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JORNAL DE GRANDE CIRCULAÇÃO NO SUL DO ONTÁRIO PORTUGUESE CANADIAN NEWSPAPER Terça -Feira, 02 de
JORNAL DE GRANDE CIRCULAÇÃO NO SUL DO ONTÁRIO
PORTUGUESE CANADIAN NEWSPAPER
Terça -Feira, 02 de Agosto 2011 | Ano II N.º59
www.pcnewsnetwork.com
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
Premier McGuinty
Mudou de nome
dá nova “saúde”
a profissionais de fora
Foi há
Este ano havia até a curiosidade de ver como tudo
marchava. E isto porque a mudança do nome
implicava essa mesma curiosidade. Mudou o
dias.
nome, sim
mas o resto ficou na mesma.
Premier
interessou-se
pelos que,
E a parada do (agora) Scotiabank Toronto
Caribbean Carnival, formalmente conhecida como
Caribana, foi maior do que nunca.
com cursos
de fora
andavam (e ainda andam) à deriva. É difícil para eles
mas
não de entusiasmo!
a vida do dia-a-dia. O Premier esteve, há dias, mais uma vez, a
dar-lhes ânimo. E a prometer-lhe uma nova forma de aprovei-
tamento
4 e 5
Filha de pioneiro
da emigração
é advogada da diáspora
A advogada Judite
Teodoro, duas
décadas a fazer
advocacia em Ponta
Bordalo Pinheiro
Delgada, está agora
simbolizou
por cá.
Julga poder
o “manguito”.
A CIP põe o dedo
nas feridas
9
Agora
estão os seus
sucessores a fazer o
mesmo mas para a
agência de Ratings
Moody´s. 18
ser útil na diáspora.
É filha de imigrante,
afinal. Talvez por
isso, acha
7
que pode ajudar.
Jovem promessa
do Canadá
Ontem,
foi
“Simcoe Day”
Ontem, primeira segunda-fei-
ra de Agosto, foi, entre nós,
Feriado Cívico. Mesmo não
sendo estatutário, é na Pro-
víncia em que vivemos Feria-
do. Em Toronto, por exemplo,
é chamado “Simcoe Day”.
John Graves Simcoe foi o
primeiro Governador do en-
tão chamado Upper Canada.
Fundou York (agora Toron-
to). E teve influência decisiva
no progresso da cidade. 21
É jovem de
17 anos.
Esteve na
Academia do
Belenenses.
Vai agora
para Lisboa.
O sonho está
bem vivo
11
à
conquista do sonho
EXCLUSIVO ABC
na Academia do Belenenses. Vai agora para Lisboa. O sonho está bem vivo 11 à conquista
2 . Nossa Gente 02 de Agosto 2011
2 . Nossa Gente
02 de Agosto 2011
Como decidir Pedro Jorge Costa Baptista pedrojorgeri@gmail.com a a O os ou e a e

Como decidir

Pedro Jorge Costa Baptista pedrojorgeri@gmail.com

a

a

O

os

ou

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e

da

por um péssimo planeamento urbano.

ATÉ PARA A SEMANA

por um péssimo planeamento urbano. ATÉ PARA A SEMANA Na semana passada fiquei de falar sobre

Na semana passada fiquei de falar sobre a construção, mas durante

semana, um leitor escreveu-me a pedir para comentar e falar sobre

construção de um aeroporto em terrenos vizinhos na cidade de Pickering, uma central nuclear (um reactor), onde se produz elec- tricidade.

Acontece que ao falar de um tema, posso falar dos dois, por isso vai ser exactamente o que vou fazer.

leitor explicou-me que o governo do Ontário quer avançar com

um projecto de grande investimento e de grande envergadura. Con-

siste em construir um aeroporto numa região onde existe um reac- tor nuclear. Tendo em conta o que aconteceu este ano no Japão é possível entender a pertinência da questão. O que posso firmar é que o Canadá é dos países que cumpre com mais rigor as regras e

artigos das convenções internacionais de energia atómica, sendo que os piores são a China e a Rússia. Em boa verdade a Rússia é

pior, mas apenas porque as suas centrais são antigas, algumas quase obsoletas, as da China são mais recentes, mas a China viola as re- gras todas, existem mesmo casos onde centrais e escolas são apenas separadas por escassos metros. Mas voltando ao Canadá, primeiro temos de saber se o aeroporto é destinado ao trafego internacional,

ao trafego local. Depois temos que aceitar que o Canadá está em

vias de se tornar uma verdadeira grande potência (algo que se pode falar mais tarde). Como consequência, temos que compreender que, eventualmente, vai ser necessário outro aeroporto internacional no Ontário. Depois temos que ver que em Outubro vamos ter eleições no Ontário, para a legislatura provincial. O actual governo desta nossa província e o seu partido, estão a desenvolver um projecto

programa de construção de centrais nucleares, por isso a minha

primeira sugestão é que os leitores falem com os vossos MPP e os candidatos a cada ward para saberem com o que podem contar. Agora temos que ver que as centrais nucleares, apesar das sérias consequências em caso de desastre, são para todos os efeitos a for- ma mais limpa de produzir energia. Claro que há de facto o in- cómodo dos resíduos, estes altamente tóxicos e perigosos, para os quais não há destino, pois como há de ser obvio em algum sitio eles terão de ficar, mas ninguém os quer. Por isso a discussão deve ser, política à parte – pois hoje poucos são os que sabem discuti-la, ou

oferecem a esta arte a dedicação intelectual e física que esta exige, o que temos pela frente é uma discussão. Precisará o Ontário de mais centrais? Agora devemos ter cuidado, pois este debate como muitos outros não são simples, todos querem progresso, todos querem evo- luir, mas a questão está; como fazê-lo? Que caminhos percorrer? Que decisões tomar? O que queremos? Tudo isto são questões que devemos ter na cabeça quando falamos. Em relação à questão que o leitor me colocou, pessoalmente, eu acho que devem haver melhores locais para construir um aeroporto. Pois estamos a juntar dois espaços enormes, onde o risco e a aten- ção devem ser máximos. Mas falando só de um facto, e factos são abertos a discussão por isso é que são factos, mas os factos exigem resposta e estas tendem

ser rígidas. Se neste caso falamos de um aeroporto internacional,

então é importante cuidar que um aeroporto irá sempre expandir-se

evoluir, por isso o espaço é um factor a considerar. Juntando a isto temos de cuidar que a cidade Pickering também pode crescer (a me-

nos que esteja limitada, por lei), como tal isso deve ser considerado, juntamente com o espaço que a central em si necessita. Doutra forma corremos o risco de ficar imersos uma confusão, cria-

forma corremos o risco de ficar imersos uma confusão, cria- Diga lá F.Cruz Gomes/Lara Ingrid *Venda

Diga lá

F.Cruz Gomes/Lara Ingrid

F.Cruz Gomes/Lara Ingrid
F.Cruz Gomes/Lara Ingrid
F.Cruz Gomes/Lara Ingrid
F.Cruz Gomes/Lara Ingrid

*Venda de bebidas alcoólicas

Não restam dúvidas. Anda por aí uma chinfrineira medonha. Há quem ache que as bebidas alcoólicas devem continuar a ter a sua venda nos estabelecimentos do Estado e há quem tenha a opinião contrária. Falam. Sobretudo, na necessidade de acabar com um monopólio. Entendem muitos que é cada vez mais necessário deixar ao cidadão a ideia de escolher como quer. Do outro lado da barricada, surge a ideia de que se deve deixar tudo como está. Com um controlo apertado. De forma que se possa evitar males, muitos males, na opinião de alguns, que adviriam se a venda de bebidas alcoólicas não tivesse a “barreira” que hoje têm.

alcoólicas não tivesse a “barreira” que hoje têm. MANUEL DA PONTE – Eu entendo – e

MANUEL DA PONTE – Eu entendo – e sempre entendi – que se tem de deixar ao cida- dão normal a possibilidade de ir buscar a sua bebida onde ele quiser. O comércio de esquina, ou qualquer outro estabeleci- mento comercial, deveriam po- der vender essas bebidas. Até porque, nos tempos que correm, não deveria haver monopólios de nenhuma espécie. O Gover- no deveria preocupar-se com temas como a Saúde e a Educa- ção, por exemplo.

MARIA ELVIRA NUNES (sem foto) – Acho que as coisas devem ficar como estão. É só ver o que pode acontecer se todos puderwem comprar a bebida alcoólica onde muito bem entenderem. Se já te-

mos problemas (incluindo de segu-

onde é que iríamos parar?

Não. Deixem estar tudo como está.

Sabemos o que temos

mos o que iríamos ter se as coisas

fossem diferentes.

e não sabe-

rança)

ter se as coisas fossem diferentes. e não sabe- rança) AIRES VIVEIROS – É um caso

AIRES VIVEIROS – É um caso que deveria ser estudado. Que me- rece mesmo um grande estudo. Como está actualmente, há mais

controlo. Se a venda se fizer noutro

não há controlo de nenhuma

espécie. O sistema das Uniões tam-

local

bém teria de ser alterado. Têm força

e isso nem sequer é bom.

Por mim, continuo a pensar que deve ficar como está. Mas, repito, é necessário um grande estudo sobre

o assunto.

demais

Clubes e Associações

Envie-nos a sua lista de eventos semanais

CASA DA MADEIRA COMMUNITY CENTRE - Sábado e do- mingo, 13 e 14 de Agosto, Festas da Nossa Senhora do Monte. Abertura do parquet, sábado, pelas 8h00. Romagem de ofertas pelas 17h00, novena às 19h00, seguida da procissão das velas, acompanhada pela Banda Filarmónica Lira Portuguesa de Brampton. Actuação dos Starlight, Décio Gonçalves e Cuban Dance Vibe. Domingo, Missa campal cantada, celebrada pelo Monsenhor Resendes, às 13h30. Segue-se a procissão e poste- rior espectáculo com os artistas já citados. Transporte disponí- vel. Contactos: 416-795-7553.

citados. Transporte disponí- vel. Contactos: 416-795-7553. CUSTÓDIO ANTÓNIO BARROS – Acho bem que se mude o

CUSTÓDIO ANTÓNIO BARROS – Acho bem que se

mude o sistema e que as pesso- as possam comprar as bebidas alcoólicas em qualquer lugar. Por que é que o Estado há-de ter (e manter) o monopólio? O povo também precisa de ser li- vre e ir comprar onde entender.

De resto, é o que se passa, por exemplo, no Quebeque. Mu-

dar

acho muito bem.

se passa, por exemplo, no Quebeque. Mu- dar acho muito bem. Carlos Santos Na manhã de

Carlos Santos

Na manhã de ontem, segun-

da-feira, faleceu em Lisboa Carlos Manuel Mendonça Santos, vítima de doença prolongada. A viver duran- te muitos anos em Toronto, designadamente como em- pregado da Tilden, Carlos Santos vivia, nos últimos tempos, nas Caldas Da Rai- nha. Era marido de Fátima Macedo Santos e pai de Paul

Santos, (casado com Ruth) , e de Sandra (Daniel). Era avô extremoso do primeiro

neto, Diogo, filho de Paul e Ruth. Carlos Santos sobreviveu à morte da mãe, Clotilde Santos, e viveu, nos últimos tempos, com o pai, Manuel, que se mantém nas Caldas

da

Rainha.

O

funeral realiza-se, hoje,

terça-feira, ficando o corpo

O funeral realiza-se, hoje, terça-feira, ficando o corpo num jazigo de família. À família enlutada, ABC

num jazigo de família. À família enlutada, ABC apresenta sentidas condo- lências, não esquecendo que o extinto era, desde a primei- ra hora, membro da família Cruz Gomes, fixando a ser fã

incondicional deste projecto

de Imprensa, como já tinha sido de outros.

Ficha técnica Propriedade: ABC Portuguese Canadian Newspaper Ltd Director: Fernando Cruz Gomes Conselho Empresarial:
Ficha técnica
Propriedade:
ABC Portuguese Canadian Newspaper Ltd
Director:
Fernando Cruz Gomes
Conselho Empresarial: Fernando Cruz Gomes, Presidente; Paulo
Fernando, Vice-Presidente; Carlo Miguel, Tesoureiro;
e Lara Ingrid, Secretária.
Redacção e Cronistas:
António Pedro Costa (Ponta Delgada), António dos Santos
Vicente, Carlo Miguel, Cristina Alves (Lisboa), Custódio António
Barros, Edgar Quinquino (Hamilton), Fernando Cruz Gomes,
Fernando Jorge, Guida Micael, Helder Freire (Lisboa), Humberto
Costa (Luanda), John Paz (Bradford), Lara Ingrid, Luis Esgáio,
Maria João Rafael (Lisboa), Pedro Jorge Costa Baptista,
Sérgio Alexandre, Sónia Catarina Micael.
Secretária de Redacção:
Lara Ingrid
Chefe Gráfico:
Sérgio Alexandre
Telefones:
416 995-9904 * 647 962-6568 * 416 828 6568.
E-mail: admin@abcpcn.com
director@abcpcn.com
advertising@abcpcn.com
725 College St. PO Box 31064 TORONTO ON M6G 1C0

CASA DO ALENTEJO COMMUNITY CENTRE - Domingo, 28 de Agosto, Cruzeiro no Lago Ontário a bordo do “Obeses- sion III”, com embarque às 18h00. Entretenimento pela canto- ra Michelle Tavares e serviço bufete.

CASA DOS AÇORES DO ONTÁRIO - Abertas as inscrições para a excursão a Fall River – Festas do Divino Espírito Santo, de 25 a 29 de Agosto. Informações ou reservas contactar a Casa ou Cidália Sousa, 289-997-8946.

CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS DE MISSISSAUGA – Sábados, 13 e 20 de Agosto, Baile de Verão com jantar e mú- sica. Conjunto Ritz (dia 13) e Silveira Band (20). A entrada é gratuita.

IGREJA DE SANTA INÊS - Sábado e Domingo, 6 e 7 de Agos- to, Festa do Senhor da Pedra. No sábado, Missa às 6 e 30 da tarde, seguida de actuações de Chris Medeiros, Kayla de Brito, Henrik Cipriano e arraial pela Banda Lira Nossa Senhora de Fátima de Santa Inês. No domingo, Missa solene, às 10h30. Procissão às 15h30. Actuações a partir das 5 da tarde do D.J. Midnight Illusion, Henrik Cipriano e a Banda Sagrado Cora- ção de Jesus de Santa Helena.

PARÓQUIA DE SANTA MARIA (Hamilton) - Sexta-feira, sá-

bado e domingo, 5, 6 e 7 de Agosto, Festas em Honra de Nossa Senhora dos Anjos. Sexta-feira, Abertura, com actuação do DJ John. Sábado, Missa às 6 horas da tarde, seguida de concerto da Banda Portuguesa de Hamilton. No domingo, Missa Solene

à 1 hora da tarde e procissão às 2 e 30. Actuações do DJ John

e das Bandas Brampton e Hamilton e Santo Cristo de Toronto. Sorteio às 10 da noite.

às 2 e 30. Actuações do DJ John e das Bandas Brampton e Hamilton e Santo
02 de Agosto 2011 Material Editorial . 3
02
de Agosto 2011
Material Editorial . 3

Se não vejamos… Fácil e difícil

EDITORIAL

 

“Colonização” do velho Portugal

Ora, manda a verdade que se diga que, de há tempos a esta parte, há muitas outras formas de “colonizar” o velho Portugal. O acor- do ortográfico é apenas um caso. E nem muito duro para o velho Portugal. Na parte económica, sim, há, de facto, casos e mais casos que fazem de Portugal um simples “peão” de um xadrez que muitos jogam a seu belo prazer. Sem cuidarem da História.

conhecidos – dá para entender que esta “colonização” está em curso. Uma “colonização” agreste e sem defesa. Que manda às malvas outros conceitos de Pátria, de honra e, sobretudo, de His- tória.

Não sei, é cedo para o saber, o que vai acontecer com o chamado Acordo Ortográfico. Que altera algo da nossa Língua. Que dá mais acutilância ao facto de sermos um mundo global onde quem

mais gente tem

mais influência parece ter até nesta coisa sim-

O

pior de tudo é que os sucessivos Governos que Portugal vai

ples que é a feitura (neste caso a reformulação) de uma Língua. Dizem-nos, assim, que Portugal vergou a cabeça ao Brasil, que é, afinal, onde há mais falantes. Que nos pômos de cócoras perante os outros Países que têm o Português como Língua Oficial. Talvez por isso, há já por aí – na Internet das nossas angústias – notas e mais notas a lutar para que não entre em vigor o tal acor- do. Notas que já têm muitas assinaturas, para serem presentes a quem de direito. E que abordam o caso “pela rama”, sem cuidar de saber de que lado está a razão, se é que razão pode haver neste género de debate que ninguém se preocupa em pôr verdadeira- mente em prática.

Não há muito, era o próprio Timor Leste – o Timor Leste maneiri- nho e sem grandes possibilidades – que prometia comprar a dívida soberana de Portugal. Logo a seguir, Brasil, por um lado, e Angola, por outro, diziam o mesmo.

parecem achar tudo isto normal. O primado do dinheiro

vai cumprindo a sua função. Vai fazendo estiolar, aos poucos, o conceito de Pátria. E mesmo que continuemos todos a dizer que Portugal é dos Países mais antigos da Europa, que demos novos mundos ao mundo, como dizia o Poeta, a verdade é que não esta- mos a defender esse conceito. Bem ao contrário, estamos a ficar

tendo

Ùltimamente, a propósito da privatização de vários organismos pú- blicos – sobretudo bancos, mas não só – vimos, de novo, vários países ditos lusófonos a tentarem entrar em Portugal pela via do dinheiro. E mesmo não dando exemplos – eles são sobejamente

mercê do tal “deus” dinheiro que joga a seu belo prazer com conceitos que julgávamos imutáveis.

à

O

acordo ortográfico, neste caso, nem é, portanto, a mais impor-

tante escada para se entrar no Portugal

que amamos.-CG

Helder Freire

Jornalista(Lisboa)

Portugal que amamos.-CG Helder Freire Jornalista(Lisboa) O Alfa e o Ómega do programa do PSD, conforme

O Alfa e o Ómega do programa do PSD, conforme mui-

tos estarão recordados, foi a profissão de fé no não au- mento de impostos. Pois foi a primeira coisa que o governo fez, quando Passos Coelho chegou ao poder. Lá se foi o subsídio de natal, a isenção do pagamento de portagens na ponte so- bre o Tejo no mês de Agosto, a redução nas deduções fiscais em sede de IRS, a subida do preço da gasolina,

mais o que por aí se anuncia, como os transportes, a elec- tricidade, o gás, etc. Em contrapartida, o governo continua a prometer que vai cortar na despesa, mas, para além de algumas medi- das de fachada, como a extinção dos governadores civis,

as viagens de avião em classe económica, o fim dos car-

tões de crédito para governantes e dos carros oficiais aos fins-de-semana ou a abolição da gravata no Ministério da Agricultura para poupar no ar condicionado, nada de substancial ainda se viu. Sabe-se que a coisa não é fácil e que não basta extin- guir uns quantos institutos e fundações, se não for dado destino aos funcionários que por lá pululam. Não basta extinguir os conselhos de administração, acabar com as mordomias escandalosas, quando o grosso da despesa está nos salários.

É um trabalho que não pode ser levado a cabo sem dor.

Se não, vejamos: sabe-se hoje que existem 408 empre- sas municipais, com os respectivos conselhos de admi-

nistração, gabinetes, secretárias, motoristas, automóveis, cartões de crédito, pessoal administrativo, instalações, etc. Que fazer a esta gente toda? Despede-se? Integra-se nas autarquias? Mas então, a diminuição da despesa é irrisória. É preciso muita imaginação, muita coragem e sangue frio. Mas, se não for com este governo, que é maioritário, nunca mais se concretiza a «limpeza» que é preciso fazer no país. Estas empresas municipais, criadas ao longo dos úl- timos anos, mais não serviram do que para as Câmaras

se poderem endividar e assim, contornarem as directivas

do governo sobre o limite de endividamento das autar- quias e regiões autónomas. São exactamente estas em-

presas, no seu conjunto, que devem ao mercado – leia-se

às empresas fornecedoras – qualquer coisa como 50 mil

milhões de euros.

Mas há exemplos por todo o lado. Sabe-se agora que os administradores dos estaleiros de Viana do Castelo, que

está em situação difícil a ponto de querer despedir cen- tenas de trabalhadores, ganham mil euros por dia, que

a administração da empresa Frente Tejo, que nunca fez

nada de visível, auferia 4oo mil euros por ano, que o antigo Presidente Jorge Sampaio recebe da cidade de Guimarães, que vai ser capital da cultura, qualquer coisa como 14.300 euros por mês, mais carro, etc, a que se deve acrescentar uma verba extra de 500 euros por cada reunião em que participe.

E só não se vai mais longe, porque o espaço é pouco.

Mas é por estas e por outras que o povo, de boca aberta, espera ansiosamente que o governo faça o difícil, que é acabar com esta pouca vergonha.

O fácil, é fácil de fazer. Os aumentos de impostos e de

preços sobre o «Zé», já cá cantam. Façam agora o favor de fazer o difícil.

Matemática: Lixo ou Luxo

Tornou-se lugar comum ouvir falar dos maus resultados dos alunos portugueses em Matemática, mas quando represen- tam o país em competições internacionais colocam Portugal entre os mais desenvolvidos, tal não são os bons resultados conquistados. Particularmente nos últimos anos, os alunos portugueses não retornam dessas competições sem medalhas ou menções honrosas, feitos que não têm correspondência ao nível do en- sino e à matemática em geral em Portugal, apesar de haver no país alguns matemáticos com reconhecimento internacional.

Prova deste empenho é que um fim de semana em cada mês,

e por vezes até dois, vários alunos deslocam-se a Coimbra,

oriundos de diversos pontos do país, para participar em ses- sões de matemática, de manhã à noite. Pedem estágios adi- cionais, desafiam-se uns aos outros com problemas nas redes sociais e querem mesmo aprender muito para além do que faz parte das competições. Por vezes até aparecem alunos excepcionalmente dotados e que são tão bons, tão bons, que

é preciso alguma preparação da parte dos docentes, porque chegam a encontrar teoremas que desconheciam.

Estes alunos são cada vez mais exigentes com eles mesmos

e com o seu desempenho e estou a referir-me a grandes ta-

lentos com idades mais baixas, desde o 8.º ou 9.º ano, e com nível equivalente ao de colegas do 12.º ano.

Cristina Alves jornalista (Lisboa)
Cristina Alves
jornalista (Lisboa)

Um desses casos é o de Miguel Santos, estudante em Alcane- na, que aos 16 anos, e a frequentar o 10.º ano, participou pelo segundo ano consecutivo nas Olimpíadas Internacionais de Matemática em Amesterdão e conquistou uma medalha de ouro, feito nunca antes atingido por nenhum aluno portu- guês. Já em 2010 este aluno tinha regressado desta compe- tição com uma menção honrosa, ele que há dois anos arre- batara o “ouro” das Olimpíadas Portuguesas de Matemática.

Tudo isto vindo de um país no qual as notas dos exames de Matemática do 12º ano desceram este ano muito, tendo mesmo a média sido negativa (9,2 numa escala de 0 a 20).

É caso para questionar se o problema está nos alunos ou em quem faz os exames. Sinceramente, espero que o nível geral no país também se altere e que o exemplo destes alunos contribua para inspirar alunos e, até quem sabe, professores.

Ver o atum passar ao largo

Os nossos pescadores acabam de atingir a quota fixada para captu- rar atum patudo, existente no mar da região, ficando assim impe- didos de continuar a pescar esta espécie, situação que irá em muito prejudicar os rendimentos do sector.

Ainda no passado dia 15 de Dezembro, apenas passados que estão sete meses, o Governo Regional dos Açores congratulou-se publi- camente com a decisão da aprovação pela Comissão Europeia do regulamento das quotas de pesca das espécies pelágicas para 2011 com interesse para a Região.

António Pedro Costa Deputado Regional dos Açores

Região. António Pedro Costa Deputado Regional dos Açores Recorde-se que a quota para o atum patudo

Recorde-se que a quota para o atum patudo havia sido anunciada e fixada em 5.050 toneladas, a do voador norte em 2.530 toneladas

e a quota do espadarte foi fixada em 1.480 toneladas. O Governo bateu palmas na altura, até porque a Comissão Europeia tomara

a decisão de manter sem quota a espécie bonito, que é de grande importância para os Açores.

O Governo Regional dos Açores, para além de se congratular com

a decisão comunitária, considerou que o regulamento adoptado iria

permitir aos pescadores açorianos a manutenção do esforço de pes- ca da Região para estas espécies ao mesmo nível do que fizeram em 2010.

No entanto, a semana passada a notícia caiu como um balde de água fria, junto do sector pesqueiro e na intenção de tentar atenuar e refrear as reacções negativas, foi noticiado que o Governo Regional estava já a negociar uma solução com as autoridades espanholas.

Entretanto, foi dado instruções para que toda a frota de atuneiros voltasse aos portos da Região para descarregar o patudo que captu- raram, tendo em vista o cumprimento estipulado pela União Euro- peia na fixação da quota para esta espécie de atum.

Não conheço a resposta, mas uma pergunta legítima fica a pairar

no ar: será que o Governo Regional levou a cabo uma boa negocia-

ção, aquando do debate para a fixação de quotas para a pesca das espécies pelágicas com interesse para a Região para o ano de 2011?

A justificação governamental foi de que os atuneiros açorianos cap-

turaram este ano maiores quantidades de atum patudo, porque esta espécie apareceu este ano em maior quantidade no mar dos Açores, pelo que deverão ser agora obrigados a optar por outras espécies, como será o caso do atum voador e do bonito, espécies estas que são migratórias e que começam a aparecer nesta altura do ano nas águas da nossa Região.

Para ultrapassar o problema do limite da quota de atum patudo,

o Governo Regional está a aguardar uma resposta da Espanha ao

pedido feito para que os pescadores espanhóis queiram trocar parte

da quota que ainda dispõem para a pesca de patudo, pela quota

idêntica de atum voador ainda disponível nos Açores.

Se assim não for, passaremos a ver passar navios e o patudo, sem

que a nossa frágil frota o possa capturar.

4 . Comunidades 02 de Agosto 2011
4 . Comunidades
02 de Agosto 2011

Melhor acesso para profissionais recém-chegados

Melhor aproveitamento da

i o n a i s recém-chegados Melhor aproveitamento da Interessado no trabalho de quem está
i o n a i s recém-chegados Melhor aproveitamento da Interessado no trabalho de quem está

Interessado

no trabalho

de quem está

a

o

preparar

futuro

da Interessado no trabalho de quem está a o preparar futuro Sempre acompanhado pelo ministro da

Sempre acompanhado pelo ministro da Cidadania

futuro Sempre acompanhado pelo ministro da Cidadania Dalton McGuinty a falar A luta já não é

Dalton McGuinty a falar

A luta já não é de hoje. Bem ao contrário, de há muito, elementos

ligados ao Governo Provincial e a Agências de serviços têm vindo a pugnar por dar aos imigrantes recém-chegados melhores oportuni- dades de entrar no mercado do trabalho com os cursos que trazem dos seus próprios países de origem. E segundo Dalton McGuinty, primeiro-ministro provincial, é possível (e desejável) que os imi- grantes recém chegados ao Ontário tenham, de facto, mais opor- tunidades de exercer as suas profissões, através das habilitações e formação obtidas nos seus países de origem.

Tratam-se, segundo anunciou, de medidas vocacionadas especial- mente para os profissionais com formação superior e que, na sua grande maioria, ao emigrarem para o Canadá se vêm confrontados com obstáculos que lhes dificultam a entrada no mercado de trab- alho dentro do ramo para o qual se formaram.

Na quarta-feira, mais um empurrão foi dado, no que toca ao

aproveitamento da mão-de-obra treinada fora do País. E a verdade

é que se tentou trazer a primeiro plano tudo quanto diz respeito

a este mesmo aproveitamento. Mais dinheiro e mais flexibilidade,

por parte do Governo Federal, também foram pedidos. Dalton Mc- Guinty esteve em conferência de Imprensa que teve lugar no AC- CES Employment Services, no 489 College Street, uma instituição que tem vindo a prestar apoio a quem procura emprego. Dalton McGuinty mostrou-se, de resto, confiante que em breve haja mais facilidades para absorver essa mão de obra.

Treino e Imigração em primeiro plano

E mesmo que outros temas viessem a terreiro – como acontece sem-

pre, nestre género de conferências de Imprensa – a verdade é que treino e imigração estiveram em primeiro plano. Com o premier a dialogar com muitos dos estudantes que estavam por ali e com o

ministro da Cidadania e Imigração, Eric Hoskins, a dar o seu ponto

de vista.

A acompanhar o dia-a-dia das comunidades
A acompanhar
o dia-a-dia das comunidades
02 de Agosto 2011 A semana . 5
02
de Agosto 2011
A semana . 5

mão-de-obra treinada no exterior

*Premier pede a Otava o mesmo tratamento já dado a outras Províncias

é evidente que o Governo Provin-

cial vai insistindo, designadamente com Otava. Quer, no fundo, o mesmo que outras Provincias já têm.

E quando se fala em dinheiro

que há exemplos, muitos exemplos, de pessoas

bem treinadas, lá fora, que estão agora a engrandecer a Província e

a

E a verdade é

sua Economia.

De

dos temas abordados tem a ver com dinheiro. Com dinheiro que nem sempre há. Para já, o Ontario está a aumentar esforços para ajudar recém- chegados, treinados noutros países, a entrarem rápido nas pro- fissões que tinham nos seus países de origam.

resto, toda a conferência teve laivos de cariz financeiro. Muitos

Medidas que vão ser implementadas

Para melhorar o acesso justo ao mercado de trabalho e profissões,

o

entidades governamentais e de regularidade profissional e outros parceiros para, designadamente, avaliar quaisquer regulamentos propostos antes de serem aprovados para ajudar a maximizar opor- tunidades, por exemplo, aos médicos profissionais treinados inter- nacionalmente.

Comissário de Justiça de Ontário trabalhará em conjunto com

Nesta como noutras profissões, a província está a expandir os pro- gramas de base comunitária para formandos internacionais, auxil- iando-os a exercerem suas funções mais rapidamente para ganha- rem a vida e entrarem no mercado do trabalho.

O Ontário está também demandando que o governo federal dê

maior poder à província para ajudar os recém-chegados a con- tribuem para a nossa economia em ascensão.

Mais recursos e maior poder estão sendo oferecidos às províncias

de Quebec, Manitoba e British Columbia para ajudarem os recém-

chegados a se estabelecerem, obterem treino e a serem bem-su- cedidos em suas regiões. A província de Ontário deseja o mesmo tratamento para ajudar os novos canadianos na sua integração, no trabalho ou nos seus próprios empreendimentos.

Um Ontario sólido e vibrante

“A nossa diversidade é a força que ajuda Ontário a competir glo- balmente. Os recém-chegados terão melhor acesso às suas áreas de atuação com estas mudanças. Também precisamos de um acordo justo com o Governo Federal para que os recém-chegados possam ser bem-sucedidos e apoiarem um Ontário sólido, vibrante e di- verso”, lembrou o Premier do Ontario.

“É hora de reconhecermos a experiência internacional como um

importante património. Estamos a tomar providências para ajudar recém-chegados talentosos a encontrarem trabalho nas suas áreas

e fortalecerem nossa economia. O crescimento económico do On-

tário depende das habilidades e talentos de todos os indivíduos, e nós precisamos que os moradores de Ontário ofereçam o que têm

de melhor, em funções que se equiparem às suas qualificações”,

como disse, na oportunidade, o ministro da Cidadania e Imigração, Dr. Eric Hoskins.

Muito destacada foi também a presença da Comissária da Equi- dade da província do Ontário, Jean Augustine, sobre a qual recai a responsabilidade de supervisionar a aplicação das novas medidas.

Números bem significativos

Na oportunidade, foi lembrado que, desde 2003, o Ontário tem in- vestido em mais de 220 programas de acesso a treino para mais de 100 profissões e mão de obra especializada para ajudar mais

de 42.000 recém-chegados a encontrar trabalho de acordo com sua

formação e experiência. De resto, o Ontário acolhe mais imigrantes

do que qualquer outra província — mais do que todas as províncias

ocidentais e do Atlântico e todos os territórios combinados. Foi dito, na altura, que a Conference Board of Canada estima que a não utilização das profissões dos imigrantes custa ao Canadá entre $3,4 e $5 biliões ao ano. Foi também lembrado que Otava tem retidos 207 milhões devidos

aos recém-chegados de Ontário sob o primeiro acordo Canada On- tario Immigration vencido em 31 de março de 2011.

On- tario Immigration vencido em 31 de março de 2011. Como mol- dura, os alunos que

Como mol- dura, os alunos que se estão a preparar. Premier diz apoiar a entrada rapida no mercado de trabalho

Jack Layton abandona o “barco”

NDP tem de avançar sem o seu líder carismático

Apenas três meses depois da popu- laridade pessoal de Jack Layton ter levado o NDP a um avanço históri-

co eleitoral, o NDP está a enfrentar

a possibilidade de ter de avançar

sem o seu líder carismático. Com voz rouca e frágil, Layton, que tem lutado contra o câncer de

próstata e uma fractura recente da anca, anunciou, segunda-feira, ter sido diagnosticado com uma nova forma de câncer. Com 61 anos de idade, Layton está de licença temporária de ausência,

a fim de ter toda a sua atenção em

“foco no tratamento e recuperação”, como disse. Para já, foi já nomeado um líder interino. Layton recomen- dou que o lugar seja preenchido pela recém-eleita deputada por Hull-Aylmer, Nycole Turmel. Layton não quis revelar que tipo de câncer tem ou qual o tratamento por que está a passar. Adoptou, no entanto, um tom decididamente op- timista, dizendo que espera estar de volta à Câmara dos Comuns, em 19

que espera estar de volta à Câmara dos Comuns, em 19 de setembro. “Vou lutar contra

de setembro. “Vou lutar contra este câncer, de forma a que possa estar de volta à nossa luta pelas famílias canadi- anas, quando o Parlamento retomar os seus trabalhos”, disse numa con- ferência colectiva de imprensa em Toronto. “Estou tão esperançado e otimista

sobre tudo isso, como estava no dia

em que começou o meu trabalho

político há muitos anos. Estou es- perançado e otimista sobre a bat-

alha pessoal que está diante de mim

nas semanas que aí vêm. E eu estou

muito esperançado e otimista de

que o nosso partido vai continuar a avançar. “ Funcionários do NDP disseram-se chocados com a aparência de Lay- ton, quanto a sua saúde se deteri- orou desde a sua última aparição pública em 03 de julho. O líder

apresentou-se magro e pálido, com

voz fraca e rouca.

Funcionários foram informados do anúncio, numa reunião, 15 minu- tos antes da conferência de im- prensa. Inicialmente, um desses

funcionários disse que os elementos

do

NDP ficaram satisfeitos ao sa-

ber

que Layton - que fez campanha

vigorosamente com um bastão du- rante a eleição de primavera apenas algumas semanas após passar por

cirurgia no quadril - vai finalmente

ter

tempo para cuidar da sua saúde.

O

Presidente do partido, Brian

Topp, um dos antigos e principais conselheiros de Layton, que se juntou ao líder e sua esposa Olivia

de Layton, que se juntou ao líder e sua esposa Olivia O partido começou a acreditar

O partido começou a acreditar que

Mulcair ou outros proeminentes deputados, como Paul Davies Dew-

ar ou Libby, que são susceptíveis de

serem candidatos à liderança. Tur- mel é uma escolha neutra e alguém que possa ter o apoio da bancada, que já foi escolhida por unanimi- dade para presidente do seu caucus.

Com Layton a insistir que estaria de volta ao trabalho, em 19 de setem- bro, Topp disse que o partido lhe dará o tempo que ele precisa para se recuperar. Sabe-se que, quando do encerra- mento da sessão da Primavera, no final de junho, aproveitou para ser submetido a toda uma série de testes

no Princess Margaret Hospital de

pode, em breve, substituir os con- servadores de Stephen Harper como

Mas se Layton não está no co-

O NDP acredita na recuperação

Toronto e foi informado, na semana passada, que tem uma nova forma

governo nas próximas eleições.

de

câncer.

O

Hospital Princess Margaret di-

mando, pode haver problemas que façam perigar os avanços obtidos na última eleição.

vulgou um comunicado dizendo apenas que “recentemente, foram descobertos novos tumores que parecem não estar relacionados ao câncer original e o sr. Layton está agora a ser tratados por este câncer.”

“Ele é certamente o mais carismáti- co do Novo Partido Democrático”, disse Ian Capstick, um ex-assessor

de imprensa de Layton.

Stephen Harper e Bob Ray saudam Layton

Chow, durante a conferência, recon-

“É

claro que é sério, não há dúvida

Antes de Layton, Ed Broadbent

O

primeiro-ministro Stephen Harp-

heceu o óbvio.

foi o líder mais popular e bem su-

er

emitiu uma declaração, dizendo

“Eu acho que todos podem ver,

cedido do NDP, levando o partido

que ele está “profundamente triste”

como eu, que Jack perdeu muito

a

43 assentos, em 1988. Quando

ao

saber da mais recente doença de

peso e, obviamente, estamos muito

se

aposentou, o partido entrou em

Layton.

nunca vai estar derrotado”, disse

preocupados com ele”, disse Topp.

colapso, caindo para nove assentos

em 1993, sob a liderança de Audrey

“Saúdo a coragem que o sr. Lay- ton continua a mostrar na sua luta

sobre isso.” Ainda assim, Topp acrescentou: “Se

McLaughlin. Capstick argumentou que o par-

contra o câncer, uma luta que mais e mais pessoas canadianas estão a

você olhar para o que está feito já,

tido não irá retroceder de novo

ganhar. Estamos todos animados

eu

não apostaria contra Jack Lay-

quando Layton deixar a liderança.

com a força de Jack e determinação

ton. Jack tem por hábito entrar em batalhas duras, às vezes quase per- didas, e ganhá-las ”

Acrescentou que Layton tem se dedicado a construir uma “máquina política moderna” com as finanças

incansável, certos de que Layton

Harper.

Recorde-se que o NDP saltou para

sólidas e uma organização muito

O

Líder liberal Bob Rae também

o segundo lugar, com 103 assentos, tornando-se a oposição oficial, pela primeira vez na sua história de 50 anos. “Smiling Jack” foi como que

forte, e que vai durar mais sua lider- ança. “Nem tudo está perdido, mesmo sem ele, por causa da máquina que

elogiou a coragem de Layton. “Nós sabemos que Jack é um homem ex- tremamente resistente que não de- siste de uma briga. Durante a última

o apelo pessoal, particularmente forte no Quebec, que confiou 58 dos seus 75 lugares ao NDP.

ele fez”, disse Capstick. Recordam os analistas que Layton não escolheu o vice-líder Thomas

eleição, ele mostrou uma coragem incrível em face aos desafios de saúde.”

6 6 . . Comunidades Comunidades/Canadá 20 de Junho 2011 02 de Agosto 2011
6 6 . . Comunidades Comunidades/Canadá
20
de Junho 2011
02
de Agosto 2011

Canadianos a bordo de avião que caiu na Guiana

O

2011 Canadianos a bordo de avião que caiu na Guiana O Uma noticia de Georgetown, Guiana,

Uma noticia de Georgetown, Guiana, diz que a companhia de aviação, Caribbean Airlines, confirmou que havia 12 cana- dianos a bordo de seu avião que caiu, sábado de manhã cedo, na

Guiana.

O acidente causou diversos feri-

mentos, mas nenhuma morte

entre as 163 pessoas que es- tavam a bordo.

O Ministério dos Negócios Es-

trangeiros, em Otava, divulgou

um comunicado dizendo que tem estado em contacto com as autoridades locais e foi dito que um dos canadianos a bordo so-

freu uma pequena lesão. Ajuda

Em termos de temperaturas

Agosto vai repetir Julho com tempo quente

Em termos de clima, de tem-

Agosto que est]a agora a

come;ar vai repetir Julho. Isto significa tempo mais quente do que normalmente para a maio- ria do leste e centro do Canadá.

po

“Aquelas pessoas que gostam de clima de verão bastante bom, parece que vão continuar a ter

e aqueles que estavam esper-

ando por isso vão ter de ter um pouco mais de paciência”, disse

Mais frias, entretanto, para grande parte da Terra Nova e Labrador, Alberta e British Co-
Mais frias, entretanto, para
grande parte da Terra Nova e
Labrador, Alberta e British Co-
lumbia. As informações vêm do
meteorologista senior do Envi-
ronment Canada, Dave Phillips.
Phillips.
Por outro lado, quantos esti-
veram
a
experimentar
tempo
molhado, partes de Alberta e
British
Columbia,
podem
es-
Alergias e doencas são provocadas pelo pó, por pelos de animais,
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Deslocações a várias cidades do Ontário

perar melhorias significativas, durante o mês de agosto, ainda que sem mudanças muito acen-

tuadas.

Edmonton experimentou o seu mês mais chuvoso, entre Junho e Julho, com cerca de 272 milí- metros de chuva caindo sobre os dois meses. A cidade tam- bém experimentou apenas dois dias secos num conjunto de 21 dias em julho. “A melhor parte do verão de Alberta será clara- mente o segundo semestre.” No entanto, as temperaturas no oeste estão previstas para au- mentar durante o próximo mês com pelo menos alguns dias se- cos e ensolarados no horizonte. Enquanto isso, partes da Nova Escócia e Terra Nova vão apre- sentar-se um pouco mais frias que o normal em agosto, mas uma boa parte do leste e centro do Canadá vai continuar com os dias quentes e secos experimen- tados em julho. Quebeque, On- tário, Manitoba e Saskatchewan viram Julho quente e seco com recordes em algumas áreas. Windsor, Ontário., por exem- plo, viu o seu mês mais quente em julho, com a cidade a exper- imentar pelo menos 17 dias em julho, quando o mercúrio subiu acima de 30 C.

“Quando você vê verões quen- tes, eles continuam - o que você vê é o que você vai conseguir”, disse Phillips. “Eu não acho que nós temos visto o fim dos 30 graus a temperatura.” Como os canadianos estão a dar o pontapé inicial do mês de agosto com um fim de semana longo, aqueles que vivem em qualquer lugar entre o sul da cidade de Quebec e Saskatche- wan podem esperar tempo ideal para uma churrasqueira ou o clima de praia.

tempo ideal para uma churrasqueira ou o clima de praia. consular está a ser dispensada. avião

consular está a ser dispensada.

avião ultrapassou a pista do

Aeroporto Internacional Ched-

di Jagan, em tempo chuvoso.

depois de partir de Nova York.

O Ministério da Saúde da Gui-

ana fez saber que mais de 30 pessoas foram levadas para o

hospital. Acentua, no entanto, que apenas três dessas pessoas foram internados, ainda que sem perigo de vida.

O acidente deixou centenas de

passageiros retidos e atrasou dezenas de vôos.

Canadianos “envolvidos” no massacre de Oslo

*Até um Da Silva foi “envolvido”

Os canadiamos ficaram, naturalmentem sur- preendidos. Na segunda-feira começaram a ter conhecimento de que no chamado manifesto do assassino confesso de Oslo estavam citados alguns Canadianos que o acompanhavam nas ideias contra os muçulmanos, os marxistas e o multiculturalismo.

Um deles, um estudante de ciências, disse que fi- cou chocado ao saber-se citado no manifesto An- ders Behring Breivik, de 1.518 páginas, “2083”, que faz mais de 40 referências ao Canadá e aos Canadianos.

“É uma coisa inacreditável ver o nome associado

a este género de coisas, quando você não está

associado com qualquer coisa desse tipo”, disse

à Canadian Press Eric da Silva, um estudante

de PhD em ciência, na McMaster University de Hamilton.

“Isso realmente é inacreditável”, disse.

Cinco anos atrás, quando Da Silva foi presidente

da Associação de Estudantes da Universidade de

Ryerson, foi citado num jornal do campus numa certa disputa sobre como os muçulmanos es- tavam a usar uma sala multi-fé no campus. Breivik cita o artigo em causa para apoiar o seu ponto de vista em equiparar o Islão com o fas- cismo e que os muçulmanos são supremacistas. “O que aconteceu é que tudo foi tirado de con- texto”, disse Da Silva.

Breivik admitiu no tribunal da Noruega, na se-

gunda-feira, a explosão de um prédio do governo

no centro de Oslo, matando, em seguida, dezenas

em tiroteio num acampamento com a participa- ção de jovens do Partido Trabalhista.

A escritora canadiana Naomi Klein, também

chamada a terreno pelo tresloucado homicida,

que se tratou de um “ato extremamente calcu- lado de terrorismo político.”

É “angustiante” saber que Breivik fala, no seu

manifesto, sobre a leitura dos primeiros capítulos de seu livro “Doutrina do Choque”, disse Klein numa entrevista em British Columbia. Esses capítulos tratam da “limpeza” política da esquerda na América Latina. “Estou profundamente perturbada com o inci-

dente”, disse Klein. “Eu vi essa semelhança forte entre os tipos de violência política que eu pesquisei na América Latina nos anos 70 que tinham, especificamente, como alvo uma futura geração de líderes políti- cos.” Sobre o comprimento de seu discurso, que equivale a uma chamada da direita às armas con- tra os muçulmanos na Europa, Breivik cita uma

armas con- tra os muçulmanos na Europa, Breivik cita uma grande variedade de pensadores, líderes políti-

grande variedade de pensadores, líderes políti- cos e outras autoridades. Entre aqueles que ele invoca em apoio da sua causa estão o ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill, o filósofo John Locke, o líder político indiano Mahatma Gandhi, e o ex-presi- dente dos EUA Thomas Jefferson. Breivik faz diversas citações de artigos de jornal que sugerem uma presença de radicais islâmicos e perigosos no Canadá. Refere, designadamente, uma decisão judicial de 1998 contra Mark Hard- ing para apoiar a sua visão de que o discurso do ódio canadiano tem sido usado para silenciar os críticos do Islão. Harding foi condenado após distribuir panfletos em Toronto, onde afirmava que os muçulmanos no Canadá foram os mes- mos que cometeram atrocidades no exterior. “O caso Harding demonstra que agora é um ato criminoso em várias nações ocidentais dizer a verdade sobre os perigos colocados pela imigra- ção muçulmana”, escreve Breivik. Salim Mansur, professor associado de ciência de política da Universidade de Western Ontario, disse ter ficado chocado ao saber que Breivik usou alguns de seus escritos no seu manifesto para chegar à conclusão de que “islamismo e de- mocracia são incompatíveis”. “Eu estou lutando com o fato de que meu nome viajou na mente deste assassino em massa”, disse. Mansur, um muçulmano activista contra a vio- lência islamita e que tem sido alvo de muçul- manos radicais, disse que Breivik e outros como ele se envolvem em leitura para “abastecer a sua própria patologia e suas causas ainda mais equivocadas, e não à aprendizagem genuína ou mais debate”. Noutras partes do seu Manifesto, Breivik refere- se à baixa taxa de natalidade do Canadá e à um pouco frouxa moralidade sexual, como parte do seu discurso contra a “Máfia cultural global Marxista” e o multiculturalismo, elemento que culpa por muitos dos desmandos que ocorrem no Mundo.

02 de Agosto 2011 Comunidades/Canadá . 7
02
de Agosto 2011
Comunidades/Canadá . 7

Filha de pioneiro da Emigração quer ser Advogada na diáspora

Muitas vezes, por cá, há dificuldades em lidar com problemas legais de Portugal. Dificuldades mesmo. Daquelas que não se

e nas quais se não houver um dedo de

um advogado

Por outro lado, a crise que se vive em Portugal dá para tudo. Dá até para aumentar as fileiras da Emigração. No caso que hoje trazemos

a lume

uma advogada, filha de Hermano Machado Teodoro Peixoto, que foi, afinal, um dos pioneiros da Emigração de origem portuguesa em terras do Canadá. Não é emigrante porque, no fundo, foi sempre Canadiana.

não se trata de um caso de emigração. Pelo contrário. É

resolvem de pé para a mão

pouco

mais há a fazer do que esperar.

A advogada Judite Teodoro, duas décadas a fazer advocacia em Ponta Delgada, está agora por cá. Julga poder ser útil na diáspora.

Filha de imigrante. Interessada nas coisas da Emigração. Entendida nos meandros da advocacia. Sabendo que, entre nós, há, por vezes, falta de advogados que possam fazer a ponte entre as coisas de cá

e de lá. É filha de imigrante, afinal. Talvez por isso, acha que pode ajudar.

Crescer como profissional e como pessoa

O “estar por cá é útil e reconfortante” para a advogada Judite Teodoro. “Bem vê – é ela quem o diz – é uma nova maneira de estar, muito diferente da nossa. E tudo isto combinado com as experiências, só nos pode tornar pessoas melhores e esse é também o meu objectivo: crescer como profissional e como pessoa”.

Muitas e muitas coisas que podem ser resolvidas por quem sabe. Muitas e muitas coisas que podem tornar a Justiça, mesmo em Portugal, mais facilitada e mais acessível. Os mecanismo legais podem tornar-se menos difíceis, mais facilitados.

Judite Teodoro abre, a nosso pedido, um pouco do seu livro de reminiscências. “O meu pai imigrou nos anos 50 e com o meu pai vieram muitos. É evidente que o meu pai voltou para casa. Neste momento, há a segunda geração, porque a primeira

emigração – o meu pai tem oitenta e tal anos

– existe a casa em Portugal, existe o terreno,

não está entre nós

e infelizmente já

existe o inquilino para despejar da casa, o rendeiro que está na terra há trinta ou quarenta anos e não há maneira de sair, há a

actualização das rendas

Em prol da segunda e terceira gerações

A verdade é que cada vez mais se justifica o apoio e a permanência de um advogado na diáspora, porque existem nessa segunda

geração

Lembra que nessa mesma segunda geração, existe a necessidade

foi o

Português que os pais lhes ensinaram e, naturalmente, têm algumas dificuldades em falar o Português

Para a advogada, há uma realidade com que se tem deparado. “São os nossos luso-canadianos que agora estão a registar os seus filhos, nos Consulados, para terem a dupla nacionalidade. Ou seja, o fenómeno inverso está a verificar-se. E porquê? Porque essa segunda geração já tem filhos jovens, que querem estudar ou tirar os seus mestrados ou doutoramentos na Europa, e com a dupla nacionalidade, certamente só em termos de benefícios,

e a própria facilidade de

de redução de propinas conseguem circulação na União Europeia”.

de falar o Inglês, até porque o Português que eles falam

muitos e muitos problemas.

Ser útil é objectivo

Ser útil é o objectivo. Muitos são os casos que carecem de intervenção de um advogado. E que, no fundo, podem ser mais expeditos se tivermos, mesmo ao nosso lado, quem sabe como é, como se faz.

Fernando Cruz Gomes

E nós vamos ouvindo: “Existe

um mecanismo legal, em Portugal, como há cá no Canadá. Desde que as

pessoas sejam devidamente

aconselhadas

resolvem-se.

Mas é preciso um determinado tipo de apoio cá, porque muitas vezes os assuntos não são bem encaminhados em casa, digamos. E a culpa não é sequer do advogado. Pedimos, muitas vezes, um documento e ficamos pelo caminho, porque as pessoas também não têm disponibilidade de ir aos serviços públicos ”

coisas

as

disponibilidade de ir aos serviços públicos ” coisas as Atiramos com a pergunta: Então, o que

Atiramos com a pergunta: Então, o que há a fazer, nesse caso?

“Por mim, proponho uma solução diferente, já que eu tenho cá um apoio, um advogado, colega meu, e secretária que os nossos conterrâneos não terão de se preocupar com isso.

A ligação com o Canadá e com os documentos que serão necessários no Canadá, será assegurado por um advogado canadiano. Daí a mais valia que penso será a minha estadia e a minha prestação de serviços no País”.

Crescer como profissional e como pessoa – foi frase que ouvimos.

E que, de certo modo, nos impressionou. Um objectivo que, entre

nós, parece ter pernas para andar.

foi frase que ouvimos. E que, de certo modo, nos impressionou. Um objectivo que, entre nós,
foi frase que ouvimos. E que, de certo modo, nos impressionou. Um objectivo que, entre nós,
8 . Comunidade 02 de Agosto 2011
8 . Comunidade
02 de Agosto 2011

“Febre do ouro” está a tomar conta de alguns investidores

*Sobe o preço das jóias

Os especialistas dizem que os consumidores vão pagar mais por

jóias de ouro nos próximos meses com o preço do metal precioso a poder quebrar a marca de 2000 dólares por onça.

O Ouro fechou a 10,70 dólares - $ 1,612.20 por onça – na segunda-

feira. Vários especialistas dizem que barras de ouro podem atingir a marca de 2.000 por onça, nos primeiros meses do próximo ano. “Isso significa preços mais altos para qualquer tipo de produto de jóias”, disse John Kurgan, estrategista de mercado da Lind- Waldock, uma empresa especialista em temas do género.

O valor do ouro é muitas vezes visto como um barómetro para a

confiança na economia mundial, e tem sido um dos favoritos dos investidores que procuram minimizar o risco. Com os investidores “nervosos” a crescer, compram ouro, que é visto como mais seguro do que dinheiro ou outros investimentos. O que, naturalmente,

Religião e Fé

Conselhos para casais (1)

Rev. João

Duarte

Religião e Fé Conselhos para casais (1) Rev. João Duarte Na semana passada examinamos o que

Na semana passada examinamos o que a Bíblia ensina acerca das regras que deviam existir durante o namoro. Agora iremos ver

o que a Bíblia ensina acerca do casamento. O casamento é uma

instituição divina. E, tendo a sua origem vinda de Deus, ela é sagrada. Aproximadamente há dois mil anos atrás os Fariseus tentaram

a Jesus dizendo: “É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?” (Mateus 19:3). Naquele tempo havia dois

pontos de vista acerca da legalidade do divórcio. Uns diziam que

o marido podia divorciar a sua esposa se ela cometesse adultério.

Outros diziam que ele podia divorciá-la por qualquer motivo. Estes Fariseus armaram uma armadilha para ver se Jesus tomava uma posição entre estes dois pensamentos. A resposta que Jesus deu os chocou porque Ele não tomou nem uma nem outra posição. Jesus respondeu da seguinte maneira:

Não tendes lido que aquele que os fez, no princípio, macho e fêmea os fez, E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim, não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem” (Mateus 19:4-6). Portanto, é evidente que Jesus usou o texto de Génesis 2:24 para ensinar que não há lugar no plano de Deus para o divórcio. Em Marcos 10:11,12 Jesus afirmou a santidade do casamento dizendo: “Qualquer que deixar a sua mulher, e casar com outra, adultera contra ela. E, se a mulher deixar o seu marido, e casar com outro, adultera.” O plano de Deus é que os casais nunca se separem mas que vivem casados até à morte. Isto é evidente pelas palavras que Jesus disse: “Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem.” Também em Malaquias 2:16 lê-se: “Porque o Senhor Deus de Israel diz que aborrece o repúdio…” A palavra repúdio

significa neste contexto divórcio. Portanto, Deus odeia o divórcio. Ora, o inimigo de Deus, o diabo, sabendo que o casamento é uma instituição ordenada por Deus tem feitos todos os possíveis para destruír o casamento. Ele tem atacado a instituição do casamento por duas maneiras principais. Primeiro, ele tenta o marido e a esposa para que caiem em várias tentações para que percam o amor um pelo outro e, por fim, no seu desespero, usem

o divórcio para escapar aos seus problemas. A segunda maneira

é que o diabo tem posto na mentes das pessoas que o casamento

não é uma instituição divina, mas humana, e que pode ser quebrada legalmente por um papel do governo, dando às pessoas

a liberdade de escolher outro parceiro. Quando a pessoa aceita a ideia falsa que o divórcio é um meio

legal de escapar às dificuldades e conflitos que a pessoa tem com

o seu parceiro, esse casamento já está em problemas. Porque, a

pessoa deixou de olhar para Deus e os ensinamentos das Sagradas Escrituras e aceitou a mentira que o diabo tem semeado na sociedade que a única solução é o divórcio. Aqueles que pensam assim desistiram de procurar salvar o seu casamento. Neste mundo há duas forças que tentam controlar e influençiar as pessoas: Deus e o diabo. Aqueles que dizem que não precisam de Cristo como o seu Salvador e Senhor das suas vidas já têm feito a sua escolha. O diabo é o seu guia e mestre (Efésios 2:2-3). Isto significa que as suas vidas estão sendo guiadas por princípios falsos que no fim resultará em infelicidade. Infelizmente, a maioría das pessoas não querem nada com Deus e o resultado é que cada um faz o que parece bem aos seus olhos. Na próxima semana iremos continuar com este tema de conselhos bíblicos para um casamento feliz.

este tema de conselhos bíblicos para um casamento feliz. eleva o preço do metal precioso, que

eleva o preço do metal precioso, que praticamente duplicou nos

últimos três anos, a partir de 880 dólares por onça, no início de

2009.

Com os políticos dos Estados Unidos a lutar para elevar o teto da

dívida do país, os investidores estão a entrar pela porta da segurança do ouro. “E nem se trata de uma falta de confiança nas duas principais moedas, a moeda dos EUA (dólar) e o euro”, disse Kurgan. Um fluxo constante de clientes fluiu para Jóias Oliver, mesmo com

o exterior de temperaturas a irem até os C 45 com humidade. Os

clientes chegam um por um com pulseiras de ouro, anéis e colares, na esperança de obter um bom valor pelos seus artigos. “Como o preço do ouro é tão alto, continua a subir – é para cima, sempre para cima - as pessoas estão chegando mais”, disse o proprietário da loja Russell Oliver, conhecido por apresentar comerciais de TV, no qual ele interpreta cowboy “Arranjar Empréstimo” e super-herói “ Cashman.” Quando perguntado se as pessoas têm simplesmente medo de ficar sem ouro para vender,

têm simplesmente medo de ficar sem ouro para vender, Oliver disse que são principalmente os novos

Oliver disse que são principalmente os novos imigrantes que estão

a aparecer no seu comércio.

Os recém-chegados de países como a Somália, muitas vezes têm “baldes cheios” de ouro, já que o dinheiro de papel é muitas vezes visto como algo sem valor nos países mais politicamente instáveis. Uma cena diferente foi na Bijoux Village, que é especializada em venda de ouro. O proprietário, Gary Bensimon, e um funcionário esperaram por clientes, mas a verdade é que o afluxo era menor. Bensimon disse que o negócio de retalho para o ouro foi suave, uma vez que atingiu os 1000 dólares por onça. Bensimon, que está no negócio de jóias, há 24 anos, disse que prevê que novos metais começarão a substituir o ouro em jóias finas. Nick Barisheff, que dirige o ouro, prata e platina do Bullion Management Group Inc., disse que o ouro é um investimento seguro. Craig Wright, o Economista-chefe do Royal Bank, disse prever que a Febre do ouro vai esfriar, quando os paises agora em apuros, tiverem sucesso na solução dos seus problemas económicos.

Maria Câmara em festa de anos

90 anos comemorados no First

Amanhã, 3 de Agosto, Maria Camara vai completar 90 anos. O First está a anunciar que vai comemorar a efeméride. A verdade é que D. Maria Câmara é sócia do First Portuguese Seniors’ Centre, desde que se reformou (há 25 anos). É presidente da Comissão dos Idosos. Durante 25 anos, esta maravilhosa senhora – como lhe chama a nota que o First enviou aos Jornais - tem ajudado o Centro na angariação de fundos com os belissimos trabalhos efectuados pelas suas mãos habilidosas. O First Portuguese quer, por isso, prestar-lhe uma homenagem singela. Esta homenagem surpresa será já no dia 3 de Agosto, pelas 13:30, no First Portuguese. Para mais informações, podem contactar pelo (416) 531-

9971.

Ontario pede a Otava um acordo de longo prazo em cuidados de Saúde

um

Ontario está a insistir com o Governo Federal um acordo de

longo prazo em novas cuidados de saúde. Essa é a mensagem do Premier Dalton McGuinty, apresentada

durante um discurso na Câmara de Comércio, em Otava. Saudando

compromisso recente de aumentos de 6 por cento, em termos de

transferências para a saúde, a Província diz estar em demanda de

compromisso de longo prazo da parte do governo federal.

de compromisso de longo prazo da parte do governo federal. Canadá paga apenas 23 por cento

Canadá paga apenas 23 por cento dos custos da saúde do Ontário.

Reformas dos cuidados de saúde ainda são necessários para

atender às necessidades de envelhecimento rápido da população

Ontário. Um npvo acordo de longo prazo deve concentrar-se

possibilidade de dar mais opções aos idosos em suas casas e comunidades.

Governo do Ontario entende que tem feito progressos

significativos na área da saúde. Esta é, em parte, a razão porque o acordo de saúde atual investiu em reformas estratégicas, tais como tempos de espera e acesso aos cuidados de saúde. Na verdade, o Ontário é agora líder nacional na redução de tempos de espera e 94

por

cento dos habitantes de Ontário têm médico de família.

Segundo o Premier Dalton McGuinty, o Ontario “está a avançar com melhorias para o nosso sistema de saúde”. De qualquer modo “nós podemos fazer ainda mais com um parceiro forte em termos

federais. A renovação do financiamento de longo prazo para a saúde será a questão mais importante que enfrentam os nossos governos

próximos anos”, diz Dalton McGuinty, Premier do Ontário

atual acordo de 10 anos de saúde federais expira em 2014. Nos

próximos 10 anos, 1,6 milhões de pessoas do Ontário vai virar 65,

idade de refoma tradicional. De acordo com o Instituto Canadiano

Informação em Saúde, os idosos representam 14 por cento da

população, mas 44 por cento dos gastos de saúde.

nos

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02 de Agosto 2011 EXCLUSIVO ABC . 9
02
de Agosto 2011
EXCLUSIVO ABC . 9

EXCLUSIVO ABC

Falta de competitividade e despesismo do Estado

*Presidente da CIP põe o dedo na ferida das “grandes dificuldades do País”

Ao longo de décadas, temo-nos habituado a ver na CIP (Confederação Empresarial de Portugal), um referencial do pulsar da economia portuguesa. Mais não fosse, por esta razão, abordamos hoje o pensamento desta instituição e do seu Presidente, António Saraiva, e, com ele, teremos um retrato do estado em que o País se encontra. As declarações do Presidente da CIP, são como que um manual sobre o que os nossos investidores pensam acerca do que são as saídas para Portugal, um assunto que, sem dúvida, interessa a todos nós; os que estão dentro e fora do País.

Helder Freire

nós; os que estão dentro e fora do País. Helder Freire ABC - Ouve-se, com frequên-

ABC - Ouve-se, com frequên- cia, dizer que Portugal não tem indústria e que, por isso, não tem futuro. Poderíamos ter feito melhor? Porque é que esperá- mos que as mudanças nos fos- sem impostas do exterior?

António Saraiva - A CIP tem vindo a prevenir que a falta de competitividade da economia portuguesa e o despesismo pú- blico devido ao gigantismo e ineficiência da máquina estatal colocavam o País numa situação em que era inevitável um forte ajustamento para correcção dos nossos desequilíbrios.

nosso ou seria imposto do ex- terior.

Infelizmente, a evolução que

se verificou desde então na si-

tuação económica, financeira

e política não foi de molde a

proporcionar a necessária con- fiança nos investidores interna- cionais para que continuassem

a financiar a economia portu-

guesa, levando à necessidade

de recorrer à ajuda financeira

externa, associada a um estrito condicionalismo.

A CIP congratula-se por ter

sido possível chegar a este acor-

 

do,

que responsabiliza o Gover-

Tal ajustamento ou seria fei-

no

perante a União Europeia e

to por antecipação e comando

o

FMI e, ao mesmo tempo, re-

antecipação e comando o FMI e, ao mesmo tempo, re- colhe um amplo compromisso partidário. Trata-se

colhe um amplo compromisso partidário.

Trata-se de um instrumento indispensável para afastar um cenário de incumprimento dos nossos compromissos financei- ros, o que implicaria elevados custos em termos de bem-estar económico e social.

Na avaliação preliminar a que procedeu, a CIP valoriza parti- cularmente o facto de, além das inevitáveis medidas de conso- lidação orçamental, constar do acordo um compromisso em torno de um conjunto muito ambicioso de reformas estru- turais indispensáveis ao reforço da competitividade das empre- sas portuguesas.

Baixa TSU é importante mas não chega

ABC – Parece, no entanto, que

o mundo do trabalho – leia-se,

as centrais sindicais – não estão muito de acordo com as medi- das que a CIP também defende

e que se prendem com o esforço

que é pedido a todos, alegando que são os trabalhadores os de sempre, a pagar a crise. Estou- -me a recordar do abrandamen- to da taxa social única (TSU).

AS - Vemos favoravelmente

a estratégia de desvalorização

fiscal, prevista no memorando

sobre políticas económicas e financeiras, que prevê a redu- ção das contribuições patronais para a segurança social, ainda que com contrapartida que, no entender da CIP, deverá previ- legiar medidas adicionais do lado da despesa em detrimento de aumentos da tributação in- directa, dado que estes poderão ter efeitos adversos na compe- titividade.

Mais recessão

em 2012

A CIP regista favoravelmente o

facto de se prever, no Programa de Ajustamento, a realização de reformas na área sócio laboral que assentam no “Acordo Tri- partido para a Competitivida- de e Emprego”, celebrado em Março em sede de Concertação Social, o qual resultou de um entendimento alargado entre os parceiros sociais e o Governo em matérias de grande sensibi- lidade e com impacto na regu- lação das relações laborais. Temos bem presentes os efeitos recessivos deste Programa de

Ajustamento, que se começa- rão a sentir particularmente em 2012, quando forem tomadas muitas das medidas de consoli- dação das finanças públicas que estão previstas.

Em particular, a CIP não está de acordo com algumas me- didas que agravam, a partir de 2012, a tributação directa sobre

as empresas, prejudicando a sua competitividade e tornando as- sim mais difícil a recuperação das exportações, do investimen- to e do emprego.

ABC – Há quem defenda que as medidas mais significativas dos últimos governos, tiveram, como resultado, beneficiar as empresas, esquecendo os tra- balhadores. Ou seja, no caso específico das empresas expor- tadoras.

AS - Lamentamos ainda que não tenha sido possível aco- modar as medidas de estímulo fiscal à competitividade e ao in- vestimento nos sectores abertos à concorrência internacional e à internacionalização activa das empresas que oportunamente a CIP propôs.

Relativamente à revisão da es- trutura de taxas do IVA, ape-

lamos desde já para que sejam mantidas as taxas aplicáveis a todos os bens cujo carácter es- sencial e/ou competitividade

fiscal, designadamente em re- lação a Espanha, assim o deter- minem.

É

da maior importância que

AS - A CIP chama a atenção

as

medidas dirigidas ao sector

para a necessidade de utilizar os

financeiro conduzam à melho- ria do financiamento do sector produtivo da economia, faci- litando o acesso ao crédito às empresas.

graus de liberdade disponíveis na implementação do progra- ma e no seu ajustamento perió- dico, de modo a salvaguardar e favorecer a competitividade das

ABC – Sabe-se que o governo

empresas. Apelamos também para que a

pretende, a breve trecho, como aliás decorre do memorando de entendimento assinado com

concretização das medidas ago- ra previstas seja feita de modo a que os sacrifícios que delas de-

Troika, baixar significativa- mente a TSU. Esta medido será suficiente?

a

correm sejam repartidos de for- ma socialmente equilibrada e equitativa, protegendo os mais vulneráveis.

a correm sejam repartidos de for- ma socialmente equilibrada e equitativa, protegendo os mais vulneráveis.
a correm sejam repartidos de for- ma socialmente equilibrada e equitativa, protegendo os mais vulneráveis.
10 . Aconteceu 02 de Agosto 2011
10 . Aconteceu
02 de Agosto 2011

Fim-de-semana de terror para a banca portuguesa

40 milhões foi deu pelo BPN

*Apertado pelo calendário imposto pela Troika, o Estado teve de se vergar à proposta menos penalizadora e vender, finalmente, o BPN, com um

prejuízo monstro.

o que Angola

finalmente, o BPN, com um prejuízo monstro. o que Angola Quase nem vale a pena historiar
finalmente, o BPN, com um prejuízo monstro. o que Angola Quase nem vale a pena historiar

Quase nem vale a pena historiar aqui o folhetim do BPN. De fraude em fraude, com gente na cadeia e processos a correr em tribunal, com arguidos em parte incerta, o «negócio» chega ao fim, com um monumental flop para o imbróglio, que começou no governo de

flop para o imbróglio, que começou no governo de Sócrates, através da nacionalização algo apressada e

Sócrates, através da nacionalização algo apressada e mal calculada pela equipa do então ministro Teixeira dos Santos. Na altura garantiu-se que a nacionalização em contrapartida à in- solvência do BPN era para salvar o sistema financeiro de uma heca- tombe. A verdade é que este receio está por provar e os portugueses sabem hoje que o Estado (o nosso dinheiro), descontando os 40 milhões que o BIC vai pagar, terá um prejuízo de 2.4 mil milhões de euros, incluindo mais 500 milhões que tem de injectar no BPN, para satisfazer os rácios exigidos pela lei e que o BIC não vai suprir.

recadará 20% desses proveitos, no que poucos acreditam que venha

a acontecer.

Na mão do Estado, ficarão alguns activos, mas apenas por que o BIC os não quis como sejam os créditos mal parados, as participa- ções accionistas em empresas pouco expressivas e algum imobil- iário. Se estes activos se valorizarem, o Estado poderá vendê-los mais tarde com algum lucro, caso contrário será mais um fardo a suportar por todos nós, com desvalorizações e prejuízos repetidos.

Parte de leão

No meio disto tudo, o BIC leva a parte de leão e o Estado, a única coisa que ganha é o facto de se livrar desse cancro que era o BPN.

Mas, manda a verdade que se diga, que já estávamos à espera de qualquer coisa deste género. Levámos anos a decidir o que fazer com o BPN e agora, quando a Troika nos impôs o prazo, até ontem, para vendermos o banco, só um louco acreditaria que íamos gan- har alguma coisa com um negócio que, à partida, era desde logo, ruinoso.

Mas, Teixeira dos Santos já não é ministro, Sócrates já não é o chefe do executivo e a batata quente ficou para este governo. O prazo era até ontem, e com a Troika a chegar cá para a semana, para verificar como vão as coisas, era preciso vender a qualquer preço e foi o que aconteceu.

caso do despedimento de metade dos trabalhadores que o BIC já disse que não queria, e cujos encargos ficarão por conta do Estado português.

Que dirá o PS?

É claro que os próximos dias, na Assembleia da República e na co-

municação social, a coisa vai ferver. Curioso será verificar qual será

a posição do PS, principal responsável pelo estado a que a situação chegou, não a tendo resolvido a tempo. Muitos estarão recordados

das promessas de Sócrates e Teixeira dos Santos a respeito, não só

da privatização do BPN, como dos sucessivos falhanços para a sua

venda.

É claro que, nas letras pequeninas, está escrito que se o BPN tiver lucros apreciáveis nos próximos cinco anos, o Estado português ar-

O BIC ditou as regras e, mais uma vez, ajoelhámos, mesmo no

Comentário Semanal de Economia e Mercados – Semana de 25 a 29 de Julho

Parceria ABC/Montepio

Economia Americana

Fraco crescimento no 1º semestre

De acordo com a primeira estimativa do PIB do 2ºT2011, o cres- cimento trimestral (anualizado) foi de 1.3%, o que representaria uma desaceleração do crescimento, caso o aumento do 1ºT2011 não tivesse sido significativamente revisto de 1.9% para uns me- ros 0.4%, o mais baixo ritmo de crescimento desde que a eco- nomia americana saiu da Grande Recessão, no 3ºT2009. Aquela revisão do crescimento do 1ºT2011 decorreu no âmbito da re- visão anual do PIB americano, com impactos visíveis nos últimos 3 anos, sendo que, para aquele trimestre, a revisão em baixa se deveu aos contributos menos favoráveis dos Stocks e das Expor-

tações Líquidas. De resto, o crescimento do 2ºT2011 foi o 2º mais baixo, conduzindo a que, no 1º semestre, a economia tivesse cres- cido a um ritmo anualizado inferior a 1%, cerca de metade do que era anteriormente esperado. Para o período 2007-2010, o PIB decresceu a uma taxa média anual de 0.3%, quando as estimativas anteriormente publicadas apontavam para um crescimento anual de 0.1%. Neste contexto,

a Grande Recessão foi mais intensa do que o anteriormente esti-

mado, já que entre o máximo e o mínimo do ciclo, a economia teve uma perda de 5.1% do PIB (4.1%, anteriormente), o que rep- resenta a mais severa recessão desde, pelo menos, 1947 (o início das séries trimestrais do PIB). O facto de a Grande Recessão ter sido mais intensa do que o an- teriormente estimado também significa que o hiato do produto é maior do que se pensava anteriormente. No entanto, dado que a Inflação Subjacente (Core) tem vindo a acelerar nos últimos me- ses, isto não afetará as decisões de Política Monetária da Reserve Federal, uma vez que também é mais provável que o próprio PIB potencial também seja inferior ao que se pensava. A economia apenas neste 3ºT2011 deverá superar o anterior máximo históri- co, quando anteriormente se estimava que tal já tivesse aconte- cido no 4ºT2010. Durante o 1º semestre a actividade económica foi confrontada com diversos choques de natureza temporária: i) condições me- teorológicas extremas, que afectaram a generalidade dos sectores, em particular a actividade na construção; ii) a interrupção dos fornecimentos de peças à indústria automóvel, em resultado do sismo no Japão, que provocou algumas paragens de produção e

a dispensa temporária de trabalhadores na indústria, condiciona-

ndo o próprio consumo privado, através da redução das vendas de

automóveis; iii) o consumo privado foi ainda bastante penalizado pela escalada dos preços dos combustíveis, pelo que, depois de

ter crescido a um ritmo anualizado de 3.6%, o mais elevado desde

o 4ºT2006, abrandou para 2.1%, no 1ºT2011, e para apenas 0.1%,

no 2ºT2011.

No entanto, ainda que grande parte do abrandamento económico observado na 1ª metade do ano tenha sido temporário, começam a surgir sinais de que poderá haver algum efeito de feedback nega- tivo sobre o crescimento, por via da persistência da confiança dos consumidores em níveis baixos e do abrandamento do ritmo de

criação de postos de trabalho. Por outro lado, em resultado da de- saceleração da actividade económica e dos receios relativamente

à sustentabilidade das finanças públicas na Europa, mas, também, nos EUA, as acções perderam valor nos últimos meses, impli-

cando um efeito riqueza negativo, com impacto sobre a confiança dos consumidores e dos empresários, e, consequentemente, sobre

a criação de emprego e o investimento. Este constituiu, assim,

um importante factor de risco para o cenário de aceleração do crescimento na 2ª metade do ano, para valores na ordem dos 3%, podendo os receios de perda de vigor da economia converter-se numa “profecia auto realizável”. Paralelamente, permanecem di- versos constrangimentos: i) um mercado Imobiliário ainda numa

situação de impasse – a Fed caracteriza-o como estando em níveis depressivos; ii) uma elevada taxa de desemprego; iii) restrições

ao nível do crédito.

Na realidade, a chave da recuperação sustentável da economia americana está na aceleração de criação de postos de trabalho, pelo menos para os ritmos observados de Fevereiro a Abril, pro- cesso que foi interrompido a partir de Maio. É essencial que o ciclo virtuoso: Emprego, Consumo, Lucros Empresariais e, nova- mente, Emprego não seja interrompido. Caso contrário, ficaremos numa situação semelhante à do verão de 2010, mas, desta vez, com a Reserva Federal a já não ter a mesma margem de manobra, devido à aceleração da Inflação.

Rui Bernardes Serra (RBSerra@Montepio.pt) José Miguel Moreira (JoseMoreira@Montepio.pt)

Mas diga-se, em abono da verdade que a chamada Troika fica com muitas culpas no cartório. Ao obrigar o Estado a desfazer-se do BPN num prazo curtíssimo e a qualquer preço e ainda por cima publicitando esta exigência, a Troika fez mais que um convite para que aparecesse um qualquer oportunista a oferecer dez reis de mel coado. Foi Mira Amaral e os seus sócios angolanos. Podia ser outro qualquer, quem ficaria a perder era sempre o mesmo.

Manda quem pode

Sabe-se que havia outros interessados na compra do BPN, mas nenhum deles, mesmo o chamado Grupo NEI, composto por em-

presários portugueses, mas sem que se conhecesse muito bem a sua composição, tinha capacidade para se endividar no exterior. Mas

o BIC tinha e tem. Por isso, embora o NEI tivesse oferecido 100

milhões de euros, a questão da credibilidade falou mais alto. Mas,

desde logo por esta proposta, se verifica que os 40 milhões porque

o negócio foi fechado, foram uma mixaria comparado com o real valor do BPN.

Mas, manda quem pode.

E quem pode é quem tem o petróleo.

Bloco de Esquerda:

“Catástrofe para as contas públicas”

O deputado do Bloco de Esquerda João Semedo classificou este

Domingo como uma “catástrofe para as contas públicas” a venda

do BPN ao Banco Bic e ressalvou que é preciso defender os direitos

dos trabalhadores da instituição. “É uma catástrofe para as contas públicas, um agravamento para

os contribuintes e representa um fracasso negocial deste governo”, disse à Agência Lusa o deputado do BE. Para João Semedo, a concretizarem-se as informações divulgadas

sobre a venda do BPN, esta é “desastrosa para o Estado”, logo “a começar pelo valor [40 milhões de euros], muito abaixo dos 80 a 100 milhões de euros de que se falava”.

O deputado considera que existe ainda “um conjunto de elementos

que não estão claros, como os relacionados com os créditos mal parados”.

“É preciso saber igualmente o total do prejuízo que o Estado vai assumir e que outros compromissos assumiu”, adiantou.

O bloquista sublinha que “os direitos dos trabalhadores têm de es-

tar salvaguardados” e que esta é uma matéria que não estará a ser levada em conta: “Os direito dos trabalhadores são ignorados”.

02 de Agosto 2011 Desporto . 11
02 de Agosto 2011
Desporto . 11

ACADEMIA PENICHE-BELENENSES COMEÇA A DAR FRUTOS

Jovem promessa do Canadá vai até à Europa

*Jogou na Selecção do Canadá (sub 18) e vai “mostrar-se” ao Belenenses e ao Milão

Não restam dúvidas. Desporto é também treino. É competição. É, afinal, aproveitar a força anímica dos mais jovens e dar-lhe um bom conceito de vida. Talvez por isso, o Peniche Community Club está agora a avançar com a sua Acade- mia de Futebol, em parceria com o Clube Os Belenenses de Portugal, de que é filial. Uma Academia que, mesmo sendo

jovem, estando mesmo em fase embrionária

está a começar a fazer falar de si. Está a dar os seus primeiros frutos.

É um clube que, ao longo dos anos, foi ganhando títulos, de que,

decerto, muitos ainda se lembram. Que continua, afinal, integrado

nas associações locais de futebol. E que quer continuar, não parando no tempo.

E quando se fala em Academia de Futebol

há coisas, decerto, a

registar. Como esta de mandar, já, uma jovem promessa de cá para

o Belenenses, agora também, em termos de Escola, em parceria com o AC de Milão.

O entusiasmo é grande

que vai rumar, nos próximos dias, a Lisboa.

Uma notícia interessante. A dizer-nos que a parceria entre o Peniche de cá e o Belenenses, de Lisboa, está a dar alguns resultados. Nos próximos dias segue para Lisboa um dos alunos da Academia Peniche-Belenenses. Que vai integrar-se nos trabalhos da Academia Belenenses-Milan. Sim, porque há agora também uma parceria entre o AC de Milan e o Belenenses. Chama-se Chico. Um nome que é talvez mais alcunha, já que o seu nome é Martin Alexander Flores Garzón. De origem equatoriana, acaba de fazer parte da selecção do Canadá na categoria de sub-18

Há dias, estivemos na colectividade do 1264 da College Street. E,

e

tão bem se portou – como médio centro – que começa agora a ver

pelos vistos, há por ali, entusiasmo pela fase seguinte da actividade.

o

seu sonho mais perto da realidade.

da actividade. o seu sonho mais perto da realidade. Chico com o pai e a mae

Chico com o pai e a mae

como nos diz, desde logo, João Freixo, o vice-

presidente da colectividade. Para ele, “a esperança na Academia é, de facto, para manter ”

A primeira inscrição foi para meninos dos 6 aos 10 anos e, para

equipas competitivas, dos 10 aos 18 anos. Daqui a uns tempos temos verdadeiros craques. Para já, há uma promessa do Futebol

E espera o melhor

Para já, há uma promessa do Futebol E espera o melhor João Freixo, o vice-presidente do

João Freixo, o vice-presidente do Peniche, conta-nos um pouco da história. Acredita nas potencialidades do jovem.

Potencial que vai dar certo

Ele começou na nossa Academia e, desde logo, todos notaram que havia potencial nele e que bem poderia ser aproveitado num outro clube, talvez com outra dimensão”. E dado que havia um bom relacionamento com os Belenenses – até por serem uma

filial – “o Belenenses foi contactado, em boa hora. Esteve cá

o

seu vice-presidente, que disse, desde logo, achar bem que

o

miúdo fosse lá e escolhemos esta altura, já que nos parece

a

altura ideal, uma vez que funciona agora um programa de

parceria de Os Belenenses com o AC de Milão, onde eles vão

construir um campo de relvado sintéctico, precisamente onde vão instalar a Academia do Belenenses e Milão”.

Da “fornada” de cá

Para João Freixo, “é fantástico, até porque neste pontapé de saida da nossa organização, está afinal uma questão de prestígio, não só do nosso clube, mas também da comunidade, porque mesmo sendo um atleta Canadiano, de outra origem, que não a Portuguesa, é também um produto da nossa Academia, a jeito de uma mais valia da comunidade ”

O Chico teve bom mestre

De resto, o Chico teve bom mestre. O pai, Jorge, chegou a jogar no clube AUCA, de Quito. E deu ao jovem a força que ele precisava. A mãe, presente quando da conversa, entende o sonho do seu filho.

E o Chico confia em todos

empurrou muito, desde que eu era pequeno, me ensinou muito,

até a preencher os espaços vazios

coisas!” E diz que o pai

“também queria ser profissional, não o tendo sido porque não

teve o suporte que eu tive, graças a Deus, suporte que começou

nos meus pais

até a namorada. Que acredita no Chico e espera vê-lo a

brilhar na Europa.

Para ela, há a “plena confiança nas qualidades do namorado” e,

e eu acredito

Por ali

é o primeiro “pão” a sair

vai dizendo que o pai “o empurrou

e foi por aí adiante”.

para além do mais, “é preciso que ele esteja feliz nele”.

A satisfação de um seleccionado

Chico recorda a satisfação que teve quando foi chamado para a selecção de sub-18. “Foi tudo muito bonito. Que me encantou. Até pelo companheirismo dos outros colegas que, como eu,

Até pelo companheirismo dos outros colegas que, como eu, A jovem promessa Joao Freixo com o

A jovem promessa

dos outros colegas que, como eu, A jovem promessa Joao Freixo com o Chico Com a

Joao Freixo com o Chico

que, como eu, A jovem promessa Joao Freixo com o Chico Com a namorada gostam do

Com a namorada

gostam do desporto”. Foi, de facto, “uma experiência que me encantou bastante, foi algo que, em termos de desporto, nunca tinha vivido”. Chico, das Escolas do Peniche-Belenenses – com Mario Alpoim como treinador – vai agora integrar-se numa outra escola. Uma Escola do Belenenses agora também enquadrada nos planos de formação do Ac de Milão.

Para o jovem, jogar futebol, em termos profissionais, é um sonho que começou desde tenra idade. “Um sonho que praticamente

quando eu nasci. Acho que sempre me lembro de ter esse sonho. Quero ser futebolista profissional”.

nasceu

12 . Desporto 02 de Agosto 2011
12 . Desporto
02 de Agosto 2011

Algarvios empatam com o V. Setúbal

02 de Agosto 2011 Algarvios empatam com o V. Setúbal Olhanense e V. Setúbal empataram, sábado,

Olhanense e V. Setúbal empataram, sábado, a uma bola, no jogo de apresentação aos sócios do clube algarvio.

O marcador só funcionou na segunda parte, com Wilson Eduardo a

marcar novamente um golo de belo efeito, aos 54 minutos.

O Vitória viria a empatar por Bruno Amaro, aos 66, de cabeça.

Depois de ter perdido por 0-1 frente ao Queens Park Rangers, o SC

Braga bem nos penalties diante da Atalanta

Rangers, o SC Braga bem nos penalties diante da Atalanta Braga venceu a Atalanta nos penalties

Braga venceu a Atalanta nos penalties (3-1, após 0-0) no segundo jogo do Troféu Achille e Cesare Bortolotti, disputado em Bergamo (Itália).

Os bracarenses foram mais dominantes no decorrer dos 45 minutos da partida, só pecando na finalização, com particular destaque para Nuno Gomes.

No desempate através de grandes penalidades, a equipa de Leon- ardo Jardim levou a melhor por 3-1, com Vinícius, Paulo Vinícius e Meyong a converterem os seus remates. O guarda-redes Tommaso Berni esteve inspirado defendendo três remates da marca dos 11 metros.

Aveirenses empatam a zero com o Celta

marca dos 11 metros. Aveirenses empatam a zero com o Celta O Beira-Mar empatou, sábado, a

O Beira-Mar empatou, sábado, a zero diante do Celta de Vigo, em

encontro de preparação para a nova época, disputado em Melgaço.

Boa primeira parte da equipa aveirense, mostrando-se sempre bem equilibrada perante adversário apenas combativo.

Na segunda parte, com as muitas alterações produzidas, o Celta teve algum ascendente, mas o Beira-Mar soube sempre proteger-se, destacando-se também a exibição do guarda-redes Rui Rego.

Sporting vs Valência 0-3

A maldição de Alvalade?

E ao sexto jogo, a primeira derrota. Depois de cinco vitórias consecutivas, o Sporting conheceu o sabor da derrota ao perder frente ao Valência por 3-0. Bernat, Soldado e Piatti estragaram a festa aos 48.952 espectadores que se deslocaram ao Estádio José de Alvalade.

Cinquenta mil crentes, rumaram no sábado, para a liturgia de Al- valade, para matarem a sede de bola. Jogava o Sporting na apresen-

Falando para a comunicação social, Domingos teve de ensaiar a sua primeira desculpa e vimos mais do mesmo: que a equipa era jovem

tação da nova equipa aos sócios e depois dos jogos e das vitórias

e

nova em Alvalade, que os jogadores ainda não se conheciam bem

fora de Alvalade, incluindo a boa impressão deixada em Toronto

e,

de caminho, lá foi prometendo melhores exibições e noites de

contra a Juventus, esperava-se uma exibição a condizer com o es- forço financeiro que a SAD fez, na aquisição de jogadores e com as credenciais que Domingos trazia consigo de Braga. Nada disso aconteceu. Mais uma vez a maldição de Alvalade se abateu sobre os jogadores, que não jogaram, não correram e arreca- daram três golos sem resposta, todos a partir das alas.

glória para todos os adeptos. Mas sabe-se que não é assim. Quem viu os recentes jogos do Ben- fica e do Porto, dificilmente poderá acreditar que, a continuar com esta apatia, os leões se possam interpor entre aqueles dois e lutar pela vitória no campeonato.

A primeira assobiadela para Domingos

Atónitos, os adeptos não regatearam apoio à equipa, mas esta não correspondeu. Nem sequer as substituições, feitas sobretudo no se- gundo tempo, deram mais vivacidade à equipa que parecia estar ali a fazer um grande frete. Sem tempo de entrada sobre a bola, perdendo várias vezes na velocidade que o Valência imprimiu ao encontro, os leões foram sendo enleados na teia que o Valência te- ceu e, como cordeiros, deixaram-se imolar. No final, inevitavelmente, vieram os assobios do público descon- tente que julgava que tinha uma equipa e, afinal, tem só um grupo de jogadores que ainda não mostrou nada.

Guimarães e Nacional em “bom andamento”

Guimarães e Nacional em “bom andamento” Vitória de Guimarães e, sobretudo, Nacional da Madeira estão entre

Vitória de Guimarães e, sobretudo, Nacional da Madeira estão entre as equipas que ganharam vantagem na primeira mão da

terceira pré-eliminatória, disputada, já com a presença de ital- ianos, ingleses, espanhóis e alemães. Na Madeira, o Nacional “demoliu” ainda na primeira parte a defesa dos suecos do Hacken, ganhando por 3-0, com golos de Luís Alberto (13) e Mateus (18 e 45).

O Vitória de Guimarães jogou fora, em Herning, Dinamarca,

contra o Midtjylland, e o “nulo” (0-0) abre excelentes perspeti- vas para o jogo de resposta, no Minho. Caso vimarenenses e nacionalistas sigam em frente, como pa- rece provável, jogam a 18 e 25 o “playoff” de acesso à fase de grupos, juntando-se a Sporting e Sporting de Braga. Nesta ronda já entraram em ação equipas dos principais campe- onatos, mais exatamente as que ficaram menos bem classifica-

das na última época.

O Atlético de Madrid, do português Tiago (amarelo e substi-

tuição) e treinado por “Quique” Flores, ex-Benfica, viu-se em apuros para ganhar em casa ao Strømsgodset, da Noruega, por

2-1.

Em grande destaque esteve o ex-benfiquista Reyes, que apon- tou os dois golos da formação “colchonera”. De volta às competições europeias após 37 anos de ausência,

os ingleses do Stoke City ganharam por 1-0 ao Hajduk Split, da Croácia. Em “jornada dupla” anglo-croata, o mais experiente Fulham empatou 0-0 no campo do RNK Split. Tudo em aberto também na eliminatória entre Thun e Palermo, com 2-2 no jogo da Suíça, um resultado que dá pequena van- tagem aos italianos, que durante largos minutos estiveram a perder e só chegaram ao empate com um golo de Fabrizio Mic- coli. Em Oslo, contra o Valerenga, os gregos do PAOK Salonica ganharam por 2-0, com um golo do português Vieirinha.

O resultado mais desnivelado do dia foi os 5-0 da receção do

Sparta Praga ao Sarajevo. O melhor resultado fora, os 5-2 do Rennes (França) na Georgia, ao Olimpia Rustavi.

A segunda mão da terceira pré-eliminatória da Liga Europa

disputa-se já na próxima semana.

A equipa prometeu mas não cumpriu

O Sporting, que na pré-época, até tinha dado boas indicações, des-

baratou todo esse capital e logo em Alvalade. Mesmo assim, nada

está perdido e há males que vêm por bem. Pode ser que esta derro-

ta

inesperada, sirva para baixar a fasquia do treinador e jogadores

e

que, com muito trabalho e humildade, o grupo possa aproveitar

o

tempo que resta para o início do campeonato, para montar uma

equipa.

O Sporting tem jogadores, falta essa tal equipa. Domingos sabe

disso e sabe também que o seu estado de graça termina no dia em que o Sporting começar a ficar para trás, na corrida com Benfica e Porto, pelos primeiros lugares. Os adeptos estão cansados e depositam no treinador e nos jogado- res, muitas esperanças. Assim se dissipe a maldição de Alvalade. - HF

«Estamos em fase de crescimento» - Diego Capel

Na estreia com a camisola do Sporting, Diego Capel a equipa verde e branca perdeu (0-3) diante do Valência. Apesar do percalço, o extremo não se mostra preocupado e elogiou o ambiente vivido no Estádio José Alvalade.

e elogiou o ambiente vivido no Estádio José Alvalade. «Estamos ainda em fase de crescimento. É

«Estamos ainda em fase de crescimento. É preferível que as coisas não corram bem agora do que quando for nos jogos oficiais. Estamos à procura de ritmo e forma. Isto é normal no início Esta- mos a lutar para obter bons resultados. É óbvio que queríamos ganhar no jogo de apresentação, como é tradição. Mas o campeonato é que realmente interessa».

«A nível pessoal adorei. O ambiente no estádio foi excelente. Sei que os adeptos esperam muito de mim. Espero estar à altura e quero ver a equipa lá em cima Vamos trabalhar cada vez mais e esperamos ganhar já o próximo encontro. Temos uma vontade imensa de dar alegrias aos adeptos do Spor- ting», disse o espanhol no final do jogo à SportTv.

«Não foi a apresentação que ambicionávamos» - Daniel Carriço

Apesar do amargo de boca pela derrota frente ao Valência, Daniel Carriço, capitão do Sporting, afirma que a equipa leonina vai melhorar. O defesa agradeceu ainda o apoio manifestado pelos adeptos, que compareceram em massa ao Estádio.

pelos adeptos, que compareceram em massa ao Estádio. «Não foi a apresentação que todos ambicionávamos, mas

«Não foi a apresentação que todos ambicionávamos, mas antes de mais quero agradecer aos sócios

e adeptos que compareceram em

massa no nosso jogo de apresentação. Pedimos desculpas pelo re-

sultado, mas é certo que ainda não é a contar, nunca é bom perder,

se for para acontecer, que aconteça agora para corrigirmos os erros, são muitos jogadores novos».

«Temos que assimilar novas ideias, corrigir os erros e quando for

a contar, já a pontuar, o mais importante é entrar a vencer e posso

prometer aos adeptos que tudo vai ser diferente», disse o capitão aos microfones da Sport TV.

«Vamos lutar com todas as nossas forças e espero que os adeptos compareçam em massa em todos os jogos, porque só assim é que vamos conseguir chegar onde todos ambicionamos», afirmou.

02 de Agosto 2011 Desporto . 13
02
de Agosto 2011
Desporto . 13

Faltou poder de fogo a dragão dominador

FC Porto perde com o Lyon mas deixa imagem positiva

Primeira derrota na pré-época para o FC Porto (1-2), diante de um Lyon cem por cento eficaz, já que marcou no aproveitamento de duas falhas dos dragões. Depois de Lisandro López ter aberto o marcador em bom remate de fora da área, Rúben Micael empatou

o jogo e animou os dragões para uma exibição dominadora, que

só arrefeceu no fim, quando Fernando ofereceu um golo a Michel Bastos.

Apesar do desaire, a exibição do FC Porto em Genebra acentua o optimismo de dirigentes e adeptos do clube para o primeiro jogo a doer: a Supertaça frente ao V. Guimarães (próximo domingo).

a Supertaça frente ao V. Guimarães (próximo domingo). gir, não só em termos de joga- dores,

gir, não só em termos de joga- dores, mas também de equipa técnica, é muito difícil fazer uma análise muito profunda”. A fase de qualificação europeia começa a 7 de Setembro de 2012 e acaba a 19 de Novembro de 2013.

Rúben Micael, muito activo no primeiro tempo, marcou após passe soberbo de Kléber. Os franceses reclamaram fora-de-jogo, sem razão, num desafio em que os campeões nacionais já mostraram bons mecanismos.

Para Vítor Pereira “só faltou concretizar”

Vítor Pereira ficou satisfeito com a exibição do FC Porto, apesar de

 

ter

somado a primeira derrota na pré-temporada: “Estou feliz pela

A

e

velocidade da época passada, a agressividade na disputa da bola

a fixação pela baliza contrária estiveram lá. Além disso, houve

exibição, não tanto pelo resultado. Dominámos, criámos muitas situações de golo, fomos agressivos. Só nos faltou concretizar. Há

Kléber a reclamar protagonismo entre Hulk, Fucile e Rúben Mi-

dias assim”, referiu o treinador, notando que “dois erros da equipa

cael, os homens mais endiabrados da noite, com remates perigosos

levaram à derrota”.

e um golo, no caso do madeirense. Kléber voltou a encantar com bom futebol e fome de golos, provando, uma vez mais, que tem argumentos para substituir Falcão.

O golo de Lisandro López, que fugiu à marcação de Souza e dispa-

rou forte de pé esquerdo, não foi festejado pelo avançado argentino, num sinal de respeito pela equipa que o lançou no futebol europeu.

Curiosamente, o segundo golo francês nasceu da apatia de Fernan- do, o concorrente directo de Souza no meio-campo portista. A bola

bateu-lhe no corpo e Michel Bastos aproveitou para decidir o jogo

a favor do Lyon.

BORGES FOODS APRESENTA Bwin cup deu o pontapé-de-saída da época 2011-2012 Resultados dos jogos da
BORGES
FOODS APRESENTA
Bwin cup deu o pontapé-de-saída
da época 2011-2012
Resultados dos jogos da primeira jornada da 1ª Fase da bwin
cup
A época 2011-2012 teve o arranque oficial, este domingo,
com os jogos da primeira jornada da I Fase da bwin cup.
Esta primeira fase da competição é composta por três jor-
nadas, nas quais participam as 16 equipas que competem na
Liga Orangina na presente época. As equipas estão divididas
em quatro grupos:
Grupo A
Trofense – Leixões (1-1)
Penafiel – Belenenses (0-0
Grupo C
Atlético – Freamunde (0-1)
Portimonense – Moreirense (2-3)
Grupo B
Covilhã – Sta. Clara (0-1)
Naval – Arouca (2-0)
Grupo D
Oliveirense – Aves (0-1)
União da Madeira – Estoril (3-2)
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O técnico disse, ainda, que olha “com confiança” para o próximo

duelo da Supertaça. “Temos uma semana pela frente. Sinto que es- tamos fortes”, afirmou.

Portugal no Grupo F com a Rússia

A selecção de Portugal terá

a Rússia como principal ad-

versário na corrida à fase final

do

Mundial de 2014. Do Grupo

F,

fazem ainda parte Israel, Ir-

landa do Norte, Azerbaijão e Luxemburgo. Portugal foi o sexto cabeça-de-

mento para o Euro2012”, vin-

cou, após o sorteio, realizado no Rio de Janeiro.

“Hoje em dia não existem fac-

ilidades. Portugal já teve grupos teoricamente fortes e acabou por não ter tantas dificuldades como em grupos mais aces- síveis”, avisou. Paulo Bento centrou a sua aten- ção nos dois adversários mais perigosos no grupo: “A Rússia é uma equipa sempre forte, tam- bém está habituada a estar em

Não desconsideramos as outras três equipas com as quais se perdem pontos e se complicam as qualificações”. Ainda assim, Paulo Bento re- corda que “a uma distância tão grande do campeonato, com as mudanças que ainda podem sur-

série a ser sorteado por Ronal- do, o Fenómeno, na Marina da Glória, no Rio
série a ser sorteado por Ronal-
do, o Fenómeno, na Marina da
Glória, no Rio de Janeiro, pelo
que ficou colocado num dos
grupos de seis equipas (havia
oito de seis e um de cinco).
Paulo Bento considera Grupo F
“complicado”
Irlanda do Norte, Azerbaijão e
Luxemburo, cujos nomes foram
sorteados por Fellipe Bastos,
antigo jogador do Benfica, hoje
no Vasco da Gama, são oposi-
tores acessíveis para a selecção
liderada por Paulo Bento.
A Rússia será o adversário mais
complicado na corrida ao pri-
meiro lugar do Grupo F, o único
que vale o apuramento directo -
os oito segundos melhores clas-
sificados vão jogar um play-off
-, mas a selecção de Israel não
deverá ser menosprezada. O
selecionador de futebol, Paulo
Bento, considerou que Portugal
ficou num “grupo complicado”
fases finais. Há pouco tempo
esteve na meia-final do Euro
de qualificação para o Mundi-
al2014 de futebol, mas assume
o desejo de marcar presença na
fase final a disputar no Brasil.
“É
um grupo complicado, mas
que nos permite acalentar esse
sonho de estar no Mundial de
2014. Temos condições para
isso. Mas agora a nossa preo-
cupação está centrada no apura-
2008. Não esteve no Mundi-
al2010 porque perdeu no Play-
off. Normalmente tem joga-
dores de qualidade do ponto de
vista tático”.
“Israel - prosseguiu - está a
lutar pelo apuramento para o
Euro2012 com a Croácia e Gré-
cia. Serão equipas que nos de-
verão merecer todo o respeito.
14 . Desporto 02 de Agosto 2011
14 . Desporto
02 de Agosto 2011

Liga dos Campeões

Benfica em bom andamento

A equipa de jorge Jesus venceu por 2-0 os turcos do Tranbzonspor, na primeira não da terceira pré-elimina- tória da Liga dos Campeões.

frente aos turcos do Trabzonspor, por 2-0, em encontro da primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões de futebol.

O

jogador contratado neste “defeso” ao FC Barcelona

O Benfica conseguiu um triunfo importante que deixa

B

inaugurou o marcador, aos 71 minutos, tendo o sul-

a equipa da Luz mais perto do playoff final de acesso

à Champions. O espanhol Nolito e o argentino Gaitán marcaram na quarta-feira na Luz os golos da vitória do Benfica

Roberto no Saragoça por 8,6 milhões

da vitória do Benfica Roberto no Saragoça por 8,6 milhões O Benfica informou a Comissão do

O Benfica informou a Comissão do Mercado de Valores Mobiliá-

rios (CMVM) sobre a venda do guarda-redes espanhol Roberto ao Saragoça por 8,6 milhões de euros.

«A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD, em cumprimento do disposto no artigo 248º do Código dos Valores Mobiliários, vem confirmar que chegou a acordo com o Real Zaragoza SAD para a

transferência, a título definitivo, do atleta Roberto Jimenez Gago.

A transferência do referido atleta, bem como da totalidade dos di-

reitos económicos, foi concluída pelo valor de 8.600.000 (oito mi- lhões e seiscentos mil) euros», lê-se no comunicado.

Roberto regressa assim ao Saragoça, clube que representava por empréstimo do Atlético de Madrid antes de ser vendido ao Benfica por 8,5 milhões de euros.

Benfica joga amanhã a sua sorte

por 8,5 milhões de euros. Benfica joga amanhã a sua sorte Witsel deve estrear-se como titular

Witsel deve estrear-se como titular do Benfica no jogo da segunda mão da terceira pré-eliminatória da Champions (amanhã, quarta- -feira, 2h45, contra o Trabzonspor) no lugar do argentino Pablo Aimar.

Os 2-0 que a equipa portuguesa leva do encontro da 1ª mão fren-

te aos turcos permitem alguma tranquilidade, mas Jorge Jesus não

quer correr quaisquer riscos. A consistência que o belga contratado ao Standard Liège confere ao meio-campo, no apoio ao espanhol Javi García, deverá ser decisiva para uma chamada ao onze.

Além disso, o médio de 22 anos já revelou nos jogos de pré-época e na partida de última quarta-feira que é um jogador com técnica e visão de jogo acima da média.

Aimar, que fez uma grande assistência para o primeiro golo oficial do Benfica na presente época (apontado por Nolito), deve assim começar o jogo de Istambul no banco de suplentes.

Em dúvida continua o argentino Enzo Pérez. O extremo recupera

de uma lesão no tornozelo esquerdo e, apesar da sua provável in-

clusão na comitiva que viaja para a Turquia, deverá ser substituído

no

onze por Nolito (Gaitán passaria para a direita).

O

plantel cumpriu ontem de manhã a derradeira sessão de trabalho

antes da viagem rumo a Istambul.

-americano fixado o resultado, aos 88.

O jogo da segunda mão realiza-se no Estádio Ataturk,

em Istambul, amanhã, 3 de Agosto.

Vitória dos “castores” na apresentação

O Paços de Ferreira venceu, sábado, o Marítimo por 2-1, num jogo

que serviu para apresentar oficialmente o plantel à massa associa- tiva. Vítor, aos 44 minutos, abriu o activo num livre superiormente convertido, que não deu hipóteses de defesa a Salin. No segundo tempo, com as entradas de Babá e Pouga, o Marítimo

tornou-se mais incisivo a atacar. Aos 69 minutos Babá fez o empate

de grande penalidade, a castigar falta de Ozeia sobre Pouga.

O Paços reagiu e a seis minutos do final, também de grande pe- nalidade, marcada por Josué, acabou mesmo por chegar à vitória. Segundo “A Bola”, no final da partida, o Paços apresentou ofi- cialmente o seu novo patrocinador, a empresa de análises clínicas Labmed.

no final da partida, o Paços apresentou ofi- cialmente o seu novo patrocinador, a empresa de
02 de Agosto 2011 Ainda a tempo . 15
02
de Agosto 2011
Ainda a tempo . 15

Aprovado o acordo sobre dívida americana

Ainda a tempo . 15 Aprovado o acordo sobre dívida americana Democratas e Republicanos aprovaram, já

Democratas e Republicanos aprovaram, já ontem, segunda-feira, na Câmara dos Representantes a lei que permite o aumento do limite

de endividamento norte-americano.

A Câmara dos Representantes - câmara baixa do Congresso de

maioria republicana (oposição) - aprovou o aumento do limite da dívida do país em mais de 2,4 milhões de milhões de dólares (1,6 milhões de milhões de euros), com 269 votos favoráveis e 161 con- tra.

O

Senado vota, hoje, terça-feira o projecto de lei para elevar o limite

da

dívida federal, depois da votação da Câmara dos Representantes.

Don Stewart, porta-voz do líder da minoria republicana do Senado, Mitch McConnell, disse, citado pela Bloomberg, que a câmara alta

do congresso norte-americano vai realizar a votação apenas no ‘dia

D’, terça-feira.

O Senado vem, portanto, a seguir. No entanto, a câmara alta do

Congresso é de maioria democrata (no poder), pelo que as previ- sões serão favoráveis a uma aprovação.

que as previ- sões serão favoráveis a uma aprovação. 5. Família Alves Ribeiro: 779,7 milhões de
que as previ- sões serão favoráveis a uma aprovação. 5. Família Alves Ribeiro: 779,7 milhões de

5. Família Alves Ribeiro: 779,7 milhões de euros

6. Perpétua Bordalo da Silva e Luís Silva: 679,7 milhões de euros

7. Rita Celeste Violas e Sá, Manuel Violas: 650,6 milhões de euros

8. Maria do Carmo Moniz Galvão Espírito Santo: 645,8 milhões

de euros

9. Família Cunha José de Mello: 638 milhões de euros

10. António da Silva Rodrigues: 551 milhões de euros

Apesar das divergências entre democratas e republicanos, o acordo alcançado tem como objectivo evitar que os Estados Unidos en- trem já esta terça-feira em incumprimento, ao atingirem o limite máximo de endividamento.

Recorde-se que o presidente Barack Obama esteve envolvido em negociações difíceis com os republicanos para evitar a situação de incumprimento no país, que passa pela subida do limite de endi- vidamento além dos 14,3 mil milhões de dólares - atingidos em Maio.

Quem são os mais ricos de Portugal?

Américo Amorim continua a liderar a lista dos 25 mais ricos de

Portugal. Alexandre Soares dos Santos substitui Belmiro de Aze- vedo no 2.º lugar. As 25 maiores fortunas em Portugal somam 17,4 mil milhões de euros, o que corresponde a uma subida de 17,8% face a 2010 e a 10,1% do PIB português, segundo o estudo anual da Exame. “O valor é influenciado pela valorização das participações de Américo Amorim e pela subida em bolsa da Jerónimo Martins”, explica a revista Exame na edição deste mês. Américo Amorim mantém-se no primeiro lugar da lista, com uma fortuna avaliada em 2,6 mil milhões de euros. O património do empresário inclui participações acionistas na Galp Energia, na Corticeira Amorim, na Amorim Investimentos e Participações, na Nova Cimangola, no Banco BIC Portugal, no Banco Carregosa, no Banco Popular e no Banco BIC Angola. Belmiro de Azevedo, o patrão da Sonae, cede a vice-liderança a Alexandre Soares dos Santos, presidente da Jerónimo Martins, com patrimónios de 1,3 mil milhões de euros e 1,9 mil milhões, respetivamente. TOP 10:

1. Américo Amorim: 2587,2 milhões de euros

2. Alexandre Soares dos Santos: 1917,4 milhões de euros

3. Belmiro de Azevedo: 1297,6 milhões de euros

4. Família Guimarães de Mello, 1006,6 milhões de euros

Em São Mateus (Terceira)

Santo António 2011 – 10 dias

de festa rija

(Terceira) Santo António 2011 – 10 dias de festa rija urais da Agualva. Um brinde de

urais da Agualva. Um brinde de magia Este ano, com o lema “Um Brinde de Magia”, o programa estende- se por 10 dias de festa rija, que começa a 12 de Agosto e acaba a 21, onde, para além da tradicional

cantoria, existem artistas vindos do continente, como o Toy, Miguel e André, e a Romana, mas também

o Cortejo de Abertura, a marcha

oficial de Santo António, os locais “Açorianos”, Alberto Correia, “Os D’Banda”, “Sete da Vida Airada”,

Correia, “Os D’Banda”, “Sete da Vida Airada”, “Só Forró” e Fados com a família Barcelos. A

“Só Forró” e Fados com a família Barcelos. A tradicional segunda-feira do Bodo de Leite e Regatas, e quatro touradas, uma delas noturna, comple- tam o grosso do programa.

O programa das festas traz uma definição do lema “Um Brinde de Ma-

gia”. «Brindar é sempre bom, seja champanhe ou vinhos, ambos agregam glamour e elegância em todas as ocasiões comemoradas. É impossível imaginar uma grande comemoração sem um brinde especial, seja em casamentos, bodas e aniversários quando familiares e amigos se reúnem é imprescindível um “tim-tim” e de repente o ambiente fica mágico.» Mais uma vez o Porto de São Mateus está a vestir-se de gala para rece- ber as suas festas maiores. Para além de muitos visitantes, emigrantes e locais, este ano tem a presença da Rádio KIGS, sediada em Hanford, Califórnia, a transmitir os festejos para todo o mundo, com o site www. kigs.com, através dos seus estúdios na Terceira, que serão montados no Núcleo Museológico dos Baleeiros, no Porto de São Mateus. A cobertura será efectuada pelo dedicado locutor Ildeberto Rocha, sempre pronto para estas iniciativas de valor. Tenho pena de não poder assistir este ano às festas, que prometem muito,

mas vou partir a 9 de Agosto, regressando a 30, para a Califórnia onde vou visitar familiares e amigos, e participar noutra grande festa – Assunção –

em Turlock, para o lançamento do meu livro “Adelino Toledo – Uma Voz

na

Diáspora”.

As

festas deste ano estão orçadas em quarenta mil euros, fruto dum pro-

grama arrojado, mas cobertas pela força da organização da Comissão que tem organizado muitos eventos para angariar os fundos necessários. A Junta de Freguesia também colaborou com a festa ajudando na logística, licenciamentos, pedidos de apoios a empresas, etc.

É de louvar a organização desta festa e mais uma vez as mulheres pr-

ovaram que são capazes de pôr uma grande festa de pé. Como diz o ditado popular, mas ao contrário: “Por de trás de uma grande mulher está sempre um grande homem”. Que se divirtam…

Liduino Borba

Este ano de 2011, mantendo a tradição, decorrem em Agosto as tradicio- nais Festas de Santo António, no Porto de São Mateus, que têm a sua ori- gem no ano de 1754, com a elaboração nos Estatutos da Confraria de Santo António. Desde a ajuda a familiares de pescadores, quando necessitados, passando pela arrematação do “Santo” e organização das festas, houve uma evolução natural que acompanhou os tempos. A Comissão deste ano é composta por 7 mulheres, a saber: Maria da Fé Silva, Elvira Gil, Fátima Martins, Irina Pimentel, Juliana Pimentel, Maria José Silveira e Sandra Spencer. Segundo uma nota extraída do Face Book (em Festas de Santo António) elas definem-se como «uma comissão, que tudo faremos para conseguir os nossos objectivos, que são fazer uma festa bonita que dignifique a nossa linda freguesia.» Pelo que consta no pro- grama irão consegui-lo. Logo a seguir ao fim da festa de 2010 começaram os preparativos para o ano seguinte. Sou testemunha da preparação dos carros de desfile, que começou naquela data, num armazém de Entre Ladeiras, junto ao meu 2.ª

data, num armazém de Entre Ladeiras, junto ao meu 2.ª Mão, gentilmente cedido pela D. Teresa

Mão, gentilmente cedido pela D. Teresa Moniz de Sá, sua proprietária. Foram muitos meses de árduo trabalho, que para além dos membros da Comissão teve a colaboração de mecânicos, electricistas e outros. A deco- ração esteve a cargo dos dedicados irmãos João e Abel Mendonça, nat-

A fila da frente

No primeiro frente-a-frente parlamentar entre o Primeiro- -ministro e o líder da oposição, houve, de facto, troca de argumentos políticos, sem crispação, sem gritaria, sem in- sultos.

Foram dois homens civilizados, que responderam pelas suas ideias, sem cuidar quantos golos marcou cada um.

Contrastando com a cara de poucos amigos, espalhados pela reduzida bancada socialista, composta por um enxame de antigos ministros, secretários de estado e chefes de gabinete, António José Seguro marcou as distâncias e as diferenças, entre ele e Passos Coelho, dois jovens formados nas juventu- des partidárias e que hoje têm as maiores responsabilidades, um no governo, outro na oposição. Aconteceu política séria na Assembleia da República.

Ou quase.

Na fila da frente, onde habitualmente se sentam os líderes partidários e os deputados que vão fazer intervenções rele- vantes, estava um personagem dos mais cinzentos do ante- rior governo. Como não se lhe reconhece nenhuma medida relevante, enquanto foi secretário de estado, esperava-se um rasgo, um golpe de asa do deputado, que marcasse, desde a primeira sessão, o seu fulgor e a clarividência das suas propostas.

Afinal, o deputado pediu a palavra, encheu o peito, e ques- tionou o Primeiro-ministro sobre o «desaparecimento» de uma página do site do governo, onde deveriam constar as nomeações do executivo, neste escasso mês de actividade.

De volta, recebeu a explicação de que tinha visto mal (o que não é de estranhar) porque a página já constava do site desde as nove horas da manhã.

Das duas uma, ou o deputado precisa de uma reciclagem de Internet, ou esbanjou, sem glória, a oportunidade de o terem deixado sentar na fila da frente.

16 . Acontecimento da semana 02 de Agosto 2011
16 . Acontecimento da semana
02 de Agosto 2011

Homenagem em Ponta Delgada a 10 Jornalistas Micaelenses

A homenagem que a Câmara Municipal de Ponta Delgada prestou, na sexta-feira, a 10 jornalistas micaelenses dos séculos XIX e XX, dando o nome de cada um deles a outras tantas ruas da urbanização do Serrado do Carmo, no Livramento, foi “simples, mas sentida”. As palavras são da Presidente do Município. Berta Cabral falava na cerimónia de inauguração do arruamento do Serrado do Carmo, no Livramento, que recebeu o nome de dez

Serrado do Carmo, no Livramento, que recebeu o nome de dez ilustres figuras da comunicação social
Serrado do Carmo, no Livramento, que recebeu o nome de dez ilustres figuras da comunicação social

ilustres figuras da comunicação social de São Miguel, cujo empenho na defesa dos interesses açorianos e da cidadania contribuiu para fazer evoluir o pensamento de várias gerações. “Homenageamos, de forma simples, mas sentida, dez

personalidades micaelenses que contribuíram, em muito, para que

as novas gerações vissem os Açores como uma terra em que valia a

pena viver. Os dez jornalistas que dão os seus nomes às ruas desta

urbanização, fizeram tudo pela sua terra, dedicaram-se a causas, ao jornalismo e à comunicação, fizeram evoluir o pensamento açoriano

e deram eco às preocupações sociais, políticas e económicas” - disse Berta Cabral.

Para a autarca, os homenageados “fizeram uma parte significativa

da História dos Açores”.

A cerimónia oficial desta homenagem coletiva aos jornalistas

micaelenses dos séculos XIX e XX teve início com o descerramento das placas toponímicas da “Rua Manuel Benevides Raposo”, “Rua Jacinto de Sousa Cardoso”, “Rua Jorge do Nascimento Cabral”, “Rua Manuel Resende Carreiro”, “Rua Sílvio do Couto”, “Rua Mário Bettencourt Resendes”, “Rua José Ignácio de Sousa”, “Rua José Inácio de Medeiros”, “Rua Mariano José Cabral” e “Rua José Rebelo de Bettencourt”. Ao jornalista Gustavo Moura coube a apresentação dos homenageados. O orador defendeu que “falar dos dez jornalistas

é falar da história da Imprensa Regional”, sublinhando que o

percurso de cada um deles é parte integrante do desenvolvimento

da sociedade açoriana.

Gustavo Moura lembrou

Numa intervenção emotiva, Gustavo Moura recordou o percurso

de cada um dos homenageados, lembrando que Manuel Benevides

Raposo foi fundador do “Jornal Portuguez”, de Cambridge, em 1907, e que Jacinto de Sousa Cardoso fundou do jornal “A Descentralização”, em 1898, enquanto Jorge do Nascimento Cabral foi Diretor do jornal “Correio dos Açores” entre 1981 e 1997,

Manuel Resende Carreiro foi Diretor do jornal “Diário dos Açores” durante 47 anos e Sílvio do Couto” foi o primeiro jornalista da rádio pública.

Já Mário Bettencourt Resendes foi Diretor do jornal “Diário de

Notícias”, José Ignácio de Sousa foi Diretor do jornal “Açoriano Oriental” durante 36 anos e José Inácio de Medeiros fundou o jornal “A Persuasão” em 1862. Por último, Mariano José Cabral” foi fundador da “Gazeta da

Relação dos Açores”, “A Ilha” e “Arquivo Açoriano” e José Rebelo

de Bettencourt” fundou o diário “O Distrito”.

Pedro do Nascimento Cabral falou, nesta cerimónia, em representação das famílias dos dez jornalistas homenageados , agradecendo a evocação da Câmara de Ponta Delgada a dez homens

a evocação da Câmara de Ponta Delgada a dez homens que marcaram o seu tempo e
a evocação da Câmara de Ponta Delgada a dez homens que marcaram o seu tempo e

que marcaram o seu tempo e deixaram a sua impressão digital na História dos Açores, primando sempre pela defesa dos interesses coletivos regionais, incentivando à participação cívica e apelando a uma sociedade mais ativa. Disse ainda que o papel destes dez jornalistas foi crucial para os Açores passassem a ser mais respeitados, concluindo: “Valeu a pena, valeu mesmo a pena a vossa passagem por aqui”. Recorde-se que esta homenagem partiu de uma proposta da Comissão Municipal de Toponímia e foi aprovada na última reunião de Câmara. A proposta em questão sublinha o facto de os dez jornalistas terem sido figuras destacadas dos séculos XIX e XX, por terem fundado importantes títulos da imprensa local ou por se terem notabilizado nos planos regional e nacional.

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02 de Agosto 2011 A semana . 17
02
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A semana . 17

Historiador considera Alemanha “rainha das dívidas”

O historiador Albrecht Ritschl evoca em entrevista ao site de Der

Spiegel vários momentos na História do século XX em que a

Alemanha equilibrou as suas contas à custa de generosas injecções de capital norte-americano ou do cancelamento de dívidas astronómicas, suportadas por grandes e pequenos países credores. Ritschl começa por lembrar que a República de Weimar viveu entre 1924 e 1929 a pagar com empréstimos norte-americanos

as reparações de guerra a que ficara condenada pelo Tratado de

Versalhes, após a derrota sofrida na Primeira Grande Guerra. Como

a crise de 1931, decorrente do crash bolsista de 1929, impediu o pagamento desses empréstimos, foram os EUA a arcar com os custos das reparações.

A Guerra Fria cancela a dívida alemã

Depois da Segunda Guerra Mundial, os EUA anteciparam-se e impediram que fossem exigidas à Alemanha reparações de guerra tão avultadas como o foram em Versalhes. Quase tudo ficou adiado até ao dia de uma eventual reunificação alemã. E, lembra Ritschl, isso significou que os trabalhadores escravizados pelo nazismo não foram compensados e que a maioria dos países europeus se viu obrigada a renunciar às indemnizações que lhe correspondiam devido à ocupação alemã.

No caso da Grécia, essa renúncia foi imposta por uma sangrenta guerra civil, ganha pelas forças pró-ocidentais já no contexto da Guerra Fria. Por muito que a Alemanha de Konrad Adenauer e Ludwig Ehrard tivesse recusado pagar indemnizações à Grécia, teria sempre à perna a reivindicação desse pagamento se não fosse por a esquerda grega ficar silenciada na sequência da guerra civil. À pergunta do entrevistador, pressupondo a importância da primeira ajuda à Grécia, no valor de 110 mil milhões de euros, e da segunda, em valor semelhante, contrapõe Ritschl a perspetiva histórica: essas somas são peanuts ao lado do incumprimento alemão dos anos 30, apenas comparável aos custos que teve para os EUA a crise do subprime em 2008. A gravidade da crise grega, acrescenta o especialista em História económica, não reside tanto no volume da ajuda requerida pelo pequeno país, como no risco de contágio a outros países europeus.

Tiram-nos tudo - “até a camisa”

Ritschl lembra também que em 1953 os próprios EUA cancelaram uma parte substancial da dívida alemã - um haircut, segundo a moderna expressão, que reduziu a abundante cabeleira “afro” da potência devedora a uma reluzente careca. E o resultado paradoxal

Ela quer expulsar Obama da Casa Branca

o resultado paradoxal Ela quer expulsar Obama da Casa Branca Conservadora até ao tutano, está decidida

Conservadora até ao tutano, está decidida a ocupar a Sala Oval. Pode até gerar controvérsia, mas a sua popularidade só tem crescido. Quem o diz é Catarina Reis da Fonseca, no “Diário de Notícias”. Michele Bachmann pode até ser uma figura controversa da política americana, mas isso não diminui as suas possibilidades de vir a enfrentar Barack Obama nas presidenciais do próximo ano. Pelo contrário. A par com Mitt Romney, a congressista do Minesota é a candidata republicana com mais hipóteses de vencer as primárias do partido, que serão lançadas, em Janeiro, nos estados de Iowa e New Hampshire. Apoiada pelo Tea Party, movimento da direita mais conservadora, Bachmann, que chegou à Câmara dos Representantes em 2006, é uma cristã evangélica fervorosa e já afirmou em várias ocasiões

que a sua entrada na política lhe foi ordenada por Deus. Nos anos 90, fundou uma escola que proibia a projecção do filme da Disney Aladino, por este “envolver magia e incitar ao paganismo”, revelou há cinco anos o jornal do Minesota City Pages.

Histórias e mais histórias

Das polémicas em que se tem visto envolvida, a mais recente diz respeito à notícia de que o marido, Marcus Bachmann, doutorado em Psicologia, faz “tratamentos de reversão da homossexualidade” na sua clínica cristã de aconselhamento. A história foi divulgada pelo jornal The Nation há duas semanas, e, há poucos dias, a ABC transmitiu a gravação do testemunho de um dos “pacientes”, que diz ter sido aconselhado a ler a Bíblia para “ficar livre dos seus instintos homossexuais”. A revelação está a fazer chover críticas não só da esquerda como de grupos de defesa de direitos humanos. Entretanto, enquanto o marido da candidata negava esta semana a veracidade da notícia, Michele, que se escusou a comentar, assinava o controverso documento “Wedding Vow” (voto de casamento), elaborado pelo grupo conservador The Family Leader. O texto, que condena o casamento entre pessoas do mesmo sexo, refere que “não existem provas científicas de que a homossexualidade seja irresistível”. O documento apela à rejeição da lei islâmica, condena o aborto e a pornografia e diz que as pessoas casadas “têm mais saúde, melhor sexo e vivem mais tempo”. Romney, principal rival de Bachmann, recusou-se a assinar o texto. Casada há 33 anos, a ex-senadora conheceu o marido quando ainda estava a estudar. Licenciada em Direito, especializou-se em direito fiscal em 1988. Foi nessa altura que começou a trabalhar como advogada num departamento de finanças na cidade de Saint Paul, onde ficaria por cinco anos. Em 1992, quando ficou grávida do quarto filho, decidiu dedicar-se exclusivamente à família.

Dezenas de jovens detidos após tiroteio em Cabinda

Ambiente de “terror” num orfanato após tiroteio e prisões, durante visita de diplomatas europeus. Desconhecem-se pormenores. Entretanto, cerca de 30 jovens foram detidos, na quarta-feira, pela polícia angolana quando tentavam falar com uma delegação de diplomatas da União Europeia que se encontra de visita ao território.

Durante os incidentes a polícia angolana teria feito uso de armas de fogo que instalaram o “terror” no orfanato católico Betânia onde se efectuaram as prisões, disse Marcos Mavungo, activista dos direitos humanos em Cabinda.

Mavungo disse que cerca de 30 jovens podem ter sido detidos pela polícia após uma troca de tiros.

Entre

os

detidos

encontra-se Alexandre

Cuango

que

havia

sido

anteriormente preso. Cuango disse que “activistas” ter-se-iam deslocado ao orfanato onde a delegação da UE estava reunida com membros da sociedade civil “quando foram surpreendidos por um forte contingente de polícia, de tropas que começaram a fazer fogo”.

“Muitas crianças desmaiaram e fala-se também de feridos,” disse Mavungo que acrescentou não saber o paradeiro dos detidos.

O padre Casimiro Congo confirmou em separado a ocorrência de detenções

na Betânia mas disse que pelas suas informações o numero de presos era de “16 ou 17”.

O Padre Congo disse que os detidos teriam sido conduzidos para uma

esquadra na Rua Papangoma acrescentando não saber se os jovens vão ser libertados ou se serão formalmente acusados de violar alguma lei.

foi exonerar a Alemanha dos custos da guerra que tinha causado, e deixá-los aos países vítimas da ocupação.

E, finalmente, também em 1990 a Alemanha passou um calote aos

seus credores, quando o chanceler Helmut Kohl decidiu ignorar

o tal acordo que remetia para o dia da reunificação alemã os pagamentos devidos pela guerra.

É que isso era fácil de prometer enquanto a reunificação parecia

música de um futuro distante, mas difícil de cumprir quando chegasse o dia. E tinha chegado.

Ritschl conclui aconselhando os bancos alemães credores da Grécia a moderarem a sua sofreguidão cobradora, não só porque a Alemanha vive de exportações e uma crise contagiosa a arrastaria igualmente para a ruína, mas também porque o calote da Segunda Guerra Mundial, afirma, vive na memória colectiva do povo grego.

Uma atitude de cobrança implacável das dívidas actuais não deixaria, segundo o historiador, de reanimar em retaliação as velhas reivindicações congeladas, da Grécia e doutros países e, nesse caso, “despojar-nos-ão de tudo, até da camisa”.

Nova Directora do FMI “duvida” sobre o estatuto do dólar

Directora do FMI “duvida” sobre o estatuto do dólar diretora do Funco Monetário Internacional (FMI), Christine

diretora do Funco Monetário Internacional (FMI), Christine

Lagarde, antecipa algumas “dúvidas” sobre o estatuto do dólar como moeda de reserva mundial se persistir o impasse nas negociações orçamentais do Congresso.

“Provavelmente, isso vai provocar uma queda do dólar em relação

outras moedas e provavelmente dúvidas no espírito das pessoas

que conservam divisas sobre se o dólar é efetivamente a moeda de reserva de primeira ordem”, afirmou Lagarde ao canal televisivo PBS, citado pela AFP. “Há verdadeiramente muitas preocupações. É claro que a economia mundial é fortemente dependente da economia norte-americana porque é a primeira economia do mundo”, afirmou ainda a chefe do FMI. “Por isso, o facto de ter a economia dominante em plena incerteza

sobre o limite da dívida é fortemente perturbador”, alertou Christine Lagarde.

dívida bruta federal, de cerca de 14,3 biliões [milhão de milhões]

de dólares (9,9 biliões de euros), atingiu em meados de maio o limite máximo autorizado pelo Congresso e o défice orçamental

deve atingir os 1,6 biliões de dólares (1,108 biliões de euros) este ano.

Tesouro norte-americano preveniu que, sem que o limite da

dívida seja elevado pelos eleitos até 02 de agosto (terça-feira), os Estados Unidos ficam incapazes de fazer face às suas obrigações, o que poderá ter consequências perigosas para a economia.

África do Sul

Homem acorda na morgue dentro de câmara frigorífica

porta-voz das autoridades de Saúde de África do Sul, Sizwe

Kupelo, informou, na segunda-feira, que um homem com cerca de 80 anos acordou na tarde de domingo numa morgue, 21 horas

depois de a família o ter dado como morto e de ter sido levado para

morgue após ter sofrido um ataque de asma.

“Quando chegou à morgue, o seu corpo foi examinado, medida a sua eventual pulsação e batimentos cardíacos, mas não obtivemos resultados”, explicou o responsável pela morgue em declarações à

Associated Press ao salientar ter sido confirmada a morte do idoso. Mas um dia depois de os funcionários da morgue terem colocado

corpo numa câmara frigorífica foram ouvidos gritos de ajuda:

“Pensavam que era um fantasma”, explicou o proprietário da morgue. Quando a polícia chegou, o corpo foi retirado da câmara frigorífica

o homem, que estava pálido, perguntou apenas como tinha ido

ali parar. O idoso foi depois transportado para o hospital para observação e já teve alta.

18 . Escrever e contar 02 de Agosto 2011
18 . Escrever e contar
02 de Agosto 2011

Faianças Bordallo Pinheiro lançam TOMA, Moody’s

2011 Faianças Bordallo Pinheiro lançam TOMA, Moody’s TOMA, Moody’s é a mais recente criação das Faianças

TOMA, Moody’s é a mais recente criação das Faianças

Bordallo Pinheiro, numa reinterpretação e actualiza- ção para os tempos actuais da famosa personagem Zé Povinho, criada por Rafael Bordallo Pinheiro em 1875

e que, desde então, se tornou elemento simbólico dos

sacrifícios e injustiças impostos ao povo português.

A estatueta “TOMA, Moody’s” está à venda em duas

versões, desde 22 de Julho, em todo o país, nas lojas Vista Alegre Atlantis e na loja Bordallo Pinheiro nas Caldas da Rainha. O Zé Povinho responde assim à Moody’s com um manguito, na sua boa tradição, demonstrando o des- contentamento pela diminuição do rating da dívida portuguesa, para a categoria de “lixo”.

A Moody’s é, assim, o alvo desta figura típica da cul-

tura nacional, que pretende servir de bandeira daquilo que vai na alma de todos os portugueses, cansados de serem “vítimas” de decisões destas agências norte- -americanas, em atitudes que roçam o “terrorismo eco- nómico”, pois de um minuto para o outro, deitam por terra os esforços do governo e das pequenas e médias empresas portuguesas para subsistirem e fazerem face aos desafios de uma economia global.

de

emergência em Valongo

Helicóptero

aterra

global. de emergência em Valongo Helicóptero aterra Um helicóptero que estava envolvido numa operação de

Um helicóptero que estava envolvido numa operação

de combate a incêndio na zona de Couce, Valongo, fez

uma aterragem de emergência esta quinta-feira à tarde, após embater num cabo de alta tensa.

Segundo a TVI, o meio aéreo só transportava o piloto quando se deu o acontecimento, rebentando com al- guns cabos e provocando um incêndio, que tinha sido dado como extinto pelas 21 horas.

O incidente, ocorrido depois de o helicóptero ter deixa-

do em terra uma equipa do GIPS da GNR, não inviabi-

lizou o aparelho de continuar a voar.

“Não há crise” - Presidente da Turquia

Aumentam as tensões entre militares e Governo

O presidente turco Abdullah Gul disse que a demissão de todo o

comando militar do país, na Sexta-feira, não vai causar uma crise. Falando a jornalista em Ankara o presidente descreveu as demis- sões de “extraordinárias” mas afirmou que não haverá um vácuo

mas afirmou que não haverá um vácuo Cerca de 200 oficiais no activo e na reforma,

Cerca de 200 oficiais no activo e na reforma, incluindo 30 generais, foram acusados de estarem envolvidos. A maior parte dos oficiais que foram acusados continuam presos.

de

poder.

O

comandante da polícia militar, o general Mnecdet Ozem, foi no-

meado comandante militar supremo no Sàbado.

O chefe de estado maior das forças armadas, o General Isik Kosa-

ner e os comandantes do exército, marinha e força aérea demiti- ram-se numa altura em que aumentam as tensões entre o militares, seculares, e o governo de natureza islâmica.

As demissões deram se aparentemente devido a uma disputa sobre promoções no exército.

Há militares presos

Numa reunião com dirigentes militares o primeiro ministro Tayyip Erdogan disse que iria bloquear a promoção de oficiais que ele acredita terem feito parte de uma conspiração para derrubar o seu governo.

Nos últimos meses as autoridades prenderam mais de 300 pessoas como parte de uma investigação a alegadas conspirações para des- truír o governo.

Ao anunciar a sua demissão Kosaner disse que não pode defender os direitos dos militares que considera terem sido injustamente pre- sos pelo que nãpo podia continuar a cumprir as suas funções.

Emigrantes de Cabo Verde são factor importante nas presidenciais

de Cabo Verde são factor importante nas presidenciais Com muitos cidadãos cabo-verdianos vivendo no estrangeiro,

Com muitos cidadãos cabo-verdianos vivendo no estrangeiro, é ób- vio que o novo presidente terá que dar especial importância a essas comunidades espalhadas sobretudo pela Europa e pelas Américas. O arquipélago cabo-verdiano conheceu nos últimos 35 anos após

a independência um crescimento assinalável, situação que levou a

ONU a graduar Cabo Verde, para o grupo de países de desenvolvi- mento médio, em 2008.

Nesse caminho rumo ao desenvolvimento, Cabo Verde tem contado com a prestimosa colaboração dos seus emigrantes espalhados por várias partes do globo e também de países amigos e organizações internacionais.

Sendo assim, o diplomata Elias Lopes Andrade, considera que o presidente da república deve exercer uma magistratura de influência importante, com o objectivo de ajudar o Governo a conseguir meios para atender as demandas das populações.

Outro aspecto importante apontado pelo entrevistado da Voz da América prende-se com a nomeação dos embaixadores.

No momento em que 4 cidadãos estão na corrida presidencial, o diplomata Elias Lopes Andrade destaca o papel que o presidente da república é chamado a desempenhar na área da política externa. De ressalvar que Cabo Verde apesar de ter sido graduado para o grupo de países de desenvolvimento médio em 2008 ainda necessita do apoio dos parceiros internacionais, de resto uma posição defen- dida pelos governantes e dirigentes políticos nacionais.

Empregada que acusa Strauss-Kahn falou em conferência de imprensa

Nafissatou Diallo, a empregada de hotel que acusa o ex-líder do FMI Dominique Strauss-Kahn de agressão sexual e tentativa de

violação, falou pela primeira vez em conferência de imprensa sobre

o caso.

«A minha família e eu estamos a sofrer muito», disse a alegada

vítima, referindo que já foram divulgadas muitas informações a seu respeito que «não são verdade». Nafissatou Diallo chegou mesmo

a

processar o New York Post por tê-la relacionado à prostituição.

O

advogado de Nafissatou Diallo disse também que caso a justi-

ça

norte-americana conclua que não há matéria para um processo

criminal, pretendem avançar para um processo civil para exigir re- paração de danos.

para um processo civil para exigir re- paração de danos. «A vítima quer justiça e se

«A vítima quer justiça e se os procuradores não levarem o assunto

Recorde-se que Strauss-Kahn foi libertado a 1 de Julho por alega-

a

julgamento, é preciso que seja feita justiça. Levarei rapidamente

das contradições no depoimento de Nafissatou Diallo relativamen-

o

assunto a um júri», disse Kenneth Thompson.

te à alegada agressão sexual, que remonta ao dia 14 de Maio.

02 de Agosto 2011 Escrever e contar . 19
02
de Agosto 2011
Escrever e contar . 19

Amy Winehouse – Perigosamente Rebelde

Começou a cantar aos oito anos, em bares e cabarés de bairro. Mas

o talento da jovem de 27 anos só chegou aos ouvidos do grande público em todo o Mundo em 2006.

A morte de Amy Winehouse chocou milhões de fãs em todo o mun-

do, que adoravam a sua voz multi-facetada, a sua personalidade rebelde e a sua vida perigosamente desregrada.

Uma semana após ter sido encontrada sem vida, no seu apartamen-

to em Londres, continuam a desconhecer-se as causas de morte.

Uma autópsia inicial foi inconclusiva, enquanto muitos suspeitam que a cantora tenha sido vítima de uma overdose, dada a sua pro- pensão para o consumo de drogas pesadas.

A família diz que não foi overdose. A polícia aconselha as pessoas

a não especularem e esperarem até as causas serem oficialmente

apuradas.

e esperarem até as causas serem oficialmente apuradas. cupava com a sua vida pessoal. Foi vista

cupava com a sua vida pessoal. Foi vista e filmada frequentemente embriagada e drogada. Foi a tribunal por agressão ou comporta- mento indecoroso enquanto embriagada. Entrou, e saiu quase de seguida, de vários centros de recuperação para alcoólicos e dro- gados. Desde 2006 que se esperava por outro álbum… mas ela nunca o conseguiu fazer. Amy gravou algumas colaborações, uma das quais com o lendário Quincy Jones (It’s My Party) e pouco mais. Algumas actuações ao vivo foram mais ou menos bem sucedidas, mas havia sempre o perigo de ela aparecer embriagada ou drogada, como aconteceu no mês passado, na Sérvia. Parece ter composto o lema da sua vida, com a sua canção mais famosa, “Rehab”, onde cantava que “eles queriam que eu fosse para a reabilitação, mas eu disse, não, não, não…”

Começou a cantar aos 8 anos

Amy Winehouse começou a cantar aos oito anos, em bares e caba- rés de bairro. Mas o talento da jovem de 27 anos só chegou aos ou- vidos do grande público em todo o Mundo em 2006, com o álbum “Back to Black”. Foi um êxito estrondoso: a sua mistura inovadora de jazz, soul, rock e pop ganhou 5 prémios Grammy e foi um su- cesso imediato de vendas.

Três anos antes, em 2003, Amy publicara um álbum de jazz, intitu- lado “Frank”. Vendeu bem, foi bem recebido pela crítica, mas ela não estava satisfeita. Dizia que o seu melhor estava para vir.

E de facto, foi “Back to Black” que a levou de cantora razoavel-

mente conhecida para estrela mundial. Milhões de pessoas rende- ram-se ao que um crítico descreveu como “uma voz fantástica e um som genuinamente original”. Mas Amy cativava tanto com o seu talento, como intrigava e preo-

Chefe militar dos rebeldes da Líbia foi morto

e preo- Chefe militar dos rebeldes da Líbia foi morto O general líbio Abdel Fatah Younes,

O general líbio Abdel Fatah Younes, dirigente do regime de Muammar Kadhafi que se associou aos rebeldes como chefe militar da oposição, foi morto, depois de ter sido dado como desaparecido desde quarta-feira. A informação foi avança-

da por Moustafa Abdul-jalil, líder do Conselho Nacional de Transição (CNT).

Apesar de faltar apurar as circunstâncias da morte de Abdel Fattah Younes, Abdul-jalil disse à televisão Al-Jazeera que o general foi morto por um grupo de homens armados depois de ter sido convocado para um interrogatório em Bengazhi.

«Recebemos a notícia de que Younes e dois dos seus guarda- -costas foram alvejados depois de o general ter sido convo- cado para comparecer perante um comité judicial destinado a investigar questões militares», afirmou o responsável da oposição, salientando que o general não compareceu nesse encontro.

Entretanto, Abdul-jalil deu conta de que o líder do grupo responsável pela morte do chefe militar foi detido.

Criticada “angolanização” da indústria petrolífera

*Mais de 80% dos trabalhadores são angolanos mas críticos afirmam que a questão a saber é a sua posição e se têm as mesmas regalias

Há cerca de dez anos iniciou-se em Angola, um processo de enqua-

dramento de quadros angolanos no sector mais lucractivo do país,

o

petróleo.

O

programa, designado “angolanização do sector dos petróleos”,

tem por objectivo facilitar o acesso dos nacionais à indústria do ouro negro, mas a marcha não está a ser fácil.

Vários sectores da sociedade apontam a existência de políticas des- criminatórias por parte de companhias que operam no país.

A coordenadora da secção económica da Open Society em Angola,

Albertina Delgado, e o editor de economia do semanàrio Novo Jor- nal, Miguel Gomes, falaram ainda agora à Voz da América sobre

o assunto.

Delgado disse que “na pràtica” a maior parte das empresas pres- supõem que a lei implica que tem que haver o maior número de quadros angolanos a trabalhar nas empresas petrolíferas”.

Mas Albertina Delgado diz que a lei implica também que as empre-

sas invistam nos quadros angolanos “para que estes possam ocupar diversas posições dentro do sector”.

Para Delgado não basta olhar para o número de angolanos actual- mente na indústria petrolífera.

“A questão da angolanização não pode ser vista apenas pelo facto de haver 88% de angolanos na indústria petrolífera,” disse.

“A questão que se coloca é saber que cargos ocupam esses 88%,” acrescentou.

“Têm as mesmas regalias? Têm igualdade em termos monetários?” interrogou para crescentar que “a realidade é que não há essa equi- dade”.

Por seu turno, Miguel Gomes disse que muitas vezes angolanos são contratados “ só por uma questão de imagem para as companhias mostrarem que têm angolanos”.

Essas companhias, disse, deveriam ter “uma estratégia de procurar pessoas com valor, apostar nelas e coloca-las em lugares chave”.

Angola em foco

Desmaios nas escolas preocupam autoridades

Cento e vinte e três casos de desmaios foram regis- tados no município do Kilamba Kiaxi, em Luanda, desde o registo do primeiro caso, no passado mês de Maio, disse à Angop, uma fonte oficial.

Essa situação que já incomodou, igualmente outros municípios da província de Luanda, para além do re- gisto de outras ocorrências nas províncias do Namibe, Cabinda e Cunene, está a inquietar as autoridades po- líticas e sanitárias do país.

Uma outra flor

Fernando

Cruz Gomes

Uma outra flor Fernando Cruz Gomes têm de se colocar frente ao espelho. Para sentir algo

têm de

se colocar frente ao espelho. Para sentir algo do carinho de que to-

dos são carentes

que eles – e elas, claro – acreditem no Além promissor que Deus

ofereceu a todos

os tuteie, lhes dê uma palavra de reconhecimento. Eles nem mais quereriam

Naquele dia entendi que deveria ser eu a ir às compras. Que era

algo me impulsionava a ir ao super-

mercado grande que havia frente à casa onde então morava. Algo me impulsionava a fazer o que, por norma, não faço, assoberbado como ando no dia-a-dia dos meus afazeres profissionais.

Lá dentro, feitas as compras, esperava na fila, calmamente, que che- gasse a minha vez, para pagar. Várias outras pessoas esperavam o mesmo.

surge aquele rapaz. Passa-me à frente. Passa os

outros também. Lá à frente, vira-se para uma senhora que também esperava.

- Mãe

Não foi difícil entender, até pelo articulado da voz, que se tratava de um deficiente mental, daqueles que enxameiam as nossas ruas e as nossas angústias. Estava mesmo à minha frente. Ganhei coragem e,

a despeito de me apetecer gritar-lhe a minha revolta por ele me ter

passado à frente

a adoçar a voz, a perguntar-lhe o nome. Era o Andy. E a mãe, lá longe, a adivinhar o pior, já ensaiava o pedido de desculpa.

O Andy – ponha-lhe outro nome, se quiser – estava admirado por eu

lhe falar. Respondia a tudo. E eu falei-lhe na escola, perguntei-lhe

a idade (15 anos como me disse, depois, de, bem alto, perguntar à

mãe

soube onde ele morava.

O rapaz estava feliz. Via-lhe nos olhos. Anotava-lhe nas respostas

que me ia dando. Os outros da fila já estavam a andar para a sua vida. Talvez intrigados com a conversa de um homem normal com aquele rapaz que nem normal seria.

Quinze minutos se passaram. A mãe do Andy aproximou-se e

entendeu a felicidade do seu menino.

quando ia a pedir desculpa

Agradeceu-me. Disse que o Andy iria lembrar o meu gesto para

sempre. Ninguém lhe pergunta a idade, nem o nome, nem a escola

tem de se olhar ao

Falei-lhe num filme que ele deveria ter visto. Creio que até

por não ter esperado a sua vez na fila, dei comigo

Eis senão quando

melhor. Mais do que isso

cã em baixo vão passando sem que ninguém

têm de olhar a mãe, se ainda a tiverem. E mesmo

Há por aí muitos. Ensimesmados. Para falar com alguém

mãe

eu estou aqui

eu estou aqui

vem!

)

nada. Ele vive só. E se quer falar com alguém espelho.

Acho que a solidão pode, de facto, matar.

Quando encontrar alguém só – mesmo deficiente, mesmo um velhi- nho, mesmo um doente – vale a pena falar com ele.

Naquele dia

diferente daquelas que há no meu jardim onde ainda tenho algumas. Tem outra cor. Outra dimensão. Mas o coração – as flores também têm coração?! – é o mesmo

eu passei a gostar mais de mim. Afaguei uma flor

20 . Automobilismo 02 de Agosto 2011
20 . Automobilismo
02 de Agosto 2011

Monolugares eléctricos nas boxes em 2014

02 de Agosto 2011 Monolugares eléctricos nas boxes em 2014 As equipas de Fórmula 1 têm

As equipas de Fórmula 1 têm dois anos para desenvolver sistemas nos seus monolugares para que estes se movam a electricidade. A

alteração técnica introduzida pela FIA será aplicada em 2014 e obri- ga os carros a utilizarem, apenas, energia eléctrica quando passam

na linha das boxes.

“Os carros têm de andar em modo eléctrico (sem ignição ou com- bustível suplementar para o motor) quando passar pelo ‘pit lane’”, lê-se no regulamento técnico para 2014.

O objectivo da FIA é o de contribuir para uma imagem mais amiga

do ambiente. Para além disso, a entidade federativa quer que os carros possam arrancar sem qualquer dispositivo extra, tal como acontece nos modelos do dia-a-dia. Desta forma, deixará de ser ne- cessário ter computadores e softwares específicos para que os pi- lotos possam por os monolugares a trabalhar. Por outro lado, isso evita que os concorrentes abandonem a competição se fizerem um pião ou, por alguma razão, o motor vá abaixo.

Ferrari:

olhar já para 2012

razão, o motor vá abaixo. Ferrari: olhar já para 2012 A saída do técnico Aldo Costa,

A saída do técnico Aldo Costa, da estrutura da Ferrari, parece já

estar a mexer na estrutura italiana, com outros dois engenheiros, Pat Fry e Nikolas Tombazis, a empreenderem modificações de fun- do que aproximam a Scuderia do método utilizado na McLaren.

O F150 que está a ser usado actualmente por Alonso e Massa vai,

garante a Ferrari, a continuar a ser desenvolvido, mas a reacção pedida por Luca di Montezemolo aos seus homens, leva-os a pensar

já em 2012.

É por isso que se fala já que o próximo monolugar será bastante

revolucionário em determinados pormenores técnicos. Segundo fontes da equipa italiana, é preciso romper com uma filosofia que já data de alguns anos e que foi implementada pela dupla Ross Brawn/ Rory Byrne. De resto, ao que tudo indica, esta mudança de estra- tégia estará mesmo contemplada na renovação do contrato que foi feito com Alonso até 2016.

Paulo Alves – Carlos Moreira

Button vence na Hungria

2016. Paulo Alves – Carlos Moreira Button vence na Hungria O britânico Jenson Button, em McLaren
2016. Paulo Alves – Carlos Moreira Button vence na Hungria O britânico Jenson Button, em McLaren

O britânico Jenson Button, em McLaren Mercedes,

venceu ontem o Grande Prémio da Hungria em Fór- mula 1.

Button conquistou a sua segundo vitória da temporada,

ficando à frente do alemão Sebastian Vettel (Red Bull)

e do espanhol Fernando Alonso (Ferrari).

Depois da vitória de Lewis Hamilton na Alemanha —

o inglês liderou a corrida mas acabou por terminar em

quarto lugar, depois de ter sido penalizado —, foi o se- gundo triunfo consecutivo da McLaren.

O alemão Sebastian Vettel tem agora mais 85 pontos

que o colega de equipa Mark Webber, quinto na Hun- gria, 88 que Hamilton e 89 que Alonso.

Novos BMW i3 e i8 em detalhe

que Hamilton e 89 que Alonso. Novos BMW i3 e i8 em detalhe A BMW criou

A BMW criou uma sub-marca chamada i, a qual abarcará

modelos eléctricos, híbridos e com extensor de autonomia.

Os primeiros modelos a serem lançados sob a nova insígnia

são o eléctrico BMW i3 Concept (anteriormente conheci-

do como Megacity Vehicle) e o desportivo plug-in híbrido

BMW i8 Concept.

O i3 destina-se a uma utilização citadina e está equipado com

um motor eléctrico, no eixo traseiro, que debita 125 kw/170

cv e um binário máximo de 250 Nm. A marca anuncia uma

aceleração dos 0 aos 100km/h em menos de oito segundos

e uma velocidade máxima de 150 km/h. A autonomia varia entre 130 e 160 km.

O i8, por seu turno, combina o motor eléctrico que também

equipa o i3 (alojado no eixo dianteiro) com um três cilindros

de combustão interna de 220 cv e 300 Nm de binário. A ace-

leração dos 0 aos 100 km/h processa-se em menos de cinco segundos e o construtor bávaro anuncia um consumo, em ci-

clo combinado, de 3,0l/100km. Graças à sua bateria de iões

de lítio de grande capacidade, a qual pode ser carregada num

tomada doméstica, o i8 Concept está apto a percorrer até 35 quilómetros em modo exclusivamente eléctrico.

Ambos os modelos estarão em destaque no expositor da BMW, no Salão de Frankfurt, em Setembro.

no expositor da BMW, no Salão de Frankfurt, em Setembro. VW e a F.1… com a

VW e a F.1… com a Audi?

Salão de Frankfurt, em Setembro. VW e a F.1… com a Audi? Já há muito que

Já há muito que está em curso um plano de envolvi- mento do Grupo Volkswagen no desporto automóvel a nível mundial.

Depois de se saber que a Skoda deverá trocar os ra-

lis do IRC pelas provas em circuito do WTCC, que a

VW se irá dedicar aos ralis do WRC e que a Porsche vai regressar às 24 Horas de Le Mans em condições de

discutir a vitória à geral, é quase certo que não poden-

do competir directamente com a Audi nas corridas de

protótipos, esta avance para a Fórmula 1.

A convicção é cada vez maior, quando um alto respon- sável do Grupo alemão, confidenciou à revista alemã «Auto Motor und Sport», que não estranharia ver uma das marcas na Fórmula 1, enquadrada no objectivo que visa colocar o grupo como maior construtor de auto- móveis do mundo, em 2018.

02 de Agosto 2011 Ainda a tempo . 21
02
de Agosto 2011
Ainda a tempo . 21

Jardim abandona política se não tiver “uma grande maioria”

*O presidente do PSD-M acusou ainda o governo socialista de ter roubado a Madeira e chamou ao CDS partido de “beatas tontas”.

Ao intervir na festa anual do PSD-M na Herdade do Chão da Lagoa

na presença de cerca de 40 mil pessoas, segundo a organização, Al- berto João Jardim declarou: “Eu peço a todos uma grande maio- ria nas próximas eleições, se eu não tiver maioria para poder governar, eu vou embora da política”.

Continuando, desafiou os líderes dos partidos da oposição lançando

o seguinte repto: “Mas eu quero perguntar, hoje, aqui, aos par-

tidos da oposição, eu quero que os responsáveis pelos partidos da oposição tenham a coragem de dizer que se perderem as elei- ções eles vão embora dos respectivos tachos nos seus partidos e entregam os partidos a gente nova para governar a oposição na Madeira”. “Eu quero ouvir a resposta da oposição”, insistiu.

. “ Eu quero ouvir a resposta da oposição”, insistiu. festa anual dos sociais-democratas da região,

festa anual dos sociais-democratas da região, que decorre no Chão da Lagoa, concelho do Funchal. “Gostava de estar com os meus amigos, entre os quais o líder do PSD”, afirmou Alberto João Jardim, pouco depois de ter chegado ao recinto, num carro descapotável, e quando fazia o tradicional périplo pelas 58 tasquinhas que representam as freguesias do arqui- pélago e estruturas do partido.

Questionado se lamenta a ausência de Pedro Passos Coelho, o pre- sidente do PSD-M e líder do Governo Regional, respondeu afirma- tivamente: “Tenho [pena] mas compreendo”.

“Já estava combinado assim, quando ele esteve cá no congresso

em Abril, se ele fosse primeiro-ministro ia ser complicado vir para aqui, até porque uma festa destas tem sempre rasteiras e os senho- res jornalistas, normalmente, focam é as rasteiras e não focam o essencial”, declarou, para imediatamente acrescentar: “De maneira,

é uma questão de proteção para o próprio primeiro-ministro”

Já sobre as críticas que no sábado, também no Funchal, o presidente do CDS-PP, Paulo Portas, dirigiu ao seu governo, devido ao endi- vidamento, Alberto João Jardim observou: “Não falo de pessoas que não conheço”. Perante a insistência dos jornalistas, o líder do PSD-Madeira explicou que desconhece “a lista toda dos ministros

e dos secretários de Estado”.

Alberto João Jardim reiterou que espera a presença de Passos Coe-

lho na campanha eleitoral para as legislativas regionais, estendendo

o desejo aos dirigentes de outros partidos: “Eu gosto que todos ve-

nham, até os da oposição, que é para fazer despesa nos restaurantes

e hotéis”.

Alternativa aos “ingleses”

líder do PSD-M e presidente do Governo Regional desde Março

de 1978 disse ainda que o seu partido é a alternativa aos ingleses

(que declara ser quem lidera a oposição na Madeira e que os parti-

dos da oposição são suas “marionetes”) e “à burguesia rica disfar- çada de esquerda”. Isso - alegou - porque o PSD-M é um partido que “põe a Madeira em primeiro e só depois é que pensa no partido em Lisboa, en- quanto os outros partidos, aqui, na Madeira, obedecem todos às direcções nacionais, o PSD-M muitas vezes esteve em choque com

O

o seu partido nacional porque, para nós, primeiro está a Madeira e depois é que está o partido”.

Socialistas “roubaram a Madeira

Jardim acusou os socialistas de terem “roubado” a Madeira em cer-

ca de mil milhões de euros nos últimos seis anos dos governos de

José Sócrates, assim como “os fariseus do CDS/PP que são outras marionetes dos ingleses” que se abstiveram na Assembleia da Re-

pública na revisão da lei de finanças regionais e que “querem fechar

o Jornal da Madeira”, um órgão de comunicação social que, sendo

propriedade do Governo Regional, a sua orientação editorial está entregue à Diocese do Funchal. “Temos de expulsá-los do templo debaixo do chicote”, disse o lí- der madeirense, prosseguindo nas críticas ao CDS: “Agiram como

Pôncio e Pilatos quando os socialistas fizeram a lei contra a Ma-

deira [

beatas tontas”. Alberto João Jardim criticou ainda alguns órgãos de comunicação social (RTP e Diário de Notícias do Funchal) e alguns jornalistas que acusou de estarem ao serviço “dos ingleses e da burguesia rica disfarçada de esquerda”.

mas o povo não vai em conversas de cristãozinhos e de

]

Líder madeirense diz não conhecer Portas

O líder do PSD-Madeira disse domingo compreender a ausência do

presidente do partido e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, na

“Walk&Talk Azores” é oportunidade para rasgar preconceitos

Azores” é oportunidade para rasgar preconceitos O Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Ponta Delgada

O Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Ponta Delgada

considerou, sábado, que o “Walk&Talk Azores - primeiro festival

de arte urbana dos Açores – constitui “uma oportunidade de rasgar

preconceitos, desinquietar consciências e alargar horizontes”, tra- zendo a esta cidade “novas linguagens artísticas e tornando-a cada vez mais cosmopolita”. Falando em representação da Presidente da Câmara, na abertura do festival, na Academia das Artes dos Açores, José Andrade destacou

que “o carácter pioneiro deste festival tem a vantagem de abrir ca- minho pelo impacto da novidade, mas terá também o inconveniente

de enfrentar desconfiança e incompreensão”, o que “aumenta ainda

mais o desafio, porque não há uma segunda oportunidade para cau- sar uma primeira impressão”. Segundo adiantou, “a arte urbana, quando se manifesta de forma consentida e responsável, não é um ato de vandalismo, mas uma forma legítima de expressão artística que deve ser reconhecida e

respeitada”.

José Andrade disse ainda que, “além de transformar o centro urba-

no num palco de arte, este festival tem, e sobretudo, a importância

de traduzir a intervenção de uma geração”, uma vez que resulta do espírito de iniciativa e demonstra a capacidade empreendedora de uma juventude que não se quer acomodada e indiferente mas antes inconformada e interventiva”. “Há sempre quem queira catalogar a juventude. Primeiro chama- ram-lhe “geração rasca”, de forma imprópria. Depois chamaram- -lhe “geração à rasca”, infelizmente com alguma razão. Mas nós não queremos uma geração à rasca e muito menos uma geração rasca. Queremos, sim, uma geração que arrisca, que tem iniciativa e intervenção e que recusa políticas paternalistas. Basta que lhe dêem espaço para ela criar e seguir o seu próprio caminho”. Foi por isso que o Vereador da Cultura de Ponta Delgada saudou a criação recente da associação de juventude “Anda & Fala - Inter- pretação Cultural” e se congratulou pela ambição da sua primeira realização – o Festival Walk & Talk.

da sua primeira realização – o Festival Walk & Talk. No final, José Andrade disse esperar

No final, José Andrade disse esperar que este seja apenas o primeiro de muitos festivais e que a nova associação cultural continui a andar por muitos anos e a falar por muitos jovens.

Simcoe, o herói visionário

e a falar por muitos jovens. Simcoe, o herói visionário A primeira segunda-feira de Agosto já

A primeira segunda-feira de Agosto já lá vai. Foi ontem.

Com ela, o feriado cívico que, entre nós, tem o nome de “Si- mcoe Day”, em homenagem a um autêntico herói fundador do Ontario (moderno). Entre nós é mesmo “Simcoe Day”, embora noutros locais do Ontario, tenha outros nomes.

E mesmo que sejamos daqueles que só conhecemos a Dun-

das e mergulhermos nela as nossas raízes, John Graves Sim- coe está lá. E bem vivo, na força que a Dundas, pelo menos em certos troços, empresta à pujante vitalidade da maior Pro- víncia do Canadá. E está lá porque foi ele que a concebeu e mandou construir.

Fervilhavam-lhe na mente as ideias de fazer da sua York (que haveria de dar Toronto) uma grande e cosmopolita cidade

que hoje já é. E nada melhor do que abrir estradas. Facilita-

va o povoamento e fazia nascer o comércio. Punha as então

escassas populações de Hamilton e York a comunicar entre si. Sim, porque a Dundas St., que hoje temos e conhecemos, nasceu de leste para oeste, entre Hamilton e York.

É difícil, talvez, conceber o conceito nos dias que vão cor-

rendo. Só que, naquela altura, havia perigos que hoje nem sonhamos. E Simcoe deu sequência – “copiando”, se quise- rem – ao que faziam os soldados Romanos das Legiões que povoavam a Europa de então (incluindo parte da Inglaterra). Rasgavam estradas para facilitar a defesa. Plantavam solda- dos de espaços a espaços.

De leste para oeste mandou fazer a Dundas, assim chama-

da para homenagear o então secretário das Colónias, Henry

Dundas.

Tinha as fronteiras de defesa de leste para oeste – Hamilton e York – importava cuidar dos outros “pontos”. E de norte para sul, a Yonge Street começou a nascer em Agosto de 1793, tendo terminado em 1976. Os militares trabalhavam de dia e

de noite. O nome Yonge vinha do então ministro da Guerra,

Sir George Yonge. Cuidava-se, para o caso, também, do tri- lho das peles, entre o lago Ontario e o lago Simcoe (nomeado assim em homenagem a seu pai).

A Dundas está ali. A Yonge também. Ambas serviram para

afirmar a soberania de um País. Ambas deram asas a um po- voamento que se impunha e a um crescimento comercial, e não só, e a todos beneficiavam.

John Graves Simcoe. Fundador de York, que haveria de dar Toronto. Como lieutenant governor, a Província do Upper Canada, o nosso Ontario, cresceu a olhos vistos. Aqui Si- mcoe semeou marcos de uma “modernidade” crescente e exemplar. Com a integração dos júris nos Tribunais, com a livre posse de terras, com a abolição da escravatura, uns 34 anos antes dela desaparecer do então Império. Entre muitas outras medidas que fizeram de Simcoe um marco criador de uma Província como a nossa.

Se há heróis nos primórdios da era moderna do Canadá John Graves Simcoe é um deles.

Se quem estas linhas traça tivesse, um dia, dinheiro e tempo,

“Simcoe, o herói visionário” era nome de filme ou de livro. Especialmente para que os novos o conhecessem melhor e

lhe decorassem o nome e os feitos

- CG

22 . Passatempos 02 de Agosto 2011
22 . Passatempos
02 de Agosto 2011
22 . Passatempos 02 de Agosto 2011 Gossip Horóscopo Leão ataca homem que tentou converter animal

Gossip

22 . Passatempos 02 de Agosto 2011 Gossip Horóscopo Leão ataca homem que tentou converter animal

Horóscopo

Leão ataca homem que tentou converter animal ao cristianismo.

Um homem foi atacado por um leão no zoológico de Taipé (capital de Taiwan) ao tentar converter o animal ao cristianismo. “Jesus vai salvá-lo!” gritava o homem de 46 anos a dois leões africanos que estavam deitados sob umas árvores, a alguns metros dele. “Venha morder-me!”, disse ele, com as duas mãos para o alto. Vai daí, um dos leões mordeu o homem na perna direita e num braço, antes que os funcionários do zoológico o conseguissem tirar do local e aplicar tranquilizantes nos animais. Os jornais locais disseram que os leões foram alimentados no começo do dia e, se não fosse por isso, o homem poderia ter sido ferido mais seriamente, ou até mesmo morrer por conta do ataque dos animais.

ou até mesmo morrer por conta do ataque dos animais. Sudoku 4 7 3 8 6
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