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INSTALAÇÃO

5.1 OBJECTIVO

O presente capítulo destina-se a estabelecer as técnicas de instalação das infra-estruturas de

telecomunicações, as quais deverão ser entendidas como objectivos mínimos, sem prejuízo da adopção

de outras soluções tecnicamente mais evoluídas.

5.2 GENERALIDADES

A instalação deverá ter em conta o estabelecido no DL 59/2000, artigo 40º, número 2.

O estabelecimento das infra-estruturas de telecomunicações deve ser feito de acordo com um projecto elaborado por um projectista ITED. Durante a construção das infra-estruturas, na eventualidade de existir a necessidade de alterar o projecto, as alterações serão postas à consideração do projectista.

É interdita a instalação nos espaços e tubagens de equipamentos, cabos e outros dispositivos que não se

destinem a assegurar os serviços previstos no âmbito do ITED. No caso de condutas e caixas metálicas,

deve ser assegurada a ligação à terra de protecção de todos os seus troços.

Os trabalhos de ampliação ou alteração na rede colectiva de tubagens e de cabos, de instalações em

serviço, são obrigatoriamente executadas por instaladores ITED, devendo ser salvaguardado o sigilo das comunicações.

Os instaladores poderão pedir a assistência dos projectistas e das entidades certificadoras, sempre que as

soluções particulares a adoptar o exijam.

5.3 INSTALAÇÃO DA REDE DE TUBAGENS

5.3.1

GENERALIDADES

As ligações dos tubos de plástico às caixas devem ser feitas através dos acessórios convenientes,

(casquilho, boquilha, bucins etc.) de modo a evitar a entrada de partículas de argamassa e água nas tubagens.

Nas tubagens em plástico, instaladas à vista, os acessórios de ligação entre os tubos devem ser uniões ou encaixes, podendo ser roscados nos casos em que se justifique. Deverá existir um cuidado especial no que se refere a garantir a estanquicidade das ligações, de modo a não permitir a entrada de água nas tubagens. Os tubos à vista devem ser fixados com braçadeiras com um espaçamento máximo de 50 cm entre fixações e duas fixações nas curvas (entrada e saída da curva). Caso não sejam usados acessórios

do tipo curvo (NP-1072-2), a tubagem não deve conter curvas de raio inferior a 10 vezes o seu diâmetro

nominal, nem o ângulo do sector circular definido pela curva ser superior a 90º.

Todas as caixas que são montadas salientes da parede devem ser fixadas a esta, de modo que não seja fácil a sua remoção.

As tubagens que atravessam zonas do edifício sujeitas a deslocamento (juntas de dilatação), devem ser

dotadas de acessórios elásticos ou articulados. Os cabos que as atravessam devem poder suportar as

variações mecânicas associadas.

Devem ser deixadas guias (reboques) nomeadamente nos tubos “Isogris” (até 25 mm), de difícil deterioração, com um diâmetro mínimo de 1 mm quando de ferro zincado, ou com uma tensão de ruptura

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de 50 kg quando de outro material, ficando uma ponta de pelo menos 30 cm em cada uma das extremidades do tubo.

Os cruzamentos dos tubos pertencentes à ITED com os cabos de energia eléctrica devem ser evitados, de modo a não afectar a qualidade das comunicações. Nos casos em que tal não seja possível deve ser salvaguardada uma separação mínima de 5 cm. No caso das tubagens paralelas, onde estejam alojados cabos de energia eléctrica e cabos de telecomunicações não blindados, o afastamento mínimo é de 20 cm.

A rede de tubagens embebida deverá ser inspeccionada antes da sua cobertura com reboco. A inspecção

ficará a cargo do responsável da instalação das ITED. O resultado da inspecção ficará devidamente registado no respectivo relatório de ensaios de funcionalidade.

5.3.2 ENTRADA DE CABOS

Na entrada aérea ao nível do piso térreo, bem como para as entradas instaladas no topo do edifício, os tubos de entrada devem ser inclinados com declive maior ou igual a 5% para o exterior, de modo a evitar a entrada de chuva ou humidade. Recomenda-se a existência de uma curvatura descendente nos cabos a passar nessas entradas. Caso não seja possível, os cabos deverão ter um seio na parte exterior da curva.

Os tubos utilizados na entrada subterrânea ou aérea de cabos devem ter as paredes interiores lisas e sem rebordos nas juntas e terminais, de modo a evitar a deterioração do isolamento dos cabos.

O acompanhamento destes tubos com argamassas, se necessário, deve ser isolado de modo a que não

exista a possibilidade de infiltração de humidade nos edifícios.

Todos os tubos devem permanecer tapados nas extremidades enquanto não forem utilizados. Devem ser usados tampões apropriados, que não sejam facilmente destruídos.

Os acessórios necessários à fixação do cabo nas instalações ligadas por via aérea, ou subterrânea, são definidos pelos operadores.

5.3.3 REDE COLECTIVA DE TUBAGENS – IDENTIFICAÇÃO DAS CAIXAS

Todas as caixas da rede colectiva de tubagens devem ser obrigatoriamente identificadas de uma forma indelével com a palavra “Telecomunicações”, tal como referido em 3.9.1, bem como com a indicação da tecnologia que se encontra no seu interior, tal como a seguir se indica:

TIPO DE CABO

IDENTIFICAÇÃO

PARES DE COBRE

PC

CABOS COAXIAIS E FIBRAS ÓPTICAS

CF

Tabela 14 - Identificação das caixas da rede colectiva de acordo com o tipo de cabo

As caixas de derivação localizadas nas colunas montantes, são identificadas por uma sequência alfanumérica de pelo menos 5 caracteres. Os dois dígitos da esquerda identificam o tipo de tecnologia (PC ou CF); segue-se uma barra de separação(/); os dígitos da direita identificam o piso em que as caixas se localizam; a existência de um sinal menos (-) indica a existência de caves.

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Exemplos:

PC/04 : Caixa de pares de cobre no 4º andar;

CF/00 : Caixa de cabos coaxiais no rés-do-chão;

PC/-03 : Caixa de pares de cobre na 3ª cave.

Se as caixas estão localizadas numa coluna montante, que não a principal, depois dos dois algarismos finais haverá uma barra (/) e uma letra do alfabeto que identifica a coluna montante respectiva, iniciando- se pela letra A do alfabeto. Exemplos: PC/01/A ou PC/01/B).

Em qualquer edifício o rés-do-chão é considerado o piso 00 (zero, zero).

O ATE e os RG seguem uma nomenclatura diferente. Serão identificados com a própria sigla seguida do piso onde estão localizados, ou com EXT se localizados fora do edifício.

Exemplos:

ATE/00 : Armário de Telecomunicações de Edifício, no rés-do-chão;

RG-PC/00 : Repartidor Geral de Par de Cobre, no rés-do-chão;

RG-CC/12 : Repartidor Geral de Cabo Coaxial, no 12º piso;

ATE/EXT : Armário de Telecomunicações de Edifício, localizado num muro exterior.

5.3.4 REDE INDIVIDUAL DE TUBAGENS – PISOS NÃO COMPARTIMENTADOS

Nos pisos não compartimentados e sem finalidade definida, recomenda-se que a distribuição individual seja efectuada de acordo com as seguintes regras:

Tubagem em tectos falsos, colocada em linhas paralelas afastadas entre si de 4 m com caixas de saída de 4 em 4 metros, no máximo;

Tubagem na parede ou calha em rodapé, formando anel com caixas de saída de 3 em 3 metros, no máximo;

Tubagem no pavimento, de modo a que as caixas de saída se encontrem afastadas, segundo uma quadrícula de 4 metros de lado, no máximo;

Quando as caixas de saída são colocadas no pavimento, há que ter cuidados especiais na montagem da tampa de modo a evitar infiltrações de humidade e de poeiras, existindo uma protecção conveniente; a tampa deve ser suficientemente robusta para que não seja destruída com a passagem das pessoas ou a colocação de objectos pesados directamente sobre elas;

As caixas de saída colocadas na parede devem estar localizadas a uma altura aproximada de 0,30 ou 1,50m acima do pavimento, consoante o equipamento seja de mesa ou de parede;

Todas as caixas deverão ter acesso directo e uma marca indelével que as identifique como pertencentes à ITED. Esta marca será um ”CF” ou “PC” colocado, regra geral, na face exterior da tampa da caixa, conforme a tecnologia no seu interior;

Sempre que na rede individual de tubagens existam caixas com dispositivos de derivação, estas deverão ser identificadas de acordo com o definido em 5.3.3.

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5.4

INSTALAÇÃO DA REDE DE CABOS

5.4.1

GENERALIDADES

A instalação de cabos só pode ser iniciada após a respectiva rede de tubagens estar consolidada. Não é

permitida a colocação de tubagem já com cabos enfiados.

A passagem de cabos nas ”coretes” não deve afectar a vedação térmica destinada a evitar a propagação

de incêndios.

Quando forem executadas juntas, estas devem ser fixadas com folgas e de forma a não ficarem sujeitas a esforços.

Devem ser previstos, no interior das caixas que alojam os dispositivos de ligação/transição, seios nos cabos, para eventual alteração de posições ou novas ligações e uma eficaz fixação com braçadeiras, nomeadamente no cabo ascendente. Os cabos de passagem também devem fazer um seio no interior da caixa e ter braçadeiras de fixação. O procedimento é ilustrado na figura que se segue:

O procedimento é ilustrado na figura que se segue: Figura 2 – Exemplo de acondicionamento de

Figura 2 – Exemplo de acondicionamento de cabos de par de cobre no interior de uma caixa C1

Quando os cabos tiverem de descrever curvas, estas devem ter um raio de curvatura igual ou superior a 5 vezes o diâmetro do cabo, ou conforme a especificação técnica do fabricante.

Antes de iniciar o enfiamento dos cabos, é necessário verificar se a rede de tubagens não tem arestas, de modo a evitar qualquer deterioração no revestimento dos cabos.

Os cabos até 20 pares e coaxial flexível, quando à vista, podem ser colados, com braçadeiras de reforço nas curvas.

Os cruzamentos com cabos de energia eléctrica devem ser evitados e obedecer sempre às normas de segurança. Todavia, no caso de isso não ser possível, os afastamentos entre os cabos de telecomunicações e os cabos de energia eléctrica, devem ser, pelo menos, de 5cm no caso de cruzamentos e 20cm no caso de caminhos paralelos.

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As blindagens e os condutores de blindagem dos cabos, quando existam, devem ser interligadas e por sua vez ligadas ao terminal de terra de protecção, existente no respectivo repartidor geral.

Os quadros de encaminhamento são elaborados em triplicado, que serão verificados no acto da fiscalização da rede de cabos. O original ficará na posse do dono da obra, uma cópia ficará na caixa do ATE e a última cópia será entregue à entidade certificadora.

Todas as ligações de condutores devem ser feitas por forma a garantir um bom contacto, ou seja sempre inferior a 5m.

A repartição em cabo coaxial, ao longo da coluna montante e instalações individuais, deverá garantir os

níveis de sinal e qualidade previstos no ponto 6.6.4. Cada união de passivos deverá ter atenuação inferior

a 1 dB, à frequência de trabalho mais elevada.

A ligação de cada par de cobre, no respectivo terminal da unidade modular de dispositivos de ligação e

distribuição, é estabelecida de forma que em cada par, o condutor "a" ligue no contacto esquerdo e o

condutor "b" no direito. Considera-se a unidade modular na posição horizontal e a numeração dos terminais crescente da esquerda para a direita.

Os cabos coaxiais instalados na coluna montante, ou em qualquer outro percurso vertical, não podem estar auto-suportados, nem suportados pelos conectores e apoios de curvas. Têm que ser amarrados em suspensões apropriadas ou apertados com braçadeiras de modo a não existir a deformação do cabo, nem a deterioração do respectivo revestimento isolante, entre o condutor central e a malha, mantendo-se assim as características dos referidos cabos. Na figura seguinte ilustra-se o procedimento descrito:

Na figura seguinte ilustra-se o procedimento descrito: Figura 3 - Exemplo de alojamento de cabos coaxiais

Figura 3 - Exemplo de alojamento de cabos coaxiais no interior de uma caixa C1

As saídas não utilizadas terão de ser terminadas por uma carga de impedância característica igual a do cabo coaxial utilizado na rede (75 ), sendo do tipo inviolável na coluna montante e de carga simples no TAP DE CLIENTE.

5.4.2 INSTALAÇÃO DO ATE E DOS RG

O ATE deve estar instalado em local adequado, ETI ou ETS.

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O ATE deve ficar situado, se em caixa própria, de acordo com o definido em 4.4.2. Se em sala própria,

entre as cotas 0,70 m e 1,30 m do pavimento e com acesso fácil, para manipulação correcta dos cabos.

A integridade das ligações do ATE será salvaguardada pelo carácter reservado e vedado a estranhos, do

local de instalação.

As fichas do ATE e dos RG devem ficar junto dos mesmos.

As unidades modulares do primário, onde se irão ligar os cabos de pares de cobre de entrada da responsabilidade de cada operador, deverão situar-se no lado esquerdo do RG-PC, quando este é visto de frente.

A instalação de protecções, quando necessário, efectua-se nas unidades modulares do primário do RG-

PC.

É obrigatória a instalação de pelo menos uma tomada dupla, no ETI e no ETS, com ligação à terra de

protecção e protegida por disjuntor diferencial de média sensibilidade (300mA). Nos casos em que a

dimensão do edifício o justifique, pode instalar-se nesses espaços (ETI e ETS) um pequeno quadro eléctrico, para satisfazer as necessidades inerentes aos dispositivos ITED.

5.4.3 REPARTIDOR PARA LIGAÇÕES FWA

No caso de utilização de sistemas FWA deverá ser instalado um repartidor num ETS, cujo secundário será ligado ao ATE através de um cabo de pares de cobre simétricos (classe D/categoria 5), coaxial ou outro que melhor se adapte ao serviço. Para os casos em que se usem cabos coaxiais a repartição poderá ser feita a partir do RG-CC situado na ETS, se for esse o caso.

5.4.4 DISPOSITIVOS DE DERIVAÇÃO

Os dispositivos de derivação são montados em caixas de derivação, devendo a localização obedecer ao definido no ponto 3.4. e estar de acordo com a respectiva capacidade a instalar.

Os condutores correspondentes aos cabos que entram na caixa de derivação deverão, sempre que possível, ser ligados a partir do lado esquerdo das respectivas unidades, quando a caixa é vista de frente.

Nas caixas de derivação, com dispositivo de derivação que sirvam mais de um cliente, deverão existir fichas de registo, elaboradas durante a instalação e colocadas no interior da tampa em saqueta de plástico ou similar e que permitam uma fácil identificação do encaminhamento dos cabos. Deverão ser usadas as abreviaturas das cores no preenchimento das fichas, se for o caso.

5.4.5 REDE COLECTIVA DE CABOS

Na rede colectiva em instalações não embebidas, os cabos devem ser passados em tubos ou calhas montados para esse efeito, fixados com os meios convenientes, utilizando-se sempre que possível percursos horizontais e verticais, tendo sempre presente a não degradação do aspecto estético das paredes.

Quando da instalação de cabos com mais de 30 pares na coluna montante e devido ao seu peso, devem ficar fixos por braçadeiras, contornar os dispositivos de derivação quando os haja, ou formar um seio na respectiva caixa, obedecendo sempre aos raios de curvatura. Para casos limite (vários andares) e cabos de maior capacidade, pode-se recorrer a cabos com tensor para fixação (cabo auto-suportado).

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Igual procedimento deverá ser considerado na instalação dos cabos coaxiais auto-suportados, para evitar deformações pelo peso, nunca devendo ficar em suspensão pelos conectores.

Os cabos da coluna montante devem ser enfiados nas tubagens preferencialmente de cima para baixo.

Todos os cabos da rede colectiva devem ser numerados e etiquetados. No preenchimento das fichas referentes a caixas e a encaminhamento, deve ser sempre escrito o número do cabo respectivo e a cor do par, para uma correcta identificação de origem e destino.

5.4.6 REDE INDIVIDUAL DE CABOS

Um cabo de 2 ou 3 pares a distribuir numa fracção autónoma será, regra geral, ligado ao BPC do seguinte

modo:

Primeiro par distribuído: terminais E1 e E2;

Segundo par distribuído: terminais E3 e E4;

Terceiro par distribuído: terminais E5 e E6.

Considerar para as ligações dos BPC, os esquemas constantes do Anexo 5 - figuras 26 e 27.

O condutor de terra de protecção é ligado no terminal E8 e o BPC deve ter disruptores a gás.

Quando numa rede individual de cabos forem distribuídos até 3 pares, o terceiro par, quando não destinado à ligação de telefones simples, deve ser ligado aos terminais E5 e E6 (sem malha RC).

O terminal E7 destina-se à antigamente considerada terra de serviço (como definido na EN50310) não

sendo habitualmente utilizado.

Todos os cabos e condutores instalados numa rede individual de cabos, têm obrigatoriamente de estar ligados a dispositivos de ligação e distribuição, ou terminais.

A ligação entre tomadas telefónicas de 6 contactos é estabelecida preferencialmente com um cabo TVV

3x2x0,5 especial (Anexo 5 – figura 28). Caso exista a necessidade de uma maior blindagem pode utilizar- se TVHV 3x2x0,5.

As redes individuais dentro das fracções autónomas poderão, em casos especiais, ser constituídas por cabos à vista, se o proprietário do edifício o desejar, mas em tudo o resto terão sempre de obedecer ao especificado no presente Manual.

Na rede individual em instalações à vista, os cabos devem ser mantidos rectilíneos, sendo fixados por meio de braçadeiras adequadas com espaçamento máximo de:

15cm, para cabos até 10 pares e coaxial flexível;

25cm, para cabos de mais de 10 pares e até 50 pares;

35cm, para cabos de mais de 50 pares.

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5.5

INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTO EM ASCENSORES

5.5.1 GENERALIDADES

As infra-estruturas necessárias à instalação de equipamento terminal telefónico e de vídeo em ascensores, devem obedecer ao especificado no presente Manual.

Uma instalação desta natureza é definida como instalação em ambiente sujeito a acções mecânicas intensas (AMI) e a utilização dos materiais e equipamentos, bem como as condições de estabelecimento de tais instalações, estão definidas em 4.6.3.

5.5.2 CABO DE TELECOMUNICAÇÕES

Para a ligação dos circuitos de telecomunicações entre a cabina do ascensor e o ponto de amarração da caixa, o cabo a utilizar deverá ser projectado mediante especificação técnica a anexar ao respectivo projecto.

Os condutores que estabelecerão os circuitos de telecomunicações poderão estar incluídos no cabo de manobra à cabina do elevador, desde que o conjunto dos referidos condutores seja blindado e possua um revestimento próprio com espessura adequada, que anule ou minimize os efeitos de um eventual curto- circuito nos condutores de energia da referida cabina, normalmente a 24V.

O número mínimo de pares para os circuitos de telecomunicações é de 2, devendo ainda existir mais um

condutor para a ligação da terra de protecção.

As telecomunicações por sistema de vídeo poderão ser feitas em cabo coaxial flexível, apropriado para o efeito.

5.5.3 LIGAÇÃO DO EQUIPAMENTO TERMINAL

Na casa das máquinas o cabo de telecomunicações é ligado a um dispositivo de derivação adequado. A respectiva blindagem deve ser ligada à terra de protecção.

O equipamento terminal instalado na cabina é ligado a um dispositivo de derivação com protecção e

descarregadores de sobretensões com fusível, colocado sob o tejadilho da mesma cabina.

5.6 PROTECÇÃO DAS INSTALAÇÕES

De uma forma abrangente deverão ser seguidas as indicações constantes das Normas Europeias aplicáveis, nomeadamente as constantes da EN 50310, EN 50083 – parte 1 e as previstas no regulamento de segurança de instalações de utilização de energia eléctrica (RSIUEE). As condições a seguir referidas deverão ser consideradas como mínimas, sem prejuízo da adopção de outras soluções tecnicamente mais evoluídas.

5.6.1 CONDIÇÕES

As ITED devem estar protegidas contra perturbações provocadas por descargas eléctricas atmosféricas, assim como contra a influência electromagnética das linhas de transporte de energia de alta e baixa tensão, que poderão provocar nelas o aparecimento de potenciais estranhos, quer por contacto directo quer por indução.

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A protecção contra o risco provocado por descargas por toque ou indução de linhas de transporte de

energia, é conseguida com a colocação de órgãos de protecção, que têm como objectivo interromper o circuito e escoar para a terra as correntes provocadas pelas referidas descargas, sendo todas as caixas interligadas, por um condutor de secção maior ou igual a 2,5 mm 2 , para a interligação entre caixas e acessórios (BPC, TAP e suporte da DDE) deverá ser utilizado condutor de secção 1,5 mm 2 . As interligações deverão ser efectuados nos respectivos bornes de terra.

A blindagem dos cabos deve ser interligada entre si e por sua vez ligada à terra de protecção, bem como o

respectivo fio de continuidade, quando exista. A ligação pode ser estabelecida por soldadura ou por um

conector de blindagem.

5.6.2 UTILIZAÇÃO E LOCALIZAÇÃO DOS ÓRGÃOS DE PROTECÇÃO E DO ATE

A instalação de protecções contra sobretensões e sobrecorrentes efectua-se nos primários dos RG. No

caso concreto dos cabos de pares de cobre efectua-se nas unidades modulares próprias (DDE), do

primário do RG-PC.

No caso de ligações exteriores directas à fracção autónoma, a protecção deverá existir no BPC tendo em consideração a distância de 200m do ponto de distribuição (último ponto de protecção).

Quando são colocados órgãos de protecção nos módulos do RG-PC, não poderão existir a menos de 10 m de distância materiais de tipo inflamável ou explosivo.

O ATE não poderá ser instalado em locais com risco especial, nomeadamente em locais de risco de

explosão, incêndio, sujeitos a inundação ou infiltração grave de humidade. Deverá existir um cuidado especial nos locais de acesso não controlado.

5.6.3 GENERALIDADES DAS LIGAÇÕES À TERRA

De acordo com as presentes Prescrições e Instruções Técnicas, considera-se a existência da chamada terra de protecção, destinada a evitar ou a desviar os potenciais e as correntes considerados perigosos, para a protecção de pessoas e bens.

5.6.4 RESISTÊNCIA DE TERRA

A resistência do eléctrodo de terra deverá ser inferior a 20, para um disjuntor de média sensibilidade

(300mA). Quando não for possível obter um valor próximo de 20, deve aumentar-se a sensibilidade do disjuntor diferencial para 30 mA ou mesmo 10mA.

5.6.5 TERRA DE PROTECÇÃO

A terra de protecção das ITED deve ser comum à do edifício, ou seja, ligada ao mesmo eléctrodo de terra, sem qualquer descontinuidade eléctrica.

Considera-se que existe um barramento equipotencial comum para as ITED, localizado no ATE, onde se ligam todos os circuitos de terra de protecção dessas infra-estruturas. Esse barramento deverá ser ligado ao barramento geral de terras do edifício, que por sua vez é ligado ao eléctrodo de terra.

O condutor de terra de protecção, a utilizar nos terminais próprios dos dispositivos de derivação, deve ter

secção nominal mínima de 1,5mm 2 . A secção do condutor na coluna montante aumenta (para montante)

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proporcionalmente ao número de caixas da rede colectiva, podendo utilizar-se a tubagem da coluna montante para a sua passagem.

Os terminais de terra das caixas da coluna montante, não devem permitir a ligação de mais de 2 condutores de terra no mesmo borne, pelo que se deve recorrer a barramentos equipotenciais, que deve ser cravado ou soldado às referidas caixas metálicas. No caso de uma das caixas servir de ATE, é obrigatório o barramento de terra.

O condutor de terra de protecção, para a ligação ao eléctrodo de terra, deverá ser o mais rectilíneo

possível. Quando for necessário mudar de direcção, o raio da curva não deverá ser inferior a 20cm.

O condutor que interliga o seccionador amovível ao eléctrodo de terra não pode ser de secção nominal

inferior a 25mm

2

e a parte enterrada não deve ter isolamento.

5.6.6 PROTECÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS

No caso da necessidade da existência de um sistema de pára-raios no edifício (nomeadamente para a

protecção dos sistemas de antenas) este deverá distar no mínimo 3m do local de instalação das antenas e

ter

percurso autónomo ao das outras terras.

O

eléctrodo de terra associado ao pára-raios tem de ser autónomo do das outras terras, devendo ser

seguidas as regras constantes no regulamento próprio para estes casos.

NOTA: Se houver necessidade de se ligar o mastro das antenas à terra, esta ligação deverá ser directa ao barramento de terras do edifício. Deverá ser antecedida de um disruptor bipolar, junto ao barramento de terras, para evitar perturbações na captação das antenas (em condições normais).

5.7 INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS

Instalação provisória é uma instalação temporária de telecomunicações a ligar às respectivas redes públicas quando não se justifica, ou não é possível, a instalação definitiva das respectivas infra-estruturas.

As instalações provisórias podem ser estabelecidas durante a realização de exposições, congressos, estaleiros de obras para construção, ou em outros casos a tomar em consideração pelos proprietários dos edifícios ou administração dos condomínios.

As instalações serão desmanteladas após o término do prazo do evento.

As instalações provisórias deverão satisfazer as Prescrições e Instruções Técnicas definidas neste documento e serão autorizadas pelos proprietários dos edifícios, ou o dono da obra, mediante a existência

de um documento que ateste a não interferência com outros serviços e a segurança das pessoas e bens.

5.8 RELATÓRIO DE ENSAIOS DE FUNCIONALIDADE

O instalador deve medir e registar os ensaios adequados aos NQ de acordo com os critérios a seguir

definidos, de modo a garantir o correcto funcionamento das instalações.

O instalador constitui um relatório de ensaios de funcionalidade, onde regista o seguinte:

Verificação da conformidade da instalação com o projecto;

Ensaios efectuados, resultados, metodologias e critérios de amostragem utilizados;

Especificações técnicas de referência;

Equipamento utilizado nas medições;

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Identificação do técnico que realizou os ensaios;

Cópia das alterações eventualmente efectuadas durante a instalação.

O instalador deverá manter, em anexo ao relatório de ensaios de funcionalidade, uma cópia do projecto e

de tudo o mais que julgou necessário à concretização da instalação, que constituirá o cadastro da obra.

5.8.1 CRITÉRIOS DOS ENSAIOS A EFECTUAR PELO INSTALADOR

Ensaios em cabos de pares de cobre (NQ1) descritos no capitulo 6:

Os ensaios de continuidade são realizados em todos os condutores.

Os ensaios de isolamento, diafonia e atenuação são realizados por amostragem. Será ensaiado 10% da capacidade máxima de cada cabo e, no mínimo, 1 par em cada cabo. Se forem encontrados valores fora do especificado, realizar-se-ão ensaios em todos os condutores.

Os critérios de amostragem contemplarão sempre as situações mais desfavoráveis, nomeadamente os condutores que foram ou estão sujeitos a maior esforço de tracção ou fricção. Ficarão registados no relatório de ensaios de funcionalidade quais os pares que foram ensaiados bem como os valores que foram obtidos com indicação dos pontos de ensaio.

Ensaios para cabos coaxiais (NQ2) descritos no capitulo 6:

Dadas as características deste tipo de cablagem, os ensaios dos níveis de sinal são feitos em todas as tomadas e são comparados com os valores do projecto correspondente.

Só será necessário efectuar os ensaios de atenuação nos pontos distribuição da rede de cabos coaxiais das ITED, nos casos onde se registem diferenças de ±3dBµV entre os níveis de sinal medidos nas tomadas e o previsto no projecto.

Os ensaios de continuidade e isolamento só se justificam se os valores dos ensaios de atenuação não corresponderem ao previsto no projecto.

Se forem encontrados valores fora do especificado, realizar-se-ão ensaios nos pontos de distribuição da rede correspondentes.

5.9 CONSERVAÇÃO DAS ITED

Tal como previsto no número 1 do artigo 32º do DL 59/2000, os proprietários ou as administrações dos condomínios devem zelar pela conservação, segurança e funcionamento das ITED, suportando os encargos decorrentes das avarias.

A conservação das ITED será, tal como o referido no artigo 16º do DL 59/2000, da responsabilidade

técnica de um instalador devidamente inscrito na ANACOM. Deverá, nesse sentido, ser contratado pelo proprietário ou administração do condomínio. O instalador deverá ter em conta o relatório de ensaios de funcionalidade referido em 5.8.

As cablagens executadas pelos operadores ou prestadores de serviço bem como a respectiva conservação, é da sua responsabilidade, tal como o referido no número 2, do artigo 32º do DL 59/2000.

Recomenda-se

administrações dos condomínios, que inclua:

a

constituição

de

um

arquivo

de

conservação,

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da

posse

dos

proprietários

ou

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- Projecto técnico;

- Relatório de ensaios de funcionalidade;

- Certificado de Conformidade da instalação (tal como referido no ponto 7);

- Registo das verificações e intervenções efectuadas.

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