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Experimento 5: Amplificadores de pequenos sinais. Disciplina: EN2701– Fundamentos de Eletrônica. Discentes: Fernando

Experimento 5:

Amplificadores de pequenos sinais.

Disciplina: EN2701– Fundamentos de Eletrônica.

Discentes:

Fernando Henrique Gomes Zucatelli Pedro Caetano de Oliveira

Turma: A/Noturno

Prof º. Dr. Roberto Jacobe Rodrigues.

Santo André, 06 de Julho 2011.

1

1. INTRODUÇÃO

Transistores são componentes elétricos amplamente utilizados em circuitos, atuando como amplificadores de sinais e interruptores, entre diversas outras aplicações. Com seu início de uso na década de 50, esses componentes foram e são imprescindíveis para o advento da eletrônica, permitindo obter diversos resultados desejáveis em circuitos que, de outra forma, exigiriam uma montagem mais complexa utilizando-se outros componentes ou então nem poderiam ser obtidos. Alguns usos que podem ser destacados são na criação de portas lógicas, importantes para o campo da eletrônica digital, e na criação de amplificadores de sinal, amplamente utilizados na área de instrumentação [1,2].

2. OBJETIVOS

Os objetivos deste experimento são verificar a polarização em emissor comum com divisor de tensão na base do transistor, verificar a operação desta configuração como amplificador de sinais com uso de capacitores, analisando a influência do capacitor entre emissor e referência (terra) e obter as impedâncias de entrada e saída do amplificador.

3. PARTE EXPERIMENTAL

Foram usados resistores de 100,330, 470, 1k, 1,2k, 5,6ke 10k. Transistores BC547B. Capacitores eletrolíticos de 1µF/50Volts e 10µF/50Volts. Um multímetro digital Marca Minipa ET-2510 (portátil).UmProtoboard (Matriz de contato).Uma fonte de Tensão Marca Minipa MPL-3303. Uma fonte geradora de sinal Tektronix modelo AFG 3021B, um osciloscópio digital Tektronix modelo TDS 2022B e cabos e fios para conexão

3.1. Polarização do Transistor Bipolar

A Figura 1 mostra o circuito montado para medição do ganho βcc do transistor BC547B com divisor de tensão na base

2

2 Figura 1 – Circuito para polarização emissor comum de transistor com divisor de tensão na

Figura 1 – Circuito para polarização emissor comum de transistor com divisor de tensão na base.

3.2. Amplificador de pequenos sinais

Para analisar o circuito da Figura 1 como um amplificador de sinais foram adicionados os capacitores C 1 , C 2 e C E conforme Figura 2, onde v e indica a entrada do sinal a ser amplificado e v s a saída amplificada. Assim o circuito pode ser interpretado como um sistema de duas portas tal como descrito na Figura 3, onde Vi indica o sinal de entrada (input) e Vo a saída (output).

o sinal de entrada ( input ) e Vo a saída ( output ). Figura 2

Figura 2 – Circuito amplificador de pequenos sinais.

Sistema
Sistema

Figura 3 – Circuito amplificador de pequenos sinais visto como sistema de 2 portas.

3

Para analisar o comportamento do amplificador foram usados ambos os canais

do osciloscópio, sendo que um deles visualizava o sinal de entrada enquanto que o

outro o sinal de saída. O cálculo da amplificação dos sinais é feito analisando as

tensões de pico a pico no osciloscópio.

Para medir a impedância do amplificador é necessário que este esteja

submetido a tensões alternadas, pois os capacitores comportam-se como abertos

em corrente contínua após atingirem o regime permanente (carregados). A Figura 4

mostra o circuito para medir a impedância de entrada, usa-se um resistor R em série

com a entrada Vi do amplificador, a impedância de entrada Zi é dada por (1). A

Figura 5 por sua vez exibe o circuito para medição da impedância de saída Zo, cujo

valor é encontrado com uso da equação (2).

R I Sistema de 2 Vs Vi Portas. Amplificador
R
I
Sistema de 2
Vs
Vi
Portas.
Amplificador

Figura 4 – Método para verificar experimentalmente as impedâncias de entrada.

V

s

V

i

=

=

V

R

+

Z

i

. I

V

i

Z

i

V

R

=

=

V

i

I

V

s

V

i

;

=

V

i

V

R

R

V

R

=

R I

.

I

=

=

V

i

(

V

s

V

i

)

R

V

R

R

(1)

Io V=0 Vo
Io
V=0
Vo

Rsource

R

Vs

Figura 5 – Método para verificar experimentalmente as impedâncias de saída.

4

V s

V o

=

=

V

R

Z

o

+

. I

V

o

Z

o

V

R

=

=

V

s

V

o

I

=

V

o

;

V

o

V

R

R

V

R

=

=

R I

.

V

o

(

V

s

V

o

)

I

R

=

V

R

R

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

(2)

4.1. Polarização do Transistor Bipolar

Para a primeira parte do experimento, foram medidos os valores de I b , I c , V BE e

V CE , apresentados na Tabela 1.

Tabela 1 – Tensões e correntes medidas no transistor.

I b (µA))

I c (µA)

V BE (V)

V CE (V)

34,50

2930,00

0,67

5,95

Os valores de corrente, no entanto, mostraram-se pouco confiáveis medidos

diretamente com o multímetro no modo amperímetro, já que a resistência interna do

mesmo é muito elevada comparada às resistências presentes no circuito, afetando

significativamente a medida.

Dessa forma, mediu-se a tensão nos resistores correspondentes ao coletor, ao

emissor e à base (R 1 e R 2 ), obtendo-se a corrente nesses componentes, agora mais

confiável, pela equação (3), sendo os valores reunidos na Tabela 2.

A única observação é que, para a corrente da base, seu valor é obtido

subtraindo-se a corrente no resistor 2 da corrente no resistor 1 (análise nodal).

I V/R

(3)

Tabela 2 – Tensões medidas nos resistores e correntes calculadas

V Rc (V)

I

c (mA)

V Re (V)

I

e (mA)

V R1 (V)

V R2 (V)

I

b (µA)

4,64

 

14,06

1,41

 

14,10

9,90

2,07

42,86

Tem-se então que o ganho de corrente (β CC ), dado pela divisão da corrente no

coletor pela corrente na base, é 328,04, que está de acordo com o datasheet obtido

em [3].

5

Pode-se então desenhar a reta de carga desse transistor, sabendo-se que, quando Ic é zero, VCE = VCC = 12,10 mV e que para VCE = 0, Ic = VCC/(Rc + Re).

A Figura 6 apresenta essa reta, sendo que a seta indica o ponto quiescente, em que

a curva da corrente de base corta a reta de carga, sendo esse o ponto de operação

do transistor.

Reta de Carga – I c x V CE
Reta de Carga – I c x V CE

Figura 6 – Reta de carga.

Caso o resistor 2 seja substituído por um de menor resistência, mais corrente passará por ele, de forma que a corrente da base será menor, aplicando-se o mesmo princípio utilizado na construção da Tabela 2. Assim, com a diminuição do valor dessa corrente, o ponto quiescente seria deslocado para uma região mais a direita da reta de carga

4.2. Amplificador de pequenos sinais

Os sinais amplificados com o circuito da Figura 2 estão da Figura 7 a Figura 13, cada um com uma combinação da tensão de pico a pico e freqüência do sinal de entrada. A Tabela 3 resume os ganhos em cada caso.

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Tabela 3 – Ganhos do amplificador para cada combinação de tensão de entrada e frequência

Ventrada nominal

frequência entrada

Ventrada

Vsaída

Ganho (Vs/Ve)

Figura

20,0 mV

1,0 kHz

22,4 mV

1,66 V

74,11

Figura 7

30,0 mV

1,0 kHz

33,2 mV

2,42 V

72,89

Figura 8

40,0 mV

1,0 kHz

42,4 mV

3,10 V

73,11

Figura 9

50,0 mV

1,0 kHz

51,2 mV

3,84 V

75,00

Figura 10

20,0 mV

2,0 kHz

25,6 mV

1,92 V

75,00

Figura 11

20,0 mV

3,0 kHz

25,6 mV

2,00 V

78,13

Figura 12

20,0 mV

4,0 kHz

24,8 mV

1,96 V

79,03

Figura 13

Nota-se que a variação do ganho para e mesma frequência se tornou estável mesmo com aumento da tensão de entrada. Isso permite calcular uma média destes ganhos no valor de 73,78. No caso do aumento sistemático de frequência nota-se que o ganho também aumentou ligeiramente. Ainda nas figuras que se seguem, é possível perceber que o sinal de saída está defasado quase 180° do sinal original, o que é esperado devido ao fato de capacitores, assim como indutores, defasarem os sinais que por eles passam com uma fase de 90° idealmente (somente um deles), mas que varia na prática, dada a influência de todas as impedâncias.

na prática, dada a influência de todas as impedâncias. Figura 7 – Amplificação de 74,11 vezes

Figura 7 – Amplificação de 74,11 vezes o sinal de entrada V=20mVpp a 1kHZ.

7

7 Figura 8 – Amplificação de 72,89 vezes o sinal de entrada V=30mVpp a 1kHZ. Figura

Figura 8 – Amplificação de 72,89 vezes o sinal de entrada V=30mVpp a 1kHZ.

de 72,89 vezes o sinal de entrada V=30mVpp a 1kHZ. Figura 9 – Amplificação de 73,11

Figura 9 – Amplificação de 73,11 vezes o sinal de entrada V=40mVpp a 1kHZ.

de 73,11 vezes o sinal de entrada V=40mVpp a 1kHZ. Figura 10 – Amplificação de 75,00

8

8 Figura 11 – Amplificação de 75,00 vezes o sinal de entrada V=20mVpp a 2kHZ. Figura

Figura 11 – Amplificação de 75,00 vezes o sinal de entrada V=20mVpp a 2kHZ.

de 75,00 vezes o sinal de entrada V=20mVpp a 2kHZ. Figura 12 – Amplificação de 78,13

Figura 12 – Amplificação de 78,13 vezes o sinal de entrada V=20mVpp a 3kHZ.

de 78,13 vezes o sinal de entrada V=20mVpp a 3kHZ. Figura 13 – Amplificação de 79,03

9

Outra característica desse circuito é que existe um limite de tensão de entrada para que ocorra a ampliação do sinal de entrada sem haver distorção no sinal de saída. No caso do experimento realizado, esse valor foi atingido para uma entrada de 60 mV pp . Com a retirada do capacitor C E do circuito, o resistor R E passa a influenciar o circuito, esta influência está registrada na Figura 14. A influência de cargas em paralelo com o sinal na saída está registrada da Figura 15 a Figura 17. A Tabela 4 resume as informações das figuras, nota-se que o ganho após a retirada do capacitor C E se tornou abruptamente menor, caindo de cerca de 70 vezes para apenas 3 vezes, isso mostra que perde-se completamente o motivo de amplificar o sinal quando o resistor R E entra no circuito dada a retirada de C E . Também é possível perceber que o ganho aumentou com o aumento do resistor de carga R L , o que mostra que o ganho máximo deva ser atingido com

R

L → ∞ , ou seja, um circuito aberto, como foi o caso das medições da Tabela 3.

Tabela 4 – Ganhos do amplificador para cada combinação de tensão de entrada e frequência

Situação

Ventrada

Vsaída

Ganho (Vs/Ve)

Figura

C/ RE

25,6 mV

76,00 mV

2,97

Figura 14

RL = 470 Ω

24,0 mV

1,00 V

41,67

Figura 15

RL = 1 kΩ

25,6 mV

1,26 V

49,22

Figura 16

RL = 10 kΩ

28,8 mV

1,62 V

56,25

Figura 17

R L = 10 kΩ 28,8 mV 1,62 V 56,25 Figura 17 Figura 14 – Amplificação

Figura 14 – Amplificação com sinal de entrada V=20mVpp a 1kHZ com R E

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10 Figura 15 – Amplificação com sinal de entrada V=20mVpp a 1kHZ com R L =470

Figura 15 – Amplificação com sinal de entrada V=20mVpp a 1kHZ com R L =470

com sinal de entrada V=20mVpp a 1kHZ com R L =470 Ω Figura 16 – Amplificação

Figura 16 – Amplificação com sinal de entrada V=20mVpp a 1kHZ com R L =1k

com sinal de entrada V=20mVpp a 1kHZ com R L =1k Ω Figura 17 – Amplificação

Figura 17 – Amplificação com sinal de entrada V=20mVpp a 1kHZ com R L =10k

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A Tabela 5 mostra as impedâncias medidas de acordo com o procedimento descrito na seção 3.2 e algumas variações para teste.Com resistor de 1kem série e com a saída em aberto obteve-se na medição da impedância de entrada uma faixa entre 1200,00 e 1285,71 , durante o processo de medição percebia-se que o sinal da fonte geradora oscilava, alterando as tensões medidas no osciloscópio. Nas primeiras medições da saída, esqueceu-se de por em curto a entrada, dessa forma foram obtidos valores de impedância mais altos do que quando se percebeu o erro e colocou-se a entrada em curto, quando se obteve a impedância de saída de 742,11.

Tabela 5 – Impedâncias de entrada e de saída.

situação da saída

R

(Ω)

Vs (V)

Vi

(V)

Z=R*Vi/(Vs-Vi)

Figura

aberto

1000

13,2

7,2

1200,00 Ω

Figura 18

aberto

1000

19,2

10,8

1285,71 Ω

Figura 18

curto

470

22,2

12,6

616,88 Ω

Figura 19

situação da entrada

R

(Ω)

Vs (V)

Vo

(V)

Z=R*Vi/(Vs-Vo)

Figura

aberto

1000

17,6

8,0

833,33 Ω

Figura 20

aberto

470

18,8

11,6

757,22 Ω

Figura 20

curto

470

19,6

12,0

742,11 Ω

Figura 21

curto 470 19,6 12,0 742,11 Ω Figura 21 Figura 18 – Medições da impedância de entrada
curto 470 19,6 12,0 742,11 Ω Figura 21 Figura 18 – Medições da impedância de entrada

Figura 18 – Medições da impedância de entrada Zi com R=1k. Canal 1: Vgerador. Canal 2:Vi. Saída em aberto.

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12 Figura 19 – Medição da impedância de entrada Zi com R=470 Ω . Canal 1:

Figura 19 – Medição da impedância de entrada Zi com R=470. Canal 1: Vgerador. Canal 2:Vi. Saída em curto.

R=470 Ω . Canal 1: Vgerador. Canal 2:Vi. Saída em curto. Figura 20 – Medições da
R=470 Ω . Canal 1: Vgerador. Canal 2:Vi. Saída em curto. Figura 20 – Medições da

Figura 20 – Medições da impedância de saída Zo com R=1k(esq.) e R=470(dir.). Canal 1:

Vgerador. Canal 2:Vi. Entrada em aberto.

(dir.). Canal 1: Vgerador. Canal 2:Vi. Entrada em aberto. Figura 21 – Medição da impedância de

Figura 21 – Medição da impedância de saída Zo com R=470. Canal 1: Vi. Canal 2:Vgerador. Saída em curto.

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5. CONCLUSÃO

Com o experimento realizado, foi possível observar na prática de que forma

transistores amplificam sinais de entrada a que são submetidos.

No primeiro caso, trabalhando-se com um regime contínuo, verificou-se o

ganho de corrente propiciado pelo transistor, entre a corrente de base e a do coletor,

além de observar-se, experimentalmente, que a corrente no emissor é de fato bem

próxima da corrente no coletor.

Para o segundo caso, trabalhando-se agora com um sinal de entrada AC em

conjunto com o DC, observou-se o ganho de tensão que há no sinal AC. De maneira

geral, pode-se perceber que um aumento na tensão de entrada não influencia

consideravelmente o ganho, apenas distorcendo o sinal para entradas maiores que

70 mV. Um aumento na frequência, no entanto, aumenta o valor do ganho obtido.

Por fim, a retirada do capacitor no emissor faz com que o ganho caia

drasticamente, sendo que o resistor no emissor passa a influenciar o circuito.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] MALVINO, Albert P. Eletrônica. 1.ed. São Paulo, McGraw-hill, 1987.

[2]BOYLESTAD, R.L.; Introdução à análise de circuitos; 10.ed. São Paulo:

Pearson Prentice Hall, 2004.

[3] DATASHEET BC547B. Disponível em <http://www.datasheetcatalog.com/datasheets_pdf/B/C/5/4/BC547B.shtml>. Acesso em 10/07/2011