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Dermatologia

Alunos: Hemanuela Lima


Ruthe Abgail
Jelson Batista
Gabriel Diniz

Fevereiro 2018
Feridas
 Conceito
 Características
 Causas
 Tiposespecíficos de ulceras
 Curativos
Conceito
 Qualquer interrupção na continuidade
da pele, que afeta sua integridade.
Também é definida como uma
deformidade ou lesão.
Características das feridas
 As feridas podem ser classificadas quanto
à:
1. Causa
2. Conteúdo microbiano
3. Tipo de cicatrização
4. Grau de abertura
5. Tempo de duração
1. Quanto à causa:
 Cirúrgicas: feridas provocadas
intencionalmente , mediante incisão
(quando há perda de tecido e as bordas são
geralmente fechadas por sutura), excisão
(quando há remoção de uma área da pele)
e punção;
 Traumáticas: feridas provocadas
acidentalmente por agente mecânico
(contenção, perfuração ou corte), químico
(iodo, cosméticos, ácido sulfúrico) e físico
(frio, calor ou radiação);
 Ulcerativas:feridas escavadas, circunscritas na
pele (formadas por necrose, sequestração do
tecido), resultante de traumatismo ou doenças
relacionadas com o impedimento do suprimento
sanguíneo. As úlceras de pele representam uma
categoria de feridas que incluem ulceras por
pressão, de estase venosa, arteriais, diabéticas,
entre outras.
2. Quanto ao conteúdo
microbiano:
 Limpas: em condições assépticas, sem micro-
organismos;
 Limpas contaminadas: feridas com tempo inferior
a 6 horas entre o trauma e o atendimento, sem
contaminação significativa;
 Contaminadas: ocorridas com tempo maior que 6
horas, sem sinal de infecção;
 Infectadas: presença de agente infeccioso no
local e com evidência de intensa reação
inflamatória e destruição de tecidos , podendo
conter pus;
3. Quanto ao tipo de
cicatrização:
 Por primeira intenção: feridas fechadas
cirurgicamente com requisitos de assepsia e
sutura das bordas, nelas não há perdas de
tecidos e as bordas da pele ficam
justapostos;
 Por segunda intenção: há perdas de tecidos
e as bordas da pele ficam distantes, a
cicatrização é um pouco mais lenta;
 Por terceira intenção: feridas corrigidas
cirurgicamente após a formação de tecido
de granulação ou para controle da
infecção;
4. Quanto ao grau de
abertura:
 Abertas:
as bordas da pele estão afastadas;
 Fechadas: as bordas da pele estão justapostas;

5. Quanto ao tempo de
duração:
• Agudas: quando são feridas recentes;
• Crônicas: feridas que possuem um
tempo de cicatrização maior que o
esperado devido a sua etiologia;
Úlcera Crônica
 Úlceras que possuem um retardo na
cicatrização, onde o tempo de cicatrização
é maior do que o esperado para sua
etiologia;
 Tem uma etiologia variada, podendo ser por:
 Pressão;
 Arterial;
 Venosa;
 DM2;
 HAS;
 ETC.
 Tratamento:
 Debridamento;
 Antibiótico quando necessário;
 Curativo;
 Tirar ou reduzir o agente causador;
Úlcera Arterial
 Ulceração causada por oclusão ou
insuficiência arterial, gerando uma
isquemia;
 Tem predisposição por membros distais,
na maioria das vezes aparecem abaixo
do joelho;
 Bordas bem delimitadas não sangrantes
e dolorosas.
 Tratamento:
 Medidas gerais:
 Mantera feriada sempre limpa;
 Sempre fazer a troca do curativo;
 Debridamento quando necessário;
 Uso de antibiótico quando necessário;
 Diminuir o agente causador da lesão;
 Analgesia;
 Vasodilatador?
Úlcera Arteriosclerótica
 Encontrada em indivíduos idosos, às vezes
diabéticos e/ou hipertensos, desencadeadas
fundamentalmente por isquemia cutânea.
 Características:
 São úlceras de bordas cortadas a pique;
 Irregulares e dolorosas;
 Extremidades digitais.
 Há palidez;
 Diminuição ou ausência das pulsações das
artérias;
 No exame histológico as artérias apresentam-se
estriadas, pela presença de placas de ateroma
com depósitos lipídicos e fibrose, calcificação da
média.

 Tratamento:
 Medicações antissépticas locais;
 Antibióticos, quando necessários;
 Sedativos e analgésicos;
 Anticoagulantes e vasodilatadores periféricos;
ÚLCERA DE ESTASE
• Forma mais comum da úlcera de perna
• Também chamada de úlcera varicosa,
hipostática
 PATOGENIA
• Destruição das válvulas dos vasos
• Insuficiencia do sistema propulsor do
sangue venoso nos membros inferiores
• Hipertensão venosa crônica
 Podem surgir espontaneamente em áreas de
estase, pela ocorrência na posição ortostática de
área de isquemia.
 Varizes primárias e hipertensão venosa crônica
podem ser causadas por defeitos estruturais
congênitos das paredes venosas e/ou das suas
válvulas.
 A dilatação do sistema venoso superficial também
pode ser devida a outros fatores corno gestações
sucessivas, ortostatisrno, artrites, fraturas dos
membros inferiores, doenças musculares e pés
planos.
A escase venosa crônica das veias superficiais
propicia o aparecimento de infecção, púrpura,
edema, eczematização, pigmentação, ulceração
e dermatoesclerose.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
 Sinais prodrômicos da úlcera de estase e varicosa
são o edema vespertino nos tornozelos e a
dermatite ocre.
 Outros quadros que podem preceder, coincidir ou
suceder a úlcera frequentemente são o eczema,
celulite e infecção estreptocóccica.
A localização habitual é no terço inferior e face
interna da perna, região supramaleolar.
 No início, apresenta bordas irregulares, fundo
hemorrágico ou purulento, porém, com a
evolução, as bordas se tornam calosas e aderentes
aos tecidos subjacentes.
 Pode ocorrer cicatrização de aspecto auófico-
esbranquiçado de tonalidade marfim (atrofia
branca).
DIAGNOSTICO
 Diagnósticos Diferenciais: Leishmaniose,
esporotricose, neoplasia e TB- eritema induratum.
 Os outros tipos de úlceras da perna: -úlcera
anêmica, hipertensiva, isquêmica, decubital.
TRATAMENTO
 O primeiro cuidado deve ser a prevenção do
edema ortostático.
 É necessário evitar a permanência por longo
período em posição ereta, fazer repouso com
membros elevados durante o dia e ao deitar-se, e
eventual uso de meia elástica.
 Associação com eczema hipostático-
permanganato de potássio 1/20000 ou líquido de
Burow 1/30.
 Bota de Unna
 Esponjas macias sobre a úlcera
 Curativos hidrocolóides
 Cirurgia de varizes
ÚLCERA HIPERTENSIVA
 Também chamada de úlcera de Martorell
 São úlceras que surgem em indivíduos com
hipertensão arterial diastólica.
PATOGENIA
 Alguns doentes hipertensos apresentam, na
pele dos membros inferiores, lesões
arteriolares semelhantes e que irão produzir
lesões cutâneas conseqüentes à isquemia.
 São úlceras rasas, extremamente dolorosas, com
base necrótica, em geral de ocorrência bilateral e
que acometem predominantemente a face
externa das pernas, acima dos tornozelos
HISTOPATOLOGIA
 Estenose da arteríola
DIAGNOSTICO
 Estase venosa, por arteriosclerose, por diabetes e
das lesões ulceradas de vasculites.
 TRATAMENTO
 Combate à hipertensão
 Controle da dor
 São absolutamente contra-indicados tratamentos
compressivos.
Curativos
 O curativo é um dos tratamentos
utilizados para promover a cicatrização
da ferida e proporcionar um meio
adequado ao processo de cicatrização.
 Objetivos e cuidados:
 Proporcionar conforto e higiene ao paciente;
 •Promover cicatrização;
 •Proteger a ferida para prevenir infecção;
 •Tornar a ferida impermeável a bactéria;
 •Manter a área limpa;
 •Permitir a troca gasosa;
 •Manter a umidade entre a ferida e o curativo
para acelerar a epitelização;
 •Diminuir a dor do paciente;
 •Remover o excesso de exsudato, evitando
maceração dos tecidos próximos;
 •Fornecer isolamento térmico da ferida;
 •Realizar a remoção do curativo sem traumas;
 •Fazer bom uso dos meios e recursos disponíveis.
Os curativos são divididos em:
 Primários
- quando usados em contato
direto com o tecido lesado.

 Secundários - quando colocados sobre


curativos primários.
Meio Úmido
São vantagens do meio úmido:
•Evitar traumas;
•Reduzir a dor;
•Manter a temperatura;
•Remover tecido necrótico;
•Impedir a formação de esfacelos;
•Estimular a formação do tecido viável;
•Promover maior vascularização.
Debridamento
O debridamento envolve a remoção de
tecido não viável e de bactéria para
permitir a regeneração do tecido saudável
subadjacente.
Tipos de debridamento:
 Cirúrgico
 Mecânico
 Enzimático
 Autolítico
Tipos de Curativos
 Naturais - Papaína
 Sintéticos - Hidrocolóides
- Hidrogéis
- Prata
Papaína
 Composição - Complexo de enzimas proteolíticos
retirados do látex do mamão papaia. Papaína 8g +
ureia 10g + creme lanette 100g
 Ação- provoca dissociação das moléculas de
proteína, resultando em debridamento químico, é
bactericida e bacteriostático, estimula a força tênsil
das cicatrizes, acelera o processo de cicatrização.
 Indicação - TTO de feridas abertas, debridamento
de tecidos desvitalizados. Contraindicação- pele
íntegra, ferida operatória fechada, contato com
metais, devido ao poder de oxidação.
 Frequência de troca- 1x/dia. A cobertura secundária
conforme saturação.
Hidrocolóides extrafinos
 Composição- camada externa (espuma de
poliuretano), camada interna(gelatina, pectina e
carboximetilcelulose sódica).
 Ação- absorvente exsudatos, mantém o pH ácido
e o meio úmido estimula o debridamento
autolítico e a angiogênese. Protege terminações
nervosas.
 Indicação- TTO de feridas abertas não infectadas
e pouco exsudativos.
 Contraindicação- feridas infectadas, cavitárias,
muito exsudativos.
 Frequência de troca- 3-7d, conforme
caracterísricas da doença.
Hidrogéis
 Composição- água 77,7% + propenoglicol 20% +
carboximetilcelulose 2,3%.
 Ação - Mantém o meio úmido , promove
debridamento autolítico, estimula a cicatrização.
 Indicação- remoção de crosta e tecidos
desvitalizados de tecidos abertos.
 Contraindicação- pele íntegra, ferida operatória
fechada, feridas muito exsudativas.
 Frequência da troca- 1x/dia. Cobertura
secundária, conforme saturação.
Prata
 Composição - curativo estéril com alta capacidade
de absorção, com espuma de poliuretano. Prata
iônico + alginato de cálcio
 Ação -promove meio úmido ideal para processo de
cicatrização, não adere na ferida, é fácil de aplicar
e retirar, tem efetividade antimicrobiano por até 7d.
 Indicação- Feridas de espessura parcial a total,
infectadas , não infectadas, ulceras venosas e áreas
doadoras de enxerto.
 Contraindicação- feridas pouco exsudativas.
 Frequência de troca- 48-72hrs., conforme saturação,
aplicar com matriz de prata( superfície escura) em
contato com a ferida.
Referências
 Sampaio SAP e Rivitti EA, Dermatologia. 2a
ed. Ed Artes Médicas, São Paulo, SP, 2000.
 Azulay RD e Azulay DR, Dermatologia. 4a
ed. Ed Guanabara-Koogan, Rio de Janeiro,
RJ, 2006.