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Professor:

Horário da Aula:

Reflexão e Refração da Luz

F. A. G. de Castro, T. Fontana, L. F. Cubas Universidade Federal do Paraná Centro Politécnico Jd. das Américas 81531-990 Curitiba PR - Brasil e-mail: Felipe_agcastro@yahoo.com.br

Resumo. O presente relatório tem como objetivo explicitar os passos realizados na obtenção de dados experimentais sobre reflexão e refração da luz bem como comprovar o se os dados obtidos estão de acordo com a teoria da Física descrita nos livros. A fim de verificar as leis da reflexão, estudando o comportamento de um feixe de luz refletido por diferentes tipos de espelhos. E a lei da refração (lei de Snell), observando a refração sofrida pela luz na passagem através de uma lente óptica.

Palavras chave: reflexão, refração, reflexão interna total

Introdução

Antes de começar os experimentos sobre reflexão e refração da luz, buscamos na teoria as leis que regem esses fenômenos para poder julgar corretamente os resultados obtidos. A reflexão da luz é definida como o retorno de um feixe luminoso para o meio incidente. A intensidade da luz refletida depende do material e do polimento da superfície que atinge. Por isso para os experimentos realizados utilizamos espelhos, que são materiais de alto poder refletor. Segundo a lei da reflexão, o raio refletido está contido no plano de incidência e o ângulo de reflexão é igual ao ângulo de incidência, medidos em relação à reta normal ao espelho. Como descreve a Equação 1.

incidencia

reflexão

Eq. 1: Lei da Reflexão

No experimento realizado, verificamos a veracidade da lei da reflexão para espelhos planos, côncavos e convexos. Para medir a distância focal dos espelhos cilíndricos, utilizamos uma propriedade particular dos raios luminosos, que diz que quando um raio chega paralelo ao eixo principal da lente o raio refletido, ou a sua prolongação, passa pelo foco principal da lente. Como ilustra a Figura 1.

passa pelo foco principal da lente. Como ilustra a Figura 1. Fig. 1: Propriedade dos raios

Fig. 1: Propriedade dos raios luminosos refletidos em espelhos cilíndricos.

Refração da luz é definida como o desvio sofrido pelos raios luminosos ao cruzarem um meio com índice de refração diferente. O índice de refração absoluto de um meio é calculado como a razão entre a velocidade da luz no vácuo e a velocidade da luz no meio considerado. Segundo a lei da refração, o raio refratado está contido no plano de incidência e o produto entre o índice de refração do meio e o seno do ângulo formado com a normal é constante. Como mostra a Equação 2.

n sen

1

(

1

)

n

2

sen

(

2

)

Eq. 2: Lei de Snell-Descartes

Reflexão interna total acontece quando os raios luminosos, ao cruzarem um meio com diferente índice de refração, são totalmente refletidos e não há mais raios refratados. Isso acontece quando o feixe incide com um ângulo maior ou igual ao ângulo critico para aqueles meios. Podemos obter a expressão para calculo do ângulo crítico entre dois meios utilizando a Equação 2 e igualando o ângulo de refração ( 2 ) a 90°. Assim chegamos a Equação 3.

  arcsen n ( n ) c 2 1 Eq. 3: Ângulo de incidência
 
arcsen n
(
n
)
c
2
1
Eq. 3: Ângulo de incidência crítico.

De acordo com a Equação 3 podemos observar que para ocorrer reflexão interna total a luz deve passar do meio de maior refringência para o meio de menor refringência, uma vez que n1 deve ser

maior que n2 , para que a equação seja satisfeita.

foi verificada nos

experimentos realizados.

Essa

condição

também

Procedimento Experimental

O procedimento experimental de reflexão e refração foi realizado no laboratório de física, utilizando os seguintes equipamentos: Fonte de luz, fenda múltipla, fenda única, suporte, disco graduado, espelho óptico, lente óptica cilíndrica de acrílico, anteparo, lente de raios paralelos, banco óptico e respectivos suportes para serem usados sobre o disco graduado e sobre o banco óptico. Primeiramente, o banco óptico foi montado conforme a Figura 2 e o feixe de luz foi ajustado tal que ficasse alinhado com a reta “NORMAL” do disco graduado.

ficasse alinhado com a reta “NORMAL” do disco graduado. Fig. 2: Montagem Experimental Reflexão em Espelhos

Fig. 2: Montagem Experimental

Reflexão em Espelhos Planos

Para estudar a reflexão em espelhos planos, colocamos um espelho óptico sobre o disco graduado, de modo que, a superfície plana do espelho formasse um ângulo de 90° com a reta “NORMAL” do disco graduado, ficando completamente alinhada sobre a outra reta “COMPONENT” do disco de acordo com a Figura

3:

reta “COMPONENT” do disco de acordo com a Figura 3: Fig. 3: Montagem do espelho sobre

Fig. 3: Montagem do espelho sobre o disco graduado.

Realizamos o experimento girando o disco graduado para que o feixe incida com diferentes ângulos sobre o espelho. Medimos então o ângulo de incidência e o ângulo de reflexão. Para o ângulo de incidência a incerteza da medição é igual a incerteza do disco graduado, ou seja, metade da sua precisão. Já para o ângulo de reflexão tivemos que utilizar uma incerteza maior, devido ao espalhamento do feixe refletido ser maior que do feixe incidente.

Reflexão em Espelhos Cilíndricos

Para estudar a reflexão em espelhos cilíndricos, côncavos e convexos, procedemos com o experimento da mesma forma que no item anterior. Dessa vez devemos atentar para que o ponto central dos espelhos fique perpendicular a reta “NORMAL” do disco graduado, e que a sua curvatura tangencie a reta “COMPONENT”. Da mesma forma que no item anterior, anotamos os ângulos de incidência e de reflexão, com as suas devidas incertezas. Para o feixe incidente utilizar uma incerteza constante, igual a incerteza do disco graduado. Já para o feixe refletido a incerteza aumenta conforme aumenta o ângulo de reflexão, devido ao maior espalhamento do feixe refletido.

Distância Focal em Espelhos Cilíndricos

Nesta parte do experimento retiramos a fenda única do banco óptico, utilizando apenas a fenda múltipla, assim temos um feixe de luz divergente. Colocamos uma lente de raios paralelos, lente convergente, entre a fonte e a fenda múltipla. Desta maneira obtemos vários feixes paralelos. Ajustamos os feixes com a reta “NORMAL” do disco graduado e posicionamos os espelhos como nas montagens anteriores, com o ponto central perpendicular a reta “NORMAL” e tangenciando a reta “COMPONENT”. Colocamos uma folha de papel sobre o disco graduado, em baixo do espelho, para marcar o

ponto onde os raios de luz se encontram, no caso do espelho côncavo, e no caso do espelho convexo, devemos desenhar as retas para onde os raios de luz apontam para poder marcar o ponto onde suas prolongações de encontram. A distância entre o vértice do espelho e o ponto de encontro dos raios, ou as suas prolongações, é o foco do espelho.

Refração Lei de Snell-Descartes

Para estudar a refração da luz, montamos o experimento da mesma maneira que os anteriores, apenas substituindo o espelho por uma lente cilíndrica de acrílico. Posicionamos a lente de acrílico de modo que a sua face plana fique alinhada com a reta “COMPONET” do disco graduado e perpendicular a reta “NORMAL”. E de modo que o feixe incida sobre a face plana da lente, como mostra a Figura 4.

incida sobre a face plana da lente, como mostra a Figura 4. Fig. 4: Montagem da

Fig. 4: Montagem da lente de acrílico sobre o disco graduado.

O experimento foi girando o disco graduado e medindo os ângulos de incidência e de refração do feixe de luz. Mais uma vez a incerteza do ângulo de incidência é igual a incerteza do disco graduado, e a incerteza do feixe refratado é maior, devido a um pequeno espalhamento sofrido pelo mesmo.

Reflexão Interna Total

Para este estudo utilizamos exatamente a mesma montagem do item anterior, apenas invertendo o lado da lente de acrílico, ou simplesmente girando o disco graduado 180°, para que a luz incida sobre a face cilíndrica, como mostra a Figura 5.

luz incida sobre a face cilíndrica, como mostra a Figura 5. Fig. 5: Montagem da lente

Fig. 5: Montagem da lente de acrílico sobre o disco graduado para o estudo de reflexão interna.

Realizamos o experimento, primeiramente, girando o disco graduado e medindo os ângulos de incidência e reflexão para verificar se tais ângulos conferem com a lei da reflexão. Em seguida realizamos o mesmo procedimento para observar o que acontece com o feixe refratado, atentando aos seguintes fatores, ângulo de refração, intensidade, espelhamento e decomposição do feixe. Tais fatores serão discutidos na analise de resultados.

Resultados e Discussão

A análise dos resultados foi dividida de acordo com os fenômenos estudados.

Reflexão

Levando em consideração as incertezas dos equipamentos utilizados e a dispersão do feixe refletido, o que contribuiu para o aumento da imprecisão nas medições, obtivemos um resultado muito bom. O que nos permitiu comprovar experimen- talmente a validade da lei da reflexão. Tanto para espelhos planos como para espelhos cilíndricos, como mostram os resultados abaixo.

Tabela 1: Reflexão em espelho plano.

Incerteza

Incerteza

incidência

(+/-)

reflexão

(+/-)

0

0,5

0

0,5

10

0,5

9,5

1

20

0,5

19,5

1

30

0,5

29,5

1

40

0,5

39,5

1

50

0,5

50

1,5

60

0,5

60

1,5

70

0,5

70

1,5

80

0,5

80

1,5

90

0,5

-

-

Tabela 2: Reflexão em espelhos cilíndricos.

Incerteza

reflexão CONVEXO

Incerteza

reflexão CONCAVO

Incerteza

incidência

(+/-)

(+/-)

(+/-)

0

0,5

0

0,5

0

0,5

10

0,5

10

1,5

9,5

1

20

0,5

20

1,5

19,5

1

30

0,5

30

1,5

29,5

1

40

0,5

40

1,5

39,5

1

50

0,5

49,5

2

49,5

1

60

0,5

60

2,5

59,5

1

70

0,5

70

2,5

70

1,5

80

0,5

80

3,5

80

2,5

90

0,5

-

-

-

-

 

O

que causa um espalhamento maior do feixe

Podemos observar que as incertezas obtidas foram maiores para os espelhos cilíndricos, principalmente para o espelho convexo. Isso pode ser explicado devido ao fato da lei da reflexão ser válida em relação a reta normal local ao raio incidente. Então como o feixe luminoso é formado por uma composição de raios paralelos, com uma amplitude de espalhamento pequena, esses raios não incidem todos sobre o mesmo ponto, refletindo com ângulos medidos sobre diferentes normais locais.

refletido, gerando uma incerteza de medição maior.

Refração

Para verificar a lei da refração na prática, construímos um gráfico com os dados obtidos no experimento, a fim de estabelecer o índice de refração do acrílico.

O gráfico apresenta os valores com as suas

respectivas incertezas e sua linearização pelo

método dos mínimos quadrados.

e sua linearização pelo método dos mínimos quadrados. Fig. 6: Gráfico linearizado do seno do ângulo

Fig. 6: Gráfico linearizado do seno do ângulo de refração pelo seno do ângulo de incidência do feixe luminoso.

Os valores obtidos no experimento e utilizados para construir o gráfico da Figura 6 estão expressos na Tabela 3.

Tabela 3: Refração na lente óptica de acrílico.

Incerteza

Incerteza

incidência

(+/-)

reflexão

(+/-)

0

0,5

0

0,5

10

0,5

6,5

1

20

0,5

13,5

1

30

0,5

20

1

40

0,5

25,5

1

50

0,5

31,5

1

60

0,5

35,5

1

70

0,5

39,5

1

80

0,5

47

1,5

90

0,5

-

-

O gráfico obtido tem o formato de uma reta que

obedece a função calculada na sua linearização, expressa na Equação 4.

f

1

(

x

)

1,412

x

0,016

Eq. 4: Função da reta expressa no gráfico da Fig. 6.

O termo independente dessa equação pode ser

desprezado, devido a incerteza envolvida no processo experimental, levando em consideração que na teoria esse termo deveria ser igual a 0. Analisando a lei de Snell-Descartes (Eq. 2) podemos observar que a razão entre os senos dos ângulos de incidência e refração é igual ao inverso da razão entre os índices de refração. Como mostra a Equação 5.

n

refração

n incidência

sen (

incidência

)

sen (

refração

)

Eq. 5: Relação obtida através da Lei de Snell- Descartes.

Sabemos que o coeficiente angular da reta obtida é igual a razão entre os senos do ângulo de incidência pelo ângulo de refração. Se utilizarmos um índice de refração para o ar igual a 1, chegamos a conclusão que o índice de refração do acrílico é igual ao coeficiente angular da reta, neste caso 1,412. Buscando na literatura, temos que o índice de refração absoluta do acrílico é igual a 1,49, assim obtivemos um erro de 5% no valor encontrado. Considerando todas as incertezas envolvidas, como o uso de equipamentos de baixa precisão, o fato de o índice de refração do ar ser próximo, porem não exatamente igual a 1 e valor do índice

tabelado para o acrílico não necessariamente ser um valor preciso para o material utilizado na nossa experiência, devido a possíveis diferenças na sua composição química. Conseguimos um resultado razoavelmente bom, que nos permite comprovar

experimentalmente a veracidade da lei de Snell- Descartes.

Reflexão Interna Total

Para grandes ângulos ( 70 ) de incidência do

feixe luminoso no estudo da refração se observou que o feixe refratado ficava menos intenso, devido

a reflexão que começava a ficar mais expressiva. Observou-se também que sempre que ocorre refração ocorre também reflexão, mesmo que com baixa intensidade dependendo do ângulo de incidência. Assim quando mudamos o lado da lente óptica e

o feixe passa a incidir na face cilíndrica da lente, os raios luminosos chegam sobrepondo a normal da lente, não sofrendo desvio ao mudarem de meio. O que obedece a lei, uma vez que o ângulo de incidência é 0 e seu seno anula o termo por completo. Mas o feixe sofre refração ao sair da lente pela face plana e voltar para o ar. Neste caso se aplica a Equação 3, já que o raio luminoso passa de um meio mais refringente para um meio menos refringente. Desta forma podemos calcular um ângulo crítico, a partir do qual todo o feixe passa a ser refletido. Na experiência obtivemos um valor para o ângulo crítico de 42,5° ± 1° observando no disco graduado a partir de qual ângulo todo o feixe era refletido. Calculando pela Equação 3, utilizando o índice de refração do ar igual a 1 e da lente óptica igual a 1,412, valor obtido experimentalmente, chegamos a um valor de 42,2°. Obtendo uma diferença de apenas 0,7% entre o valor calculado e o valor obtido o que está dentro da incerteza dos equipamentos utilizados para a medição. Mais uma vez validando a teoria. Se utilizarmos o ângulo crítico obtido experimentalmente para calcular o índice de refração do acrílico, achamos um valor de 1,48 ± 0,03 o que está dentro do aceitável para o material. Assim reforçando a validade da Equação 3. Na última parte do experimento colocamos um anteparo sobre o disco graduado para facilitar a observação da decomposição da luz ao refratar na passagem do acrílico para o ar. Como a luz branca é policromática ocorre dispersão luminosa quando o feixe é refratado da lente para o ar. Esta dispersão pode ser observada mais nitidamente quando o feixe incide com um ângulo próximo ao ângulo crítico Constatamos que a luz azul sofre maior desvio que a luz vermelha. Isto pode ser explicado devido

as diferenças de comprimento de onda entre as luzes de diferentes cores. Como a velocidade de propagação das ondas em um determinado meio é uma função do comprimento de onda, ao mudar de meio tem-se um índice de refração diferente para cada uma das cores. Isto pode ser percebido melhor para ângulos grandes, já que os raios luminosos sofrem maior desvio para tais ângulos. Neste caso a lente acrílica faz o papel de um prisma, decompondo a luz branca em suas 7 cores básicas.

Conclusão

Os resultados obtidos nas experiências foram de modo geral muito próximos do esperado. O estudo teórico feito inicialmente nos permitiu conduzir os procedimentos experimentais e analisar os resultados de forma satisfatória. Em todos os casos conseguimos comprovar as leis regentes dos fenômenos estudados. Claro que dentro do possível devido as limitações de precisão dos equipamentos utilizados. Tais resultados nos permitem concluir que os fenômenos físicos envolvidos podem ser reproduzidos de maneira simples em laboratório, porem suficientemente valida para comprovar as leis teóricas.

Referências

[1] D. Halliday e R. Resnick, Fundamentos da Física3° Ed. Edit. LTC, Rio de Janeiro (1994) Vol. 4 Cap. 39. [2] P. Tipler, “Física” 3° Ed. Edit. LTC, Rio de Janeiro (1995) Vol. 4 Cap. 30. [3] Bonjorno e Clinton, “Física Fundamental” 1° Ed. Edit. FTD, São Paulo (1999) Cap. 20 e 21.