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FINANCIAMENTO DO

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE


• FINANCIAMENTO FEDERAL / MECANISMOS DE
TRANSFERÊNCIA
• DE QUE RECURSO ESTAMOS FALANDO?
• ALGUMAS COMPARAÇÕES
• RESULTADOS
• CONTEXTO DE IMPLANTAÇÃO DO SUS
Relembrando:
Estrutura Institucional e Decisória do SUS

Comissão
Comissão Colegiado
Colegiado
Gestor
Gestor Intergestores
Intergestores Participativo
Participativo

Ministério
Ministérioda
da Comissão
Comissão Conselho
Conselho
Nacional
Nacional
Saúde
Saúde Tripartite
Tripartite Nacional
Nacional

Secretarias
Secretarias Conselho
Conselho
Estadual
Estadual Estaduais
Estaduais Estadual
Estadual
Comissão
Bipartite
Secretarias
Secretarias Conselho
Municipal Municipais Municipal
Municipal
Municipais
A implantação do SUS não é facultativa e as responsabilidades dos
gestores não podem ser delegadas
Financiamento Federal do SUS

Orçamento Ministério da Saúde


Impostos e Contribuições
Fundo Nacional de Saúde

Os Recursos para o Custeio da Assistência são alocados como


Tetos Estaduais e Municipais
Transferências Fundo a Fundo
Estados e
Municípios
Convênios

Estabelecimentos Remuneração por Prestação de


de Saúde Serviços
Fonte: Renilson Rehem, 2002
Transferências do Ministério da
Saúde para Estados e Municípios

1. Repasse Fundo a Fundo: Blocos de Financiamento

2. Pagamento Direto:
Transferências para HU(s/ gastos com pessoal);
para serviços próprios ou vinculados ao MS: (INCA, INTO, Hospitais do RJ,
Rede SARAH)
Outros: FIDEPS, TFD exterior.

3.Transferência de recursos via convênios para:


Reformas de unidades de saúde / Aquisição de equipamentos,
Capacitação / Pesquisas / Desenvolvimento de ações programáticas
4.Transferências internas específicas do orçamento do MS:
FUNASA / ANVISA /ANS / FIOCRUZ / HEMOBRÁS /Pessoal e Encargos
Blocos de Financiamento
Portaria GM/MS n. 204/2007

I. Atenção Básica;
II. Atenção de Média e Alta Complexidade
Ambulatorial e Hospitalar;
III. Vigilância em Saúde;
IV. Assistência Farmacêutica;
V. Gestão do SUS;
VI. Investimentos na Rede de Serviços de Saúde.
O Bloco da Atenção Básica
Dois componentes:

I. Piso da Atenção Básica (PAB) Fixo


II. Piso da Atenção Básica (PAB) Variável

• O PAB Fixo refere-se ao financiamento de ações


de AB, cujos recursos serão transferidos
mensalmente, de forma regular e automática, do
FNS aos Fundos de Saúde do DF e dos municípios.
PAB Variável
I. Saúde da Família;
II. Agentes Comunitários de Saúde;
III. Saúde Bucal;
IV. Compensação de especificidades regionais;
V. Fator de Incentivo de Atenção Básica aos Povos Indígenas;
VI. Incentivo para a Atenção à Saúde no Sistema Penitenciário;
VII. Incentivo para a Atenção Integral à Saúde do Adolescente em
conflito com a lei, em regime de internação e internação
provisória;
VIII. outros que venham a ser instituídos por meio de ato
normativo específico que são: NASF; microscopista na APS;
Implantação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde
do Homem; Programa de Saúde na Escola (PSE).
PAB Variável – incentivo ESF

• A criação do incentivo p/ ESF pode ser


considerada como o principal fator de
expansão do programa:

• as 787 equipes existentes em 1995 passaram a


ser 31,883 mil em 2011
PAB Fixo
% Valor Valor
DESCRIÇÃO N° Mun. Aumento
Mun. 2010 2011
Municípios com
603 11% 18 18 0%
mais de 50 mil hab.
Municípios entre 20
e 50 mil hab. e da 1.024 18% 18 21 16%
Amazônia Legal
Municípios com
menos de 20 mil 3.937 71% 18 23 26%
hab.
PAB Variável

VALOR VALOR
TIPO AUMENTO
2010 2011
Agente Comunitário de Saúde 714 750 5%
Equipe de Saúde Bucal Mod. 1 2.000 2.100 5%
Equipe de Saúde Bucal Mod. 2 2.600 2.800 8%
Equipe de Saúde da Família 6.400 6.700 5%
Componente de Qualidade ESF - 6.500 -
Componente de Qualidade
- 8.500 -
ESF+ESB
Bloco de Atenção de Média e Alta Complexidade
(MAC) Ambulatorial e Hospitalar

Transferidos do FNS p/ Fundos Est., DF


e Municípios conforme a PPI
DOIS COMPONENTES:
- LIMITE FINANCEIRO DE MAC DOS ESTADOS, DF E MUNICÍPIOS
- FUNDO DE AÇÕES ESTRATÉGICAS E COMPENSAÇÃO (FAEC):
Procedimentos regulados pela Central Nac. de Reg. de AC;
Transplantes e procedimentos vinculados; Ações estratégicas ou
emergenciais – de caráter temporário, implementadas com prazo pré-
definido (Cirurgias Eletivas); Novos procedimentos (sem correlação à
tabela vigente, até formação de série histórica para agregação ao
MAC).
Bloco de Vigilância em Saúde (VS)

Dois componentes:
I. da Vigilância e Promoção da Saúde;
II. da Vigilância Sanitária.

Os recursos de um componente podem ser


utilizados em ações do outro componente
do bloco.
Bloco de Vigilância em Saúde (VS)

O Componente da Vigilância e Promoção da Saúde


refere-se aos recursos federais destinados às ações
de vigilância, promoção, prevenção e controle de
doenças, constituído em:

• Piso Fixo de Vigilância e Promoção da Saúde


(PFVPS);
• Piso Variável de Vigilância e Promoção da
Saúde (PVVPS).
Bloco de Vigilância em Saúde (VS)
PISO FIXO VPS PISO VARIÁVEL VPS
a. Núcleos Hospitalares de Epidemiologia
(NHE);
valor per capita b. Sist. de Verificação de Óbito (SVO);
estabelecido com c. Sistema de Registro de Câncer de Base
base na Populacional (RCBP);
estratificação, d. Casas de apoio para adultos vivendo com
HIV/Aids;
pop. e área
e. Fórmula infantil às crianças verticalmente
territorial de cada expostas ao HIV;
UF f. Incentivo no âmbito do Programa Nacional
de HIV/Aids e outras DST;
g. Promoção da Saúde;
h. outros que venham a ser instituídos por
meio de ato normativo específico.
Bloco VS
Componente da VISA
• I. Piso Fixo de Vigilância Sanitária (PFVisa),
composto pelo piso estruturante e piso
estratégico, acrescido dos valores referentes ao
Finlacen-Visa;

• II. Piso Variável de Vigilância Sanitária (PVVisa),


constituído por incentivos específicos, por adesão
ou indicação epidemiológica, conforme
normatização específica:
a. gestão de pessoas em vigilância sanitária para
política de educação permanente;
b. outros que venham a ser instituídos.
Bloco de Assistência Farmacêutica

• Três componentes:
I. Básico da Assistência Farmacêutica;
– per capita mínimos, cabendo à União: R$ 5,10 hab/ano; II –
Estados e DF: R$ 1,86 e III - Municípios: R$ 1,86
II. Estratégico da Assistência Farmacêutica;
• Controle de endemias (Tb, hanseníase, malária)
• Anti-retrovirais do programa DST/AIDS
• Sangue e hemoderivados
• Imunobiológicos
III. Especializado da Assistência Farmacêutica
– Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas
Bloco de Gestão do SUS
• Dois componentes:
I. Qualificação da Gestão do SUS;
• regulação, controle, avaliação, auditoria e monitoramento
• planejamento e orçamento
• programação
• regionalização
• gestão do trabalho
• educação em saúde
• incentivo à participação e controle social
II. Implantação de Ações e Serviços de Saúde;
• Implantação de CEREST, SAMU, CAPS,...
Bloco de investimentos na rede de
serviços de saúde

Composto por recursos financeiros que serão


transferidos mediante repasse regular e automático
do FNS p/ os FS Estaduais, Municipais e do DF,
exclusivamente para a realização de despesas de
capital, mediante apresentação de projeto.
Monitoramento e controle dos recursos
financeiros transferidos fundo a fundo

A comprovação da aplicação dos recursos repassados


pelo FNS aos FS dos estados, DF e municípios far-se-
á para o MS, por meio do

Relatório de Gestão,

que deve ser elaborado anualmente e aprovado

pelo respectivo Conselho de Saúde.


DIFICULDADES

• Volume de recursos disponíveis insuficientes


• Transferências não estão de acordo com a
capacidade de gasto dos municípios
• Gerenciamento inadequado dos recursos
públicos
• Iniqüidades na distribuição de recursos entre
os municípios Fonte: Renilson Rehem (2002)
A INSUFICIÊNCIA DE RECURSOS É CRÔNICA NO SUS…
1988. CRIAÇÃO DO SUS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL

DEFINIÇÃO DE FINANCIAMENTO PELO ORÇAMENTO DA SEGURIDADE


SOCIAL (OSS) NAS TRÊS ESFERAS DE GOVERNO

Art. 55 do ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS


(ADCT)ATÉ A EDIÇÃO DA PRIMEIRA LDO (1990), 30% DO OSS SERIA P/ AS
AÇÕES E SERVIÇOS PÚBLICOS DE SAÚDE

1990. LEI ORGÂNICA DA SAÚDE – Lei 8080/90 - HÁ PARTE ESPECIAL P/ O


FINANCIAMENTO. DISPOSITIVOS VETADOS, RETORNAM NA 8.142/90

1991/1993. DESCUMPRIMENTO DO ART. 55 ADCT/CF NA LDO/90


MPS suspende o repasse de 30% para a saúde
1993: PEC 169 + RESOLUÇÃO DO CNS
“RECURSOS DEFINIDOS, DEFINITIVOS E SUFICIENTES PARA A SAÚDE”

1996: CPMF 2000: aprovação da EC 29


Regulamentação da EC29
07/12/2011

“Passados nove anos, finalmente o Congresso


Nacional cumpriu seu papel e resolveu o
imbróglio que se transformou a Regulamentação
da EC29, que fixa percentuais mínimos de
investimentos da União, estados e municípios
com a saúde.”
Regulamentação da EC 29

• Sistemática atual de definição orçamentária


para a saúde foi mantida, com os Estados
tendo que investir 12% em saúde, os
Municípios 15% e a União tudo o que foi
empenhado no ano anterior mais a variação
nominal do Produto Interno Bruto (PIB).

– O gasto federal hoje não passa de 7,5% (abaixo


dos 10% desejados e vetados)
Regulamentação da EC 29
ASPECTOS ASPECTOS
POSITIVOS NEGATIVOS
• Não acrescenta nenhum
• Define o que são ações e centavo federal na saúde
serviços de saúde e fecha as
brechas para desvios de • A correção orçamentária pela
recursos da saúde, variação nominal do PIB não
permite a recuperação de
principalmente dos estados perdas do setor

• Aperfeiçoa os sistemas de • A responsabilidade pela saúde


está excessivamente nas mãos
fiscalização da aplicação dos das prefeituras, que já estão
recursos na saúde gastando mais do que podem,
19,5%, em média
O DESFinanciamento do SUS

• Em 1980, a esfera federal respondia por 75% dos gastos com saúde.
Hoje, responde com menos de 40%, cerca de 1,75% do PIB.

• No Brasil, se gasta com saúde o equivalente a R$ 1,82 por


habitante/dia.

• Os gastos públicos com saúde, nas três esferas de poder, mal


chegam a 3,6% do PIB.

• Para o Brasil responder à universalidade, segundo a OMS, precisaria


gastar pelo menos 6%.

• O Orçamento da Saúde para 2012 é de apenas R$ 79,5 bilhões, R$ 8


bilhões a mais que o previsto no Orçamento de 2011.
Gasto total em saúde como % do PIB e per capita segundo paridade de poder de compra (PPP
int.$), participação do gasto público no gasto total em saúde e per capita em países
selecionados com sistemas de acesso universal – 2005

% do gasto
público Gasto público per
Gasto total em Gasto per capita saúde/gasto capita em
saúde em saúde total em saúde
País % do PIB (PPP int.$) saúde (PPP int.$)
Austrália 8,8 3.001 67 2.012
Áustria 10,2 3.485 75,7 2.639
Bélgica 9,6 3.071 71,4 2.194
Canadá 9,7 3.419 70,3 2.402
Cuba 7,6 333 90,8 302
Dinamarca 9,1 3.064 84,1 2.577
Finlândia 7,5 2.299 77,8 1.787
França 11,2 3.314 79,9 2.646
Alemanha 10,7 3.250 76,9 2.499
Islândia 9,5 3.344 82,5 2.760
Israel 7,8 2.143 66,5 1.425
Itália 8,9 2.474 76,6 1.894
Japão 8,2 2.498 82,2 2.052
Luxemburgo 7,7 5.521 90,7 5.006

Fonte: World Health Statistics - 2008 -http://www.who.int/whosis/whostat/EN_WHS08_Full.pdf


% do gasto
público Gasto público per
Gasto total em Gasto per capita saúde/gasto capita em
saúde em saúde total em saúde
País % do PIB (PPP int.$) saúde (PPP int.$)
Holanda 9,2 3.187 64,9 2.069

Nova Zelândia 8,9 2.223 77,4 1.720


Noruega 9 4.307 83,6 3.600
Portugal 10,2 2.036 72,3 1.472

Espanha 8,2 2.242 71,4 1.602


Suécia 9,2 3.012 81,7 2.460
Suíça 11,4 4.088 59,7 2.440

Reino Unido 8,2 2.597 87,1 2.261


Média 9,1 2.950 76,8 2.265
Mínimo 7,5 333 59,7 302

Máximo 11,4 5.521 90,8 5.006


Brasil 7,9 755 44,1 333
Global 8,6 790 56 442

Fonte: World Health Statistics - 2008 -http://www.who.int/whosis/whostat/EN_WHS08_Full.pdf


O QUE SE FAZ COM ESSES
RECURSOS?

O PROBLEMA É

MAIS RECURSOS
OU
MELHOR GESTÃO?
O SUS em números...

 1,3 bilhão de procedimentos ambulatoriais básicos/ano


 541,2 milhões de procedimentos ambulatoriais de Alta
Complexidade/ano
 10,7 milhões de internações/ano
 2º país do mundo em números absolutos de transplantes (97%
SUS)
 108 milhões de doses de vacina
 203 milhões de inspeções em portos, aeroportos e fronteiras
 418,4 milhões de preservativos distribuídos
 4 milhões de teste elisa realizados
Situação de Implantação de Equipes de Saúde da Família,
Saúde Bucal e Agentes Comunitários de Saúde - BRASIL,
FEVEREIRO/2011

Nº ESF – 31.883
Nº MUNICÍPIOS - 5.290

Nº ACS – 245.525 ESF/ACS/SB


Nº MUNICÍPIOS - 5.375
ESF/ACS

Nº ESB – 20.495 ACS


Nº MUNICÍPIOS – 4.829 SEM ESF, ACS E ESB

FONTE: SIAB – Sistema de Informação da Atenção Básica


SCNES – Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos em Saúde
Uma expansão de 10% na cobertura da ESF
corresponde a uma diminuição de 4,5% da
Mortalidade Infantil
http://dtr2004.saude.gov.br/dab/
Fonte: Macinko et al, J Epidemiol Community Health 2006; 60:13-9.
SUS – alguns resultados

• Redução das doenças imunopreviníveis


Erradicação da pólio
Redução drástica do sarampo, difteria e TNN
Processo de eliminação da SRC
Maior campanha de vacina do mundo

• Programa Nacional de DST/AIDS

• Desenvolvimento do complexo industrial da saúde


– Redução de vulnerabilidades (vacinas, medicamentos)
QUEM UTILIZA O SUS?
BRASIL - alta taxa de pobreza e forte concentração de renda
baixo percentual de pessoas pagando serviços de saúde

Não utilizam SUS – 8,7%


Exclusivamente SUS – 28,6%

Utilizam SUS > 90%

SUS + Outros serviços – 61,5%

PESQUISA CONASS (2003)


Como as pessoas avaliam o SUS?

• 80% das pessoas atendidas pelo SUS, em pesquisa


recente, declararam-se satisfeita com o atendimento
recebido

• As pessoas que usam exclusivamente os serviços não


vinculados ao SUS, avaliaram negativamente o
Sistema, com base no que “ouvem dizer”sobre o
mesmo

Fonte: CONASS
Como as pessoas avaliam o SUS?

• Em 2011 a saúde era o maior problema para 52%


dos brasileiros;

• Dez 2011 / março 2012: aprovação da política de


saúde do atual governo cresceu de 30% para 34%
– 63% dos brasileiros desaprovavam a política de saúde do
governo (CNI- Ibope)

Fonte: André Médice, Revista Época, junho/12


Contexto de Desenvolvimento do SUS
• Urbanização
• Mudanças ambientais
• Incorporação tecnológica
• Difusão da informação
• Novos padrões de consumo
• Aumento na mobilidade da população e no fluxo de turistas
• Interesses corporativos e de mercado
• Judicialização da saúde
Aumento da densidade populacional
em áreas urbanas
com acentuada desigualdade social

2000: 81% da pop. em áreas urbanas

2050: Seremos 260 milhões de brasileiros


• Produção de 125 mil toneladas de
lixo /dia

• 32% do lixo urbano concentrado


em 13 cidades com mais de 1
milhão de habitantes

• 63,6% dos municípios não têm


destino adequado e, utilizam lixões

• 18 milhões de pessoas em áreas


urbanas sem acesso a água
encanada

• Entre os atendidos, boa parte


convive com serviços prestados de
forma precária
Mudanças ambientais

Influência direta na
propagação de
agentes transmissores

•Febre amarela
•Malária
•Dengue
Aumento no transporte de pessoas e cargas
com rápida disseminação de doenças

Nau portuguesa: 240 Airbus A 380: 845


passageiros passageiros
meses de viagem horas de viagem

Viagens aéreas – BRASIL, 2007


45,0 milhões de passageiros domésticos
4,9 milhões passageiros internacionais
No mundo = 2.2 bilhões de passageiros

Fonte: ANAC / OMS “um porvenir mais seguro – informe sobre la salud no mundo 2007
Interesses corporativos e de mercado
“Nosso atual modelo da Saúde, baseado na administração
direta, não funciona para prestar serviço de qualidade
para o povo. ..Muitos hospitais públicos estão
privatizados por interesses corporativos. Prevalecem
interesses de corporações em vez do interesse da
população. “
(José Gomes Temporão, Ministro da Saúde, entrevista à ISTOÉ)

– Incorporação tecnológica sem critérios técnicos e


epidemiológicos
pressão das indústrias para incorporar novos medicamentos,
novos equipamentos, novos procedimentos...
Judicialização da Saúde
Superior Tribunal da Justiça - STJ

“Não é de hoje que a Justiça se tornou refúgio dos que necessitam de


medicamentos ou de algum procedimento não oferecido pelo SUS.
A premissa inaugurada na CF/88 de que a saúde é um direito do
cidadão e um dever do Estado arrombou as portas dos tribunais
para a chamada judicialização da saúde. “

“No STJ, a discussão sobre o tema reflete a dicotomia que cerca a


questão: privilegiar o individual ou o coletivo? De um lado, a
participação do Judiciário significa a fiscalização de eventuais
violações por parte do Estado na atenção à saúde. Mas, de outro,
o excesso de ordens judiciais pode inviabilizar a universalidade da
saúde, um dos fundamentos do SUS.”

www.stj.jus.br
A visão do gestor SP/2007 = R$ 400 milhões (8 mil ações)
Jornal O Estado de São Paulo,
SP/2010 = R$ 700 milhões (25 mil ações)
dez/2011

Giovanni Guido – SES/SP

“A judicialização da saúde é um fenômeno que, infelizmente, vem


atingindo em todo o país os gestores federal, estaduais e municipais. É
uma distorção do conceito da universalidade da saúde. Em nenhum
país do mundo onde a saúde é universal há distribuição da totalidade
de medicamentos existentes no mercado. No Brasil ainda precisamos
avançar muito neste entendimento de que não é possível para o Estado
entregar todos os tipos de medicamentos a todos.”

“O MS trabalha com protocolos definidos com base em evidências


científicas sobre a eficácia dos medicamentos para incluir os produtos
na lista do SUS. Ocorre que a lógica da indústria farmacêutica nem
sempre segue a lógica da saúde pública. Um medicamento novo não é
necessariamente melhor do que outro similar, já existente. Mas as
estratégias de marketing são executadas para convencer de que o novo
produto é muito mais eficaz. Aí entra o interesse econômico. O Poder
Judiciário, muitas vezes, é induzido por argumentos apelativos.”
A visão do usuário A visão do médico
Jornal O Estado de São Paulo,
Portal do CFM, set/2011
dez/2011

“ É o caso da empresária Francisca “Pacientes com leucemia mielóide crônica


Bruzzi, de 50 anos, que precisou (LMC), tipo de câncer no sangue, já
recorrer à Justiça para conseguir começam a sentir os “sintomas” da
Portaria do MS, que restringe de 5 a
dar continuidade ao tratamento 20% o número de pacientes com
do marido, Raimundo, de 61. “direito” a continuarem vivos....
Diagnosticado com mieloma
O alerta é da Associação Brasileira de
múltiplo (um tipo de câncer na Hematologia e Hemoterapia (ABHH),
medula) em 2008, ele tentou entidade que congrega médicos e
vários tratamentos e passou por profissionais especializados no
diagnóstico e tratamento de doenças
transplante de medula, mas nada onco-hematológicas.
deu certo. A única alternativa
para ele é o medicamento Com isso, os médicos terão que eleger
Revlimid, que não é vendido no pacientes ao tratamento de segunda
linha sob pena de sofrerem glosas em
Brasil e custa cerca de R$ 16,5 mil caso de ultrapassar os percentuais
-preço de uma caixa com 30 absolutamente irreais no contexto
brasileiro.”
comprimidos.”
Contexto de Implantação do SUS

• Transição Demográfica
– Envelhecimento da População

• Tripla Carga de Doenças


– Infecciosas
– Crônicas
– Violências
Pirâmide Populacional, 1980 - 2050
1981: 6 idosos p/ 5 crianças até 5 anos
2004: 12 idosos p/ 5 crianças até 5 anos

1980
2000

2025 2050
Transição Epidemiológica

Mortalidade Proporcional no Brasil, 1930 - 2005


100%
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
1930 1940 1950 1960 1970 1980 1985 1990 1995 2000 2003 2005

Infecciosas e Parasitárias Neoplasias Causas Externas Aparelho Circulatório Outras Doenças

Fonte SVS - 2005 - Até 1970, os dados referem-se apenas às capitais


VIOLÊNCIA MATOU 55% MAIS QUE TRÂNSITO
NO ANO PASSADO

“Número de homicídios do DF cresceu 13%,


saltando de 638 em 2010 para 722 em 2011,
enquanto quantidade de vítimas em acidentes
fatais praticamente permaneceu o mesmo de
um ano para outro (465 em 2011) ”

Fonte: Destak, 22/03/2012


O desafio da gestão

SITUAÇÃO DE SAÚDE
DA POPULAÇÃO
Condições crônicas MODELO DE ATENÇÃO
Condições agudas
O dilema dos gestores

NECESSIDADES RECURSOS
CRESCENTES LIMITADOS
ESTAMOS NO CAMINHO CERTO?

FAZENDO A COISA CERTA?


O PRINCIPAL PROBLEMA DO SUS:
A INCOERÊNCIA ENTRE UMA SITUAÇÃO DE SAÚDE DE TRIPLA
CARGA DE DOENÇA, COM PREDOMINÂNCIA RELATIVA DAS
CONDIÇÕES CRÔNICAS, E UM SISTEMA FRAGMENTADO DE
SAÚDE, VOLTADO PARA AS CONDIÇÕES AGUDAS

UMA SOLUÇÃO DO PROBLEMA:


O RESTABELECIMENTO DA COERÊNCIA ENTRE A SITUAÇÃO DE
SAÚDE E UM SISTEMA INTEGRADO DE SAÚDE, VOLTADO PARA A
ATENÇÃO ÀS CONDIÇÕES AGUDAS E CRÔNICAS, O QUE EXIGE A
IMPLANTAÇÃO DAS REDES REGIONALIZADAS DE ATENÇÃO À
SAÚDE
Fonte: Mendes, 2009
O SUS é a maior e mais importante política
de inclusão social que o Brasil já conseguiu
produzir