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ISSN: 1984 – 6126 Informe Técnico nº 15 Nematóide do Cisto da Soja em lavouras

ISSN: 1984 – 6126

Informe Técnico nº 15

Nematóide do Cisto da Soja em lavouras de soja no estado do Rio Grande do Sul

Manoeli Lupatini, Tatiana Benedetti, Zaida Inês Antoniolli, Ricardo Bemfica Steffen, Guilherme Karsten Schirmer

Departamento de Solos, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS. CEP.:

97.105-900. E-mail: mlupatini@gmail.com

O Nematóide do Cisto da Soja (Heterodera glycines Ichinohe) é

um verme, de formato cilíndrico (Figura 1) presente no solo,

considerado uma das principais pragas da cultura da soja. Este

penetra nas raízes das plantas dificultando a absorção de água

e nutrientes, condicionando pequeno porte, clorose e baixa

produtividade.

www.apsnet.org/education
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Figura 1: Nematóide do cisto da soja.

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Figura 2: Cisto do nematóide com centenas de ovos em seu interior.

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Figura 3: Cistos presos às raízes de soja.

Esse nematóide é chamado de Nematóide do Cisto da Soja

(NCS) pela sua característica de formar uma estrutura

denominada cisto (Figura 2). Após ser fertilizada pelo macho,

cada fêmea produz de 100 a 250 ovos, armazenando a maior

parte deles em seu corpo. Quando a fêmea morre, seu corpo se

transforma em uma estrutura dura, a qual é denominada de

cisto, cheia de ovos, altamente resistente que se desprende da

raiz e pode permanecer viável no solo por mais de 8 anos.

Os cistos podem ser visualizados, a olho nu, presos às raízes das plantas (Figura 3) por um período de 4-6 semanas

após o plantio se houver uma alta infestação no solo. Inicialmente, eles podem variar da coloração branca, passando por tons amarelados e posteriormente adquirindo uma coloração

marrom.

Campus Universitário – Faixa de Camobi, km 9 – CEP: 97105-900 – Santa Maria, RS - Fone: (55) 3220 8403

Unidade de Apoio Pedagógico - CCR

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No Rio Grande do Sul, na região norte do estado, onde se encontram as maiores áreas de produção da cultura da soja, foram realizadas visitas técnicas em lavouras de cinco municípios (Tupanciretã, Espumoso, Eugênio de Castro, Jóia e São Miguel das Missões) que apresentavam sintomas da ocorrência do NCS. Para a identificação da presença do nematóide, foram coletas amostras de solo a uma profundidade de 20 cm e plantas inteiras em diferentes lavouras de cada cidade que apresentavam manchas em forma de reboleiras, com plantas amarelecidas, pouco desenvolvidas e apresentando crestamento foliar (Figura 4). Em todas as lavouras visitadas foi detectada a presença de cistos do nematóide. As cidades de Eugênio de Castro e Espumoso apresentaram os maiores índices médios de incidência de cistos. Na cidade de Eugênio de Castro a média de cistos encontrados foi de 93 cistos/100 gramas de solo, seguida das cidades de Espumoso (71 cistos/100g solo), São Miguel das Missões (42 cistos/100g solo), Tupanciretã (28 cistos/100g solo) e Jóia (21 cistos/100g solo). Em média, o número de cistos viáveis encontrados no solo foi de 30,5 cistos/100 gramas de solo. Não existe um nível aceitável do número de cistos no solo, pois o número dessa estrutura prejudicial á cultura pode variar dependendo das condições locais oferecidas para a cultura. Porém, estima-se que 3 cistos/ 100 gramas de solo sejam suficientes para perdas na produção de grãos.

a) b) c d) e)
a)
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d)
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Figura 4: Áreas com sintomas do Nematóide do Cisto da Soja nos municípios de Tupanciretã (a), Espumoso (b), Eugênio de Castro (c), Jóia (d) e São Miguel das Missões (e).

Além da ocorrência do NCS nestes municípios, também foi relatada a ocorrência em outras cidades do Rio Grande do Sul, como Capão do Cipó, Catuípe, Entre-Ijuís, Eugênio de

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Castro, Pejuçara, Santo Ângelo, São Luiz Gonzaga, São Paulo das Missões, Vitória das

Missões, sendo predominante as raças 3 e 6.

A presença do NCS em diversas áreas se dá pela rápida disseminação, a qual

pode ocorrer pelo transporte de solo infestado com nematóides ou cistos pelo trânsito de

máquinas, equipamentos agrícolas e veículos. Também pode ocorrer através do transporte

de sementes não beneficiadas, pelo vento, pela água, por animais, pelo homem, por erosão

eólica ou erosão por água da chuva.

Sintomas e danos Nas áreas onde o nematóide está presente é comum as plantas apresentarem

sintomas de desnutrição, mesmo que o solo esteja bem adubado. Assim, é freqüente

observar manchas em reboleiras com plantas pequenas, amarelas (clorose), podendo ou não

apresentar margens necrosadas. Normalmente nessas áreas, as plantas demoram a fechar

nas entrelinhas. As perdas causadas pelo NCS em condições brasileiras podem chegar a

100% nas reboleiras, entretanto, as principais perdas ocorrem através da redução gradativa

de produtividade em campos sem sintomas aparentes.

Como deve ser realizada a amostragem de solo

As amostras de solo devem ser retiradas a uma profundidade de 20 cm, juntamente

com as plantas inteiras, nas áreas onde apresentam sintomas do ataque do nematóide.

Recomendações técnicas

a) Utilização de cultivares resistentes: O uso de cultivares resistentes está entre as

alternativas mais eficazes e econômicas para solucionar o impacto causado pelos

nematóides. De acordo com Indicações Técnicas para a Cultura da Soja no Rio Grande do

Sul e em Santa Catarina 2008/2009 são indicadas três cultivares de soja resistentes, as quais

se enquadram as cultivares BRS 231 (resistente á raça 3), BRS 262 (resistentes ás raças 1 e

3) e CD 217 (resistente á raça 3).

b) Rotação de culturas: A rotação de culturas deve ser realizada com plantas não

hospedeiras ou com cultivares de soja resistentes ao NCS. A maioria das espécies cultivadas

e as gramíneas são resistentes a esse nematóide. Mesmo sendo cultivadas espécies de

inverno resistentes ao nematóide, a rotação da soja com uma espécie não hospedeira é o

método que vem possibilitando a produção desta cultura nas áreas infestadas.

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c)

Utilização de sementes beneficiadas: Utilize sementes de soja beneficiadas, pois

os resíduos de solo podem estar alojando o nematóide de cisto. d) Circulação de máquinas: Não circule com máquinas agrícolas ou outro tipo de

veículo de lavouras infestadas para outras propriedades. Se necessário, lave as máquinas antes do trânsito ou entrada em outras áreas.

e) Preparo do solo: Ao constatar a presença do nematóide em algum ponto, prepare o

solo por último neste local e, após, lavar todos os equipamentos utilizados para evitar a disseminação no nematóide.

f) Práticas agrícolas: Realize práticas que aumentem a tolerância da soja ao

nematóide, como manter os níveis de matéria orgânica adequados, saturação de bases indicada para a região, parcelamento do potássio em solos arenosos, adubação equilibrada, suplementação com micronutrientes e ausência de camadas compactadas. Retire plantas de soja “guaxa” nos entre cultivos, para não permitir a reprodução do nematóide e consequente aumento da população na lavoura.

Referências Bibliográficas INDICAÇÕES TÉCNICAS. Indicações técnicas para a cultura da soja no Rio Grande do Sul e Santa Catarina 2008/2009. Porto Alegre : FEPAGRO, 2008. 137 p.

APSnet. Illustrated glossary of plant pathology. Disponível em: (www.apsnet.org/education)> Acesso em 15 março de 2009. SMITH, I.M., MCNAMARA, D.G., SCOTT, P.R.; HARRIS, K.M. Quarantine Pests for Europe. Wallingford.: EPPO. 1996. BONNATO, E. R. Distribuição do Nematóide de Cisto da Soja (Heterodera glycines Ichinohe, 1952) no Rio Grande do Sul. Nematologia Brasileira, v. 26, n. 1, p. 97-100, 2002.

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