Sei sulla pagina 1di 5

PADRÕES DE ESPAÇOS EM BIBLIOTECA:

ACERVO, USUÁRIOS, FUNCIONÁRIOS

Elizabeth Wehrplotz (0975/93-6)


Helena Candido (1375/95-2)
Leonardo Bono (1942/97-3)

Os padrões para instalações em bibliotecas geralmente se referem às áreas de


armazenamento da coleção (acervo), local de trabalho (funcionários) e local para leitura
(usuários).

O planejamento da distribuição destes espaços, sempre que possível, deve ser um trabalho
cooperativo entre o bibliotecário da unidade, assessorado pela sua equipe de trabalho e um
arquiteto.

O bibliotecário deve estabelecer para o arquiteto, as funções básicas da biblioteca, através


de organogramas, fluxogramas, gráficos e diagramas, indicando como as funções são
realizadas, a percentagem de usuários simultâneos, seus respectivos níveis etários, a forma
de utilização da biblioteca e de suas dependências, considerando as relações e integração
dos serviços e setores, demonstrando como a biblioteca organiza seu expediente, seus
serviços e pessoal para desempenhar suas funções e o número médio de funcionários
disponíveis. O conhecimento das rotinas dos serviços possibilitará ao arquiteto a
compreensão, que o orientará na disposição das áreas, para chegar a previsão de espaços
necessários, sempre considerando os usuários, inclusive os portadores de deficiências
físicas, equipamentos e exigências ambientais.

O arquiteto deve participar de todas as etapas do processo de distribuição dos espaços,


trabalhando de forma integrada com o bibliotecário, para que o projeto final resulte na
elaboração de uma biblioteca adequada às finalidades propostas.

Como nem sempre o bibliotecário pode contar com a presença de um arquiteto, a primeira
providencia a tomar é a localização da planta baixa da biblioteca ou, se não conseguir a
planta, providenciar, pelo menos, um simples esboço da área, registrando, em folha de
desenho, a lápis, os limites do espaço físico ocupado pela biblioteca e a determinação, em
metro quadrado, da área que ocupa. Utilizando, de preferência, a escala 1:100 cm, em que
um centímetro no papel corresponde a um metro na área. Se houver necessidade de mais
detalhes, utilizando a escala 1:50 cm, em que um centímetro no papel irá corresponder a 50
centímetros na área.

A seguir, desenhando dentro dos contornos da área a localização dos serviços técnicos, do
acervo e da sala de leitura já estará com um esboço de um despretensioso layout.

De posse do desenho, o bibliotecário, observando o comportamento dos fluxos de usuários,


pessoal e material na área, poderá registrar, com lápis vermelho, os pontos de
congestionamento para posterior análise e proposta de reformulação.
LOCALIZAÇÃO:

A localização da biblioteca é muito importante em relação aos demais setores ou prédios da


Instituição a qual pertence. As exigências a serem tomadas se referem a:

a) centralização em relação à comunidade, a fim de facilitar o acesso daqueles que utilizam


a biblioteca, considerando também os portadores de deficiências físicas;
b) fluxo e interrelacionamento de acesso com os demais prédios;
c) possibilidade de futuras ampliações considerando-se também o crescimento da
instituição;
d) facilidades de acesso à atividades sociais e alimentares;
e) locais longe de ruídos externos;
f) segurança para usuários, funcionários e acervo.

Fisicamente, uma biblioteca precisa de espaços para três grandes áreas de atividades que
são as seguintes:

a) espaço para funcionários;


b) espaço para acervo;
c) espaço para usuário.

ESPAÇO PARA FUNCIONÁRIOS:

Levando em consideração que a maior parte do trabalho desenvolvido em bibliotecas é


executada em mesas de escritório, o cálculo da área necessária para o trabalho pode ser
efetuado utilizando-se as dimensões de uma mesa, uma cadeira e áreas de circulação ao
redor. Supondo que a mesa meça 1,20 cm x 0,75 cm, uma cadeira sendo utilizada ocupe um
espaço de 0,45 cm X 0,45 cm e a área de circulação ao redor da mesa tenha 0,60 cm X 0,45
cm. Seria preciso 6,48 m² para acomodar um funcionário. Este cálculo básico pode ser
ajustado a condições e necessidades específicas.

A área mínima para uma pessoa em sala individual não deve ser inferior a 9,30 m² , muito
embora duas pessoas possam ser acomodadas em em uma área de 13 m² .

Salas de Processos Técnicos de Livros: neste local serão realizados os serviços de


aquisição, registro e preparo para empréstimo, bem como o preparo para encadernação.
Mobiliário e equipamento necessário: mesas para os funcionários, estantes, fichários,
microcomputador com impressora e depósito para material de consumo.
Neste local deve ser considerado o espaço físico mínimo para funcionário, que deve ser
calculado levando-se em conta as dimensões dos móveis e a área de circulação ao redor da
seguinte forma:

- mesa 1,20 X 0,75m


- cadeira 0,45 X 0,45 m
- área de circulação 0,60 X 0,45 m
- total de espaço para acomodar um funcionário = 6,48m²

Salas de Processos Técnicos de Periódicos: deve ser localizado junto á coleção de


periódicos, com espaço para as mesas de trabalho dos funcionários, fichários e
equipamentos necessários.

Sala para Administração: deve ter escrivaninha, máquina de escrever, estante ou balcão,
mesa para reuniões. A área prevista é de 13 m².

Local para Duplicação, Recuperação e Restauração de Material Bibliográfico: neste local é


necessário uma mesa grande porque é utilizado a guilhotina encadernadora e também é
realizado o serviço de desinfecção.

Secretaria: deve ser localizada próximo à sala de da administração. Deve ser previsto
espaço para Agente Administrativo e um datilógrafo. Neste local serão desenvolvidos os
serviços de datilografia, recepção e expedição de correspondência e material bibliográfico.

Mobiliário básico: mesas, arquivo de pastas suspensas, mesas para datilografia, máquina de
escrever, instalação telefônica.

Sanitários: a biblioteca deve possuir sanitários exclusivos para o seu pessoal, dentro da
própria área, evitando assim deslocamentos demorados. O atendimento ao público é um
serviço que requer a presença constante dos funcionários.

ESPAÇO PARA ACERVO

Uma biblioteca é projetada tendo em vista uma projeção de crescimento de acervo e


serviços num prazo de 10 anos. A média de crescimento da coleção em 10 anos é de 50% e
o detalhe da maior importância, no planejamento das instalações do acervo é a previsão
desse crescimento.

Estantes para livros : devem ter as seguintes medidas: calcular pelo número de livros a
serem colocados, as estantes necessárias, de modo a deixar um terço delas, mais ou menos,
livres, para o desenvolvimento de novas coleções. Os livros não devem ficar apertados nas
estantes, deve haver sempre um pequeno espaço para arejamento.
As dimensões das estantes devem ser as seguintes:

a) altura máxima: 1,80cm;


b) largura das secções: 1m;
c) profundidade: 0,20 a 0,25cm;
d) número de prateleiras: de 5 a 6 (reguláveis e removíveis);
e) espaço entre uma estante e outra: 0,76 a 1 m para facilitar a circulação dos usuários;
f) quando necessário, os livros são mantidos na vertical, por meio de suportes de aço:
bibliocantos de aço em forma de "L" com 0,8 cm de altura e 0,10 cm de largura por 0,14
cm de comprimento.

Estantes para periódicos: aq coleção de periódicos deve ser medida em metros lineares,
considerando que uma estante de face dupla, com 10 prateleiras, armazenará nove metros
lineares da coleção (armazenamento compacto). Deve ser acrescentado ao cálculo mais
25% para alojar comodamente a coleção atual. O cálculo de crescimento da coleção é feito
através da medição, por títulos, ao ano.

Estantes para as obras de Referência: podem ter de 1 a 1,10 cm de altura. Como o material
de referência é mais volumoso, média pode ser colocado 18 volumes por prateleira.

Estantes de exposição de publicações: devem ter a mesma altura da estante de referência,


com vitrine apropriada para exposição.

Fichários: existe uma variedade de modelos, sendo mais recomendáveis os que possuem
seguintes características:

Largura e altura para fichas: 7,5 X 12,5 cm. Com 8 ou mais gavetas, cujas gavetas
inferiores ficam a uma altura de 50 cm do chão. Em cada gaveta cabem aproximadamente
1000 fichas. Como o material do fichário cresce muito, é recomendável um grande fichário
do que muitos pequenos que ocupam mais espaço na biblioteca. Calcula-se o número de
fichas numa média de 5 para cada livro. A profundidade deve ser de 45 cm.

Catálogos: para calcular a área física necessária aos catálogos considera-se de 4 a 7 vezes a
superfície ocupada pelos mesmos.

ESPACO PARA USUÁRIOS

Espaço físico mínimo necessário por leitor:


a) aluno de graduação – 2,3 m²;
b) aluno de pós-graduação – 3,2 m²;
c) professores – 3,7 m².
Mesas: o tamanho mínimo de mesa individual é de 90 cm X 60 cm. Mesas muito compridas
devem ser evitadas. O espaço que um adulto ocupa é de 80 cm, no mínimo. As mesas
redondas para 6 ou 8 leitores, são caras, e ocupam muito espaço. Entre uma mesa e outra
deve haver um espaço de 1½ m mais ou menos. As mesas mais recomendáveis são as
simples, sem ornamentação, e de cantos arredondados. A altura regulará de 80 a 85 cm.

Cadeiras: devem ser resistentes, com pés protegidos por borrachas para evitar o barulho. O
tamanho deve ser de 0,45 m X 0,45 m.

Rampas de Acesso: especial atenção deve ser dada aos usuários deficientes físicos,
prevendo rampas de acesso dentro e fora da biblioteca.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

1 CARVALHO, Maria Carmen Romcy de. Estabelecimento de Padrões para Bibliotecas


Universitárias. Fortaleza, Brasília, Associação dos Bibliotcários do Distrito Federal, 1981,
72 p.

2 DOUGLAS, Mary Peacock. A Biblioteca da Escola Primária e suas Funções. Rio de


janeiro, INL, 1971, 128 p.

3 FONSECA, Edson da. Roteiro Para Organização de Bibliotecas Universitárias. Brasília,


MEC, 1967, 38 p.

4 Lisboa. MINISTÉRIO DE EDUCAÇÃO. Bibliotecas Escolares. [online] Lisboa, 1999.


Disponível em http://desup.min-edu.pt/dapp/pubrbe/espacos.html#n3. [Capturado em] (24
nov. de 1999.)

5 MACIEL, Alba Costa. Planejamento de Bibliotecas: o diagnóstico. 2.ed. Niteroi, EDUFF,


1997, 81 p. il.

6 SILVA, Divina Aparecida da; ARAUJO, Iza Antunes. Auxiliar de Biblioteca: noções
fundamentais para formação profissional. 3.ed., rev. atual. Brasília, Thesaurus, 1997, 89 p.
il.

7 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca Central. Padrões


Para Serviços Bibliotecários na UFRGS: distribuição do Espaço Físico Para o Sistema de
Biblioteca da UFRGS, Porto Alegre, 1987, 58 p.