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Universidade Federal da Paraíba

Centro de Comunicações, Turismo e Artes


Depto. Educação Musical

Organologia
Oficina III
Alice Lumi
Etimologia
 Organologia advém do termo grego organon, ou seja, o instrumento órgão.
Ocasionalmente, foi empregado para designar o estudo de tubos de órgão,
mas foi Nicholas Bessaraboff, quem utilizou com o significado atual, em
Ancient European Musical Instruments (1941). Anteriormente, Michael
Praetorius escreveu o tratado clássico chamado De Organographia, em
1618.

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Conceito
Organologia é a ciência dos instrumentos de música, que considera não apenas o objeto musical,
mas sua história que, por sua vez, envolve o homem que cria e toca o instrumento. Trata-se, pois,
de uma ramificação importante da musicologia com as seguintes atuações de estudo conforme
Tranchefort (1980:15):
 pesquisa das origens e filiações através de dados etnológicos e antropológicos
 descrição material (propriedades acústicas e mecânicas)
 maneira de tocar, podendo incluir o estudo de repertório e estilos
 classificação analítica em espaços e eras distintas

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Sistema oriental
 Os sistemas de classificação são válidos dentro do quadro de sua
civilização. Por exemplo, o sistema mais antigo que se tem notícia é o
chinês. Tal sistema é baseado na observação dos materiais de
ressonância: metal, pedra, madeira, terra, bambu, cabaça, pele ou
seda.

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Tratados ocidentais
 Para se conhecer os instrumentos da Idade Média, Renascença e clássicos, podemos destacar as seguintes
obras e autores:
 século XVI: “Musica getutscht”, de Sebastian Virdung (1511); e “Musica instrumentalis deudsch”, de
Martin Agrícola (1529).
 século XVII: “Syntagma musicum”, de Michael Praetorius (1618) e “L’harmonie universelle”, de Marin
Mersenne (1636); Traité des instruments de musique, de Pierre Trichet (1640); e Musurgia universalis,
de Athanasius Kircher (1650).
 século XVIII: Gabineto armonico, de padre Filippo Bonanni (1722) e “Luterie” in Encyclopedie, de
Diderot e D’Alembert, (1778)
 século XIX: Catalogue descritif et analytique du music instrumental du Conservatoire royal de musique
de Bruxelles, deVictor Mahillon (1893~1922), 1978

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Aplicabilidade
 Modernamente, as categorizações elaboradas por Erich von Hornbostel e Curt Sachs em
Systematik der musikinstrumente (1914) e Geist und werder der musikinstrumente (1929), são
adotadas pelos museus, pois aperfeiçoaram a classificação de Bruxelas sem deixar lacunas graves
para a inserção de instrumentos antigos e de diversas culturas. Os primeiros museus de
instrumentos musicais se encontram na Alemanha, Bélgica, Suécia e Holanda. Visitem o
http://www.mimo-international.com/MIMO/
 Pela bibliografia e estágio no museu de Bruxelas, a maior coleção de instrumentos brasileiros
encontra-se em Estocolmo e Berlim.
 Dicionários, enciclopédias impressos e virtuais
 The Grove Dictionary of Musical Instruments (LIBIN, 2014)
 Mario de Andrade (1989): Música brasileira
 http://www.ccta.ufpb.br/intrum

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Hierarquia da categoria sinfônica

A classificação amplamente conhecida é a utilizada pela orquestra sinfônica que divide os


instrumentos em três categorias: cordas, sopros e percussão. Esta última categoria, que inclui
os idiofones e membranofones, constitui, provavelmente, os primeiros objetos sonoros
criados ou manipulados pelo homem para ritmar “um tempo coletivo e ritualizado como os
cantos de trabalho e as festas sazonais”. A categoria confirma a sua supremacia nas
sociedades ágrafas, cumprindo também o papel da comunicação, seja na transmissão de
mensagens à distância, como no chamamento às divindades, desempenhando uma função
mágica envolvendo cura e alívio dos medos, sofrimentos, ou, simplesmente, suavizar a fadiga
de longas caminhadas, sobretudo, de povos nômades.

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Sistema de classificação inclusivo e aberto (MONTAGU, 2011)

 1. Idiofones
 2. Membranofones
 3. Cordofones
 4. Aerofones
 5. Mecanofones
 6. Eletrofones

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Bibliografia
 ANDRADE, Mário de. 1989. Dicionário Musical Brasileiro. São Paulo; Brasília: USP, Itatiaia
 DOURNON, Geneviève. “Organology”. In Ethnomusicology: an introduction. New Grove
Handbook. New York. McMillan, 1992. Pp. 244-89.
 LIBIN, Laurence. The Grove dictionary of musical instruments. 2ª ed. Oxford: Oxford
University, 2014. Disponível em:
http://www.oxfordmusiconline.com/public/book/omo_gdmi Acesso em 16.12.2015
 MAHILLON, Victor Charles. 1978. Catalogues descritif des instruments de musique du
Musée Instrumental du Conservatoire Royale du Musique, de Bruxelles. 3ª ed. Bruxelas:
Les amis de la musique.
 MONTAGU, Jeremy et al. 2011. Revision of the Hornbostel-Sachs Classification of Musical
Instruments by the MIMO Consortium.
 TRANCHEFORT, François-René. Les instruments de musique dans le monde. Vols. I e II. Paris:
Éditions du Seuil, 1986.

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