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SCR – Resumo

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1. DIODO DE QUATRO CAMADAS UNILATERAL

Ë um diodo construído com quatro camadas PN alternadas

Ë um diodo construído com quatro camadas PN alternadas ( a ) ( b ) (

( a )

( b )

( c )

Fig1: Diodo de quatro camadas unilateral ( a ) Estrutura de 4 camadas ( b ) Símbolo ( c ) Curva característica

Com polarização reversa o diodo se comporta como um diodo comum, apresentando altíssima resistência. Se a tensão reversa exceder a tensão de breakdown (UBK) o diodo será destruído. Com polarização direta o diodo apresenta alta resistência enquanto a tensão for menor do que um valor chamado de tensão de breakover (UB). Acima deste valor o dispositivo dispara passando a conduzir, somente voltando a cortar quando a tensão (corrente) de anodo cair abaixo de um valor chamado de tensão de manutenção, UH (corrente de manutenção, IH). Qualquer mecanismo que provoque um aumento das correntes internas pode levar ao disparo (aumento de temperatura, luz, injeção de corrente). Para explicar o disparo da estrutura de 4 camadas usamos o modelo com dois transistores, um NPN e outro PNP como na figura a seguir.

transistores, um NPN e outro PNP como na figura a seguir. Fig2: Diodo de 4 camadas
transistores, um NPN e outro PNP como na figura a seguir. Fig2: Diodo de 4 camadas
transistores, um NPN e outro PNP como na figura a seguir. Fig2: Diodo de 4 camadas

Fig2: Diodo de 4 camadas unilateral - Circuito equivalente com transistores

A corrente de anodo pode ser determinada em função dos ganhos de corrente dos transistores (1 e 2) resultando a expressão a seguir:

Quando a tensão aplicada se aproxima da tensão de disparo os valores dos ganhos aumentam. Quando a soma tende para 1 ocorre o disparo. Esse mecanismo de disparo é por tensão. Caso seja injetada uma corrente em um terceiro terminal o disparo pode ocorrer com valores de tensão bem abaixo da tensão de breakover.

2. RETIFICADOR CONTROLADO DE SILÍCIO (SCR)

de breakover. 2. RETIFICADOR CONTROLADO DE SILÍCIO (SCR) ( a ) ( b ) ( c

( a )

( b )

( c )

Fig3: SCR ( a ) Estrutura de 4 camadas, ( b ) Símbolo, ( c ) Curva característica

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2.1. INTRODUÇÃO

Um SCR é basicamente um diodo de 4 camadas unilateral no qual foi colocado um terceiro eletrodo chamado de gate (G) ou porta usado para controlar o disparo do diodo por injeção de corrente.

2.2. REGIÕES DE OPERAÇÃO:

O SCR tem três regiões de operação, consideradas a seguir, com IG = 0:

2.2.1. Bloqueio Reverso: O anodo é negativo em relação ao catodo, nessas condições o SCR se comporta exatamente como um diodo comum. Se a tensão reversa

2.2.2. Bloqueio Direto: O anodo é positivo em relação ao catodo, mas a tensão não é suficiente para disparar o SCR. Para disparar o SCR com o gate aberto (IG = 0) é necessário que a tensão de anodo atinja um valor

aumentar além da tensão de breakdown (UBK), o SCR será destruído pelo efeito avalanche.

de breakdown (UBK), o SCR será destruído pelo efeito avalanche. Fig4: SCR polarizado reversamente - Bloqueio

Fig4: SCR polarizado reversamente - Bloqueio reverso

chamado de tensão de breakover (UBO). Se UA for menor do que UBO o SCR continuará cortado.

(UBO). Se UA for menor do que UBO o SCR continuará cortado. Fig5: SCR polarizado diretamente,

Fig5: SCR polarizado diretamente, mas cortado - Bloqueio direto.

2.2.3.

Condução (Disparo): Quando a tensão de anodo

Fig6: SCR polarizado diretamente após o disparo

Fig6: SCR polarizado diretamente após o disparo

atingir o valor UBO, o SCR dispara, isto é, a corrente de anodo passa bruscamente de zero para um valor determinado pela resistência em série com o SCR. A tensão no SCR cai para um valor baixo (0,5 V a 2 V).

Após disparar, o SCR passa da condição de alta resistência para baixa resistência. A tensão de anodo cai para um valor baixo (0,5 V a 1,5 V). O SCR só volta a cortar quando a tensão (corrente) cair abaixo de um valor chamado de tensão (corrente) de manutenção, UH (IH) cujo valor depende do tipo de SCR (Por exemplo,

o TIC106 tem IH 0,5 mA enquanto o TIC116 tem IH 15 mA. Como vimos anteriormente, um diodo de 4 camadas pode ser representado por dois transistores ligados com realimentação de um para o outro. Se adicionarmos um terceiro eletrodo, a porta poderá injetar corrente nesse eletrodo disparando a estrutura de 4 camadas para valores de tensão menores do que UBO. Na realidade quanto maior for a corrente injetada menor a tensão de anodo necessária para disparar a estrutura de 4 camadas, daí o nome de Diodo controlado para esse dispositivo.

A Porta (Gate):

Se for injetado uma corrente na porta (gate), será possível disparar o SCR com tensões de anodo bem menores do que UBO. Quanto maior a corrente de porta injetada, menor a tensão de anodo necessária para disparar o SCR, daí o nome, diodo controlado.

Após o disparo o gate perde o controle o sobre o SCR, isto é, após o disparo o gate pode ser aberto ou curto circuitado ao catodo que o SCR continua conduzindo. O SCR só volta ao corte quando a corrente de anodo cair abaixo da corrente de manutenção.

A tensão máxima que pode ser aplicada entre anodo e catodo no

sentido direto com IG = 0, como vimos, é chamada de UBO, mas muitas vezes é designada de VDRM, esta informação muitas vezes vem codificada no corpo do SCR, por exemplo:

Fig. 07: Circuito equivalente para o SCR

Fig. 07: Circuito equivalente para o SCR

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TIC 106 Y – 30V TIC 106 F – 50V TIC 106 A – 100V TIC 106 B – 200V TIC 106 C – 300V TIC 106 D – 400V

MCR 106 – 1 – 30V MCR 106 – 2 – 60V MCR 106 – 3 – 100V MCR 106 – 4 – 200V MCR 106 – 5 – 300V MCR 106 – 6 – 400V

– 4 – 200V MCR 106 – 5 – 300V MCR 106 – 6 – 400V

Outra informação importante é a máxima tensão reversa que pode ser aplicada sem que ocorra breakdown, é designada por VRRM, tipicamente é da mesma ordem de VDRM. Os valores de corrente também devem ser conhecidos, IT, é a máxima corrente que o SCR pode manipular e pode ser especificada em termos de valor continuo ou eficaz (RMS) e depende da temperatura e do ângulo de condução ( F ). Por exemplo, o TIC 106 pode conduzir uma corrente continua de até 5A.

A corrente de gate necessária para disparar o SCR é

designada I GT e pode ser da ordem de µA no caso do TIC

I G T e pode ser da ordem de µA no caso do TIC 106. CIRCUITOS

106.

CIRCUITOS COM SCR EM CC:

Em CC deve ser previsto circuito de reset após o SCR disparar. No circuito a seguir a chave A é usada para disparar e a chave B para resetar o SCR (Quando a chave A estiver aberta).

2. SCR - Disparo por CC - Carga CA

Como foi visto anteriormente, quando o disparo é em CC com carga CC , é necessário circuito de reset para cortar o SCR, ao mesmo tempo não é necessário manter corrente no gate. Quando o disparo é por corrente contínua (CC), mas a carga é CA, para manter o SCR conduzindo é necessário manter sinal no gate, pois se o sinal de gate for retirado, o SCR cortará quando a tensão de anodo passar por zero. As Fig. abaixo mostra um circuito com disparo CC e carga CA, e a forma de onda na carga quando a chave CH é fechada num instante t1 e aberta em t2.

quando a chave CH é fechada num instante t1 e aberta em t2. No circuito da

No circuito da ao lado observar que, ao fechar a chave o SCR só disparará se a tensão de anodo for positiva. A partir desse instante toda a tensão da rede cairá sobre a carga e a tensão no SCR será de aproximadamente 1V. Se a carga for resistiva podem ocorrer picos de corrente excessivamente altos os quais podem destruir o SCR e/ou a carga. Para evitar isso é que existem circuitos que só disparam o SCR quando a tensão da rede for próxima de zero, chamados de ZVS (Zero Voltage Switch).

3. Disparo CA - Carga CA - Retificador Controlado Meia Onda

No disparo por CA a alimentação de anodo e de gate é obtida da mesma fonte senoidal. O controle de disparo é feito

controlando-se o instante (ou o angulo de disparo) em que o SCR é gatilhado no semi-ciclo positivo. Para melhor

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compreensão vamos supor que o SCR da Fig. abaixo entra em condução no instante que a tensão de entrada estiver passando por um angulo de fase F , chamado de ângulo de disparo. A condução começa nesse ponto e termina quando a tensão de anodo cair abaixo da tensão de manutenção, U H , que consideraremos desprezível face à tensão de pico da rede, V M . O gráfico mostra as principais formas de onda referentes ao circuito da fig. abaixo.

formas de onda referentes ao circuito da fig. abaixo. Neste caso a tensão continua e a
formas de onda referentes ao circuito da fig. abaixo. Neste caso a tensão continua e a

Neste caso a tensão continua e a tensão eficaz na carga são calculadas por:

V DC =

tensão eficaz na carga são calculadas por: V D C = = tensão continua na carga

= tensão continua na carga

V RMS =

V D C = = tensão continua na carga V R M S = = tensão

= tensão eficaz na carga

continua na carga V R M S = = tensão eficaz na carga V DC =

V DC =

No caso de F = 0º temos:

V RMS =

na carga V DC = No caso de F = 0º temos: V RMS = Exercício

Exercício Resolvido:

Considere que no circuito da figura acima o angulo de disparo é 60º e que RL=100. Calcular:

a) Tensão e corrente contínua na carga

b) Potência dissipada na carga

110. 2.sen( t) Dados: v e = (V) Solução: a) F = 60º, cos60º =
110.
2.sen(
t)
Dados: v
e =
(V)
Solução: a)
F = 60º,
cos60º = 0,5
logo:
V M = 110. 2 (V) I DC = 37V/100
V M =
110.
2
(V)
I DC = 37V/100

=0,37A

= 0,5 logo: V M = 110. 2 (V) I DC = 37V/100 = 0,37A =

=

.
.

=75V

P D =

= 110. 2 (V) I DC = 37V/100 = 0,37A = . =75V P D =

=

110. 2 (V) I DC = 37V/100 = 0,37A = . =75V P D = =

= 56,25W

3.2. Retificador Controlado de Onda Completa em Ponte:

Um melhor aproveitamento da tensão da rede será obtido se incluirmos um retificador de onda completa antes da carga como indicado na figura ao lado.

tensão da rede será obtido se incluirmos um retificador de onda completa antes da carga como

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SCR – Resumo Pagina 5 de 6 Neste caso a tensão continua e a tensão eficaz

Neste caso a tensão continua e a tensão eficaz na carga são calculadas por:

V RMS =

V DC =

na carga são calculadas por: V R M S = V D C = = tensão

= tensão continua na carga

V R M S = V D C = = tensão continua na carga = tensão

= tensão eficaz na carga

No caso de F = 0º temos:

= tensão eficaz na carga No caso de F = 0º temos: V DC = V

V DC =

V RMS =

na carga No caso de F = 0º temos: V DC = V RMS = CIRCUITO
CIRCUITO 1: Neste circuito o angulo de disparo é no máximo 90º, pois a tensão
CIRCUITO 1: Neste circuito o angulo de
disparo é no máximo 90º, pois a tensão de anodo
e
a tensão de gate estão em fase. O diodo protege
CIRCUITO2: O circuito da Fig. abaixo permite um controle de
disparo de quase 0º a quase 180º, permitindo um controle da
potência de aproximadamente, máxima potência, a quase zero.
o
gate de tensão reversa no semi-ciclo negativo.
Se R V aumentar o ângulo de disparo aumenta,
pois será necessário mais corrente (portanto mais
tensão) para disparar o SCR.

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SCR – Resumo Pagina 6 de 6 Fig.: Influência da velocidade de crescimento da tensão de

Fig.: Influência da velocidade de crescimento da tensão de gate na mudança do angulo de disparo.

DISPARO POR PULSO Em algumas aplicações é importante que o ângulo de disparo não se altere quando trocamos um SCR por outro (de mesmo nome). Um exemplo é em retificação polifásica controlada, o ângulo de disparo deve ser igual em todas as fases. Devido às diferenças existentes nas características de gate entre SCR’s da mesma família se usasse os circuitos anteriores caso o SCR fosse trocado o angulo de disparo mudaria. A diferença é tanto maior quanto mais lenta for a variação da tensão de gate. A Fig. Ao lado mostra como a velocidade da tensão (dv/dt) influencia o ângulo de disparo.

Podemos notar na Fig. abaixo que o retardo introduzido ( t) quando o disparo é feito por pulso é praticamente nulo, isto é, caso o pulso tenha amplitude e duração suficiente, ao ser aplicado, dispara todos os SCR’s no instante que é aplicado, independentemente da amplitude da tensão de disparo de gate (V GT ). A Fig. ao lado mostra o circuito de disparo por pulso mais simples. As diferenças existentes nas características de gate não influenciam no angulo de disparo quando este é feito por pulso.

Da figura ao lado, é importante observar que é o primeiro pulso que dispara o SCR, quando começa o semiciclo, os pulsos subsequentes não afetam mais o circuito. É importante notar também que no final do ciclo como a tensão no Zener (e conseqüentemente no UJT ) vai a zero, nesse instante o capacitor estará descarregado totalmente, e portanto quando se iniciar novo semiciclo as condições iniciais serão as mesmas. Este sincronismo é importante para que o ângulo de disparo não mude de ciclo para ciclo, o que ocorreria se a alimentação do UJT fosse obtida de um circuito à parte.

de disparo não mude de ciclo para ciclo, o que ocorreria se a alimentação do UJT
de disparo não mude de ciclo para ciclo, o que ocorreria se a alimentação do UJT
Exercício: As curvas abaixo são formas de onda das tensões entre quatro pares de pontos
Exercício:
As curvas abaixo são formas de onda das
tensões entre quatro pares de pontos do
circuito Retificador Controlado de Onda
Completa em Ponte do item 3.2 acima:
a)
Defina para cada curva (forma de onda)
de tensão, representa a tensão entre quais
componentes do circuito.
b) Qual é o ângulo de disparo?
c) Sendo v e =220.
.senwt (V), quais
são os valores de V DC , V RMS e P D ?