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ABOP - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ORÇAMENTO PÚBLICO

VIII - Curso Entendendo a Contabilidade Aplicada ao Setor Público com


Enfoque no PCASP e nas Demonstrações Contábeis

Módulo I – Entendendo as Mudanças na CASP e a Estrutura do PCASP

23 A 27 DE NOVEMBRO DE 2015

FACILITADORA: Rosaura Haddad


celular: 61-9984-9767 e-mail:rosaura.haddad@hotmail.com

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Administração Orçamentária e Financeira

Contabilidade Aplicada ao Setor Público

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Entendendo as Mudanças
na Contabilidade Aplicada ao Setor Público

Paulo Henrique Feijó

Gestão Pública Editora


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Convivendo com as mudanças

"Nada existe de permanente a não ser a mudança.“


(Heráclito de Éfeso 540-480 AC)

"Não é o mais forte nem o mais inteligente que


sobrevive. É o mais adaptado às mudanças.“
(Charles Darwin 1809-1882)

"Você deve ser a mudança que você deseja ver no


mundo.“
(Mahatma Gandhi 1869-1948)

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Rejuvenescer o conhecimento...

Você não sente nem vê


Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai acontecer
E o que há algum tempo era jovem novo
Hoje é antigo, e precisamos todos rejuvenescer
Belchior

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Este é um Momento de Desafios e Oportunidades

Pessimista:
Este Copo está meio vazio

Otimista:
Este Copo está meio cheio

Aquele que enxerga oportunidade:


Aaee Véi!! Sobrou espaço para colocar vodka

“O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade;


O otimista oportunidade em cada dificuldade.
Winston Churchill

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“Nós, de fato, estamos orientados por esse sonho de que a Contabilidade é ciência
social e, portanto, tem todo um arcabouço e um acúmulo de conhecimento e é de
propriedade e responsabilidade dos profissionais de Contabilidade fazer com que
avance, fazer com que se multiplique e esteja à disposição da sociedade brasileira.”
Francisco Ribeiro Filho

O Contexto

das Mudanças
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Uma Visão Geral do Processo de Convergência

Os Estados Unidos foram os pioneiros em relação a uma estrutura democrática


para edição de normas contábeis: criaram um Comitê Contábil (FASB) em 1973.

No mesmo ano, 10 países da Europa e do Oceano Pacíficoa criaram outro Comitê


Contábil (IASC) com pretensão de definir as regras contábeis a nível mundial.
a França, Alemanha, Países Baixos e Reino Unido, Irlanda, Estados Unidos, Canadá, México, Japão e
Austrália.

Durante muito tempo o FASB e o IASC disputaram esse status internacional.

Em 2001, o IASC foi reformulado e passou a adotar o nome de IASB.


A partir de então, o IASB consolidou sua hegemonia e, atualmente, quase todos os
países estão convergindo para os padrões de contabilidade do IASB.

O mundo inteirob está unificando o padrão contábil com base no IASB.


b Brasil e Estados Unidos, inclusive

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Principais Entidades Normativas Internacionais

IFAC – International Federation of Accountants


Organização de abrangência global com foco na profissão contábil. Edita normas
contábeis referentes aos padrões éticos da profissão, ao setor público (IPSAS), à qualidade,
à auditoria e à formação educacional. Website: http://www.ifac.org/

IPSAS

IASB – International Accounting Standards Board (ex-IASC)


Organização privada independente, sem fins lucrativos, que edita padrões contábeis
(IFRS/IAS) aplicados ao mercado de capitais. Website: http://www.iasb.org

IFRS /IAS

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Grupos Técnicos da Secretaria do Tesouro Nacional

 caráter consultivo;
 deverá nortear-se pelo diálogo permanente
 buscar reduzir divergências e duplicidades, em benefício da transparência da gestão fiscal,
da racionalização de custos nos entes da Federação e do controle social.

Grupo Técnico de Grupo Técnico de Sistematização Grupo Técnico de


Padronização de Informações Contábeis e Padronização de
de Relatórios Fiscais Procedimentos Contábeis
GTREL GTSIS GTCON

Padronização de relatórios Harmonização das regras e Padronização de conceitos e


funcionalidades básicas dos práticas contábeis, plano de
e demonstrativos da LRF na
sistemas de informações contas e classificação
Federação.
contábeis e fiscais na orçamentária de receitas e
Federação. despesas públicas na
Federação.

Manual de Demonstrativos Fiscais Manual de Sistematização de Informações Manual de Contabilidade Aplicada ao


MDF Contábeis e Fiscais do Setor Público - MSICSP Setor Público - MCASP

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“Finalmente, o que é que se deseja, qual é o meu desejo? É de que se tenha na
Contabilidade, o patrimônio, em primeiro lugar. Nós somos Contadores e, portanto, a
Contabilidade e o patrimônio é que tem que ser protagonistas dessa situação. E aí ele
se vale do orçamento, da gestão financeira, do crédito público e assim por diante.”
Lino Martins

As Diretrizes

das Mudanças
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Orientações Estratégicas para a CASP

Convergência às
Fortalecimento
Normas
Institucional
Internacionais

Promover o
Desenvolvimento
Conceitual

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Normas Brasileiras de CASP

NBCASP, NBC T SP ou NBC T 16

Número Ementa
NBC T 16.1 Conceituação, Objeto e Campo de Aplicação
NBC T 16.2 Patrimônio e Sistemas Contábeis
NBC T 16.3 Planejamento e seus Instrumentos sob o Enfoque Contábil
NBC T 16.4 Transações no Setor Público
NBC T 16.5 Registro Contábil
NBC T 16.6 Demonstrações Contábeis
NBC T 16.7 Consolidação das Demonstrações Contábeis
NBC T 16.8 Controle Interno
NBC T 16.9 Depreciação, Amortização e Exaustão
Avaliação e Mensuração de Ativos e Passivos em Entidades do
NBC T 16.10
Setor Público
NBC T 16.11 Sistema de Informação de Custos do Setor Público

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Processo de Tradução e Convergência

TRADUÇÃO
TRADUÇÃO
TRADUÇÃO (V1)
REVISADA VALIDADA
TRADUÇÃO
REENVIADA

TRADUÇÃO
(V2) PUBLICAÇÃO FORMATAÇÃO APROVAÇÃO
DIVULGADA

CONVERGÊNCIA
NBCASP
ANÁLISE COMPARAÇÕES ESTUDOS
CONVERGIDA
DISCUSSÃO

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Normas Internacionais de Contabilidade Aplicada ao Setor
Público

Prefácio / Termos de Referência / Glossário

IPSAS 1 - Apresentação das Demonstrações Contábeis (61p)


IPSAS 2 - Demonstração de Fluxos de Caixa (23p)
IPSAS 3 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro
(31p)
IPSAS 4 - Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de
Demonstrações Contábeis (24p)
IPSAS 5 - Custos de Empréstimos (12p)
IPSAS 6 - Demonstrações Consolidadas (34p)
IPSAS 7- Investimento em Coligada/Controlada (19p)
IPSAS 8 - Investimento em Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint
Venture) (30p)

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Normas Internacionais de Contabilidade Aplicada ao Setor
Público
IPSAS 9 - Receita de Transações com Contraprestação (22p)
IPSAS 10 - Demonstrações Contábeis em Economias Hiperinflacionárias
IPSAS 11 - Contratos de Construção (26p)
IPSAS 12 – Estoques (17p)
IPSAS 13 - Operações de Arrendamento Mercantil (38p)
IPSAS 14 - Evento Subsequente (16p)
IPSAS 16 - Propriedade para Investimento (34p)
IPSAS 17 - Ativo Imobilizado (43p)
IPSAS 18 - Informações por Segmento
IPSAS 19 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (44p)
IPSAS 20 - Divulgações sobre Partes Relacionadas (20p)

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Normas Internacionais de Contabilidade Aplicada ao Setor
Público
IPSAS 21- Redução ao Valor Recuperável de Ativos Não Geradores de Caixa (41p)
IPSAS 22- Divulgação de Informação Contábil sobre o Setor do Governo Geral (26p)
IPSAS 23- Receita de Transações sem Contraprestação (Tributos/Transferência) (55p)

IPSAS 24- Apresentação de Informações orçamentais nas Demonstrações Contábeis


(30p)
IPSAS 25 - Benefícios a Empregados (86p)

IPSAS 26 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos Geradores de Caixa (55p)

IPSAS 27 - Ativo Biológico e Produto Agrícola (24p)


IPSAS 28 - Instrumentos Financeiros: Apresentação (96p)
IPSAS 29 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração (307p)

IPSAS 30 - Instrumentos Financeiros: Divulgação (61p)

IPSAS 31 - Ativo Intangível (41p)

IPSAS 32 – Contratos de Concessão de Serviços: Concedente (62p)


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IPSAS 1 – COMPONENTES DAS D. CONTÁBEIS (21 AO 26)

COMPONENTES DAS DEMONSTRAÇÕES


CONTÁBEIS
IPSAS 1 MCASP NBC T 16
1. Demonstrativo da
BP BP
posição financeira
2. Demonstrativo do
DVP DVP
desempenho financeiro
3. Demonstrativo de
DMPL DMPL
mudanças no PL
4. Demonstrativo de fluxo
DFC DFC
de caixa
5. Demonstrativo de
BO BO
execução orçamentária
6. Notas explicativas Sim Sim

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IPSAS 1 – GRAU DE ADERÊNCIA NO BRASIL E DESAFIOS

MCASP Alta aderência à IPSAS 1 nos conceitos gerais –


(STN) Necessidade de aprofundamento.

Alta aderência à IPSAS 1 nos conceitos gerais


NBC T 16 – Necessidade de ajustes e aprofundamento.
(CFC) Normas menos aprofundadas.

Desafios:
• Disseminar as IPSAS – Capacitação;
• Mudar a cultura da gestão pública;
•Superar paradigmas
• Ajustar sistemas e procedimentos.

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MCASP x NBCASP x IPSAS

Normas Brasileiras de Contabilidade


Aplicadas ao Setor Público

International Public Sector Accounting


NBCASP Standards

IPSAS
(NICSP)
MCASP Normas Internacionais de Contabilidade
do Setor Público

Manual de Contabilidade
Aplicada ao Setor Público
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Institucionalização: Portaria MF 184

Portaria MF 184Dispõe sobre as diretrizes a serem observadas no setor público (pelos


entes públicos) quanto aos procedimentos, práticas, elaboração e divulgação das
demonstrações contábeis, de forma a torná-los convergentes com as Normas
Internacionais de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público.

Identificar as necessidades de convergência às normas internacionais de


contabilidade publicadas pela IFAC e às normas Brasileiras editadas pelo
CFC;
Editar normativos, manuais, instruções de procedimentos contábeis e Plano
de Contas Nacional, objetivando a elaboração e publicação de
demonstrações contábeis consolidadas, em consonância com os
pronunciamentos da IFAC e com as normas do CFC;
Adotar os procedimentos necessários para atingir os objetivos de
convergência estabelecido no âmbito do Comitê Gestor da Convergência no
Brasil.

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Histórico da Evolução das Versões do MCASP

1ª EDIÇÃO 2ª EDIÇÃO Estrutura a partir da 3ª EDIÇÃO


Elaborada 2008 Elaborada 2009 Elaborada a partir de 2010
Válida 2009 Válida 2010

VOLUMES:
I – Volume Principal
VOLUMES:
Parte 1 – Procedimentos Contábeis Orçamentários
VOLUMES: I – Procedimentos Contábeis (PCO)
Orçamentários (PCO) Parte 2 – Procedimentos Contábeis Patrimoniais
I – Manual da II – Procedimentos Contábeis (PCP)
Receita Patrimoniais (PCP) Parte 3 – Procedimentos Contábeis Específicos (PCE)
III – Procedimentos Contábeis Parte 4 – Plano de Contas Aplicado ao Setor Público
II – Manual da Específicos (PCE) (PCASP)
Despesa IV – Plano de Contas Aplicado ao Parte 5 – Demonstrações Contábeis Aplicadas ao
Setor Público (PCASP) Setor Público (DCASP)
V – Demonstrações Contábeis Parte 6 – Perguntas & Respostas
Aplicadas ao Setor Público (DCASP) Parte 7 – Exercício prático
Parte 8 – Demonstrativos de Estatísticas de Finanças
Públicas

II – Volume de Anexos
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Patrimônio x Estatística Fiscal x Orçamento

Contabilidade
Patrimônio
Variação Patrimonial
Aumentativa (VPA) e
Diminutiva (VPD)

Estatística Fiscal
(LRF) Orçamento
Sustentabilidade Fiscal Fluxo de Recursos
Receita e Despesa Todas as Receita e
Primária e Financeira Despesa

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“Então, aquela ideia de que na administração pública só pode ser feito o que a lei prevê – é o que
a gente mais ou menos escuta – na perspectiva dos ciclos orçamentários pode até ser verdade,
mas isso não deverá afetar a contabilidade, porque ela não estará nessa perspectiva de
subordinação sob o risco de, se estiver, de fato, não avançarmos e ficarmos ao sabor e a reboque
da Teoria dos Ciclos Orçamentários ou da perspectiva da renovação democrática e dos ciclos de
governo que, naturalmente, são curtos, de quatro ou oito anos.”

Francisco Ribeiro Filho

As NBCASP

Normas Brasileiras de CASP


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Fluxograma Básico do Sistema Normativo da Área Pública

1. Conceituação e Objetivos

9. Reavaliação e Depreciação 2. Patrimônio e Sistemas


Contábeis

4. Transações Governamentais

5. Registros
Contábeis

6. Demonstrações
Contábeis

8. Controle 7. Consolidação das 3. Planejamento e


Interno Demonstrações seus Instrumentos
Contábeis

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Estratégia da Contabilidade

Exigências da Lei 4.320/1964


Ciência contábil

D E
A
Contabilidade
Patrimonial
F Nova lei
B
Contabilidade
Orçamentária
C
Contabilidade G
Financeira

Conhecimento/Práticas
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Reordenamento da Contabilidade do Setor Público

Auditorias
Agenda para
Adoção iniciais da
Publicação Treinamento utilização
implement.
Inicial obrigatória
das NBCASP

Implant. do
Tradução das Tradução das Fase de Avaliação do
grupo de IPSAS IPSAS minutas Processo
convergência

Versão
estendida
Discussão (7º nível) para Facultativo Facultativo Obrigatório
Alinhado com para a
GT Estruturação o GF a previdência Federação
Básica (5º nível)
(4º Nível)

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015


Decreto MF Decreto
184/2008 6.976/2009

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Principais Entidades Normativas

ABRASCA AGÊNCIAS

BOVESPA
FASB
CFC
SUSEP
MPS
BCB

RFB CPC
STN
APIMEC
IBRACON
SPC /
PREVIC
FIPECAFI
IASB
IFAC
CVM

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Principais Entidades Normativas
SETOR PÚBLICO SETOR PRIVADO

IFAC
FASB converg.
ORGANIZADORES
edita
BOVESPA
“inspira”
IPSAS APIMEC
observa
ABRASCA CPC IFRS
CFC STN CFC
edita edita
edita IBRACON
pronunciam.
MCASP FIPECAFI IASB
NBC T

OBSERVADORES FIXOS
SETOR PÚBLICO EM GERAL
CVM SUSEP RFB BCB

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“Quais são os desafios ainda? Dar ênfase à Contabilidade Patrimonial. Adotar o Princípio da
Evidenciação, que é fazer o registro dos fatos que alterem o patrimônio, independentemente se
eles decorrem ou não da execução do orçamento. O Princípio da Universalidade dos registros.”

Lino Martins

A Aplicação

dos Princípios de Contabilidade


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Alguns questionamentos que intrigavam a ciência contábil:

Por que não se registram as


despesas incorridas sem
autorização orçamentária?
Por que não se aplicam regras de
depreciação, exaustão e
amortização?
Por que não se faz provisões de
férias e décimo terceiro?
Não se pode aplicar o regime de
competência?

Porque muitas vezes utiliza-se a lei como escudo para não aplicar
os princípios de Contabilidade

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Assim comenta o Professor Heraldo da Costa Reis

O regime de caixa tem provocado distorções nas receitas


governamentais, posto que não possibilita a visualização
integral do seu volume no exercício. ...... É, sem dúvida
alguma, uma distorção gravíssima de entendimento que se
reflete na informação sobre a gestão financeira e sobre o
desempenho tributário da entidade governamental.

Excesso de formalidade de alguns setores da administração


pública tem restringido o entendimento de certas
disposições da legislação financeira, contribuindo para a
existência de dificuldades que, na maioria das vezes,
prejudica o desenvolvimento ou a evolução de conceitos, em
virtude da expansão e do aperfeiçoamento das
atividades governamentais.

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Assim comenta o Professor Heraldo da Costa Reis

O equívoco na interpretação de dispositivos da legislação, também tem


contribuído para o aparecimento de dificuldades e/ou obstáculos que
levam os responsáveis pela Contabilidade das entidades
governamentais a cometerem erros, ainda que não intencionais, mas
que distorcem as informações sobre a situação patrimonial.

Por fim, o não registro prévio dos direitos líquido e certos da organização
governamental faz com que a Contabilidade não cumpra com a sua
missão institucional, ou seja, gerar informações úteis e confiáveis, só
para citar duas dentre outras características fundamentais que lhes
pertinem, a partir das quais são tomadas decisões sobre ações que se
vão desenvolver.

REIS, Heraldo da Costa. Regime de caixa ou de


competência : eis a questão. Revista de Administração
Municipal-Municípios, Rio de Janeiro, v. 52, n. 260, p. 37-
48, out./dez. 2006

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NBC TSP 16.1 - Conceituação, Objeto e Campo de Aplicação

Ramo da ciência contábil que aplica, no processo


gerador de informações, os Princípios
CONCEITO Fundamentais de Contabilidade e as normas
contábeis direcionados ao controle patrimonial de
entidades do setor público. (item. 3)

Fornecer informações sobre os resultados


alcançados e os aspectos de natureza
orçamentária, econômica, financeira e física do
patrimônio da entidade do setor público e suas
OBJETIVO mutações, em apoio ao processo de tomada de
decisão; a adequada prestação de contas; e o
necessário suporte para a instrumentalização do
controle social (item. 4)

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NBC TSP 16.1 - Conceituação, Objeto e Campo de Aplicação

(a) integralmente, as entidades


governamentais, os serviços sociais e os
ABRANGÊNCIA conselhos profissionais;
(b) parcialmente, as demais entidades
do setor público, para garantir
procedimentos suficientes de prestação
de contas e instrumentalização do
controle social.

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NBC TSP 16.1 - Conceituação, Objeto e Campo de Aplicação

órgãos, fundos e pessoas jurídicas de direito


público ou que, possuindo personalidade
jurídica de direito privado, recebam, guardem,
movimentem, gerenciem ou apliquem
ENTIDADES DO
SETOR PÚBLICO
dinheiros, bens e valores públicos, na execução
de suas atividades. Equiparam-se, para efeito
contábil, as pessoas físicas que recebam
subvenção, benefício, ou incentivo, fiscal ou
creditício, de órgão público

OBJETO Patrimônio Público (Item 5)

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Princípios de Contabilidade – Perspectivas do Setor Público

Princípio Contábil da Oportunidade


Art. 6º O Princípio da Oportunidade refere-se ao
processo de mensuração e apresentação dos
componentes patrimoniais para produzir
informações íntegras e tempestivas.

•O Princípio da Oportunidade é base indispensável à integridade e à


fidedignidade dos registros contábeis dos atos e dos fatos que afetam ou
possam afetar o patrimônio da entidade pública, observadas as Normas
Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público.

•A integridade e a fidedignidade dizem respeito à necessidade de as


variações serem reconhecidas na sua totalidade, independentemente do
cumprimento das formalidades legais para sua ocorrência, visando ao
completo atendimento da essência sobre a forma. (Resolução CFC nº
750/93 ; 1111/07; 1.282/2010)

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Princípios de Contabilidade – Perspectivas do Setor Público

Princípio Contábil da Competência


Art. 9º Determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam
reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do
recebimento ou pagamento.

Reconhece as transações e os eventos na ocorrência dos respectivos fatos geradores,


independentemente do seu pagamento ou recebimento, aplicando-se integralmente ao setor
público.
Os atos e os fatos que afetam o patrimônio público devem ser contabilizados por competência, e
os seus efeitos devem ser evidenciados nas Demonstrações Contábeis do exercício financeiro com
o qual se relacionam, complementarmente ao registro orçamentário das receitas e das despesas
públicas. (Resolução CFC nº 750/93; 1111/07; 1.282/2010)

O Regime de Competência na LRF

“Art. 50 – Além de obedecer às demais normas de contabilidade pública, a escrituração


das contas públicas observará as seguintes:
II - a despesa e a assunção de compromisso serão registradas segundo o regime de
competência, apurando-se, em caráter complementar, o resultado dos fluxos
financeiros pelo regime de caixa;”

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O Regime de Competência na LRF

 “Art. 50 – Além de obedecer às demais normas de contabilidade


pública, a escrituração das contas públicas observará as seguintes:
..........
II - a despesa e a assunção de compromisso serão registradas segundo
o regime de competência, apurando-se, em caráter complementar, o
resultado dos fluxos financeiros pelo regime de caixa;”
 Artigo 18, § 2º - A despesa total com pessoal será apurada somando-
se a realizada no mês em referência com as dos onze imediatamente
anteriores, adotando-se o regime de competência.

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Regime Orçamentário x Regime Contábil

Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público

Regime Orçamentário
 Pertencem ao exercício financeiro:
As receitas (orçamentárias) nele arrecadadas
As despesas (orçamentárias) nele legalmente empenhadas

Regime Contábil
 As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do
resultado do período em que ocorrerem, sempre simultaneamente
quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou
pagamento.
 A despesa e a assunção de compromisso serão registradas segundo o
regime de competência.

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Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (NBC T SP)

NBC T 16.4 - Transações no Setor Público


As Transações no Setor Público devem registrar os atos e os
fatos que promovem alterações qualitativas ou quantitativas,
efetivas ou potenciais, no patrimônio das entidades do setor
público em estrita observância aos Princípios de Contabilidade
e às Normas Brasileiras de Contabilidade.
Princípio da Universalidade do Registro
NBC T 16.5 - Registro Contábil
os registros devem ser realizados e os seus efeitos
evidenciados nas demonstrações do período com os quais se
relacionam, reconhecidos, portanto, pelos respectivos fatos
geradores, independentemente do momento da execução
orçamentária.

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MCASP – Aderência pelos Entes da Federação

Tribunal de Contas do Estado de


Mato Grosso – TCE-MT
Resolução Normativa 11/2009:
Normatiza procedimentos contábeis que
permitem o reconhecimento, a
mensuração e a evidenciação de elementos
que integram o patrimônio do Estado e
seus Municípios, especificamente no que
tange às operações relativas às
transferências intergovernamentais e
intraorçamentárias e ao registro da dívida
pública, sob o enfoque dos princípios da
competência e oportunidade →
convergência aos padrões internacionais e
aderência ao PCASP.

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Para Reflexão

“ O objetivo principal da Contabilidade é de


gerar informações úteis para os seus usuários”
Livro: Teoria da Contabilidade, Editora Atlas

“ É muito caro para a sociedade investir


recursos humanos e financeiros na geração
de informações que cumprem a legislação,
mas que ninguém utiliza para tomada de
decisão”
Paulo Henrique Feijó

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Algumas Características da Boa Informação Contábil

Exigência de demonstrações contábeis que proporcionem informações que


reúna um número de características qualitativas, incluindo que a informação
seja:
(a) Relevante às necessidades de tomada de decisão dos usuários; e
(b) Confiável, no sentido de que as demonstrações contábeis:
(i) representem fielmente a posição patrimonial, o desempenho financeiro e
os fluxos de caixa da empresa;
(ii) reflitam a substância econômica das transações, outros acontecimentos
e condições e não meramente a forma legal;
(iii) sejam neutras, isto é, livre de parcialidades;
(iv) sejam prudentes; e
(v) sejam completas em todos os aspectos relevantes

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“Qual é, de fato, o nosso papel como profissional de Contabilidade no setor público? Entendo que
nosso papel é instrumentalizar e promover o controle social. ”

Francisco Ribeiro

A CASP

em Busca do Crédito Perdido


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O Que Falta nos Balanços ?

ATIVO PASSIVO
ATIVO FINANCEIRO 305.000 PASSIVO FINANCEIRO 115.000
Disponível 305.000 Fornecedores a Pagar 89.000
Caixa (Tesouraria) 10.000
Bancos Conta Movimento 225.000
Aplicação Financeira 60.000
ATIVO NÃO-FINANCEIRO 100.000 PASSIVO NÃO-FINANCEIRO 65.000

Tributos e Créditos a Receber ????? Provisões 13º Férias ?????


(–) Ajuste a Valor Recuperável ?????

Bens Móveis 40.000 Dívida de Longo Prazo 65.000


(–) Depreciação ????? Obrigação a Pagar não ?????
Bens Imóveis ????? Empenhada
Dívidas Judiciais ?????
(–) Depreciação ?????
Intangíveis ????? Passivos Atuariais ?????
(–) Amortização ?????
Desembolso Antecipado ?????
Crédito a Receber de LP 60.000 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 225.000
TOTAL DO ATIVO w w w . g e s t a405.000
o p u b TOTAL
l i c a .DO
c oPASSIVO
m.br 405.000
O Grande “Terremoto”

Na CASP

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É um Terremoto na Contabilidade do Setor Público?

Notícias de Terremoto sistema de medição e controle Centro Sísmico


de abalos sísmicos Nacional

Delegacia de Polícia Cidade de Icó/CE

“Urgente. Possível movimento sísmico na zona.


Muito perigoso. Richter 7. Epicentro a 3 km da grande
terremoto no
cidade.Tomem medidas e informem resultados Nordeste
com urgência.”
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É um Terremoto na Contabilidade do Setor Público?

Somente uma semana depois, o CSN recebeu um telegrama:

Aqui é da Polícia de Icó. Movimento sísmico totalmente


desarticulado.
Richter tentou se evadir, mas foi abatido a tiros.

Desativamos as zonas e todas as meninas estão presas.

Epicentro, Epifânio, Epicleison e os outros cinco irmãos estão


detidos e confessaram o crime.

Não respondemos antes porque houve um


terremoto arretado aqui!!!
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Para desarticular o terremoto da contabilidade devemos:

Controlar o Contas a Receber (Crédito


Tributário)...
Encontrar os Bens....
Avaliar de forma correta o patrimônio ...
Registrar a perda de valor do patrimônio
(Depreciação, Exaustão,..)
Fazer as Provisões...

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"Tudo o que um sonho precisa para ser
realizado é alguém que acredite que ele
possa ser realizado.”
Roberto Shinyashiki

paulofeijo@me.com

Paulo Henrique Feijó


Grupo: Contabilidade Aplicada ao Setor
Público
@PauloHFeijo

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