Sei sulla pagina 1di 31

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL UERGS UNIDADE EM BENTO GONÇALVES CURSO DE ENGENHARIA DE BIOPROCESSOS E BIOTECNOLOGIA

JEAN BRESSAN ALBARELLO

CONDUTIVIDADE TÉRMICA Condução de Calor e Massa

Bento Gonçalves

2011

LISTA DE SÍMBOLOS

condição no infinito

A

área

f

aleta

H

condução de calor

 

h

coeficiente de transferência de calor

k

condutividade térmica

L

comprimento

m

parâmetro

nas equações de aletas, √ ̅ ⁄

̅ ⁄

P

perímetro, circunferência

 

Q

transferência de calor total (calor transmitido)

q

fluxo de calor

r

raio

R

resistência térmica

 

s

parâmetro na equação das aletas

t

espessura, tempo

T

temperatura

U

energia interna total

 

w

largura

y

coordenada cartesiana

 

α

difusividade térmica,

Δ

incremento finito eficiência temperatura de referência capacidade de acúmulo de energia interna por unidade de

volume

λ calor latente

INTRODUÇÃO

Este experimento consiste em dois sistemas de transporte de calor, em que se utilizam dois dissipadores com superfícies estendidas.

O

experimento foi dividido em duas partes, uma para cada dissipador de calor

utilizado.

O

objetivo do experimento foi medir temperaturas em diferentes pontos dos

dissipadores, com o intuito de determinar o calor transferido por convecção, do vapor de água para os dissipadores, e também determinar a massa da água

utilizada no experimento.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Entende-se por transporte de calor o transporte de energia devido à força motriz denominada diferença de temperatura. O transporte de calor pode ocorrer por:

Condução: ocorre em sólidos, líquidos e gases, onde o transporte de energia (calor) é conduzido pelo movimento entre moléculas adjacentes da substância. O movimento das moléculas pode ser vibração de átomos em um sólido, movimento randômico de moléculas em um gás e até mesmo elétrons livres em sólidos metálicos. Como exemplo de transporte de calor por condução podemos citar o tratamento térmico de borracha (vulcanização), tratamento térmico de aço e fluxo de calor através de trocadores de calor.

Convecção: ocorre em líquidos e gases e é regido pela mecânica dos fluidos. Pode ser natural, quando diferentes temperaturas resultam em diferentes densidades que induzem a convecção, ou pode ser forçada, quando a convecção resulta da ação de forças externas. Como exemplo de transporte de calor via convecção podemos citar o radiador a vapor.

Radiação: o transporte de energia ocorre por radiação eletromagnética (fótons). Este tipo de transporte é mais eficiente quando ocorre no vácuo. O transporte de calor do sol para a Terra é um bom exemplo de transporte de calor por radiação. Dos três tipos de transportes de calor acima citados, aprofundaremos apenas na condução, unidimensional e em estado estacionário, onde a temperatura não é função do tempo.

Lei de Fourier da condução de calor:

Um sólido homogêneo, com faces paralelas (paralelepípedo), com temperatura inicial (T i ) uniforme, é aquecido em uma de suas faces. Considerando

que este aquecimento ocorra na face inferior, a quantidade de calor transmitida na direção y é proporcional ao gradiente de temperatura:

Em qualquer posição:

Condutividade térmica:

(

(

)

)

(1)

(2)

Sabemos que materiais diferentes possuem condutividade térmica boa e outros são isolantes térmicos. A propriedade física que determina a taxa de condução de calor é a condutividade térmica ( ).

Entende-se por condutividade térmica, a quantidade de calor transportada por espaço de tempo através de uma distância, e determinada direção, devido à diferença de temperatura existente em pontos distintos de um material.

De acordo com a lei de Fourier, a condução de calor é:

(3)

Onde o

do denominador é comprimento e

é a variação do tempo.

desta

condutividade térmica:

A partir

equação

podemos

reorganizá-la

e

obter

a

fórmula

(4)

da

Outra fórmula baseada na lei de Fourier, onde podemos determinar a transferência de calor é:

(5)

Esta equação na forma unidimensional é apresentada da seguinte forma:

Calor latente:

(6)

Como objetivo deste trabalho é também determinar a massa do vapor d’água utilizado no experimento, devemos considerar a propriedade de calor durante a mudança de fase da água. Calor latente (λ) é definido como a quantidade de calor utilizada por unidade de massa para que determinada substância mude de fase. Durante esta de fase a temperatura da substância não varia, por isto este calor é denominado latente. O calor latente é definido por:

Equação geral:

(7)

Considerando qualquer material homogêneo e tridimensional, admitimos que existam gradientes térmicos em todas as direções. Especificando os gradientes é possível determinar o fluxo de calor e a temperatura em qualquer direção e ponto do sistema, respectivamente. Com base na primeira lei da Termodinâmica, temos que: a soma entre a taxa de entrada de calor com a taxa de entrada de trabalho é igual à soma entre a taxa de saída de calor com a taxa de saída de trabalho mais a taxa de crescimento da energia interna. Para substâncias incompressíveis o trabalho total realizado pelo sistema é convertido em energia interna:

(8)

Onde:

|

|

|

|

 

|

|

Substituindo os valores da Eq. (8) e rearranjando:

| | | | | |
|
|
|
|
|
|

(9)

No limite, quando Δx, Δy e Δz tendem a zero:

(

)

(

)

(

)

(10)

Nos casos em que a condutibilidade térmica é constante temos a equação geral da condução de calor para meio estacionário:

Sistemas unidimensionais:

(11)

Em sistemas unidimensionais consideram-se estruturas físicas simples, tais como placas (paredes) planas e tubos ocos.

Parede plana: considerando duas placas mantidas em contato, feitas com materiais diferentes a e b, e com espessuras diferentes (FIG. 1). Em estado estacionário, o fluxo de calor ( ) é constante e perpendicular à área das placas. Quando as faces externas das placas em contato tiverem temperaturas diferentes,

sendo as temperaturas T 1 >T 2 >T 3 , onde T 2 é a temperatura do ponto de contato entre as placas, o fluxo de calor através da placa a é:

E através da placa b:

(12)

(13)

através da placa a é: E através da placa b: (12) (13) Figura 1. (Fenômenos de

Figura 1. (Fenômenos de Transporte, L. Sissom; D. Pitts, pg. 100).

Sabendo que o fluxo de calor é o mesmo para as duas placas, que formam a parede, temos:

Onde

é a resistência térmica do material condutor.

(14)

Cilindros: trata-se de um sistema unidimensional em que a transferência de calor ocorre através de cilindros ocos. Para exemplificar este sistema, podemos citar a perda de calor por tubos isolantes (FIG. 2). Podemos observar que existem três raios diferentes, raio do tubo interno (r 1 ), raio interno do tubo isolante (r 2 ) e raio externo do tubo isolante (r 3 ). Cada um destes três raios possui uma temperatura correspondente (T 1 , T 2 e T 3 ). A área do sistema é dada por:

(15)

Substituindo na lei de Fourier:

(

)

Substituindo na lei de Fourier: ( ) (16) Figura 2. (Fenômenos de Transporte, L. Sissom; D.

(16)

Figura 2. (Fenômenos de Transporte, L. Sissom; D. Pitts, pg. 103).

Considerando o tubo interno para demonstrar a aplicação da Eq. (16), temos:

(

)

(

)

Com base na Eq. (14), a resistência térmica para o tubo interno é:

 

(

)

E para o tubo isolante:

 

(

)

Para o sistema completo, o fluxo de calor é:

 
 

(

)

 

[

(

)]

[

(

)]

(17)

(18)

(19)

(20)

Esferas: em esferas o fluxo de calor é uma função do raio. A área do raio de uma esfera é:

(21)

Substituindo na lei de Fourier e integrando:

(

)

⁄ ⁄

Onde as temperaturas T 1 e T 2 correspondem respectivamente. A resistência térmica de uma esfera é dada por:

Transferência de calor em aletas:

aos

raios

r 1

(22)

e

r 2 ,

(23)

Na engenharia há grande preocupação em transmissão de energia, exigindo rápidas transferências de calor. Materiais com superfícies prolongadas proporcionam altas performances em trocadores de calor. Este aumento da transmissão total de calor resulta do aumento da área do trocador devido à adição de aletas. Ampliando a superfície do trocador, amplia-se também o número de pontos onde ocorre a transferência de calor. Existem vários tipos de estruturas que prolongam superfícies (FIG. 3), estas estruturas são denominadas aletas. As formas das aletas podem ser: circular, ou espiral em forma de fita; longitudinal, placas ligadas externamente ao longo de um tubo.

placas ligadas externamente ao longo de um tubo. Figura 3. (Extended Surface Heat Transfer, A. D.

As aletas são muito utilizadas em trocadores de calor de turbinas a gás, ar condicionado, processadores de computador e também na criogenia. O material utilizado para fazer as aletas deve possuir alta condutividade térmica, buscando minimizar a diferença de temperatura entre a base e a extremidade. As aletas podem ser ou não ser feitas do mesmo material em que é feito o tubo. Os trocadores de calor com superfícies estendidas possuem transferência de energia por condução no interior de suas fronteiras e transferência de energia por convecção entre suas fronteiras e a vizinhança. Como neste trabalho queremos tratar da transferência de calor ao longo de placas, a convecção será desconsiderada.

Seção reta uniforme: trata-se de uma barra eu eixo com seção acoplado em uma placa plana (FIG. 4). o balanço de energia no estado estacionário pode ser feito através de um elemento da barra com comprimento Δx: [energia que resta em x = (energia que sai em x + Δx) + energia que sai ao longo da superfície exposta].

x + Δx) + energia que sai ao longo da superfície exposta]. Figura 4. (Fenômenos de

Figura 4. (Fenômenos de Transporte, L. Sissom; D. Pitts, pg. 111).

Considerando apenas o fluxo de energia na direção x, para uma área om seção uniforme A e circunferência P. temos que:

Energia que entre em x =

Energia que sai de x + Δx =

|

|

Energia que sai ao longo da superfície exposta = ( )(

)

Quando o limite para Δx tende a zero, substituindo estas expressões no balanço de energia, temos:

̅

(

)

(24)

Onde

é a temperatura em que a temperatura da barra não afeta a

temperatura do fluido circundante.

Considerando

e

√ ̅

̅ ⁄

, a equação anterior se

torna:

(25)

Esta é uma equação diferencial ordinária de segunda ordem, em que seus coeficientes são constantes e sua solução geral é:

(26)

Temos como condição de contorno imediata, a temperatura da base (placa):

Para

:

(27)

Onde T b é a temperatura da base. Outra solução de contorno depende da situação física:

i) Eixo muito longo, onde a temperatura da extremidade é igual a temperatura do fluido em T b ;

ii) Eixo não muito longo, onde há perda de calor em sua extremidade.

A condição de contorno para i é:

Para

:

(28)

Se C 1 = 0, então, de acordo com a Eq. (26), C 2 = 0, e a solução completa para a situação i é:

(29)

Como já mencionado anteriormente, o calor entra no eixo por condução e sai do eixo para o meio por convecção. Então a transferência de calor na barra pode ser calculada por:

Sabendo que

|

√ ̅

|

, temos:

(

√ ̅

(

Para a situação ii, a segunda condição de contorno é:

|

̅

|

) )

(30)

(31)

(32)

Onde

̅

é o coeficiente convectivo. A solução para a distribuição da

temperatura é dada pela equação:

E o fluxo de calor do eixo:

 

(

)

( ̅

)

(

)

 

( ̅

)

√ ̅

( ̅

)

 

( ̅

)

(33)

(34)

Como estamos tratando de gradiente de temperatura unidimensional, os eixos considerados devem ter diâmetros pequenos. Sendo assim, a distribuição de temperatura resulta em:

E o fluxo de calor:

(

)

√ ̅

(35)

(36)

No caso de aletas retangulares retas (FIG. 5), há analogia a barra, resultando na Eq. (24). A distribuição de temperaturas também é unidimensional, entretanto a largura w é maior que a espessura t, e o perímetro da aleta resulta em:

E a área da seção reta:

Com isto, o parâmetro da aleta fica:

̅

(37)

(38)

(39)

Com isto, o parâmetro da aleta fica: √ ̅ (37) (38) (39) Figura 5. (Fenômenos de

Figura 5. (Fenômenos de Transporte, L. Sissom; D. Pitts, pg. 113).

Com base nestas analogias, podemos dizer que as equações para distribuição de temperatura e fluxo de calor, Eq. (29) e (36), em condições de contorno apropriadas, podem se utilizadas em barras cilíndricas e em aletas retangulares.

Seção reta não uniforme: considerando uma aleta anular (FIG. 6), a área da seção reta e o parâmetro são funções do raio. Num volume de controle com dimensão radial Δr, o balanço de energia resulta na equação diferencial:

̅

(40)

Esta é uma equação diferencial de Bessel de ordem zero, em que a solução

é:

(

)

(

)

(41)

Onde: é função de Bessel de primeira espécie; é função de Bessel de segunda espécie; B e C são constantes. As constantes B e C podem ser determinadas pela seguinte condição de contorno:

Para

:

(42)

pela seguinte condição de contorno: Para : (42) Figura 6. (Fenômenos de Transporte, L. Sissom; D.

Figura 6. (Fenômenos de Transporte, L. Sissom; D. Pitts, pg. 114).

Nas aletas anulares a dissipação do calor aumenta muito mais que nas aletas retangulares na medida em que o raio cresce. Determinando as constantes B e C, temos:

(

)

(

)

(

)

(

)

(

)

(

)

(

)

(

)

(43)

Derivando

em relação à r e aplicando a equação de Fourier, o fluxo de calor

no interior da aleta é:

(

)

(

)

(

)

(

)

(

)

(

)

(

)

(

)

(44)

Dentro do grupo das aletas de seção reta não uniforme, podemos citar a aleta triangular (pontiaguda) (FIG. 7). Para esta aleta, a solução de contorno da Eq. (36) é:

Onde:

e

(

)

a solução de contorno da Eq. (36) é: Onde: √ e ( ) ( ) √

( )

(

)

(45)

de contorno da Eq. (36) é: Onde: √ e ( ) ( ) √ ( )

Figura 7. (Fenômenos de Transporte, L. Sissom; D. Pitts, pg. 116).

Eficiência e rendimento das aletas:

Nem sempre as aletas aumentam a velocidade de troca térmica, devido à existência de resistências ao transporte de calor. A seguinte equação representa um sistema de três resistências, onde uma delas é a resistência do material do trocador:

(

)

(46)

A aleta aumenta o A 0 , reduzindo a resistência do lado de fora do trocador (1/h 0 A 0 ). Muitas vezes a resistência total é reduzida pela metade, devido à duplicação da área externa do trocador. Contudo, nem sempre a resistência térmica do material de que as aletas são feitas pode ser desprezada. O rendimento das aletas pode ser definido relacionando a velocidade real de transporte de calor do tubo aletado, com a velocidade que existiria se a aleta tivesse a temperatura uniforme igual a base:

(47)

O fluxo de calor entre o tubo aletado para um fluido é:

Onde:

é a área da aleta;

(48)

é a área da superfície do tubo entre as aletas;

é o coeficiente de transporte de calor (considerado constante em todos os pontos do trocador de calor);

é o rendimento da aleta;

é a diferença de temperatura entre a base da aleta e o fluido.

Conforme a lei de Ohm, esta equação pode ser escrita como;

⁄ [

(

)]

(49)

Apesar de muitas vezes o coeficiente de transmissão de calor entre a aleta e

o fluido ser considerado o mesmo em todos os pontos da aleta, experimentalmente

constatou-se que o coeficiente das extremidades da aleta é seis vezes maior que na base. E quando as faces de uma aleta são consideradas, o coeficiente de transporte médio é maior na face que recebe o fluido primeiro do que a que recebe o fluido depois. No caso de superfícies estendidas em forma de barra ou aletas retangulares,

a eficiência é calculada por:

̅

Para uma largura

̅

̅ (

)

(50)

Considerando:

Então:

̅ ̅ √ √
̅
̅

(51)

Para utilizar a Eq. (44) desprezando perdas de calor na extremidade da aleta, deve-se corrigir o comprimento (L) da seguinte forma:

(52)

MATERIAIS E MÉTODOS

Materiais utilizados no primeiro experimento:

o

Água;

o

Aquecedor de água elétrico, vulgo rabo quente;

o

Bule com tampa;

o

Canivete;

o

Copo plástico descartável de 200mL;

o

Dissipador de calor com 20 aletas, em alumínio (ANEXO

1);

 

o

Fita adesiva;

o

Garrafa térmica de 600mL;

o

Óleo vegetal para fritura, envelhecido;

o

Papelão;

o

Placas de isopor;

o

Três termômetros;

o

Três tijolos.

Materiais utilizados no segundo experimento:

o

Água;

o

Aquecedor de água elétrico, vulgo rabo quente;

o

Bule com tampa;

o

Canivete;

o

Dissipador de calor com 40 aletas, em alumínio (ANEXO

2);

 

o

Fita adesiva;

o

Garrafa térmica de 600mL;

o

Óleo vegetal para fritura, envelhecido;

o

Papelão;

o

Placas de isopor;

o

Três termômetros;

o

Três tijolos.

Montagem:

Ambos os experimentos tiveram o mesmo processo de montagem, entretanto, no primeiro foi utilizado um dissipador de calor em alumínio com 20 aletas (FIG. 8) e no segundo experimento um dissipador de calor com 40 aletas (FIG. 9).

experimento um dissipador de calor com 40 aletas (FIG. 9). Figura 8. (Dissipador de calor I).

Figura 8. (Dissipador de calor I).

com 40 aletas (FIG. 9). Figura 8. (Dissipador de calor I). Figura 9. (Dissipador de calor

Figura 9. (Dissipador de calor II).

Na bancada do laboratório, colocou-se três tijolos para servirem como pedestal para o dispositivo (FIG. 10), para que o mesmo ficasse em uma altura apropriada para receber o calor.

(FIG. 10), para que o mesmo ficasse em uma altura apropriada para receber o calor. Figura

Figura 10. (Pedestal de tijolos).

O óleo vegetal foi passado nas cavidades (FIG. 11) entre a primeira e a segunda aleta, entre a penúltima e a última aleta e numa cavidade ao meio da placa. Foi colocado um termômetro em cada uma destas cavidades, mantendo o bulbo do mesmo em contato com o óleo. Este procedimento foi feito nos dois dissipadores.

o óleo. Este procedimento foi feito nos dois dissipadores. Figura 11. (Os círculos vermelhos mostram onde

Figura 11. (Os círculos vermelhos mostram onde foi aplicado óleo).

As placas de isopor foram encaixadas nos dissipadores, cobrindo-os. Estas placas de isopor foram furadas em sua parte superior para acomodar os termômetros (FIG. 12).

sua parte superior para acomodar os termômetros (FIG. 12). Figura 12. (Isopor usado como isolante térmico

Figura 12. (Isopor usado como isolante térmico e suporte para termômetros).

Adicionou-se água no bule. Para aquecer a água foi utilizado um aquecedor elétrico (conhecido popularmente como rabo quente). Usou-se fita adesiva para deixar o bule bem tampado (FIG. 13) e papelão em baixo (FIG. 14), para que ficasse com uma leve inclinação.

Figura 13. (Fita adesiva usada para tampar fixar a tampa do bule). Figura 14. (Papelão

Figura 13. (Fita adesiva usada para tampar fixar a tampa do bule).

13. (Fita adesiva usada para tampar fixar a tampa do bule). Figura 14. (Papelão utilizado para

Figura 14. (Papelão utilizado para manter o bule inclinado).

Um copo com gelo (FIG. 15) foi colocado em um lado do dissipador, lado oposto em que se encontrava o bico do bule.

em um lado do dissipador, lado oposto em que se encontrava o bico do bule. Figura

Figura 15. (Posicionamento do copo com gelo).

Procedimento Experimental:

Os experimentos foram realizados separadamente, porém, o procedimento experimental foi o mesmo tanto para um quanto para outro. Com os dispositivos já montados sobre a bancada, o aquecedor de água foi

ligado.

A água quando atingiu a temperatura de ebulição, começou a evaporar pelo bico do bule. O vapor de água atingia diretamente um dos lados do dissipador. Este vapor de água transmitia energia em forma de calor de uma dos lados do dissipador até o outro lado onde se localizava o copo com gelo. Verificou-se então a temperatura medida pelos três termômetros. No primeiro experimento foram feitas cinco medições de temperatura, uma em cada termômetro e em tempos distintos. Do mesmo modo foi feito no segundo experimento.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Primeiro Experimento:

   

Temperaturas

 

Termômetros

T

1 (C)

T

2 (C)

T

3 (C)

T

4 (C)

T

5 (C)

A

54

70

73

76

80

B

41

47

50

54

60

C

37

39

41

45

52

Na tabela acima estão as temperaturas obtidas pelos termômetros ao longo do dissipador. Fazendo uma média da variação de temperatura, vamos obter temperatura final de -28,4ºC. Para determinar a condução de calor, utiliza-se a fórmula da condução de calor de Fourier, em sua forma diferencial para sistemas unidimensionais Eq. (6). Aplicando esta fórmula, temos que o calor transferido é 6,968cal. Para determinar a massa da água utilizada no experimento, aplica-se a fórmula do calor latente Eq. (7), onde o valor do calor transferido, obtido anteriormente é utilizado e o calor latente de fusão da água é um valor tabelado. Assim, temos que a massa da água que foi utilizada para transferir calor para o dissipador foi 12,88 x 10 -3 g.

Segundo Experimento:

   

Temperaturas

 

Termômetros

T

1 (C)

T

2 (C)

T

3 (C)

T

4 (C)

T

5 * (C)

A

55

59

63

65

 

65

B

27

31

38

42

 

50

C

14

18

23

28

 

37

Na tabela acima estão as temperaturas obtidas pelos termômetros ao longo do dissipador. Fazendo uma média da variação de temperatura, vamos obter temperatura final de -19,37ºC. Para calcular esta média de temperatura, a medida T 5

foi desconsiderada, pois neste instante a quantidade de vapor d’água era insuficiente para transferir calor a ponto de influir na temperatura do dissipador. Para determinar a condução de calor, utiliza-se a fórmula da condução de calor de Fourier, em sua forma diferencial para sistemas unidimensionais Eq. (6). Aplicando esta fórmula, temos que o calor transferido é 4,7456cal. Para determinar a massa da água utilizada no experimento, aplica-se a fórmula do calor latente Eq. (7), onde o valor do calor transferido, obtido anteriormente, é utilizado e o calor latente de fusão da água é um valor tabelado. Assim, temos que a massa da água que foi utilizada para transferir calor para o dissipador foi 8,78 x 10 -3 g. Estas diferenças na quantidade de calor transferido, obtidos no dissipador I e II, podem ser atribuídas ao design dos dissipadores, que influi diretamente nas médias de temperaturas entre os pontos finais e iniciais de medida de temperatura. Quanto à diferença nos valores da massa de água que foi utilizada para transferir calor por convecção aos dissipadores, devemos considerar que o calor transferido para cada um deles influenciou nesta diferença.

CONCLUSÃO

O experimento mostrou-se ser válido para o estudo de fenômenos de

transporte relacionado ao transporte de calor, envolvendo fluxo de calor e condutividade térmica. Pode-se confirmar que o uso de superfícies estendidas em dissipadores de calor aumenta a sua eficiência.

Os diferentes valores encontrados nos dissipadores I e II ilustram o quanto as

aletas interferem na condução de energia em forma de calor. O transporte de calor muitas vezes está relacionado com o transporte de massa, podendo ocorrer simultaneamente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BENNETT, C. O.; MYERS, J. E. Fenômenos de Transporte: Quantidade de

Movimento Calor e Massa. Rio de Janeiro: McGraw-Hill do Brasil, 1978.

BIRD, Byron R.; STWART, Warren E.; LIGHTFOOT, Edwin N. Fenômenos de

Transporte, 2ª edição. Rio de Janeiro: LTC, 2004.

KERN, Donald Q. Procesos de Tranferencia de Calor. San Juan Tlihuaca:

Compañía Editorial Continental, 1999.

KRAUS, A. D.; AZIZ, A.; WELTY, J. Extended Surface Heat Transfer. Toronto:

John Wiley & Sons, 2001.

MICHELS, Ademar; DOS SANTOS, Maurí S. F.; PORTE, Anderson F.

Transmissão de Calor. Rio Gande do Sul: UFSM, 2009.

SISSON, Leigton E.; PITTS, Donald R. Fenômenos de Tansporte. Rio de

Janeiro: LTC, 2001.

SISSON, Leigton E.; PITTS, Donald R. Schaum’s Outline Of ‘Theory And Problems Of Heat Transfer, 2 nd edition. New York: McGraw-Hill, 1998.

ANEXOS

ANEXOS