Sei sulla pagina 1di 4

Direito Administrativo 25 de Setembro de 2008

Intervenção do Estado na propriedade privada

Tombamento

Referencia: artigo 216 da CF – tem como meta proteger os bens que


tem valor histórico referente ao país.

Decreto Lei 25/37

A CF no artigo 216 trata do chamado Patrimônio Cultural Brasileiro, e


traz uma preocupação do contribuinte com este patrimônio. Ele é um conjunto
de bens e valores que dizem respeito a cultura e a historia do pais, móvel ou
imóvel, material ou imaterial, desde que tenha uma importância, que sejam um
marco e que sejam extremamente relevantes para demonstrar a historia do
povo brasileiro, diz o constituinte que eles devem ser preservados.

Quando se tem um bem de sua propriedade e o Estado julga ser


importante para a preservação da historia, o tombamento vai ser a medida
efetiva para a proteção desde bem ou imóvel. Esta medida acaba por limitar o
poder do dono, sendo uma intervenção limitativa. E o dispositivo que permite
esse tombamento é o art 216 da CF e ainda todos os princípios da
administração pública.

Conceito de Tombamento: É um mecanismo de intervenção da


esfera privada, protegendo o bem de uma possível destruição.É o ato
administrativo que tem por objeto, isto é, te por objeto a preservação de bens
que sejam representativos do patrimônio histórico, cultural e artístico nacional.
O tombamento quando incidente sobre bens privados constitui uma forma de
intervenção do estado na propriedade privada.

Tombamento de ofício: É o tombamento incidente sobre bens


públicos; isto é, o Estado reconhecendo que um bem de sua propriedade tem
as características da historicidade. É feito apenas com a inscrição do livro do
Tombo, e depois a informação ao órgão responsável pelo bem que ele foi
tombado.

Tombamento voluntário: é aquele em que não há resistência do


proprietário do bem. Ele aceita a intenção do Estado para fazer o tombamento.
Tombamento compulsório: é aquele realizado contra a vontade do
proprietário, há uma resistência do particular.

No artigo 23 da CF, encontramos a competência para a proteção


de documentos, bens, monumentos, sítios entre outros, compete a todos os
entes da federação fazer essa proteção.

O IPHAN notifica o proprietário da sua pretensão de fazer o


tombamento, o proprietário terá 15 dias para responder por escrito ao IPHAN
como forma de defesa, esta notificação já faz com quem o bem seja tombado
provisoriamente, e assim o bem já deve ser preservado, quando o IPHAN
tomba definitivamente é na verdade a conclusão do tombamento.

Efeitos do tombamento – decreto lei 25/37

- Limitações a mudança de lugar; um bem tombado não pode


ser mudado de lugar sem a autorização do IPHAN. Quando essa regra é
quebrada o proprietário pagará uma multa de 50% do valor do bem.

- Em caso de roubo ou furto: o proprietário terá 05 dias para informar


ao IPHAN para que promova a busca do bem.

- Preservação: os bens tombados não podem ser


descaracterizados, destruídos, abandonados ao ponto de perecer. Pelo
contrario, tem o proprietário o DEVER de manter este bem e sua integridade,
como pintura, reforma, e tudo tem que ser autorizado pelo IPHAN.

Se não tiver recursos para cuidar deste bem, provando e informando


ao IPHAN, este órgão terá obrigação de fazer esta manutenção com recursos
da União. Se o IPHAN nada fizer, o proprietário poderá pedir o cancelamento
do tombamento.

- Direito de preferência na aquisição: O IPHAN e o Estado tem


preferência na compra do bem, pelo preço de mercado.

• Tombamento dá direito a indenização?

O ato de tombamento não é passível de indenização. Não se tem a


rigor uma indenização em razão de um tombamento, que por si só não
caracteriza indenização, pelo contrario pode ate trazer o enriquecimento ao
proprietário.
Desapropriação
Conceito/Natureza jurídica: é uma forma de intervenção da
propriedade privada que gera indenização em dinheiro, e transfere a
propriedade particular para o Estado. Bens móveis ou imóveis.

É a transferência compulsória da propriedade para o poder público


ou para os seus delegados (concessionários de serviços públicos),
mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos
previstos na Constituição Federal, que admitem a indenização na forma de
títulos da dívida pública.

Não é compra e venda por isso que se trata de indenização, pois o


estado faz com que o sujeito perca a propriedade.

O estado pode ter a necessidade de obter a propriedade pra o


interesse público. Retira-se a propriedade do particular de maneira
compulsória (a força se necessário)

Perda da propriedade pro Estado em razão de realização de


atividade de direito público.

Natureza Jurídica (essência, comparando-o com um


determinado instituto já consagrado): a desapropriação do ponto de vista
do Estado é uma forma originária de aquisição da propriedade por parte do
Estado. Não se vincula a um título anterior, por isso que não é compra e
venda pois na compra e venda há um ou vários títulos anteriores. Quando o
Estado desapropria o bem é como se o bem tivesse forma originária, como
se não houvesse outro dono antes.

Fundamento Legal: art. 5° XXIV, CF/88.

Espécies de desapropriação:

- por necessidade ou utilidade pública: decreto lei 3365/41.


Construção de novo bairro, ou de escola, ou de represa, desapropria para
atender a necessidade da coletividade. Todos podem desapropriar. O
Estado precisa do bem. Ex.: o estado desapropria uma parte de sua
propriedade e o estado tem uma necessidade ou utilidade pública, e o
Estado desapropria e indeniza em dinheiro. Intenção social de reprimir o
mau ou não uso da propriedade.

- desapropriação por interesse social da propriedade rural para


fins de reforma agrária: art. 184 CF/88. Somente pode ser feita pela
União. Desapropria propriedade improdutiva, com o fim de produzir alguma
atividade em tal terra. A indenização se fará com títulos da dívida agrária, o
estado emite um título de crédito que representa o valor da indenização,
representam um crédito que a pessoa tem com o Estado.
- desapropriação da propriedade urbana por interesse social:
art.182, CF/88, e lei 10257/01. Somente municípios e DF podem
desapropriar nesse caso. (desapropriação sacionatória). Ocorre quando
mantém a propriedade urbana sem utilização. Desapropriação da área não
edificada.

- desapropriação por zona: art. 4° decreto lei 3365/41. A


desapropriação em que é desapropriada a área ao redor, para permitir o
desenvolvimento da obra que o estado irá construir.

Art. 4º - A desapropriação poderá abranger a área contígua


necessária ao desenvolvimento da obra a que se destina, e as zonas
que se valorizarem extraordinariamente, em conseqüência da
realização do serviço. Em qualquer caso, a declaração de utilidade
pública deverá compreendê-las, mencionando-se quais as
indispensáveis à continuação da obra e as que se destinam à
revenda.

- direito de extensão: o expropriado tem o direito de exigir do


estado que estenda a desapropriação a toda a sua propriedade, quando a
área remanescente se tornar inútil para o fim a que se destinava.