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Pirólise

Fonte: Prof Angélica Cássia de Oliveira Carneiro – DEF - UFV


PIRÓLISE
 Processo conhecido há pelo menos 10.000 anos. Tão antigo
quanto o uso dos metais.

 Carvão vegetal: resíduo sólido de cor negra, densidade de 180 a


300 kg/m3, friável, resultante da carbonização da madeira.

(Klason)

 Tiço: madeira semi-carbonizada

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CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP
INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E AMBIENTAIS
ENGENHARIA AGRÍCOLA E AMBIENTAL
 Carbonização ou Pirólise: degra-
dação térmica em ambiente com
 atmosfera controlada ou isenta de
oxigênio.

 O processo pode ser autotérmico (aquecimento interno) ou


alotérmico (aquecimento externo).
Balanço de Massa (Kg)

Rendimentos da Carbonização (% B.S.)


Produtos da Carbonização da
Madeira
Produtos da Carbonização % B.S.*
Carvão (80% CF) 33,0
Ácido Pirolenhoso 35,5
(Ácido Acético) (5,0)
(Metanol) (2,0)
(Alcatrão Solúvel) (5,0)
(Água e outros) (23,5)
Alcatrão Insolúvel 6,5
Gases Não Condensáveis (GNC) 25,0
Total 100,0
(*) % em relação ao peso inicial de madeira seca

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Balanço de Energia da carbonização

Demanda de Energia
Etapa (kcal) Oferta de Energia (kcal)
secagem 257.000 18.000
torrefação 98.000 261.000
carbonização 138.000 1.193.000
Fixação de C 35.000 139.000
TOTAL 527.000 1.610.000

1.082.000 kcal/tmad (200 % maior que a demanda de energia da


SALDO reação)

Fonte: Sampaio, 2007


Modelo de carbonização de Kanury e Blackshear - 1970

Qualficação dos fenômenos que ocorrem durante a transformação da madeira.

Camada de
carvão

Zona de
Pirólise

Madeira

Centro Borda
Modelo de Carbonização de Holmes - 1977

Determinação da velocidade de
formação da camada de carvão,
desenvolvendo um modelo
semelhante ao de Kanury

500 350 250


150oC
Propagação da frente de carbonização
O Fenômeno da Carbonização da Madeira

 Gradiente de temperatura origina zonas com diferentes


graus de degradação térmica:

• Zona A: até 200oC, liberação de vapor d’água, CO2, ácidos


fórmico e acético. Fase endotérmica.

• Zona B: de 200 e 280oC. Mesmos gases da fase anterior. Vapor


d’água diminui, aparecem traços de CO. Fase endotérmica.
Madeira fica enegrecida.
• Zona C: de 280 a 500oC. Fase exotérmica. Emissão
de voláteis combustíveis: CO, CH4, formaldeído,
ácidos fórmico e acético, metanol, traços de H2, CO2,
e microgotículas de alcatrão. Reações secundárias
dos voláteis com o carvão quente.

• Zona D: Acima de 500oC. Quase todos os voláteis já


foram extraídos. Resta de 35 a 25%, em peso, e 50%,
em volume, da madeira sob a forma de carvão
vegetal.
OLIVEIRA et al., 1982
Quadro 2 - Evolução Teórica da Carbonização da Madeira
Carbonização

Fonte (CETEC, 1982)


Parâmetros que influência a pirólise

Temperatura final

Taxa de Aquecimento
Latorre, 2008

Pressão do Forno Durante o Processo

Umidade, composição e dimensões da lenha


Temperatura final de Carbonização

 Quanto mais alta a temperatura de carbonização, maior o


rendimento em líquidos condensados e GNC e menor o rendimento
em carvão.

Quadro 1 - Rendimentos Gravimétricos obtidos na Carbonização da Madeira de


Eucalyptus grandis em diferentes Temperaturas

Temperatura de Rendimento em Rendimento em Rendimento


o
Carbonização ( C) Carvão (%) Líquidos (%) em GNC (%)
450 32,89 43,68 23,43
550 28,15 46,73 25,12
700 27,57 46,30 26,13
(%) em relação ao peso de madeira seca
Quadro 2 Variação do Teor de Carbono Fixo do Carvão Vegetal com a
- Temperatura de Carbonização

 Quanto mais alta a Tc, mais alto o teor de carbono fixo no


carvão residual
Quadro 3 Análise Química Imediata do Carvão Vegetal produzido em
- diferentes Temperaturas de Carbonização

 Quanto mais alta a Tc, mais alto o teor de


carbono fixo no carvão residual e menor o
teor de matérias voláteis
Variação da Composição e do Rendimento do Carvão Vegetal em
Função da Temperatura de Carbonização

Temperatura de Análise Química Imediata Rendimento em


Carbonização (oC) Teor de Carbono Teor de Matérias Carvão (%B.S.)
Fixo (%) Voláteis (%)
300 68 31 42
500 86 13 33
700 92 7 30
Quadro 4 - Poder Calorífico do Carvão Vegetal de Eucalyptus grandis em
função da Temperatura de Carbonização

Temperatura de 300 oC 500 oC 700 oC


Carbonização (kcal/kg) (kcal/kg) (kcal/kg)
1a medida 7012 8109 7647
2a medida 7122 8141 7693
3a medida 7085 8101 7563
a
4 medida 6980 8199 7720
a
5 medida 7151 8185 7671
Média 7070 8147 7659
Desvio Padrão 72 44 60
Desvio Padrão (%) 1,02 0,54 0,78
Quadro 4 - Variação do teor de carbono fixo do carvão vegetal com a
temperatura final de carbonização

Temperatura de Teor de carbono fixo (%)


carbonização (oC)
200 52,3
300 73,2
400 82,7
500 89,6
600 92,6
800 95,8
1000 96,6
Fonte: WENZL (1970).
b) Velocidade de Aquecimento

 Quanto mais alta a taxa ou velocidade de


aquecimento, maior o rendimento em líquidos
condensados, alcatrão e GNC.
Fonte: Vital, et al, 1989

Fonte: Latorre, 2008


c) Pressão

 Age sobre o tempo de contato entre os voláteis e o produto sólido em


alta temperatura. Maior tempo de contato, maior rendimento em
carvão, e vice-versa.

Fonte: Numazawa, 2001


Vulgar: tatajuba- espécie da bacia amaônica
d) Dimensões da peça
Diâmetros maiores que
20 cm - carvão muito
quebradiço, dificultar o
Por razões de qualidade
manuseio da peça.
do
carvão produzido, o Diâmetros menores que
diâmetro 10 cm - dificultam o
ideal para carbonização arranjo das peças
está entre 10 e 20 cm. dentro do forno,
aumenta o tempo de
enchimento, aumento
do custo da mão-de-
obra.
Tamanho da peça – função do tamanho do forno:
Diâmetro da Madeira X Tempo de Carbonização

1.4 400
3,75 h 16,15
1.2 350

Temperatura ( C)
6,31 h
Massa (kg/kg)

o
300
1
250
0.8
200
0.6
150
0.4 0,355 kg/kg 100
0.2 diâm: 16 cm
diâm: 10 cm 50
diâm: 6 cm
0 0
0 3 6 9 12 15
Tempo (h)

§ Aumento de 1,7 vezes o ciclo carbonização X Ganho de 17,1% de massa = 2,13% de economia no
custo do carvão.
Fonte: Raad, 2004
Carbonization Standard Curve - Moisture = 30 %
300

Diameter = 8 cm
Average top temperature (oC)

250
Diameter = 10 cm

200 Diameter = 12 cm

150

100

50

0
0 2 4 6 8 10 12

Time (days)
Fonte: Raad, 2008
1.4 400
12,1 h
1.2 T=327,5 oC 11,8 h 350

Temperatura ( C)
Massa (kg/kg)

o
300
1
12,4 h
250
0.8
200
0.6
150
0.4
100
0.2 comprimento: 1,8 m
comprimento: 3,6 m 50
comprimento: 0,3m
0 temper0.3 0
0 3 6 9 12
Tempo (h)
FIGURA 4.10 – Simulação da carbonização de peças de madeira com diferentes
comprimentos

A influência do comprimento da madeira no tempo de carbonização é baixa: cerca de 2,5% entre os comprimentos de
1,8 m e 3,6 m. Produtividade: 1%
Propriedades do Carvão Vegetal

As propriedades do carvão vegetal dependem da qualidade da


madeira que lhe deu origem, do equipamento e das condições
operacionais da carbonização
Carvão vegetal - qualidade

UMIDADE
- alto poder higroscópico;
- Com relação à umidade, pode-se dizer que, quanto maior a umidade, maior a
quantidade de carvão a ser utilizada, ocupando, assim, um volume no forno que
deveria ser ocupado pela carga metálica (minério). Isso implica a diminuição da
produtividade do aparelho de redução. Um outro fator a ser levado em conta refere-
se ao problema energético, ou seja, a energia gasta para evaporar a água na zona de
elaboração;
- Baixa resistência mecânica: Altos teores de umidade estarão associados a uma alta
velocidade de expansão de gases, aumentando a degradação física do carvão vegetal.
DISTRIBUIÇÃO GRANULOMÉTRICA
- O tamanho médio do carvão está usualmente relacionado com a
permeabilidade da carga no alto-forno. Granulometrias muito baixas
acarretam cargas com baixa permeabilidade, prejudicando a eficiência
das reações metalúrgicas. ;
- Ausência de tiços e finos;
- Tamanho médio e uniformidade;
• Tamanho médio : 40 a 50 mm;
• Uniformidade : 9,5mm  90%  120mm.

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MATERIAIS VOLÁTEIS
• Substâncias que são desprendidas da madeira como gases
durante a carbonização e/ou queima do carvão;
- Função inversa do % Carbono Fixo;

- % Materiais Voláteis fragilização e geração de finos;

- Materiais Voláteis contém H2 (Redutor de excelente qualidade);

- Logo, é necessário um balanceamento % MV ideal.

CINZAS
• A cinza é um resíduo mineral proveniente
dos componentes minerais do lenho e da
casca (COTTA, 1996 citando VITAL et alli,
1986);
CINZAS
• Depende da matéria prima;

• O fósforo e o enxofre são constituintes da madeira, que em determinadas


proporções acabam por serem fixados no carvão, em quantidades
inaceitáveis: o teor médio aceitável na constituição do ferro-gusa, situa-se
ao redor de 0,1% (COTTA, 1996) nas cinzas;

• Segundo COLPAERT, altos teores de elementos minerais no carvão


vegetal, entre eles o fósforo e o enxofre, podem provocar a segregação,
que consiste no acúmulo de impurezas, que na impossibilidade de se
deslocarem no metal solidificado, vão sendo repelidas para o centro das
peças, devido a solidificação ocorrer da periferia para o centro, Isto
acarreta variações nas propriedades físicas, químicas e mecânicas dos
produtos, tornando-os duros e quebradiços, menos maleáveis e com
campos favoráveis à propagação de fissuras

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Análise química Imediata

Carbono fixo
Materiais voláteis
Cinzas
Densidades Verdadeira, granel e Aparente

• O carvão vegetal é um material com 70 a


80% de volume de poros. Assim, a
densidade que se mede varia conforme a
técnica de medida.
Densidade do Granel

É a medida da densidade do carvão num dado volume conhecido.


A técnica utilizada para se medir esta densidade, consiste em se tomar uma
caixa de volume conhecido, geralmente de 1 m³, e enchê-la com carvão. O
peso total subtraído do peso da caixa consiste no peso do carvão, por m³. O
valor gira normalmente em torno de 200 a 300 Kg/m³.

• Devido à facilidade de medição, é a mais utilizada pelos


produtores de carvão vegetal. Fortemente influenciada
por:
– Granulometria média;
– Estado das peças escolhidas;
– Peças grandes possuem trincas grandes que
mascaram os resultados;
– Espécie carbonizada (densidade básica).
Densidade Aparente (DA)
• Densidade medida considerando: volume de carvão sólido +
volume de poros;
• As medidas podem ser afetadas pelos mesmos fatores que
afetam a obtenção da densidade do granel.

 A DA e a DV são influenciadas pela temperatura de


carbonização e taxa de aquecimento

Densidade Verdadeira (DV)


 Densidade do carvão propriamente dito, descontando-se o volume de
poros (g/cm3).
Porosidade (% P)

Porosidade = 100 – [(Densid. aparente/Dens. verdadeira)*100]

Quadro 11 - Variação das Densidades Aparente e Verdadeira e da


Porosidade em Função da Temperatura de Carbonização

Temperatura de Densidade Densidade Porosidade


Carbonização (oC) Aparente (g/cm3) Verdadeira (g/cm3) Calculada (%)
300 0,39  0,08 1,36  0,04 71,6  6,3
500 0,35  0,03 1,40  0,04 74,6  2,2
700 0,39  0,05
0,33 1,67  0,04 76,8  3,2
Friabilidade - Resistência à Abrasão e Choques

• A friabilidade é a propriedade que o carvão vegetal possui de


gerar finos, quando sujeito a esforços resultantes de abrasão e
queda durante manuseio e transporte:

 A geração de finos no carvoejamento está por volta de 25%,


desde a fabricação do carvão até sua entrada nos reatores.
Distribuição de perdas:
– Carvoarias: 3,7%
– Carga e Transporte: 5,8%
– Armazenamento: 6,3%
– Peneiramento: 9,4%
– Total: 25,2%
A friabilidade do carvão vegetal é influenciada por:

 Teor de Umidade da Madeira


 Temperatura de carbonização
 Diâmetro e comprimento das peças
 Taxa de Aquecimento

Quadro 14 - Porcentagem de Finos gerados no Teste de Tamboramento de


Carvão Vegetal em função do Teor de Umidade da Madeira
Quadro 15 - Porcentagem de Finos gerados no Teste de Tamboramento de
Carvão Vegetal em Função da Temperatura de Carbonização

2
Quadro 17 - Porcentagem de Finos gerados no Teste de Tamboramento em Função
do Comprimento das Peças

Caixa Pequena Caixa Média Caixa Grande


470 x 470 x 500 mm 470 x 470 x 1.000 mm 470 x 470 x 1.500 mm
Comprimento Finos Comprimento Finos Comprimento Finos
(mm) (%) (mm) (%) (mm) (%)
200 a 240 8,48 480 a 500 14,24 1.000 a 1.600 17,78
(*) Finos abaixo de 13 mm

Quadro 18 - Porcentagem de Finos gerados no Teste de Tamboramento em Função


da Taxa de Aquecimento

Taxa de Aquecimento Teor de Carbono (%) de Finos abaixo


(oC/min) Fixo (% B.S.) de 1/2''
0,1 78,02 11%
3,4 78,51 18%
(*) Carvão com Granulometria entre 28 e 25 mm
Resistência à Compressão

 O ensaio de resistência à compressão avalia as resistências


longitudinal e transversal do carvão vegetal.
 Possibilita prever o comportamento do material quando
submetido a cargas ou esforços mecânicos.

 A determinação desta propriedade é influenciada por:


 Posição de retirada do corpo-de-prova na peça
carbonizada;
 Temperatura de Carbonização.
O PROBLEMA
A SOLUÇÃO