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Central de Concursos / Degrau Cultural Complemento de Direito Administrativo

TRF
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL

COMPLEMENTO DE
DIREITO ADMINISTRATIVO
PA R A TÉCNICO JUDICIÁRIO
(CÓDIGO 0635)

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Complemento de Direito Administrativo Central de Concursos / Degrau Cultural

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Central de Concursos / Degrau Cultural Complemento de Direito Administrativo

C O M P L E M E N TO DE DIREITO ADMINISTRATIVO PA R A TRF TÉCNICO (0635)


ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA E INDIRETA
1. Introdução - na União: pelo Presidente da República;
- nos Estados: pelo Governador de Estado;
A Administração Pública em geral deve ser estudada a - no Distrito Federal: pelo Governador Distrital;
partir do conceito de Estado, que varia segundo o ângu- - nos Municípios: pelo Prefeito Municipal.
lo pelo qual é considerado. Estado de Direito é o Esta-
do juridicamente organizado e obediente às suas pró- c) Poder Judiciário - tem por função típica fiscalizar o
prias leis. Sob um prisma político podemos afirmar que: cumprimento das leis, aplicando sanções aos trans-
gressores, bem como resolver os conflitos de interes-
2. Estado se; quando provocado. Sua composição está discipli-
nada na CF.
É uma organização política que regulamenta as rela-
ções entre um povo e seu território. 3. Teoria da Função Pública

Elementos do Estado Todos os Poderes têm necessidade de praticar atos


O Estado é composto de três elementos, originários, administrativos, ainda que restritos à sua organização
essenciais e indissociáveis: e ao seu funcionamento, aos quais damos o nome de
função típica. Em caráter excepcional admitido pela
a) Povo: elemento humano – seres humanos; Constituição Federal, desempenham funções e prati-
b)Território: elemento físico – base física, compreen- cam atos que, a rigor, seriam de outro Poder. Ex.: fun-
dendo os espaços terrestre, marítimo e aéreo, inclusi- ção auto-administrativa dos Poderes Legislativo e Ju-
ve os naturais prolongamentos deste espaço. diciário, função judiciária do Poder Legislativo quando
c) Governo Soberano: elemento jurídico – é o elemento julga Presidente, Vice-Presidente da República e Mi-
condutor do Estado que detém e exerce o Poder abso- nistros de Estado nos crimes de responsabilidade
luto, o Poder de Soberania, ou seja, a independência (art.52, inc. I, CF), função legislativa do Poder Executivo
em relação aos governos de outros Estados. quando edita Decretos e Medidas Provisórias.
Esses Poderes são próprios da estrutura do Estado
Personalidade Jurídica do Estado e cada um deles corresponde a uma função precípua:
O Estado é uma pessoa jurídica de direito público. É legislativa, administrativa e judicial. A função adminis-
uma figura abstrata criada pela lei para assumir direi- trativa é composta por uma atividade específica do Es-
tos e obrigações. Ele será sempre a expressão jurídica tado, relativa à prática de atos para satisfazer interes-
da coletividade que representa, e o Direito lhe reconhe- ses da coletividade, através da realização de serviços
ce uma personalidade jurídica baseada na hipótese de públicos exercitada pela Administração Pública.
que ele representa a vontade comum da coletividade.
4. Administração Pública – Conceito
Poderes do Estado
A União possui seus órgãos próprios, seus Poderes É um conjunto de órgãos integrados na estrutura ad-
Públicos, seu sistema de Governo e sua organização ministrativa do Estado, encarregado de exercer, no inte-
fundada no princípio da divisão de Poderes, que visa resse da coletividade, as funções determinadas pela
impedir e limitar a prepotência do Estado. Na clássica Constituição e pelas leis. A Administração Pública en-
tripartição de Montesquieu, até hoje adotada nos Esta- contra suas bases na Constituição Federal, quer quan-
dos de Direito, são Poderes próprios da estrutura do do define a estrutura do Poder Executivo, quer quando
Estado, independentes e harmônicos entre si: a) o Le- define os fundamentos de sua organização, seus princí-
gislativo; b) o Executivo, e c) o Judiciário. pios e o regime jurídico de seus servidores.

a) Poder Legislativo - tem por função típica elaborar e 5. Administração Pública e Governo
aprovar leis, bem como fiscalizar as contas dos outros
poderes e do Ministério Público. É representado: Expressam conceitos diversos segundo os aspec-
- na União: pelo Congresso Nacional, que compreende tos em que se apresentam. Governo é a expressão
o Senado Federal (81 senadores) e a Câmara dos De- política de comando, de iniciativa, de fixação de objeti-
putados (513 deputados federais). vos do Estado e de manutenção da ordem jurídica vi-
- nos Estados-membros: pela Assembléia Legislativa, gente, atuando mediante atos de soberania e autono-
composta por deputados estaduais em número que mia política na condução dos negócios públicos. Go-
varia de no mínimo 24 e no máximo 94, conforme art. verno é conduta independente que comanda com res-
27, CF. ponsabilidade constitucional e política, mas sem res-
- no Distrito Federal: pela Câmara Legislativa, com- ponsabilidade profissional pela execução. A Adminis-
posta por deputados distritais conforme art. 27, CF. tração não expressa atos de governo, mas pratica tão-
- no Município: pela Câmara Municipal, composta por somente atos de execução (denominados atos admi-
vereadores, cujo número varia de acordo com o núme- nistrativos), com maior ou menor autonomia funcional,
ro de habitantes, conforme art. 29, IV, CF. segundo a competência dos órgãos e de seus agen-
tes, sem responsabilidade constitucional ou política,
b) Poder Executivo - tem por função típica exigir o cumpri- mas com responsabilidade técnica e legal pela execu-
mento das leis, bem como, realizar a execução das ativida- ção.
des administrativas. É órgão monocrático, representado:
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É atividade neutra, normalmente vinculada à lei ou à mum. A eficácia de toda atividade administrativa está
norma técnica, sendo o instrumental de que dispõe o condicionada ao atendimento da lei. Na administração
Estado para pôr em prática as opções políticas do Go- particular é lícito fazer tudo o que a lei não proíbe, po-
verno. O Governo e a Administração, como criações rém na Administração Pública só é permitido fazer o
abstratas da Constituição e das leis, atuam por inter- que a lei autoriza.
médio de seus órgãos, de suas entidades e de seus
agentes. Princípio da Impessoalidade
É aquele que veda tratamentos discriminatórios, não
6. Princípios da Administração Pública se permitindo a prática de atos que beneficiem uma
pessoa individualizada ou uma determinada categoria
Princípios de uma ciência são as proposições bási- de pessoas. A finalidade de um ato administrativo é
cas, fundamentais, típicas, que condicionam todas as sempre o interesse social, o bem comum, pois a nor-
estruturações subsequentes. São, portanto, os alicer- ma é genérica. Outra acepção desse princípio é a de
ces da ciência. Sendo o Direito Administrativo de elabo- que os atos e provimentos praticados pelos servidores
ração pretoriana e não codificado, os princípios repre- não são a eles imputáveis, mas ao órgão ou entidade
sentam papel relevante nesse ramo do direito, permi- administrativa em nome do qual age o servidor. O prin-
tindo à Administração e ao Judiciário estabelecer o ne- cípio da impessoalidade estabelece que o administra-
cessário equilíbrio entre os direitos dos administrados dor público somente deverá praticar o seu ato para o
e as prerrogativas da Administração. fim estabelecido em lei e tendo sempre um objetivo,
Os dois princípios fundamentais e que constituem a que é o interesse público. Nesse princípio encontra-se
base estrutural de toda a Administração Pública são implícito o princípio da finalidade.
Supremacia do Interesse Público sobre o Privado e Nos termos do § 1º do Artigo 37 da Constituição Fe-
Indisponibilidade do Interesse Público. deral, “A publicação dos atos, programas, obras, servi-
ços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter cará-
Princípio da Supremacia do Interesse Público ter educativo, informativo ou de orientação social, dela
Também chamado de princípio da finalidade pública, não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que
está presente tanto no momento da elaboração da lei caracterizam promoção pessoal de autoridades ou ser-
como no momento de sua execução em concreto pela vidores públicos”.
Administração Pública. A principal distinção que se faz Esse dispositivo estabelece que deverá ser excluída
entre o direito privado e o direito público leva em conta o a promoção pessoal de autoridades ou servidores pú-
direito que se tem em vista proteger, pois o direito priva- blicos sobre suas realizações administrativas, enten-
do contém normas de interesse individual, e o direito dendo-se, inclusive, que há uma proibição da prática
público, normas de interesse público. Esse princípio do ato administrativo para satisfazer interesse privado
serve de fundamento para todo o direito público, vincu- ou para favorecer determinada pessoa ou determinada
lando a Administração em todas as suas decisões, pois situação. O ato administrativo praticado em desatendi-
os interesses públicos têm supremacia sobre os indi- mento ao interesse público estará sujeito a anulação
viduais. por desvio de finalidade.

Princípio da Indisponibilidade do Interesse Público Princípio da Moralidade


Significa que, sendo interesses qualificados como É aquele que cuida da moral jurídica da Administra-
próprios da coletividade e internos ao setor público, os ção; é um conjunto de regras de conduta tiradas da
interesses públcos não se encontram à livre disposi- própria disciplina da Administração. A probidade admi-
ção de quem quer que seja, por inapropriáveis. O pró- nistrativa é uma forma de moralidade administrativa que
prio órgão administrativo que os representa não tem mereceu consideração especial pela Constituição, in-
disponibilidade sobre os interesses públicos confia- clusive punindo o ímprobo com as penalidades previs-
dos à sua guarda e realização. Nos termos do artigo 2º tas no artigo 37, § 4º da CF. A moral administrativa é
da Lei nº 9.784/99, o interesse público é irrenunciável imposta ao agente público para sua conduta interna,
pela autoridade administrativa. segundo as exigências da instituição a que serve e a
finalidade de sua ação: o bem comum.
A Constituição Federal - arts. 37/41 - estabelece a O administrador, ao atuar, deverá manter o elemento
atividade da Administração Pública quando determina ético de sua conduta, pois a moralidade é um pressu-
sua submissão aos denominados princípios constitu- posto para a validade de todo e qualquer ato da Admi-
cionais: nistração Pública. A moralidade administrativa está li-
gada ao conceito do bom administrador, que é aquele
Artigo 37. “A administração pública direta e indireta de que usa sua competência legal para atender os precei-
qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distri- tos vigentes e a moral comum.
to Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios
de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicida- Princípio da Publicidade
de e eficiência”. É o que determina que os atos administrativos de-
vem ser levados ao conhecimento da coletividade, atra-
Princípio da Legalidade vés do órgão oficial da Administração, para que produ-
É o princípio segundo o qual os atos praticados na zam efeitos externos. Regra geral, todo ato administra-
Administração Pública devem obedecer rigorosamen- tivo deve ser publicado, porque pública é a Administra-
te aos estritos termos da lei, dela não se podendo afas- ção que o realiza, só se admitindo sigilo nas hipóteses
tar, sob pena de invalidação do ato e responsabilização previstas em lei. “Regra geral, todos os atos adminis-
do servidor. A legalidade significa que o administrador trativos têm que ser publicados, entretanto, poderá ha-
público está, em toda a sua atividade funcional, sujeito ver sigilo nos casos de segurança nacional, investiga-
aos mandamentos da lei e às exigências do bem co- ções policiais, ou interesse superior da Administração

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Pública a ser preservado em processo previamente critérios de conveniência e oportunidade, essa liberda-
declarado sigiloso, nos termos do Decreto nº 79.099 / de muitas vezes se reduz no caso específico, em que os
77”. fatos podem apontar para o administrador a melhor so-
O princípio da publicidade dos atos e contratos admi- lução. Se a decisão administrativa for manifestamente
nistrativos, além de assegurar seus efeitos externos, visa inadequada para alcançar a finalidade que a lei determi-
propiciar seu conhecimento e controle pelos interessa- na, a Administração haverá exorbitado dos limites da dis-
dos diretos e pelo povo em geral, através de meios cons- cricionariedade e o Poder Judiciário poderá corrigir a
titucionais, como ação popular, mandado de segurança, ilegalidade.
direito de petição, habeas data. É requisito de eficácia e
não é elemento formativo do ato. A publicação que pro- Princípio da Motivação
duz efeitos é a do órgão oficial da Administração Pública, Consagrado pela doutrina e pela jurisprudência, é o
e não a divulgação pela imprensa particular, televisão ou que exige que a Administração indique os fundamen-
rádio. Por órgão oficial entende-se o Diário Oficial das tos de fato e de direito de suas decisões; sua obrigato-
entidades públicas e os jornais contratados para essas riedade se justifica em qualquer tipo de ato, porque se
publicações oficiais. trata de formalidade necessária para permitir o contro-
le de legalidade dos atos administrativos. A motivação,
Princípio da Eficiência em regra, não exige formas específicas e muitas vezes
Criado pela Emenda Constitucional nº 19, é aquele pode ser feita por órgão diverso daquele que proferiu a
que dispõe sobre a eficiência do serviço prestado pela decisão, pois freqüentemente a motivação consta de
Administração Pública ao usuário. Depende de regula- pareceres, informações, laudos, relatórios, feitos por
mentação dos direitos dos usuários, previstos na pró- outros órgãos, sendo apenas indicados como funda-
pria EC 19, a ser editada por Lei Complementar. O prin- mento da decisão e, nesse caso, constituem a motiva-
cípio da eficiência impõe à Administração Pública dire- ção do ato, dele sendo parte integrante.
ta e indireta, através de seus agentes, a persecução do
bem comum, por meio do exercício de suas competên- 7. Organização da Administração Pública
cias e da busca da qualidade, primando pela adoção
de critérios legais e morais, necessários para a melhor Está correlacionada com a estrutura do Estado e a
utilização possível dos recursos públicos. forma de governo adotadas em cada país, e sendo o
A Lei nº 9.784/99, que regula o Processo Administra- Brasil uma Federação formada pela união indissolú-
tivo Federal, faz referência aos princípios da legalidade, vel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, cons-
finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalida- tituindo-se em Estado Democrático de Direito, em que
de, moralidade, ampla defesa, contraditório, seguran- se assegura autonomia político-administrativa a essas
ça jurídica, interesse público e eficiência. Outras leis pessoas, sua administração há de corresponder, es-
esparsas também trazem princípios específicos, como truturalmente, a esses postulados constitucionais.
a Lei nº 8.666/93, sobre licitação e contrato, e a Lei n.º
8.987/95, sobre concessão e permissão do serviço A organização administrativa no Estado Federal é
público. complexa porque a função administrativa é institucio-
nalmente imputada às diversas entidades governamen-
Princípio da Razoabilidade tais autônomas expressamente referidas no art. 37, CF
Previsto no artigo 111 da Constituição do Estado de (União, Estados, Distrito Federal, Municípios), e essa
São Paulo, trata-se de princípio aplicado ao direito ad- complexidade aumenta pelo fato de que cada uma de-
ministrativo como mais uma tentativa de se imporem las pode descentralizar-se.
limitações à discricionariedade administrativa, ampli-
ando-se o âmbito de apreciação do ato administrativo A Administração Pública não é constituída propria-
pelo Poder Judiciário. O que se pretende é considerar mente de serviços, mas, sim, de órgãos a serviço do
se determinada decisão, atribuída ao Poder Público, Estado, e de acordo com suas conveniências tal servi-
de aplicar discricionariamente uma norma, contribuirá ço pode ser prestado pela própria Administração (daí
efetivamente para um satisfatório atendimento dos in- chamar-se Administração Direta), ou por seus delega-
teresses públicos. A decisão discricionária do admi- dos (Administração Indireta). Assim:
nistrador será ilegítima, mesmo sem a transgressão
da norma, se for irrazoável, o que pode ocorrer quando Administração Direta ou Centralizada
não existirem os fundamentos de fato ou de direito que É o conjunto de órgãos administrativos subordina-
sustentam a decisão, ou que ela não leve em conta os dos diretamente ao Poder Executivo de cada uma da-
fatos constantes do expediente, ou os fatos públicos e quelas esferas governamentais autônomas. A presta-
notórios, ou ainda não guarde uma proporção adequa- ção dos serviços públicos é feita pela Administração
da entre os meios que emprega e o fim que a lei deseja através de suas entidades ESTATAIS – pessoas jurídi-
alcançar, ou seja, que se trate de uma medida despro- cas de direito público que integram a estrutura consti-
porcionada, excessiva, em relação ao que se deseja tucional do Estado e têm poderes políticos e adminis-
alcançar. trativos, tais sejam a União, Estados, Distrito Federal e
Municípios. Apenas a União é soberana.
Princípio da Proporcionalidade
Constitui um dos aspectos contidos no princípio da Administração Indireta ou Descentralizada
razoabilidade, pois este exige, entre outras coisas, a pro- É o conjunto dos entes personalizados que, vincula-
porcionalidade entre os meios de que se utiliza a Admi- dos a um Ministério, prestam serviços públicos ou de
nistração e os fins que ela tem que alcançar. Essa pro- interesse público. A prestação dos serviços é atribuída
porcionalidade será medida segundo padrões comuns, a pessoas jurídicas diversas da União, públicas (au-
diante do caso concreto, pois embora a norma legal con- tarquias e fundações públicas) e privadas (empresas
fira liberdade para a decisão administrativa, segundo públicas e sociedades de economia mista), vinculadas

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a um Ministério, mas administrativa e financeiramente e para fins de responsabilidade penal (art. 327, par. 1º
autônomas. do Código Penal).

Características comuns às entidades da Administra- • Diferenças:


ção indireta a) Empresas públicas: o capital é 100% público e po-
• são criadas por lei específica (autarquias), ou autori- dem ser constituídas sob quaisquer das formas permi-
zada a sua instituição (empresas públicas, socieda- tidas em direito. Ex.: EBCT, CEF, CASA DA MOEDA, EM-
des de economia mista e fundações públicas) - art. 37, BRAPA, DATAPREV, SERPRO, FEPASA etc.
inc. XIX, CF;
• são dotadas de personalidade jurídica (pública ou pri- b) Sociedades de economia mista: o capital é misto
vada); (público e particular, com maioria do Poder Público no
• o patrimônio é próprio; mínimo 50%, mas uma ação ordinária deve pertencer
• submetem-se ao regime da Lei nº 8.666/93 (só con- ao Poder Público) e devem ser constituídas obrigatoria-
tratam mediante licitação prévia – art. 37, inc. XXI, CF); mente sob a forma empresarial de uma S/A. São regidas
• possuem autonomia administrativa, técnica e finan- por Estatuto Social, não se sujeitando à falência e sim à
ceira; liquidação extrajudicial, podendo seus bens ser penhora-
• são vinculadas a um Ministério para efeito de tutela e dos e executados. Ex.: Banco do Brasil S/A, PETROBRÁS
controle (não há subordinação hierárquica). S/A, Metrô, CET etc.

Especificamente Entes autônomos


São os serviços sociais autônomos instituídos por
Autarquias lei para ministrar assistência ou ensino a certas cate-
• são pessoas jurídicas de direito público (a personali- gorias sociais ou grupos profissionais, sem fins lucra-
dade nasce com a lei que a institui); tivos, sendo mantidos por dotações orçamentárias ou
• não é atividade estatal, mas simples desmembra- por contribuições parafiscais. São entes de cooperação
mento administrativo do Poder Público; com o Poder Público que, embora oficializadas pelo Es-
• são criadas para a prestação de uma atividade es- tado, não integram a Administração direta e nem a indi-
sencial do Estado; reta, mas trabalham ao lado do Estado, sob seu ampa-
• desempenham atribuições tipicamente públicas ro, com autorização legal para arrecadarem e utilizarem
• sua natureza jurídica é meramente administrativa e na sua manutenção as contribuições que arrecadam
fiscalizadora; quando não são subsidiadas diretamente por recursos
• gozam de privilégios administrativos, vantagens tribu- orçamentários da entidade que as criou. Ex.: SESI, SESC,
tárias e prerrogativas processuais de Fazenda Pública, SENAI, SENAC
expressos ou implícitos nas leis vigentes;
• as autarquias, em regra, adotam o Regime Jurídico Temas Relevantes
Único para seus servidores; Premente se faz abordar as seguintes matérias as-
• sua organização se dá por decreto que aprova o regu- sim nominadas:
lamento ou estatuto da entidade;
• em caso de extinção, seu patrimônio reincorpora-se Agências Reguladoras
no da entidade estatal que a criou; As agências reguladoras são classificadas como
• Ex: DNER, INSS, BACEN, INPE, SUNAB, CVM etc. autarquias sob regime especial, o que leva ao enten-
dimento da doutrina no sentido de possuírem uma maior
Fundações públicas liberdade quando de seu exercício em relação às de-
• são pessoas jurídicas de direito público, mas a doutri- mais autarquias. Fiquemos com o magistério da emi-
na admite a criação de fundações públicas com perso- nente administrativista Odete Medauar: “As agências
nalidade jurídica de direito privado; reguladoras criadas até o momento têm a natureza de
• são criadas para prestação de um serviço social, sem autarquias especiais, integram a Administração Fede-
fins lucrativos; ral indireta e são vinculadas ao Ministério competente
• seu objetivo é social, educacional, assistencial, cultu- para tratar da respectiva atividade.” (Direito Administra-
ral, técnico, artístico, científico etc. tivo Moderno. 9. ed. rev. e atual. – São Paulo: Editora
• gozam dos mesmos privilégios que as autarquias; Revista dos Tribunais, 2005, p. 84)
• as autarquias, em regra, adotam o Regime Jurídico Atente-se que cada agência reguladora é normatiza-
Único para seus servidores; da por legislação própria (exs.: Agência Nacional de
• Ex: FUNABEM, FUNAI, FUNARTE, IBGE, FEBEM etc. Energia Elétrica – A N E E L - Lei 9.427/96; Agência Nacio-
nal de Telecomunicações - A N ATEL – Lei 9.472/97;
Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista Agência Nacional de Petróleo – A N P – Lei 9.478/97;
• são pessoas jurídicas de direito privado (a personali- Agência Nacional de Vigilância Sanitária – A N V S – Lei
dade nasce com o registro de seu estatuto); 9.782/99; Agência Nacional de Saúde Suplementar –
• são criadas para a exploração de uma atividade eco- A N S – Lei 9.961/00; Agência Nacional de Águas – A N A –
nômica visando lucro; Lei 9.984/00).
• não gozam de privilégios estatais;
• submetem-se ao regime das empresas privadas em Entidades Paraestatais
geral, mas também ao regime jurídico-administrativo. É de se ressaltar que, modernamente, não é mais
Ex.: dever de contratar através de licitação. utilizada a expressão entidades paraestatais, que
• seus servidores são disciplinados pelo regime da outrora possuía o objetivo de designar as pessoas jurí-
Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, porém são dicas de direito privado integrantes da administração
equiparados aos servidores do RJ para fins de acumu- indireta (empresas públicas e sociedades de econo-
lação de cargos e empregos (art. 37, inc. XVI e XVII, CF) mia mista). Referido entendimento doutrinário é prati-

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camente unânime, uma vez que a natureza jurídica de e) Controle - é um dos meios pelos quais se exercita o
tais entidades (direito privado), não as exime de obedi- poder hierárquico na fiscalização do cumprimento da lei e
ência a determinadas regras de direito público. Diante das instruções e a execução de suas atribuições, bem
do exposto, não se afigura correta a denonimação en- como os atos e o rendimento dos servidores.
tes paralelos ao Estado (paraestatais), quando nos re-
portarmos a empresas públicas e sociedades de eco- Exercícios de Fixação
nomia mista.
01. (Fiscal INSS – 1997) Quanto à estrutura da admi-
Organizações Sociais nistração pública federal, julgue os itens a seguir.
A Lei 9.637/98 traz à baila as pessoas jurídicas de a) Embora seja pessoa jurídica de direito privado, a
direito privado que podem subsumir-se ao conceito de empresa pública federal caracteriza-se por ser
organização social. Reza o artigo 1º: “O Poder Executivo composta apenas por capital público.
poderá qualificar como organizações sociais pessoas b) Ao contrário das entidades da administração públi-
jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas ca indireta, os órgãos da administração pública dire-
atividades sejam dirigidas ao ensino, à pesquisa ci- ta têm personalidade jurídica de direito público.
entífica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção c) Fato de as sociedades de economia mista qualifi-
e preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde, carem-se como pessoas jurídicas de direito priva-
atendidos aos requisitos previstos nesta Lei.” Sendo do torna desnecessário que as mesmas sejam
qualificada como organização social (devendo obedi- criadas por lei específica.
ência a requisitos específicos previstos no artigo 2º), d) No direito administrativo brasileiro, autarquia con-
poderá realizar contrato de gestão com o Poder Públi- ceitua-se como um patrimônio público dotado de
co, “com vistas à formação de parceria entre as partes personalidade jurídica para a consecução de fina-
para fomento e execução de atividades relativas às áre- lidade especificada em lei.
as relacionadas no art. 1º” (art. 5º). O contrato de ges- e) A autarquia é concebida como pessoa jurídica des-
tão, elaborado de comum acordo, discriminará as atri- tinada ao desenvolvimento de atividade econômi-
buições, responsabilidades e obrigações do Poder ca pelo Estado, de modo descentralizado.
Público e da organização social (art. 6º). De relevante
consignar, ainda, que “às organizações sociais pode- 02. (Fiscal INSS – 1997) Julgue os seguintes itens,
rão ser destinados recursos orçamentários e bens pú- relativos aos princípios constitucionais da admi-
blicos necessários ao cumprimento do contrato de ges- nistração pública.
tão” (art. 12). a) Contraria o princípio constitucional de publicidade
da administração pública o fato de um fiscal de con-
8. Princípios Fundamentais da Administração Públi- tribuições previdenciárias autuar empresa exclusi-
ca Federal vamente porque o proprietário é seu desafeto.
b) No regime da Constituição de 1988, em nenhuma
O Decreto-lei nº 200/67, denominado Estatuto da hipótese haverá greve lícita no serviço público.
Reforma Administrativa Federal, tem por objetivo princi- c) No regime constitucional vigente, a perda da fun-
pal e imediato a fixação de diretrizes e princípios que ção pública e dos direitos políticos, a indisponibi-
propiciem funcionalidade e dinamismo à Administra- lidade de bens e a obrigação de ressarcir as enti-
ção Federal, haja vista que até o seu advento a organi- dades de direito público por improbidade no exer-
zação administrativa federal pecava pela excessiva con- cício de cargo público só podem ser cumulativa-
centração de atribuições nos órgãos de cúpula, agra- mente decretadas em conseqüência de condena-
vada pela falta de racionalização dos trabalhos de coor- ção criminal.
denação dos serviços, em decorrência de uma buro- d) Princípio constitucional da inacumulabilidade de
cracia inútil e custosa que alongava e retardava deci- cargos públicos não se aplica sempre que o ser-
sões governamentais. vidor ocupar um cargo federal e outro municipal.
Preocupada com o tamanho da máquina estatal, bem e) Uma vez que a licitação permite a disputa de vári-
como com a simplificação dos procedimentos admi- as pessoas que satisfaçam a critérios da lei e do
nistrativos e redução das despesas causadoras do edital, é correto afirmar que, com isso, estão sen-
déficit público, a reforma administrativa de 1967 esta- do observados os princípios constitucionais da
beleceu os princípios fundamentais que até hoje conti- isonomia, da legalidade e da impessoalidade da
nuam orientando a Administração Pública Federal, a administração pública.
saber:
a) Planejamento - é o estudo e estabelecimento das 03. (CESPE/PROCURADOR AUTÁRQUICO/INSS/ 99)
diretrizes e metas que deverão orientar a ação governa- Em relação ao regime jurídico aplicável a órgãos e
mental, através de um plano geral de governo com pro- entidade da administração pública direta e indire-
gramas setoriais e regionais de desenvolvimento. ta julgue os itens abaixo.
b) Coordenação - visa harmonizar as atividades da Ad- a) É entendimento assente na doutrina e na jurispru-
ministração, submetendo-as ao que foi planejado e evi- dência que os empregados de sociedades de eco-
tando dispersão de recursos e divergência de soluções. nomia mista não precisam prestar concurso pú-
c) Descentralização - pressupõe a existência de uma blico de provas ou de provas e títulos para ingres-
pessoa, distinta da do Estado, a qual, investida dos sar em empresas estatais porque estas se sub-
necessários poderes de Administração, exercita ativi- metem a regime jurídico próprio das empresas
dade pública ou de utilidade pública, agindo por outor- privadas.
ga ou por delegação. b) Os salários de empregados de empresas públi-
d) Delegação de Competência - visa assegurar maior cas e sociedades de economia mista que não re-
rapidez e objetividade às decisões, situando-as na pro- cebam recursos orçamentários dos entes federa-
ximidade dos fatos, pessoas ou problemas a atender. dos para pagamento de despesas de pessoal ou

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de custeio em geral não se submetem ao teto de c) as organizações sindicais.
remuneração constitucional fixado pela EC n.º 20/98. d) os chamados serviços sociais autônomos (Senai,
c) A EC n.º 20/98 prevê a impossibilidade de acumu- Senac etc).
lação de proventos de aposentadoria de servidor e) os partidos políticos.
público civil ou militar com remuneração decorrente
da ocupação de cargo, emprego ou função públi- 07. (ESAF/AGU/98) As autarquias e as empresas pú-
ca, ressalvadas as hipóteses de cargos acumulá- blicas, como integrantes da Administração Fede-
veis na forma da Constituição, os cargos eletivos ral Indireta, equiparam-se entre si pelo fato de que
e os cargos em comissão declarados em lei de ambas são:
livre nomeação e exoneração, devendo todos os a) pessoas administrativas, com personalidade jurí-
que estiverem em desacordo com essa regra op- dica própria.
tar pelos proventos de aposentadoria ou pela re- b) pessoas administrativas, sem personalidade jurí-
muneração do cargo. dica própria.
d) A autonomia gerencial orçamentária e financeira c) pessoas jurídicas de direito público interno.
das entidades da administração indireta poderá d) pessoas jurídicas de direito privado.
ser ampliada mediante contrato de gestão, a ser e) pessoas ou entidades políticas estatais.
fixado entre seus administradores e o poder públi-
co que tenha por objeto a fixação de metas de de- 08. (ESAF/ASSISTENTE JURÍDICO/AGU/99) A Adminis-
sempenho para a entidade, sendo descabido fa- tração Pública, em sentido objetivo, no exercício
lar em contrato de gestão assinado por órgãos da função administrativa, engloba as seguintes
públicos, uma vez que estes últimos não têm per- atividades, exceto:
sonalidade jurídica. a) polícia administrativa.
e) A administração pública brasileira tomada em acep- b) serviço público.
ção subjetiva, de acordo com a letra do Decreto-lei c) elaboração legislativa, com caráter inovador.
n. º 200/67, não engloba os serviços sociais autô- d) fomento a atividades privadas de interesse público.
nomos. e) intervenção no domínio público.

04. (CESPE/FISCAL INSS/98) As autarquias caracteri- 09. (ESAF/ASSISTENTE JURÍDICO/AGU/99) Quanto às


zam-se. fundações instituídas pelo Poder Público, com
a) Pelo desempenho de atividades tipicamente estatais. personalidade jurídica de direito público, pode-se
b) Por serem entidades dotadas de personalidade afirmar, exceto:
jurídica de direito público. a) o regime jurídico de seu pessoal pode ser o esta-
c) Por beneficiarem-se dos mesmos prazos processu- tutário.
ais aplicáveis à administração pública centralizada. b) os atos de seus dirigentes não são suscetíveis de
d) Como órgãos prestadores de serviços públicos controle pelo Ministério Público.
dotados de autonomia administrativa. c) têm as mesmas características das entidades
e) Por integrarem a administração pública centralizada. autárquicas.
d) odem expressar poder de polícia administrativa.
05. (CESPE/PROCURADOR/INSS/98 - adaptado) Jul- e) o seu patrimônio é impenhorável.
gue os itens abaixo, relativos à organização e aos
privilégios da administração pública brasileira. 10. (ESAF/AFC/97) A exigência constitucional de provi-
a) As sociedades de economia mista somente podem mento por concurso público dos cargos efetivos tem
ter sua criação autorizada por meio de lei específi- seu fundamento doutrinário básico no princípio da:
ca, apesar de tais entes serem sempre criados sob a) publicidade.
a forma de pessoa jurídica de direito privado. b) finalidade.
b) Fica sujeita ao duplo grau de jurisdição obrigató- c) legalidade.
rio a sentença que julgar procedente o pedido de- d) razoabilidade.
duzido em ação em que a fundação pública fede- e) isonomia.
ral figure como ré.
c) Uma empresa pública é constituída de capital ex- 11. (CESPE/PROCURADOR/AUTÁRQUICO/INSS/98) -
clusivamente público, embora esse capital possa Julgue os itens seguintes, a respeito da adminis-
pertencer a mais de um ente. . tração pública.
d) São processadas e julgadas na justiça federal as a) É inconstitucional a lei que fixe a idade mínima
ações propostas por servidores contra as empre- para o acesso a determinados cargos públicos
sas públicas federais com as quais mantenham em patamar superior a dezoito anos.
relação jurídica laboral. b) À administração pública é vedada a realização de
e) Os bens do INSS são impenhoráveis. Os débitos novo concurso público para provimento de cargos
desse ente público, definidos em sentença judicial, se, no prazo de validade do certame anterior, ainda
são pagos exclusivamente por meio de precatórios. houver candidatos aprovados, mas não-nomeados.
c) Considerando que as empresas públicas e as so-
06. (ESAF/AGU/98) A Administração Pública, como tal ciedades de economia mista sujeitam-se ao regi-
prevista na Constituição Federal (art. 37) e na legis- me jurídico próprio das empresas privadas, tais
lação pertinente (Decreto-lei nº 200/67, com altera- entes não estão obrigados a contratar obras, com-
ções supervenientes), além dos órgãos estatais e pras e serviços mediante licitação pública.
de diversos tipos de entidades abrange, também, d) Os atos de improbidade administrativa podem en-
a) as concessionárias de serviço público em geral. sejar, entre outras conseqüências, a cassação dos
b) as universidades federais que são fundações pú- direitos políticos do servidor reconhecido como res-
blicas. ponsável pela prática do ato viciado.

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e) O ordenamento jurídico não veda que um empre- d) o patrimônio, a renda e os serviços das autarqui-
gado de uma sociedade de economia mista seja, as estão sempre protegidos pela imunidade tribu-
concomitantemente, empregado de uma socieda- tária, prevista no texto constitucional vigente. As
de comercial. sociedades de economia mista e as empresas
sujeitam-se ao regime jurídico próprio da empre-
12. (ESAF/AUDITOR FORTALEZA/98) - Aplicam-se às sas privadas, inclusive quanto às obrigações tra-
fundações públicas, de natureza autárquica, as balhistas e tributárias.
seguintes prerrogativas, exceto: e) as empresas públicas podem adotar qualquer for-
a) impenhorabilidade de seu patrimônio. ma societária, entre as admitidas em direito, en-
b) privilégios de natureza processual, típicos da Fa- quanto as sociedades de economia mista terão,
zenda Pública. obrigatoriamente, a forma de sociedade anônima.
c) natureza administrativa de seus contratos
d) regime jurídico estatutário de seus servidores 16. (ESAF/PFN/98) - Sobre os conceitos de Adminis-
e) autonomia para legislar, inclusive mediante regras tração Pública, é correto afirmar:
com novidade jurídica. a) em seu sentido material, a Administração Pública
manifesta-se exclusivamente no Poder Executivo.
13. (ESAF/COMEX/98) - Tratando-se de Administração b) o conjunto de órgãos e entidades integrantes da
Pública, assinale a afirmativa falsa. Administração é compreendido no conceito funci-
a) A autarquia pode exercer poder de polícia admi- onal de Administração Pública.
nistrativa. c) administração Pública, em seu sentido objetivo,
b) A criação de empresa pública depende de lei auto- não se manifesta no Poder Legislativo.
rizativa, mas sua personalidade advém do regis- d) no sentido orgânico, Administração Pública con-
tro competente. funde-se com a atividade administrativa.
c) O órgão público decorre do fenômeno da descen- e) a Administração Pública, materialmente, expres-
tralização. sa uma das funções tripartites do Estado.
d) As fundações públicas devem ter por objeto ativi-
dades de natureza social ou científica. 17. (ESAF/PFN/98) - Quanto às empresas estatais é
e) Os bens das autarquias não estão sujeitos a pe- incorreto afirmar:
nhora. a) o regime de pessoal da empresa pública é o da
Consolidação das Leis Trabalhistas - CLT
14. (ESAF/FISCAL TRABALHO/98) - O contexto de Ad- b) a sociedade de economia mista não pode usufruir
ministração Pública, que a Constituição Federal privilégios fiscais não extensíveis ao setor privado.
subordina à observância dos princípios fundamen- c) o patrimônio da empresa pública e o da socieda-
tais de legalidade, impessoalidade, moralidade e de de economia mista têm a mesma natureza jurí-
publicidade (é): dica.
a) abrange órgãos e entidades dos Três Poderes das d) a empresa pública pode adotar qualquer forma ju-
áreas federal, estadual, distrital e municipal. rídica admitida em Direito.
b) abrange só os órgãos públicos da estrutura da e) a composição do capital é a única diferença entre
União, dos Estados e dos Municípios. empresa pública e sociedade de economia mista.
c) restrito ao âmbito federal.
d) restrito aos Poderes Executivos federal, estadual
e municipal.
e) restrito ao Poder Executivo Federal.

15. (CESPE/BACEN/97) - Na organização administra-


tiva brasileira:
a) o Estatuto da Reforma Administrativa classificou a
administração federal em direta e indireta, consti-
tuindo-se a primeira dos serviços integrados na
estrutura administrativa da Presidência da Repú-
blica, dos ministérios e das autarquias. A adminis-
tração indireta é a constituída pelos serviços atri- GABARITO
buídos a pessoas jurídicas diversas da União, com
personalidade de direito privado (empresas publi- 01. C, E, E, C, E 02. E, E, E, E, C
cas e sociedades de economia mista), vinculadas
a um ministério, mas administrativa e financeira- 03. E, C, E, E, C 04. C, C, C, E, E
mente autônomas. 05. C, C, C, E, E 06. B
b) os empregados da Caixa Econômica Federal, ad-
mitidos antes de 4/10/83, sem concurso público, 07. A 08. C
devem usufruir a estabilidade contida no Ato das
Disposições Constitucionais Transitórias (CF/88), 09. B 10. E
por contarem, em 5/10/88 com mais de cincos 11. E, E, E, E, C 12. E
anos de serviço público.
c) os municípios são entidades estaduais integran- 13. C 14. A
tes da Federação brasileira. Dessa posição sin-
gular é que resulta a sua autonomia político-admi- 15. E, E, C, C, C 16. E
nistrativa assegurada na Constituição da Repúbli- 17. E
ca, para todos os assuntos de seu interesse local.

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ÓRGÃOS PÚBLICOS
1. Conceito Exemplos: Ministérios; Secretarias de Estado e de
Município; Consultoria-Geral da República.
São centros de competência administrativa, instituí-
dos para o desempenho de funções estatais, através c) Órgãos superiores - são os que detêm poder de
de seus agentes, cuja atuação é imputada à pessoa direção, controle, decisão e comando, mas sempre
jurídica a que pertencem. sujeitos à subordinação e ao controle hierárquico de
uma chefia. Pertencem aos órgãos independentes ou
2. Teoria do Órgão Público aos autônomos e não gozam de autonomia adminis-
trativa nem financeira.
Considerando que o Estado é pessoa jurídica e que, Exemplos: Departamentos; Coordenadorias; Divi-
como tal, não dispõe de vontade própria, ele atua sem- sões; Gabinetes; Inspetorias.
pre por meio de pessoas físicas, que são os agentes
públicos. Essa teoria ainda está em formação entre os d) Órgãos subalternos - são os que se acham subordi-
doutrinadores, que a diversificam na sua apresenta- nados hierarquicamente a órgãos superiores de deci-
ção, como sendo aquela segundo a qual as pessoas são, exercendo função de execução e realizando servi-
jurídicas expressam a sua vontade através de seus pró- ços de rotina.
prios órgãos, titularizados por seus agentes (pessoas Exemplos: Portarias; Seção de expediente; de mate-
humanas), na forma de sua organização interna. O ór- rial; de pessoal; Zeladoria.
gão é parte integrante do corpo da entidade e, assim,
todas as suas manifestações de vontade são conside- II. Quanto à estrutura:
radas como da própria entidade.
Os órgãos integram a estrutura do Estado e das de- a) Órgãos simples - ou unitários - são os constituídos
mais pessoas jurídicas como partes desse, sem per- por um só centro de atribuições, sem subdivisões in-
sonalidade jurídica nem vontade própria, que são atri- ternas.
butos do corpo e não das partes, mas na área de suas Exemplo: Seções (são integradas a órgãos maiores).
atribuições e nos limites de sua competência funcional
expressam a vontade da entidade a que pertencem e a b) Órgãos compostos - são os que reúnem na sua
vinculam por seus atos, manifestados através de seus estrutura outros órgãos menores, com função principal
agentes. idêntica.
Exemplo: Secretaria da Educação (órgão maior que
A teoria do órgão, na concepção de Hely L. Meirelles, reúne na sua estrutura muitas unidades escolares, ór-
veio substituir as superadas teorias do mandato (con- gãos de pessoal, de material, de transporte etc., ou
sidera o agente como mandatário da pessoa jurídica) e seja, é órgão composto constituído por vários outros
da representação (considera o agente como represen- órgãos que compreendem vários outros, até chegar aos
tante da pessoa), pelas quais se pretendeu explicar órgãos unitários, em que não existem mais divisões).
como se atribuiriam ao Estado e às demais pessoas
jurídicas públicas os atos das pessoas humanas que III. Quanto à atuação funcional (ou quanto à composi-
agissem em seu nome. ção):
3. Classificação dos Órgãos Públicos a) Órgãos singulares - ou unipessoais - são os que
atuam e decidem através de um único agente, que é
Os órgãos públicos se classificam de acordo com seu chefe e representante.
vários critérios, estabelecidos em função das múltiplas Exemplos: Presidência da República, Prefeitura Mu-
atividades governamentais e administrativas, a saber: nicipal, Governadorias dos Estados, Diretoria de uma
escola.
I. Quanto à posição estatal:
b) Órgãos colegiados - ou coletivos - ou pluripessoais
a) Órgãos independentes - são os originários da Cons- - são todos aqueles que atuam e decidem pela mani-
tituição e representativos dos três Poderes do Estado, festação conjunta e majoritária da vontade de seus
sem subordinação hierárquica ou funcional, apenas membros, prevalecendo a decisão da maioria.
sujeitos ao controle constitucional de um Poder pelo Exemplos: Corporações Legislativas; Tribunais; Co-
outro. Suas atribuições são exercidas por agentes polí- missões.
ticos.
Exemplos: Corporações Legislativas, Chefias de Exe-
cutivo; Tribunais Judiciários e os Juízes Singulares;
Ministério Público e Tribunais de Contas.

b) Órgãos autônomos - são os localizados na cúpula


da Administração, imediatamente abaixo dos órgãos
independentes e diretamente subordinados a seus
chefes. Possuem autonomia administrativa, técnica e
financeira e participam de decisões governamentais.
Seus dirigentes, em regra, não são servidores públi-
cos, mas sim agentes políticos nomeados em comis-
são.

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Exercícios de Fixação c) expressam apenas a vontade da entidade estatal
a que pertencem, porém executam com total auto-
01. (ESAF/ASSISTENTE JURÍDICO/AGU/99) Pela teo- nomia as suas funções específicas.
ria do órgão, entende-se que a vontade da pessoa d) são unidades autônomas, por isso mesmo dota-
jurídica manifesta-se por meio dos agentes que das de personalidade jurídica própria.
compõem os órgãos de sua estrutura. Por esta e) são órgãos independentes e exercem precipua-
teoria, a vinculação da vontade órgão e agente se mente funções políticas.
dá mediante:
a) representação. 08. O Tribunal de Contas do Distrito Federal pode ser
b) usurpação. classificado como órgão:
c) mandato. a) autônomo.
d) delegação. b) independente.
e) imputação. c) superior.
d) subalterno.
02. (ESAF/ASSISTENTE JURÍDICO/AGU/99) São ór- e) singular.
gãos da Administração Pública, sem personalida-
de jurídica, exceto: 09. Os Ministérios são órgãos:
a) Departamento de Polícia Federal. a) independentes.
b) Estado Maior das Forças Armadas. b) superiores.
c) Imprensa Nacional. c) subalternos.
d) Escola Nacional de Administração Pública. d) singulares.
e) Conselho Monetário Nacional. e) autônomos.

03. (ESAF/PFN/98) - O órgão administrativo tem as 10. No que se refere à relação entre órgão público e
seguintes características, exceto: agente público, o direito brasileiro adota a teoria:
a) competência. a) da representação.
b) personalidade jurídica. b) da legalidade.
c) estrutura. c) do mandato.
d) quadro de servidores. d) do órgão.
e) poderes funcionais. e) da impessoalidade.

04. As unidades que agem pelo Estado, nos limites para 11. Assinale a alternativa correta:
os quais foram criados por lei, denominam-se: a) Os órgãos superiores são os de direção e contro-
a) cargos públicos. le sujeitos ao controle hierárquico, sem autono-
b) agentes públicos. mia administrativa e financeira.
c) órgãos públicos. b) Os órgãos subalternos são os originários da Cons-
d) poderes do Estado. tituição, sem qualquer subordinação hierárquica.
c) Os órgãos subalternos possuem capacidade ad-
05. (AFTN-96) As seguintes afirmativas sobre órgão ministrativa, técnica e financeira.
público são corretas, exceto: d) Os órgãos singulares são as autarquias e as so-
a) Integra a estrutura de uma pessoa jurídica. ciedades de economia mista.
b) Possui patrimônio próprio. e) Os órgãos públicos confundem-se com a pessoa
c) Pode expressar capacidade judiciária. jurídica que representam.
d) Não possui personalidade jurídica.
e) Apresenta competência própria.

06. Assinale a alternativa correta:


a) Órgão é a unidade básica de serviço e agente o
executor material das atividades administrativas.
b) Na terminologia administrativa, órgão e agente são
figuras sinônimas.
c) O órgão diferencia-se do agente porque o primei-
ro é expressão estática e o segundo, expressão
dinâmica.
d) Órgão é um feixe de competências especificadas
e agente é a pessoa investida em competência
determinada.
e) A competência é chamada poder-dever, porque re-
presenta poder quanto ao agente e dever quanto
ao órgão.
GABARITO
07. Como órgãos públicos, as Secretarias de Estado,
dentro de suas regras de atuação: 01. E 02. D 03. B 04. C
a) são dotadas de vontade própria e capazes de con-
05. B 06. D 07. C 08. B
trair obrigações e exercer direitos.
b) possuem personalidade jurídica própria, razão pela 09. E 10. D 11. A
qual podem exercer direitos e contrair obrigações.

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AGENTES PÚBLICOS
1. Conceitos Agentes Honoríficos
São cidadãos convocados, designados ou nomea-
São todas as pessoas físicas incumbidas, definitiva dos para prestar, transitoriamente, determinados servi-
ou transitoriamente, do exercício de alguma função es- ços ao Estado, em razão de sua condição cívica, de sua
tatal. São todos aqueles que, de alguma forma, pres- honorabilidade ou de sua notória capacidade profissi-
tam um serviço público. Dividem-se em: onal, mas sem qualquer vínculo empregatício ou esta-
tutário e, normalmente, sem remuneração. Tais servi-
Agentes Políticos ços constituem o chamado múnus público, como, por exem-
São aqueles que ocupam os primeiros escalões do plo, jurado, mesário eleitoral, etc.
governo, investidos em cargos, funções, mandatos ou
comissões, por nomeação, eleição, designação ou Agentes Delegados
delegação para o exercício de atribuições constitucio- São particulares que recebem a incumbência da exe-
nais. Desempenham atribuições estabelecidas na cução de determinada atividade, obra ou serviço públi-
Constituição e em leis especiais, não são servidores co, e o realizam em nome próprio, por sua conta e risco,
públicos e, portanto, não se sujeitam a um regime jurí- mas segundo as normas do Estado e sob a permanen-
dico. São as autoridades públicas e supremas do Go- te fiscalização do delegante. Esses agentes não são
verno e da Administração na área de sua atuação, pois servidores públicos, nem honoríficos, nem representan-
não estão hierarquizadas, sujeitando-se apenas aos tes do Estado. Nessa categoria encontram-se os con-
graus e limites constitucionais e legais de jurisdição. cessionários e permissionários de obras e serviços
Ex: Chefes do Executivo e seus auxiliares imediatos, públicos, os serventuários de ofícios ou cartórios não
membros das Corporações Legislativas, membros do estatizados, os leiloeiros, os tradutores e intérpretes
Poder Judiciário, do Ministério Público, dos Tribunais públicos, as demais pessoas que recebem delega-
de Contas, os representantes diplomáticos etc. ção para a prática de alguma atividade estatal ou ser-
viço de interesse coletivo.
Agentes Administrativos
São todos aqueles que se vinculam ao Estado ou às Agentes Credenciados
suas entidades autárquicas e fundacionais por rela- São particulares que recebem a incumbência da
ções profissionais, sujeitos à hierarquia funcional e ao execução de determinada atividade, porém por conta
regime jurídico único da entidade estatal a que servem. e risco da própria administração pública. Exemplo:
São investidos a título de emprego e com retribuição advogado credenciado para contencioso internacional
pecuniária, incluindo-se nessa categoria os dirigentes que envolva a Petrobrás.
de entidades paraestatais. São unicamente servidores
públicos, com maior ou menor hierarquia, sujeitos a
um regime jurídico e a hierarquia funcional.

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