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UNIÃO DINÂMICA DE FA CULDADES CA TARATAS CURSO DE ENGENHARIA CIVIL MANUAL DE APROVAÇÃO DE

UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADES CATARATAS

CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

MANUAL DE APROVAÇÃO DE LOTEAMENTOS

LEOCIR STODULSKI

Foz do Iguaçu

2006

Leocir Stodulski

MANUAL DE APROVAÇÃO DE LOTEAMENTOS

Monografia apresentada à banca examinadora da Faculdade Dinâmica das Cataratas – UDC, como requisito parcial para obtenção do Grau de Bacharel em Engenharia Civil, sob orientação do professor José Luiz Faraco.

Foz do Iguaçu

2006

TERMO DE APROVAÇÃO

FACULDADE DINÂMICA DAS CATARATAS

MANUAL DE APROVAÇÃO DE LOTEAMENTOS

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE BACHAREL EM ENGENHARIA CIVIL

Leocir Stodulski

Orientador: José Luiz Faraco

Nota Final

Banca Examinadora:

Professor: Carlos Alberto Prado da Silva Junior

Professora: Heliana Barbosa Fontenele

DEDICATÓRIA

A Deus e minha filha Tainá Stodulski, hoje com 6 anos de idade, que foi privada de muito afeto, amor e carinho pelos 5 anos dedicados à faculdade de Engenharia Civil, tão importante na minha carreira profissional.

i

AGRADECIMENTOS

A motivação e o empenho para a realização deste trabalho foram devidos à colaboração de muitas pessoas, manifesto essa gratidão a todos os colegas da 1ª turma do Curso de Engenharia Civil, aos professores, Coordenador Carlos Alberto Prado da Silva Junior, Orientador José Luiz Faraco e a todos os familiares que de certa forma souberam compreender todo esforço e tempo dedicados à elaboração deste trabalho.

ii

RESUMO

Com a imensa burocracia existente nos organismos brasileiros, principalmente com relação aos órgãos públicos, o objetivo principal deste manual, é trazer subsídios aos profissionais da área, bem como aos demais interessados no assunto, para conduzir tecnicamente o processo de regularização e aprovação de um loteamento, minimizando o tempo de trabalho e o entendimento da burocrática tramitação que o referido processo demanda. Seguindo conforme o planejamento do mesmo, este manual auxiliará em todas as etapas da aprovação de um loteamento, desde o primeiro contato com a área até o seu registro final, dando opções de modelos de loteamento e suas devidas características quanto à finalidade de utilização e sua urbanização e infra-estrutura básica. Este manual tem por finalidade criar um melhor desenvolvimento de todo perímetro urbano e agilizar o desenvolvimento de projetos de novos loteamentos previamente estudados e adaptados segundo o lo plano diretor do município em questão.

Palavras – Chave: Manual, Aprovação, Loteamentos.

iii

SUMÁRIO

DEDICATÓRIA

i

AGRADECIMENTOS

ii

 

RESUMO

iii

LISTA DE FIGURAS

vii

1

INTRODUÇÃO

1

2

OBJETIVOS

2

3

LOTEAMENTOS NO BRASIL

3

4

DOCUMENTAÇÃO DO IMÓVEL

6

4.1

TÍTULO DE PROPRIEDADE

6

4.2

CONFRONTAÇÕES, AZIMUTES, MEDIDAS E CÁLCULO DA

6

4.3

CERTIDÕES

7

4.4

CERTIDÃO DE ANUÊNCIA MUNICIPAL

7

5

TOPOGRAFIA DO TERRENO

8

5.1

LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO INICIAL

8

5.2

LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO CADASTRAL

9

5.3

LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO PLANIALTIMÉTRICO

10

6

CONSULTA PRÉVIA MUNICIPAL

12

6.1

ANTE-PROJETO

12

6.2

PLANO DIRETOR

14

6.3

DIRETRIZES DE ARRUAMENTO, GALERIAS PLUVIAIS E REDES DE

 

15

6.4

ZONEAMENTO

16

iv

6.5

ÁREA DE RESERVA TÉCNICA

17

7

LICENÇA PRÉVIA E LICENÇA DE INSTALAÇÃO AMBIENTAL

18

7.1

REQUERIMENTO E CADASTRO IMOBILIÁRIO

18

7.2

DESCRIÇÃO DA TIPOLOGIA FLORESTAL

19

7.3

LAUDO GEOLÓGICO

20

7.4

RELAÇÃO DE DOCUMENTOS PARA LICENÇA PRÉVIA

21

8

PROJETO DO LOTEAMENTO

22

8.1

PROJETO DEFINITIVO LOTEAMENTO

25

8.2

PROJETO DA REDE DE ENERGIA ELÉTRICA

26

8.3

PROJETO DO SISTEMA SANITÁRIO, REDE DE ABASTECIMENTO DE

ÁGUA POTÁVEL E REDE DE

30

8.4

PROJETO DA REDE DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS

33

9

PAVIMENTAÇÃO DAS VIAS URBANAS

37

10

APROVAÇÃO DO PROJETO DO LOTEAMENTO NA PREFEITURA

40

10.1

RELAÇÃO DE DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA APROVAÇÃO. 41

11

REGISTRO DO LOTEAMENTO

43

11.1

CONTRATO

44

12

DISCUSSÃO E ANÁLISE DO RESULTADO

47

13

CONSIDERAÇÕES FINAIS

49

14

BIBLIOGRAFIA

50

ANEXO I

51

ANEXO II

52

ANEXO III

53

v

ANEXO IV

54

vi

LISTA DE FIGURAS

FIGURA 1 -

Curvas de níveis típicas de terreno plano

11

FIGURA 2 -

Curvas de níveis típicas de terreno acidentado

11

FIGURA 3 -

Itens básicos para Ante Projeto

13

FIGURA 4 -

Planta planialtimétrica indicando o sentido do fluxo

14

FIGURA 5 -

Planta Indicando algumas projeções de ruas (linha tracejada) 15

FIGURA 6 -

Planta Típica de Zoneamento de uma cidade

16

FIGURA 7 -

Perfil Geológico do Terreno

20

FIGURA 8 -

Gráfico para determinar a infiltração

21

FIGURA 9 -

Modelo de Loteamento adequado à topografia do terreno 1

22

FIGURA 10 - Modelo de Loteamento adequado à topografia do terreno 2

23

FIGURA 11 - Modelo de quadras para terrenos mais planos 1

24

FIGURA 12 - Modelo de quadras para terrenos mais planos 2

24

FIGURA 13 - Perfil típico da

26

FIGURA 14 -Esquema geral de um sistema de fornecimento energia elétrica

 

27

FIGURA 15 - Esquema de racionalização das ligações prediais

28

FIGURA 16 - Observações para uma correta iluminação

29

FIGURA 17 - Esquema conceitual do sistema sanitário composto pela rede de

água potável e rede de esgoto

30

FIGURA 18 -Esquema Geral do Sistema urbano de abastecimento de água

potável

vii

31

FIGURA 19 -Esquema de um Sistema de esgoto sanitário com seus órgãos

constituintes

32

FIGURA 20 - Esquema típico de uma rua com rede de esgoto sanitário

33

FIGURA 21 - Jogo de bocas de lobo colocadas adequadamente para impedir

o alagamento da faixa de

34

FIGURA 22 -Elementos básicos do sistema de drenagem pluvial convencional

 

35

FIGURA 23 - Principais tipos de boca de lobo

36

FIGURA 24 -Limitações pela declividade longitudinal das vias para veículos.

 

37

FIGURA 25 - Desenho da Rua para atender sua função prioritária

38

FIGURA 26 - Equemas alternativos de

39

TABELA 01 – Raios de curvatura

39

viii

1

1

INTRODUÇÃO

Com a crescente e rápida migração da população rural para as

cidades, que não estavam preparadas nem tampouco foram projetadas para

absorver esta demanda, houve um crescimento desordenado de algumas

áreas urbanas, principalmente as próximas aos grandes centros.

Atraídos pela busca de melhores condições de vida, bem como pelas

precárias condições financeiras, normalmente invadem áreas de preservação

permanente, áreas de difícil acesso e áreas desprovidas de fiscalização tanto

dos proprietários como dos órgãos públicos, gerando com isso favelas e

loteamentos clandestinos, irregulares, e loteamentos nos quais não será

possível a regularização, uma vez que foram iniciados em locais inadequados,

tais como em relevos acidentados, longe de infra-estruturas mínimas como

água tratada, esgoto sanitário, energia elétrica e galerias de águas pluviais.

Devido à rapidez deste fato, e baseando-se nas dificuldades encontradas na

aprovação dos loteamentos emergentes, tanto em relação aos aspectos

legais quanto ambientais, bem como a elaboração de projetos acordados com

as mais variadas diretrizes e normas técnicas pertinentes a loteamentos

novos, tem o presente trabalho o objetivo de elaborar um “Manual de

Aprovação de Loteamentos”.

2

2

OBJETIVOS

Através deste manual, teremos o objetivo de subsidiar os profissionais

devidamente

habilitados

para

conduzir

tecnicamente

o

processo

de

regularização e aprovação de um loteamento, proporcionando um maior

entendimento

entre

o

proprietário,

também

denominado

loteador,

e

o

profissional contratado para essa missão. Repassando através do mesmo

todas

as

informações

necessárias

pertinentes

a

cada

uma

das

partes

interessadas, em forma de um manual onde estão inclusos todos os trabalhos

a serem desenvolvidos, que os auxiliará do início até o final em todas as

etapas,

inclusive

das

obras

de

infra-estrutura

necessárias

para

que

o

loteamento

seja

aprovado

de

acordo

com

as

exigências

dos

Órgãos

Competentes.

3

3 LOTEAMENTOS NO BRASIL

A urbanização de áreas em forma de loteamentos regulares gera

inúmeros benefícios a toda a sociedade, tais como, empregos diretos e

indiretos com as construções que se sucedem após a implantação dos

referidos loteamentos, melhorias da qualidade de vida das pessoas com água

potável, energia elétrica, redes de esgoto, asfalto, praças públicas, etc.

Outro setor beneficiado é o comércio local, com aumento significativo

no volume de vendas em virtude do aumento populacional.

No Brasil os loteamentos estão regulamentados pela Lei Federal nº

6.766, de 19 de dezembro de 1979, que dispõe sobre o parcelamento do solo

urbano, sobre a subdivisão de gleba em lotes destinados à edificação, com

abertura

de

novas

vias

de

circulação,

de

logradouros

públicos

ou

prolongamentos, modificação ou ampliação das vias existentes, também

define algumas restrições a locais onde não são permitidos loteamentos, tais

como: terrenos alagadiços e sujeitos às inundações, sem antes serem

tomadas as providências para assegurar o escoamento das águas; em

terrenos que tenham sido aterrados com material nocivo à saúde pública, sem

que sejam previamente saneados; em terrenos com declividade igual ou

superior a 30% (trinta por cento), salvo se atendidas as exigências específicas

das autoridades competentes; em terrenos onde as condições geológicas não

4

aconselham a edificação e em áreas de preservação ecológica ou naquelas

onde a poluição impeça condições sanitárias suportáveis, até a sua correção.

As áreas urbanas são porções do território de especial interesse

público para o desenvolvimento urbano, objeto de projetos urbanísticos

específicos, nas quais poderão ser aplicados instrumentos de intervenção,

previstos na Lei Federal nº 10.257, de 10 de julho de 2001, que auxiliam na

definição das diretrizes de organização do espaço urbano no Brasil.

Os

parcelamentos

do

solo

para

fins

urbanos,

implantados

irregularmente

antes

da

aprovação

da

Lei

10.257/01,

poderão

ser

regularizados

com

base

em

lei

específica,

que

contenha

no

mínimo:

os requisitos urbanísticos e jurídicos necessários à regularização, com base

na Lei Federal nº 6.766/79, alterada pela Lei Federal nº 9.785/99 e os

procedimentos administrativos; o estabelecimento de procedimentos que

garantam os meios para exigir do loteador irregular o cumprimento de suas

obrigações; a possibilidade da execução das obras e serviços necessários à

regularização pela Prefeitura ou associação de moradores, sem isentar o

loteador das responsabilidades legalmente estabelecidas; o estabelecimento

de

normas

que

garantam

condições

mínimas

de

habitabilidade,

saúde,

segurança;

destinação

pública,

bem

como

o

percentual

mínimo

alternativas

quando

for

acessibilidade,

de

áreas

com

comprovada

a

impossibilidade da sua destinação; as ações de fiscalização necessárias para

coibir a implantação de novos parcelamentos irregulares; a previsão do

5

parcelamento das dívidas acumuladas junto ao erário público como o Imposto

Predial e Territorial Urbano - IPTU, quando houver.

6

4

DOCUMENTAÇÃO DO IMÓVEL

4.1

TÍTULO DE PROPRIEDADE

Através de uma cópia atualizada da matrícula do terreno retirada no

Cartório de Registro de Imóveis da Comarca do Município, comprova-se a

legitimidade do atual proprietário, bem como se existe alguma hipoteca,

servidão ou observação que impeça o imóvel de sofrer qualquer subdivisão,

loteamento ou transferência.

4.2 CONFRONTAÇÕES, AZIMUTES, MEDIDAS E CÁLCULO DA ÁREA.

Juntamente com a matrícula do imóvel que fica arquivado no cartório

de registro de imóveis, encontra-se uma cópia do mapa e memorial descritivo

do imóvel, onde constam as medidas, áreas, azimutes ou rumos, que

possibilitam a verificação das confrontações e do cálculo da área.

7

4.3 CERTIDÕES

Comprovada a propriedade do imóvel e a existência da área, a

necessidade de verificar a situação dela e do seu atual proprietário quanto

débitos na Receita Federal, Estadual e Municipal, relativos ao CPF do

proprietário e a matrícula do Imóvel, para não iniciar de forma que não possa

concluir, gerando uma expectativa tanto no proprietário como na população

interessada no empreendimento.

4.4 CERTIDÃO DE ANUÊNCIA MUNICIPAL

É um dos primeiros passos para a regularização do loteamento, com

um requerimento protocolado na Prefeitura Municipal, dirigido ao órgão

competente na área de uso e ocupação do solo, geralmente a Secretaria de

Planejamento,

será

informado

através

de

uma

Certidão

de

Anuência

Municipal, o deferimento ou indeferimento quanto às leis de uso e ocupação

do solo, pertinentes a área em questão.

8

5 TOPOGRAFIA DO TERRENO

Os levantamentos topográficos são de suma importância no início de

qualquer interferência no imóvel, pois é difícil encontrar no terreno o que se

encontra

nos

documentos,

devido

à

conservação

das

estradas

onde

máquinas deslocam marcos de divisas e lindeiros em comum acordo definem

recolocá-los e mais uma série de indiferenças em relação aos marcos de

divisas.

5.1 LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO INICIAL

Este serviço é de competência de um profissional habilitado pelo

CREA

(Conselho

Regional

de

Engenharia

e

Arquitetura)

que

com

equipamentos topográficos de precisão, fará no local uma medição para

levantamento da atual situação do imóvel, implantando o fechamento do

perímetro da área com as medidas e confrontações constantes no mapa e

memorial descritivo do terreno, isso para que não seja feito subdivisões e

loteamentos

sobrepostos

a

outras

áreas,

evitando

com

aborrecimentos com os lindeiros da área.

isso

futuros

9

5.2 LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO CADASTRAL

Com o profissional habilitado acima citado, depois de não haver mais

nem uma dúvida quanto à área e as confrontações dos terrenos, através de

um levantamento cadastral, o topógrafo faz uma varredura no terreno,

locando em coordenadas precisas todas as edificações existentes, cercas,

redes de energia elétrica e telefonia, reservas a serem preservadas, lagos,

infra-estruturas existentes como arruamentos, galerias pluviais, redes de

esgoto, rede de água potável, bem como qualquer objeto que deverá ser

deslocado, removido ou preservado, para o planejamento do loteamento ser

adequado ao tempo previsto. Isso é necessário para não ocorrer surpresas na

hora da implantação dos lotes, tais como, lotes na projeção das ruas

existentes no entorno, lotes em areais não edificáveis, pela topografia ou

faixas de servidão já averbadas na matrícula do imóvel, lotes sob galerias de

águas pluviais existentes, postes de telefones e energia elétrica nas entradas

de veículos, projeção das ruas em desacordo com a topografia do terreno etc.

.

10

5.3 LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO PLANIALTIMÉTRICO

Este levantamento apresentado em forma de projeto devidamente

acompanhado pela sua ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) deverá

observar principalmente a locação da infra-estrutura no entorno quanto as

galerias de águas pluviais. Servirá este levantamento para obter o perfil do

terreno quanto

as

cotas de níveis,

para cálculos e projetos da futura

implantação das redes de água, esgoto, galerias pluviais e pavimentações e

que para todos sejam implantados em harmonia com a topografia do terreno,

devendo ser ponto fundamental na concepção do modelo de loteamento

adequando a sua forma à topografia planialtimétrica dos terrenos, como visto

nas figuras abaixo, para melhor conforto em relação à insolação, cortes e

aterros na implantação das futuras edificações, conforme a Lei Federal 6.766

de 19 de Dezembro de 1979, a declividade acima de 30%, serão aceitas

perante

o

atendimento

das

exigências

especificas

das

autoridades

competentes do Município. Verificamos na figura nº1 e nº2 formas de

levantamentos planialtimétrico.

11

FIGURA 1 - Curvas de níveis típicas de terreno plano

11 FIGURA 1 - Curvas de níveis típicas de terreno plano FONTE: Mascaró, 1997. FIGURA 2

FONTE: Mascaró, 1997.

FIGURA 2 - Curvas de níveis típicas de terreno acidentado

terreno plano FONTE: Mascaró, 1997. FIGURA 2 - Curvas de níveis típ icas de terreno acidentado

FONTE: Mascaró, 1997.

12

6 CONSULTA PRÉVIA MUNICIPAL

Com um ante-projeto do loteamento elaborado por um profissional

habilitado pelo CREA, contendo numeração dos lotes e quadras larguras de

ruas, passeios, área/testada dos lotes, indicação dos perfis de escoamento

das águas pluviais e uma estatística para observar na área loteada os

percentuais referentes a ruas, áreas institucionais também conhecidas como

reserva técnica, que passarão ao domínio do município no ato de registro do

loteamento, o profissional ou proprietário do empreendimento, fará junto a

Prefeitura Municipal, um requerimento protocolando a Consulta Prévia, que

será analisada pela Secretaria de Planejamento do respectivo Município,

apontando algumas particularidades quanto ao zoneamento, diretrizes de

ruas, tamanhos de lotes, quadras, etc.

6.1 ANTE-PROJETO

O Ante - Projeto deverá conter basicamente as seguintes informações:

numeração das quadras, numeração dos lotes, larguras de ruas, áreas

destinadas a passeios públicos, área e medidas das testadas dos lotes,

indicação dos perfis de escoamento das águas pluviais e uma estatística com

13

os

percentuais

referentes

às

áreas

dos

lotes,

áreas

das

ruas,

áreas

institucionais, conforme figura nº3 e modelo de apresentação do projeto

planialtimétrico na figura nº4.

FIGURA 3 - Itens básicos para Ante Projeto

na figura nº4. FIGURA 3 - Itens básicos para Ante Projeto FONTE: Secretaria de Planejamento da

FONTE: Secretaria de Planejamento da Prefeitura de Missal – PR, 2004.

14

FIGURA 4 - Planta planialtimétrica indicando o sentido do fluxo das águas.

planialtimétrica indi cando o sentido do fluxo das águas. FONTE: Secretaria de Planejamento da Prefeitura de

FONTE: Secretaria de Planejamento da Prefeitura de Missal – PR, 2004.

6.2 PLANO DIRETOR

Na resposta a consulta prévia, a secretaria de planejamento com base

no plano diretor, observará as diretrizes de arruamentos, zoneamento, área

de reserva técnica, tamanho dos lotes, destino final das redes de galerias de

águas pluviais e esgotos.

15

6.3 DIRETRIZES DE ARRUAMENTO, GALERIAS PLUVIAIS E REDES DE

ESGOTO.

O loteador deverá manter os alinhamentos propostos pela prefeitura

quanto as projeções das ruas contidas no plano diretor do município, e

também observar se é possível a ligação das redes de galerias de águas

pluviais e redes de esgoto nas redes existentes no entorno, levando em

consideração a bacia de contribuição e o dimensionamento existente das

redes,

para

que

não

exceda

sua

capacidade

gerando

assim

futuros

transtornos aos munícipes e ao município. A figura nº5 mostra projeções de

ruas de um perímetro urbano que cresceu sem planejamento.

FIGURA 5 - Planta Indicando algumas projeções de ruas (linha tracejada)

5 - Planta Indicando algumas pr ojeções de ruas (linha tracejada) FONTE: Plano Diretor da Cidade

FONTE: Plano Diretor da Cidade de Missal – PR, 2005.

16

6.4 ZONEAMENTO

O zoneamento é a base

de todo o processo de loteamento, o

zoneamento consiste em definir as características de uso do solo, tais como

residencial, comercial, industrial, área verdes e área de expansão urbana, as

características como tamanho do lote (área mínima), a testada do lote no

sendo de meio da quadra como também no lote de esquina, recuos laterais e

frontais,

taxa

de

ocupação,

coeficiente

estacionamento,

são

especificadas

de

mostrado na figura nº6.

de

aproveitamento

acordo

com

cada

e

área

de

zoneamento,

FIGURA 6 - Planta Típica de Zoneamento de uma Cidade

zoneamento, FIGURA 6 - Planta Típica de Zoneamento de uma Cidade FONTE: Plano Diretor da Cidade

FONTE: Plano Diretor da Cidade de Missal – PR, 2005.

17

6.5 ÁREA DE RESERVA TÉCNICA

A lei Federal 6.766 de 19 de Dezembro de 1979, estabelece uma área

mínima de reserva técnica que é de 35% da área do imóvel, para a execução

de vias e área institucional para futuros empreendimentos em benefício da

sociedade, que passarão ao domínio do município no ato de registro do

loteamento, mas cada município estabelece seu percentual não podendo, é

claro, ser inferior a este. No cálculo da área de reserva técnica entram as ruas

e passeios, não sendo o suficiente será repassado uma área em terrenos

para que seja atingida a área mínima descrita na consulta prévia, salvo

loteamentos

com

a

finalidade

industrial

cujos

lotes

forem

maiores

que

15.000,00m² (quinze mil metros quadrados), caso em que o percentual poderá

ser reduzido dos 35%.

18

7 LICENÇA PRÉVIA E LICENÇA DE INSTALAÇÃO AMBIENTAL

O Licenciamento Ambiental é feito nos escritórios regionais do Instituto

Ambiental do Município e Estado em questão. A licença prévia vai dizer se é

possível a liberação do empreendimento solicitado devido aos impactos

ambientais,

observando

alguns

documentos

exigidos

tais

como:

análise

geológica em sondagem e percolação, publicações em jornais, fotos do

terreno, projeto preliminar do loteamento, projeto planialtimétrico, anuência do

Município.

7.1 REQUERIMENTO E CADASTRO IMOBILIÁRIO

O formulário para o preenchimento do requerimento ambiental e

cadastro imobiliário do empreendimento encontra-se no site do Governo

Federal, no endereço eletrônico www.pr.gov.br/meioambiente, ou conforme

anexo 01 e anexo 02. Já as publicações da súmula de pedido de licença

prévia deverão ser publicadas uma em jornal de circulação regional e outra no

Diário Oficial, em formato e fonte conforme anexo 03, deve ser publicado o

pedido da licença prévia e posteriormente ao recebimento, a publicação do

recebimento da mesma, depois de cumprida todas as exigências da licença

19

prévia ambiental, juntamente com os projetos devidamente adequados a

mesma e novamente com as publicações nos dois jornais da súmula de

pedido da licença de instalação, encaminha-se ao escritório do Instituto

Ambiental a solicitação da licença de Instalação do loteamento.

7.2 DESCRIÇÃO DA TIPOLOGIA FLORESTAL

Essa descrição é parte integrante da documentação solicitada para a

emissão da licença prévia e será de acordo com a vegetação existente no

terreno, árvores, pastagens, matas, matas ciliares, reservas. No caso do

terreno ser urbanizado posteriormente a Lei Federal 7.803 de 18 de julho de

1989, será exigido além da reserva técnica mínima de 35%, a averbação da

reserva legal do imóvel, que consiste em 20% da área, reserva essa que será

preservada, portando para essas áreas implicará em 55%

entre reserva

técnica e reserva legal, a reserva legal poderá ser feita em outro imóvel,

fazendo assim uma permuta entre a matrícula que vai ceder a reserva e a que

vai receber, através do SISLEG (Sistema de Manutenção, Recuperação e

Proteção da Reserva Florestal Legal e Áreas de Preservação Permanente), a

reserva

que

será

cedida,

fica

intacta

conforme

termo

de

assinado pelo proprietário do imóvel.

compromisso

20

7.3 LAUDO GEOLÓGICO

De acordo com as especificações do instituto ambiental, o geólogo

fará um laudo geológico contendo informação a respeito da sondagem que

consiste, basicamente, na retirada de amostra de solo através da execução

de furos no terreno para determinação do seu perfil geológico, mostrado na

figura nº7, altura do lençol freático. E conforme e permeabilidade do terreno

através do teste de percolação que é a capacidade de absorção de água do

solo, como mostra a ilustração na figura nº8, ambos os testes servirão para

futuras

instalações

de

fossas,

sumidouros

e

também

fundação das futuras edificações.

FIGURA 7 - Perfil Geológico do Terreno

para

cálculos

de

edificações. FIGURA 7 - Perfil Geológico do Terreno para cálculos de FONTE: http://www.solosondagem.com.br/home.htm

FONTE: http://www.solosondagem.com.br/home.htm

21

FIGURA 8 - Gráfico para determinar a infiltração

21 FIGURA 8 - Gráfico para determinar a infiltração FONTE: Laudo Geológico – Loteamento Residencial –

FONTE: Laudo Geológico – Loteamento Residencial – Missal –PR, 2005.

7.4 RELAÇÃO DE DOCUMENTOS PARA LICENÇA PRÉVIA

Todos os documentos necessários para o protocolo junto ao órgão

ambiental

que

expedirá

a

licença

prévia

do

empreendimento,

estão

relacionados em ordem no anexo 04, os acima citados estão entre os mais

importantes,

dependem

de

um

acompanhamento

técnico

para

sua

elaboração.

22

8 PROJETO DO LOTEAMENTO

Após o recebimento da licença prévia do órgão ambiental com a

aprovação

da

consulta

prévia

da

Prefeitura

Municipal,

seguindo

suas

orientações, observações e restrições, o próximo passo será a confecção do

projeto definitivo do loteamento, a concepção do modelo apropriado do

loteamento quanto às ruas sinuosas, loteamentos circulares, lotes fora de

esquadro.

Encontram-se

nas

Figuras

nº9

e

nº10,

alguns

modelos

esclarecendo a utilização de acordo com a topografia e economia na infra-

estrutura.

FIGURA 9 - Modelo de Loteamento adequado à topografia do terreno 1.

economia na infra- estrutura. FIGURA 9 - Modelo de Loteamento adeq uado à topografia do terreno

FONTE: Mascaró, 1997

23

FIGURA 10 - Modelo de Loteamento adequado à topografia do terreno 2.

- Modelo de Loteamento ad equado à topografia do terreno 2. FONTE: Mascaró, 1997. Ambas as

FONTE: Mascaró, 1997.

Ambas as figuras mostram modelo de loteamento em harmonia com

as curvas de níveis, gerando assim uma melhor utilização dos terrenos que

apresentam certa declividade, as pavimentações das ruas, execução das

galerias de águas pluviais e redes de esgoto que fazem parte da infra-

estrutura,

também

ficam

mais

econômicas

observando

a

topografia

do

terreno.

A Figura nº11 apresenta quadras retangulares normalmente aplicados

em terrenos com a topografia plana, a Figura nº 12: Apresenta quadras

quadradas,

fica

mais

alto

seu

custo

pela

infra-estrutura

que

aumenta

consideravelmente para atender as quatro vias públicas.

24

FIGURA 11 -

Modelo de quadras para terrenos mais planos 1.

FIGURA 11 - Modelo de quadras para terrenos mais planos 1. FONTE: Mascaró, 1997. FIGURA 12

FONTE: Mascaró, 1997.

FIGURA 12 - Modelo de quadras para terrenos mais planos 2.

FONTE: Mascaró, 1997.
FONTE: Mascaró, 1997.

25

8.1 PROJETO DEFINITIVO LOTEAMENTO

O Projeto definitivo do loteamento será composto do mapa dos lotes,

ruas,

área

institucionais,

memoriais

descritivos,

ART

(anotação

de

responsabilidade técnica), projeto planialtimétrico, projeto do sistema de

abastecimento de água potável, projeto de sistema de esgoto ou das fossas e

sumidouros que serão utilizados no caso da inexistência da rede de esgoto,

projeto da rede de energia elétrica com iluminação pública, projeto das

galerias de águas pluviais e projeto da pavimentação contendo passeio

público, pista de rolamento, árvores, os projetos de infra-estruturas deverão

ser acompanhados de orçamento e cronograma da sua execução, sendo a

prefeitura responsável pela fiscalização da obra, a Figura nº13 mostra um

perfil típico de ruas adotadas nos loteamentos.

26

FIGURA 13 -

Perfil típico da rua.

26 FIGURA 13 - Perfil típico da rua. FONTE: Secretaria de Planejamento da Prefeitura de Missal

FONTE: Secretaria de Planejamento da Prefeitura de Missal – PR, 2004.

8.2 PROJETO DA REDE DE ENERGIA ELÉTRICA

Através de um requerimento à empresa fornecedora, solicita-se uma

carta de viabilidade de fornecimento de energia elétrica, o Projeto da rede de

distribuição de Energia Elétrica deverá ser dimensionado por Engenheiro

Eletricista e devidamente aprovado no órgão competente, apresentando um

orçamento, memorial descritivo e um cronograma de execução da obra. A

Figura nº14 mostra um esquema geral de rede de energia elétrica.

27

FIGURA 14 - Esquema geral de um sistema de fornecimento energia elétrica

27 FIGURA 14 - Esquema geral de um sist ema de fornecimento energia elétrica FONTE: Mascaró,

FONTE: Mascaró, 1996.

28

FIGURA 15 - Esquema de racionalização das ligações prediais

15 - Esquema de racion alização das ligações prediais FONTE: Mascaró, 1996. O esquema na figura

FONTE: Mascaró, 1996.

O esquema na figura nº15, mostra alguns cuidados na locação da rede

quanto às divisas dos lotes, para não ocorrer obstruções na frente dos

terrenos, como também a racionalização das ligações prediais com o objetivo

de diminuir custos.

29

A ilustração na Figura nº16, mostra que a distância entre as luminárias

depende da altura do ponto de luz e das características minotécnicas dos

corpos iluminados, tentando evitar que a arborização interfira nos raios

luminosos,

mostra

de

forma

esquemática

as

condições

a

consideração para uma correta iluminação.

levar

em

FIGURA 16 - Observações para uma correta iluminação

para uma correta iluminação. levar em FIGURA 16 - Observações para uma correta iluminação FONTE: Mascaró,

FONTE: Mascaró, 1997.

30

8.3 PROJETO DO SISTEMA SANITÁRIO, REDE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA POTÁVEL E REDE DE ESGOTO.

O Sistema Sanitário na Figura nº17, é formado por duas redes

simétricas e opostas,

esgoto.

rede de abastecimento de água potável e rede de

FIGURA 17 - Esquema conceitual do sistema sanitário composto pela rede de

água potável e rede de esgoto

- Esquema conc eitual do sistema sanitári o composto pela rede de água potável e rede

FONTE: Mascaró, 1996.

31

O

Projeto

da

rede

de

distribuição

de

Água

Potável

deverá

ser

dimensionado por um profissional técnico habilitado pelo CREA e também

aprovado pelo órgão competente, apresentando também um orçamento,

memorial descritivo e um cronograma para o acompanhamento da execução

da obra, na Figura nº18, o sistema completo do abastecimento de água,

desde sua captação no rio, armazenamento, tratamento e finalmente as redes

de distribuição.

FIGURA 18 - Esquema geral do sistema urbano de abastecimento de água

Potável

de distribuição. FIGURA 18 - Esquema geral do sistem a urbano de abastecimento de água Potável

FONTE: Mascaró, 1996.

32

A rede coletora de esgotos de forma geral, constituí-se basicamente

de rede de tubulações destinadas a transportar os esgotos, elementos

acessórios tais como: poços de visita, estações de tratamento, estações de

recalque, geralmente sua taxa é cobrada de acordo com o consumo da água

potável, normalmente na faixa de 80% deste consumo, que serve como

parâmetro

para

dimensionamento

da

rede

de

esgoto.

Esquema

geral

mostrado na Figura nº19, e detalhes na Figura nº20.

FIGURA 19 - Esquema de um Sistema de Esgoto Sanitário com seus órgãos

constituintes.

nº20. FIGURA 19 - Esquema de um Sistema de Esgoto Sanitário com seus órgãos constituintes. FONTE:

FONTE: Mascaró, 1996.

33

FIGURA 20 - Esquema típico de uma rua com rede de esgoto sanitário

- Esquema típico de uma rua com rede de esgoto sanitário FONTE: Mascaró, 1996. 8.4 PROJETO

FONTE: Mascaró, 1996.

8.4 PROJETO DA REDE DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS

O Projeto da rede de galerias de águas pluviais será aprovado pela

própria prefeitura, desde que seja adequado e devidamente dimensionado de

acordo com as normas, apresentando também um orçamento, memorial

descritivo e um cronograma para o acompanhamento de sua execução.

34

A rede de galerias de águas pluviais, segue alguns cuidados para

fornecer mais conforto aos pedestres e motoristas, mostrados na Figura nº21,

quanto a localização correta das bocas de lobo.

FIGURA 21 - Jogo de bocas de lobo colocadas adequadamente para impedir

o alagamento da faixa de pedestres.

- Jogo de bocas de lobo co locadas adequadamente para impedir o alagamento da faixa de

FONTE: Mascaró, 1996.

35

O perfil das ruas adequado conforme a topografia do terreno serve

para melhor captação das águas, a localização da rede mestre das galerias e

a rede principal localizada no centro da rua podendo ser locada no passeio

público, ligando através de travessas as bocas de lobo com a rede principal,

exemplificado na figura nº22.

FIGURA 22 - Elementos básicos do sistema de drenagem pluvial

convencional

na figura nº22. FIGURA 22 - Elementos básicos do sistema de drenagem pluvial convencional FONTE: Mascaró,

FONTE: Mascaró, 1997.

36

As

bocas

de

lobo

e

sua

eficiência

estão

associadas

à

secção

transversal da via pública, secções parabólicas fazem com que o caudal se

comprima

junto

ao

meio

fio

favorecendo

a

captação

do

escoamento

superficial, segue abaixo alguns tipos de boca de lobo de combinação vertical

e lateral da captação, com uma maior eficiência na absorção do caudal, a

abertura junto ao meio fio, funciona como alternativa no caso de entupimento

da grade, segue na Figura nº23 alguns modelos mais utilizados.

FIGURA 23 - Principais tipos de boca de lobo

segue na Figura nº23 alguns modelos mais utilizados. FIGURA 23 - Principais tipos de boca de

FONTE: Mascaró, 1996.

37

9 PAVIMENTAÇÃO DAS VIAS URBANAS

A pavimentação segue algumas diretrizes do Município quanto ao seu

tipo, na consulta prévia expedida pelo órgão municipal competente, já informa

qual será o tipo dessa pavimentação a ser executada no loteamento, sendo

asfáltica, concreto, pedra irregular ou paralelepípedos. Geralmente o traçado

das ruas está diretamente ligado à topografia do terreno, para não acontecer

algumas falhas como as ilustradas na Figura nº24. Já o perfil da rua está

diretamente ligado à sua utilização, sendo a prioridade de cada função

habitação, trânsito ou comércio, conforme figura nº25.

FIGURA 24 - Limitações pela declividade longitudinal das vias para veículos.

figura nº25. FIGURA 24 - Limitações pela declividad e longitudinal das vias para veículos. FONTE: Mascaró,

FONTE: Mascaró, 1996.

38

FIGURA 25 - Desenho da Rua para atender sua função prioritária

25 - Desenho da Rua para atender sua função prioritária FONTE: Mascaró, 1997. Outro aspecto importante

FONTE: Mascaró, 1997.

Outro aspecto importante é a determinação dos raios de curvatura nos

cruzamentos. Quanto maior for o raio, mais confortável será o tráfego, e

maiores serão as áreas pavimentadas, um raio de curvatura médio de 8

metros, determinam que os cruzamentos ocupem de 20 a 25% da área total

pavimentada. Os raios de curvatura dos cruzamentos para diferentes tipos de

ruas estão indicados na tabela nº1 e na Figura nº26.

39

TABELA 01 – Raios de curvatura

RAIO MÍNIMO ACONSELHÁVEL

(M)

TIPO DE RUA

Ruas de acesso a habitações

Ruas

do

ônibus)

setor

residencial

(sem

Ruas coletoras (com ônibus)

Avenidas

1

3

7

a 2

a 5

a 9

10 a 15

FIGURA 26 - Esquemas alternativos de estacionamento.

ônibus) Avenidas 1 3 7 a 2 a 5 a 9 10 a 15 FIGURA 26

FONTE: Mascaró, 1997.

40

10 APROVAÇÃO DO PROJETO DO LOTEAMENTO NA PREFEITURA

Após o loteador ter cumprido as exigências ambientais, em posse da Licença

de Instalação fornecida pelo órgão ambiental competente, e o loteamento

estar de acordo com a Lei Federal nº 6.766, de 19 de dezembro de 1979, que

dispõe sobre o Parcelamento do Solo Urbano, bem como em conformidade

com Plano Diretor do Município, a Prefeitura Municipal através de uma

análise, verificando o atendimento a todas as observações e restrições

contidas na consulta prévia expedida anteriormente, e com base na visita

técnica ao empreendimento para a verificação e liberação das obras de infra-

estrutura básica do loteamento, que compreendem as demarcações dos

terrenos, pavimentação das vias públicas como ruas e passeios, rede de

energia elétrica, iluminação pública, rede de galerias pluviais, rede de esgoto

se for o caso, poderá aprovar o loteamento definitivamente ou no caso do

proprietário não ter concluído as obras de infra-estrutura, caucionar alguns

terrenos de valor equivalente ao valor da infra-estrutura não executada, em

nome da prefeitura, aprovando um cronograma de no máximo 2(dois) anos de

prazo para a execução das obras. Em caso das obras serem executadas,

serão liberados os terrenos caucionados pelo loteador em favor da prefeitura.

No entanto, não ocorrendo a execução das mesmas, o poder público

poderá escriturar os terrenos em nome do município, ficando em contrapartida

responsável pela execução das obras de infra-estrutura.

41

10.1 RELAÇÃO DE DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA APROVAÇÃO.

Requerimento

proprietário.

solicitando

aprovação

do

loteamento

assinado

pelo

Projeto Definitivo e ART do Loteamento contendo detalhamento das ruas,

lotes, memorial descritivo individual de cada lote, rua e área institucional.

Projeto e ART do Sistema de Abastecimento de Água Potável, aprovado

no Órgão competente.

Projeto e ART da Rede de Galerias de Águas Pluviais.

Projeto e ART da rede de Energia Elétrica e Iluminação pública, aprovado

pelo órgão competente.

Projeto e ART Planialtimétrico.

Projeto da Pavimentação das Ruas.

Laudo Geológico de Sondagem e Percolação do solo com ART’s.

Matrícula do imóvel Atualizada.

Cópia da Anuência Municipal.

Licença Prévia - fornecida pelo Instituto Ambiental.

Licença de Instalação - fornecida pelo Instituto Ambiental.

Negativa

(Fórum).

de

Ações

Criminais

Completa

Negativa na Receita Estadual.

Negativa na Receita Federal.

para

fins

de

Loteamento.

42

Negativa de ônus Reais (Registro de Imóveis).

Todos os projetos que fazem parte da infra-estrutura deverão apresentar

um memorial descritivo, orçamento e cronograma físico financeiro.

Após

a

aprovação

da

prefeitura,

a

mesma

encaminhará

à

Câmara

Municipal de Vereadores o referido Decreto de Aprovação do Loteamento,

que será parte integrante da relação de documentos necessários para registro

do mesmo no Cartório de Registro de Imóveis.

43

11 REGISTRO DO LOTEAMENTO

Aprovado o projeto do loteamento pela Prefeitura Municipal, o loteador

deverá submetê-lo ao registro imobiliário dentro do prazo de 180 (cento e

oitenta) dias, sob pena de caducidade da aprovação, acompanhado dos

seguintes documentos constante na Lei Federal 6.766:

I - Título de propriedade do imóvel;

II - Histórico dos títulos de propriedade do imóvel, abrangendo os

últimos 20 (vinte) anos, acompanhados dos respectivos comprovantes;

III - Certidões negativas:

a) - de tributos federais, estaduais e municipais incidentes sobre o

imóvel;

b) - de ações reais referentes ao imóvel, pelo período de 10 (dez)

anos;

c) - de ações penais com respeito ao crime contra o patrimônio e

contra a Administração Pública;

IV - Certidões:

a) - dos cartórios de protestos de títulos, em nome do loteador, pelo

período de 10 (dez) anos;

b) - de ações pessoais relativas ao loteador, pelo período de 10 (dez)

anos;

44

d) - de ações penais contra o loteador, pelo período de 10 (dez) anos.

V - Cópia do ato de aprovação do loteamento e comprovante do termo

de verificação pela Prefeitura da execução das obras exigidas por legislação

municipal, que incluirão, no mínimo, a execução das vias de circulação do

loteamento, demarcação dos lotes, quadras e logradouros e das obras de

escoamento das águas pluviais ou da aprovação de um cronograma, com a

duração máxima de 2 (dois) anos, acompanhado de competente instrumento

de garantia para a execução das obras;

VI - Exemplar do contrato-padrão de promessa de venda, ou de

cessão ou de promessa de cessão.

VII - Declaração do cônjuge do requerente de que consente no registro

do loteamento.

11.1

CONTRATO

São irretratáveis os compromissos de compra e venda, cessões e

promessa de cessão, os que atribuam direito à adjudicação compulsória, e

estando registrados, confiram direito real oponível a terceiros.

Os compromissos de compra e venda, as cessões, ou promessas de

cessão, poderam ser feitos por escritura pública ou por instrumento particular,

45

de acordo com o modelo depositado na forma do Inciso VI do Artigo 18 e

conterão, pelo menos, as seguintes indicações:

I - nome, registro civil, cadastro fiscal no Ministério da Fazenda,

nacionalidade, estado civil e residência dos contratantes;

II

- denominação e situação do loteamento, número e data da

inscrição;

III

- descrição do lote ou dos lotes que forem objeto de compromissos,

confrontações, área e outras características;

IV - preço, prazo, forma e local de pagamento bem como a importância

do sinal;

V - taxa de juros incidentes sobre o débito em aberto e sobre as

prestações

vencidas

e

não-pagas,

bem

como

a

cláusula

penal,

nunca

excedente a 10% (dez por cento) do débito e só exigível nos casos de

intervenção judicial ou de mora superior a 3 (três) meses;

VI - indicação sobre a quem incumbe o pagamento dos impostos e

taxas incidentes sobre o lote compromissado;

VII

-

declaração

das

restrições

urbanísticas

convencionais

do

loteamento, supletivas da legislação pertinente.

O contrato deverá ser firmado em 3 (três) vias ou extraídas em 3 (três)

traslados, sendo uma para cada parte e o terceiro para arquivo no registro

imobiliário, após o registro e anotações devidas.

46

Quando o contrato houver sido firmado por procurador de qualquer

das partes, será obrigatório o arquivamento da procuração no registro

imobiliário.

Se aquele que se obrigou a concluir contrato de promessa de venda

ou de cessão não cumprir a obrigação, o credor poderá notificar o devedor

para outorga do contrato ou oferecimento de impugnação no prazo de 15

(quinze) dias, sob pena de proceder-se ao registro do pré-contrato, passando

as relações entre as partes a serem regidas pelo contrato-padrão.

47

12 DISCUSSÃO E ANÁLISE DO RESULTADO

O manual resume de forma clara, todo o processo de aprovação de

um loteamento contendo essas observações das leis citadas neste trabalho, e

em ordem de execução dos trabalhos tanto técnicos para elaboração dos

projetos como também das obras de infra-estruturas necessária para a

implantação do mesmo.

Como

a

política

urbana

tem

por

objetivo

ordenar

o

pleno

desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana, o

Estatuto

das

Cidades

rege

inúmeras

diretrizes

que

ao

longo

do

desenvolvimento de um loteamento vão nos norteando.

O parcelamento do solo urbano em território brasileiro é regido por Lei

Federal, onde está normatizada que o parcelamento do solo urbano poderá

ser

feito

mediante

loteamento

ou

desmembramento,

observadas

as

disposições desta Lei e as das legislações estaduais e municipais pertinentes.

Considerando que, na elaboração do material, preocupou-se, com a

Legislação Federal e Estadual e com os procedimentos nos diversos Órgãos

(como o IAP e CREA, por exemplo), este manual pode servir a todos os

profissionais

envolvidos

no

processo

de

aprovação

de

Loteamentos,

independente do Município em que trabalha, claro que neste caso, há a

necessidade de se consultar a legislação municipal em questão, que não deve

trazer grandes variações neste aspecto.

48

Levando em conta o plano diretor da cidade de Missal, onde constam

diretrizes de arruamento, que devem ser respeitadas e projetadas nos novos

loteamentos, têm-se uma regra básica que pode ser observadas em outros

municípios quanto às instalações de futuros loteamentos.

49

13 CONSIDERAÇÕES FINAIS

As pretensões deste trabalho foram elaborar um estudo do assunto

“aprovação de loteamentos” e dos demais dispositivos legais envolvidos na

sua prática.

Considerando que este estudo é um primeiro trabalho enfocando a

questão, algumas limitações foram impostas, quais sejam: o grande número

de dispositivos legais regulamentando a matéria, escassez de trabalhos

semelhantes realizados no Brasil e inexistência de auxiliares de pesquisa que

poderiam contribuir para maior abrangência do trabalho. Mesmo com essas

limitações,

os

resultados

preliminares

apresentados

mostram

o

quão

promissor e rentável é esse campo de atuação.

Sabedores da imensa burocracia existente nos organismos brasileiros,

principalmente com relação aos órgãos públicos, procuramos apresentar

subsídios para os profissionais envolvidos no assunto, facilitando desta forma,

através de um manual simplificado, todo o processo envolvendo a aprovação

de loteamentos urbanos.

Além de procurar reunir em um único documento toda tramitação

envolvendo a matéria, o trabalho apresenta diversos modelos de documentos

necessários para o desenvolvimento do referido loteamento.

50

14 BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Lei Federal n° 6.766 de 19 de dezembro de 1979. Disponível em:

<http://www.presidencia.gov.br>. Acesso em: 3 jun. 2006.

BRASIL. Lei Federal n° 7.803

de

18 de julho

de 1989. Disponível em:

<http://www.presidencia.gov.br>. Acesso em: 3 jun. 2006.

BRASIL. Lei Federal n°9.785 de 29 de janeiro de 1999. Disponível em:

<http://www.presidencia.gov.br>. Acesso em: 3 jun. 2006.

BRASIL. Lei Federal n° 10257 de 10 de julho de 2001. Disponível em:

<http://www.presidencia.gov.br>. Acesso em: 3 jun. 2006.

INTERNET. http://www.solosondagem.com.br/home.htm

MASCARÓ, Juan Luiz. Desenho Urbano e Custo de urbanização, 1996.

MASCARÓ, Juan Luiz. Manual de Loteamentos e Urbanização, 1997.

MISSAL. Lei Municipal n° 728 de 26 de dezembro de 2005. Gazeta do

51

ANEXO I

Requerimento Ambiental - Órgão Ambiental

REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL RLA DOCUMENTO DESTINADO À FORMALIZAÇÃO DO REQUERIMENTO PARA TODAS AS
REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL
RLA
DOCUMENTO DESTINADO À FORMALIZAÇÃO DO REQUERIMENTO PARA TODAS AS MODALIDADES DE LICENCIAMENTO DE ATIVIDADES POLUIDORAS, DEGRADANTES E/OU MODIFICADORAS DO
MEIO AMBIENTE.
00 USO DO IAP
01 USO DO IAP
00 PROTOCOLO LOCAL
01 PROTOCOLO SID
INSTITUTO AMBIENTAL DO
PARANÁ
SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO
DIRETORIA DE CONTROLE DE
AMBIENTE E RECURSOS HÍDRICOS
RECURSOS AMBIENTAIS
REQUERIMENTO DE LICENCIAMENTO
AMBIENTAL
02
IDENTIFICAÇÃO DO REQUERENTE
02
RAZÃO SOCIAL (PESSOA JURÍDICA) OU NOME (PESSOA FÍSICA)
03
CGC/MF OU CPF/MF
04 INSCRIÇÃO ESTADUAL - PESSOA JURÍDICA OU R.G. - PESSOA FÍSICA
05
ENDEREÇO COMPLETO
06 BAIRRO
07
MUNICÍPIO/UF
08
CEP
09 TELEFONE PARA
CONTATO
03
IDENTIFICAÇÃO DO OBJETO DA SOLICITAÇÃO
11
SOLICITAÇÃO DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL PARA: (TIPO DE EMPREENDIMENTO)
12
CÓDIGO DA ATIVIDADE
04
REQUERIMENTO
AO SENHOR
DIRETOR PRESIDENTE DO INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANÁ
CURITIBA - PARANÁ
O REQUERENTE SUPRA-CITADO, VEM MUI RESPEITOSAMENTE À PRESENTA DE V.S., REQUERER EXPEDIÇÃO DE:
13
MODALIDADE DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL: (AUTORIZAÇÃO. LICENÇA PRÉVIA, LICENÇA DE INSTALAÇÃO, LICENÇA DE OPERAÇÃO, RENOVAÇÃO LI, RENOVAÇÃO LO)
, CONFORME ELEMENTOS CONSTANTES DAS INFORMAÇÕES CADASTRADAS E DOCUMENTOS EM ANEXO.
DECLARA, OUTROSSIM, QUE CONHECE A LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E DEMAIS NORMAS PERTINENTES, COMPROMETENDO-SE A RESPEITÁ-LA.
NESSES TERMOS
PEDE DEFERIMENTO
14 LOCAL E DATA
15 ASSINATURA DO REQUERENTE
05
IDENTIFICAÇÃO DO RESPONSÁVEL TÉCNICO (SE HOUVER)
16
NOME DO TÉCNICO RESPONSÁVEL
17 QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

52

ANEXO II

Cadastro Imobiliário – Órgão Ambiental

CADASTRO IMOBILIÁRIO CIM DOCUMENTO DESTINADO AO CADASTRAMENTO DE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS PARA QUALQUER MODALIDADE
CADASTRO IMOBILIÁRIO
CIM
DOCUMENTO DESTINADO AO CADASTRAMENTO DE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS PARA QUALQUER MODALIDADE DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL
SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE E
00 USO DO IAP
01 USO DO IAP
01 PROTOCOLO SID
RECURSOS HÍDRICOS CADASTRO IMOBILIÁRIO
00 PROTOCOLO LOCAL
INSTITUTO AMBIENTAL DO
PARANÁDIRETORIA DE CONTROLE DE RECURSOS AMBIENTAIS
02
IDENTIFICAÇÃO DO REQUERENTE
02
RAZÃO SOCIAL
03
CGC
04
INSCRIÇÃO ESTADUAL
05
TELEFONE (DDD - NÚMERO)
06
FAX (DDD - NÚMERO)
07
ENDEREÇO
08
BAIRRO
09
MUNICÍPIO/UF
10
CEP
11
NOME PARA CONTATO
12
CARGO
13
TELEFONE PARA CONTATO
(DDD - N O - RAMAL)
03
CARACTERÍSTICAS DO EMPREENDIMENTO
14
ATIVIDADE
15
CÓDIGO
16
ENDEREÇO
17
BAIRRO
18
UNICÍPIO/UF
19
CEP
20
CORPO RECEPTOR
21
BACIA HIDROGRÁFICA
22
NOME DO EMPREENDIMENTO
23 TIPO DO EMPREENDIMENTO
EDIFICAÇÕES PLURIDOMICILIARES
EDIFICAÇÃO NO LITORAL
❏ LOTEAMENTO
24
N O
DE
25
TAMANHO
DAS
26
INVESTIMENTO
27
ÁREA
28 ÁREA TOTAL DO
UNIDADES
UNIDADES
TOTAL EM UPF/PR
CONSTRUÍDA (m 2 )
IMÓVEL (m 2 )
29
FINALIDADE
30
SERVIDO
POR
REDE
DE
31
SERVIDO
POR
REDE
DE
32
SE NEGATIVO - CAP. DE
33
NÍVEL
DO
LENÇOL
ABASTECIMENTO
ESGOTO
ABSORÇÃO DO SOLO (l/m 2 /d)
FREÁTICO

53

ANEXO III

Súmula de Pedido e Recebimento de Licença Previa

III Súmula de Pedido e Recebi mento de Licença Previa Observações: Fonte Arial, tamanho 8 8

Observações:

Fonte Arial, tamanho 8

8

cm comprimento

4

cm altura

54

ANEXO IV

Relação de Documentos para Expedição da Licença Previa -

Empreendimento Imobiliário.

Requerimento Licenciamento Ambiental

Cópia de contrato social (pessoa Jurídica) CPF e RG (pessoa Física)

Cadastro Imobiliário

Matricula Atualizada (90 dias)

Planta do Município locando o empreendimento

Projeto e ART preliminar do loteamento - Profissional Habilitado

Descrição da tipologia florestal

Apresentação de no mínimo 10 fotografias do local

Planta Planialtimétrica

Laudo Geológico

Anuência do Município

Prova de publicação da sumula em jornal diário oficial do estado e

circulação regional

Taxa de Licença Prévia