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Professor: Rodrigo Luiz da Rocha

Horário da Aula: Sexta-feira, 13:30

Reflexão e Refração da Luz

A. D. Marcelino, G. Polezer, L. R. Machado Universidade Federal do Paraná

Centro Politécnico – Jd. das Américas – 81531-990 – Curitiba – PR – Brasil email: de.depetriz@gmail.com

Resumo. O experimento de reflexão e refração da luz tem por objetivos verificar o princípio de propagação retilínea da luz, determinar o índice de refração de uma lente de acrílico e determinar o ângulo limite para reflexão interna total. Essas metas são atingidas verificando-se as leis da reflexão de um feixe de luz por espelhos planos e espelhos cilíndricos e as leis da refração por uma lente óptica.

Palavras chave: reflexão, refração, espelhos, lentes

1 Introdução

Embora as ondas luminosas se espalhem ao se afastar de uma fonte, a hipótese de que a luz se propaga em linha reta constitui freqüentemente uma boa aproximação. Quando um raio de luz incide em uma

determinada superfície, parte da luz é refletida, formando um feixe que se propaga para a direção contrária. O resto da luz penetrará na superfície, originando o fenômeno da refração.

O fenômeno da reflexão segue a lei que

diz que o raio refletido está no plano de incidência do raio incidente e tem um ângulo Ɵr de reflexão igual ao ângulo Ɵi de

incidência, ou seja

Ɵ i = Ɵ r

(1)

Já o fenômeno da refração obedece a lei

conhecida como Lei de Snell, a qual diz que o raio refratado está no plano de incidência e tem um ângulo de refração Ɵ 2 que está relacionado ao ângulo de incidência Ɵ 1 através da equação

n 2 Sen Ɵ 2 = n 1 Sen Ɵ 1

(2)

onde n 1 e n 2 são constantes adimensionais denominadas índices de refração, que dependem do meio onde a luz está se propagando. Como o plano de incidência é composto pelo raio de incidência, o raio refletido, o raio refratado, a superfície que separa os meios e pela reta normal, a Lei de Snell gera algumas conseqüências. Se o raio de luz passar de um meio menos refringente, ou seja, com um índice de refração menor, para um meio mais

refringente, com um índice de refração maior,

o raio de aproxima da reta normal. Se o raio

passar de um meio mais refringente para um

meio manos refringente, o raio refratado se afasta da normal.

O raio que passa de um meio mais

refringente para um meio menos refringente se afasta da reta normal até alcançar o ângulo de 90˚, paralelo à superfície. Esse ângulo é atingido quando o raio incidente incide a um ângulo limite conhecido como ângulo crítico, e quando esse ângulo é superado, todo o feixe de luz incidente é refletido. Esse ângulo pode ser calculado a partir da equação 3.

sin

n menor

n

maior

(3)

Um exemplo de aplicação para o ângulo crítico é fibra ótica.

Deve se ressaltar também que, como um raio luminoso é uma onda progressiva de campos elétricos e magnéticos, existem determinados comprimentos de onda eletromagnética que podem ser visualizados em cores diferentes de acordo com a freqüência e, conseqüentemente, de acordo com seu comprimento de onda.

O espectro de ondas visíveis varia de

700nm a 40nm de acordo com a cor. A cor

vermelha possui a maior freqüência de oscilação no espectro visível. A cor anil possui

a menor freqüência.

O índice de refração n para a luz em

qualquer meio, exceto o vácuo, depende do comprimento de onda de acordo com o gráfico

1.

Gráfico 1 Com o aumento do comprimento de onda, o índice de refração decresce exponencialmente.

Gráfico 1 Com o aumento do comprimento de onda,

o índice de refração decresce

exponencialmente. Isso significa que quando um feixe luminoso é formado por raios de luz de diferentes comprimentos de onda o ângulo de refração é diferente para cada raio, gerando um espalhamento da luz durante o fenômeno da refração conhecido como dispersão cromática. Um exemplo da ocorrência desse

fenômeno é o arco-íris. Podemos relacionar n com a velocidade da luz no meio de acordo com a equação 4

 

c

n

(4)

 

v

onde c é a velocidade da luz no vácuo.

8

c 310 m / s

2 Procedimento Experimental

2.1 Reflexão em Espelhos Planos

O experimento é realizado sobre um banco óptico onde se posiciona uma fonte de luz, cujo feixe de luz atravessa um suporte

com fenda múltipla e fenda única, e atinge um

disco graduado posicionado de forma a ficar

inclinado. O feixe de luz é alinhado à reta “NORMAL” do disco (reta que passa pelo diâmetro do disco). Se necessário deve-se alinhar corretamente o filamento da lâmpada na fonte para que o feixe de luz fique alinhado perfeitamente.

Sobre o disco graduado coloca-se o espelho plano, alinhando a superfície deste de

modo que forme 90˚ com a reta “NORMAL”

do disco, ficando completamente alinhado à

outra

reta do disco, a “COMPONENT”. O

disco

é girado observando-se os ângulos de

incidência e reflexão, ou seja, os ângulos

formados com relação à reta “NORMAL”.

2.2 Reflexão em Espelhos Cilíndricos

O banco óptico deve ser mantido com seus componentes ajustados da mesma forma

que no experimento 2.1. A única alteração a ser feita será a retirada do espelho plano do disco graduado, onde será colocado o espelho cilíndrico. Primeiramente, deve-se alinhar a parte central da superfície convexa do espelho formando um ângulo de 90˚ com a reta “NORMAL” do disco graduado. Após o ajuste correto do espelho, o disco é girado e são observados os feixes de luz incidente e refletido, bem como os ângulos de cada feixe em relação à reta “NORMAL” do disco graduado. O espelho convexo deve ser posteriormente trocado pelo espelho côncavo, onde se repete o experimento medindo-se os ângulos de incidência e reflexão com relação à reta “NORMAL” do disco graduado.

2.3 Distância Focal de Espelhos Cilíndricos

Mantendo o posicionamento anterior do banco óptico, retira-se a fenda única do suporte para que se obtenha um feixe de luz divergente. Uma lente de raios paralelos (lente convergente) é colocada entre a fenda múltipa e a fonte, de modo que todos os feixes

resultantes fiquem paralelos à linha

“NORMAL” do disco graduado.

O espelho côncavo é colocado alinhado de

modo que a parte central forme um ângulo de

90˚ com a reta “NORMAL” do disco.

A distância focal do espelho é

determinada medindo-se a distância entre o

ponto central do espelho e o ponto que os raios refletidos se cruzam.

Para determinar a distância focal de um

espelho convexo a montagem do experimento

é a mesma, porém para marcar o ponto onde os

raios se cruzam é necessário se colocar uma folha de papel entre o espelho e o disco, marcar o vétice central do espelho e traçar os raios refletidos, para posteriormente traçar os prolongamentos dos raios e determinar a distância focal.

2.4 Refração e Lei de Snell

O banco óptico deve ser mantido com seus componentes ajustados da mesma forma que o experimento 2.1. A única alteração será

a colocação de uma lente cilíndrica de acrílico sobre o disco graduado. A superfície plana da lente deve ser alinhada com a reta “NORMAL” e o raio incidente deve atingir a superfície plana da lente.

Ao se girar o disco graduado deve-se

observar o que ocorre com o feixe de luz medindo-se os ângulos de incidência e

refração com relação à reta “NORMAL” do disco graduado.

O Seno dos ângulos deve ser calculado

após o recolhimento dos dados para

linearização do gráfico.

2.5 Reflexão Interna Total

O banco óptico deve ser mantido com

seus componentes ajustados da mesma forma que o experimento 2.1. A lente cilíndrica deve ser colocada sobre o disco graduado e o raio incidente deve atingir a superfície convexa da lente. Observa-se o comportamento dos ângulos de incidência e refração, de modo a se verificar se há refração e reflexão para todo feixe de luz que incide sobre a lente. O procedimento deve ser repetido para todos os ângulos de incidência possíveis. Deve se analisar a variação da intensidade da luz dos feixes refletido e refratado, anotando-se o ângulo de incidência, e verificando para que ângulo de incidência toda a luz é refletida. Para um ângulo de incidência próximo ao em que ocorre reflexão total, observa-se o

feixe refratado projetando sobre um anteparo “Viewing Screen”. Pode se visualizar a decomposição da luz branca e qual freqüência de raio sofre maior e menor desvio com relação à reta “NORMAL” do disco graduado.

3 Resultados e Discussão

3.1 Reflexão em Espelhos Planos

Os ângulos de incidência e reflexão são apresentados na tabela 1.

Ângulo de

Ângulo de reflexão (°)

incidência (°)

0± 0,5

0± 0,5

10 ± 0,5

10± 0,5

20± 0,5

20± 0,5

30± 0,5

30± 0,5

40± 0,5

40± 0,5

50± 0,5

50± 0,5

60± 0,5

60± 0,5

70± 0,5

70± 0,5

80± 0,5

80± 0,5

90± 0,5

-

Tabela 1 – Ângulos de incidência e reflexão.

Os ângulos de 90° foram desconsiderados

em todos os experimentos, pois o feixe luminoso passava em paralelo ao espelho, não sendo possível visualizar os ângulos de reflexão ou refração. Observou-se que o ângulo de incidência e de reflexão num espelho plano são iguais em

relação à uma reta normal comum. Como ambos os feixes de luz (incidente e refletido) podem ser visualizados sobre o plano do disco, infere-se que o plano de incidência coincide com o plano de reflexão.

3.2 Reflexão em Espelhos Esféricos

Os

ângulos

de

incidência

e reflexão

medidos

para

o

espelho

convexo

são

apresentados na tabela 2.

Ângulo de

Ângulo de reflexão (°)

incidência (°)

0± 0,5

0± 0,5

10

± 0,5

10± 1,5

20± 0,5

20± 2,0

30± 0,5

30± 2,0

40± 0,5

40± 2,0

50± 0,5

49± 2,0

60± 0,5

58± 2,5

70± 0,5

68± 4,0

80± 0,5

77± 5,0

90± 0,5

-

Tabela 2 – Ângulos de incidência e reflexão em espelho convexo.

Os

ângulos

de

incidência

e reflexão

medidos para

o

espelho

côncavo

são

apresentados na tabela 3.

Ângulo de

Ângulo de reflexão (°)

incidência (°)

0± 0,5

0± 0,5

10

± 0,5

10± 0,5

20± 0,5

20± 0,5

30± 0,5

30± 0,5

40± 0,5

40± 0,5

50± 0,5

50± 0,5

60± 0,5

59± 0,5

70± 0,5

71± 1,0

80± 0,5

80± 2,5

90± 0,5

-

Tabela 3 – Ângulos de incidência e reflexão em espelho côncavo.

Como a lei é referenciada a partir de uma reta normal local ao ponto de incidência do feixe no espelho, a lei da reflexão é válida também caso o feixe incidente estiver paralelo

ao eixo de simetria de um espelho cilíndrico,

mas não coincidente com este eixo.

3.3 Distância Focal de Espelhos Cilíndricos

A distância focal do espelho convexo medida foi de (5,9±0,05)cm. A distância focal do espelho côncavo medida foi de

(6,4±0,05)cm.

3.4 Refração e Lei de Snell

Os ângulos de incidência na lente de acrílico medidos são apresentados na tabela 4 com seus respectivos senos calculados para posterior construção de um gráfico linearizado.

Ângulo de

Seno do ângulo de incidência

incidência (°)

0± 0,5

0±0,0087

10± 0,5

0,173±0,0086

20± 0,5

0,342±0,0082

30± 0,5

0,5±0,0075

40± 0,5

0,642±0,0067

50± 0,5

0,766±0,0056

60± 0,5

0,866±0,0044

70± 0,5

0,939±0,0029

80± 0,5

0,985±0,0015

90± 0,5

-

Tabela 4 – ângulos de incidência e seus senos

Os ângulos de refração medidos são apresentados na tabela 5 com seus respectivos senos calculados.

Ângulo de refração (°)

Seno do ângulo de refração

0± 0,5

0

7± 0,5

0,122±0,0087

13,5± 0,5

0,242±0,0085

20± 0,5

0,342±0,0082

26± 0,5

0,438±0,0078

31± 0,5

0,515±0,0075

36± 0,5

0,536±0,0071

39± 0,5

0,575±0,0068

41,5± 0,5

0,607±0,0065

90± 0,5

-

Tabela 5 – ângulos de refração e respectivos senos

Para grandes ângulos de incidência, aproximadamente maiores que Ɵ inc =70°, o feixe de luz se apresenta desfocado por que a maior parte do raio incidente é refletida, tornando o raio refratado cada vz mais claro. Com os dados calculados construímos o gráfico 2 de SenƟ inc em função do SenƟ ref

2 de Sen Ɵ i n c em função do Sen Ɵ r e f Gráfico

Gráfico 2

O formato do gráfico é aproximadamente uma reta. Reajustando a equação 2 para

SenƟ inc em função do SenƟ ref seguinte relação:

sin

inc

 

 

1 sin

n

2

n

obtemos a

ref

(5)

Com os pontos obtidos podemos ajustar

uma reta pelo método dos mínimos quadrados.

A equação na forma Y= aX+ b obtida é a

seguinte:

Y= (1,62661±0,05557)X - (0,03112±0,02368)

(6)

onde Y é o seno do ângulo de incidência, X é o seno do ângulo de refração, b é o coeficiente linear da reta e a é o coeficiente angular da reta, que representa n 2 /n 1 na equação 5.

O gráfico 3 mostra a reta obtida.

/n 1 na equação 5. O gráfico 3 mostra a reta obtida. Comparando as igualando concluímos

Comparando

as

igualando

concluímos que

os

seus

Gráfico 3

equações

coeficientes

5

e

angulares,

e

6

n

1

n

2

1,62661

0,05557

Como n 1 é o índice de refração do ar, ou seja, é numericamente igual a 1, podemos calcular o índice de refração do material que compõe a lente usada no experimento, ou seja,

do acrílico. Chegamos ao seguinte valor:

n 2 = 1,62661±0,05557

Como a equação 5 não possui coeficiente linear, deduzimos que o valor encontrado b=0,05557 é o erro do experimento. Observando os dados nos extremos do gráfico 1, verificamos que o feixe luminoso não sofre desvio quando Ɵ inc =0°, ou seja, perpendicular à reta “NORMAL” do disco graduado nem quando Ɵ inc =90°, ou seja, paralelo à reta “NORMAL” do disco graduado.

3.5 Reflexão Interna Total

Os ângulos de refração observados foram

consistentes com a lei da reflexão, visto que são iguais aos ângulos de incidência. Porém se visualizou no experimento que não há reflexão para ângulos de incidência menores que 30°,

assim como o raio luminoso não refrata para ângulos de incidência maiores do que 42° (valores experimentais).

A reflexão do raio luminoso verificada

para ângulos de incidência acima de 30° é de

baixa intensidade, e o raio somente se torna forte quando o feixe luminoso deixa de refratar

e somente reflete, ou seja, para Ɵ inc ≥ 42°.

No momento em que Ɵ inc = 42° ocorre somente reflexão, mas pudemos visualizar o raio refratado e a decomposição da luz branca em um anteparo. Como a cor vermelha possui

a maior freqüência de oscilação do espectro

eletromagnético visível, ela sofre o menor desvio com relação à reta “NORMAL” do disco graduado. Os ângulos de desvio das duas cores medidos são Ɵ vermelho = 82° e Ɵ anil = 87°. Com estes valores podemos calcular o n do acrílico para as duas cores utilizando a equação 2, considerando n 1 como o índice de refração do ar igual a 1, e Ɵ inc = 42°. Para calcular n vermelho :

n vermelho sen 42° = n ar sen 82°

n vermelho = 1,4799 Para calcular n anil :

n anil sen 42° = n ar sen 87°

n anil = 1,4924 Para calcular a velocidade de propagação da onda (v) de cada feixe de luz utilizamos a equação 4 substituindo o valor de n para cada feixe de luz e o valor c, velocidade da luz no vácuo.

v

vermelho

c

=

6

202,7 10 m / s

 

n

vermelho

 

v anil

c

201,01 10

6

 

n

anil

Para calcular a velocidade de propagação da luz no acrílico utilizamos também a equação 4:

v

acrílico

c

=

n acrílico

6

184, 4310 m / s

Podemos verificar que

v

'

acrílico

v

vermelho

v

anil

201,855

10

6

 

2

m

/

s

Verifica-se uma diferença entre v’ acrílico e v acrílico de 9% devido a erros experimentais e a dificuldade de medir os ângulos de refração.

4 Conclusão

experimento de reflexão e

refração da luz verificamos a lei da reflexão e a lei de Snell, além de calcular o índice de refração do acrílico a partir do gráfico linearizado. Analisamos a dispersão da luz para os comprimentos de onda dos feixes vermelho e anil de luz. A partir do ângulo limite, comparamos a velocidade da luz no acrílico calculado tanto pelo gráfico quanto pela dispersão da luz.

Com

o

5 Referências

[1] HALLIDAY, D.; RESNICK., WALKER J. Fundamentos de Física. Volume 4. 8ª edição. [2] TIPLER P. A.; Física Para Cientistas e Engenheiros. Volume 2. 3ª edição. [3] LEPIENSKI, C. M.; RODBARD, M. G.; BERLEZE, S. L. M.; MERUVIA, M. S.; ROCHA, R. L. Apostila de Ensino da Disciplina de Física Experimental II. Laboratório de Ensino de Física da Universidade Federal do Paraná.

[4]http://www.mspc.eng.br/elemag/img01

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