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Drogas Antipsicóticas

Universidade Federal do Pará


Instituto de Ciências Biológicas
Laboratório de Farmacologia e Toxicologia
Orientador : Prof. Dr. Moíses Hamoy
Grupo: Anthony Benny da Rocha Balieiro
Beatriz
Gabi
Hugo
Objetivos da apresentação

• Expor conhecimentos sobre psicoses e seus


tratamentos clínicos
• Explicar a farmocologia dos antipsicóticos
• Demontrar a importância do assunto para os
profissionais de saúde
• Mostrar casos clínicos a respeito das doenças
psicóticas
Introdução
Psicoses
• É um sintoma de doença mental ou estado
caracterizado por um senso distorcido ou
inexistente da realidade
• Alterações de pensamento, comportamento,
presença de alucinações, delírios.
• Os transtornos psicóticos têm diversas etiologias,
e cada uma exige tratamento exclusivo e com
boa atenção.
Classificação geral das psicoses

• Orgânicas:
• Causada por lesão cerebral ou enfermidade
física que altere o funcionamento do cérebro
• doenças do SNC (tumores, traumas, epilepsia,
reações alérgicas, demências, etc)
• Não orgânicas:
• afetivas – depressão e mania
• esquizofrênicas
• Todas as outras psicoses
Psicoses e seus aspectos gerais
• Quando a pessoa tem este problema de repente,
dizemos que ela tem um episódio ou surto
psicótico.
• Uma pessoa pode também ficar com a doença
pelo resto da vida, o que chamamos de psicose
crônica.
• Psicoses ocorrem com mais frequência no final
da adolescência e início da vida adulta, algo entre
os 17 e 28 anos de idade, mais ou menos.
• Ela pode atingir qualquer pessoa, de qualquer
raça ou classe social.
História e curiosidades das Psicoses

• São transtornos relatados desde a Grecia antiga,


porém não como uma doença às vezes.

• Para os antigos, alguns desses comportamentos


eram vistos como sinais de deuses, tanto positivos
quanto negativos. Alguns casos de esquizofrenia,
por exemplo eram vistos como sinais de profetas.

• Com a influência do cristianismo na cultura


ocidental, esses mesmos comportamentos
passaram a ser vistos como sendo negativos e
influenciados por demônios.
História e curiosidades das Psicoses
• No final da idade média e início do Renascimento, pessoas
que apresentavam esses comportamentos eram deixados
de lado pela sociedade. Eles eram chamados de loucos e
muitas vezes eram trancados com criminosos para afastar
suas influências das pessoas ditas normais.

• Com o tempo e o avanço da medicina, começou-se a


perceber que esses “loucos” não possuíam só
comportamento desviante, mas apresentavam sintomas
claros que se repetiam em várias pessoas.

• Agora, ao invés de trancados em cadeias com criminosos


comuns, eles eram trancados em asilos e manicômios para
serem estudados e tratados. Neste ponto, passou-se a
reconhecer a loucura como doença mental.
Antipsicóticos e seus aspectos gerais

• Drogas usadas no tratamento a curto e a longo prazos


das psicoses e doenças mentais.
• Composições químicas variáveis. Porém, a maioria
está relacionada às teorias sobre as etiologias da
Esquizofrenia.
• Independente do transtorno psicótico, o objetivo
imediato dessas drogas é a diminuição dos sintomas
agudos que induzem a angústia no paciente.
• Denominações: Neurolépticos, drogas
antiesquizofrenia, tranquilizantes de maior uso.
História dos Antipsicóticos
• 1949: Laborit - teste drogas relacionadas com a
Prometazina

• 1952: Jean Delay e Pierre Deniker - administração


doses crescentes de Clorpromazina a pacientes
agitados, maníacos hiperativos e esquizofrênicos

• 1954: Nathan Kline - propriedades neurolépticas da


Reserpina demonstrada em esquizofrênicos
Usos clínicos dos Antipsicóticos

Principalmente no tratamento das psicoses:


• esquizofrenia
• episódios de mania, estados mistos maníaco-
• depressivos, depressões psicóticas
• comportamento de violência impulsiva
• distúrbios de comportamento em doenças de
• Alzheimer, Parkinson, psicoses orgânicas
Usos clínicos dos Antipsicóticos
• Doença (Coréia) de Huntington: bloqueio dos
movimentos involuntários
• controle de náuseas e vômitos,
tratamento dos soluços incoercíveis
• Pré-medicação cirúrgica - Benzodiazepínicos são
preferidos
• Neuroleptoanalgesia - Droperidol + fentanil
Antipsicóticos e seus aspectos gerais

• Para muitos transtornos psicóticos , o estado de


psicose é transitórios e os medicamentos são
administrados durante ou longo após a
exacerbação dos sintomas.

• Na maioria das psicoses induzidas por


substâncias químicas , a remoção do agente
agressor resulta na melhora dos sintomas
psicóticos sem a necessidade do tratamento com
antipsicóticos.
Antipsicóticos e seus aspectos gerais
• A dosagem
• via de administração
• Escolha do antipsicótico
• Momento da aplicação
Dependem
• Estado da doença ou psicose no paciente
• Sensibilidade do paciente
• Possíveis interações medicamentosas
• Efeitos adversos do medicamento
Esquizofrenia e seus aspectos gerais

• Principal transtorno Psicótico

• É uma referência para a compreensão dos fenômenos


psicóticos e os impactos dos antipsicóticos

• Afeta aproximadamente 1% da população geral no


mundo.

• Causas exatas permanecem desconhecidas. Mas , há


teorias que explicam sua possível ocorrência.

• Pacientes com Esquizofrenia apresentam


características as quais se estendem além das
daquelas observáveis em outras doenças psicóticas.
Esquizofrenia e seus aspectos gerais
• Disfunção cognitiva é o principal previsor de
comprometimento funcional do paciente, embora haja
melhora déficits cognitivos melhorem

• Diagnósticos , geralmente é feito quando há mudanças


psicóticas por pelo menos seis meses ou mais.

• Os enfermos sofrem com déficits cognitivos:


exagerado esquecimento de memória, baixa
velocidade de processamento , cognição social.
Esquizofrenia e seus efeitos
devastadores

• Desde adolescência ou início idade adulta


• Diminuição acentuada qualidade de vida e
produtividade
• Necessidade de tratamento medicamentoso a longo
prazo
• 10% morrem por suicídio
• Sobrecarga para família e sociedade e grandes custos
humanos e financeiros
Sintomatologia da Esquizofrenia
Sintomas positivos
• Delírios
• Alucinações
• Incoerência do pensamento
• Alterações afetivas
• Alterações psicomotoras
Sintomas negativos
• Embotamento afetivo
• Pobreza do discurso
• Pobreza do conteúdo do discurso
• Empobrecimento funcional
• Isolamento social
Etiologia da Esquizofrenia

• Heteregeneidade etiológica é provável, com


múltiplos fatores envolvidos
• Fatores Genéticos : Genes anormais

• Fatores Ambientais: complicações obstétricas,


infecções virais, desnutrição durante a vida precoce,
estresse materno durante gravidez
Teoria Dopaminérgica
• Hipótese que relaciona os níveis de
Dopamina(neurotransmissor ) como uma
possível causa para a Esquizofrenia e outras
psicoses.
• É usada como referência para explicar a
solução ou redução dos sintomas das psicoses
• É limitada, pois não consegue explicar alguns
fenomenos psicóticos
Teoria Dopaminérgica

• Levou ao surgimento da primeira classe de


Antipsicóticos : os típicos ou primeira geração

• Devido a esta teoria, muitos medicamentos podem


variar na composição, mas não no mesmo objetivo :
bloquear o receptor D2 da Dopamina.

• Esta teoria não explica os déficits cognitivos na


Esquizofrenia
Hipótese Dopaminérgica
Excesso Hiperestimulação
de dopamina Sintomas
subcortical D2 positivos

Déficit Sintomas
Hipoestimulação
de dopamina cognitivos
D1 & D2
pré-frontal e negativos
vias vias
hiperdopaminérgicas hipodopaminérgicas

Sintomas positivos Sintomas negativos


Teoria Glutamatérgica

• Fenciclidina – Antagonista da NMDA induz psicose


semelhante à Esquizofrenia

• Antagonista da NMDA , geralmente , aumenta a DA


no córtex pré - frontal e estruturas subcorticais.

• Estudos pós mortem mostram diminuição da


concentração de Glutamato no córtex frontal e
hipocampo

• Em pacientes esquizofrênicos, acredita-se que haja


uma hipofunção dos receptores NMDA, de modo
que essa via excitatória a partir do glutamato seja
inibida
Teoria Glutamatérgica

Diminuição da atividade
glutamatérgica

Esquizofrenia
Teoria Serotoninérgica

• Efeitos alucinógenos do LSD ( agonista


parcial do receptores 5 – HT2A )

• Antipsicóticos atípicos bloquem o 5- HT2A

• Ainda não é bem aceita, devido ao pouco


embasamento que possui
Teoria Serotoninérgica

Aumento da atividade
serotoninérgica

Esquizofrenia
Teoria Serotoninérgica

• Efeitos alucinógenos do LSD ( agonista


parcial do receptores 5 – HT2A )

• Antipsicóticos atípicos bloquem o 5- HT2A

• Ainda não é bem aceita, devido ao pouco


embasamento que possui
Teoria neuroanatômica

• Aumento ventricular cerebral

• Diminuição do córtex pré – frontal e hipocampo ,


bem como diminuição do tamanho dos neurônios

• Cérebros de Esquizofrênicos apresentam de 30 a


50% de diminuição de mielina no córtex pré – frontal
e hipocampo
Drogas Antipsicóticas
• Classe heterogênea

• Propriedade comum:
Drogas Antipsicóticas, antagonistas de receptores
dopaminérgicos
Classificação dos antipsicóticos

• Típicos :(clássicos, convencionais,


1ª geração) - primeiros
antipsicóticos

• “Atípicos” :- menos efeitos


extrapiramidais
Mecanismos de ação e ocupação dos
receptores
Antipsicóticos Típicos
Mecanismos de ação e ocupação dos
receptores

Antipsicóticos
Típicos
Dopamina no SNC
• A Dopamina é um neurotransmissor liberado
pelo cérebro que atua em inúmeros papéis nos
seres humanos e nos outros animais.
Ação Antagonista do D2 na Via
Mesolímbica
Ação da Dopamina na Via Mesolímbica
Ação Antagonista do D2 na Via
Mesolímbica
• Antipsicóticos típicos e atípicos agem na
Via Mesolímbica sob a mesma ótica de
diminuição da atividade dopaminérgica.
Via Mesocortical
Via Mesocortical
• Cognição, afetividade

• Sintomas Negativos da esquizofrenia, devido ao


déficit de dopamina

• O Neurocircuito glutamatérgico interage


diretamente com o dopaminérgico,
funcionando como um acelerador deste último
TEORICAMENTE, O DE DOPAMINA NA
VIA MESOCORTICAL

MELHORA DOS SINTOMAS NEGATIVOS


DA ESQUIZOFRENIA

EM CONTRAPARTIDA, DOPAMINA EM
OUTRAS REGIÕES CEREBRAIS
(MESOLÍMBICA)

PIORA OS SINTOMAS POSITIVOS


Ação de Antipsicóticos na Via
Mesocortical

• Antipsicóticos típicos diminuem a


atividade dopaminérgica:
• Neutralidade no tratamento dos
Sintomas negativos, ou mesmo o
aumento desses.
Antipsicóticos Atípicos na Via
Mesocortical
• Antipsicóticos atípicos comumente utilizados
para minimizar os sintomas negativos neste
local.
Hipótese Serotoninérgica na ação dos
Antipsicóticos Atípicos
• Proposta por Meltzer
• A Serotonina agindo nos seus receptores,
inibe a liberação de dopamina
• Afinidade maior pelos receptores 5HT2
comparada ao D2
Absorção, distribuição e eliminação

• A maioria dos antipsicóticos é


altamente Lipofilica.
• entram na circulação fetal e chegam ao
leite materno.
• os efeitos biológicos de doses únicas da
maioria medicamentos antipsicóticos
geralmente persistem por pelo menos
24 h.
Haloperidol
Risperidona
Aripiprazol
Uso terapêutico dos Antipsicótico
• Os antipsicóticos também são usados em
diversos transtornos neurológicos não
psicóticos e como antieméticos.
Transtornos de Ansiedade

• TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo)


Risperidona ( dose média: 2,2 mg )
• TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático)
Risperidona, Olanzapina e Quetiapina
• Antidepressivo ISRS + Antipsicótico (Adjuvante)
Transtorno de Tourette
• Inicialmente, eram utilizados os Antipsicóticos Típicos
como Haloperidol
• Pacientes extremamente sensíveis ao impacto do
bloqueio dopaminérgico
• Indicação do Aripiprazol e Risperidona.
Doença de Huntigton
• Haloperidol

• Utilizado em Doses baixíssimas devido aos


seus efeitos.
Autismo
• Risperidona tem aprovação da FDA para
irritabilidade associada à doença.
• 0,25mg – Peso inferior a 20kg (dose alvo :
0,5mg/dia )
• 0,50mg – Peso acima de 20kg ( dose alvo :
1mg/dia )
Efeitos adversos
Distonia Aguda
• Espasmos dos músculos da língua, da face,
do pescoço e do dorso.
• Tratamento : Agentes Antiparkinsonianos e
Curativos.
Efeitos adversos
Acatisia
“As drogas dessa classe não acalmam nem sedam os
nervos. Elas atacam. Elas atacam do fundo de você, você
não consegue localizar a origem da dor… Os músculos da
sua mandíbula ficam descontrolados, então você começa a
morder a boca por dentro, a mandíbula trava e a dor
palpita. Durante horas, todos os dias, isso acontecerá. Sua
coluna vertebral endurece tanto que você mal consegue
mexer a cabeça ou o pescoço, e, às vezes, suas costas se
curvam como um arco, e você não consegue ficar em pé. A
dor "mói" os seus nervos… Você sofre com a inquietação e
sente que tem que andar, caminhar. E então, assim que
você começa a caminhar, o oposto acontece: você precisa
se sentar e descansar. Na frente, atrás, em cima, embaixo,
você continua com uma dor que não consegue localizar,
Tratamento
uma : Reduzirdesgraçada
ansiedade a dose do fármaco
queoute
substituí-lo.
esmaga, Clonazepam
porque evocê
Propanolol são
não sente alíviomais "nem eficazes que agentes antiparkinsonianos
respirando".
Efeitos adversos
Parkinsonismo
• Bradicinesia, rigidez, tremor variável, fáceis
inexpressiva, marcha arrastando os pés.

• Tratamento : Redução da dose, mudança do


medicamento, agentes antiparkinsonianos
Efeitos adversos
• Síndrome Neuroléptica maligna
• Rigidez extrema, febre, instabilidade da
pressão arterial, mioglobinemia, pode ser
FATAL.
• Tratamento : Interromper imediatamente o
tratamento com o fármaco.
Efeitos adversos

• Tremor Perioral (“Síndrome do Coelho”)


Tratamento : Agentes antiparkinsonianos.

• Discinesia tardia
Tratamento : Reversível com
reconhecimento precoce e descontinuação do
fármaco.
Avanços na área dos antipsicóticos
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AMIGA DE FARMÁCIA. ATÉ QUINTA EU TE ENVIO
ESSA PARTE.
PARA O HUGO