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O Portal de Notícias da Globo
27/06/08 - 19h35 - Atualizado em 27/06/08 - 19h35

Advogado responde a perguntas sobre a 'lei


seca' para motoristas
Lei 11.705 proíbe consumo de bebida alcoólica por condutores de veículos.
Infratores pagarão multa de R$ 955 e perderão carteira de motorista por 12 meses.
Do G1, em São Paulo
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Tire suas dúvidas sobre a 'lei seca' no trânsito no chat do G1
Operação da lei seca terá 700 policiais nas estradas federais
Após uma semana, nova 'lei seca' não intimida motoristas
Especialista questionará na OAB constitucionalidade de nova ‘lei seca’

Em chat realizado na tarde desta sexta-feira (27), no G1, o advogado Antônio Carlos de Oliveira
Freitas, da Luchesi advogados, respondeu a perguntas sobre a nova Lei 11.705, aprovada na
sexta-feira (20). A lei altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e deve provocar uma
mudança de hábitos da população brasileira.
De acordo com a resolução, o consumo de qualquer quantidade de bebida alcoólica por
condutores de veículos está proibido. Antes, era permitida a ingestão de até 6 decigramas de
álcool por litro de sangue (o equivalente a dois copos de cerveja). Quem for pego dirigindo
depois de beber, além da multa de R$ 955, vai perder a carteira de motorista por 12 meses.
Confira abaixo as perguntas e respostas:
1 - A perda da carteira será automática, caso o motorista esteja "fora da lei"?
Sim, esta é uma das penalidades possíveis. Há também a multa e a suspensão do direito de dirigir
durante um ano. No caso, seria uma infração gravíssima com perda de 7 pontos da carteira.
2 - Como fica a questão da fiscalização? As polícias rodoviárias estão equipadas com
bafômetros em todos os postos?
É uma boa pergunta. Precisamos nos estruturar. A falta de estrutura de fiscalização é um grande
empecilho. Outros problemas tão graves quanto esse são a falta de infra-estrutura rodoviária e a
falta de cuidados com as estradas que deveriam receber uma atenção bem maior por parte do
poder público.
3 - O que acontecerá se o motorista se recusar a fazer o exame do bafômetro e depois entrar
com um processo na Justiça, alegando que não estava bêbado?
Certamente é um ponto polêmico e irá suscitar ações junto ao Supremo Tribunal Federal. A nossa
Constituição prevê que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo. Isso vai gerar
muita discussão e muita polêmica.
4 - O motorista pode se recusar a fazer o teste com o bafômetro sob a justificativa de que,
pela legislação brasileira, ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo?
A lei tenta deixar de lado este princípio. O grande problema que existirá será em outros casos,
como o de consumo de produtos alucinógenos e casos de pouco consumo, que não fique visível
no teste.
5 - Esse tipo de lei com tolerância zero é aplicado em algum outro país? Dá certo?
Eu não lembro de nenhum país na Europa que tenha tolerância zero e mesmo assim funciona.
Mas há um problema no Brasil, que é querer se espelhar em outros países. Estas questões devem
antes passar por uma evolução cultural e até mesmo de educação. Não devemos nos pautar por
outros países.

6 - Os policiais podem obrigar o motorista a realizar exames de sangue, caso não exista
bafômetro no posto?
É a tentativa que a lei faz. Mas muitas vezes não haverá o equipamento necessário, pois custa
caro.
7 - Se a pessoa estiver visivelmente bêbada e não quiser fazer o teste do bafômetro, ela pode
ser presa? Qual a penalidade para essa recusa?
Pode ser presa sim, a lei prevê isso. Vai depender da interpretação da autoridade no local. E a
penalidade é multa, suspensão durante um ano e perda de sete pontos na carteira de habilitação.
8 - Li que, além do bafômetro, os agentes federais poderão usar outros tipos de provas para
penalizar o motorista. O senhor poderia dizer que tipo de provas são essas?
Exame de sangue.
9 - Haverá alguma forma de não aumentar o índice de suborno à vigilância? Isso vai tornar
o trânsito ainda mais perigoso?
Acho muito precipitada esta análise. Partir para um juízo de valor desse tipo é complicado.
10 - Em caso de apreensão da carteira, um ano após deveremos fazer novo exame para
obter a CNH?
É uma suspensão. Depois de um ano se está novamente habilitado a dirigir, sem novo exame
para obter a CNH.
11 - Se eu tiver tomado três cervejas e meus reflexos em perfeitas condições, ainda assim
serei multado?
Se você consumiu álcool. Pela lei, cometeu um crime e a punição é a mesma.

Operação da lei seca terá 700


policiais nas estradas federais
Além da fiscalização itinerante, serão montadas barreiras
próximas aos centros urbanos.
Serão destacados oficiais do núcleo de elite, para conter
'manifestações destemperadas'.
Da Agência Estado

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• Após uma semana, nova 'lei seca' não intimida motoristas
• Especialista questionará na OAB constitucionalidade de nova ‘lei seca’
• Presidente do STF defende nova lei seca
• Com lei seca, polícia prende 38 motoristas em nove estados
• Lei seca leva motoristas suspeitos de embriaguez à prisão

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realiza, entre sábado (28) e domingo (29), a primeira
operação nacional de fiscalização das estradas federais em busca de infratores da nova lei seca,
que impõe medidas mais duras para quem consumir álcool e dirigir. Cerca de 700 homens do
Núcleo de Operações Especiais da PRF serão destacados. Segundo a PRF, será a primeira vez
que a nova lei será aplicada em larga escala desde que entrou em vigor, em 20 de junho.

A lei 11.705 prevê que o motorista flagrado com 6 decigramas de álcool por litro de sangue ou
0,3 miligrama de álcool por litro de ar expelido no bafômetro (equivalente a uma lata de cerveja)
estará sujeito a pena de seis meses a três anos de prisão, com direito a fiança.

“A operação servirá para mostrar à população que a nova legislação está realmente em vigor e
que estamos atentos a ela”, disse o inspetor Alexandre Castilho, do Comando da PRF, em
Brasília. Além de unidades de fiscalização itinerantes ao longo dos 61 mil quilômetros de
rodovias federais, serão montadas barreiras, concentradas principalmente nas rodovias federais
próximas aos grandes núcleos urbanos.

Locais escolhidos
Os locais foram escolhidos especificamente devido à liberação da venda de bebidas alcoólicas
em estabelecimentos que ficam às margens das rodovias federais próximos ao perímetro urbano.
Desde a aprovação da medida provisória 415, em 1º de fevereiro, a venda de álcool está proibida
em estabelecimentos junto às rodovias federais somente em áreas rurais.

Para a operação, serão destacados oficiais do Núcleo de Operações Especiais (NOE) da PRF -
núcleo de elite da corporação, escolhido especialmente para conter possíveis “manifestações
destemperadas” por parte de motoristas que não estiverem a par da legislação. “Nesta operação,
faremos abordagem de até dez motoristas ao mesmo tempo”, disse Castilho.

Pela nova lei, com 2 decigramas de álcool por litro de sangue ou 0,1 miligrama por litro de ar, o
motorista flagrado já recebe multa de R$ 955, perde a carteira de habilitação e tem seu veículo
apreendido. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Comportamento nos bares mostra que motoristas estão menos preocupados com a lei
seca

Mas polícia contesta descrédito dos condutores e assegura que a fiscalização está eficiente
em Belo Horizonte
ALTERA O
TAMANHO DA LETRA
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A Lei Seca está em vigor há quase cinco meses, mas o impacto da fiscalização parece que já
passou para alguns motoristas nos bares é comum o cliente consumir bebida alcoólica e
depois dirigir.

Dirigir depois de ingerir bebida alcoólica é infração de trânsito. O motorista fica sujeito à
multa de R$ 957 e pode ter a carteira suspensa por um ano. Se o nível de álcool no sangue
for superior a seis decigramas, o crime pode ser punido também com seis meses a três anos
de prisão.
Acidentes de trânsito diminuíram
em 13 capitais após 'lei seca'
Dados do Denatran apontam queda de 30% no número de
mortes no RJ.
Entre julho e agosto foram registrados 13.459 acidentes com
vítimas.
Do G1, em São Paulo

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• Índice de queda de moto segue alto em SP após 'lei seca', dizem
bombeiros
• Saúde em SP economiza R$ 11 milhões após implantação da ‘lei seca’

Os acidentes de trânsito diminuíram em 13 capitais brasileiras, após a vigência da "lei seca". O


levantamento é do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que divulgou nesta quinta-
feira (16) o balanço de acidentes ocorridos nas capitais na comparação dos meses de julho e
agosto de 2008 ao mesmo período do ano passado.

Segundo o relatório, em 2007 foram registrados 13.672 acidentes com vítimas contra 13.459 no
mesmo período em 2008. Em relação às vítimas fatais, os números apontam 1.055 mortes no ano
de 2007 contra 981em 2008.

Entre as cidades que apresentaram queda no índice de acidentes com vítimas estão São Paulo
(SP), Teresina (PI) e Belém (PA). A cidade do Rio de Janeiro (RJ) registrou queda de 30% no
número de mortes e em Palmas (TO) houve redução de 55% no número de feridos.
A pesquisa aponta ainda que as autuações referentes à condução de veículo sob efeito de bebida
alcoólica cresceram de 678 para 2.322 registros.

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• BRUNO|20/10/200811h04

Enfim algo de bom no transito... Se todos os que ainda se aventuram a beber e


dirigir não o fizessem esses número poderiam quase que não existir... torço pra
isso!
Abraços ao Globo

• Duds|17/10/200819h27

uahuhahu
Digno Palmas

• belem|17/10/200812h54

isso é algo bom, mas não podemos fica só no bafômetro e sim na consciência dos
motoristas, temos que a responsabilidade de que mais vidas sejam tiradas do
mundo por causa de um inresponsável. Temos que mudar algumas leis para que
esses ocorridos não fiquem impunes.

Perguntas & Respostas


Julho de 2008

‘Lei seca’

A nova Lei 11.705, que altera o Código de


Trânsito Brasileiro, proíbe o consumo de praticamente qualquer

1. O que diz a lei que restringe o consumo de bebidas alcoólicas por motoristas?
2. Qual é o objetivo da lei?
3. Por que a lei foi endurecida?
4. Outras nações adotam a "lei seca"?
5. Quais as punições aos infratores?
6. Como foram estabelecidos os limites?
7. Quanto é permitido beber antes de dirigir?
8. Após beber, quanto tempo é preciso esperar antes de dirigir?
9. Comer um chocolate com licor, por exemplo, pode provocar um resultado positivo no teste do
bafômetro?
10. Fazer bochecho com anti-séptico bucal que contenha álcool dá um resultado positivo?
11. Como o índice de álcool no organismo será verificado e por quem?
12. É obrigatório fazer o teste do bafômetro?
13. O que diz a lei sobre a venda de bebidas nas rodovias?

1. O que diz a lei que restringe o consumo de bebidas alcoólicas por


motoristas?
A lei considera crime conduzir veículos com praticamente qualquer teor alcoólico no organismo. Quem for
pego sofrerá punições que variam da multa até a cadeia. O homicídio praticado por um motorista alcoolizado
será considerado doloso (com intenção de matar). A lei prevê também a proibição da venda de bebidas
alcoólicas nas das rodovias federais em zonas rurais.

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2. Qual é o objetivo da lei?


Diminuir os acidentes de trânsito causados por motoristas embriagados. O consumo de bebidas alcoólicas é
uma das principais causas de acidentes automobilísticos no país, segundo estatística da Polícia Rodoviária
Federal.

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3. Por que a lei foi endurecida?
Antes, acreditava-se que havia um "nível seguro" de álcool no organismo – até esse limite, não haveria
alterações severas de consciência que impedissem uma pessoa de dirigir. Porém, estudos comprovaram que
as pessoas são diferentes entre si e que o tal "nível seguro" não existe em matéria de álcool. "É muito mais
seguro seguir a orientação de não ingerir nenhuma substância psicoativa – que muda o comportamento e
desempenho do ser humano", avalia o médico Alberto Sabbag, diretor da Associação Brasileira de Medicina
de Tráfego (Abramet).

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4. Outras nações adotam a "lei seca"?


Sim. Em uma lista de 92 países pesquisados pelo International Center For Alcohol Policies (Icap), instituição
sediada em Washington (EUA), o Brasil agora se enquadra entre os 20 que possuem a legislação mais rígida
sobre o tema. A lei aqui é mais restritiva do que as de outras 63 nações pesquisadas, mas ainda é superada
pelas regras de outros 13 países. Cinco nações têm o mesmo nível de rigor do Brasil: Estônia, Polônia,
Noruega, Mongólia e Suécia. Na América do Sul, o Brasil ficou em segundo lugar, atrás apenas da Colômbia,
onde o limite é zero. Vizinhos como Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Venezuela estipulam limites de
0,5 g/l, 0,8 g/l, 0,8 g/l, 0,7 g/l e 0,5 g/l, respectivamente. Estados Unidos (0,8 g/l), Canadá (0,8 g/l) e alguns
países europeus – Reino Unido (0,8 g/l), Alemanha (0,5 g/l), França (0,5 g/l), Itália (0,5 g/l) e Espanha (0,5
g/l) – também são mais tolerantes no assunto.

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5. Quais as punições aos infratores?


Quem for flagrado com uma dosagem superior a 0,2 gramas de álcool por litro de sangue (equivalente à
ingestão de uma lata de cerveja ou um cálice de vinho) pagará multa de 957 reais, receberá sete pontos na
carteira de motorista e terá suspenso o direito de dirigir por um ano. Aqueles cuja dosagem de álcool no
sangue superar 0,6 g/l (duas latas de cerveja) deverão ser presos em flagrante. As penas poderão variar de
seis meses a três anos de cadeia, sendo afiançáveis por valores entre 300 e 1.200 reais. Os infratores
também perderão o direito de dirigir por um ano.

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6. Como foram estabelecidos os limites?


Na verdade, o limite de 0,2 g/l se refere à margem de erro do próprio bafômetro, explica o relator da lei,
deputado Hugo Leal (PSC-RJ). "Para que não haja conflito, estabeleceu-se uma pequena margem de erro na
questão da aferição do aparelho". Esse limite, porém, poderá ser revisto pelo governo, a partir de estudos
que analisam a dosagem de álcool em itens como anti-sépticos e até doces com licor.

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7. Quanto é permitido beber antes de dirigir?
A partir de agora, praticamente nada – limite de 0,2 grama de álcool por litro de sangue. Antes, somente
motoristas cuja dosagem de álcool no sangue superava 0,6 grama de álcool por litro de sangue (duas latas
de cerveja) eram punidos.

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8. Após beber, quanto tempo é preciso esperar antes de dirigir?


O tempo de permanência do álcool no organismo varia de uma pessoa para outra. Fatores como estar com o
estômago vazio ou cheio, ser homem ou mulher, branco ou negro e até estar mais ou menos acostumado à
bebida influenciam. "Para uma pessoa, por exemplo, que passou a noite em claro, o efeito de uma lata de
cerveja é triplicado", explica o médico Alberto Sabbag, diretor da Associação Brasileira de Medicina de
Tráfego (Abramet). De maneira geral, um copo de cerveja ou um cálice de vinho demora cerca de seis horas
para ser eliminado pelo organismo – já uma dose de uísque leva mais tempo. Por isso, independentemente
do volume ou tipo de bebida ingerida, é mais prudente que o motorista só reassuma o volante 24 horas
depois de beber. Assim mesmo, passado esse intervalo, se persistirem sintomas do álcool, o melhor a fazer é
não dirigir. A alternativa é tomar um táxi, transporte coletivo ou então entregar a direção a quem não bebeu.

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9. Comer um chocolate com licor, por exemplo, pode provocar um


resultado positivo no teste do bafômetro?
Sim. Dois bombons com recheio de licor, por exemplo, são suficientes para o resultado positivo.

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10. Fazer bochecho com anti-séptico bucal que contenha álcool dá um


resultado positivo?
Sim. O bafômetro é um aparelho sensível, dizem os especialistas. Caso aconteça isso, o motorista pode
pedir para repetir o teste após um intervalo de cerca de 20 minutos – o resultado não acusará mais a
presença de álcool.

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11. Como o índice de álcool no organismo será verificado e por quem?


Há três maneiras de realizar o teste: com o bafômetro, por meio de exame de sangue ou ainda exame clínico
– que serve para indicar sinais de embriaguez. Esses testes só poderão ser realizados por fiscais de trânsito,
policiais militares e agentes das polícias rodoviárias. A autoridade de trânsito também poderá levar o
motorista suspeito para um exame clínico, caso não tenha um bafômetro no local.

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12. É obrigatório fazer o teste do bafômetro?
Não. O motorista pode se recusar a fazer qualquer teste, já que, no Brasil, ninguém é obrigado a produzir
uma prova contra si. Nesse caso, porém, o condutor sofrerá a mesma punição destinada a pessoas
comprovadamente alcoolizadas – ou seja, multa de 957 reais e suspensão do direito de dirigir por um ano.
Esse, aliás, é um ponto polêmico da lei: a Ordem dos Advogados do Brasil-SP deve fazer uma representação
ao presidente da OAB federal para que seja providenciada uma ação direta de inconstitucionalidade,
segundo o presidente da Comissão de Trânsito da OAB, Cyro Vidal. Por ora, caso o motorista use a
artimanha de se negar a fazer o exame, entrando posteriormente com um recurso na Justiça, a lei prevê que
o testemunho do agente de trânsito ou policial rodoviário tem força de prova diante do juiz.

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13. O que diz a lei sobre a venda de bebidas nas rodovias?


A lei permite a venda de bebidas alcoólicas nos perímetros urbanos das rodovias federais, mas prevê multa
de 1.500 reais para quem comercializá-las nas áreas rurais das estradas. Em casos de reincidência, o valor
da multa será dobrado.

O mito da lei seca

Em todo o país, políticos propõem horários para fechar os bares em nome da segurança. Mas um
estudo mostra que a medida não funciona

ERNESTO BERNARDES

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Mais dinheiro, viaturas e a polícia nas ruas. O discurso


padronizado sobre a segurança pública já está engatilhado
para a campanha eleitoral, aproveitando a revolta contra o
poder paralelo do PCC em São Paulo e as guerras entre
traficantes nos morros cariocas. As propostas serão as
mesmas de sempre. Mas, para chamar a atenção do eleitor e
mostrar que estão sintonizados com os novos tempos,
muitos candidatos incorporarão a seu discurso um chamariz:
PORTAS FECHADAS A Guarda a lei seca, que estabelece um horário máximo para o
Civil fecha um bar em Diadema fechamento dos bares.
por ficar aberto após o horário
permitido. Mas não foi isso que fez É uma ótima peça de marketing. A medida segue a linha da
cair a violência na cidade Tolerância Zero, que diminuiu as taxas de criminalidade em
cidades como Nova York nos anos 90. A diretriz básica era
combater todo tipo de infração, de dirigir bêbado a urinar na rua, segundo a lógica de que o
pequeno delito abre as portas para o grande crime. A lei seca teria sido aplicada com sucesso em
diversas cidades paulistas: seria responsável pela redução dos índices de homicídios em até 60%.
Seu sucesso foi divulgado por um estudo do Pacific Institute, uma ONG conceituada por seus
trabalhos em saúde pública.

Por causa do suposto sucesso, cidades como Recife, João Pessoa e Teresina votaram
recentemente leis do gênero. No Maranhão e em Pernambuco, surgiram leis estaduais. A medida
é discutida em Belo Horizonte e Sergipe. Mas, já que a proposta vai ser repetida com tanta
freqüência, é importante saber se ela de fato funciona. Um estudo inédito produzido pelo
economista Nilson Oliveira, do Instituto Fernand Braudel, de São Paulo, especializado em
economia e sociologia, sugere que não.

Oliveira analisou os números de homicídios nos 62 maiores municípios de São Paulo, de 1999 a
2005. Em 25 deles, a taxa de mortes violentas teve redução de mais de 50% (leia o quadro ao
lado). Mas apenas sete haviam adotado a lei seca. Entre as 21 cidades que restringiram o horário
dos bares, apenas 15 fiscalizam o cumprimento da regra. E os efeitos são diversos. Em Taboão da
Serra, por exemplo, o crime caiu, mas somente no período anterior à lei seca. Em Jacareí, a
redução só veio depois que a medida deixou de ser observada. Mas o caso mais notável é o de
Diadema. Ali, na cidade que é o maior cartaz do sucesso da lei, as mortes violentas caíram 70%
desde o ano do maior morticínio, 1999. Só que, conferindo os números mês a mês, Oliveira
percebeu que mais da metade da queda aconteceu antes de a lei entrar em vigor, em julho de
2002.

A lógica por trás do fechamento dos bares parece impecável. Nas favelas, o ponto de reunião dos
homens são os botequins. Ali eles tomam cachaça e cerveja, discutem política, futebol, mulher e
fazem piada uns com os outros. Nesse ambiente, trabalhadores convivem com desempregados,
traficantes e policiais em horário de folga. Todos com os ânimos etilicamente exaltados. Na
madrugada, toda essa interação social pode virar briga. E o risco de alguém levar um tiro é
maior.

LINHA DURA
HORÁRIO ESTENDIDO A polícia de Nova York prende
Na Inglaterra, a lei que obrigava os um suspeito. Foi a política de
pubs a fechar às 23 horas foi não tolerar pequenos delitos
revogada - em nome da segurança que inspirou a lei seca
brasileira

O mito da lei seca

Em todo o país, políticos propõem horários para fechar os bares em nome da segurança. Mas um
estudo mostra que a medida não funciona

ERNESTO BERNARDES
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Uma pesquisa feita em 2002 mostrou que 60% dos homicídios em Diadema aconteciam a menos
de 100 metros de um bar. Alguma influência, portanto, a lei seca deveria ter. "Ela até pode ajudar
a reduzir homicídios", afirma Oliveira. "Mas, pelo que calculamos, o efeito máximo é de 6%. O
problema é que ela passou a ser apresentada como solução mágica. E isso não existe. Para
combater o crime é preciso tomar medidas complexas."

O estudo de Oliveira mostra que, com ou sem lei seca, os municípios que reduziram a
criminalidade fizeram muito mais que fechar botequins. Em Diadema, a polícia sofreu uma
grande faxina desde 1997, quando houve o escândalo da Favela Naval, no qual um grupo de PMs
foi filmado matando um morador. Representantes da Prefeitura, da Polícia Civil e da PM
passaram a se reunir para discutir medidas de combate ao crime. Câmeras de vigilância foram
instaladas nas regiões mais perigosas. Foi criada uma guarda municipal bem preparada, em que a
maioria dos oficiais tem curso superior. O efetivo da Polícia Civil foi reforçado em 35%. Até a
Secretaria de Obras deu prioridade à instalação de iluminação pública nos lugares em que a
criminalidade era mais alta. Fatores cujo impacto é difícil de ser avaliado também parecem ter
influído. O índice de emprego aumentou. O número de celulares também. Com ele, as ligações
para o Disque-Denúncia, que levaram à prisão de várias quadrilhas.

"As pessoas adoram vender soluções fáceis", diz a socióloga carioca Alba Zaluar, especialista em
violência urbana. "Fechar bares é fácil, difícil é combater o tráfico." Ela não descarta a idéia da
lei seca, mas considera que mais importante é combater a impunidade, "nosso maior problema de
segurança pública". Revisados, alguns dos dados que fundamentaram a lei seca também caem
por terra. A maioria dos crimes em Diadema acontece a 100 metros de um bar. Mas isso porque a
cidade concentra cem bares por quilômetro quadrado e tem uma das maiores densidades
demográficas do país.

Receitas aparentemente simples e inofensivas, como a lei seca, aplicadas sem análise ou cuidado,
podem gerar outros problemas. Nos Estados Unidos, a proibição total de bebidas alcoólicas foi
implantada em 1920. Treze anos depois, foi revogada, após a constatação de que ela não apenas
não reduziu a criminalidade, mas também estimulou o crescimento do crime organizado, que
vendia uísque no mercado negro.

No ano passado, a Inglaterra e o País de Gales derrubaram uma lei do tempo da Primeira Guerra
Mundial que mandava fechar os pubs às 23 horas. "É absolutamente claro que o sistema não
funcionava", disse o ministro responsável pela área, James Purnell. Segundo ele, a lei fazia com
que todas as pessoas embriagadas saíssem para a rua ao mesmo tempo, aumentando o risco de
acidentes de trânsito e brigas. Além disso, levava muita gente a ficar bêbada involuntariamente,
ao entornar mais de um drinque de uma vez, antes que o bar fechasse.

Em segurança, como em qualquer tema crítico, as melhores soluções vêm depois de análises e
estudos sérios. As soluções mais fáceis - em geral, pouco eficientes - funcionam melhor em
mesas de bar.
O mito da lei seca

Em todo o país, políticos propõem horários para fechar os bares em nome da segurança. Mas um
estudo mostra que a medida não funciona

ERNESTO BERNARDES

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Fotos: Alex Silva/AE, Steve Raymer/Stock Photos e Mark Peterson/Corbis/StockPhotos

Denatran esclarece dúvidas sobre a


'lei seca' para motoristas
Resolução proíbe consumo de bebidas alcoólicas por condutores
de veículos.
Concentração de álcool igual ou superior a 6 dg por litro de
sangue pode dar cadeia.
Do G1, em São Paulo
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G1

A nova Lei 11.705, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, ainda gera dúvidas para muitos
motoristas. Em vigor desde 20 de junho, a resolução proíbe o consumo de qualquer quantidade
de bebidas alcoólicas por condutores de veículos. Antes, era permitida a ingestão de até 6
decigramas de álcool por litro de sangue.

Para esclarecer as dúvidas mais freqüentes sobre o assunto, o Departamento Nacional de Trânsito
(Denatran) respondeu ao G1 as questões abaixo:

saiba mais
• 'Lei seca' leva quase 300 motoristas à prisão nas estradas federais
• 'Lei seca' brasileira é semelhante à de países árabes
• Tire suas dúvidas sobre a 'lei seca' para motoristas
• Para ex-secretário, motorista não pode ser preso em flagrante por 'lei
seca'

1 - Qual o índice de tolerância previsto na lei?

De acordo com o Decreto 6.488, caberá ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran), com
base em proposta do Ministério da Saúde, a definição das margens de tolerância para casos
específicos. Enquanto o Contran não definir as margens de tolerância, essa será
considerada 2 decigramas por litro de sangue ou um décimo de miligrama por litro de ar
expelido dos pulmões para todos os casos.

2 - Quais seriam esses casos específicos?


Os casos específicos serão definidos pelo Ministério da Saúde.

3 - Como fica a situação dos motoristas que foram flagrados pela fiscalização nesse
intervalo de tempo, caso o índice de tolerância seja alterado?
A fiscalização obedecerá à legislação vigente e, atualmente, estão em vigor os índices de
tolerância definidos pelo Decreto 6.488. Caso haja alteração nos índices, isso será feito
mediante Resolução do Contran, publicada no "Diário Oficial" da União.

4 - Porque existe esse índice de tolerância, se o Código de Trânsito Brasileiro estabelece


alcoolemia zero?
A redação antiga do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não afirmava isso. A lei antiga
falava em 6 decigramas para caracterizar infração. Segundo a nova redação do artigo 165
do CTB, dirigir sob a influência de álcool (qualquer índice) caracteriza infração de
trânsito, no entanto, a própria lei trouxe a previsão de margens de tolerância visando
garantir que condutores incluídos nos casos especiais não sejam prejudicados, além de
considerar também uma possível margem de erro do equipamento.

5 - Qual a penalidade para o motorista que for pego embriagado?


Segundo o artigo 165 do CTB, quem for flagrado dirigindo sob a influência de álcool será
penalizado com uma multa de R$ 957,70, suspensão do direito de dirigir por 12 meses,
retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado e recolhimento do
documento de habilitação.

Art. 165. Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que
determine dependência:
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa (cinco vezes R$ 191,54) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze)
meses;
Medida Administrativa - retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado e
recolhimento do documento de habilitação.

*** Em destaque redação dada pela lei 11.705.

6 - Em qual situação o motorista pode ser preso?


Segundo a nova redação do artigo 306, quem for flagrado dirigindo com concentração de
álcool igual ou superior a 6 decigramas por litro de sangue ou 3 décimos de miligrama por
litro de ar expelido poderá ser penalizado com detenção.

Art. 306. Conduzir veículo automotor, na via pública, estando com concentração de álcool por
litro de sangue igual ou superior a 6 (seis) decigramas, ou sob a influência de qualquer outra
substância psicoativa que determine dependência:
Penas - detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a
permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.
*** Em destaque redação dada pela lei 11.705.

Lei 6.488:
Art. 2º Para os fins criminais de que trata o art. 306 da Lei no 9.503, de 1997 - Código de
Trânsito Brasileiro, a equivalência entre os distintos testes de alcoolemia é a seguinte:
I - exame de sangue: concentração igual ou superior a seis decigramas de álcool por litro de
sangue; ou
II - teste em aparelho de ar alveolar pulmonar (etilômetro): concentração de álcool igual ou
superior a três décimos de miligrama por litro de ar expelido dos pulmões.

7 - O que acontece se o motorista se recusar a realizar os exames?


Caso o condutor se recuse a realizar os exames previstos na lei, ele será penalizado conforme
o artigo 165, ou seja, apenas a recusa implica a infração.

8 - O que acontecerá se o motorista se recusar a fazer o exame do bafômetro e depois entrar


com um processo na Justiça, alegando que não estava bêbado?
Nada impede o cidadão de procurar a Justiça.

9 - O motorista pode se recusar a fazer o teste com o bafômetro sob a justificativa de que, pela
legislação brasileira, ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo?
Como afirmamos anteriormente, o motorista pode se recusar a realizar qualquer um dos
testes. No entanto, caso apresente sinais de embriaguez poderá ser penalizado com as sanções
previstas no artigo 165 do CTB.

10 - Os policiais podem obrigar o motorista a realizar exames de sangue, caso não exista
bafômetro no posto?
Resposta 09.

11 - Quando não há bafômetros disponíveis no local da fiscalização, o motorista é obrigado a


fazer exame de sangue?
Resposta 09.

Entenda os principais pontos da Lei Seca


Lei entrou em vigor há uma semana e prevê limite de álcool por litro de sangue para os motoristas

da Redação

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SÃO PAULO - Há uma semana, entrou em vigor a Lei 11.705, que prevê mais rigor contra motoristas
que ingerirem bebidas alcóolicas. A partir do limite de dois decigramas de álcool por litro de sangue
para os motoristas, a pessoa será multado em R$ 955, perde a carteira e tem o carro apreendido.
Acima de 6 decigramas - equivalente a uma lata de cerveja -, é crime com pena de até três anos de
prisão.

Veja Também:

Bafômetros descartáveis contra motoristas bêbados


Abaixo, tire as principais dúvidas sobre a nova lei:

Quais os limites de consumo de álcool para quem estiver dirigindo?

Para estar sujeito a responder criminalmente, o limite é de 6 decigramas de álcool por litro de sangue,
ou 0,3 miligrama por litro de ar expelido no bafômetro - equivalente a dois chopes. Para punições
administrativas, a tolerância é menor: de 2 decigramas por litro de sangue, ou 0,1 miligrama por litro
de ar expelido

Quais as penas para quem for flagrado com índices acima desses limites?

Caso seja enquadrado criminalmente, a pena é de 6 meses a 3 anos de prisão, com direito à fiança.

As penalidades administrativas são multa de R$ 955, 7 pontos na carteira e apreensão do documento e


do carro

Como o índice de álcool no organismo do motorista será verificado?

De três maneiras: teste do bafômetro, exame de sangue ou exame clínico (quando um médico procura
sinais de embriaguez no motorista)

O motorista é obrigado a fazer o teste do bafômetro?

Não. Segundo a Constituição, ninguém é obrigado a produzir prova contra si. Porém, em São Paulo, os
delegados foram orientados a encaminhar o motorista, caso se recuse a fazer o teste, ao Instituto
Médico-Legal, onde terá, obrigatoriamente, de passar por exames clínicos. Segundo a Secretaria de
Segurança Pública, caso o motorista se recuse, será preso em flagrante por desobediência

Quanto tempo o álcool permanece no sangue após o consumo?

Uma taça de vinho demora cerca de 3 horas para ser eliminada pelo organismo. Uma lata de cerveja,
cerca de 4 horas. Ambas as quantias já são flagradas no exame do bafômetro
Caso o motorista seja flagrado com índices superiores de álcool, ele perderá a CNH? Qual o
procedimento para tê-la de volta?

A lei prevê suspensão do direito de dirigir por 12 meses. É possível recuperar a carteira recorrendo ao
Detran (com a possibilidade de entrar com advogado, testemunhas e peritos que comprovem inocência)

O motorista que estiver embriagado ficará sem a carteira, obrigatoriamente, por algum tempo?

Pode haver espera de até um mês para que o laudo de alcoolemia chegue do IML até o delegado
responsável e depois para o Detran. Durante esse período, obrigatoriamente, o motorista ficará sem a
CNH

Caso seja flagrado, o motorista terá, obrigatoriamente, seu carro retido?

Não, o veículo pode ser liberado a qualquer pessoa de confiança do motorista que seja julgado em
condições de dirigir pelos policiais

O motorista tem de pagar a multa na hora?

Não, será enviada uma autuação ao endereço declarado pelo motorista

Em caso de multa, é possível recorrer?

O motorista pode recorrer de qualquer multa

Quem estabelece o valor da fiança em caso de prisão?

É o delegado quem determina, na hora, o valor da fiança. Para ser solto, é preciso que alguém faça um
depósito na conta do Estado, na Nossa Caixa, no valor da fiança. De posse do comprovante, o motorista
é solto

É possível pagar com cartão de crédito ou débito nas delegacias?

Não, as delegacias não dispõem desse serviço


Alimentos ou remédios que levam álcool podem ser acusados no bafômetro?

Sim, embora a quantidade seja pequena, também podem ser detectados

Como se defender, caso seja multado por algum desses motivos, sem que tenha bebido?

Deve-se explicar a situação ao policial. A interpretação dele também conta na formação de convicção
do delegado

Fontes: PM, Abramet, advogados criminalistas Antonio Claudio Mariz de Oliveira e Tales Castelos Branco

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Que a lei seja dura com quem beber e dirigir


Dom, 13/07/08 21:28 , Anônimo

Todos querem leis que funcionem e que coloquem ordem na casa, mas quando alguem precisa se adaptar ou
cumprir a lei, ai todo mundo grita: Isso e ditadura. Concordo que muitas pessoas nao sofrem acao das mesma por
terem dinheiro, influencia, etc... Mas, de alguma forma precisamos comecar a mudar, a termos acoes mais
responsaveis e leis que tragam a paz e seguranca para o povo. Nos EUA, se o motorista for detido embriagado esta
perdido: "O preco de um drink" - O minimo a pagar com taxas, multas, corte, etc U$8240. Sem contar os gastos
com advogado. Portanto, se for se divertir a noite, alguem nao bebe e fica de motorista. (peco desculpas pela
falta de acentuaca e marcacoes graficas)

Revendique seus direitos


Ter, 08/07/08 18:55 , msprandi@estadao.com.br

Essa medida não poderia ser tomada em um governo democrático que assinou isso é no mínimo amigo de Hugo
Chaves e Fidel Castro, então temos que aproveitar para protestar contra essas medidas que fragilizam nossa
democracia, porque se continuar assim logo chamarão nossas criticas de propaganda subversiva ( como no governo
ditador) DIGA NÃO AO BAFOMETRO É DIREITO SEU!!!

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Álcool X Organismo

O álcool é absorvido principalmente no intestino delgado, e em menores quantidades


no estômago e no cólon. A concentração do álcool que chega ao sangue depende de
fatores como: quantidade de álcool consumida em um determinado tempo, massa
corporal, e metabolismo de quem bebe, quantidade de comida no estômago. Quando
o álcool já está no sangue, não há comida ou bebida que interfira em seus efeitos.
Os efeitos do álcool dependem de fatores como: a quantidade de álcool ingerido em
determinado período, uso anterior de álcool e a concentração de álcool no sangue. O
uso do álcool causa desde uma sensação de calor até o coma e a morte dependendo
da concentração que o álcool atinge no sangue. Os sintomas que se observam são:

- Doses até 99mg/dl: sensação de calor/rubor facial, prejuízo de julgamento,


diminuição da inibição, coordenação reduzida e euforia;
- Doses entre 100 e 199mg/dl: aumento do prejuízo do julgamento, humor
instável, diminuição da atenção, diminuição dos reflexos e incoordenação motora;

- Doses entre 200 e 299mg/dl: fala arrastada, visão dupla, prejuízo de memória e
da capacidade de concentração, diminuição de resposta a estímulos, vômitos;

- Doses entre 300 e 399mg/dl: anestesia, lapsos de memória, sonolência;

- Doses maiores de 400mg/dl: insuficiência respiratória, coma, morte.

Um curto período (8 a 12 horas) após a ingestão de grande quantidade de álcool


pode ocorrer a "ressaca", que caracteriza-se por: dor de cabeça, náusea, tremores
e vômitos. Isso ocorre tanto devido ao efeito direto do álcool ou outros
componentes da bebida. Ou pode ser resultado de uma reação de adaptação do
organismo aos efeitos do álcool.

A combinação do álcool com outras drogas (cocaína, tranqüilizantes, barbituratos,


antihistamínicos) pode levar ao aumento do efeito, e até mesmo à morte.

O efeitos do uso prolongado do álcool são diversos. Dentre os problemas causados


diretamente pelo álcool pode-se destacar doenças do fígado, coração e do sistema
digestivo. Secundariamente ao uso crônico abusivo do álcool, observa-se: perda de
apetite, deficiências vitamínicas, impotência sexual ou irregularidades do ciclo
menstrual.

Intoxicação alcoólica e hipoglicemia:

Como já foi visto antes o álcool etílico, principal componente das bebidas alcoólicas,
é metabolizado no fígado por duas reações de oxidação. Em cada reação, elétrons
são transferidos ao NAD+, resultando e um aumento maciço na concentração de
NADH citosólico. A abundância de NADH favorece a redução de piruvato em
lactato e oxalacetato em malato, ambos são intermediários na síntese de glicose
pela gliconeogênese. Assim, o aumento no NADH mediado pelo etanol faz com que os
intermediários da gliconeogênese sejam desviados para rotas alternativas de
reação, resultando em síntese diminuída de glicose. Isto pode acarretar
hipoglicemia , particularmente em indivíduos com depósitos exauridos de glicogênio
hepático. A mobilização de glicogênio hepático é a primeira defesa do corpo contra
a hipoglicemia, assim, os indivíduos em jejum ou desnutridas apresentam depósitos
de glicogênio exauridos, e devem basear-se na gliconeogênese para manter sua
glicemia. A hipoglicemiaprde produzir muitos dos comportamentos associados à
intoxicação alcoólica – agitação, julgamento dinimuído e agressividade. Assim, o
consumo de álcool em indivíduos vulneráveis – aqueles em jejum ou que fizeram
exercícios prolongado e extenuante – podem prodizir hipoglicemia, que podem
contribuir para os efeitos comportamentais do álcool.

Alcoolismo agudo:

Exerce os seus efeitos principalmente sobre o sistema nervoso central, mas ele
pode também rapidamente induzir alterações hepáticas e gástricas que são
reversíveis na ausência do consumo continuado de álcool. As alterações gástricas
constituem gastrite aguda e ulceração. No sistema nervoso central, o álcool por si é
um agente depressivo que afeta primeiramente as estruturas subcorticais
(provavelmente a formação reticular do tronco cerebelar superior) que modulam a
atividade cortical cerebral. Em conseqüência, há um estímulo e comportamentos
cortical., motor e intelectual desordenados. A níveis sanguíneos progressivamente
maiores, os neurônios corticais e, depois, os centros medulares inferiores são
deprimidos, incluindo aqueles que regulam a respiração. Pode advir parada
respiratória. Efeitos neuronais podem relacionar-se com uma função mitocondrial
danificada; alterações estruturais não são em geral evidentes no alcoolismo agudo.
Os teores sanguíneos de álcool e o grau de desarranjo da função do SNC em
bebedores não habituais estão intimamente realcionados.

Alcoolismo crônico:

É responsável pelas alterações morfológicas em praticamente todos os órgãos e


tecidos do corpo, particularmente no fígado e no estômago. Somente as alterações
gástricas que surgem imediatamente após a exposição pode ser relacionadas com os
efeitos diretos do etanol sobre a vascularização da mucosa. A origem das outras
alterações crônicas é menos clara. O acetaldeído, um metabólico oxidativo
importante do etanol, é um composto bastante reativo e tem sido proposto como
mediador da lesão tissular e orgânica disseminada. Embora o catabolismo do
acetaldeído seja mais rápido do que o do álcool, o consumo crônico de etanol reduz a
capacidade oxidativa do fígado, elevando os teores sanguíneos de acetaldeído, os
quais são aumentados pelo maior ritmo de metabolismo do etanol no bebedor
habitual. O aumento da atividade dos radicais livres em alcoólatras crônicos
também tem sido sugerido como um mecanismo de lesão. Mais recentemente, foi
acrescentado o metabolismo não-oxidativo do álcool, com a elaboração do ácido
graxo etil éster, bem como mecanismos imunológicos pouco compreendidos iniciados
por antígenos dos hepatócitos na lesão aguda.
Seja qual for a base, os alcoólatras crônicos têm sobrevida bastante encurtada,
relacionada principalmente com lesão do fígado, estômago, cérebro e coração. O
álcool é a causa bastante conhecida de lesão hepática que termina em cirrose,
sangramento maciço proveniente de gastrite ou de úlcera gástrica pode ser fatal.
Ademais, os alcoólatras crônicos sofrem de várias agressões ao sistema nervoso.
Algumas podem ser nuticionais, como a deficiencia em vitamina B1, comum em
alcoólatras crônicos. As principais lesões de origem nutricional são neuropatias
periféricas e a síndrome de Wernicke-Korsakoff. Pode surgir a degeneração
cerebelar e a neuropatia óptica, possivelmente relacionadas com o álcool e seus
produtos, e, incomumente, pode surgir atrofia cerebral.

As conseqüências cardiovasculares também são amplas. Por outro lado, embora


ainda sem consenso, quantidades moderadas de álcool podem diminuir a incidência
da cardiopatia coronária e aumentar os níveis do colesterol HDL. Entretanto, o alto
consumo que leva à lesão hepática resulta em níveis menores da fração HDL das
lipoproteínas.

O alcoolismo crônico possui várias conseqüências adicionais, incluindo uma maior


tendência para hipertensão, uma maior incidência de pancreatite aguda e crônica, e
alterações regressivas dos músculos esqueléticos.

Doença hepática alcoólica (DHA) e Cirrose:

O consumo crônico de álcool resulta com frequência em três formas distintas,


embora superpostas , de doenças hepáticas: (1) esteatose hepática, (2) hepatíte
alcoólica e (3) cirrose, denominadas coletivamente de doença hepática alcólica. A
maioria dos casos o alcoólico que continua bebendo evolui da degeneração gordurasa
para ceises de hepatite alcoólicaa e para cirrose alcoólica no transcorrer de 10 a 15
anos.

(1)ESTEATOSE ALCOÓLICA (fígado gorduroso): dentro de poucos dias após a


administração de álcool a gordura aparece dentro das células hepáticaas,
representa principalmente aumento na síntese de triglicerídios em virtude do maior
fornecimento de ácidos graxos ao fígado, menor oxidação dos ácidos graxos, e
menor formação e liberação de lipoproteínas. Ela pode surgir sem evidências clínica
ou bioquímica de doença hepática.. Por outro lado, quando o acometido é intenso,
pode estar associado com mal-estar, anorexia, náuseas, distenção abdominal,
hepatomegalia hipersensível, às vezes icterícia e níveis elevados de
aminotransferase.
(2)HEPATITE ALCOÓLICA: caracteriza-se principalmente por necrose aguda daas
células hepáticas. Em alguns pacientes, apesar da abstinência , a hepatite perciste e
progride para cirrose. Ela representa a perda relativamente brusca de reserva
hepática e pode desencadear um quadro de insuficiência hepática ou, às vezes, a
síndrome hepatorrenal.

(3)CIRROSE ALCOÓLICA: apesar do álcool ser a causa mais comum de cirrose no


mundo ocidental, sendo responsável aí por 60 a 70% de todos os casos, é
enegmático que apenas 10 a 15% dos "devotos do alambique" acabam contraindo
cirrose. Existe em geral uma relação inversa entre a quantidade de gordura e a
quantidade de cicatrização fibrosa. No início da evolução cirróticaa os septos
fibrosos são delicados e estendem-se da veia central para as regiões portais assim
como de um espaço-porta para outro. A medida que o processo de cicatrização
aumenta com o passar do tempo, a nodularidade torna-se mais proeminente e os
nódulos esparsos aumentam em virtude da atividade regenerativa, criando na
superfície o denominado aspecto de cravo de ferradura.

A quantidade de gordura é reduzida, o fígado diminui progressivamente de tamanho,


tornado-se mais fibrótico, sendo transformado em um padrão macronodular à
medida que as ilhotas paraenquimatosas são envoltas por tiras cada vez mais largas
de tecido fibroso. Nos casos típicos, após certos sintomas tipo mal-estar, fraqueza,
redução ponderal e perda de apetite, o paciente desenvolve icterícia, ascite e
edema periférico, com o último sendo devido à deterioração na síntese da albumina.
A menos que o paciente evite o álçool e adote um adieta nutritiva, a evolução
habitual durante um período de anos é progressivamente descendente, com a
deterioração da função hepática e surgimento de hipertensão porta com suas
sequelas como, por exemplo, ascite, varizes gastroesofágicas e hemorróidas.

Problemas clínicos do alcoolismo:

A ingestão contínua do álcool desgasta o organismo ao mesmo tempo em que altera a


ente. Surgem, então, sintomas que comprometem a disposição para trabalhar e viver
com bem estar. Essa indisposição prejudica o relacionamento com a família e diminui
a produtividade no trabalho, podendo levar à desagregação familiar e ao
desemprego.

Alguns dos problemas mais comuns da doença sâo:

No estômago e intestino
Gases: Sensação de "estufamento", nem sempre valorizada pelo médico. Pode ser
causada por gastrite, doenças do fígado, do pâncreas, etc.

Azia: Muito comum em alcoolistas devido a problemas no esôfago.

Náuseas: São matinais e ás vezes estão associadas a tremores. Podem ser


consideradas sinal precoce da dependência do álcool.

Dores abdominais: Muito comum nos alcoolistas que têm lesões no pâncreas e no
estômago.

Diarréais: Nas intoxicações alcoólicas agudas (porre). Este sintoma é sinal de má


absorção dos alimentos e causa desnutrição no indivíduo.

Fígado grande: Lesões no fígado decorrentes do abuso do álcool. Podem causar


doenças como hepatite, cirrose, fibrose, etc.

No Sistema Cárdio Vascular :

O uso sistemático do álcool pode ser danoso ao tecido do coração e elevar a pressão
sangüínea causando palpitações, falta de ar e dor no tórax.

Glândulas:

As glândulas são muito sensíveis aos efeitos do álcool, causando sensíveis problemas
no seu funcionamento.

Impotência e perda da libido. O indivíduo alcoolista pode ter atrofiados testículos,


queda de pêlos além de gincomastias(mamas crescidas).

Sangue:

O álcool torna o individuo propício às infecções, alterando o quadro de leucócitos e


plaquetas, o que torna freqüente as hemorragias.

A anemia é bastante comum nos alcoolistas que têm alterações na série de glóbulos
vermelhos, o que pode ser causado por desnutrição (carência de ácido fólico).
Alcoolismo é doença (OMS):

É o que a medicina afirma, mas a maior dificuldade das pessoas é entender como
isso funciona. Alguns acham que é falta de vergonha; outros, que é falta de força de
vontade, personalidades desajustadas, problemas sexuais, brigas familiares, etc.;
outros, até, que é coisa do "capeta", outros acham que leva algum tempo para
desenvolver tal "vício". A verdade é que algumas pessoas nascem com o organismo
predisposto a reagir de determinada maneira quando ingerem o álcool.
Aproximadamente dez em cada cem pessoas nascem com essa predisposição, mas só
desenvolverão esta doença se entrarem em contato com o álcool.

O alcoolimo não é hereditátio:

Apesar do alcoolismo não ser hereditário existe uma predisposição orgânica para o
seu desenvolvimento, sendo, então, o alcoolismo transmissível de pais para os filhos.
O desenvolvimento do alcoolismo envolve três características: a base genética, o
meio e o indivíduo. Filhos de pais alcoólatras são geneticamente diferentes, porém,
só desenvolverão a doença se estiverem em um meio propício e/ou características
psicológicas favoráveis.