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Pato Fu - Simplicidade

Vai diminuindo a cidade Ela, pinga e farinha


Vai aumentando a simpatia E eu sentindo alegria
Quanto menor a casinha
Mais sincero o bom dia Café tá quente no fogo
Barriga não tá vazia
Mais mole a cama em que durmo Quanto mais simplicidade
Mais duro o chão que eu piso Melhor o nascer do dia
Tem água limpa na pia
Tem dente a mais no sorriso

Busquei felicidade
Encontrei foi Maria
O ARCADISMO
O ARCADISMO

BARROCO
Plano político: Igreja Católica + Estado absolutista.
O ARCADISMO

BARROCO
Plano político: Igreja + Estado absolutista.
Plano estético: luxo decorativo, rebuscamento.

ARCADISMO
Plano político: Burguesia + Iluminismo.
Plano estético: simplicidade, vida bucólica.
O ARCADISMO

Arcádia está situada na parte central da


península do Peloponeso. No plano
simbólico, a Arcádia é o lugar onde se
pode viver em comunhão com a
natureza. É uma espécie de Paraíso, de
Idade do Ouro.
O ARCADISMO - INFLUÊNCIAS

Montesquieu: no seu livro, O


espírito das leis, propõe a divisão
do governo em três poderes –
executivo, legislativo e judiciário;
O ARCADISMO - INFLUÊNCIAS

Rousseau: autor de Discurso sobre a origem


da desigualdade dos homens e O contrato
social, defende a teoria do “bom selvagem”,
segundo a qual o homem nasce bom e a
sociedade o corrompe, portanto, só a volta à
natureza pura é garantia de felicidade – essa
teoria será a base da literatura indianista
brasileira;
O ARCADISMO

ARCADISMO: movimento poético voltado à


recuperação literária do modo de vida dos
pastores da Arcádia.

NEOCLASSICISMO: período correspondente à


segunda metade do século XVIII em que há uma
nova retomada dos princípios clássicos.
O ARCADISMO

“Que havemos de esperar, Marília bela?


Que vão passando os florescentes dias?
As glórias, que vêm tarde, já vem frias;
E pode enfim mudar-se a nossa estrela.
Ah! não, minha Marília,
Aproveite-se o tempo, antes que faça
O estrago de roubar ao corpo as forças
E ao semblante a graça”.
Tomás Antônio Gonzaga
O ARCADISMO

FUGERE URBEM (Fugir da cidade):


Influenciados pela teoria do “bom
selvagem”, de Rousseau, os árcades
voltaram-se para a natureza, vista
como lugar de perfeição, lugar no
qual poderiam levar uma vida
simples, bucólica, pastoril;
O ARCADISMO

LOCUS AMENUS (Lugar


ameno): Busca de um lugar
ameno, de um refúgio dos
grandes centros urbanos;
O ARCADISMO

CARPE DIEM (Aproveite o dia):


Postura comum no Arcadismo,
que consiste em aproveitar ao
máximo o momento presente;
O ARCADISMO

AUREA MEDIOCRITAS
(Mediocridade dourada):
Exaltação da simplicidade, do
equilíbrio conseguido em contato
com a natureza;
O ARCADISMO

INUTILIA TRUNCAT (Corte das


inutilidades): Ideal criado com o
intuito de combater os exageros, o
rebuscamento e a extravagância
barrocos.
O ARCADISMO

“Ardor em firme coração nascido;


Pranto por belos olhos derramado;
Incêndio em mares d’água disfarçado;
Rio de neve em fogo convertido;”

Gregório de Matos
O ARCADISMO

“Irás a divertir-te na floresta,


Sustentada, Marília, no meu braço;
Ali descansarei a quente sesta,
Dormindo um leve sono em teu regaço:”

Tomás Antônio Gonzaga


O ARCADISMO NO BRASIL
O ARCADISMO NO BRASIL

Marco inicial: 1768


Fundação da Arcádia Ultramarina, em Vila Rica;
O ARCADISMO NO BRASIL

Marco inicial: 1768


Fundação da Arcádia Ultramarina, em Vila Rica;

Características fundamentais:
Convenção + Engajamento.
CONVENÇÃO NO ARCADISMO BRASILEIRO

• Obras poéticas (1768)


• Cláudio Manuel da Costa (1729-1789)
• Pseudônimo pastoral: Glauceste
Satúrnio.
• Nasceu em Mariana-MG. Estudou no
Brasil com os jesuítas e posteriormente
na Universidade de Coimbra.
• Em 1768 publicou Obras poéticas.
• Membro da Inconfidência Mineira,
esteve preso na Casa dos Contos, em
Ouro Preto, onde foi encontrado morto.
Casa de Cláudio Manuel da Costa em Ouro
Preto
Casa dos Contos em Ouro Preto
CONVENÇÃO NO ARCADISMO BRASILEIRO

Marília de Dirceu (1792)


Tomás Antônio Gonzaga
(Porto, 1744 ---
Moçambique 1810?)
CONVENÇÃO NO ARCADISMO BRASILEIRO

• Passou a infância na Bahia, onde estudou


com os jesuítas.
• Formou-se em Cânones em Coimbra.
• Escreveu o livro Tratado de Direito Natural
em homenagem ao Marquês de Pombal.
• Em 1782 passa a viver em Vila Rica, onde
conhece Maria Joaquina Dorotéia de
Seixas.
• Com a Inconfidência Mineira é preso e
após 3 anos é degredado para
Moçambique.
Casa de Tomás Antônio Gonzaga em Ouro
Preto
Marília de Dirceu
Marília de Dirceu - Lira I

obra publicada em duas partes: em 1792 e em 1799

Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,


Que viva de guardar alheio gado;
De tosco trato, de expressões grosseiro,
Dos frios gelos e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal e nele assisto;
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
Das brancas ovelhinhas tiro o leite
E mais as finas lãs, de que me visto.
Graças, Marília bela,
Graças à minha estrela! casal: sítio, pequena
propriedade rural
Marília de Dirceu - Lira II

Os seus compridos cabelos,


Que sobre as costas ondeiam,
São que os de Apolo mais belos,
Mas de loura cor não são.
Têm a cor da negra noite;
E com o branco do rosto
Fazem, Marília, um composto
Da mais formosa união.
Marília de Dirceu - Lira I

Os teus olhos espalham luz divina,


A quem a luz do Sol em vão se atreve;
Papoula ou rosa delicada e fina
Te cobre as faces, que são cor da neve.
Os teus cabelos são uns fios d’ouro;
Teu lindo corpo bálsamos vapora.
ENGAJAMENTO NO ARCADISMO BRASILEIRO

As cartas chilenas

(1787-1788?)
ENGAJAMENTO NO ARCADISMO BRASILEIRO

A Poesia épica árcade, apesar dos


aspectos convencionais, marca o
início de uma atitude de valorização
de aspectos locais em oposição aos
valores culturais portugueses.
ENGAJAMENTO NO ARCADISMO BRASILEIRO

Basílio da Gama (1741 – 1795)


Autor de O Uraguai, poema épico
que trata do governador do Rio de
Janeiro, Gomes Freire de Andrade –
herói do poema –, que destruiu as
missões jesuíticas espanholas do
rio Uruguai, rebeladas contra o
Tratado de Madri.
ENGAJAMENTO NO ARCADISMO BRASILEIRO

Santa Rita Durão (1722 – 1784)


Autor de O Caramuru, poema
épico sobre a colonização da
Bahia no século XVI – já vem
anunciado no subtítulo
“poema épico sobre o
descobrimento da Bahia”.
ENGAJAMENTO NO ARCADISMO BRASILEIRO

A ação central é a lenda que


envolve a personagem histórica
Diogo Álvares Correia: após um
naufrágio, ele teria escapado à
morte e amedrontado os índios
com um tiro de espingarda. Daí lhe
teria vindo o apelido de
“Caramuru” – o “Filho do Trovão”.
ARCADISMO PORTUGUÊS

Manuel Maria
Barbosa du Bocage
(1765–1805)
ARCADISMO PORTUGUÊS

Maior ícone do Arcadismo lusitano

Poesia de transição entre o Arcadismo e o


Romantismo

Teve breve estada no Rio e trabalhou no oriente.

Forte aspecto satírico na composição de sua obra.


Manuel Maria Barbosa du
Bocage
A Rosa Amor que diga
Tu, flor de Vénus, (...) Qual é mais bela,
Corada Rosa, Qual é mais pura,
Leda, fragrante, Tu tens agudos Se tu, ou ela;
Pura, mimosa, Cruéis espinhos,
Ela suaves Que diga Vénus...
Tu, que envergonhas Brandos carinhos; Ela aí vem...
As outras flores, Ai! Enganei-me,
Tens menos graça (...) Que é o meu bem.
Que os meus amores.
A mãe das flores, Coruscante: radiante, brilhante.
Tanto ao diurno A Primavera,
Sol coruscante Fica vaidosa
Cede a nocturna Quando te gera;
Lua inconstante,