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AULA Nº 9 – Regulação do

Metabolismo

A bactéria tem uma grande capacidade de síntese, no entanto, num dado momento a
célula produz apenas o material proteico de que necessita. Para atingir este objectivo,
ela recorre a mecanismos de regulação da sua própria produção proteica.

Por exemplo, se a bactéria for inoculada num meio simples (glucose) vai ter de
metabolizar este monossacarídeo de forma a obter todos os produtos de que necessita.
Então todos os processos de catabolismo e anabolismo desenvolvidos pela bactéria têm
de ser estritamente controlados para que esta não gaste recursos sem necessidade.

 Essa regulação pode ser realizada a 2 níveis:


1) Regulação da actividade enzimática

2) Regulação da quantidade de proteínas

Dentro da regulação da actividade enzimática temos 2 mecanismos:


1.1) Regulação Alostérica

1.2) Modificação covalente de enzimas por adição de grupos

1.1) Regulação Alostérica

As enzimas reguladas
alostericamente participam em quase
todas as vias metabólicas e
geralmente catalisam uma reacção
irreversível no início da via. Quanto
à sua estrutura, são oligoméricas, ou
seja, compostas por várias cadeias
polipeptídicas. A actividade destas
enzimas pode ser controlada por um

Fig 9.1: Regulação Alostérica


ligando que se associa à enzima de forma não-covalente numa zona específica mudando
a sua conformação

Os efectores ou moduladores alostéricos, podem ser positivos (aumento da velocidade


de reacção) ou negativos (diminuição da velocidade de reacção). Portanto o modulador
alostérico pode actuar tanto como inibidor como activador da reacção enzimática.

É comum que o produto final de uma via metabólica actue como modulador alostérico
negativo da enzima que catalisa as primeiras reacções da via. Portanto quando a
concentração deste produto aumenta este age como um inibidor alostérico, diminuindo a
velocidade da reacção catalisada pela enzima e a sua própria produção final . Este
mecanismo designa-se inibição por retroalimentação ou feedback negativo. Quando o
produto final começa a ser consumido a sua concentração diminui, e deixa de exercer a
acção inibitória sobre a enzima cessando o feedback negativo.

Por exemplo a enzima aspartato carbamiltransferase sofre regulação alostérica por parte
do último produto da via, o CTP, e também pelo ATP os quais funcionam como
moduladores negativo e positivo, respectivamente, alterando a afinidade da enzima para
o seu substrato (quanto < o Km > é a afinidade).

Fig 9.2: Regulação alostérica da enzima aspartato carbamiltransferase


1.2) Modificação covalente de enzima por adição de grupos

Ocorre quando há modificação covalente da


enzima, com conversão entre formas
activa/inactiva. O processo ocorre principalmente
por adição/remoção de grupos fosfato.

Nota: Glicogénio = (Glucose)n ; a modificação


estrutural ocorre pela adição do um grupo fosfato
ficando a enzima na forma activa, o mecanismo é
reversível.

Fig 9.3: Glicogénio Fosforilase

Dentro da regulação da quantidade de proteína temos várias opções:

2.1) - Controlo ao nível da transcrição de DNA para RNAm.

2.1.1) no inicio da transcrição (operão lactose e triptofano)

2.1.2) no meio da transcrição (terminação prematura da transcrição)

2.2) - Controlo a nível da tradução

2.3) – Manutenção das proteases (são produzidas para controlar a quantidade de


proteína)

Qual a melhor estratégia?

-» Comparando os tempos médios de vida de um RNAm (1 a 2 min) e de uma proteína


normal (dias) é fácil concluir que a regulação da quantidade das de proteínas é feita por
mecanismos de regulação genética. Especialmente mecanismos de regulação da
transcrição do DNA em RNAm (inicio), pois este é mais fácil de monitorizar do que
uma proteína madura.
Alguns Conceitos:
Transcriptoma: conjunto de todos os transcritos ou seja RNA’s.

Operão: (unidade de transcrição que só tem um RNAm com vários genes regulados pelo
mesmo promotor)

Lactose: dissacarideo (glucose+galactose) degradada pela β-galactosidase

Regulação da síntese do RNAm


Nas bactérias, os genes que codificam funções associadas a uma via metabólica estão
geralmente agrupados em unidades funcionais de transcrição, os operões. Os genes de
um operão são transcritos numa única molécula de RNA mensageiro a partir de um
único promotor.

Fig 9.4: Operão Lactose

A transcrição de um operão pode estar sob controlo negativo ou positivo. A transcrição


dos genes que estão sob um controlo negativo está dependente de uma proteína
reguladora (repressor). A ligação especifica do repressor a uma sequencia de DNA
situada a jusante do promotor (operador) não permite que a RNA polimerase transcreva
os genes do operão. Os genes, que estão sob o controlo positivo, necessitam de um
activador da transcrição. Este activador liga-se a uma região especifica, habitualmente a
montante da região central do promotor e assiste a RNA polimerase na transcrição. Na
ausência desse activador, a RNA polimerase não consegue transcrever o operão.

O operao lactose está sob o controlo negativo de um repressor que, ao fixar-se à região
operadora, inibe a transcrição do gene da β-galactosidase, enzima que degrada a lactose
em glucose e galactose. Na presença da lactose o repressor perde a afinidade para o
operador em virtude da mudança de conformação resultante da ligação do repressor a
este dissacarideo.

A ausência do repressor na região operadora deixa o caminho livre à RNA polimerase


para transcrever o operão. O operão lactose é um operão indizível e a lactose é um
agente indutor.

Fig 9.4: Operão Triptofano

O operão triptofano está também sob o controlo negativo de um repressor, mas este só é
eficaz na presença de triptofano. Na ausência deste aminoácido o repressor não tem
afinidade para a região operadora e por isso não há inibição da transcrição. O operão
triptofano é um operão repressivel e o triptofano co-repressor.

Um operão pode ser regulado por diversos mecanismos. O operão lactose, por exemplo,
é regulado positivamente pela proteína CAP (Proteína Activadora do Catabolismo),
mutações nesta proteína inibem a síntese da β-galactosidase mesmo na presença de
lactose.

A transcrição de
um operão pode
ser controlada
por um controlo
negativo ou por
um controlo
positivo. Por
exemplo, o
operão lactose
da E. coli pode
ser também
regulado por
um controlo
positivo. Esta bactéria, num meio de cultura contendo glucose e lactose (1:10), sintetiza
muito poucas moléculas de β-galactosidase (enzima que degrada a lactose nos seus
constituintes, glucose e galactose). Contudo, quando se esgota a glucose do meio, a
produção de β-galactosidase vai gradualmente aumentando. A 1ª interpretação deste
fenómeno foi de que um catabolito da degradação da glucose seria o responsável pela
inibição da síntese do RNAm da β-galactosidase. Consequentemente, chamou-se a este
fenómeno de repressão catabólica.

Estudos posteriores vieram


mostrar que a causa da fraca
produção da β-galactosidase não
era a existência de um mecanismo
de repressão da transcrição. Em
carência de glucose, a E. coli
sintetiza um nucleótido invulgar, o
AMPc, e um aumento da
concentração desta molécula é um
factor fundamental para a indução
da transcrição de inúmeros genes
que participam na metabolização
da lactose. Na indução da
transcrição do operão lactose é
necessário ainda a participação de
uma outra proteína camada CAP. O AMPc liga-se à proteína CAP, activando-a e
mudando a sua conformação. Este complexo AMPc-CAP liga-se a uma região a
montante do promotor Lac, o sitio CAP, e interage com a RNA polimerase activando a
transcrição do operão lactose. Este é um mecanismo de controlo positivo: o complexo
AMPc-CAP. Na presença de glucose os níveis de AMPc baixam, não se formando o
complexo activador AMPc-CAP. Nesta situação mesmo na presença do indutor (a
lactose) os níveis celulares de β-galactosidase são baixos.

Conclusão: Numa situação com glucose + lactose a E. Coli não produz AMPc, assim
não há activação do sítio CAP, logo não ocorre a transcrição.

Bibliografia usada para a aula nº 9:

 Wanda F. Canas Ferreira e João Carlos F. de Sousa. Microbiologia,


Volume 1. 1998. Lidel, Edições Técnicas.

_Capítulo 8_

 Apontamentos tirados na aula