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Índice

 

Apresentação

02

     
           
 

1.

Tendências da Alimentação

03

     
           
 

2.

O

Agronegócio

07

     
           
   

A

Cadeia do Agronegócio

08

     
           
   

Indústria de Alimentos

A

10

     
           
   

O

Varejo de Alimentos

11

     
           
   

Os Serviços de Alimentação

11

     
           
 

3.

A

Fruticultura

13

     
           
   

Polpa e Sucos de Frutas

16

     
           
   

O

Sorvete de Frutas

17

     
           
 

4.

Frutas e Saúde

18

     
           
 

5.

Inovação no Agronegócio na Indústria Alimentícia

e

21

     
           
   

Mensagem ao Participante

22

     
           
 

Referências

6.

23

     
           
   

A.

Bibliografia

23

     
           
   

B.

Orgãos Oficiais e Entidades

24

     
           

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Guia Setorial

 
                 
                 

Apresentação

   

empreendedoras, úteis para sua atividade futura como empregador ou empregado, mas, acima de tudo, como cidadão empreendedor.

 

O

Desafio Sebrae é um jogo de negócios que propicia a universitários,

Em síntese, o Guia Setorial do Desafio Sebrae tem como foco temático a

 

como você, a experiência real de administrar uma pequena empresa virtual, disputando o mercado com um grupo de concorrentes.

Gestão Empreendedora e pretende desenvolver ou reforçar as seguintes competências gerais:

 

O

tema escolhido a cada ano visa despertar o interesse dos participantes

Conhecer as tendências que estão mudando a face do setor de

 

sobre as características de um determinado setor da economia.

 

alimentação;

 

A

Fruticultura é o tema escolhido para o Desafio Sebrae 2012, pela

Compreender a organização e os números do setor de Fruticultura e

 

importância dos setores de agronegócio e alimentação para a economia

 

de Agronegócio, em geral;

 

o desenvolvimento de regiões rurais e urbanas do país e pela enorme riqueza das frutas produzidas no Brasil e na América Latina.

e

Familiarizar-se com a linguagem mais formal dos relatórios setoriais e dos artigos de negócio;

 

A leitura deste documento ajuda-o a compreender fatores que influen- ciam a competitividade no setor da economia escolhido: a fruticultura e

Favorecer atitudes de valorização das informações sobre o setor no qual atua.

 

sua inserção no agronegócio e no setor de alimentação. Ao mesmo tem- po, você é chamado a adotar uma atuação empreendedora comprometi-

Boa leitura e bom apetite!

         

da com a busca de soluções ambientalmente sustentáveis, socialmente responsáveis e economicamente viáveis.

Equipe do Desafio Sebrae

         

Outro objetivo do Guia é que você se familiarize com a linguagem mais formal, encontrada em relatórios setoriais e em artigos de negócio. Com esse exercício você estará treinando para atuar em sua carreira de forma mais profissional e “baseada em conhecimento”.

               

Durante o jogo, sua equipe trabalhará com três linhas de produto: polpa, suco e sorvete de frutas tropicais, tomando decisões relacionadas à produção (fábrica) e à prestação de serviços de alimentação (loja).

               

Gerenciar um empreendimento da área de fruticultura e alimentação contribui para que você desenvolva conhecimentos de gestão e atitudes

               

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Guia Setorial

         
                   
                   

1. Tendências da Alimentação

 

Internet, aumenta as exigências de qualidade e promove o acesso a

PESQUISA FIESP/IBOPE

 

Alimento é toda substância ingerida pelos seres vivos para servir de fonte de energia e matéria para a sustentação da vida. Com foco no ser humano, o Código Nacional de Saúde define alimento como “toda substância ou mistura de substâncias, no estado sólido, líquido, pas- toso ou qualquer outro adequado, que objetiva fornecer ao organismo humano os elementos normais o seu processo nutricional. As matérias- -primas alimentícias, por sua vez, são materiais de origem vegetal, ani-

modelos de alimentação de outros povos. A combinação destes fatores tem como efeitos: o aumento na parcela da população que consome ali- mentos fora de casa e a maior valorização de atributos além daqueles meramente nutricionais: sustentabilidade da produção, boas práticas, preservação e respeito ao meio ambiente, produtos com baixos teores de resíduos, regionalização e origem da produção (BFT 2010).

 

mal ou outra, comestíveis em estado natural ou transformados, cuja composição química satisfaz às necessidades nutricionais do homem” (Brasil 1969).

     

O perfil do consumo de alimentos no Brasil

       

O

em 2007. Deste montante, a transformação de alimentos e bebidas re-

valor bruto da produção industrial brasileira somou R$ 1,4 trilhão

                     
 

TENDÊNCIAS

INDÚSTRIA DE

         

presenta mais de 18% do total no ano, chegando a R$ 255,7 bilhões.

DRIVERS

 

MUNDIAIS

ALIMENTOS

         

Os números mostram que 9,61% do PIB brasileiro a preços de mer-

 

Sensorialidade

               

cado fluiu, de alguma maneira, pela indústria de alimentos e bebidas

População

 

e Prazer

 

Produtos

         

(BFT 2010).

 

Saudabilidade

               

O

relatório Brasil Food Trends (BFT 2010) apresenta as tendências no

Renda

e

Bem-estar

         

Varejo

 

setor de alimentação, conforme ilustra o modelo ilustrado na figura 1.

 

Conveniência

               

Parte dos fatores que influenciam o consumo de alimentos: população,

 

e Praticidade

Ingredientes

         

renda, cultura, educação e informação. A migração da população rural

Educação e

             

Food

   

para as cidades transforma um contingente de produtores em consu-

Informação

Confiabilidade

Embalagens

   

Service

 
 

e

Qualidade

         

midores de alimentos. O aumento do número de casais sem filhos, alia- do à maior presença feminina no mercado de trabalho e ao aumento

 

Sustentabilidade

               

Cultura

 

e Ética

 

Processos

         

da renda influem positivamente no consumo de forma quantitativa e qualitativa. A melhoria nos níveis de escolaridade, associada ao maior acesso à cultura e à informação, particularmente pelo maior acesso à

 

Figura 1 - Brasil Food Trends 2020 (BFT 2010)

         

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Guia Setorial

           
                   
                   

Com base em estudos de vários institutos de referência em alimen-

Produtos com embalagem e design diferenciados;

         

tação, o estudo sistematizou cinco categorias de tendências, nele definidas como a “propensão dos indivíduos em modificar hábitos já

Recuperação de culinárias regionais e tradicionais;

       

estabelecidos” (BFT 2010):

Harmonização de alimentos e bebidas;

             

Sensorialidade e Prazer;

 

Socialização em torno da alimentação;

             

Saudabilidade e Bem-estar;

 

Lazer e turismo em torno da alimentação (circuitos e polos gastro- nômicos);

 

Conveniência e Praticidade;

 

Produtos e embalagens lúdicas e interativas.

           

Confiabilidade e Qualidade;

                     

Sustentabilidade e Ética.

 

A categoria Saudabilidade e Bem-estar é motivada por fatores tais

Produtos benéficos ao desempenho físico e mental;

 

Segundo o BFT (2010), a categoria Sensorialidade e Prazer é motivada pelo maior acesso a educação, cultura e informação. Ela posiciona a alimentação como uma experiência em termos gastronômicos, culturais ou de interação social, que pode ocorrer dentro e fora dos lares, em- pregando produtos industrializados ou serviços de alimentação (bares e restaurantes).

como o envelhecimento das populações, as descobertas científicas que vinculam determinadas dietas às doenças, bem como a renda e a vida nas grandes cidades. Esta categoria influencia a busca de um estilo de vida mais saudável, com crescimento dos nichos de alimentos funcio- nais e alimentos orgânicos, sem aditivos químicos. Inclui os seguintes requisitos (BFT 2010):

 

Inclui os seguintes requisitos (BFT 2010):

 

Produtos benéficos à saúde cardiovascular;

           

Valorização da culinária e da gastronomia;

 

Produtos benéficos à saúde gastrointestinal (probióticos, prebióticos

 

Produtos com maior valor agregado (gourmet, iguarias, premium,

 

e simbióticos);

 
 

delicatessen);

Produtos para dietas específicas e alergias alimentares;

     

Variação de sabores;

   

Produtos com aditivos e ingredientes naturais;

           

Produtos com forte apelo sensorial;

 

Alimentos de alto valor nutritivo agregado (funcionais);

       

Produtos com apelo à indulgência;

 

Produtos isentos ou com teores reduzidos de sal, açúcar e gorduras

 

Alimentos exóticos;

     

(better-for-you);

 

Culinária de regiões específicas (produtos étnicos);

 

Produtos fortificados;

             

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Guia Setorial

         
                     
                     

Produtos diet/light;

   

A

categoria Confiabilidade e Qualidade é motivada pela busca de segu-

 

Produtos orgânicos;

   

rança. Valoriza alimentos cujas embalagens e propagandas permitam assegurar que seu consumo é confiável. Inclui os requisitos (BFT 2010):

 

Produtos energéticos;

                         

Produtos para esportistas;

   

Produtos com rastreabilidade e garantia de origem;

       

Produtos minimamente processados;

   

Processos seguros de produção e distribuição;

         

Produtos vegetais (frutas, hortaliças, flores e plantas medicinais);

 

Processos de gerenciamento de riscos;

             

Produtos com propriedades cosméticas;

   

Certificados e selos de qualidade e segurança;

         

Produtos com selos de qualidade de sociedades médicas.

 

Rotulagem informativa;

             
         

Produtos com credibilidade de marca;

             

A categoria Conveniência e Praticidade é motivada pela pressão do dia-a-dia nos centros urbanos e pelas mudanças na estrutura familiar.

 

Processos com tecnologia de ponta (nano e biotecnologia, radio- frequência etc);

 

Valoriza produtos que permitam a economia de tempo e de esforço na alimentação, incluindo (BFT 2010):

 

Embalagens ativas e inteligentes;

             
         

Boas práticas de fabricação;

             

Pratos prontos e semiprontos;

   

Produtos e serviços padronizados.

             

Produtos minimamente processados;

                       

Alimentos de fácil preparo;

 

A

categoria Sustentabilidade e Ética é motivada por consumidores com-

 

Embalagens de fácil abertura, fechamento e descarte;

prometidos com o meio ambiente, a sociedade e a qualidade de vida no planeta de forma ampla; Inclui os requisitos (BFT 2010):

 

Produtos para forno e micro-ondas;

                       

Kits para preparo de refeições;

   

Produtos de empresas sustentáveis;

             

Produtos em pequenas porções (snacking, finger food);

 

Empresas com programas avaliados e certificados de responsabilidade socio-ambiental;

 

Produtos embalados para consumo individual (monodoses);

 

Produtos com menor “pegada” de carbono (carbon footprint);

   

Produtos adequados para comer em trânsito;

   

Produtos de baixo impacto ambiental;

             

Produtos adequados para consumo em diferentes lugares e situações;

 

Produtos associados ao bem-estar animal;

           

Serviços e produtos de entrega (delivery).

   

Rotulagem ambiental e social;

             

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Guia Setorial

         
                 
                 

Produtos de sistema de comércio justo (fair trade);

                   

Embalagens recicláveis e recicladas;

                   

Revalorização de materiais;

                   

Processos com utilização de fontes renováveis;

                   

Gerenciamento de resíduos e emissões;

                   

Certificações e selos ambientais;

                   

Produtos vinculados a causas sociais e ambientais;

                   

Produtos e embalagens racionalizados;

                   

Processos produtivos sustentáveis;

                   

Processos eficientes.

                     

Tais tendências tanto incentivam quanto pressionam as empresas do agronegócio e da alimentação a investir em pesquisa e desenvolvimen- to, qualidade e inovação. Isto vale para empresas de toda a cadeia: pro- dução agropecuária (produtos, insumos e métodos), indústria de alimen- tos (novos produtos, ingredientes, embalagens e processos produtivos), varejo alimentício (distribuição e acesso) e serviços de alimentação (ambiente, atendimento, relacionamento).

                 

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Guia Setorial

       
                   
                   
       

0,1

       
     

Amapá

0,1

 

PARTICIPAÇÃO DAS UNIDADES DA FEDERAÇÃO

   

2. O Agronegócio

     

0,1

 

NO VALOR DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA - BRASIL - 2009-2010

   
   

Roraima

0,1

                     
     

Distrito Federal

0,2

               

2009

   
       

0,3

                     

Em 1957, dois economistas de Harvard, John Davis e Ray Goldberg, de-

Acre

0,3

               

2010

   

0,1

                     

finiram de forma sistêmica o conceito de agronegócio (cunhando, em

 

0,4

                     

Amazonas

0,4

                     

inglês, o termo agribusiness). Para eles o agronegócio “é a soma total de

 

0,5

                     

todas as operações envolvidas na produção e distribuição de suprimen-

Rio de Janeiro

0,6

       

Figura 2 - Participação

   
 

0,5

       

dos Estados na Produção

   

tos agrícolas, as operações nas unidades agrícolas; e o armazenamento,

Rio Grande do Norte

0,6

           
 

0,5

       

Agrícola Brasileira

   

processamento e distribuição dos produtos agrícolas e itens derivados”

Paraíba

0,7

                     
 

0,6

                     

(Pizzolatti 2004).

Piaui

0,8

                     
       

0,8

                     
     

Sergipe

0,7

                     

Segundo relatório do IBGE, a produção agrícola no Brasil atingiu R$ 154

 

0,8

                     

bilhões em 2010, crescendo 8,9% comparada a 2009. O aumento decor-

Rondônia

0,8

                     
 

0,9

                     

reu da valorização dos produtos agrícolas no mercado externo, tanto por

Tocantins

0,9

                     
 

0,9

                     

aumento da demanda quanto por redução da oferta. Merecem destaque

Alagoas

1,1

                     
 

0,9

                     

a cana-de-açúcar que representou 14,9% do valor da produção e o café,

Ceará

1,1

                     
   

1,6

                   

que elevou sua produção em 19,1%. A laranja e o algodão herbáceo tam-

Maranhão

1,6

                   

bém se destacaram com aumentos de 28,3 % e 19,4% (IBGE 2010).

   

1,9

                   

Pernambuco

 

1,7

                   
         

2,0

                   

Como mostra a Figura 2, o maior produtor agrícola é São Paulo, que

Espírito Santo

 

1,9

                   
   

2,0

                   

lidera na produção de cana-de-açúcar, laranja, amendoim, banana,

Pará

 

1,9

                   
     

3,5

                 

limão e tangerina. Destacam-se também os estados do Paraná, Rio

Mato Grosso do Sul

   

3,1

                 

Grande do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e Bahia. Na compa-

     

3,9

                 

Santa Catarina

   

4,1

                 

ração entre 2009 e 2010, o relatório mostra que Mato Grosso diminuiu

       

6,9

               

Bahia

     

6,9

               

sua participação, sendo ultrapassado por Minas Gerais (IBGE 2010).

       

6,9

               
     

Goiás

     

6,7

               

Segundo o relatório “Projeções do Agronegócio Brasil 2010-11 a 2020-

Mato Grosso

       

8,9

11,3

           

21”, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA),

Minas Gerais

         

10,9

11,8

           

os produtos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro, no período de

           

12,1

           

Rio Grande do Sul

         

12,9

         

2010-11 a 2020-21, deverão ser algodão, soja, carne bovina, carne de

           

12,9

         

Paraná

         

12,0

           

São Paulo

               

16,8

18,2

   
                   

%

   

frango, açúcar, papel e celulose. Esses produtos são os que apontam maior potencial de crescimento da produção e das exportações, nos

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Agropecuária, Produção Agrícola Municipal 2009-2010

   

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Guia Setorial

               
                 
                 

próximos anos. Apesar de o Brasil apresentar forte aumento das expor- tações, o mercado interno continuará sendo um importante fator de crescimento (BRASIL 2011).

DESEMPENHO Faturamento

R$ 388,7 bilhões

   
       

Crescimento nominal em valor de produção

17,6%

       

O

relatório estima que o crescimento da produção agrícola no Brasil

Crescimento da produção física

5%

       

deve continuar acontecendo com base na produtividade, revelando um

sar de 62 milhões de hectares em 2011 para 68 milhões em 2021. Um

Quanto às incertezas que podem afetar tais estimativas, o relatório

Crescimento das vendas reais

6,5%

       

maior acréscimo da produção agropecuária do que os acréscimos de área cultivada. As projeções indicam que entre 2011 e 2021 a produção

COMÉRCIO EXTERIOR

               

de grãos (arroz, feijão, soja, milho e trigo) deve aumentar em 23,0%,

Exportações

   

U$ 44,8 bilhões

   

Importações

   

U$ 5,9 bilhões

   

enquanto a área deverá expandir-se em 9,5%. As estimativas realizadas

Saldo Comercial

   

U$ 38,9 bilhões

   

até 2020/2021 são de que a área total plantada com lavouras deve pas-

acréscimo de 6,0 milhões de hectares. Essa expansão de área está con-

MERCADO INTERNO Varejo Alimentar Food Service

   

R$ 205,3 bilhões R$ 89,1 bilhões

   

centrada em soja, mais 5,3 milhões de hectares, e na cana-de-açúcar,

Saldo Comercial

   

R$ 297,5 bilhões

   

mais 2,0 milhões (BRASIL 2011).

EMPREGO Nível de emprego

 

1.621 milhão

   

aponta os riscos de recessão mundial, de aumento do grau de prote-

Novos postos de trabalho

 

94 mil

     

cionismo nos países importadores e de mudanças climáticas severas (BRASIL 2011).

Tabela 1 - Números da Indústria de Alimentação até 11/2011 (ABIA 2011)

   

O

Relatório Anual de 2010 da ABIA, Associação Brasileira das Indústrias

                 

da Alimentação, indica que naquele ano a indústria da alimentação re- gistrou o maior crescimento desde 1995, com faturamento de R$ 331 bilhões, crescendo 13,5%, por meio da alta expressiva nos três canais da indústria da alimentação: exportação, alimentação fora do lar e va-

A página da ABIA apresenta os números recentes do setor, consolidados

A Cadeia do Agronegócio

             

rejo alimentar. As exportações da indústria da alimentação geraram um saldo de US$ 33,7 bilhões, superior a todo o saldo da Balança Comercial brasileira, que foi de US$ 20,3 bilhões (ABIA 2010).

até novembro de 2011, conforme tabela a seguir (ABIA 2011).

A cadeia produtiva no agronegócio envolve os fornecedores de insu- mos (sementes, defensivos agrícolas, adubo, máquinas agrícolas), a atividade agrícola em si (produção rural), as indústrias de alimentos, os atacadistas e varejistas, chegando ao consumidor final, conforme vemos nas figuras 3 e 4 (Neves et al 2004).

 

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Guia Setorial

       
                         
                         

INSUMOS

AGRICULTURA

INDÚSTRIA DE

DISTRIBUIÇÃO

DISTRIBUIÇÃO

MERCADO

O agronegócio incorpora em seu conceito os agentes que imprimem di- nâmica a cada elo da cadeia que sai do mercado de insumos e fatores

 
   

ALIMENTOS

NO ATACADO

NO VAREJO

CONSUMIDOR

 
   

Figura 3 - Cadeia Produtiva do Agronegócio

   

de produção (antes da porteira), passa pela unidade agrícola produtiva (dentro da porteira) e vai até o processamento, marketing, transforma- ção e distribuição (depois da porteira). Resumindo, o termo agribusiness

 

Podemos classificar os agentes do setor de alimentos da seguinte forma:

engloba toda a atividade econômica envolvida com a produção, estoca- gem, transformação, distribuição e comercialização de alimentos, fibras industriais, biomassa, fertilizantes e defensivos (Pizzolatti 2004).

 

fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas;

 

Oliveira (2010) exemplifica, em uma linguagem informal, como o agrone-

 

produtores agrícolas;

         

gócio envolve toda a cadeia produtiva:

 

fornecedores de embalagens para a indústria;

   

antes da porteira: aquisição de sementes, mudas, fertilizantes,

 

indústria de alimentos;

         

agroquímicos, tratores e implementos, equipamentos de irrigação, embalagens, representando cerca de 11,0% do volume de recursos

 

atacado e varejo de alimentos;

       

do agronegócio;

 

serviços de alimentação (food service).

                         
 

1° NÍVEL

2° NÍVEL

3° NÍVEL

   

dentro da porteira: produção propriamente dita (café, mamão, soja, milho, arroz, feijão, frutas, hortaliças, florestas plantadas, pecuária, agroturismo) envolvendo algo como 25,8% do agronegócio.

 
       

Indústria

   

depois da porteira: beneficiamento, transporte, armazenamento,

 

Defensivos

Agrícolas

   

Alimentos

“X”

     

processamento ou industrialização, comercialização, sendo respon-

 
       

Indústria

     

sável pela maior fatia do agronegócio: 63,2%.

 
 

Sementes

Produção

Rural

Alimentos

“Y”

 

Consumidor

Final

Complementam, ainda, o sistema produtivo do agronegócio, as institui- ções de ensino, pesquisa, extensão rural, de assistência técnica, de cré-

A figura 5 enfatiza a parte da cadeia referente à Indústria, ao Varejo e

 
       

Indústria

   

dito rural e as organizações de classe, que interagem e influenciam de maneira intensa o agronegócio (Oliveira 2010).

 
 

Máquinas

Agrícolas

   

Alimentos

“Z”

     
 

Figura 4 - Três Niveis da Cadeia do Agronegócio

   

aos Serviços de Alimentação (BFT 2010).

 

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Guia Setorial

         
                     
                     
 

INDÚSTRIA DE

   

As tendências já citadas, apontadas no relatório Brazil Food Trends, exi-

 
 

ALIMENTOS

   

gem que as empresas do setor inovem em seus produtos, serviços e

 
 

Produtos

   

processos (BFT 2010).

 
         

Para atender os requisitos de sensorialidade e prazer, as empresas podem, por exemplo: lançar produtos gourmet e especialidades para

 
 

Ingredientes

Varejo

 

mercados populares, produtos com sabores e texturas diferentes, pro- dutos interativos e produtos exóticos que permitem novos estímulos sensoriais e o escape da rotina diária; produtos desenvolvidos com

 
     

Food

 

a

participação de chefs de cozinha; produtos com assinatura de che-

 
 

Embalagens

Service

 

fs famosos; produtos étnicos; produtos em porções para o consumo

Para atender os requisitos de saudabilidade e bem-estar, o setor pode

 
 

Processos

   

em família; produtos com proposta de recriar no lar a experiência de ter refeições em restaurantes; produtos para presentear, entre outros

 

Figura 5 - Indústria, Varejo e Serviços de Alimentação (BFT 2010)

(BFT 2010).

 

A Indústria de Alimentos

   

oferecer produtos naturais, frescos, clean, mais simples; produtos “me- nos” (isenção ou redução de sal, açúcar e gorduras); produtos minima- mente processados; produtos fresh-cut (frutas, hortaliças e verduras, cortadas e embaladas); produtos veganos; alimentos mais nutritivos

 

A

indústria de alimentos no Brasil desempenha um papel fundamental

(fortificados); produtos com adição de frutas e grãos; suplementos ali-

 

na economia do País, seja através das exportações para mais de cem mercados, seja pela geração de empregos, seja por sua participação no valor bruto da produção e da transformação industrial (BFT 2010).

mentares; grãos integrais; “superfrutas” (romã, noni, goji, açaí etc.); produtos diet ou light; produtos para dietas específicas; produtos e alimentos funcionais; probióticos, prebióticos e simbióticos; produtos com propriedades cosméticas; produtos com propriedades de retardar

 

Considerando todas as pessoas vinculadas à produção industrial, direta ou indiretamente, o setor constitui-se na maior indústria empregadora

e

da transformação industrial, chegando a R$ 255,7 bilhões (BFT 2010).

o

envelhecimento, entre outros (BFT 2010).

           

nacional, respondendo, em 2007, por 20% dos postos de trabalho de todas as atividades de transformação e extração. No mesmo período, também respondeu por mais de 18% do total do valor bruto da produção

Já os requisitos de conveniência e praticidade exigem que as empre- sas ofereçam alimentos de fácil preparo; embalagens convenientes; produtos que eliminam a necessidade de utensílios para o preparo; produtos em pequenas porções e monodoses; produtos para consumo

 

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Guia Setorial

         
                   
                   

em diferentes lugares e situações; produtos on-the-go; produtos para comer em trânsito ou enquanto se trabalha (BFT 2010).

volume de informações cresce no compasso da evolução tecnológica e a competição não cessa. O varejo alimentar, em especial, deverá segmen-

 

Os requisitos confiabilidade e qualidade exigem que se ofereça, entre outros: produtos naturais e orgânicos; produtos com rastreabilidade e identificação da origem; sistemas de certificação de qualidade e se- gurança (HACCP, ISO 22000 etc.); embalagens ativas e inteligentes e outros canais de comunicação com os consumidores (BFT 2010).

tar-se cada vez mais para atender a nichos específicos de consumido- res. As lojas de autosserviço alimentar serão partes da comunidade em 2020, ocupando espaços cada vez menores (no máximo, 800 metros quadrados de área de vendas), com mix de produtos cada vez mais ajus- tado ao gosto dos vizinhos.

 

Por fim, os requisitos sustentabilidade e ética são atendidos por pro- dutos oriundos de sistemas de comércio justo, vinculados a causas sociais; produtos de empresas sustentáveis; produtos de empresas com programas avaliados e certificados de responsabilidade social e

Responsável pelo abastecimento de 65% da população brasileira, a tendência é que o setor de supermercados mantenha a hegemonia em 2020, adaptando-se às novas tecnologias e a um novo consumidor que emerge de profundas mudanças sociodemográficas, de assimilação de outras culturas e de migração do perfil de consumo.

 

socioambiental; produtos que não sejam associados a maus-tratos aos animais; produtos que não ameacem a preservação de espécies, entre outros (BFT 2010).

Os Serviços de Alimentação

             

O Varejo de Alimentos

   

Nos últimos 10 anos o setor de Serviços de Alimentação (Food Service) tornou-se uma grande vitrine nacional e internacional.

 

O varejo de produtos alimentícios no Brasil compreende diversos tipos

A

prestação de serviços de alimentação pode ser a atividade principal

 

de estabelecimentos de autosserviço, com destaque para os supermer- cados, mercearias e lojas de conveniência. O Ranking Abras, estudo feito pela Associação Brasileira de Supermercados em parceria com a Nielsen (2010), contabiliza 78.311 lojas no País. Pesquisa da Kantar World Panel (2009) mostra que, no canal supermercado, o gasto do con- sumidor com produtos em geral corresponde a, aproximadamente, 75%

de um negócio, como é o caso de restaurantes, redes de fast-food, lan- chonetes, bares, cafés, padarias e rotisserias. Pode também ser par- te complementar de negócios onde está inserido, a exemplo de hotéis, escolas, serviços de catering, hospitais e empresas, caracterizando-se, neste caso, como uma prestação de serviço (BFT 2010).

 

O

mercado de serviços de alimentação envolve todas as atividades que

 

de seu orçamento doméstico (BFT 2010).

contribuem para a elaboração do produto final, desde os insumos e equi-

 

Ainda segundo o estudo Brazil Food Trends 2020, o varejo sabe que terá de se reinventar nos próximos dez anos para atender aos anseios de uma sociedade em que a tônica do comportamento é a mudança, o

pamentos, à distribuição, englobando os serviços prestados aos ope- radores que efetivamente preparam e fornecem os alimentos prontos para o consumo (BFT 2010).

 

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Guia Setorial

         
                 
                 

O setor de serviços de alimentação pode ser mensurado com base no valor das aquisições realizadas pelos seus estabelecimentos. Assim, no Brasil, em 2008, o valor dessas compras totalizou US$ 23,7 bilhões, revelando um crescimento médio de 4,5% a.a., no período de 2004 a 2008. Projeta-se para esse mercado, no Brasil, uma taxa média de cres- cimento de 3,7% a.a no período de 2008 a 2013, com um valor total de aquisições pelos estabelecimentos de US$ 28,4 bilhões no último ano (BFT 2010). A Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação aponta que restaurantes, bares e padarias representam 51% do total do faturamento total do setor de serviços de alimentação, conforme mostra o gráfico na figura 6 (ABIA 2009).

                 
 

Restaurantes - 23% Padarias - 15% Bares - 13% Fast-food - 12% Lanchonetes - 11% Refeições coletivas - 7% Hotéis - 4% Catering - 2% Outros - 13%

                 

Figura 6 - Faturamento dos Prestadores de Serviços de Alimentação (ABIA 2009)

                 

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3. A Fruticultura

   

crescimento de 1,9%. A área colhida de laranja deve expandir-se nos próximos anos, dos atuais 856 mil para 962 mil. Ainda, segundo o Mi-

 

O

sistema agroindustrial das frutas envolve os segmentos: frutas fres-

nistério da Agricultura, o Brasil deve exportar 2,68 milhões de toneladas

 

cas, frutas secas, frutas congeladas como também seus subprodutos:

de suco de laranja no final do período de 2010-11 a 2020-21. Esse nú-

 

polpas, sucos, geleias dentre outros (Nogueira 2011).

 

mero pode chegar a 3,3 milhões de toneladas de suco, caso não sejam

 

O

IBRAF, Instituto Brasileiro de Frutas, estima que, em 2005, a fruticul-

criadas barreiras comerciais, que são o principal limitador da expansão

 

tura girou US$ 5,8 milhões com produtos frescos e US$ 12,2 bilhões in- cluindo os produtos derivados de frutas. Para este mesmo ano, o IBGE,

do suco de laranja no mercado externo (BRASIL 2011).

 

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apurou que a fruticultura brasileira respondeu por 11,5% do PIB (Produto Interno Bruto) agrícola

                   

e

0,625% do PIB nacional (Buainain, Batalha 2007).

   

TAXA DE CRESCIMENTO (%) 2010/11 a 2020/21

           

Segundo o Guia Alimentar do Ministério da Saúde, algumas frutas con-

 

Produção

1,9%

           

sumidas no Brasil são também produzidas e/ou comercializadas em outros países: maçã, banana, mamão, uva, limão, manga, melão, la- ranja, pera, abacaxi, morango e melancia. Já outras frutas que são ori- ginárias do Brasil, não são comercializadas nacionalmente em super-

 

Exportação

2,5%

           

mercados e estão presentes, preponderantemente, em redes locais,

PRODUÇÃO LARANJA

 

EXPORTAÇÃO SUCO

   

muitas vezes apenas em sistemas informais de varejo. Esses frutos re-

 

23.511

       

2.684

   

gionais são: açaí, araçá, ata, babaçu, bacuri, biribá, buriti, cajá, cajara- na, caju, carambola, cupuaçu, dendê, fruta-do-conde, fruta-de-palmas, jenipapo, goiaba, graviola, jabuticaba, jaca, jambo, juá, mangaba, ma- racujá, murici, oiti, pequi, pitanga, pitomba, pupunha, sapoti, seriguela, tamarindo, umbu, entre outros (BRASIL 2005).

19.363

   

2.102

           

A

laranja é a única fruta citada no documento Projeções do Agronegócio

                   

Brasil 2010-11 a 2020-21, do Ministério da Agricultura (BRASIL 2011).

2010/11

2020/21

 

2010/11

 

2020/21

   

Segundo o estudo, a produção de laranja deverá passar de 19,4 milhões de toneladas na safra 2010/2011 para 23,5 milhões de toneladas em 2020/2021 (figura 7). Essa variação corresponde a uma taxa anual de

Figura 7 - Produção de Laranja e Exportação de Suco de Laranja, em mil toneladas (BRASIL 2011)

 

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Guia Setorial

         
                         
                         
                 

MERCADO CONSUMIDOR

     
     

INDÚSTRIA DE

                           

POMARES

Frutas

 

SUCOS, NECTARES

   

CONSUMO

                     
     

E REFRESCOS

                           
 

Sucos, Polpas,

 

Sucos, Nectares

e Refrescos

       

ATACADISTAS

ATACADISTAS

       
 

Frutas

Concentrados

         

“DOCES”

 

CEAS

   

VAREJISTAS

 
 

e NDC

     

Produtos

                       
 

PROCESSAMENTO

 

INDÚSTRIA DE

 

DISTRIBUIÇÃO

 

ÓRGÃOS GOVERNAMENTAIS INDUTORES

                   
 

PRIMÁRIO

Sucos, Polpas,

OUTRAS BEBIDAS

Refrigerantes e

E COMÉRCIO

                     
 

Concentrados

 

Outras Bebidas

                       
 

e NDC

                           
             

ÓRGÃOS DE

   

ÓRGÃOS DE

       

SUB

           

ASSISTÊNCIA

 

COOPERATIVA

ASSISTÊNCIA

       

PRODUTOS

     

Bebidas Lácteas

 

ADMINISTRATIVA

“GOIABA”

TÉCNICA

         
       

com Frutas,

                     
     

INDÚSTRIA DE

Sorvetes etc.

                     
     

ALIMENTOS

                         
             

TRADING

 

PRODUTOR

COOPERATIVA

       
             

“MAMÃO”

 

“MARACUJÁ”

 

PROCESSADORA

 
   

Figura 8 - (Fernandes 2006)

                       

Fernandes (2006) apresenta um esquema que ilustra a cadeia da fru- ticultura que começa no pomar, passa pela etapa de processamento

                   
             

AGÊNCIAS

 

COOPERATIVA

       

ENGARRAFADORA

primário que fornece os insumos para as indústrias de sucos, néctares

     

FORNECEDORES

       

DE FOMENTO

 

“MANGA”

       

MULTINACIONAL

 

refrescos, de outras bebidas e de alimentos, que fornecem para as redes de distribuição e varejo para chegar ao consumidor final.

Pereira, Braga e Steffanello (2010) apresentam um modelo sistêmico

e

                   
                   

PROCESSADORA E

REGULADORES

       

da cadeia da fruticultura (figura 9), ao analisar o setor no Espírito San- to, ilustrando a interação entre os diversos agentes que complementam

atividade produtiva: cooperativas, órgãos de assistência técnica ou

a

     

ENGARRAFADORA

INSTITUCIONAIS

       
                     

administrativa, agências de fomento, reguladores institucionais, forne- cedores, processadora e engarrafadora, engarrafadora multinacional,

                     

exportadores (tradings), atacadistas e varejistas.

   

Figura 9 - Modelo Sistêmico da Cadeia da Fruticultura no Espírito Santo (Pereira, Braga, Steffanello 2010)

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Guia Setorial

           
                       
                       
 

ANTES DAS FAZENDAS

 

NAS FAZENDAS

   

APÓS AS FAZENDAS

             
         

Empresas

                     
 

Defensivos

US$ 141,00 milhões

   

Fruta Fresca

Mercado Interno

US$ 265,84 milhões

 

Atacado

 

Varejo /

Serviço de

Alimentação

Consumidor

US$ 404,46 milhões

     
 

Fertilizantes

   

Empresas

                     
 

US$ 75,85 milhões

   

Fruta Fresca

Exportação

US$ 265,84 milhões

 

Atacado

 

Varejo /

Serviço de

Alimentação

Consumidor

       
 

Fertilizantes

Líquidos

     

Indústria

   

Varejo /

             
           

Demandante

Atacado

 

Serviço de

Consumidor

       
 

US$ 9,33 milhões

     

Óleos Essenc.

   

Alimentação

             
 

Fertilizantes

     

Indústria

   

Varejo /

             
 

Foliares

       

Alimentícia

Atacado

 

Serviço de

Consumidor

       
 

US$ 4,22 milhões

Cooperativas

   

Brasil

   

Alimentação

             
     

Produção Agrícola

Indústria

Indústria

                   
 

Corretivos

 

US$ 809,9 milhões

Total

Alimentícia

                   

Figura 10 - O Sistema Agroindustrial Citrícola no Brasil (Neves et al 2004)

US$ 15,44 milhões

   

US$ 1.332,9 milhões

Exterior

   

Varejo /

             

Revendas

 

SLCC

     

Serviço de

Consumidor

       
       

US$ 910,23 milhões

Envasadores

   

Alimentação

             
       

Outros Sucos

de Suco

                   

Mudas

     

US$ 288,10 milhões

Exterior

                   

US$ 17,1 milhões

   

Pellets

                     
       

US$ 64,97 milhões

Empresas

 

Produção

Animal

           
       

Óleos essenciais US$ 69,66 milhões

Rações

Brasil

Sist. Distrib.

Rações

           

Tratores

                             

US$ 36,05 milhões

 

Outros

 

Empresas

Sist. Distrib.

Produção

           
     

Insumos

 

Rações

Exterior

           
           

Rações Ext.

Animal

           

Implementos

US$ 42,97 milhões

   

Indústria Suco

     

Varejo e

             
       

Pasteurizado

 

Atacado

 

Serviço de

Consumidor

       
       

US$ 58,62 milhões

     

Alimentação

             

Irrigação

US$ 20,15 milhões

   

Empresas Suco

     

Varejo e

             
     

Pronto / Fresco

 

Atacado

 

Serviço de

Consumidor

       
       

US$ 12,92 milhões

     

Alimentação

             
   

Agentes Facilitadores (não compram e vendem, apenas prestam serviço) - US$ milhões

             

Transportadoras Frutas: 39,90 Mão-de-obra Colheita: 76,02 Combustíveis: 66,37

Empresas Embalagens de Fruta: n/d Transporte Suco Concentrado: 15,70 Transportadoras Packing House (M. Interno): 19,02

Empresas Armazenagem de Suco: n/d Empresas Enzimas: n/d Empresas Extratoras: 30,00

Concessionárias Rodovias: 14,12 Empresas Serviços Portuários: 20,00 Transpoles Pellets : 12,46

       

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Guia Setorial

           
                   
                   

Segundo os autores, graças a esse modelo, um produtor da região pode, por exemplo, cultivar mamão e vender, através de uma trading, para o

Néctares e drinques de baixa caloria;

             

mercado externo. Na mesma propriedade, ele pode cultivar qualquer ou-

Leite com suco de frutas;

             

tra fruta e escoar toda essa produção para a agroindústria associando- -se a uma cooperativa, enquanto parte da produção fica com ele para

Soja com suco de frutas;

             

que ele possa agregar valor ao produto de diferente formas (Pereira,

Sucos e drinques enriquecidos com vitaminas A, C e E;

     

Braga, Steffanello 2010).

Sucos e drinques adicionados de fibras;

           

A hortifruticultura é um dos setores com maior possibilidade de aces-

Frutas minimamente processadas.

             

so aos mercados institucionais, em especial o da Alimentação Escolar. Um programa nesta área determina que, no mínimo, 30% dos recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação aos

O mesmo autor aponta entraves que devem ser vencidos (Fernandes 2006), entre os quais destacamos:

 

municípios sejam utilizados na compra de produtos da agricultura fami- liar. É ainda obrigatório que a alimentação servida nas escolas públicas ofereça semanalmente no mínimo três porções de frutas e de hortali-

inexistência no Brasil de uma fruticultura institucionalizada voltada à agroindustrialização (exceto em cítricos);

 

ças e o suco de frutas tem de ser natural, não pode ser industrializado (Hortifruti 2012).

ausência de planejamento estratégico setorial e de uma política agroindustrial;

 

A figura 10 ilustra outro interessante modelo sistêmico que exibe as interações entre os atores da cadeia citrícola no Brasil, com valores referentes a 2003 (Neves et al 2004).

desconsideração e ou desconhecimento da tipologia e função das agroindústrias, o que acarreta dificuldades de estabelecimento dos mercados foco;

 

Polpa e Sucos de Frutas

   

escassez de projetos cooperativos de pesquisa e desenvolvimento entre a iniciativa privada e centros de excelência;

 

Antecipando parte das tendências detectadas em BFT (2010), Fer- nandes (2006) já apontava oportunidades para novas categorias de produtos emergentes no sistema agroindustrial de polpas e sucos de

baixo nível de adoção de sistemas de qualidade, principalmente na transformação primária;

 

frutas:

deficiência na capacitação e no desenvolvimento de recursos humanos para gestão;

 

Mistura (blends) entre sucos;

 

falta de linhas de crédito e financiamento adequadas às peculiaridades

 

Mistura (blends) de sucos de várias frutas com vegetais;

 

do setor.

               

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Guia Setorial

         
                 
                 

A partir do diagnóstico acima, a ABDI e o IBRAF apresentaram um Pla- no de Desenvolvimento Setorial que visa superar deficiências setoriais

elaboração de um Plano Estratégico para a Cadeia Agroindustrial

gelo, trazidas em um navio norte-americano, e começaram a fabricar sorvetes com frutas brasileiras (ABIA).

 

através de (Fernandes 2006):

das Frutas;

Nogueira et al (2005) descrevem o processo de fabricação industrial do sorvete:

“O sorvete resulta da combinação por processos mecânicos e tér-

 

termo de referência para educação e formação profissional;

micos de dois componentes básicos: a calda e os aditivos. A calda resulta do cozimento de leite fluido, creme, açúcar e algum suco

 

reconversão industrial;

   

de frutas, formando a base para a produção do sorvete de diver-

 

recuperação de agroindústrias de sucos e polpas de sucos;

sos sabores. Ela determina as propriedades nutricionais e influi nas características organolépticas 1 do produto final. Os aditivos

 

sistema de organização agroindustrial;

 

são incorporados em baixa proporção para melhorar algumas

 

portal de informações para o sistema agroindustrial de frutas processadas;

características ou aumentar o período de conservação”.

 

desenvolvimento tecnológico (segurança e qualidade de polpas industriais de frutas);

A valorização dos alimentos saudáveis pela sociedade abre oportunidades para o mercado de sucos de frutas frescas e em polpa.

 

apoio às indústrias de transformação primária.

                   

O Sorvete de Frutas

                     

Segundo a página da ABIS, Associação Brasileira das Indústrias de Sor- vete, a história do sorvete começa com os chineses, que misturavam neve com frutas fazendo uma espécie de sorvete. Esta técnica foi pas- sada aos árabes, que logo começaram a fazer caldas geladas chama- das de sharbet e que mais tarde se transformaram nos famosos sorve- tes franceses sem leite, os sorbets. Relata, ainda, que em 1292, Marco Polo trouxe do Oriente para a Itália o segredo do preparo de sorvetes usando técnicas especiais. O sorvete chegou ao Brasil, em 1834, pela

1 Chamam-se organolépticas as propriedades físicas ou químicas pelas quais as subs- tâncias são capazes de atuar sobre os sentidos ou sobre os órgãos. iDicionário Aulete:

 

mão de dois comerciantes cariocas que compraram 217 toneladas de

http://aulete.uol.com.br

               

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Guia Setorial

       
                   
                   

4. Frutas e Saúde

   

minerais necessários, contribui para manter o peso adequado, melho- rar a resistência contra infecções e reduzir o risco de doenças crônicas.

 

O

Guia Alimentar do Ministério da Saúde resume as recomendações da

Recomenda ainda que os cereais de preferência integrais, frutas, legu-

 

OMS, Organização Mundial da Saúde, para uma alimentação saudável (BRASIL 2005):

mes e verduras e leguminosas (feijões), no seu conjunto, devem fornecer mais da metade (55% a 75%) do total de energia diária da alimentação

 
 

manter o equilíbrio energético e o peso saudável;

 

(BRASIL 2005).

 
 

limitar a ingestão energética procedente de gorduras;

O termo “fibra alimentar” refere-se às partes dos alimentos vegetais que

 
 

substituir as gorduras saturadas por insaturadas e eliminar as gorduras trans (hidrogenadas);

resistem à digestão. As principais fontes de fibras são os alimentos ve- getais como grãos, tubérculos e raízes, as frutas, legumes e verduras, leguminosas e outros vegetais, ricos em proteínas. Nenhum alimento de

 
 

aumentar o consumo de frutas, legumes e verduras, cereais inte- grais e leguminosas (feijões);

origem animal contém fibra alimentar. Os alimentos com alto teor de fi- bra são benéficos para a função intestinal. Elas reduzem o tempo que o

 
 

limitar a ingestão de açúcar livre (branco);

 

alimento leva para ser digerido e eliminado e, por essa razão, previnem

 
 

 

a

constipação e possivelmente são fatores de proteção contra doenças

 

limitar a ingestão de sal (sódio) de toda procedência e consumir sal iodado.

Em 2007, Moacyr Saraiva Fernandes, presidente do IBRAF, apontou que o consumo anual de frutas no Brasil era de 47 kg por habitante,

Em 2009, o consumo brasileiro era de 62 kg por habitante, segundo

diverticulares e contra o câncer do cólon e também são benéficos para pessoas com diabetes (BRASIL 2005).

excesso de peso e a obesidade na população adulta brasileira ocor-

O

 

ficando bem abaixo dos 100 kg de frutas por habitante recomendado pela Organização Mundial da Saúde (IBRAF 2007a).

Maurício de Sá Ferraz, coordenador pelo IBRAF do projeto Saborosa Brincadeira, uma campanha realizada em parceria com o Sebrae SP para incentivar o consumo de frutas, principalmente entre as crianças (IBRAF 2009a).

rem em todas as regiões do País, no meio urbano e rural e em todas as classes de rendimentos 2 . O Guia Alimentar para a População Brasileira do Ministério da Saúde atribui tanto essa tendência crescente de sobre- peso e obesidade quanto o aumento das doenças crônicas não trans- missíveis (DCNT) ao aumento no consumo de alimentos processados, ricos em gordura, açúcar e sal, associado ao menor gasto energético diário devido à redução da atividade física de parcela significativa da população (BRASIL 2005).

 

O

Guia Alimentar do Ministério da Saúde recomenda, ainda, o consumo

                   

individual de três porções (cerca de 400g) de frutas, legumes e verdu- ras por dia. Tal alimentação fornece grande parte de vitaminas, fibras e

2 Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada em 2002-2003 pelo IBGE e Ministério da Saúde, citada em (BRASIL 2005)

 

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Guia Setorial

         
                   
                   

As frutas e alguns vegetais contêm naturalmente açúcar do tipo fru- tose. O açúcar, na sua forma de frutose não é o tipo cujo consumo deve ser reduzido. Recomenda-se diminuir o consumo do açúcar bran- co tipo sacarose ou açúcar de mesa, amplamente usado nos produtos

Muitas frutas regionais são ricas em micronutrientes e em várias subs-

As frutas desidratadas são ótimas fontes de vitaminas e minerais. Pos-

acessibilidade física e financeira: uma alimentação saudável não é cara, pois se baseia em alimentos in natura e produzidos regionalmente;

 

industrializados. Nesses produtos, o açúcar é utilizado para torná-los mais saborosos e é adicionado a muitos alimentos e bebidas na for- ma concentrada de xarope. Estudos apontam que os nossos ancestrais consumiam dietas que continham cerca de 4% a 6% de açúcar, prin- cipalmente sob a forma de frutas e mel. Os seres humanos evoluíram

sabor: o resgate do sabor como um atributo fundamental é um in- vestimento necessário à promoção de uma alimentação saudável baseada em tubérculos, frutas, legumes e verduras e grãos varia- dos, alimentos saudáveis, saborosos, culturalmente valiosos, nutri- tivos, típicos e de produção factível em várias regiões brasileiras, inclusive e principalmente por pequenos agricultores familiares;

 

tendo uma aceitação intensa ao sabor doce, provavelmente porque, na natureza, a doçura indica que as frutas estão maduras e prontas para serem consumidas (BRASIL 2005).

tâncias bioativas. Por exemplo: buriti, dendê e pequi são fontes extrema-

variedade: o consumo de vários tipos de alimentos fornece os dife- rentes nutrientes, evitando a monotonia alimentar, que limita a dis- ponibilidade de nutrientes necessários para atender às demandas fisiológicas e garantir uma alimentação adequada;

 

mente concentradas de carotenóides, bem como os seus óleos. Esses alimentos, abundantes nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste, são naturalmente protetores contra a deficiência de vitamina A, que é endê-

cor: a alimentação saudável contempla uma ampla variedade de grupos de alimentos com múltiplas colorações. Sabe-se que quanto mais colorida é a alimentação, mais rica é em termos de vitaminas e minerais;

 

mica nessas regiões, sendo importantes fontes locais dessa vitamina para a população (BRASIL 2002).

suem alto teor calórico e aliado a uma alimentação equilibrada traz enor-

harmonia: refere-se especificamente à garantia do equilíbrio em quantidade e em qualidade dos alimentos consumidos para o alcan- ce de uma nutrição adequada;

 

mes benefícios à saúde. Um bom exemplo dessa riqueza é o damasco

segurança sanitária: os alimentos não devem apresentar contami- nantes de natureza biológica, física ou química.

 

seco, que possui duas vezes mais vitamina A e maiores quantidades de potássio e ferro do que a fruta in natura (Matos 2007).

Ao definir o papel do Governo e do setor produtivo de alimentos, o Guia Alimentar do Ministério da Saúde (BRASIL 2005) relaciona:

 

Numa visão ampla, os seguintes atributos são básicos para uma ali- mentação saudável, segundo o Guia Alimentar do Ministério da Saúde (BRASIL 2005):

valorizar e promover a produção e o processamento, com preserva- ção do valor nutritivo de frutas, legumes e verduras, principalmente os de origem local, na perspectiva do desenvolvimento sustentável;

 

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Guia Setorial

         
                 
                 

fomentar mecanismos de redução dos custos de produção e comercialização desses alimentos;

                 

criar estratégias que viabilizem a instalação de redes locais de comercialização, facilitando o acesso regular da população a esses alimentos, a preços acessíveis;

                 

monitorar, segundo a legislação, o uso de agentes químicos (agrotó- xicos) potencialmente prejudiciais à saúde;

                 

viabilizar campanhas e outras iniciativas de comunicação social e de educação que valorizem e incentivem o consumo desses alimentos;

                 

assegurar a presença desses alimentos nos programas públicos e/ ou institucionais de alimentação e nutrição (como o Programa de Alimentação do Trabalhador, Programa de Alimentação Escolar e outros) e nas refeições das populações institucionalizadas.