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VITIMOLOGIA

Importância da Vitimologia

Por que o estudo da vitimologia é importante? R: Capacitar os profissionais que atuam no Sistema de Justiça Criminal, principalmente, aqueles que trabalham na área policial, para que possam:

- Desenvolver políticas públicas no setor; e

- Intervir no processo de vitimização.

Com o objetivo de controlar a prática de delitos, transformando o convívio social mais harmônico.

Conceito de Vitimologia

O que entende por vitimologia?

R: A vitimologia é o estudo do comportamento da pessoa que sofre a ação do

criminoso e a sua contribuição para a consumação do delito.

O comportamento da vítima costuma ficar relegado a um plano secundário

quando não totalmente esquecido.

Porque, normalmente, sentimos:

Ódio e raiva do autor do crime (tendência de responsabilizar apenas o criminoso)

Pena e compaixão da vítima

Entretanto, um fenômeno complexo como o crime só pode ser totalmente conhecido através do estudo de seus dois pólos (criminoso e vítima).

Objetivo da Vitimologia

Qual a principal questão estudada na vitimologia? R: A Vitimologia se detém, principalmente, no estudo da seguinte questão: “Até que ponto a conduta e as características da vítima concorrem para a ocorrência do crime”.

A conduta da vítima não exclui a responsabilidade penal, mas, muitas vezes,

diminui a reprovabilidade da conduta do criminoso.

Evolução Histórica da Vitimologia

Quais as três fases da criminologia ao longo da história com relação ao papel da vítima? R:- Protagonismo - durante a época da justiça privada;

- Neutralização a reação ao crime deve ser uma resposta distante, imparcial, pública e desapaixonada; e

- Redescobrimento perceberam que a vítima desempenha papel de suma importância nos diversos momentos do acontecimento criminal (deliberação, decisão, execução, racionalização, etc.)

Vitimização

O que é vitimização?

R: É o processo através do qual o indivíduo se torna vítima.

O que entende por vitimização primária?

R: São os danos que a vítima sofre como conseqüência do delito.

O que entende por vitimização secundária?

R: São os danos que a vítima sofre em conseqüência da investigação e do

processo, bem como do abandono da vítima pelo Estado após a prática do crime (a vítima como vítima do sistema legal).

Uma vez cometido o delito, toda a atenção se dirige ao delinqüente. O castigo do fato e a ressocialização do seu autor polarizam todos os esforços do Estado. O processo penal garante os direitos do acusado reconhecidos nas leis.

Ao contrário, a vítima inocente do delito só inspira, na melhor das hipóteses, compaixão: com freqüência desconfiança, receio, suspeitas.

A vitimologia trata de chamar a atenção sobre a variada e complexa gama de danos que sofre a vítima, sobre a distinta origem e etiologia dos mesmos (vitimização primária ou secundária), sobre a eventual necessidade de reinserção ou ressocialização da vítima estigmatizada e marginalizada pela própria experiência criminal, sobre os programas de tratamento.

Prevenção Vitimária

O que entende por prevenção vitimária?

R: A criminologia clássica dirige todos os seus esforços preventivos para o infrator potencial, por entender que sua eficaz neutralização ou dissuasão é o único modo de evitar o delito.

Não existe, pois, outro possível destinatário dos programas de prevenção criminal, tendo em vista o protagonismo absoluto que se outorga ao delinqüente.

Entretanto, a moderna criminologia aceita, também, a possibilidade de prevenir a delinqüência orientando a chamada “vítima potencial”, método conhecido como prevenção vitimária.

Trata-se, portanto, da possibilidade de evitar com eficácia muitos delitos dirigindo específicos programas de prevenção aos grupos ou subgrupos humanos que possuem maiores riscos de se tornar vítima de determinados delitos.

- O que entendo por cifra negra?

R: É a criminalidade oculta, não registrada pela vítima aos órgãos policiais.

- Como a moderna criminologia considera a vítima? R: O modelo clássico da criminologia considerava a vítima como uma criação jurídica, sujeito passivo ou titular abstrato do bem jurídico protegido.

A moderna criminologia considera a vítima como um protagonista do drama

criminal, sujeito de direitos e destinatário último do sistema penal, a quem este deve servir.

Classificação das Vítimas

Como Mendelson classificou as vítimas? R: Vítima completamente inocente; Vitima menos culpada do que delinqüente; Vítima tão culpada quanto o delinqüente; Vítima mais culpada que o delinqüente; e Vítima como única culpada.

Como Von Hentig classificou as vítimas?

R: Vítima resistente; coadjuvante; e cooperadora.

Como Jimenez de Asúa classificou as vítimas?

R: Vítima indiferente; indefinida ou indeterminada; e determinada.

Qual a classificação apresentada por Guglielmo Gulotta?

R: Vítima falsa simulada ou imaginária; e vítima real fungível e não fungível.

Qual a classificação de Vasile Stanciu? R: Vítimas de nascimento; vítima dos pais; vítimas da civilização; vítima do Estado; e vítima da tecnologia.

Qual a classificação de Elias Neuman?

R: Vítimas individuais; familiares; coletivas; e da sociedade e do sistema social.

Qual a classificação de Stephen Schafer? R: vítima sem qualquer relação com o agente vitimizador; vítimas provocativas; vítimas precipitadoras; vítimas débeis do ponto de vista biológico; vítimas débeis do ponto de vista sociológico; vítimas denominadas autovítimas; e vítimas políticas.

Qual a classificação de Hilda Marchiori? R: vítima que fazem parte do grupo familiar do vitimário; vítima que são conhecidas pelo autor; e vítimas absolutamente desconhecidas do autor.

Qual a classificação de Lola Aniyar de Castro? R: Vítima singular e coletiva; vítima de si mesma e vítima de crimes alheios; vítima por tendência, reincidente, habitual e vítima profissional; vítima que atua com culpa inconsciente, vítima consciente e vítima que age com dolo.

Qual a classificação de Abdel Ezzat Fattam? R: Vítima não participante; vítima provocante; vítima participante ou precipitadora; vítima falsa; e vítima latente ou predisposta.

Qual a classificação de Guaracy Moreira Filho? R: Vítima inocente; vítima natas; vítimas omissas; vítimas da política social; e vítimas inconformadas ou atuantes.

Influência da Vitimologia no Direito Penal

Algum dispositivo do Código Penal se refere ao comportamento da vítima? R: O art. 59, do Código Penal, determina que o comportamento da vítima deve ser considerado por ocasião da fixação e individualização da pena.

Artigo 59 O Juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e conseqüências do crime, bem como ao comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime:

I as penas aplicáveis dentre as cominadas;

II a quantidade de pena aplicável, dentro dos limites

previstos;

III o regime inicial de cumprimento da pena privativa de

liberdade;

IV a substituição da pena privativa da liberdade aplicada,

por outra espécie de pena, se cabível.

O comportamento da vítima pode diminuir ou aumentar a pena.

O Comportamento da vítima deve ser apreciado de modo amplo no contexto da censurabilidade do autor do crime, não só diminuindo a sanção, mas também aumentando a pena.

Em outras palavras, a atitude da vítima pode diminuir ou aumentar o grau de reprovabilidade da conduta do agente.

Quando o comportamento da vítima diminui ou exclui a pena do autor do crime?

R: O comportamento da vítima diminui ou exclui a pena do autor do crime quando:

- Vítima é tão culpada quanto o delinqüente;

- Vítima é mais culpada que o delinqüente; e

- Vítima é a única culpada.

Quando o comportamento da vítima aumenta a pena do autor do crime? R: O comportamento da vítima aumenta a pena do autor do crime quando:

- Vítima é pessoa simples, ingênua, criada no campo;

- Vítima é criança ou pessoa idosa; e

- Vítima se encontra em situação de emergência ou de necessidade.

As situações anteriormente descritas aumentam a pena do crime, pois demonstram a péssima personalidade de seu autor.