HISTORICISTA)
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1. “Contra o Método”
• Infundada a convicção de que existe o método científico no sentindo de um
procedimento geral cujas normas garantem o progresso da ciência.

• A história efetiva da ciência, foi produzida à margem ou mesmo contra a


metodologia vigente ou recomendada.

• Nenhuma metodologia é infalível, senão também que os preceitos metodológicos, se observados


rigorosamente, podem impedir o avanço do conhecimento.

• História da Ciência -> os pesquisadores nem sempre respeitam o critério popperiano de


falseabilidade, seja porque defendem novas teorias que não tem total apoio factual.

• Teorias racionais e bem fundamentadas percorrem muitas vezes um longo caminho prévio vistas
como opiniões incoerentes e sem base empírica.

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• As discrepâncias entre o proceder real dos cientistas e as prescrições de uma metodologia racionalista -> falha
dos cientistas em se adequarem a um ideal metodológico

• “Não se trataria apenas de que os cientistas violassem as regras, senão de que eles precisariam de violá-las.”

• Primeiro lugar: nenhuma teoria está de acordo com todos os fatos relevantes de seu domínio, nem quantitativa
nem qualitativamente.

• Segundo lugar: a base empírica é muito mais comprometida teoricamente do que o Racionalismo admite e
suspeita.

• Caráter “Histórico-Fisiológico” -> o fato de que a evidência não apenas descreve certo estado de coisas
objetivo, mais também expressa certas concepções subjetivas, míticas e ultrapassadas.

• Uma nova teoria não pode ser detectada por mera analise, e sim através de uma nova teoria, que parecerá
estranho, devido aos pressupostos que se contrapõe a teria vigente.

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• A norma que aconselha conservar teorias “bem fundamentadas” até que novas teorias possam revisá-las.

• A condição de coerência possuiria um caráter conservador -> favorece a teoria mais antiga e não
necessariamente a melhor teoria.

• Quando se propõe uma nova teria e a resistência da teria vigente misturam-se elementos racionais e irracionais,
científicos e não científicos.

• A defesa da teoria vigente -> racionalidade aparente pois ela se insere numa cosmovisão que se tornou familiar.

• A defesa da nova teoria -> recursos não racionais para desarticular aquela racionalidade e abrir espaço para sua
própria aceitação em termos de uma nova racionalidade.

• Contra indutivamente -> recorrer novas hipóteses que contradizem teorias confirmadas e/ou resultados
experimentais bem estabelecidos

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• Tudo pode se converter em fatos de progresso do conhecimento.

• As limitações denunciadas na metodologia racionalista sugerem a utilidade de que o cientista obedeça as suas
inclinações e não a sua razão.

• A teoria copérnica e outras concepções “racionais” só existem hoje porque, em seu passado, a razão, em algumas
ocasiões, foi posta em segundo plano.

• Aderir o “pluralismo teórico” -> adotar “metodologia pluralista” -> de acordo com o “princípio de proliferação,
ou seja, garantiria que a consideração preferencial de teorias ou ponto de vistas alternativos é a chave para se
atingir teorias mais satisfatórias

• Não quer propor uma nota metodologia -> ciência é um empreendimento “essencialmente anárquico” no qual a
rigor tudo vale como instrumento ou tentativa de conhecimento

• Demonstrar que todas as pesquisas tem suas limitações, até as mais obvias, portanto acredita que o anarquismo é
o caminho mais promissor para a pesquisa cientifica.

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“Tudo Vale”

• Não existe um conjunto de regras que uma vez obedecidas levarão necessariamente ao progresso da ciência e ao
seu crescimento de conhecimento.

• A historia ciência é tão complexa -> única metodologia -> tudo vale

• Significa que vários métodos são possíveis

• “tudo vale não é um principio que eu defendo, não penso que princípios possam ser defendidos e frutiferamente
discutidos fora da situação de pesquisa que se espera que eles afetem”

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Anarquismo Epistemológico

• Rejeita qualquer autoridade individual e coletiva.

• Se opõe a um principio único, absoluto, uma ordem imutável.

• Se opõe a um conjunto único, fixo, de regras.

• Se opõe ao que se caracteriza como “método”, mas não se opõe a todo e qualquer procedimento
metodológico.

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2. Sobre a objetividade e a precisão

• Objetividade -> Positivismo -> virtude que a ciência deve ao fato de ser um procedimento metódico.

• Uma crítica desprovida de preconceitos, que apela para o raciocínio lógico e às provas empíricas.

• Tanto uma atitude contraria à mera opinião de ao preconceito, quanto como fator de progresso do conhecimento.

• Objetividade -> Feyerabend -> produto de um condicionamento que chegaria a marcar profundamente a crítica
supostamente livre.

• Defesa de uma subjetividade consagrada e disfarçada.

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• Clareza e precisão -> qualidades essenciais para o Positivismo

• Feyerabend -> exigência inconveniente, seja para dar conta do passado da ciência, seja para garantir-lhe o futuro.

• Um requisito desmedido como condição para que uma teoria seja reconhecida como científica.

• O desejo de clareza e precisão como manifestação de anseio de segurança intelectual, que funcionaria à maneira
de um “baixo instinto”.

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3. Ciência, e não ciência

• Para Feyerabend é muito mais difícil fazer uma distinção do que é científico ou extra científico do que supõe o
Positivismo.

• Não seria mais fácil estabelecer fronteiras?

• Teorias científicas -> mitos -> genuíno conhecimento.

• Ciência normalmente encerra pressuposições metafísicas, senão que teorias finalmente aceitas como científicas
começaram sendo visões metafísicas.

• “o conhecimento de hoje pode, amanhã, ser visto como conto de fadas” e “o mito mais ridículo pode vir a
transformar-se na mais sólida peça da ciência”

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• Mitos, credos religiosos, magia, feitiçaria “e todas aquelas ideias que os racionalistas gostariam de ver para
sempre afastadas da superfície da terra”

Para Feyerabend

• Pode haver autêntico conhecimento e estimular o avanço do conhecimento, ofereceria mais chance de
progresso do que a via do que (hoje) se considera “científico”

39
4. Sobre a história da ciência

• Falsa, apresenta como um processo linear e cumulativo e que considera as produções não cientificas como
pertencentes a etapas superadas da humanidade.

• Ciência não evoluiu sem crenças não científicas nem substituindo umas teorias por outras tão-somente quando
novas teorias evidenciaram sem a menor duvida ser mais explicativa do que as antigas.

• Uma luta entre o aparentemente absurdo e o “racional”, “evidente”, “metódico”

• Progresso não foi por meios puramente racionais, mas também através de recursos que a visão positivista
considera absolutamente não científicos.

• Nova teoria -> imporia graças à paulatina familiarização com seus conceitos, usados ao começo de como não
muito claro nem seguro, se “brincasse” com a teoria até atingir a nova percepção do mundo que ela exigiria

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• Vê a ciência moderna como sido imposta pelos europeus, substituindo as crenças tradicionais, não os
convencendo.

• A marcha da ciência como “um oceano de alternativas mutuamente incompatíveis, onde cada teoria singular,
cada conto de fadas, cada mito que seja parte do todo força demais peças a manterem articulação maior, fazendo
com que todas concorram, através desse processo de competição, para o desenvolvimento de nossa consciência”

41
5. Ciência e valores
• Positivismo -> a ciência está referida de diversas maneiras a valores.

Inclui juízos de valor nos propósitos Não tem por missão pronunciar
dos seus instrumentos e dos objetivos juízos de valor relativos à
das pesquisas realidade estudada

• Essa neutralidade, junto com a objetividade e a honestidade, formam a atitude característica do cientista
perante a realidade.

• Mais está referida a valores pois é considerada como um bem: a ciência é útil, necessária, imprescindível.

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• Através do anarquismo critica as ideias.

• Juízos de valor -> põe em questão que aqueles juízos tenham a uniformidade
e a solidez que normalmente se lhes atribui.

• “raramente se prendem a boas razoes”, quando analisados com cuidado são pouco fundamentados.

• “a maioria dos cientistas aceita confiantemente os juízos de valor, sem examiná-los, mais simplesmente
curvando-se à autoridade dos colegas especialistas”

• Associam-se a figura do cientista a consagração da vida à busca da verdade, a honestidade intelectual e


integridade profissional.

• Vê que as virtudes louvadas pela imagem racionalista do cientista, não são necessárias para o progresso do
conhecimento.

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• Galileu se tivesse atido ao principio de sustentar apenas teorias racionalmente justificadas e à norma de
integridade profissional, o conhecimento humano dificilmente teria avançado.

• Não vê no cientistas um buscador da verdade, senão um sujeito que se esforça em “tornar forte o argumento
fraco” para de modo “garantir o movimento do todo”

• Crítica a ciência -> conhecimento valido, imprescindível

• “a ciência seja posta em seu lugar, como forma interessante, mas de modo algum exclusiva, de conhecimento.

• A aliança entre Estado e Ciência, fortalece a crença para acreditar na absoluta necessidade da ciência.

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• Formas de viver tradicionais -> não científicas -> igualmente boas para o homem

• Maneira de viver -> derivada da ciência -> poderia ser prejudicial

• “Há muitas maneiras de ordenar o mundo que nos rodeia”, a partir, por exemplo, do mito ou de dogmas
teológicos, e não da ciência.

• Separação entre Estado e Ciência, assim como Religião e Estado, de tal maneira que os cientista não tenham
controle da educação.

A ciência não deve desaparecer, mas deve ser por


livre escolha, como uma opção humana entre tantas
outras.

45
6. Sobre a filosofia da ciência

• Feyerabend -> Filosofia da Ciência -> Historicamente -> Sem validade

• “conto de fadas” -> a tese de que a ciência, possui a capacidade de transformar opiniões e ideologias em
conhecimento objetivo, certo, não ideológico.

• Filosofia da ciência -> “ a ideia de razão, aceita pela maioria dos racionalistas é suscetível de impedir o
progresso, tal como esse progresso é definido por essa própria maioria”

• Anarquismo epistemológico -> “todos aqueles monstros abstratos, como Obrigação, Dever, Moralidade, Verdade
e seus antecessores mais concretos, os Deuses, que já foram usados para intimidar o homem e restringir-lhes o
livre e feliz desenvolvimento – vão desvanecendo”

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Concluindo...
• Feyerabend -> ataca principalmente o “Racionalismo Crítico” de Popper e
sua escola, e o Positivismo Lógico.

• Dadaísta -> não tem lealdade nem aversões permanentes, carece de


programas e simultaneamente é contra todos os programas.

• Feyerabend -> com o seu radicalismo manifesto em frases como:


• "o amor torna-se impossível para as pessoas que insistem na “objetividade”, isto é, que
vivem inteiramente de acordo com o espírito da ciência"

• Ressalta que o contexto e o fenômeno escolhido determinam a melhor abordagem e metodologia.

• Os conhecimentos produzidos nas diversas abordagens possuem critérios de realidade distintos,


mas uns não são melhores ou piores do que os outros.

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Em defesa do Positivismo:
O positivismo ante as críticas de Feyerabend
“Além da Verdade e da Falsidade” – Ernest Gellner – RACIONALISTA

“Trata-se da posição segundo a qual nem tudo é valido na busca do conhecimento; a posição de
quem acredita na possibilidade de confiar em pautas metodológicas, de discernir entre
procedimentos aceitáveis e não aceitáveis por razões epistemológicas e não meramente
pragmáticas, de valorizar enfim a racionalidade”.

“Tudo vale” – Não acredita que não há método científico diferenciável de procedimentos não
REJEIÇÃO TOTAL científicos, e ainda que a civilização científica não deva ser preferida a outros modos de pensar e
viver.

Positivistas + Gellner =
Viriam na Tese de Feyerabend conclusões desmedidas obtidas a partir de exemplos discutíveis.

Denuncia do anarquismo de Feyerabend como atitude intelectual e socialmente “parasítica” – só


poderiam existir sob a condição de que outros homens não escolhessem esse caminho e se
dedicassem a ciência,.

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Em defesa do Positivismo:
O positivismo ante a teoria de Thomas Kuhn
Popper: Racionalismo-crítico

1) Distinção entre ciência normal e ciência extraordinária:

a) Para Popper não é tão nítida a distinção; valorização negativa da ciência normal (cientista aplicado). Se
existisse a ciência normal exatamente como Kuhn descreve, não poderiam surgir mudanças e nem revoluções.

b) Popper acredita que a ciência é mais revolucionária que “normal” e acredita que Kuhn confunde revolução
científica com revolução ideológica.
Toulmin considera que nenhuma mudança conceitual da ciência é absoluta -> Sugere uma nova teoria sobre a
evolução da ciência, evitando a teoria de Kuhn (“catastrofismo”).

MUDANÇA DE PARADGIMAS => KUHN x TOULMIN + BUNGE


Nem sempre os critério (formais, semânticos, metodológicos, epistemológicos e metafísicos) não são claro,
portanto essas mudanças podem ser por vezes irracionais. Exame das teorias se realiza de acordo
Mudança de sistemas conceituais, ocorre amparada por princípios com um repertório de critérios, que se
constrituvitos da ciência que mudam lentamente e permite debate tonam racional qualquer mudança de
racional em diferentes sistemas conceituais. paradigma
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Em defesa do Positivismo:
O positivismo ante a teoria de Thomas Kuhn
Popper: Racionalismo-crítico

INCOMENSURABILIDADE:

Para Kuhn – Incompatibilidade entre paradigma.


Para Popper: Não passa de um Dogma

Se dois sistemas são logicamente incomparáveis entre si, isso força e possibilita uma escolha racional entre eles.

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Em defesa do Positivismo:
O positivismo ante a teoria de Thomas Kuhn
2. Objetividade científica = Vinculado a um paradigma, implicando em aceitar a tese da mudança quase-
irracional dos paradigmas como constitutiva da ciência.
Caso contrário, se acredita na racionalidade, a objetividade volta a ser variável independente.

3. Popper distingue os tipos de cientistas


Cientista normal – ensinado com espírito dogmático
Cientista revolucionário
Cientista... Normal – Pesquisador que, mesmo não produzindo mudanças excepcionais na ciência, é
constantemente crítico com respeito a sua formação profissional.

Ciência revolucionária/extraordinária -> atitudes de defensores de diferentes teorias é critica no sentido em


que configuram um confronto racional entre posições antagônicas.

NENHUM PARADIGMA MONOPOLIZA A TAL PONTO O ESPÍRITO DOS CIENTISTAS QUE OS


INCAPACITE PARA A CRÍTICA.

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Em defesa do Positivismo:
O positivismo ante a teoria de Thomas Kuhn
4. Linguagem na pesquisa -> Bunge está de acordo com Kuhn: mudança de sentido dos termos na passagem de
um sistema conceitual para um outro, embora não implique aceitar que essa passagem seja irracional ou quase
irracional.

5. Valoração do cientistas -> Valorações não precisas (há variação de valoração) X valorações de algum modo
precisas (discrepância seria bem menos provável)

6. Progresso da ciência:
Seja em nome da “verdade” (Popper) ou da “validade” (Bunge) - > Rejeitar as ideais de Thomas Kuhn
 Se a ciência não responde a sucessão de paradigmas sustenda por Kuhn, então a interpretação do progresso
da ciência é defensível (através dos argumentos de Popper e Bunge).

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Em defesa do Positivismo:
O positivismo ante a teoria de Thomas Kuhn
7. Ciências e crenças não científicas:
Papel da fé na atividade científica pode ser reconhecido desde que se o considere pertinente à psicologia e não à
logica da pesquisa, e pode até ser explicado como resultado da experiencia anterior do cientista.

8. Lógica da Pesquisa:
NÃO se admite a lógica dos paradigmas.

Distinção entre consideração da lógica do processo e a consideração dos aspectos psicológicos, sociológicos e
históricos da ciência como processo real mantem o seu valor.

BUNGE defende a distinção.


POPPER rejeita a ideia de recorrer a sociologia a fim de informar a respeito das metas da ciência e do seu
progresso possível.
WATKINS também rejeita o recurso à psicologia e à sociologia e defende que a metodologia da ciência tem a ver
como ela deve ser dirigida mais do que com a ciência vulgar.
TOULMIN admite a conveniência de que estudos empíricos possam trazer a lógica da ciência para mais
parto da sociologia e da psicologia.
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Em defesa do Positivismo:
O Positivismo ante a crítica dos Fenomenólogos
Fenomenologia acusa a ciência de ser INSENSÍVEL com respeito à experiencia primária da simples vivência do mundo e
que também acusa de IGNORAR o processo de “visão das essências”

1. Ciência pretende constituir a explicação ou a verdade das experiências pessoais  nem sempre as
experiencias efetivamente vividas por um sujeito sejam ilusões ou alucinações.
“O positivismo aclamaria que a pretensão da ciência de explicar os fenômenos não equivale a que tão somente
por isso – ela esteja reivindicando ser a única verdade com respeito ao mundo.

2. Fenomenólogos estimam que a ciência pretende SER A VERDADE DAS EXPERIÊNCIAS PESSOAIS,
desqualificando as vivencias próprias de um sujeito, aceitando exclusivamente as afirmações que podem ser
controladas intersubjetivamente.

Positivistas voltam a afirmar que a ciência é o única forma de conhecimento válido, no sentido de controlável.
Conhecimento de um objeto – não tenha oportunidade de comunicar esse conhecimento a outras pessoas ( nessa
situação: não se sabe se é um autêntico conhecimento.

Transmitir vivências através de palavras adequadas: Não há nada a declarar (Positivistas).


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Em defesa do Positivismo:
O Positivismo ante a crítica dos Fenomenólogos

3. Ciência não leva em consideração a experiencia plena dos seres humanos – Positivistas: a experiencia que é
levada em consideração é sempre específica e depende da finalidade perseguida  Não se vê por que a ciência
deveria levar em consideração toda a experiência humana.

Aspectos propriamente fenomênicos São relegados pela ciência através de sinais não fenomênicos, mas NÃO
SIGNIFICA que nega a existência ou a realidade do que é fenomênico.

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Em defesa do Positivismo:
O Positivismo ante a crítica dos Fenomenólogos
4. Cientistas são cegos para as essências (estruturas invariáveis dos fenômenos):

a) Filósofo supôs que existência da essência  pensou-se que a utilização de um mesmo nome se devia à
existência de algo comum nas coisas por ele designadas.

LINGUAGEM  meio de articular a experiência e os conhecimentos humanos.


“ Por conseguinte, mesmo que se aceitasse aquela capacidade para a ‘intuição de essências’, ela seria a resultante
de uma história pessoal, e não um ponto de referência absoluto.

b) Intuição de essências  DEFINIÇÃO (formuladas levando em consideração as características)

“Longe de serem as essências que ditam as definições, são as definições que podem suscitar especulações em
torno de “essências””
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Em defesa do Positivismo:
O Positivismo ante a crítica dos Fenomenólogos
5. Admitir a essência  a pesquisa deve determinar a escolha do método de acordo com o campo de pesquisa.
Positivistas indicam que isso não seria o método, e sim a técnica de pesquisa e reconheceria que são variáveis
dos tipos de problemas correspondente a cada campo.

POSITIVITAS CONSIDERAM O MÉTODO COMO CONDIÇÃO “SINE QUA NON” PARA


RECONHECIMENTO DA CIENTIFICADE DE UMA DISCIPLINA, MAS ADMITEM QUE AS
CIÊNCIAS SE DIVERSIFICAM A NÍVEL DE TÉCNICA.

6. Confusão entre: Ciência empírica e Empirismo


Ciência Empírica  Observação – pesquisa (método científico) – conhecimento
Empirismo  Todo conhecimento provém de uma única experiência

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Em defesa do Positivismo:
O Positivismo ante a crítica dos Fenomenólogos
7. A pesquisa fenomenológica seja um complemento necessário da pesquisa científica em razação das
deficiências imputadas à ciência.
A) Experiencia primária
B) Prática sistemática da “intuição de essências”
C) Valor das pesquisas fenomenológicas.

8. Husserl visa esclarecer a “constituição do mundo” a partir da “consciência pura”  SUBJETIVISMO cada
vez mais encerrado em si mesmo.

POSITIVISTAS ACREDITAM QUE A FENOMELOGIA PURA NÃO SEJA A VIA PARA RECONCILIAR A
CIÊNCIA COM A VIDA HUMANA.

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MUITO OBRIGADO!

Contato:
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