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Faculdade de Tecnologia de Sorocaba CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM SAÚDE MODALIDADE: Projetos, Manutenção e

Faculdade de Tecnologia de Sorocaba

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM SAÚDE

MODALIDADE:

Projetos, Manutenção e Operação de Equipamentos Médico-Hospitalares.

Bisturi Eletrônico BE 200 IMBRACRIOS

Disciplina: Construção de Aparelhos I Prof. Marco Antonio Ferrari

Amanda Lamino Domingues de Oliveira

SD091204

Jéssica Cristiane Magalhães Ierich

SD091222

Sorocaba/SP, 27 de abril de 2010.

2

Sumário

1 INTRODUÇÃO

3

2 OBJETIVOS

3

3 MÉTODO E MATERIAIS

3

4 RESULTADOS

4

5 CONCLUSÕES

14

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

16

ANEXOS

17

3

1 Introdução Na rotina em um ambiente médico-hospitalar, há certas situações que exigem

cuidados especiais, tal como, para realizar estes, sistemas técnicos especializados.

Também, a evolução tecnológica aumentou consideravelmente a aquisição de

equipamentos eletromédicos, cada vez mais complexos, nos centros cirúrgicos [1].

Esses equipamentos trouxeram novas possibilidades e facilidades aos hospitais,

principalmente em procedimentos delicados e que exigem alta precisão. Um sistema

técnico que pode ser considerado e utilizado nessas situações é o bisturi eletrônico.

O bisturi eletrônico é uma máquina especializada no corte de tecidos orgânicos,

basicamente este corte se dá através da utilização de corrente elétrica de alta

frequência. Mais precisamente, o bisturi elétrico é um gerador de corrente de alta

frequência que produz calor em contato com os tecidos. Essa corrente aquece a

ponta metálica do eletrodo positivo e passa através do corpo do paciente, que está

situado entre dois eletrodos: a ponta do bisturi e a placa dispersiva. Após atravessar

o corpo, sai pela placa dispersiva, que está ligada ao fio neutro, pela qual será

eliminada. Se o contato entre o corpo do paciente e a placa dispersiva for regular e

homogêneo, a corrente que se distribui pela placa será de fraca densidade não

causando dano ao paciente [1]. Esse aquecimento gerado pela passagem de

corrente elétrica de alta frequência provoca o rompimento das células teciduais e

posterior corte do tecido. Com relação às vantagens da utilização de tal tipo de

sistema técnico, pode-se considerar o menor extravasamento de sangue

proveniente do paciente, pois, ao cortar, o bisturi promove a coagulação dos vasos

sanguíneos danificados pelo corte, diminuindo, também, o tempo cirúrgico [2].

2 Objetivos Abrir e analisar o bisturi eletrônico, observando características internas como

circuitos, tecnologia utilizada, botões (IHM) e características externas, tal como

entender seu funcionamento, sua aplicação e sua operação. Após a análise deste,

comparar a máquina a similares no mercado.

3 Método e Materiais Primeiramente, realizar uma análise externa do sistema técnico, observando

dados e características contidas neste. Após isso, desmontar o sistema técnico

(engenharia reversa) e observar suas características, inter-relações entre

componentes, entender o funcionamento, analisando e buscando relacionar seus

blocos funcionais dentro de sua função total.

Materiais:

4

Para a realização dessa aula prática utilizou-se:

Bisturi Eletrônico BE 200 IMBRACRIOS.

Ferramentas adequadas para o trabalho (chaves de fenda, chave Phillips,

4

alicates, etc.).

Roteiro para elaboração dos relatórios (durante a análise).

Resultados Dados do sistema técnico

a. Aparelho/Máquina/Equipamento

O sistema técnico em questão é uma máquina, pois há predominância de fluxo

e/ou transformação de energia.

b. Marca

IMBRACRIOS.

c. Modelo

BE 200

d. Alimentação.

110/220 VCA.

Análise mais aprofundada do sistema técnico.

a. Qual a finalidade do aparelho?

Realizar cortes em tecidos orgânicos em procedimentos cirúrgicos de tal forma a

diminuir o extravasamento sanguíneo proveniente do corte, tal como maior precisão

no corte e diminuição do tempo do procedimento cirúrgico. O sistema técnico

também é apto a realizar a cauterização.

b. Reproduza/desenhe a Interface Homem Máquina e indique a função dos seus

componentes;

IMBRACRIOS

LIGA

PEDAL

IMBRACRIOS LIGA PEDAL POTÊNCIA PLACA PONTA OSCILADOR MAX MIN BISTURI ELETRÔNICO BF 200

POTÊNCIA

PLACA

PONTA

OSCILADOR

MAX

MIN

OSCILADOR MAX MIN

BISTURI ELETRÔNICO BF 200

PONTA OSCILADOR MAX MIN BISTURI ELETRÔNICO BF 200 Indicador da passagem de corrente pelo oscilador (pedal
PONTA OSCILADOR MAX MIN BISTURI ELETRÔNICO BF 200 Indicador da passagem de corrente pelo oscilador (pedal
Indicador da passagem de corrente pelo oscilador (pedal pressionado)
Indicador da
passagem de
corrente pelo
oscilador
(pedal
pressionado)
Chave seletora da frequência da corrente elétrica entre ponta e placa (MAX/MIN)
Chave
seletora da
frequência da
corrente
elétrica entre
ponta e placa
(MAX/MIN)
Indicador de sistema ligado Chave Liga/Desliga
Indicador de
sistema
ligado
Chave
Liga/Desliga

Plugue para a conexão do pedal

Plugue para a conexão da placa

Plugue para a conexão da ponta

5

5 Pedal, que é conectado ao plugue específico no painel de controle. É utilizado para acionamento
5 Pedal, que é conectado ao plugue específico no painel de controle. É utilizado para acionamento

Pedal, que é conectado ao plugue específico no painel de controle. É utilizado para acionamento da passagem de corrente de corrente elétrica de alta frequência entre a ponta e a placa.

c. Faça uma representação da Função Total com a representação das entradas

detalhadas (energia, informação e material) e de suas saídas detalhadas

(energia, informação e material).

(1)

(1) (2) (3) (4) (5)

(2)

(1) (2) (3) (4) (5)

(3)

(1) (2) (3) (4) (5)

(4)

(1) (2) (3) (4) (5)

(5)

(1) (2) (3) (4) (5)
(6) Legenda:
(6)
Legenda:

Cortar/Cauterizar

tecido

(7)

(3) (4) (5) (6) Legenda: Cortar/Cauterizar tecido (7) (8) (9) (10) (1) Energia elétrica 110/220VCA. (2)

(8)

(9)

(9)

(5) (6) Legenda: Cortar/Cauterizar tecido (7) (8) (9) (10) (1) Energia elétrica 110/220VCA. (2) Liga/Desliga. (3)

(10)

(6) Legenda: Cortar/Cauterizar tecido (7) (8) (9) (10) (1) Energia elétrica 110/220VCA. (2) Liga/Desliga. (3)

(1) Energia elétrica 110/220VCA.

(2) Liga/Desliga.

(3) Oscilar Max./Min.

(4) Ajuste da potência.

(5) Tecido orgânico a ser cortado/

(7) Corrente elétrica de frequência

variada.

(8) Sistema ligado.

(9) Passagem de corrente elétrica

pelo oscilador (pedal

cauterizado.

(6) Ativação da passagem de

corrente elétrica.

pressionado)

(10) Tecido cortado/ cauterizado.

d. Descreva a faixa de operação do equipamento, com suas unidades de

medidas;

Escala de Ajuste de potência 0 12. A faixa de potência máxima de trabalho do

bisturi eletrônico não foi especificada, entretanto, através de pesquisas envolvendo

máquinas semelhantes, pode-se estimar que tal valor situe-se entre 300 400 W,

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sendo que, embora varie de sistema para sistema, esta potência é ajustável para valores que promovam corte puro, corte e coagulação (BLEND) e cauterização. Para tais valores também há variação de amplitude e frequência. Com relação às faixas de frequência, o sistema trabalha com o uso de corrente elétrica de radiofrequência (RF) para cortar tecido ou coagular. Corrente elétricas de baixa frequência (abaixo de 100.000 Hz) podem provocar estimulação neuromuscular o que poderia eletrocutar o paciente ou causar a sensação de choque. Existem bisturis elétricos que trabalham em frequências de até 4.000.000 Hz (4 MHz), porém fica muito difícil manter essas correntes de alta frequência dentro do fio, devido à ação de capacitâncias e indutâncias parasitas. Os bisturis valvulados geralmente trabalham em frequências próximas de 4 MHz [3]. Como já mencionado, os valores de frequências para variam de acordo com a utilização da máquina (Cortar, cortar e coagular, cauterizar).

e. Faça o diagrama de blocos das Funções Parciais do Equipamento, com suas interligações (energia, informação e material);

(1) 1. Alimentação (Circuito fonte) (2) (7) (3) 2. IHM (8) (4) 2.1. Disparar (9)
(1)
1. Alimentação
(Circuito fonte)
(2)
(7)
(3)
2. IHM
(8)
(4)
2.1. Disparar
(9)
passagem de
corrente
(5)
elétrica de
5. Cortar tecido
(ponta e placa)
(10)
frequência
variada (pedal)
(6)
4. Amplificar
3. Oscilar
(circuito oscilador)
oscilação
(válvula)

Legendas:

(1) Energia elétrica 110/220 VCA.

(2) Tecido orgânico a ser cortado/ cauterizado.

7

(8) Passagem de corrente elétrica pelo oscilador (pedal pressionado). (9) Corrente elétrica de frequência variada. (10) Tecido cortado/ cauterizado.

(7) Sistema ligado. f. Descreva literalmente os blocos das Funções Parciais do

(3) Liga/ desliga.

(4) Oscilar Max./ Min. (5) Ajuste da potência.

(6) Ativação

da

passagem de

corrente elétrica de frequência

variada.

Aparelho/Máquina/Equipamento;

1. Alimentação: bloco parcial composto pelo circuito fonte, responsável pela distribuição de energia elétrica proveniente da rede para os demais

componentes do sistema técnico.

2. IHM: Interface Homem-Máquina. É através deste bloco funcional que o operador ativará o sistema, ajustará parâmetros como potência, oscilação máxima e mínima, e irá disparar a passagem de corrente elétrica. E também receberá informações do sistema.

2.1. Disparar passagem de corrente elétrica: subfunção do bloco

parcial IHM, responsável pelo disparo da passagem de corrente elétrica de frequência variada entre a ponta e a placa.

3. Oscilar: bloco parcial composto pelo circuito oscilador, responsável pela variação da frequência e amplitude da senóide da corrente elétrica que passará da ponta a placa.

4. Amplificar oscilação: bloco parcial composto pela válvula. Responsável pela amplificação da oscilação da senóide da corrente elétrica.

5. Cortar: bloco parcial composto pela ponta e pela placa. Tal bloco parcial

é responsável pelo corte/ cauterização do tecido orgânico. A corrente elétrica de frequência variada irá passar da ponta até a placa dispersiva, que está ligada ao fio neutro, pela qual será eliminada. A alta frequência ocasionará o aquecimento e a ruptura das células teciduais, provocando o corte. g. Descreva qual o tipo de tecnologia utilizada no equipamento (analógica, digital, mista, mecânica, pneumática, hidráulica, etc.); O sistema técnico em questão utiliza tecnologia eletrônica e, na montagem dos circuitos, tecnologia “Through Hole”.

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h. Represente através de desenhos, esquemas, croquis, esboços, os princípios físicos /químicos/biológicos utilizados no equipamento, bem como sua inter- relação com os demais blocos funcionais do sistema técnico; Como já mencionado, a eletrocirurgia consiste no uso de corrente elétrica de radiofrequência (RF) para cortar tecido ou coagular. Basicamente, a corrente elétrica vai da unidade eletrocirúrgica até o eletrodo monopolar ativo e, através deste eletrodo, a corrente é conduzida pelos tecidos, chega à placa dispersiva, de onde retornará a unidade eletrocirúrgica [4]. A corrente elétrica, ao circular por um condutor, gera calor numa proporção igual ao produto da resistência pelo quadrado da corrente:

POTÊNCIA = R x i² É lógico que, durante a utilização do bisturi elétrico, a intensidade da corrente que circula pela ponta do bisturi é a mesma da placa. Então porque somente ocorre a "lesão" (corte ou coagulação) na ponta e não na placa? Como a ponta apresenta uma pequena área de contato com o paciente, ocorre aí uma grande concentração de corrente, a temperatura local aumenta muito e o tecido é "lesado" (cortado ou coagulado). Na placa, a densidade de corrente é pequena e o calor gerado pela passagem de corrente é distribuído e dissipado pela circulação sanguínea da pele em contato. A corrente circula pelos organismos vivos, principalmente pelos vasos sanguíneos e líquidos corporais, por mecanismos iônicos. Consequentemente, para que não haja risco de acidentes, a corrente deve ficar confinada no circuito em que está operando, ou seja, bisturi elétrico, ponta (eletrodo ativo), paciente, placa (eletrodo de dispersão) e novamente bisturi elétrico [5].

paciente, placa (eletrodo de dispersão) e novamente bisturi elétrico [5]. Fig.1. Vias de circulação da corrente

Fig.1. Vias de circulação da corrente [5]

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Existem basicamente três efeitos cirúrgicos que podem ser obtidos através da eletrocirurgia: dessecação ou cauterização; corte eletrocirúrgico e fulguração. A dessecação é tecnicamente a mais simples porque qualquer forma de onda, de corte ou de coagulação pode ser utilizada, sendo necessários apenas níveis baixos de potência. Consiste na coagulação sem faiscamento. A corrente elétrica passa através do tecido provocando aquecimento do mesmo e, portanto, retirando lentamente a água nele contida [3].

e, portanto, retirando lentamente a água nele contida [3]. Fig. 2. Efeito da passagem da corrente

Fig. 2. Efeito da passagem da corrente elétrica através do tecido, provocando a saída da água [3]. O corte eletrocirúrgico consiste no aquecimento das células do tecido tão rapidamente que elas explodem pelo vapor produzido internamente. Este processo também é conhecido por vaporização celular. O calor gerado é dissipado pelo vapor não havendo, portanto, condução para as células adjacentes. Quando o eletrodo é deslocado e entra em contato com novas células de tecido, estas explodem produzindo a incisão. É importante lembrar que o corte eletrocirúrgico é obtido através de faiscamento pelo tecido. A forma de onda de corte é uma senóide contínua na frequência de trabalho do bisturi [3].

contínua na frequência de trabalho do bisturi [3]. Fig. 3. A passagem de corrente elétrica de

Fig. 3. A passagem de corrente elétrica de alta frequência provoca a ruptura das células teciduais, gerando a incisão [3].

A fulguração consiste na geração de faiscamento do eletrodo para o tecido com mínimo efeito de corte. A fulguração permite a coagulação de grandes

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sangramentos. A forma de onda de coagulação consiste de pacotes de senóide de rádio frequência de curta duração. A temperatura da água no interior das células não se eleva o suficiente para provocar a explosão pelo vapor gerado. Desse modo, as células são desidratadas lentamente sem produzir incisão. Os elevados picos de tensão da forma de onda de coagulação podem fazer a corrente circular através de resistências muito altas. Desse modo é possível fulgurar durante um longo tempo, mesmo após ter sido totalmente eliminada do tecido, e realmente carbonizá-lo. É interessante notar que o termo coagulação é utilizado para indicar tanto dessecação como fulguração. A principal diferença entre fulguração e dessecação é que a primeira sempre produz necrose, dependendo da densidade de corrente utilizada. A fulguração é sempre mais eficiente para produzir necrose e em geral requer apenas um quinto da corrente necessária para dessecação [3].

um quinto da corrente necessária para dessecação [3]. Fig. 4. A passagem de corrente elétrica de

Fig. 4. A passagem de corrente elétrica de determinada frequência promove a coagulação de grandes sangramentos [3].

i. Dê sugestões de melhoria para os blocos parciais, IHM, CONTROLE, ATUAÇÃO, dentre outros; O sistema técnico deveria apresentar ajustes independentes de parâmetros como corte, coagulação e BLEND. O acionamento de corte e coagulação, feito pelo pedal, poderia ser feito através da ponta com comando manual tátil. Possibilidade de programação e armazenamento de parâmetros para procedimentos cirúrgicos, facilitando a padronização de técnicas. Utilização de comandos digitais. Compensação automática de potência com a variação da resistência elétrica do tecido. Presença de um sistema de segurança que bloqueie o funcionamento do sistema no caso de imprevistos prejudiciais, principalmente envolvendo a conexão da placa dispersiva.

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j.

Apresente, pelo menos, um diagrama eletrônico de um bloco funcional/função parcial presente no equipamento ou, um circuito equivalente àquele existente no mesmo;

O

Bisturi Eletrônico é um sistema técnico que trabalha com circuito RLC, que é

um circuito que possui resistor, indutor e capacitor. O capacitor e o indutor têm comportamentos opostos quando um transiente positivo de tensão é aplicado. A tensão no capacitor (inicialmente descarregado) inicialmente é zero e vai aumentando à medida que o tempo passa, enquanto que a tensão no indutor começa com o valor máximo e vai caindo à medida que o tempo passa. A taxa com que a tensão (ou a corrente) varia em cada circuito depende da constante de tempo do circuito [7]. Assim, o RLC funciona como oscilador, pois combina características do indutor e do capacitor. A seguir, um circuito semelhante ao circuito oscilador utilizado no bisturi eletrônico [8]:

k. Descrever qual o estado geral do equipamento com respeito à integridade de seus componentes, layout (distribuição dos blocos funcionais, disposição das placas, etc.);

A máquina mostra-se bem conservada, apenas alguns fios, principalmente no

botão de ajuste da potência, estão rompidos. A válvula está quebrada, impedindo o

funcionamento do sistema. Os componentes internos mostram-se bem distribuídos e bem fixados, entretanto há a ausência de isolação elétrica. Os parafusos que prendem o sistema técnico à carcaça de plástico estão todos danificados, não

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promovendo a fixação correta. Há a ausência de um parafuso na carcaça, e também ausência da placa dispersiva. l. Descreva quais as possíveis falhas funcionais durante o funcionamento normal do sistema técnico, dê sugestões para melhoria; Como o sistema trabalha com correntes de frequências altas e tensão elevada, qualquer dano ou rompimento de fios da placa dispersiva com a máquina pode significar dano ao paciente, como queimaduras. A placa dispersiva deve ser colocada totalmente em contado com o paciente. Caso houver interposição inadvertida de campos cirúrgicos entre o paciente e a placa, isso diminuirá a área efetiva de contato. Nesta situação duas coisas podem acontecer: a corrente se concentra em pontos da placa, causando queimaduras nestes locais e, ou a corrente escoa por vias alternativas (mesa cirúrgica, eletrodos do ECG), com risco de queimaduras nestes locais. Pode ocorrer também da placa ser colocada em locais com protuberâncias ósseas. Neste caso a corrente se concentra nessas regiões e com a isquemia existente pelo excesso de pressão, não existe adequada dissipação de calor e consequente ocorre queimadura. Também, a interrupção do contato da placa com o bisturi elétrico consequente à:

desconexão do cabo, quebra do fio no interior da blindagem ou defeitos nos plugues de conexão. A falta do contato entre a placa e o bisturi elétrico possibilita a circulação de corrente por vias alternativas. Consequentemente, tal falha ocasionará queimaduras nos locais por onde a corrente flui alternativamente. Se a superfície de contato nesses locais for pequena, haverá grande concentração de energia, aumento de temperatura e lesão tecidual, muitas vezes grave. Para que o contato entre a placa e o paciente seja mais uniforme e eficiente, recomenda-se a utilização de soluções condutivas (gel contato). A quantidade de energia que circula pela placa é a mesma que circula pela ponta do bisturi. Normalmente não há queimadura na região da placa porque a área de contato é grande e a circulação sanguínea da pele dissipa o calor gerado no local. Porém, em situações onde a perfusão tecidual no local da placa se torna inadequada (pacientes chocados, hipotensos, hipotérmicos, placa causando compressão tecidual), a falta de dissipação adequada do calor gerado provoca queimaduras na região em contato com a placa.

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Tanto o fenômeno de capacitância, quanto o de indução magnética, é capaz de

induzir correntes em meios condutores (cabos de monitores conectados ao paciente, que funcionam como "antenas"). Esses fenômenos podem acontecer durante o funcionamento de um bisturi elétrico, que gera uma corrente alternada de altíssima frequência, que pode prejudicar o paciente. Para evitar tal situação, deve-se colocar o bisturi elétrico o mais distante possível dos monitores e posicionar a fiação de modo perpendicular entre si [5].

m. É necessária a utilização de acessórios para o funcionamento do equipamento/máquina/aparelho?

Sim, o pedal para disparo da passagem de corrente elétrica, a ponta com formatos variados (eletrodos em forma de gancho, espátula e bola), a placa dispersiva.

n. Relate a facilidade (acesso às peças internas, espaço, necessidade de

ferramentas especiais) ou dificuldades de manutenção do equipamento/ máquina/aparelho; O sistema técnico em questão não ofereceu nenhuma dificuldade para ser desmontado e remontado, os componentes internos são bem distribuídos, facilitando

na análise das funções parciais, tal como suas inter-relações dentro da função total do sistema técnico. Não necessitou de utilização de nenhuma ferramenta especial para ser desmontado.

o. O funcionamento do equipamento/máquina/aparelho exige instalação

especial? (civil, elétrica, mecânica, hidráulica, pneumática, etc.). Sim, exige tomada com aterramento adequado (três pinos), distância de demais

sistemas técnicos que possam funcionar como “antenas”, gerando correntes alternadas de frequências altíssimas.

p. Para a operação do equipamento é necessário treinamento específico?

Justifique. Sim, diferentemente de sistemas técnicos analisados anteriormente, o bisturi eletrônico exige treinamento específico, sua operação deve ser realizada por cirurgiões aptos ao manuseio do sistema, tal como ajuste de parâmetros, posicionamento da placa dispersiva e demais condições necessárias para segurança do paciente e para o sucesso do procedimento cirúrgico. É uma máquina de difícil operação, pois exige precisão no ajuste de parâmetros (como potência),

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manuseio, por isso o operador deve conhecer sobre o sistema técnico, para prepará- lo adequadamente para a utilização. 2. Apresente outro equipamento/máquina/aparelho similar no mercado e compare suas funções e características técnicas com o sistema técnico analisado em laboratório. Um sistema técnico semelhante no mercado é o Bisturi Eletrônico Microprocessado HF-120Micro, do fabricante WEM EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS. A tensão de alimentação é diferenciada, comparado ao BE 200 (110/220VCA), o HF-120Micro trabalha com 90 240 VCA, sendo que a seleção do valor de tensão não ocorre de forma manual, como no BE 200, mas de forma automática. Possui painel de controle digital, com botões UP/DOWN para seleção da potência, sendo que cada modo possui controle independente, diferentemente do BE 200, onde a seleção ocorre por um botão de capacitor variável, sendo menos precisa. O HF-120Micro trabalha com seis funções, que podem ser ajustadas, corte puro, coagulação spray, BLEND 1, BLEND 2, BLEND 3 e microbipolar - high cut incorporado para corte de tecido adiposo. No BE 200 não há funções definidas para trabalho, é necessário a seleção manual dos parâmetros, para as diversas finalidades (corte, corte e coagulação e cauterização). O HF-120Micro possui memória para níveis de potência em todos os modos, diferente do BE 200, que exige ajuste dos parâmetros toda vez que este for utilizado. O HF-120Micro possui um sistema de proteção que inibe o aumento de potência na ocorrência de falha na CPU, tal como sinais sonoros no caso de desconexão da placa dispersiva [6].

5 Conclusões O Bisturi eletrônico é um sistema técnico muito utilizado em procedimentos cirúrgicos, promovendo cortes precisos e com menor sangramento, ou mesmo cauterização de tecidos através da passagem de corrente elétrica de alta frequência,

promovendo o aquecimento e ruptura

muito interessante, como no caso da utilização do circuito RLC, que funciona como oscilador, e também da utilização de correntes de alta frequência, que não provocam estimulação neuromuscular (o que poderia eletrocutar o paciente ou causar a sensação de choque). Enfim, após a realização dessa aula e estudo do sistema técnico Bisturi Eletrônico foi possível relacionar o teórico com o prático, visualizando

É um sistema simples, entretanto,

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situações envolvendo tal equipamento e sugerindo melhorias no mesmo, para maior confiabilidade nos resultados e conforto na operação.

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6 Referências bibliográficas

[1] BISINOTTO, F. M. B.; ABUD, Tânia M. V.; NETO, José A.; SOUSA, M. C. Q. Queimadura Provocada por Bisturi Elétrico Associado ao Oxímetro de Pulso. Relato de Caso. Disponível em:

<http://www.rbaonline.com.br/files/rba/mar96133.pdf> Acessado em 2 de maio de

2010.

[2] PDAMED. Bisturi Elétrico. Disponível em:

<http://www.pdamed.com.br/diciomed/pdamed_0001_03476.php> Acessado em 2 de maio de 2010.

[3] WEM. Manual de Utilização Bisturi Eletrônico Microprocessado SS-501. Disponível em: < http://www.scribd.com/doc/22818358/Bisturi-Wem-Manual- Operacao> Acessado em 2 de maio de 2010.

[4] ASTUSTEC. Instrumental para Videocirurgia (Eletrodo Monopolar) Instruções de Uso. Disponível em:

<http://www.astusmedical.com.br/web/downloads/download.asp?id=6 > Acessado em 2 de abril de 2010.

[5] TORRES, Marcelo; MATHIAS, Roberto Simão. Complicações com o Uso da Monitorização - Segurança no Uso do Equipamento Eletro-Médico. Disponível

em: < http://www.rbaonline.com.br/files/rba/jan92091.pdf> Acessado em 2 de abril de

2010.

[6] Bisturi Eletrônico Microprocessado HF-120Micro. Disponível em:

<http://www.biomaster.com.br/index.php?acao=mostraProduto&id=22> Acessado em 2 de abril de 2010.

[7] Experimento 5 Circuitos RLC com onda quadrada. Disponível em

<http://omnis.if.ufrj.br/~fisexp3/Roteiro/Aula5_1.pdf> Acessado em 2 de abril de

2010.

[8]ROJES, Robert J. Um Circuito Oscilador de Alta Estabilidade. Disponível em:

<http://www.813am.qsl.br/artigos/osciladores/vfo_triodo.pdf> Acessado em 2 de abril de 2010.

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Anexos

As formas de onda, como mencionado no item h dos resultados (princípio de funcionamento), diferem-se para cada efeito cirúrgico promovido pelo bisturi eletrônico (corte, coagulação e BLEND). Em determinado momento as senóides diferem-se em frequência, em amplitude, ou assumem valor nulo. A seguir, as formas de onda para cada efeito cirúrgico.

A seguir, as formas de onda para cada efeito cirúrgico. Fig. 5. Formas de onda dos

Fig. 5. Formas de onda dos diferentes efeitos cirúrgicos promovidos pelo Bisturi Eletrônico [3]. Como é possível observar, a forma de onda de corte é uma senóide contínua na frequência de trabalho do bisturi. Com relação à coagulação, a forma de onda é dada sob a forma de pulsos, ou seja, em dado momento, a senóide assume valores zero, após certo tempo, a senóide sofre alterações na amplitude, após isso, esta assume novamente um valor nulo. A respeito da onda do BLEND, como esta função

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é um misto de corte e coagulação, sua senóide também é composta pelas duas funções. Em certo momento a senóide é contínua na frequência de trabalho, em determinado momento, esta assume valor nulo, para depois retornar a forma inicial, e assim sucessivamente.