Sei sulla pagina 1di 28

DA COLAÇÃO

A RTIGOS 639 AO 641, DO CPC


A RTIGOS 2.002 AO 2.012 DO CC
 Art. 2.002. Os descendentes que concorrerem
à sucessão do ascendente comum são
obrigados, para igualar as legítimas, a
conferir o valor das doações que dele em
vida receberam, sob pena de sonegação.

 Parágrafo único. Para cálculo da legítima, o


valor dos bens conferidos será computado na
parte indisponível, sem aumentar a
disponível.
 COLACIONAR É conferir os bens e valores
recebidos antes da abertura da sucessão de
forma a garantir a igualdade da legítima.

 O que foi recebido em vida constitui


ADIANTAMENTO DA LEGÍTIMA.

 É PARA FAZER RESPEITAR A PARTE LEGÍTIMA


F UNDAMENTO MORAL

 A Colação é baseada na vontade presumida


do de cujus, que, desejando estabelecer a
igualdade entre os herdeiros, supõe que o
donatário recebe a coisa doada a título de
antecipação da legítima e sob a condição de
a trazer ao monte partível, ou descontá-la
de seu quinhão, ao abrir a sucessão, pois se
presume que o autor da herança dedicava
igual afeto a todos os seus descendentes,
não havendo razão para distinguir uns e
outros, se não fez expressa menção.
 Art. 544 C.C. A doação de ascendentes a
descendentes, ou de um cônjuge a outro,
importa adiantamento do que lhes cabe por
herança.

 EXISTE ENTRE DESCENDENTES, e NÃO ENTRE


ASCENDENTES.
 Quem deve colacionar são os descendentes.
 NÃO EXISTE NA SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA.
PRESSUPOSTOS

 Sucessão legítima
 Coerdeiros necessários
 Ocorrência de liberalidade em
vida
 Doação
 Dote
 Pagamento de dívidas do filho
I GUALAÇÃO DA LEGÍTIMA

 Art. 2.003. A colação tem por fim igualar, na


proporção estabelecida neste Código, as legítimas dos
descendentes e do cônjuge sobrevivente, obrigando
também os donatários que, ao tempo do falecimento
do doador, já não possuírem os bens doados.
 Igualar em espécie ou em valor ao tempo da doação
quando não mais existentes.
 Art. 544. A doação de ascendentes a descendentes,
ou de um cônjuge a outro, importa adiantamento do
que lhes cabe por herança.
VALOR - ESTIMATIVAS

 A avaliação é feita de acordo com a época em


que foram doados.
 Art. 2.004. O valor de colação dos bens doados será aquele,
certo ou estimativo, que lhes atribuir o ato de liberalidade.
 § 1o Se do ato de doação não constar valor certo, nem houver
estimação feita naquela época, os bens serão conferidos na
partilha pelo que então se calcular valessem ao tempo da
liberalidade.

 § 2o Só o valor dos bens doados entrará em colação; não assim o


das benfeitorias acrescidas, as quais pertencerão ao herdeiro
donatário, correndo também à conta deste os rendimentos ou
lucros, assim como os danos e perdas que eles sofrerem.
 Código de Processo Civil
 Art. 639. No prazo estabelecido no art. 627, o
herdeiro obrigado à colação conferirá por
termo nos autos ou por petição à qual o
termo se reportará os bens que recebeu ou,
se já não os possuir, trar-lhes-á o valor.
 Parágrafo único. Os bens a serem conferidos
na partilha, assim como as acessões e as
benfeitorias que o donatário fez, calcular-se-
ão pelo valor que tiverem ao tempo da
abertura da sucessão.
 Art. 640. O herdeiro que renunciou à herança ou o que dela
foi excluído não se exime, pelo fato da renúncia ou da
exclusão, de conferir, para o efeito de repor a parte
inoficiosa, as liberalidades que obteve do doador.
 § 1o É lícito ao donatário escolher, dentre os bens doados,
tantos quantos bastem para perfazer a legítima e a metade
disponível, entrando na partilha o excedente para ser
dividido entre os demais herdeiros.
 § 2o Se a parte inoficiosa da doação recair sobre bem imóvel
que não comporte divisão cômoda, o juiz determinará que
sobre ela se proceda a licitação entre os herdeiros.
 § 3o O donatário poderá concorrer na licitação referida no §
2o e, em igualdade de condições, terá preferência sobre os
herdeiros.
 Art. 641. Se o herdeiro negar o recebimento dos bens ou a
obrigação de os conferir, o juiz, ouvidas as partes no prazo
comum de 15 (quinze) dias, decidirá à vista das alegações e das
provas produzidas.
 § 1o Declarada improcedente a oposição, se o herdeiro, no prazo
improrrogável de 15 (quinze) dias, não proceder à conferência, o
juiz mandará sequestrar-lhe, para serem inventariados e
partilhados, os bens sujeitos à colação ou imputar ao seu
quinhão hereditário o valor deles, se já não os possuir.
 § 2o Se a matéria exigir dilação probatória diversa da
documental, o juiz remeterá as partes às vias ordinárias, não
podendo o herdeiro receber o seu quinhão hereditário,
enquanto pender a demanda, sem prestar caução
correspondente ao valor dos bens sobre os quais versar a
conferência.
D ISPENSA DA COLAÇÃO

 Art. 2.005. São dispensadas da colação as doações


que o doador determinar saiam da parte
disponível, contanto que não a excedam,
computado o seu valor ao tempo da doação.
 Parágrafo único. Presume-se imputada na parte
disponível a liberalidade feita a descendente
que, ao tempo do ato, não seria chamado à
sucessão na qualidade de herdeiro necessário.
 Art. 2.006. A dispensa da colação pode ser
outorgada pelo doador em testamento, ou no
próprio título de liberalidade.
E XEMPLO DO VENOSA

 Consideremos o exemplo no qual existem 2


filhos.
 A doação foi feita quando o patrimônio do
doador era de R$2.000,00.
 O valor da doação foi de R$1.600,00. Há
uma parte inoficiosa, isso porque, quando
da doação, o titular do patrimônio tinha
como sua parte disponível o valor de
R$1.000 (a metade do acervo).
 A outra metade de 1.000 constituía a
legítima dos filhos, cabendo 500 para cada
um.
 A doação avançou em 100 da legítima
do filho não donatário, porque o valor da
mesma não poderia ultrapassar 1.500.
 A inoficiosidade refere-se portanto, ao
valor de 100, que deve ser reposto pelo
herdeiro-donatário.
R EDUÇÃO DAS DOAÇÕES

 Art. 2.007. São sujeitas à redução as doações em que se apurar excesso quanto
ao que o doador poderia dispor, no momento da liberalidade.

 § 1o O excesso será apurado com base no valor que os bens doados tinham, no
momento da liberalidade.

 § 2o A redução da liberalidade far-se-á pela restituição ao monte do excesso


assim apurado; a restituição será em espécie, ou, se não mais existir o bem em
poder do donatário, em dinheiro, segundo o seu valor ao tempo da abertura da
sucessão, observadas, no que forem aplicáveis, as regras deste Código sobre a
redução das disposições testamentárias.

 § 3o Sujeita-se a redução, nos termos do parágrafo antecedente, a parte da


doação feita a herdeiros necessários que exceder a legítima e mais a quota
disponível.

 § 4o Sendo várias as doações a herdeiros necessários, feitas em diferentes datas,


serão elas reduzidas a partir da última, até a eliminação do excesso.
E XEMPLO 01
 Hermes, pai de 2 filhos, doa sua casa (único
bem) a seu sobrinho.
 Redução da doação: 50% para preservar a
legítima, sendo que 50% fica para os filhos
e 50% para o sobrinho;
 O sobrinho, conforme artigo 2002, CC, não
precisa colacionar.
 Mas se a casa já foi vendida o sobrinho
deverá colacionar em dinheiro o valor de
50% da casa.
E XEMPLO 02
 Hermes é dono de duas casas de igual valor, e doou uma delas a seu
filho Tício. Antonio, seu outro filho, nada recebeu.
 Não houve invasão da legítima e não deve existir redução da
disposição.

 Se no ato de liberalidade consta expressamente que a doação é da


parte disponível, não haverá necessidade de colação (art. 2005, CC).
Assim, a casa que sobrou será dividida em parte iguais entre Tício e
Antonio. Assim, Tício receberá a casa doada e a metade da outra. E
Antonio ficará somente com a metade da outra casa.

 Se foi omisso na doação que se tratava disposição de parte disponível,


ou que expressamente constou se tratar de adiantamento de legítima,
haverá necessidade de colacionar. Assim, Tício já recebeu sua parte e
Antônio ficará com a outra casa.
E XEMPLO 03
 Hermes é proprietário de uma casa e a doou a
seu filho Tício. Antonio, seu outro filho, nada
recebeu.
 Há invasão da legítima.
 NÃO precisa colacionar – se no título da doação constou
expressamente que se trata de doação da parte disponível, não
precisa colacionar. Assim, Tício ficará com 75% do bem e Antonio
com 25% do bem. Havendo redução de 25% da doação.
 SIM precisa colacionar– se o título foi omisso ou declarou se
tratar se antecipação da legítima, então haverá necessidade
colacionar os bens. Nesta situação, presume-se que o pai não
pretendia fazer diferença entre os filhos, razão pela qual o bem
deverá voltar ao patrimônio de Hermes para ser igualmente
dividido entre Tício e Antonio (50% para cada um).
E XEMPLO 04

 Hermes é proprietário de quatro casas de


igual valor e pai de dois filhos, Antonio e
Tício.
 Doou a Tício três casas, sendo que a
primeira transmissão ocorreu em 1995, a
segunda em 1998 e a terceira em 1999.
 A quarta casa que sobrou permaneceu no
patrimônio do Hermes.
 Em 1995, Hermes doou uma de suas quatro
casa a seu filho Tício, restando mais três em
seu patrimônio. Não havia invasão da legítima.
 Em 1998 doou ao mesmo filho a segunda casa,
o que também não causou invasão à legítima,
pois o patrimônio considerado remonta à data
da primeira doação.
 Em 1999, doou a terceira casa, invadindo a
legítima.
 Como fazer a redução:
 A última casa doada em 1999 deverá retornar
ao patrimônio do de cujus em espécie (a
própria casa).
 Se a casa já foi vendida, deverá ser restituído
o seu valor e dinheiro, segundo o valor da
casa ao tempo da abertura da sucessão (art.
2007, §2º).
 Se os títulos de doação declararem expressamente que se
trata de doação da parte disponível, não haverá
necessidade de proceder à colação (art. 2005). Assim Tício
ficará com as duas casa doadas em 1995 e 1998, a título de
adiantamento da disponível.
 A casa doada em 1999 deve retornar ao patrimônio do
falecido Hermes tendo em vista a necessidade de se fazer
a redução da doação inoficiosa e a quarta casa serão
partilhadas na proporção de 50% para Tício e 50% para
Antonio.
 Na prática Tício permanecerá com a terceira casa.
 SIM. Se o título foi omisso ou declarou se tratar de
antecipação de legítima, então haverá necessidade de
colacionar os bens, pois nesta situação presume-se que o
pai não pretendia fazer diferença entre os filhos.
 Pelo fato da casa doada em 1999 ter retornado ao
patrimônio do falecido por força da redução operada, a
sucessão ficará da seguinte maneira:
 Por se tratar de antecipação de legítima, Tício deverá colacionar as
duas casas recebidas em 1995 e 1998 e ficará com as duas;
 Antonio ficará também com as duas casas: aquela que ficou com
seu pai ao falecer e aquela que era de Tício (doada em 1999) que
retornou ao patrimônio do pai em razão da redução da doação
inoficiosa.
R ENUNCIANTE E EXCLUÍDO

 Art. 2.008. Aquele que renunciou a herança ou


dela foi excluído, deve, não obstante, conferir as
doações recebidas, para o fim de repor o que
exceder o disponível.

 Art. 2.009. Quando os netos, representando os seus


pais, sucederem aos avós, serão obrigados a trazer à
colação, ainda que não o hajam herdado, o que os
pais teriam de conferir.
D ISPENSA DE COLAÇÃO

 Art.2005 e 2.006

 Art. 2.010. Não virão à colação os gastos ordinários do


ascendente com o descendente, enquanto menor, na sua
educação, estudos, sustento, vestuário, tratamento nas
enfermidades, enxoval, assim como as despesas de
casamento, ou as feitas no interesse de sua defesa em
processo-crime.

 Art. 2.011. As doações remuneratórias de serviços feitos


ao ascendente também não estão sujeitas a colação.
D OAÇÃO DOS C ÔNJUGES

 Art. 2.012. Sendo feita a doação por ambos os


cônjuges, no inventário de cada um se conferirá
por metade.