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UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE – DEPARTAMENTO DE GEOLOGIA

GEOLOGIA DOS CARVÕES

OS CONSTITUINTES DO CARVÃO DIAGRAMAS

Diagramas Triangulares

Vértices: pontos de 100% dos respectivos macerais

Linha VI: carvões sem LIPTINITE

Linha VL: carvões sem INERTINITE

Linha IL: carvões sem VITRINITE


V
Projecção dum carvão com a seguinte composição maceral:
V = 70%
L = 10% Linha dos 70% V
I = 20%

L I
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GEOLOGIA DOS CARVÕES

DIAGRAMAS DE FÁCIES
diagramas que permitem identificar os ambientes de
sedimentação dos vários carvões através da sua composição
maceral
Índices
Petrográficos
 parâmetros que relacionam as percentagens de macerais entre si;
 podem dar indicações preciosas sobre:
- os materiais de origem
- suas condições ambientais de sedimentação

Este índice fornece indicações sobre o grau de oxidação


Razão V/I
sofrido pela matéria vegetal à altura da sua deposição

Navale & Misra (1984)


Quanto MAIOR a razão V/I, MENOR o GRAU DE OXIDAÇÃO
Harvey & Dillon (1985)
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Razão entre macerais que sofreram gelificação e os que


Índice de Gelificação (IG)
sofreram oxidação

Razão entre macerais que apresentam estrutura celular


Indice de Preservação de Tecidos (IPT)
com macerais sem estrutura celular

VT  MA TE  CT  SF  FU
Diessel 1986 IG  IPT 
SF  FU  ID CD  MA  ID

telmático
V>I V>I
V estr.>V degr. V degr.>V estr.

PÂNTANO DE
FLORESTA HÚMIDA
“MARSH” Clastico
(influxo limitado)
límnico

CARVÕES BANDADOS

MARSH = MARISMA “MARSH”


Aberto PÂNTANO DE
FLORESTA SECA

I>V I>V
ID > FU+SF terrestre FU+SF > ID
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entram em conta com dois índices que, mais tarde,


Diagramas triangulares W-D-R e T-D-F
originaram o IG e o IPT

Diessel (1982)

TE  CT  FU  SF Wood ratio: Índice de Gelificação:


TF / D  TF/D T/F
AL  SP  ID

TE  CT MACERAL DIAGNÓSTICO
T /F  maceral que fornece indicações quanto à sua
FU  SF origem e às condições ambientais de sedimentação

Diagrama triangular W-D-R

Relaciona os macerais diagnósticos:


• W = FU+SF+TE+CT e
• D = ID+AL+SP
com os restantes macerais considerados não diagnósticos:
• R = CD+VD+MA+MI+SC+CU+RE+...

Fornece indicações sobre o


GRAU DE PRESERVAÇÃO DOS TECIDOS
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Diagrama triangular T-D-F

Desdobra o grupo W anterior em dois novos grupos: Fornece indicações sobre o


• T = TE+CT GRAU DE OXIDAÇÃO/GELIFICAÇÃO
• F = FU+SF sofrido pelos constituintes orgânicos originais
D é igual ao anterior (ID+AL+SP)

D – pântano aberto

Límnico

Límnico-
Telmático

(T+F)/D = 1

Transição

(T+F)/D = 4

Telmático

Pântano de – T T/F = 4 T/F = 1 T/F = 1/4 F – pântano de


floresta húmida floresta seca
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DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA DO CARVÃO

Conhecer os litótipos que compõem a camada


Conhecer a sequência em que se apresentam

informações importantes sobre os ambientes


de sedimentação/formação do carvão

Regista-se:
- Os 4 Litótipos;
- Os estéreis (rocha)
- Litologia do teto e muro da camada

Atenção especial a:

Horizontes-guia:
zonas de tonsteins
camadas siliciosas
coal balls,
Identificação e
correlação de
camadas
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DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA DO CARVÃO


OUTRO TIPO DE REPRESENTAÇÃO

A formação dos vários litótipos é


principalmente um resultado das taxas de
subsidência num pântano.
• Fusino: formado em baixas taxas de
subsidência e em condições de água pouco
profunda com frequente acesso do ar.
• Vitrino e Clarino: indicam inundação, mas em
águas comparativamente pouco profundas.
• Durino: formou-se em águas mais profundas.
• Estéreis e Rochas Carbonosas: indicam as
condições mais “molhadas”.

seco Fusino
Vitrino
Clarino
Durino
Xisto carbonoso
molhado Xisto
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CARVÕES GONDWÂNICOS E SUAS DIFERENÇAS


CONDIÇÕES DE DEPOSIÇÃO
EM RELAÇÃO AOS NORTE-ATLÂNTICOS

CARVÕES GONDWÂNICOS CARVÕES NORTE-ATLÂNTICOS


Clima temperado frio (regiões sub-árticas) Clima tropical/sub-tropical húmido a equatorial
Flora arbustiva/herbácea com anéis de crescimento Flora arbórea sem anéis de crescimento sazonal, ou
sazonal pouco evidente
Lepidodendron, Sigillaria, Lepidophyta,
Glossopteris e Gangamopteris
Calamites, etc.
Deposição em plataforma continental (mais estável) Deposição em geossinclinais (instáveis)
Subsidência mais lenta Subsidência mais rápida
Camadas espessas e em menor número Camadas finas e em maior número
Teto com sedimentos de água doce Teto com sedimentos de influência marinha
Limites da camada difusos Limites das camadas nítidos
Matéria mineral fina, intimamente distribuída no carvão Menos matéria mineral, claramente separada do carvão
Brilho mais baço Brilho mais vítreo
Mais INERTINITE Mais VITRINITE
Menos fracturação (menos vitrinite) Mais fracturação (mais vitrinite)
Polimento mais difícil devido aos minerais e inertinite Polimento mais fácil
Splitting mais frequente Splitting menos frequente
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CARVÕES GONDWÂNICOS E SUAS DIFERENÇAS CARACTERÍSTICAS


EM RELAÇÃO AOS NORTE-ATLÂNTICOS MICROPETROGRÁFICAS

CARVÕES GONDWÂNICOS CARVÕES NORTE-ATLÂNTICOS


31.4 VÍTRICOS 70.8

1.3 LÍPTICOS 4.4

30.9 FÚSICOS 4.4

35.3 TRIMACÉRICOS I 16.7

1.1 TRIMACÉRICOS L 3.7

52-8-40 MÉDIA V-L-I 85-5-10

Vítrico

Trima- Trima-
cérico L cérico I

Líptico Fúsico
L I