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C¬MARA MUNICIPAL DA MARINHA GRANDE Proposta de Regulamento de Incentivo ‡ Natalidade e Apoio ‡

C¬MARA MUNICIPAL DA MARINHA GRANDE

Proposta de Regulamento de Incentivo ‡ Natalidade e Apoio ‡ FamÌlia no Concelho da Marinha Grande

Nota Justificativa

Considerando a import‚ncia que a £rea de Desenvolvimento Social deve assumir nas polÌticas aut·rquicas, entendeu o MunicÌpio da Marinha Grande apresentar publicamente um Programa Municipal no ‚mbito da acÁ„o social, que integra um conjunto de medidas definidas para articular e melhorar a oferta de serviÁos existentes no Concelho da Marinha Grande.

Considerando que a famÌlia constitui, no actual contexto socioeconÛmico, um espaÁo privilegiado de realizaÁ„o pessoal e de reforÁo da solidariedade intergeracional, sendo dever do Estado a cooperaÁ„o, apoio e incentivo ao papel insubstituÌvel que a mesma desempenha na comunidade.

Considerando que as actuais tendÍncias demogr·ficas e as que se prevÍem para as dÈcadas vindouras se traduzem num decrÈscimo significativo da taxa de natalidade, far· sentido implementar um conjunto de medidas especificamente direccionadas para as famÌlias, criando incentivos adicionais, no sentido de controlar e contrariar essa realidade e os problemas dela resultantes.

Considerando que o envelhecimento populacional tem provocado uma forte distorÁ„o na pir‚mide geracional, com consequÍncias negativas no desenvolvimento econÛmico;

Considerando a crescente interven Á„o dos MunicÌ pios no ‚mbito das polÌticas de ac Á„o

Considerando a crescente intervenÁ„o dos MunicÌpios no ‚mbito das polÌticas de acÁ„o social, no sentido de promover a melhoria da qualidade de vida dos munÌcipes;

Considerando o interesse do MunicÌpio em promover incentivos especÌficos que conduzam, por um lado, ao aumento da natalidade e, por outro, ‡ fixaÁ„o e melhoria das condiÁıes de vida de jovens famÌlias no Concelho, apresenta-se agora uma medida que visa contribuir para a melhoria das condiÁıes de vida dos recÈm-nascidos do Concelho;

Considerando que nos termos da lei compete ‡s autarquias locais a promoÁ„o da resoluÁ„o dos problemas que afectam as populaÁıes, principalmente aquelas que se encontram mais desprotegidas, o presente Regulamento encontra-se ao abrigo do disposto no artigo 241 da ConstituiÁ„o da Rep˙blica Portuguesa (Poder Regulamentar), de acordo com a competÍncia prevista na alÌnea c), n. 4, artigo 64, da Lei n 169/99 de 18 de Setembro, com a redacÁ„o dada pela Lei n. 5-A/2002, de 11 de Janeiro (ìParticipar na prestaÁ„o de serviÁos a estratos sociais desfavorecidos ou dependentes, em parceria com as entidades competentes da administraÁ„o central, e prestar apoio aos referidos estratos sociais, pelos meios adequados e nas condiÁıes constantes de regulamento municipalî).

Neste contexto, e numa tentativa de mitigaÁ„o das consequÍncias destas problem·ticas, entendeu a C‚mara Municipal da Marinha Grande, por um lado, proceder ‡ criaÁ„o de um incentivo ‡ natalidade com vista a poder inverter a situaÁ„o actual relativa aos nascimentos, promovendo a melhoria das condiÁıes de vida da populaÁ„o, especialmente das crianÁas nos primeiros meses de vida. E por outro lado, o facto do subsÌdio ter que ser dispendido no comÈrcio local, fomentando assim a economia do concelho, constituindo-se como uma mais-valia, uma vez que impulsionar· os h·bitos de consumo no mesmo.

ARTIGO 1. ¬mbito e objectivo 1. O presente Regulamento estabelece as normas de atribui Á„o

ARTIGO 1. ¬mbito e objectivo

1. O presente Regulamento estabelece as normas de atribuiÁ„o do

incentivo ‡ natalidade no MunicÌpio da Marinha Grande.

2. O incentivo ‡ natalidade efectua-se atravÈs da atribuiÁ„o de um

subsÌdio, dividido em duas prestaÁıes, por ocasi„o do nascimento de

cada crianÁa no concelho.

ARTIGO 2.

AplicaÁ„o e benefici·rios

1. O presente regulamento aplica-se ‡s crianÁas nascidas a partir do dia 1

de Julho de 2010, e vigorar· atÈ 30 de Junho de 2013, estando

naturalmente prevista esta dotaÁ„o financeira no Plano de Actividades

Municipal dos anos de 2010, 2011, 2012 e 2013.

2. S„o benefici·rios os indivÌduos isolados ou inseridos em agregados

familiares, residentes e recenseados no MunicÌpio da Marinha Grande e

desde que preencham os requisitos constantes no presente

regulamento.

3. Podem requerer o incentivo ‡ natalidade:

a) Os progenitores, em conjunto, caso sejam casados ou vivam em uni„o

de facto, nos termos da lei;

b) Apenas um dos progenitores, se se tratar de um elemento isolado.

ARTIGO 3. CondiÁıes gerais de atribuiÁ„o 1. S „o condiÁıes de atribuiÁ„o do incentivo: a)

ARTIGO 3. CondiÁıes gerais de atribuiÁ„o

1. S„o condiÁıes de atribuiÁ„o do incentivo:

a) Que a crianÁa se encontre registada como natural do concelho da Marinha Grande;

b) Que o requerente ou requerentes do direito ao incentivo residam no Concelho da Marinha Grande, no mÌnimo, h· 3 (trÍs) anos contÌnuos, contados na data do nascimento da crianÁa e estejam recenseados no concelho nos seis meses anteriores ‡ data da candidatura;

c) Que a crianÁa resida efectivamente com o requerente ou requerentes;

d) Que o requerente ou requerentes do direito ao incentivo n„o possuam, ‡ data da candidatura, quaisquer dÌvidas para com o MunicÌpio, sejam elas provenientes de contratos de fornecimento de ·gua, rendas de habitaÁ„o social, frequÍncia de Componente de Apoio ‡ FamÌlia, ou outras.

ARTIGO 4. Valor do Incentivo

O valor do subsÌdio a atribuir varia entre 500,00 (quinhentos euros) e 700,00 (setecentos euros) por cada crianÁa, nos moldes seguintes:

a) pedidos instruÌdos com

(2

progenitores)

- Valor de 700,00 euros (duas prestaÁıes de 350,00 euros) para

agregados familiares com rendimentos iguais ou inferiores a 2 (dois) sal·rios mÌnimos nacionais (SMNís)

- Valor de 500,00 euros (duas prestaÁıes de 250,00 euros) para

agregados familiares com rendimentos superiores a 2 (dois) sal·rios

mÌnimos nacionais (SMNís)

base na

alÌnea a) do

n

3

do artigo 2

b) pedidos instru Ìdos com base na alÌnea b) do n 3 do artigo 2

b) pedidos instruÌdos com

base na

alÌnea b) do

n

3

do artigo 2

(1

progenitor)

- Valor de 700,00 euros (duas prestaÁıes de 350,00 euros) para

agregados familiares com rendimentos iguais ou inferiores a 1 (um)

sal·rio mÌnimo nacional (SMN)

- Valor de 500,00 euros (duas prestaÁıes de 250,00 euros) para

agregados familiares com rendimentos superiores a 1 (um) sal·rio mÌnimo nacional (SMN).

ARTIGO 5. Candidatura

1.

A

candidatura

ao

incentivo

natalidade

ser·

instruÌda

com

os

seguintes documentos,

a

entregar

na

Divis„o

de

AcÁ„o

Social,

EducaÁ„o e Desporto da C‚mara Municipal da Marinha Grande:

a)

Formul·rio, disponÌvel para o efeito nos serviÁos municipais ou em www.cm-mgrande.pt, devidamente preenchido;

b)

FotocÛpia do Bilhete de Identidade ou Cart„o do Cidad„o do requerente ou requerentes e restantes elementos do agregado familiar;

c)

FotocÛpia do N. Contribuinte do requerente ou requerentes;

 

d)

Certid„o de eleitor com a data de inscriÁ„o, a solicitar na Junta de Freguesia;

e)

Certid„o comprovativa do domicÌlio fiscal atestando a residÍncia no Concelho da Marinha Grande, no mÌnimo h· 3 (trÍs) anos contÌnuos, a solicitar no serviÁo de finanÁas;

f)

FotocÛpia da certid„o de nascimento ou documento comprovativo do registo da crianÁa;

g) C Ûpia da declaraÁ„o de IRS do ano civil imediatamente anterior ‡ data da

g) CÛpia da declaraÁ„o de IRS do ano civil imediatamente anterior ‡ data da candidatura;

ARTIGO 6. Prazos de candidatura 1. A candidatura deve dar entrada nos serviÁos municipais, contendo todos os documentos mencionados no artigo 5 , atÈ trÍs meses, no m·ximo, apÛs o nascimento da crianÁa.

2. A candidatura tem uma validade de 18 meses apÛs a data do nascimento, pelo que se encerrar· a mesma, caducando os direitos ‡ atribuiÁ„o dos apoios, independentemente do nÌvel de execuÁ„o financeira face aos documentos de despesa apresentados atÈ ent„o.

ARTIGO 7 Despesas elegÌveis

1. S„o elegÌveis todas as despesas realizadas em artigos de puericultura, designadamente vestu·rio, produtos alimentares, carrinhos de passeio, carrinhos auto, entre outros produtos destinados ao bebÈ, constantes da lista em anexo;

2. O MunicÌpio reserva-se ao direito de, perante despesas apresentadas referentes a bens ou produtos que suscitem d˙vidas quanto ‡ sua elegibilidade, analisar e decidir sobre as mesmas.

ARTIGO 8 ApresentaÁ„o de documento comprovativo da realizaÁ„o da despesa

1. Ap Ûs recep Á„o de decis„o de aprovaÁ„o da candidatura o requerente ou os

1. ApÛs recepÁ„o de decis„o de aprovaÁ„o da candidatura o requerente ou os requerentes dever„o apresentar o(s) documento(s) comprovativo(s) da realizaÁ„o da despesa (facturas/recibo, recibo ou venda a dinheiro) devidamente identificado, de compras de produtos ou bens destinados ao recÈm-nascido, constantes de lista de bens elegÌveis (em anexo) e desde que realizadas em estabelecimento comercial do concelho, atÈ ao limite anual de cada uma das tranches mencionadas no artigo 4 .

2. Se o montante de despesa fÙr inferior a esse limite, sÛ ser· atribuÌdo o subsÌdio atÈ ao valor constante nos documentos apresentados.

3. O documento comprovativo da realizaÁ„o da despesa (facturas/recibo, recibo ou venda a dinheiro) mencionado no n˙mero anterior, pode respeitar a compras efectuadas nos seis meses anteriores ao nascimento da crianÁa e/ou a data da apresentaÁ„o da candidatura, atÈ aos dezoito meses apÛs o nascimento;

4. O documento comprovativo da realizaÁ„o da despesa (facturas/recibo, recibo ou venda a dinheiro) deve conter de forma discriminada os artigos objecto da despesa, para que se possa confirmar a sua inclus„o na lista de bens elegÌveis.

ARTIGO 9. ApreciaÁ„o das candidaturas

1. As candidaturas ser„o apreciadas no final de cada trimestre e dever„o ser alvo de deliberaÁ„o da autarquia no mÍs seguinte, sem prejuÌzo do disposto no n 1 e no n 2 do artigo 6 .

2. A efectivaÁ„o do apoio, isto È, o pagamento dos valores referentes ‡s despesas depende do cumprimento do estipulado pelo artigo 8 .

3. A comprovada presta Á„o de falsas declaraÁıes implica o indeferimen to do processo ou

3. A comprovada prestaÁ„o de falsas declaraÁıes implica o indeferimento do processo ou o reembolso do montante do incentivo atribuÌdo.

4. Em caso de d˙vidas, os serviÁos municipais podem efectuar diligÍncias complementares que se considerem adequadas ao apuramento da veracidade das informaÁıes prestadas para avaliaÁ„o do processo.

ARTIGO 10. Decis„o e prazo de reclamaÁıes

1. O requerente ou os requerentes ser„o informados por escrito da decis„o que vier a recair sobre a candidatura, devendo em caso de indeferimento ser esclarecidos os fundamentos da n„o atribuiÁ„o.

2. Caso a proposta de decis„o seja de indeferimento, o requerente ou requerentes podem reclamar no prazo de dez dias ˙teis, apÛs recepÁ„o do ofÌcio de decis„o.

3. As reclamaÁıes dever„o ser dirigidas ao Presidente da C‚mara Municipal da Marinha Grande.

4. A reavaliaÁ„o do processo e resultado da reclamaÁ„o ser· posteriormente comunicado ao requerente no prazo de dez dias ˙teis.

ARTIGO 11. Desconhecimento ou m· interpretaÁ„o do regulamento

O desconhecimento ou a m· interpretaÁ„o do presente regulamento n„o poder„o ser invocadas para justificar o n„o cumprimento das suas disposiÁıes, nem isentam os infractores das sanÁıes que lhe sejam aplic·veis.

ARTIGO 12. AlteraÁıes ao regulamento O presente regulamento poder · sofrer, a todo o tempo,

ARTIGO 12. AlteraÁıes ao regulamento

O presente regulamento poder· sofrer, a todo o tempo, e nos termos legais, as

alteraÁıes consideradas indispens·veis.

ARTIGO 13. D˙vidas ou omissıes

Todas as d˙vidas e omissıes ser„o resolvidas pela C‚mara Municipal da Marinha Grande.

ARTIGO 14. Entrada em vigor

O presente regulamento entrar· em vigor 15 dias apÛs a sua aprovaÁ„o em

Assembleia Municipal, devendo do mesmo ser dada a devida publicitaÁ„o, atravÈs de edital nos PaÁos do Concelho e nos locais do costume, bem como do sÌtio da C‚mara Municipal na Internet.

LISTAGEM DE BENS/PRODUTOS ELEGÕVEIS - ACESS ”RIOS DE ALIMENT A « O/PRODUTOS DE ALIMENTA« O

LISTAGEM DE BENS/PRODUTOS ELEGÕVEIS

- ACESS”RIOS DE ALIMENTA« O/PRODUTOS DE ALIMENTA« O

Biberıes, aquecedor de biberıes, esterilizador, almofada de amamentaÁ„o, bolsa isotÈrmica para biber„o, porta-biberıes, termo, boiıes de fruta/sopa, boiıes l·cteos, sumos, farinhas l·cteas, leite adaptado, cadeira de alimentaÁ„o, escovilh„o para limpar biberıes, tetinas, conjunto de refeiÁ„o.

-SA⁄DE/HIGIENE/CONFORTO Vacinas n„o contempladas no Plano Nacional de VacinaÁ„o, bomba extractora de leite, banheira, pente, escova, tesoura, corta-unhas, muda-fraldas, resguardos, fraldas descart·veis, Ûleo/loÁ„o corporal, chupetas, caixa de chupetas, corrente de chupetas, aspiradores nasais e recargas, massajador de gengivas e gel, esponja de banho, gel de banho, termÛmetro, cremes/pomadas, toalhetes, intercomunicador, ·gua de limpeza, almofada prÛpria para recÈm-nascidos, algod„o, caixa de cotonetes, gaze, ·lcool 70%, chupeta-termÛmetro, saco para ·gua quente, garrafa tÈrmica, protectores solares, sabonetes, Ûleos e shampoos especiais para bebÈ, Ûleo de massagem, cesto para roupa suja.

- MOBILI£RIO

BerÁo, cama de grades, colch„o, cÛmoda, artigos de seguranÁa de bebÈ (exemplo protecÁ„o lateral da cama de grades, mosquiteiro).

- GRANDE PUERICULTURA

Cadeira auto e acessÛrios, carro de passeio e acessÛrios, ovo, mala porta-tudo (para saÌdas), espreguiÁadeira, cama de viagem, parque, aranha.

- VESTU £RIO Fraldas de pano, botinhas, conjuntos casaco/cal Áa, calÁas de malha com ou

- VESTU£RIO Fraldas de pano, botinhas, conjuntos casaco/calÁa, calÁas de malha com ou sem pÈ, macacıes/jardineiras, meias de algod„o ou collants, meias anti- derrapantes, botinhas de l„ ou de linha, gorros de l„, linha ou malha, sacos de dormir, pijamas, babygrows, babetes, bodies interiores, calcinhas com pÈ, camisas, camisolas, casacos, calÁas, vestidos, cueiros, sapatos, botas, sand·lias, chinelos, pantufas.

- ROUPA DE CAMA LenÁÛis, mantas, cobertores, forras de colch„o, toalhas de banho, edredons.