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Descrição do Caso – Mayre

Mayre é uma mulher jovem de 33 anos, porém com muita experiência de vida devido a sua história. Ela era atendente de tele marketing, mãe de um casal de filhos, esposa e dona de casa. Atualmente reside, em São Paulo mais precisamente na Zona Leste da capital, mas seu nascimento, infância e adolescência se deram bem longe daqui, numa cidade tranqüila do Estado de Minas Gerais. Mayre ainda não é Metodista, pois há pouco tempo (2 meses) tem freqüentado nossos cultos. Ela foi batizada na Igreja Batista, passou pela Assembléia de Deus até nos conhecer enquanto Igreja. E foi depois de uma dessas suas visitas a nossa Igreja, no término de um culto que ela começou a me contar sua história, dramas, aflições e decepções. Ela disse:

- Pastor, minha vida não tem sido nada fácil. Meu marido está desempregado e

eu também. Atualmente dependemos da ajuda das nossas famílias para sustentarmos

nossos filhos. Mas o pior é que nosso casamento está à beira da separação, pois tenho pensado seriamente em voltar para casa dos meus pais, em Minas Gerais de onde nunca deveria ter saído. No pouco tempo que nos restava após o término do culto, falei-lhe da necessidade de não desistir de sua família (casamento e filhos) e de perseverar em Deus em oração porque Ele poderia levar todas as coisas a um bom termo. Entretanto, marcamos um horário, na terça-feira seguinte, antes do culto, para avaliar melhor a gravidade da situação. Com mais tranqüilidade, no ambiente do gabinete pastoral, depois de haver me interessado em ajudá-la na busca da solução do problema e por ter me preocupado por sua história ela disse:

- Antes de conhecer meu marido atual, fui noiva de um rapaz durante cinco

anos. Eu ainda era bem nova (17 anos). Nós iríamos nos casar. Éramos católicos praticantes. Íamos à missa todos os domingos e estávamos esperando apenas ele terminar o mestrado para consumarmos nossa união. Eu o amava muito, pois ele reunia todas as características boas que um marido poderia ter. Ele era atencioso, carinhoso, amigo, fiel, dedicado, presente, etc. Mas, sem ao menos dizer por que, ele terminou nosso noivado. Foi-se embora para Brasília, deixando-me apenas um “vago” bilhete que me foi entregue pelas mãos de minha melhor amiga. Hoje, pelo que sei, ele

é um homem muito bem sucedido. Não só terminou o mestrado como fez também o doutorado, e está ocupando um cargo honroso e bem remunerado naquela cidade. Os meses que se sucederam depois de sua partida foram de muita tristeza, dor e incompreensão. Fiquei doente. Não me alimentava direito, não queria ver ninguém, enfim, perdi o desejo pela vida. Foi quando conheci o Isaias, meu marido. Ele chegou num momento em que eu estava muito frágil e sensível. Parecia gostar de mim e ter as melhores intenções. Ele não era da minha cidade, só estava de passagem – férias, e logo retornaria para São Paulo. Nós começamos a namorar a distância. Às vezes ele ia me ver, quando podia é claro, e quando o fazia era sempre muito atencioso, gentil e carinhoso, até me levava presentes. Com seis meses de namoro a distância, ele me pediu em casamento, pois dizia que não agüentava de tanta saudade. Contrariando meus pais e meus quatro irmãos, eu me casei e vim morar em São Paulo. Então começaram os problemas. Como disse antes, estamos desempregados. Ultimamente não temos tido nem o dinheiro do aluguel. E meu marido se demonstra passivo. Parece não ligar, se as crianças têm ou não leite para beber. Para piorar, ele mudou muito. Já não é mais carinhoso e atencioso como antes. Ele tornou-se um homem frio e distante. Outro agravante consiste no fato de morarmos perto dos pais dele. E sempre que brigamos, ele “corre” para casa da mãe, e fica lá, sem me dar notícias, embora eu saiba que ele está lá. A família dele diz que eu sou louca, tenho problemas de cabeça e etc. Fazem de tudo para nos atrapalhar, mas parece que ele não vê, e sempre fica a favor da mãe, contra mim é claro. Isso me deixa muito mal. Estou longe dos meus pais e irmãos, sem dinheiro nem sequer para fazer uma ligação, com um homem que me trata mal, me critica e apóia tudo o que a família dele diz. Mas, não é só isso. Depois das duas gravidezes, eu engordei muito, estou me sentindo feia e desanimada, e até sem vontade de me relacionar sexualmente com ele. O problema é que ele me força a fazê- lo, mesmo que eu não esteja com vontade. Algumas vezes, depois que ele pegou no sono eu fui ao banheiro vomitar, com nojo dele e de mim. Quando isso acontece me sinto uma prostituta. Em meio a isso tudo, meu pai já disse que a hora que eu quiser ele me aceita de volta, paga uma faculdade pra mim e me ajuda a cuidar dos meus filhos. Estou com muitas dúvidas. O que devo fazer?

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