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O OSCILADOR HARMÔNICO (Movimento de vibração)

Material elaborado pela Profa. Dra. Silvana Guilardi (Instituto de Química – UFU)

O oscilador harmônico simples é de grande importância porque é o protótipo de qualquer sistema que envolve oscilações. Por exemplo, é usado no estudo de:

- vibrações de átomos em moléculas diatômicas;

- propriedades térmicas e acústicas de sólidos que surgem das vibrações atômicas;

- propriedades magnéticas de sólidos que envolvem vibrações na orientação dos núcleos,

etc.

De forma genérica, o oscilador harmônico pode ser utilizado para descrever quase todos os sistemas nos quais um ente está executando pequenas vibrações em torno de um ponto de equilíbrio estável.

Uma partícula efetua um movimento harmônico quando sob a ação de uma força restauradora proporcional ao seu deslocamento:

F = - kx

(1)

onde k é a constante de força. Quanto mais rígida for a “mola” maior o valor de k. Como a força está relacionada com a energia potencial por F = -dV/dx, a força na equação (1) corresponde a uma energia potencial dada por

V(x) =

1

2

k

2

x

(2)

Esta expressão é a equação de uma parábola (Figura 1), e por isso a energia potencial característica de um oscilador harmônico é denominada “energia potencial parabólica”.

é denominada “energia potencial parabólica”. Figura 1- A energia potencial parabólica V= kx 2 /2 de

Figura 1- A energia potencial parabólica V= kx 2 /2 de um oscilador harmônico, onde x é o deslocamento em relação ao equilíbrio.

A Mecânica Clássica prevê que uma partícula de massa m sob influência da força restauradora linear exercida pelo potencial dado pela equação (2), deslocada de uma distância x de

1

sua posição de equilíbrio e então solta, vai oscilar em movimento harmônico simples em torno de sua posição de equilíbrio com freqüência dada por:

1 k 2  m
1
k
2
m

(3)

Classicamente, a energia total E da partícula é proporcional a x 2 , e pode ter QUALQUER valor, já que x é arbitrário.

O POSTULADO DE PLANCK prediz que a energia de uma partícula executando oscilações harmônicas simples pode tomar apenas um dos valores

E n

= nh

com n = 0,1,2,3,

(4)

QUAIS SÃO OS VALORES POSSÍVEIS DE ENERGIA, PREVISTOS PELA MECÂNICA QUÂNTICA DE SCHRODINGER, PARA ESTE IMPORTANTE POTENCIAL?

III.4.1- Autofunções e autovalores

O Hamiltoniano de um oscilador harmônico, cuja função potencial é dado pela equação (2),

é

^

H 

 2 2 m

2

2

m

d

2

2

1

2

dx

k

x

2

(5)

e a equação de Schrodinger independente do tempo é

2

d

2

1

2

m

dx

2

2

k

x

2

E

(6)

ou

Definindo

d

dx

2

2

2mE

2

2

mE

2

mk

2

x

2

e 2

a equação (7) pode ser reescrita como:

d

2

dx

2

 

2

2

x

0

0 (7)

mk

2

(9)

(8)

O método comum de resolução de equações diferenciais lineares e homogêneas como a equação (9) é o seguinte:

2

(1) achar a solução assintótica para valores muito grandes de

x .

Como E é um número finito, para qualquer valor de E é possível achar um valor de

x

tal

maiores que aquele, satisfaz-se    2 x 2 . Então a equação (9)

x

que para todos os valores de adquire a forma mais simples:

d 2

dx

2

 

2

2

x

(10)

a

qual admite soluções do tipo exponencial, e ax 2 em termos de uma constante a à determinar. Derivando a função admitida como solução e substituindo na equação (10) tem-se:

2 a e

2

ax

4

2

2

2

ax

a x e

2

2

x e

2

ax

Para a solução assintótica, o primeiro termo do membro da esquerda é desprezível:

e a solução é:

a

C e

1

/ 2

2

x

2

C e

2

O primeiro termo desta função tende a infinito para eliminado impondo C 1 = 0. Finalmente,

N e

/ 2

2

x (11)

é a solução assintótica correta.

/ 2

x

2

x



(2) introduzir na solução um polinômio em x.

, de maneira que deve ser

Para adaptar a função assintótica de modo que seja válida em todo o espaço (    x   ) postulamos uma nova função:

N

e

/ 2

2

x

f

(

x

)

(12)

onde

(9), obtêm-se:

f (x) é um polinômio em x do qual devemos determinar os coeficientes. Substituindo (12) em

f (x) – 2 x

f’ (x) + (-) f (x)

=

0

(13)

onde f’e f’’ são as derivadas primeira e segunda de

f (x) , respectivamente.

3

A equação (13) é exatamente análoga a uma equação bem conhecida em matemática, a EQUAÇÃO DE HERMITE, e as suas soluções são os POLINÔMIOS DE HERMITE.

Definindo novas variáveis em (13), ou seja:

y =  x f’(x) = 
y =
 x
f’(x) =

H’ (y)

 

H (y) = f(x)

e

f’’ (x) = H’’ (y)

obtém-se a equação diferencial dada por:

H’’ (y) – 2 y H’ (y) +

1

H (y) = 0

(14)

A equação (14) é análoga à EQUAÇÃO DE HERMITE, dada por:

H’’ (y) – 2 y H’ (y) + 2 v H (y) = 0

(15)

cuja solução são os POLINÔMIOS DE HERMITE, H V (y), dados pela fórmula de Rodrigue:

sendo v = 0, 1, 2, 3,

H V (y) = (-1) v

2

e y

d

v

dy

v

e

y

2

(16)

A Tabela 1 ilustra alguns polinômios de Hermite.

Tabela 1- Polinômios de Hermite H v (y)

v

H

v(y)

0

1

1

2y

2

4y 2 – 2

3

8y 3 – 12y

4

16y 4 – 48 y 2 +12

5

32

y 5 – 160 y 3 +120 y

6

64

y 6 – 480 y 4 +720 y 2 - 120

Os polinômios de Hermite H v (y) obedecem à fórmula de recorrência:

H v+1 = 2 y H v – 2 v H v-1

4

PORTANTO, a forma analítica das funções de onda (AUTOFUNÇÕES) é:

v

(

x

)

N H

v

v (

y

)

e

2

y

2

N H e

v

v

/ 2

x

2

sendo

y =

 x (17)
 x
(17)

Os níveis de energia (AUTOVALORES) do oscilador harmônico:

A condição para que as funções de onda dadas pela equação (17) sejam soluções aceitáveis é

que:

1

= 2v

sendo

v = 0,1,2,3,

(18)

Substituindo e dados pela equação (8), obtém-se a condição de quantização dos níveis de energia do oscilador harmônico. Os níveis de energia permitidos (AUTOVALORES) são:

E v = (v +

1

2 ) h

ou

E v = (v +

1

2 )

sendo

v = 0,1,2,3,

(19)

A freqüência

1 k 2 m
1
k
2
m

e

k m
k
m

pois = 2.

 

NORMALIZAÇÃO da função de onda do oscilador harmônico:

   * 1 * 1 2   dx    dy
*
1
*
1
2

dx

dy
N
H
v
v
v
v
v



1/ 2
N v
(20)
1/ 2
v
2
v !
onde v! = v (v-1)
(v-2)
1.
N v é diferente para cada valor de v.

Importante integral é:



H



v

'

H e

v

y

2

dy

=

=

0

1/2 2 v v!

se

se

v v

v = v

5

2

v

y

(21)

e

y

2

dy

=1

COMENTÁRIO: Os polinômios de Hermite são exemplo de uma classe de funções, a dos polinômios ORTOGONAIS. Estes polinômios têm ampla faixa de propriedades importantes que possibilitam a realização relativamente simples de muitos cálculos da mecânica quântica.

EXERCÍCIO PROPOSTO: Confirme, por integração direta, que 0 e 1 são funções ortogonais.

III.4.2- Diagrama de níveis de energia: a Energia de ponto zero

A quantização da energia do oscilador harmônico provém, como no caso da partícula na caixa, de impor as condições de contorno às soluções de uma equação diferencial. O número inteiro v é o número quântico que caracteriza o estado do sistema. Na equação (19), observe que aumenta com o aumento da constante de força e com a diminuição da massa. A separação entre dois níveis adjacentes é:

E v+1 – E v

= = h

(22)

que é constante para todos os valores de v. Os níveis de energia se escalonam uniformemente com o espaçamento (Figura 2). Esta separação de energia é desprezivelmente pequena no caso de corpos macroscópicos (com massas grandes), mas muito importante para os corpos com massas semelhantes às dos átomos. As transições entre níveis de energia de vibração vizinhos são estimuladas por fótons na região do INFRAVERMELHO, ou provoca a emissão destes fótons.

do INFRAVE RMELHO, ou provoca a emissão destes fótons. Figura 2- Os níveis de energia de

Figura 2- Os níveis de energia de um oscilador harmônico estão uniformemente espaçados de , com = (k/m) 1/2 . Mesmo no estado mais baixo, o oscilador tem energia maior que zero.

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A energia de ponto zero do oscilador harmônico é:

E o =

1

2

1

= 2

h

(23)

A existência da energia de ponto zero é exigida pelo princípio da incerteza. No ponto x = 0,

a energia potencial é zero e a energia cinética é igual à energia total E v . O momento linear é:

p x  

2m E v
2m
E
v

(24)

de maneira que se E v é zero, temos simultaneamente x = 0 e p x = 0, e também x = 0, p = 0, o que contradiz o princípio da incerteza.

Se compararmos os resultados de Schrodinger (equação 16) com o postulado de Planck (equação 4), vemos que a quantização de energia do oscilador harmônico simples, postulada por Planck, estava na verdade com um erro de uma constante aditiva h/2 a menos. Esta constante se cancela na maioria das aplicações do postulado de Planck, porque envolvem apenas diferenças entre dois valores de energia. No entanto, há grandezas observáveis que mostram que o postulado de Planck está errado, pois não faz a energia de ponto zero não nula.

III.4.3- Representação gráfica das funções de onda

A Figura 3 ilustra algumas funções de onda normalizadas e as distribuições de probabilidade

dos três primeiros estados do oscilador harmônico.

dos três primeiros estados do oscilador harmônico. Figura 3- (a) funções de onda normalizadas e (b)

Figura 3- (a) funções de onda normalizadas e (b) densidades de probabilidade dos três primeiros estados do oscilador harmônico.

Pode-se observar que a função de onda , e, conseqüentemente, a densidade de probabilidade 2 , não é zero nos pontos onde a energia total e a energia potencial se igualam. Nos pontos fora da curva de energia potencial, a energia potencial V da partícula é superior à energia total E (V E). Como E = T + V, a energia cinética deve ser negativa! A possibilidade da partícula se encontrar em pontos onde V E (que são proibidos pela física clássica) é um efeito puramente

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quântico e recebe o nome de EFEITO TÚNEL porque parece que a partícula penetra na barreira como por um túnel.

REFERÊNCIAS:

EISBERG, R. & RESNICK, R. Física Quântica: Átomos, Moléculas, Sólidos, Núcleos e Partículas. Trad. de Paulo Costa Ribeiro et al., 4 a ed., Campus, Rio de Janeiro, 1988.

ATKINS, P. W. Físico-Química. Trad. de Horácio Macedo.Vol. 2, 6ª ed., Livros Técnicos e Científicos S.A., Rio de Janeiro, 1999.

BEISER, A. Conceptos de Física Moderna. 2ª ed., McGraw-Hill, México, 1981.

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