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IMPACTO DO LANÇAMENTO DE

ELFUENTES NOS CORPOS


RECEPTORES

1 – POLUIÇÃO POR MATÉRIA ORGÂNICA


1.1 – Introdução

A introdução de matéria orgânica em um corpo d`água resulta,


indiretamente, no consumo de oxigênio dissolvido. Tal se deve aos
processos de estabilização da matéria orgânica realizados pelas
bactérias decompositoras, as quais utilizam o oxigênio disponível no
meio líquido para a sua respiração.
O estudo do fenômeno de impacto do lançamento de matéria
orgânica em um curso d`água deve contemplar:
• o consumo de oxigênio dissolvido
• a autodepuração do curso d`água

O fenômeno da autodepuração está vinculado ao


restabelecimento do equilíbrio no meio aquático, por
mecanismos essencialmente naturais, após as alterações
induzidas pelas despejos afluentes.

É de grande importância o conhecimento do fenômeno de


autodepuração e da sua quantificação, tendo em vista os
seguintes objetivos:
• Utilizar a capacidade de assimilação dos rios
• Impedir o lançamento de despejos acima do que possa
suportar o corpo d`água
1.2 – Aspectos Ecológicos da Autodepuração
1.2.1 – Aspectos gerais

 Antes do lançamento de despejos


Ecossistema aquático encontra-se em um estado
de equilíbrio

 Após o lançamento de despejos


O equilíbrio aquático é afetado, resultando numa
desorganização inicial, seguida por uma tendência
posterior à reorganização
A presença ou ausência de poluição pode ser
caracterizada através do conceito de diversidade de
espécies, como exposto a seguir:

 Ecossistema em condições naturais: elevada


diversidade de espécies
• elevado número de espécies
• reduzido número de indivíduos em cada espécie

 Ecossistema em condições perturbadas: baixa


diversidade de espécies
• reduzido número de espécies
• elevado número de indivíduos em cada espécie
1.2.2 – Zonas de autodepuração

Por ser a autodepuração um processo que se desenvolve ao longo


do tempo, e considerando-se a dimensão do curso d`água
receptor como predominantemente longitudinal, tem-se que os
estágios da sucessão ecológica podem ser associados a zonas
fisicamente identificáveis no rio. São quatro as principais zonas
de autodepuração:

 Zona de degradação
 Zona de decomposição ativa
 Zona de recuperação
 Zona de águas limpas
1.3 – O Balanço do Oxigênio Dissolvido
1.3.1 – Fatores interagentes no balanço de OD

O oxigênio dissolvido tem sido utilizado


tradicionalmente para a determinação do grau de
poluição e de autodepuração em cursos d`água.
(medição simples e modelagem matemática)

Concentração de O2 no ar: 270mg/l


Concentração de O2 na água: 9 mg/l (CNTP)
No processo de autodepuração há um balanço entre
as fontes de consumo e as fontes de produção de O2.

 Fontes de consumo
• Oxidação da matéria orgânica (respiração)
• Demanda bentônica (lodo de fundo)
• Nitrificação (oxidação da amônia)

 Fontes de produção
• Reaeração atmosférica
• Fotossíntese
1.3.1.1 – Consumo de Oxigênio

em suspensão
Matéria orgânica nos esgotos
dissolvida

a) Oxidação da matéria orgânica


A oxidação da matéria orgânica corresponde ao principal
fator de consumo de O2. O consumo de OD se deve à
respiração dos microorganismos decompositores,
principalmente as bactérias heterotróficas aeróbias.

Mat. orgânica + O2 + bactérias CO2 + H2O + bactérias + energia


b) Demanda bentônica

Devida ao lodo de fundo que se sedimenta. O consumo de


oxigênio se dá pela decomposição da matéria orgânica presente
na fina camada superior do lodo que tem acesso ao oxigênio da
massa líquida sobrenadante. Também ocorre pela reintrodução
na massa líquida da matéria orgânica sedimentada, causada pelo
revolvimento da camada de lodo.

c) Nitrificação

Um outro processo de oxidação é o referente às formas


nitrogenadas, responsável pela transformação da amônia em
nitritos e estas em nitratos, no fenômeno denominado
nitrificação.
1.3.1.2 – Produção de oxigênio

a) Reaeração atmosférica

É o principal fator responsável pela introdução de oxigênio no


meio líquido.
A transferência de gases é um fenômeno físico, através do qual
moléculas de gases são intercambiadas entre o líquido e o gás
pela sua interface. Este intercâmbio resulta num aumento da
concentração do gás na fase líquida, caso esta não esteja
saturada com o gás.
A transferência de oxigênio da fase gasosa para a fase líquida se
dá basicamente através de dois mecanismos:
 difusão molecular
 difusão turbulenta
 difusão molecular
Tendência de qualquer substância de se espalhar uniformemente
por todo o espaço disponível.
Mecanismo mais lento.

 difusão turbulenta
Mais eficiente, pois envolve os dois principais fatores de uma
eficaz aeração: criação de interfaces e renovação destas
interfaces.
No primeiro: ocorrem os intercâmbios gasosos.
No segundo: permite que se evite pontos de saturação
localizada, além de conduzir o gás para várias profundidades da
massa líquida, devido à maior mistura.
b) Fotossíntese

Principal processo utilizado pelos seres autotróficos


para a síntese de matéria orgânica, sendo
característica dos seres clorofilados.

CO2 + H2O + energia luminosa mat. orgânica + O2

A dependência da luz condiciona a distribuição dos


seres fotossintéticos a locais onde essa possa
penetrar.
1.3.2 – Modelos de qualidade das águas

Existem modelos matemáticos que incorporam todos os


fenômenos descritos anteriormente.
Vamos abordar um modelo simplificado que leva em
consideração apenas:
 consumo de oxigênio: oxidação da matéria orgânica
(respiração)
 produção de oxigênio: reaeração atmosférica

O modelo descrito é restrito às condições aeróbicas no


corpo d`água.
1.4 – O MODELO
SIMPLIFICADO DE
STREETER - PHELPS
1.4.1 – Aplicação do modelo de Streeter – Phelps
1.4.1.1 – Dados de entrada do modelo

 vazão do rio, a montante do lançamento (Qr)


 vazão de esgotos (Qe)
 oxigênio dissolvido no rio, a montante do lançamento (ODr)
 oxigênio dissolvido no esgoto (ODe)
 DBO5 no rio, a montante do lançamento (DBOr)
 DBO5 do esgoto (DBOe)
 coeficiente de desoxigenação (K1)
 coeficiente de reaeração (K2)
 velocidade de percurso do rio (v)
 tempo de percurso (t)
 concentração de saturação de OD (Cs)
 oxigênio dissolvido mínimo permissível (ODmin)
1.5 – Formas de Controle da Poluição por matéria Orgânica

O problema deve ser analisado com uma visão regional para


a bacia hidrográfica, ao invés de se tratar o problema pelos
seus focos isolados.

Entre as principais alternativas disponíveis, citem-se as


seguintes:
 tratamento dos esgotos
 regularização da vazão do curso d`água
 aeração do curso d`água
 aeração dos esgotos tratados
 alocação de outros usos para o curso d`água
2 – CONTROLE DA POLUIÇÃO
2.1 – Órgãos de Controle

O controle da poluição pode ser exercido por órgãos


federais, estaduais e municipais, dependendo das
características e da situação do recurso hídrico. O
controle feito tomando como base a bacia
hidrográfica é o mais racional, pois a qualidade da
água de determinado recurso hídrico resulta das
atividades desenvolvidas na sua bacia contribuinte.
2.2 – Legislação
A Resolução CONAMA nº. 237 de março de 2005 estabeleceu dois tipos
de legislação de controle da poluição dos recursos hídricos, a saber:

2.2.1 – Legislação baseada na qualidade dos despejos


lançados
Neste caso não há preocupação com a capacidade de autodepuração
dos recursos hídricos, nem com os usos dos mesmos.

2.2.2 – Legislação baseada na qualidade do corpo receptor


Neste caso a legislação fixa critérios ou padrões para os corpos
receptores, admitindo que cada recurso hídrico tem a sua capacidade
de assimilar cargas poluidoras, como também considera que a
qualidade desejada para a água é função dos seus usos.
2.3 – Etapas do Controle

2.3.1 – Fase de identificação e avaliação


Nesta etapa são identificadas e avaliadas todas as fontes poluidoras e
realizados todos os exames e levantamentos, no sentido de determinar-se as
cargas poluidoras, as características dos recursos hídricos e suas condições
de autodepuração.

2.3.2 – Fase de definição e implantação das medidas de controle


Nesta fase são definidas e implantadas as medidas de controle às fontes
poluidoras, visando reduzi-las, ou às coleções de água, com o objetivo de
melhorar suas condições. Tais medidas devem ter caráter técnico,
administrativo e legal.

2.3.3 – Fase de fiscalização


Esta fase consiste na verificação da aplicação das medidas de controle. É feita
através de inspeções “in loco”, coleta e análises de amostras, exame de
relatórios e outras medidas de controle. O órgão fiscalizador deve estar
legalmente autorizado para executá-la, devendo a legislação pertinente
prever a aplicação de multas, interdições e outras penalidades.
2.4 – Medidas de Controle
2.4.1 – Medidas de caráter corretivo

Visam corrigir uma situação já existente de poluição, através da


aplicação de técnicas corretivas às fontes poluidoras e/ou às
próprias coleções hídricas, como:

 Implantação de Estações de Tratamento de Esgotos visando


reduzir a carga de poluentes.
 Eliminação de microorganismos patogênicos por
desinfetantes
 Remoção de algas com aplicação de algicidas
 Combate a insetos, crustáceos e moluscos com aplicação de
cloro, inseticidas e moluscocidas
 Remoção de lodo do fundo das coleções hídricas, por
sistemas de dragagem
 Aeração da água, visando aumentar a quantidade de
oxigênio dissolvido
 Eliminação de vegetação aquática superior através de
processos físicos (arrancamento ou queima), químicos
(aplicação de herbicidas) ou biológicos (peixes, como a
tilápia)

2.4.2 – Medidas de caráter preventivo


Visam evitar ou minimizar o lançamento de poluentes nos
recursos hídricos, através de:

a) implantação de sistemas de coleta e tratamento de


efluentes domésticos, industriais e de outros tipos;
b) planejamento do uso e ocupação do solo visando à
preservação dos recursos hídricos, como:

 Zoneamento
 Definição de Áreas Especiais de Proteção
 Estabelecimento de Faixas Sanitárias de Proteção
 Controle da ocupação do solo, através da definição de índices
urbanísticos
 Controle da erosão, do escoamento superficial da água e da
vegetação
 Controle da qualidade da água de represas
 Regularização dos cursos d`água
 Avaliação prévia de impactos ambientais