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DIREITO CIVIL I - DAS OBRIGAÇÕES QUESTIONÁRIO

1- Diferencie obrigação líquida de obrigação ilíquida R: Obrigação liquida: Conforme art. 1533 do CC, Considera-se liquida a obrigação certa, quanto a sua existência e determinada quanto seu objeto. Assim, as obrigações de pagar R$ 1.000,00, 100 sacas de cereal ou de entregar um automóvel especificado são obrigações liquidas. Nelas acham-se presentes os requisitos que permitem a imediata identificação do objeto da obrigação. A Obrigação é ilíquida quando depende de prévia apuração para a verificação de seu exato objeto. Se se trata de apuração em dinheiro, é seu exato montante que deve ser apurado.

2- Pode-se dizer que a obrigação de juros é uma obrigação acessória? Justifique. R: Sim, pois juros é uma obrigação acessória atrelada ao bem principal. A noção de acessório nos e dada pelo art. 92 do CC. Os juros configuram uma obrigação acessória porque sua existência dependa da obrigação principal. Desaparecendo a principal, desaparece a acessória. Juros são frutos civis.

3- Defina e exemplifique obrigação de garantia. R: São obrigações que tem a finalidade de eliminar um risco que pesa sobre o credor. Por exemplo, a hipótese de um contrato de segurança, feito hoje por muitas empresas especializadas, para proteger o patrimônio e a incolumidade pessoal. Pode-se afirmar que há obrigações tipicamente de garantia, como a dos contratos de seguro e de fiança, e outras obrigações de garantia, como a situação enfocada, em que ela surge combinada com uma obrigação de meio. Na modalidade de obrigação, nem mesmo a ocorrência de caso fortuito ou de força maior, isenta o devedor de sua prestação, uma vez que a finalidade precípua da obrigação é a eliminação de um risco. Nesse raciocínio, a companhia seguradora deve indenizar, ainda que o sinistro tenha sido provocado dolosamente por terceiro.

4- Defina obrigação condicional. R: Obrigação condicional é, pois, a que se acha subordinada a uma condição qualquer. De maneira que, condição é uma modalidade que restringe a declaração principal. (vide art. 121 do CC). Por este aspecto, sempre haverá ínsita a idéia de um acontecimento futuro e incerto. Um exemplo confere melhor compreensão: Darei um carro 0 km ao meu filho no dia em que completar os seus estudos superiores. Sabe-se que a condição pode ser suspensiva ou resolutiva. No primeiro caso, o cumprimento está suspenso traduzindo-se em mera expectativa de direito. Assim, ocorrendo o implemento da obrigação, na mesma data deve ser cumprida. Se a obrigação foi cumprida sob a condição suspensiva, o devedor tem direito a repetição. No segundo caso, a obrigação resolutiva produz desde logo seus efeitos, podendo ser expressa ou tácita.

5- O que significa tradição? R: Tradição é o ato de entrega da coisa que é objeto da obrigação. No tocante a direitos reais sobre imóveis, a tradição só se opera pela transcrição do título de aquisição no respectivo registro. A tradição tem de ser registrada para valer contra terceiro, como na alienante fiduciária, ou na compra e venda de automóveis, que devem ser registrados no Registro de Títulos e Documentos.

Art. 1.267. A propriedade das coisas não se transfere pelos negócios jurídicos antes da tradição. Art. 1.226. Os direitos reais sobre coisas móveis, quando constituídos, ou transmitidos por atos entre vivos, só se adquirem com a tradição. Art. 1.227. Os direitos reais sobre imóveis constituídos, ou transmitidos por atos entre vivos, só se adquirem com o registro no Cartório de Registro de Imóveis dos referidos títulos (arts. 1.245 a 1.247), salvo os casos expressos neste Código.

6- Como a tradição se opera para os bens móveis e para os bens imóveis. R: Para bens móveis, aplica-se o art. 1.226 do Código Civil. Ou seja, o direito real sobre o objeto dar-se partir da entrega do objeto, a tradição. Para bens imóveis, aplica-se a força do art. 1.227. Ou seja, os direitos reais sobre imóveis, só se legitimam com o devido registro em cartório.

7- No âmbito das obrigações de entregar a inexecução (Não cumprimento da obrigação), sem culpa, do devedor gera que tipo de conseqüência? R: O não cumprimento da obrigação sem culpa do devedor resolve a obrigação. Porém, se o credor já tiver efetuado o pagamento da coisa, o valor deverá ser devidamente ressarcido.

8- Havendo culpa no inadimplemento das obrigações de entregar qual (is) a(s) conseqüência (s)? R: Havendo culpa no inadimplemento da obrigação, aplica-se o artigo 234 do Código Civil. Ou seja, o devedor responderá pelo equivalente e mais perdas e danos.

9- O que significa a expressão jurídica res perit domino? R: Res perit domino significa que a coisa perece por conta do dono. A idéia deste princípio está no fato de que o devedor adstrito à entrega de coisa certa é obrigado a conservá-la com todo cuidado e zelo (art. 239, CC). Até o momento da tradição, os riscos da coisa correm por conta do vendedor. Por exemplo, se antes da venda de um veiculo o mesmo vem a ser roubado, somente sofrerá prejuízo o vendedor, pois até a tradição, ele era o dono da coisa. No entanto, se a coisa se perde após a tradição, o único culpado será o comprador. Com a entrega, o vendedor está isento de qualquer risco.

10- A quem pertence os frutos percebidos, antes da tradição, na obrigação de entregar? R: Pertencerá ao devedor, cabendo ao credor, apenas os pendentes. O artigo 237, parágrafo único trata dos frutos dizendo: Os frutos percebidos são do devedor, cabendo ao credor os pendentes.

Frutos são riquezas produzidas por um bem. Os frutos pendentes são acessórios e acompanham o destino da coisa. Os percebidos já foram separados e já estão com o possuidor.

11- Qual o tratamento legal para os casos de melhorias e acréscimos nas

obrigações de restituir? R: Dispõe o artigo 241 do código civil: Se no caso do art. 238, sobrevier melhoramento ou acréscimo à coisa, sem despesas ou trabalho do devedor, lucrará o credor, desobrigado de indenização.

É o caso, por exemplo, do empréstimo de um objeto de ouro. Se durante o

empréstimo o ouro sofrer grande valorização, a vantagem e do credor. Por outro lado, se a coisa sofre melhoramento ou aumento em decorrência de trabalho ou dispêndio do devedor, o regime será o das benfeitorias (art. 242). Importa saber se o melhoramento ou acréscimo decorreu de boa-fé ou má-fé do devedor. Estando de boa-fé, o vendedor terá direito aos aumentos ou melhoramentos

necessários e uteis. Se não lhe for pago o respectivo valor, o devedor de boa-fé terá direito de retenção, legitimamente, podendo manter essa retenção até que seja indenizado das despesas e acréscimos que fez.

O devedor de má-fé só terá direito à indenização pelos acréscimos necessários,

não devendo ser ressarcido pelos melhoramentos úteis, tão pouco levantar os acréscimos voluntários. (art. 1.220)

12- Como se resolve a deterioração do bem, nas obrigações de entregar, na hipótese de culpa do devedor?

R: Se por culpa do devedor, a coisa se deteriorar, poderá o credor exigir o equivalente ou aceitar a coisa no estado em que se encontre, com direito a reclamar, em um ou outro caso, indenização por perdas e danos. (art. 236, CC).

13- Não havendo expressa cláusula contratual, a quem cabe a concentração nos obrigações de dar coisa incerta ? R: Na falta de estipulação contratual, a concentração, ou seja, escolha do objeto nas obrigações de coisa incerta pertence ao devedor. (Conforme art. 244, CC)

15- Por que se diz que não há perecimento da coisa, nos casos de dar coisa incerta? R: Porque Coisa Incerta é indicada ao menos, pelo gênero e pela quantidade, e gênero não perece. GENUS NUNQUAM PERIT.

16- Gonzaga é devedor de Antônio de R$200.000,00, ou da entrega de um imóvel. Porém, o bem imóvel, por ato do Governo, foi tombado. Que direito assistirá à Antônio? R: Esta é uma obrigação alternativa, então, se uma das prestações torna-se

inexeqüível ou não for impossível, subsistirá o débito quanto à outra (art. 253) Gonzaga então, não poderá fugir da obrigação, quer seja intencional, quer seja involuntária a inexequibilidade, pois não podendo entregar o imóvel, deverá efetuar o pagamento de R$ 200.000,00 a Antonio.

O doutrinar VENOSA, diz que: Caso pereça ou não possa ser executada alguma

das prestações, sem que tenha havido culpa do obrigado, o direito do credor fica circunscrito as coisas restantes. O devedor continuará obrigado à prestação

remanescente.

No caso de perecimento de todas as prestações, sem ocorrência de culpa, há

extinção da obrigação, por falta do objeto. È o que está exposto no artigo 256 do Código Cível.

Se há culpa do devedor, por outro lado, na perda ou impossibilidade de todas as

obrigações, sendo ele o encarregado da escolha, a solução exposta no art. 255 é

de obrigá-lo a pagar a que por ultimo se impossibilitou, mais perdas e danos.

Sempre que houver culpa, haverá perdas e danos.

17- Luíza e João são devedores de Augusta de obrigação de entregar um

reprodutor da raça Nelore. Porém, antes da entrega, o caseiro dos devedores, por descuido, deixou o animal fugir. Pergunta-se: do ponto de vista obrigacional quais as conseqüências deste fato.

R: De início é uma obrigação de dar coisa certa, indivisível.

Diante do exposto, houve negligência, contudo, há culpa. Portanto, deverão os devedores, responder pelo equivalente, mais perdas e danos. Finalmente, quando uma obrigação se resumir em perdas e danos, perderá o caráter de indivisível (art. 263). A indenização é feita em dinheiro, que é bem divisível por excelência. Como a culpa que motivou a indenização foi dos vendedores, responderão todos por partes iguais (parágrafo único do art. 263).

18- Parmênides, sem consultar um advogado, confecciona um contrato de obrigação de dar coisa fungível divisível, tendo três devedores. Houve mora solvendi (mora do devedor). Sem que houvesse qualquer cláusula específica no contrato, pergunta-se: poderia o nosso credor cobrar de apenas um devedor a totalidade do débito? Fundamente

R: Considerando que não houve prévia estipulação contratual, Parmênides não

poderá cobrar de apenas um devedor a totalidade do débito. Pois, conforme art. 257 do Código Civil: Havendo mais de um devedor ou mais de um credor em obrigação divisível, esta presume-se dividida em tantas obrigações, iguais e distintas, quantos os credores ou devedores.

O art. 314 também dispõe que: Ainda que a obrigação tenha por objeto

prestação divisível, não pode o credor ser obrigado a receber, nem o devedor a pagar, por partes, se assim não se ajustou.