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FELIPE BIRIBA DE ALMEIDA

1 FELIPE BIRIBA DE ALMEIDA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA ESCOLA POLITÉCNICA UFBA CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA ESCOLA POLITÉCNICA

UFBA

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL COM ENFASE EM INFORMÁTICA INDUSTRIAL, INSTRUMENTAÇÃO, CONTROLE E OTIMIZAÇÃO DE PROCESSOS CONTÍNUOS

PADRONIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO SEM FIO EM AMBIENTES INDUSTRIAIS – ISA SP100

Trabalho final de curso

Salvador, 30 de julho de 2009

DA COMUNICAÇÃO SEM FIO EM AMBIENTES INDUSTRIAIS – ISA SP100 Trabalho final de curso Salvador, 30

2009

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA ESCOLA POLITÉCNICA

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL COM ENFASE EM INFORMÁTICA INDUSTRIAL, INSTRUMENTAÇÃO, CONTROLE E OTIMIZAÇÃO DE PROCESSOS CONTÍNUOS

PADRONIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO SEM FIO EM AMBIENTES INDUSTRIAIS – ISA SP100

Trabalho final de curso

Salvador, 30 de julho de 2009

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

INSTITUTO DE QUÍMICA

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL COM ENFASE EM

INFORMÁTICA INDUSTRIAL, INSTRUMENTAÇÃO, CONTROLE E OTIMIZAÇÃO

DE PROCESSOS CONTÍNUOS

PADRONIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO SEM FIO EM AMBIENTES INDUSTRIAIS – ISA SP100

por

FELIPE BIRIBA DE ALMEIDA

Monografia submetida ao corpo docente do Instituto de Química da Universidade

Federal da Bahia como requisito final para a obtenção do Diploma de Especialização

em Automação Industrial com Ênfase em Informática Industrial, Instrumentação,

Controle e Otimização de Processos Contínuos

BANCA EXAMINADORA

Orientador EP / UFBA

Banca Examinadora EP / UFBA

Salvador, 30 de julho de 2009

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RESUMO

Neste trabalho o autor analisa a atual situação das redes industriais, abordando vantagens e desvantagens da rede sem fio. Aborda o assunto da comunicação sem fio na indústria, detalhando seu funcionamento e esclarecendo alguns mitos que ainda insistem em existir.

Esta tecnologia já faz parte da vida cotidiana de todos, mas ainda não é utilizada na indústria devido a alguns mitos / limitações que precisam ser solucionados.

A padronização desta comunicação ainda está em andamento, o que dificulta o desenvolvimento ainda maior desta tecnologia. Desta forma abordamos a necessidade desta padronização e detalhamos como está sendo elaborada a Norma que futuramente vai orientar todos os usuários e fabricantes da comunicação sem fio.

Esta Norma (SP 100) está sendo elabora da pela ISA, por um Comitê que tem como objetivo estabelecer padrões e recomendações técnicas para melhor utilização desta tecnologia.

Palavras chaves: Wireless, Redes Industriais, ISA SP 100, Padronização, Redes Digitais, Redes Sem Fio.

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ABSTRACT

In this article the writer describes the actual state of industrial networks, discussing the performances advantages or disadvantages for Wireless Networks. Besides several difficulties regarding Wireless Communication, the theme is described for diverse industrial situations.

The Wireless technology is day-by-day concerned for personal users but, for the general industry purposes sites, is not stabilished because of practical limitations to be solutioned.

The Wireless standardization for the industry is going on to be developed and, for this reason, difficults the actual state of disponnible techniques. For this reason, the standardization must be appointed in very short time based in norms that will provide all requirement concerning this ones.

This norm, named SP100, is being provided by ISA – Instrumentation Society of America, by a committee that is looking for a standard stabilishment and technical recommendations for a better technology use.

Key Words: Wireless, Industrial Network, ISA SP100, Standardization, Digital Network, Wireless Network

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LISTA DE ILUSTRAÇÕES

FIGURA 1 - Principais Configurações de Rede

FIGURA 2 - Principais Antenas Utilizadas Em Ambientes Industriais

FIGURA 3 - Elementos de uma Instalação Wireless HART Típica (Fonte: WIHart Datasheet)

FIGURA 4 - Exemplo da inserção do Wireless HART numa planta que já usa

HART[31].

FIGURA 5 - Panorama arquitetônico das normas IEEE 802.X

FIGURA 6 – Marca da certificação ISA-SP100 [15].

FIGURA 7 - ISA SP 100 busca comunicação com a maioria dos protocolos industriais

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SUMÁRIO

RESUMO

ABSTRACT LISTA DE ILUSTRAÇÕES

1.

INTRODUÇÃO

 

8

2.

TECNOLOGIA WIRELESS

 

9

3.

CARACTERISTICAS DA COMUNICAÇÃO INDUSTRIAL

10

4.

FUNCIONAMENTO DA REDE DE COMUNICAÇÃO

 

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4.1 Antenas

 

13

4.2 Interligação com redes de comunicação

 

14

4.3 Espinha Dorsal Universal

x Monopropósito

 

17

5.

FAIXAS E CANAIS DE RADIO

 

18

5.1 O FCC e a ANATEL

 

18

5.2 Bandas ISM

 

19

5.3 Bandas UNII

 

20

5.4 Banda utilizada

 

21

6.

DESAFIOS DAS REDES SEM FIO

 

22

7.

VANTAGENS DA COMUNICAÇÃO SEM FIO

 

28

8.

A PADRONIZAÇÃO 8.1 WINA

 

33

 

34

8.2 WIRELESS HART

 

35

8.3 IEEE

 

38

9.

A NORMA ISA-SP100

 

41

9.1

Desenvolvimento da Norma

 

43

9.2

ISA-SP100.11

 

44

9.3

ISA-SP100.14

 

45

9.4

ISA-SP100.21

 

48

9.5

ISA-SP100.11a

 

48

9.6

ISA100 Wireless Compliance Institute

 

50

9.7

Aplicação da Tecnologia

 

51

10.

CONCLUSÃO

 

53

11.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

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1. INTRODUÇÃO

O intenso avanço tecnológico das últimas décadas e a crescente necessidade de comunicação rápida e eficiente levou ao surgimento da comunicação digital. Do requisito de mobilidade surgiram as redes digitais sem fio. Paralelamente a este avanço, muitas empresas perceberam que a necessidade de agilidade e flexibilidade exigida pelos mercados mundiais pode ser mais bem atendida quando sua estrutura de comunicação é também ágil e flexível. Deste modo, muitas empresas de inúmeros setores têm adotado a comunicação digital sem fio em várias situações.

Na área industrial, especificamente nas redes de campo, os últimos anos têm visto

um avanço avassalador das redes digitais. Nestas indústrias, a tecnologia digital sem fio também pode ter um papel muito importante, uma vez que elas também precisam de agilidade e flexibilidade para se manter competitivas. Para estas indústrias, duas características da tecnologia sem fio são extremamente desejáveis

se inseridas nas redes de campo: maior disponibilidade (uma vez que não possuem

cabos para dar problemas e serem trocados) e maior flexibilidade (uma mudança na

estrutura física não necessita mudança na estrutura dos cabos).

O desenvolvimento, nos últimos anos, dos padrões de comunicação e das

aplicações sem fio propiciou a crescente utilização dessas tecnologias em diversas áreas. Nos ambientes industriais, o interesse pela utilização de tecnologias sem fio pode ser comprovado pelo surgimento de vários estudos de viabilidade de implementações [1,2,3]. As tecnologias de comunicação sem fio podem constituir uma solução para vários problemas tradicionais nos ambientes industriais que utilizam sistemas cabeados, acompanhada de uma série de outros benefícios. Os principais benefícios relativos ao uso de comunicações sem fio nos ambientes industriais, dizem respeito aos menores custos de instalação e manutenção, os ganhos em flexibilidade, desempenho, confiabilidade e produtividade [4,5]. Entretanto, devido à alta quantidade de tecnologias e suas potencialidades nos ambientes industriais, muito esforço ainda deve ser demandado no estudo de quais dessas tecnologias de comunicação sem fio existentes podem ser utilizadas de

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forma adequada, a fim de que os requisitos dos ambientes industriais sejam satisfeitos.

Com o objetivo de relacionar as particularidades das comunicações sem fio, as diversas tecnologias disponíveis e os requisitos dos ambientes industriais, a norma ISA-SP100 está sendo desenvolvida. A norma pretende definir uma estrutura sem fio simples, integrada e padronizada para vários tipos de aplicações industriais.

Qualquer nova tecnologia passa por um período de sedimentação, durante o qual seus princípios, bem como seus limites e contornos, ficam um tanto nebulosos para o mercado.

2. TECNOLOGIA WIRELESS

Esta tecnologia foi criada pela atriz HEDY LAMARR e pelo compositor de vanguarda americano George Antheil, patentearam um método de telecomunicações através do qual se conseguia guiar torpedos através de ondas de rádio que não estariam sujeitos à interferência inimiga. Tal método, usado durante a 2ª Guerra Mundial, recebeu a patente de nº 2.292.387 dos EUA, em 11/08/1942, sob o nome "Sistema Secreto de Comunicações”.

Rigorosamente falando, uma rede sem fio (do inglês wireless) é um arranjo de comunicação onde os agentes desta comunicação conseguem trocar informações sem a necessidade de serem ligados por fios. Por exemplo, estas estruturas de comunicação podem se utilizar, como meio de comunicação, do ultra-som, infravermelho, das ondas eletromagnéticas etc., para trafegar a informação. Outro fator que aumenta a multiplicidade das redes sem fio é que estas informações podem estar codificadas utilizando um formato digital ou analógico. Há ainda vários tipos e níveis de protocolos de comunicação utilizados pelos agentes desta comunicação.

Faz-se necessário perceber que nesta monografia o termo “sem fio” é usado estritamente no sentido do termo técnico em inglês “wireless”, portanto não devendo

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ser confundido com o termo inglês “cordless”, o qual se aplica a equipamentos que possuem uma fonte de alimentação independente, permitindo assim que ele seja deslocado livremente. Apesar dos equipamentos que são simultaneamente wireless e cordless serem bastante comuns, ex. celular, um equipamento wireless não tem que necessariamente que ser cordless e, vice-versa, um equipamento cordless não tem que necessariamente ser wireless.Dentre as opções está-se interessado fortemente nas redes sem fio cuja informação é codificada digitalmente e que usam especificações abertas (de modo que o usuário não fique amarrado ao proprietário da especificação), por exemplo: as especificações do Institute for Electrical and Electronic Engineers (IEEE 802.11, IEEE 802.15), ISA SP 100 etc. Dentro destas especificações, dar-se-á maior ênfase àquelas que tiverem maiores aplicabilidades na área industrial.

3. CARACTERISTICAS DA COMUNICAÇÃO INDUSTRIAL

Quando se trata de tecnologia wireless, os usuários querem simplicidade, robustez, orientação para entender esse mundo novo e coexistência entre todos os personagens para conseguirmos o mundo wireless dos nossos sonhos. Apesar de a tecnologia wireless já ter conquistado o seu espaço no mercado industrial, os usuários ainda estão confusos quanto às potencialidades e às ciladas que um mundo wireless pode oferecer.

Uma mudança de paradigma precisa ocorrer no âmbito da comunidade de usuários para que eles possam ganhar o mesmo nível de confiança já adquirido em infra- estruturas com fio.

Os usuários querem um ambiente de atuação em que eles possam alcançar a interoperabilidade e a coexistência em vários níveis. Eles também estão em busca de orientação para gerenciar o espaço wireless, e apesar de eles poderem precisar de algumas soluções especializadas, eles querem uma solução em rede comum que abranja o cenário como um todo.

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Os usuários sabem que só poderão alcançar o potencial para grandes lucros de produtividade e eficiência tendo a tecnologia wireless como uma opção. A palavra- chave é “simplicidade”. Num primeiro momento, as redes precisam imitar o ambiente com fio. Isso vai facilitar a transição à medida que formos treinando nossos profissionais de primeira linha para usarem essa tecnologia.

A próxima questão é o risco. ISA100 definiu casos de uso abordando o ambiente

dos dados da planta. Porém, num sistema construído com base em dados coletados de falhas, a tecnologia wireless não tem o “pedigree” que os sistemas com fio têm. O

resto é uma questão de risco gerenciado no processo, e cada usuário vai custar para decidir como vai adotar cada um dos cases de uso.

O outro risco é a segurança. Um profissional de TI enxerga a questão da segurança

de uma maneira diferente da dos profissionais de redes de sistemas de controle. A combinação das duas definições pode fazer surgir um sinal wireless não

determinístico na origem.

Agências externas e hackers estão diariamente achando maneiras de se infiltrar nesse sistema aparentemente seguro. Isso dá dinamismo à questão, o que, num ambiente de produção, às vezes é inaceitável.

A compatibilidade com as redes com fio também é uma questão a ser levada em

conta. Num mundo onde os negócios e as redes de controle são mantidos separados e os dados são cuidadosamente controlados como dados estratégicos ao serem passados deste nível para o nível do controle do negócio, a tecnologia wireless pode abalar esse paradigma; ambas as redes estão compartilhando das mesmas ondas de rádio.

Outros obstáculos que atravancam a adoção são os padrões numerosos e conflitantes, nos quais as freqüências são difíceis de entender e gerenciar para o novo usuário.

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O custo também deve ser levado em conta, pois só a parte de economia de capital é prontamente quantificada. Novas aplicações vão exigir novos estudos para determinar as verdadeiras economias, a eficiência e as melhorias.

A orientação vai se tornar um fator importante para o sucesso da tecnologia wireless. Apesar de, hoje em dia, existirem milhões de transmissores inteligentes em plantas, estudos mostram que as informações de diagnósticos ainda estão sendo relativamente subutilizadas. Apesar de a tecnologia wireless poder liberar esses dados represados, basta deixar que os usuários constatem o potencial das informações? Na maioria dos casos, ocorre uma subcompreensão das informações disponíveis e de como nós podemos usá-las.

A tecnologia wireless abriu um espaço amplo e nebuloso que ainda traz incertezas aos usuários. Eles estão sendo confrontados com a necessidade de provar a robustez da nova tecnologia em termos que só são compreendidos num ambiente com fio.

4. FUNCIONAMENTO DA REDE DE COMUNICAÇÃO

Para podermos implementar os equipamentos com transmissão de sinais sem fio, necessitamos entender os diversos componentes que são necessários, definir suas aplicações, verificar os locais da instalação, avaliar os aspectos de segurança, especificar todos os itens, comparar com as diferentes tecnologias que poderiam ser aplicadas, e detalhar as diversas etapas do projeto de implantação.

Um dos principais pontos de um projeto de implantação de uma rede sem fios é quanto a sua topologia e a sua justificativa do ponto de vista de necessidades de comunicação.

Temos diversas possibilidades de configuração de redes a serem instaladas em campo, a mais simples é a estrela onde os sinais de envio e recebimento passam sempre por um concentrador; em arvore onde configuramos diversos concentradores conforme as áreas monitoradas, conjunto onde temos diversos

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concentradores onde cada um deles pode monitorar as mesmas variáveis; e (Mesh) encadeamento onde todos os transmissores são mestres e escravos simultaneamente, esta configuração é a que garante com maior segurança que em caso de interrupção de uma rota de transmissão os equipamentos escolhem uma outra rota aleatoriamente até a confirmação do envio do sinal e seu reconhecimento.

Topologia Mesh Topologia Árvore Topologia Estrela

Topologia Mesh

Topologia Mesh Topologia Árvore Topologia Estrela

Topologia Árvore

Topologia Mesh Topologia Árvore Topologia Estrela

Topologia Estrela

Figura 1 – Principais Configurações de Rede

4.1 Antenas

As antenas são projetadas com cuidado para que uma freqüência particular irradie e receba o sinal de rádio. Sem antenas os dispositivos sem fios gerariam um sinal RF com freqüência tão baixa que não conseguiriam transmitir os sinais medidos.

As antenas podem ser montadas diretamente à unidade sem fio, entretanto podem ser montadas normalmente separadas e conectados ao dispositivo pelo cabo coaxial. O cabo coaxial normalmente atenua o sinal do RF, porem não é uma perda significativa do sinal.

As antenas são projetadas para focalizar a energia do RF em determinados sentidos, da mesma forma que o foco de uma lanterna direciona o foco de sua lente, no sentido que o projetamos. Na direção que projetamos, a energia do RF é ampliada com um ganho específico (expressado normalmente em dB). Em direção ao foco o ganho pode ser elevado normalmente de 5 a 10 dB (ou ampliado de 7 a 10 vezes).

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O ganho de uma antena pode ser usado para compensar a perda em um cabo coaxial, e para aumentar igualmente o poder eficaz irradiado da antena transmissora. Da mesma maneira, as antenas de recepção ampliam o sinal recebido. Assim, as antenas elevam o ganho e têm o mesmo efeito que aumentar a potencia do RF no transmissor, e em melhorar a sensibilidade dos receptores, assim como compensar as perdas pela distância entre as antenas.

Parabólicas

Parabólicas

Parabólicas Internas Unidirecionais
Internas

Internas

Unidirecionais
Unidirecionais

Unidirecionais

Figura 2 - Principais Antenas Utilizadas Em Ambientes Industriais

4.2 Interligação com redes de comunicação

Para compormos o sistema de comunicação teremos que definir as redes físicas que irão se comunicar via fiação com os demais equipamentos do sistema de controle e

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neste item devemos escolher os demais equipamentos das redes e seus protocolos de comunicação.

Repetidores de redes são usados para interligar sub-redes idênticas, produzindo basicamente o efeito de uma simples extensão. Eles atuam somente a nível físico, recebendo dados de uma sub-rede, reforçando sinais elétricos e retransmitindo na outra sub-rede.

Roteadores são elementos operando ao nível de redes, que se utilizam do endereçamento definido a este nível para transferência e rotear as mensagens de uma rede a outra.

Gateways são os elementos de interconexão de concepção mais complexas. Um Gateway, ou porta de ligação, é uma máquina intermediária geralmente destinada a interligar redes, separar domínios de colisão, ou mesmo traduzir protocolos. A sua importância no que diz respeito às necessidades de interconexão é o fato de que nem todas as redes de comunicação implantadas utilizam o mesmo padrão, temos caso de “redes proprietárias” e “padrões de fato”.

Os concentradores podem ser passivos (HUB´s) normalmente não tem inteligência local e atuam como emuladores de barramento. Cada conector do HUB para um nó de rede está isolado galvanicamente de modo que a abertura de uma das linhas não afetam as demais.

Os concentradores ativos (SWITCHERS) têm inteligência local e podem chavear mensagens simultaneamente para destinos diferentes em alta velocidade. Permitem uma melhora significativa de desempenho da rede, uma vez que subdividem o sistema em sub redes que podem opera de forma independente.

Em geral, hoje em dia as redes sem fio em ambientes industriais – do tipo que a ISA está considerando com o seu padrão SP100 – deveriam dar suporte para diversas aplicações, como por exemplo:

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Operador Móvel – a possibilidade de dar suporte a um operador de campo munido de um palmtop que está comunicando de volta para um sistema central, normalmente através de WiFi.

Rede de Sensores – transmissores de campo – tipo pressão e temperatura – que estão instalados no campo e comunicam de volta para um sistema central, atualmente através de esquemas proprietários.

Monitores de Equipamentos – do tipo monitor de compressor através de análise

de variáveis do tipo vibração – que podem tanto comunicar via WiFi quanto através

da mesma rede proprietária dos sensores, caso em que seria uma extensão da mesma.

Temos em geral, dispositivos de campo que se comunicam de volta com um sistema central – digamos um SDCD. O sistema central recebe as informações dos dispositivos de campo através do gateway. Como as distâncias a serem percorridas (entre o campo e central) são às vezes grandes, há então uma “malha” de cobertura com fio, através da qual os sinais de campo transitam de volta para a central. Normalmente se refere a isto como sendo o backbone – espinha dorsal do sistema wireless. E este backbone, diferentemente dos sensores que não têm fio algum, pode ter diferentes graus de fiação, variando de conexões para alimentação ou também conexões de comunicação (fibra ótica, cabo coaxial, etc) ou mesclas de ambos. Configura-se, então, uma situação distinta entre a malha de sensores de campo (sem fio) e a malha (backbone - com fio) e os dispositivos que a compõe que podem ser sem fio ou não. Sendo assim, a solução usando uma rede mista atende a necessidade do cliente da melhor forma.

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4.3 Espinha Dorsal Universal x Monopropósito

A malha de nós, chamada de espinha dorsal, pode ser responsável por múltiplas

funções. Além de transitar os sinais dos instrumentos de volta para a central, podem aceitar sinais de diversas outras origens para transitar de volta para o sistema central.

Por exemplo, pode-se aceitar os sinais de dispositivos do tipo hand-held e trafegar esses sinais de volta para o central. Pode- se também aceitar sinais de outros instrumentos que utilizam outras bandas de freqüência. Enfim, a espinha dorsal acaba sendo o meio de transporte dos diversos tipos de sinal que compõem um sistema wireless entre o campo e o sistema central. Neste caso, dizemos que a espinha dorsal é universal, e é justamente esta universalidade que a ISA busca padronizar com a SP100.

Não há obrigatoriedade de se utilizar uma esquema universal. O próprio Wireless Hart é um exemplo de sistema “monopropósito”, no qual trafegam apenas os sinais de sensores (instrumentos), não acomodando outros tipos de informação como, por exemplo, WiFi.

A grande diferença com os sistemas “universais”, neste caso, é que o usuário

necessitaria implementar e manter sistemas distintos para cada aplicação que precisa. Dependendo do número e da quantidade de dispositivos, bem como das áreas de cobertura que se quer alcançar, a implementação de diversas redes “monopropósitos” pode representar custos bem superiores quando comparada com os sistemas “universais”, em termos de número de portais necessários para dar cobertura, custo de manutenção de sistemas distintos e resolução de eventuais conflitos, uma vez que esses sistemas distintos poderão ter que competir pelo mesmo airspace.

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5. FAIXAS E CANAIS DE RADIO

O uso dos dispositivos sem fios é regulado pesadamente no mundo inteiro. Cada

país tem um departamento governamental responsável para decidir onde e como os dispositivos sem fios podem ser usados, e em que freqüências de rádio. A maioria

de países (mas não todos) alocou partes do espectro para o uso aberto, ou "licença-

livre" de uso.

A maioria de produtos sem fio para aplicações industriais e comerciais trabalham com faixas estreitas e usam as áreas de licença-livres do espectro, para evitar o atraso, o custo e a trabalheira de obter licenças. As faixas licença-livres são usadas igualmente pelas áreas, Industrial, Cientifica e Medica - ISM “Industrial, Scientific & Medical". Em muitos países há diversas faixas do ISM disponíveis, em partes diferentes do espectro.

Muitos hardwares relacionados a diversas tecnologias são baseados em padrões, e WLANs (Wireless Local Area Network) não são uma exceção a essa regra. Existem organizações que definem e suportam os padrões que permitem a interoperabilidade entre hardware de diferentes fabricantes.

Se as leis e padrões que guiam a tecnologia wireless forem seguidas corretamente

pode-se assegurar que qualquer sistema sem fio implementado terá interoperabilidade.

5.1. O FCC e a ANATEL

O FCC (Federal Communications Commission) é uma agência governamental

independente dos Estados Unidos responsável por criar as regras dentro das quais dispositivos wireless devem operar, determinar em que parte do espectro de radio freqüências estas redes podem operar e em que potência, usando quais tecnologias

de transmissão e como e onde várias peças do hardware podem ser utilizadas. No

Brasil esta tarefa é executada pela ANATEL (Agência Nacional de

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Telecomunicações), a qual por razões econômicas e tecnológicas tende a seguir as determinações do FCC.

FCC estabelece regras limitando quais freqüências as redes wireless podem usar e a potência de saída em cada uma dessas bandas. O FCC especificou que estas podem usar as bandas ISM, que são bandas não licenciadas.

As bandas ISM estão localizadas começando em 902 MHz, 2,4 GHz e 5,8 GHz e variam na largura em torno de 26 a 150 MHz.

Na implementação de um sistema wireless não licenciado, não há necessidade de requisição à ANATEL no que tange a largura de banda e necessidade de potência para começar a operar. Embora ainda haja limites para a potência de transmissão. Logo, a maior vantagem de uma banda não licenciada é a inexistência do custo com licenciamento, o que permite pequenos negócios implementarem uma rede sem fio e irem crescendo de acordo com a necessidade, fomentando ainda mais o crescimento do mercado wireless. Por outro lado, o fato da banda ser não licenciada possui também uma desvantagem já que vários sistemas wireless podem estar competindo na mesma banda e interferindo entre si.

As larguras das faixas dos canais definem com que velocidade as ordens podem ser transmitidas. Quanto maior a faixa de um canal, mais elevada à taxa de transmissão de dados. As faixas de freqüência mais elevadas são mais largas, assim como os canais nestas faixas são igualmente mais largos, permitindo assim as taxas de dados na comunicação sem fio mais elevadas.

5.2. Bandas ISM

Conforme dito anteriormente, existem três bandas ISM não licenciadas regulamentadas pelo FCC/ANATEL que as redes sem fio podem usar. As bandas de 900 MHz, 2,4 GHz e 5,8 GHz.

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Banda de 900 MHz - É definida na faixa de freqüências de 902 a 928 MHz com largura de 26MHz. Embora esta banda tenha sido usada por wireless, ela tem sido preterida pelas bandas de freqüência mais alta que possuem maior largura de banda. Alguns dos dispositivos que usam essa banda são telefones sem fio e câmeras wireless. Organizações que ainda usam essa banda sofrem com o alto custo de reposição para equipamentos defeituosos.

Banda de 2,4 GHz – Esta banda é usada por todos os dispositivos compatíveis com 802.11, 802.11b e 802.11g e é a mais popular das 3 bandas descritas. A banda é definida na faixa de freqüências de 2,4 a 2,5 GHz com largura de 100 MHz. Destes 100 MHz entre 2,4 e 2,5 GHz, somente a faixa de 2,4 a 2,.485 GHz tem sido usada por dispositivos sem fio.

Banda de 5,8 GHz – Esta banda é freqüentemente chamada de banda 5GHz ISM. É definida na faixa de freqüências de 5,725 a 5,875 GHz com largura de banda de 150 MHz. Esta banda não é especificada para uso com dispositivos sem fio, o que tende a fazer alguma confusão. Esta banda sobrepõe parte de uma outra banda não licenciada, a 5GHz UNII, e esta sim, é a que é utilizada pelos dispositivos wireless.

5.3. Bandas UNII

As bandas 5GHz UNII podem ser divididas em três bandas com largura de 100 MHz (inferior, central e superior) e são usadas por dispositivos compatíveis com 802.11a. Dentro de cada uma das três bandas há quatro canais DSSS não coincidentes, cada qual separados por 5 MHz. O FCC determinou que a banda inferior deverá ser usada somente para aplicações indoor, a banda central para uso indoor ou outdoor, e a banda superior somente para uso outdoor. Como Pontos de acesso são comumente usados indoor, as bandas de 5GHz UNII permitiriam o uso de 8 APs (Access Points) indoors em canais não coincidentes usando as bandas inferior e central.

Banda Inferior – A banda inferior vai de 5,15 a 5,25GHz, e de acordo com o FCC, pode ter uma potência de saída máxima de 50mW. Na implementação de

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dispositivos 802.11a, o IEEE especificou a potência de saída máxima para rádios 802.11a em 40mW (80%), reservando a banda inferior para uso indoor somente.

Banda Central – A banda central vai de 5,25 a 5,35GHz, de acordo com o FCC, pode ter uma potência de saída máxima de 250mW. O IEEE especificou 200mW para potência de saída. Este limite de potência permite seu uso tanto para aplicações indoor ou outdoor. Normalmente é usado para enlaces outdoor de curta distância envolvendo dois prédios. Para casos de instalações domésticas, tal configuração poderia envolver um link de RF entre uma casa e a garagem ou a casa do vizinho. Devido à alta potência de saída e sua flexibilidade quanto ao uso, produtos que operam nessa banda poderão ter grande aceitação no futuro.

Banda Superior – A banda superior vai de 5,725 a 5,875GHz e às vezes é confundida com a banda ISM de 5,8GHz, o FCC limita a potência de saída em 1W. O IEEE especificou 800mW para a potência de saída. Seu uso está restrito para aplicações outdoor, exceto em casos de link RF de grande distância.

5.4. Banda utilizada

A faixa de 2.4 GHz é razoavelmente universal, com algumas diferenças entre países quanto a itens específicos – por exemplo, potência –, mas que, em geral, é liberada da mesma forma pelo FCC nos EUA como pela Anatel no Brasil. Essa faixa se estende de 2.4 GHz até 2.483 GHz, ou seja, tem 83 MHz de “largura”.

Devido à liberação da faixa, muitos diferentes tipos de comunicação a utilizam. Por exemplo, é nessa mesma faixa que funciona o WiFi que permite aos computadores operarem sem fio. Conforme for a faixa, pode ser bastante congestionada.

Uma das formas de utilização das faixas de 83 MHz é sua a divisão em 16 diferentes “canais”, cada um com uma largura de 4 MHz. Os dispositivos podem se comunicar livremente em qualquer desses canais. De fato, entre o transmissor e o receptor se estabelece uma seqüência de alternação de freqüência (canais), de forma a tornar a rede mais resistente a interferências e bloqueios (que costumam se concentrar em

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freqüências específicas e não ao longo do espectro inteiro), e também mais seguro, pois somente o transmissor e receptor sabem qual a seqüência de alternância que será usada (dessa forma, fica difícil para um “intruso” interromper, captar ou falsear as comunicações). Essa técnica chama-se frequency hopping.

Conforme mencionado anteriormente, os 83 MHz costumam ser divididos em 16 canais de 4 MHz cada. Esta é uma forma convencional de usar o air space e é empregada por estratégias do tipo Wireless Hart. Trata-se de uma utilização bastante difundida e pela qual há larga oferta de circuitos integrados e rádios. Como os canais têm 4 MHz de largura, os rádios que praticam o frequency hopping dessa forma são chamados de fat hoppers, pois a largura dos canais é bastante “gorda”. De fato, não se trata da forma mais eficiente de utilizar o airspace disponível. Existem rádios hoje que conseguem dividir os mesmos 83 MHz em 80 canais de 1 MHz cada. Esses 80 canais costumam ser subdivididos em 4 bandas de 20 canais cada. Os esquemas desse tipo são chamados de narrow hoppers devido à “magreza” dos canais. Se mantiver todos os parâmetros iguais, um sistema que utiliza um esquema de narrow hoppers tem mais de quatro vezes a capacidade de um de fat hoppers. No entanto, é usual tentar limitar a operação num conjunto de 20 canais. O desempenho, neste caso, é cerca de 20 a 30% maior do que o esquema dos fat hoppers, e se tem ainda cerca de 75% da banda dos 83 MHz livre para outras aplicações.

A SP100 da ISA busca comportar o uso de 16 canais de 4 MHz concomitantemente com narrow hoppers de 1 MHz – tudo no mesmo air space.

6. DESAFIOS DAS REDES SEM FIO

Redes sem fio não substituem redes fixas. A principal vantagem da mobilidade é que o usuário da rede pode estar se movendo. Servidores e outros equipamentos de um CPD devem ter acesso aos dados, mas a localização física do servidor é irrelevante. Portanto, uma vez que os servidores não se movem, eles podem ser conectados a cabos que também não se movem.

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A velocidade das redes sem fio é limitada pela largura de banda disponível. A Teoria da Informação pode ser utilizada para deduzir o limite superior da velocidade de uma rede. As redes sem fio tendem a ser mais lentas do que as com fio. O padrão das redes sem fio deve validar cuidadosamente os dados recebidos e se proteger contra possíveis perdas de dados devido à não confiabilidade do meio utilizado.

A utilização de ondas de rádio como meio de acesso de uma rede impõe vários desafios. As especificações para uma rede com fio são concebidas de modo a que uma rede funcionará de modo mais confiável possível, desde que se respeitem suas especificações. No entanto, ondas de rádio podem sofrer de uma série de problemas de propagação que podem interromper a ligação de rádio, tais como interferência Multi Path Fade. Esse efeito ocorre quando várias cópias de um mesmo sinal chegam ao receptor através de diversos caminhos refletidos.

Para transpor bloqueios, os dispositivos conseguem se comunicar entre si. Dessa forma, se um instrumento não consegue se comunicar com o sistema central, pode se comunicar com outro instrumento que, depois, talvez consiga. Caso esse também não consiga, este segundo se comunica com outro e assim sucessivamente, até finalmente se encaminhar de volta para o sistema central onde a informação é requerida. Embora a vantagem dessa forma de auto routing seja atraente, nenhum sistema deve se calcar primordialmente em cima dessa facilidade. Lembre-se que estamos tratando de instrumentos de medição e controle, cujas informações têm tempos desejados para chegar ao seu destino. Sinais que ficam “passeando” entre diversos instrumentos têm a desvantagem de levar mais tempo para chegar ao seu destino, além de consumir mais energia (pois estamos falando de instrumentos alimentados por baterias e cada transmissão consome a bateria). De fato, pode-se configurar a situação na qual um instrumento acaba sendo um portal concentrador de diversos outros, por ter um acesso mais livre para o sistema central. Esse instrumento terá seu desempenho afetado ao assumir esse papel. O ideal é que cada instrumento consiga acessar o sistema central diretamente na primeira tentativa, sem passar por outros.

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Portanto, o planejamento das malhas de comunicação é conveniente, mesmo que os sistemas em grande parte tenham inteligência suficiente para dispensar esse planejamento.

Algumas desvantagens ainda atormentam a tecnologia sem fio e o alto custo de implantação ainda é o seu maior problema. Adaptadores para redes sem fio são mais caros que cabos e adaptadores para redes com fio. No entanto com o barateamento constante dos custos dos equipamentos, em algum momento este custo se tornará menor, pois nas redes com cabo têm-se o custo da mão de obra de passar o cabo, a qual em geral tende a aumentar de valor. Este valor de passar o cabo pode ser tornar bastante alto se o caminho para ele ainda não existir.

Dependendo da instalação e de acordo com a distância dos equipamentos (Acess Points – AP), o tamanho máximo permitido entre os pontos é facilmente alcançado obrigando a utilização de mais switches ou de fibra óptica para o enlace.

A escolha da solução de rede sem-fio requer a análise da transmissão de dados, bem como características operacionais dos equipamentos. No ambiente industrial, existem vários fatores que interferem na propagação do sinal de RF (radiofreqüência), gerando atenuação no sinal de RF, como reflexão de sinal de RF face à movimentação de pontes rolantes e indução eletromagnética.

Para áreas abertas, tais como: portos, pátios, etc., existe o problema do “Efeito Chuva”. O “Efeito Chuva” é um fenômeno que ocorre quando ocorrem chuvas que interferem na propagação do sinal de RF, afetando o desempenho do sistema, chegando a travá-lo. Isto ocorre devido à reflexão do sinal de RF. Este problema ocorre para 802.11g ou 802.11a (10 ou 54 Mbps). Para esse tipo de falha não existe uma solução técnica, considerando a limitação da EIRP (potência irradiada) pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). A solução seria o aumento de potência dos rádios dos terminais móveis (coletores) e dos APs (Acess Points). O sistema deve oferecer alta performance sem sacrificar velocidade, distância, flexibilidade e confiabilidade; porém, existem problemas de propagação do sinal de RF.

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O Ambiente Industrial/Fabril impõe desafios para a rede wireless. A comunicação confiável somente ocorre quando é levado em consideração o ambiente hostil onde os equipamentos trabalham. Neste aspecto deve ser considerado que os equipamentos estão sujeitos a pó, poeira, calor, umidade (devido à condensação/ evaporação de água). Os índices de MTBF (tempo médio entre falhas) devem ser altos e o MTRR (tempo médio entre reparo) deve ser o menor possível.

Outro grande problema geralmente visto nesses ambientes é o efeito Multi Path Fade que pode resultar na interferência destrutiva que reduz a força do sinal, a cobertura efetiva e a taxa de transferência. Para amenizar este problema, são usadas duas antenas no mesmo cartão wireless de maneira que o equipamento decide qual antena usar de acordo com a melhor recepção.

Podemos observar também uma alta taxa de interferência de equipamentos que operam na mesma freqüência (2.4 ou 5 Ghz). Fornos microondas, aquecedores industriais e equipamentos de solda são fontes comuns de interferências. Além desses equipamentos específicos, praticamente todos os equipamentos produzem interferência eletromagnética e de rádio freqüência que de alguma maneira contribuem negativamente para o fluxo da rede wireless. A solução adotada deve conter um nível suficiente de proteção para tais ameaças. Por exemplo, o uso de mecanismos de Auto RF.

Nos últimos anos, a indústria de equipamentos wireless vem mostrando significativa evolução no sentido de minimizar os problemas em ambientes cada vez mais desafiadores. Vejamos alguns dos mecanismos criados para que problemas como interferência e a falha repentina de um equipamento possam ser contornadas através da implementação de soluções inteligentes baseadas em controladoras.

No início, toda a inteligência e processos como autenticação e roaming eram realizados no próprio ponto de acesso (AP – Access Point). Com a necessidade do controle, gerenciamento centralizado e desempenho surgiu então o conceito de Controlador que “enxerga” todos os APs e faz o balanceamento, monitoramento e gerenciamento da rede wireless em tempo real.

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Mecanismos de Auto-RF foram implementados com a finalidade de ajustar a rádio freqüência em tempo real. Um exemplo prático seria o início do uso de uma máquina causadora de interferência em um determinado canal usado por algum AP próximo. Através do Auto-RF a controladora pode identificar a interferência, procurar em todos os outros canais disponíveis qual o canal com o menor ruído e trocá-lo automaticamente para garantir a qualidade do link de dados.

A interferência é evitada pelo salto através de diferentes freqüências, cada uma com

um efeito diferente de interferência ou características. Isso faz com que a FHSS tenha acesso livre de colisões ao alocar um espaço específico de tempo e uma

freqüência específica para sua transmissão.

Um esquema de salto de freqüência, combinado com detecção de erros e requisições de repetições automáticas assegura que os dados transmitidos cheguem confiavelmente. Além disso, uma vez que os padrões de salto de freqüência são proprietários para o fabricante de rádio, os rádios industriais FHSS são inerentemente seguros e menos propensos interferências.

Outro ponto é a queda de um dos APs significando um buraco na cobertura proposta. Para tal a controladora é capaz de identificar a queda do sinal do AP, gerar um aviso ao administrador do sistema e automaticamente aumentar a potencia dos APs vizinhos para que aquele buraco seja coberta de maneira a aumentar a redundância e resiliência do sistema.

Em qualquer rede, a segurança é uma preocupação fundamental. Em redes sem fio,

é muitas vezes um fator crítico de preocupação porque as transmissões da rede

estão disponíveis para qualquer pessoa com a antena apropriada dentro do alcance do transmissor. Em uma rede com fios, os sinais estão em fios e podem ser protegidos por um forte controle de acesso físico. Em uma rede sem fio, sniffing é muito mais fácil, porque as transmissões de rádio são desenhadas para serem processadas por qualquer receptor dentro do alcance de transmissão. Ademais, estas redes não têm fronteiras rígidas. Uma rede sem fio corporativa pode se estender para fora do edifício da corporação. É perfeitamente possível que um carro estacionado do outro lado da rua possa receber sinais de sua rede.

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A segurança ainda é um problema, uma vez que as bordas de uma rede sem fio em

geral ultrapassam os limites físicos da empresa. Deste modo, a princípio, qualquer

um com um equipamento adequado fora da área da empresa consegue ter acesso à rede. No entanto isto pode ser evitado utilizando-se dos arsenais tecnológicos de segurança disponíveis atualmente.

A segurança de redes wireless foi muito questionada devido à fragilidade do primeiro

mecanismo de segurança implementado em 1999, o WEP (Wired Equivalent Privacy). Ele foi criado com o intuito de se equiparar a segurança de redes

cabeadas. Uma chave de 64 bits ou mesmo de 128 bits pode ser quebrada com certo nível de facilidade num curto período de tempo.

Wi-Fi Protected Access (WPA) – PSK

- Temporal Key Integrity Protocol – TKIP

- Message Integrity Checking (MIC)

- Extensible Authentication Protocol (EAP) / RADIUS

• Autenticação e autorização

• Lista de MAC ID

• Desligamento do beacon do SSID

• Limitação do alcance do sinal

Hoje em dia os equipamentos suportam o WPA2 (Wi-Fi Protected Access) que foi criado para suprir as fraquezas e vulnerabilidades que o WEP apresenta.

O WPA2 apresenta possibilidades de autenticação utilizando-se um servidor 802.1X.

Ainda, devido à sua complexidade a empresa opte por não usar o servidor de autenticação, uma segurança pessoal utilizando uma chave pode ser usada ainda

com uma grande dificuldade de ser quebrada. Enquanto uma chave WEP pode ser quebrada em menos de 10 minutos, uma chave WPA de 21 caracteres pode levar em torno de 4 x 1020 anos para ser quebrada. A criptografia aliada ao tunelamento dos dados com a utilização do IPSec, por exemplo, aumenta ainda mais a segurança e a robustez da rede. Aliado a estes protocolos e algoritmos de segurança ainda temos serviços oferecidos pelas

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controladoras que facilitam a identificação de ameaças tanto por radiofreqüência quanto pela rede cabeada.

Uma das possibilidades é detectar e neutralizar automaticamente APs vizinhas com o mesmo SSID (Nome de rede) que visam “roubar” os clientes de maneira em que os dados trafegados poderiam estar comprometidos. APs piratas são detectadas pela controladora que pode decidir automaticamente por bloqueá-la. Também encontramos no mercado, controladoras que incorporam um sistema de detecção de intrusos (IDS) que analisa o tráfego de dados e procura detectar padrões de ataques pré-definidos.

Os padrões podem ser simples, como o acesso de uma porta específica em um determinado host, bem como complexos, no caso de seqüências de operações direcionadas a múltiplos hosts durante um período de tempo.

7. VANTAGENS DA COMUNICAÇÃO SEM FIO

Freqüentemente, uma empresa tem ativos geograficamente espalhados, e ela precisa de dados de sensores num ponto central. No passado, a única opção disponível incluía cavar trincheiras e/ou correr conduítes e puxar fios para adquirir os sinais.

O wireless oferece economias de custos substanciais e mensuráveis em termos de engenharia, instalação e logística.

Muitas aplicações wireless oferecem uma medição simples e efetiva em custos de pontos de monitoração para eliminar a coleta manual de dados de campo, melhorando a produtividade.

Alternativamente, em aplicações mais sofisticadas com um dispositivo de processamento central, o wireless possibilita aos usuários extrair dados completos dos diagnósticos e inteligência preditiva dos dispositivos, que automaticamente

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notificam o pessoal apropriado a respeito do problema exato antes que ocorra uma parada de um ativo, de uma unidade ou de uma planta.

Como resultado, o wireless está se tornando cada vez mais popular para ajudar a reduzir gastos. Além disso, hoje a maioria dos sistemas wireless é para aquisição de dados, mas cada vez mais usuários estão usando o wireless em aplicações de controle.

Redes sem fio possuem várias vantagens importantes que independem do modo como os protocolos são concebidos, ou até mesmo do tipo de informação que transportam. A mais óbvia vantagem de rede sem fios é a mobilidade. Os usuários de uma rede sem fio podem se conectar a redes existentes, sendo então permitida a livre itinerância.

Redes sem fio normalmente têm uma grande flexibilidade, o que se pode traduzir em rápida implantação. Redes sem fios usam um certo número de estações-base para conectar usuários a uma rede existente. Qualitativamente falando, uma rede wireless, necessita da mesma infra-estrutura se você está conectando um usuário ou um milhão deles. Para oferecer um serviço em dada área, você precisa de estações base e antenas no lugar. Uma vez que a infra-estrutura é construída, no entanto, adicionar um usuário a uma rede sem fio é principalmente uma questão de autorização. Com as infra-estruturas construídas, ela deve ser configurada para reconhecer e oferecer serviços para o novo usuário, mas não mais infra-estrutura. Adicionar um usuário para uma rede wireless é uma mera questão de configuração da infra-estrutura, e não se envolve instalação de cabos, terminais nem fazer em uma nova tomada. Esta rede deve se projetada para um número máximo de usuários, para evitar o excesso de solicitações de serviço e com isso congestionar a rede, aumentando o tempo de resposta aos usuários.

Sendo assim podemos listar as inúmeras vantagens da comunicação sem fio:

Mobilidade: os usuários deste tipo de rede podem acessá-la de qualquer ponto, mesmo que estejam em movimento.

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Economias na instalação: a mais intuitiva de todas as vantagens é a redução de trabalho e custos de material requeridos para a fiação de cobre e os ativos remotos. Os custos de instalação são uma preocupação crescente para os diretores de empresas à medida que os custos de mão-de-obra continuam a subir. Além disso, se essas aplicações estão locadas em ambientes perigosos, a isolação deve ser requerida por causa do provável contato entre agentes químicos e os conduítes, e mesmo com os selos necessários para alcançar a instrumentação montada ao longo de toda a fábrica ou de todo o campo. Além dos custos associados à instrumentação da fiação de cobre, uma das outras vantagens com respeito à instalação é a velocidade da montagem. Sistemas com fio podem levar dias ou semanas para serem instalados, isolados e comissionados adequadamente. As redes wireless geralmente requerem a instalação e a configuração apenas dos pontos. Isso economiza bastante tempo para os projetos com cronogramas apertados.

Alcance: as redes sem fio podem ir a locais onde seria inviável ou muito caro passar um cabo.

O custo de manutenção é menor, dado que não há cabos para se romper e serem trocados. O custo também pode ser significativo em termos de materiais e homem- hora.

Maior imunidade a ruído: dependendo de onde passe o cabo a imunidade à ruído de uma rede sem fio é muito maior que a de uma rede com fios.

Economias de escala: qualquer rede, com ou sem fio, deve ter uma economia de escala quando o número de pontos aumenta. Seguindo as economias das instalações, a escalabilidade é a próxima maior vantagem do wireless em relação às alternativas de fiação de cobre. Montar pontos adicionais numa rede wireless é um adendo. Em vez de instalar condutores de reserva, os escravos adicionais podem compartilhar de um mestre comum.

Pode-se aumentar a capacidade tal como requerido simplesmente instalando escravos E/S adicionais. Com efeito, essa é uma arquitetura cujo custo só aumenta

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quando você precisa instalar mais pontos, em vez de uma relação difícil entre o custo inicial e a capacidade de reserva instalada nos projetos com fiação de cobre.

Segurança contra falhas: Nenhum sistema é imune à perda de sinal. Sistemas com fio tendem a ter fios cortados durante a construção ou mesmo durante uma manutenção de rotina. Ferrugem, corrosão, vapor, sujeira, poeira, água, etc. podem afetar um sistema de instrumentação com fio. A diferença é que o fio não pode alertar o usuário sobre um problema. Os alarmes do link de comunicação permitem ao usuário saber que os dados não estão mais vindo do instrumento devido a uma perda de sinal entre um escravo e o mestre. Além disso, em caso de falha de comunicação, o escravo vai controlar suas saídas com base na condição default de segurança contra falhas, que é inerente – via pré-programação – ao rádio durante a configuração do sistema. Em outras palavras, o link entre o wireless e o mestre deve ser comprometido, as saídas do escravo vão se reajustar à sua posição pré-programada de segurança contra falhas – ON, OFF, ou permanecendo na última posição.

Flexibilidade: O wireless também significa que os usuários não precisam substituir a infra- estrutura legada. O wireless pode ser implementado lentamente e integrar- se a sistemas já existentes. Em termos de flexibilidade, outro benefício é a facilidade de reconfiguração e expansão. Se for necessário realocar instrumentos, não há conduíte caro que precise ser demolido, realocado ou adicionado. Além disso, se a instrumentação móvel vai ser usada dentro da empresa, o wireless oferece uma solução atrativa.

Confiabilidade:

para aplicações industriais, a confiabilidade é crucial, pois os sistemas wireless têm que ser tão confiáveis quanto os tradicionais fios de cobre. Dependendo da aplicação específica, dados corrompidos podem resultar em qualquer coisa: desde um bug corriqueiro até uma falha devastadora. Três fatores determinam a confiabilidade do sinal: perda de rumo, interferência RF e energia transmitida. Para identificar e potencializar ao máximo a confiabilidade do sinal, nós recomendamos que seja feito um levantamento no site do RF ou um estudo de rumo. Apesar de

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extremamente útil, um dos maiores empecilhos tem sido o custo associado ao processo, pois ele requer mão-de-obra altamente qualificada. Porém, agora, certos fabricantes estão fornecendo isso como um serviço com valor agregado, ajudando os clientes a fazerem projetos de rede precisos em várias aplicações.

Monitoração do diagnóstico: outra vantagem é a monitoração do diagnóstico da confiabilidade do sinal dentro do sistema de rádio. A atividade do diagnóstico ocorre fora da transmissão normal dos dados e pode ser alimentada dentro de um pacote de um software de diagnósticos, que vai deixar o usuário do sistema a par de qualquer operação anormal dele. No caso do wireless, o sistema extrai e analisa um sinal adicional durante o curso da operação normal do sensor. À medida que o sensor opera, o sistema monitora o sinal a procura de anormalidades em termos de sinal, barulho, voltagem, temperatura, energia refletida, etc. O usuário pode determinar em que níveis deve ser dado um aviso e em que níveis o aviso deve soar.

Baixo consumo de energia: Apesar de isso não ser necessariamente uma vantagem específica em relação às alternativas com fio, um dos pontos mais importantes a salientar quanto à operação remota é o baixo consumo de corrente contínua. Isso se traduz em baterias menores e painéis solares, tornando a montagem remota do site exeqüível em áreas antes consideradas impraticáveis para monitoração e controle.

Outra vantagem não muito óbvia está no fato de que na maioria das organizações tem-se como um ponto convergente a produção orientada em relação ao produto, ou seja, elas possuem os meios de transformação fixos (pessoas e máquinas), enquanto que o fluxo de insumos e produtos em processo move-se entre os agentes transformadores. Nestas condições, os ganhos com o uso da rede sem fio são incontestáveis. Desta forma, pode-se imaginar que os ganhos com o uso desta tecnologia serão muito maiores em outros tipos de arranjos, a exemplo do arranjo por posição fixa, no qual o produto em transformação está imóvel, tendo que os meios transformadores movimentarem-se em função deste.

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8. A PADRONIZAÇÃO

A história recente de comunicações no ramo de controle industrial mostra a

dificuldade de adoção de um padrão único, cujas vantagens são tão óbvias e com tanta oferta de produtos, que se transforma numa unanimidade.

Padronizar é tão importante, por diversos motivos, entre eles, podemos destacar os seguintes:

Oferece credibilidade ao mercado; Fornecedores com diversos clientes oferecem uma solução única; Clientes com diversos fornecedores permitem uma única tecnologia e habilitam a concorrência; Estabelece longevidade aos produtos e mercado

Devido às épocas distintas durante as quais foram lançadas e às influências dos grupos que os apóiam, temos um número grande de padrões de comunicação por

fio que convivem no mercado – Hart, Modbus, Fieldbus Foundation, Profibus, etc.

No momento despontam os padrões de Wireless Hart e SP100 da ISA no mundo de padrões sem fio para uso industrial. Não são os únicos, mas neste início do ano 2008 são os dois que parecem ter mais peso no mercado de instrumentação e que, de certa forma, tentam encontrar uma forma de convivência enquanto galgam espaço no mercado.

Em geral, os instrumentos sem fio oferecem uma forma bastante atraente de resolver problemas que são difíceis ou antieconômicos de resolver

convencionalmente. Pode-se aumentar a segurança, a eficiência e a confiabilidade

da planta usando a tecnologia wireless, e cada aplicação deve ser avaliada sob esta

ótica. Quando avaliada dessa forma, não deve existir temor em abraçar a mais nova das tecnologias do ramo de automação industrial.

A escolha de um protocolo para uma rede sem fio depende das necessidades do usuário, incluindo o tipo dos dados que serão transferidos, velocidade e alcance

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necessários na comunicação, o nível de segurança desejado, preocupações com ruídos e interferências, além de compatibilidade e custo.

Assim como na área dos protocolos industriais, existe uma série de disputas, políticas e interesses que não tem base técnica que acontecem quando varias organizações estão definindo padrões em uma mesma arena, em contrapartida o padrão que definirá o protocolo industrial sem fio deverá estabelecer uma forma de interoperabilidade com os padrões IEEE sem fio atualmente em uso (WiFi, WiMAX e outras). Isso se faz necessário pela sobreposição cada vez maior entre as áreas de chão de fabrica e as áreas de TI das empresas onde o IEEE reina absoluto.

8.1 WINA

Formado por varias empresas como resultado de um Workshop de Sensores Indústrias Sem Fio promovido pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE) em São Francisco (EUA) - julho de 2002 para estabelecer diretivas para o uso da comunicação sem fio. O WINA (Wireless Industrial Networking Alliance) atualmente se auto intitula como uma “coalizão entre empresas usuárias de sistemas industriais, fornecedores de tecnologia, organizações industriais, desenvolvedores de software, integradores de sistemas e outros interessados no avanço de soluções em fio para a indústria”. Atualmente provê educação em áreas de comunicação sem fio, deve publicar um manual de usuário de redes sem fio, do suporte ao grupo da ISA SP100 no desenvolvimento do padrão e promove demonstrações de interoperabilidade nas principais feiras mundiais.

A (WINA) acredita que os usuários industriais merecem o acesso a um espaço livre, informação técnica atualizada em soluções wireless detalhadas. WINA é uma coligação das companhias, das indústrias, dos fornecedores da tecnologia, dos elaboradores de software, dos integradores de sistemas e de outros interessados em acelerar o adoção de soluções wireless para a indústria.

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As atividades de WINA constroem a compreensão da indústria e a confiança em sistemas wireless industriais para ajudar a tomada de decisão das indústrias na aceitação desta tecnologia

A WINA tem foco em quatro grandes atividades para promover a adoção de tecnologias sem fio no setor industrial. I. Caracterizar as tecnologias sem fio para uso industrial; Assegurar desempenho e confiabilidade Gerenciamento de sistemas, infra-estrutura, Software e dados Caracterização da radio freqüência (rádios, receptores e ambiente) II. Promover padrões efetivos, regulamentos e práticas;

Trabalhar com organismos de padronização e agencias reguladoras para desenvolver requisitos e publicar padrões efetivos para utilização na indústria.

III. Quantificar e divulgar os benefícios e impactos potenciais das tecnologias sem fio; Trabalhar com a imprensa, analistas e organizações para quantificar e articular as

vantagens das tecnologias sem fio através de soluções reais adotadas no setor industrial. Trabalhar como esclarecedor de informações para seus associados. Desenvolver uma base de conhecimento e treinamento.

IV. Comparativos entre requisitos dos clientes. Colaborar com representantes de diversos setores técnicos e regulamentadores

das indústrias.

8.2 WIRELESS HART

Wireless HART representa uma melhoria ao protocolo HART. Atualmente HART envia um sinal analógico primário através de um par trançado utilizando um sinal de corrente de 4-20mA. Os valores secundários são modulados digitalmente através de FSK (Frequency Shift Keying) ou PSK (Phase Shift Keying) neste mesmo par.

O grupo de desenvolvimento da tecnologia Wireless HART reconhece que não existe tecnologia única para todo o tipo de aplicação, com base nisto, focou o desenvolvimento em um padrão apropriado para utilização na indústria de processo.

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O wireless HART adota uma arquitetura utilizando uma rede “Mesh” baseado no IEEE 802.15.4 (o mesmo utilizado pelo Zigbee) operando na faixa de 2,4 GHz. Os rádios utilizam o método de DSSS (espalhamento espectral com seqüenciamento direto) ou salto de canais FHSS (Spread Spectrum de salto de freqüências) para uma comunicação segura e confiável assim como comunicação sincronizada entre os dispositivos da rede utilizando TDMA (Time Division Multiple Acess).

Diferente de uma comunicação ponto a ponto onde a estação precisa de “visada” com a estação mestre, redes “Mesh” permitem que os nós da rede comuniquem entre si estabelecendo caminhos redundantes até a base. Isso aumenta a confiabilidade, pois se um caminho esta bloqueado existem outros para que a mensagem chegue ao seu destino final. Este tipo de rede também permite escalabilidade simplesmente adicionando mais nós ou repetidores na rede. Outra característica é que quanto maior a rede maior a confiabilidade porque mais caminhos alternativos são automaticamente criados.

Redes ponto a ponto é uma subdivisão de redes “Mesh” e deste modo o Wireless HART também atende a este tipo de aplicação. Uma rede Wireless HART possui três dispositivos principais (Figura 3):

Wireless Field devices: conectados ao processo ou equipamento da planta. Gateways: permitem a comunicação entre os instrumentos de campo e as aplicações de controle conectado a redes industriais ou backbone de alta velocidade. Network Manager: responsável pela configuração da rede, gerenciamento da comunicação entre os dispositivos, rotas de comunicação e monitorar o estado da rede. O Network Manager pode ser integrado em uma gateway, aplicação no host ou em um controlador de processo.

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37 Figura 3 – Elementos de uma Instalação Wireless HART Típica (Fonte: WIHart Datasheet) O Wireless

Figura 3 – Elementos de uma Instalação Wireless HART Típica (Fonte: WIHart Datasheet)

O Wireless HART serve para complementar ou substituir os sinais digitais, mantendo

a compatibilidade e funcionalidade com os sistemas atuais. Para completar o novo padrão e evitar o desenvolvimento de um padrão incompatível, o grupo esta trabalhando em conjunto com a ISA-SP100 para garantir continuidade e uniformidade entre os padrões sem fio. Como a ISA-SP100 é um padrão abrangente, deve cobrir diferentes soluções para atender as diversas aplicações, o Wireless HART é candidato a fazer parte deste padrão.

A tecnologia Wireless Hart expande a tecnologia Hart (da Hart Foundation) para o

mundo da comunicação digital sem fio. Sendo a base desta tecnologia o padrão IEEE 802.15.4 a 2,4 GHz com Channel Hopping e Mesh Networking. Usando esta tecnologia, se a rede utiliza Hart, a inserção de um trecho sem fio é bastante

simples, como mostra a Figura 4.

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38 Figura 4. Exemplo da inserção do Wireless HART numa planta que já usa HART. [31]

Figura 4. Exemplo da inserção do Wireless HART numa planta que já usa HART. [31]

8.3 IEEE, "INSTITUTE OF ELECTRICAL AND ELECTRONICS ENGINEERS

O Comitê 802 do IEEE, "Institute of Electrical and Electronics Engineers" dos Estados Unidos, desenvolveu e publicou uma série de normas para redes locais (LANs) e Metropolitanas (MANs) que foram adotadas mundialmente inclusive pela ISO (International Organization for Standardization).

Existem vários tipos de implementações wireless no mercado e não existe um padrão. Usualmente encontramos dois tipos de protocolos: um baseado no IEEE 802.11 (normalmente 802.11 a/b/g) e outro baseado em protocolos proprietários desenhados especificamente para ambientes industriais.

As redes wireless estão presentes em vários ambientes, principalmente, naqueles que requerem mobilidade para seus usuários. Há várias tecnologias envolvidas e cada uma tem suas particularidades, suas limitações e suas vantagens. As tecnologias wireless do IEEE podem ser organizadas em 03 grandes grupos classificados pela sua área de cobertura: WLAN, WPAN, WMAN.

A rede WLAN (Wireless Local Area Network), corresponde ao padrão IEEE 802.11. Seus filhos mais pródigos são o IEEE 802.11b e o IEEE 802.11g com as seguintes características: operam em 2,4 GHZ, taxa de transmissão de 11 Mbs para o 11b e 58 Mbs para o 11g, modulação DSSS (Direct Sequence) com alcance de 100 a 200 metros.

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A rede WPAN (Wireless Personal Area Network), corresponde ao padrão IEEE

802.15 e é a tecnologias wireless com transmissão de pequeno alcance em metros.

O filho mais famoso deste Grupo é o Bluetooth (atualmente muito utilizado em

dispositivos portáteis e móveis) o qual corresponde ao padrão IEEE 802.15.1.

A rede WMAN (Wireless Metropolitan Area Network), consiste em uma rede com

cobertura ampla. Neste tipo de rede tem-se as tradicionais tecnologias do nosso famoso Telefone Celular de voz e alguns serviços de dados. Corresponde ao padrão IEEE 802.16. É também chamada de WiMAX.

A Figura 5 a seguir dá uma visão geral das normas do IEEE 802.X.

5 a seguir dá uma visão geral das normas do IEEE 802.X. Figura 5 - Panorama

Figura 5 - Panorama arquitetônico das normas IEEE 802.X

8.3.1. IEEE 802.11 (Wireless Local Area Network) Atualmente, a maioria das redes sem fios (WLANs) são baseados nas normas IEEE 802.11b, 802.11a ou 802.11g.

802.11b foi a primeira norma 802.11 a ser liberada. Também chamada de Wireless Fidelity, ou Wi-Fi (inclui o 802.11g e 802.11n), ela tem um leque adequado para uso em espaços equivalentes a um grande escritório. Wi-Fi é atualmente a mais popular

e menos dispendiosa especificação WLAN. Ela opera em 2,4 GHz do espectro de

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radiofreqüências que não necessitam ser licenciadas e que podem transmitir dados a velocidades até iguais ou superiores a 11 Mbps dentro de um intervalo de 30 metros. Ele pode ser afetado por interferências de telefones celulares e dispositivos Bluetooth os quais podem reduzir a velocidade de transmissão.

O 802.11a tem algumas vantagens sobre Wi-Fi, ele opera numa banda de

freqüências menos utilizadas, mas também não licenciados (5,15GHz a 5,35GHz) e, portanto, é menos propenso a interferências. Sua banda é muito mais elevada do que 802.11b, com um pico teórico de 54 Mbps. No entanto, a velocidade efetiva é tipicamente próxima de 25 Mbps.

802.11g atualmente é o padrão mais utilizado. Também chamado de Wi-Fi, ele combina a velocidade do 802.11a e compatibilidade com 802.11b. No entanto para ser compatível com o 802.11b ele precisa operar na mesma banda de freqüência e

por isso, como seu antecessor, também pode ser afetado por interferências oriundas

de outros equipamentos nesta banda, os quais são bastante comuns.

802.11n opera nas faixas de 2,4Ghz e 5Ghz, geralmente com uma velocidade de 128 Mbps. Promete ser o padrão wireless para distribuição de mídia, pois oferecerá, através do MIMO (Multiple Input, Multiple Output - que significa entradas e saídas múltiplas ), taxas mais altas de transmissão (até 300 Mbps), maior eficiência na propagação do sinal (com uma área de cobertura de até 400 metros outdoor) e ampla compatibilidade reversa com demais protocolos.

8.3.2. IEEE 802.15 (Wireless Personal Area Network) Uma rede WPAN é uma rede centrada numa pessoa, conectando dispositivos de comunicações pessoais em uma arquitetura espontânea, dentro de um curto espaço, espaço de uma pessoa ou um corpo. Os dados podem ser trocados entre os dispositivos transportados pela mesma pessoa (ex. telefone, relógio, PDA), enquanto que durante o contacto entre as pessoas (por exemplo, durante um aperto

de mão, cartões comerciais podem ser trocados) ou entre o usuário e o ambiente

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(por exemplo, o automóvel pode reconhecer o seu motorista e ligar o motor). Diversas tecnologias têm sido propostas para redes WPAN.

O método de comunicação dominante é o RF e a tecnologia Bluetooth é o principal

padrão. O IEEE iniciou a padronização das tecnologias WPAN no grupo de trabalho IEEE 802.15. Com mais detalhes, o IEEE 802.15 definiu os seguintes subgrupos de trabalho: 802.15.1, que é quase idêntico ao Bluetooth; 802.15.2, que trabalha para superar as interferências entre 802.11 WPANs e WLANs operando na banda de 2,4 GHz; 802.15.3, o qual busca taxas mais elevadas de transmissão; e 802.15.4, que estuda taxas mais baixas de transferência de dados com versos de menor custo, para usar em, por exemplo, redes de sensores.

8.3.3. IEEE 802.16 (Wireless Metropolitan Area Network)

O Grupo de Trabalho sobre IEEE 802.16 Broadband Wireless Access Standards,

que foi criado pelo IEEE Standards Board, em 1999, tem como objetivo preparar especificações formais para a implantação global da banda larga sem fio no alcance das Áreas Metropolitanas. O Workgroup é uma unidade do IEEE 802 LAN / MAN Standards Committee. Uma futura tecnologia relacionada a esta á a Mobile Broadband Wireless Access (MBWA) que está em desenvolvimento no grupo IEEE

802.20.

Apesar de a família de padrões 802.16 ser oficialmente chamado WMAN, foi apelidada de "WiMAX" (de "Worldwide Interoperability for Microwave Access") por um grupo de indústrias chamado de WiMAX Forum. A missão do WiMAX Forum é promover e certificar a compatibilidade e a interoperabilidade de produtos de banda larga sem fio.

9. A NORMA ISA-SP100

A norma ISA-SP100 está em desenvolvimento desde 2005, por um Comitê chamado

de ISA-SP100, formado por vários grupos de trabalho. Atualmente, este Comitê é constituído por mais de 400 profissionais de automação e aproximadamente 250 empresas representativas da indústria mundial [6]. O Comitê ISA-SP100 tem como objetivo estabelecer padrões, recomendar práticas, apresentar relatórios técnicos e

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informações relacionadas à aplicação de tecnologias de comunicação sem fio em ambientes industriais, principalmente em nível dos dispositivos de campo.

Garantir a confidencialidade, integridade, disponibilidade, interoperabilidade, segurança e robustez dos componentes que constituem os ambientes de controle e automação estão entre as principais preocupações da norma ISA-SP100. A norma definirá uma arquitetura de comunicação completa e será um padrão aberto, o que deve estimular desenvolvedores, fabricantes e usuários finais.

A ISA-SP100 prevê uma infra-estrutura de rede simplificada e integrada, onde a comunicação entre os dispositivos será realizada de maneira transparente com relação ao fabricante e tornará possível a comunicação sem fio simultânea de vários protocolos de aplicação existentes, como o Modbus®, HART®, o FOUNDATION™ Fieldbus, o Profibus®, Common Industrial Protocol (CIP™) e outros.

A norma ISA-SP100 será constituída de uma família de padrões relacionados com a implantação de redes sem fio em diversas áreas da tecnologia da automação, tais como a automação de processos, automação de fábricas, automação predial, transmissão e distribuição de informação e identificação por radiofreqüência. Estas áreas possuem diferentes aspectos com relação a requisitos de tempo que demandam a utilização de diferentes modelos para a comunicação sem fio entre os dispositivos industriais. Uma análise desses modelos de comunicação levou o Comitê ISA-SP100 a categorizá-los em seis classes de uso, numeradas de 0 a 5, de acordo com o nível de restrição temporal envolvido. Essas classes de uso podem, ainda, ser ordenadas de acordo com natureza das aplicações em três categorias:

Segurança (safety) – Nesta categoria, estão incluídas aplicações que necessitam de ação emergencial, dentro de apenas uma classe, a classe 0. Esta classe contém restrições temporais que são sempre críticas. Controle – As aplicações nesta classe são divididas em 3 classes que variam de 1 a 3. A classe 1 é referente ao controle regulatório de malha fechada que possui restrições temporais que são frequentemente críticas. A classe 2 possui limitações temporais usualmente não-críticas e refere-se a aplicações de controle supervisório

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de malha fechada. Por último, a classe 3 diz respeito a aplicações de malha aberta

que possui restrições temporais mais suaves que as classes anteriores.

Monitoramento – Para a categoria de monitoramento, tem-se definidas duas classes, 4 e 5. A classe 4 é definida para aplicações que apresentam conseqüências operacionais de curto-prazo, geralmente aplicações de alertas como manutenção baseada em eventos. A classe 5 refere-se a aplicações de registros e atualizações que não possuem conseqüências operacionais imediatas como coleta de histórico, eventos seqüenciais ou manutenção preventiva.

O Comitê vem investigando a possibilidade da incorporação do padrão

WirelessHART™ na família de padrões ISA-SP100 [7]. O WirelessHART™, lançado em 2007, é um padrão desenvolvido para prover conectividade sem fio aos dispositivos que se comunicam através do protocolo HART®, fazendo parte da nova especificação do protocolo (Revisão 7) [8]. A incorporação do WirelessHART™ pode acelerar o desenvolvimento da ISA-SP100, direcionando os esforços do Comitê para

outros aspectos importantes na definição da norma [9].

9.1. DESENVOLVIMENTO DA NORMA

O Comitê ISA-SP100 definiu alguns grupos de trabalho comprometidos com o

desenvolvimento dos padrões da norma ISA-SP100. Cada grupo de trabalho definirá

um

padrão que orientará a implementação de tecnologias de comunicação sem fio

em

diferentes tipos de aplicações industriais. Inicialmente, foram criados três grupos:

o ISA-SP100.11, o ISA-SP100.14 e o ISA-SP100.21. Em outubro de 2006, os grupos de trabalho ISA-SP100.11 e ISA-SP100.14 fundiram-se para formar um grupo de trabalho ISA-SP100.11a. A Figura 2 apresenta estes grupos de trabalho e seus objetivos.

O grupo de trabalho ISA-SP100.11 visava desenvolver um padrão de conectividade sem fio que definirá as especificações relacionadas com as camadas do modelo OSI, segurança e gerenciamento da rede para as classes de 1 a 5 (latências na ordem de 100ms), com otimizações para as classes de 1 a 3. O grupo de trabalho ISA-SP100.14 possuía propósitos semelhantes ao ISA-SP100.11, mas dava enfoque

a otimizações para as classes 4 e 5. O grupo ISA-SP100.21 atua no

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desenvolvimento de uma padrão para rastreamento de pessoas e objetos nas redes

de

automação.

O

grupo de trabalho ISA-SP100.11a, criado a partir da fusão dos grupos ISA-

SP100.11 e ISA-SP100.14, abrange as classes de uso que seriam abordadas por esses dois grupos, ou seja, as classes de 1 a 5. A seguir, serão apresentadas as diretrizes de cada um desses grupos de trabalho.

9.2. ISA-SP100.11

O grupo de trabalho ISA-SP100.11 foi criado em abril de 2006 com o objetivo de

recomendar um padrão de comunicação sem fio para aplicações de controle e medição de ambientes industrias, constituindo uma parte da norma ISA-SP100. O grupo propunha-se a estabelecer um padrão de conectividade sem fio para aplicações industriais das classes de 1 a 5, que foram definidas pelo Comitê ISA- SP100, focando sua atenção nas classe de 1 a 3. Exemplo para estas aplicações são controle direto ou automático de atuadores que estão numa planta controlando fluxo, temperatura ou pressão [10].

Os dispositivos em concordância com esta proposta de padronização poderão ser fixos ou móveis, devem ser de baixa complexidade, de baixo custo e de baixo consumo, permitindo uma alta autonomia das baterias, quando necessário. O padrão deve também tratar das necessidades específicas em ambientes industriais, como a coexistência com outras tecnologias de comunicação sem fio, robustez à interferências e a interoperabilidade com a infra-estrutura de rede já existente.

Sob o escopo do grupo, estava a definição das especificações requeridas e opcionais do modelo OSI, bem com especificações de segurança e gerenciamento (incluindo a configuração da rede e dos dispositivos) para os dispositivos sem fio das classes de 1 a 5 com considerações para aplicações na classe 0. O papel do grupo seria o de desenvolver uma especificação rascunho, que seria submetida ao ISA, que decidiria se o padrão seria ou não adotado.

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O grupo de trabalho publicou uma chamada para propostas (Call for Proposal

CFP) em julho de 2006 para reunir profissionais e interessados na área para contribuir com o desenvolvimento de um padrão de comunicação sem fio dispositivos de baixo custo voltados à tarefas controle e medição de ambientes industriais. Esta CFP contém as principais informações sobre as necessidades deste grupo de trabalho onde as empresas e interessados na área possam auxiliar com o desenvolvimento da norma [10].

9.2.1. Estrutura do padrão ISA-SP100.11 A estrutura esperada nas propostas que deveriam ser enviadas ao grupo de trabalho ISA-SP100.11 incluiam aspectos específicos como a pilha de protocolos, gerenciamento da rede, segurança, planejamento de interoperabilidade ou estratégias de evitar interferências. As propostas que fossem aceitas deveriam ser testadas em dispositivos de campos e em redes representativas de um ambiente industrial com os dispositivos participando ativamente da rede e reportando dados periodicamente. A rede utilizada para os testes deve acomodar uma mistura heterogênea de dispositivos que podem ser alimentados por diversas fontes de energia, que vão desde baterias à alimentação convencional via rede elétrica. Os nós com habilidades de roteamento poderão também ser alimentados através de baterias, sendo que, neste caso, os dispositivos poderão apresentar maiores latências e habilidades de roteamento reduzidas.

9.3. ISA-SP100.14

O grupo de trabalho ISA-SP100.14, criado em abril de 2006, juntamente com o

grupo de trabalho ISA-SP100.11, e teve a missão de recomendar um padrão de

comunicação sem fio para aplicações industriais de monitoramento a ser incorporado ao ISA-SP100. O grupo concentrou-se no desenvolvimento de um

padrão de conectividade sem fio para aplicações industriais das classes de uso 4 e

5, introduzidas pelo Comitê ISA-SP100. Como exemplo, pode-se citar aplicações de

monitoramento de processos, equipamentos, ambientes, inventários e, potencialmente, aplicações em geral cujas tarefas não demandem controle crítico.

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Apesar de ser direcionado nas classes 4 e 5, o padrão em desenvolvimento poderá também atender os requisitos de desempenho das classes de 0 a 3 [11].

Os dispositivos em concordância com esta proposta possuem peculiaridades semelhantes aos dispositivos apresentados pelo grupo de trabalho ISA-SP100.11, mas a taxa de transferência de dados deve ser suficiente para satisfazer as necessidades genéricas das classes 4 e 5. O papel do grupo seria o de desenvolver uma especificação rascunho, que seria submetida ao ISA com enfoque nestas classes. Em julho de 2006, o grupo de trabalho publicou uma chamada para propostas (Call for Proposal – CFP) [11]. O documento foi desenvolvido para encorajar especialistas da área a contribuir colaborativamente no desenvolvimento um padrão de comunicação sem fio dispositivos de baixo custo voltados à tarefas de monitoramento industrial. Este documento, apesar de preliminar, é a principal fonte de informação sobre as atividades deste grupo de trabalho, reunindo as principais informações necessárias para que empresas e interessadas na área possam contribuir no desenvolvimento da norma.

9.3.1. Visão geral da arquitetura do ISA-SP100.14 A meta imediata do ISA-SP100.14 era permitir que fabricantes da área desenvolvessem dispositivos sem fio compatíveis com as classes 4 e 5. Como por exemplo, dispositivos de campo, dispositivos de roteamento, computadores de mão e gateways, interconectados em um enlace sem fio padronizado, integrando habilidades de gerenciamento da rede e de gerenciamento de segurança. A CFP para o padrão ISA-SP100.14 estabelecia alguns requisitos de acordo com seguintes aspectos [11]:

Mobilidade e localização dos nós – Os responsáveis pelo roteamento devem ser estacionários, embora os nós finais possam ter uma mobilidade limitada, apesar de existir uma preocupação com a perda de desempenho relacionada com essa mobilidade. A localização dos dispositivos não está formalmente no escopo do ISA-SP100.14, embora essa capacidade seja de interesse por parte deste grupo de trabalho.

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Roteamento – Dispositivos finais podem se comportar também como nós roteadores em algumas configurações. A norma deve suportar diversas arquiteturas de roteamento, baseadas nos requisitos da aplicação. Escalabilidade – A proposição é a de que a arquitetura de rede seja escalável, partindo de dezenas até milhares de dispositivos finais. Cogita-se que com o passar do tempo, surjam cenários que utilizarão clusters com cerca de 10.000 dispositivos participando ativamente em uma rede, reportando dados periodicamente. Energia – O ISA-SP100.14 tem como principal objetivo desenvolver um padrão para dispositivos de pequenas dimensões, de fácil instalação e alimentados por bateria. Estes dispositivos devem ser capazes de operar sobre uma vasta gama de condições ambientais encontradas nos ambientes industriais, com a possibilidade de operação durante anos somente utilizando energia de baterias. Mensagens – As aplicações das classes 4 e 5 podem ser definidas como aplicações de monitoramento. Este tipo de aplicação envolve o relato periódico por parte dos dispositivos de uma quantidade limitada de dados. Esses relatos, dependendo da aplicação, podem ser periódicos e/ou orientados a eventos. Há o interesse em suportar aplicações que requeiram uma taxa variável de atualização dos dados, onde a necessidade de largura de banda é determinada pelo estado do processo em monitoramento. Uma latência significativa entre o envio dos relatos pelos dispositivos de campo e sua recepção em um gateway é aceitável, entretanto, é desejável que as mensagens sejam temporalmente estampadas de forma precisa. Computadores de mão – Os computadores de mão serão utilizados inicialmente para configuração e monitoramento de dispositivos de campo, seja diretamente ou através da rede, com latência aceitável para operadores humanos. Segurança da informação – A segurança é um requisito importante no ISA- SP100.14. Aspectos como a autenticação, privacidade e integridade das mensagens serão geridos por uma entidade gerenciadora de segurança. Seleção do rádio – O ISA-SP100.14 pretende utilizar tecnologias de redes sem fio comprovadamente empregáveis na indústria, com rádios disponibilizados por vários fabricantes a um baixo custo, como os da família IEEE 802, especialmente o IEEE 802.11, o IEEE 802.15 e IEEE 802.19. Este último trata da coexistência entre as redes sem fio que operam sobre espectros de freqüência não licenciados, que constitui um tópico de grande interesse deste grupo de trabalho. O padrão será

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estruturado de modo a permitir gradativamente a acomodação de tecnologias de rádio alternativas no futuro. As tecnologias de rádio a serem utilizadas devem ser tolerantes às interferências comuns na indústria. Há o requisito de minimizar a interferência sobre outros sistemas de rádio, especialmente o IEEE 802.11. O ISA- SP100.14 preocupa-se em seguir estritamente as normas internacionais de regulação de rádios, com particular atenção a operação da rede em faixas de freqüência não-licenciadas. Camada de aplicação – O ISA-SP100.14 se abstém da definição da camada de aplicação, ao menos na primeira versão do padrão, ou seja, não definirá uma conexão entre dispositivos de campo e gateways em nível da camada de aplicação. No futuro, o padrão pode adotar um ou vários protocolos de aplicação disponíveis no mercado, tais como o ZigBee, o IEEE 1451.5 e o HART®. Uma estrutura de rede concordante com o ISA-SP100.14 deve operar facilmente e simultaneamente com tráfego de múltiplas camadas de aplicação.

9.4. ISA-SP100.21

O papel deste grupo de trabalho é desenvolver as definições e descrições de um padrão para dispositivos e redes sem fio, destinado ao rastreamento de objetos e pessoas em ambientes industriais. O grupo de trabalho avaliará as diversas tecnologias atuais de rastreamento e recomendará as tecnologias que possam coexistir e que possam ser integradas com outras tecnologias de comunicação sem fio presentes nos ambientes industriais. A documentação produzida pelo grupo deve suprir o ISA-SP100 com informação suficiente para descrever vários tipos de técnicas e tecnologias existentes associadas ao rastreamento de pessoas e objetos, e que possam ser aplicadas em ambientes industriais [12].

9.5. ISA-SP100.11a

O grupo de trabalho ISA-SP100.11a é o responsável pelo primeiro padrão da norma ISA-SP100 [13]. Evidentemente, o padrão ISA-SP100.11a reunirá as características definidas pelos grupos de trabalho ISA-SP100.11 e ISA-SP100.14. Os principais detalhes sobre o padrão em sua primeira versão já estão definidas, como a pilha de

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protocolos que será proposta, a arquitetura do sistema e os requisitos de segurança para as comunicações sem fio [13].

A norma ISA-SP100.11a está sendo desenvolvida com base em um fluxograma

definido na formação do grupo [13]. Primeiro, todo o grupo participante definiu os princípios de operação e o escopo da norma, isto inclui a definição das camadas do protocolo de comunicação, gerenciamento de sistemas, interligação da rede sem fio com a rede convencional e critérios de segurança impostos. O passo seguinte está sendo realizado em paralelo dividindo-se em sub-grupos para desenvolver versões preliminares da norma, onde um sub-grupo é responsável pela definição das camadas físicas, de enlace, de rede e de transporte e outro sub-grupo é responsável pelo gateway, gerenciamento de sistemas, segurança e pela camada de aplicação.

Após algumas etapas de decisões de cada sub-grupo, os documentos gerados por ambos serão unificados em um único documento que será julgado e reformulado pelos integrantes do ISA-SP100 para ser aprovado e publicado como um padrão da ISA.

A arquitetura proposta para intercomunicação dos dispositivos, onde está definido

um gateway responsável pelo gerenciamento dos dispositivos que se comunicam na rede sem fio. Este gateway é responsável pelo acesso dos dispositivos aos sistemas de controle, podendo interligar todos os dispositivos compatíveis com a norma ISA- SP100.11a. Os dispositivos que comunicam-se através de Modbus®, FOUNDATION™ Fieldbus, HART® e Profibus® serão compatíveis com a norma da ISA-SP100.11a, como proposto pela definição inicial do ISA-SP100 [14].

A segunda versão possui algumas tarefas que já estão definidas, como a adição de funcionalidades aos gateways e adição de funcionalidades aos gerentes de rede que são abordados na primeira versão somente com funcionalidades básicas. Além disto, a segunda versão irá apresentar novas alternativas para as camadas físicas proporcionando melhoras nas comunicações entre os dispositivos, de acordo com a necessidade dos usuários, bem como o tratamento de comunicações críticas e com restrições de tempo [14].

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9.6. ISA100 WIRELESS COMPLIANCE INSTITUTE

O ISA100 Wireless Compliance Institute é um consórcio sem fins lucrativos que está

sendo estabelecido juntamente com a norma ISA-SP100. Esse consórcio, formado por usuários finais, desenvolvedores, fabricantes, fornecedores, pesquisadores e comitês de padronização, tem como principais objetivos prover divulgação, suporte técnico e certificação relativa à família ISA-SP100 de padrões para comunicação industrial sem fio [15].

A missão do consórcio é de assegurar que os padrões industriais definidos

consensualmente no ISA-SP100 sejam efetivamente e consistentemente aplicados.

O consórcio tende a ser um complemento natural à atividade de desenvolvimento de

padrões ISA-SP100. Como já mencionado, três atividades básicas ficarão sobre a tutela do consórcio: divulgação, suporte técnico e certificação.

9.6.1. Divulgação

Essencial para o êxito do ISA-SP100 será o conhecimento por parte da comunidade industrial da existência do padrão e do seu valor quando adotado adequadamente. A divulgação da norma se dará basicamente através do estabelecimento e promulgação de marcas associadas à conformidade com o padrão, juntamente com uma campanha eficiente de propaganda em diversas mídias. As marcas deverão ser simples, lógicas e de fácil memorização, como as amostras da Figura 6 [15].

e de fácil memorização, como as amostras da Figura 6 [15]. Figura 6 – Marca da

Figura 6 – Marca da certificação ISA-SP100 [15].

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9.6.2. Suporte Técnico

Um importante propósito do ISA100 Wireless Compliance Institute é fornecer suporte técnico à comunidade industrial no que diz respeito ao entendimento e aplicação do conjunto de soluções ISA-SP100. Uma equipe de técnicos será incumbida de prover de forma independente uma fonte confiável de recomendações técnicas com relação aos padrões ISA-SP100 e à certificação. O suporte técnico será responsável, ainda, por realizar programas de treinamento através de tutoriais e cursos de curta e longa duração, voltados tanto para desenvolvedores quanto para usuários finais.

9.6.3. Certificação

O consórcio desenvolverá um programa de certificação que atestará se produtos e

sistemas estão rigidamente em conformidade com os padrões ISA-SP100.

9.7. APLICAÇÃO DA TECNOLOGIA

A ISA criou um grupo de trabalho para a criação dos padrões e normas de aplicação

desta tecnologia e foi dado o número de ISA SP 100 para o comitê de Wireless. Foram formados 4 grupos que estão divididos em equipes de projeto para auxiliar o usuários na aplicação desta tecnologia.

O primeiro projeto focalizará em desenvolver um relatório técnico educacional que cobre os conceitos dos princípios da transmissão de rádio, a física do rádio. Este relatório cobrirá uma comunicação livre do espaço de um transmissor e de um receptor sob circunstâncias ideais; os efeitos reais da propagação de sinais na terra, tais como objetos moventes ou uma comunicação múltipla em um trajeto; e como a

interferência afeta terceiros e como compartilhar do a faixa de sinal licença-livre com o outro.

O relatório técnico deve ajudar os usuários a compreender melhor as escolhas e as

alternativas comerciais para se fazer aplicações wireless em um ambiente industrial.

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Um segundo projeto é para desenvolver uma especificação das exigências de aplicação de wireless industrial por causa dos diferentes níveis de variação dos ambientes industriais, classificando as aplicações em fáceis até muito severas.

Um terceiro projeto é um relatório de questões cobrindo a interoperabilidade e como as redes de sensores podem trabalhar juntas num ambiente industrial.

Um quarto projeto será desenvolver um Guia de Usuário para ajudar os profissionais que produzem e utilizam as redes sem fio no ambiente Industrial.

A Figura 7 a seguir sumariza esquematicamente o objetivo da ISA SP 100 conversar com a maioria dos protocolos digitais usados na indústria.

com a maioria dos protocolos digitais usados na indústria. Figura 7 - ISA SP 100 busca

Figura 7 - ISA SP 100 busca comunicação com a maioria dos protocolos industriais

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10. CONCLUSÃO

Diante do que foi exposto, conclui-se claramente que apesar de a rede sem fio ainda

ter algumas características que podem não ser vantajosas em algumas situações

específicas, o futuro é sem dúvidas deste tipo de rede. Assim como os celulares, inicialmente com alto custo, revolucionaram os hábitos e costumes de nossa sociedade assim também será com as redes sem fio. O contínuo avanço tecnológico, trazendo redes e protocolos digitais cada vez mais robustos e seguros e equipamentos cada vez mais baratos, permitirão inevitavelmente a propagação deste tipo de rede nas áreas industriais.

O que se pode observar é que houve uma grande evolução nas redes wireless no médio prazo. Essa evolução possibilitou e alavancou o uso da tecnologia nas indústrias.

A norma ISA-SP100 definirá como tecnologias de comunicação sem fio podem ser empregadas adequadamente nos sistemas de automação, através de uma proposta

de padronização que equaciona as necessidades das aplicações industriais com as

tecnologias existentes. A ISA-SP100 surge para preencher a lacuna pela falta de uma padronização que sustente o usuário, por parte da comunidade industrial, dos benefícios trazidos pelas tecnologias de comunicação sem fio em suas plantas.

A norma ainda encontra-se em estágio de desenvolvimento, mas mostra-se

promissora, uma vez que conta com o apoio de diversas empresas da área de automação e está sob a liderança da ISA.

Essas empresas precisam apresentar, cada vez mais, capacitação local e ferramentas de testes e diagnósticos na área de telecomunicações wireless voltada para ambientes industriais, para com isso aproximar os usuários a esta nova tecnologia, diminuindo assim o medo que ainda existe na aplicação desta tecnologia.

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