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Psicogênese da Leitura e da

Escrita – Emilia Ferreiro


Biografia

 Emilia Ferreiro nasceu na Argentina em 1936


 Graduada em Psicologia , doutorou-se na
Universidade de Genebra (Suíça), sob orientação de
Jean Piaget
 A divulgação de seus livros no Brasil, a partir de
meados dos anos 80, causou um grande impacto
sobre a concepção que se tinha do processo de
alfabetização
 Suas pesquisas revelam forte compromisso com a
realidade social e educacional da América Latina: o
fracasso nos anos iniciais da vida escolar atinge
especialmente os setores marginalizados da
população
 Sua preocupação principal refere-se à compreensão
de como as crianças aprendem a ler e a escrever
 Prescrição de novos métodos para o ensino da
leitura e da escrita ou novas formas de classificar as
dificuldades de aprendizado não fazem parte das
pesquisas de Ferreiro e Teberosky
 Suposições prévias à pesquisa: as crianças chegam
à escola com conhecimentos variáveis sobre a
leitura e a escrita
 A interpretação dos resultados da pesquisa indicou
que as crianças estabelecem critérios que
diferenciam textos que servem para ler dos outros
que não permitem a leitura
 Hipótese da quantidade mínima de letras (conflito
com a leitura inicial oferecida em grande parte das
cartilhas)
 Hipótese da variedade de caracteres (mais um
conflito com as cartilhas: papa, coco, bebe, babá...)
 Orientação espacial da leitura: saber que se lê da
esquerda para a direita e de cima para baixo é um
conteúdo que se dá pela observação que a criança
faz de um alfabetizado que lê para ela indicando ou
explicando esta convenção.
Conhecimento das letras:
 Conhece uma ou duas letras, principalmente as
iniciais do próprio nome, sem atribuir nome às letras
(letra da Carolina, letra da mamãe...)
 Conhece todas as vogais e algumas consoantes

 Por fim, nomeia todas as letras do alfabeto e são


capazes, em algumas delas, indicar o valor sonoro
além do nome
 As crianças fazem intensas explorações sobre o
alfabeto. Percebem que o W é o M invertido, o A é o
V cortado, o I virado fica igual
Hipótese Pré-Silábica
Não se busca correspondência da letra com o
som. A criança tenta nesse nível:
 diferenciar desenho e escrita

 Utilizar, no mínimo, três letras para poder escrever


palavras
 reproduzir os traços da escrita, de acordo com seu
contato com as formas gráficas (imprensa ou
cursiva), escolhendo a que lhe é mais familiar para
usar nas suas hipóteses de escrita
 percebe que é preciso variar os caracteres para
obter palavras diferentes
A) Fase Pictórica: a criança registra garatujas e
desenhos . Muitas vezes, usa a linearidade,
demonstrando conhecer características da escrita

B) Fase Gráfica Primitiva: a criança registra símbolos e


pseudoletras, misturadas com letras e números -
RV6N  (ÁRVORE) ; NO21 (CARRO). Demonstra
linearidade e utiliza o que conhece para escrever:
bolinhas, riscos, pedaços de letras
C) Fase Pré-Silábica: a criança começa a diferenciar
letras de números, desenhos ou símbolos e
reconhece o papel das letras na escrita: TRAQ
(CASA), AIVNOAXE (ABACAXI)
 Não há reconhecimento do valor sonoro
convencional, isto é, não observa a relação entre o
som e a letra. Assim, cada um só pode interpretar a
sua própria escrita, e não a dos outros.
 Apresenta realismo nominal

 Hipótese da quantidade mínima de letras

 Hipótese da variação de caracteres


Nível Intermediário I – usa alguns valores sonoros
convencionais
 Escreve EXTATEUXE (elefante) e justifica: a palavra
começa com E e termina com E
Hipótese Silábica
 A criança coloca uma letra para cada sílaba
 Utiliza os símbolos gráficos de forma aleatória,
usando apenas consoantes ou apenas vogais
 Essa noção de cada sílaba corresponder a uma letra
pode acontecer com ou sem valor sonoro
convencional. Por exemplo: AO ( GATO) ou TF
( GATO)
Nível Intermediário II ou Silábico- Alfabético - é um
momento conflitante; a criança começa a
acrescentar letras principalmente na primeira
sílaba. Por exemplo: TOAT (TOMATE)
Hipótese Alfabética

 A criança compreende a lógica da base alfabética


 Distingue letra, sílaba, palavra e frase. Às vezes,
não divide a frase convencionalmente: “omininu
comeum doci”
 A criança escreve foneticamente (faz a relação
entre som e letra), mas não ortograficamente
“... A minha contribuição foi encontrar uma explicação
segundo a qual, por trás da mão que pega o lápis,
dos olhos que olham, dos ouvidos que escutam, há
uma criança que pensa”
(Emilia Ferreiro)