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DO INFERNO

John Wesley
Sermão 73

"Onde o seu verme não morre, e o fogo não se apaga". (Marcos 9:48)

I. Vamos considerar o paena damni, -- "a punição da perda".

II. Nós iremos, então, considerar o paena sensus, -- "a punição que alguém sente".

III. Eu abordarei algumas poucas circunstâncias adicionais, e concluirei com dois


ou três exemplos.

1. Toda verdade que é revelada nos oráculos de Deus, é indubitavelmente de grande


importância. Ainda assim, pode-se admitir que algumas dessas são de uma importância
ainda maior do que as outras, como sendo as mais imediatamente condutivas para a grande
finalidade de todas, a salvação eterna dos homens. E nós podemos julgar a importância
delas, até mesmo, desta circunstância, -- que elas não são mencionadas uma vez apenas nos
escritos sagrados, mas são repetidas, sempre e sempre. Nós temos uma instância notável
disto, com respeito à verdade terrível que está agora diante de nós. Nosso abençoado
Senhor, que usa de palavras supérfluas, que não faz "vãs repetições", repeti várias vezes no
mesmo capítulo, e, por assim dizer, no mesmo fôlego. Assim, (Marcos 9:43-44) "Se a tua
mão ofender a ti"; -- se uma coisa ou pessoa, tão útil como uma mão, for ocasião de
pecado, e não existe outra maneira de afastar-se deste pecado, -- "corta-a; melhor é
entrares na vida aleijado, do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que
nunca se apaga: Onde o seu verme não morre, e o fogo não se apaga". Assim, novamente:
(Marcos 9:45-46) "Se o teu pé te fizer tropeçar, corta-o; É melhor para ti entrares coxo na
vida, do que, tendo dois pés, seres lançado no inferno; no fogo que nunca se extingue:
Onde seu verme nunca morre, e o fogo não se apaga". E ainda novamente: (Marcos 9:47-
48) "Se o teu olho" – uma pessoa, ou coisa tão querida como teu olho "ofender a ti" –
impedir-te de correr a corrida que se estabeleceu diante de ti, -- "lança-o fora; melhor é
entrares no reino de Deus com um só olho, do que, tendo dois olhos, seres lançado no
inferno: Onde o seu verme não morre, e o fogo não se apaga".

2. E que não se pense que a consideração destas verdades terríveis é apropriada


apenas para os pecadores maiores. Como é esta suposição, consistente com o que nosso
Senhor fala, com respeito àqueles que estavam, então, sem dúvida; os homens mais santos
sobre a terra? "Quando multidões inumeráveis se reuniram, ele disse aos seus discípulos"
(os Apóstolos), "primeiro de tudo, eu lhes digo, meus amigos, que vocês não temam
aqueles que podem matar o corpo, e depois não têm mais o que fazer com ele. Mas digo-
lhes que temam a Ele" (Lucas 12-1-5). Sim, temam a ele, sob esta mesma noção, -- de ter
poder para lançar no inferno: Ou seja, em efeito, temam a fim de que ele não os lance no
lugar de tormento. E este mesmo, até mesmo, nos filhos de Deus, é um meio excelente de
preservá-los disto.

3. É conveniente, portanto, não apenas aos homens réprobos, mas, até mesmo, a
você, seus amigos; vocês que temem e amam a Deus, considerarem profundamente o que
está revelado nos oráculos de Deus, concernente ao estado futuro da punição. Quão
amplamente distante, isto está dos mais elaborados relatos que são dados pelos autores
ateus! Seus relatos são (em muitas particularidades, pelo menos) infantis, imaginários, e
auto-inconsistentes. De maneira que não é de se surpreender, que eles não acreditem em si
mesmos, mas apenas narrem os contos do vulgar. Assim, Virgilio fortemente sugere,
quando, depois do relato elaborado que ele deu das sombras abaixo, ele envia aquele que
relatara para fora do portão de marfim, através do qual (como ele nos conta), apenas os
sonhos passam. Isto, ele apenas insinua; mas seu poeta irmão, Juvenal, fala, de maneira
simples e clara.

Esse aliquos manes, et subterranea regna,


Nec pueri credunt, nisi qui nondum aere lavantur:

"Até mesmo nossos filhos não acreditam uma palavra dos contos concernentes ao
outro mundo".

4. Aqui, ao contrário, tudo é digno de Deus, o Criador, o Governador da


humanidade. Tudo é maravilhoso e solene; adequado à sua sabedoria e justiça, através de
quem "Tophet [Inferno] foi ordenado, no passado"; embora originalmente preparado, não
para os filhos dos homens, mas "para o diabo e seus anjos".

Tophet [lugar, perto de Jerusalém, onde de acordo com a Bíblia, os cananeus


sacrificavam crianças para o deus Maloch, queimando-as vivas]

I. A punição daqueles que, a despeito de todas as advertências de Deus, resolvem


ter sua porção com o diabo e seus anjos, de acordo com os antigos, e sem
divisão imprópria, se tanto paena damni, -- "o que eles perdem";

II. Paena sensus, -- "o que eles sentem".

III. Depois de considerar essas separadamente, eu tocarei em algumas circunstâncias


adicionais, e concluirei com duas ou três inferências.

1. Em Primeiro Lugar, vamos considerar o paena damni, -- "a punição da perda".


Esta começa no mesmo momento em que a alma é separada do corpo; naquele instante, a
alma perde todos os prazeres, o desfrute destes depende de nossos sentidos exteriores. O
cheiro, o gosto, o toque, não deleitam mais: Os órgãos que ministravam para eles estão
destruídos, e os objetos, usados para gratificá-los, foram removidos para longe. Nas regiões
sombrias da morte, todas essas coisas são esquecidas; ou, se lembradas, são apenas
lembradas com dor; vendo-se que elas se foram para sempre. Não existe grandeza nas
regiões infernais; não existe coisa alguma bela, naquelas residências obscuras; nenhuma
luz, a não ser das chamas vivas. E nada novo, a não ser uma cena invariável de horror sobre
horror! Não existe música, a não ser dos gemidos e berros; dos choros, lamúrias, e ranger
de dentes; das pragas e blasfêmias contra Deus, ou reprovações mordazes uns aos outros.
Nem existe alguma coisa para gratificar o sentido de honra: Não; eles são os herdeiros da
chama e do desprezo eterno.

2. Assim, eles estão totalmente separados de todas as coisas que eles encontraram
neste presente mundo. No mesmo instante, começará uma outra perda, -- de todas as
pessoas a quem eles amaram. Eles são arrancados de seus parentes mais próximos e
queridos; suas esposas, maridos, pais, filhos; e (o que alguns consideram seja pior do que
tudo isto) os amigos que eram com sua própria alma. Todo o prazer que eles desfrutaram
uma vez, nestes está perdido, se foi, desapareceu: Porque não existe amizade no inferno.
Até mesmo o poeta que afirma (embora eu não saiba, com que autoridade):

Demônio com demônio condenado,


Firme acordo mantém.

Isto não afirma que existe algum acordo entre os amigos humanos que habitam o
grande abismo.

3. Mas eles estarão, então, conscientes de uma perda maior do que todas que eles
desfrutaram sobre a terra. Eles perderão seu lugar no seio de Abraão, no paraíso de Deus.
Até aqui, de fato, não havia entrado em seus corações conceberem o que as almas santas
desfrutam no jardim de Deus, na sociedade dos anjos, e dos mais sábios e melhores homens
que viveram desde o começo de mundo (para não mencionar o imenso crescimento do
conhecimento que eles indubitavelmente receberão, então); mas eles entenderão
completamente o valor do que eles vilmente jogaram fora.

4. Mas, tão felizes quanto as almas no paraíso, eles se preparam para uma felicidade
muito maior. Porque o paraíso é apenas o pórtico do céu; e é lá que os espíritos dos homens
justos são feitos perfeitos. É no céu apenas que existe a completa alegria; o prazer que está
à direita de Deus, para sempre. A perda disto por aqueles espíritos infelizes será a inteireza
de sua miséria. Eles reconhecerão e sentirão que apenas Deus é o centro de todos os
espíritos criados; e, conseqüentemente, que um espírito feito por Deus não pode ter
descanso fora dele. Parece que o Apóstolo tem isto em vista, quando ele falou daqueles
"que deverão ser punidos com a destruição eterna da presença do Senhor". Banimento da
presença do Senhor é a mesma essência da destruição, para um espírito que foi feito por
Deus. E se este banimento durar para sempre, é a "destruição eterna".

Tal é a perda sofrida por aquelas criaturas miseráveis, sobre os quais aquela
sentença terrível será proferida: "Afastem-se de mim, vocês, malditos!". Que maldição
inexprimível, se não houvesse outra! Mas! Ai de mim! Isto está longe de ser o todo. Porque
à punição da perda, será acrescentada a punição do sentido. O que eles perderam implica
miséria inexplicável, que ainda assim, é inferior ao que eles sentem. Isto é o que nosso
Senhor expressa naquelas enfáticas palavras: "Onde seu verme nunca morre, e o fogo
nunca se extingue".

II
1. Do momento em que aquela sentença foi pronunciada sobre o homem: "Tu és pó,
e ao pó retornarás", foi costume em todas as nações, até onde podemos aprender, devolver
pó ao pó: Pareceu natural restaurar os corpos dos mortos, à mãe geral, a terra. Mas, no
processo do tempo, um outro método foi obtido, principalmente entre os ricos e grandes, de
queimar os corpos de seus parentes, e, freqüentemente, de uma maneira grandiosa, para
qual propósito eles erguem enormes piras funerárias, com imenso trabalho e despesa.
Através de qualquer um dos métodos, o corpo do homem logo será restaurado ao seu pai, o
pó. Tanto o verme, quanto o fogo, logo consumem a estrutura bem forjada; depois do que o
próprio verme rapidamente morre, e o fogo é inteiramente extinto. Mas existe, igualmente,
um verme que pertence ao futuro estado; e que é um verme que nunca morre! E existe um
fogo mais quente do que da pira funerária. E é o fogo que nunca será extinto!

2. A primeira coisa pretendida pelo verme que nunca morre, parece ser uma culpa
consciente; incluindo autocondenação, tristeza, vergonha, remorso, e um senso da ira de
Deus. Nós não podemos ter alguma concepção disto, através do que, algumas vezes
sentimos, mesmo neste presente mundo? Não é disto, principalmente, que Salomão fala,
quando diz: "O espírito do homem pode suportar suas enfermidades"; suas enfermidades,
ou aflições, de algum outro tipo; "mas um espírito magoado quem pode suportar?". Quem
pode suportar a angústia de uma consciência desperta, penetrada com um senso de culpa, e
as setas do Altíssimo cravadas na alma, e esvaziando o espírito? Quantos dos corajosos
sucumbiram a isto, e escolheram morrer sufocados, preferivelmente à vida! E, ainda assim,
o que são essas feridas; o que é toda essa angústia da alma, enquanto neste presente mundo,
em comparação àquelas que eles devem sofrer, quando suas almas estiverem totalmente
despertas, de maneira a sentir a ira de um Deus ofendido! Acrescente a essas todas as
paixões impuras; temor, horror, ira, desejos diabólicos; desejos que nunca podem ser
satisfeitos. Acrescente todos os temperamentos iníquos. Inveja, ciúme, malícia, e vingança;
tudo o que incessantemente corroerá a alma, como o abutre supostamente fez com o fígado
de Tito. A esses, se nós acrescentarmos a ira de Deus, e todas as suas criaturas; todas essas
unidas podem servir para dar alguma idéia pequena e imperfeita do verme que nunca
morre.

3. Nós podemos observar uma diferença notável, na maneira como nosso Senhor
fala, concernente às duas partes da punição futura. Ele diz: "Onde seu verme não morrerá",
de um lado; "onde o fogo não se extinguirá", de outro. Isto não pode ser por acaso. Qual é,
então, a razão para esta variação da expressão? Não parece ser esta? O fogo será o mesmo,
essencialmente o mesmo, para todos que estão atormentados lá; apenas, talvez, mais
intenso para alguns do que outros, de acordo com seu grau de culpa; mas seu verme não irá,
nem poderá ser o mesmo. Ele será infinitamente variado, de acordo com os vários tipos,
assim como graus, de maldade. Esta variedade surgirá parcialmente do justo julgamento de
Deus, "recompensando cada homem, de acordo com suas obras". Porque nós não podemos
duvidar, de que esta regra tomará lugar, nada mais nada menos, no inferno, do que no céu.
Como no céu, "todo homem receberá sua própria recompensa"; incomunicavelmente sua,
de acordo com seu próprio trabalho, -- ou seja, todo o teor de seus temperamentos,
pensamentos, palavras, e ações; -- assim, indubitavelmente, cada homem, na verdade,
receberá sua própria recompensa má. E isto, igualmente, será incomunicavelmente sua
própria, assim como seu trabalho foi. Variedade de punição igualmente surgirá da mesma
natureza da coisa. Como aqueles que trouxeram mais santidade para o céu encontrarão mais
felicidade lá; assim, por outro lado, não é apenas verdadeiro, que quanto mais maldade um
homem traz para o inferno, mais miséria ele encontrará lá; mas que esta miséria será
infinitamente variada, de acordo com os vários tipos de maldade. Foi apropriado, portanto,
dizer o fogo, em geral; mas seu verme, em específico.

4. Mas tem sido questionado por alguns, se existirá algum fogo no inferno; ou seja,
algum fogo material. Mais ainda, se existir algum fogo, ele será inquestionavelmente
material. Porque o que é o fogo imaterial? O mesmo que a água imaterial ou a terra! Ambos
são um absoluto contra-senso; uma contradição em termos. Quer, portanto, devamos
afirmar que ele será material ou neguemos sua existência. Mas, se nós admitimos a eles,
que não existe fogo lá, afinal, o que eles ganhariam com isto? Vendo-se que é admitido, por
todos, que existe tanto fogo quanto alguma coisa pior. E considere isto: Nosso Senhor não
fala como se existisse fogo real? Ninguém pode negar ou duvidar disto. É possível, então,
supor que o Deus da verdade falaria desta maneira, se isto não fosse assim? Ele pretende
atemorizar suas pobres criaturas? Com o que? Com espantalhos? Com sombras inúteis das
coisas que não têm existência? Ó, que ninguém pense assim! Não atribua tal tolice ao
Altíssimo!

5. Mas outros afirmam que "não é possível que o fogo possa queimar sempre.
Porque, através da lei imutável da natureza, ele consome o que quer que seja atirado nele.
E pela mesma lei, tão logo ele tenha consumido seu combustível, ele mesmo é consumido;
extingue-se".

Na maioria das vezes, isto é verdade, nesta presente constituição das coisas, durante
as presentes leis da natureza, o elemento do fogo dissolve e consome o que quer que seja
atirado nele. Mas aqui está o engano: As presentes leis da natureza não são imutáveis.
Quando os céus e terra passarem, o presente cenário será totalmente mudado; e, a atual
constituição das coisas, as presentes leis da natureza, irá cessar. Depois desta grande
mudança, nada será dissolvido, nada mais será consumido. Portanto, se fosse verdade que o
fogo consome todas as coisas agora, não se seguiria que seria o mesmo depois que toda a
estrutura da natureza tiver sofrido aquela mudança vasta, universal.

6. Eu digo, se fosse verdade que "o fogo consome todas as coisas". Mas, de fato,
não é verdade. Não agradou a Deus, nos dar alguma prova do que acontecerá daqui por
diante? Não é o Linum Asbestum, a fibra de linho, não combustível, conhecido na maior
parte da Europa? Se você pegar uma toalha ou um lenço feito disto (um dos quais pode ser
agora visto no Museu Britânico), você pode atirá-lo no fogo mais quente, e, quanto ele é
tirado fora novamente, observa-se, deste mais sutil experimento, não ter perdido um grão de
seu peso. Aqui, portanto, está uma substância diante de nossos olhos, que, até mesmo na
presente constituição das coisas, (como se fosse um símbolo das coisas do porvir) pode
permanecer no fogo, sem ser consumida.

7. Muitos escritores têm falado de outros tormentos corpóreos, acrescentados ao ser


lançado no lago de fogo. Um desses, até mesmo o piedoso Sr. Kempis, supõe que os
avarentos, por exemplo, têm derramado ouro líquido em suas gargantas; e que muitos
outros tormentos são ajustados aos pecados dos homens. Mais ainda, nosso grande poeta
supõe que os habitantes do inferno manifestam uma variedade de torturas; não o continuar
sempre no lago de fogo, mas serem freqüentemente arrastados para regiões de gelo, por
harpy-footed furies [As harpias: monstro fabuloso da mitologia grega – John Milton (1608-
1674) descreve que em determinados ciclos, todos os condenados são trazidos para
sentirem mudanças extremas, do fogo ao gelo]; e, então, trazidos de volta, através de
extremos, através de mudança mais violenta: Mas eu não encontro palavra alguma, nem
menção disto, nem a menor alusão disto em toda a Bíblia. E certamente isto é também um
assunto muito terrível de se admitir de tal jogo da imaginação. Vamos nos manter na
palavra escrita. É tormento suficiente habitar com as chamas eternas.

8. Isto é fortemente ilustrado por uma história fabulosa, tomada de um dos escritores
orientais, concernente ao rei turco, que, depois de ter sido culpado de toda sorte de
maldades, uma vez fez uma coisa boa: Ao ver um pobre homem, caindo em um abismo,
onde ele teria inevitavelmente perecido, e o chutando dali, ele salvou sua vida. A história
acrescenta, que, quando, por sua enorme maldade, ele foi lançado no inferno, aquele pé,
com que ele salvara a vida do homem, foi permitido ficar fora das chamas. Mas, admitindo-
se que este seja um caso real, que pobre conforto isto seria! O que aconteceria, então, se
ambos os pés fossem permitido ficar fora das chamas; sim, e ambas as mãos, quão pouco
proveito teria! Mais ainda, se todo o corpo fosse tirado fora, e colocado onde o fogo não o
tocasse, e apenas a mão, ou um pé se mantivesse na fornalha ardente; o homem estaria,
entretanto, confortável? Não; absolutamente o contrário. Não é comum se dizer para uma
criança: "Coloque seu dedo nesta vela acesa: Você pode suportar isto, até mesmo por um
minuto? Como, então, você suportaria o fogo do inferno?". Certamente, seria tormento
suficiente ter a carne queimada de apenas um dedo. O que será, então, ter todo o corpo
mergulhado no lago de fogo, queimando com enxofre!

III

Resta apenas agora considerar duas ou três circunstâncias que atendem o verme que
nunca morre e o fogo inextinguível.

1. Em Primeiro Lugar, considere a companhia, com a qual, todos estão cercados


naquele lugar de tormento. Não é incomum ouvir, até mesmo de criminosos condenados,
em nossas prisões públicas: "Ó, eu prefiro ser enforcado, a ser incomodado por esses
miseráveis que estão à minha volta!". Mas o que é a maioria dos miseráveis abandonados
sobre a terra, comparados com os habitantes do inferno? Nenhum desses são, até agora,
perfeitamente maus, vazios de toda fagulha de bondade; certamente, não até que esta vida
esteja no fim; provavelmente, não até o dia do julgamento. Nem pode algum desses exercer,
sem controle, toda sua maldade, em seus companheiros. Algumas vezes, eles são impedidos
pelos homens bons; algumas vezes, até mesmo, pelos maus. Assim, as torturas na
Inquisição Romana eram impedidas por aqueles que as empregavam, quando eles
supunham que o sofredor não poderia durar mais. Eles, então, ordenavam aos executores
para desistirem, porque é contrário às regras da casa que um homem morresse, sob tortura.
E muito freqüentemente, quando não há ajuda humana, eles são impedidos por Deus, que
fixou os limites deles, e que eles não podem ultrapassar, e diz: "Até aqui, podem vir, e não
mais adiante". Sim, tão misericordiosamente, Deus ordenou que a própria extremidade da
dor causasse uma suspensão dela. O sofredor desfalece; e, assim, por um tempo, pelo
menos, mergulha na insensibilidade. Mas os habitantes do inferno são perfeitamente
pecaminosos, tendo nenhuma centelha de bondade restante. E eles são constrangidos, por
ninguém, a manifestar ao extremo sua total maldade. Não pelos homens; ninguém será
constrangido de fazer o mal, por seus companheiros na condenação. E não por Deus;
porque ele os esqueceu, os entregou aos atormentadores. E os demônios não precisam
temer, como seus instrumentos sobre a terra, com receio de que possam expirar sob a
tortura. Eles não podem mais morrer. Eles são fortes para suportarem o que quer que a
malícia, habilidade, e força dos anjos, unidas, podem infligir sobre eles. E seus
atormentadores angelicais têm tempo suficiente para variarem seus tormentos, de milhares
de maneiras. Quão infinitamente, eles podem varia um simples tormento, -- aparências
horríveis! Pelo qual, não existe dúvida que um espírito demoníaco, se permitido, poderia
aterrorizar o homem mais valente sobre a terra, à morte.

2. Em Segundo Lugar, considere que todos esses tormentos do corpo e alma são
sem interrupção. Eles não têm alívio da dor; mas "a fumaça de seus tormentos elevam-se
dia e noite". Dia e noite! Ou seja, falando com respeito à constituição do mundo presente;
um lugar em que Deus tem, sabiamente e graciosamente, ordenado que o dia e noite
sucedam um ao outro. De maneira que, em toda as vinte e quatro horas, há ...

Um Sabbath diário, feito para o descanso,


Fatigando o homem, e cansando o animal.

Conseqüentemente, raramente somos submetidos a muito trabalho, ou sofremos


muita dor, antes que o doce restaurador da natureza cansada, o sono balsâmico, nos espie,
por graus insensíveis, e nos traga um intervalo de comodidade. Mas, embora o condenado
tenha noite ininterrupta, ele não traz interrupção de sua dor. Nenhum sono acompanha
aquela escuridão. O que quer que os poetas antigos ou modernos, ou Homero ou Milton,
sonhem, não existe sono, quer no inferno, ou no céu. E seja o sofrimento deles sempre tão
extremo, seja sua dor sempre tão intensa, não existe possibilidade de diminuírem; não, nem
por um momento.

Novamente: Os habitantes da terra desviam-se freqüentemente de atenderem o que é


aflitivo, pela agradável luz do sol, as vicissitudes das estações, "o zunido atarefado dos
homens", e milhares de objetos que se agitam ao redor deles, com variedade interminável.
Mas os habitantes do inferno têm nada para distraí-los de seus tormentos, mesmo que por
um momento:

Há um eclipse total: Sem sol, sem lua!

Nenhuma mudança de estações, ou de companheiros. Não existe trabalho, mas uma


cena ininterrupta de horror, para a qual eles devem prestar toda a atenção. Eles não têm
intervalos de desatenção, ou de estupidez: Eles são todos olhos, todos ouvidos, e todos os
sentidos. Em cada instante da duração deles, pode-se dizer de toda a sua estrutura, eles
estão –

Tremulamente vivos, por todos os lados,


Mas em dor e agonia, por todos os poros!
3. E para esta duração, não existe fim! Que pensamento é este! Nada, a não ser a
eternidade é o termo da tormenta deles! E quem pode contar as gotas da chuva, ou as areias
do mar, ou os dias da eternidade? Todo sofrimento é diminuído, se existe alguma esperança,
embora distante, de seu livramento. Mas aqui, a Esperança, que vem a todos os habitantes
do mundo inferior, nunca chega! O que! Os sofrimentos nunca terminam!

NUNCA! – Onde a alma mergulha diante daquele som terrível?


Em um abismo, tão escuro, tão profundo!

Suponha que milhões de dias, de anos, de era se passaram, nós ainda estaremos no
limiar da eternidade! Nem a dor do corpo, nem da alma é algo mais próximo do fim, do que
foi há milhões de eras atrás. Quando eles foram lançados no pyr [fogo], no asbeston
[inextinguível] (Quão enfático! "O fogo, o inextinguível"), tudo se concluiu: "O verme dele
não morreu, e o fogo não se extinguiu!".

Tal é o acerto de contas que o Juiz de todos dá da punição que ele tem ordenado
para os pecadores impenitentes. E que contrapeso pode a consideração disto ser para a
violência de alguma tentação! Em especial, para o temor do homem, o próprio uso do qual
é aplicado por nosso Senhor: "Não tenha medo daqueles que matam o corpo. E depois
disso, não têm mais nada que possa fazer. Mas tema a Ele que depois que matou, tem o
poder de lançar no inferno". (Lucas 12:4-5)

Que defesa, essas considerações podem ser contra alguma tentação do prazer! Você
perderá, por causa de algum desses pobres e mundanos prazeres, que perecem ao uso (para
dizer nada dos presentes prazeres substanciais da religião), os prazeres do Paraíso; tais que
"os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem entrou em nossos corações conceber?".
Sim, os prazeres do céu, a sociedade de anjos, e dos espíritos dos homens justos feito
perfeitos; o conversar face a face com Deus, seu Pai, seu Salvador, seu Santificador, e beber
daqueles rios de prazer que estão à direita de Deus para sempre?

Você está tentado pela dor, quer do corpo ou da mente? Ó, compare as coisas
presentes com as futuras! O que é a dor do corpo que você causa, ou pode suportar, com
aquela de estar no lago de fogo, queimando com enxofre? O que é qualquer dor da mente;
qualquer medo, angústia, tristeza, comparada com o "verme que nunca morre?". Que nunca
morre! Esta é a dor mais aguda de todas! Já que nossas dores na terra, abençoado seja Deus,
não são eternas. Existem alguns intervalos de alívio, e alguns períodos em que elas cessam.
Quando perguntamos a um amigo que está doente, como ele vai: "Eu estou com dores
agora", ele diz, "mas eu espero estar aliviado amanhã". Este é um doce alívio do presente
desconforto. Mas quão terrível seria o caso dele, se ele respondesse: "Eu estou com dor no
corpo todo, e nunca serei aliviado dela. Eu estou sob um tormento intenso do corpo, e
horror da alma; e deverei sentir isto para sempre!".

Tal é o caso dos pecadores condenados no inferno. Sofra qualquer dor, então,
preferivelmente a vir para este lugar de tormento! Eu concluo com uma reflexão a mais,
tomada do Dr. Watts: -- "Demanda a nossa mais alta gratidão, que nós, que há muito
merecemos esta miséria, não tenhamos ainda nos precipitado nela. Enquanto existem
milhares que são decretados para este lugar de punição, antes que continuem por mais
tempo no pecado, como muitos de nós temos feito; que exemplo é este da divina bondade,
para que não estejamos sob esta ardente vingança! Nós não temos visto muitos pecadores,
à nossa direita e esquerda, mortos em seus pecados? E o que, senão a terna misericórdia
de Deus tem nos poupado, semana após semana, mês após mês, e nos dado tempo para o
arrependimento? O que podemos atribuir por toda sua paciência e longanimidade do
Senhor, até hoje? Quão freqüentemente nós incorremos na sentença da condenação,
através de nossa repetida rebelião contra Deus! E ainda assim, estamos vivos em sua
presença, e ouvindo as palavras de esperança e salvação. Ó, que olhemos para trás, e
estremeçamos com os pensamentos deste precipício terrível, na beirada do qual temos há
tanto perambulado! Vamos fugir para o refúgio da esperança que está colocada diante de
nós, e dar milhares de graças à divina misericórdia, que não estejamos mergulhados nesta
perdição!".

[Editado por Rod Emery, estudante da Northwest Nazarene College (Nampa, ID),
com correções de George Lyons for the Wesley Center for Applied Theology.]

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