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Sociologia Ambiente, frequência 29/05

Relações sociais  Natureza


Ambiente construído Ambiente Natural
Actividades Humanas Impacte ambiental
Desigualdades sociais Desigualdades ambientais

Mudança:
• Extinção de papéis
• Impacte no ambiente
• Desigualdades ambientais

A natureza é uma categoria social e varia no tempo consoante os contextos sócio-


histórico e os grupos sociais.
Cada grupo social tem um tipo de relação com a natureza: uma “ideia de natureza”

Natureza
• Representa o natural / o puro (valor intrínseco)

• Recurso natural natureza transformada em máquina, interessa-nos porque


nos dá algo

Estamos dependentes das infra-estruturas da natureza


|
A natureza é algo que deve ser preservado protecção longe das nossas actuações
impactantes
(ideia predadora da humanidade)

Algo exterior ao ser humano

As políticas ambientais vão ajudar-nos a adaptarmo-nos às mudanças da natureza

Três formas de alteração humanas:


1. orgânicas
2. morfológicas
3. culturais
(as nossas alterações para com o meio exterior terminaram)

Não é só pela cultura que nos ambientamos ao meio, mas também pelas políticas,
tecnologias e infra-estruturas produzidas.

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Representação desinteressada da natureza
A representação mecanicista (séc. XVIII) do mundo teria sido impossível sem uma
ruptura prévia com aquilo que Robert Lenoble chama de pensamento mágico, sem
a instituição anterior pelos gregos, da legislação racional, sem uma mudança de
mentalidades e das formas de percepcionar o mundo e os seus acontecimentos.

Natureza mágica ------------------------------------------- Mecânica da natureza


| |
Concepção animista -------------------------------------- Concepção racionalizada

Etapas da evolução do conhecimento humano por August Comte


Lei dos três estados

• Estado teológico (religião): explicação das coisas e dos acontecimentos


através da atribuição da sua própria natureza; configurando-se mais tarde
traços da sua própria natureza humana. (desenvolvimento do monoteísmo e
do politeísmo)

• Estado metafísico (magia): (especialização dos interventores) recurso a


entidades abstractas.

• Estado positivo (ciência): observação do raciocínio, compreensão das


relações observadas entre as coisas e os acontecimentos e a formulação de
leis. (segmentação de partes da realidade para as relacionar)

Da compreensão da natureza à compreensão da sociedade


O que está em causa é o que é social e o que é natural
Produção de conhecimento e as modalidades com que vamos institucionalizando a
percepção dos limites e das fronteiras entre o social e o natural.

Existe uma ideia socialmente produzida de natureza, que se aproxima da própria


natureza.

Capitalismo Teoria de Darwin


Teorias sociais Teoria da Natureza

A natureza é uma ideia, uma abstracção. Quando a abordamos já é um discurso


socializado.

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A “ideia de natureza” tem consequências sociais.

Uma das primeiras sensibilidades ambientais organizadas: contra a violência (dor


inflingida desnecessariamente)
Assiste-se a uma preocupação crescente com o seu humano – aqueles que
violentavam os animais, violentavam também os homens.

A relação com a natureza foi alterada com a revolução industrial, assistindo-se à


mecanização da produção.

O nascimento de políticas ambientais


Exemplos de novas leis:
• Inutilidade de violência da caça
• Ética da caça
• Maus tratos dos animais
• Lutas de galos

• Açulamento de toiros

Sensiente: aquele que é capaz de sentir dor


|
Os animais ganham o estatuto de sensientes

Os Utopianos entregavam aos escravos a tarefa de caçar que consideravam


imprópria para os homens livres

Em que medida o ambiente é estratificador das condições de vida?


|
Áreas de residência mais ou menos poluídas
|
Epidemologia social das doenças sujo, poluído = inferior

Questão de prazer / necessidade ou de níveis de desenvolvimento

Os processos puramente intelectuais precisavam de ser estimulados pela


necessidade social externa. O triunfo da nova atitude esteve estreitamente
vinculado ao crescimento das cidades e à emergência de uma ordem industrial em
que os animais se tornam cada vez menos necessários no processo de produção.

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Quando não precisam da natureza, os indivíduos tendem a protegê-la

A sensibilidade ambiental não distingue os países mais desenvolvidos dos que estão
em vias de desenvolvimento

Simpatizantes do ambientalismo
 defesa da natureza associada aos direitos dos animais e à defesa do património
histórico-cultural : paisagem humanizada.
Ecologia profunda (deep ecology):
Defende a perspectiva mais radicalizada de uma mudança civilizacional

Peter Singer: repensar uma nova ética


Não nos adaptamos ao ambiente, o ambiente é que se adapta a nós, consoante as
nossas necessidades: através das políticas, através das infra-estruturas.

Aproximação analítica

Bens Privados
Utilizadores  Recursos
Consenso // Conflitos  Preservação // Utilidades
Sociedade  Natureza
Bens Públicos

Conflitos ambientais a propósito de distribuição de males que não destingue m


fronteiras sociais

Regras Natureza protegida


 Reserva integral / Áreas protegidas

_ Em termos ecológicos não há bens privados, o que há é consequências públicas


de bens privados.

Hobbes – Estado natural, todos contra todos


|
Estado-nação evita conflitos

Sociologia ambiente: sociologia da acção e dos sistemas

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Durkheim
Código penal:
• Aquilo que a sociedade condena
• Crimes ambientais aparecem pela primeira vez (equidade social e
ambiental)

As populações eram demograficamente densas e obrigam a uma diferenciação das


partes

Uma sociologia da acção e dos sistemas


Durkheim preocupava-se com a relação sociedade-meio

Divisão social do trabalho


À medida que nos fixámos, as partes sociais tiveram de se diferenciar.
A Escola de Chicago vai às ciências naturais para explicar como é que o todo
(cidade de Chicago) invadido por correntes migratórias poderia encontrar um
equilíbrio?
[baseiam-se em análises vegetais e animais, no sentido de compreender as estr.
dos espaços urbanos e industriais e descriminam, localizando, os grupos e os
fenómenos sociais]

A ecologia humana (sociologia do ambiente) não tem em conta o conflito, os


interesses e as partes.
Esta entrou em crise em finais da década de ’60, não se tendo libertado das suas
conecções com o funcionalismo.
***
Momento da ruptura
Dunlap e Catton (1979, 1993), denunciando nas correntes teórica da sociologia o
elogio da técnica e da dominação da natureza, desperta uma nova especialização
sociológica orientada para a conceptualização das relações entre a sociedade e o
ambiente. Esta conceptualização seria marcada pela falência dos modelos de
progresso materiale económico e a nova “Era da Pós-Exuberância”.
“Era da Pós-Exuberância” Era da escassez

Institucionalização do Ambiente através das políticas , orgânica de poder


(ministério do ambiente) e saberes especializados.
Esta é levada ao extremo quando o ambiente se constitucionaliza, i.e., aparece nas
constituições.

Direito de ingerência – direito de intervir nos estados dos outros

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Regulado a partir de catástrofes naturais especializados

Modernização ecológica: adaptação da sociedade ao ambiente através da infra-


estruturas.
• A sociedade está viciada numa perspectiva hierárquica que aliena a
sociedade e a natureza
• Os problemas ambientais são também problemas sociais

Ecologia social: problemas ambientais são problemas sociais (≠ ecologia profunda)


dimensão ética e política.

Eugenia: capacidade de aperfeiçoar as nossas capacidades humanas através da


biotecnologia. Desapareceu depois da 2ª guerra mundial e reapareceu com a
biotecnologia, assim passou de uma eugenia de estado, ou política, [p.e. incentivo à
natalidade] para uma eugenia de mercado [p.e., escolher a cor dos olhos dos
filhos].

Paradigma ecológico: a sociedade deve ser pensada na sua relação com o


ambiente. Intervir sobre a natureza e também sobre a própria natureza humana.

Facto Social Facto Social


|
Mediação pelo facto ambiental

Modelo de Dunlop revisto (O que deve ser pensado nos dias de hoje):
Population
Organization
Environment
Technology

“modelo simplificado”:
P 
OE
T 

“modelo realista”:
P

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  
O E
  
T

AIA – Avaliação do impacto ambiental (estudo do impacto das infra-estruturas sobre


o ambiente)

AAE – Avaliação ambiental estratégica (impacto do modelo das políticas sobre o


ambiente)

A ciência transforma realidades em factos.

Estruturas sociais Movimentos Sociais

Nas questões de sociologia do ambiente esta relação não é imediata, é preciso uma
percepção social da qualidade do ambiente.

Uma sociologia da acção e dos sistemas

• Em sociologia não há acções que não sejam racionalizadas. Importa


perceber sobretudo a lógica dessas acções.

• Nas teorias funcionalistas os actores são não racionais. Segundo estas


teorias, os actores não estariam conscientes do produto das suas partes. Era
preciso compreender a estrutura da sociedade e as partes deveriam
contribuir para a coesão do todo (Durkheim)

Ideologia de Peter Singer – Uma ética virada para o mundo


Relação com o utilitarismo o que contribui para a felicidade é o que deve ser
procurado.
Especismo – violência de uma espécie contra as outras
|
O que está em casa é a bioética
Perspectiva sistémica: favorece um estabelecimento do todo sobre as partes. Pode
atenuar as cargas da mudança e do conflito (pode ser dimensionado em interface
da possibilidade da mudança e da região do sistema)

Emancipação / Regulação

Utopia= Passa a ser uma questão política

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Energia de emancipação (políticas ambientais)

Sistema Social – Há a prevalência de um todo

Acção Social / Sistema

Indivíduo Sociedade
| |
Comportamento tornado Capacidade de o
inteligível para o outro comportamento ser
regulado

Salto quântico

• O que liga o indivíduo à sociedade é o processo de socialização.

• As práticas regulam a relação sociedade – natureza.

• O planeta está ameaçado. Há interesse em salvá-lo. Será que temos

essa capacidade? Pode haver interesse, mas não capacidade.

• Há a emergência de riscos . Estes riscos são sempre sociais, o que está


em causa são os interesses humanos.

• Passou-se assim de uma reconfiguração socio-económicas para uma


reconfiguração socio-ambiental.

Teoria da sociedade em risco

Nas sociedades contemporâneas há uma emergência do risco tecnológico.

Os riscos são indetectáveis, imprevisíveis, ocultos em complexas relações causais,


ilimitados espacial e temporalmente.

o que contribui para o agravamento do risco

“A ciência expropriou os sentidos humanos”, i.e., estamos dependentes de um


discurso cientifico que nos explique os perigos que corremos

As políticas agem sobre:


• O estado do ambiente

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• As pressões
• As pressões e o ambiente

Há uma hierarquia social dos riscos

Os riscos estão ligados à incerteza

Só muito tardiamente vamos conhecendo os efeitos das nossas acções, por isso, há
que agir proactivamente.

As sociedades do risco distinguem-se pela presença crescente das consequências


não esperadas, nem desejadas do processo de modernização e pela generalização
da insegurança (ligação à incerteza).

Teoria da modernização ecológica [Anthony Giddens]


Possibilidade de acompanhamento das políticas e das tecnologias de uma maneira
mais proactiva (adaptamo-nos ao ambiente através da cultura)

As sociedades do risco

Perigo: característico das sociedades tradicionais que não tem cultura de gestão de
perigo.

Risco:
- Característico de sociedades modernas, algo que pode ser previsto
- Pode mudar o conteúdo das políticas e modernização política
- Pode alterar os modos de vida das comunidades
- Está ligado ao conceito de incerteza
- Risco:
- Ambiental, estratificação ambiental
- Social, exclusão

Conflito ambiental:
• Motivado pelo medo e pela incerteza
• Não é um conflito interclassista (não há visibilidade pública das
desigualdades)
• É um conflito de base territorial
• As gerações causadoras podem não estar presentes (deferimento no
tempo)

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O esbater das certezas e dos contornos das categorias tradicionais

NATUREZA
• Já não se sabe o que é a natureza (o que é que estamos a proteger?)
• Qual a identidade e o estatuto da natureza?

• Representação social de natureza: representa para nós a genuinidade


(implicações políticas) perdida (valor de mercado – produtos naturais;
agricultura biológica)

CLASSE / EMPREGO

• A nossa identidade social estava ligada ao trabalho (homofaber – a


profissão que temos representava a possibilidade de termos uma
identidade), por isso também o trabalho está em crise

FAMILIA

• Existência de novos tipos de famílias (p.e. mono parentais)

• As habitações não se ambientam a este tipo de famílias

Sociedades proto-industriais ----------------------- Sociedades industriais


| |
Famílias alargadas Família nuclear
(nuclearizam-se) (encontra novas formas de
organização)

PÚBLICO / PRIVADO
• As mulheres participam mais na vida pública
• As fronteiras comunicacionais são mais gerais
• Em termos ambientais não faz sentido distinguir as fronteiras do
público e do privado

CONHECIMENTO CIENTÍFICO
• A ciência positivista que se fundamenta nas causas e consequências
entra em crise
• Relação ciência – realidade entra em crise (aquilo que era verdade era
o que a ciência afirmava)

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• Monopólio da veracidade por parte das ciências entra em crise
• Emancipação de subjectividade

 Religião
Verdade Política
 Ciência

Visão ultrapassada

(os acontecimentos são ultrapassados)


|
exclusão de saberes científicos

Riscos Globais

- As questões ambientais foram-se institucionalizando através do estado e do


mercado

- Percurso da emancipação à regulação


| |
Preocupação com a ecologia Nova ideologia no séc. XXI – Ecologia -
no sistema político ambiente é a nova fonte de legitimidade
(crimes contra a natureza) do poder político

Peter Singer: Se só há um planeta, deve haver um governo para o mundo


(participador, democrático ou coercivo)

Riscos Globais e locais

Estado-nação está em crise para resolver problemas globais.

Globalização. Definição de natureza e de tradição


• A natureza adquiriu um valor intrínseco e material (valor de uso)
• Novo património da humanidade: biodiversidade
• A natureza dá lucro
• O discurso de natureza é conservacionista.

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O que é a natureza?
Em simultâneo, tudo é natural e nada é natural
A natureza é algo exterior ao investigador (o que explicamos está fora de nós)

Durkheim:

Recursos
/ \
Utilizadores ----- Utilizações

Por detrás de uma teoria

- As teorias sociológicas elucidam-nos sobre as concepções do homosociologicus, da


sua racionalidade e da sua intencionalidade comportamental.

- A critica do funcionalismo traduz a emergência da sociedade civil e de uma


relativa autonomia indicidual como agência de mudnaça social.

- As sociedades mudam e as teorias sociológicas também.

Tolerância zero: teoria “broken windows”

- As autoridades podem previnir a criminilidade

- Deve reformar-se a assistência social e a educação

- Uma concepção de urbanismo (espaço é um lugar de apropriação quando, quando


apropriado designa-se de território)

- Podemos ter leis rigorosas mas será que elas são cumpridas?

A tutela penal do ambiente

As políticas ambientais têm uma vertente punitiva


Consequências: multa // prisão - leva a mudanças de comportamento?

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O ambiente configurado neste perspectiva é ineficaz:
POLUIDOR PAGADOR  UTILIZADOR PAGADOR

Como mudar comportamentos?


• Educação ambiental
• Fonte coerciva, prisão

Teorias e perspectivas sociológicas do crime


Actualização da Escola de Chicago:

Controlo social mais fraco Delinquentes e maiores


motivações

Urbanização   

Maiores oportunidades Maiores ocorrências criminais

Tipo de crime:
Perigo de dano – provar as causas
Dano – provar as consequências

Tipos de conduta:
Neglicência
Intencional

Do princípio de precaução ao crime


_ Crimes ambientais: a emergência de um novo quadro jurídico tipificando os
crimes ambientais acontece, geralmente, na sequência da aprovação de uma Lei de
Bases do Ambiente ou Legislação ambiental

Direito ao ambiente ou direito do ambiente?


A própria evolução doutrinária sobre as questões revela as tensões entre o direito
ao ambiente e o direito do ambiente, entendido este último como o aumento do
direito individual a par de outros direitos sócio - económicos.

Desenvolvimento sustentável
Um modelo de desenvolvimento que permite às gerações presentes satisfazer as
suas necessidades sem que com isso ponham em risco a possibilidade das gerações
futuras virem a satisfazer as suas próprias necessidades.

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Ambientes sadio e ecologicamente equilibrado
= Ambiente sustentável

• Utilizadores (agricultura, pescas)


• Recursos
• Consumos

Ambiente solicita uma abordagem sistémica

Problemas ambiente
Crescente desequilíbrio entre recursos, utilizadores e utilizações

Acompanhado por novas dimensões dos riscos ambientais e tecnológicos


Problemas ambientais Problemas sociais


Influência pela relação que retiramos do estado ambiente

O risco não pode ser separado da construção da modernidade que recusou a


dependência da religião, da tradição e da natureza.
| |
Sociedades destradicionalizas Natureza desnaturalizada

Noção de equilíbrio da natureza é apenas um estado


Sociedades tradicionais (estruturas de parentesco determinadas)
Sociedades modernas (plasticidade do “eu” / identidade auto – construída)

Vivemos em contextos de risco e por isso contingentes (fragmentados)

Em termos ambientais não existe diferença entre o público e o privado



O que existe é usos privados com consequências públicas

A ciência é cada vez mais confrontada com a ética – bioética

Confiança e risco

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Vivemos num mundo inseguro e vigiado
Paradoxo em termos sociológicos (Durkheim)
Consciência colectiva crimes

Mecanismos que orientam a confiança


(ambientes de risco e confiança)

Coesão social – tradicional

• Relações de parentesco
• Comunidade é local
• Cosmologias religiosas
• Tradição
|
Relações de confiança localizada e personalizada

Coesão social – moderna

• Relações pessoais de amizade


• Sistemas abstractos como meio estabilizador e interdependência em
extensões indefinidas no espaço e no tempo
|
Relações de confiança depositadas em meios mais abstractos

Os contextos de confiança e de risco alteram-se


Há também para além dos riscos ambientais, o risco pessoal (perda de sentido
pessoal)
A institucionalização das questões ambientais e indissociável de questões de
confiança face aos ambientes de risco e pelo reforço de legitimidade dos interesses
colectivos, sobre os ambientes individuais.

GLOBALIZAÇÃO
ESTADO-NAÇÃO
INDIVÍDUOS
O ambiente é transformado em novos bens colectivos
|
Uma nova tipologia de crimes
|

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Eleição de um novo bem jurídico – a natureza

Crimes de bem comum


A natureza é um novo bem jurídico

Situações de concausalidade
• Fazer desaparecer
• Contribuir para o desaparecimento

Crime de contribuir para:


Acto isolado juntamente com outro pode levar ao dano

Neocriminalização
O ambiente parece estar a criar um percurso punitivo:
_ Severidade das políticas,
_ Educação pública,
_ Sensibilização ambiental.

Durkheim - o código penal representa a consciência colectiva


|
Sociedade mais densa – Divisão social do trabalho
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Reforço do controlo social
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Aumento da coesão social

Solidariedade mecânica – Solidariedade orgânica:


O controlo já não pode ser feito pelos pares

Tolerância zero
Poluidor – pagador utilizador – pagador
• O crime já não reflecte uma consciência colectiva
• O crime reflecte o que a lei diz que é crime

Referenciais institucionais
(M) ministério do ambiente
(A) autoridade central
(L) legislação fundamental
(C) constituição, direito constitucional consagrado

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(R) relatório de estudos do ambiente

A eventual existência de todos estes referenciais ou de parte deles não constitui


condição suficiente para uma avaliação positiva do grau de maturidade e
profundidade da política ambiental.

Direitos e deveres institucionais


• Todos têm direito de informar, de se informar e de ser informado –
princípio da informação
• Princípio da participação
• Princípio da preservação
• Princípio da responsabilidade

Riscos ambientais e coesão territorial


• Consequências localizadas e diferenciadas por territórios
• Riscos não são naturais, pelo menos pelas suas consequências
• Têm de ser considerados pelas consequências

“Natureza construída”: alteração dos cursos dos rios, barragens, etc.

Ambiente, um novo determinismo social?


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Alterar comportamentos, determinismo geográfico, antigamente a cultura era
adaptada ao ambiente (população e clima pareciam estáveis), alterações climáticas
impõem alterações nos modos
Sociedade ecológica correcta
- Sociedade emancipada, pela educação, ou sociedade totalitária, pela punição.

Ambiente – subconjunto dos seus colectivos sempre independentes


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A força coerciva está em que todos precisamos dele

Criminalizar o ambiente é criar uma nova postura reguladora


(dificuldade em individualizar as partes (crime/criminoso)

Artigo 278º - consagra a natureza


Artigo 279º - concilia o ambiente e o desenvolvimento
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Desenvolvimento sustentável – Gestão da escassez

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(ecologia associa-se à economia)

A Floresta, zonas costeiras e os estuários


Práticas humanas, contextos de risco e conflitos entre utilização e regulação
Estudos:
• Dimensão interaccionista / motivacional
• Zonas costeiras
• Construção do Alqueva
Compreender para explicar – Explicar para compreender

- Problemas e problematização (objecto)


- Análise descritiva (análise de clusters – tentograma)
- Análise compreensiva (chegar aos actores)

Desenvolvimento sustentável
• Papel do sociólogo é identificar actores
• Dimensão do poder político nas intervenções
• Através das audiências públicas podemos ver que a ciência não é
neutra

Incêndios florestais
_ Actores / práticas Lógica pública de regulação e lógica de privação da apropriação
_ Evolução dos territórios

Zonas costeiras
Erosão = Risco de ocupação humana

Regulação pública:
- preparar a natureza
- protecção da orla costeira
Retirar as pessoas, situação de conflito

Zona de estuário
Alterações do caudal devido ao funcionamento das barragens
• Intersubjectividade social
• Expectativas locais
• Impactos sociais: normalização dos caudais
Estudo das mútuas dependências dos sistemas materiais: descriminação das
práticas, identificação das práticas de risco

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Sociedade tradicional (natureza =discurso material) – Sociedade moderna (natureza
é validada em si mesma
Posições sociais dos actores influenciam o seu discurso e explicam as práticas

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