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PAINEL 3 - Meio Ambiente e Obras Públicas

Presidente da Mesa: Wilson Rogério Wan Dall, Conselheiro do TCE SC

Secretário: João Luiz Gattringer, Diretor da Diretoria de Controle de Municípios do TCE-SC

Angelo Luiz Buratto, Diretor da Diretoria de Controle de Obras do TCE/SC

Debatedores : Artur Santos Dias de Oliveira, Professor da Universidade Federal do Rio Grande e Doutorando na Universidade Federal de Santa Catarina, na área de Gestão Ambiental Antonio Odilon Macedo, da PROSUL (Projetos, Supervisão e Planejamento Ltda.)

Relator:

Painelistas:

Márcio Soares da Rocha José Antônio De Angelis e Jorge Sérgio Moreira Cláudia Maria Duarte

P3 – T2. DESPOLUIÇÃO DE RIOS - PROCESSO DE FLOTAÇÃO NO LEITO NATURAL

José Antônio de Angelis - (painelista)

Engenheiro Civil pela Faculdade de Engenharia São Paulo – FESP. Especialização em Engenharia de Saneamento Básico – Faculdade de Saúde Pública – USP. Pós- Graduação em meio Ambiente e Sociedade- “ Latu Senso” – Fac. Sociologia São Paulo. Gerente de Departamento de Estudos, Projetos e Licenciamento Ambiental de Empreendimentos da Produção da Cia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – SABESP.

Jorge Sérgio Moreira - (painelista)

Engenheiro Mecânico pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e Engenheiro Econômico pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pós- graduado em Engenharia de Saúde Pública e Ambiental, pela Universidade de São Paulo. Atua profissionalmente como engenheiro na área de meio ambiente na SABESP/SP.

Antônio Marsiglia Netto

Engenheiro Industrial - Mecânico pela Faculdade de Engenharia – PUCSP – (1962). Vice-Presidente Metropolitano de Produção da Cia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – SABESP. João Carlos Gomes de Oliveira: Engenheiro Civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (1978). Especialista em Projetos de Engenharia Ambiental. Sócio-Diretor e Responsável Técnico da DT ENGENHARIA S/C Ltda. (1983 - ).

João Carlos Gomes de Oliveira

Engenheiro Civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (1978). Especialista em Projetos de Engenharia Ambiental. Sócio-Diretor e Responsável Técnico da DT ENGENHARIA S/C Ltda. (1983 - ).

Maria do Rosário Mota Pereira

Arquiteta Urbanista, Pós-Graduação em Engenharia de Saneamento Básico - Faculdade de Saúde Pública – USP – Especialista I – Departamento de Estudos, Projetos e Licenciamento Ambiental de Empreendimentos da Produção da Cia. de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – SABESP.

RESUMO

Como cerne das questões prioritárias para o Saneamento Ambiental encontra-se a necessidade de garantir a qualidade ambiental dos cursos d’água situados em áreas urbanas. Nessas áreas, as exigências por controle e melhoria da qualidade das águas extrapolam as demandas vinculadas ao abastecimento e ao saneamento urbano, para inserirem-se em objetivos relacionados à gestão do recurso hídrico disponível, imprescindível para uma infinidade de usos.

Dentro desse cenário, a SABESP - Companhia de Saneamento Básico, empresa de economia mista do Estado de São Paulo, tem como meta tornar-se a melhor empresa de saneamento ambiental no âmbito estadual, e identificou a solução para tratamento de cursos d’água como uma forma eficiente de garantir a qualidade das águas de corpos hídricos urbanos em áreas de drenagem onde os sistemas de esgotamento convencionais, ainda que necessários, não são suficientes em função do complexo controle da cargas clandestinas, difusas e residuais.

A constatação da necessidade de aplicação de tecnologias alternativas como

complemento dos sistemas de esgotamento convencionais, culminou com a implantação das unidades de tratamento da Praia da Enseada, no Guarujá; da Estação de Flotação e Remoção de Flutuantes do Parque da Aclimação; da Estação de Flotação e Remoção de Flutuantes do Parque do Ibirapuera; da Estação de Flotação e Remoção de Flutuantes do Córrego Guavirutuba; dentre outras em fase de projeto e execução.

O saneamento das grandes áreas urbanas brasileiras passa pela realização

de investimentos maciços em soluções convencionais de esgotamento sanitário,

o que quase sempre vincula-se à captação de financiamentos nacionais ou internacionais de complexa liberação.

Além de recursos financeiros elevados, a implantação ou ampliação de sistemas de esgotamentos convencionais requer prazos consideráveis. As complexas condicionantes financeiras e técnicas do processo refletem-se em resultados a longo prazo, o que impulsiona o setor a buscar tecnologias inovadoras que aliam baixos investimentos e custos operacionais a prazos curtos de implantação, e resultados perceptíveis rapidamente. A aplicação dessas novas tecnologias de tratamento aparecem como complemento, nunca como substitutivo, dos sistemas de esgotamentos convencionais.

Nesse sentido, o sistema FLOTFLUX ® que aplica seqüencialmente no fluxo

do curso d’água as técnicas de coagulação/floculação e flotação foi desenvolvido para a melhoria de corpos d’água localizados em áreas densamente urbanizadas que freqüentemente recebem cargas poluentes provenientes de esgoto doméstico, industrial, e poluição difusa. A solução incorpora como variável o regime hidráulico local, e é passível de implementação em condições ambientais variadas, e para o tratamento de diferentes vazões. Genericamente, as Estações de Flotação e Remoção de Flutuantes operam em 04 (quatro) etapas: (i) retenção de resíduos sólidos ; (ii) injeção de coagulantes e polímeros – floculação; (iii) microaeração da massa líquida – flotação; e (iv) remoção e transporte de lodo flotado. A aplicação do processo resulta em eficiência

significativa na redução de parâmetros como: os

apresentam reduções médias de 99,9%; o Fosfato, com reduções médias de 98%; e os Sólidos Suspensos Totais de 94%, refletindo-se em parâmetros mais perceptíveis de melhoria da qualidade como a cor e a turbidez, que chegam a apresentar índices com reduções superiores a 95% em relação ao afluente.

coliformes

fecais,

que

TRABALHO DEFINITIVO

PROPOSTA PARA MELHORIA DA QUALIDADE AMBIENTAL DE CURSOS D’ÁGUA URBANOS

O PROCESSO DE FLOTAÇÃO EM FLUXO E SUAS APLICAÇÕES NA ÁREA URBANA DE SÃO PAULO

RESUMO

Como cerne das questões prioritárias para o Saneamento Ambiental encontra-se a necessidade de garantir a qualidade ambiental dos cursos d’água situados em áreas urbanas. Nessas áreas, as exigências por controle e melhoria da qualidade das águas extrapolam as demandas vinculadas ao abastecimento e ao saneamento urbano para inserirem-se em objetivos relacionados à gestão do recurso hídrico disponível, imprescindível para uma infinidade de usos.

Dentro desse cenário, a SABESP, Companhia de Saneamento Básico, empresa de economia mista do Estado de São Paulo tem como meta tornar-se a melhor empresa de Saneamento Ambiental no âmbito Estadual, e identificou a solução para tratamento de cursos d’água como uma forma eficiente de garantir a qualidade das águas de corpos hídricos urbanos em áreas de drenagem onde os sistemas de esgotamento convencionais, ainda que necessários, não são suficientes em função do complexo controle da cargas clandestinas, difusas e residuais.

A constatação da necessidade de aplicação de tecnologias alternativas como complemento dos sistemas de esgotamento convencionais, culminou com a implantação das unidades de tratamento da Praia da Enseada, no Guarujá; da Estação de Flotação e Remoção de Flutuantes do Parque da Aclimação; da Estação de Flotação e Remoção de Flutuantes do Parque do Ibirapuera; da Estação de Flotação e Remoção de Flutuantes do Córrego Guavirutuba; dentre outras em fase de projeto e execução.

O saneamento das grandes áreas urbanas brasileiras passa pela realização de investimentos maciços em soluções convencionais de esgotamento sanitário,

o que quase sempre vincula-se à captação de financiamentos nacionais ou internacionais de complexa liberação.

Além de recursos financeiros elevados, a implantação ou ampliação de sistemas de esgotamentos convencionais requer prazos consideráveis. As complexas condicionantes financeiras e técnicas do processo refletem-se em resultados a longo prazo, o que impulsiona o setor a buscar tecnologias inovadoras que aliam baixos investimentos e custos operacionais a prazos curtos de implantação, e resultados perceptíveis rapidamente. A aplicação dessas novas tecnologias de tratamento aparecem como complemento, nunca como substitutivo, dos sistemas de esgotamentos convencionais.

Nesse sentido, o sistema FLOTFLUX® que aplica seqüencialmente no fluxo do curso d’água as técnicas de coagulação/floculação e flotação foi desenvolvido para a melhoria de corpos d’água localizados em áreas densamente urbanizadas que freqüentemente recebem cargas poluentes provenientes de esgoto doméstico, industrial, e poluição difusa A solução incorpora como variável o regime hidráulico local, e é passível de implementação em condições ambientais variadas, e para o tratamento de diferentes vazões. Genericamente, as Estações de Flotação e Remoção de Flutuantes operam em 04 (quatro) etapas: (i) retenção de resíduos sólidos ; (ii) injeção de coagulantes e polímeros – floculação; (iii) microaeração da massa líquida – flotação; e (iv) remoção e transporte de lodo flotado. A aplicação do processo resulta em eficiência significativa na redução de parâmetros como: os coliformes fecais, que apresentam reduções médias de 99,9%; o Fosfato, com reduções médias de 98%; e os Sólidos Suspensos Totais de 94%. Refletindo-se em parâmetros mais perceptíveis de melhoria da qualidade como a Cor e a Turbidez, que chegam a apresentar índices com reduções superiores a 95% em relação ao afluente.

INTRODUÇÃO

“ A água é necessária em todos os aspectos da vida. O objetivo geral é assegurar que se mantenha uma oferta adequada de água de boa qualidade para toda a população do planeta, ao mesmo tempo em que se preserva as funções hidrológicas e químicas dos ecossistemas, adaptando as atividades humanas aos limites da capacidade da natureza e combatendo os vetores de moléstias com a água.

Tecnologias inovadoras, inclusive o aperfeiçoamento de tecnologias nativas, são necessárias para aproveitar plenamente os recursos hídricos limitados e protegê-los da poluição.”

(UNITED NATIONS CONFERENCE ON AGENDA 21)

ENVIRONMENTAL DEVELOPMENT -

Nas últimas décadas

a

busca pelo

equacionamento

do

Saneamento

Ambiental nas áreas urbanas brasileira vem ocupando lugar de destaque no rol

dos grandes desafios do Poder Público. A intensidade com que os problemas relacionados às carências do setor se apresentam possui razão direta com o aumento da densidade populacional acompanhado, via de regra, por processos de expansão desordenada dos aglomerados urbanos.

Como cerne das questões prioritárias para o Saneamento Ambiental encontra-se, de forma inconteste, a necessidade de despoluir e/ou garantir a qualidade ambiental de grande parte dos cursos d’água situados em bacias

hidrográficas urbanizadas. É certo que, no cenário atual, nessas áreas de drenagem as exigências por controle e melhoria da qualidade das águas extrapolam as demandas diretamente vinculadas ao abastecimento e ao saneamento urbano para inserirem-se em objetivos de caráter mais abrangente relacionados à gestão do recurso hídrico disponível, imprescindível para uma infinidade de usos.

Dentro desse cenário, a SABESP, Companhia de Saneamento Básico, empresa de economia mista do Estado de São Paulo tem como meta tornar-se a melhor empresa de Saneamento Ambiental no âmbito Estadual, e identificou a solução para tratamento de cursos d’água como uma forma eficiente de garantir a qualidade das águas de corpos hídricos urbanos em áreas de drenagem onde os sistemas de esgotamento convencionais, ainda que necessários, não são suficientes em função do complexo controle da cargas clandestinas, difusas e residuais.

Dessa maneira, considerando-se responsável pela contribuição com soluções para melhorar a qualidade das águas e garantir as condições ambientais dos corpos hídricos urbanos, a SABESP investiu recursos para a aplicação da tecnologia de tratamento, concebida e desenvolvida pela DT ENGENHARIA, que tem como conceito básico a remoção de poluentes carreados para os cursos d’água através do lançamento de esgoto, doméstico e industrial, ou cargas difusas e residuais.

A constatação da necessidade de aplicação de tecnologias alternativas como complemento dos sistemas de esgotamento convencionais, culminou com a implantação das unidades de tratamento da Praia da Enseada, no Guarujá; da Estação de Flotação e Remoção de Flutuantes do Parque da Aclimação; da Estação de Flotação e Remoção de Flutuantes do Parque do Ibirapuera; da Estação de Flotação e Remoção de Flutuantes do Córrego Guavirutuba; dentre outras em fase de projeto e execução.

É fato que o saneamento das grandes áreas urbanas brasileiras passa, obrigatoriamente, pela realização de investimentos maciços em soluções convencionais de esgotamento sanitário, entendidas como a implantação e/ou ampliação de sistemas de coleta, afastamento e tratamento de esgoto, que quase sempre vinculam-se à captação de financiamentos nacionais ou internacionais de complexa liberação, e de alto custo.

Além da dificuldade de obtenção de recursos financeiros, a implantação ou ampliação dos sistema de esgotamento convencionais sempre requer prazos consideráveis. As complexas condicionantes financeiras e técnicas envolvidas nesse processo refletem-se na concretização de resultados somente a longo prazo, o que impulsiona o setor para a busca de tecnologias inovadoras que aliem baixos investimentos e custos operacionais a prazos de implantação relativamente curtos, e resultados perceptíveis rapidamente. Notadamente, a aplicação dessas novas tecnologias de tratamento aparecem como complemento, nunca como substitutivo, dos sistemas de esgotamento convencionais.

Nesse sentido, o sistema FLOTFLUX® que aplica seqüencialmente e em fluxo as técnicas de coagulação/floculação e flotação foi desenvolvido para a melhoria de corpos d’água localizados em áreas densamente urbanizadas que freqüentemente recebem cargas poluentes provenientes de esgoto doméstico, industrial, e poluição difusa.

Métodos de Tratamento de Águas Poluídas

Os métodos para tratamento de águas poluídas normalmente baseiam-se em fenômenos físicos, como o gradeamento, a aeração, a sedimentação ou decantação, a flutuação e a filtração; em fenômenos químicos, como a coagulação ou floculação, a oxidação, a cloração e a inertização; e/ou biológicos em que as bactérias funcionam como agentes , como os processos aeróbios, a filtração biológica, e a digestão anaeróbia.

para tratamento de águas poluídas

contemplam 03 (três) fases:

Genericamente,

os

sistemas

A segregação das substâncias contaminantes, tóxicas e inertes presentes,

provenientes de efluentes domésticos ou industriais;

O tratamento da água;

O tratamento do lodo.

A estruturação dos sistemas de tratamento pode se dar de várias formas,

conforme a capacidade de tratamento requerida. O incremento de custos, por sua vez, é diretamente proporcional ao nível de qualidade esperado para o efluente pós-tratamento, que poderá ser reutilizado ou lançado diretamente num corpo d’água receptor.

Em qualquer processo de tratamento de águas residuárias baseado na separação da fase sólida ocorre a formação de lodo, que poderá ser compactado, digerido, dessecado, incinerado, e/ou inertizado, e eventualmente, aplicado para uso agrícola ou ainda ser disposto em aterro sanitário

As características do lodo resultante do tratamento, assim como a qualidade do efluente líquido pós-tratamento, vinculam-se essencialmente à natureza das águas residuárias afluentes ao sistema e ao método de tratamento empregado.

O Tratamento por Flotação

A aplicação do processo de tratamento por flotação é tradicionalmente

recomendada nos casos em que os sólidos em suspensão presentes apresentam velocidade de decantação baixa, em função do baixo peso específico, como ocorre no efluente gerado por indústrias de papel e celulose e pelo setor petroquímico. A flotação é aplicada, também, nos processos de tratamento por lodo ativado, com o objetivo de adensar o lodo.

Água com microbolhas Floculação
Água com
microbolhas
Floculação

Agentes

floculantes

Flotação lodo
Flotação
lodo

Água clarificada

Efluente

floculantes Flotação lodo Água clarificada Efluente Deságue do lodo No processo de tratamento baseados no

Deságue do lodo

No processo de tratamento baseados no fenômeno de flotação, as substâncias não dissolvidas são sobrelevadas à superfície da massa líquida através de um impulso ascendente. Algumas substâncias suspensas no meio líquido possuem uma tendência natural de flotar, caso haja redução na velocidade do fluxo; a flotação de algumas substâncias, entretanto, só ocorre com aderência de microbolhas de ar nas partículas.

Para que ocorra o fenômeno de flotação através da aderência de microbolhas de ar nas partículas, é necessário reduzir a tensão superficial da água através da adição de substâncias aglomerantes, que geram espuma. Em alguns sistemas, a espuma é gerada antes da fase de flotação, através da injeção de agentes floculantes no efluente.

Com o objetivo de remover a espuma, a flotação poder ser efetuada através da introdução de ar difuso na massa líquida através do fundo do tanque de tratamento. Para remover sólidos e óleos o processo deve ser efetuado pela injeção de ar dissolvido, feita por equipamentos que promovem a saturação do ar na água clarificada e recirculada, introduzida no tanque de tratamento.

Comparativamente, em relação aos processos de tratamento baseados no fenômeno de decantação ou sedimentação, os processos por flotação apresentam as seguintes vantagens:

Maior concentração de sólidos no lodo gerado pelo processo;

Remoção de sólidos de menor granulometria, de difícil sedimentação;

Requer menores áreas e volumes para implantação do processo de tratamento;

Possui maiores taxas de aplicação superficial.

A Aplicação Direta do Sistema de Flotação por Ar Dissolvido em Cursos D’água.

Nas últimas décadas grande parte dos corpos d’água situados em bacias hidrográficas densamente urbanizadas vêm sofrendo os impactos negativos das ações antrópicas inerentes à expansão e ao adensamento populacional,

notadamente, através de descargas líquidas de efluentes domésticos, industriais, e poluição difusa

Genericamente, é possível observar que o grau de poluição dos corpos hídricos urbanos possui uma relação diretamente proporcional à quantidade de poluentes lançada; e inversamente proporcional à vazão do curso d’água.

O intenso lançamento de poluentes nos corpos d’água urbanos acarreta

transformações físico-químicas e biológicas que gradativamente prejudicam a qualidade das águas receptoras. A percepção da evolução do processo de

deterioração pode ser verificada através do aumento acentuado da turbidez, com conseqüente redução da transparência na coluna d’água e queda na produtividade primária, em função da baixa penetração de luz. O fenômeno

provoca uma diminuição drástica

hídrico, em virtude da queda significativa das concentrações de oxigênio e do incremento de matéria orgânica.

Uma forma de recuperar os corpos hídricos urbanos, cuja capacidade de autodepuração é comprometida pelo lançamento de cargas poluentes é a aplicação de tratamento físico-químico que permita a oxigenação precoce, com a eliminação da carga poluente afluente.

Dentro desse conceito, foi concebido o processo de flotação em fluxo, conhecido como processo FLOTFLUX®, que aplica diretamente nos cursos d’água, de forma seqüencial e em fluxo as técnicas de coagulação/floculação, flotação, e remoção do lodo por dragagem mecânica.

As primeiras aplicações da tecnologia de flotação em fluxo para a melhoria de curso d’água remontam ao início de 1998, na Praia da Enseada, no Município do Guarujá, em São Paulo onde foram selecionados dois canais de drenagem e instalados dois protótipos para atender à condição emergencial verificada durante a temporada de veraneio.

Os resultados obtidos com os protótipos da Praia da Enseada implicaram a decisão de extrapolar a aplicação da solução para alguns parques e reservas urbanas na Região Metropolitana de São Paulo que enfrentam problemas de poluição hídrica de equacionamento complexo, relacionados invariavelmente à recepção de cargas líquidas poluentes provenientes de áreas de drenagem externas ao seu perímetro.

na capacidade de autodepuração do corpo

O sistema de tratamento por flotação em fluxo aplicado diretamente em

cursos d’água

inusitada em escala mundial. Na aplicação do processo FLOTFLUX® tem sido verificada uma alta eficiência na remoção de poluentes, através da redução da concentração de substâncias como: coliformes fecais, que apresentam reduções médias de 99,9%; fósforo total, com reduções médias de 98% e, sólidos suspensos totais, de 94%. A redução dessas substâncias reflete-se em parâmetros visualmente perceptíveis de melhoria da qualidade como a Cor e a Turbidez, que chegam a apresentar reduções superiores a 90% em relação às águas que entram nas unidades de tratamento.

Outro importante indicador de melhoria da qualidade das águas observado com a aplicação do processo de flotação em fluxo é o incremento na concentração de oxigênio dissolvido (OD) no efluente pós-tratamento. Como regra geral, a concentração de OD em corpos hídricos é um indicador representativo do grau de poluição relacionado à quantidade de matéria orgânica

constitui tecnologia 100% nacional de aplicação inédita e

presente. Águas não poluídas possuem concentração mais elevada de OD, enquanto que baixas concentrações ou ausência de OD refletem a intensidade

dos processos aeróbios envolvidos na decomposição da elevada quantidade de

matéria orgânica presente na água

Dissolvido exigido como limite de qualidade de águas Classe II pela Resolução CONAMA 20/86 é de 5,00 mg/l.

Desde o início das aplicações do processo de flotação em fluxo, a oxigenação verificada no efluente pós-tratamento tem sido apontada como um dos grandes impactos positivos na qualidade das águas. O monitoramento da concentração de OD nas águas afluentes e efluentes à Estação de Flotação e

Remoção de Flutuantes do Parque da Aclimação feito pela SABESP entre janeiro

de 1999 e outubro desse mesmo ano, mostraram concentrações médias de OD

nas águas afluentes da ordem de 2,09 mg/l e nas águas efluentes pós- tratamento, de 5,88 mg/l.

Com instalações compactas e exigindo um volume reduzido de obras civis, o processo de tratamento por flotação e fluxo constitui solução ideal para o

equacionamento da despoluição e preservação da qualidade das águas de lagos urbanos como os existentes nos parques da Aclimação e Ibirapuera. O processo

de tratamento é inteiramente aplicado no corpo d’água, onde é efetuada

previamente a remoção de resíduos sólidos grosseiros através de sistemas de desarenação e gradeamento.

O início do processo de tratamento é configurado pela aplicação de agentes químicos coagulantes, tais como Sulfato de Alumínio ou Cloreto Férrico, que promovem a formação de pequenos flocos através da agregação dos sólidos suspensos, além de reações de adsorção e co-precipitação de espécies químicas dissolvidas presentes na água bruta. Posteriormente é inoculado na coluna d’água uma substância auxiliar de floculação ou um polímero que, através de trocas iônicas, age na formação de flocos maiores, que são mantidos em suspensão dentro da bacia de floculação, dotada de difusores de ar instalados no fundo.

Seqüencialmente ao processo de coagulação/floculação, efetua-se a injeção de mistura água-ar micropulverizado na massa líquida, através de equipamentos específicos, que promovem a FLOTAÇÃO ou sobrelevação dos flocos. Esse

fenômeno pode ser mais claramente entendido com a adesão das microbolhas de ar liberadas na massa líquida à superfície dos flocos, com conseqüente aumento

do empuxo e posterior ascensão dos coágulos, que constituirão uma massa de

consistência homogênea na superfície da água, viabilizando a remoção através de um equipamento de dragagem de superfície e a destinação adequada do lodo resultante no processo.

No processo de tratamento por flotação em fluxo, os reagentes coagulantes

e o ar dissolvido, possibilitam a

removendo os materiais particulados e os compostos insolúveis presentes. Em adição, ocorrem reações físico-químicas de precipitação de sais, por exemplo, fosfato de ferro ou alumínio e reações de adsorção de compostos orgânicos e metais pesados solúveis, presentes na fase dissolvida, aos sólidos suspensos. Com a formação de hidróxidos hidratados de ferro ou alumínio, dependendo do coagulante utilizado, há também a adsorção de compostos orgânicos e inorgânicos, inclusive os de metais pesados, existentes na fase líquida.

A concentração mínima para Oxigênio

separação da fase sólida da fase líquida,

Nos casos das Estações de Flotação e Remoção de Flutuantes dos parques da Aclimação e do Ibirapuera, o lodo resultante do tratamento tem sido lançado na própria rede coletora local e encaminhado para Estações de Tratamento de Esgoto.

Nesses dois casos, o volume relativamente pequeno de lodo gerado pelas EFRF’s, aproximadamente 0,49 m 3 /hora no Parque da Aclimação; e 1,03 m 3 /hora no Parque do Ibirapuera, não representam impactos adicionais aos sistemas coletores e de tratamento na RMSP.

Sinteticamente, é possível destacar três grandes vantagens do processo de tratamento em tela:

Constitui um tratamento compacto, envolvendo a necessidade de áreas relativamente restritas, volumes pequenos de obras civis e baixos custos de implantação;

Apresenta resultados a curto e médio prazo, com melhorias perceptíveis rapidamente nos ambientes aquáticos envolvidos;

Constitui tecnologias totalmente nacional.

Estudo de Caso: A Estação de Flotação e Remoção de Flutuantes do Parque do Ibirapuera, São Paulo.

A implantação da ESTAÇÃO DE FLOTAÇÃO E REMOÇÃO DE FLUTUANTES DO PARQUE DO IBIRAPUERA é o resultado de um Protocolo de Intenções

estabelecido, em maio de 1998, para despoluição dos lagos da Aclimação e do Ibirapuera entre a Prefeitura do Município de São Paulo, através da sua Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e a SABESP, Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. O protocolo entre os dois órgãos

qualidade das águas

em lagos urbanos constitui-se um problema constante, em face das diversas ”

fontes de poluição difusas existentes

Considerando). Além disso, constitui premissa do referido protocolo a aceitação mútua de que a adoção de tecnologias alternativas para a recuperação da qualidade da água com a implantação de instalações no próprio leito dos cursos d’água formadores dos lagos do Parque da Aclimação e Ibirapuera, contribuirá para a mitigação dos efeitos negativos causados pela poluição oriunda de cargas não interceptadas pelos sistemas de esgotamento ou de outras fontes difusas.

Como fruto desse esforço mútuo entre os Poderes Públicos Estadual e Municipal, a SABESP vem operando desde setembro de 1998, a ESTAÇÃO DE FLOTAÇÃO E REMOÇÃO DE FLUTUANTES DO PARQUE DO PARQUE DA ACLIMAÇÃO com capacidade para tratar até 50 l/s (cinqüenta litros por segundo), e desde outubro de 2000, a ESTAÇÃO DE FLOTAÇÃO E REMOÇÃO DE FLUTUANTES DO PARQUE DO IBIRAPUERA, com capacidade para tratar vazões de até 150 l/s (cento e cinqüenta litros por segundo).

Concebida para ser implantada no trecho inicial do Córrego do Sapateiro, a localização da Estação de Flotação e Remoção de Flutuantes do Parque do Ibirapuera atende às exigências estabelecidas pelo IPHAN, CONDEPHAAT, e COMPRESP, no que diz respeito à não interferência com o patrimônio paisagístico e arquitetônico representado pelo Parque do Ibirapuera, cuja concepção inclui grandes nomes da arquitetura nacional como o Arquiteto Oscar Niemeyer.

tem como premissa o entendimento comum de que a “

(Protocolo de Intenções item 1,

Atendidas as exigências formuladas pelos órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio e pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente do Município de São Paulo, a Estação de Flotação e Remoção de Flutuantes do Parque do Ibirapuera obteve a Licença Ambiental de Instalação n.º 24/DECONT – SVMA/99, em conformidade com a legislação vigente.

A unidade de tratamento do Parque do Ibirapuera foi implantada em um trecho de aproximadamente 92 m (noventa e dois metros) do Córrego do Sapateiro, e é composta pelos elementos característicos que compõem as estações baseadas na aplicação do processo de flotação por ar dissolvido em cursos d’água:

1. Caixa de Areia (em fase de instalação): localizada na entrada do

Córrego do Sapateiro no perímetro do Parque, antes do início do processo de

tratamento, a Caixa de Areia tem função de reter os sedimentos grosseiros carreados pela Córrego do Sapateiro, evitando assim que interfiram no processo de tratamento;

2. Sistema de Gradeamento para Retenção de Lixo: após a Caixa de

Areia e antes do início do tratamento a Estação ainda conta com um sistema de gradeamento composto por duas grades, fina e grossa, para reter resíduos sólidos carreados pelo Córrego, material composto por garrafas, pneus,

pedaços de madeira, etc

funcionamento automatizado , o material retido é lançado em uma calha e, posteriormente, em uma caçamba de lixo, removida periodicamente do local por um caminhão. As grades finas encontram-se em fase de instalação.

3. Comporta 1 (Injeção de Coagulante): a uma distância de

aproximadamente 4,5m do último conjunto de grades de retenção de lixo encontra-se a primeira comporta, marcado o início do processo de tratamento físico-químico das águas do Córrego do Sapateiro. A essa comporta estão ligadas tubulações que injetam substâncias coagulantes (Cloreto Férrico) no canal de tratamento, possibilitando o fenômeno de coágulo/floculação dos sólidos suspensos na coluna d’água. A partir desse ponto as partículas poluentes começam a formar flocos e inicia-se o processo de tratamento. Neste ponto é medida a vazão por uma Calha Parshall.

4. Injeção de Auxiliares de Coagulação (Polímeros): Aproximadamente

14m após a injeção do coagulante, são injetadas no canal substâncias auxiliares de coagulação (polímeros), através de uma tubulação transversal instalada no fundo, que possibilitam maior eficiência ao processo de coagulação/floculação.

As grades que compõem o sistema possuem

5. Injeção de mistura água/ar micropulverizada: após uma extensão

de aproximadamente 32 m (trinta e dois metros) da Comporta 1, é feita a injeção de mistura de água e ar micropulverizada que provoca a formação de microbolhas que se aglutinam nos flocos de poluentes formados por coagulação. A Flotação, processo provocado pela injeção da mistura de água e ar micropulverizada no canal de tratamento, propiciará a suspensão do material poluente para a superfície na forma de lodo, viabilizando a remoção através de equipamentos específicos.

6. Rodas de Dragagem: os dois conjuntos de dragas de palhetas ou

rodas de dragagem com pás rotativas foram instalados em pontos estratégicos do canal onde será captado o lodo flutuante na superfície da água.

7.

Bomba de Recalque de Lodo: o lodo captado pelos dois conjuntos de

dragas de palheta é captado por uma bomba e recalcado para a rede coletora local para posteriormente ser enviado para a Estação de Tratamento de Esgoto.

8. Comporta 2.: o final do tratamento é definido pela segunda

comporta instalada na extremidade final do canal, por onde escoam a água

tratada e isenta de poluentes para ser lançada nos lagos do Parque do Ibirapuera.

9. Equipamentos, Armazenamento e Dosagem de Produtos Químicos:

os equipamentos externos ao canal de tratamento e instalações para armazenamento e dosagem de produtos químicos da Estação de Flotação e Remoção de Flutuantes do Parque do Ibirapuera foram distribuídos em duas edificações construídas na margem do canal: Módulo de Equipamentos e Casa de Bombas.

Avaliação da Eficiência do Processo

Na aplicação do processo de flotação em fluxo, os indicadores de poluição da água são reduzidos, conforme resultados apresentados no quadro abaixo, cujas campanhas de amostragem foram realizadas pela CETESB, em janeiro de 2001 e pela SABESP, no período de setembro de 2000 a março 2001, na Estação do Córrego do Sapateiro, Parque do Ibirapuera, São Paulo.

Parâmetro determinado

Amostra

Amostra

Eficiência de

afluente

efluente

remoção

(água bruta)

(água tratada)

(%)

Turbidez (UNT) (2)

8,28

0,65

92,1

Oxigênio Dissolvido – OD (mg/L) (2)

1,9

5,8

-

Cor (UC) (1)

144

25

83,0

Sólidos totais em suspensão (mg/L) (2)

24,25

2,00

91,8

Óleos e graxas (mg/L) (1)

8,7

1,6

81,7

Demanda Bioquímica de Oxigênio – DBO (mg/L) (1)

9,0

2,0

78,0

Coliformes Fecais (NMP/100mL) (2)

1,0 x 10 7

6,2 x 10 4

99,4

Fósforo total (mgP/L) (2)

1,113

0,033

97,1

Obs.: (1) Determinações analíticas realizadas pela SABESP; (2) Determinações analíticas realizadas pela CETESB.

Em geral, a prática do processo de tratamento por flotação com ar dissolvido, tem mostrado redução dos indicadores de poluição das águas, nas faixas de valores, abaixo relacionados.

Parâmetro

Redução %

Cor

85,0 – 95,0

DBO

65,0 – 80,0

DQO

60,0 a 75,0

Fósforo Total

95,0 – 98,0

Sólidos Suspensos Totais

91,0 – 95,0

Turbidez

92,0 a 97,0

Coliformes Fecais

99,4 – 99,9

OD (imediatamente a jusante)

4,5 a 6,0 mg/L

A eficiência obtida no tratamento de águas poluídas, através da aplicação

do processo de flotação em fluxo, com relação à remoção de sólidos suspensos, bactérias do grupo coliformes, carga orgânica e nutrientes, especialmente o fósforo, nutriente limitante para a proliferação excessiva de algas, tem sido extremamente satisfatória.

Após a aplicação do processo de flotação em fluxo, o efluente pós- tratamento atinge níveis extremamente baixos de turbidez, da ordem de 0,5 a 1,0 UNT.

A segregação físico-química promovida no processo em tela remove-se

também, em parte, os compostos orgânicos e inorgânicos solúveis, através da adsorção aos hidróxidos hidratados de ferro ou alumínio, dependendo do coagulante aplicado, que são precipitados e agregados ao lodo formado.

Em geral a matéria orgânica presente em águas poluídas é, em grande parte, insolúvel, portanto, a redução das taxas de DBO, Demanda Bioquímica de Oxigênio será elevada.

A DBO solúvel é também em parte removida pela adsorção da matéria

orgânica dissolvida aos hidróxidos de ferro ou alumínio formados e pelos mecanismos de biodegradação, devido à introdução do oxigênio dissolvido no processo de tratamento.

Quanto à remoção de nutrientes, destaca-se que, das possíveis formas de nitrogênio presentes na água bruta, o nitrogênio orgânico é a mais prontamente removida, em função de estar associada com a matéria orgânica insolúvel. O fósforo, principal nutriente limitante em corpos d’água interiores, é significativamente removido no processo de tratamento por flotação com ar dissolvido.

reagentes

coagulantes, é importante, pois promoverá o aumento da eficiência de remoção do nitrogênio na forma amoniacal, além de outras substâncias dissolvidas. O nitrogênio amoniacal é uma das principais formas de nitrogênio dissolvido, presente em águas poluídas, em função da baixa concentração de oxigênio dissolvido observada.

A introdução de polímeros

aniônicos,

após

a

adição

dos

O nitrogênio na forma de nitrato pode ter a concentração aumentada, como

reflexo do incremento de oxigênio dissolvido no efluente pós-tratamento. A reação a seguir expressa os processos de nitrificação envolvidos em função da oxidação de espécies reduzidas de nitrogênio, neste caso a amônia:

NH+4 + 2O2

A redução superior a 95

Æ NO-3 + 2H+ + H2O

% da concentração de fósforo total é muito

significativa para a recuperação da qualidade das águas dos corpos hídricos, prevenindo e evitando a proliferação de algas.

Nas águas poluídas, o fósforo pode estar presente na forma dissolvida ou particulada. Com a aplicação do processo de tratamento por flotação, as formas dissolvidas são removidas pela adsorção aos hidróxidos de ferro e alumínio formados, os quais o fósforo tem alta afinidade, e pela precipitação de fosfato de ferro ou alumínio. A forma particulada é removida quando são formados os flocos de sólidos suspensos, pela aplicação dos coagulantes.

CONCLUSÃO

Ambientes aquáticos impactados acumulam uma carga significativa de matéria orgânica e nutrientes nos sedimentos de fundo, dentre os quais o fósforo, que pode estar sendo continuamente transferido para a coluna d’água, estimulando a proliferação de algas. Quando um ambiente nessas condições recebe água de melhor qualidade, ocorre a redução na concentração de nutrientes na coluna d’água. A água com baixas concentrações de fósforo promoverá a diluição da carga interna e a interrupção na circulação vertical desse elemento, com a mudança da hidrodinâmica no corpo hídrico.

Pela aplicação contínua do processo, o elevado grau de eutrofização do ambiente aquático impactado que recebe a água tratada deverá, gradualmente,

ser reduzido. A continuidade de oxigenação da vazão afluente reduzirá, também paulatinamente, eventuais zonas anóxicas na coluna d’água.

O nitrogênio na forma amoniacal, que não for removido pelo processo de tratamento, será continuamente oxidado a nitrito e, na seqüência, a nitrato. Estas reações químicas estarão ocorrendo em função da presença de oxigênio dissolvido na água tratada, que abastece o corpo d’água receptor.

Como tem sido verificado em grande parte das áreas densamente urbanizadas, a qualidade das águas em corpos hídricos urbanos constitui um problema constante, em face das diversas fontes de poluição difusas existentes de controle complexo. Nos casos da Aclimação e do Ibirapuera, a implantação do processo de flotação e fluxo deu-se pela conclusão de que o equacionamento da despoluição dos lagos dar-se-ia através da adoção da tecnologia alternativa aplicada nos cursos d’água formadores dos lagos , contribuindo para a mitigação dos efeitos negativos causados pela poluição oriunda de cargas não interceptadas pelos sistemas de esgotamento ou de outras fontes difusas.

Como solução de eficiência comprovada nesses dois importantes parques da Cidade de São Paulo, o tratamento por flotação em fluxo está sendo preconizado como solução para a recuperação de outros lagos urbanos como o Lago do Horto Florestal e o Lago do Parque Estadual do Jaraguá, ambos localizados na Região Metropolitana de São Paulo. A exemplo do que ocorre nos parques da Aclimação e do Ibirapuera, os lagos do Horto Florestal e do Parque Estadual do Jaraguá funcionam como corpos receptores de cargas orgânicas provenientes de esgotos domésticos produzidos nas respectivas áreas de drenagem e lançados, de forma irregular, nas galerias de águas pluviais que deságuam nos lagos, provocando a deterioração dos corpos hídricos com os conseqüentes impactos negativos aos ecossistemas locais.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. A Questão Ambiental Urbana: Cidade de São Paulo/Prefeitura do Município de São Paulo, Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente – São Paulo:

A Secretaria, 1993. 766 p.: il

2. SABESP – COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO –CONTRATO SABESP MC - 6.291/99 – DT ENGENHARIA S/C LTDA. – RELATÓRIO 02 –OUTUBRO 1999;

3. LOPES, MÁRCIA DE ARAÚJO BARBOSA NUNES ET AL, O PROCESSO DE FLOTAÇÃO EM FLUXO COMO ALTERNATIVA DE DESPOLUIÇÃO DE LAGO URBANO – CASO ACLIMAÇÃO NA CIDADE DE SÃO PAULO - 20.º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES-1999

4. BRANCO, S. M. Hidrobiologia Aplicada à Engenharia Sanitária, São Paulo, CETESB, ASCETESB, 1986.