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DIREITO CIVIL A – DC425 PONTOS 29 e 30

PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA

Influência do tempo nas relações jurídicas:

- Inexorabilidade do passar do tempo.

- A influência do tempo no Direito;

- Interesse de ordem pública na extinção dos direitos que justifica os institutos da prescrição e da decadência;

- O decurso do tempo colocando uma pedra na relação jurídica cujo direito não foi

exercido. A prescrição e a decadência conferem equilíbrio e segurança às relações jurídicas e sociais.

- A prescrição e a decadência essenciais à estabilidade das relações sociais. Atendem a

necessidade de controlar, temporalmente, o exercício de direitos propiciando segurança jurídica e social. São institutos que decorrem da projeção dos efeitos jurídicos pelo decurso do tempo.

- A prescrição e a decadência enquadram-se na categoria dos fatos jurídicos (em sentido estrito) ordinários.

- Além da aproximação com o elemento tempo, a prescrição e a decadência também

dizem respeito à inércia do titular de determinada relação jurídica (conduta omissiva).

Conceito e requisitos da prescrição:

- Prescrição é a perda da pretensão de reparação de um direito violado, em razão da

inércia do seu titular, durante o lapso temporal estipulado pela lei.

- A prescrição tem como objeto fulminar a pretensão do titular em reparar um direito

subjetivo seu que foi violado. O Código Civil explicitou que a prescrição não atinge o direito de ação em si mesmo (instituto de direito processual), mas sim a pretensão (de

direito material), confirmando o direito autônomo, abstrato, público e subjetivo do direito de ação, resguardado em sede constitucional, pelo art. 5º., XXXV.

- Requisitos da prescrição, ou seus elementos integrantes, temos:

1. a existência de pretensão que possa ser alegada em juízo através de ação;

2. a inércia do titular da ação pelo seu não-exercício;

3. a continuidade dessa inércia por certo tempo;

4. a ausência de fato ou ato impeditivo, suspensivo ou interruptivo do curso da prescrição.

- Características:

1. A prescrição atinge a todo e qualquer direito subjetivo patrimonial. Com a consumação

do prazo de prescrição o direito de fundo subsiste, porém o seu titular não pode mais exigir o seu cumprimento (não tem mais pretensão).

2. Os prazos prescricionais são previstos em lei e não podem ser alterados pelas partes

(art. 192)

3. Pode haver renúncia à prescrição após a consumação do prazo (art. 191), desde que não prejudique terceiro. Ela pode ser expressa ou tácita (ex. pagamento de dívida prescrita).

4. Pode ser reconhecida de ofício pro força do artigo 219, parágrafo 5º. Do CPC com a lei

11280/06 que revogou o art. 194 do CC.

Impedimento, suspensão e interrupção da prescrição:

– Causas de cessação temporária do curso da prescrição;

– INTERRUPÇÃO - o novo início do lapso prescricional. Inutiliza-se o prazo prescricional em curso quando reiniciada a sua fluência. Ele será integralmente computado.

- na interrupção decorrente de processo judicial recomeça o prazo a ser contado do último ato nele praticado;

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- SUSPENSÃO – gera a paralisação do prazo fluente no exato momento da ocorrência da

causa, voltando a correr de onde tinha parado

- IMPEDIMENTO – determinadas causas evitam que o prazo prescricional se inicie.

– causas impeditivas e suspensivas (atos não judiciais) da prescrição estão descritas nos artigos 197, 198, 199 e 200 do Código Civil. São as mesmas causas e quando ocorrerem

com prazo já iniciado elas fazem com que ele seja paralisado e volte a fluir de onde ficou estancado depois de cessada a causa suspensiva.

– causas interruptivas da prescrição (atos judiciais, protesto e confissão de dívida) –

Inutilizam o prazo prescricional já iniciado. O prazo recomeça a correr integralmente.

- prescrição intercorrente – artigo 202, parágrafo único – interrompida a prescrição, ela voltará a fluir do último ato do processo quando se tratar de interrupção judicial ou do próprio ato que a interrompeu quando decorrer de uma causa na judicial.

Conceito e requisitos da decadência:

Também chamada de caducidade, faz perecer o próprio direito potestativo, atingindo-o

na essência. É que sendo os direitos potestativos exercidos através da mera manifestação de vontade do próprio titular, independendo da submissão de terceiros, inadmitem os direitos potestativos violação e por conseqüência não trazem consigo pretensão (típica dos direitos subjetivos que se submetem a prazos prescricionais). Decadência é a perda do próprio direito potestativo pelo seu não exercício em determinado prazo, quando a lei estabelecer lapso temporal para tanto. Os prazos decadenciais não se submetem à suspensão, impedimento ou interrupção, salvo contra absolutamente incapazes (art. 208).

A decadência pode ser:

a) legal quando advém de expressa previsão de lei, sendo de ordem pública e

irrenunciável; os prazos estão previstos no Código e em legislação esparsa.

b) convencional ou contratual, que possui caráter de ordem privada, originada da

previsão das partes em negócios jurídicos, sendo renunciável e não podendo ser conhecida de ofício pelo juiz

Sistematização da distinção entre prescrição e decadência

 

PRESCRIÇÃO

 

DECADÊNCIA

Extinção da pretensão de defesa de direitos subjetivos patrimoniais violados

Extinção de direitos potestativos

 

Computa-se a partir do momento em que houve a lesão a um direito subjetivo

Computa-se a partir do momento em que um direito potestativo foi adquirido

É

fixada por lei

Pode ser estabelecida por lei ou por vontade das partes

Pode ser objeto de suspensão, interrupção ou impedimento

Não pode ser objeto de suspensão, interrupção ou impedimento (exceção: art. 198,I do CC)

Pode ser conhecida de ofício pelo juiz (art. 219 CPC)

A

legal

pode ser conhecida

de

ofício

e

a

convencional não

 

Após a consumação pode ser renunciada, desde que não prejudique terceiros

A legal não admite renúncia

 

Prazos concentrados nos arts. 189 a 206 do Código Civil

Prazos distribuídos pelo Código Civil

 

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Texto base - Direito Civil – Introdução – Francisco Amaral – Renovar – 2006 – p. 561 e segs. – Direito Civil Teoria Geral - Cristiano Chaves de Farias e Nelson Rosenvald – Lumen Iuris -2008 – p. 553 e seguintes - “Critério Científico para distinguir a prescrição da decadência e para identificar as ações imprescritíveis” – Agnelo Amorim Filho, in Revista dos Tribunias, Vol 300, de outubro de 1960, p. 7