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Quinta-feira 24 Novembro de 2011

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KOSOVO: Militares portugueses feridos - RATING: CE critica Fitch - MÚSICA: George Michael internado com pneumonia

Militares portugueses feridos - RATING : CE critica Fitch - MÚSICA: George Michael internado com pneumonia

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Greve e nervos
Inácio Rosa/LUSA

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Fitch

Rating de Portugal desce para “lixo”

A agência de notação Fitch justi ca o corte do rating de Portugal com os grandes desequilí- brios orçamentais, o elevado endividamento e o cenário macroeconómico adverso. » Pág. 7

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1831: descoberta da lei do electromagnetismo

» Pág.15

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DESTAQUE I PÁG. 02 Greve geral Polícia reforça meios após manhã marcada por alguns incidentes

DESTAQUE I

PÁG.

02

Greve geral

Polícia reforça meios após manhã marcada por alguns incidentes

A greve geral teve como primeiro efeito uma manhã de nervos, em Lisboa. Vários inciden- tes, com destaque para ataques de vandalismo a três repartições de Finanças, levaram a PSP a accionar um reforço de meios. Noutros pontos, houve momentos de tensão e mesmo de alguma violência entre piquetes de greve e forças policiais. Compôs-se, assim, um qua- dro menos comum no historial português de greves gerais ou outras paralisações de maior impacto. Habitual é a disparidade de números na avaliação feita por sindicatos e Governo relativamente à adesão. De manhã, contudo, os repórteres da Renascença con rmaram, nos centos urbanos, os efeitos da paralisação convocada pelas duas centrais sindicais.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) decidiu, esta ma-

nhã, reforçar a segurança nas ruas de Lisboa, depois dos ataques a três repartições de Finanças.

A decisão foi tomada após a terceira investida, ocor-

rida por volta das 09h15, tendo sido accionado o re- forço de meios, não só nos edifícios das restantes oito repartições, como também em vários outros locais

considerados críticos, incluindo todos os locais e per- cursos que estão a ser, à hora de fecho desta edição, palco de manifestações.

A hipótese de reforço estava prevista no plano traça-

do para hoje como medida de prevenção, mas acabou por ser posta em prática, o que implicou, desde logo,

a chamada de meios da Unidade Especial de Polícia,

estrutura que concentra as várias unidades de elite da PSP. Nas ruas de Lisboa é, aliás, notória a presença de um grande número de agen- tes policiais. Os ataques às repartições de Finanças deram-se com o lançamento de co- cktails molotov, em dois casos, e de tinta atirada contra o vidro do edifí- cio, num outro. Às 08h25, foi atacada re- partição da Rua do Cen- tro Cultural, na zona do Campo Grande. Às 08h40, com tinta, foi visada a da

Avenida General Roçadas, na Penha de França, e, - nalmente, às 09h15, foi atingida a da Rua Amélia Rey Colaço, em Ben ca. A PSP está já a investigar as ocorrências, com a aju- da dos Serviços de Informações de Segurança (SIS) e da Polícia Judiciária, nomeadamente, a sua Unidade de Combate ao Terrorismo, que é a que tem maior experiência na investigação de crimes com engenhos explosivos. Do mapa de ocorrências, constam, também, vários in- cidentes com piquetes de greve, como foi o caso das veri cadas, manhã cedo, nas instalações da Carris, na Musgueira.

AA habitualhabitual ddisparidadeisparidade ddee nnúmerosúmeros

A taxa de adesão à greve geral na Administração Pú- blica, esta manhã, era de 3,6%, de acordo com

a informação disponível

às 11h30 na página da Direcção-Geral da Admi- nistração e do Emprego Público (DGAEP). De um total superior a 355 mil

trabalhadores, 12.800 es- tavam em greve, segundo

os dados do Governo.

À mesma hora, e de um

total de 864 serviços des- concentrados ou periféri

LUSA
LUSA

”As ovelhas têm de comer”. Histórias de quem não pára com a greve

Em dia de greve geral, a reportagem da Renascença falou também com quem trabalha, como num dia normal.

o

proprietário de uma pani cadora.

pretendem car em terra. “Se tiver- mos bom tempo, temos de ir”, garante Henrique Lucas. “A gente não vive de ordenado, vive do que apanha.” Outro pescador, Domingos Zica, tam- bém não alinha na greve. A lota funcio- na quase normalmente, explica, acres- centado que, da última vez que houve uma paralisação, “vendeu-se o peixe todo que veio”.

“Nós não paramos. Greve para nós não

existe, não pode existir”, explica o se-

O

sector agrícola é um dos que não

nhor Morais. “Estamos numa altura de tanta crise. Se vamos parar mais um dia, dá muitos encargos negativos.” Opinião semelhante tem Ana Valente, proprietária de uma mercearia: “Isto já

costuma sentir estas paralisações. Em

Chaves, Domingos Alves, agricultor e

pastor, diz que até está “de acordo com a greve”, mas não vai poder aderir. “As ovelhas têm de comer, principalmente

está tão mal

Vou fechar a porta para

as

que estão prenhas”, explica.

quê? Ninguém me vai dar um tostão”.

Em Viseu, a Renascença falou com

A

sul, no Algarve, os pescadores não

Reportagens disponíveis em rr.sapo.pt.

r/com renascença comunicação multimédia, 2011

DESTAQUE I cos da administração pública, 112 estavam encerra- dos devido à greve geral, o

DESTAQUE I

cos da administração pública, 112 estavam encerra- dos devido à greve geral, o que corresponde a uma percentagem de 12,96%, segundo a DGAEP.

tribunal, mas a ausência das duas o ciais de justiça destacadas inviabilizou a realização da sessão.

O

Ministério das Finanças era o que tinha um maior

GGovernooverno “compreensivo”“compreensivo”

 

número de serviços encerrados devido à greve: 91 en- tre um total de 364, segundo a mesma contabilidade

Sem falar em números, o ministro Adjunto e dos As- suntos Parlamentares, Miguel Relvas, garantiu que o Governo compreende os motivos que conduziram à greve geral.

o

cial.

Os ministérios da Educação e da Ciência tinham 13 dos 118 serviços encerrados, a presidência do Conselho de

Ministros quatro de 23, o Ministério da Administração Interna dois dos 70 serviços e o Ministério da Soli- dariedade e da Segurança Social dois de 20 serviços, segundo a DGAEP. Os restantes ministérios não tinham qualquer serviço encerrado. Em termos do número de trabalhadores, os ministé- rios das Finanças e da Saúde registavam as taxas de adesão mais elevadas: 26,6% e 22,6%, respectivamen- te. Já os ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Educação e Ciência contavam com os menores índices de adesão: 0,1% e 0,6%.

Questionado pelos jornalistas, o ministro escusou-se

a

fazer um balanço ou avançar uma estimativa do Go-

verno quanto à adesão à greve geral de hoje: “Para nós, a greve geral não é uma guerra de números”. Quanto aos portugueses que aderiram à greve geral, o

 

ministro disse que “há uma compreensão” e um “res- peito escrupuloso do direito à greve” por parte do Executivo PSD/CDS-PP. “Respeitamos os portugueses que estão a fazer a fa- zer greve, da mesma forma que o fazemos em relação

PÁG.

03

a

muitos milhões de portugueses que também estão a

As

centrais sindicais ainda não zeram uma avaliação

global, mas os dados que várias estruturas sindicais

 

foram lançando, ao longo do dia, traçam uma reali- dade diferente. No sector do lixo, por exemplo, a adesão, de acordo

com os sindicatos, foi de 100% na maioria dos conce- lhos do país. Elevadas foram também as taxas veri cadas na CP

e nos transportes públicos rovoviários urbanos. Nos

comboios, tal como, por exemplo, na STCP, os servi-

ços mínimos não foram integralmente cumpridos. Repórteres da Renascença foram detectando, ao longo do dia, especialmente em Lisboa e no Porto,

serviços encerrados, tal como estabelecimentos de ensino, e di culdades para muitos, devido à ausência de transportes. Efeitos da greve foram também sentidos no Tribunal de Aveiro, entre eles, o adiamento da audiência do mediático julgamento do caso Face Oculta que estava agendada para hoje.

O colectivo de juízes e os procuradores do Ministério

Público, advogados e arguidos marcaram presença no

trabalhar”, precisou. O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares in- sistiu em que será necessário “um grande empenho, uma grande capacidade de trabalho e também um grande grau de exigência” para que Portugal ultra- passe a situação em que se encontra. Miguel Relvas assinalou, também, que “o Governo tem consciência das di culdades que o país e todos os portugueses atravessam”, mas manifestou a certeza de que “todos os sacrifícios que hoje os portugueses estão a fazer vão valer a pena no futuro”.

LLOCOC iinsistensiste nana equidadeequidade nnosos ssacrifíciosacrifícios

A Liga dos Operários Católicos (LOC) sublinhou, neste

dia, que a greve geral serve também para mostrar que

os trabalhadores não têm de ser os únicos a sofrer com as medidas de austeridade.

A coordenadora nacional da organização, Fátima Al-

meida, considera que é necessária mais equidade na distribuição dos sacrifícios: “Queremos que as medi-

das sejam divididas por todos, sejam mais equitati- vas. Esta greve tem este sentido, de mostrar que

Duas perspectivas em emissão especial da Renascença

Em dia de greve geral a Renascença promoveu uma edição especial na In- formação das 12h00, onde estiveram o dirigente da CGTP Arménio Carlos e Pedro Lains, investigador do Instituto de Ciências Sociais, um dos autores da História Económica de Portugal, re- centemente lançado. Sobre os incidentes que marcaram a manhã, nomeadamente, envolvendo piquetes de greve, Arménio Carlos ad- mitiu que possam ter sido cometidos

excessos, mas não deixou de condenar

podem ser admitidas cargas policiais

os

distúrbios.

sobre os piquetes.

O

dirigente rejeitou qualquer para-

Pedro Lains sublinhou que a diferença, em relação à Grécia, é que Portugal tem as instituições mais desenvolvidas

lelismo com a violência que se tem

veri cado na Grécia, lembrando que

os

distúrbios que vemos em Atenas e

e, assim, no nosso país funciona me- lhor o diálogo social. O investigador do Instituto de Ciências Sociais considerou, ainda, que, apesar de não ter margem de recuo, o Gover-

noutras cidades gregas são causados por grupos de extrema-direita e, até,

por forças policiais para justi carem a repressão.

O

dirigente da CGTP sublinhou, em

no português revela alguma sensibili- dade face ao panorama social.

relação ao caso português, que não

os trabalhadores também sentem, Ponto de vista que querem ser solidários, mas que não querem
os
trabalhadores também sentem,
Ponto de vista
que querem ser solidários, mas que
não querem sofrer na pele deles as
medidas de austeridade”.
A racionalidade de uma greve
A
LOC está preocupada com o au-
mento dos pedidos de ajuda das fa-
mílias, por isso deixa um apelo ao
Governo: “Espero que o Governo
aceite dialogar e rever algumas das
posições que tem assumido. Senti-
mos o crescimento da pobreza, das
Francisco Sars fi eld Cabral
Jornalista
di fi culdades, sentimos as pessoas
a fi carem frustradas, porque não
conseguem ter rendimentos para
viver. O desemprego vai aumentar,
sentimos que todas as medidas de
austeridade que chegam, redução
A greve geral convocada pelas duas centrais sindicais era uma ine-
vitabilidade, pois estas têm que mostrar que canalizam o protesto
de muita gente face à duríssima austeridade que os portugueses
estão a sofrer e que se agravará em 2012. É o normal funciona-
mento das coisas em democracia.
do
horário de trabalho, cortes de
PÁG.
salários, cortes nos direitos de des-
pedimento, tudo isso é para fragi-
lizar a vida dos trabalhadores”.
04
SSolidariedadeolidariedade ggregarega
Os
protestos gregos contra as medi-
Dito isto, e partindo do princípio que a greve não envolverá actos
de violência, sempre condenáveis (que têm acontecido na Grécia,
com grave prejuízo para a imagem internacional deste país), im-
porta perceber que, para além de tomadas de posição, greves na
difícil situação em que o país se encontra apenas pioram as nossas
dificuldades.
das de austeridade, previstos para
hoje no país, não esqueceram Por-
tugal. Os sindicatos da função pú-
blica grega marcaram, para o fim
da
tarde, uma paralisação de duas
horas, mas, já de manhã, um con-
junto de trabalhadores e dirigentes
sindicais esteve na embaixada por-
tuguesa onde procederam à entre-
É como aquelas empresas em risco de falência, cujos trabalhadores
resolvem entrar em greve – tornando então inevitável a bancar-
rota. Se deixássemos de cumprir o programa da troika não conse-
guiríamos obter nem mais um cêntimo de crédito externo, de que
continuamos a precisar (pois ainda gastamos acima daquilo que
produzimos). Teríamos, então, uma austeridade bem mais violen-
ta do que a imposta pela troika. Seria o colapso da economia.
ga
de um manifesto.
O
responsável pela confederação
de
sindicatos ADEDY explicou que a
DESTAQUE I

ideia foi “expressar solidariedade para com os nossos colegas portugueses, que hoje estão em greve”. “Todos sabemos aqui que Portugal está também numa situação muito difícil. É muito semelhante à da Grécia com a crise económica. Todos sabemos da crise social

em Portugal”, acrescentou. Na Grécia, o dia tem sido marcado por alguns confron- tos entre polícia e trabalhadores da maior produtora de energia do país. Segundo o porta-voz da polícia gre- ga, 15 pessoas foram detidas.

LUSA
LUSA

O líder da CGTP, Carvalho da Silva, e o presidente da UGT, João Proença, juntos, às primeiras horas do dia, nas instalações de recolha de camionetas do lixo da Câmara de Lisboa

r/com renascença comunicação multimédia, 2011

DESTAQUE II PÁG. 05 Sobretaxa/Subsídio de Natal Perguntas e respostas para saber tudo sobre o

DESTAQUE II

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05

Sobretaxa/Subsídio de Natal

Perguntas e respostas para saber tudo sobre o novo imposto

O scalista Luís Filipe Sousa, da PricewaterhouseCoopers, respondeu, na Renascença, às questões que os ouvintes colocaram sobre a sobretaxa que a maioria dos portugueses vai pagar neste Natal.

» Cristina Nascimento

Nas respostas que deu aos ouvintes da Renascença,

o scalista Luís Filipe Sousa, da Pricewaterhouse Co-

opers, explicou que esta sobretaxa abrange 3,5% do

rendimento colectável em sede de IRS que excede o valor anual do salário mínimo (6.790 euros) – inclui os rendimentos de trabalho dependente e independente, pensões, rendimentos prediais e as mais-valias na ven- da de imóveis e acções. Ficam livres desta sobretaxa os rendimentos de capitais (distribuição de dividendos

e juros).

Os trabalhadores com rendimentos de trabalho depen- dente e os pensionionistas que receberem subsídio de Natal vão ter um corte de 50% sobre o montante líqui-

do que excede o salário mínimo nacional (485 euros). Depois, no momento de liquidação do IRS, em 2012, acertam-se valores - nessa altura, são tidos em conta os restantes rendimentos do agregado familiar e o nú- mero de lhos (há um desconto de cerca de 12 euros por dependente), até perfazer os tais 3,5% de todo o rendimento. No site da Renascença, em rr.sapo.pt, pode descarre- gar um simulador para fazer as suas próprias contas.

- Queria saber se a sobretaxa que vamos pagar no

subsídio de Natal é sobre o valor que ca acima do

ordenado mínimo ou sobre o valor total. Ao valor líquido do subsídio de Natal é retirado o valor do ordenado mínimo nacional – 485 euros – e só depois

é aplicado o corte de 50%.

- O meu salário bruto é de 2.470 euros e o da minha

esposa é de 725 euros e está isenta de IRS, confor- me a lei. Quanto vou pagar? Não dispomos de todas as informações para fazer um cálculo rigoroso, mas, com base nas contas que ze- mos, este contribuinte pagará aproximadamente 590 euros de sobretaxa no seu subsídio de Natal. No en- tanto, o valor total da sobretaxa devida (que inclui os rendimentos também da esposa) será de cerca de 800 euros. É uma das situações em que o pagamento que é feito em Dezembro – a título de sobretaxa – não é su - ciente e por isso será ainda devido um valor adicional no próximo ano.

isso será ainda devido um valor adicional no próximo ano. A nossa ouvinte que está a

A nossa ouvinte que está a trabalhar vai car sujeita à

sobretaxa no subsídio de Natal, ao contrário do mari-

do, que está desempregado. No entanto, no próximo

ano, será tido em conta o conjunto dos rendimentos, ou seja, os rendimentos obtidos pelo marido até Julho

e a totalidade dos rendimentos obtidos pela nossa ou-

vinte. Fazendo as contas possíveis, esta ouvinte terá um valor de aproximadamente 580 euros a pagar no subsídio de Natal. Como não temos informação quanto ao rendimento do marido, não é possível estimar o va- lor total devido no próximo ano.

- Estou desempregada desde meados de Outubro.

Vou pagar esta sobretaxa? E como vai ser calcula- da? Terá em conta o valor proporcional, de meses e salário mínimo ganhos, ou a totalidade dos va- lores? No caso desta nossa ouvinte, uma vez não vai receber subsídio de Natal, porque está desempregada, não ha- verá naturalmente qualquer pagamento a fazer este ano. No entanto, a totalidade dos rendimentos que obteve durante o ano serão tidos em conta no próxi- mo ano para apurar a sobretaxa. Dependendo das cir- cunstâncias concretas que não conhecemos e poderá eventualmente estar sujeita à sobretaxa. Tal como nas respostas anteriores, a sobretaxa incide apenas sobre a parte que excede o valor anual do salário mínimo.

- No meu caso, nós somos dois titulares, temos um

lho. Eu sou funcionária pública e ganho 2.200 eu- ros brutos, o meu marido está desempregado e não tem qualquer tipo de rendimento desde Julho.

- Sou sócio-gerente de uma sociedade agrícola de

grupo e para a segurança social sou considerado como trabalhador independente, apesar de receber um vencimento mensal. Assim, a entidade patronal que me paga o vencimento não efectua qualquer re-

DESTAQUE II PÁG. 06 tenção para a segurança social. A minha pergunta é: com um

DESTAQUE II

PÁG.

06

tenção para a segurança social. A minha pergunta é: com um vencimento bruto de 1.500 euros, qual a retenção que é efectuada? Efectivamente, para efeitos de segurança social, os sócios-gerentes das sociedades de agricultura de grupo estão abrangidos por um regime aplicável aos trabalha- dores independentes. No entanto, para efeitos de IRS, estamos a falar de rendimentos de trabalho dependen- te, ou seja, rendimentos de trabalho por conta de ou-

trem. Por isso, vai car sujeito à retenção da sobretaxa

- será já aplicável no subsídio de Natal. Só com base

neste valor não conseguimos calcular exactamente a sobretaxa, mas o ouvinte pode, de forma relativamen- te simples, estimar em casa qual é o valor: se deduzir ao valor líquido do subsídio de Natal 485 euros, chega- rá ao valor do qual tem de entregar ao Estado 50%.

- Sou viúva e estou reformada. Recebo pensão de

sobrevivência, pela morte do marido, e ainda pen- são da Caixa Nacional de Pensões. Ambas ultrapas- sam o limite de 485 euros, mas são reembolsadas separadamente. Estou sujeita à sobretaxa? Sim, cará sujeita a esta sobretaxa, uma vez que o rendimento líquido excede os 485 euros. Cada uma das entidades pagadoras de rendimentos terá de aplicar separadamente a sobretaxa sobre a prestação equiva- lente ao subsídio de Natal. No entanto, em 2012, é feito o acerto e, dependendo do valor total de pensões que a nossa ouvinte tenha efectivamente recebido, po- derá vir a receber a totalidade ou parte do valor que lhe é descontado sobre o subsídio de Natal.

- Além de metade do valor do subsídio de Natal aci-

ma do salário mínimo, uma vez que no ano de 2011 recebi horas extraordinárias, a sobretaxa aplica-se também a esses rendimentos? Sim, aplica-se.

- Auferindo o vencimento bruto mensal de 500 eu-

ros, estou sujeito a pagamento? Não. Para este nível de rendimento, como vimos, as contas fazem-se sobre o rendimento líquido deduzido

do valor do salário mínimo nacional. Para este valor de rendimento bruto não há retenção de IRS, mas have- rá segurança social. Admitindo que a Segurança Social

é 11%, será de 55 euros, o que signi ca que o nosso

ouvinte tem um rendimento líquido de 445 euros, ou seja, inferior aos 485 euros (valor do salário mínimo

nacional). Portanto, não haverá lugar à retenção sobre

o subsídio de Natal. Eu diria também que é previsível

que não haja qualquer pagamento de sobretaxa em 2012, a menos que o ouvinte tenha outros rendimentos além destes.

- Comecei a trabalhar em Agosto deste ano, com um

salário bruto de 750 euros. Também estarei abran- gida pela sobretaxa de IRS pelos cinco meses de tra- balho? Se sim, será proporcional? Sim, está abrangida. Deverá vir a receber o propor- cional do subsídio de Natal e sobre este incidirá a re- tenção na fonte, também de forma proporcional, com

prevê a legislação. No entanto, quando se zer o acer- to no próximo ano, atendendo a que teve rendimentos durante apenas parte do ano, é provável que venha

a receber a totalidade ou uma parte do que lhe for retido.

- Recebo uma renda predial de 550 euros por mês.

Terei que entregar alguma sobretaxa de IRS? Qual o valor ou forma de calcular? Os rendimentos prediais são rendimentos aos quais não se aplica a retenção já este ano. Como tal, a totali- dade do valor da sobretaxa será apurado no próximo ano, aquando da nota de liquidação de IRS. No caso concreto dos rendimentos prediais, aos rendimentos brutos poderão ser deduzidas as despesas com manu- tenção e conservação que estejam devidamente docu- mentadas - seguros, condomínio, pinturas, pequenas obras que visem apenas reparar ou conservar o estado do imóvel e também o IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis. Ao rendimento líquido abaterá o valor anual do salário mínimo e à diferença será então aplicado a taxa de 3,5%.

- Mudei de empresa em Janeiro, mas recebi um

acerto, já este ano, ainda pago pela antiga em- presa. Tenho que declarar à actual empresa esse rendimento, para que eles realizem o pagamento da sobretaxa incluindo esse montante? Ou será a empresa antiga que irá realizar a parte correspon- dente a esse pagamento, ainda que eu já não seja seu funcionário?

Este valor tem de ser incluído na declaração de IRS do próximo ano. Apenas estão obrigados a fazer retenção na fonte a título da sobretaxa as empresas que paguem

o subsídio de Natal ou os proporcionais do subsídio de

Natal a partir do dia 8 de Setembro, data de entrada em vigor desta lei. Como este ouvinte refere que este rendimento foi recebido antes de 7 de Setembro, não ca sujeito a esta retenção, mas entra em linha de conta para a determinação da sobretaxa no próximo ano.

- Tenho atestado de incapacidade, ou seja, estou

isenta de IRS. O Estado também vai cobrar-me a so- bretaxa? Depende. O facto de estar isento de IRS pode decorrer não só do facto de ter um atestado de incapacidade, mas também do nível de rendimentos. No entanto, o facto de não estar sujeito à retenção sobre o IRS não signi ca que não esteja sujeita à sobretaxa. Vai depen- der do nível anual de rendimento, sendo que aqui te-

mos de ter em conta, no caso das pessoas que têm um determinado grau de incapacidade, que existem que algumas exclusões de rendimento e algumas deduções que são tidas em contas no IRS. Para efeitos da sobre- taxa, essas exclusões também deverão ser atendidas. Portanto, aqui dependerá da situação em concreto do ouvinte, a qual não conhecemos. A nota que quero dei- xar é que poderá estar efectivamente sujeita ao paga- mento da sobretaxa, mesmo que não faça retenções de IRS.

DR

DR NACIONAL PÁG. 07 Rating Fitch coloca Portugal no lixo A agência de notação fi nanceira

NACIONAL

PÁG.

07

Rating

Fitch coloca Portugal no lixo

A agência de notação nanceira Fitch cortou o rating

de Portugal em um nível, colocando-o num patamar considerado “lixo”: desceu de BBB- para BB+.

Em comunicado, a Fitch, que já tinha anunciado que iria tomar uma decisão sobre a revisão para possível corte que pairava sobre o rating português no quarto trimestre deste ano, diz que os grandes desequilíbrios orçamentais, o elevado endividamento em todos os sectores e o cenário macroeconómico adverso levam

a agência a considerar que a sua nota já não é con-

sistente com um rating dentro da chamada escala de investimento. Entre os problemas apontados está a revisão do cres-

cimento previsto pela agência para a economia portu-

guesa, que reviu as suas projecções apontando, agora, para uma recessão na ordem dos 3% em 2012, tal como

o Governo e a troika, e que a recessão nos próximos

dois anos irá complicar muito a tarefa do Governo em reduzir o dé ce orçamental e que terá um impacto ne- gativo na qualidade dos activos dos bancos.

um impacto ne- gativo na qualidade dos activos dos bancos. A Agência gência chinesa chinesa t

AAgênciagência chinesachinesa ttambémambém baixabaixa rratingating

Também a Dagong baixou hoje a notação da dívida so- berana de Portugal, neste caso de BBB+ para BB+ , com perspectiva negativa. A agência, que ontem colocou a Grécia no pior nível da sua escala (CCC), prevê que o Produto Interno Bruto de Portugal desça 1,7% em 2011 e 3,5% em 2012. “A economia portuguesa não pode voltar a um cres- cimento positivo a médio prazo, a menos que se as- sumam reformas fundamentais no sistema económico do país e nas suas estruturas”, assinalou a agência, utilizando terminologia semelhante à que usou para analisar a situação grega.

Troika

PS acusa o Governo de estar a pôr em causa o consenso político

O PS acusa o Governo de estar a fazer tudo para di cultar a manutenção

do apoio político ao programa acordado com a troika e diz que existe uma desigual distribuição de sacrifícios que pode pôr em causa a coesão social.

“O Governo tem feito tudo o possível para di cultar a manutenção deste apoio político abrangente”, acusou o deputado socialista Fernando Medi- na, apontado o risco de desaparecer o apoio abrangente no Parlamento ao programa. Fernando Medina a rmou, perante os deputados da comissão eventual que acompanha o cumprimento das medidas do programa, que o Governo ne- gociou tanto a primeira revisão como a mais recente segunda avaliação, terminada na passada semana, sem dar conhecimento ou informação ao Parlamento e ao Partido Socialista.

O deputado socialista considerou ainda que o programa enfrenta, tam-

bém, o risco “da fractura social”, a rmando que a “desigual distribuição dos sacrifícios pode fazer perigar a coesão social”. Neste caso, diz o deputado, “ir mais longe do que a troika pode signi car, por falta de aceitação social, não ser bem sucedido”.

Ontem, o ministro das Finanças disse que não é tempo de divisões no país. Vítor Gaspar falava na mesma comissão parlamentar, onde lembrou que as instituições internacionais elogiaram o facto de em Portugal haver um consenso político alargado.

O consenso não pode ser desfeito, em concreto com o PS, defendeu o mi-

nistro: “Não é este um tempo de alimentar animosidades e de concentrar

a atenção em interesses particulares e corporativos”.

Media

SIC e TVI contra privatização de canal da RTP

Francisco Pinto Balsemão considera que a alienação de um canal da RTP

é

um “mau negócio para o Estado”.

O

presidente do grupo Impresa de-

fende que, no actual momento de di culdades económicas, a decisão deve ser muito ponderada.

À margem do Congresso da Associa-

ção Portuguesa para o Desenvolvi- mento das Comunicações, Pinto Bal- semão reiterou não existir mercado publicitário para mais um canal

privado: “Com a crise que atraves- samos e a descida da publicidade,

é evidente que o aparecimento de

mais um concorrente vai provocar um excesso de oferta que, por sua vez, baixará os preços”. Também o presidente da Media Ca- pital, Miguel Pais do Amaral, insiste que a privatização de um dos canais da RTP é uma ameaça para toda a comunicação social portuguesa, alertando para di culdades no mer- cado publicitário.

NACIONAL   Fundo de pensões   Campanha   Banca admite não assinar acordo se Estado

NACIONAL

 

Fundo de pensões

 

Campanha

 

Banca admite não assinar acordo se Estado não pagar 14 prestações anuais

Novo apelo ao consumo de produtos nacionais

 

O

Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas admite não assinar o acordo tripar-

» Vera Pinto

 

tido para a transferência dos fundos de pensões da banca se o Estado não garantir aos pensionistas o equivalente a 14 prestações anuais. Os bancos e o Governo estão perto de chegar a acordo para acertar os por- menores da transferência dos fundos de pensões dos bancários dos prin- cipais bancos privados já reformados para o regime geral da Segurança Social, uma transferência que deverá envolver apenas dívida pública e dinheiro. Neste processo, os sindicatos querem assegurar que quem garantidos os direitos acordados em contratação colectiva, nomeadamente o pagamento das 14 pensões anuais ou o montante correspondente, independentemente de a proposta do Orçamento do Estado para 2012 suspender o pagamento dos subsídios de férias e Natal aos funcionários da Administração Pública e pensionistas com vencimentos acima de mil euros. “Os fundos de pensões estão provisionados [pelos bancos para pagarem 14 prestações anuais]. Que sentido faz o Estado pagar só 12 meses, o que vão fazer ao dinheiro sobrante?”, questiona o presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI), Rui Riso. Para o sindicato – o mais representativo dos bancários – a questão é essen- cial para pôr a sua assinatura no acordo tripartido: “Só poderá haver acor- do tripartido sem perda de direitos para os pensionistas e não aceitamos uma solução para dois anos”. Se assim não for, “obviamente que não [assinamos]”, acrescenta. Os sindicatos dos bancários e o secretário de Estado da Administração Pú- blica, Hélder Rosalino, devem reunir-se ainda esta semana, depois de nas reuniões anteriores o Governo ter entregado um documento ao sindicato em que referia a manutenção dos direitos da contratação colectiva.

O

Governo vai lançar no próximo

mês uma campanha para incentivar ao consumo de produtos nacionais

PÁG.

com o objectivo de diminuir as im- portações. O secretário de Estado do Empreendedorismo, Competiti- vidade e Inovação, Carlos Oliveira, explica que é um programa vital para a economia nacional. A campa- nha vai envolver os consumidores, mas também o Estado e as grandes empresas.

A

Renascença realizou ontem à noi-

08

 

te

um debate para debater o ponto

da

situação das empresas portugue-

sas que, para além do secretário de Estado, contou com dois em-

 
 

presários de sucesso. Rui Ferreira, presidente da Vortal, alertou para

o

facto da elevada carga scal que

existe no país levar a que as empre- sas xem actividade noutro país. Quanto à falta de crédito, João Mo- rais e Castro, da AZAL, Azeites do Alentejo, diz é urgente encontrar formas de nanciar as empresas na- cionais, sob o risco de parar a acti- vidade económica.

Banco de Portugal

Carlos Costa quer flexibilizar mercado de trabalho

exibilizando as relações laborais será possível criar condições para aumentar o emprego. O governador do Banco de Portugal considera que facilitar os despedimentos é a única forma de renovar quadros, promoven- do mais oferta de trabalho. Uma realidade que, para Carlos Costa, tem de ser encarada com realismo:

“Quando estamos perante uma inevitabilidade de transformação estru- tural, não é negando a realidade da transformação que a dominamos: é antecipando e fazendo o necessário para que a transformação estrutural não seja gerida em condições de desastre. Não se protege o trabalhador impedindo que a catarse do sistema produtivo se faça, protege-se o tra- balhador garantindo-lhe, por via adequada, duas coisas: o rendimento e

   

Banco Alimentar

Campanha arranca na Internet

 

O

Banco Alimentar contra a Fome

arranca no m-de-semana com mais uma campanha de recolha de alimentos, mas quem quiser pode

fazer a sua doação através da Inter- net a partir de hoje.

 

possível aceder ao site até dia 4

de Dezembro e fazer doações onli- ne através de um conjunto básico de produtos disponíveis ao preço mais baixo de mercado. Pode também optar-se por um ca-

É

reinserção no mercado de trabalho porque se queremos impedir que o processo avance, é a mesma coisa que alguém amarre alguém ao barco que se está a afundar”, disse, ontem, no Porto.

a

Para sair da crise, Portugal precisa de “aumentar a produtividade”, neces- sariamente “acompanhada de aumento de emprego, se necessário”. Uma contradição, diz o governador do Banco de Portugal tendo em conta

 

baz de família constituído por leite, latas de salsichas e de atum, óleo

e

azeite, pelo valor de dez euros e

ambiente empresarial do país. Carlos Costa admite que o tecido de em- presas tem potencial, mas falta-lhe disciplina.

o

que pode ser pago electronicamen- te.

Bruno Fahy/EPA

B r u n o F a h y / E P A INTERNACIONAL   Zona

INTERNACIONAL

 

Zona Euro

 

Bélgica

 

França e Alemanha vão propor alterações aos tratados

 

Rei pede a Primeiro- ministro indigitado que retire demissão

 

O

Presidente francês, Nico-

O

rei da Bélgica, Alberto II, pediu

las Sarkozy, declarou hoje que Paris e Berlim vão apre- sentar “nos próximos dias” propostas

las Sarkozy, declarou hoje que Paris e Berlim vão apre- sentar “nos próximos dias” propostas comuns de alte- ração dos tratados da União Europeia para melhorar a governação económica da Zona Euro. Sarkozy falava em Estras- burgo, numa conferência de imprensa conjunta com a Chanceler alemã Angela Merkel e o novo Primei- ro-ministro italiano, Mario Monti. Escusando-se a avançar, no imediato, o teor dessas propostas, o Presidente francês indicou, todavia, que as mesmas estarão nalizadas a tempo de serem apresentadas aos restantes parceiros europeus na próxima cimeira de chefes de Estado e de Governo, que terá lugar em Bruxelas dentro de duas semanas, a 9 de Dezembro.

EPA

ao socialista Elio di Rupo, encarre- gado de formar Governo, que retire

pedido de demissão e tente pôr

m à crise política no país. De acordo com um comunicado do palácio real, citado pela agência France Press, Di Rupo não aceitou de imediato a proposta do rei. “Antes de dar uma resposta, pediu

um breve prazo para re exão, a m

o

de

avaliar a possibilidade de chegar

PÁG.

um acordo que seja aceite pelas

seis formações” que participam nas negociações, adianta o documento.

a

09

A

Bélgica está com uma crise po-

lítica já há quase um ano e meio. Todos os nomes indicados pelo rei

 

não conseguem formar um Governo de unidade nacional.

 

França

 
  França  

Paris exorta BCE a salvar a Zona Euro

 

O

ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Alain Juppé, exortou hoje

o

Banco Central Europeu (BCE) a “desempenhar um papel essencial” para

salvar a Zona Euro, algumas horas antes de uma cimeira tripartida França/ Alemanha/Itália em Estrasburgo, no leste de França (ver nesta página). “O BCE deverá desempenhar um papel essencial para restabelecer a con- ança”, declarou Juppé à rádio France Inter, salientando haver “urgência”

que a crise afecta todas as economias da Zona Euro, “mesmo as mais sólidas”.

e

   

Elio di Rupo

Brasil

Chrevron proibida de fazer perfurações

A Agência Nacional do Petróleo do Brasil proibiu,

ontem, a petrolífera norte-americana Chevron de perfurar novos poços no Brasil até acabarem as in- vestigações sobre o derrame de petróleo no Campo de Frade. Em comunicado, a ANP informou que a actividade de perfuração de poços deve car suspensa “até que sejam identi cadas as causas e os responsáveis pelo derrame de petróleo e restabelecidas as condições de segurança na área”. A suspensão das actividades da Chevron só não atin- ge os trabalhos necessários para vedar o poço 9-FR- 50DP-RJS, que deu origem ao derrame, assinala a agência ligada ao Governo brasileiro.

Rogério Santana/EPA
Rogério Santana/EPA

EPA

EPA Egipto Líbia Exército pede desculpa pelos mortos na Praça Tahrir Sete mortos em Bani Walid
Egipto Líbia Exército pede desculpa pelos mortos na Praça Tahrir Sete mortos em Bani Walid
Egipto
Líbia
Exército pede desculpa pelos mortos na
Praça Tahrir
Sete mortos em
Bani Walid
O exército egípcio pediu hoje “desculpa” pelos mortos resultantes dos
violentos confrontos entre manifestantes hostis ao poder militar e a forças
da ordem na Praça Tahrir.
O Conselho Supremo das Forças Armadas, num comunicado publicado na
Pelo menos sete pessoas foram
mortas e outras ficaram feridas em
confrontos em Bani Walid, a 170
quilómetros a sudeste de Trípoli,
após a morte de um automobilista
sua própria página do Facebook, “lamenta e apresenta profundas descul-
pas pela morte como mártires de filhos leais ao Egipto durante os recentes
acontecimentos na Praça Tahrir”.
Os confrontos, que tiveram início no sábado no Cairo e em várias outras
perseguido por partidários do novo
regime.
A agência France Press, que cita
Mahmoud Werfelli, membro do Con-
cidades, provocaram o ficialmente 35 mortos, maioritariamente no centro
da capital egípcia.
PÁG.
10
selho Nacional de Transição (CNT),
adianta que os confrontos começa-
ram hoje de manhã entre partidá-
rios do antigo regime e os “thowar”
(combatentes ex-rebeldes) de Bani
Walid.
“Os combates causaram sete mor-
tos, cinco dos quais do lado dos
‘thowar’ Soug Jomaa (um bairro
da capital), que partiram para re-
forçar Bani Walid”, um dos últimos
bastiões do antigo regime líbio,
acrescentou.
INTERNACIONAL
Khaled Elfiqi/EPA

Síria

UE disposta a falar com oposição e preocupada com civis

A

União Europeia está pronta a interagir com o Conselho Nacional da Síria

e

outros grupos da oposição, con rmou o porta-voz da Alta Representante

da União Europeia para Negócios Estrangeiros. Segundo o porta-voz de Catherine Ashton, os “27” reforçaram o apelo para que os elementos da oposição

se comprometam com “uma so-

lução pací ca e democrática”.

A mesma fonte acrescentou que

é urgente proteger os civis na

Síria que têm vindo a ser mar- tirizados nos últimos meses. De recordar que a resposta militar aos protestos na Síria contra o regime do Presidente Bashar al-Assad já provocou mais de 3500 mortos.

EPA
EPA
Bashar al-Assad já provocou mais de 3500 mortos. EPA Tunísia Polícia dispersa manifestação a tiro A

Tunísia

Polícia dispersa manifestação a tiro

A polícia tunisina disparou tiros

para o ar para dispersar manifes- tantes que protestavam na cidade

de Kasserine.

A informação foi con rmada à Reu- ters por várias testemunhas no lo- cal. Não há, no entanto, notícia de

vítimas. Os manifestantes lamentam que a nova autoridade do país não tenha

reconhecido os cidadãos mortos du- rante a revolução que levou à que-

da de Ben Ali em Janeiro.

RELIGIÃO   Vaticano   Arquitectura   Conselho Pontifício para os Leigos debate “questão de

RELIGIÃO

 

Vaticano

 

Arquitectura

 

Conselho Pontifício para os Leigos debate “questão de Deus”

Vaticano quer impedir construção de igrejas feias

 

O

Conselho Pontifício para os Leigos (CPL), organismo da Santa Sé, reúne-

 

O

Vaticano está preparado para

se entre hoje e sábado, em Roma, para a sua 25.ª assembleia plenária, dedicada ao tema “A questão de Deus hoje”, revelou o Vaticano.

 

criar uma comissão para supervi- sionar a arquitectura das igrejas,

 

A

iniciativa conta com a participação do Patriarca de Lisboa, D. José Poli-

 

procurando impedir a construção

carpo, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa. Em comunicado, o CPL indica que a assembleia vai ser dividida em duas partes: a primeira debate o tema “A questão de Deus hoje - Não devemos, de facto, recomeçar por Deus?” e a segunda aborda os aspectos referentes

de

mais locais de culto que sejam

visualmente feios ou desadequados à liturgia católica.

A

informação é avançada pelo jor-

“vocação e à missão dos éis leigos que vivem hoje num contexto socio- cultural caracterizado pela falta de Deus”.

à

   

nalista italiano Andrea Tornielli, respeitado vaticanista do jornal “La Stampa”. Segundo Tornielli, a comissão integrará a Congregação

No nal do evento, os participantes são recebidos em audiência por Bento

XVI.

O Cardeal Stanislaw Rylko, presidente do CPL, a rmou à Rádio Vaticano

 

do

Culto Divino, che ado pelo Car-

PÁG.

11

que “a relação do homem com Deus é determinante para a sua relação consigo mesmo e com o mundo”. “Excluindo Deus, o homem permanece, para si próprio, um enigma inexplicável”, acrescentou.

deal Llovera e será ainda responsá- vel por promover a música e a arte litúrgica nas igrejas.

jornal italiano avança que a co-

O

   

missão será criada dentro de poucas

 

Terra Santa

Descoberta arqueológica lança dúvidas sobre Templo de Jerusalém

 

semanas e que ao longo dos próxi- mos dias serão escritos os estatutos que incluirão instruções precisas para as dioceses.

A

medida re ecte, segundo Tor-

 

nielli, uma preocupação crescente

 

de

Bento XVI e partilhada pelo Car-

 

Arqueólogos descobriram, em Israel, um conjunto de moedas, debaixo das fundações do Muro das Lamentações, que indicam que a construção do Templo demorou mais tempo do que até agora se tinha suposto.

deal Llovera, em relação ao nível

do

como na música usada e na arqui- tectura dos espaços sagrados.

culto católico, tanto nas missas

A

crença convencional era de que o Templo tinha sido construído pelo Rei

Herodes, mas as moedas, cunhadas vinte anos depois do seu reinado, indi-

   

cam que a obra só foi terminada depois da sua morte. Esta não é a primeira indicação histórica que aponta no sentido de uma

construção mais tardia. O historiador judeu Flavio Josefo, num relato con- temporâneo, já tinha indicado que a obra havia sido concluída pelo bis- neto de Herodes, mas isso não tinha alterado a ideia generalizada de que tinha sido o próprio.

José António Falcão

Cultura tem “valor multiplicador”

O

Templo de Jerusalém foi arrasado pelos romanos no ano 70 depois de

Cristo. O Muro das Lamentações é o único resquício da construção, razão pela qual é considerado sagrado para os judeus. No local existe, actual- mente, a mesquita de Al-Aqsa, venerada por Muçulmanos.

 

As autarquias devem continuar

 

a

apostar na Cultura, mesmo em

tempo de crise, diz José António

 

Falcão, director do departamento

do

Património Histórico e Artístico

 

Paquistão

 

da

Diocese de Beja.

O

responsável recebeu ontem, na

 

Embaixada de França, em Lisboa,

 

Activista cristão assassinado

 

a

Medalha da Juventude e dos Des-

 

portos do Governo francês pelo tra-

 

Um activista cristão, defensor dos direitos das minorias no Paquistão, foi ontem assassinado na região do Punjab. Akram Masih, casado e pai de quatro lhos, era católico praticante e de- fensor dos direitos dos cristãos e de outras minorias no Punjab, sobretudo na defesa das terras agrícolas, cobiçadas por latifundiários locais. Segundo fontes da Igreja local, contactadas pela agência AsiaNews, Masih recebia ameaças de morte há vários anos, em especial depois de ter impe- dido a expropriação de duas escolas católicas no ano passado.

balho feito no Estudo do Caminho

de

Santiago.

José António Falcão pediu aos muni-

cípios para não se esquecerem “do valor multiplicador da Cultura”, porque “cada euro que se investe”

 

na

cultura “é dinheiro que se repro-

duz, que atrai visitantes”.

 

EPA

EPA CULTURA     Teatro   Bruce Springsteen Uma estreia em dia de greve geral O

CULTURA

 
 

Teatro

 

Bruce Springsteen

Uma estreia em dia de greve geral

O “Boss” estará de novo entre nós

 
Magda Bizarro Bruce Springsteen vai actuar a 3 de Junho em Portugal, no festival Rock

Magda Bizarro

Bruce Springsteen vai actuar a 3 de Junho em Portugal, no festival Rock in Rio Lisboa, anunciou ontem a or- ganização, dias depois de o cantor ter revelado planos de uma digres- são em 2012. Bruce Springsteen e a E Street Band vão tocar no palco principal do fes- tival Rock in Rio Lisboa, no Parque da Bela Vista. Na segunda-feira, o músico norte- americano anunciou que iria andar em digressão na Europa entre Maio e Julho de 2012. Na curta mensa- gem deixada esta semana, o “Boss” disse que está a preparar um novo álbum, ainda sem título nem data de edição. Springsteen deu apenas um concer- to em Portugal, em 1993, no Estádio de Alvalade, para cerca de 40 mil pessoas. Em 2009, o músico andou em digressão com o álbum “Working on a Dream”, mas o mais próximo que os fãs portugueses conseguiram chegar do “Boss” foi em Santiago de Compostela, Espanha.

 
   

» Maria João Costa

Na Culturgest de Lisboa, estreia-se hoje uma peça que aborda o tema da crise económica vista pelos olhos de uma criança. “Tristeza e alegria na vida das girafas” é um texto de Tiago Rodrigues.

O

encenador explica que os actores, porque são trabalhadores a recibo

PÁG.

12

verde, não vão fazer greve. Contudo a peça servirá de manifesto em dia de paralisação. “Estrear no dia da greve geral implica vários riscos. Curio- samente, o dos actores não aparecerem é um dos riscos menores porque trabalhamos a recibos verdes, infelizmente falsos recibos verdes, com uma legislação completamente desadequada”, disse.

 
 

Uma das personagens da peça, que sobe ao palco às 21h30, onde ca até sábado, é o Primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Cortes

Viegas admite dialogar com artistas

O

secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, está disponível

O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, está disponível

para dialogar com as estruturas artísticas. Um dia depois da Direcção Geral

 

das Artes ter anunciado o corte na atribuição de subsídios, Francisco José Viegas garante que não há volta a dar às contas do Estado.

À

margem da abertura da Feira de Arte de Lisboa, ontem à noite, Viegas

mostrou abertura para o diálogo. “Há uma coisa que tem que se perceber:

 

nós não cortamos por gosto, cortamos por absoluta necessidade e porque

as

condições são exactamente estas.

Nesta Feira de Arte de Lisboa estão presentes 32 galerias, 12 delas espa- nholas.

 

DR

Conrad Murray

MP quer pena máxima para médico de Jackson

Os procuradores do Ministério Público norte-america- no, que acusaram o médico de Michael Jackson de ho- micídio involuntário do cantor, pedem uma pena de quatro anos de prisão para Conrad Murray. Já a defesa de Conrad Murray defen- de que o médico que assistiu Jackson no dia da sua morte que com pena suspensa.

A decisão da pena a aplicar pelo juiz

Michael Pastor vai ser conhecida na próxima terça-fei- ra. A pena máxima neste caso é precisamente quatro anos. O médico Conrad Murray foi conside- rado culpado da morte de Jackson por um conjunto de jurados no passado dia 7 de Novembro. Murray, que não falou no julgamento, é acusado de ter ministrado uma dose fatal do anesté- sico propofol a Michael Jackson.

uma dose fatal do anesté- sico propofol a Michael Jackson. PUB r/com renascença comunicação multimédia ,
DESPORTO PÁG. 13 Liga dos Campeões FC Porto retoma modo tradicional » Sílvio Vieira O

DESPORTO

PÁG.

13

Liga dos Campeões

FC Porto retoma modo tradicional

» Sílvio Vieira

O FC Porto abriu caminho, em Donetsk, para

continuar na Liga dos Campeões. Os azuis e brancos, depois de três resultados negativos na competição, venceram o Shakhtar (0-2) e cam a depender de um triunfo com o Zenit, na última jornada, a 6 de Dezembro, no Está- dio do Dragão. Mais que nunca o FC Porto tem os olhos postos nos oitavos-de-nal, zona de conforto no passado recente dos campeões nacionais. Na Ucrânia, mais que os graus negativos, os jogadores tiveram de inverter a onda negati- va dos últimos desa os. Depois de um primei-

ra parte de dúvida e nervosismo, o FC Porto reapareceu no segundo tempo. Não encan-

EPA
EPA

tando, a equipa mostrou reacção, vontade e compro- meteu-se com o resultado. Helton primeiro, Moutinho

e Hulk, depois, zeram o mais difícil. Com o gelo que- brado, Maicon encontrou a sorte, num remate desviado por um adversário. Os ‘dragões’ abateram o Shakhtar

e caram com o destino nas mãos. Isto porque o Zenit

não foi capaz de destronar o APOEL da primeira posição do grupo. Os cipriotas criaram um estranho hábito de não perder e garantiram, na penúltima jornada, uma histórica quali cação para os oitavos-de- nal da Cham- pions.

“FCFC PortoPorto queque jogoujogou comcom aa AcadémicaAcadémica morreu”morreu”

Os responsáveis portistas não esconderam a satisfação pelo triunfo, mas mais do que alívio transmitiram con- ança. Vítor Pereira e Pinto da Costa foram categóri- cos: “O FC Porto que jogou a Académica morreu”. O treinador sublinhou que a equipa que ontem se apre- sentou na Donbass Arena é o Porto “real, o da Acadé- mica está enterrado”. Pinto da Costa, por seu lado, esclareceu que o futuro de Vítor Pereira nunca esteve em causa.

AAPOELPOEL ee ArsenalArsenal apuradosapurados

Além do APOEL, no grupo do FC Porto, o Arsenal tam- bém garantiu a passagem aos oitavos-de- nal, na pe- núltima jornada da Liga dos Campeões. Os londrinos venceram o Dortmund, por 2-1, no Emirates Stadium. No outro jogo do Grupo F, o Olympiakos bateu o Marse- lha, em França, e volta à luta pelo apuramento com os franceses e os alemães. No jogo grande da noite, o Barcelona venceu o AC Mi- lan, no San Siro, por 2-3 e garantiu o primeiro lugar do Grupo H. Nota, ainda, para a primeira vitória do Plzen na Liga dos Campeões, na Bielorrússia, frente ao BATE Borisov. No Grupo E, o Valencia goleou o Genk (7-0) e o Chelsea colocou-se numa situação delicada, ao perder com o Leverkusen, por 2-1.

VVillas-Boasillas-Boas aassumessume rresponsabilidadesesponsabilidades

O Chelsea voltou a perder, agora na Liga dos Campe- ões, e a pressão sobre Villas-Boas intensi ca-se. O trei- nador, contudo, concentra-se no trabalho a fazer para inverter a situação. “A minha tarefa é inspirar, motivar estes jogadores. Temos trabalho bem e o talento des- tes jogadores é imenso”, disse, após a derrota com o Leverkusen. Villas-Boas não se esconde atrás do azar e assume toda a responsabilidade pelos maus resultados. “A responsa- bilidade é minha e inspirá-los depende de mim”, subli- nhou, acrescentando que “pequenos pormenores têm decidido o nosso futuro e hoje [ontem, com o Leverku- sen] esses detalhes zeram toda a diferença”. Os ingleses estiveram na frente do marcador, mas per- mitiram a reviravolta no marcador. O Leverkusen mar- cou nos descontos, complicando as contas do Chelsea, na Liga dos Campeões. Os ‘blues’ têm que vencer, ou empatar a zero, com o Valência, na última jornada, em Stamford Bridge.

FC Porto ajuda Portugal a recuperar o 5.º lugar no ranking

Portugal acabou por segurar a quinta posição no ranking da UEFA, mantendo a vantagem tangencial para a Fran- ça, sexta colocada. A vitória do FC Porto e o empate do Ben ca equipararam-se à vitória do Lille, empate do Lyon e derrota do Marselha. Após os jogos de terça-feira, Portugal encontrava-se na sexta posição. O triunfo do FC Porto, na Ucrânia, aliado à derrota do Marselha, em casa, com o Olympiakos, res- tabeleceu o cenário original. O ranking é liderado pela Inglaterra. Seguem-se Espa- nha, Alemanha e Itália. Abaixo da quinta posição, ocu- pada por Portugal, estão França, Rússia, Ucrânia, Ho- landa e Grécia.

Sporting Ponto Final Alvalade integrado no Programa de Desfibrilhação Automática Afinal, era possível O
Sporting
Ponto Final
Alvalade integrado
no Programa de
Desfibrilhação
Automática
Afinal, era possível
O
Complexo Desportivo Alvalade
Ribeiro Cristóvão
Jornalista
XXI
vai passar a estar integrado no
Programa de Des fibrilhação Auto-
O
sonho portista de continuar a luta na Liga dos Campeões era
mática Externa (DAE), tornando o
Sporting no primeiro clube a dispor
de
meios de resposta a casos de
paragem cardiorrespiratória, anun-
ciou hoje o clube.
a final possível como ficou demonstrado esta noite no sudoeste da
Ucrânia, onde os dragões venceram, sem discussão, o Shakthar
Donetsk.
A
crispação que se tem feito sentir à volta da equipa fica deste
Na
sexta-feira, o Sporting e o Ins-
PÁG.
tituto Nacional de Emergência Mé-
dica (INEM) organizam um evento
que assinala a entrada em funcio-
modo mais atenuada, que não totalmente desvanecida, aguardan-
do-se agora o desa fio final desta fase de grupos, no qual o Futebol
Clube do Porto vai jogar tudo por tudo frente à difícil equipa do
Zenit, que se bate agora por objectivos iguais aos do campeão
namento do programa, depois de
14
o
clube ter recebido o certi fi cado
que comprova a existência de re-
português.
Ficam assim acertadas as contas, ao mesmo tempo que se atenua o
clamor portista que se tem feito sentir sobre os jogadores e o seu
quisitos que regulam a utilização
de
DAE.
técnico, arrastando consigo as mais justificadas descon fianças.
De
acordo com um comunicado
divulgado pelo Sporting, o evento
consistirá “na simulação de uma pa-
ragem cardiorrespiratória nas insta-
lações do estádio, permitindo dar a
conhecer o funcionamento dos elos
Fica por se saber se a nível interno esta equipa será também capaz
de operar a reviravolta, e reconciliar-se definitivamente com a
sua massa associativa.
Não falta muito para que surja essa oportunidade: no fim-de-se-
mana que se segue, o embate com o Sporting de Braga, no estádio
da
cadeia de sobrevivência”.
do Dragão, poderá con firmar a recuperação ou, na pior das hipó-
teses, prolongar a crise.
O
jogo mais importante fica no entanto em banho-maria até ao
119595 eespaçosspaços ppúblicosúblicos jjáá
eequipadosquipados
dia 6 de Dezembro, quando os portistas receberem o Zénit para o
Segundo dados do INEM, “em locais
onde o programa DAE proporciona
embate da grande decisão.
Ao Porto será então exigido um esforço maior uma vez que para
se
manter na Champions terá de vencer este adversário russo por
de
imediato Suporte Básico de Vida
mais de dois golos de diferença.
(SBV) e um primeiro choque com
À
medida que se vão rasgando as folhas do calendário sobe o nível
DAE nos três minutos após o colap-
de exigência para com uma equipa que baixou o seu rendimento
so
a taxa de sobrevivência é supe-
muito para além do aceitável.
rior
a 74 por cento”. Actualmente,
de
acordo com o INEM, existem 195
espaços públicos com DAE, entre os
quais aeroportos, casinos e centros
comerciais.
Agora, para repor a con fiança vai ser necessário um esforço her-
cúleo de todos, para evitar que o chicote funcione por alturas da
festiva quadra do Natal.
Têm a palavra os jogadores, que, na última noite, demonstraram
O
DAE é um dispositivo portátil
que talvez fosse evitável a ameaça de derrocada que pairou sobre
que permite, através de eléctrodos
adesivos colocados no tórax de uma
vítima em situação de paragem
o
Dragão, se o espírito de conquista não se tivesse injustificada-
mente afastado do grupo.
cardiorrespiratória, analisar o rit-
Ouça a crónica de Ribeiro Cristóvão às 22h30, em Bola Branca
mo
cardíaco e recomendar ou não
um
choque eléctrico.
DESPORTO

Bola de Ouro

Del Bosque vota em Messi

O

seleccionador de Espanha, Vicente Del Bosque, vol-

volta a atribuir três pontos a Cristiano Ronaldo.

ta

a apostar em Lionel Messi para melhor jogador do

A única alteração nas escolhas do seleccionador es-

mundo.

panhol é no terceiro jogador, em que volta, contu-

O

treinador espanhol atribuiu, tal como no ano passa-

do, a distinguir um futebolista alemão do Bayern de

do,

cinco pontos ao jogador do Barcelona.

Munique. Na época passada, Del Bosque seleccionou

As

escolhas de Del Bosque mudam pouco, uma vez que

Scweinsteiger, este ano preferiu Thomas Muller.

r/com renascença comunicação multimédia, 2011

ONTEM E HOJE   A 24 de Novembro de 1831   Michael Faraday prova a

ONTEM E HOJE

 

A 24 de Novembro de 1831

 

Michael Faraday prova a indução electromagnética

 

» Pedro Rios

 
  Carlos Fiolhais diz que é uma “coincidência feliz”: Faraday inventou o primeiro gerador eléctrico
 

Carlos Fiolhais diz que é uma “coincidência feliz”:

Faraday inventou o primeiro gerador eléctrico (um aparelho que convertia energia mecânica em ener- gia eléctrica). Juntou “dois ramos da física que es- tavam separados: a electricidade e o magnetismo”, explica Fiolhais. Antes de Faraday, já se sabia que estariam relacionadas: quando passava electricida- de num o eléctrico “já se observava que a corrente afectava uma agulha magnética, que uma bússola cava maluca e perdia o Norte”. “Pensava-se que a electricidade afectava o magnetismo”, prossegue. Faraday foi mais longe e provou a ligação insepa- rável entre electricidade e magnetismo. Percebeu que, introduzindo um íman dentro de uma bobina, esta acusava a presença de uma corrente eléctrica. Pensou: para obter uma corrente contínua num o condutor bastava que este se movesse ininterrupta- mente próximo de um íman. É o princípio do dínamo eléctrico. Foi um “génio”, diz Fiolhais, até porque tinha pou- cos estudos (provinha de família humilde, o pai era ferreiro). O interesse pela ciência deu-se quando foi ver uma demonstração cientí ca na Royal Institu- tion. Começou como químico autodidacta, mas o seu laboratório era tanto de química como de física. Com pouco domínio da matemática avançada, Fara- day cou-se pelas experiências. É “um experimen- tador”, que abre caminho para que “outro grande físico”, James Clerk Maxwell, redija a teoria do electromagnetismo.

 

Thomas Phillips

na data em que Portugal celebra o Dia Nacional da Cultura Cientí ca assinala- se também a efeméride de um dos acontecimentos mais importantes na histó- ria da ciência do século XIX. Neste dia, no ano de 1831, Michael Faraday – ele pró-

PÁG.

prio também um divulgador de ciência - apresenta as suas “Pesquisas Experi- mentais em Electricidade”, resultados das suas ex-

periências em torno das relações entre electricidade

15

e

magnetismo.

O

professor catedrático no Departamento de Física

 

da Universidade de Coimbra não tem dúvidas: Fara- day (1791-1867) “foi o maior físico do século XIX e talvez um dos maiores cientistas. Não o maior por- que foi o século do Charles Darwin”. Como Darwin, Faraday “mudou completamente o mundo”, abrin- do caminho à produção eléctrica em grande escala. Diz-se que, numa apresentação, o Primeiro-ministro

britânico disse ao cientista: “Senhor Faraday, isto tudo é interessante, mas qual é sua utilidade?”. Fa- raday respondeu, secamente: “Talvez, senhor, esta descoberta dê lugar a uma grande indústria, da qual

o

senhor possa arrecadar impostos”.

Olhar

Uma unidade do Ministé- rio ucraniano das Emer- gências teve de utilizar gruas para carregar um camião com o pinheiro de 30 metros de altura que vai ser enviado para o Vaticano, onde será colocado como a árvore de Natal, da Praça de São Pedro. O chefe da zona orestal de Rakhov, de onde é originária a árvore, disse que esta foi seleccionada entre uma centena de candidatas. Foi escolhida “a árvore mais alta e mais bonita”. Tem 60 anos e pesa cinco toneladas.

Foto: Janos Nemes/EPA

Foto: Janos Nemes/EPA

r/com renascença comunicação multimédia, 2011

ÚLTIMAS   Conselho de Ministros Greve geral Rating   Aprovadas 18 leis orgânicas de entidades

ÚLTIMAS

 

Conselho de Ministros

Greve geral

Rating

 

Aprovadas 18 leis orgânicas de entidades públicas

CGTP destaca adesão elevada

Bruxelas contesta avaliação da Fitch

 

O

secretário-geral de CGTP, Carva-

A

Comissão Europeia contestou hoje

O

Conselho de Ministros aprovou,

lho da Silva, destacou hoje a “ele- vadíssima e diversi cada” adesão

o

corte de rating a Portugal e criti-

hoje, 18 leis orgânicas de entida- des públicas, entre as quais, a do

novo instituto Camões e a da nova

ca, ainda que de forma indirecta, a

dos trabalhadores à greve geral, maior do que há um ano, alertando

decisão da Fitch de baixar a avalia- ção da dívida portuguesa, numa al- tura em que o país se encontra sob programa de ajustamento e uma

 

Autoridade Tributária e Aduaneira, resultantes de fusões.

para o facto de se estar perante um “profundo e perigosíssimo retroces-

O

novo Camões - Instituto Português

so

social” .

apertada vigilância de Bruxelas e

de

Apoio ao Desenvolvimento resul-

Manuel Carvalho da Silva anunciou

do

FMI.

tou da fusão do Instituto Camões

uma adesão “inequivocamente su-

O

porta-voz da Comissão, Olivier

com o Instituto Português de Apoio

perior” na greve deste ano em com-

Bailly, escusou-se a comentar este caso em particular, mas adiantou

ao

Desenvolvimento.

paração com a de 2010.

A

Autoridade Tributária e Aduaneira

O

secretário-geral da CGTP criticou,

que o Executivo comunitário consi- dera-se mais habilitado do que ou- tras entidades para avaliar a situa- ção de outros países da Zona Euro que recorreram à ajuda. “Acreditamos que temos mais infor- mação, mais dados das autoridades portuguesas”, e que “estamos mais bem posicionados do que qualquer outra instituição para analisar a si- tuação”, disse Olivier Bailly.

resultou da fusão das direcções-ge- rais dos Impostos, das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Con- sumo e de Informática e Apoio aos Serviços Tributários e Aduaneiros. Entre as restantes orgânicas apro- vadas hoje, estão, entre outras, as da Secretaria-Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Ins- pecção-geral Diplomática e Consu- lar e as do Fundo para as Relações Internacionais.

ainda, o que disse serem as “viola-

PÁG.

16

ções cometidas” pelas forças poli- ciais e algumas administrações no sentido de impedirem o protesto.

 

A fechar

Soldados portugueses feridos

Dois soldados portugueses foram hospitalizados na se- quência de confrontos com a população, num incidente que fez mais de 20 feridos no Kosovo. Os militares estão sob observação, mas fora de perigo.

Governo associa “instabilidade dos mercados “ ao corte de rating

O ministro Miguel Relvas associou a “instabilidade dos

mercados nanceiros” ao corte do rating de Portugal para um nível considerado “lixo” pela agência Fitch.

Tour começa na Córsega

A organização da Volta a França em bicicleta anunciou

que a edição de 2013 - a edição do centenário - terá ini- cio na Córsega. A prova vai ser apresentada dia 6.

George Michael internado

O cantor britânico George Michael foi hospitalizado de

emergência, em Viena, devido a uma pneumonia. A es- trela pop cancelou já vários concertos.

TEMPO

 
 

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