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Universidade Federal de Campina Grande

Centro de Ciências e Tecnologia Agroalimentar

Equações Diferenciais Lineares

Prof. Ms. Hallyson Gustavo G. de M. Lima

Pombal - PB

Conteúdo

1 Introdução

 

3

1.1

Definições Preliminares

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3

2 Equações Diferenciais de Primeira Ordem

 

5

2.1 Equações Diferenciais Lineares de Primeira Ordem

 

5

2.2 Problema de Valor Inicial .

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7

2.3 Equações Diferenciais Não-Lineares de Primeira Ordem

 

8

 

2.3.1 Equação de Bernoulli .

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8

2.3.2 Equação de Ricatti

 

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10

2.3.3 Equações Exatas

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12

2.3.4 Fator Integrante

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16

2.3.5 Equação Separavél

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19

2.3.6 Equação Redutível à forma Separável

 

20

2.4 Teorema de Existência e Unicidade e o Método das Iterações Sucessivas de

 
 

Picard .

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23

2.4.1 O Teorema de Existência e Unicidade: Caso Linear

 

25

2.4.2 O Método das Aproximações Sucessivas ou Método de Iteração de

 

Picard

 

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27

2.4.3 O Teorema de Existência e Unicidade: Caso Não-linear

 

28

2.5 Aplicações

 

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32

 

2.5.1 Crescimento e Decrescimento .

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32

2.5.2 Epidemia

 

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33

2.5.3 Trajetórias Ortogonais

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34

2.5.4 Problemas de Temperatura e a Lei de Resfriamento e Aquecimento

 

de Newton .

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36

2.5.5 Misturas

 

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37

2.5.6 Circuitos Elétricos

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38

2.5.7 Problemas de Crescimento e Declínio

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39

2

2.5.8 Datação por Carbono 14

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39

2.5.9 Investimentos Financeiros .

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39

2.5.10 Equações Autônomas e Dinâmica Populacional

 

39

2.5.11 Exercícios

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46

3 Equações Diferenciais de Segunda Ordem

 

49

3.1 Equações Diferenciais Lineares de Segunda Ordem

 

49

3.2 Equações de Segunda Ordem com Coeficiente Constantes

 

52

3.2.1 Raizes Reais e Distintas

 

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53

3.2.2 Raizes Complexas

 

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54

3.2.3 Método de Redução de Ordem

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56

3.2.4 Raizes Repetida

 

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58

3.3 Equações Diferenciais de Segunda Ordem Não - Homogêneas

 

60

3.4 Oscilações Mecânicas

 

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66

3.4.1 Oscilação Livre Não-Amortecidas

 

68

3.4.2 Oscilação Livre Amortecidas

 

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70

4 Equações Diferenciais de Ordem Superior

 

74

4.1 Equações Diferenciais de Ordem Superior

 

74

4.2 Equação de Euler-Cauchy Homogêneas de ordem três

 

82

5 Sistemas de Equações Lineares de Primeira Ordem

 

84

5.1 Sistema de Equações Lineares

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84

5.2 Independência Linear

 

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85

5.3 Autovalores e Autovetores .

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86

5.4 Sistemas de Equações Diferenciais Lineares de Primeira Ordem

 

87

5.4.1 Sistemas Homogêneos com coeficientes constantes

 

88

5.4.2 Sistemas Hermitianos

 

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92

5.4.3 Autovalores Complexos

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95

5.4.4 Autovalores Repetidos .

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98

5.5 Sistemas de Equações Diferenciais Não-Homogêneos

 

103

Capítulo 1

Introdução

1.1 Definições Preliminares

Definição 1.1 (Equações Diferenciais) Uma Equação Diferencial é uma equação que envolve uma função (incognita) e ao menos uma das suas derivadas.

Exemplo 1 Se y = f (x) ou y = f (t) é a função de uma única variável independente então as equações abaixo são exemplos de Equações Diferenciais Ordinárias (EDO).

(a)

(b)

d 2 y

dx

2

5 dx dy + 6y = 0

y + 3y + 3y + y = 0

(c) dy dt

+ 2y

t

= t 2

Exemplo 2 Se w = f (x, y, z) é a função da variável tempo t e das variáveis x , y e z então temos como exemplos de equações diferenciais parciais (EDP).

(a)

(b)

2 w ∂x 2

+

C 2 w ∂x 2

2 w + 2 w

∂y 2

∂z 2

= 0

+

2 w + 2 w = ∂w

∂y 2

∂z 2

∂t

Definição 1.2 (Ordem) A ordem de uma equação é a ordem da derivada de maior grau que aparece na equação.

Observação 1.3 Uma equação diferencial de ordem n é uma expressão da forma

F (x, y, y , y ,

, y n ) = 0

(1.1)

4

Definição 1.4 (Solução) Uma função y = ϕ(x) é a solução da equação 1.1 se y C n e além

disso F (x, ϕ(x), ϕ (x), ϕ (x),

, ϕ n (x)) = 0.

Exemplo 3 A equação

d 2 y

dx 2

5 dx dy + 6y = 0 tem como uma solução a expressão y = e 2x .

De fato. Observe que, y = 2e 2x e y = 4e 2x . Daí,

d 2 y

dx 2

5 dx dy + 6y = 0 =4e 2x 5 · 2e 2x + 6e 2x = 0 =10e 2x 10e 2x = 0 =0 = 0.

Exemplo 4 Verifique se y = e 3x também é solução de

d 2 y

dx

2

5 dx dy + 6y = 0.

Observação 1.5 Na verdade toda solução da equação anterior é da forma y = c 1 e 2x + c 2 e 3x

Definição 1.6 (Equação Linear) Uma equação diferencial de ordem n , da forma

F (x, y, y , y ,

,

y n ) = 0

é dita linear se a mesma é mesma é função linear da variavéis y, y , y ,

, y n .

Observação 1.7 A forma geral de uma EDL de ordem n é

a 0 (x)y n + a 1 (x)y n1 +

+

a n (x)y = g(x),

onde , (a 0 (x)

= 0)

Exemplo 5 (a) A equação cos(x)y + 7y + (x 2 + 1)y = ln x é linear.

Defina L[x] = cos(x)y +

7y + (x 2 + 1)y . Assim,

L[y 1 + y 2 ]

= cos(x)(y 1 + y 2 ) + 7(y 1 + y 2 ) + (x 2 + 1)(y 1 + y 2 )

=

cos(x)(y + y

1

2

) + 7(y 1 + y 2 ) + (x 2 + 1)(y 1 + y 2 )

= cos(x)y + cos(x)y

1

2

+ 7y 1 + 7y 2 + (x 2 + 1)y 1 + (x 2 + 1)y 2

= (cos(x)y + 7y 1 + (x 2 + 1)y 1 ) + (cos(x)y

1

2

+ 7y 2 + (x 2 + 1)y 2 )

=

=

=

= L[y 1 ] + L[y 2 ]

L[ky] = cos(x)(ky) + 7(ky) + (x 2 + 1)(ky)

= k(cos(x)y ) + k7y + k(x 2 + 1)y

(b) A equação

d 2 y

dx 2

5

dy

dx + 6y = 0 é linear.

(c)

A equação y + y + 2y 2 = 0 não é linear

= cos(x)(ky ) + 7(ky ) + (x 2 + 1)(ky) =

= k[cos(x)y + 7y + (x 2 + 1)y] =

kL[y]

(d)

A equação y · y = sen(x) não é linear.

Capítulo 2

Equações Diferenciais de Primeira Ordem

2.1 Equações Diferenciais Lineares de Primeira Ordem

Definição 2.1 A forma geral de uma Equação Diferencial Ordinária Linear de Primeira Ordem é

y + p(x)y = q(x)

(2.1)

onde p e q , são funções contínuas em um intervalo aberto I .

Observação 2.2 Quando q(x) = 0 para todo x I a equação é dita Equação Homogênea .

Método de Resolução

"O lado esquerdo da equação 2.1 é a derivada do produto envolvendo y ". Suponha que exista u(x) tal que,

u(x)y + u(x)p(x)y = u(x)q(x)

e além disso

De 2.3, sendo y = 0 e u(x) =

u(x)y + u(x)p(x)y =

0, temos que

d

dx (u(x)y)

(2.2)

(2.3)

u(x)y + u(x)p(x)y = u(x)y + u (x)y u(x)p(x) = u (x)

logo

u (x)

u(x)

= p(x).

6

Note que,

dai,

portanto,

d

dx

(ln u(x)) = u (x)

u(x) ,

d

dx (ln u(x)) = p(x) ln u(x) = p(x) dx + C, onde C = 0

u(x) = e R p(x) dx

Encontrando a solução de y

De 2.2 e 2.3 obtemos,

e finalmente obtemos

d

dx (u(x)y) = u(x)q(x)

u(x)y = u(x)q(x) dx + C y = u(x)q(x) u(x) dx + C

ou ainda,

y = e R p(x) dx e R p(x) dx q(x)dx + C

(2.4)

(2.5)

(2.6)

As expressões (2.5) e (2.6) são chamadas de solução geral de (2.1).

u(x) é fator integrante.

Exemplo 6 Resolva a equação

ty + 2y = sen(t), com t > 0.

Determine como se comporta a solução y(t) quando t → ∞

Solução: Temos que

ty + 2y = sen(t) =y + 2y

t

Neste caso p(t) = 2 t , então

= sen(t)

t

u(t) = e R 2

t

dt = e 2 ln t = e ln t 2

= t 2

Assim o fator integrante é u(t) = t 2 . Deste modo temos,

y + 2y

t

= sen(t)

t

=t 2 y + 2ty = tsen(t)

7

isto é

d

dt (t 2 y) = tsen(t) =t 2 y = tsen(t) dt + C =t 2 y = sen(t) tcos(t) + C.

Logo,

y(t) = sen(t) tcos(t) + C

t

2

Observe que y(t) 0 quando t → ∞.

Exercício 1: Resolva as equações abaixo e determine como as soluções se comportam quando t +.

y +

a) 3y

=

t + e 2t

e)

y 2y = 3e t

i)

ty y = t 2 e t

b) 2y = t 2 e 2t

y

f)

y +

2ty = 2te t 2

j)

y + y = 5cos(2t)

c) y + y = te t + 1

g)

(1 + t 2 )y + 4ty = (1 + t 2 ) 2

k)

2y + y = 3t 2

1

d) y +

t

y = 3cos(2t), t>0

h)

2y + y = 3t

 

2.2 Problema de Valor Inicial

Definição 2.3 Uma equação diferencial

dy

dx

=

f (x, y),

juntamente com a condição inicial y(x 0 ) = y 0 , constituem o que chamamos de Problema de Valor Inicial (PVI), a qual geralmente é denotada por

f (x, y),

(2.7)

dy

  y(x 0 ) = y 0 .

dx =

Exemplo 7 Resolva o seguinte PVI


ty + 2y = sen(t),

y

π = 1.

2

se

t > 0,

Solução: Já vimos no exemplo 1 que

y(t) = sen(t) tcos(t) + C

t

2

8

. Queremos agora que, y π = 1, isto é,

2

2 = sen π

2

π

2

cos π + C

2

1 = y π

π

2

2

Segue que, C = π 2 1.

4

Logo a solução do PVI é

.

y(t) = sen(t) tcos(t) + π 2 1

4

t

2

.

Teorema Fundamental

Se as funções p(x) e q(x) são contínuas em um intervalo aberto I = (α, β) contendo

o

e

ponto x = x 0 então existe uma única função y = φ(x) que satisfaz a equação,

y + p(x)y = q(x), x I

a condição inicial y(x 0 ) = y 0 .

2.3 Equações Diferenciais Não-Lineares de Primeira Ordem

Aqui estudaremos métodos de resolução da equação diferencial

y 0 = f (x, y),

onde f é uma função não linear em relação a y .

2.3.1 Equação de Bernoulli

Definição 2.4 Uma equação diferencial, não linear, da forma,

y + p(x)y = q(x)y n

é chamada de Equação de Bernoulli (EB)

(2.8)

Note que se n = 0 ou n = 1 a equação de Bernoulli torna-se linear

n = 0,

y + p(x)y = q(x),

  y + (p(x) q(x))y = 0.

n = 1,

9

Método de Resolução

Considere n = 0 ou n =

1. Deste modo, vamos procurar uma solução y = y(x)

diferente de zero ( y =

0). Assim, seja

w = y 1n

(2.9)

daí,

w = dw

dx

= (1 n)y n y .

(2.10)

Multipliquemos então (2.8) por (1 n)y n . Deste modo temos,

(1 n)y n y + (1 n)y n p(x)y = (1 n)y n q(x)y n

(1 n)y n y + (1 n)y 1n p(x) = (1 n)q(x)

Aplicando (2.9) e (2.10) em (2.11) obtemos

w + (1 n)p(x)w = (1 n)q(x)

(2.11)

(2.12)

a qual é uma EDL de 1 o ordem em w , a qual sabemos resolver.

Pela relação em (2.9) encontramos a solução da Equação de Bernoulli .

Exemplo 8 Resolva a equação diferencial

y + 2x 1 y = x 6 y 3 , com

x > 0.

Solução: Temos uma EB com n = 3. Assim seja w = y 2 , daí, w = 2yy 3 . Segue então que,

y + 2x 1 y = x 6 y 3 (2y 3 )y + (2y 3 )2x 1 y = (2y 3 )x 6 y 3

2y 3 y 4x 1 y 2 = 2x 6

ou seja,

2y 3 y 4x 1 y 2 = 2x 6 w x w = 2x 6

4

onde w x w = 2x 6 é uma EDL de 1 o ordem.

4

Fator Integrante

10

() u(x) = e R 4

x

dx

= e 4 ln x =

1

x 4 ;

() w(x) =

4 (2x 6 ) dx + C

1

x

4

1

x

w(x) =